{"id":937,"date":"2018-10-22T12:09:46","date_gmt":"2018-10-22T15:09:46","guid":{"rendered":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/?p=937"},"modified":"2021-11-18T18:18:20","modified_gmt":"2021-11-18T21:18:20","slug":"formacaodocente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/formacaodocente\/","title":{"rendered":"Forma\u00e7\u00e3o Docente em tempos de cibercultura: que tal educar em vez de apenas ensinar?"},"content":{"rendered":"<section id=\"autores\">(<a href=\"#Giraffa\">Lucia Maria Martins Giraffa<\/a>, <a href=\"#Modelski\">Daiane Modelski<\/a>, <a href=\"#Martins\">Cristina Martins<\/a>)<\/section>\n<section id=\"imagemDisparadora\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_PlanoAula-1024x604.jpg\" alt=\"Plano de Aula em tempos de Cibercultura\" width=\"750\" height=\"442\" class=\"aligncenter size-large wp-image-938\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_PlanoAula-1024x604.jpg 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_PlanoAula-300x177.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_PlanoAula-768x453.jpg 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_PlanoAula.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<h4>Ainda precisamos de professores considerando a abund\u00e2ncia de informa\u00e7\u00f5es\/conte\u00fados disponibilizados em diferentes formatos? Qual o papel do(a) professor(a) neste contexto?<\/h4>\n<p>A nossa resposta \u00e9 \u201ccom certeza\u201d, por\u00e9m com algumas ressignifica\u00e7\u00f5es. Acreditamos que a forma\u00e7\u00e3o docente deve considerar as necessidades e oportunidades ofertadas pela cibercultura, na qual a (re)inven\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas sociais e culturais humanas amplia fun\u00e7\u00f5es cognitivas, ressignificando comportamentos, h\u00e1bitos e atitudes. Discutimos o papel do docente frente ao contexto ub\u00edquo de ofertas de informa\u00e7\u00f5es e formatos de entrega\/consumo desta informa\u00e7\u00e3o, buscando apontar fragilidades e potencialidades de pensar a forma\u00e7\u00e3o docente para atender as demandas da cibercultura, sem necessariamente perder a quest\u00e3o mais ampla da forma\u00e7\u00e3o n\u00e3o utilitarista e fragmentada associada ao consumo de tecnologias. Refletimos, tamb\u00e9m, sobre as oportunidades poss\u00edveis neste contexto para o protagonismo docente, fazendo com que os professores se percebam parceiros dos seus estudantes na jornada da constru\u00e7\u00e3o do conhecimento. Entendemos que a doc\u00eancia vai requerer, cada vez mais, a elabora\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas criativas, levando em considera\u00e7\u00e3o o contexto no qual o estudante se encontra.<br \/>\n<\/section>\n<section id=\"objetivosEducacionais\">\n<h4>Objetivos<\/h4>\n<ul>\n<li>refletir acerca do papel docente frente ao contexto ub\u00edquo de ofertas de informa\u00e7\u00f5es;<\/li>\n<li>compreender as linguagens e os formatos que devem ser considerados para entrega\/consumo desta informa\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>analisar criticamente a forma\u00e7\u00e3o docente atual versus adapta\u00e7\u00f5es\/mudan\u00e7as a fim de propor elementos para eventuais mudan\u00e7as nos curr\u00edculos de forma\u00e7\u00e3o docente.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>\u00cdndice<\/h4>\n<ul>\n<li><a href=\"#s1\">1. O contexto da cibercultura e suas nuances<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s2\">2. Espa\u00e7os digitais como l\u00f3cus para \u201cse fazer\u201d educa\u00e7\u00e3o <\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s3\">3. A forma\u00e7\u00e3o docente em xeque: formamos os docentes no perfil que precisamos? <\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s4\">4. Compet\u00eancias docentes e cibercultura<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s5\">5. Algumas considera\u00e7\u00f5es para pensar acerca de mudan\u00e7as na forma\u00e7\u00e3o docente<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#resumo\">Resumo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#live\">Live-palestra-conversa<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#leituras\">Leituras Recomendadas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#exercicios\">Exerc\u00edcios<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#referencias\">Refer\u00eancias<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#listaAutores\">Sobre as Autoras<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#citar\">Como citar este cap\u00edtulo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#comentarios\">Coment\u00e1rios<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<h2 id=\"s1\">1.  O contexto da cibercultura e suas nuances<\/h2>\n<p>Voc\u00ea que est\u00e1 lendo este livro, ao chegar neste cap\u00edtulo, o que espera? Uma receita de como formar um professor? Uma discuss\u00e3o sobre a organiza\u00e7\u00e3o curricular adotada nos diferentes cursos de licenciatura e pedagogia? Ou nosso t\u00edtulo lhe proporcionou alguns minutos para pensar na diferen\u00e7a entre ensinar e educar?<\/p>\n<p>Pois saiba que vamos conversar sobre tudo isso e mais um pouquinho. Queremos compartilhar com voc\u00ea e seus colegas as experi\u00eancias vividas, leituras efetuadas e li\u00e7\u00f5es aprendidas. N\u00e3o seremos prescritivas e vamos deixar alguns pontos para que voc\u00ea, juntamente com seus colegas, possa discutir a respeito do assunto. Iniciaremos nossa conversa relembrando alguns aspectos importantes e colocando-os na perspectiva em que queremos conversar com voc\u00ea. Vamos l\u00e1!<\/p>\n<p>Sempre utilizamos algum tipo de tecnologia no ambiente escolar. <a href=\"http:\/\/www.catequesehoje.org.br\/images\/diverso\/GizColorido.jpg\">Giz<\/a>, caneta, l\u00e1pis, papel, <a href=\"https:\/\/i.ytimg.com\/vi\/cHHW95JSH5E\/maxresdefault.jpg\">mime\u00f3grafo<\/a>, <a href=\"http:\/\/staples.vteximg.com.br\/arquivos\/ids\/212472-1000-1000\/FLICQ7005.jpg\">flipchart<\/a>, projetor de <em>slides<\/em>, <a href=\"https:\/\/encrypted-tbn0.gstatic.com\/images?q=tbn:ANd9GcTF8zZjcpp5_EBbjjXtfWPsqhoK35r5QAWVXzINR31oBprQZGlN\">retroprojetor <\/a>e muitos outros s\u00e3o exemplos disso. O advento do \u201ccomputador\u201d provocou muitas modifica\u00e7\u00f5es na sociedade, mas nada se compara ao surgimento da internet e seus servi\u00e7os. Come\u00e7amos ligando <a href=\"https:\/\/encrypted-tbn0.gstatic.com\/images?q=tbn:ANd9GcQehhGctInIjSVyJPrWaxQ5se9__aelCsrowLLLWne-kPaHJLGzKg\">computadores em rede<\/a> num mesmo espa\u00e7o f\u00edsico, depois em espa\u00e7os f\u00edsicos diferentes, ampliando as dist\u00e2ncias at\u00e9 chegar \u00e0 rede mundial. E agora vivenciamos tempos da <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Internet_das_coisas\">IoT<\/a> (<em>Internet of Things<\/em>).<\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>IoT, a Internet das Coisas (ou, em ingl\u00eas, Internet of Things)<\/h5>\n<p>A ideia-base da IoT \u00e9 desenvolver tecnologias que permitam conectar dispositivos eletr\u00f4nicos utilizados no dia a dia (como aparelhos eletrodom\u00e9sticos, eletroport\u00e1teis, m\u00e1quinas industriais, meios de transporte etc.) \u00e0 internet. \u00c9 um esfor\u00e7o que envolve campos diversos do conhecimento, tais como automa\u00e7\u00e3o, eletr\u00f4nica, intelig\u00eancia artificial e a nanotecnologia.<br \/>\n<\/section>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_IoT.png\" alt=\"Internet das Coisas\" width=\"500\" height=\"325\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1119\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_IoT.png 500w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_IoT-300x195.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\nAs \u201ccoisas\u201d que comp\u00f5em a IoT<figcaption>Fonte: Rodrigo Cristaldo- Educa\u00e7\u00e3o Online da PUCRS &#8211; criada para este texto<\/figcaption><\/figure>\n<p>Nesse contexto, \u00e9 intuitivo constatar que, cada vez mais, surgem novas formas de se comunicar, alterando, assim, a forma como percebemos o mundo, o tempo, os espa\u00e7os, os sentimentos, a forma de viver, de se relacionar e, tamb\u00e9m, aprender. Com o passar dos anos, uma descoberta potencializa outra pr\u00f3xima e sempre em prol de maximizar a intelig\u00eancia e a capacidade de o homem evoluir e se reinventar. A <a href=\"https:\/\/www.dicio.com.br\/ubiquidade\/\">ubiquidade<\/a> sai da teoria, das entidades et\u00e9reas e passa a fazer parte do nosso cotidiano. Nossos dispositivos m\u00f3veis, com acesso \u00e0 internet, nos permitem estar conectados 24 x 7 dias da semana (24 horas por dia e 7 dias por semana). Esse fato muda o paradigma de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de conhecimento e, por consequ\u00eancia, afeta o nosso modo de aprender. Logo, devemos refletir o que isso implica para n\u00f3s professores e futuros professores ao atuar na doc\u00eancia diante de um contexto t\u00e3o din\u00e2mico, promissor e desafiador.<\/p>\n<p>Essas tecnologias digitais com acesso \u00e0 internet nos permitem publicar, escolher, opinar, criar, influenciar, isto \u00e9, distribuir o poder do controle da informa\u00e7\u00e3o produzida entre as pessoas, transformando o cen\u00e1rio de cria\u00e7\u00e3o, publica\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e conte\u00fado no mundo (<a href=\"#LEVY1999\">L\u00c9VY, 1999<\/a>). Nesse sentido, uma transforma\u00e7\u00e3o social ainda em curso perpassa o ciberespa\u00e7o, visto que \u201co mundo presencial \u00e9 o mundo das escolhas. O ciberespa\u00e7o n\u00e3o \u00e9 o mundo das escolhas, por isso ele se coloca apenas como democracia dentro de ciberespa\u00e7o. Se eu n\u00e3o gosto do teu <em>site<\/em>, eu vou para o outro. Eu n\u00e3o preciso optar\u201d (<a href=\"#AMADEU2009\">AMADEU, 2009<\/a>, p.72). <\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio, as <a href=\"http:\/\/revistasnj.ibict.br\/ojs_snj\/index.php\/snj\/article\/view\/MARIO SIMAO\">juventudes<\/a> destacam-se pelos movimentos de visibiliza\u00e7\u00e3o que fazem de si, dos espa\u00e7os digitais e das estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o que desenvolvem, uma vez que \u201cas juventudes t\u00eam muitas faces, inundam diferentes paisagens com diversidade, destilam suas falas em diferentes espa\u00e7os, desafiam em sua irrever\u00eancia o <em>status quo<\/em>\u201d (<a href=\"#LACERDA2012\">LACERDA, 2012<\/a>, p. 572). <a href=\"#LEVY1999\">L\u00e9vy (1999<\/a>, p. 92) destacou, h\u00e1 quase duas d\u00e9cadas, que \u201ca intelig\u00eancia coletiva \u00e9 o motor da cibercultura\u201d, e o que motiva uma pessoa s\u00e3o as conex\u00f5es que ela pode realizar. Percebe-se que o mundo digital evolui rapidamente, e as pessoas, principalmente os jovens, criam suas necessidades a partir de tecnologias que se incorporam