{"id":967,"date":"2018-10-22T20:11:42","date_gmt":"2018-10-22T23:11:42","guid":{"rendered":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/?p=967"},"modified":"2021-02-09T12:24:44","modified_gmt":"2021-02-09T15:24:44","slug":"autoriacoletiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/autoriacoletiva\/","title":{"rendered":"A autoria coletiva no contexto da educa\u00e7\u00e3o em tempos de cibercultura"},"content":{"rendered":"<p>(<a href=\"#Amaral\">Mirian Maia do Amaral<\/a>, <a href=\"#Veloso\">Maristela Midlej Silva de Araujo Veloso<\/a>, <a href=\"#Rossini\">Tatiana Stofella Sodr\u00e9 Rossini<\/a>)<\/p>\n<section id=\"imagemDisparadora\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/AC_AutoriaColetiva-1024x764.jpg\" alt=\"Autoria Coletiva\" width=\"750\" height=\"560\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1321\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/AC_AutoriaColetiva-1024x764.jpg 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/AC_AutoriaColetiva-300x224.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/AC_AutoriaColetiva-768x573.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<h4>Como autorias coletivas, comprometidas com a produ\u00e7\u00e3o de sentidos, podem ser potencializadas em diferentes <em>espa\u00e7ostempos<\/em> de aprendizagem, em tempos de cibercultura?<\/h4>\n<p>As mudan\u00e7as decorrentes do digital em rede t\u00eam impulsionado um significativo deslocamento  da concep\u00e7\u00e3o de autoria. Seja na produ\u00e7\u00e3o escrita, sonora ou imag\u00e9tica, o conceito de autoria individual vem sendo gradativamente substitu\u00eddo por uma atua\u00e7\u00e3o colaborativa em rede, tornando-se a obra, dessa forma, um processo potencialmente inacabado, cujo ciclo de significa\u00e7\u00e3o \u00e9 pass\u00edvel de \u2018fechamento\u2019 apenas pelo leitor. Nesse contexto, a facilidade de acesso \u00e0 Internet e, ao que nela \u00e9 produzido, aumenta, de forma expressiva, a pr\u00e1tica da c\u00f3pia, o que torna t\u00eanue a fronteira entre o que \u00e9 pr\u00f3prio e o que \u00e9 alheio. Portanto, um convite ao sujeito para entrar nos labirintos hipertextuais e exercitar e difundir sua escrita, ou, ainda, apropriar-se de produ\u00e7\u00f5es textuais de outrem, de forma parcial ou integral, sem que seus autores sejam referenciados. Essas quest\u00f5es nos levam a refletir sobre pr\u00e1ticas sociais na cibercultura, a partir da forma\u00e7\u00e3o de sujeitos que possam atuar como agentes, atores e autores, na perspectiva de uma educa\u00e7\u00e3o livre, aut\u00f4noma e plural.<br \/>\n<\/section>\n<section id=\"objetivosEducacionais\">\n<h4>Objetivos Educacionais:<\/h4>\n<ul>\n<li>compreender as transforma\u00e7\u00f5es das concep\u00e7\u00f5es de autor e de autoria, ao longo da hist\u00f3ria;<\/li>\n<li>compreender conceitos considerados fundantes, como os de dialogia, alteridade e intertextualidade, compartilhamento e colabora\u00e7\u00e3o, presentes em processos autorais coletivos;<\/li>\n<li>identificar os desafios e as contribui\u00e7\u00f5es das tecnologias digitais em rede para a pesquisa e forma\u00e7\u00e3o de professores, em tempos de mobilidade ub\u00edqua;<\/li>\n<li>identificar as potencialidades das interfaces digitais aplicadas \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e promotoras de autorias e g\u00eaneros textuais, ressaltando a import\u00e2ncia de se buscarem pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas que possibilitem aos sujeitos o desenvolvimento de sua capacidade de autonomia, e criem oportunidades para que os mesmos possam ser autores de suas produ\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>\u00cdndice:<\/h4>\n<ul>\n<li><a href=\"#s1\">1. O deslocamento da no\u00e7\u00e3o de autoria e a concep\u00e7\u00e3o de autor, ao longo da hist\u00f3ria: da Antiguidade Cl\u00e1ssica aos dias atuais<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s2\">2. A no\u00e7\u00e3o de autoria na contemporaneidade<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s3\">3. Autoria coletiva e educa\u00e7\u00e3o<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s4\">4. Processos autorais coletivos na cibercultura: a liberdade de cria\u00e7\u00e3o, colabora\u00e7\u00e3o e coautoria<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s5\">5. Pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas promotoras de autorias em ambientes online<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s6\">6. Considera\u00e7\u00f5es finais<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#resumo\">Resumo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#leituras\">Leituras Recomendadas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#exercicios\">Exerc\u00edcios<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#notas\">Notas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#referencias\">Refer\u00eancias<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#listaAutores\">Sobre as Autoras<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#citar\">Como citar este cap\u00edtulo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#comentarios\">Coment\u00e1rios<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<h2 id=\"s1\">1. O deslocamento da no\u00e7\u00e3o de autoria e a concep\u00e7\u00e3o de autor, ao longo da hist\u00f3ria: da Antiguidade Cl\u00e1ssica aos dias atuais<\/h2>\n<p>Anteriormente ao advento da <em>Web<\/em>, para redigir um manuscrito, ou diante da m\u00e1quina de escrever, necessit\u00e1vamos de um tempo para organizar nossas ideias &#8211; quando n\u00e3o desist\u00edamos de faz\u00ea-lo. O texto era ent\u00e3o escrito sob a forma de rascunho e \u2018passado a limpo\u2019. Quando datilografado, sua revis\u00e3o era bastante trabalhosa. Com os avan\u00e7os das tecnologias digitais e suas interfaces, essa tarefa foi facilitada, pois os processadores de textos nos possibilitam uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es, como: deletar, recortar, colar, localizar e substituir palavras, textos e imagens, al\u00e9m de podermos fazer corre\u00e7\u00f5es ortogr\u00e1ficas.<\/p>\n<p>Da mesma forma que a \u00e1gua n\u00e3o corre sobre trilhos, mas por entre pedras, adaptando-se, transformando-se e sendo transformada na intera\u00e7\u00e3o com outros elementos, como afirma o poeta Manoel de Barros, na obra intitulada \u201cMat\u00e9ria de poesia\u201d, publicada em 2001, a concep\u00e7\u00e3o de autoria, sempre associada a no\u00e7\u00f5es culturais e cient\u00edficas, tamb\u00e9m sofre mudan\u00e7as, ao longo da hist\u00f3ria, na qual o ser humano n\u00e3o \u00e9 mais que um vir-a-ser. Nessa perspectiva, torna-se relevante discutir quest\u00f5es que envolvem essa no\u00e7\u00e3o em seu deslocamento at\u00e9 os dias atuais, nas quais dom\u00ednio, poder e reconhecimento s\u00e3o parte desse universo, multifacetado e contempor\u00e2neo, permeado de desafios \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o de subjetividades individuais e coletivas, locais e globais, hist\u00f3rica e culturalmente estabelecidas.<\/p>\n<p>Com efeito, as tecnologias digitais em rede, com sua plasticidade e fluidez, institui um novo modo de pensar e viver, alicer\u00e7ado n\u00e3o apenas em modos hegem\u00f4nicos de pensamento, alterando, de forma significativa, o conceito de autoria. Nesse contexto, a obra intelectual e art\u00edstica perde seus contornos tradicionais, marcados pela figura de um autor reconhecido, para se tornar m\u00faltipla, fragmentada, mutante e aberta, podendo ser atualizada, a partir de novas interven\u00e7\u00f5es n\u00e3o necessariamente planejadas.<\/p>\n<p><strong>Mas, o que \u00e9 ser autor, em tempos de cibercultura, mobilidade e ubiquidade, nos quais processos autorais coletivos s\u00e3o cada vez mais estimulados pelo digital em rede, com base na colabora\u00e7\u00e3o, dissemina\u00e7\u00e3o e compartilhamento de conhecimentos? Podemos afirmar que somos todos autores, em pot\u00eancia? <\/strong><\/p>\n<p><a href=\"#COUTO2011\">Mia Couto (2011)<\/a> nos ensina que, para percebermos as luzes que imanam do <strong>outro<\/strong>, devemos apagar as nossas, tornando-nos dispon\u00edveis para esse <strong>outro<\/strong>; ou seja, devemos fazer de nossas vidas um rio de trocas, baseadas em rela\u00e7\u00f5es dial\u00f3gicas, responsivas e respons\u00e1veis. No entanto, autorias coletivas pressup\u00f5em decis\u00f5es nem sempre f\u00e1ceis de tomar, na medida em que demandam discernimento, disciplina, m\u00e9todo, negocia\u00e7\u00e3o de sentidos e comprometimento com resultados, entre outros. <\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o trabalho coletivo traz outros desdobramentos que envolvem, por exemplo, aspectos relacionados \u00e0 credibilidade, em termos de qualidade do que \u00e9 veiculado na <em>Internet<\/em>, pois todos podem se expressar, sem que seja necess\u00e1rio ser um especialista ou apresentar credenciais de m\u00e9rito. Tamb\u00e9m afeta os Direitos Autorais, dado que, atualmente, o controle da circula\u00e7\u00e3o de bens intelectuais na sociedade se torna mais dif\u00edcil; o que amplia, sobremaneira, o debate acerca da concep\u00e7\u00e3o de autor e de autoria.<\/p>\n<p><strong>Quais, ent\u00e3o, os caminhos percorridos por essas no\u00e7\u00f5es, ao longo do tempo, e como estudiosos \u2013 cl\u00e1ssicos e contempor\u00e2neos, pensam essas quest\u00f5es? Qual o ponto de converg\u00eancia de suas ideias? Afinal, o que \u00e9 autoria? O que \u00e9 ser autor na contemporaneidade? Essas quest\u00f5es s\u00e3o discutidas, a seguir.<\/strong><\/p>\n<p>No per\u00edodo compreendido entre a Antiguidade Cl\u00e1ssica e o advento da imprensa n\u00e3o havia preocupa\u00e7\u00e3o com o fechamento da obra, em cont\u00ednuo processo de cria\u00e7\u00e3o (<a href=\"#ZANINI2013\">ZANINI, 2013<\/a>). Narrativas orais, epopeias, trag\u00e9dias, entre outras produ\u00e7\u00f5es postas em circula\u00e7\u00e3o, permaneciam abertas a modifica\u00e7\u00f5es e acr\u00e9scimos. Deus era a fonte da inspira\u00e7\u00e3o suprema das obras, seu verdadeiro autor. O escritor, o artista, era t\u00e3o somente um portador da cria\u00e7\u00e3o divina, e toda a produ\u00e7\u00e3o intelectual era considerada uma revela\u00e7\u00e3o p\u00fablica de um saber transcendental &#8211; jamais como uma obra de car\u00e1ter privado. O anonimato n\u00e3o impedia que essas produ\u00e7\u00f5es fossem valorizadas, pois sua autenticidade era garantida pelo tempo em que permaneciam em cena.<\/p>\n<p>A necessidade de identificar o autor de uma obra surge, j\u00e1 no s\u00e9culo XVI, numa rea\u00e7\u00e3o da igreja cat\u00f3lica contra discursos transgressores, considerados ap\u00f3crifos e profanos, direcionados \u00e0 ortodoxia religiosa e \u00e0 pol\u00edtica, devendo seus autores ser punidos (<a href=\"#ZANINI2014\">ZANINI, 2014<\/a>).  Isso, de certa forma, fortalece a figura do autor e a concep\u00e7\u00e3o de autoria como um processo centrado num indiv\u00edduo.  \u00c9 interessante destacarmos que, de forma similar, essa ideia de transgress\u00e3o \u00e9 retomada, no final do s\u00e9culo XVIII e in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, quando a quest\u00e3o autoral ganha foros de direito.<\/p>\n<p>A ideia de um sujeito racional e consciente, agente do conhecimento, desenvolvida por Descartes, a Reforma Protestante, iniciada no s\u00e9culo XVI por Martinho Lutero, o Renascimento e o Iluminismo deslocam o conhecimento, trazendo o homem para o centro das discuss\u00f5es. A prensa tipogr\u00e1fica, inventada por Gutenberg, e o desenvolvimento da imprensa marcam a distin\u00e7\u00e3o entre autor (<em>author <\/em>\u2013 cujo nome pr\u00f3prio identifica e autoriza o texto) e escritor (<em>writer<\/em> \u2013 aquele que escreve algo), na medida em que a condi\u00e7\u00e3o para ser \u201cautor\u201d pressup\u00f5e a circula\u00e7\u00e3o, entre o p\u00fablico, da obra impressa. Assim, a no\u00e7\u00e3o de autoria se fortalece, como algo individual, e a obra assume uma estrutura fechada, acabada, sem qualquer possibilidade de complementa\u00e7\u00e3o. Da mesma forma, a pr\u00e1tica das leituras p\u00fablicas, t\u00e3o a gosto da era medieval, \u00e9, paulatinamente, substitu\u00edda pela leitura silenciosa e individual, deixando n\u00edtida a separa\u00e7\u00e3o entre autor e leitor. <\/p>\n<p>Com a consolida\u00e7\u00e3o da Modernidade, fatores sociais, pol\u00edticos e econ\u00f4micos acentuam a ideia de um sujeito racional, consciente. Nessa perspectiva, deslocam o conhecimento e trazem o homem para o centro das discuss\u00f5es, acentuando ainda mais a concep\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo como autor.<\/p>\n<p>Novas mudan\u00e7as pol\u00edtico-econ\u00f4micas, filos\u00f3ficas, tecnol\u00f3gicas, jur\u00eddico-penais, liter\u00e1rias, est\u00e9ticas e comerciais, na passagem do s\u00e9culo XVIII para o XIX, na Europa, fazem emergir o g\u00eanero rom\u00e2ntico, que vem fortalecer essa concep\u00e7\u00e3o. O autor passa a ser considerado um \u2018g\u00eanio criador\u2019, ou seja, um sujeito dotado de conhecimentos e de uma intelig\u00eancia superior que, a exemplo das musas, ou de Deus, encarna a inspira\u00e7\u00e3o po\u00e9tica, sendo a originalidade, a express\u00e3o criadora e as experi\u00eancias, afetiva e emocional do indiv\u00edduo, aspectos muito valorizados \u00e0 \u00e9poca. Pela relev\u00e2ncia de sua contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 sociedade, e pela singularidade de seu talento, o criador da obra deve ser financeiramente recompensado (<a href=\"#CHARTIER2006\">CHARTIER, 2006<\/a>). Implantam-se, dessa forma, os alicerces inspiradores das bases do direito autoral, tal como o conhecemos, na atualidade. No Brasil, em particular, a quest\u00e3o autoral ganha foros de direito, com a cria\u00e7\u00e3o da Lei 9.610, de 19 de fevereiro de 1998 &#8211; <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Leis\/L9610.htm\">Lei dos Direitos Autorais &#8211; LDA<\/a> (<a href=\"#BRASIL1998\">BRASIL, 1998<\/a>). <\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Defini\u00e7\u00e3o de direitos autorais<\/h5>\n<p>Direito autoral \u00e9 um conjunto de prerrogativas conferidas por lei \u00e0 pessoa f\u00edsica ou jur\u00eddica criadora da obra intelectual, para que ela possa gozar dos benef\u00edcios morais e patrimoniais resultantes da explora\u00e7\u00e3o de suas cria\u00e7\u00f5es. O direito autoral est\u00e1 regulamentado pela Lei de Direitos Autorais (<a href=\"#BRASIL1998\">BRASIL, 1998<\/a>) e protege as rela\u00e7\u00f5es entre o criador e quem utiliza suas cria\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, liter\u00e1rias ou cient\u00edficas, tais como textos, livros, pinturas, esculturas, m\u00fasicas, fotografias, etc.. Os direitos autorais s\u00e3o divididos, para efeitos legais, em direitos morais e patrimoniais.<br \/>\n<\/section>\n<p>Por essa Lei, os trabalhos ou as produ\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias, art\u00edsticas e\/ou cient\u00edficas, tais como: m\u00fasicas, literatura em geral, fotografias, esculturas, pinturas, desenhos, filmes, softwares, entre outras, definidas como cria\u00e7\u00e3o do espirito, s\u00e3o classificadas como obras intelectuais. <\/p>\n<p>Em seu art. 11, a legisla\u00e7\u00e3o brasileira estabelece que autor \u00e9 necessariamente um ser humano; ou seja, uma pessoa f\u00edsica criadora de obra liter\u00e1ria, art\u00edstica ou cient\u00edfica. No entanto, a ele \u00e9 possibilitado transferir seus direitos patrimoniais a terceiros, inclusive a pessoas jur\u00eddicas, a quem \u00e9 conferido os mesmos direitos patrimoniais previstos em lei para a prote\u00e7\u00e3o da obra, resguardados os direitos morais do autor,<\/p>\n<p>Mas esses deslocamentos da no\u00e7\u00e3o de autoria n\u00e3o param por a\u00ed. Ainda, no s\u00e9culo XIX, mudan\u00e7as na forma de conceber o indiv\u00edduo alteram a no\u00e7\u00e3o de sujeito, quando a linguagem ganha prioridade sobre o indiv\u00edduo, como senhor de seu discurso e de suas vontades. A partir da tipografia, do r\u00e1dio, da fotografia, do cinema, da possibilidade de gravar em fitas magn\u00e9ticas e vinil, al\u00e9m de outros meios, a pr\u00e1tica da reprodu\u00e7\u00e3o \u00e9 ampliada, de forma significativa, demarcando a diferen\u00e7a entre o que \u00e9 original e o que \u00e9 reproduzido. As t\u00e9cnicas de reprodu\u00e7\u00e3o libertam a obra de arte de sua fun\u00e7\u00e3o ritual\u00edstica m\u00e1gico-religiosa, resultando na perda de sua aura. O crit\u00e9rio de autenticidade n\u00e3o mais se aplica \u00e0 produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica, agora sob o dom\u00ednio dessas novas t\u00e9cnicas, que deixam entrever a quest\u00e3o autoral e os efeitos da media\u00e7\u00e3o da obra, considerando que o sujeito do discurso assume posturas adequadas a esses meios, para melhor se comunicar, como justifica <a href=\"#BENJAMIN1980\">Benjamin (1980)<\/a>, ao estabelecer a compara\u00e7\u00e3o entre o pintor  &#8211; que se utiliza da tela e das tintas, e o cineasta, que se vale da celulose que usa na c\u00e2mera.