{"id":978,"date":"2018-10-22T20:57:36","date_gmt":"2018-10-22T23:57:36","guid":{"rendered":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/?p=978"},"modified":"2021-03-03T21:07:46","modified_gmt":"2021-03-04T00:07:46","slug":"pensamentocomputacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/pensamentocomputacional\/","title":{"rendered":"Constru\u00e7\u00e3o de software educativo, objeto de aprendizagem e recurso educacional aberto para o desenvolvimento do pensamento computacional"},"content":{"rendered":"<section id=\"autores\">(<a href=\"#Silva\">Alzira Ferreira da Silva<\/a>, <a href=\"#Soares\">Cl\u00e1udia Vivien Carvalho de Oliveira Soares<\/a>, <a href=\"#Souza\">Elmara Pereira de Souza<\/a>)<\/section>\n<section id=\"imagemDisparadora\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-1560 aligncenter\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/71560249_487678608749465_9105023800696635392_n-1024x704.jpg\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o Disparadora\" width=\"750\" height=\"516\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/71560249_487678608749465_9105023800696635392_n-1024x704.jpg 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/71560249_487678608749465_9105023800696635392_n-300x206.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/71560249_487678608749465_9105023800696635392_n-768x528.jpg 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/71560249_487678608749465_9105023800696635392_n.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<h4>O que \u00e9 o pensamento computacional? Os software educativos, objetos de aprendizagem e recursos educacionais abertos podem ser utilizados e\/ou produzidos na perspectiva do pensamento computacional? Como utiliz\u00e1-los na educa\u00e7\u00e3o?<\/h4>\n<p>Estas s\u00e3o perguntas que nos instigaram a escrever este cap\u00edtulo pensando em voc\u00ea, leitor! Sabemos que a inform\u00e1tica na educa\u00e7\u00e3o brasileira teve seu marco inicial nas d\u00e9cadas de 70 e 80 do s\u00e9culo passado, quando come\u00e7aram as discuss\u00f5es sobre o uso do computador no processo educacional. Naquela \u00e9poca, o computador era utilizado na educa\u00e7\u00e3o apenas para o ensino da inform\u00e1tica e como auxiliar do professor. O tempo passou, as tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o avan\u00e7aram, pesquisas foram desenvolvidas e houve um progresso significativo na compreens\u00e3o de outros modos de uso das tecnologias digitais no ensino-aprendizagem. Atualmente falamos em pensamento computacional, software educativo, objetos de aprendizagem e recursos educacionais abertos. Voc\u00ea sabe o que s\u00e3o essas \u201ccoisas\u201d? O que \u00e9 pensamento computacional? O pensamento computacional pode ser utilizado no processo de ensino-aprendizagem em qualquer \u00e1rea do conhecimento? O que s\u00e3o Software Educativos, Objetos de Aprendizagem e Recursos Educacionais Abertos? Podemos produzir estes artefatos com base no pensamento computacional? Convidamos voc\u00ea a caminhar conosco por esta estrada e conhecer um pouco da hist\u00f3ria, dos conceitos, desdobramentos e movimentos atuais relacionados ao uso e, em especial, \u00e0 produ\u00e7\u00e3o desses artefatos para a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento, tendo como fio condutor o pensamento computacional. Vamos nessa!<\/p>\n<\/section>\n<section id=\"objetivosEducacionais\">\n<h4>Objetivos Educacionais:<\/h4>\n<ul>\n<li>conhecer os fundamentos e as etapas do pensamento computacional e suas implica\u00e7\u00f5es para a produ\u00e7\u00e3o de Software Educativos (SE), Objetos de Aprendizagem (OA) e Recursos Educacionais Abertos (REA);<\/li>\n<li>conceituar software educativos, objetos de aprendizagem e recursos educacionais abertos;<\/li>\n<li>compreender as perspectivas te\u00f3rico-metodol\u00f3gicas de produ\u00e7\u00e3o e uso de SE, OA e REA na educa\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>identificar possibilidades de autoria de SE, OA e REA para o desenvolvimento do pensamento computacional;<\/li>\n<li>produzir Objetos de Aprendizagem com base nos princ\u00edpios do Pensamento Computacional.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>\u00cdndice:<\/h4>\n<ul>\n<li><a href=\"#s1\">1. Pensamento computacional<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s2\">2. Software Educativo (SE)<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s3\">3. Objeto de aprendizagem (OA)<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s4\">4. Recursos educacionais abertos (REA)<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s5\">5. Conclus\u00e3o<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#resumo\">Resumo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#leituras\">Leituras Recomendadas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#exercicios\">Exerc\u00edcios<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#referencias\">Refer\u00eancias<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#listaAutores\">Sobre as Autoras<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#citar\">Como citar este cap\u00edtulo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#comentarios\">Coment\u00e1rios<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<h2 id=\"s1\">1. Pensamento computacional<\/h2>\n<p>Considerando o campo de atua\u00e7\u00e3o do graduando em computa\u00e7\u00e3o tanto no que diz respeito aos cursos de bacharelado como de licenciatura, ao tratarmos de Software Educativo (SE), Objetos de Aprendizagem (OA) e Recursos Educacionais Abertos (REA) enfatizamos a perspectiva da produ\u00e7\u00e3o, da autoria e das possibilidades de colabora\u00e7\u00e3o em projetos interdisciplinares na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o queremos, com isso, diminuir o valor do uso de tais artefatos para consumo, visto que o conceito de consumo tamb\u00e9m \u00e9 mut\u00e1vel a depender da forma como habilidades e compet\u00eancias s\u00e3o desenvolvidas.<\/p>\n<p>Neste sentido, apresentamos como fio condutor o Pensamento Computacional com base em uma proposta que possa n\u00e3o s\u00f3 abranger a \u00e1rea da computa\u00e7\u00e3o, mas, principalmente, sua amplia\u00e7\u00e3o como forma de proporcionar melhorias na qualidade da educa\u00e7\u00e3o brasileira. Consideramos que o profissional da \u00e1rea de inform\u00e1tica na educa\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental para disseminar novas propostas de fazer educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Vamos iniciando este di\u00e1logo com algumas reflex\u00f5es sobre o que \u00e9 o pensamento computacional e como pode ser utilizado.<\/p>\n<p>Segundo <a href=\"#TEDRE2016\">Tedre e Denning (2016)<\/a>, o pensamento computacional tornou-se centro das aten\u00e7\u00f5es, nos \u00faltimos anos, em decorr\u00eancia de esfor\u00e7os empreendidos, em alguns pa\u00edses, no intuito de trazer a ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o para a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Como exemplo, apresentamos o documento conhecido como <a href=\"http:\/\/scratch.ttu.ee\/failid\/CSTA_K-12_CSS.pdf\"><em>CSTA K\u201312 &#8211; Computer Science Standards<\/em><\/a> (<a href=\"#CSTA2011\">CSTA, 2011<\/a>) &#8211; , desenvolvido pela <a href=\"https:\/\/www.csteachers.org\/\">CSTA (<em>Computer Science Teachers Association<\/em>)<\/a> e pela <a href=\"https:\/\/www.acm.org\/\">ACM (<em>Association for Computing Machinery, Inc<\/em>)<\/a>, publicado em 2011, com defini\u00e7\u00f5es, corpo de conhecimentos necess\u00e1rios e m\u00e9todos de avalia\u00e7\u00e3o. O objetivo centrou-se no desenvolvimento das habilidades do pensamento computacional em escolas de educa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria e secund\u00e1ria nos Estados Unidos, com base no entendimento de que, para serem bem educados, os alunos necessitam de uma compreens\u00e3o clara dos princ\u00edpios e pr\u00e1ticas da ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o j\u00e1 que, ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas, os computadores t\u00eam transformado profundamente o mundo.<\/p>\n<p>Para estes autores, o pensamento computacional refere-se a um conjunto de ideias computacionais que as pessoas adquirem ao vivenciar, nas disciplinas de computa\u00e7\u00e3o ao longo de seu trabalho na concep\u00e7\u00e3o de software, simula\u00e7\u00f5es e computa\u00e7\u00f5es realizadas por m\u00e1quinas. Na vis\u00e3o de <a href=\"#AHO2011\">Aho (2011)<\/a>, o pensamento computacional \u00e9 o processo de pensamento envolvido na formula\u00e7\u00e3o de problemas com vistas a solu\u00e7\u00f5es que possam ser representadas como etapas e algoritmos computacionais.<\/p>\n<p>Nestes termos, \u00e9 importante considerar a possibilidade de encontrar modelos apropriados de computa\u00e7\u00e3o para formular o problema e gerar solu\u00e7\u00f5es. Com base neste entendimento, acionamos os conceitos inerentes \u00e0 ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o: coleta, an\u00e1lise, representa\u00e7\u00e3o de dados, decomposi\u00e7\u00e3o de problemas, abstra\u00e7\u00e3o, algoritmos, automa\u00e7\u00e3o, paralelismo e simula\u00e7\u00e3o. E, ent\u00e3o, perguntamos: Em que medida esses conceitos podem estar relacionados ao que hoje se denomina pensamento computacional? Como poder\u00edamos compreender a import\u00e2ncia do pensamento computacional nos dias atuais em que consumo e produ\u00e7\u00e3o convergem-se em pr\u00e1ticas cada vez mais acess\u00edveis em decorr\u00eancia da cultura contempor\u00e2nea?<\/p>\n<p>Em se tratando de Software Educativo, Objetos de Aprendizagem e Recursos Educacionais Abertos, consideramos de grande relev\u00e2ncia, para os profissionais da \u00e1rea de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, o reconhecimento da fun\u00e7\u00e3o que o pensamento computacional ocupa tanto no que se refere \u00e0 produ\u00e7\u00e3o desses artefatos, como sua utiliza\u00e7\u00e3o como meio de construir conhecimento.<\/p>\n<p>Levando em considera\u00e7\u00e3o que o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico, a abertura de c\u00f3digos e a amplia\u00e7\u00e3o de licen\u00e7as de uso t\u00eam gerado possibilidades de constru\u00e7\u00e3o de recursos digitais em grande escala, e n\u00e3o apenas por profissionais da \u00e1rea espec\u00edfica, parece-nos relevante que a escola agregue novas perspectivas de tratamento do conhecimento que enfatizem o potencial cognitivo do ser humano. Cabe, aqui, uma aten\u00e7\u00e3o ao graduado na \u00e1rea da computa\u00e7\u00e3o, por ter, durante o percurso de estudo, oportunidades de desenvolver habilidades e compet\u00eancias que se aproximam do pensar computacionalmente. N\u00e3o queremos, no entanto, restringir esta possibilidade \u00e0 \u00e1rea da computa\u00e7\u00e3o, como veremos a seguir.