em suas vidas, por meio de redes sociais, tecnologia de voz, tecnologia <em>mobile<\/em>, realidade virtual, realidades mistas, <em>games<\/em>, <em>e-books<\/em>, entre outros. <\/p>\n<p>O ciberespa\u00e7o surge como um lugar para demarcar uma identidade juvenil privilegiada pelas in\u00fameras possibilidades que se apresentam nas redes sociais. Para entender o que \u00e9 identidade, usamos a defini\u00e7\u00e3o de <a href=\"#CASTELLS2016\">Castells (2016<\/a>, p. 78): \u201cprocesso pelo qual um ator social se reconhece e constr\u00f3i significado principalmente com base em determinado atributo cultural ou conjunto de atributos, a ponto de excluir uma refer\u00eancia mais ampla a outras estruturas sociais\u201d. Ou seja, o conceito de identidade est\u00e1 ligado a uma constru\u00e7\u00e3o individual do conceito de si, enquanto a identidade social trata do conceito de si a partir da vincula\u00e7\u00e3o da pessoa a grupos sociais. A flexibilidade de navegar pelo mundo e socializar em tempo real opini\u00f5es, imagens, emprego\/trabalho, aspectos da vida privada etc. expressa uma din\u00e2mica de rela\u00e7\u00f5es intensas que nos aproxima e nos afasta de pessoas e culturas em uma mobilidade nunca vivenciada antes. <a href=\"#PAIS2003\">Pais (2003)<\/a> caracteriza esta gera\u00e7\u00e3o como \u201cioi\u00f4\u201d, numa rica met\u00e1fora que traduz bem a ideia da vida inconstante das gera\u00e7\u00f5es atuais. Antes, as identidades estavam fortemente marcadas por quest\u00f5es de regi\u00f5es, bairros, pra\u00e7as, escolas etc. \u201cN\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que a internet, se a olharmos sob o foco das identidades, converteu-se num \u2018laborat\u00f3rio\u2019 para a realiza\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias com as constru\u00e7\u00f5es e reconstru\u00e7\u00f5es do \u2018eu\u2019 na vida p\u00f3s-moderna, porque, na realidade virtual, de certa forma moldamo-nos e criamo-nos a n\u00f3s mesmos.\u201d (<a href=\"#HENGEMUHLE2014\">HENGEM\u00dcHLE, 2014<\/a>, p. 32) <\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>CINECLUBE: A rede social<\/h5>\n<section class=\"cineclube_cartaz\"><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/A_Rede_Social\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_RedeSocial.jpg\" alt=\"A Rede Social\" width=\"200\" height=\"269\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1083\" \/><\/a> Dispon\u00edvel no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=WjDAnVx0a6A\">YouTube<\/a><\/section>\n<section class=\"cineclube_sinopse\">O filme nos mostra os caminhos e descaminhos percorridos por Mark e seus amigos, relacionado com o sucesso (inesperado) da brincadeira de criar condi\u00e7\u00f5es para colegas de campi universit\u00e1rios poderem falar de si e que acabou gerando o imp\u00e9rio do Facebook. <\/p>\n<p>O <a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=0OOJ9-J4lXU\">Facebook<\/a>, lan\u00e7ado em 4 de fevereiro de 2004, hoje \u00e9 propriedade privada da Facebook Inc. Em julho de 2017 ele atingiu a marca de 2 bilh\u00f5es de usu\u00e1rios ativos, sendo por isso a maior rede social em todo o mundo. Zuckerberg e amigos deram \u201cvida\u201d ao famoso \u201c15 minutos de fama\u201d desejado por grande parte das pessoas. <\/p>\n<p>Ele permitiu indiv\u00edduos inexpressivos, invis\u00edveis, sem voz e sem \u201clugar no mundo\u201d serem vistos, ouvidos e percebidos. Os benef\u00edcios do uso do Facebook podem ser diversos, e na recente primavera \u00e1rabe ele foi fundamental para romper o cerco de governos totalit\u00e1rios no que concerne ao acesso e \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Recomendamos esse filme porque retrata a hist\u00f3ria por tr\u00e1s do maior fen\u00f4meno de comunica\u00e7\u00e3o da contemporaneidade. Assista-o e discuta com seus colegas os dilemas morais e \u00e9ticos, assim como a repercuss\u00e3o disso nas nossas vidas. Sabia que um brasileiro fez parte do projeto original?<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"quadro debate\">\n<h5>DEBATE: As redes sociais podem ser um espa\u00e7o para \u201cfazermos\u201d educa\u00e7\u00e3o?<\/h5>\n<p>Um debate \u00e9 uma atividade que permitir\u00e1 realizar reflex\u00f5es complementares com seus pares e auxiliar\u00e1 o grupo a entender as origens do fen\u00f4meno contempor\u00e2neo que protagonizou a todos que dele participam, transformando-se na maior e mais ativa rede social digital do planeta. Divida sua turma em grupos de at\u00e9 5 estudantes (o n\u00famero depender\u00e1 do tamanho da turma, ok?) e pe\u00e7a a cada grupo que fa\u00e7a uma pesquisa sobre o uso do Facebook como espa\u00e7o para \u201cse fazer\u201d educa\u00e7\u00e3o. Depois cada grupo apresenta suas escolhas, verifica se houve converg\u00eancias, apontando o que foi comum e explicando os crit\u00e9rios da sua escolha. Ao final, o grupo decide que crit\u00e9rios considerou importantes para que um perfil\/p\u00e1gina seja tido como \u201ceducacional\u201d no sentido mais tradicional do termo. Ou seja, um elemento organizado intencionalmente para divulgar informa\u00e7\u00f5es\/conhecimentos a serem utilizados em processos formativos\/educativos.<\/p>\n<p>Vale outra dica: uma boa leitura sobre o tema pode ser encontrada por meio de pesquisas em acervos digitais. Se voc\u00ea deseja fazer uma busca com finalidade acad\u00eamica (produzir um TCC \u2013 Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso \u2013 disserta\u00e7\u00e3o, tese), sugerimos o <a href=\"https:\/\/scholar.google.com.br\/\">Google Acad\u00eamico<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.scopus.com\/home.uri\">Scopus<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.scielo.org\/php\/index.php\">Scielo<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/\">ResearchGate<\/a>, <a href=\"http:\/\/bdtd.ibict.br\/vufind\/\">Ibict<\/a>, <a href=\"http:\/\/www.periodicos.capes.gov.br\/\">Portal da Capes<\/a> e outros.<br \/>\n<\/section>\n<h2 id=\"s2\">2. Espa\u00e7os digitais como l\u00f3cus para \u201cse fazer\u201d educa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>No Brasil, bem como em outros pa\u00edses ocidentais, a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e a educa\u00e7\u00e3o superior v\u00eam enfrentando problemas de efic\u00e1cia e efici\u00eancia, o que tem a ver com um cen\u00e1rio heterog\u00eaneo em termos de oportunidades. Muitos projetos, incentivos e a\u00e7\u00f5es t\u00eam sido realizados na comunidade brasileira, nestes \u00faltimos 30 anos, a fim de incentivar o uso de Tecnologias de Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o (TICs) no ambiente escolar (<a href=\"#ANDRADE1993\">ANDRADE; ALBUQUERQUE, 1993<\/a>). Relembrando o pioneiro projeto Educom (Educa\u00e7\u00e3o por Computadores) descrito por <a href=\"#ANDRADE1993\">Andrade e Albuquerque (1993)<\/a>, encontramos uma proposta de trabalho interdisciplinar voltada para a implanta\u00e7\u00e3o experimental de centros-piloto, como instrumentos relevantes para a informatiza\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira, visando \u00e0 capacita\u00e7\u00e3o nacional e a uma futura pol\u00edtica para o setor. Ou seja, falar em TICs (Tecnologias de Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o) na escola n\u00e3o \u00e9 algo novo. J\u00e1 possu\u00edmos uma tradi\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de inform\u00e1tica na educa\u00e7\u00e3o. Temos v\u00e1rias linhas de pesquisa de cunho interdisciplinar em diferentes \u00e1reas e programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, n\u00e3o necessariamente na educa\u00e7\u00e3o. Levamos certo tempo para investigar os desafios e as possibilidades advindas das TICs no ambiente escolar \u00e0 luz da vertente educacional.<\/p>\n<p>Gostar\u00edamos que a ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas criativas e inovadoras fosse a vertente\/tend\u00eancia consolidada na qual docentes e estudantes trabalhassem juntos numa parceria a fim de que o \u201censinar\u201d fosse substitu\u00eddo pelo \u201ceducar\u201d. Ensinar, na sua etimologia latina, vem de <em>insignare<\/em>, gravar, colocar uma marca em. O termo latino <em>educare<\/em> \u00e9 composto pela uni\u00e3o do prefixo <em>ex<\/em>, que significa \u201cfora\u201d, e <em>ducere<\/em>, que quer dizer \u201cconduzir\u201d ou \u201clevar\u201d. Segundo o dicion\u00e1rio etimol\u00f3gico, o significado do termo (direcionar para fora) era empregado no sentido de preparar as pessoas para o mundo e viver em sociedade, ou seja, conduzi-las \u201cpara fora\u201d de si mesmas, mostrando as diferen\u00e7as que existem no mundo. Se pensarmos no sentido positivo, podemos deixar uma marca em algu\u00e9m pelo exemplo, pela conduta, pelos ensinamentos, oriundos de reflex\u00f5es e plenos de sentido, em que o indiv\u00edduo, ao passar pela experi\u00eancia escolar, agrega signific\u00e2ncia, compet\u00eancias para resolver problemas do cotidiano, muda o seu acervo pessoal para poder ser mais feliz nas suas escolhas. No entanto, parece que optamos por ensinar deixando marcas de conte\u00fados, formatos, regras, prescri\u00e7\u00f5es. E centramos a forma\u00e7\u00e3o docente na organiza\u00e7\u00e3o de revisar\/adquirir conte\u00fado e aprender m\u00e9todos e t\u00e9cnicas para ensinar. Por essa raz\u00e3o colocamos no t\u00edtulo deste cap\u00edtulo a provoca\u00e7\u00e3o para reflex\u00e3o de que o que gostar\u00edamos de fazer (ou entendemos como nossa fun\u00e7\u00e3o como docentes) \u00e9 superar esta vis\u00e3o reducionista da atividade docente. Neste \u201cmar\u201d de ofertas digitalizadas \u00e9 f\u00e1cil se perder. Como saber se a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 correta, completa, confi\u00e1vel, adequada?<\/p>\n<p>Constatamos, ao longo de muitos anos trabalhando na doc\u00eancia (escola e universidade) e na pesquisa em Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, que as pessoas n\u00e3o fazem transposi\u00e7\u00e3o direta dos seus h\u00e1bitos de lazer para os h\u00e1bitos escolares. Ou seja, parece que se comportam muito bem no ciberespa\u00e7o para buscar uma receita, comprar ingressos, jogar sozinhos ou <em>on-line<\/em>, manter seus perfis e <em>posts<\/em> atualizados nas redes sociais. Enfim, as pessoas \u201cn\u00e3o vivem\u201d mais fora do ciberespa\u00e7o, e muitas delas refugiam-se no mundo virtual criado nos m\u00faltiplos espa\u00e7os e, em diversas ocasi\u00f5es, fugindo de uma realidade com a qual n\u00e3o est\u00e3o satisfeitas.