{"id":8,"date":"2018-05-22T15:45:29","date_gmt":"2018-05-22T18:45:29","guid":{"rendered":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/?p=8"},"modified":"2021-10-17T13:25:00","modified_gmt":"2021-10-17T16:25:00","slug":"educacaoonline","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/educacaoonline\/","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o Online: aprenderensinar em rede"},"content":{"rendered":"<section id=\"autores\">(<a href=\"#Santos\">Rosemary dos Santos<\/a>, <a href=\"#Ribeiro\">Mayra Rodrigues Fernandes Ribeiro<\/a>, <a href=\"#Carvalho\">Felipe da Silva Ponte de Carvalho<\/a>)<\/section>\n<section id=\"imagemDisparadora\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-12\" src=\"http:\/\/wwwp.uniriotec.br\/informaticanaeducacao\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2017\/10\/imagem1-1024x679.jpg\" alt=\"Educa\u00e7\u00e3o online\" width=\"750\" height=\"497\" \/><\/p>\n<h4>Como pensar o <em>aprenderensinar<\/em> em tempos de cibercultura?<\/h4>\n<p>Na atualidade, quando algu\u00e9m deseja descobrir ou aprender algo novo, o que faz? Esse algu\u00e9m pode perguntar para o <a href=\"https:\/\/www.google.com.br\/\">Google<\/a> e buscar informa\u00e7\u00f5es em <em>websites<\/em>, consultar a <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/\">Wikip\u00e9dia<\/a>, procurar por uma videoaula no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/\">YouTube<\/a>, ca\u00e7ar um artigo online (por exemplo, no <a href=\"https:\/\/scholar.google.com.br\/\">Google Acad\u00eamico<\/a> ou no <a href=\"http:\/\/www.periodicos.capes.gov.br\/\">Peri\u00f3dico CAPES\/MEC<\/a>), descobrir se existe algum livro ou ebook sobre o assunto em livrarias virtuais (p. ex. <a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/\">Amazon<\/a> ou <a href=\"https:\/\/books.google.com.br\/\">Google Livros<\/a>), mobilizar os colegas de suas redes sociais (<a href=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/?lang=pt_br\">WhatsApp<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/\">Facebook<\/a>), escrever uma mensagem para um especialista (email ou pelas redes sociais), dentre tantas outras estrat\u00e9gias para aprender algo novo, muitas das quais s\u00f3 s\u00e3o poss\u00edveis pelas tecnologias digitais em rede. Todos n\u00f3s estamos vivenciando a aprendizagem nesse novo contexto sociot\u00e9cnico, reconhecido como cibercultura. Novas pr\u00e1ticas de <em>aprenderensinar<\/em> em rede potencializam a forma\u00e7\u00e3o por meio do di\u00e1logo, a autoria coletiva e a partilha de sentidos em m\u00faltiplas linguagens e m\u00eddias. Essas formas de aprender e relacionar-se com os outros, nos inspiram a repensar a educa\u00e7\u00e3o em tempos de cibercultura, e nos d\u00e3o fundamentos e metodologias para uma Educa\u00e7\u00e3o Online.<\/p>\n<\/section>\n<section id=\"objetivosEducacionais\">\n<h4>Objetivos<\/h4>\n<ul>\n<li>Identificar a educa\u00e7\u00e3o online (EOL) como um dos fen\u00f4menos da cibercultura;<\/li>\n<li>Identificar os fundamentos da EOL;<\/li>\n<li>Tencionar as no\u00e7\u00f5es de EOL, interatividade, desenho did\u00e1tico, ambi\u00eancias h\u00edbridas, forma\u00e7\u00e3o, autoria e doc\u00eancia \u2018online\u2019 para nos ajudar a pensar a forma\u00e7\u00e3o em nosso tempo;<\/li>\n<li>Entender que fazer EOL exige metodologia pr\u00f3pria, com pr\u00e1ticas educativas e desenho did\u00e1tico contextualizados;<\/li>\n<li>Observar que o papel da doc\u00eancia \u00e9 fundamental na EOL &#8211;\u00a0 ela \u00e9 respons\u00e1vel n\u00e3o s\u00f3 pelo processo de media\u00e7\u00e3o entre o objeto a ser conhecido e os\/as cursistas, como tamb\u00e9m por todo o processo formativo, atuando nas problematiza\u00e7\u00f5es em sala de aula, promovendo autorias e partilhas de experi\u00eancias e na amplia\u00e7\u00e3o dos repert\u00f3rios culturais e de conhecimentos.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>\u00cdndice<\/h4>\n<ul>\n<li><a href=\"#s1\">1. A educa\u00e7\u00e3o online como fen\u00f4meno da cibercultura<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s2\">2. Desenho did\u00e1tico da EOL em ambi\u00eancias h\u00edbridas-formativas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s3\">3. A forma\u00e7\u00e3o plural e autoral da doc\u00eancia online<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s4\">4. Autoria na doc\u00eancia Online<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#resumo\">Resumo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#live\">Live-palestra-conversa<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#leituras\">Leituras Recomendadas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#exercicios\">Exerc\u00edcios<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#referencias\">Refer\u00eancias<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#listaAutores\">Sobre os Autores<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#citar\">Como citar este cap\u00edtulo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#comentarios\">Coment\u00e1rios<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<h2 id=\"s1\">1. A educa\u00e7\u00e3o online como fen\u00f4meno da cibercultura<\/h2>\n<p>Pense nas tecnologias digitais com as quais voc\u00ea vivencia cotidianamente: smartphone, redes sociais, com\u00e9rcio eletr\u00f4nico, banco digital, servi\u00e7o UBER voltado para a mobilidade urbana baseado em geolocaliza\u00e7\u00e3o e conex\u00e3o em rede, imposto de renda online e outros servi\u00e7os eletr\u00f4nicos do governo, comunica\u00e7\u00e3o todos-todos em qualquer lugar e a qualquer momento, dentre outras pr\u00e1ticas mediadas pelas tecnologias digitais em rede que caracterizam a nossa cultura contempor\u00e2nea: a cibercultura.<\/p>\n<p>A paisagem comunicacional contempor\u00e2nea \u00e9 formada por fluxos de informa\u00e7\u00f5es, onde qualquer um pode produzir, processar, armazenar e circular informa\u00e7\u00e3o, em v\u00e1rios formatos, com a libera\u00e7\u00e3o do polo de emiss\u00e3o, a conex\u00e3o, a reconfigura\u00e7\u00e3o e a converg\u00eancia das m\u00eddias digitais em rede. \u00c9 no ciberespa\u00e7o, e especificamente nos ambientes virtuais de aprendizagem, que saberes s\u00e3o produzidos na cibercultura, principalmente no que se refere a aprender com o outro e em conjunto, construindo uma rede de aprendizagem ininterrupta em um ambiente aberto, pl\u00e1stico, fluido e atemporal.<\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>O que \u00e9 Cibercultura?<\/h5>\n<p>Uma forma sociocultural que modifica h\u00e1bitos, pr\u00e1ticas de consumo cultural, ritmos de produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, criando novas rela\u00e7\u00f5es no trabalho e no lazer, novas formas de sociabilidade e de comunica\u00e7\u00e3o social (<a href=\"#LEMOS2010\">LEMOS, 2010<\/a>, p.22).<\/p>\n<p>Toda produ\u00e7\u00e3o cultural e fen\u00f4menos sociot\u00e9cnicos que emergiram da rela\u00e7\u00e3o entre seres humanos e objetos t\u00e9cnicos digitalizados em conex\u00e3o com a internet, a rede mundial de computadores, caracterizam e d\u00e3o forma \u00e0 cibercultura. Em sua fase atual, a cibercultura vem se caracterizando pela emerg\u00eancia da mobilidade ub\u00edqua em conectividade com o ciberespa\u00e7o e as cidades (<a href=\"#SANTOS2012\">SANTOS, 2012<\/a>, Online).<\/p>\n<p>A cibercultura se caracteriza pela mobilidade ub\u00edqua, pervasiva ou senciente, pela conectividade com o ciberespa\u00e7o e as cidades, o que provoca profundas modifica\u00e7\u00f5es no espa\u00e7o urbano, nas formas sociais e nas pr\u00e1ticas cotidianas (<a href=\"#SANTOS2015\">SANTOS, CARVALHO &amp; ROSSINI, 2015<\/a>, p. 517- 518).<\/p>\n<p>Estas s\u00e3o algumas aproxima\u00e7\u00f5es para tentar definir o que \u00e9 Cibercultura. Uma das defini\u00e7\u00f5es mais conhecidas e citadas \u00e9 a do <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Pierre_L%C3%A9vy\">Pierry Levy<\/a>, um dos fil\u00f3sofos pioneiros dessa \u00e1rea que, desde o final do s\u00e9culo passado, discute as pr\u00e1ticas potencializadas pelas tecnologias digitais em rede. Em sua defini\u00e7\u00e3o de cibercultura, Levy n\u00e3o coloca as tecnologias como o centro da revolu\u00e7\u00e3o, nem coloca o ser humano na centralidade, mas sim caracteriza a cibercultura como decorrente da uma interrela\u00e7\u00e3o sociot\u00e9cnica:<\/p>\n<p class=\"blockquote\">O termo [ciberespa\u00e7o] especifica n\u00e3o apenas a infraestrutura material da comunica\u00e7\u00e3o digital, mas tamb\u00e9m o universo oce\u00e2nico de informa\u00e7\u00e3o que ela abriga, assim como os seres humanos que navegam e alimentam esse universo. Quanto ao neologismo \u2018cibercultura\u2019, especifica aqui o conjunto de t\u00e9cnicas (materiais e intelectuais), de pr\u00e1ticas, de atitudes, de modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento do ciberespa\u00e7o (<a href=\"#LEVY1999\">L\u00c9VY, 1999<\/a>, p. 17).