<\/p>\n<p>O aumento da velocidade de difus\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, possibilitado pela fotografia e pelo cinema, cria novos par\u00e2metros de armazenagem das imagens; o que implica a retomada da reprodu\u00e7\u00e3o, pela pintura e pela literatura, como princ\u00edpio de produ\u00e7\u00e3o de discursos, no \u00e2mbito da atividade art\u00edstica. Entendida como a arte de recriar uma hist\u00f3ria, ou um personagem, ou uma t\u00e9cnica de outro autor, a reprodu\u00e7\u00e3o passa a ser reconhecida como um recurso formal de composi\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Pr\u00e1ticas de Reprodu\u00e7\u00e3o<\/h5>\n<p>Um exemplo cl\u00e1ssico dessa pr\u00e1tica, na pintura, \u00e9-nos dado por <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Pablo_Picasso\">Pablo Picasso<\/a>  em seus estudos sobre a obra Las Meninas, de  <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Diego_Vel%C3%A1zquez\">Diego Vel\u00e0squez<\/a>.  Trata-se de uma reprodu\u00e7\u00e3o n\u00e3o considerada como c\u00f3pia, mas como uma recria\u00e7\u00e3o, na perspectiva do autor.  <a href=\"#MENDES2009\">Mendes (2009)<\/a>, em seu artigo Picasso e as meninas de Vel\u00e1zquez, analisa essas reprodu\u00e7\u00f5es, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 obra original. Na literatura, podemos citar a obra de Umberto Eco, O Nome da Rosa, na qual os personagens William de Baskerville e Adson de Melk s\u00e3o inspirados em Sherlock Holmes e Watson, de Conan Doyle:<\/p>\n<figure>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"O Nome Da Rosa editado 1\" width=\"750\" height=\"563\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UUaR9YIxpwE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\nO Nome da Rosa (fragmento de 3:42s)<figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=UUaR9YIxpwE\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=UUaR9YIxpwE<\/a><figcaption><\/figure>\n<\/section>\n<p>Como podemos notar, a reprodutibilidade tangencia a quest\u00e3o autoral, na medida em que possibilita, aos indiv\u00edduos, assumirem a obra alheia como sua, desde que a mesma seja reinventada, a partir do universo de representa\u00e7\u00e3o do autor-leitor.<\/p>\n<p>Como um brech\u00f3, no qual se vende toda sorte de objetos, expostos de forma desordenada, a Cibercultura abriga um conjunto de saberes, pr\u00e1ticas, comportamentos e modos de pensamento diversos, tudo junto e misturado. \u00c0 medida que escrevemos, vamos construindo o enunciado, e o processo de revis\u00e3o se d\u00e1 em paralelo \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o do texto que, gradativamente, vai sendo modelado. <\/p>\n<p>Estimulados a reconstruir nossos pensamentos, rever nossos textos, ou mixar desenhos, v\u00eddeos, sons e\/ou imagens, acabamos por exercer o papel de editores. Esses conte\u00fados, publicados ou veiculados n\u00e3o pertencem \u00e0 coletividade, nem podem ser usados, livre e gratuitamente, como muitas pessoas creem, dado que, o art. 7 dessa legisla\u00e7\u00e3o estabelece a prote\u00e7\u00e3o das obras \u201cexpressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tang\u00edvel ou intang\u00edvel, conhecido ou que se invente no futuro\u201d, sendo inadmiss\u00edvel  o uso indiscriminado e inadequado de obras liter\u00e1rias, art\u00edsticas ou cient\u00edficas, seja na <em>Internet <\/em>ou em qualquer outro meio. <\/p>\n<p>Nessa \u00f3tica e, considerando o art. 33 Lei de Direitos Autorais (<a href=\"#BRASIL1998\">BRASIL, 1998<\/a>), que determina que \u201cningu\u00e9m pode reproduzir obra que n\u00e3o perten\u00e7a ao dom\u00ednio p\u00fablico, a pretexto de anot\u00e1-la, coment\u00e1-la ou melhor\u00e1-la, sem permiss\u00e3o do autor\u201d, a pr\u00e1tica de \u2018copiar\u2019 e \u2018colar\u2019, comumente chamada de pl\u00e1gio acad\u00eamico, n\u00e3o se constituiria um procedimento de edi\u00e7\u00e3o que viola  os direitos autorais?<\/p>\n<p>De acordo com o C\u00f3digo Penal Brasileiro, em seu art. 184 (<a href=\"#BRASIL1940\">BRASIL, 1940<\/a>), se o pl\u00e1gio for cometido com inten\u00e7\u00e3o de se obter lucro, seja de forma direta ou indireta, a pena poder\u00e1 variar de dois a quatro anos, al\u00e9m do pagamento de multa. No entanto, n\u00e3o considera pl\u00e1gio, por exemplo, a c\u00f3pia para uso privado, de pequenos trechos sem fins comerciais, bem como permite a cita\u00e7\u00e3o de trechos de livros ou explana\u00e7\u00f5es feitas em palestras, cujos procedimentos para apresenta\u00e7\u00e3o devem ser pautados nas orienta\u00e7\u00f5es oferecidas pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Normas T\u00e9cnicas (ABNT). <\/p>\n<p>Nessa perspectiva, com o digital em rede, a reprodu\u00e7\u00e3o, mais que uma possibilidade t\u00e9cnica, torna-se uma condi\u00e7\u00e3o b\u00e1sica da pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o, na qual tudo \u00e9 original e fonte, e o termo reprodu\u00e7\u00e3o perde o sentido. Qualquer produ\u00e7\u00e3o se torna pass\u00edvel de ser apropriada e replicada num processo cont\u00ednuo de atualiza\u00e7\u00f5es &#8211; uma produ\u00e7\u00e3o coletiva. Como enfatizado por <a href=\"#LEMOS2005\">Lemos (2005)<\/a>, vivemos a cultura remix, t\u00e9cnica muito utilizada pelos DJ de <em>hip hop<\/em> &#8211; a cultura da participa\u00e7\u00e3o. Mais do que simples colagem e montagem de materiais, essas pr\u00e1ticas buscam reciclar as m\u00eddias-fontes.<\/p>\n<section class=\"blockquote\">A nova din\u00e2mica t\u00e9cnico-social da cibercultura instaura assim, n\u00e3o uma novidade, mas uma radicalidade: uma estrutura midi\u00e1tica \u00edmpar na hist\u00f3ria da humanidade onde, pela primeira vez, qualquer indiv\u00edduo pode, a priori, emitir e receber informa\u00e7\u00e3o em tempo real, sob diversos formatos e modula\u00e7\u00f5es, para qualquer lugar do planeta e alterar, adicionar e colaborar com peda\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o criados por outros. Tudo comunica e tudo est\u00e1 em rede: pessoas, m\u00e1quinas, objetos, monumentos, cidades (p. 2).<\/section>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Pr\u00e1ticas de remixagem<\/h5>\n<p>Essas pr\u00e1ticas s\u00e3o facilmente usadas em nossos cotidianos, especialmente pela popula\u00e7\u00e3o mais jovem, como, por exemplo: as <a href=\"https:\/\/fanfiction.com.br\/categoria\/78\/harry_potter\/\">fan-fiction<\/a>, que permitem que qualquer pessoa mude o rumo de suas hist\u00f3rias preferidas e criem cenas e di\u00e1logos diferentes da obra original, como as hist\u00f3rias escritas por f\u00e3s de Harry Potter; o <a href=\"http:\/\/brasilescola.uol.com.br\/artes\/grafite.htm\">grafite<\/a>, nas artes pl\u00e1ticas, que possibilita que artistas interajam com o ambiente ao redor, pintando os muros p\u00fablicos das cidades com spray, misturando cores, refer\u00eancias e diversos temas em apenas uma obra; a <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal\">Wikip\u00e9dia<\/a>, que re\u00fane contribui\u00e7\u00f5es de diversos autores no mundo todo, baseadas em livros, links e enciclop\u00e9dias; e  o <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=inrSvkVnhGo\">sample<\/a>, recurso musical, utilizado desde os fins dos anos 70, que permite, por meio de uma \u201cmaquininha\u201d, gravar e reproduzir sons \u2013 com varia\u00e7\u00f5es de tom, de um trecho repetido em <em>loop <\/em>-, de acordo com \u2018o gosto do fregu\u00eas\u2019.<br \/>\n<\/section>\n<p>Com efeito, ao pensarmos a evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da concep\u00e7\u00e3o de autoria, constatamos que o processo autoral adquiriu, ao longo do tempo, diferentes formatos e din\u00e2micas; o que lhe confere um car\u00e1ter mut\u00e1vel. Outro ponto a considerar \u00e9 que, n\u00e3o obstante toda a discuss\u00e3o sobre o papel do autor, no s\u00e9culo XX, de uma forma geral, ainda prevalece, em nossos dias, a vis\u00e3o moderna de autoria. Entretanto, n\u00e3o podemos ignorar que a cibercultura, impulsionada pela mobilidade ub\u00edqua, estimula novas formas de comunica\u00e7\u00e3o e pr\u00e1ticas de leitura e escrita, que modificam o entendimento dessa no\u00e7\u00e3o, a cada dia, menos individual e mais coletiva.<\/p>\n<h2 id=\"s2\">2. A no\u00e7\u00e3o de autoria na contemporaneidade<\/h2>\n<p><strong>Mas, ent\u00e3o, o que se modifica e o que permanece da concep\u00e7\u00e3o moderna de autor com os novos meios de comunica\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>A concep\u00e7\u00e3o de autor que transforma o indiv\u00edduo num \u2018g\u00eanio criador\u2019 de algo absolutamente original, express\u00e3o m\u00e1xima de sua singularidade, \u00e9 veementemente negada por <a href=\"#BARTHES2004\">Barthes (2004)<\/a>, que afirma que o \u2018autor est\u00e1 morto\u2019, para que um livro chegue a ser obra, \u00e9 preciso passar pelo crivo do leitor. Enfatiza, dessa forma, a n\u00e3o exist\u00eancia do autor fora da linguagem, concebendo-o como um produto do ato de escrever; um imitador de um gesto ou de uma palavra anterior a ele, mas nunca original, sendo seu \u00fanico poder o de \u2018mesclar escritas\u2019. Nessa \u00f3tica, na medida em que o texto \u00e9 elaborado, a no\u00e7\u00e3o de autoria se enfraquece, e a associa\u00e7\u00e3o de ideias toma corpo por meio da linguagem. Em outras palavras, devido ao desaparecimento das caracter\u00edsticas individuais de um sujeito que inventa e escreve, o autor perde seu espa\u00e7o tradicional e d\u00e1 lugar ao leitor, que \u00e9 quem faz circular o sentido, aquele que pode observar o plural de que o texto \u00e9 feito, e ainda, adicionar seu pr\u00f3prio plural.<\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>O nascimento do leitor<\/h5>\n<p>Na obra <a href=\"https:\/\/www.companhiadasletras.com.br\/detalhe.php?codigo=11045\">Se um viajante numa noite de inverno<\/a>, <a href=\"#CALVINO1999\">Calvino (1999)<\/a> nos brinda com uma amostra da multiplicidade potencial do que \u00e9 narr\u00e1vel. O livro se comp\u00f5e de dez fragmentos de texto e doze cap\u00edtulos sobre a vida de um leitor, que l\u00ea este mesmo livro, e, logo nas primeiras p\u00e1ginas do romance  \u00e9 surpreendido com a pergunta do narrador: \u201cQuem \u00e9 voc\u00ea leitor?\u201d,  completando, em seguida, que seria uma indiscri\u00e7\u00e3o perguntar sua hist\u00f3ria, sua biografia, idade&#8230;O que lhe interessa \u00e9 saber seu estado de \u00e2nimo. Come\u00e7a assim o jogo entre o romance e o leitor que lhe vira as p\u00e1ginas. Dada a n\u00e3o linearidade da obra, o leitor \u00e9 livre para criar seu pr\u00f3prio livro; escolher seu pr\u00f3prio percurso de leitura. Refletido em espelho nas p\u00e1ginas do romance, o ato de leitura toma forma de uma ca\u00e7ada apaixonante, labir\u00edntica, na qual \u00e9 imposs\u00edvel distinguir ca\u00e7a e ca\u00e7ador. A leitura toma, portanto, o formato de um hipertexto, possibilitando infinitas combina\u00e7\u00f5es.<br \/>\n<\/section>\n<p>Diante dessa \u201csenten\u00e7a de morte do autor\u201d, decretada por Barthes, <strong>seria leg\u00edtimo considerarmos que a institui\u00e7\u00e3o autoral est\u00e1 em crise, condenada \u00e0 extin\u00e7\u00e3o?<\/strong>  Nossa realidade demonstra que n\u00e3o. Al\u00e9m da vig\u00eancia da lei de propriedade intelectual, no meio digital contamos, tamb\u00e9m, com alguns licenciamentos, para garantir a dissemina\u00e7\u00e3o e reuso das produ\u00e7\u00f5es, sem necessidade de autoriza\u00e7\u00e3o do autor ou pagamento de direitos autorais, como, por exemplo, o <em>Creative Commons<\/em>.<\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Licen\u00e7as Creative Commons (CC)<\/h5>\n<p>As licen\u00e7as <em><a href=\"https:\/\/creativecommons.org\/\">Creative Commons<\/a><\/em> (CC) s\u00e3o as mais utilizadas para licenciamento de diversos tipos de conte\u00fado aberto, pois facilitam a sua reapropria\u00e7\u00e3o, garantindo a propriedade intelectual e criativa do autor (<em>copyleft<\/em>). Por meio dessas licen\u00e7as \u00e9 poss\u00edvel transferir alguns de seus direitos a qualquer pessoa, sob seis diferentes n\u00edveis de permiss\u00e3o: <\/p>\n<table>\n<tr>\n<td style=\"text-align:left;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_CC1.png\" alt=\"\" width=\"60\" height=\"85\" class=\"alignleft size-full wp-image-1189\" \/> atribui\u00e7\u00e3o (CC BY),<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align:left;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_CC2.png\" alt=\"Creative Commons\" width=\"140\" height=\"82\" class=\"alignleft size-full wp-image-1190\" \/> atribui\u00e7\u00e3o compartilha igual (CC BY-SA),<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align:left;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_CC3.png\" alt=\"Creative Commons\" width=\"140\" height=\"81\" class=\"alignleft size-full wp-image-1199\" \/> atribui\u00e7\u00e3o sem derivados (CC BY-ND),<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align:left;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_CC4.png\" alt=\"Creative Commons\" width=\"140\" height=\"82\" class=\"alignleft size-full wp-image-1200\" \/> atribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o comercial (CC BY-NC),<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align:left;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_CC5.png\" alt=\"Creative Commons\" width=\"220\" height=\"84\" class=\"alignleft size-full wp-image-1201\" \/> atribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o comercial compartilha igual (CC BY-NC-AS),<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td style=\"text-align:left;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_CC6.png\" alt=\"Creative Commons\" width=\"222\" height=\"85\" class=\"alignleft size-full wp-image-1202\" \/> atribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o comercial sem derivados (CC BY-NC-ND).<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<\/section>\n<p>\u00c9 nesse contexto de transforma\u00e7\u00e3o do conceito de autoria, marcado pelo emaranhado formado por essa teia de conex\u00f5es aberta a diferentes contribui\u00e7\u00f5es, e n\u00e3o limitada por uma assinatura individual, que devemos ler a insurrei\u00e7\u00e3o de <a href=\"#BARTHES2004\">Barthes (idem)<\/a>, ao decretar a \u201cmorte do autor\u201d, No entanto, para <a href=\"#FOUCAULT2002\">Foucault (2002)<\/a>, os autores, como pessoas e autoridades, s\u00e3o acess\u00f3rios; o que importa s\u00e3o os \u201cmodos de circula\u00e7\u00e3o, de valoriza\u00e7\u00e3o, de atribui\u00e7\u00e3o, de apropria\u00e7\u00e3o dos discursos\u201d, que \u201cvariam em cada cultura e se modificam no interior de cada uma\u201d (p. 68-9). Sem negar a exist\u00eancia do autor, <a href=\"#FOUCAULT2002\">Foucault (idem)<\/a> o descreve como o indiv\u00edduo que articula, organiza e controla discursos; e, ao faz\u00ea-lo, disp\u00f5e de recursos, exercendo a fun\u00e7\u00e3o de colocar em pr\u00e1tica o princ\u00edpio de autoria em sua cultura. <\/p>\n<p>O discurso \u00e9, portanto, uma pr\u00e1tica social, que s\u00f3 pode ser compreendido, quando se leva em conta as rela\u00e7\u00f5es que mant\u00e9m com outros que circulam em nossa cultura. Desse modo, em todos os setores das atividades humanas, o emprego da l\u00edngua por seus falantes se efetua por meio de enunciados que se entrela\u00e7am, denominados g\u00eaneros dos discursos. Esses enunciados objetivam informar, convencer, seduzir, entreter, sugerir, entre outras a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Essa caracter\u00edstica da fun\u00e7\u00e3o enunciativa o aproxima das ideias de <a href=\"#BAKHTIN2011\">Bakhtin (2011)<\/a>, para quem o texto \u00e9 uma unidade de manifesta\u00e7\u00e3o do pensamento, da emo\u00e7\u00e3o, do sentido e do significado, sendo a intera\u00e7\u00e3o verbal e seu car\u00e1ter dial\u00f3gico e polif\u00f4nico, o eixo norteador de toda sua obra.  Para o autor, a l\u00edngua \u00e9 vista como um fen\u00f4meno social, em evolu\u00e7\u00e3o, devido \u00e0s constantes intera\u00e7\u00f5es verbais entre os interlocutores. Desse modo, qualquer enunciado est\u00e1 sempre em busca de uma resposta &#8211; de uma atitude responsiva do outro, que serve de base para a cria\u00e7\u00e3o de novos enunciados e textos. A par das diferen\u00e7as entre <a href=\"#FOUCAULT2011\">Foucault (2011)<\/a> e Bakhtin, podemos perceber um ponto comum entre suas ideias: o sujeito s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel enquanto ser, no discurso ou na linguagem; o que se alinha ao pensamento de Barthes, quando afirma que o sujeito s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel no \u00e2mbito da pr\u00f3pria enuncia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na medida em que <a href=\"#FOUCAULT2011\">Foucault (2011)<\/a> entende a autoria como uma fun\u00e7\u00e3o n\u00e3o atrelada ao nome de um autor, que se concretiza por meio de um conjunto de opera\u00e7\u00f5es espec\u00edficas e complexas, podendo se referir a v\u00e1rios \u201ceus\u201d, simultaneamente, imagina que sua circula\u00e7\u00e3o e recep\u00e7\u00e3o se fa\u00e7am no <strong>anonimato do murm\u00fario<\/strong>. Diante dessa possibilidade apresentada pelo autor (sugestiva de um resgate das pr\u00e1ticas autorais vigentes em outros tempos e em outros meios), <strong>a autoria colaborativa, a obra inacabada, o eventual anonimato seriam aplic\u00e1veis ao autor que tem o texto eletr\u00f4nico como suporte? As mudan\u00e7as em curso, impulsionadas pelo meio digital, estariam reavivando antigas pr\u00e1ticas de cria\u00e7\u00e3o intelectual, al\u00e9m de discursos e conceitos menos individualistas e propriet\u00e1rios?