<\/p>\n<p>E como fica o ensino e a aprendizagem neste \u201cnovo\u201d e instigante contexto? As estrat\u00e9gias metodol\u00f3gicas, os espa\u00e7os de produ\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o do conhecimento utilizam os recursos e a cultura dos estudantes como elementos de apoio para as atividades de ensinar? Estamos promovendo e instigando comportamentos inovadores, criativos na forma\u00e7\u00e3o docente? Existem muitos projetos e a\u00e7\u00f5es no pa\u00eds que lutam para sair da \u201cmesmice\u201d e investem em formatos alternativos para fazer educa\u00e7\u00e3o. Essas iniciativas de cunho inovador, que fogem ao tradicional ou formal, integrando equipes interdisciplinares com agentes oriundos da academia e de diferentes setores, v\u00eam sendo incentivadas no formato conhecido por <a href=\"https:\/\/www.sebraemg.com.br\/atendimento\/bibliotecadigital\/documento\/Texto\/O-que-e-uma-empresa-startup\"><em>startups<\/em><\/a>, em que muitas delas est\u00e3o ofertando solu\u00e7\u00f5es (ou alternativas) para problemas\/situa\u00e7\u00f5es t\u00edpicas do contexto educacional.  <\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_Startup.jpg\" alt=\"Startups brasileiras da \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o\" width=\"1280\" height=\"720\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1085\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_Startup.jpg 1280w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_Startup-300x169.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_Startup-768x432.jpg 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_Startup-1024x576.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><br \/>\nExemplo de sites de startups brasileiras da \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o<figcaption>Fonte: Autoras (2018)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Por motivos ainda a serem efetivamente investigados, as pessoas fazem uma separa\u00e7\u00e3o entre o mundo \u201cl\u00e1 fora\u201d e o mundo da escola. Nosso desafio como docentes \u00e9 trazer os h\u00e1bitos adotados fora da escola para dentro dela. \u00c9 buscar que as pessoas se relacionem com o conhecimento de uma forma divertida, por\u00e9m consistente e com cuidado \u201ccient\u00edfico\u201d (n\u00e3o significa formalismo excessivo). Preconizamos uma escola na qual aprender seja instigante e prazeroso. Na qual o que se aprende na escola possa ser levado para o cotidiano e nos acompanhar vida afora. Queremos, al\u00e9m de uma revis\u00e3o curricular relacionada com conte\u00fados, preparar os futuros docentes para serem agentes de transforma\u00e7\u00e3o da sua realidade e de seus estudantes. Pleiteamos uma forma\u00e7\u00e3o em que o docente eduque e n\u00e3o apenas ensine. <\/p>\n<p>Mas tem um probleminha nessa linha de racioc\u00ednio: os professores que formam os futuros professores nem sempre demonstram coer\u00eancia nas suas a\u00e7\u00f5es formativas. Muito discurso e pr\u00e1tica descontextualizada. Entendem que utilizar tecnologias \u00e9 parte do mundo contempor\u00e2neo e, no entanto, v\u00e1rios deles n\u00e3o deixam os estudantes usarem os dispositivos m\u00f3veis nas aulas e pro\u00edbem intera\u00e7\u00e3o com qualquer tipo de artefato conectado \u00e0 internet. Temos ainda uma cultura baseada na presencialidade e oralidade no que tange ao trabalho docente.  Existe, tamb\u00e9m, a cren\u00e7a de que o respeito e a aquisi\u00e7\u00e3o de conhecimento est\u00e3o alicer\u00e7ados no comportamento passivo de recep\u00e7\u00e3o, por parte do aluno, o qual deve ficar olhando e ouvindo algu\u00e9m falar. Evidentemente, se voc\u00ea est\u00e1 lendo este livro, est\u00e1 recebendo outra forma\u00e7\u00e3o e pode achar que isso n\u00e3o \u00e9 mais verdade. Entretanto, nosso pa\u00eds \u00e9 enorme e diverso em termos de oportunidades e forma\u00e7\u00f5es. Nossa! Quanta coisa ainda para pensar e&#8230; mudar!<\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE: H\u00e1bitos e comportamentos dentro e fora da escola; eles diferem?<\/h5>\n<p>Re\u00fanam-se em grupos de no m\u00e1ximo 6 estudantes. Gostar\u00edamos que voc\u00ea discutisse com seus colegas se eles se comportam no estudo de forma semelhante \u00e0 que se comportam para resolver seus problemas cotidianos. Num primeiro momento (rapidinho), pense nas seguintes situa\u00e7\u00f5es: quantos colegas (e at\u00e9 mesmo voc\u00ea) costumam acompanhar a aula e usar um dispositivo para fazer consultas acerca de um termo, palavra ou express\u00e3o que voc\u00eas nunca tinham ouvido? Voc\u00ea \u00e9 incentivado a fazer uso dos artefatos para consultas <em>on-line<\/em>? Seu(Sua) professor(a) se incomoda com isso? Fa\u00e7am uma lista de situa\u00e7\u00f5es, atitudes e comportamentos relacionados com o uso de dispositivos m\u00f3veis que voc\u00eas acreditam contribuir e atrapalhar na aprendizagem. Depois desse registro, fa\u00e7am uma anota\u00e7\u00e3o \u00fanica com a s\u00edntese das opini\u00f5es de todos, apontando apenas aquelas que s\u00e3o comuns. Depois reflitam o quanto ficou \u201cdentro\u201d e o quanto ficou \u201cfora\u201d no resultado. <\/p>\n<\/section>\n<h2 id=\"s3\">3. A forma\u00e7\u00e3o docente em xeque: formamos os docentes no perfil que precisamos?<\/h2>\n<p>Para <a href=\"#TARDIF2014\">Tardif (2014)<\/a>, a pr\u00e1tica profissional dos professores \u201c[&#8230;] torna-se um espa\u00e7o original e relativamente aut\u00f4nomo de aprendizagem e de forma\u00e7\u00e3o para os futuros pr\u00e1ticos, bem como um espa\u00e7o de produ\u00e7\u00e3o de saberes e de pr\u00e1ticas inovadoras pelos professores experientes\u201d (p. 286). A forma\u00e7\u00e3o profissional do professor precisa ser redirecionada para a pr\u00e1tica, ou seja, em termos te\u00f3ricos, necessita organizar-se em fun\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o cultural e da forma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica vinculadas a essa pr\u00e1tica. Logo, consideramos aqui a cibercultura. Dessa forma, \u201c[&#8230;] a inova\u00e7\u00e3o, o olhar cr\u00edtico, a \u2018teoria\u2019 devem estar vinculados aos condicionantes e \u00e0s condi\u00e7\u00f5es reais de exerc\u00edcio da profiss\u00e3o e contribuir, assim, para a sua evolu\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o\u201d (p. 289). Esses tr\u00eas elementos s\u00e3o essenciais na forma\u00e7\u00e3o do professor reflexivo. (<a href=\"#TARDIF2014\">TARDIF, 2014<\/a>).<\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Tardif e a forma\u00e7\u00e3o docente<\/h5>\n<p>Assista ao v\u00eddeo em que Tardif fala sobre a forma\u00e7\u00e3o docente e a pr\u00e1tica profissional dos professores:<\/p>\n<figure>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Maurice Tardif\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/g2CBsGGVZOE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><figcaption class=\"videoLegenda\">Fonte: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=g2CBsGGVZOE\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=g2CBsGGVZOE<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<\/section>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o inicial do professor vem a ser sua primeira viv\u00eancia acad\u00eamica no ensino superior, enquanto futuro profissional da educa\u00e7\u00e3o, por meio da forma\u00e7\u00e3o em um curso de gradua\u00e7\u00e3o (licenciatura). Na vis\u00e3o de <a href=\"#TARDIF2014\">Tardif (2014)<\/a>, essa fase deve habituar os futuros professores \u00e0 pr\u00e1tica profissional e faz\u00ea-los pr\u00e1ticos reflexivos. J\u00e1 a educa\u00e7\u00e3o continuada se caracteriza por a\u00e7\u00f5es formativas que contribuem para o desenvolvimento profissional, neste caso, de professores em exerc\u00edcio que j\u00e1 passaram pela forma\u00e7\u00e3o inicial (licenciatura). Tais a\u00e7\u00f5es podem se dar por meio de intera\u00e7\u00e3o com os pares, reuni\u00f5es pedag\u00f3gicas e integradoras, cursos r\u00e1pidos e palestras, entre outros.<\/p>\n<p>Neste sentido, <a href=\"#TARDIF2014\">Tardif (2014)<\/a> e <a href=\"#IMBERNON2009\">Imbern\u00f3n (2009)<\/a> apontam alguns desafios a serem considerados na forma\u00e7\u00e3o dos professores no que diz respeito \u00e0s concep\u00e7\u00f5es e \u00e0s pr\u00e1ticas vigentes:<\/p>\n<section class=\"blockquote\">[&#8230;] reconhecer que os professores de profiss\u00e3o s\u00e3o sujeitos do conhecimento \u00e9 reconhecer, ao mesmo tempo, que deveriam ter o direito de dizer algo a respeito de sua pr\u00f3pria forma\u00e7\u00e3o profissional. (<a href=\"#TARDIF2014\">TARDIF, 2014<\/a>, p. 240)<\/section>\n<section class=\"blockquote\">[&#8230;] se o trabalho dos professores exige conhecimentos espec\u00edficos, a sua profiss\u00e3o deveria, em boa parte, basear-se nesses conhecimentos. (<a href=\"#TARDIF2014\">TARDIF, 2014<\/a>, p. 241)<\/section>\n<section class=\"blockquote\">[&#8230;] a forma\u00e7\u00e3o para o ensino ainda \u00e9 enormemente organizada em torno das l\u00f3gicas disciplinares. (<a href=\"#TARDIF2014\">TARDIF, 2014<\/a>, p. 241)<\/section>\n<section class=\"blockquote\">\u201c[&#8230;] \u00e9 necess\u00e1rio que a forma\u00e7\u00e3o transite para uma abordagem mais transdisciplinar, que facilite a capacidade de refletir sobre o que uma pessoa faz, pois isso permite fazer surgir o que se acredita e pensa, que dote o professor de instrumentos ideol\u00f3gicos e intelectuais para compreender e interpretar a complexidade na qual vive e que o envolve. (<a href=\"#IMBERNON2009\">IMBERN\u00d3N, 2009<\/a>, p. 97)<\/section>\n<p><a href=\"#MORIN2013\">Morin, Carvalho e Almeida (2013)<\/a> apontam outra categoria ou fase da forma\u00e7\u00e3o docente em que o curr\u00edculo de forma\u00e7\u00e3o inicial deve prepar\u00e1-lo, sendo ela denominada autoeduca\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio que se autoeduquem [os professores] e eduquem escutando as necessidades que o s\u00e9culo exige [&#8230;] A reforma do pensamento cont\u00e9m uma necessidade social-chave: formar cidad\u00e3os capazes de enfrentar os problemas de seu tempo\u201d. (<a href=\"#MORIN2013\">MORIN; CARVALHO; ALMEIDA, 2013<\/a>, p. 23-27).