<\/p>\n<p>Em 2006, Jeannette Wing escreve um artigo seminal intitulado \u201c<strong>Pensamento Computacional: Um conjunto de atitudes e habilidades que todos, n\u00e3o s\u00f3 cientistas da computa\u00e7\u00e3o, ficaram ansiosos para aprender e usar<\/strong>\u201d, que revolucionou as concep\u00e7\u00f5es at\u00e9 ent\u00e3o vigentes sobre o lugar da ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras ci\u00eancias. Ela nos diz:<\/p>\n<section class=\"blockquote\">[&#8230;] Pensamento computacional \u00e9 uma forma para seres humanos resolverem problemas; n\u00e3o \u00e9 tentar fazer com que eles pensem como computadores. Computadores s\u00e3o enfadonhos; humanos s\u00e3o espertos e imaginativos. N\u00f3s humanos tornamos a computa\u00e7\u00e3o estimulante. Equipados com aparelhos computacionais, usamos nossa intelig\u00eancia para resolver problemas que n\u00e3o arriscar\u00edamos sequer tentar antes da era da computa\u00e7\u00e3o e criar sistemas com funcionalidades limitadas apenas pela nossa imagina\u00e7\u00e3o [&#8230;] Professores de ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o deveriam lecionar uma disciplina chamada \u201cFormas de Pensar como um Cientista da Computa\u00e7\u00e3o\u201d para estudantes no primeiro ano da faculdade, tornando-a dispon\u00edvel n\u00e3o apenas para alunos do curso de ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o. Devemos expor os estudantes pr\u00e9-universit\u00e1rios aos m\u00e9todos e modelos computacionais (<a href=\"#WING2006\">WING, 2006<\/a>, p. 35). [Tradu\u00e7\u00e3o das autoras]<\/section>\n<p>Nesta perspectiva, poder\u00edamos considerar que todas as disciplinas podem utilizar o pensamento computacional nos processos de ensino-aprendizagem? O <em>CSTA K\u201312 Computer Science Standards<\/em> afirma que sim. Vamos ao que ele nos apresenta:<\/p>\n<section class=\"blockquote\">Acreditamos que o pensamento computacional pode ser usado em todas as disciplinas para resolver problemas, criar sistemas, criar novos conhecimentos e melhorar a compreens\u00e3o do poder e das limita\u00e7\u00f5es da computa\u00e7\u00e3o na era moderna. O estudo do pensamento computacional permite a todos os alunos melhor conceituar, analisar e resolver problemas complexos selecionando e aplicando estrat\u00e9gias e ferramentas adequadas, tanto virtualmente quanto no mundo real (CSTA, 2011, p. 9). [Tradu\u00e7\u00e3o das autoras]<\/section>\n<p>Levando em considera\u00e7\u00e3o que a produ\u00e7\u00e3o de artefatos digitais, atualmente, se expande numa velocidade crescente e irrevers\u00edvel no que tange \u00e0s diferentes disciplinas, e sendo o pensamento computacional utilizado na pr\u00e1tica por profissionais da \u00e1rea da computa\u00e7\u00e3o, compreendemos que este profissional agrega os conhecimentos necess\u00e1rios para que tal produ\u00e7\u00e3o contribua efetivamente na constru\u00e7\u00e3o de processos de aprendizagem condizentes com a natureza humana. Como diz <a href=\"#WING2006\">Wing (2006)<\/a>, o pensamento computacional se constitui com base em conceitualiza\u00e7\u00e3o, ideias, habilidades fundamentais e n\u00e3o mec\u00e2nicas. Seria um instrumento capaz de amplificar nosso poder cognitivo humano.<\/p>\n<p>Nas palavras de <a href=\"#BLIKSTEIN2008\">Blikstein (2008)<\/a>, usar computadores, e redes de computadores, para aumentar nossa produtividade, inventividade e criatividade. Nesta perspectiva, n\u00e3o ser\u00e3o os artefatos em si que propiciar\u00e3o mudan\u00e7as, mas toda a gama de conceitos que somos capazes de articular para resolver nossos problemas na busca de um melhor gerenciamento de nossas vidas e de intera\u00e7\u00e3o com as pessoas que conosco compartilham do mundo.<\/p>\n<p>A seguir alguns exemplos do uso do pensamento computacional:<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<th>Concep\u00e7\u00e3o do Pensamento Computacional<\/th>\n<th>\u00c1reas de aplica\u00e7\u00e3o<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Dividir o problema em partes<\/td>\n<td>Literatura: dividir a an\u00e1lise do poema em m\u00e9trica, rima, imagem, estrutura, tom, dic\u00e7\u00e3o e significado.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Reconhecer e encontrar os padr\u00f5es ou tend\u00eancias.<\/td>\n<td>Economia: Encontrar padr\u00f5es c\u00edclicos de aumento e queda da economia no pa\u00eds.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Desenvolver instru\u00e7\u00f5es para resolver problemas ou passos para a tarefa.<\/td>\n<td>Culin\u00e1ria: Escrever uma receita para que os outros usem.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Generalizar padr\u00f5es e tend\u00eancia em regras, princ\u00edpios ou insights.<\/td>\n<td>Matem\u00e1tica: Descobrir as regras para fatorar polin\u00f4mios de 2\u00ba grau.<br \/>\nQu\u00edmica: Determinar regras para liga\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas e as intera\u00e7\u00f5es.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<caption>Fonte: <a href=\"https:\/\/computationalthinkingcourse.withgoogle.com\/unit?lesson=8&amp;unit=1\">What is Computational Thinking?<\/a> [Tradu\u00e7\u00e3o das autoras]<\/caption>\n<\/table>\n<p>Analisando o quadro anterior, na coluna da esquerda observamos que todos os itens se referem a habilidades ou conceitos relacionados ao pensamento computacional. Na coluna da direita, no entanto, h\u00e1 exemplos de como o PENSAMENTO COMPUTACIONAL pode ser utilizado em diversas \u00e1reas do conhecimento como: literatura, economia, culin\u00e1ria, matem\u00e1tica e qu\u00edmica. Portanto, podemos dizer que as habilidades e a forma como os cientistas da computa\u00e7\u00e3o pensam formam o pensamento computacional e que ele pode ser aplicado em qualquer \u00e1rea, sempre que desejar desenvolver um processo ou algoritmo para resolver um problema.<\/p>\n<section class=\"quadro debate\">\n<h5>DEBATE: o pensamento computacional se aplica a qualquer \u00e1rea do conhecimento?<\/h5>\n<p>O Pensamento Computacional tem sido um conceito bastante estudado nos \u00faltimos anos em v\u00e1rias partes do mundo. Os conceitos utilizados na ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o (coleta, an\u00e1lise, representa\u00e7\u00e3o de dados, decomposi\u00e7\u00e3o de problemas, abstra\u00e7\u00e3o, algoritmos, automa\u00e7\u00e3o, paralelismo e simula\u00e7\u00e3o) podem ser usados em qualquer \u00e1rea do conhecimento para desenvolver o pensamento computacional? Que tal um posicionamento sobre a quest\u00e3o?<br \/>\nPara construir seus argumentos conhe\u00e7a um pouco mais sobre o assunto, <a href=\"http:\/\/lite.acad.univali.br\/pt\/pensamento-computacional\/\">clique aqui<\/a> e acesse artigos, sites, v\u00eddeos, etc.<\/p>\n<\/section>\n<section class=\"quadro cineclube\">\n<h5>CINECLUBE: O jogo da imita\u00e7\u00e3o (2014)<\/h5>\n<section class=\"cineclube_cartaz\"><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/O_Jogo_da_Imita%C3%A7%C3%A3o\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1242\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_O_Jogo_da_Imita\u00e7\u00e3o.jpg\" alt=\"O Jogo da Imita\u00e7\u00e3o\" width=\"340\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_O_Jogo_da_Imita\u00e7\u00e3o.jpg 340w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_O_Jogo_da_Imita\u00e7\u00e3o-204x300.jpg 204w\" sizes=\"auto, (max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><\/a> <a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/watch\/70295172\">NetFlix<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=881gfLjFeM8\">YouTube<\/a><\/section>\n<section class=\"cineclube_sinopse\">O filme, baseado em fatos reais, retrata a hist\u00f3ria de Alan Turing, considerado o pai da ci\u00eancia computacional e da intelig\u00eancia artificial.Recomendamos esse filme por apresentar as origens da Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o e por mostrar todo o processo percorrido por Turing at\u00e9 chegar \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o do problema. Levando em considera\u00e7\u00e3o que o desenvolvimento de OA, SE e REA \u00e9 baseado no conceito de algoritmo, indicamos o referido filme por entender que algoritmo \u00e9 um dos pilares do Pensamento Computacional e a hist\u00f3ria de Turing pode provocar reflex\u00f5es em torno do tema abordado no cap\u00edtulo.<\/section>\n<\/section>\n<p>Agora que voc\u00ea j\u00e1 tem uma ideia do que \u00e9 pensamento computacional, vamos conhecer um pouco sobre os Software Educativos, Objetos de Aprendizagem e Recursos Educacionais Abertos, tendo como linha condutora o Pensamento Computacional.<\/p>\n<h2 id=\"s2\">2. Software Educativo (SE)<\/h2>\n<p>Na educa\u00e7\u00e3o \u00e9 comum o uso de recursos que podem ser materializados em objetos, software, m\u00e9todos que auxiliem no processo de ensino e de aprendizagem. Dentre esses, destacamos os software que podem ter um uso modificado para educa\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, uma aplica\u00e7\u00e3o educacional, como um chat para ensino de l\u00ednguas, redes sociais ou software desenvolvido especialmente para o contexto educacional.<\/p>\n<p>Um software educativo ou aplicativo educacional (app) \u00e9 um sistema computacional cujo objetivo \u00e9 auxiliar no processo de ensino-aprendizagem ou de autoaprendizagem. No SE deve existir uma rela\u00e7\u00e3o entre a proposta pedag\u00f3gica, decis\u00f5es de design e processos de aprendizagem.<\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o de software na educa\u00e7\u00e3o est\u00e1 intimamente ligada ao desenvolvimento do hardware e \u00e0 disponibilidade de dispositivos computacionais para a popula\u00e7\u00e3o. Desde a sua primeira aplica\u00e7\u00e3o com objetivos educacionais, na Segunda Guerra Mundial, pesquisadores estadunidenses desenvolveram simuladores de voo para treinamento de pilotos. Nos anos 60, do s\u00e9culo XX, o sistema <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/PLATO_(computer_system)\">PLATO (<em>Programmed Logic for Automatic Teaching Operations<\/em>)<\/a> foi um dos pioneiros; em 1963 surge a linguagem de programa\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/noticia\/linguagem-de-programacao-basic-completa-50-anos\/41748\">BASIC<\/a>, em 1967 a linguagem <a href=\"http:\/\/algol.dcc.ufla.br\/~bruno\/wxlogo\/docs\/oquee.html\">LOGO<\/a>, proposta por Wally Feurzeig, Seymour Papert e Cynthia Solomon, com objetivos educacionais, uma vez que foi desenvolvida especificamente para ensino a estudantes universit\u00e1rios e usu\u00e1rios de computadores. Inspirada na linguagem Logo, em 2007 foi lan\u00e7ada a linguagem de programa\u00e7\u00e3o <a href=\"https:\/\/scratch.mit.edu\/\">Scratch<\/a>, pelo grupo de pesquisa Lifelong Kindergarten, do <em>MIT Media Lab<\/em> do <em>Massachusetts Institute of Technology<\/em> (MIT), liderado por Mitchel Resnick.<\/p>\n<p>O Scratch \u00e9 uma linguagem de programa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica em que voc\u00ea pode criar suas hist\u00f3rias animadas, jogos, anima\u00e7\u00f5es e compartilhar suas cria\u00e7\u00f5es on-line. Foi desenvolvido para que crian\u00e7as e jovens pudessem desenvolver os seus pr\u00f3prios projetos, aprender a pensar de maneira criativa e sistem\u00e1tica, al\u00e9m de trabalhar de forma colaborativa. Ele \u00e9 fornecido gratuitamente, pode ser feito o download no endere\u00e7o <a href=\"https:\/\/scratch.mit.edu\/download\">https:\/\/scratch.mit.edu\/download<\/a> e tamb\u00e9m pode ser utilizado on-line: <a href=\"https:\/\/scratch.mit.edu\">https:\/\/scratch.mit.edu<\/a>.<\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Linguagem Logo: Teoria e Pr\u00e1tica<\/h5>\n<p>Neste pequeno v\u00eddeo (11:17s), Pimentel relata sua experi\u00eancia com a Linguagem Logo. Nesta videoaula, ele contextualiza a import\u00e2ncia hist\u00f3rica da linguagem Logo no contexto da \u00e1rea de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, e apresenta os fundamentos do uso educacional da linguagem, os principais comandos e ilustra como ele trabalhou conte\u00fados educacionais por meio da linguagem Logo na escola em que trabalhou na d\u00e9cada de 1990.<\/p>\n<figure>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=qQXmMkJz8AM<figcaption>Videoaula \u201cLinguagem Logo Teoria e Pr\u00e1tica\u201d, do Professor Pimentel da UNIRIO<br \/>\nFonte: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=qQXmMkJz8AM\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=qQXmMkJz8AM<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>Veja tamb\u00e9m:<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/docs.google.com\/presentation\/d\/1DTQtrF62hdWG7WC59ITMEQImYCerjIxKEI0mzdk-5jY\/edit?usp=sharing\">Brincando com LOGO<\/a> (apostila sobre os comandos da linguagem Logo)<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/docs.google.com\/presentation\/d\/1h2idcuaWrXTurkX62Q66o9jV7pAHMlvSrIQO4tpIkXk\/edit?usp=sharing\">Projetos com LOGO<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Linguagem de programa\u00e7\u00e3o Scratch<\/h5>\n<p>Quer conhecer alguns exemplos de jogos e anima\u00e7\u00f5es desenvolvidos no Scratch? Ent\u00e3o clique nos links abaixo:<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1246\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_Scratch.png\" alt=\"Scratch\" width=\"468\" height=\"325\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_Scratch.png 468w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_Scratch-300x208.