<\/p>\n<p>Se voc\u00ea ainda n\u00e3o conhece esse importante fil\u00f3sofo da cibercultura, sugerimos esse v\u00eddeo curto, com 3min, sobre a palestra que ele proferiu no Rio de Janeiro em 2010:<\/p>\n<figure>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Oi Cabe\u00e7a - O Poder da Palavra na Cibercultura\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Hc7M-A7jMlg?start=10&#038;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><figcaption class=\"videoLegenda\">Fonte: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/Hc7M-A7jMlg?t=10s\">https:\/\/youtu.be\/Hc7M-A7jMlg?t=10s<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>Caso deseje assistir a palestra completa, em Ingl\u00eas e sem legenda, com 1h de dura\u00e7\u00e3o, em que Pierre Levy fala sobre redes sociais, democracia, entretenimento e outros t\u00f3picos relacionados a cibercultura: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/ejNh5HnYQMI\">https:\/\/youtu.be\/ejNh5HnYQMI<\/a><\/p>\n<\/section>\n<p>A partir dos diversos conceitos de cibercultura e suas atualiza\u00e7\u00f5es, compreendemos como o surgimento dessas formas sociais e pr\u00e1ticas cotidianas passam por uma din\u00e2mica de diferentes modalidades perceptivas. Destacamos aqui os potenciais comunicacionais e pedag\u00f3gicos dos artefatos culturais, principalmente porque potencializam os usos dos professores ao constitu\u00edrem-se em espa\u00e7os para produzir e cocriar conhecimento em rede.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse contexto das din\u00e2micas e processos que fazem parte das redes sociais e seus espa\u00e7os de colabora\u00e7\u00e3o, dos espa\u00e7os da cidade e sua rela\u00e7\u00e3o com os dispositivos m\u00f3veis, com os espa\u00e7ostempos da cibercultura e suas transforma\u00e7\u00f5es sociais que compreendemos que novos projetos curriculares, outras modalidades de ensino, como a educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia (EAD) e a educa\u00e7\u00e3o online (EOL), v\u00eam demandando investimentos na forma\u00e7\u00e3o de professores, nos estudos e pesquisas nesse campo e investimento na infraestrutura t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>Situamos nosso trabalho no contexto da educa\u00e7\u00e3o online. Educa\u00e7\u00e3o essa que n\u00e3o separa pr\u00e1ticas da educa\u00e7\u00e3o presencial das pr\u00e1ticas da educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia, uma vez que, como nos diz <a href=\"#SANTOSR2009\">Santos (2009)<\/a> estar geograficamente disperso n\u00e3o \u00e9 estar distante, principalmente quando temos tecnologias digitais em rede.<\/p>\n<section class=\"blockquote\">Al\u00e9m disso, as pr\u00e1ticas presenciais de educa\u00e7\u00e3o v\u00eam se apropriando tamb\u00e9m das tecnologias digitais em rede como extens\u00f5es da sala de aula, uma vez que s\u00e3o criados e disponibilizados conte\u00fados e situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem que ampliam os processos educativos para al\u00e9m dos encontros face e face ou ainda situa\u00e7\u00f5es h\u00edbridas, nas quais os encontros presenciais podem ser combinados com encontros mediados por tecnologias telem\u00e1ticas (<a href=\"#SANTOSR2009\">SANTOS, 2009<\/a>, p.3).<\/section>\n<p>Entre os desafios contempor\u00e2neos da educa\u00e7\u00e3o temos uma sociedade envolvida com tecnologias digitais, por redes sociais, por estudantes que vivem o digital com seus dispositivos m\u00f3veis, com suas p\u00e1ginas pessoais nas redes sociais. Por isso, um dos grandes desafios da educa\u00e7\u00e3o online \u00e9 fazer professores e alunos vivenciarem situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem nesse novo contexto sociot\u00e9cnico, cuja caracter\u00edstica principal \u00e9 a informa\u00e7\u00e3o digitalizada e em rede, diferente do que ocorre nas m\u00eddias de massa.<\/p>\n<section class=\"blockquote\">O que muda ent\u00e3o com a educa\u00e7\u00e3o online? Al\u00e9m da autoaprendizagem, as interfaces dos ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) permitem a interatividade e a aprendizagem colaborativa, ou seja, al\u00e9m de aprender com o material, o participante aprende na dial\u00f3gica com os outros sujeitos envolvidos \u2013 professores, tutores e principalmente com outros cursistas- atrav\u00e9s de processos de comunica\u00e7\u00e3o s\u00edncronas e ass\u00edncronas (f\u00f3runs de discuss\u00e3o, lista, chats, blog, webf\u00f3lios, entre outros). Isso \u00e9 revolucion\u00e1rio, inclusive quebra e transforma o conceito de distancia. Se bem apropriada por cursistas e professores, a educa\u00e7\u00e3o online deixa de ser EAD para ser simplesmente EDUCA\u00c7\u00c3O. (p. 111).<\/section>\n<p>Defendemos uma educa\u00e7\u00e3o que seja refletida e sistematizada sobre as experi\u00eancias que professores e estudantes t\u00eam com o contexto cibercultural do nosso tempo. Uma educa\u00e7\u00e3o que se aproprie das potencialidades comunicacionais e pedag\u00f3gicas das m\u00eddias digitais e das redes sociais.<\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Cibercultura e Educa\u00e7\u00e3o \u2013 o que muda?<\/h5>\n<p>Neste pequeno v\u00eddeo (5:54s), <a href=\"https:\/\/andrelemos.info\/publicacoes\/livros\/\">Andr\u00e9 Lemos<\/a> apresenta tr\u00eas princ\u00edpios que caracterizam a cibercultura: 1) Libera\u00e7\u00e3o da emiss\u00e3o; 2) Conex\u00e3o generalizada e aberta; e 3) Reconfigura\u00e7\u00e3o. A partir desses princ\u00edpios, ele se prop\u00f5e a refletir sobre o que muda na educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"O que \u00e9 cibercultura?\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hCFXsKeIs0w?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><figcaption class=\"videoLegenda\">Fonte: <a href=\"http:\/\/youtu.be\/hCFXsKeIs0w\">http:\/\/youtu.be\/hCFXsKeIs0w <\/a><\/figcaption><\/figure>\n<\/section>\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o em rede, os softwares sociais e suas interfaces nos ambientes virtuais de aprendizagem caracterizam os usos dos sujeitos imersos no cotidiano, estejam nas ruas, nas pra\u00e7as, na universidade, ou nas escolas, e definem uma nova l\u00f3gica comunicacional. A din\u00e2mica dos ambientes online \u00e9 capaz de criar redes sociais de doc\u00eancia e aprendizagem, pois permite experi\u00eancias significativas de aprendizagem nos diferentes espa\u00e7ostempos da cibercultura. Para <a href=\"#SANTOS2005\">Santos (2005<\/a>, <a href=\"#SANTOS2010\">2010<\/a>), a educa\u00e7\u00e3o online n\u00e3o \u00e9 apenas uma evolu\u00e7\u00e3o das gera\u00e7\u00f5es da EAD, mas um fen\u00f4meno da cibercultura. E como fen\u00f4meno a EOL se atualiza, se reinventa a partir das experi\u00eancias e dos usos dos ambientes de aprendizagem.<\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Cibercultura, Educa\u00e7\u00e3o Online e EaD<\/h5>\n<p>Entrevista com Edm\u00e9a Santos (UERJ) pela TV Escola (17:24s):<\/p>\n<figure>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Cibercultura EaD. Entrevista com Edm\u00e9a Santos - UERJ - TV Escola\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fAMaLhqWD1Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><figcaption class=\"videoLegenda\">Fonte: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/fAMaLhqWD1Q\">https:\/\/youtu.be\/fAMaLhqWD1Q<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<\/section>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Fases da Educa\u00e7\u00e3o Online<\/h5>\n<p>Voc\u00ea sabia que Educa\u00e7\u00e3o Online est\u00e1 na sua 3\u00ba fase? Mas uma fase n\u00e3o exclui a outra &#8211; por que ser\u00e1?<\/p>\n<p><strong>1\u00ba fase<\/strong>: Est\u00e1 voltada para a interatividade, Web Quest interativa, cocria\u00e7\u00e3o nas pr\u00e1ticas educativas via meios comunicacionais, como lista e f\u00f3rum de discuss\u00e3o, e-mail, mensageiro instant\u00e2neo e bate-papo; o Moodle \u00e9 o ambiente de aprendizagem mais utilizado nas atividades online.<\/p>\n<p><strong>2\u00ba fase<\/strong>: \u00c9 marcada pela colabora\u00e7\u00e3o em rede por meio das redes sociais digitais (Orkut, YouTube, Twitter, Facebook), sistemas de escrita colaborativa (wikis), editores de imagem, texto, planilha, apresenta\u00e7\u00e3o e v\u00eddeo online;<\/p>\n<p><strong>3\u00ba fase (atual)<\/strong>: Sinaliza para a emerg\u00eancia dos usos dos dispositivos m\u00f3veis, aplicativos, realidade aumentada, internet das coisas e objetos inteligentes nas pr\u00e1ticas educativas.<\/p>\n<p>Embora didaticamente tenhamos dividido a Educa\u00e7\u00e3o Online em fases em que um ambiente de aprendizagem \u00e9 mais usado que outro, pela pr\u00f3pria din\u00e2mica da cibercultura emerge o que chamamos de ambi\u00eancias h\u00edbridas (<a href=\"#CARVALHO2015\">CARVALHO, 2015<\/a>) que visam possibilitar o aprendente a interagir, discutir com o coletivo, manipular e criar seus pr\u00f3prios conte\u00fados\/artefatos, convidar o outro para dialogar e colaborar com o produto criado, al\u00e9m de compartilhar a (co)autoria em rede.<\/p>\n<\/section>\n<p>A EOL se realiza por meio dos usos das interfaces comunicacionais como dispositivos de forma\u00e7\u00e3o, que potencializam o di\u00e1logo, a autoria coletiva e a partilha de sentidos em m\u00faltiplas linguagens e m\u00eddias. Nesse sentido, nas cidades, nas escolas, nas universidades e nos ambientes online, as m\u00eddias digitais e as redes sociais potencializam as formas de aprender e relacionar-se com os outros (<a href=\"#SANTOSR2015\">SANTOS, R, 2015<\/a>).