<\/p>\n<p>Centremos agora nossas reflex\u00f5es na quest\u00e3o da inclus\u00e3o das tecnologias como vetores de apoio ao trabalho docente e discente. Em tempos de cibercultura, como pudemos visualizar nas ideias defendidas por Tardif, significa considerar o conjunto de compet\u00eancias que um professor deve evidenciar para organizar suas aulas, atividades tanto presenciais como n\u00e3o presenciais com seus estudantes. O que vemos como tend\u00eancia \u00e9 falar em educa\u00e7\u00e3o apoiada por tecnologias, aqui enfatizando aquelas associadas \u00e0 internet e seus servi\u00e7os, apresentada neste cap\u00edtulo como o recorte das tecnologias digitais (TD). <\/p>\n<p>Os problemas enfrentados no ambiente f\u00edsico e organizacional da escola que luta por recursos para manuten\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a, baixos investimentos e incentivos efetivos \u00e0 doc\u00eancia (sal\u00e1rios, forma\u00e7\u00e3o docente continuada e outros) s\u00e3o fatores tamb\u00e9m determinantes para o retardo na incorpora\u00e7\u00e3o das tend\u00eancias tecnol\u00f3gicas que j\u00e1 permeavam o cotidiano de outras \u00e1reas da sociedade. O olhar cauteloso para n\u00e3o s\u00f3 verificar o que efetivamente poderia advir da ado\u00e7\u00e3o deste tipo de recurso (sistema computacionais), mas, especialmente, compreender o potencial pedag\u00f3gico de tais recursos nos levou (educa\u00e7\u00e3o) a n\u00e3o incorporar de imediato essas quest\u00f5es nos curr\u00edculos de forma\u00e7\u00e3o de professores. Com a dissemina\u00e7\u00e3o da cibercultura (<a href=\"#LEVY1999\">LEVY, 1999<\/a>), nos deparamos com possibilidades e um novo espa\u00e7o para se fazer educa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o nos moldes tradicionais, sem aqui desmerecer ou imputar qualquer infer\u00eancia negativa ao fato de haver tradi\u00e7\u00e3o ou ado\u00e7\u00e3o de recursos cl\u00e1ssicos na escola (quadro, giz, <em>slides<\/em> ou recursos anal\u00f3gicos que amplamente utilizamos). O ciberespa\u00e7o estabelecido pela rede internet e seus servi\u00e7os agrega alternativas para se fazer educa\u00e7\u00e3o de uma maneira que n\u00e3o hav\u00edamos considerado ou formado.<\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>M\u00eddias digitais na contemporaneidade<\/h5>\n<p><a href=\"#SANTAELLA2013\">Santaella (2013<\/a>, p. 21) destaca que \u201ca internet \u00e9 um c\u00e9rebro digital global que, gra\u00e7as \u00e0s plataformas de redes sociais \u2013 Facebook, Linkedin, Twitter etc., estas que se constituem no mais recente estouro do universo digital \u2013, transmite publicamente rela\u00e7\u00f5es, interesses, inten\u00e7\u00f5es, gostos, desejos e afetos dos usu\u00e1rios registrados nessas plataformas, em processos de acesso e compartilhamento incessantes e velozes.\u201d<\/p>\n<p>Assista \u00e0 videoaula de Lucia Santaella sobre as m\u00eddias digitais:<\/p>\n<figure>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Aula Lucia Santaella\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8_laAMh74IY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=8_laAMh74IY\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=8_laAMh74IY<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<\/section>\n<p>O ciberespa\u00e7o nos rodeia, nos envolve e, atualmente, com os dispositivos m\u00f3veis (tablets, smartphones e computadores port\u00e1teis), n\u00e3o existem mais fronteiras f\u00edsicas para o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o. Cria-se a ubiquidade da comunica\u00e7\u00e3o, que nos permite ter o mundo na ponta dos dedos. <a href=\"#SANTAELLA2013\">Santaella (2013<\/a>, p. 22) explica que:<\/p>\n<section class=\"blockquote\">ao leve toque do seu dedo no celular, em quaisquer circunst\u00e2ncias, ele pode penetrar no ciberespa\u00e7o informacional, assim como pode conversar silenciosamente com algu\u00e9m ou com um grupo de pessoas a vinte cent\u00edmetros ou a continentes de dist\u00e2ncia. O que lhe caracteriza \u00e9 uma prontid\u00e3o cognitiva \u00edmpar para orientar-se entre n\u00f3s e nexos multim\u00eddia, sem perder o controle da sua presen\u00e7a e do seu entorno no espa\u00e7o f\u00edsico em que est\u00e1 situado.<\/section>\n<p>Se o computador tipo <a href=\"http:\/\/www.meliuz.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/computador-desktop.jpg\">desktop<\/a> (aquele que fica em cima da mesa, o cl\u00e1ssico), desconectado da internet, nos idos anos 80 do s\u00e9culo XX, suscitava discuss\u00f5es na academia, nada se compara ao advento da internet, que interligou todos os computadores de maneira a criar este espa\u00e7o de troca coletiva. J\u00e1 n\u00e3o bastasse esse desafio, nos deparamos agora com os dispositivos m\u00f3veis que nos permitem acessar o que desejamos, onde estivermos e n\u00e3o mais restritos ao espa\u00e7o f\u00edsico. Evidente que as reflex\u00f5es aqui colocadas intencionalmente n\u00e3o levam em conta as quest\u00f5es de inclus\u00e3o, fazendo um recorte para a realidade na qual o cen\u00e1rio da cibercultura se estabelece de maneira ampla. Ent\u00e3o, considerando a cibercultura, a ubiquidade e os dispositivos m\u00f3veis, descortina-se mais um cen\u00e1rio de poss\u00edveis transforma\u00e7\u00f5es na forma de ensinar e de aprender.<br \/>\nE a forma\u00e7\u00e3o docente neste cen\u00e1rio, como fica? Sabemos que a forma\u00e7\u00e3o docente inicial apresenta fragilidades, sendo uma delas possibilitar viv\u00eancias ao futuro professor para a composi\u00e7\u00e3o\/cria\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas contextualizadas \u00e0 cibercultura. A forma\u00e7\u00e3o continuada vem dando suporte \u00e0s poss\u00edveis defasagens da forma\u00e7\u00e3o inicial, mas at\u00e9 que ponto est\u00e1 suprindo as necessidades esperadas de desenvolvimento profissional? Que compet\u00eancias docentes necessitam ser desenvolvidas? Esperamos uma forma\u00e7\u00e3o docente que prepare o futuro professor para o aprender a aprender constante. Para isso, discutiremos algumas possibilidades de compet\u00eancias docentes que o prepare para atuar na cibercultura.<\/p>\n<h2 id=\"s4\">4. Compet\u00eancias docentes e cibercultura<\/h2>\n<p>Muitas s\u00e3o as compet\u00eancias que precisam ser desenvolvidas ou aprimoradas quando tratamos da forma\u00e7\u00e3o inicial e continuada de professores. Contudo, as quatro compet\u00eancias que buscamos focar relacionadas com a atua\u00e7\u00e3o docente, no contexto da cibercultura, s\u00e3o aquelas que se articulam aos elementos essenciais na forma\u00e7\u00e3o do professor reflexivo, no caso inova\u00e7\u00e3o, olhar cr\u00edtico e teoria, definidos por <a href=\"#TARDIF2014\">Tardif (2014)<\/a>.<\/p>\n<p>Formar pessoas competentes sempre foi um desafio da humanidade, e a escola \u00e9 um dos espa\u00e7os estrat\u00e9gicos para o desenvolvimento das capacidades necess\u00e1rias para viver e conviver no cen\u00e1rio contempor\u00e2neo. No entanto, entende-se que o modelo de escola, de professor e das pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas necessita de reformula\u00e7\u00f5es, de uma nova vis\u00e3o e compreens\u00e3o da sociedade que estamos construindo (<a href=\"#HENGEMUHLE2014\">HENGEM\u00dcHLE, 2014<\/a>). O que se deseja \u00e9 desenvolver compet\u00eancias que permitam ao indiv\u00edduo conseguir resolver situa\u00e7\u00f5es-problema, buscar solu\u00e7\u00f5es, ser criativo, empreendedor, reflexivo, cr\u00edtico, \u00e9tico, com valores morais e uma vis\u00e3o sist\u00eamica. <\/p>\n<p>A doc\u00eancia neste cen\u00e1rio complexo exige do professor uma postura de mediador de aprendizagens; logo, pressup\u00f5e uma atitude diferente da convencional. O professor deixa o papel de \u201cinformador\u201d, o que centraliza a informa\u00e7\u00e3o, que fazia sentido quando o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o era dif\u00edcil (<a href=\"#MORAN2015\">MORAN, 2015<\/a>). Com o surgimento da internet, esse acesso tornou-se mais f\u00e1cil, visto que interliga as coisas e as pessoas com o mundo por meio de redes sociais, tecnologia de voz, tecnologia mobile, entre outros. Ser mediador, nesse contexto, significa envolver-se no processo de aprendizagem, acompanhar, orientar e avaliar para redimensionar. Ensinar e aprender s\u00e3o como as duas faces de uma mesma moeda, pois a did\u00e1tica n\u00e3o pode tratar do ensino sem considerar a aprendizagem (<a href=\"#HAYDT2006\">HAYDT, 2006<\/a>). <\/p>\n<p><a href=\"#PERRENOUD2000\">Perrenoud (2000)<\/a> refor\u00e7a o olhar para a forma\u00e7\u00e3o docente que necessita incorporar as Tecnologias Digitais de Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o (TDICs) nas reflex\u00f5es sobre as rela\u00e7\u00f5es sociais e as conex\u00f5es que dela nascem na pr\u00e1tica docente. O termo cibercultura remete a uma rela\u00e7\u00e3o entre as tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o, informa\u00e7\u00e3o e a cultura, emergentes a partir da converg\u00eancia informatiza\u00e7\u00e3o\/telecomunica\u00e7\u00e3o na d\u00e9cada de 1970. Trata-se de uma nova rela\u00e7\u00e3o entre as tecnologias e a sociabilidade, configurando a cultura contempor\u00e2nea (<a href=\"#LEMOS2002\">LEMOS, 2002<\/a>).<\/p>\n<p>Usar TDICs como apoio implica revisitar as quest\u00f5es de did\u00e1tica e com ela as mudan\u00e7as de concep\u00e7\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o que entrela\u00e7am o perfil do docente. Formar professores e formar-se como professor \u00e9 um processo que envolve reflex\u00e3o constante sem perder de vista as raz\u00f5es pelas quais se desenvolve um trabalho e o comprometimento no desenvolvimento de compet\u00eancias necess\u00e1rias para viver e conviver em sociedade. <\/p>\n<p>Logo, uma compet\u00eancia necess\u00e1ria em tempos de cibercultura \u00e9 a \u201cFlu\u00eancia Digital\u201d, a qual, segundo <a href=\"#MODELSKI2014\">Modelski (2014)<\/a>, est\u00e1 relacionada com o uso de recursos tecnol\u00f3gicos para desempenhar atividades presenciais e virtuais. Essa compet\u00eancia refere-se \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o dos recursos tecnol\u00f3gicos de modo integrado, diferenciando-se do conceito de alfabetiza\u00e7\u00e3o digital. Alfabetiza\u00e7\u00e3o digital \u00e9 o desenvolvimento de habilidades e a constru\u00e7\u00e3o de conhecimentos para usar <em>software<\/em> e artefatos digitais. A flu\u00eancia digital \u00e9 mais do que isso. \u00c9 criar propostas de uso com base em necessidades identificadas pelo professor, utilizando esses recursos. Para desenvolver flu\u00eancia digital, \u00e9 fundamental ser alfabetizado digitalmente.  <\/p>\n<table class=\"tabelaquadro\">\n<tr>\n<th colspan=\"2\">COMPET\u00caNCIA &#8211; FLU\u00caNCIA DIGITAL<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\">Refere-se \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o dos recursos tecnol\u00f3gicos para desempenhar atividades presenciais e virtuais. Essa compet\u00eancia diz respeito ao emprego dos recursos tecnol\u00f3gicos de modo integrado, em que o professor faz uso dos artefatos e produz conte\u00fado\/material por meio desses artefatos de forma cr\u00edtica, reflexiva e criativa. Sendo assim, quanto mais contato com os recursos e mais familiaridade o professor adquire, mais se ampliam as possibilidades de uso.<\/td>\n<tr>\n<td><strong>Conhecimentos<\/strong><\/td>\n<td>Te\u00f3ricos\/tecnol\u00f3gicos sobre ferramentas\/recursos\/artefatos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>Habilidades<\/strong><\/td>\n<td>Explorar, buscar, selecionar, produzir.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>Atitudes<\/strong><\/td>\n<td>Ter iniciativa para buscar inova\u00e7\u00f5es e sempre se manter atualizado.<\/td>\n<\/tr>\n<caption>Fonte: <a href=\"#MODELSKI2014\">Modelski (2014)<\/a>, adaptado de <a href=\"#BEHAR2013\">Behar (2013<\/a>, p. 168).