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 468px) 100vw, 468px\" \/><br \/>\nScratch<figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/scratch.mit.edu\">https:\/\/scratch.mit.edu<\/a><\/figcaption><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1252\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_ScratchRepositorio.png\" alt=\"Scratch - Reposit\u00f3rio de Objetos de Aprendizagem\" width=\"468\" height=\"290\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_ScratchRepositorio.png 468w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_ScratchRepositorio-300x186.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 468px) 100vw, 468px\" \/><br \/>\nReposit\u00f3rio de Objetos de Aprendizagem feitos com Scratch<figcaption>Fonte: <a href=\"http:\/\/cjccvc.org\/course\/view.php?id=22\">http:\/\/cjccvc.org\/course\/view.php?id=22 <\/a><\/figcaption><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<\/section>\n<p>Na d\u00e9cada de 1990, com o desenvolvimento de hardware, interfaces gr\u00e1ficas e sons foram cada vez mais usados em software. A m\u00eddia em CD-ROM foi o m\u00e9todo adotado para entrega e difus\u00e3o de software educacional. Nos anos 2000, surgiram os software educativos por distribui\u00e7\u00e3o web. A <em>web2.0<\/em>, com sua gama de servi\u00e7os, proporcionou um espa\u00e7o para aplica\u00e7\u00f5es educacionais na perspectiva cliente-servidor. N\u00e3o h\u00e1 a necessidades dos CD-ROM e seus manuais de instala\u00e7\u00e3o. Com a difus\u00e3o dessa tecnologia surgem novos modelos de entrega, assim como novos conceitos como Objetos de Aprendizagem, Recursos Educacionais Abertos e Software Educacionais Livres.<\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Software Educacional Livre?<\/h5>\n<p>O professor Paulo Francisco Slomp (UFRGS) e Andr\u00e9 Ferreira coletaram, avaliaram e catalogaram software educacionais livres para dispositivos m\u00f3veis e criaram um wiki para disponibilizar. Voc\u00ea pode visualizar o resultado neste <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/soft-livre-edu\/wiki\/Tabela_Din%C3%A2mica_Software_Educacional_livre\">link<\/a>.<\/p>\n<\/section>\n<p>Os software educativos s\u00e3o agrupados em diferentes categorias conforme a proposta pedag\u00f3gica. Segundo <a href=\"#GOMES2003\">Gomes, Lins e Gitiran (2003)<\/a>, de acordo com v\u00e1rios autores, t\u00eam-se tr\u00eas distintos sistemas de classifica\u00e7\u00e3o: dicot\u00f4micos (abertos\/ fechados); estrutura cognitiva (sequencial, relacional e criativo); n\u00edvel de aprendizagem dos alunos (tutoriais, aplicativos, programa\u00e7\u00e3o, exerc\u00edcios e pr\u00e1tica, multim\u00eddia e Internet, simula\u00e7\u00e3o, modelagem e jogos) (<a href=\"#VALENTE1999\">VALENTE, 1999<\/a>). Estas classifica\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes para compreendermos a fun\u00e7\u00e3o do software, mas \u00e9 imprescind\u00edvel definir metodologias de desenvolvimento, tanto na perspectiva da Engenharia de Software Educacional (ESE), quanto da Intera\u00e7\u00e3o Humano Computador (IHC), sendo que ambas devem atender um requisito essencial: a teoria pedag\u00f3gica que permeia o contexto educacional.<\/p>\n<p>Estas quest\u00f5es s\u00e3o importantes em decorr\u00eancia da necessidade de compreender os sujeitos e institui\u00e7\u00f5es, em especial professores e alunos e suas rela\u00e7\u00f5es no processo de ensino-aprendizagem. Tudo isso revela a complexidade de se desenvolver um software educativo. Neste sentido, \u00e9 preciso pensar em desenvolver interfaces que sejam f\u00e1ceis de usar e agrad\u00e1veis ao uso (<a href=\"#NORMAN2013\">NORMAN, 2013<\/a>). \u00c9 preciso que os usu\u00e1rios finais, alunos e professores, concentrem-se no processo cognitivo em vez de focarem na aprendizagem da intera\u00e7\u00e3o com o sistema em si.<\/p>\n<p>Os software educativos podem ser utilizados na \u00e1rea de computa\u00e7\u00e3o para a aprendizagem de conte\u00fados e na promo\u00e7\u00e3o do pensamento computacional, visto que o desenvolvimento de SE envolve abstra\u00e7\u00e3o, decomposi\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A Engenharia de Software Educativo se preocupa em definir processos que garantam a qualidade de software, que seja confi\u00e1vel e funcional. Nesta perspectiva, como destacam <a href=\"#ALMEIDA2013\">Almeida e Almeida (2013<\/a>, p. 35) \u201cum sistema educativo, por mais simples que seja, traduz e delimita conhecimentos em processo din\u00e2mico de comunica\u00e7\u00e3o e percep\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>As disciplinas Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o e Software Educativo , tanto para bacharelado quanto para licenciatura, podem proporcionar espa\u00e7os em que alunos e professores interajam com um problema e desenvolvam recursos digitais.<\/p>\n<p>Como dito anteriormente, pensar em software ou app educacional \u00e9 pensar em conte\u00fado, processos de aprendizagem e design. Isso favorecer\u00e1 a aplica\u00e7\u00e3o e consolida\u00e7\u00e3o de conte\u00fados das disciplinas de computa\u00e7\u00e3o, m\u00e9todos, bem como servir\u00e1 de espa\u00e7o para avaliar o desenvolvimento do pensamento computacional por parte dos graduandos. \u00c9 fundamental ressaltar a import\u00e2ncia da intera\u00e7\u00e3o aluno-professor, aluno-aluno, aluno-conhecimento, professor-objeto de ensino, aluno-objeto de aprendizagem para que o processo possa se consolidar.<\/p>\n<p>Assim como na gradua\u00e7\u00e3o, na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica, os software educacionais podem ser usados para desenvolvimento do pensamento computacional. Destacamos o uso de linguagem de programa\u00e7\u00e3o, com editores de textos ou IDE (do ingl\u00eas <em>Integrated Development Environment<\/em> \u2013 ambiente de desenvolvimento integrado), com o foco no projeto de algoritmos, abstra\u00e7\u00e3o e decomposi\u00e7\u00e3o. A rob\u00f3tica educativa, visando ao ensino de computa\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m \u00e9 um exemplo que possibilita a \u201cconstru\u00e7\u00e3o\u201d do pensamento computacional. Almeida Silva (2016) cita alguns software para programa\u00e7\u00e3o, como <a href=\"https:\/\/code.org\/\">Code<\/a>, <a href=\"https:\/\/scratch.mit.edu\/\">Scratch<\/a>, <a href=\"http:\/\/robomind.com.br\/\">RoboMind<\/a>, <a href=\"http:\/\/lightbot.com\/\">LightBot<\/a>. Para a programa\u00e7\u00e3o colaborativa (em pares), temos dispon\u00edveis sistemas web como <a href=\"https:\/\/codebunk.com\/\">Codebunk <\/a>e <a href=\"https:\/\/scrapfy.io\/\">scrapfy.io<\/a>.<\/p>\n<p>Alguns destes software se enquadram na categoria de software de autoria, que possibilitam abstrair alguns aspectos presentes nas IDE, mas contribuem igualmente para o ensino de processos de desenvolvimento e design de interfaces digitais educacionais. Neste caso, os alunos devem ser desafiados a conhecer como os outros compreendem o conte\u00fado, como resolvem as suas tarefas com o uso de sistemas digitais para que possam produzir software educacionais adequados \u00e0 realidade educacional. Tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio compreender o design, para que se possa apresentar uma solu\u00e7\u00e3o que atenda \u00e0s necessidades dos usu\u00e1rios. \u00c9 preciso desenvolver abstra\u00e7\u00f5es, decomposi\u00e7\u00e3o, fazer avalia\u00e7\u00f5es. Isso \u00e9 um processo complexo, que exige intera\u00e7\u00e3o entre professores e alunos.<\/p>\n<p>Nesta etapa, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio utilizar uma metodologia tradicional de Engenharia de Software ou IHC, mas podem ser adotadas atividades b\u00e1sicas de <em>design <\/em>como identifica\u00e7\u00e3o das necessidades dos usu\u00e1rios e estabelecimento de requisitos, desenvolvimento de <em>design <\/em>alternativos, constru\u00e7\u00e3o de prot\u00f3tipos alternativos e avalia\u00e7\u00e3o de <em>design <\/em>(<a href=\"#PREENCE2005\">PREENCE; ROGER; SHARP, 2005<\/a>). Na ESE, as atividades de desenvolvimento s\u00e3o agrupadas em fases, como: defini\u00e7\u00e3o de requisitos, an\u00e1lise, projeto, desenvolvimento, teste e implanta\u00e7\u00e3o. Assim, os alunos dever\u00e3o, a cada passo, buscar refinar as solu\u00e7\u00f5es estabelecidas tendo em mente os requisitos elucidados.<\/p>\n<p>Outro recurso que pode ser utilizado, tanto para aquisi\u00e7\u00e3o de conte\u00fados de programa\u00e7\u00e3o quanto de desenvolvimento, s\u00e3o os motores de jogos que possibilitam a cria\u00e7\u00e3o de jogos digitais. Esses, al\u00e9m dos aspectos computacionais, envolvem, no seu processo de cria\u00e7\u00e3o, conceitos referentes a narrativas interativas (jogos com narrativa) e jogabilidade. Existem, atualmente, v\u00e1rios motores de jogos que s\u00e3o livres, como o <a href=\"https:\/\/docs.blender.org\/manual\/ko\/dev\/game_engine\/index.html\">Blender Game Engine<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.baixaki.com.br\/download\/unity-engine.htm\">Unity Engine<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.baixaki.com.br\/download\/unreal-development-kit.htm\">Unreal Development Kit<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.baixaki.com.br\/download\/game-maker.htm\">Game Maker<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.roblox.com\/develop\">RoboLox Studio<\/a>.<\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Apresentando o Movimento Maker<\/h5>\n<p>O movimento maker \u00e9 uma evolu\u00e7\u00e3o do Fa\u00e7a Voc\u00ea Mesmo (ou <em>Do-It-Yourself<\/em>, em ingl\u00eas), que se apropriou de ferramentas tecnol\u00f3gicas como a placa Ardu\u00edno, impressoras 3D, cortadoras a laser e kits de rob\u00f3tica, prototipa\u00e7\u00e3o e fabrica\u00e7\u00e3o de produtos, solu\u00e7\u00f5es e projetos.<\/p>\n<p>A internet, ao conectar \u201cfazedores\u201d e facilitar a divulga\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos e manuais de experi\u00eancias, tamb\u00e9m foi respons\u00e1vel pela populariza\u00e7\u00e3o da cultura.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/futura.org.br\/trilhas-do-conhecimento\/o-que-e-a-cultura-maker-e-o-que-ela-tem-a-ver-com-a-educacao\">O que \u00e9 a Cultura Maker e o que ela tem a ver com a educa\u00e7\u00e3o?<\/a><\/p>\n<p>O movimento maker \u00e9 uma tend\u00eancia crescente em todo o mundo e j\u00e1 est\u00e1 mudando a realidade de algumas escolas brasileiras. O barateamento de tecnologias como impressoras 3D e cortadoras a laser permite que dentro de laborat\u00f3rios pequenos sejam fabricados objetos que, at\u00e9 h\u00e1 pouco tempo, s\u00f3 podiam ser produzidos em linhas de montagem industriais. Transformar o modelo de escola vai bem al\u00e9m de instalar um laborat\u00f3rio sofisticado. Uma escola que deseja aderir de forma plena ao movimento maker deve organizar cen\u00e1rios de aprendizagem que permitam participa\u00e7\u00e3o e autoria por parte dos alunos.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.revistaeducacao.com.br\/movimento-maker-alunos-se-tornam-produtores-de-conhecimentos-e-objetos\">Movimento maker: alunos se tornam produtores de conhecimentos e objetos<\/a><\/p>\n<p>Ou\u00e7a o <a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/porvir\">podcast <\/a>sobre como montar um Laborat\u00f3rio Maker &#8211; Instituto Povir.<\/p>\n<\/section>\n<p>Outra quest\u00e3o a ser pensada \u00e9 a avalia\u00e7\u00e3o de software ou app educativo. Neste caso, \u00e9 necess\u00e1rio definir crit\u00e9rios baseados em usabilidade, funcionalidades, uso de metadados que facilitem a identifica\u00e7\u00e3o do p\u00fablico-alvo, objetivos, l\u00edngua, n\u00edvel educacional, etc. Al\u00e9m disso, \u00e9 importante avaliar as constru\u00e7\u00f5es dos usu\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o ao conhecimento que emergem por meio dos processos de intera\u00e7\u00e3o sujeito-interface, poss\u00edvel em contexto de uso. S\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es estabelecidas pelos alunos e professores que permitem avaliar o quanto o software se aproxima da proposta pedag\u00f3gica definida na etapa de levantamento de requisitos. \u00c9 importante salientar que o processo de avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 dividido em etapas de acordo com os crit\u00e9rios citados. Cada etapa envolve quest\u00f5es t\u00e9cnicas e te\u00f3ricas que devem ser observadas pela equipe de avalia\u00e7\u00e3o. Neste sentido, <a href=\"#VARGAS1999\">Vargas (1999<\/a>, p. 3) ressalta:<\/p>\n<section class=\"blockquote\">Para a avalia\u00e7\u00e3o da qualidade de software educacionais \u00e9 necess\u00e1rio ir al\u00e9m de quest\u00f5es padronizadas e meramente t\u00e9cnicas, acrescentando e englobando elementos de natureza pedag\u00f3gica de m\u00faltiplas dimens\u00f5es, como, por exemplo, os aspectos ideol\u00f3gicos e psicol\u00f3gicos.