\u00a0 Agora temos m\u00eddias interativas e aprendizagem colaborativa muito al\u00e9m da m\u00eddia de massa. Essas formas de aprender e relacionar-se com os outros \u00e9 poss\u00edvel \u00e0 medida que buscamos compreender como os professores, em seus cotidianos, em suas redes educativas e pr\u00e1ticas culturais, se inspiram nos fundamentos e metodologias da EOL para fazer outras Educa\u00e7\u00f5es (<a href=\"#PRETTO2005\">PRETTO, 2005<\/a>).<\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Fundamentos ou Metodologias da EOL?<\/h5>\n<p>A EOL exige uma metodologia que busque educar atrav\u00e9s dos atos de curr\u00edculo com os cursistas. Uma educa\u00e7\u00e3o voltada para as pr\u00e1ticas de autoria, da interatividade, da colabora\u00e7\u00e3o, da hipertextualidade e da mobilidade. Esses atos de curr\u00edculo na educa\u00e7\u00e3o online s\u00e3o mediados por interfaces digitais que potencializam essas pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>O ambiente virtual de aprendizagem na EOL possui um desenho did\u00e1tico aberto onde os professores-cursistas podem interagir com o conte\u00fado modificando-os e contribuindo com outros assuntos de seu interesse. O desenho did\u00e1tico merece\u00a0 destaque, pois envolve o planejamento, a organiza\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados e as situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem que estruturam o processo de constru\u00e7\u00e3o de conhecimento no ambiente online. Para <a href=\"#SILVA2010\">Silva (2010)<\/a> \u201c\u00e9 preciso que o desenho did\u00e1tico contemple uma intencionalidade pedag\u00f3gica que garanta a educa\u00e7\u00e3o online como obra aberta, pl\u00e1stica, fluida, hipertextual e interativa\u201d. Concordamos com Silva e, no desenho did\u00e1tico, \u00e0 medida que avan\u00e7amos na problematiza\u00e7\u00e3o dos assuntos com os professores e alunos, vamos disponibilizando os conte\u00fados digitalizados em diversos formatos e linguagens (textos, \u00e1udios, imagens), al\u00e9m das interfaces de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim, <a href=\"#SILVA2009\">Silva e Santos (2009)<\/a>, ao dissertarem sobre os conte\u00fados de aprendizagem online, afirmam que fazer educa\u00e7\u00e3o online exige \u201cmetodologia pr\u00f3pria que pode, inclusive, inspirar mudan\u00e7as profundas na chamada &#8216;pedagogia da transmiss\u00e3o&#8217;, que prevalece particularmente na sala de aula presencial\u201d. Pontuam, ent\u00e3o, que \u201ca sala de aula on-line est\u00e1 inserida na perspectiva da interatividade entendida como colabora\u00e7\u00e3o todos-todos.\u201d Assim, esta sala corrobora com a \u201ceduca\u00e7\u00e3o aut\u00eantica, baseada na dial\u00f3gica, na colabora\u00e7\u00e3o, na participa\u00e7\u00e3o e no compartilhamento\u201d (<a href=\"#SILVA2009\">2009<\/a>, p.125).<\/p>\n<\/section>\n<section class=\"quadro debate\">\n<h5>DEBATE: A Revolu\u00e7\u00e3o Digital<\/h5>\n<p>Assista aos document\u00e1rios da BBC sobre a revolu\u00e7\u00e3o virtual: \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=TriNLcd7JKs\">Ep. 01 \u2013 A revolu\u00e7\u00e3o virtual: o grande nivelamento<\/a>\u201d; \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=aKii4oWYnvs\">Ep. 02 \u2013 A revolu\u00e7\u00e3o virtual: inimigo do Estado<\/a>\u201d; \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=jv4-68Hkfd4\">Ep. 03 \u2013 A revolu\u00e7\u00e3o virtual: o pre\u00e7o da gratuidade<\/a>\u201d; e \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=3k2F4MWTazw\">Ep. 04 \u2013 A revolu\u00e7\u00e3o virtual: homo interneticus<\/a>\u201d.<br \/>\nDiscuta com a turma: o que mudou da cibercultura do s\u00e9culo passado para os dias atuais? O que a cibercultura tem promovido de bom e de ruim na contemporaneidade?<\/p>\n<\/section>\n<h2 id=\"s2\">2. Desenho did\u00e1tico da EOL em ambi\u00eancias h\u00edbridas-formativas<\/h2>\n<p>Por exigir metodologia pr\u00f3pria, a EOL requer um desenho did\u00e1tico hipertextual, podendo ser composto por diversos formatos de conte\u00fados, lan\u00e7ando m\u00e3o de muita conversa\u00e7\u00e3o e autoria, conectado com redes sociais, n\u00e3o existindo um padr\u00e3o definido e \u00fanico, devendo ser concebido de acordo com o contexto no qual a forma\u00e7\u00e3o est\u00e1 situada e a forma\u00e7\u00e3o a que se objetiva.<\/p>\n<p><a href=\"#GOMEZ2004\">G\u00f3mez (2004, p. 127)<\/a> estabelece distin\u00e7\u00e3o entre desenho did\u00e1tico e o design instrucional, cuja fragilidade, afirma, \u00e9 a de \u201cdefinir previamente o processo educativo a partir de uma teoria do comportamento, o que o fixa no n\u00edvel de saber instrumental, deixando de lado a possibilidade de criatividade e di\u00e1logo\u201d. Por outro lado, sublinha a autora, o desenho did\u00e1tico consiste num projeto pedag\u00f3gico democr\u00e1tico, dialogicamente constru\u00eddo e assumido pelos indiv\u00edduos, e que envolve desejos, expectativas, inten\u00e7\u00f5es, compromissos, dificuldades e facilidades da comunidade participante. Por outro lado, <a href=\"#FILATRO2004\">Filatro (2004)<\/a> prop\u00f5e o design instrucional contextualizado (DIC), tendo em vista planejar, preparar, projetar, produzir e publicar textos, imagens, gr\u00e1ficos, sons, simula\u00e7\u00f5es, atividades e tarefas. Esse autor enfatiza a necessidade de uma reflex\u00e3o acerca das novas possibilidades para o processo de aprendizagem e dos recursos tecnol\u00f3gicos dispon\u00edveis, que apoiem a sociedade sair de um modelo de produ\u00e7\u00e3o em massa para o de produ\u00e7\u00e3o sob demanda personalizada.<\/p>\n<p>A escolha do paradigma de doc\u00eancia e aprendizagem norteador de pr\u00e1ticas e estrat\u00e9gias no contexto educativo, assim como a op\u00e7\u00e3o pela estrutura do desenho did\u00e1tico de curso online, \u00e9 parte do trabalho de qualquer docente, tanto na sala de aula presencial como na online.<\/p>\n<p>Neste trabalho, optamos pela no\u00e7\u00e3o de \u201cdesenho did\u00e1tico\u201d, de <a href=\"#SANTOS2009\">Santos, E. e Silva (2009)<\/a>, por estar conectada com o contexto s\u00f3ciotecnico contempor\u00e2neo e cibercultural. Levamos em considera\u00e7\u00e3o que os recursos, as concep\u00e7\u00f5es e as pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas que comp\u00f5em o desenho did\u00e1tico s\u00e3o atos pol\u00edticos, uma vez que, ao escolh\u00ea-los, estamos elegendo-os como formativos para um determinado ato de curr\u00edculo.<\/p>\n<p>As m\u00faltiplas m\u00eddias e suas mais diversas linguagens (<a href=\"#SANTAELLA2010\">SANTAELLA, 2010<\/a>) passaram a integrar uma mesma ambi\u00eancia no digital, chamada de multim\u00eddia, que \u00e9 a mistura de dados resultante do tratamento digital de todas as informa\u00e7\u00f5es (imagens, v\u00eddeo, texto, sons, gr\u00e1ficos, programas inform\u00e1ticos, entre outros). A conex\u00e3o da multim\u00eddia com a Web (o hipertexto digital) faz emergir a \u201chiperm\u00eddia\u201d, que \u00e9 a linguagem pr\u00f3pria e leg\u00edtima do ciberespa\u00e7o, que \u00e9 compreendida como:<\/p>\n<div class=\"blockquote\">A constitui\u00e7\u00e3o de uma nova linguagem, a mais h\u00edbrida dentre todas as formas h\u00edbridas de linguagem. (&#8230;) cujo mais leg\u00edtimo habitat se encontra no ciberespa\u00e7o (&#8230;) um espa\u00e7o que \u00e9 acionado pelo agenciamento do internauta. Assim, o que chamo de \u201chiperm\u00eddia\u201d s\u00e3o as hibrida\u00e7\u00f5es das m\u00eddias mais as estruturas hiper das informa\u00e7\u00f5es nas redes. Com isso, ganha import\u00e2ncia na hiperm\u00eddia o papel desempenhado pelo interator, sem o qual a hiperm\u00eddia n\u00e3o se realiza (<a href=\"#SANTAELLA2010\">SANTAELLA, 2010<\/a>, pp. 87-92).<\/div>\n<p>O constante processo de redefini\u00e7\u00e3o, reconfigura\u00e7\u00e3o e hibridiza\u00e7\u00e3o na hiperm\u00eddia est\u00e1 atrelado \u00e0s pr\u00e1ticas dos sujeitos nesse contexto, sempre nutrindo e expandindo o fluxo informacional e comunicacional. Essas pr\u00e1ticas se realizam por meio de conversas, relacionamentos, conviv\u00eancia com o coletivo, intera\u00e7\u00e3o e respeito com a diversidade e a diferen\u00e7a, compartilhamento de opini\u00f5es, emo\u00e7\u00f5es, acontecimentos e produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fados em geral.<\/p>\n<p>A hiperm\u00eddia possui tr\u00eas grandes eixos compositivos. S\u00e3o eles:<\/p>\n<div class=\"blockquote\">\n<p>a) A hibrida\u00e7\u00e3o de processos s\u00edgnicos, c\u00f3digos e m\u00eddias que a hiperm\u00eddia aciona e que rebatem na mistura de sentidos receptores, na sensorialidade global, sinestesia reverberante que ela \u00e9 capaz de produzir, na medida mesma em que o receptor ou leitor imersivo interage com ela, cooperando na sua realiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>b) Al\u00e9m de permitir a mistura de todas as linguagens, de todos os textos, imagens, anima\u00e7\u00f5es, sons, ru\u00eddos e vozes em ambientes multimidi\u00e1ticos, a condi\u00e7\u00e3o digital tamb\u00e9m permite a organiza\u00e7\u00e3o reticular de fluxos informacionais em arquiteturas hipertextuais. Por isso mesmo a hiperm\u00eddia armazena a informa\u00e7\u00e3o e, por meio da intera\u00e7\u00e3o do usu\u00e1rio, transmuta-se em incont\u00e1veis vers\u00f5es virtuais que v\u00e3o brotando na medida em que o interator se coloca em posi\u00e7\u00e3o de coautor. Isso s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel devido \u00e0 estrutura de car\u00e1ter hiper, n\u00e3o sequencial, multidimensional que d\u00e1 suporte \u00e0s infinitas op\u00e7\u00f5es de um leitor imersivo.