<\/strong> Ousamos afirmar que sim, e aproximar a no\u00e7\u00e3o de autoria \u00e0s quest\u00f5es contempor\u00e2neas que surgem a partir do desenvolvimento das tecnologias digitais e a emers\u00e3o do hipertexto, direcionando seus holofotes para a natureza interativa, fragment\u00e1ria, colaborativa, aberta e coletiva das cria\u00e7\u00f5es intelectuais e art\u00edsticas.<\/p>\n<p>Da mesma maneira que, nos manuscritos medievais, o processo de cria\u00e7\u00e3o se realizava mediante jun\u00e7\u00e3o de diferentes textos acrescidos de coment\u00e1rios, a navega\u00e7\u00e3o hipertextual constitui uma pr\u00e1tica conjunta de leituras, recortes, colagens, c\u00f3pias e acr\u00e9scimos, potencializados pelo digital em rede. O autor contempor\u00e2neo assume, desta forma, um car\u00e1ter multifacetado, ao disponibilizar e fazer circular informa\u00e7\u00f5es, no meio digital, tornando t\u00eanue a fronteira entre o criador e o p\u00fablico. <a href=\"#SILVA2012\">Silva (2012)<\/a> argumenta que o espa\u00e7o cibercultural eleva, de forma significativa, as possibilidades de autorias individuais e coletivas, por meio de dispositivos e artefatos culturais que privilegiam o di\u00e1logo, a colabora\u00e7\u00e3o e a interatividade. <\/p>\n<p>Como frisa Maffesoli (2006, apud <a href=\"#PRIMO2008\">PRIMO, 2008<\/a>), o sujeito p\u00f3s-moderno identifica-se com o coletivo e com a possibilidade de colabora\u00e7\u00e3o e compartilhamento de saberes. Nesse contexto, ocorre o fracionamento do papel do autor, o enfraquecimento da autoria individual e o aumento de pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas inovadoras, com o surgimento de sistemas computacionais de autoria coletiva e de projetos que incorporam o uso de <em>blogs<\/em>, <em>wikis <\/em>e redes sociais, favorecendo a interatividade e a integra\u00e7\u00e3o de funcionalidades e conte\u00fados.  <\/p>\n<p>Com efeito, em nossos dias, a categoria de autor foi implodida: agora, a intera\u00e7\u00e3o \u00e9 quem agrega esses estilha\u00e7os e possibilita que autorias coletivas emerjam, marcadas por vozes que se sustentam em outras vozes para criarem novos sentidos. Dessa forma, desenham uma cartografia de fragmentos de discursos, de excertos de formula\u00e7\u00f5es e retalhos de relatos, sem in\u00edcio, meio e fim.  Nessa ambi\u00eancia, dividir \u00e9 necessariamente multiplicar; \u00e9 apropriar-se de um olhar m\u00faltiplo sobre a cultura de cria\u00e7\u00e3o e <strong>compartilhamento <\/strong>&#8211; termo que congrega conte\u00fados, ideias e valores morais, \u00e9ticos e ideol\u00f3gicos, gerando novos protagonistas, percursos e linguagens. <\/p>\n<p>Diante dessa diversidade de pr\u00e1ticas e interpreta\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 quest\u00e3o da autoria, assumimos, como autoral, <\/p>\n<section class=\"blockquote\">toda cria\u00e7\u00e3o intelectual, express\u00e3o do pensamento, que se manifesta na obra, seja por meio de um texto escrito (palavra), imagens e formas, escrita c\u00eanica, <em>performance<\/em>, entre outros, a partir da realidade s\u00f3cio-hist\u00f3rica em que nos inserimos. O sujeito deixa-se atravessar pelas diversas vozes que ecoam na cultura em que se insere, sem que se perca em meio a elas; lan\u00e7a um novo olhar sobre seu constructo, de forma respons\u00e1vel e responsiva, num processo de recria\u00e7\u00e3o, atualizando-o (<a href=\"#AMARAL2014\">AMARAL, 2014<\/a>, p.72).<br \/>\n<\/section>\n<p>Nessa perspectiva, atribui, assim, a cada uma dessas vozes o que lhes cabe por direito, enquanto legado cultural, consciente de que nenhuma delas \u00e9 absoluta, criando seu pr\u00f3prio espa\u00e7o do dizer.<\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Ainda sobre autoria<\/h5>\n<p>Vejam o que diz o escritor e professor, Antonio Miranda, sobre autoria coletiva.<\/p>\n<figure>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Palestra Autoria Coletiva - Antonio Miranda\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/y8RXgo4CkH0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><figcaption>Fonte: https:\/\/youtu.be\/y8RXgo4CkH0<\/figcaption><\/figure>\n<\/section>\n<h2 id=\"s3\">3. Autoria Coletiva e Educa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>No digital em rede, o ambiente colaborativo \u00e9 o ponto de partida para troca e o compartilhamento de conhecimentos e experi\u00eancias, no qual todos t\u00eam a liberdade para divulgar seus textos e produ\u00e7\u00f5es. Esses movimentos t\u00eam reflexos diretos na educa\u00e7\u00e3o, na medida em que os estudantes n\u00e3o ve\u00eam mais tanto sentido em se submeterem a processos de aprendizagem r\u00edgidos, homogeneizadores ou autorit\u00e1rios; o que exige uma nova forma de atua\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es de ensino.<\/p>\n<p><a href=\"#PRETTO2010\">Pretto (2010<\/a>, p. 1) defende a cultura <em>hacker <\/em>e o \u2018jeito <em>hacker<\/em>\u2019 de ser professor, como estrat\u00e9gias para uma educa\u00e7\u00e3o libertadora, enfatizando a necessidade de que os docentes adotem uma atitude mais cr\u00edtica e ativista, capaz de planejar e oferecer uma educa\u00e7\u00e3o plural, sintonizada com as diferen\u00e7as:<\/p>\n<section class=\"blockquote\">[&#8230;] a \u00e9tica hacker tem a ver com compartilhamento, acessibilidade e descentraliza\u00e7\u00e3o. Os <em>hackers <\/em>querem tomar as m\u00e1quinas para melhorar o mundo. Assim, o computador deveria ser introduzido nas escolas, n\u00e3o como mera ferramenta, ou como m\u00e1quinas aprisionadas em um laborat\u00f3rio, mas de um modo que permitissem a colabora\u00e7\u00e3o, num processo de resgate do papel de ativista do professor.<br \/>\n<\/section>\n<p>Desse modo, todos podem ser autores e coautores de suas produ\u00e7\u00f5es, com possibilidades de compartilhamento na rede. No \u00e2mbito da educa\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel que \u201c[&#8230;] cada um de n\u00f3s, cada professor e cada menino n\u00e3o seja apenas um ator desse processo, mas seja autor. Isso significa recuperar a perspectiva artes\u00e3 do trabalho do professor\u201d (<a href=\"#PRETTO2006\">PRETTO, 2006<\/a>).<\/p>\n<p>Concordamos com <a href=\"#BONILLA2011\">Bonilla, Pretto e Almada (2011<\/a>, p. 207), quando consideram que:<\/p>\n<section class=\"blockquote\">[\u2026] as institui\u00e7\u00f5es de ensino, em todos os n\u00edveis, n\u00e3o podem ficar \u00e0 margem desse processo, apenas como meros consumidores de informa\u00e7\u00e3o. A cria\u00e7\u00e3o de bens culturais como fotografias, v\u00eddeos, programas de r\u00e1dio, entre outros, abre um importante caminho para a amplia\u00e7\u00e3o do universo da sala de aula, estimulando alunos e professores a produzirem esses bens culturais articulados com seu contexto cultural, disponibilizando-os de forma livre, aberta e sem necessidade de controle de intermedi\u00e1rios para possibilitar a apropria\u00e7\u00e3o coletiva e remixa\u00e7\u00e3o desses materiais [&#8230;].<br \/>\n<\/section>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Estimulando autorias coletivas<\/h5>\n<p>V\u00e1rias a\u00e7\u00f5es v\u00eam sendo desenvolvidas nas institui\u00e7\u00f5es educacionais de n\u00edvel superior, a exemplo do <a href=\"https:\/\/blog.ufba.br\/ripe\/\">Sistema RIPE<\/a> -\u2013 Rede de Interc\u00e2mbio de Produ\u00e7\u00e3o Educativa, uma plataforma Web, criada pelo Grupo de Pesquisa Educa\u00e7\u00e3o, Comunica\u00e7\u00e3o e Tecnologias (GEC) em parceria com o Laborat\u00f3rio de  Aplica\u00e7\u00f5es de V\u00eddeo Digital (LAVID), financiado pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado da Bahia (FAPESB), que agrega e gerencia produ\u00e7\u00f5es audiovisuais oriundas das escolas, dos pr\u00f3prios alunos e de toda comunidade. A ideia do RIPE n\u00e3o \u00e9 que o professor produza e socialize uma vers\u00e3o final de um v\u00eddeo, pois, com os processos colaborativos em rede, todos podem contribuir com todos, tomando como base a filosofia <em>hacker <\/em>(<a href=\"#HIMANEN2001\">HIMANEN, 2001<\/a>) e, mediante compartilhamento, buscar melhores solu\u00e7\u00f5es, sempre coletivamente. Ao convidar o interagente a disponibilizar, por meio de licen\u00e7as livres, alguns trechos de suas grava\u00e7\u00f5es, ou mesmo v\u00eddeos filmados aligeiradamente, sem nenhuma edi\u00e7\u00e3o inicial, o RIPE oferece e fomenta a possibilidade de que outras pessoas, em diferentes lugares e tempos, possam se apropriar desses conte\u00fados, para ressignific\u00e1-los, usando a l\u00f3gica de produ\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o, ponto a ponto (o computador de cada usu\u00e1rio conectado acaba por realizar fun\u00e7\u00f5es de servidor e de cliente, ao mesmo tempo) e de remixagem. O que mais importa \u00e9 criar novos produtos culturais e cient\u00edficos, de modo a contribuir para a autoria de professores e alunos.<br \/>\n<\/section>\n<p>Nessa dire\u00e7\u00e3o, <a href=\"#PRETTO2011\">Pretto (2011<\/a>, p.113) afirma:<\/p>\n<section class=\"blockquote\">[&#8230;] as ideias de produ\u00e7\u00e3o colaborativa podem ir mais al\u00e9m, incorporando a ideia de uma produ\u00e7\u00e3o <em>peer-to-peer<\/em> para os materiais educacionais, consubstanciando um ciclo virtuoso de produ\u00e7\u00e3o, remixagem e uso que podem trazer novos elementos fundantes dos processos educacionais. ([&#8230;]) Essa produ\u00e7\u00e3o descentralizada e fortalecida pela atua\u00e7\u00e3o autoral de professores e estudantes nas escolas, dialogaria de forma intensa com os conhecimentos e as culturas institu\u00eddas.<\/section>\n<p>Na atualidade, embora as cria\u00e7\u00f5es digitais ainda tragam a assinatura do autor, a Internet permite que qualquer usu\u00e1rio se coloque nessa posi\u00e7\u00e3o, disponibilize e compartilhe suas produ\u00e7\u00f5es com outros usu\u00e1rios, use e remix informa\u00e7\u00f5es, exercitando algo similar ao que <a href=\"#LEVY1999\">L\u00e9vy (1999)<\/a> nomeou \u2018intelig\u00eancia coletiva\u2019, referindo-se ao processo sin\u00e9rgico que ocorre entre diferentes imagina\u00e7\u00f5es e compet\u00eancias intelectuais que se instituem em redes abertas interativas. Nessa perspectiva, verifica-se a dilui\u00e7\u00e3o da autoria, mediante o rearranjo e modifica\u00e7\u00e3o de alguns elementos para cria\u00e7\u00e3o de um novo conte\u00fado, que retira o produto de seu contexto original, dando-lhe novo sentido e, portanto, uma nova autoria. <\/p>\n<p>No entanto, quando tomamos como refer\u00eancia os cotidianos escolares, verificamos que, ao centralizar as estrat\u00e9gias de aprendizagem na transmiss\u00e3o, memoriza\u00e7\u00e3o e na repeti\u00e7\u00e3o de conte\u00fados, o processo educacional tem negado, ao aluno, o direito \u00e0 livre express\u00e3o, \u00e0 cria\u00e7\u00e3o e ao exerc\u00edcio autoral. Da\u00ed a necessidade de superarmos a ideia de uma educa\u00e7\u00e3o associada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o em s\u00e9rie, e pensarmos na possibilidade de docentes e discentes se assumirem como atores e autores desse processo, promovendo, de forma efetiva, novos aprendizados e novas produ\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_calvin.jpg\" alt=\"Calvin e seu conhecimento sobre presidentes\" width=\"580\" height=\"190\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1325\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_calvin.jpg 580w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_calvin-300x98.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 580px) 100vw, 580px\" \/><figcaption>\nCalvin e seu conhecimento sobre presidentes<br \/>\nFonte: <a href=\"http:\/\/geekness.com.br\/calvin-e-seu-conhecimento-sobre-presidentes-tirinha\/\">Geekness<\/a>. Acesso em 06.11.2018.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Nesse sentido, torna-se necess\u00e1rio pensar o desenvolvimento de sistemas computacionais voltados para a educa\u00e7\u00e3o; o que demanda, sem desconsiderar os documentos oficiais e as demandas de forma\u00e7\u00e3o necess\u00e1rias para atua\u00e7\u00e3o dos sujeitos na sociedade, criar suas pr\u00f3prias estrat\u00e9gias e dispositivos, adaptando-os a sua realidade.<\/p>\n<p>Em ambientes informatizados, portanto, a autoria se concretiza em fun\u00e7\u00e3o da operatividade reflexiva que ocorre num certo dom\u00ednio coletivo de a\u00e7\u00f5es e compartilhamentos, constituindo-se num diferencial nas diversas redes que se formam. Nessa rela\u00e7\u00e3o, todos os produtos cient\u00edficos e culturais, como livros, <em>software<\/em> de simula\u00e7\u00e3o, jornais, filmes, v\u00eddeos, entre tantos outros dispon\u00edveis, <em>dentrofora<\/em><sup><a href=\"#nota1\" id=\"n1\">[1]<\/a><\/sup> da escola, constituem dispositivos a serem explorados nos processos formativos.<\/p>\n<p>A contemporaneidade nos convoca, portanto, a repensar a forma\u00e7\u00e3o para a doc\u00eancia, presencial e <em>online<\/em>, e a interven\u00e7\u00e3o did\u00e1tico-pedag\u00f3gica na pr\u00e1tica escolar, em todos os n\u00edveis, dado que professores e alunos assumem o papel de parceiros na tessitura do conhecimento em rede; processo que demanda colabora\u00e7\u00e3o e media\u00e7\u00e3o entre os sujeitos participantes, e potencializa processos autorais.  <\/p>\n<p>\u00c9 nesse ponto que ressaltamos a o papel relevante do desenvolvimento de sistemas computacionais para a educa\u00e7\u00e3o, dado que a aprendizagem assume, cada vez mais, uma dimens\u00e3o coletiva, na qual processo de intera\u00e7\u00e3o com o outro se intensifica. Assim, \u00e9 a partir do conceito de zona de desenvolvimento proximal (ZDP) proposto por <a href=\"#VYGOTSKY1984\">Vygotsky (1984)<\/a> que os sistemas computacionais se baseiam para dar suporte ao processo de aprendizagem em um ambiente virtual. <\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Zona de desenvolvimento proximal (ZDP)<\/h5>\n<p>Trata-se da dist\u00e2ncia entre o n\u00edvel de desenvolvimento atual de um indiv\u00edduo, determinado pela capacidade de resolver um problema sem ajuda, e a gama de possibilidades de faz\u00ea-lo sob a orienta\u00e7\u00e3o de um adulto ou em colabora\u00e7\u00e3o com outra pessoa (<a href=\"#VYGOTSKY1984\">VYGOTSKY, 1984<\/A>).<br \/>\n<\/section>\n<p><strong>Como, podemos, ent\u00e3o, contribuir com e para o desenvolvimento de sistemas computacionais voltados para a educa\u00e7\u00e3o, e com e para a forma\u00e7\u00e3o de docentes capazes de transitar em diferentes espa\u00e7ostempos, compreendendo, interpretando e formulando novas respostas, mediante posicionamentos alinhados a discursos produzidos e difundidos na sociedade?<\/strong><\/p>\n<p>Nos \u00faltimos tempos, tem sido crescente a quantidade de iniciativas e apresenta\u00e7\u00e3o de propostas de solu\u00e7\u00e3o com vistas \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o de nosso modelo educacional, projetos e refer\u00eancias, al\u00e9m da promo\u00e7\u00e3o de in\u00fameros eventos com apresenta\u00e7\u00e3o de resultados de pesquisas e palestras, mesas redondas e confer\u00eancias com profissionais que est\u00e3o  inovando em suas \u00e1reas de trabalho. <\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Eventos sobre Educa\u00e7\u00e3o<\/h5>\n<p>Entre os diversos eventos voltados para discutir a Educa\u00e7\u00e3o em nosso tempo, podemos citar: a <a href=\"http:\/\/www.anped.org.br\/news\/38a-reuniao-nacional-da-anped-site-proprio\">38\u00aa Reuni\u00e3o Nacional da ANPEd<\/a>  &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Programas de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o, realizada no per\u00edodo de  1 a 5 de outubro de 2017, na Universidade Federal do Maranh\u00e3o (UFMA), em S\u00e3o Lu\u00eds, com o tema  Democracia em risco: a pesquisa e a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em contexto de resist\u00eancia&#8221;; o <a href=\"http:\/\/e-docenciaecibercultura.blogspot.com.br\/p\/programacao-e-localizacao.html\">II e-DOC<\/a> \u2013 Encontro Doc\u00eancia e Cibercultura, no dia 06 de novembro de 2017, promovido pelo Grupo de Pesquisa Doc\u00eancia e Cibercultura \u2013 GPDOC\/UERJ, que pesquisa e desenvolve estudos e projetos sobre a doc\u00eancia na contemporaneidade e as pr\u00e1ticas e processos da Cibercultura, em especial a Educa\u00e7\u00e3o Online, sendo seu principal engajamento a forma\u00e7\u00e3o de pesquisadores e docentes; e o <a href=\"http:\/\/plataforma9.com\/congressos\/ix-simposio-nacional-abciber-cibercultura-democracia-e-liberdade-no-brasil.htm\">X Simp\u00f3sio Nacional ABCiber<\/a> (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura), de 14 a 16 de dezembro de 2017, na Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo (PUC-SP), sobre o  tema Cibercultura, Democracia e Liberdade no Brasil.