<\/section>\n<p><a href=\"#RESENDE2013\">Resende (2013<\/a>, p. 23) destaca que \u201co estudo sobre m\u00e9todos de avalia\u00e7\u00e3o de software envolve um modo sistem\u00e1tico de an\u00e1lise de m\u00e9todos, modelos, produtos e ferramentas que resultem em contribui\u00e7\u00f5es efetivas para a determina\u00e7\u00e3o da qualidade de um software\u201d. A autora apresenta m\u00e9todos como o modelo <a href=\"http:\/\/cs.joensuu.fi\/~tup\/\">Technology, Usability and Pedagogy<\/a> (TUP), <a href=\"http:\/\/www.cs.umd.edu\/~mvz\/handouts\/gqm.pdf\">Goal-Question-Metrics<\/a> (GQM), <a href=\"https:\/\/www.nngroup.com\/articles\/ten-usability-heuristics\/\">Heur\u00edsticas de Jacob Nielsen<\/a>, a norma NBR ISO\/IEC 25010, Diferencial Sem\u00e2ntico de Osgood e M\u00e9todo de Reeves.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o pode ser realizada por professores e por alunos, assim como por especialistas, pois \u00e9 um mecanismo importante para se pensar sobre o processo de ensino-aprendizagem. Isso pode ser um momento para se avaliar como o software educativo proporciona situa\u00e7\u00f5es de aprendizagens, se elas s\u00e3o eficazes e se necessitam mudan\u00e7as.<\/p>\n<p>Agora que voc\u00ea j\u00e1 conhece um pouco sobre software educativo vamos aprender sobre objetos de aprendizagem.<\/p>\n<h2 id=\"s3\">3. Objeto de aprendizagem (OA)<\/h2>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 deve ter ouvido falar em Objetos de Aprendizagem ou simplesmente OA. Mas o que \u00e9, de fato, OA? Ser\u00e1 que qualquer recurso utilizado na educa\u00e7\u00e3o pode ser considerado OA? Quando falamos em Objetos de Aprendizagem s\u00e3o v\u00e1rios os conceitos encontrados na literatura. <a href=\"#WILEY2000\">Wiley (2000)<\/a> afirma que OA s\u00e3o quaisquer recursos digitais que possam ser reutilizados para apoio aos processos de aprendizagem. Segundo <a href=\"#TAROUCO2003\">Tarouco, Fabre e Tamusiunas (2003)<\/a>, objetos de aprendizagem s\u00e3o blocos criados a partir de linguagens e ferramentas de autoria que permitem maior produtividade, uma vez que sua constru\u00e7\u00e3o demanda muito tempo e recursos, especialmente quando envolvem multim\u00eddia. <a href=\"#SILVA2011\">Silva (2011<\/a>, p. 22) diz que \u201cem 2002 o <em>Learning Technology Standards Committee (LTSC)<\/em>, \u00f3rg\u00e3o pertencente ao <em>Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE)<\/em>, apresentou o padr\u00e3o <em>Learning Object Metadata (LOM)<\/em>\u201d, ampliando o conceito de OA.<\/p>\n<p>Nesta nova vis\u00e3o, o OA \u00e9 qualquer elemento digital ou n\u00e3o digital que possa ser utilizado para aprendizagem, educa\u00e7\u00e3o ou treinamento. Por\u00e9m, esta perspectiva nos parece bastante ampla, n\u00e3o acha? Por isso, como estamos dialogando com pessoas da \u00e1rea da inform\u00e1tica na educa\u00e7\u00e3o, optamos por conceituar objeto de aprendizagem como qualquer recurso ou objeto digital utilizado pedagogicamente e que pode ser combinado e reutilizado para fins educacionais.<\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>De onde vem o termo Objeto de Aprendizagem?<\/h5>\n<p>Bem, a denomina\u00e7\u00e3o OA atribu\u00edda a recursos digitais consolidou-se a partir de 1994 pelo grupo de trabalho liderado por Wayne Hodgins e pelo LTSC do IEEE, que os define em sua norma 1484 como uma entidade, digital ou n\u00e3o digital, que pode ser usada para aprendizagem, educa\u00e7\u00e3o e treinamento.<\/p>\n<\/section>\n<p>Um dos grandes benef\u00edcios dos objetos de aprendizagem \u00e9 a sua reutiliza\u00e7\u00e3o. V\u00eddeos, anima\u00e7\u00f5es, simula\u00e7\u00f5es, imagens, sons utilizados, com objetivo pedag\u00f3gico, podem ser considerados objetos de aprendizagem.<\/p>\n<p>Segundo <a href=\"#FLORES2013\">Flores, Tarouco e Reategui (2013)<\/a>, \u00e9 importante observar que as atividades dos OA devem ser usadas com a finalidade de desenvolver a cogni\u00e7\u00e3o, e, neste sentido, precisam ser cuidadosamente planejadas para que a partir delas seja poss\u00edvel construir conhecimentos, desenvolver capacidades, habilidades e compet\u00eancias. Ao utilizar o OA o aluno se torna o autor e coautor da constru\u00e7\u00e3o de seu conhecimento.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1254\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_ObjetoAprendizagem.png\" alt=\"Objetos de Aprendizagem\" width=\"590\" height=\"550\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_ObjetoAprendizagem.png 590w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_ObjetoAprendizagem-300x280.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 590px) 100vw, 590px\" \/><br \/>\nObjetos de Aprendizagem<figcaption>Fonte: <a href=\" http:\/\/tutnaedudistancia.blogspot.com\/2015\/07\/charges.html\">http:\/\/tutnaedudistancia.blogspot.com\/2015\/07\/charges.html<\/a> [adaptado pelas autoras]<\/figcaption><\/figure>\n<p>Vamos pensar um pouco sobre a mensagem trazida nesta charge. Ser\u00e1 que os OA que reproduzem o que j\u00e1 se faz na educa\u00e7\u00e3o \u201ctradicional\u201d h\u00e1 anos s\u00e3o realmente inovadores? Os OA, de fato, podem trazer inova\u00e7\u00e3o e provocar mudan\u00e7a de contexto educacional. No entanto, ao utilizar e\/ou criar um OA podemos ser impulsionados a repetir o mesmo, a fazer em formato digital o que j\u00e1 era feito em \u201c\u00e1tomos\u201d, como nos faz pensar Nicholas <a href=\"#NEGROPONTE1995\">Negroponte (1995)<\/a>, um dos fundadores do <em>Media Lab<\/em> do MIT, em seu livro <a href=\"http:\/\/www.pfvasconcellos.eti.br\/downloads\/graffiare_speciale.pdf\">A Vida Digital<\/a>.<\/p>\n<p>Os OA, assim como os REA (que veremos na pr\u00f3xima se\u00e7\u00e3o) s\u00e3o considerados inova\u00e7\u00f5es educacionais advindas das tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (TIC). Para ser considerado OA \u00e9 desej\u00e1vel que essa inova\u00e7\u00e3o agregue a possibilidade de fazermos algo diferente, algo que dificilmente far\u00edamos sem as TIC, seja nas ci\u00eancias exatas, nas ci\u00eancias da natureza, nas humanidades, nas artes ou em qualquer \u00e1rea do conhecimento.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso entender tanto o potencial das tecnologias digitais para a educa\u00e7\u00e3o, quanto estudar novas metodologias de ensino-aprendizagem para que os OA possam ser inovadores. As tecnologias digitais podem nos conduzir \u00e0 inven\u00e7\u00e3o, ao exerc\u00edcio da alteridade e, talvez, possam produzir novas educa\u00e7\u00f5es, novas possibilidades de produ\u00e7\u00e3o de conhecimentos. Portanto, para que a incorpora\u00e7\u00e3o das tecnologias, dos OA na educa\u00e7\u00e3o, aconte\u00e7a efetivamente, \u00e9 preciso que este processo seja gradativo, levando em considera\u00e7\u00e3o a realidade em que est\u00e1 inserido.<\/p>\n<p>Com o avan\u00e7o da Internet os OA ganham mais espa\u00e7o nos projetos educacionais, visto que mais reposit\u00f3rios podem ser criados e disponibilizados para que qualquer pessoa possa acessar.<\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>A import\u00e2ncia dos metadados para a indexa\u00e7\u00e3o do OA<\/h5>\n<p>Para que um objeto de aprendizagem possa ser recuperado e reutilizado \u00e9 preciso que esse objeto seja devidamente indexado (preenchimento dos metadados) e armazenado em um reposit\u00f3rio. Contudo, o preenchimento de metadados ainda \u00e9 o gargalo no desenvolvimento dos OA e um fator desestimulante de sua cria\u00e7\u00e3o. Isso porque a indexa\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo muito trabalhoso e que demanda muito tempo. Al\u00e9m disso, muitos criadores de OA e indexadores t\u00eam d\u00favidas sobre com que valores preencher os metadados ou h\u00e1 interpreta\u00e7\u00f5es diferentes sobre os valores a serem fornecidos. Os resultados s\u00e3o metadados incompletos, com valores amb\u00edguos ou semanticamente inconsistentes, o que acaba por prejudicar a recupera\u00e7\u00e3o e, consequentemente, a reutiliza\u00e7\u00e3o dos OA.<\/p>\n<p>Os padr\u00f5es mais aceitos atualmente para a formata\u00e7\u00e3o dos pacotes de conte\u00fado s\u00e3o o <em>SCORM (Shareable Content Objetct Reference Model)<\/em> e o <em>IMS content Packaging<\/em>.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Objeto_de_aprendizagem\">Objeto de aprendizagem (wikipedia)<\/a><\/p>\n<\/section>\n<p>Como qualquer recurso digital, os OA precisam seguir alguns padr\u00f5es e protocolos t\u00e9cnicos. \u00c9 importante tamb\u00e9m que o OA tenha granularidade, isto \u00e9, seja flex\u00edvel para ser utilizado em diversas situa\u00e7\u00f5es e contextos.<\/p>\n<p>Na cria\u00e7\u00e3o de um OA \u00e9 fundamental que sejam observados tantos os aspectos t\u00e9cnicos quanto os pedag\u00f3gicos. Segundo <a href=\"#SILVA2011\">Silva (2011)<\/a>, em rela\u00e7\u00e3o aos aspectos pedag\u00f3gicos, espera-se que os recursos sejam capazes de garantir a aprendizagem e a avalia\u00e7\u00e3o e os aspectos t\u00e9cnicos requerem protocolos espec\u00edficos e padr\u00f5es para a entrega de conte\u00fados, garantindo a interoperabilidade entre diferentes ambientes virtuais de aprendizagem.<\/p>\n<h3>Produzindo objeto de aprendizagem<\/h3>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de um OA pode parecer complexa se analisarmos quest\u00f5es t\u00e9cnicas espec\u00edficas da ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o ou \u00e1reas afins. O ideal \u00e9 que os OA sejam produzidos por equipes multidisciplinares (programador, design gr\u00e1fico, pedagogo, professor, etc.). Por\u00e9m, sabemos das dificuldades em montar tais equipes para desenvolver os OA. E n\u00e3o d\u00e1 para esperar que tenhamos equipes completas para criar OA, n\u00e3o \u00e9 mesmo? Um OA pode ser criado em diferentes plataformas ou linguagens, como HTML, Java e Flash, por exemplo. \u00c9 importante que o software de cria\u00e7\u00e3o de OA seja capaz de reunir e empacotar, em formato SCORM ou IMS. Atualmente, h\u00e1 software de autoria que facilitam a produ\u00e7\u00e3o de OA por professores, alunos ou pessoas que n\u00e3o t\u00eam conhecimentos t\u00e9cnicos mais aprofundados, que n\u00e3o sejam programadores. O uso destes software favorece o desenvolvimento do pensamento computacional na cria\u00e7\u00e3o do OA, levando em considera\u00e7\u00e3o que possibilita abstra\u00e7\u00e3o, decomposi\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de algoritmos.<\/p>\n<p>A seguir alguns exemplos de software de autoria:<\/p>\n<h4>Hotpotatoes<\/h4>\n<p>\u00c9 um software de autoria desenvolvido pelo grupo de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro de Inform\u00e1tica e M\u00e9dia da Universidade de Victoria, Canad\u00e1, pode ser utilizado para produ\u00e7\u00e3o de atividades interativas para a web e compartilhamento em ambientes virtuais de aprendizagem. Institui\u00e7\u00f5es educacionais podem utilizar gratuitamente, necessitando apenas preencher um formul\u00e1rio no site <a href=\"http:\/\/web.uvic.ca\/hrd\/hotpot\">http:\/\/web.uvic.ca\/hrd\/hotpot<\/a>. As atividades criadas no Hotpotatoes podem ser salvas em html, compat\u00edveis com os principais navegadores e sistemas operacionais.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1255\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_HotPotatoes.png\" alt=\"HotPotatoes\" width=\"406\" height=\"275\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_HotPotatoes.png 406w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_HotPotatoes-300x203.