<\/p>\n<p>c) A hiperm\u00eddia \u00e9 tecida por n\u00f3s e nexos. Concentrando uma quantidade imensa e potencialmente infinita de informa\u00e7\u00e3o, a hiperm\u00eddia pode consistir de centenas e mesmo milhares de n\u00f3s, com uma densa rede de nexos. Disso adv\u00e9m a grande flexibilidade do ato de ler uma hiperm\u00eddia, uma leitura sempre em tr\u00e2nsito (<a href=\"#SANTAELLA2010\">SANTAELLA, 2010<\/a>, p. 93).<\/p>\n<\/div>\n<p><a href=\"#BACKES2013\">Backes e Schlemmer (2013)<\/a> argumentam que a articula\u00e7\u00e3o e a integra\u00e7\u00e3o de diferentes tecnologias digitais (TD) d\u00e1 sentido ao \u201chibridismo tecnol\u00f3gico digital\u201d. As autoras asseveram que o hibridismo tecnol\u00f3gico digital consiste no \u201cdesenvolvimento de diferentes TD, principalmente no contexto da Web 2.0 e Web 3D, o que tem contribu\u00eddo para diversificar as formas de: intera\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e representa\u00e7\u00e3o do conhecimento\u201d (<a href=\"#BACKES2013\">BACKES; SCHLEMMER, 2013<\/a>, p. 245). Para as autoras, o hibridismo das tecnologias digitais permitiu a constitui\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os virtuais de conviv\u00eancia, nos quais os praticantes da cibercultura exp\u00f5em suas compreens\u00f5es e suas defini\u00e7\u00f5es no viver e conviver com o outro. Quando atrelado \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o, esse hibridismo implica processos de ensinar e aprender, que coexistem entre o espa\u00e7o geogr\u00e1fico e virtual; as pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas fundamentadas nesse cen\u00e1rio \u201cs\u00e3o significativas para o processo de aprendizagem pela variedade tecnol\u00f3gica digital e pela diversidade de possibilidade de representa\u00e7\u00e3o (textual, oral, gestual ou gr\u00e1fica) do conhecimento\u201d (<a href=\"#BACKES2013\">BACKES; SCHLEMMER, 2013<\/a>, p. 249).<\/p>\n<p>Com base na conjuntura da hiperm\u00eddia com o hibridismo tecnol\u00f3gico digital, pensamos e propusemos as \u201cambi\u00eancias h\u00edbridas\u201d (<a href=\"#CARVALHO2015\">CARVALHO, 2015<\/a>), ou seja, hibridizamos diferentes m\u00eddias\/interfaces\/artefatos escolares para compor o ambiente virtual de aprendizagem (AVA), tornando-o mais aberto para a tessitura do conhecimento em rede, e com mais plasticidade para estruturar as ambi\u00eancias do processo de aprendizagemensino.<\/p>\n<p>Segundo <a href=\"#SANTOSR2005\">Santos, R. (2005, p. 40)<\/a>:<\/p>\n<div class=\"blockquote\">Ambi\u00eancias formativas s\u00e3o as situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem cocriadas nos espa\u00e7ostempos h\u00edbridos em que se articulam os ambientes f\u00edsicos e digitais (sala de aula presencial, ambientes virtuais de aprendizagem e redes sociais). Uma ambi\u00eancia formativa \u00e9 o complexo enredamento onde se dinamizam diversas possibilidades de produ\u00e7\u00e3o intelectual, de inven\u00e7\u00e3o, de constitui\u00e7\u00e3o de rastros onde um coletivo assume, explicita e reinventa seu processo de forma\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<p>Concordamos com a autora quando esses espa\u00e7os h\u00edbridos articulam os ambientes f\u00edsicos e digitais. Diante desse enredamento, entendemos, por ambi\u00eancia, o espa\u00e7o organizacional vivo, est\u00e9tico, pol\u00edtico, formativo e h\u00edbrido (virtual\/presencial), que envolve e torna a sala de aula mais recept\u00edvel\/flex\u00edvel para os estudantes, tanto no desenvolvimento de atividades, quanto nas situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem e na constitui\u00e7\u00e3o de novos arranjos comunicacionais, que viabiliza o entrela\u00e7amento de cocria\u00e7\u00f5es formativas entre professor-estudantes e estudantes-estudantes.<\/p>\n<p>Organizamos as ambi\u00eancias h\u00edbridas em tr\u00eas pilares, que podem ser compreendidos na figura abaixo, levando-se em considera\u00e7\u00e3o: as fontes de informa\u00e7\u00f5es (para situar a tem\u00e1tica, pr\u00e1tica e concep\u00e7\u00e3o que faz parte da aula ou atividade); os sistemas de autoria (para a manifesta\u00e7\u00e3o de autorias nas a\u00e7\u00f5es de aprendizagem individual\/dupla\/grupo); e as redes sociais digitais (para compartilhar, discutir e tecer o conhecimento mais aberto e informal, proporcionando a tessitura dos atos de curr\u00edculo para al\u00e9m dos espa\u00e7ostempos institucionais).<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-112\" src=\"http:\/\/wwwp.uniriotec.br\/informaticanaeducacao\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2017\/10\/EOL-composicoesHibridas-1024x862.png\" alt=\"Ambi\u00eancias H\u00edbridas\" width=\"750\" height=\"631\" \/><br \/>\nPilares da ambi\u00eancia h\u00edbrida<figcaption>Fonte: <a href=\"#CARVALHO2015\">CARVALHO, 2015<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>Esses tr\u00eas pilares inspiram a doc\u00eancia a fazer-criar o seu desenho did\u00e1tico e seus atos de curr\u00edculo, seja para oportunizar momentos de conversas que produzam a reflex\u00e3o e a discuss\u00e3o, com a participa\u00e7\u00e3o coletiva de todos os envolvidos, seja para convidar o aprendente \u00e0 (co)autoria. Essa coautoria implica a cocria\u00e7\u00e3o com os colegas, para que as ideias sejam debatidas, confrontadas, tecidas e aprimoradas; assim, o aprendente vai al\u00e9m da condi\u00e7\u00e3o de consumidor de conte\u00fados passando tamb\u00e9m a criar, disponibilizar, discutir e compartilhar suas autorias em rede. Sendo assim, com as ambi\u00eancias h\u00edbridas, buscamos promover as \u201ctr\u00eas manifesta\u00e7\u00f5es de autoria\u201d propostas por <a href=\"#BACKES2013\">Backes (2013)<\/a>, quais sejam: pr\u00e9-autoria, na qual as narrativas p\u00f3s-leitura de referenciais te\u00f3ricos seguiam a l\u00f3gica da semelhan\u00e7a e concord\u00e2ncia com o texto lido, ou com o relato do colega; a autoria transformadora, na qual j\u00e1 se percebem posicionamentos cr\u00edticos por parte dos alunos, bem como uma rela\u00e7\u00e3o direta do conhecimento constru\u00eddo e os novos elementos do viver; e, finalmente, a autoria criadora, no qual o aluno se autoriza, de forma criativa, mediante certo deslocamento, uma esp\u00e9cie de invers\u00e3o e modifica\u00e7\u00e3o das representa\u00e7\u00f5es, para dar passagem ao novo, promovendo, dessa forma, diferen\u00e7a na rede de rela\u00e7\u00f5es estabelecida com o grupo.<\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Exemplo de desenho did\u00e1tico em ambi\u00eancias h\u00edbridas<\/h5>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-125\" src=\"http:\/\/wwwp.uniriotec.br\/informaticanaeducacao\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2017\/10\/EOL-desenhoDid\u00e1tico-1024x407.png\" alt=\"Desenho Did\u00e1tico de uma aula online\" width=\"750\" height=\"298\" \/><br \/>\nDesenho did\u00e1tico de uma aula online da disciplina \u201cInform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o\u201d do curso Pedagogia a Dist\u00e2ncia UERJ\/CEDERJ\/UAB<figcaption>Fonte: <a href=\"#CARVALHO2015\">CARVALHO, 2015<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>Ao propormos a \u201cAula 3\u201d, t\u00ednhamos a inten\u00e7\u00e3o de discutir os conte\u00fados abordados no artigo &#8220;Educa\u00e7\u00e3o e Cibercultura: aprendizagem ub\u00edqua no curr\u00edculo da disciplina de Did\u00e1tica&#8221; pelo f\u00f3rum da plataforma Moodle. A op\u00e7\u00e3o pelo meio de comunica\u00e7\u00e3o f\u00f3rum de discuss\u00e3o parte da necessidade de abrir conversas mais densas e mais aprofundadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tem\u00e1tica proposta para discuss\u00e3o. <a href=\"#CALVAO2014\">Calv\u00e3o et al. (2014)<\/a> falam que o f\u00f3rum de discuss\u00e3o \u00e9 um meio de conversa\u00e7\u00e3o ass\u00edncrono para a discuss\u00e3o entre muitos interlocutores que trocam mensagens de texto elaboradas, organizadas em t\u00f3picos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de estudar os conte\u00fados, os alunos produzem um conte\u00fado autoral (individual) sobre a cidade onde mora; podendo o tema ser sobre um monumento, uma pr\u00e1tica cultural (feira, roda de capoeira em roda p\u00fablica, grupo de seresta etc), um ponto de interesse geogr\u00e1fico (morro, rios, cachoeira, trilha), o meio ambiente de onde mora (animal t\u00edpico, denunciar um problema, dengue, desmatamento, reflorestamento), um evento (exposi\u00e7\u00e3o, congresso, teatro, inaugura\u00e7\u00e3o), etc. O conte\u00fado pode ser produzido no formato de v\u00eddeo, fotografia ou texto com imagem\/v\u00eddeo, e deve ser compartilhado no grupo da disciplina pelo Facebook. O prop\u00f3sito dessa atividade \u00e9 fazer os cursistas trazerem o que produz sentido nos lugares que habitam.<\/p>\n<p>O objetivo principal dessa aula \u00e9 ampliar o repert\u00f3rio do(a)s cursistas em rela\u00e7\u00e3o ao espa\u00e7ostempos formativos online. Para alcan\u00e7ar esse objetivo, acionamos: f\u00f3rum de discuss\u00e3o pelo Moodle, artigos cient\u00edficos, grupo pelo Facebook e interven\u00e7\u00e3o na cidade com o uso de celulares conectado em rede.