<br \/>\n<\/section>\n<section class=\"quadro cineclube\">\n<h5>CINECLUBE: A rede social<\/h5>\n<section class=\"cineclube_cartaz\"><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/A_Rede_Social\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_RedeSocial.jpg\" alt=\"A Rede Social\" width=\"200\" height=\"269\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1083\" \/><\/a> Dispon\u00edvel no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=WjDAnVx0a6A\">YouTube<\/a><\/section>\n<section class=\"cineclube_sinopse\">\nEm uma noite de outono em 2003, Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg), analista de sistemas graduado em Harvard, senta-se \u00e0 frente de seu computador e come\u00e7a a trabalhar uma nova ideia. Apenas seis anos e 500 milh\u00f5es de amigos mais tarde, Zuckerberg se torna o mais jovem bilion\u00e1rio da hist\u00f3ria, com o sucesso da rede social Facebook. Isso, no entanto, acarreta uma s\u00e9rie de complica\u00e7\u00f5es em sua vida social e profissional.\t <\/p>\n<p>Para melhor compreens\u00e3o do tema, da trama, da linguagem e do lugar do filme no contexto da hist\u00f3ria do cinema, em n\u00edvel nacional e mundial, voc\u00eas devem se organizar em grupos para conversarem sobre: a experi\u00eancia vivenciada, considerando a forma como o filme os tocou e os pontos que gostariam de destacar, bem como aspectos relacionados ao elenco.<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"quadro debate\">\n<h5>DEBATE: A rede social<\/h5>\n<p>Como discutimos, anteriormente, ao mesmo tempo em que o digital em rede facilita o acesso dos indiv\u00edduos \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, torna t\u00eanue a fronteira entre o que \u00e9 pr\u00f3prio e o que \u00e9 alheio, possibilitando-lhes entrar nos labirintos hipertextuais e exercitar e difundir sua escrita, ou, ainda, apropriar-se de produ\u00e7\u00f5es textuais de outrem, de forma parcial ou integral, sem que seus autores sejam referenciados.<\/p>\n<p>O filme &#8220;A rede social&#8221; apresenta dois grandes paradoxos da Internet: a propriedade intelectual e o direito de autoria, quest\u00f5es bastante atuais. Vamos pensar juntos:<\/p>\n<p>a) Em que momento Mark teve a ideia de iniciar seu pr\u00f3prio neg\u00f3cio?<br \/>\nb) Mark teria se apropriado, indevidamente, da ideia dos irm\u00e3os \u2018Winklevoss\u2019, ou fez um <em>benchmarking<\/em> (processo pelo qual uma empresa toma outra empresa como refer\u00eancia, para a partir de uma avalia\u00e7\u00e3o comparativa, descobrir onde pode melhorar os seus produtos, servi\u00e7os ou pr\u00e1ticas)?<br \/>\nc) Expresse sua opini\u00e3o quanto \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do Facebook, como um neg\u00f3cio e como um produto.<br \/>\nd) Como voc\u00ea articularia essa problem\u00e1tica \u00e0 quest\u00e3o da autoria coletiva em rede?<br \/>\n<\/section>\n<h2 id=\"s4\">4. Processos autorais coletivos na cibercultura: a liberdade de cria\u00e7\u00e3o, colabora\u00e7\u00e3o e coautoria<\/h2>\n<figure>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_Evolucao.jpg\" alt=\"Evolu\u00e7\u00e3o\" width=\"3108\" height=\"2330\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1209\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_Evolucao.jpg 3108w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_Evolucao-300x225.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_Evolucao-768x576.jpg 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_Evolucao-1024x768.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 3108px) 100vw, 3108px\" \/><br \/>\nA evolu\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o? ou A involu\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o<figcaption>Fonte: Sistemas Colaborativos (<a href=\"#PIMENTEL2011\">PIMENTEL; FUKS, 2011<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre o homem e a m\u00e1quina vem se estreitando, nos \u00faltimos anos: primeiro os <em>mainframes<\/em>; depois, os <em>desktops <\/em>e, agora, os computadores se tornam impercept\u00edveis nas agendas, \u00f3culos, roupas e utens\u00edlios dom\u00e9sticos, entre outros. A capacidade de processamento de informa\u00e7\u00e3o se torna mais veloz e integrada; surgem produtos com habilidades de intelig\u00eancia; objetos, anteriormente est\u00e1ticos, ganham dinamicidade; e humanos em <em>espa\u00e7ostempos <\/em>diversos se conectam com os n\u00e3o humanos e \u00e0s redes de comunica\u00e7\u00e3o, de forma simbi\u00f3tica, instaurando novos modos de pensarmos e nos relacionarmos. Dessa forma, n\u00e3o podemos dissociar a intelig\u00eancia humana da intelig\u00eancia artificial, dado que computadores e programas que os fazem funcionar estendem, cada vez mais intensamente, nossas capacidades mentais (<a href=\"#SANTAELLA2016\">SANTAELLA, 2016<\/a>).<\/p>\n<p>Possibilitados pelas tecnologias digitais emergentes no contexto da cibercultura e da <em>Web <\/em>2.0, surgem, a cada dia, m\u00eddias sociais que permitem a interatividade, potencializando diferentes modalidades de produ\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o textual colaborativa (autorias coletivas), sem a depend\u00eancia de especialistas em inform\u00e1tica, ou linguagem de programa\u00e7\u00e3o (<a href=\"#SILVA2010a\">SILVA, 2010a<\/a>); ou seja, permitem a intera\u00e7\u00e3o m\u00fatua entre os interagentes, afirmam <a href=\"#PRIMO2003\">Primo e Recuero (2003)<\/a>, para quem, nesses espa\u00e7os de leitura e escrita, h\u00e1 a possibilidade de intervir no conte\u00fado, sugerindo novos <em>links <\/em>e abrindo novos caminhos poss\u00edveis. Assim, a autoria acontece n\u00e3o apenas no que refere \u00e0 leitura ou escolha entre alternativas pr\u00e9-configuradas, mas na pr\u00f3pria reda\u00e7\u00e3o hipertextual, com a entrada n\u00e3o somente da linguagem verbal, mas de anima\u00e7\u00f5es, v\u00eddeos e m\u00fasicas; ou seja, dos recursos multim\u00eddia. No entanto, essa intera\u00e7\u00e3o a que se referem os autores, e que acontece nos meios de conversa\u00e7\u00e3o online, quando usadas no contexto educacional, nem sempre promovem a interatividade e a colabora\u00e7\u00e3o, alertam <a href=\"#SANTOS2005\">Santos, E. (2005)<\/a> e <a href=\"#SILVA2010b\">Silva (2010b)<\/a>.<\/p>\n<p>A ideia de autoria \u00e9 melhor compreendida quando  mergulhamos num mundo permeado de rela\u00e7\u00f5es dial\u00f3gicas, no qual o sujeito, por meio da linguagem, vai se constituindo ao se relacionar com o outro (alteridade), ponto-chave para constru\u00e7\u00e3o de seu \u2018eu\u2019. <a href=\"#BAKHTIN2011\">Bakhtin (2011)<\/a> afirma que  a palavra representa o territ\u00f3rio comum desses atores, e serve de express\u00e3o de um em rela\u00e7\u00e3o ao outro, bem como em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 coletividade. Nesse contexto, a l\u00edngua como um fen\u00f4meno social em constante evolu\u00e7\u00e3o, assume, em decorr\u00eancia das intera\u00e7\u00f5es verbais dos interlocutores, um car\u00e1ter mut\u00e1vel, hist\u00f3rico e poliss\u00eamico, n\u00e3o podendo, em seu uso pr\u00e1tico, ser compreendida e explicada fora desse v\u00ednculo. Assim, na intera\u00e7\u00e3o por meio da linguagem, todos participam em condi\u00e7\u00e3o de igualdade. Aquele que enuncia, seleciona palavras apropriadas para formular uma mensagem que possa ser compreendida pelos destinat\u00e1rios que, por sua vez, interpretam e respondem com postura ativa aquele enunciado, internamente (por meio de seus pensamentos) ou externamente (por meio de um novo enunciado oral ou escrito). Essa compreens\u00e3o responsiva, defendida pelo autor, implica posicionar-se, fornecer uma resposta \u00e0 resposta situada no contexto do movimento interlocutivo. <\/p>\n<p><strong>Mas como levar os alunos a transitarem da autoria centrada no discurso individual para a autoria coletiva, tendo em vista o desenvolvimento de processos colaborativos, dial\u00f3gicos e interativos <\/strong><\/p>\n<p>A partir da concep\u00e7\u00e3o de aprendizagem significativa<a href=\"#nota2\" id=\"n2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>, conhecimentos v\u00e3o sendo tecidos de forma coletiva pelos indiv\u00edduos, em permanente intera\u00e7\u00e3o com os diferentes <em>espa\u00e7ostempos <\/em> que habitam, com os objetos e com as pessoas que convivem, formando uma rede de significa\u00e7\u00f5es e sentidos, que amplia os limites individuais, resultando novas formas de agir e pensar de todos os participantes dessa experi\u00eancia. Assim, \u201c[&#8230;] podemos lan\u00e7ar m\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o mediada por interfaces digitais que potencializem os processos de forma\u00e7\u00e3o como possibilidade concreta de ensaiar autorias variadas, sejam estas individuais ou colaborativas\u201d, enfatiza <a href=\"#SANTOS2006\">Santos, E. (2006<\/a>, p. 131), e integrar v\u00e1rias linguagens (textos, sons, imagens), est\u00e1ticas e din\u00e2micas.<\/p>\n<p>Dado que, conscientemente ou n\u00e3o, nossa voz \u00e9 mais uma entre as m\u00faltiplas vozes com que tecemos nossos conhecimentos; ou seja, um texto \u00e9 constitu\u00eddo por outros textos e um autor nasce de outros autores, as cita\u00e7\u00f5es, diretas ou indiretas, apresentadas em nossas produ\u00e7\u00f5es, al\u00e9m de conferirem aos autores uma carga de reputa\u00e7\u00e3o, estabelecem com eles uma rela\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica. <\/p>\n<p>Sem d\u00favida, o tema da dialogicidade \u00e9 dominante nas reflex\u00f5es <em>bakhtinianas<\/em>, em que todo discurso humano constitui uma rede complexa de inter-rela\u00e7\u00f5es dial\u00f3gicas com outros enunciados habitados por diferentes vozes, provenientes de diversos falantes e de variados contextos.  Desse modo, o enunciado, que emerge nas rela\u00e7\u00f5es dial\u00f3gicas possibilita estabelecer a distin\u00e7\u00e3o entre \u2018interdiscurso\u2019 &#8211; qualquer rela\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica entre enunciados, e \u2018intertexto\u2019 &#8211; um tipo particular de interdiscursividade, no qual se encontram num texto duas materialidades textuais distintas; ou seja, um texto em sentido <em>stricto<\/em>, ou um conjunto de fatos lingu\u00edsticos, que configura um estilo, uma variante lingu\u00edstica, um jarg\u00e3o, entre outros (<a href=\"#FIORIN2003\">FIORIN, 2003<\/a>). <\/p>\n<p>O autor destaca, ainda, que, dada \u00e0 possibilidade da inscri\u00e7\u00e3o de um texto em outro ocorrer de maneiras diversas, a intertextualidade pode se apresentar sob as formas de: (a) <strong>cita\u00e7\u00e3o direta<\/strong>, (textual), ou por meio de par\u00e1frases; (b) <strong>alus\u00e3o<\/strong>, na qual um texto remete a outro texto anterior sem, contudo, valer-se de partes daquele texto. e (c) <strong>estiliza\u00e7\u00e3o<\/strong>, em que se reproduz o conjunto de procedimentos do \u2018discurso do outro\u2019, sendo permitido manter seu sentido, ou confrontar-se com ele. <a href=\"#FAVERO2003\">F\u00e1vero (2003)<\/a> complementa essa rela\u00e7\u00e3o, citando as par\u00f3dias que permitem reconhecer explicitamente a semelhan\u00e7a com aquilo que negam; a palavra tem um duplo sentido, voltando-se para o discurso de um outro e para o objeto do discurso como palavra&#8221; (p.53).<\/p>\n<p>Com efeito, na tessitura de nossos conhecimentos, vivenciamos o dialogismo do discurso cient\u00edfico, quer na intera\u00e7\u00e3o com nossos pares, com os diferentes te\u00f3ricos estudiosos dos temas de nosso interesse ou, ainda, na pr\u00e1tica da pesquisa cient\u00edfica. Assim, na pesquisa com os cotidianos, o pesquisador transforma e se transforma no processo investigativo, na rela\u00e7\u00e3o com seu objeto de pesquisa e com o Outro; o que, em \u00faltima an\u00e1lise, constitui um ato de compromisso. Al\u00e9m da intera\u00e7\u00e3o com o outro, a rede permite o acesso a tudo que \u00e9 publicado, seja por meio de <em>notebooks<\/em>, <em>tablets<\/em>, <em>smartfones<\/em>, celulares, e\/ou ambientes virtuais que d\u00e3o suporte a esses conte\u00fados, bem como seu compartilhamento. No entanto, <a href=\"#KEEN2009\">Keen (2009)<\/a> critica, veementemente, a qualidade dos conte\u00fados que circulam nas redes, e alerta para a desvaloriza\u00e7\u00e3o do trabalho especializado de profissionais. Argumenta que est\u00e1 havendo uma substitui\u00e7\u00e3o de diferentes profissionais pelo amador que, por ter acesso a espa\u00e7os gratuitos e abertos, como a blogosfera, acaba disponibilizando qualquer conte\u00fado, pois est\u00e1 livre de restri\u00e7\u00f5es \u00e9ticas e de conselhos editoriais.<\/p>\n<p>Nosso posicionamento a esse respeito \u00e9 o de que profissionais da informa\u00e7\u00e3o, estudiosos e especialistas n\u00e3o s\u00e3o substitu\u00edveis pelas autorias de \u2018amadores\u2019. H\u00e1 uma coexist\u00eancia pac\u00edfica e, muitas vezes, colaborativa entre eles. Na cibercultura, portanto, h\u00e1 espa\u00e7o para informa\u00e7\u00e3o especializada e n\u00e3o especializada, o que a torna uma arena de manifesta\u00e7\u00f5es, ideias, interesses e mobiliza\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>Sob essa perspectiva, retomamos a quest\u00e3o disparadora dessa se\u00e7\u00e3o: do homem habilidoso, capaz de criar e usar ferramentas diversas, at\u00e9 o homem contempor\u00e2neo, digital &#8211; estamos evoluindo, ou involuindo em nossos processos comunicacionais? <\/p>\n<p>Entendemos que n\u00e3o se trata de evolu\u00e7\u00e3o, ou involu\u00e7\u00e3o. Trata-se de MUDAR, seguir o fluxo, e nos adaptarmos, conscientes de que vivemos tempos de mudan\u00e7as, de imprevisibilidades, nos quais os acontecimentos nos atravessam sem nos pedir licen\u00e7a. Por isso, como afirma <a href=\"#MORIN1996\">Morin (1996)<\/a>, precisamos reunir o m\u00e1ximo de certezas para o enfrentamento das incertezas.<\/p>\n<p>Apesar de reconhecermos, nas cr\u00edticas de <a href=\"#KEEN2009\">Kenn <\/a>(idem) que, de fato est\u00e3o envolvidas quest\u00f5es financeiras ligadas a empresas e direitos do autor, entendemos que esses espa\u00e7os podem e devem ser apropriados cada vez mais pelo cidad\u00e3o comum, seja para apenas relatar fatos do cotidiano, ou para se posicionar diante de situa\u00e7\u00f5es problem\u00e1ticas que emergem na sociedade.<\/p>\n<p>Um caso brasileiro conhecido de ativismo na rede foi o de Isadora Faber, uma estudante de 13 anos da Escola Municipal Maria Tom\u00e1zia Coelho, localizada na Praia Santinho, em Florian\u00f3polis, Santa Catarina. Com a cria\u00e7\u00e3o de uma <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/DiariodeClasseSC\">p\u00e1gina no Facebook<\/a>, intitulada Di\u00e1rio de Classe, a verdade&#8230;, ela passa a denunciar \u201c[&#8230;] os problemas (da escola) e as solu\u00e7\u00f5es, fotos da merenda que os nutricionistas indicam, o que acontece nas aulas. Na verdade, \u00e9 bem um di\u00e1rio, s\u00f3 que eu escrevo sobre minha escola\u201d, afirma Isadora.<\/p>\n<p>A repercuss\u00e3o nas diversas m\u00eddias, jornais, revistas, canais de televis\u00e3o e, em v\u00e1rias p\u00e1ginas na <em>Internet<\/em>, contribuiu para que os problemas da escola fossem solucionados; entre eles, os relacionados \u00e0 infraestrutura e \u00e0 falta de professores. A ampla divulga\u00e7\u00e3o da p\u00e1gina de Isadora fez com que estudantes de escolas p\u00fablicas de todo o Brasil organizassem manifesta\u00e7\u00f5es, nas redes sociais, com a inten\u00e7\u00e3o de enviarem mensagens para o gabinete do ent\u00e3o ministro da Educa\u00e7\u00e3o, Aloizio Mercadante, e para as Secretarias Municipais e Estaduais de Educa\u00e7\u00e3o, denunciando os problemas de suas respectivas institui\u00e7\u00f5es. In\u00fameras p\u00e1ginas foram criadas, com den\u00fancias de escolas e de universidades de todos os Estados brasileiros e do Distrito Federal.<\/p>\n<p>O exemplo de Isadora passou a ser refer\u00eancia para outros perfis semelhantes e, em fevereiro de 2013, conforme publicado no G1 de Santa Catarina, a adolescente entrou para a lista do jornal ingl\u00eas Financial Times, entre os 25 brasileiros de destaque. Narrativas como essas n\u00e3o s\u00e3o apenas fatos da vida pessoal, mas coment\u00e1rios e an\u00e1lises cr\u00edticas de uma realidade, tendo em vista maior mobiliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p><a href=\"#LEMOS2010\">Lemos e L\u00e9vy (2010<\/a>, p. 83) afirmam que:<\/p>\n<section class=\"blockquote\">A evolu\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea da liberdade de express\u00e3o no ciberespa\u00e7o, assim como a explos\u00e3o quantitativa e qualitativa da Web e de suas diversas ferramentas interativas, participativas e colaborativas parece caminhar para uma situa\u00e7\u00e3o onde todas as institui\u00e7\u00f5es, empresas, grupos, equipes e indiv\u00edduos tornar-se-\u00e3o sua pr\u00f3pria m\u00eddia e animar\u00e3o a comunidade virtual que corresponde \u00e0 sua zona de influ\u00eancia social.<br \/>\n<\/section>\n<p>Ainda em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 possibilidade de os indiv\u00edduos disseminarem, refletirem e acrescentarem, de forma planet\u00e1ria, diversos tipos de informa\u00e7\u00e3o, citamos o projeto Uma Casa Portuguesa com Certeza, que ilustra bem a pr\u00e1tica colaborativa na tessitura do conhecimento em rede, com o uso do Instagram.  Promovido pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes &#8211; Funarte e concebido, em 2013, especialmente para o Ano do Brasil em Portugal, constitui uma homenagem de brasileiros e portugueses a Portugal. Essa iniciativa teve como proposta produzir correspond\u00eancias visuais entre fot\u00f3grafos amadores e profissionais brasileiros e portugueses sobre o tema da \u2018casa portuguesa\u2019, bastando ser apenas usu\u00e1rio do aplicativo. Foram convidadas pessoas residentes no Brasil e em Portugal para constru\u00edrem uma obra aberta, na qual a \u2018casa portuguesa\u2019 deveria ser representada, a partir da percep\u00e7\u00e3o e\/ou da reflex\u00e3o sobre como esta seria no imagin\u00e1rio de portugueses e brasileiros.    