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px\" \/><br \/>\nHotPotatoes<figcaption>Fonte: <a href=\"http:\/\/web.uvic.ca\/hrd\/hotpot\">http:\/\/web.uvic.ca\/hrd\/hotpot<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Atividades que podem ser desenvolvidas no Hotpotatoes<\/h5>\n<p>O Hotpotatoes permite que sejam desenvolvidas atividades de cinco tipos:<\/p>\n<ul>\n<li>Jquiz \u2013 Perguntas e respostas<\/li>\n<li>JCloze \u2013 Completar lacunas<\/li>\n<li>JMatch \u2013 Associa\u00e7\u00e3o de colunas<\/li>\n<li>JMix \u2013 Ordena\u00e7\u00e3o de palavras e frases<\/li>\n<li>JCross \u2013 Palavras cruzadas<\/li>\n<\/ul>\n<p>Download do Hotpotatoes <a href=\"https:\/\/hotpot.uvic.ca\">https:\/\/hotpot.uvic.ca<\/a><br \/>\nExemplos de atividades <a href=\"http:\/\/www.atividadeseducativas.com.br\">http:\/\/www.atividadeseducativas.com.br<\/a><\/p>\n<\/section>\n<h4>eXelearning<\/h4>\n<p>\u00c9 uma ferramenta simples que auxilia professores e alunos a publicar conte\u00fado de aprendizagem na <em>Web<\/em> sem necessidade de ser proficiente nas linguagens HTML ou XML. \u00c9 uma ferramenta de autoria disponibilizada gratuitamente, como software aberto (<em>Open Source<\/em>).<\/p>\n<p>Os recursos criados com eXe podem ser exportados em diversos formatos: <em>IMS Content Package<\/em>, <em>IMS Common Cartridge format<\/em>, p\u00e1gina web simples, <em>sites web<\/em> autocontidos, SCORM 1.2, arquivo texto simples, conjunto de anota\u00e7\u00f5es para iPod.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1258\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_eXelearning.png\" alt=\"eXelearning\" width=\"475\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_eXelearning.png 475w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_eXelearning-300x164.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 475px) 100vw, 475px\" \/><br \/>\neXelearning<figcaption>Fonte: <a href=\"http:\/\/exelearning.net\">http:\/\/exelearning.net<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Para saber um pouco mais sobre o eXelearning<\/h5>\n<p>Tutorial do eXelearing <a href=\"http:\/\/penta2.ufrgs.br\/exelearning\">http:\/\/penta2.ufrgs.br\/exelearning<\/a><br \/>\nDownload do eXelearning <a href=\"http:\/\/exelearning.net\/downloads\">http:\/\/exelearning.net\/downloads<\/a><\/p>\n<\/section>\n<p>J\u00e1 vimos alguns exemplos de software de autoria para cria\u00e7\u00e3o de OA em que o pensamento computacional pode ser desenvolvimento. Agora vamos apresentar alguns reposit\u00f3rios de OA.<\/p>\n<h3>Reposit\u00f3rios de objeto de aprendizagem<\/h3>\n<p>Reposit\u00f3rios s\u00e3o espa\u00e7os <em>on-line<\/em> que disponibilizam objetos de aprendizagem e recursos digitais. No Brasil, a maior parte do acervo de OA \u00e9 criada e mantida por universidades e institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas. Segundo <a href=\"#SILVA2011\">Silva (2011)<\/a>, se considerada a demanda existente, a oferta ainda \u00e9 pequena, mas, gradativamente, este tipo de servi\u00e7o se amplia, possibilitando ao educador o acesso a muitos recursos interessantes.<\/p>\n<p>A seguir alguns exemplos de reposit\u00f3rios:<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<th>Reposit\u00f3rio (Institui\u00e7\u00e3o)<br \/>\nEndere\u00e7o URL<\/th>\n<th>\u00c1rea(s)<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Laborat\u00f3rio Did\u00e1tico Virtual &#8211; LABVIRT (USP)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.labvirtq.fe.usp.br\/indice.asp\">http:\/\/www.labvirtq.fe.usp.br\/indice.asp<\/a><\/td>\n<td>Qu\u00edmica<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Laborat\u00f3rio virtual de matem\u00e1tica (UNIJU\u00cd)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.projetos.unijui.edu.br\/matematica\">http:\/\/www.projetos.unijui.edu.br\/matematica<\/a><\/td>\n<td>Matem\u00e1tica<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>PROATIVA (UFC)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.proativa.virtual.ufc.br\">http:\/\/www.proativa.virtual.ufc.br<\/a><\/td>\n<td>Diversas \u00e1reas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>PHET (University of Colorado Boulder)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/phet.colorado.edu\/pt_BR\/simulations\/category\/new\">http:\/\/phet.colorado.edu\/pt_BR\/simulations\/category\/new<\/a><\/td>\n<td>Matem\u00e1tica, F\u00edsica, Qu\u00edmica e Ci\u00eancias da natureza<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Lapren (PUC-RS)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.pucrs.br\/logos\/lapren\/\">http:\/\/www.pucrs.br\/logos\/lapren\/<\/a><\/td>\n<td>Biologia, F\u00edsica, Matem\u00e1tica, Qu\u00edmica, L\u00edngua inglesa, L\u00edngua portuguesa<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>BBC Learning English (BBC)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.bbc.co.uk\/worldservice\/learningenglish\">http:\/\/www.bbc.co.uk\/worldservice\/learningenglish<\/a><\/td>\n<td>L\u00edngua inglesa<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>MERLOT (California State University)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.merlot.org\/merlot\/index.htm\">http:\/\/www.merlot.org\/merlot\/index.htm<\/a><\/td>\n<td>Diversas \u00e1reas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>MIT Opencourseware (Massachusetts Institute of Tecnology)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/ocw.mit.edu\/index.htm\">http:\/\/ocw.mit.edu\/index.htm<\/a><\/td>\n<td>Diversas \u00e1reas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Banco Internacional de Objetos Educacionais (MEC, MCTIC)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/objetoseducacionais2.mec.gov.br\">http:\/\/objetoseducacionais2.mec.gov.br<\/a><\/td>\n<td>Diversas \u00e1reas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Portal do Professor (MEC, MCTIC)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/portaldoprofessor.mec.gov.br\">http:\/\/portaldoprofessor.mec.gov.br<\/a><\/td>\n<td>Diversas \u00e1reas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Portal Dom\u00ednio P\u00fablico (MEC)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.dominiopublico.gov.br\">http:\/\/www.dominiopublico.gov.br<\/a><\/td>\n<td>Diversas \u00e1reas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Ambiente Educacional Web (Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o &#8211; BA)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/ambiente.educacao.ba.gov.br\">http:\/\/ambiente.educacao.ba.gov.br<\/a><\/td>\n<td>Diversas \u00e1reas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>LabVirt (USP)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.labvirt.fe.usp.br\/\">http:\/\/www.labvirt.fe.usp.br\/<\/a><\/td>\n<td>F\u00edsica e Qu\u00edmica<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Khan Academy (Khan Academy)<br \/>\n<a href=\"https:\/\/pt.khanacademy.org\">https:\/\/pt.khanacademy.org<\/a><\/td>\n<td>Matem\u00e1tica, Ci\u00eancias, Artes, Humanidades, Economia<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>CESTA (UFRGS)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/cesta2.cinted.ufrgs.br\/xmlui\">http:\/\/cesta2.cinted.ufrgs.br\/xmlui<\/a><\/td>\n<td>Diversas \u00e1rea<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Escola Digital (Escola Digital)<br \/>\n<a href=\"https:\/\/rede.escoladigital.org.br\/\">https:\/\/rede.escoladigital.org.br\/<\/a><\/td>\n<td>Diversas \u00e1reas<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Portal Educacional do Estado do Paran\u00e1 (Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o &#8211; PR)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.diaadia.pr.gov.br\/\">http:\/\/www.diaadia.pr.gov.br\/<\/a><\/td>\n<td>Diversas \u00e1reas<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE: selecione 3 objetos de aprendizagem<\/h5>\n<p>Levando em considera\u00e7\u00e3o o potencial de reuso dos OA, escolha tr\u00eas OA em diferentes reposit\u00f3rios dispon\u00edveis na lista apresentada, explore e analise as possibilidades de utiliza\u00e7\u00e3o desses OA em diferentes \u00e1reas do conhecimento.<\/p>\n<\/section>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Quer conhecer um pouco mais sobre OA?<\/h5>\n<p>Na se\u00e7\u00e3o <a href=\"#leituras\">Leituras Recomendadas<\/a>, indicamos tr\u00eas livros para voc\u00ea conhecer mais sobre objetos de aprendizagem. Al\u00e9m dos livros, para quem desejar conhecer mais sobre como produzir e como usar OA, recomendamos os v\u00eddeos produzidos pela plataforma Escola Digital. Eles trazem dicas sobre como criar e utilizar na educa\u00e7\u00e3o os objetos de aprendizagem digitais:<\/p>\n<figure>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ylsrDN72jbs<br \/>\nObjetos Digitais de Aprendizagem &#8211; Dicas sobre como produzir<figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ylsrDN72jbs\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ylsrDN72jbs<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<figure>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=KNl4fbj-ZW4<br \/>\nObjetos Digitais de Aprendizagem &#8211; Dicas sobre como usar<figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=KNl4fbj-ZW4\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=KNl4fbj-ZW4<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<\/section>\n<p>Bem, at\u00e9 aqui aprendemos sobre software educativo e objetos de aprendizagem. Agora, vamos saber como pode ser ampliado o potencial de uso dos SE e OA como Recursos Educacionais Abertos.<\/p>\n<h2 id=\"s4\">4. Recursos educacionais abertos (REA)<\/h2>\n<p>Para iniciar a nossa conversa sobre Recursos Educacionais Abertos (REA), lan\u00e7amos o seguinte questionamento: Como compreender este conceito se quisermos desenvolver um pensamento computacional?<\/p>\n<p>Bem, refletindo sobre o pensamento computacional, que tal analisarmos cada uma das palavras que comp\u00f5em esse termo?<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, pensemos em <strong>Recursos<\/strong>. Em uma busca por dicion\u00e1rios na rede (Houaiss; Priberam), encontramos algumas possibilidades. Dentre elas, precisamos nos pautar ao que mais nos interessa. Neste sentido, escolhemos algumas das defini\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis, levando em considera\u00e7\u00e3o que estamos tratando de recursos para a inst\u00e2ncia educacional: bens materiais; meios de que se pode dispor; conjunto de meios dispon\u00edveis para serem utilizados. Precisamos decidir, nesse momento, se o uso de recursos requer objetivos predefinidos ou se poder\u00edamos utiliz\u00e1-los sem uma reflex\u00e3o que os diferenciasse de outros, tamb\u00e9m dispon\u00edveis. O que queremos tratar diz respeito aos requisitos inerentes \u00e0 escolha pelo meio, pelo dispon\u00edvel e pelo bem material. Pensemos em recursos antigos, os chamados velhos e tradicionais e pensemos nos chamados novos recursos que, permeados de tecnologias inovadoras, possibilitam novos voos.<\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Algumas quest\u00f5es para reflex\u00e3o<\/h5>\n<p>O que deveria definir nossas escolhas? Os objetivos definidos por cada a\u00e7\u00e3o que necessita de um recurso ou a simples presen\u00e7a do novo? Qual seria a base para a constru\u00e7\u00e3o de novos recursos? Poder-se-ia pensar, por exemplo, em se fundir o novo e o velho? Apagaremos todos os velhos e para olhar somente para o que h\u00e1 de novidade?