<\/p>\n<\/section>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE: Planeje uma aula para promover a Educa\u00e7\u00e3o Online (<em>aprenderensinar<\/em> em rede e por meio das tecnologias digitais em rede)<\/h5>\n<p>Como voc\u00ea planejaria uma aula utilizando algum recurso da Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o?<br \/>\nO desafio \u00e9 elaborar o planejamento de uma aula que lance m\u00e3o dos potenciais pedag\u00f3gicos e comunicacionais das m\u00eddias digitais em rede ou outras tecnologias digitais em rede.<br \/>\nRoteiro para o plano de aula (o tempo da aula n\u00e3o \u00e9 r\u00edgido, uma aula pode ser desenvolvida em um ou v\u00e1rios encontros, e o curr\u00edculo \u00e9 aberto):<\/p>\n<ol>\n<li>Disciplina-N\u00edvel\/Ano: A aula \u00e9 para qual disciplina, n\u00edvel (fundamental, m\u00e9dio, superior, p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o) e ano (ou semestre)?<\/li>\n<li>Justificativa: Por que esta aula \u00e9 importante para seus alunos?<\/li>\n<li>Objetivos de aprendizagem: O que pretende desenvolver do ponto de vista da aprendizagem de seus alunos?<\/li>\n<li>Conte\u00fados: Que tema(s) pretende desenvolver para que os objetivos sejam alcan\u00e7ados?<\/li>\n<li>M\u00e9todo: Como desenvolver\u00e1 a pr\u00e1tica pedag\u00f3gica? Que atividades ser\u00e3o realizadas? Que produ\u00e7\u00f5es ser\u00e3o criadas pelos alunos? Como os alunos ir\u00e3o trabalhar em grupo?<\/li>\n<li>Recursos de Inform\u00e1tica: Com que recursos tecnol\u00f3gicos pretendem trabalhar? Como sua aula far\u00e1 a articula\u00e7\u00e3o de m\u00eddias?<\/li>\n<li>Avalia\u00e7\u00e3o: Como voc\u00ea ir\u00e1 avaliar se os alunos alcan\u00e7aram os objetivos de aprendizagem nesta aula?<\/li>\n<\/ol>\n<\/section>\n<h2  id=\"s3\">3. A forma\u00e7\u00e3o plural e autoral da doc\u00eancia online<\/h2>\n<p>S\u00e3o muitos os caminhos poss\u00edveis de se pensarfazer a forma\u00e7\u00e3o docente e discente no contexto da cibercultura. Nesses meandros, op\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, epistemol\u00f3gicas e metodol\u00f3gicas podem nos colocar no caminho da forma\u00e7\u00e3o massiva e alienadora, ou em itiner\u00e2ncias da busca em devir, por uma cidadania autoral na cibercultura (<a href=\"#RIBEIRO2015\">RIBEIRO, 2015<\/a>). A no\u00e7\u00e3o de ciberautorcidad\u00e3o (<a href=\"#RIBEIRO2015\">RIBEIRO, 2015<\/a>), entendida como forma\u00e7\u00e3o expressa por meio de uma postura autoral, cr\u00edtica, multiletrada, plural, imersiva e implicada com\/na cibercultura, \u00e9 poss\u00edvel de ser instigada em espa\u00e7os de aprendizagens que favore\u00e7am a intera\u00e7\u00e3o dos sujeitos, sobretudo por meio de artefatos t\u00e9cnico-culturais que potencializem aprendizagens coletivas e instigadoras de conhecimentos plurais e heterog\u00eaneos.<\/p>\n<p>Em nossos estudos do Grupo de Pesquisa Doc\u00eancia na Cibercultura -UERJ, temos a op\u00e7\u00e3o consciente de fazer pesquisa-forma\u00e7\u00e3o na doc\u00eancia online, concebendo o processo de aprenderensinar a partir do compartilhamento de narrativas, sentidos e dilemas de docentes, discentes e pesquisadores que formam e se formam mediados por interfaces digitais entendidas como dispositivos da\/na pesquisa-forma\u00e7\u00e3o (SANTOS, 2014).<\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>A no\u00e7\u00e3o de \u201cDispositivo\u201d<\/h5>\n<p>Dispositivos, na acep\u00e7\u00e3o de <a href=\"#ARDOINO2003\">Ardoino (2003)<\/a>, s\u00e3o meios materiais e intelectuais que colaboram com a apropria\u00e7\u00e3o de sentidos do que est\u00e1 em processo de ser aprendido em uma rela\u00e7\u00e3o formativa intencional, que permitem produzir, disponibilizar, compartilhar conte\u00fados multimodais por meio do digital em rede.<\/p>\n<\/section>\n<p>Na pesquisa-forma\u00e7\u00e3o na cibercultura, trazemos a no\u00e7\u00e3o de implica\u00e7\u00e3o inspirados em Borba (apud <a href=\"#BARBOSA2010\">BARBOSA, 2010<\/a>, p.36), ao dizer que \u201cimplicar-se \u00e9 estar dobrado, voltado para dentro\u201d. Na implica\u00e7\u00e3o exercitamos o olhar plural, ou seja, enquanto olhamos para o nosso objeto de interesse e reflex\u00e3o, olhamos para n\u00f3s mesmos, em um processo de auto-forma\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dessa forma, a doc\u00eancia online \u00e9 espa\u00e7o de pesquisa e de forma\u00e7\u00e3o, na qual inovamos, a cada pesquisa, metodologias tecidas na pr\u00e1tica docente junto com os praticantes da cibercultura. Com isso reafirmamos o que foi dito anteriormente: a doc\u00eancia online como fen\u00f4meno da cibercultura avan\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ideia de Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia, que fragmenta os processos de pensar e fazer a doc\u00eancia e ainda se configura em um desenho did\u00e1tico como reposit\u00f3rio de textos e atividades para serem respondidas em uma linearidade de prop\u00f3sitos.<\/p>\n<p>O contexto da cibercultura nos remete a novas formas de aprenderensinar. Possibilidades plurais de cria\u00e7\u00e3o em dispositivos online ampliam as formas de media\u00e7\u00e3o em espa\u00e7ostempos de aprendizagens colaborativas e interativas. Remetemos-nos a <a href=\"#FREIRE1998\">Paulo Freire (1998)<\/a> para ressaltarmos que em toda a\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica existem epistemologias que n\u00e3o s\u00e3o neutras, mas ideologicamente determinadas, ou seja, toda a\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica exercida por um professor tem intencionalidades, \u00e0s vezes consciente, as vezes in\u00f3cua. Necess\u00e1ria se faz a supera\u00e7\u00e3o da ingenuidade para dar lugar \u00e0 curiosidade epistemol\u00f3gica, com maior rigor metodol\u00f3gico.<\/p>\n<p>A doc\u00eancia online no contexto da cibercultura viabiliza mudan\u00e7as nas formas de intera\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e colabora\u00e7\u00e3o envolvendo conte\u00fados midi\u00e1ticos diversos em uma rela\u00e7\u00e3o h\u00edbrida formada por \u201chumanos e n\u00e3o humanos\u201d (<a href=\"#LATOUR2012\">LATOUR, 2012<\/a>), potencializando novas pr\u00e1ticas formativas, uma vez que elas possibilitam a organiza\u00e7\u00e3o de processos de ensino-aprendizagem mais horizontalizados e autorais.<\/p>\n<p>A sociedade mudou e com ela novas associa\u00e7\u00f5es e novos agregados, o que nos faz, nos dizeres de <a href=\"#LATOUR2012\">Latour (2012)<\/a>, nos afastarmos de ideias que sup\u00f5em o social constitu\u00eddo essencialmente de v\u00ednculos sociais, uma vez que as associa\u00e7\u00f5es s\u00e3o feitas por v\u00ednculos n\u00e3o sociais por natureza. Na sociologia das associa\u00e7\u00f5es, os n\u00e3o humanos s\u00e3o atores e n\u00e3o meras proje\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas. Nessa perspectiva, na teoria Ator Rede, formulada por <a href=\"#LATOUR2012\">Latour (2012)<\/a>, cumpre seguir os pr\u00f3prios atores, tentando elucidar suas inova\u00e7\u00f5es frequentes, a fim de descobrir o que a exist\u00eancia coletiva se tornou em suas m\u00e3os, quais as formas criadas para a sua adequa\u00e7\u00e3o, e quais formas de defini\u00e7\u00f5es melhor esclarecem essas associa\u00e7\u00f5es. Seguir os atores \u00e9 segui-los em seu entrela\u00e7amento com as coisas, pois as coisas, os n\u00e3o humanos, tamb\u00e9m agem, podem autorizar, permitir, proporcionar, encorajar, sugerir, influenciar, bloquear, dificultar, etc.<\/p>\n<p>Com essa discuss\u00e3o queremos afirmar, mesmo que provisoriamente, em fun\u00e7\u00e3o da nossa op\u00e7\u00e3o pelo inacabamento de um conhecimento que se d\u00e1 em devir, que os processos de intera\u00e7\u00e3o mediadas por computadores, sejam Desktop ou dispositivos m\u00f3veis, nos convidam a um olhar mais cuidadoso para esses agregados e para como eles se interconectam.<\/p>\n<p>Em tempos de cibercultura, as mensagens n\u00e3o s\u00e3o mais produzidas sob a centralidade do emissor, e cada vez mais se diversifica pelos interagentes nas redes midi\u00e1ticas, o que mostra as vantagens das capacidades interativas, como diz Castells (apud <a href=\"#SANTOS2014\">SANTOS 2014<\/a>). Com essa assertiva, pensamos que o professor situado na condi\u00e7\u00e3o de transmissor de conhecimentos definidos a priori e ensinados linearmente, precisa rever sua perspectiva metodol\u00f3gica e epistemol\u00f3gica em fun\u00e7\u00e3o das demandas formativas dos praticantes ciberculturais. Entendemos como praticantes ciberculturais os sujeitos que atuam como produtores de cultura, de saberes e de conhecimentos na rela\u00e7\u00e3o cidade-ciberespa\u00e7o, ou seja, alunos e professores que protagonizam na cultura digital em rede.<\/p>\n<p>Em nossas experi\u00eancias formativas na doc\u00eancia online, seja em ambientes virtuais de aprendizagens \u2013 AVA\/Moodle &#8211; ou em redes sociais, como Facebook e Whatsapp, optamos pela cria\u00e7\u00e3o de dispositivos que possibilitem aos estudantes sentiremperceberemviverem um aprenderensinar inspirado em uma perspectiva de tessitura de conhecimento na qual todos colaboram, interagem, mediam, sugerem, se autorizam. Certamente que essa op\u00e7\u00e3o precisa ser percebida como um processo de ressignifica\u00e7\u00e3o das formas de participa\u00e7\u00e3o da\/na forma\u00e7\u00e3o. Pois, nos dizeres de <a href=\"#BARBOSA1998\">Barbosa (1998)<\/a>, a escola tradicional est\u00e1 habituada a uma pr\u00e1tica pedag\u00f3gica desautorizante, que tem negado, desde os primeiros anos de escolariza\u00e7\u00e3o, o direito do aluno de pensar, sentir, imaginar, decidir, agir. Dessa forma, n\u00f3s, professores e alunos, precisamos gradativamente criar ambi\u00eancias para a tessitura do conhecimento em rede, na qual todos, interativamente, colaboram, se autorizam e fortalecem a autonomia nos contextos plurais dos quais fazemos parte cotidianamente, conforme percebemos na figura a seguir.