Como explica Antonio Grassi, presidente da Funarte, no texto que foi disponibilizado no local da exposi\u00e7\u00e3o que aconteceu na Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Artes (FUNARTE), no Rio de Janeiro, no per\u00edodo de  15\/05 a 28\/06\/2013. <\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Uma Casa Portuguesa com Certeza<\/h5>\n<p>\u00c9 uma obra aberta sobre a multiplicidade do olhar contempor\u00e2neo; um caleidosc\u00f3pio produzido pela percep\u00e7\u00e3o e ferramentas disponibilizadas pela tecnologia digital, no imenso campo da fotografia, hoje. Ao lan\u00e7arem m\u00e3o da ferramenta Instagram, fot\u00f3grafos profissionais e amadores do Brasil e de Portugal demonstraram a diversidade de seus olhares por meio de imagens enviadas digitalmente. Dessa forma, dialogam e se confrontam para revelar as m\u00faltiplas formas de interpretar, com a m\u00e1xima liberdade, o tema Casa Portuguesa, que sempre nos aproximou e permitiu compreender e habitar uma hist\u00f3ria.<br \/>\n<\/section>\n<p>O resultado foi a postagem de mais de seis mil imagens emblem\u00e1ticas da casa portuguesa, nos dois pa\u00edses, que \u201cformam uma teia de sentimentos e de representa\u00e7\u00f5es imagin\u00e1rias que nos remetem \u00e0 raiz da cultura luso-brasileira\u201d, segundo seus curadores Iat\u00e3 Cannabrava e Milton Guran, em uma fala anexada \u00e0s fotografias no local da exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma amostra do que foi a exposi\u00e7\u00e3o pode ser vista na imagem, a seguir, na qual a gastronomia, a vida \u00edntima, o esporte, as formas de lazer, a arquitetura; enfim, a cultura local formou uma grande tela.<\/p>\n<figure>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_CasaPortuguesa.jpg\" alt=\"Foto da exposi\u00e7\u00e3o Uma Casa Portuguesa com Certeza\" width=\"5148\" height=\"3432\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1214\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_CasaPortuguesa.jpg 5148w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_CasaPortuguesa-300x200.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_CasaPortuguesa-768x512.jpg 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_CasaPortuguesa-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 5148px) 100vw, 5148px\" \/><br \/>\nFoto da exposi\u00e7\u00e3o Uma Casa Portuguesa com Certeza<figcaption>Fonte: https:\/\/i.pinimg.com\/originals\/fe\/95\/a2\/  fe95a22752d0 acd36644c f03047abaf8jpg<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os exemplos citados confirmam as potencialidades de cria\u00e7\u00e3o a partir da <em>Web <\/em>2.0 e das tecnologias m\u00f3veis. Assim, podemos dizer que, com a mobilidade, temos o desaparecimento das amarras que at\u00e9 agora bloqueavam os fluxos dos signos e das trocas de informa\u00e7\u00e3o que saem do confinamento de lugares fixos e produzem, segundo <a href=\"#SANTAELLA2007\">Santaella (2007<\/a>, p. 25), \u201c[&#8230;] transmuta\u00e7\u00f5es na estrutura da nossa concep\u00e7\u00e3o cotidiana do tempo, do espa\u00e7o, dos modos de viver, aprender, agir, engajar-se, sentir\u201d, para desenvolver autorias. <\/p>\n<p>Al\u00e9m dos relatos de uso dos ambientes, como o Facebook e o Instagram, com vistas a cria\u00e7\u00f5es autorais coletivas e ativismo em rede, pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas e pesquisas v\u00eam sendo desenvolvidas mediante o uso de <em>wikis  <\/em>e de <em>blogs <\/em>para diferentes finalidades, como no caso apresentado a seguir, que se refere \u00e0 disserta\u00e7\u00e3o de mestrado publicada em 2006,  de autoria de <a href=\"https:\/\/repositorio.ufba.br\/ri\/handle\/ri\/11870\">Adriane Halmann<\/a>, intitulada Reflex\u00f5es entre professores em blogs: aspectos e possibilidade.<\/p>\n<p>Trata-se de um exemplo de apropria\u00e7\u00e3o do <em>blog<\/em>, como di\u00e1rio online, pelos professores no processo de reflex\u00e3o sobre pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas, com articula\u00e7\u00f5es, e relacionamentos com outros blogs. A autora alerta para o fato de o di\u00e1rio na <em>Web <\/em>n\u00e3o ser mera transposi\u00e7\u00e3o do di\u00e1rio do papel, pois apresenta diferentes possibilidades diante das m\u00faltiplas linguagens da Internet. Al\u00e9m disso, em sendo um diferente do outro, suas especificidades precisam ser analisadas para se estruturar melhor uma proposta. Atrav\u00e9s de observa\u00e7\u00e3o-participante, entrevistas e bate-papos em espa\u00e7os da <em>Web <\/em>e da an\u00e1lise dos <em>blogs<\/em>, a pesquisadora concluiu que, nesses espa\u00e7os, os sujeitos compartilham suas experi\u00eancias e seus dilemas, buscam solu\u00e7\u00f5es conjuntas para problemas comuns, socializam links interessantes, aprendem com seus pares formando redes rumo \u00e0 aprendizagem cooperativa e \u00e0 intelig\u00eancia coletiva. Aspectos como autoria, visibilidade, valoriza\u00e7\u00e3o, colabora\u00e7\u00e3o, implica\u00e7\u00e3o e aceita\u00e7\u00e3o do grupo, al\u00e9m da constata\u00e7\u00e3o de que o docente-pesquisador \u00e9 um sujeito em constante estado de forma\u00e7\u00e3o, foram alguns dos princ\u00edpios mencionados, nesse trabalho, como fundamentais nessa nova maneira de se pensar e fazer educa\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE: escrita coletiva<\/h5>\n<p>Apresentamos, a seguir, uma atividade de um curso de forma\u00e7\u00e3o de professores, o Midias na Educa\u00e7\u00e3o, ofertado por um dos N\u00facleos de Tecnologia Educacional do munic\u00edpio de Itabuna na Bahia, no qual foi proposta a elabora\u00e7\u00e3o de uma escrita colaborativa, por meio de <em>Wiki<\/em><a href=\"#nota3\" id=\"n3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>. <strong>Proponha uma atividade de escrita coletiva a seus alunos ou colegas. Antes, aproveite o relato da experi\u00eancia para uma discuss\u00e3o com eles sobre esse processo.<\/strong><\/p>\n<p>O desafio proposto aos cursistas consistiu em produzir um texto coletivo, na interface \u2018Wiki\u2019 do Moodle, com o objetivo de exercitar a coautoria, o poder de cria\u00e7\u00e3o que existe em cada um. <\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o desse texto coletivo se originou a partir de um tema sugerido anteriormente, como forma de orienta\u00e7\u00e3o para a organiza\u00e7\u00e3o das ideias. Assim, sete p\u00e1ginas de texto foram escritas por 25 sujeitos, durante duas semanas, mas em espa\u00e7os e tempos distintos. Como vantagens, foi relatado que essa atividade permitiu a intera\u00e7\u00e3o entre os sujeitos, al\u00e9m do compartilhamento de ideias, contribuindo para a constru\u00e7\u00e3o colaborativa de conte\u00fado. <\/p>\n<p>No entanto, algumas dificuldades apareceram no processo de elabora\u00e7\u00e3o do texto.  A constru\u00e7\u00e3o aconteceu entre os coautores, sob um clima de receio de intervir nos escritos do outro, de desorganizar a ordem estabelecida pelos colegas, al\u00e9m do temor de expor suas pr\u00f3prias ideias, pois sabiam que elas corriam o risco de ser modificadas ou apagadas. <\/p>\n<p>Essa \u2018constata\u00e7\u00e3o\u2019 pode sinalizar que os sujeitos n\u00e3o imergiram plenamente na l\u00f3gica das ferramentas que convidam a uma interlocu\u00e7\u00e3o coletiva, na qual todos podem \u2013 e devem \u2013 modificar o texto de todos (<a href=\"#ALVES2003\">ALVES; JAPIASSU; HETKOWSKI, 2003<\/a>). Al\u00e9m disso, as formadoras observaram que os sujeitos n\u00e3o responderam aos prop\u00f3sitos da tem\u00e1tica em quest\u00e3o, visto que, \u00e0 propor\u00e7\u00e3o que o texto avan\u00e7ava, maior parte dos par\u00e1grafos constru\u00eddos por eles eram fragmentados, formando uma \u2018colcha de retalhos\u2019, registro de ideias n\u00e3o concatenadas. Cada um escrevia seu pedacinho sem levar em considera\u00e7\u00e3o o par\u00e1grafo anterior j\u00e1 escrito por um de seus colegas. Havia uma preocupa\u00e7\u00e3o muito grande de deixar seu nome registrado, o que entrecortava todo o texto. Diante da situa\u00e7\u00e3o, as formadoras fizeram uma interven\u00e7\u00e3o no sentido de discutir acerca da tessitura coletiva do texto, enfatizando a import\u00e2ncia da colabora\u00e7\u00e3o. De forma complementar, foi sugerido que, anteriormente \u00e0 fase de cria\u00e7\u00e3o do texto, houvesse uma discuss\u00e3o, no f\u00f3rum, para a troca de experi\u00eancias, socializa\u00e7\u00e3o de saberes e enriquecimento das ideias; o que possibilitou o desenvolvimento de processos dial\u00f3gicos, colaborativos e interativos, contribuindo, desse modo, para ampliar a responsabilidade individual e para a forma\u00e7\u00e3o de uma \u2018intelig\u00eancia coletiva\u2019 (<a href=\"#LEVY1999\">L\u00e9vy, 1999<\/a>), ao agregar elementos e pontos de vista variados \u00e0 determinada tem\u00e1tica. <\/p>\n<p>Com efeito, no deslocamento do modelo de comunica\u00e7\u00e3o \u2018um-todos\u2019, pr\u00f3prio das m\u00eddias de massa, para o modelo \u2018todos-todos\u2019, estimulamos os estudantes a n\u00e3o apenas consumirem informa\u00e7\u00f5es, mas a se tornarem coautores dessas produ\u00e7\u00f5es. Ao nos apropriarmos de tecnologias que permitem \u2018mexer na obra\u2019 (como \u00e9 o caso das <em>wikis<\/em>), derrubamos as fronteiras entre autor\/leitor\/emissor\/receptor, ressalta <a href=\"#SILVA2010a\">Silva (2010a)<\/a>, uma vez que a hibrida\u00e7\u00e3o traz a ideia de fus\u00e3o, de interven\u00e7\u00e3o na mensagem do outro, de cocria\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<\/section>\n<h2 id=\"s5\">5. Pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas promotoras de autorias em ambientes online<\/h2>\n<figure>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_Grandes-Poderes.jpg\" alt=\"Grandes Poderes\" width=\"640\" height=\"464\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1221\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_Grandes-Poderes.jpg 640w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_Grandes-Poderes-300x218.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><br \/>\nGrandes Poderes<figcaption>Fonte: Humor pol\u00edtico &lt;<a href=\"https:\/\/www.humorpolitico.com.br\/amarildo\/grandes-poderes\">https:\/\/www.humorpolitico.com.br\/amarildo\/grandes-poderes<\/a>&gt;<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Voc\u00ea j\u00e1 parou para pensar o que seria viver sem as tecnologias digitais? N\u00e3o possuir pelo menos um celular para se conectar ao mundo? Como falar com os amigos? Como eles iriam me encontrar? E se algu\u00e9m tiver urg\u00eancia em me falar? Como lidar com cart\u00f5es de d\u00e9bito e cr\u00e9dito, smart cards em \u00f4nibus, m\u00e1quinas banc\u00e1rias e, mais recentemente fake news?? A inseguran\u00e7a \u00e9 total.<\/strong><\/p>\n<p>Com a evolu\u00e7\u00e3o das tecnologias digitais conectadas em rede, pr\u00e1ticas culturais v\u00eam sendo reconfiguradas devido \u00e0 intensifica\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o e colabora\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios no ciberespa\u00e7o. As informa\u00e7\u00f5es que antes eram somente consumidas, passaram a ser compartilhadas, customizadas e reusadas. A <em>Web <\/em>passa a ser uma plataforma para oferecer servi\u00e7os, como os software de redes sociais (ex.: <em>YouTube<\/em>, <em>Facebook<\/em> e <em>Twitter<\/em>) e de autorias coletivas (ex.: <em>blogs<\/em>, <em>wikis<\/em>, Google Drive). Essa mudan\u00e7a de paradigma \u00e9 chamada de <em>Web <\/em>2.0.<\/p>\n<p>A Web 2.0 \u00e9 uma das consequ\u00eancias do movimento do software livre, iniciado na d\u00e9cada de 1980, com a cria\u00e7\u00e3o da licen\u00e7a GNU (<em>General Public Licence<\/em>) para subsidiar a constru\u00e7\u00e3o de um sistema operacional em que os programadores pudessem trabalhar no c\u00f3digo fonte livremente sem torn\u00e1-lo propriet\u00e1rio. A abertura de c\u00f3digos de programa\u00e7\u00e3o tem propiciado a constru\u00e7\u00e3o colaborativa horizontal e o aperfei\u00e7oamento constante de programas\/aplicativos\/servi\u00e7os, de acordo com interesses e necessidades dos usu\u00e1rios. Nessa perspectiva, servi\u00e7os e conte\u00fados deixam de ser armazenados em discos r\u00edgidos locais de artefatos tecnol\u00f3gicos e manipulados somente com conhecimento em programa\u00e7\u00e3o, tornando-se p\u00fablicos; ou seja, disponibilizados em bancos de dados remotos e din\u00e2micos, sendo oferecidos e executados diretamente na <em>Web <\/em>(computa\u00e7\u00e3o em nuvem). Desse modo, a <em>Web <\/em>2.0 reorganiza as rela\u00e7\u00f5es entre produtores comerciais e a sociedade, encorajando a participa\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o e customiza\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, de forma plural e colaborativa. <\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio complexo e din\u00e2mico, diversas institui\u00e7\u00f5es educacionais internacionais come\u00e7am a oferecer, para a comunidade acad\u00eamica em geral, livre acesso a conte\u00fados abertos de cursos de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, denominados Recursos Educacionais Abertos \u2013 REA (<a href=\"#ROSSINI2012\">ROSSINI, 2012<\/a>). Os REA s\u00e3o considerados uma das pr\u00e1ticas da Educa\u00e7\u00e3o Aberta, que \u00e9 caracterizada por v\u00e1rias configura\u00e7\u00f5es de ensino e aprendizagem, tais como: liberdade do local de estudo, aprendizagem por m\u00f3dulos conforme o ritmo do estudante, autoinstru\u00e7\u00e3o com reconhecimento formal ou informal da aprendizagem, acesso gratuito aos cursos oferecidos, aus\u00eancia de pr\u00e9-requisitos para cursar uma determinada disciplina, utiliza\u00e7\u00e3o de materiais educacionais criados por professores e alunos, utiliza\u00e7\u00e3o de <em>software <\/em>abertos, entre outros (<a href=\"#SANTOS2012\">SANTOS, A., 2012<\/a>). <\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Recursos Educacionais Abertos (REA)<\/h5>\n<p>S\u00e3o materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer suporte ou m\u00eddia, que est\u00e3o sob dom\u00ednio p\u00fablico, ou est\u00e3o licenciados de maneira aberta, permitindo que sejam utilizados ou adaptados por terceiros. O uso de licen\u00e7a aberta pressup\u00f5e o livre acesso aos recursos disponibilizados por terceiros, bem como a aus\u00eancia de pr\u00e9-requisitos e qualifica\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias para utiliz\u00e1-los; o que implica a constru\u00e7\u00e3o de materiais diversos, possibilitando a interoperabilidade e a padroniza\u00e7\u00e3o entre os diferentes reposit\u00f3rios. O uso de formatos t\u00e9cnicos abertos facilita o acesso e o reuso potencial dos recursos publicados digitalmente. Recursos Educacionais Abertos podem incluir cursos completos, partes de cursos, m\u00f3dulos, livros did\u00e1ticos, artigos de pesquisa, v\u00eddeos, testes, software, e qualquer outra ferramenta, material ou t\u00e9cnica que possa apoiar o acesso ao conhecimento (<a href=\"https:\/\/uil.unesco.org\/unesco-institute\"><em>Unesco\/Commonwealth of Learning<\/em><\/a> com colabora\u00e7\u00e3o da <a href=\"http:\/\/www.rea.net.br\/site\/comunidade-rea-brasil\/\">Comunidade REA-Brasil<\/a> (2011).<br \/>\n<\/section>\n<p>Com efeito, os REA possibilitam a amplia\u00e7\u00e3o do acesso ao conhecimento, pois as licen\u00e7as abertas garantem a sua dissemina\u00e7\u00e3o e reuso, sem necessidade de autoriza\u00e7\u00e3o do autor ou pagamento de direitos autorais. Desse modo, os REA s\u00e3o um fen\u00f4meno da cibercultura, quando conte\u00fados midi\u00e1ticos como materiais digitais de aprendizagem de cursos, planos de aulas, v\u00eddeos, imagens, livros, entre outros, s\u00e3o disponibilizados em um <strong>ambiente online<\/strong>, com o intuito de promover autorias docente e discente. O livre acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o dinamiza o processo <em>aprendizagemensino<\/em>, possibilitando a cria\u00e7\u00e3o, a intera\u00e7\u00e3o, o compartilhamento, a remixagem, a atualiza\u00e7\u00e3o e a colabora\u00e7\u00e3o, contribuindo, ainda, para o desenvolvimento autoral da produ\u00e7\u00e3o de artefatos culturais. <\/p>\n<p><strong>Imagine criar seus pr\u00f3prios materiais educacionais para potencializar a aprendizagem dos alunos e poder disponibiliz\u00e1-los no ciberespa\u00e7o para serem reusados ou remixados por outros professores e alunos!