<\/p>\n<\/section>\n<p>Ao tratarmos do termo <strong>Educacionais<\/strong>, precisamos, hoje, pensar n\u00e3o somente na educa\u00e7\u00e3o formal (controlada pelo Estado), como tamb\u00e9m na educa\u00e7\u00e3o informal (transmitida em conv\u00edvios familiares ou entre amigos) e na educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o formal (que, fora da institui\u00e7\u00e3o escolar, apresenta objetivos bem expl\u00edcitos de ensinar e aprender) como perspectivas reais de redimensionamento da educa\u00e7\u00e3o de maneira mais ampla. Ressaltamos o fato de que, com o advento das tecnologias digitais em rede, os modelos informal e n\u00e3o formal de educa\u00e7\u00e3o t\u00eam crescido muito e trazido in\u00fameras possibilidades de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento que reconfiguram as no\u00e7\u00f5es de ensinar e aprender. Tais possibilidades impulsionam o surgimento de pr\u00e1ticas livres, ub\u00edquas e colaborativas no momento em que as tecnologias se refinam e o polo de emiss\u00e3o se abre (<a href=\"#SILVA2000\">SILVA, 2000<\/a>), tornando-se um meio vi\u00e1vel de conex\u00e3o e interconex\u00e3o no e com o mundo, viabilizando pr\u00e1ticas aut\u00f4nomas e expressivas. Como apontado em <a href=\"#SOARES2016\">Soares e Barreto (2016<\/a>, p. 12), \u201cas pr\u00e1ticas, em que a colabora\u00e7\u00e3o e a troca de significados est\u00e3o presentes, dinamizam o processo de autonomia e de aprendizagem\u201d. Neste sentido, ambientes virtuais podem se constituir como espa\u00e7os em que o saber \u00e9 constru\u00eddo com base em intera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Levando em considera\u00e7\u00e3o o exposto sobre os dois primeiros termos, podemos dizer que <strong>Abertos <\/strong>emerge de um contexto sociocultural prop\u00edcio e que o pr\u00f3prio momento hist\u00f3rico ao qual estamos todos inseridos nos reporta \u00e0 liberdade. Liberdade de express\u00e3o, liberdade de coopera\u00e7\u00e3o, liberdade de constru\u00e7\u00e3o, liberdade de compartilhamento, etc. E como pensar a escola com base nesses preceitos? Quais os impactos na forma\u00e7\u00e3o de professores para essa nova era? Como nos aponta <a href=\"#AMIEL2012\">Amiel (2012<\/a>, p. 29) \u201cpr\u00e1ticas, recursos e ambientes abertos podem nos ajudar a definir de maneira transparente e colaborativa a escola que queremos\u201d.<\/p>\n<p>Parece-nos que o que norteia a l\u00f3gica aqui constru\u00edda \u00e9 a palavra educacional. Sendo assim, n\u00e3o podemos deixar de considerar contextos, pessoas, tempos e lugares. Em nosso momento cibercultural s\u00e3o evidentes as in\u00fameras possibilidades pedag\u00f3gicas trazidas pelas novas m\u00eddias e, junto com essas possibilidades, o desafio de pensar na uni\u00e3o entre tecnologia, metodologia e conte\u00fado. Os Recursos Educacionais Abertos nos seriam, ent\u00e3o, uma porta aberta para o uso, o reuso, a adapta\u00e7\u00e3o, a remixagem e o compartilhamento em diferentes contextos, diferentes tempos, diferentes lugares e, principalmente, com diferentes pessoas. Lemos nos auxilia nessa compreens\u00e3o quando afirma:<\/p>\n<section class=\"blockquote\">\u00c9 praticamente imposs\u00edvel viver sem criar mais coisas digitais. Elas transformam a cultura, ampliam as formas de comunica\u00e7\u00e3o humana, liberando a emiss\u00e3o, a conex\u00e3o e o consumo planet\u00e1rio de informa\u00e7\u00e3o. Elas perturbam a estabilidade das m\u00eddias e da cultura de massa, alteram h\u00e1bitos, comportamentos, regras de conv\u00edvio e neg\u00f3cios dentro e fora da rede. A atual expans\u00e3o das coisas da internet \u00e9 planet\u00e1ria. \u00c9 o que chamamos de cibercultura. (<a href=\"#LEMOS2016\">LEMOS, 2016<\/a>, p. 2).<\/section>\n<p>Este fen\u00f4meno, certamente, provoca rupturas nas estruturas vigentes no que se refere a todas as inst\u00e2ncias da vida em sociedade, como tamb\u00e9m se apresenta em estreita rela\u00e7\u00e3o com o conceito de educa\u00e7\u00e3o aberta. Como nos diz <a href=\"#AMIEL2012\">Amiel (2012<\/a>, p. 24), \u201ca Educa\u00e7\u00e3o Aberta \u00e9 uma tentativa dial\u00f3gica em que as configura\u00e7\u00f5es de ensino e aprendizagem emergentes coexistem e ao mesmo tempo desafiam a l\u00f3gica e a estrutura da escola\u201d. Nestes termos, n\u00e3o precisamos descartar as conquistas anteriores e j\u00e1 consolidadas, mas construir pr\u00e1ticas que possam reconfigurar o cen\u00e1rio educacional com base em um paradigma que d\u00ea conta da nova estrutura emergente e que possa coexistir em diferentes contextos educacionais.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o de <a href=\"#LITTO2006\">Litto (2006)<\/a>, os recursos educacionais abertos referem-se desde os materiais usados num curso, incluindo as anota\u00e7\u00f5es de aula do professor em formatos PDF, quanto elementos de cursos, como objetos de aprendizagem e atividades de todos os tipos. Segundo Santos (2013, p. 83), \u201cRecursos educacionais abertos podem ser considerados componentes (ou estrat\u00e9gias\/pr\u00e1ticas) da educa\u00e7\u00e3o aberta, que \u00e9 praticada atualmente dentro de uma perspectiva de compartilhamento de conte\u00fado digital com licen\u00e7a de uso aberta\u201d. Assim, o que diferencia os REA de outros materiais educacionais disponibilizados em rede \u00e9 a licen\u00e7a aberta, que abre um potencial de compartilhamento sem a preocupa\u00e7\u00e3o com infra\u00e7\u00f5es de direitos autorais.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o de Rossini e Gonzalez:<\/p>\n<section class=\"blockquote\">Os REA podem incluir cursos completos, partes de cursos, m\u00f3dulos, livros did\u00e1ticos, artigos de pesquisa, v\u00eddeos, testes, software, e qualquer outra ferramenta, material ou t\u00e9cnica, que possa apoiar o acesso e a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento. (<a href=\"#ROSSINI2013\">ROSSINI; GONZALEZ, 2013<\/a>, p. 38).<\/section>\n<p>Isso quer dizer que os REA podem ser gerados com base em pr\u00e1ticas j\u00e1 consolidadas e que n\u00e3o necessariamente estejam vinculadas \u00e0s novas tecnologias dispon\u00edveis, tanto no que diz respeito aos novos formatos de dispositivos, quanto \u00e0 veloz expans\u00e3o de programas computacionais. N\u00e3o estamos afirmando, contudo, que as TIC n\u00e3o nos seriam \u00fateis. Ao contr\u00e1rio, os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos nos permitem in\u00fameras possibilidades de gera\u00e7\u00e3o de novos conhecimentos. Seguindo esta l\u00f3gica, percebemos que o foco estaria na disponibiliza\u00e7\u00e3o e no compartilhamento levando em considera\u00e7\u00e3o a possibilidade de co-constru\u00e7\u00e3o do saber de forma que os conte\u00fados possam ser adaptados para finalidades espec\u00edficas de cada grupo, em determinados contextos. Trazemos, ainda, a rela\u00e7\u00e3o com o sentido de autoria que fortalece o sujeito-autor colocando-o n\u00e3o apenas na condi\u00e7\u00e3o de consumidor de conte\u00fado, mas de algu\u00e9m que tem a possibilidade de criar e recriar conte\u00fado com base em sua pr\u00f3pria realidade e necessidades. Ampliando o conceito, segundo <a href=\"#SOUZA2016\">Souza (2016)<\/a>, a autoria \u00e9 compreendida como toda e qualquer constru\u00e7\u00e3o feita pelo sujeito, pela qual se responsabilize, seja por meio da linguagem oral ou escrita, ou da a\u00e7\u00e3o, perpassada pelo social, considerando a influ\u00eancia do outro como essencial no processo de cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com base em todo o exposto, consideramos que REA s\u00e3o recursos educacionais que, adaptados, remixados e compartilhados, visam ampliar as possibilidades de acesso e de produ\u00e7\u00e3o do conhecimento, tanto no que diz respeito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o formal, como informal e n\u00e3o formal. Portanto, tantos os Software Educativos como os Objetos de Aprendizagem, com licen\u00e7a aberta, s\u00e3o Recursos Educacionais Abertos.<\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Alguns detalhes sobre o REA<\/h5>\n<p>O termo Recursos Educacionais Abertos (REA) \u00e9 uma tradu\u00e7\u00e3o de Open Educational Resources (OEA) e surgiu em um F\u00f3rum de um evento promovido pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Cultura (Unesco) no Massachusetts Institute of Technology (MIT), em 2002, com base em dois projetos (o OpenCourseWare e o OpenLearn), ambos financiados pela William and Flora Hewlett Foundation. O conceito foi definido levando em considera\u00e7\u00e3o \u201c[\u2026] recursos de ensino, aprendizagem e pesquisa que estejam em dom\u00ednio p\u00fablico, ou que tenham sido disponibilizados com uma licen\u00e7a de propriedade intelectual que permita seu uso e adapta\u00e7\u00e3o por terceiros\u201d (<a href=\"#SANTOS2013\">SANTOS, 2013<\/a>, p. 21).<\/p>\n<\/section>\n<p>Os Recursos Educacionais Abertos surgem no cen\u00e1rio educacional como uma possibilidade de constru\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas inovadoras que possam influenciar sobremaneira o respeito \u00e0 autoria e aos usos responsivos a compartilhamentos din\u00e2micos. Na literatura brasileira, o termo apareceu em 2006 e, desde ent\u00e3o, tem-se crescido o denominado movimento REA com impactos significativos na esfera educacional em todo o pa\u00eds. Santos, no entanto, adverte que<\/p>\n<section class=\"blockquote\">Para que os REA tenham um impacto significativo sobre o acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 nas cidades grandes, mas tamb\u00e9m em popula\u00e7\u00f5es remotas, \u00e9 necess\u00e1rio garantir que os setores p\u00fablico e privado do ensino (na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e no ensino superior) estejam envolvidos na discuss\u00e3o de implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas nacionais espec\u00edficas relevantes para os REA (<a href=\"#SANTOS2012\">SANTOS, 2012<\/a>, p. 22-23).<\/section>\n<p>\u00c9 importante salientar que o movimento REA fortaleceu-se internacionalmente e isso influenciou o governo brasileiro a encorajar o uso de licen\u00e7as abertas nos reposit\u00f3rios de conte\u00fado educacional. Segundo estudos (<a href=\"#SANTOS2013\">SANTOS, 2013<\/a>, p. 16), a maior parte dos reposit\u00f3rios brasileiros tem hoje um misto \u201cde materiais protegidos por direitos autorais com permiss\u00e3o de uso pelo autor e materiais com licen\u00e7as Creative Commons\u201d.<\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>O que \u00e9 a Creative Commons?<\/h5>\n<p>A Creative Commons \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o que foi criada pelo Professor Lawrence Lessig, na Universidade de Stanford. No Brasil, o projeto \u00e9 coordenado pelos professores e pesquisadores Pedro Mizukami e Eduardo Magrani, do Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da FGV Direito Rio, e pelo pesquisador S\u00e9rgio Branco, do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS Rio). Sem fins lucrativos, a organiza\u00e7\u00e3o permite o compartilhamento e uso da criatividade e do conhecimento por meio de instrumentos jur\u00eddicos gratuitos.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1294\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/lecen\u00e7as0.jpg\" alt=\"Creative Commons\" width=\"60\" height=\"85\" \/> \u00a0 <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1295\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/lecen\u00e7as1.jpg\" alt=\"Creative Commons\" width=\"140\" height=\"81\" \/> \u00a0 <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1296\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/lecen\u00e7as2.jpg\" alt=\"Creative Commons\" width=\"140\" height=\"82\" \/> \u00a0 <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1297\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/lecen\u00e7as3.jpg\" alt=\"Creative Commons\" width=\"140\" height=\"82\" \/> \u00a0 <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-1298\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/lecen\u00e7as4.jpg\" alt=\"Creative Commons\" width=\"220\" height=\"84\" \/><figcaption>Tipos de Licen\u00e7a<\/figcaption><\/figure>\n<\/section>\n<h2 id=\"s5\">5. Conclus\u00e3o<\/h2>\n<p>A inform\u00e1tica na educa\u00e7\u00e3o no Brasil teve seu marco inicial nas d\u00e9cadas de 70 e 80 do s\u00e9culo passado, quando come\u00e7aram as discuss\u00f5es sobre o uso do computador no processo educacional por meio de pesquisas desenvolvidas na \u00e1rea e de iniciativas governamentais que incentivaram o uso de computadores no contexto da sala de aula. Conforme descrevemos no in\u00edcio deste cap\u00edtulo, naquela \u00e9poca, o computador era utilizado na educa\u00e7\u00e3o apenas para o ensino da inform\u00e1tica e como auxiliar do professor. De l\u00e1 para c\u00e1 houve um grande avan\u00e7o tanto das TIC quanto da utiliza\u00e7\u00e3o dessas tecnologias na sociedade e, em consequ\u00eancia, na educa\u00e7\u00e3o. Atualmente, vivenciamos outros modos de uso das tecnologias digitais no ensino-aprendizagem, em especial, na perspectiva da autoria. A disciplina Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o desempenha um papel fundamental no desenvolvimento de novas formas de uso e produ\u00e7\u00e3o de software educacional (SE), objeto de aprendizagem (OA) e recurso educacional aberto (REA) na pr\u00e1tica do pensamento computacional em diversas \u00e1reas.