<\/caption>\n<\/table>\n<p>Identificamos, em nossas pesquisas, outra compet\u00eancia que intitulamos de \u201cPr\u00e1ticas Pedag\u00f3gicas\u201d, a qual est\u00e1 relacionada com as a\u00e7\u00f5es desenvolvidas pelo professor no processo de ensino e aprendizagem, em disciplinas semipresenciais, embora se acredite que estas pr\u00e1ticas possam ser aplicadas tanto em contextos presenciais quanto virtuais. <\/p>\n<table class=\"tabelaquadro\">\n<tr>\n<th colspan=\"2\">COMPET\u00caNCIA &#8211; PR\u00c1TICAS PEDAG\u00d3GICAS<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\">Est\u00e1 relacionada com as a\u00e7\u00f5es desenvolvidas pelo professor no processo de ensino e aprendizagem. \u00c9 necess\u00e1rio educar pelo exemplo, por meio de estrat\u00e9gias did\u00e1ticas que proporcionam a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento;estar aberto para aprender com os pares, dominar o conte\u00fado e buscar inovar a pr\u00e1tica docente de forma constante. Desse modo, a transposi\u00e7\u00e3o did\u00e1tica ou a adequa\u00e7\u00e3o das necessidades reais ocorre conforme as finalidades pedag\u00f3gicas.<\/td>\n<tr>\n<td><strong>Conhecimentos<\/strong><\/td>\n<td>Conhecimentos sobre \u201ccomo\u201d ensinar, \u201cpara quem\u201d ensinar, \u201co qu\u00ea\u201d ensinar e \u201cpor qu\u00ea\u201d ensinar.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>Habilidades<\/strong><\/td>\n<td>Fazer e refazer a sua pr\u00e1tica de modo cr\u00edtico e criativo; estabelecer a rela\u00e7\u00e3o entre experi\u00eancia do aluno e conhecimento te\u00f3rico\/cient\u00edfico; planejar as atividades docentes, levando em considera\u00e7\u00e3o o perfil e os estilos de aprendizagem dos alunos; interpretar dados e informa\u00e7\u00f5es, buscando mediar o processo de ensino e aprendizagem; dominar a sala de aula.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>Atitudes<\/strong><\/td>\n<td>Ser reflexivo, proativo, cr\u00edtico, respons\u00e1vel, aut\u00f4nomo, acolhedor e mobilizador.<\/td>\n<\/tr>\n<caption>Fonte: <a href=\"#MODELSKI2014\">Modelski (2014)<\/a>, adaptado de <a href=\"#BEHAR2013\">Behar (2013<\/a>, p. 168).<\/caption>\n<\/table>\n<p>Al\u00e9m das compet\u00eancias \u201cFlu\u00eancia Digital\u201d e \u201cPr\u00e1ticas Pedag\u00f3gicas\u201d, defendemos a necessidade de elas se articularem com a compet\u00eancia \u201cPlanejamento\u201d, a qual se refere ao dom\u00ednio metodol\u00f3gico para criar situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem. Ela requer organiza\u00e7\u00e3o, pesquisa, tempo de estudo e criatividade para propor estrat\u00e9gias did\u00e1ticas que atendam aos objetivos e \u00e0s metas preestabelecidos. Nesse sentido, tais compet\u00eancias se interligam porque o contexto social tecnol\u00f3gico interfere nas a\u00e7\u00f5es e no planejamento docente.<\/p>\n<table class=\"tabelaquadro\">\n<tr>\n<th colspan=\"2\">COMPET\u00caNCIA &#8211; PLANEJAMENTO<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\">Refere-se ao dom\u00ednio metodol\u00f3gico para criar situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem. Requer organiza\u00e7\u00e3o, pesquisa, tempo de estudo e criatividade para propor estrat\u00e9gias did\u00e1ticas que atendam aos objetivos e \u00e0s metas preestabelecidos.<\/td>\n<tr>\n<td><strong>Conhecimentos<\/strong><\/td>\n<td>Planejamento, contexto, potencialidades e fragilidades.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>Habilidades<\/strong><\/td>\n<td>Sistematizar, avaliar, analisar.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>Atitudes<\/strong><\/td>\n<td>Ser proativo, claro e articulador.<\/td>\n<\/tr>\n<caption>Fonte: <a href=\"#MODELSKI2014\">Modelski (2014)<\/a>, adaptado de <a href=\"#BEHAR2013\">Behar (2013<\/a>, p. 168).<\/caption>\n<\/table>\n<p>Por fim, a compet\u00eancia \u201cMedia\u00e7\u00e3o Pedag\u00f3gica\u201d estabelece as condi\u00e7\u00f5es para que o conhecimento seja constru\u00eddo. Requer flexibilidade no planejamento, di\u00e1logo, propostas e media\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es-problema que desencadeiem intera\u00e7\u00f5es sobre o conte\u00fado em quest\u00e3o. Deve demonstrar interesse, dedica\u00e7\u00e3o e responsabilidade sobre as a\u00e7\u00f5es sugeridas. Dessa forma, articula-se com as compet\u00eancias \u201cFlu\u00eancia Digital\u201d, \u201cPr\u00e1tica Pedag\u00f3gica\u201d e \u201cPlanejamento\u201d, porque pressup\u00f5e que o professor assuma um papel nos processos de ensino e de aprendizagem no qual ele seja o mediador das intera\u00e7\u00f5es na constru\u00e7\u00e3o do conhecimento por parte de seus estudantes. <\/p>\n<table class=\"tabelaquadro\">\n<tr>\n<th colspan=\"2\">COMPET\u00caNCIA &#8211; MEDIA\u00c7\u00c3O PEDAG\u00d3GICA<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\">Estabelece as condi\u00e7\u00f5es para que o conhecimento seja adquirido. Requer flexibilidade no planejamento, di\u00e1logo, propostas e media\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es-problema que desencadeiem intera\u00e7\u00f5es sobre o conte\u00fado em quest\u00e3o. Deve demonstrar interesse, dedica\u00e7\u00e3o e responsabilidade sobre as a\u00e7\u00f5es propostas.<\/td>\n<tr>\n<td><strong>Conhecimentos<\/strong><\/td>\n<td>Processo de aprendizagem\/constru\u00e7\u00e3o de conhecimento, did\u00e1tica, dom\u00ednio de conte\u00fado.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>Habilidades<\/strong><\/td>\n<td>Escrita de forma clara, objetiva e coerente, uso de vocabul\u00e1rio adequado, an\u00e1lise e media\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>Atitudes<\/strong><\/td>\n<td>Ser respeitoso, acolhedor, respons\u00e1vel, atento, proativo e flex\u00edvel.<\/td>\n<\/tr>\n<caption>Fonte: <a href=\"#MODELSKI2014\">Modelski (2014)<\/a>, adaptado de <a href=\"#BEHAR2013\">Behar (2013<\/a>, p. 168).<\/caption>\n<\/table>\n<p>Logo, preconizamos que existe uma correla\u00e7\u00e3o entre essas compet\u00eancias fundamentais, que pode ser representada da seguinte forma:<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_CorrelacaoCompetencias.png\" alt=\"Correla\u00e7\u00e3o entre compet\u00eancias\" width=\"500\" height=\"500\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1117\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_CorrelacaoCompetencias.png 500w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_CorrelacaoCompetencias-150x150.png 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_CorrelacaoCompetencias-300x300.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_CorrelacaoCompetencias-70x70.png 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_CorrelacaoCompetencias-246x246.png 246w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_CorrelacaoCompetencias-276x276.png 276w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_CorrelacaoCompetencias-125x125.png 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\nCorrela\u00e7\u00e3o entre compet\u00eancias<figcaption>Fonte: <a href=\"#MODELSKI2014\">Modelski (2014)<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p><a href=\"#SACRISTAN1999\">Sacrist\u00e1n (1999)<\/a> afirma que o professor faz a ponte de media\u00e7\u00e3o entre o aluno e a cultura, e que seu n\u00edvel cultural interfere nessa rela\u00e7\u00e3o. <a href=\"#MASETTO2002\">Masetto (2002<\/a>, p. 144) define como: \u201c[&#8230;] a atitude, o comportamento do professor que se coloca como um facilitador, incentivador ou motivador da aprendizagem que se apresenta com a disposi\u00e7\u00e3o de ser uma ponte entre o aprendiz e sua aprendizagem [&#8230;]\u201d. Nada de \u201cmuito novo\u201d naquilo que voc\u00ea j\u00e1 tem lido ou ler\u00e1. Por\u00e9m, \u00e9 sempre importante relembrar. Se isso j\u00e1 estivesse incorporado nas nossas discuss\u00f5es e no cotidiano daqueles que formam futuros docentes, ter\u00edamos muito menos problemas al\u00e9m daqueles que enfrentamos relacionados com a valoriza\u00e7\u00e3o social do docente. <\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Forma\u00e7\u00e3o docente<\/h5>\n<p>Assista ao v\u00eddeo com as ideias de Sacrist\u00e1n sobre forma\u00e7\u00e3o docente:<\/p>\n<figure>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Jose Gimeno Sacrista\" width=\"750\" height=\"563\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/262of4liGlI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=262of4liGlI\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=262of4liGlI<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<\/section>\n<p>Cabe, neste ponto da leitura, destacar que estamos focando nos aspectos relacionados com a discuss\u00e3o a respeito de como formar professores mais afeitos \u00e0s demandas de uma sociedade fluida em comportamentos e acelerada na produ\u00e7\u00e3o de conhecimentos. Intencionalmente desconsideramos os aspectos de forma\u00e7\u00e3o \u00e9tica, moral, filos\u00f3fica e ideol\u00f3gica inerentes em qualquer organiza\u00e7\u00e3o curricular. Tudo isso, de certa forma, est\u00e1 contemplado na nossa fala, mesmo que tangenciado.<\/p>\n<p>Fala-se em uso de tecnologias digitais, cria\u00e7\u00e3o\/adapta\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas integradoras que contemplem a cultura dos estudantes, relacionadas com o lazer e a vida cotidiana, mas necessitamos garantir que o espa\u00e7o escolar esteja pronto para isso. Sen\u00e3o, \u00e9 por demais frustrante na hora de colocar em pr\u00e1tica tudo aquilo que se planejou. Pressup\u00f5e-se que a infraestrutura da escola d\u00ea conta de toda essa demanda. Devemos ter a\u00e7\u00f5es coordenadas para atingir resultados melhores do que temos hoje. No que tange \u00e0 infraestrutura, precisamos ter acesso \u00e0 internet de qualidade, uma banda que comporte acesso a diferentes m\u00eddias e uso simult\u00e2neo de v\u00e1rias pessoas sem perda de qualidade da performance. Utopia? Talvez. Mas tudo que escrevemos at\u00e9 agora tamb\u00e9m pode ser entendido assim?<\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>DEBATE: Quais as compet\u00eancias de um(a) professor(a) para atua\u00e7\u00e3o na cibercultura?<\/h5>\n<p>Gostar\u00edamos que voc\u00ea discutisse com seus colegas se \u00e9 necess\u00e1rio agregarmos mais elementos \u00e0 lista j\u00e1 apresentada. Perguntamos: quais compet\u00eancias s\u00e3o mais importantes (priorit\u00e1rias) e quais as secund\u00e1rias para atua\u00e7\u00e3o na cibercultura? Para isso, sugerimos que voc\u00ea consulte as refer\u00eancias indicadas e tamb\u00e9m fa\u00e7a uma pesquisa no Google Acad\u00eamico. Defina com seus colegas que express\u00f5es devem ser usadas na busca. Fa\u00e7am sucessivos refinamentos at\u00e9 obterem uma lista que reflita o pensamento do grupo.