<\/strong><\/p>\n<p>Para promover a cria\u00e7\u00e3o de artefatos digitais em sala de aula, primeiramente, \u00e9 necess\u00e1rio escolher qual ou quais ambi\u00eancias online ser\u00e1(ser\u00e3o) utilizada(s). Os ambientes online s\u00e3o espa\u00e7os disponibilizados na <em>Internet <\/em>que possibilitam a comunica\u00e7\u00e3o gr\u00e1fico-digital entre seres humanos e objetos t\u00e9cnicos, propiciando o compartilhamento das informa\u00e7\u00f5es, a autoria, e a cria\u00e7\u00e3o de v\u00ednculos sociais e afetivos. Esses ambientes configuram-se como canais comunicacionais promotores do di\u00e1logo, da colabora\u00e7\u00e3o e da reflex\u00e3o cr\u00edtica entre os participantes que, a partir de suas narrativas e imagens, produzem conhecimentos e ampliam seus repert\u00f3rios \u00e0 medida que interagem e negociam entre si. Podemos citar os Ambientes Virtuais de Aprendizagem (<em><a href=\"https:\/\/moodle.org\/\">Moodle<\/a><\/em>) e os <em>software<\/em> sociais <em><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/\">Facebook<\/a><\/em>, <em><a href=\"https:\/\/twitter.com\/?lang=en\">Twitter<\/a><\/em>, <em><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/?hl=en\">Instagram<\/a><\/em>, <em><a href=\"https:\/\/web.whatsapp.com\/\">WhatsApp<\/a><\/em> como ambientes utilizados para a intera\u00e7\u00e3o entre os participantes.<\/p>\n<p>Os Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) s\u00e3o os mais utilizados e customizados para atender \u00e0s v\u00e1rias modalidades de ensino: presencial, <em>online <\/em>e h\u00edbrido. A prefer\u00eancia por essas plataformas \u00e9 justificada pelos recursos comunicacionais e de conte\u00fados disponibilizados para atender \u00e0s necessidades pedag\u00f3gicas de colabora\u00e7\u00e3o e de intera\u00e7\u00e3o. Esses recursos possibilitam a autoria, o compartilhamento e a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento.<\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Recursos de comunica\u00e7\u00e3o s\u00edncronos e ass\u00edncronos<\/h5>\n<p>Recursos comunicacionais s\u00edncronos requerem que todos os participantes estejam conectados simultaneamente em um determinado tempo e espa\u00e7o para que seja poss\u00edvel a troca de informa\u00e7\u00f5es e discuss\u00f5es em tempo real. Esse tipo de recurso assemelha-se a um encontro presencial. Exemplo: <em>chat<\/em>, webconfer\u00eancia.<\/p>\n<p>Recursos comunicacionais ass\u00edncronos n\u00e3o necessitam que os participantes estejam conectados simultaneamente em um determinado tempo e espa\u00e7o. Esse tipo de recurso permite a personaliza\u00e7\u00e3o do tempo pelo participante; ou seja, cada um poder\u00e1 participar em momentos diferentes em um mesmo espa\u00e7o. Exemplo: f\u00f3rum, <em>wikis<\/em>, mensagens.<\/p>\n<p>Em ambos os recursos \u00e9 poss\u00edvel utilizar linguagens textual, sonora, audiovisual podendo ter representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica por meio de um avatar ou transmiss\u00e3o de imagens do pr\u00f3prio participante. A ado\u00e7\u00e3o do tipo de linguagem ser\u00e1 determinada pelo design dos sistemas computacionais.<br \/>\n<\/section>\n<p>Como afirmam <a href=\"#SANTOS2015\">Santos, E. e Rossini (2015)<\/a>, com a intensifica\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o do social na Internet, os AVA est\u00e3o deixando de ser a centralidade como <em>design <\/em>estruturante de processos de <em>aprendizagemensino<\/em>, dando espa\u00e7o aos <em>software<\/em> sociais. De acordo com <a href=\"#OKADA2012\">Okada et al. (2012)<\/a>, esses <em>software <\/em>proporcionam espa\u00e7os fecundos para inova\u00e7\u00e3o nas estrat\u00e9gias pedag\u00f3gicas e metodol\u00f3gicas de produ\u00e7\u00e3o, compartilhamento, reuso e remixagem de REA, favorecendo a aprendizagem colaborativa aberta. Caracterizada pela colabora\u00e7\u00e3o participativa e pela dialogicidade, a constru\u00e7\u00e3o de REA ressalta a intencionalidade de \u201caprender fazendo\u201d, mediante intera\u00e7\u00e3o com o Outro, considerando os saberes pr\u00e9vios dos praticantes como base para o processo de cria\u00e7\u00e3o. Nessa perspectiva, a aprendizagem se torna significativa, na medida em que se aprende a aprender, a fazer, a conviver com autorias conscientes, din\u00e2micas e criativas, que estimulam o desenvolvimento do pensamento cr\u00edtico; a promo\u00e7\u00e3o da express\u00e3o e da comunica\u00e7\u00e3o; a aprendizagem de forma multirreferencial, flex\u00edvel e pr\u00e1tica; al\u00e9m de mobilizar diversas compet\u00eancias e valorizar a intera\u00e7\u00e3o, a criatividade e o sentimento de corresponsabilidade.<\/p>\n<p>Com a intensifica\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o do social nas interfaces da <em>Web <\/em>2.0 para a cria\u00e7\u00e3o colaborativa de informa\u00e7\u00e3o e conhecimento (<a href=\"#SANTOS2010\">SANTOS, 2010<\/a>), os AVA est\u00e3o deixando de ser a centralidade como <em>design <\/em>estruturantes de processos de \u201c<em>ensinoaprendizagem<\/em>\u201d, dando espa\u00e7o aos <em>software<\/em> abertos, em especial, as redes sociais.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o de REA, o reuso \u00e9 um conceito-chave na tecnologia educacional ao promover ganhos de efici\u00eancia e qualidade na educa\u00e7\u00e3o. Os cinco princ\u00edpios flex\u00edveis para a reutiliza\u00e7\u00e3o de conte\u00fados s\u00e3o (<a href=\"#OKADA2011\">OKADA et. al., 2011<\/a>):<\/p>\n<ul>\n<li>Resultados claros de aprendizagem;<\/li>\n<li>Conte\u00fado simples e bem descrito;<\/li>\n<li>Conte\u00fado com discurso significativo (escal\u00e1vel, sustent\u00e1vel e soci\u00e1vel);<\/li>\n<li>Metadados atualiz\u00e1veis;<\/li>\n<li>Princ\u00edpios para acessibilidade.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Segundo <a href=\"#OKADA2011\">Okada et. al. (2011)<\/a>, existem quatro n\u00edveis de reutiliza\u00e7\u00e3o de REA, variando do alto ao baix\u00edssimo. Esses n\u00edveis possibilitam formas de reuso em artefatos digitais os quais se referem a uma simples ado\u00e7\u00e3o ou a uma adapta\u00e7\u00e3o, que envolve muitas mudan\u00e7as. A ado\u00e7\u00e3o leva em considera\u00e7\u00e3o a sele\u00e7\u00e3o do material ou parte deste para se tornar um recurso para ser usado. A adapta\u00e7\u00e3o necessita de pequenas ou significativas mudan\u00e7as no conte\u00fado. O Quadro abaixo mostra o processo de reutiliza\u00e7\u00e3o de REA: <\/p>\n<table>\n<caption>Quadro  &#8211; N\u00edveis de Reutiliza\u00e7\u00e3o e formas de reutilizar REA<br \/>\nFonte: Adaptado, pelos autores, de <a href=\"#OKADA2011\">Okada et. al.(2011)<\/a><br \/>\n<\/caption>\n<tr>\n<th>N\u00edveis de reutiliza\u00e7\u00e3o<\/th>\n<th>Formas de reutilizar REA<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td rowspan=\"3\"><strong>ALTO<\/strong><br \/>\nRecria o conte\u00fado contribuindo para novas produ\u00e7\u00f5es<\/td>\n<td><strong>Re-autoria<\/strong>: Transformar o conte\u00fado adicionando sua pr\u00f3pria interpreta\u00e7\u00e3o, reflex\u00e3o, pr\u00e1tica ou conhecimento.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>Contextualiza\u00e7\u00e3o<\/strong>: Alterar o conte\u00fado ou acrescentar novas informa\u00e7\u00f5es, a fim de atribuir significado, sentido atrav\u00e9s de exemplos e cen\u00e1rios.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>Redesenho<\/strong>: Converter um conte\u00fado num outro formato, ou seja, apresentar o conte\u00fado pr\u00e9-existente num modo de apresenta\u00e7\u00e3o diferente.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tr>\n<td rowspan=\"3\"><strong>M\u00c9DIO<\/strong><br \/>\nParte do conte\u00fado \u00e9 adaptado, e a ideia essencial \u00e9 captada em um processo de s\u00edntese<\/td>\n<td><strong>S\u00edntese<\/strong>: Reduzir o conte\u00fado, selecionando as ideias essenciais.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>Reaproveitamento<\/strong>: Reutilizar para uma finalidade diferente ou alterar para tornar mais adequado para diferentes objetivos de aprendizagem ou de resultados.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>Vers\u00e3o<\/strong>: Implementar mudan\u00e7as espec\u00edficas para atualizar o recurso ou adapt\u00e1-lo para um contexto diferente.<\/td>\n<\/tr>\n<td rowspan=\"3\"><strong>BAIXO<\/strong><br \/>\nO conte\u00fado pode ser adaptado em sua estrutura, em seu formato, em sua interface, ou em seu idioma<\/td>\n<td><strong>Tradu\u00e7\u00e3o<\/strong>: Transpor o conte\u00fado de um idioma para outro.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>Personaliza\u00e7\u00e3o<\/strong>: Agregar tecnologias para contribuir com o progresso individual e personalizado.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>Reordena\u00e7\u00e3o<\/strong>: Alterar a ordem ou sequ\u00eancia.<\/td>\n<\/tr>\n<td rowspan=\"3\"><strong>BAIX\u00cdSSIMO<\/strong><br \/>\nPr\u00e1tica muito utilizada na Web 2.0, em que parte, ou todo o conte\u00fado, pode ser integrado a outros materiais, configurando-se como uma montagem; ou, o mesmo pode ser remixado, ao incluir componentes diferentes; ou, ainda, decomposto, separando o conte\u00fado em partes<\/p>\n<td><strong>Decomposi\u00e7\u00e3o<\/strong>: Separar o conte\u00fado em diferentes se\u00e7\u00f5es, quebrar o conte\u00fado em partes.<\/td>\n<tr>\n<td><strong>Remixagem<\/strong>: Conectar o conte\u00fado com novas m\u00eddias, interfaces interativas ou componentes diferentes.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>Montagem<\/strong>: Integrar o conte\u00fado com outros materiais a fim de desenvolver um m\u00f3dulo ou uma nova unidade de curso.<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<p>Todos os n\u00edveis de reutiliza\u00e7\u00e3o de REA podem ser encontrados nos ambientes <em>online<\/em>; com mais frequ\u00eancia, os n\u00edveis baix\u00edssimo, baixo e m\u00e9dio. O n\u00edvel alto de reutiliza\u00e7\u00e3o requer al\u00e9m de conhecimentos tecnol\u00f3gicos, a interpreta\u00e7\u00e3o do seu significado para a produ\u00e7\u00e3o de novos artefatos.<\/p>\n<p>De acordo com esses autores, para que os materiais possam ser reutilizados \u00e9 necess\u00e1rio que sejam:<\/p>\n<ul>\n<li>pesquis\u00e1veis: os usu\u00e1rios podem encontra-los facilmente por meio de motores de busca;<\/li>\n<li>acess\u00edveis: podem ser indexados para recupera\u00e7\u00e3o f\u00e1cil usando padr\u00f5es de metadados;<\/li>\n<li>disponibilizados: podem ser modificados e versionados para diferentes cursos sob licen\u00e7a de reutiliza\u00e7\u00e3o apropriada;<\/li>\n<li>endere\u00e7\u00e1veis: podem ser abordados por meio de uma URL (endere\u00e7o na Internet) conhecida;<\/li>\n<li>interoper\u00e1veis: podem operar em diferentes hardware e software;<\/li>\n<li>dur\u00e1veis: podem permanecer intactos por meio de atualiza\u00e7\u00f5es nos hardware e software.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Mas, como atribuir a autoria de um conte\u00fado digital dispon\u00edvel na <em>Web<\/em>? <\/strong><\/p>\n<p>Para usar, customizar e remixar conte\u00fados digitais obtidos na <em>Internet<\/em>, algumas medidas importantes dever\u00e3o ser realizadas:<\/p>\n<ol>\n<li>Verificar se o conte\u00fado possui uma licen\u00e7a aberta e seu n\u00edvel de atribui\u00e7\u00e3o.<br \/>\nH\u00e1 v\u00e1rias formas de verificar a exist\u00eancia ou n\u00e3o de licen\u00e7as abertas em um determinado conte\u00fado: <\/li>\n<ul>\n<li>Na p\u00e1gina da <em>Creative Commons<\/em> (<a href=\"https:\/\/search.creativecommons.org\">https:\/\/search.creativecommons.org<\/a>) \u00e9 disponibilizado um mecanismo de busca de conte\u00fados com licen\u00e7a aberta.<\/li>\n<li>No Firefox \u00e9 poss\u00edvel instalar\/habilitar o plug-in para as ferramentas de busca de conte\u00fados com licen\u00e7a aberta (<a href=\"https:\/\/wiki.creativecommons.org\/wiki\/Firefox_and_CC_Search\">https:\/\/wiki.creativecommons.org\/wiki\/Firefox_and_CC_Search<\/a>)<\/li>\n<li>Em outras ferramentas de busca, dever\u00e1 ser verificada a exist\u00eancia de alguma nota ou aviso de direito autoral<\/li>\n<\/ul>\n<li>Atribuir os cr\u00e9ditos conforme o n\u00edvel de atribui\u00e7\u00e3o do conte\u00fado original:\n<ul>\n<li>Citar o autor na forma especificada a partir de alguma nota ou aviso contido no conte\u00fado ou no site de origem<\/li>\n<li>Para atribuir os cr\u00e9ditos, inclua: o t\u00edtulo do trabalho (se houver) seguido do nome do autor, a <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/URL\">URL<\/a> do conte\u00fado e a URL da licen\u00e7a aberta.<\/li>\n<\/ul>\n<\/ol>\n<p>Por oportuno, ressaltamos que para promover a reutiliza\u00e7\u00e3o de artefatos digitais \u00e9 necess\u00e1rio que a filosofia da abertura esteja presente desde a sua concep\u00e7\u00e3o, sendo necess\u00e1rio desenvolver processos para a pesquisa, cria\u00e7\u00e3o, adapta\u00e7\u00e3o, entrega e compartilhamento dos mesmos. Aplicativos de cria\u00e7\u00e3o e customiza\u00e7\u00e3o de REA tamb\u00e9m devem ser f\u00e1ceis e eficientes na sua utiliza\u00e7\u00e3o para a promo\u00e7\u00e3o da cultura do reuso.<\/p>\n<p>Portanto, independentemente da ambi\u00eancia utilizada, os recursos devem fazer parte de um planejamento que sejam considerados dispositivos formadores. Na verdade, esses se configuram como canais de comunica\u00e7\u00e3o, gerando novas autorias em diferentes linguagens (ex: som, imagem, texto, v\u00eddeo), podendo ser integradas e articuladas por uma media\u00e7\u00e3o interativa intensa e provocadora. O di\u00e1logo, a colabora\u00e7\u00e3o, a reflex\u00e3o cr\u00edtica entre os participantes a partir de suas narrativas e imagens promover\u00e1 a amplia\u00e7\u00e3o do conhecimento conforme a implica\u00e7\u00e3o, a autoriza\u00e7\u00e3o e a autonomia de cada um. <\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE: Vamos exercitar nossa autorias? Que tal, criarmos um v\u00eddeo?<\/h5>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo deve considerar atividades concernentes \u00e0 pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o e a p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o, que incluem, as seguintes a\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<ol>\n<li><strong>pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211; consiste na elabora\u00e7\u00e3o do planejamento e projeto do v\u00eddeo a ser produzido, envolvendo todas as demais atividades que ser\u00e3o realizadas, desde a concep\u00e7\u00e3o da ideia inicial at\u00e9 a filmagem, propriamente dita, como:\n<ul>\n<li><strong>Sinopse<\/strong>: resumo geral do que vai ser apresentado no v\u00eddeo;\n<li><strong>Argumento<\/strong>: descri\u00e7\u00e3o suscinta, de como ir\u00e1 se desenvolver a a\u00e7\u00e3o;\n<li><strong>Roteiro<\/strong>: divis\u00e3o do v\u00eddeo em cenas, com o objetivo de informar, textualmente, ao leitor, o conte\u00fado do v\u00eddeo.\n<\/ul>\n<li><strong>storyboard<\/strong> \u2013 \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o das cenas do roteiro, sob a forma de desenhos sequenciais, tal qual uma hist\u00f3ria em quadrinhos; o que facilita sua visualiza\u00e7\u00e3o pela equipe de produ\u00e7\u00e3o, antes que sejam gravadas.\n<li><strong>produ\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211; etapa em que se realizam grava\u00e7\u00f5es das cenas. As imagens captadas formam um conjunto de cenas que, reunidas, comp\u00f5em o v\u00eddeo.\n<li><strong>p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211; etapa final, definida pela edi\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o das tomadas gravadas para composi\u00e7\u00e3o das cenas e do v\u00eddeo como um todo.\n<\/ol>\n<p>Ap\u00f3s realizar as etapas acima, disponibilize o artefato em uma plataforma de compartilhamento de v\u00eddeo (ex: Youtube) e n\u00e3o esque\u00e7a de atribuir a licen\u00e7a CC para que possa ser compartilhado, reusado e remixado pela comunidade.<br \/>\n<\/section>\n<h2 id=\"s6\">6. Considera\u00e7\u00f5es Finais<\/h2>\n<p>Como vimos, as mudan\u00e7as ensejadas pela plasticidade e fluidez do digital possibilitaram-nos um novo modo de pensar e viver, alicer\u00e7ado n\u00e3o mais em modos hegem\u00f4nicos de pensamento. Tens\u00f5es, conex\u00f5es, formas diversas de produzir conhecimento se entrela\u00e7am na rede, e provocam um significativo deslocamento da no\u00e7\u00e3o de autoria. A obra intelectual e art\u00edstica perde sua configura\u00e7\u00e3o moderna, marcada pela figura de um autor reconhecido, para tornar-se coletiva, m\u00faltipla e, na maioria das vezes, an\u00f4nima, fragmentada, inacabada, mutante e fugaz. Desse modo, deixa em evid\u00eancia a colabora\u00e7\u00e3o intelectual, seja pela facilidade de intera\u00e7\u00e3o na rede, ou mesmo pela complexidade h\u00edbrida da linguagem hiperm\u00eddia. Essas transforma\u00e7\u00f5es impactam, de forma significativa, o processo <em>ensinoaprendizagem<\/em>, dado que toda atividade pedag\u00f3gica constitui uma situa\u00e7\u00e3o concreta de comunica\u00e7\u00e3o que envolve a produ\u00e7\u00e3o de discursos, podendo tornar-se um terreno f\u00e9rtil para o surgimento de autorias. <\/p>\n<p>Compreender os ambientes virtuais de aprendizagem e a redes sociais, como espa\u00e7os socioculturais repletos de significa\u00e7\u00f5es e potencializadores da aprendizagem, \u00e9 um dos grandes desafios docentes, de nosso s\u00e9culo. Para isso, o aspecto colaborativo, criativo e solid\u00e1rio da educa\u00e7\u00e3o necessita ser resgatado para sintonizar-se com os movimentos emergentes de abertura e liberdade presentes nas  redes, nas quais uma multiplicidade de sentidos e vozes se encontram, sem, contudo, anularem-se. Ao contr\u00e1rio, complementam-se, dialogam e compartilham pontos de vista, expandindo-se ad <em>infinitum<\/em>.