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-128\" style=\"border: 1px black solid;\" src=\"http:\/\/wwwp.uniriotec.br\/informaticanaeducacao\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2017\/10\/EOL-facebookPostagem.png\" alt=\"Facebook: amplia\u00e7\u00e3o do espa\u00e7otempo da sala de aula\" width=\"424\" height=\"727\" \/><br \/>\nFacebook possibilita a amplia\u00e7\u00e3o do <em>espa\u00e7otempo<\/em> da sala de aula presencial (Disciplina Did\u00e1tica 2016.2 \u2013 Pedagogia\/UERN)<figcaption>Fonte: Facebook<\/figcaption><\/figure>\n<p><a href=\"#ALVES2010\">Alves (2010, p. 56)<\/a> ao teorizar sobre as redes educativas que formam os profissionais da educa\u00e7\u00e3o, apresenta os contextos de forma\u00e7\u00e3o, a saber: \u201cdas pr\u00e1ticasteorias da forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica; pedag\u00f3gicas cotidianas; das pol\u00edticas de governo; dos movimentos sociais; das pesquisas; das pr\u00e1ticasteorias de produ\u00e7\u00e3o e \u201cusos\u201d das m\u00eddias; vivenciadas nas cidades, nos campos ou \u00e0 beira das estradas\u201d. \u00c9 na rede educativa desses contextos que se tece, sempre em processo, a forma\u00e7\u00e3o dos profissionais da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"#JUNQUEIRA2010\">Junqueira (2010)<\/a> alerta que pr\u00e1ticas em educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia devem explicitar suas perspectivas pedag\u00f3gicas para que os usos das interfaces digitais n\u00e3o se limitem ao aspecto t\u00e9cnico. Este autor prop\u00f5e uma metodologia pautada na perspectiva pedag\u00f3gica s\u00f3cio-interacionista fundada pelo di\u00e1logo e pela autonomia. <a href=\"#SILVA2012\">Silva (2012)<\/a> nos diz que um desenho did\u00e1tico, em educa\u00e7\u00e3o online, precisa contemplar princ\u00edpios de colabora\u00e7\u00e3o, troca de informa\u00e7\u00f5es e opini\u00f5es, participa\u00e7\u00e3o e autoria criativa; al\u00e9m disso, \u00e9 essencial que o professor esteja em sintonia com esse desenho did\u00e1tico para n\u00e3o subutiliz\u00e1-lo. A premissa apresentada por Silva \u00e9, ao mesmo tempo, inspiradora da elabora\u00e7\u00e3o do desenho did\u00e1tico que elaboramos em nossas pr\u00e1ticas de doc\u00eancia online e instigadora de dilemas sobre a tutoria em EAD, pois temos observado que esta \u00faltima, quando inspirada em epistemologias tradicionais, subutiliza a pot\u00eancia das interfaces de conte\u00fado e de pr\u00e1ticas comunicacionais interativas e hipertextuais.<\/p>\n<h2 id=\"s4\">4. Autoria na doc\u00eancia Online<\/h2>\n<p>Quando pensamos em ensino-aprendizagem nos deslocamos, muitas vezes, para um cen\u00e1rio em que o professor entra em sala de aula com seus planejamento, esquema e experi\u00eancia para ensinar aos seus alunos conceitos cient\u00edficos de uma determinada \u00e1rea de conhecimento com base em um estatuto da l\u00f3gica e da raz\u00e3o instrumental. Para tanto, no atual contexto de tantos artefatos t\u00e9cnico-culturais, lan\u00e7a m\u00e3o de recursos audiovisuais, mais comumente o projetor multim\u00eddia, para transmitir os saberes aos alunos que se disp\u00f5em a uma escuta atenta. A sala de aula se torna, nos dizeres de <a href=\"#SIQUEIRA2003\">Siqueira (2003, p. 191)<\/a> \u201c o lugar do discurso racionalista, redutor e disciplinar que se (re)afirma a partir do discurso da autoridade, esquecendo a import\u00e2ncia da autoridade do argumento na constru\u00e7\u00e3o do conhecimento\u201d Ainda, segundo o autor, \u00e9 uma pr\u00e1tica que n\u00e3o incentiva o aluno a ter seu pr\u00f3prio pensamento, a construir argumentos autorais, e sim encoraja-o a pensar e a se orientar conforme os padr\u00f5es cientificistas dos pensadores que reproduzem.<\/p>\n<p>Esse modelo de forma\u00e7\u00e3o, seja na educa\u00e7\u00e3o presencial ou online, impossibilita aos sujeitos\/praticantes culturais, o desenvolvimento da capacidade de tornar-se seu pr\u00f3prio co-autor, ou seja, a fazer a diferencia\u00e7\u00e3o, a ter uma escuta diferenciada do outro que nos habita, que est\u00e1 em n\u00f3s. A autoria \u00e9, na perspectiva que dialogamos, um encontro com a diferencia\u00e7\u00e3o de si e dos outros. S\u00f3 seremos algu\u00e9m se conseguirmos dialogar com esses outros que est\u00e3o dentro de n\u00f3s.<\/p>\n<p>Nesse sentido, autoria \u00e9 para n\u00f3s uma no\u00e7\u00e3o fundante e cara de todo processo formativo, seja na educa\u00e7\u00e3o presencial, na online, ou na vida. Desenvolver essa escuta sofisticada de uma forma\u00e7\u00e3o que se pretende autoral requer lan\u00e7ar m\u00e3o de dispositivos que favore\u00e7am o di\u00e1logo plural, a escuta de si, a reflex\u00e3o e a reflexividade, ou seja, a primeira mais pr\u00f3xima do plano da raz\u00e3o e a segunda como a capacidade de pensar o pr\u00f3prio pensamento. Questionamos a fragmenta\u00e7\u00e3o nos desenhos did\u00e1ticos das pr\u00e1ticas em EAD, nos quais muitos atores participam com pap\u00e9is estanques e isolados da totalidade formativa.<\/p>\n<p>Essas premissas j\u00e1 nos afastam de uma perspectiva de Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia de inspira\u00e7\u00e3o cartesiana, em que se disponibilizam materiais did\u00e1ticos com a roupagem do hibridismo de linguagens que convergem o sonoro, o virtual e o verbal, em uma linearidade de a\u00e7\u00f5es a serem executadas pelos alunos em um padr\u00e3o que muito mais homogene\u00edza que ressalta as diferen\u00e7as e pluralidades de pensamento. Uma forma\u00e7\u00e3o que n\u00e3o d\u00e1 lugar \u00e0 alteridade e nem t\u00e3o pouco \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de alterar-se junto com os outros.<\/p>\n<p>Em nossas pr\u00e1ticas n\u00e3o dispensamos a raz\u00e3o (os logos), mas n\u00e3o nos limitamos a ela, uma vez que percebemos os sujeitos em sua historicidade, fazendo-se ouvir e sentir por meio do di\u00e1logo recursivo e potencializador de subjetividades, conforme apresentamos nas figuras a seguir \u2013 Bate Papo na Cal\u00e7ada, em uma experi\u00eancia formativa de doc\u00eancia online com alunos do Curso de Pedagogia da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte \u2013 UERN.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-133 border\" src=\"http:\/\/wwwp.uniriotec.br\/informaticanaeducacao\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2017\/10\/EOL-forum1.png\" alt=\"\" width=\"398\" height=\"121\" \/><br \/>\nF\u00f3rum bate papo na cal\u00e7ada<figcaption>Fonte: <a href=\"http:\/\/dead.uern.br\/moodle\/course\/view.php?id=3\">http:\/\/dead.uern.br\/moodle\/course\/view.php?id=3<\/a><\/figcaption><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-134 border\" src=\"http:\/\/wwwp.uniriotec.br\/informaticanaeducacao\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2017\/10\/EOL-forum2.png\" alt=\"F\u00f3rum bate papo na cal\u00e7ada: autoria na rede\" width=\"637\" height=\"340\" \/><br \/>\nF\u00f3rum bate papo na cal\u00e7ada: autoria na rede<figcaption>Fonte: <a href=\"http:\/\/dead.uern.br\/moodle\/course\/view.php?id=3\">http:\/\/dead.uern.br\/moodle\/course\/view.php?id=3<\/a><\/figcaption><figcaption><\/figcaption><\/figure>\n<p>O F\u00f3rum bate papo na cal\u00e7ada surge da inspira\u00e7\u00e3o do contexto local, no qual, nas cidades do interior do Nordeste, quase como um ritual, as pessoas se encontram no final da tarde nas cal\u00e7adas para aquela conversa gostosa e descompromissada. Costume que est\u00e1 cada vez mais reduzido em fun\u00e7\u00e3o do grande \u00edndice de viol\u00eancia em todos os pequenos munic\u00edpios do Nordeste e das grandes metr\u00f3poles do pa\u00eds. O bate-papo na cal\u00e7ada, al\u00e9m de ser um dispositivo de apresenta\u00e7\u00e3o, traz o sentido de que n\u00e3o se separa a forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica da vida. Alunos e professores precisam se perceber em sua inteireza \u2013voli\u00e7\u00e3o, sentidos, sensibilidade, ju\u00edzo e cogni\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"#BARBOSA2009\">Barbosa e Almeida (2009)<\/a> nos ajudam a pensar a Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia, uma dist\u00e2ncia espacial mediada por tecnologias, a qual s\u00f3 tem sentido se percebida como um processo formativo e educativo que se d\u00e1 com o estabelecimento de uma comunica\u00e7\u00e3o plural e da ordem do heterog\u00eaneo, com o outro. Assim, o uso de interfaces de comunica\u00e7\u00e3o e de conte\u00fados que proporcionem aos alunos um espa\u00e7otempo de se colocar, negatricizar e exercitar sua (co)autoria diante dessas pr\u00e1ticas \u00e9, para n\u00f3s, o sentido da forma\u00e7\u00e3o autoral e autorizante na cibercultura.