<\/p>\n<p>Depois, um bom desafio&#8230; Que tal pensar um pouco \u201cfora da caixinha\u201d? <\/p>\n<p>Considere que tais compet\u00eancias podem ser mais amplas. Consulte o Projeto <a href=\"http:\/\/www.escolaconvexo.com.br\/\">Convexo<\/a>. E sugerimos a leitura do livro <a href=\"https:\/\/books.google.com.br\/books\/about\/O_foco_triplo.html?id=UnRwCwAAQBAJ\">O foco triplo: Uma nova abordagem para a educa\u00e7\u00e3o<\/a>. Voc\u00ea ver\u00e1 que a discuss\u00e3o acerca da forma\u00e7\u00e3o docente vai al\u00e9m do curr\u00edculo!<br \/>\n<\/section>\n<p>Ensinar, no contexto atual, exige certa ousadia, aliada a distintas compet\u00eancias. Entende-se que a sociedade mudou; logo, a escola tamb\u00e9m precisa mudar. Mas essa mudan\u00e7a n\u00e3o deve ser somente em sua infraestrutura e organiza\u00e7\u00e3o curricular, mas, principalmente, na atua\u00e7\u00e3o do professor. \u00c9 sabido que os cursos formadores de professores (gradua\u00e7\u00e3o) est\u00e3o vivenciando uma fase de transi\u00e7\u00e3o. Eles adaptam, curr\u00edculos e tentam dar conta das in\u00fameras demandas exigidas nesses tempos de grandes mudan\u00e7as e com ricas possibilidades.<\/p>\n<p>Planejar a\u00e7\u00f5es para a forma\u00e7\u00e3o docente se tornou ainda mais complexo, pois \u00e9 necess\u00e1rio inserir componentes importantes na constru\u00e7\u00e3o de um perfil que compreenda os seus novos pap\u00e9is, como o de aprender a aprender. O problema \u00e9 que n\u00e3o temos modelos pr\u00e9vios como base, tendo em vista que nossa forma\u00e7\u00e3o foi pautada em uma sociedade anal\u00f3gica. Percebe-se o quanto emergente \u00e9 pensar na forma\u00e7\u00e3o docente em tempos de cibercultura. Precisamos cada vez mais compartilhar nossas experi\u00eancias positivas para que outros possam se beneficiar e, assim, colaborar com os estudos sobre a forma\u00e7\u00e3o docente. Entender o contexto de sociedade e o que as mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas est\u00e3o provocando, no cen\u00e1rio atual, \u00e9 fundamental para acompanharmos no mesmo compasso o que estamos fazendo dentro e fora da sala de aula. <\/p>\n<p>As metodologias ativas configuram-se como potenciais para a inova\u00e7\u00e3o porque permitem que os estudantes sejam colocados no papel de sujeitos ativos na constru\u00e7\u00e3o do conhecimento. A fun\u00e7\u00e3o do professor ganha um destaque ainda maior, pois a ele compete o papel de estrategista no planejamento de a\u00e7\u00f5es que possibilitem intera\u00e7\u00f5es do processo de aprendizagem. Nessa perspectiva, abordam-se caracter\u00edsticas de uma metodologia ativa, a sala de aula invertida, para discutir o papel das tecnologias digitais e as possibilidades de inova\u00e7\u00e3o da aula.<\/p>\n<h2 id=\"s5\">5. Algumas considera\u00e7\u00f5es para pensar acerca de mudan\u00e7as na forma\u00e7\u00e3o docente<\/h2>\n<p>Os achados resultantes de nossas investiga\u00e7\u00f5es, vinculadas ao <strong> <a href=\"http:\/\/dgp.cnpq.br\/dgp\/espelhogrupo\/1961885168367047\">Grupo de Pesquisa ARGOS<\/a><\/strong> \u2013 Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Tecnologias Digitais e Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia \u2013, mostraram que a forma\u00e7\u00e3o docente para trabalhar no contexto da cibercultura n\u00e3o ocorre apenas pela instrumentaliza\u00e7\u00e3o relacionada com o uso e a ado\u00e7\u00e3o de determinada tecnologia, e sim da forma\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e pedag\u00f3gica. Ou seja, al\u00e9m de instrumentalizar o professor, \u00e9 necess\u00e1rio organizar oficinas, semin\u00e1rios e espa\u00e7os de discuss\u00e3o nos quais as boas pr\u00e1ticas possam ser discutidas, tanto aquelas produzidas na institui\u00e7\u00e3o em que o futuro docente est\u00e1 sendo formado, como fora dela. A organiza\u00e7\u00e3o de cursos formativos n\u00e3o pode contemplar somente aspectos instrucionais, relacionados com a aquisi\u00e7\u00e3o de habilidades para uso de dispositivos e aplicativos. A complementa\u00e7\u00e3o e\/ou atualiza\u00e7\u00e3o docente contempla aspectos temporais de curto e longo prazo. Ou seja, existem situa\u00e7\u00f5es que podem ser resolvidas a curto prazo, como por exemplo aprender a usar uma lousa digital ou outro recurso comprado pela escola. No entanto, a discuss\u00e3o cr\u00edtica e a cria\u00e7\u00e3o\/ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas relacionadas com o artefato v\u00e3o requerer um trabalho de forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e sistem\u00e1tica, que deve come\u00e7ar pela forma\u00e7\u00e3o de base (gradua\u00e7\u00e3o) e estender-se ao longo de toda a atividade docente. Cabe salientar que tecnologias obsoletam e se modificam, fazendo com que tenhamos de desenvolver uma atitude de constantes aprendizes.<\/p>\n<p>O fato de um aluno levar seu <em>smartphone<\/em> (celular com v\u00e1rias funcionalidades de acesso \u00e0 internet) para a sala de aula far\u00e1 com que o \u201cmundo do estudante\u201d v\u00e1 junto com ele. Como trabalhar com este desafio? Como delimitar o que pode e o que n\u00e3o pode \u201centrar\u201d na sala de aula? Isso vai requer novas posturas e constantes reflex\u00f5es e atualiza\u00e7\u00f5es da maneira como nos relacionamos com os ambientes virtuais e presenciais. A cibercultura \u00e9 muito mais do que usar TD. \u00c9 considerar o indiv\u00edduo e suas rela\u00e7\u00f5es com o mundo virtual.<\/p>\n<p>Negar o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o ofertada pelos meios digitais pode causar conflitos na rela\u00e7\u00e3o estudante-professor que poderiam ser contornados por meio de uma discuss\u00e3o cr\u00edtica ou ado\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias inclusivas das TDs no espa\u00e7o escolar.<\/p>\n<p>Negar o uso aos estudantes dos artefatos por desconhecimento de suas possibilidades e sem a devida discuss\u00e3o cr\u00edtica n\u00e3o nos levar\u00e1 a resolver os problemas que emergem neste contexto novo para a escola. A solu\u00e7\u00e3o passa pelo planejamento do professor, o qual deve ser cr\u00edtica e devidamente preparado para este novo cen\u00e1rio. <\/p>\n<h3 id=\"resumo\">Resumo<\/h3>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_MapaMental.png\" alt=\"Mapa Mental\" width=\"1390\" height=\"636\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1070\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_MapaMental.png 1390w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_MapaMental-300x137.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_MapaMental-768x351.png 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_MapaMental-1024x469.png 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1390px) 100vw, 1390px\" \/><br \/>\nMapa Mental das ideias do cap\u00edtulo<figcaption>Fonte: Das autoras, desenvolvido com <a href=\"https:\/\/coggle.it\/\">Coggle<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>Voc\u00ea acabou de ler nosso cap\u00edtulo em que buscamos n\u00e3o s\u00f3 apresentar o contexto da cibercultura e suas interlocu\u00e7\u00f5es com a educa\u00e7\u00e3o mas, especialmente, fornecer elementos de reflex\u00e3o acerca das implica\u00e7\u00f5es deste cen\u00e1rio ub\u00edquo, multifacetado em termos de formatos para organiza\u00e7\u00e3o e disponibiliza\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es\/conhecimentos. O papel do professor continua sendo o de elemento part\u00edcipe na constru\u00e7\u00e3o do conhecimento dos seus estudantes. Por\u00e9m, destacamos a necessidade de (res)significarmos didaticamente o uso das tecnologias digitais, bem como o entendimento das potencialidades e possibilidades das diversas t\u00e9cnicas, metodologias e estrat\u00e9gias que podem ser combinadas, adaptadas e utilizadas nos diferentes contextos educacionais (ambientes virtuais e presenciais). A forma\u00e7\u00e3o docente precisa dialogar com as necessidades advindas da cultura digital; nesse sentido, buscamos colaborar para sua reflex\u00e3o acerca deste importante tema.<\/p>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O LIVE --><\/p>\n<section id=\"live\">\n<h3>Live-palestra-conversa<\/h3>\n<p>Live-palestra-conversa sobre este cap\u00edtulo, realizada no dia 22\/7\/2021 no programa <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/playlist?list=PLJ4OGYhKIdcUwE2jKK5iplqyBAmne_sG4\">Conecta<\/a> (CEIE-SBC):<\/p>\n<figure>\n<h5>Registro da live-palestra-conversa com o autor deste cap\u00edtulo<\/h5>\n<p>    <iframe loading=\"lazy\" title=\"[Conecta] Forma\u00e7\u00e3o docente em tempos de cibercultura: que tal educar em vez de apenas ensinar?\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/R66PdTnrRXk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/R66PdTnrRXk\">https:\/\/youtu.be\/R66PdTnrRXk<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p><!--\n\n\n<figure>\n    \n\n<h5>Apresenta\u00e7\u00e3o utilizada na live-palestra-conversa<\/h5>\n\n\n<a href=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Interatividade-SILVA-2021.pptx\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/apresentacao-capa.jpg\" alt=\"Interatividade na educa\u00e7\u00e3o h\u00edbrida\" width=\"70%\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4227\" style=\"border: 1px solid gray;\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/apresentacao-capa.jpg 1920w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/apresentacao-capa-300x169.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/apresentacao-capa-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/apresentacao-capa-768x432.jpg 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/apresentacao-capa-1536x864.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a>\n    \n \n<figcaption><a href=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Interatividade-SILVA-2021.pdf\">Formato PDF<\/a> (para ler) e <a href=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Interatividade-SILVA-2021.pptx\">Formato PPT<\/a> (para editar-remixar)<\/figcaption>\n \n\n  <\/figure>\n\n\n--><br \/>\n<\/section>\n<section  id=\"leituras\">\n<h3>Leituras Recomendadas<\/h3>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/www.livrariacultura.com.br\/p\/ebooks\/educacao\/pedagogia\/avaliacao-da-aprendizagem-numa-abordagem-por-111408209\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_LeiturasAvaliacao.jpg\" alt=\"Avalia\u00e7\u00e3o da aprendizagem numa abordagem por compet\u00eancias\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1109\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_LeiturasAvaliacao.jpg 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_LeiturasAvaliacao-70x70.jpg 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_LeiturasAvaliacao-125x125.jpg 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\">\n<a href=\"https:\/\/www.livrariacultura.com.br\/p\/ebooks\/educacao\/pedagogia\/avaliacao-da-aprendizagem-numa-abordagem-por-111408209\"><strong>Avalia\u00e7\u00e3o da aprendizagem numa abordagem por compet\u00eancias<\/strong><\/a><br \/>\n(<a href=\"#SCALLON2017\">SCALLON, 2017<\/a>)<br \/>\nO livro foi organizado com o prop\u00f3sito de ser utilizado como recurso para a forma\u00e7\u00e3o de professores, ao tratar avalia\u00e7\u00f5es e compet\u00eancias de forma articulada e com sentido de realidade Apresenta clareza conceitual, tratamento de diferentes dimens\u00f5es, riqueza de exemplos, questionamento permanente e debate de controv\u00e9rsias. Al\u00e9m de seu sentido formativo, refor\u00e7ado por resumos de t\u00f3picos e exerc\u00edcios de ilustra\u00e7\u00e3o, ele tamb\u00e9m pode ser considerado um texto de refer\u00eancia, dada a variedade de abordagens que revela para fundamentos e pr\u00e1ticas, bem como o cuidado com que estabelece terminologias, defini\u00e7\u00f5es e tipologias.