<\/p>\n<p>O uso das Tecnologias da Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma demanda crescente. Neste sentido, surge a necessidade de um aprofundado sobre desenvolvimento de software educativos e objetos de aprendizagem: o que s\u00e3o, onde encontr\u00e1-los, como reutiliz\u00e1-los e, em especial, como desenvolv\u00ea-los para auxiliar no processo de ensino-aprendizagem.<\/p>\n<p>Os Software Educacionais s\u00e3o programas que, vinculados a processos de ensino-aprendizagem, possibilitam a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento com base em metodologias e objetivos pedag\u00f3gicos espec\u00edficos. Enquanto que os Objetos de Aprendizagem s\u00e3o unidades digitais que podem ser imagens, v\u00eddeos, jogos, simula\u00e7\u00f5es, anima\u00e7\u00f5es, hipertexto, software, catalogadas e disponibilizadas em reposit\u00f3rios na internet. Uma das principais caracter\u00edsticas do OA \u00e9 a sua reutiliza\u00e7\u00e3o, podendo ser utilizados em diversos contextos educacionais.<\/p>\n<p>Essas formas de uso podem ser multiplicadas em rede com base no conceito de Recursos Educacionais Abertos, como discutimos na se\u00e7\u00e3o 4, do nosso cap\u00edtulo. Os REA abrem perspectivas inovadoras de uso, reuso, adapta\u00e7\u00e3o, remixagem e compartilhamento, na medida em que se utilizam de licen\u00e7as livres e emancipadoras, promovendo in\u00fameras possibilidades de sistematiza\u00e7\u00e3o de conhecimento com base na constru\u00e7\u00e3o de novos significados em contextos diversos.<\/p>\n<p>Consideramos que a Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma disciplina importante na educa\u00e7\u00e3o superior brasileira e que as pr\u00e1ticas educacionais vinculadas aos usos e desenvolvimento de artefatos digitais, como os que foram apresentados neste cap\u00edtulo, certamente podem promover diversas metodologias de ensino e aprendizagem no contexto educacional como um todo. Contudo, percebemos que em algumas Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior (IES) este componente curricular n\u00e3o est\u00e1 presente em todas as licenciaturas, assim como nos cursos da \u00e1rea da computa\u00e7\u00e3o. Consideramos que o uso e a produ\u00e7\u00e3o de Software Educativos, Objetos de Aprendizagem e REA s\u00e3o fundamentais para o desenvolvimento dessa disciplina por trazerem in\u00fameras possibilidades de constru\u00e7\u00e3o e compartilhamento de conhecimento.<\/p>\n<p>O conceito de pensamento computacional, apresentado no texto, nos permite ampliar as pesquisas na \u00e1rea de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o e traz novas perspectivas de pr\u00e1ticas de ensino e aprendizagem. Neste texto, focamos na produ\u00e7\u00e3o, na autoria de SE, OA e REA tendo como fio condutor o desenvolvimento do pensamento computacional, por entender que na constru\u00e7\u00e3o de SE, OA e REA est\u00e3o presentes a abstra\u00e7\u00e3o, decomposi\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o, fundamentos do pensamento computacional. Mesmo que na constru\u00e7\u00e3o de um OA, por exemplo, em que uma linguagem espec\u00edfica de programa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 utilizada de forma direta, estes fundamentos, certamente, far\u00e3o parte do processo de cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esperamos que voc\u00ea tenha aproveitado a leitura e que possa se aprofundar neste tema, visto que ele \u00e9 bastante contempor\u00e2neo e possibilita ampliar a vis\u00e3o educacional tanto na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica quanto na educa\u00e7\u00e3o superior.<\/p>\n<h3 id=\"resumo\">Resumo<\/h3>\n<p>Neste cap\u00edtulo abordamos os conceitos de software educativo, objetos de aprendizagem e recursos educacionais abertos levando em considera\u00e7\u00e3o sua rela\u00e7\u00e3o com os fundamentos do pensamento computacional. \u00c9 importante relevar que o pensamento computacional, neste contexto, n\u00e3o se restringe \u00e0s pr\u00e1ticas relacionadas \u00e0s pesquisas em ci\u00eancia da computa\u00e7\u00e3o e \u00e1reas afins, mas, sobretudo, vislumbrando um direcionamento para outros campos de investiga\u00e7\u00e3o e desenvolvimento. <a href=\"#WING2006\">Wing (2006)<\/a> nos apresenta um caminho para compreendermos que o pensamento computacional pode ser entendido em sentido mais amplo em que o uso de abstra\u00e7\u00f5es e decomposi\u00e7\u00f5es \u00e9 tamb\u00e9m uma base para o comportamento humano no que diz respeito \u00e0 resolu\u00e7\u00e3o de problemas. Nesta perspectiva, trouxemos uma discuss\u00e3o acerca do papel do outro no processo de constru\u00e7\u00e3o do pensamento computacional. Nosso objetivo tamb\u00e9m se moveu no intuito de pontuar as perspectivas te\u00f3rico-metodol\u00f3gicas de produ\u00e7\u00e3o e uso de software educativos, objetos de aprendizagem e recursos educacionais abertos, bem como suas implica\u00e7\u00f5es para o graduando das \u00e1reas de computa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1307\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_MapaMental.png\" alt=\"Mapa Mental\" width=\"1301\" height=\"635\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_MapaMental.png 1301w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_MapaMental-300x146.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_MapaMental-768x375.png 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_MapaMental-1024x500.png 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1301px) 100vw, 1301px\" \/><br \/>\nMapa Mental deste cap\u00edtulo<figcaption>Fonte: Das autoras, desenvolvido com <a href=\"https:\/\/coggle.it\/\">Coggle<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<section id=\"leituras\">\n<h3>Leituras Recomendadas<\/h3>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"http:\/\/pesquisa.ufabc.edu.br\/intera\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/ObjetosDeAprendizagemVol1_Braga.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1309\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_LeituraOA.jpg\" alt=\"Objetos de Aprendizagem: introdu\u00e7\u00e3o e fundamentos \" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_LeituraOA.jpg 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_LeituraOA-70x70.jpg 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_LeituraOA-125x125.jpg 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"http:\/\/pesquisa.ufabc.edu.br\/intera\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/ObjetosDeAprendizagemVol1_Braga.pdf\"><strong>Objetos de Aprendizagem, volume 1: introdu\u00e7\u00e3o e fundamentos<\/strong><\/a><br \/>\n(<a href=\"#BRAGA2015a\">BRAGA, 2015a<\/a>)<br \/>\nEste livro apresenta os diferentes tipos de objetos de aprendizagem, os reposit\u00f3rios espec\u00edficos para OA, a acessibilidade e as estrat\u00e9gias pedag\u00f3gicas em que eles podem ser inseridos.<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/profile\/Edson_Pimentel\/publication\/278158274_Processos_e_Metodologias_para_o_Desenvolvimento_de_Objetos_de_Aprendizagem\/links\/557c9c2f08aec87640db4edd\/Processos-e-Metodologias-para-o-Desenvolvimento-de-Objetos-de-Aprendizagem.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1310\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_LeituraOA2.jpg\" alt=\"Objetos de aprendizagem, volume 2: metodologia de desenvolvimento\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_LeituraOA2.jpg 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_LeituraOA2-70x70.jpg 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_LeituraOA2-125x125.jpg 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/profile\/Edson_Pimentel\/publication\/278158274_Processos_e_Metodologias_para_o_Desenvolvimento_de_Objetos_de_Aprendizagem\/links\/557c9c2f08aec87640db4edd\/Processos-e-Metodologias-para-o-Desenvolvimento-de-Objetos-de-Aprendizagem.pdf\"><strong>Objetos de aprendizagem, volume 2: metodologia de desenvolvimento<\/strong><\/a><br \/>\n(<a href=\"#BRAGA2015b\">BRAGA, 2015b<\/a>)<br \/>\nSe o seu interesse \u00e9 desenvolver OA, ent\u00e3o leia este livro. Ele possui o foco direcionado para objetos de aprendizagem que ainda ser\u00e3o desenvolvidos, al\u00e9m de apresentar uma metodologia para o desenvolvimento de novos objetos de aprendizagem. \u00c9 destinado a professores que desejam criar os seus pr\u00f3prios OA, assim como \u00e0 equipe t\u00e9cnica que poder\u00e1 utilizar a metodologia proposta para desenvolver OA e que possam ser reutilizados.<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"http:\/\/penta3.ufrgs.br\/ObjetosAprendizagem\/LivroOA-total.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1311\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_LeituraOA3.jpg\" alt=\"Objetos de Aprendizagem: teoria e pr\u00e1tica\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_LeituraOA3.jpg 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_LeituraOA3-70x70.jpg 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_LeituraOA3-125x125.jpg 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"http:\/\/penta3.ufrgs.br\/ObjetosAprendizagem\/LivroOA-total.pdf\"><strong>Objetos de Aprendizagem: teoria e pr\u00e1tica<\/strong><\/a><br \/>\n(<a href=\"#TAROUCO2014\">TAROUCO et al., 2014<\/a>)<br \/>\nEste livro aborda a produ\u00e7\u00e3o, a dissemina\u00e7\u00e3o, o compartilhamento e a reutiliza\u00e7\u00e3o de Objetos de Aprendizagem. \u00c9 um livro de f\u00e1cil leitura e \u201ctraz conceitos fundamentais da \u00e1rea, orientando seus leitores no sentido de que ferramentas podem ser utilizadas para criar, armazenar, compartilhar e procurar por Objetos de Aprendizagem, al\u00e9m de apresentar exemplos pr\u00e1ticos, com foco no dia a dia da sala de aula, que servem como inspira\u00e7\u00e3o e motiva\u00e7\u00e3o para a mudan\u00e7a de pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas e para a melhoria da qualidade de ensino no Brasil\u201d.<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"http:\/\/www.aberta.org.br\/livrorea\/livro\/livroREA-1edicao-mai2012.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1312\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_LeituraREA.jpg\" alt=\"Recursos Educacionais Abertos: pr\u00e1ticas colaborativas e pol\u00edticas p\u00fablicas\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_LeituraREA.jpg 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_LeituraREA-70x70.jpg 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_LeituraREA-125x125.jpg 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"http:\/\/www.aberta.org.br\/livrorea\/livro\/livroREA-1edicao-mai2012.pdf\"><strong>Recursos Educacionais Abertos: pr\u00e1ticas colaborativas e pol\u00edticas p\u00fablicas<\/strong><\/a><br \/>\n(<a href=\"#SANTANA2012\">SANTANA, C. R.; PRETTO, N. D. L. 2012<\/a>)<br \/>\nO livro representa uma base para a constru\u00e7\u00e3o de uma percep\u00e7\u00e3o ampla em torno da necessidade de implementa\u00e7\u00e3o dos REA, como forma de democratiza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o em todo o mundo.<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"http:\/\/www.uece.br\/computacaoead\/index.php\/downloads\/doc_download\/2120-fundamentos-e-analise-de-software-educativo1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1313\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_LeituraSE.jpg\" alt=\"Fundamentos e an\u00e1lise de software educativo\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_LeituraSE.jpg 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_LeituraSE-70x70.jpg 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_LeituraSE-125x125.jpg 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"http:\/\/www.uece.br\/computacaoead\/index.php\/downloads\/doc_download\/2120-fundamentos-e-analise-de-software-educativo1\"><strong>Fundamentos e an\u00e1lise de software educativo<\/strong><\/a><br \/>\n(<a href=\"#ALMEIDA2015\">ALMEIDA, R. L. F. ; ALMEIDA, C.A.S., 2015<\/a>)<br \/>\nEste livro destina-se a professores e alunos de gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o ou \u00e1reas afins e tem o objetivo de fornecer um embasamento te\u00f3rico e uma no\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios e estrat\u00e9gias a serem seguidos no desenvolvimento de software educativo.