<\/p>\n<p>Nessa ambi\u00eancia, na qual se busca promover a circula\u00e7\u00e3o, a viv\u00eancia e o habitar em outros espa\u00e7os multirreferenciais do cotidiano, na imbrica\u00e7\u00e3o cidade e ciberespa\u00e7o, a  no\u00e7\u00e3o de autoria coletiva tem se institu\u00eddo; fazendo-se, cada vez mais presente em textos, m\u00fasicas, imagens, narrativas, contos, e t\u00e9cnicas diversas, ou seja, em tudo o que pode ser modificado pelo discurso. O autor contempor\u00e2neo n\u00e3o se restringe as suas produ\u00e7\u00f5es. Abre-se \u00e0 possibilidade de forma\u00e7\u00e3o infinita de outros discursos, enunciados e formas diferentes, ampliando repert\u00f3rios e discuss\u00f5es numa perspectiva complexa. A possibilidade de (re)atualiza\u00e7\u00e3o transforma o discurso original proferido por um autor. Assim, o autor  emerge quando constr\u00f3i seus campos discursivo e epistemol\u00f3gico,  transformando  o precedente.<\/p>\n<p>Desse modo, as no\u00e7\u00f5es de obra fechada e de autor, caracter\u00edsticas da modernidade s\u00e3o substitu\u00eddas por cria\u00e7\u00f5es colaborativas em rede, implodindo a categoria de autor: agora, a intera\u00e7\u00e3o \u00e9 quem agrega esses estilha\u00e7os e possibilita que autorias coletivas emerjam, marcadas por vozes que se sustentam em outras vozes para criarem novos sentidos, nos quais manifesta\u00e7\u00f5es discursivas textuais e imag\u00e9ticas se entrecruzam e se fundem. Sob essa \u00f3tica, a autoria representa um construto s\u00f3cio-hist\u00f3rico e cultural situado, e o autor n\u00e3o \u00e9 mais do que uma inven\u00e7\u00e3o, uma constru\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica sobre um fato, n\u00e3o sendo mais poss\u00edvel atribuirmos um nome a essas produ\u00e7\u00f5es, sob pena de fecharmos seus sentidos, impedindo que os interatores\/leitores possam ressignific\u00e1-los.<\/p>\n<p>Todas essas constata\u00e7\u00f5es levam-nos \u00e0 conclus\u00e3o de que, na contemporaneidade, somos todos autores em potencial, na medida em que ancoramos nossos dizeres, em nossas mem\u00f3rias e nos dizeres alheios, assumindo uma posi\u00e7\u00e3o responsiva e respons\u00e1vel pelo que expressamos. Dessa forma, poderemos contribuir para que os docentes, em suas pr\u00e1ticas di\u00e1rias, criem atos de curr\u00edculo, amparados em dispositivos diversos, e trabalhem em colabora\u00e7\u00e3o com os alunos, de forma interativa e dial\u00f3gica, estimulando-os a se autorizarem, ao mesmo tempo em que desenvolvem sua pr\u00f3pria autoria.<\/p>\n<h3 id=\"resumo\">Resumo<\/h3>\n<figure>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_MapaMental.png\" alt=\"Mapa Mental deste cap\u00edtulo\" width=\"3160\" height=\"1288\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1323\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_MapaMental.png 3160w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_MapaMental-300x122.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_MapaMental-768x313.png 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_MapaMental-1024x417.png 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 3160px) 100vw, 3160px\" \/><br \/>\nMapa mental deste cap\u00edtulo<figcaption>Fonte: Autoras<\/figcaption><\/figure>\n<p>Mudan\u00e7as decorrentes do desenvolvimento das tecnologias digitais em rede impulsionaram um significativo deslocamento da concep\u00e7\u00e3o de autor, que podia ter sua identidade revelada, ora oculta ou disfar\u00e7ada na obra. Consequentemente, seja na produ\u00e7\u00e3o escrita, sonora ou imag\u00e9tica, o conceito de autor, como detentor de um tipo de conhecimento ou talento, vem sendo, gradativamente, substitu\u00eddo por uma atua\u00e7\u00e3o colaborativa em rede; a obra se torna um processo potencialmente inacabado, cujo ciclo de significa\u00e7\u00e3o \u00e9 pass\u00edvel de \u2018fechamento\u2019 apenas pelo leitor; autores se tornam leitores de si pr\u00f3prios e de todos os que integram esse espa\u00e7o. Nesse contexto, autorias docente e discente, comprometidas com a produ\u00e7\u00e3o do sentido, ao mesmo tempo coletivas e singularizantes, podem ser amplamente potencializadas em ambientes informatizados de aprendizagem. Com base nessas quest\u00f5es, as autoras apresentaram, neste cap\u00edtulo, algumas reflex\u00f5es e argumentos amparados em posicionamentos acerca das concep\u00e7\u00f5es de autor e de autoria, da forma\u00e7\u00e3o de professores-autores e da apropria\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno da abertura do conhecimento, na perspectiva de uma educa\u00e7\u00e3o livre, aut\u00f4noma e plural.<\/p>\n<section  id=\"leituras\">\n<h3>Leituras Recomendadas<\/h3>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/ticpe.files.wordpress.com\/2014\/11\/educac3a7c3a3o-e-tecnologia-parcerias-3-0-versc3a3o-final.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_LeituraParcerias.jpg\" alt=\"Autorias docente e discentes em redes de aprendizagem online\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1229\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_LeituraParcerias.jpg 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_LeituraParcerias-70x70.jpg 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_LeituraParcerias-125x125.jpg 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\">\n<a href=\"https:\/\/ticpe.files.wordpress.com\/2014\/11\/educac3a7c3a3o-e-tecnologia-parcerias-3-0-versc3a3o-final.pdf\"><strong>Autorias docente e discentes em redes de aprendizagem online<\/strong><\/a><br \/>\n(<a href=\"#ROSADO2014\">ROSADO et al., 2014<\/a>)<br \/>\nOs autores apresentam, nesse e-book, os aportes te\u00f3rico-pr\u00e1ticos de uma pesquisa que objetivou verificar autorias docentes e discentes que emergiram na tessitura do conhecimento em redes de aprendizagem presencial e online, sob diferentes formatos, na reprodu\u00e7\u00e3o textual; na transposi\u00e7\u00e3o de g\u00eaneros do discurso; em processos interativos; e nos recursos argumentativos e lingu\u00edsticos.<br \/>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/search.proquest.com\/openview\/b32725ace9cb2d6412dcb7acc4b188f1\/1?pq-origsite=gscholar&#038;cbl=2029534\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_LeituraCultura.jpg\" alt=\"A cultura da liberdade de cria\u00e7\u00e3o e o cerceamento tecnol\u00f3gico e normativo:\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1230\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_LeituraCultura.jpg 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_LeituraCultura-70x70.jpg 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_LeituraCultura-125x125.jpg 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\">\n<a href=\"https:\/\/search.proquest.com\/openview\/b32725ace9cb2d6412dcb7acc4b188f1\/1?pq-origsite=gscholar&#038;cbl=2029534\"><strong>A cultura da liberdade de cria\u00e7\u00e3o e o cerceamento tecnol\u00f3gico e normativo: potencialidades para a autoria na educa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a><br \/>\n(<a href=\"#VELOSO2016\">VELOSO; BONILLA; PRETTO, 2016<\/a>)<br \/>\nO texto discute os processos que se articulam em torno do acesso ao conhecimento e \u00e0 infraestrutura b\u00e1sica comum, a qual envolve toda a cadeia da produ\u00e7\u00e3o de bens imateriais, formada por tr\u00eas camadas: a f\u00edsica, a l\u00f3gica e a de conte\u00fado.<br \/>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"http:\/\/www.aberta.org.br\/livrorea\/livro\/home.html\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_LeituraREA.jpg\" alt=\"Recursos educacionais abertos: pr\u00e1ticas colaborativas e pol\u00edticas p\u00fablicasRecursos educacionais abertos: pr\u00e1ticas colaborativas e pol\u00edticas p\u00fablicas\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1231\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_LeituraREA.jpg 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_LeituraREA-70x70.jpg 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_LeituraREA-125x125.jpg 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\">\n<a href=\"http:\/\/www.aberta.org.br\/livrorea\/livro\/home.html\"><strong>Recursos educacionais abertos: pr\u00e1ticas colaborativas e pol\u00edticas p\u00fablicas<\/strong><\/a><br \/>\n(<a href=\"#SANTANA2012\">SANTANA; ROSSINI; PRETTO, 2012<\/a>)<br \/>\nNesse livro, os autores buscam apresentar os desafios para pensar a educa\u00e7\u00e3o universalizada e de qualidade em uma sociedade globalizada e conectada via internet. Trata-se de uma reflex\u00e3o sobre as rela\u00e7\u00f5es entre as pol\u00edticas p\u00fablicas, REA e a educa\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/static.scielo.org\/scielobooks\/c3h5q\/pdf\/porto-9788578792831.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_LeituraFacebook.jpg\" alt=\"Facebook educa\u00e7\u00e3o: publicar, curtir, compartilhar\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1232\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_LeituraFacebook.jpg 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_LeituraFacebook-70x70.jpg 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_LeituraFacebook-125x125.jpg 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\">\n<a href=\"https:\/\/static.scielo.org\/scielobooks\/c3h5q\/pdf\/porto-9788578792831.pdf\"><strong>Facebook educa\u00e7\u00e3o: publicar, curtir, compartilhar<\/strong><\/a><br \/>\n(<a href=\"#PORTO2014\">PORTO; SANTOS, 2014<\/a>)<br \/>\nA obra \u00e9 um convite \u00e0 reflex\u00e3o sobre a m\u00eddia social. Nela s\u00e3o discutidas a cultura contempor\u00e2nea, mediante uma colet\u00e2nea de textos sobre a pluralidade de di\u00e1logos e vozes produzidos pela tecnologia digital em mobilidade ub\u00edqua.<br \/>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/www.nea-edicoes.com\/catalog\/details\/store\/gb\/book\/978-3-330-74310-6\/autorias-textuais-e-imag%C3%A9ticas-em-redes-de-aprendizagem-online\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_Autorias.jpg\" alt=\"Autorias textuais e imag\u00e9ticas em redes de aprendizagem online \u2013 produ\u00e7\u00f5es docentes e discentes\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1233\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_Autorias.jpg 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_Autorias-70x70.jpg 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_Autorias-125x125.jpg 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\">\n<a href=\"https:\/\/www.nea-edicoes.com\/catalog\/details\/store\/gb\/book\/978-3-330-74310-6\/autorias-textuais-e-imag%C3%A9ticas-em-redes-de-aprendizagem-online\"><strong>Autorias textuais e imag\u00e9ticas em redes de aprendizagem online: produ\u00e7\u00f5es docentes e discentes<\/strong><\/a><br \/>\n(<a href=\"#AMARAL2014\">AMARAL, 2014<\/a>)<br \/>\nEste livro apresenta quadro te\u00f3rico-metodol\u00f3gico fecundo sobre autoria coletiva em redes educativas online, al\u00e9m de apresentar indicadores e atos de curr\u00edculo concretos para o exerc\u00edcio da autoria, com destaque para forma\u00e7\u00e3o de professores, em diferentes \u00e1reas do conhecimento.<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<section id=\"exercicios\">\n<h3 id=\"exercicios\">Exerc\u00edcios<\/h3>\n<ol>\n<li>Recentemente essas imagens viralizaram nas redes sociais, sob a forma de meme. Lembram? Criativas, n\u00e3o?<br \/>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_meme-300x286.jpg\" alt=\"Meme com Neymar\" width=\"300\" height=\"286\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1335\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_meme-300x286.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_meme.jpg 732w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption>Fonte: <a href=\"http:\/\/showclipaz.com\/at\/neymar-rolando_e7ciimk6C5dI\">ShowClipaz<\/a>. Acesso em 07.11.2018<\/figcaption><\/figure>\n<p>No pressuposto de que, em pot\u00eancia, somos todos autores, convidamos  voc\u00eas a exercitarem suas autorias:<br \/>\na) Escrevam, de forma resumida, qual a ideia  que o autor do meme quis nos transmitir.<br \/>\nb) Apresentem argumentos a favor e contra a ideia apresentada na referida postagem.<br \/>\nc) Criem um grupo com mais dois colegas e, a partir dessa postagem, apresentem-na em outros formatos, como por exemplo,  sob a forma de hist\u00f3ria em quadrinho (HQ), charge, infogr\u00e1fico, poema, ou mesmo outro meme, e os disponibilizem nas redes sociais, como um REA , sob a licen\u00e7a CC  BY.<\/li>\n<li>A partir da leitura do texto e das discuss\u00f5es p\u00fablicas:<br \/>\na) Que pr\u00e1ticas curriculares podem promover a autoria coletiva e colaborativa  em\/na rede?<br \/>\nb) Elabore uma atividade que potencialize (ou promova) a autoria colaborativa em\/na rede.<\/li>\n<li>Produza um REA relacionado \u00e0 sua \u00e1rea do conhecimento, associe-o a um recurso s\u00edncrono ou ass\u00edncrono de um AVA\/software social e convide os alunos a participarem da atividade educacional.<\/li>\n<\/ol>\n<\/section>\n<section id=\"notas\">\n<h3>Notas<\/h3>\n<p id=\"nota1\"><a href=\"#n1\">[1]<\/a> Nos grupos em que desenvolvemos nossas pesquisas, os termos articulados como esse \u2013 e outros que aparecer\u00e3o no texto \u2013 s\u00e3o assim grafados na tentativa de indicar os limites que as dicotomias do pensamento da modernidade criaram\/criam ao desenvolvimento das pesquisas com os cotidianos (Alves, 2012).<\/p>\n<p id=\"nota2\"><a href=\"#n2\">[2]<\/a> Processo din\u00e2mico no qual uma nova informa\u00e7\u00e3o se ancora em conceitos preexistentes na estrutura cognitiva do sujeito, atualizando-se quando um novo conceito \u00e9 significado (Ausubel, 1968 (apud <a href=\"#MOREIRA1982\">MOREIRA; MAZINI, 1982<\/a>).<\/p>\n<p id=\"nota3\"><a href=\"#n3\">[3]<\/a> Hoje aconselha-se utilizar o Google Docs, o editor de texto em nuvem, que permite al\u00e9m da constru\u00e7\u00e3o colaborativa do texto, acesso a um espa\u00e7o de bate-papo no pr\u00f3prio programa, para discuss\u00e3o simult\u00e2nea.<\/p>\n<\/section>\n<section  id=\"referencias\">\n<h3>Refer\u00eancias<\/h3>\n<p id=\"ALVES2003\">ALVES, Lynn; JAPIASSU, Ricardo; Hetkowski. <a href=\"http:\/\/www.comunidadesvirtuais.pro.br\/colaborativo\/\"><strong>Trabalho colaborativo na\/em rede<\/strong>: entrela\u00e7ando trilhas<\/a>. 2003.<\/p>\n<p id=\"ALVES2012\">ALVES, Nilda. <a href=\"http:\/\/www.infoteca.inf.br\/endipe\/smarty\/templates\/arquivos_template\/upload_arquivos\/acervo\/docs\/0004m.pdf\"><strong>Pol\u00edticas e cotidianos em redes educativas e em escolas<\/strong><\/a>. XVI ENDIPE &#8211; Encontro Nacional de Did\u00e1tica e Pr\u00e1ticas de Ensino &#8211; UNICAMP \u2013 Campinas, 2012.<\/p>\n<p id=\"AMARAL2014\">AMARAL, Mirian M. <a href=\"http:\/\/portal.estacio.br\/docs\/Dissertacoes\/MIRIAN-AMARAL-Tese.pdf\"><strong>Autorias docente e discente<\/strong>: pilares de sustentabilidade na produ\u00e7\u00e3o textual e imag\u00e9tica em redes educativas presenciais e online<\/a>. Tese (Doutorado em Educa\u00e7\u00e3o). Rio de Janeiro: Universidade  Est\u00e1cio de S\u00e1 &#8211; UNESA, 2014.<\/p>\n<p id=\"BAKHTIN2011\">BAKHTIN, Mikhail. <a href=\"http:\/\/arquivos.info.ufrn.br\/arquivos\/201202605200821164092b8a65e812866\/BAKHTIN_Mikhail._Esttica_da_Criao_Verbal._So_Paulo._Martins_Fontes_2003..pdf\"><strong>Est\u00e9tica da cria\u00e7\u00e3o verbal<\/strong><\/a>. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 2011. Acesso em 26.08.2018.<\/p>\n<p id=\"BARTHES2004\">BARTHES, Roland. <a href=\"http:\/\/www.artesplasticas.art.br\/guignard\/disciplinas\/critica_1\/A_morte_do_autor_barthes.pdf\">A morte do autor<\/a>. In: <strong>O rumor da l\u00edngua<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Brasiliense, 2004.<\/p>\n<p id=\"BENJAMIN1980\">BENJAMIN, Walter. <a href=\"https:\/\/edisciplinas.usp.br\/pluginfile.php\/2922831\/mod_resource\/content\/2\/Benjamin_ObraArteReprodutibilidade.docx\">A obra de arte na \u00e9poca de suas t\u00e9cnicas de reprodu\u00e7\u00e3o<\/a>. Trad. Jos\u00e9 Lino Gr\u00fcnnewald. In: Benjamin, Walter ET al. <em>Textos escolhidos<\/em>. S\u00e3o Paulo: Abril Cultural, 1980.<\/p>\n<p id=\"BONILLA2011\">BONILLA, Maria Helena S.; PRETTO, Nelson De L.; ALMADA, Darlene. <a href=\"https:\/\/repositorio.ufba.br\/ri\/handle\/ri\/2723\"><strong>Produ\u00e7\u00e3o colaborativa e descentralizada de imagens e sons para a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica<\/strong>: cria\u00e7\u00e3o e implanta\u00e7\u00e3o do RIPE \u2013 Rede de Interc\u00e2mbio de Produ\u00e7\u00e3o Educativa<\/a>. Estudos IAT, Salvador, jan.\/jun. 2011, v. 2, n.1, p. 206-219.<\/p>\n<p id=\"BRASIL1940\">BRASIL. <a href=\"http:\/\/www2.camara.leg.br\/legin\/fed\/declei\/1940-1949\/decreto-lei-2848-7-dezembro-1940-412868-publicacaooriginal-1-pe.html\">Decreto-lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940<\/a>. <strong>C\u00f3digo penal (T\u00edtulo III, cap. 1, art. 184)<\/strong>. Bras\u00edlia, DF, 1940.<\/p>\n<p id=\"BRASIL1998\">____. <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/L9610.htm\"><strong>Lei dos Direitos Autorais &#8211; LDA<\/strong>, de 19 de fevereiro de 1998<\/a>. Altera, atualiza e consolida a legisla\u00e7\u00e3o sobre direitos autorais e d\u00e1 outras provid\u00eancias. Bras\u00edlia, DF, 1998.<\/p>\n<p id=\"CALVINO1999\">CALVINO, \u00cdtalo. <a href=\"https:\/\/www.companhiadasletras.com.br\/detalhe.php?codigo=11045\"><strong>Se um viajante numa noite de inverno<\/strong><\/a>. Tradu\u00e7\u00e3o de Nilton Moulin. Companhia das Letras, 1999.