<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/loja.grupoa.com.br\/educacao-na-era-digital-p992051\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_EducacaoDigital.jpg\" alt=\"Educa\u00e7\u00e3o na era digital: a escola educativa\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1110\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_EducacaoDigital.jpg 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_EducacaoDigital-70x70.jpg 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_EducacaoDigital-125x125.jpg 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\">\n<a href=\"https:\/\/loja.grupoa.com.br\/educacao-na-era-digital-p992051\"><strong>Educa\u00e7\u00e3o na era digital: a escola educativa<\/strong><\/a><br \/>\n(<a href=\"#GOMEZ2015\">G\u00d3MEZ, 2015<\/a>)<br \/>\nComo aprendemos a viver, pensar, decidir e agir na atmosfera densa e mutante da era digital global? Que papel est\u00e1 ocupando a escola convencional neste processo? \u00c9 poss\u00edvel ter uma escola verdadeiramente educativa, que ajude cada indiv\u00edduo a se construir de maneira aut\u00f4noma, s\u00e1bia e solid\u00e1ria? Nesta obra, \u00c1ngel I. P\u00e9rez G\u00f3mez explora o que significa aprender a se educar no complexo contexto contempor\u00e2neo e defende o desenvolvimento de uma escola educativa \u2014 um espa\u00e7o p\u00fablico para ajudar cada cidad\u00e3o a construir-se como pessoa \u201ceducada\u201d, apta a escolher e desenvolver o seu pr\u00f3prio e singular projeto de vida nos \u00e2mbitos pessoal, social e profissional.<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/www.saraiva.com.br\/saberes-docentes-e-formacao-profissional-1386030.html\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_SaberesDocentes.jpg\" alt=\"Saberes docentes e forma\u00e7\u00e3o profissional\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1111\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_SaberesDocentes.jpg 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_SaberesDocentes-70x70.jpg 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_SaberesDocentes-125x125.jpg 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\">\n<a href=\"https:\/\/www.saraiva.com.br\/saberes-docentes-e-formacao-profissional-1386030.html\"><strong>Saberes docentes e forma\u00e7\u00e3o profissional <\/strong><\/a><br \/>\n(<a href=\"#TARDIF2014\">TARDIF, 2014<\/a>)<br \/>\nO livro discute os saberes que servem de base aos professores para realizarem seu trabalho em sala de aula. S\u00e3o criticados os enfoques anglo-americanos que reduzem o saber dos professores a processos psicol\u00f3gicos, assim como certas vis\u00f5es europeias tecnicistas que alimentam atualmente as abordagens por compet\u00eancia. Tamb\u00e9m se posiciona de forma cr\u00edtica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s concep\u00e7\u00f5es sociol\u00f3gicas tradicionais que associam os professores a agentes de reprodu\u00e7\u00e3o das estruturas sociais dominantes.<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/loja.grupoa.com.br\/metodologias-ativas-para-uma-educacao-inovadora-p989777\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_MetodologiasAtivas.jpg\" alt=\"Metodologias ativas para uma educa\u00e7\u00e3o inovadora\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1112\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_MetodologiasAtivas.jpg 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_MetodologiasAtivas-70x70.jpg 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_MetodologiasAtivas-125x125.jpg 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\">\n<a href=\"https:\/\/loja.grupoa.com.br\/metodologias-ativas-para-uma-educacao-inovadora-p989777\"><strong>Metodologias ativas para uma educa\u00e7\u00e3o inovadora<\/strong><\/a><br \/>\n(<a href=\"#BACICH2017\">BACICH; MORAN, 2017<\/a>)<br \/>\nO livro apresenta a quest\u00e3o das metodologias ativas, enfatizando a participa\u00e7\u00e3o efetiva dos alunos na constru\u00e7\u00e3o do conhecimento e no desenvolvimento de compet\u00eancias. Assim, permite que aprendam em seu pr\u00f3prio ritmo, tempo e estilo, por meio de diferentes formas de experimenta\u00e7\u00e3o e compartilhamento, dentro e fora da sala de aula, com media\u00e7\u00e3o de docentes inspiradores e incorpora\u00e7\u00e3o de todas as possibilidades do mundo digital. No livro s\u00e3o mostradas pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas, na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e superior, que exemplificam o protagonismo dos estudantes e est\u00e3o relacionadas com as teorias que lhes servem como suporte. Os autores re\u00fanem nesta obra, tamb\u00e9m, ideias de autores brasileiros que analisam por que e para que usar metodologias ativas na educa\u00e7\u00e3o de forma inovadora.<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<section id=\"exercicios\">\n<h3 id=\"exercicios\">Exerc\u00edcios<\/h3>\n<ol>\n<li>As metodologias ativas est\u00e3o associadas ao protagonismo do estudante, dando \u00eanfase \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da sua aprendizagem. Voc\u00ea j\u00e1 estudou algum material relacionado com as metodologias ativas? Se sim, consegue identificar se voc\u00ea j\u00e1 vivenciou alguma delas como estudante? Exemplifique como foi essa atividade, disciplina ou conte\u00fado em que ela foi aplicada.<br \/>\nCaso esteja em d\u00favida, fa\u00e7a uma busca em outros cap\u00edtulos da s\u00e9rie de livros que comp\u00f5em esta cole\u00e7\u00e3o. A informa\u00e7\u00e3o deve estar l\u00e1. Pode acontecer de n\u00e3o haver uma s\u00edntese concentrada em um \u00fanico capitulo. \u00d3timo! Mais um desafio para voc\u00ea e seus colegas. Se o tempo ficou \u201ccurto\u201d, jogue isso para sua lista de tarefas complementares. Este assunto certamente emergir\u00e1 em outro contexto da sua forma\u00e7\u00e3o e voc\u00ea estar\u00e1, pelo menos, mais preparado(a) para aprofundar a quest\u00e3o. <\/li>\n<li>Sua escola (aquela em que trabalha) prop\u00f4s algum momento formativo para os docentes discutirem o que mudou e o que permanece no contexto da cibercultura no que tange ao fazer docente?<br \/>\nNossa indica\u00e7\u00e3o \u00e9 que voc\u00ea sugira um encontro de docentes, com grupos de no m\u00e1ximo 6 pessoas, no qual voc\u00ea e seus colegas discutam experi\u00eancias e\/ou expectativas relacionadas com a cria\u00e7\u00e3o\/ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas apoiadas em tecnologias digitais. Fa\u00e7am o encontro em dois momentos: um tempo para os pequenos grupos e depois um momento para comparar o que foi pensado em cada grupo. Certamente, emergir\u00e3o pontos comuns e aspectos n\u00e3o considerados. Lembrem-se de utlizar as discuss\u00f5es propostas neste texto. Nossa expectativa \u00e9 que surgir\u00e3o \u00f3timas ideias e&#8230; quem sabe, momentos formativos!<\/li>\n<li>Propomos a seguinte reflex\u00e3o individual: voc\u00ea acredita que a forma\u00e7\u00e3o de professores no ensino de gradua\u00e7\u00e3o (curr\u00edculo, atividades, est\u00e1gios e outros) dialoga com as necessidades advindas da cultura digital? A fim de facilitar a reflex\u00e3o, utilize como base a sua experi\u00eancia de forma\u00e7\u00e3o, caso a conclus\u00e3o do curso tenha ocorrido em at\u00e9 5 anos. Sen\u00e3o, busque informa\u00e7\u00f5es relacionadas com o atual curr\u00edculo e organiza\u00e7\u00e3o do seu curso, para obter respostas de como este tema foi (ou n\u00e3o) incorporado na forma\u00e7\u00e3o atualmente oferecida.\n<\/ol>\n<section  id=\"referencias\">\n<h3>Refer\u00eancias<\/h3>\n<p id=\"ANDRADE1993\">ANDRADE, Pedro. Ferreira; ALBUQUERQUE, Maria. C\u00e2ndida Moraes. <a href=\"http:\/\/www.worldcat.org\/title\/projeto-educom\/oclc\/31606307\"><strong>Projeto Educom<\/strong><\/a>. Bras\u00edlia: Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o; Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos, 1993.<\/p>\n<p id=\"AMADEU2009\">AMADEU, S\u00e9rgio et al. <a href=\"http:\/\/www.cultura.gov.br\/documents\/10877\/0\/cultura-digital-br+%282%29.pdf\/9d6734d4-d2d9-4249-8bf5-d158d019ba6d\"><strong>Cultura digital.br<\/strong><\/a>. 2009. Acesso em: 08 ago. 2017.<\/p>\n<p id=\"BACICH2017\">BACICH, Lilian; MORAN, Jos\u00e9. <a href=\"https:\/\/loja.grupoa.com.br\/metodologias-ativas-para-uma-educacao-inovadora-p989777\"><strong>Metodologias ativas para uma educa\u00e7\u00e3o inovadora: uma abordagem te\u00f3rico-pr\u00e1tica<\/strong><\/a>. Penso Editora, 2017.<\/P><\/p>\n<p id=\"BEHAR2013\">BEHAR, Patr\u00edcia Alejandra (Org.). <a href=\"https:\/\/loja.grupoa.com.br\/competencias-em-educacao-a-distancia-p992884\"><strong>Compet\u00eancias em educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia<\/strong><\/a>. Porto Alegre: Penso, 2013.<\/p>\n<p id=\"CASTELLS2016\">CASTELLS, Manuel. <a href=\"http:\/\/www.record.com.br\/livro_sinopse.asp?id_livro=27038\"><strong>A Sociedade em Rede<\/strong><\/a>. 17 ed. revista e ampliada. S\u00e3o Paulo: Editora Paz e Terra, 2016.<\/p>\n<p id=\"GARBIN2009\">GARBIN, Elisabete M. <a href=\"http:\/\/portaldoprofessor.mec.gov.br\/storage\/materiais\/0000012176.pdf\"><strong>Conectados por um fio: alguns apontamentos sobre internet, culturas juvenis contempor\u00e2neas e escola<\/strong><\/a>. In: Juventude e escolariza\u00e7\u00e3o: os sentidos do Ensino M\u00e9dio. Programa Salto para o Futuro\u2013TVE\/Escola\/Brasil. S\u00e3o Paulo, ano XIX, Boletim, v. 18, 2009. Acesso em: 08 ago. 2017.