<\/p>\n<p>A negatricidade (<a href=\"#ARDOINO1998\">ARDOINO, 1998<\/a>), no\u00e7\u00e3o da cibercultura, est\u00e1 em nossas redes como a capacidade que temos de \u201cdesjogar o jogo do outro\u201d, de sermos surpreendidos diante \u00e0s nossas expectativas. Essa condi\u00e7\u00e3o, apesar de \u201cdolorosa\u201d, nos faz avan\u00e7ar na alteridade e na altera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na figura abaixo, podemos perceber os usos do Di\u00e1rio Online como dispositivo na tessitura de uma forma\u00e7\u00e3o autoral e interativa em did\u00e1tica. Os alunos s\u00e3o instigados a dizerem de si, dos seus dilemas, das suas angustias, dos seus n\u00e3o saberes, ampliando o espa\u00e7o de intera\u00e7\u00e3o com os outros colegas e contribuindo tamb\u00e9m com seus processos formativos.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-144 border\" src=\"http:\/\/wwwp.uniriotec.br\/informaticanaeducacao\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2017\/10\/EOL-diario1.png\" alt=\"Di\u00e1rio Online\" width=\"590\" height=\"195\" \/><br \/>\nDi\u00e1rio Online como dispositivo para a autoria no processo formativo<figcaption>Fonte: http:\/\/dead.uern.br\/moodle\/course\/view.php?id=3<\/figcaption><\/figure>\n<p>O Di\u00e1rio \u00e9 pot\u00eancia para o desenvolvimento e o aprimoramento da pr\u00e1tica da escrita no exerc\u00edcio de uma rela\u00e7\u00e3o plural e interativa no conhecimento da disciplina, rompendo a perspectiva que separa o \u201csujeito da vida\u201d do \u201csujeito acad\u00eamico\u201d. Ressaltamos, no entanto, a import\u00e2ncia da media\u00e7\u00e3o e da interven\u00e7\u00e3o do outro como condi\u00e7\u00e3o de repensar o j\u00e1 feito, para redesenhar o percurso, para se permitir- transformar-se enquanto se forma. Nessa pr\u00e1tica, todos os alunos s\u00e3o mediadores e coautores dos saberes e fazeres da\/na forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Percebemos que o di\u00e1rio de pesquisa se constitui em \u201cum processo sistematizado de registro atrav\u00e9s do qual se estabelece uma comunica\u00e7\u00e3o consigo mesmo em um movimento permanente de \u201ctrai\u00e7\u00e3o\u201d, ampliando a forma\u00e7\u00e3o do sujeito, colocando-o em um estado sucessivo de cria\u00e7\u00e3o e independ\u00eancia ps\u00edquica e intelectual\u201d. (<a href=\"#BARBOSA2009\">BARBOSA<\/a>, 2009, p. 5-6).<\/p>\n<p>Remetemos-nos ainda aos dizeres de <a href=\"#SANTOS2003\">Santos (2003, p.4)<\/a>, para referenciar as potencialidades do di\u00e1rio de pesquisa quando realizado no ambiente virtual de aprendizagem, favorecendo a comunica\u00e7\u00e3o todos-todos. Pois, para a autora, quando o AVA possui um desenho did\u00e1tico favor\u00e1vel \u00e0 interatividade, atrav\u00e9s de variadas interfaces, \u201co digital permite a hibridiza\u00e7\u00e3o e a permutabilidade entre os sujeitos (emissores e receptores) da comunica\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Dessa forma, em nossos desenhos did\u00e1ticos em educa\u00e7\u00e3o online, os Di\u00e1rios Virtuais, criados na interface f\u00f3rum, possibilitam aos alunos e at\u00e9 ao professor, tornar diz\u00edvel e vis\u00edvel as suas compreens\u00f5es e incompreens\u00f5es do processo formativo, aproximando o cotidiano da vida dos conte\u00fados acad\u00eamicos estabelecidos nos planos de curso. Na figura adiante, a pot\u00eancia do di\u00e1logo nos Di\u00e1rios de forma\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-142 border\" src=\"http:\/\/wwwp.uniriotec.br\/informaticanaeducacao\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2017\/10\/EOL-diario2-1024x576.png\" alt=\"Di\u00e1rio Online: Interatividade e autoria na interface F\u00f3rum\" width=\"750\" height=\"422\" \/><br \/>\nDi\u00e1rio Online: Interatividade e autoria na interface F\u00f3rum<figcaption>Fonte: http:\/\/dead.uern.br\/moodle\/course\/view.php?id=3<\/figcaption><\/figure>\n<p>Considerando que o Di\u00e1rio de forma\u00e7\u00e3o \u00e9 um espa\u00e7otempo para o di\u00e1logo consigo mesmo na rela\u00e7\u00e3o com os outros, com os conte\u00fados de aprendizagem e com a vida, ampliamos e ressignificamos saberes por meio da media\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias escritas dos alunos. Dessa forma, o AVA, mesmo com o seu desenho planejado, sai da vis\u00e3o linear e enquadrada dos planos de ensino estabelecidos a priori pelo professor.<\/p>\n<p><a href=\"#SILVA2005\">Silva (2005)<\/a> discute a sala de aula interativa na modalidade online, em que se articula a emiss\u00e3o e a recep\u00e7\u00e3o na co-cria\u00e7\u00e3o da mensagem. Este autor celebra a feliz coincid\u00eancia hist\u00f3rica de vivermos na \u00e9poca da cibercultura com toda a sua pot\u00eancia favor\u00e1vel ao desenvolvimento da autoria, compartilhamento, conectividade, intera\u00e7\u00e3o social e colabora\u00e7\u00e3o, indo ao encontro de ideias de grandes pensadores da educa\u00e7\u00e3o no s\u00e9culo XX, como Paulo Freire, Freinet, Vigotski, An\u00edsio Teixeira, que j\u00e1 defendiam, em outros contextos, uma educa\u00e7\u00e3o fundada nos princ\u00edpios da autonomia, da diversidade, da intera\u00e7\u00e3o e da dialogicidade. O di\u00e1rio online consiste em um dispositivo que amplia a possibilidade de uma forma\u00e7\u00e3o com esses par\u00e2metros.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m do Di\u00e1rio, a sala de aula interativa \u00e9 inspira\u00e7\u00e3o epistemol\u00f3gica e metodol\u00f3gica para a forma\u00e7\u00e3o no ambiente presencial e online. No Moodle e na rede social Facebook, vivenciamos pr\u00e1ticas formativas nos F\u00f3runs, Wikis, Chats e Tarefas e em outras interfaces de comunica\u00e7\u00e3o e de conte\u00fados que, dinamizadas pela cria\u00e7\u00e3o, autoria e interatividade, ressignificam o sentido da forma\u00e7\u00e3o e da aprendizagem, seja no presencial ou no online.<\/p>\n<p>Apresentamos a figura a seguir para enfatizarmos as epistemologias que inspiram pr\u00e1ticas docentes na atualidade. Temos, na apresenta\u00e7\u00e3o de <a href=\"#SILVA2017\">Silva (2017)<\/a>, com base e amplia\u00e7\u00e3o de estudos anteriores de Bassani (<a href=\"#BASSANI2009\">2009<\/a>, <a href=\"#BASSANI2011\">2011<\/a>), os cen\u00e1rios caracterizados a seguir. A figura 1 expressa a enuncia\u00e7\u00e3o de conte\u00fados em que a discuss\u00e3o encontra-se vinculada a um mesmo enunciado mas n\u00e3o existe articula\u00e7\u00e3o entre as diferentes mensagens. O enunciado, em texto escrito ou v\u00eddeo, deve ser respondidos, separadamente, pelos receptores\/cursistas passivos das\/nas atividades e ou questionamentos, modelo conhecido por todos como tradicional. A figura 2 mostra um avan\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o ao modelo anterior, com uma tentativa de proporcionar uma conversa entre os cursistas (as mensagens est\u00e3o articuladas), mas sem sair do enquadramento da enuncia\u00e7\u00e3o. A figura 3 apresenta nossa busca em devir, uma forma\u00e7\u00e3o colaborativa, na qual todos-todos interagem em uma aprendizagem colaborativa e interativa, com libera\u00e7\u00e3o dos polos da emiss\u00e3o e da recep\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-146\" src=\"http:\/\/wwwp.uniriotec.br\/informaticanaeducacao\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2017\/10\/EOL-interacao-1024x770.png\" alt=\"Tipos de Interatividade\" width=\"750\" height=\"564\" \/><br \/>\nDiscuss\u00e3o dos tipos de Interatividade no presencial e online<figcaption>Fonte: V\u00eddeo Sala de Aula Interativa (<a href=\"#SILVA2017\">SILVA, 2017<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Interatividade e Educa\u00e7\u00e3o<\/h5>\n<p>Neste v\u00eddeo curto (9:19s), o pr\u00f3prio professor-soci\u00f3logo Marco Silva discute a no\u00e7\u00e3o de interatividade considerando os meios de comunica\u00e7\u00e3o e a Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Interatividade na Educa\u00e7\u00e3o - Prof\u00ba Dr. Marco Silva\" width=\"750\" height=\"563\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ShRODbkFIJ0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><figcaption class=\"videoLegenda\">Fonte: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/ShRODbkFIJ0\">https:\/\/youtu.be\/ShRODbkFIJ0<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<\/section>\n<p>Criar, interagir, participar, autorizar-se em uma forma\u00e7\u00e3o para\/no exerc\u00edcio da autonomia, tem sido nossa inspira\u00e7\u00e3o dos\/nos processos formativos da doc\u00eancia online e das pesquisas que tecemos junto com os praticantes culturais na cibercultura. Nessa modalidade educativa, a educa\u00e7\u00e3o online, n\u00e3o h\u00e1 lugar para a fragmenta\u00e7\u00e3o de quem pensa e realiza o desenho did\u00e1tico. O tutor, para n\u00f3s professor, \u00e9 algu\u00e9m implicado com todas as insepar\u00e1veis \u201cetapas\u201d da forma\u00e7\u00e3o online, ou seja, a inspira\u00e7\u00e3o epistemol\u00f3gica do processo de ensinoaprendizagem; o desenho did\u00e1tico, a media\u00e7\u00e3o, a avalia\u00e7\u00e3o, etc, comp\u00f5em o todo de um processo formativo.<\/p>\n<section class=\"quadro cineclube\">\n<h5>CINECLUBE: Escritores da liberdade<\/h5>\n<section class=\"cineclube_cartaz\"><a href=\"https:\/\/upload.wikimedia.org\/wikipedia\/pt\/7\/73\/FWPoster.