<\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<section id=\"exercicios\">\n<h3 id=\"exercicios\">Exerc\u00edcios<\/h3>\n<ol>\n<li>Escolha tr\u00eas software educativos e analise-os de acordo com as categorias apresentadas na <a href=\"#s2\">Se\u00e7\u00e3o 2<\/a>.<\/li>\n<li>Com base na <a href=\"#s3\">Se\u00e7\u00e3o 3<\/a>, escolha 03 (tr\u00eas) objetos de aprendizagem e identifique se podem ser considerados REA, justificando sua resposta.<\/li>\n<li>Com base nos princ\u00edpios do Pensamento Computacional, produza um OA, em qualquer \u00e1rea do conhecimento, utilizando um dos software de autoria indicados na <a href=\"#s3\">Se\u00e7\u00e3o 3<\/a> e o publique aplicando umas das licen\u00e7as apresentadas na <a href=\"#s4\">Se\u00e7\u00e3o 4<\/a>.<\/li>\n<li>Crie uma atividade que possibilite o desenvolvimento de etapas do pensamento computacional para alunos da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica.<\/li>\n<\/ol>\n<section id=\"referencias\">\n<h3>Refer\u00eancias<\/h3>\n<p id=\"AHO2011\">AHO, A. V. <a href=\"http:\/\/ubiquity.acm.org\/article.cfm?id=1922682\">Ubiquity symposium: Computation and computational thinking<\/a>. Ubiquity, January 2011. Acesso 20 jul. 2017.<\/p>\n<p id=\"ALMEIDA2015\">ALMEIDA, R. L. F.; ALMEIDA, C.A.S. <a href=\"http:\/\/www.uece.br\/computacaoead\/index.php\/downloads\/doc_download\/2120-fundamentos-e-analise-de-software-educativo1\">Fundamentos e an\u00e1lise de software educativo<\/a>. 1. ed. Fortaleza: Publica\u00e7\u00e3o do Sistema UAB\/UECE, 2015. v. 1. 73p . Acesso em 30 jul. 2017.<\/p>\n<p id=\"AMIEL2012\">AMIEL, T. Educa\u00e7\u00e3o aberta: configurando ambientes, pr\u00e1ticas e recursos educacionais. In: SANTANA, B.; ROSSINI, C.; PRETTO, N de L. (orgs.), <a href=\"http:\/\/www.aberta.org.br\/livrorea\/livro\/livroREA-1edicao-mai2012.pdf\"><strong>Recursos Educacionais Abertos<\/strong>: pr\u00e1ticas colaborativas e pol\u00edticas p\u00fablicas<\/a> (pp. 17\u201334). Salvador: Edufba; S\u00e3o Paulo, Casa da Cultura Digital, 2012.<\/p>\n<p id=\"BLIKSTEIN2008\">BLIKSTEIN, P.<a href=\"http:\/\/www.blikstein.com\/paulo\/documents\/online\/ol_pensamento_computacional.html\"> O pensamento computacional e a reinven\u00e7\u00e3o do computador na educa\u00e7\u00e3o<\/a>. 2008. Acesso em: 25 de mai. 2017.<\/p>\n<p id=\"BRAGA2015a\">BRAGA, J. <a href=\"http:\/\/pesquisa.ufabc.edu.br\/intera\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/ObjetosDeAprendizagemVol1_Braga.pdf\"><strong>Objetos de Aprendizagem Volume 1: introdu\u00e7\u00e3o e fundamentos<\/strong><\/a>. Santo Andr\u00e9: UFABC, 2015a.<\/p>\n<p id=\"BRAGA2015b\">BRAGA, J. <a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/profile\/Edson_Pimentel\/publication\/278158274_Processos_e_Metodologias_para_o_Desenvolvimento_de_Objetos_de_Aprendizagem\/links\/557c9c2f08aec87640db4edd\/Processos-e-Metodologias-para-o-Desenvolvimento-de-Objetos-de-Aprendizagem.pdf\"><strong>Objetos de aprendizagem, volume 2: metodologia de desenvolvimento<\/strong><\/a>. Santo Andr\u00e9: UFABC, 2015b.<\/p>\n<p id=\"BRASIL2017\">BRASIL. Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. TVESCOLA. <a href=\"https:\/\/www.tvescola.org.br\/tve\/videoteca\/serie\/salto\/video\/post?idPost=7567\">Podcasting na Educa\u00e7\u00e3o: Ensinando e Aprendendo \u201cAnytime, Anywhere\u201d<\/a>. Acesso em 15 de ago. 2017<\/p>\n<p id=\"CSTA2011\">CSTA &#8211; Computer Science Teacher Association. <a href=\"http:\/\/scratch.ttu.ee\/failid\/CSTA_K-12_CSS.pdf\"><strong>CSTA K-12 Computer Science Standards<\/strong><\/a>. CSTA Standards Task Force. 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J. <a href=\"https:\/\/dl.acm.org\/citation.cfm?id=2999542\">The Long Quest for Computational Thinking<\/a>. <strong>Proceedings of the 16th Koli Calling Conference on Computing Education Research<\/strong> , November 24-27, 2016, Koli, Finland: pp. 120-129.<\/p>\n<p id=\"VALENTE1999\">VALENTE, J.A. <a href=\"http:\/\/www.nuted.ufrgs.br\/edu3375_2009_2\/links\/semana_3\/analise_soft.pdf\">An\u00e1lise dos diferentes tipos de softwares usados na educa\u00e7\u00e3o<\/a>. NIED &#8211; UNICAMP, 1999.<\/p>\n<p id=\"VARGAS1999\">VARGAS, C. L. S. A. <a href=\"http:\/\/www.abepro.org.br\/biblioteca\/enegep1999_a0128.pdf\">Avalia\u00e7\u00e3o da qualidade de software educacional<\/a>. 1999. Acesso em: 05 de ago. 2017.<\/p>\n<p id=\"WILEY2000\">WILEY, D. A. <a href=\"https:\/\/www.learntechlib.org\/p\/120055\/?nl=1\"><strong>Learning object design and sequencing theory<\/strong><\/a>. Doctoral dissertation, Brigham Young University, 2000.<\/p>\n<p id=\"WING2006\">WING. J. M. <a href=\"http:\/\/www.cs.cmu.edu\/~CompThink\/papers\/Wing06.pdf\">Computational thinking<\/a>. <strong>Communications of the ACM<\/strong>, vol. 49, no. 3, 2006. Dispon\u00edvel em: Acesso em 20 de Jun. 2017.<\/p>\n<\/section>\n<section id=\"listaAutores\">\n<h3>Sobre as autoras<\/h3>\n<section id=\"Silva\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-980\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_Silva.jpg\" alt=\"Alzira Ferreira da Silva\" width=\"150\" height=\"200\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\"><strong>Alzira Ferreira da Silva<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/4401885153686638\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/4401885153686638<\/a>)<br \/>\nPossui gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias Habilita\u00e7\u00e3o em Matem\u00e1tica pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (1995), mestrado em Ci\u00eancias da Computa\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal de Pernambuco (2002) e doutorado em Engenharia El\u00e9trica pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2009). Atualmente \u00e9 professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Tem experi\u00eancia na \u00e1rea de Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o, com \u00eanfase em Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o, atuando principalmente nos seguintes temas: Agentes Inteligentes, Rob\u00f3tica Educacional, Matem\u00e1tica Computacional, Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o.<\/section>\n<\/section>\n<section id=\"Soares\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-981\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_Soares.jpg\" alt=\"Cl\u00e1udia Vivien Carvalho de Oliveira Soares\" width=\"150\" height=\"200\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\"><strong>Cl\u00e1udia Vivien Carvalho de Oliveira Soares<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/7821322897228782\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/7821322897228782<\/a>)<br \/>\nP\u00f3s-doutorado em Estudos Lingu\u00edsticos com foco em Linguagem e Tecnologias pela Universidade Federal de Minas Gerais \u2013 UFMG (2017). Doutorado em Letras pela Universidade Federal da Bahia \u2013 UFBA (2011). Mestrado em Educa\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul \u2013 UFRGS (2005), com \u00eanfase em Tecnologias Digitais na Educa\u00e7\u00e3o. Especializa\u00e7\u00e3o em Ingl\u00eas pela Universidade Estadual da Bahia \u2013 UESB (2003); em Aplica\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas dos Computadores pela Universidade Cat\u00f3lica do Salvador \u2013 UCSAL (1999); e em Inform\u00e1tica pela Universidade Estadual da Bahia \u2013 UESB (1998). Gradua\u00e7\u00e3o em Letras com habilita\u00e7\u00e3o em Ingl\u00eas e Portugu\u00eas pela Universidade Estadual da Bahia \u2013 UESB (1990). Atualmente, \u00e9 Professora Titular da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), atua na Gradua\u00e7\u00e3o, na Especializa\u00e7\u00e3o e no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Letras: Cultura, Educa\u00e7\u00e3o e Linguagens &#8211; PPGCEL. Desenvolve pesquisas na \u00e1rea da Lingu\u00edstica Aplicada com foco em tecnologias digitais, ensino e aprendizagem de l\u00ednguas (L\u00edngua Portuguesa, Ingl\u00eas e Libras), ambientes virtuais de aprendizagem e educa\u00e7\u00e3o on-line. L\u00edder do Grupo de Pesquisa Linguagens, Tecnologias e Educa\u00e7\u00e3o &#8211; GPLite\/CNPQ\/UESB<\/section>\n<\/section>\n<section id=\"Souza\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-985\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/PC_Souza.jpg\" alt=\"Elmara Pereira de Souza\" width=\"150\" height=\"200\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\"><strong>Elmara Pereira de Souza<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/2723414790918205\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/2723414790918205<\/a>)<br \/>\nDoutorado em Difus\u00e3o do Conhecimento pela Universidade Federal da Bahia (2013) com est\u00e1gio na Universidad Nacional de Educaci\u00f3n a Distancia &#8211; UNED &#8211; Espanha (2012). Mestrado em Educa\u00e7\u00e3o com \u00canfase em Tecnologias Digitais na Educa\u00e7\u00e3o e Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2005). Especializa\u00e7\u00e3o em Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o pela PUC-MG (1998), Aplica\u00e7\u00f5es Pedag\u00f3gicas dos Computadores pela UCSAL (1999), Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o pela UESB (1999), M\u00eddias na Educa\u00e7\u00e3o pela UESB (2010) e Gest\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia pela UNEB (2016). Gradua\u00e7\u00e3o em Letras Vern\u00e1culas com ingl\u00eas pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (1990). Foi coordenadora e professora do N\u00facleo de Tecnologia Educacional de Vit\u00f3ria da Conquista &#8211; BA (2000-2015), professora da Faculdade de Tecnologia e Ci\u00eancias (2006-2009) e coordenadora pedag\u00f3gica do Plano de Capacita\u00e7\u00e3o Continuada da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (2011-2015). Atualmente \u00e9 vice-diretora e professora do Centro Juvenil de Ci\u00eancia e Cultura. Tem experi\u00eancia na \u00e1rea de Educa\u00e7\u00e3o, com \u00eanfase em Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia e tecnologias na educa\u00e7\u00e3o, atuando principalmente nos seguintes temas: forma\u00e7\u00e3o continuada de professores, educa\u00e7\u00e3o on-line, ambiente virtual de aprendizagem, tecnologias na educa\u00e7\u00e3o, l\u00f3gica de programa\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de games no ensino m\u00e9dio.<\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<section id=\"citar\">\n<h3>Como citar este cap\u00edtulo<\/h3>\n<blockquote><p>SILVA, Alzira Ferreira; SOARES, Cl\u00e1udia Vivien Carvalho de Oliveira; SOUZA, Elmara Pereira. Constru\u00e7\u00e3o de software educativo, objeto de aprendizagem e recurso educacional aberto para o desenvolvimento do pensamento computacional. In: SAMPAIO, F\u00e1bio F.; PIMENTEL, Mariano; SANTOS, Edm\u00e9a O. (Org.). <b>Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o:<\/b> pensamento computacional, rob\u00f3tica e internet das coisas. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o, 2021. (S\u00e9rie Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o CEIE-SBC, v.6) Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/pensamentocomputacional&gt;<\/p><\/blockquote>\n<\/section>\n<section id=\"comentarios\"><\/section>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Alzira Ferreira da Silva, Cl\u00e1udia Vivien Carvalho de Oliveira Soares, Elmara Pereira de Souza) O que \u00e9 o pensamento computacional? &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12],"tags":[],"class_list":["post-978","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-programacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/978","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=978"}],"version-history":[{"count":50,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/978\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3075,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/978\/revisions\/3075"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=978"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=978"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=978"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}