<\/p>\n<p id=\"CHARTIER2006\">CHARTIER, Roger. <a href=\"https:\/\/www.periodicos.ufop.br\/pp\/index.php\/raf\/article\/view\/808\">Esbozo de uma genealogia de la \u201cfunci\u00f3n-autor\u201d<\/a>. <strong>Artefilosofia<\/strong>. Instituto de Filosofia, Artes e Cultura IFAC- UFOP, Ouro Preto, 2006, pp. 187-98.<\/p>\n<p id=\"COUTO2011\">COUTO, Mia. <a href=\"http:\/\/www.recantodasletras.com.br\/entrevistas\/3316403\">A voz de Mo\u00e7ambique<\/a>. Entrevista \u00e0 Luiz Costa Pereira Jr, na L\u00edngua Portuguesa n\u00ba 33. Publicado em Recanto das Letras, 2011.<\/p>\n<p id=\"FAVERO2003\">F\u00c1VERO, Leonor.  Par\u00f3dia e dialogismo. In: Barros, Diana L. P. de; Fiorin, Jos\u00e9 L. (Orgs.). <a href=\"https:\/\/www.edusp.com.br\/detlivro.asp?ID=41953\"><em>Dialogismo, polifonia, intertextualidade<\/em>: em torno de Bakhtin<\/a>. 2\u00aa Ed. S\u00e3o Paulo: USP, 2003. [<a href=\"https:\/\/books.google.com.br\/books\/about\/Dialogismo_polifonia_intertextualidade_e.html?hl=pt-BR&#038;id=mdHlAAAAMAAJ&#038;redir_esc=y\">onde comprar<\/a>]<\/p>\n<p id=\"FIORIN2003\">FIORIN, Jos\u00e9 Luiz L. Polifonia textual e discursiva. In: Barros, Diana. L. P. de; Fiorin, Jos\u00e9 L. (Orgs.). <a href=\"https:\/\/www.edusp.com.br\/detlivro.asp?ID=41953\">Dialogismo, polifonia, intertextualidade: em torno de Bakhtin<\/a>. 2\u00aa Ed.. S\u00e3o Paulo: USP, 2003. [<a href=\"https:\/\/books.google.com.br\/books\/about\/Dialogismo_polifonia_intertextualidade_e.html?hl=pt-BR&#038;id=mdHlAAAAMAAJ&#038;redir_esc=y\">onde comprar<\/a>]<\/p>\n<p id=\"FOUCAULT2002\">FOUCAULT, Michel. <a href=\"https:\/\/ayrtonbecalle.files.wordpress.com\/2015\/07\/foucault-m-o-que-c3a9-um-autor.pdf\"><strong>O que \u00e9 um autor?<\/strong><\/a> Portugal: Veja\/Passagens, 2002.<\/p>\n<p id=\"FOUCAULT2011\">____.  <a href=\"http:\/\/www.loyola.com.br\/produtos_descricao.asp?lang=&#038;codigo_produto=3063\"><strong>A ordem do discurso<\/strong>: aula inaugural no Coll\u00e9ge de France, pronunciada em 2 deembro de 1970<\/a>. Tradu\u00e7\u00e3o: Laura Fraga de Almeida Sampaio. 23. Ed. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2011. [<a href=\"https:\/\/books.google.com.br\/books\/about\/Ordem_do_discurso_A.html?id=bEZ7OYF69PMC\">onde comprar<\/a>]<\/p>\n<p id=\"HIMANEN2001\">HIMANEN, Pekka. <strong>A \u00e9tica dos hackers e o esp\u00edrito da era da informa\u00e7\u00e3o<\/strong>. Rio de Janeiro: Campus, 2001. [<a href=\"https:\/\/books.google.com.br\/books?id=NMoXAAAACAAJ\">onde comprar<\/a>]<\/p>\n<p id=\"KEEN2009\">KEEN, Andrew. <a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Amador-Myspace-Pirataria-Destruindo-Economia\/dp\/8537801259\"><strong>O culto do amador<\/strong>: como blogs, MySpace, Youtube e a pirataria digital est\u00e3o destruindo nossa economia, cultura e valores<\/a>. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009. <\/p>\n<p id=\"LEMOS2005\">LEMOS, Andr\u00e9. <a href=\"https:\/\/www.facom.ufba.br\/ciberpesquisa\/andrelemos\/remix.pdf\"><strong>Cibercultura remix<\/strong><\/a>. Mostra cin\u00e9tico digital: redes &#8211; cria\u00e7\u00e3o e reconfigura\u00e7\u00e3o. S\u00e3o Paulo: Centro Ita\u00fa Cultural. 2005.<\/p>\n<p id=\"LEMOS2010\">____; L\u00c9VY, Pierre. <a href=\"http:\/\/www.paulus.com.br\/loja\/o-futuro-da-internet-em-direcao-a-uma-ciberdemocracia-planetaria_p_335.html\"><strong>O futuro da Internet<\/strong>: em dire\u00e7\u00e3o a uma ciberdemocracia planet\u00e1ria<\/a>. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2010. <\/p>\n<p id=\"LEVY1999\">L\u00c9VY, Pierre. <a href=\"http:\/\/www.editora34.com.br\/detalhe.asp?id=115&#038;busca=levy\"><strong>Cibercultura<\/strong><\/a>. Tradu\u00e7\u00e3o de Carlos Irineu da Costa. S\u00e3o Paulo: 34, 1999 (5\u00aa Reimpress\u00e3o, 2005).<\/p>\n<p id=\"MENDES2009\">MENDES, Talita. Picasso e as meninas de Vel\u00e1squez. V Encontro de Hist\u00f3ria da Arte \u2013 IFCH \/ UNICAMP, 2009.<\/p>\n<p id=\"MOREIRA1982\">MOREIRA, Marco e MAZINI, Elcie. <strong>Aprendizagem significativa: a teoria de David Ausubel<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Moraes, 1982. [<a href=\"https:\/\/www.saraiva.com.br\/aprendizagem-significativa-a-teoria-de-david-ausubel-1419800.html\">onde comprar<\/a>]<\/p>\n<p id=\"MORIN1996\">MORIN, Edgar. <a href=\"https:\/\/www.editorasulina.com.br\/detalhes.php?id=313\"><strong>Introducci\u00f3n al pensamiento complejo<\/strong><\/a>. Barcelona: Gedisa, 1996. <\/p>\n<p id=\"OKADA2011\">OKADA, Alexandra; CONNOLLY, Teresa; SCOTT, Peter; KLEMKE, Roland. <a href=\"https:\/\/dspace.ou.nl\/bitstream\/1820\/3185\/1\/D4.3v2.pdf\"><strong>Project ICOPER<\/strong> &#8211; Deliverable 4.3 ISURE: Recommendations for extending effective reuse, embodied in the ICOPER CD&#038;R<\/a>. ICOPER, 2011.<\/p>\n<p id=\"OKADA2018\">____;  Mikroyannidis, Alexander;  Meister, Izabel;  Suzanne Little, <a href=\"http:\/\/oer.kmi.open.ac.uk\/wp-content\/uploads\/cap01_kmi.pdf\">Coaprendizagem atrav\u00e9s de REA e M\u00eddias Sociais<\/a>. Grupo KMi Tool-Libray The Open University \u2013 OU\/UK.<\/p>\n<p id=\"PRETTO2006\">PRETTO, Nelson De L.. <a href=\"https:\/\/blog.ufba.br\/nlpretto\/?page_id=395\">Desafios da Educa\u00e7\u00e3o na sociedade do conhecimento<\/a>. <strong>Folha de S. Paulo<\/strong>, 30 maio 2006. Acesso em 26.08.2018.<\/p>\n<p id=\"PIMENTEL2011\">PIMENTEL, Mariano; FUKS, Hugo (Orgs.). <a href=\"https:\/\/books.google.com.br\/books?hl=pt-BR&#038;lr=&#038;id=YTJ8bahZFLoC\"><strong>Sistemas colaborativos<\/strong><\/a>. Elsevier Brasil, 2011.<\/p>\n<p id=\"PORTO2014\">PORTO, C., and SANTOS, E., orgs. <a href=\"https:\/\/static.scielo.org\/scielobooks\/c3h5q\/pdf\/porto-9788578792831.pdf\"><strong>Facebook e educa\u00e7\u00e3o<\/strong>: publicar, curtir, compartilhar<\/a>. 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Rio de Janeiro: Editora Universidade Est\u00e1cio de S\u00e1, 2014.<\/p>\n<p id=\"ROSSINI2012\">ROSSINI, Tatiana S.  <a href=\"http:\/\/cev.org.br\/biblioteca\/professores-autores-em-rede\/\">Professores-autores em rede<\/a>. In: Santana, B.; Rossini, C.; Pretto, N. de L (Orgs) <strong>Recursos educacionais abertos<\/strong>: pr\u00e1ticas colaborativas e pol\u00edticas p\u00fablicas. S\u00e3o Paulo\/ Salvador, 2012.<\/p>\n<p id=\"ROSSINI2015\">____. <a href=\"http:\/\/www.proped.pro.br\/teses\/teses_pdf\/2012_1-969-DO.pdf\"><strong>Pesquisa-design forma\u00e7\u00e3o<\/strong>: uma proposta metodol\u00f3gica para a produ\u00e7\u00e3o de Recursos Educacionais Abertos na Cibercultura<\/a>. Tese (Doutorado em Educa\u00e7\u00e3o). Rio de Janeiro: Universidade do Estado do Rio de Janeiro &#8211; UERJ, 2015.<\/p>\n<p id=\"SANTAELLA2007\">SANTAELLA, L\u00facia. <a href=\"http:\/\/www.paulus.com.br\/loja\/linguagens-liquidas-na-era-da-mobilidade_p_353.html\"><strong>Linguagens l\u00edquidas na era da mobilidade<\/strong><\/a>. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2007.<\/p>\n<p id=\"SANTAELLA2016\">____. <a href=\"http:\/\/www.paulus.com.br\/loja\/temas-e-dilemas-do-posdigital-a-voz-da-politica_p_4212.html\"><strong>Temas e dilemas do p\u00f3s-digital<\/strong>: a voz da pol\u00edtica<\/a>. Paulus, 2016. <\/p>\n<p id=\"SANTANA2012\">SANTANA, Bianca; ROSSINI, Carolina; PRETTO, Nelson De Lucca. <a href=\"http:\/\/www.aberta.org.br\/livrorea\/livro\/home.html\"><strong>Recursos Educacionais Abertos<\/strong>: pr\u00e1ticas colaborativas pol\u00edticas p\u00fablicas<\/a>. Salvador: Edufba; S\u00e3o Paulo: Casada Cultura Digital. 2012.<\/p>\n<p id=\"SANTOS2012\">SANTOS, Andreia. <a href=\"http:\/\/www.aberta.org.br\/livrorea\/livro\/home.html\"><strong>Educa\u00e7\u00e3o aberta<\/strong>: hist\u00f3rico, pr\u00e1ticas e o contexto dos recursos educacionais abertos<\/a>. In: SANTANA, Bianca.; ROSSINI, Carolina.; PRETTO, Nelson De Lucca. (Orgs.). <strong>Recursos Educacionais Abertos<\/strong>: pr\u00e1ticas colaborativas pol\u00edticas p\u00fablicas. Salvador: Edufba; S\u00e3o Paulo: Casa da Cultura Digital, 2012, p. 71-90.<\/p>\n<p id=\"SANTOS2005\">SANTOS, Edm\u00e9a. <a href=\"https:\/\/repositorio.ufba.br\/ri\/handle\/ri\/11800\"><strong>Educa\u00e7\u00e3o online<\/strong>: cibercultura e pesquisa-forma\u00e7\u00e3o na pr\u00e1tica docente<\/a>. Tese de doutorado. Universidade Federal da Bahia, Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o, 2005. Acesso em 26.08.2018.<\/p>\n<p id=\"SANTOS2006\"> ____. <strong>Educa\u00e7\u00e3o on-line como campo de pesquisa-forma\u00e7\u00e3o<\/strong>: potencialidades das interfaces digitais. In: Santos, Edm\u00e9a; Alves, Lynn. (Orgs.). <a href=\"http:\/\/www.e-papers.com.br\/produtos.asp?codigo_produto=861&#038;promo=7\">Pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas e tecnologias digitais<\/a>. Rio de Janeiro: E-papers, 2006, p. 123-142.<\/p>\n<p id=\"SANTOS2014\">____. <a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/dp\/B00S0DQBXO\"><strong>Pesquisa-forma\u00e7\u00e3o na cibercultura<\/strong><\/a>. Santo Tirso, Portugal: Whitebooks, 2014.<\/p>\n<p id=\"SANTOS2015\">____; PONTE, Felipe S.; ROSSINI, Tatiana, S. S.. <a href=\"https:\/\/periodicos.pucpr.br\/index.php\/dialogoeducacional\/article\/view\/5008\"><strong>Autoria em rede<\/strong>: uma pr\u00e1tica pedag\u00f3gica emergente<\/a>. <strong>Revista Di\u00e1logo Educacional<\/strong>. Curitiba, maio\/ago. 2015, v. 15, n\u00ba 45, p. 515-36.<\/p>\n<p id=\"SILVA2010a\">SILVA, Marco. <a href=\"http:\/\/www.loyola.com.br\/produtos_descricao.asp?lang=&#038;codigo_produto=20591\"><strong>Sala de aula interativa<\/strong>: educa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o, m\u00eddia cl\u00e1ssica<\/a>. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2010a.<\/p>\n<p id=\"SILVA2010b\">____. <a href=\"http:\/\/www.educacion.udc.es\/grupos\/gipdae\/documentos\/congreso\/xcongreso\/pdfs\/t12\/t12c427.pdf\">Educa\u00e7\u00e3o online para al\u00e9m da EAD: um fen\u00f4meno da cibercultura<\/a>. In: Silva, M. Pesce, L. Zuin, A. (Orgs). <strong>Educa\u00e7\u00e3o online<\/strong>: cen\u00e1rio, forma\u00e7\u00e3o e quest\u00f5es did\u00e1tico-metodol\u00f3gicas. Rio de Janeiro: Wak, 2010b, p.29-48.<\/p>\n<p id=\"SILVA2012\">____. Forma\u00e7\u00e3o de professores para a doc\u00eancia online: uma experi\u00eancia de pesquisa online com programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. In: Silva, Marco (Org.). <a href=\"http:\/\/www.loyola.com.br\/produtos_descricao.asp?lang=pt_BR&#038;codigo_produto=26269\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o de professores para a doc\u00eancia online<\/strong><\/a>. S\u00e3o Paulo: Loyola, 2012. Acesso em 26.08.2018.<\/p>\n<p id=\"VELOSO2016\">VELOSO, Maristela Midlej Silva de Araujo; BONILLA, Maria Helena Silveira; PRETTON, Nelson De Luca. <a href=\"https:\/\/search.proquest.com\/openview\/b32725ace9cb2d6412dcb7acc4b188f1\/1?pq-origsite=gscholar&#038;cbl=2029534\">A cultura da liberdade de cria\u00e7\u00e3o e o cerceamento tecnol\u00f3gico e normativo: potencialidades para a autoria na educa\u00e7\u00e3o<\/a>. <strong>Educa\u00e7\u00e3o Tem\u00e1tica Digital<\/strong>, v.18, ed.1. Campinas, 2016, p. 43-59.<\/p>\n<p id=\"VYGOTSKY1984\">VYGOTSKY, Lev  S.. <a href=\"http:\/\/www.egov.ufsc.br\/portal\/sites\/default\/files\/vygotsky-a-formac3a7c3a3o-social-da-mente.pdf\"><strong>A Forma\u00e7\u00e3o social da mente<\/strong><\/a>. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1984.<\/p>\n<p id=\"ZANINI2013\">ZANINI, Leonardo, E. de A.. <a href=\"http:\/\/www.seer.ufv.br\/seer\/revdireito\/index.php\/RevistaDireito-UFV\/article\/view\/11\">A tutela das cria\u00e7\u00f5es intelectuais e a exist\u00eancia do Direito de Autor na Antiguidade Cl\u00e1ssica<\/a>. <strong>Revista do Direito<\/strong>. Universidade Federal de Vi\u00e7osa (MG), 2013, v. 5, p. 1113-31.<\/p>\n<p id=\"ZANINI2014\">____. <a href=\"https:\/\/www.jfrj.jus.br\/sites\/default\/files\/revista-sjrj\/arquivo\/532-2425-1-pb.pdf\">Direito de autor em perspectiva hist\u00f3rica: da idade m\u00e9dia ao reconhecimento dos direitos da personalidade do autor<\/a>. Revista SJRJ. Rio de Janeiro, ago.2014, v. 21, n\u00ba 40, p. 211-248.<br \/>\n<\/section>\n<section  id=\"listaAutores\">\n<h3>Sobre as autoras<\/h3>\n<section class=\"autor\" id=\"Amaral\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_Amaral.jpg\" alt=\"Mirian Maia do Amaral\" width=\"150\" height=\"200\" class=\"aligncenter size-full wp-image-974\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\">\n<strong>Mirian Maia do Amaral<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6493381786772205\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/6493381786772205<\/a>)<br \/>\nDoutora e Mestre em Educa\u00e7\u00e3o e Cultura Contempor\u00e2nea com concentra\u00e7\u00e3o em Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o e da Comunica\u00e7\u00e3o, pela Universidade Est\u00e1cio de S\u00e1.  P\u00f3s-doutora em Educa\u00e7\u00e3o pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro &#8211; UERJ. Especialista em Recursos Humanos e em Administra\u00e7\u00e3o pela FGV. Licenciada em Letras e Pedagogia pela UERJ. Pesquisadora do GPDOC &#8211; Grupo de Pesquisa Doc\u00eancia e Cibercultura da UERJ. Atualmente \u00e9 professora  da FGV, e consultora em Educa\u00e7\u00e3o, em organiza\u00e7\u00f5es p\u00fablicas e privadas. Autora de cap\u00edtulos de livro e artigos diversos em sua \u00e1rea de especializa\u00e7\u00e3o e afins.<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"autor\" id=\"Veloso\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_Veloso.jpg\" alt=\"Maristela Midlej Silva de Araujo Veloso\" width=\"150\" height=\"200\" class=\"aligncenter size-full wp-image-975\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\">\n<strong>Maristela Midlej Silva de Araujo Veloso<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/3267415144528916\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/3267415144528916<\/a>)<br \/>\nDoutora em Educa\u00e7\u00e3o do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o da UFBA (2014), Mestre em Educa\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal do Sul da Bahia (2007), possui especializa\u00e7\u00e3o em Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o pela UEFS (1998) e em Gest\u00e3o e Planejamento de Sistemas em EAD (2004), graduada em Letras pela UESC (1991). Atualmente \u00e9 professora da Universidade Federal do Sul da Bahia. Autora de cap\u00edtulos de livro e artigos diversos em sua \u00e1rea de especializa\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"autor\" id=\"Rossini\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_Rossini.jpg\" alt=\"Tatiana Stofella Sodr\u00e9 Rossini\" width=\"150\" height=\"200\" class=\"aligncenter size-full wp-image-976\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\">\n<strong>Tatiana Stofella Sodr\u00e9 Rossini<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/3695106932111883\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/3695106932111883<\/a>)<br \/>\nDoutora em Educa\u00e7\u00e3o do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o da UERJ (2015), Mestre em Educa\u00e7\u00e3o pela Universidade Est\u00e1cio de S\u00e1 (2011), possui especializa\u00e7\u00e3o em engenharia de sistemas pela Universidade Est\u00e1cio de S\u00e1 (1998), graduada em Processamento de Dados pela Universidade Est\u00e1cio de S\u00e1 (1996). Atualmente \u00e9 pesquisadora do Grupo de Pesquisa Doc\u00eancia e Cibercultura (GPDOC) na UERJ e Consultora de TI na Caixa Econ\u00f4mica Federal. . Autora de cap\u00edtulos de livro e artigos diversos em sua \u00e1rea de especializa\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<section id=\"citar\">\n<h3>Como citar este cap\u00edtulo<\/h3>\n<blockquote><p>AMARAL, Mirian Maia; VELOSO, Maristela Midlej Silva de Araujo; ROSSINI, Tatiana Stofella Sodr\u00e9. A autoria coletiva no contexto da educa\u00e7\u00e3o em tempos de cibercultura. In: SANTOS, Edm\u00e9a O.; PIMENTEL, Mariano; SAMPAIO, F\u00e1bio F. (Org.). <b>Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o:<\/b> autoria, linguagens, multiletramentos e inclus\u00e3o. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o, 2019. (S\u00e9rie Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o CEIE-SBC, v.2) Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/autoriacoletiva&gt;<\/p><\/blockquote>\n<\/section>\n<section id=\"comentarios\"><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Mirian Maia do Amaral, Maristela Midlej Silva de Araujo Veloso, Tatiana Stofella Sodr\u00e9 Rossini) Como autorias coletivas, comprometidas com a &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[],"class_list":["post-967","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-autoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/967","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=967"}],"version-history":[{"count":67,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/967\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2828,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/967\/revisions\/2828"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=967"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=967"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=967"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}