<\/p>\n<p id=\"GOMEZ2015\">G\u00d3MEZ, \u00c1ngel I. P\u00e9rez. <a href=\"https:\/\/loja.grupoa.com.br\/educacao-na-era-digital-p992051\"><strong>Educa\u00e7\u00e3o na era digital: a escola educativa<\/strong><\/a>. Porto Alegre: Penso Editora, 2015. [<a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/dp\/B015QH2JW8\">onde comprar<\/a>]<\/p>\n<p id=\"HAYDT2006\">HAYDT, Regina C\u00e9lia Cazaux. <strong>Curso de Did\u00e1tica geral<\/strong>. S\u00e3o Paulo: \u00c1tica, 2006. [<a href=\"https:\/\/www.saraiva.com.br\/curso-de-didatica-geral-3665731.html\">onde comprar<\/a>]<\/p>\n<p id=\"HENGEMUHLE2014\">HENGEM\u00dcHLE, Adelar. <strong>Desafios educacionais na forma\u00e7\u00e3o de empreendedores<\/strong>. Porto Alegre: Penso, 2014. [<a href=\"https:\/\/books.google.com.br\/books\/about\/Desafios_Educacionais_na_Forma%C3%A7%C3%A3o_de_E.html?id=7P04AgAAQBAJ&#038;redir_esc=y\">onde comprar<\/a>]<\/p>\n<p id=\"IMBERNON2009\">IMBERN\u00d3N, Francisco. <a href=\"http:\/\/www.cortezeditora.com.br\/formacao-docente-e-profissional-formar-se-para-a-mudanca-e-a-incerteza-938.aspx\/p\"><strong>Forma\u00e7\u00e3o docente e profissional<\/strong>: formar-se para a mudan\u00e7a e a incerteza<\/a>. 7. ed. S\u00e3o Paulo: Cortez, 2009.<\/p>\n<p id=\"LACERDA2012\">LACERDA, Miriam Pires Corr\u00eaa de. <a href=\"http:\/\/gorila.furb.br\/ojs\/index.php\/atosdepesquisa\/article\/view\/2601\/2000\"><strong>O impacto da m\u00eddia na constitui\u00e7\u00e3o das juventudes<\/strong><\/a>. Atos de Pesquisa em Educa\u00e7\u00e3o, v. 7, n. 2, p. 565-581, 2012. Acesso em: 08 ago. 2017.<\/p>\n<p id=\"LEMOS2002\">LEMOS, Andr\u00e9. <a href=\"http:\/\/www.editorasulina.com.br\/detalhes.php?id=289\"><strong>Cibercultura<\/strong>: tecnologia e vida social na cultura contempor\u00e2nea<\/a>. Porto Alegre: Sulina, 2002.<\/p>\n<p id=\"LEVY1999\">L\u00c9VY, Pierre. <a href=\"http:\/\/www.editora34.com.br\/detalhe.asp?id=115&#038;busca=cibercultura\"><strong>Cibercultura<\/strong><\/a>. S\u00e3o Paulo: 34, 1999.<\/p>\n<p id=\"MASETTO2002\">MASETTO, Marcos Tarciso. <strong>Professor universit\u00e1rio<\/strong>: um profissional da educa\u00e7\u00e3o na atividade docente. In: MASETTO, Marcos Tarc\u00edsio (Org.) Doc\u00eancia na universidade. 4\u00aa ed. S\u00e3o Paulo: Papirus, p. 9-26, 2002. [<a href=\"https:\/\/www.saraiva.com.br\/docencia-na-universidade-414317.html\">onde comprar<\/a>]<\/p>\n<p id=\"MODELSKI2014\">MODELSKI, Daiane. <a href=\"http:\/\/repositorio.pucrs.br\/dspace\/handle\/10923\/7499\"><strong>Compet\u00eancias docentes relacionadas ao uso pedag\u00f3gico de tecnologias digitais<\/strong>: um estudo envolvendo disciplinas semipresenciais<\/a>. 2014. Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado. Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul. <\/p>\n<p id=\"MORAN2015\">MORAN, Jos\u00e9 Manuel. <a href=\"http:\/\/rh.unis.edu.br\/wp-content\/uploads\/sites\/67\/2016\/06\/Mudando-a-Educacao-com-Metodologias-Ativas.pdf\"><strong>Mudando a educa\u00e7\u00e3o com metodologias ativas<\/strong><\/a>. Cole\u00e7\u00e3o M\u00eddias Contempor\u00e2neas. Converg\u00eancias Midi\u00e1ticas, Educa\u00e7\u00e3o e Cidadania: aproxima\u00e7\u00f5es jovens, v. 2, 2015. Acesso em: 08 ago. 2017.<\/p>\n<p id=\"MORIN2013\">MORIN, Edgar; ALMEIDA, Maria da Concei\u00e7\u00e3o de; CARVALHO, Edgard de Assis. (Org.). <a href=\"http:\/\/www.cortezeditora.com.br\/educacao-e-complexidade-os-sete-saberes-e-outros-ensaios-1319.aspx\/p\"><strong>Educa\u00e7\u00e3o e complexidade<\/strong>: os sete saberes e outros ensaios<\/a>. 6 Ed. S\u00e3o Paulo: Cortez, 2013.<\/p>\n<p id=\"PAIS2003\">PAIS, Jos\u00e9 Machado. <strong>Ganchos, tachos e biscates<\/strong>: jovens, trabalho e futuro. Lisboa: \u00c2mbar, 2003. [<a href=\"https:\/\/books.google.com.br\/books?id=5DsODAAAQBAJ&#038;lpg=PP1&#038;hl=pt-BR&#038;pg=PP1#v=onepage&#038;q&#038;f=false\">onde comprar<\/a>]<\/p>\n<p id=\"PERRENOUD2000\">PERRENOUD, Philippe. <strong>10 novas compet\u00eancias para ensinar<\/strong>. Porto Alegre: Artmed, 2000. [<a href=\"http:\/\/loja.grupoa.com.br\/livros\/formacao-docente\/dez-novas-competencias-para-ensinar\/9788573076370\">onde comprar<\/a>]<\/p>\n<p id=\"SACRISTAN1999\">SACRIST\u00c1N, Gimeno J. <strong>Poderes inst\u00e1veis em educa\u00e7\u00e3o<\/strong>. Porto Alegre: ARTMED Sul, 1999. [<a href=\"https:\/\/www.saraiva.com.br\/poderes-instaveis-em-educacao-431322.html\">onde comprar<\/a>]<\/p>\n<p id=\"SANTAELLA2013\">SANTAELLA, Lucia, <a href=\"https:\/\/books.google.com.br\/books?id=h9y5DAAAQBAJ&#038;lpg=PP1&#038;hl=pt-BR&#038;pg=PP1#v=onepage&#038;q&#038;f=false\"><strong>Comunica\u00e7\u00e3o Ub\u00edqua<\/strong>: Repercuss\u00f5es na cultura e na educa\u00e7\u00e3o<\/a>. S\u00e3o Paulo: Editora Paulus, 2013.<\/p>\n<p id=\"SCALLON2017\">SCALLON, G\u00e9rard. <a href=\"https:\/\/www.livrariacultura.com.br\/p\/ebooks\/educacao\/pedagogia\/avaliacao-da-aprendizagem-numa-abordagem-por-111408209\"><strong>Avalia\u00e7\u00e3o da aprendizagem numa abordagem por compet\u00eancias<\/strong><\/a>. PUCPRess, 2017.<\/p>\n<p id=\"TARDIF2014\">TARDIF, Maurice. <a href=\"https:\/\/books.google.com.br\/books?id=a9gbBAAAQBAJ\"><strong>Saberes docentes e forma\u00e7\u00e3o profissional<\/strong><\/a>. 17 ed. Petr\u00f3polis, RJ: Vozes, 2014.<\/p>\n<\/section>\n<section  id=\"listaAutores\">\n<h3>Sobre as autoras<\/h3>\n<section class=\"autor\" id=\"Giraffa\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_Giraffa.jpg\" alt=\"Lucia Maria Martins Giraffa\" width=\"150\" height=\"200\" class=\"aligncenter size-full wp-image-943\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\">\n<strong>Lucia Maria Martins Giraffa<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/8787637274769944\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/8787637274769944<\/a>)<br \/>\n\u00c9 professora titular da Faculdade de Inform\u00e1tica da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul. Pesquisadora e professora permanente do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o da Escola de Humanidades\/PUCRS desde 2011. Possui gradua\u00e7\u00e3o em Licenciatura Plena em Matem\u00e1tica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1979), gradua\u00e7\u00e3o em Licenciatura Curta em Ci\u00eancias pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1979), Especializa\u00e7\u00e3o em An\u00e1lise de Sistemas pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul (1987), Mestrado em Educa\u00e7\u00e3o pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul (1991), doutorado em Ci\u00eancias da Computa\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1999) e P\u00f3s-Doutorado na Universidade do Texas (Austin) no College of Education, Bolsista CAPES, visto J1(2011). Associado da Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o (SBC) e da ANPED (Associa\u00e7\u00e3o Nacional de pesquisadores em Educa\u00e7\u00e3o). Possui experi\u00eancia em pesquisa com \u00eanfase em Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o (IE), especialmente nos seguintes temas: Softwares Educacionais, forma\u00e7\u00e3o de professores para uso de tecnologias, Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia e ensino de Algoritmos e Programa\u00e7\u00e3o para iniciantes. L\u00edder do Grupo de Pesquisa cadastrado no CNPq-ARGOS &#8211; Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Tecnologias Digitais e Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia.<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"autor\" id=\"Modelski\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_Modelski.png\" alt=\"Daiane Modelski\" width=\"150\" height=\"200\" class=\"aligncenter size-full wp-image-945\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\">\n<strong>Daiane Modelski<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/1920411639358905\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/1920411639358905<\/a>)<br \/>\nDoutoranda em Educa\u00e7\u00e3o pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul (PUCRS), bolsista CAPES\/PROEX. Mestre em Educa\u00e7\u00e3o pela PUCRS (2015). Especialista em Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia pelo Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Comercial SENAC (2009). Graduada em Pedagogia Multimeios e Inform\u00e1tica Educativa pela PUCRS (2006). Integrante do Grupo de Pesquisa ARGOS &#8211; Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Tecnologias Digitais e Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia (PUCRS). Professora de gradua\u00e7\u00e3o e membro do N\u00facleo de Forma\u00e7\u00e3o Docente do Centro Universit\u00e1rio Metodista \u2013 IPA.<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"autor\" id=\"Martins\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_Cristina.jpg\" alt=\"Cristina Martins\" width=\"150\" height=\"200\" class=\"aligncenter size-full wp-image-944\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\">\n<strong>Cristina Martins<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/4401305034585527\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/4401305034585527<\/a>)<br \/>\nDoutoranda em Educa\u00e7\u00e3o pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul &#8211; PUCRS, bolsista CAPES\/PROEX. Mestra em Educa\u00e7\u00e3o (2015) pela PUCRS. Licenciada em Computa\u00e7\u00e3o (2011) e Especialista em Psicopedagogia Cl\u00ednica e Institucional (2013) pelo Centro Universit\u00e1rio La Salle &#8211; UNILASALLE.  Integrante do Grupo de Pesquisa ARGOS &#8211; Grupo de Pesquisa Interdisciplinar em Tecnologias Digitais e Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia (PUCRS). Coordenadora do N\u00facleo de Inform\u00e1tica Educacional do Col\u00e9gio La Salle Santo Ant\u00f4nio.<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<section id=\"citar\">\n<h3>Como citar este cap\u00edtulo<\/h3>\n<blockquote><p>GIRAFFA, Lucia Maria Martins; MARTINS, Cristina; MODELSKI, Daiane. Forma\u00e7\u00e3o Docente em tempos de cibercultura: que tal educar em vez de apenas ensinar? In: SANTOS, Edm\u00e9a O.; SAMPAIO, F\u00e1bio F.; PIMENTEL, Mariano (Org.). <b>Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o<\/b>: fundamentos e pr\u00e1ticas. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o, 2021. (S\u00e9rie Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o CEIE-SBC, v.1) Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/formacaodocente&gt;<\/p><\/blockquote>\n<\/section>\n<section id=\"comentarios\"><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Lucia Maria Martins Giraffa, Daiane Modelski, Cristina Martins) Ainda precisamos de professores considerando a abund\u00e2ncia de informa\u00e7\u00f5es\/conte\u00fados disponibilizados em diferentes &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[13],"tags":[],"class_list":["post-937","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-formacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/937","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=937"}],"version-history":[{"count":40,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/937\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4255,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/937\/revisions\/4255"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=937"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=937"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=937"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}