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-253\" src=\"http:\/\/wwwp.uniriotec.br\/informaticanaeducacao\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2017\/10\/FWPoster-203x300.jpg\" alt=\"\" width=\"203\" height=\"300\" \/><\/a><br \/>\n(Dispon\u00edvel na <a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/search?q=Escritores%20da%20liberdade&amp;jbv=70053462&amp;jbp=0&amp;jbr=0\">NETFLIX<\/a>)<\/section>\n<section class=\"cineclube_sinopse\">\nO filme, de 2007, \u00e9 uma hist\u00f3ria real que aborda a educa\u00e7\u00e3o norte-americana e os desafios da doc\u00eancia em promover a autoria dos\/as estudantes diante de um cotidiano escolar marcado pela viol\u00eancia e extremas desigualdades. O filme se baseia no livro &#8220;The Freedom Writers Diaries&#8221; (Di\u00e1rio dos Escritores da Liberdade, publicado em 1999), baseado nos relatos da professora Erin Gruwell e de estudantes que registraram em di\u00e1rios reflex\u00f5es existenciais.<\/p>\n<p>Atente para a rela\u00e7\u00e3o entre o filme e a discuss\u00e3o que aqui fizemos sobre autoria na educa\u00e7\u00e3o em tempos de cibercultura. Reflita sobre a import\u00e2ncia em valorizar as autorias dos alunos no contexto educacional, e como essa pot\u00eancia foi desenvolvida no m\u00e9todo proposto pela professora retratado no filme.<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<h3 id=\"resumo\">Resumo<\/h3>\n<p>\u00c9 no contexto da educa\u00e7\u00e3o online que situamos este trabalho. Nos inspiramos nos fen\u00f4menos da cibercultura, e suas atualiza\u00e7\u00f5es, para compreendermos como o surgimento dessas pr\u00e1ticas cotidianas passam por uma din\u00e2mica de diferentes modalidades perceptivas. Destacamos aqui, dentro dos estudos da EOL, os potenciais comunicacionais e pedag\u00f3gicos dos artefatos culturais, principalmente porque eles potencializam os usos dos docentes ao constitu\u00edrem-se em espa\u00e7os para produzir e cocriar conhecimento em rede.<\/p>\n<p>A educa\u00e7\u00e3o online, como fen\u00f4meno da cibercultura, avan\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ideia de educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia que fragmenta os processos de pensar e fazer a doc\u00eancia, e ainda se configura em um desenho did\u00e1tico como reposit\u00f3rio de textos e atividades para serem respondidas em uma linearidade de prop\u00f3sitos.<\/p>\n<p>S\u00e3o muitos os caminhos poss\u00edveis de se pensarfazer a forma\u00e7\u00e3o docente e discente no contexto da cibercultura. Nesses meandros, op\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, epistemol\u00f3gicas e metodol\u00f3gicas podem nos colocar no caminho da forma\u00e7\u00e3o massiva e alienadora ou em itiner\u00e2ncias, da busca em devir, por uma cidadania autoral na cibercultura; para isso, problematizamos a no\u00e7\u00e3o de ciberautorcidad\u00e3o por entend\u00ea-la como forma\u00e7\u00e3o expressiva de uma postura autoral, cr\u00edtica, imersiva e implicada. Devemos pensar a forma\u00e7\u00e3o docente em espa\u00e7os de aprendizagens que favore\u00e7am a intera\u00e7\u00e3o dos sujeitos, sobretudo por meio de artefatos t\u00e9cnico-culturais que potencializem aprendizagens coletivas e instigadoras de conhecimentos plurais e heterog\u00eaneos.<\/p>\n<p>Nesse sentido, para n\u00f3s a autoria \u00e9 uma no\u00e7\u00e3o fundante de todo o processo aprenderensinar em rede. Com a EOL, desenvolver essa escuta sofisticada de uma forma\u00e7\u00e3o que se pretende autoral requer lan\u00e7ar m\u00e3o de dispositivos que favore\u00e7am o di\u00e1logo plural, a escuta de si, a reflex\u00e3o e a reflexividade, ou seja, a primeira mais pr\u00f3xima do plano da raz\u00e3o e a segunda como a capacidade de pensar o pr\u00f3prio pensamento.<\/p>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O LIVE --><\/p>\n<section id=\"live\">\n<h3>Live-palestra-conversa<\/h3>\n<p>Live-palestra-conversa sobre este cap\u00edtulo, realizada no dia 10\/6\/2021 no programa <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/playlist?list=PLJ4OGYhKIdcUwE2jKK5iplqyBAmne_sG4\">Conecta<\/a> (CEIE-SBC):<\/p>\n<figure>\n<h5>Registro da live-palestra-conversa com os autores deste cap\u00edtulo<\/h5>\n<p>    <iframe loading=\"lazy\" title=\"[Conecta] Educa\u00e7\u00e3o online: aprenderensinar em rede\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fU3SFNIqAm0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/fU3SFNIqAm0\">https:\/\/youtu.be\/fU3SFNIqAm0<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n<h5>Apresenta\u00e7\u00e3o utilizada na live-palestra-conversa<\/h5>\n<p><a href=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/EducacaoOnline-SantosRibeiroCarvalho2021.pptx\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/educacaoonline-apresentacao-1.jpg\" alt=\"Educa\u00e7\u00e3o online - apresenta\u00e7\u00e3o\" width=\"75%\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4219\" style=\"border: 1px solid gray\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/educacaoonline-apresentacao-1.jpg 2000w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/educacaoonline-apresentacao-1-300x169.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/educacaoonline-apresentacao-1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/educacaoonline-apresentacao-1-768x432.jpg 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/educacaoonline-apresentacao-1-1536x864.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 2000px) 100vw, 2000px\" \/><\/a><figcaption><a href=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/EducacaoOnline-SantosRibeiroCarvalho2021.pdf\">Formato PDF<\/a> (para ler) e <a href=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/EducacaoOnline-SantosRibeiroCarvalho2021.pptx\">Formato PPT<\/a> (para editar-remixar)<\/figcaption><\/figure>\n<\/section>\n<section  id=\"leituras\">\n<h3>Leituras Recomendadas<\/h3>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/periodicos.sbu.unicamp.br\/ojs\/index.php\/etd\/article\/view\/8640749\/12238\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/wwwp.uniriotec.br\/informaticanaeducacao\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2017\/10\/leituraSantos2016.png\" alt=\"MEDIA\u00c7\u00c3O DOCENTE ONLINE PARA COLABORA\u00c7\u00c3O: NOTAS DE UMA PESQUISA-FORMA\u00c7\u00c3O NA CIBERCULTURA\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\">\n<a href=\"https:\/\/periodicos.sbu.unicamp.br\/ojs\/index.php\/etd\/article\/view\/8640749\/12238\"><strong>Media\u00e7\u00e3o docente online para colabora\u00e7\u00e3o: notas de uma pesquisa-forma\u00e7\u00e3o na cibercultura<\/strong><\/a><br \/>\n(<a href=\"#SANTOS2016\">SANTOS, CARVALHO &amp; PIMENTEL, 2016<\/a>)<br \/>\nNesse artigo \u00e9 discutido o papel da media\u00e7\u00e3o docente na educa\u00e7\u00e3o online, sendo apontada a necessidade do docente desempenhar uma participa\u00e7\u00e3o ativa visando promover a colabora\u00e7\u00e3o no processo formativo.<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"http:\/\/www4.pucsp.br\/pos\/tidd\/teccogs\/artigos\/2010\/edicao_3\/3-educar_na_cibercultura-desafios_formacao_de_professores_para_docencia_em_cursos_online-marco_silva.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/wwwp.uniriotec.br\/informaticanaeducacao\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2017\/10\/leituraSilva2010.png\" alt=\"EDUCAR NA CIBERCULTURA: DESAFIOS \u00c0 FORMA\u00c7\u00c3O DE PROFESSORES PARA DOC\u00caNCIA EM CURSOS ONLINE\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><\/section >\n<section class=\"leitura_descricao\">\n<a href=\"http:\/\/www4.pucsp.br\/pos\/tidd\/teccogs\/artigos\/2010\/edicao_3\/3-educar_na_cibercultura-desafios_formacao_de_professores_para_docencia_em_cursos_online-marco_silva.pdf\"><strong>Educar na cibercultura: desafios \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de professores para a doc\u00eancia em cursos online<\/strong><\/a><br \/>\n(<a href=\"#SILVA2009\">SILVA, 2009<\/a>)<br \/>\nEsse artigo situa quatro desafios \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de professores para a doc\u00eancia online: 1) transi\u00e7\u00e3o da m\u00eddia cl\u00e1ssica para a m\u00eddia online; 2) hipertexto pr\u00f3prio da tecnologia digital; 3) interatividade enquanto mudan\u00e7a fundamental do esquema cl\u00e1ssico da comunica\u00e7\u00e3o; e 4) explora\u00e7\u00e3o das interfaces da internet.<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\">\n<a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Pesquisa-Forma%C3%A7%C3%A3o-na-Cibercultura-Edm%C3%A9a-Santos-ebook\/dp\/B00S0DQBXO\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/wwwp.uniriotec.br\/informaticanaeducacao\/wp-content\/uploads\/sites\/22\/2017\/10\/leituraSantos2015.png\" alt=\"Pesquisa-Forma\u00e7\u00e3o na Cibercultura\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/section >\n<section class=\"leitura_descricao\">\n<\/a><a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Pesquisa-Forma%C3%A7%C3%A3o-na-Cibercultura-Edm%C3%A9a-Santos-ebook\/dp\/B00S0DQBXO\"><strong>Pesquisa-forma\u00e7\u00e3o na cibercultura<\/strong><\/a><br \/>\n(<a href=\"#SANTOS2014\">SANTOS, E., 2014<\/a>)<br \/>\nNesse livro \u00e9 abordado o m\u00e9todo de pesquisa que n\u00e3o separa a forma\u00e7\u00e3o do ato de pesquisar &#8211; o professor atua como pesquisador de sua pr\u00f3pria pr\u00e1tica, promovendo atos de curr\u00edculo em rede.<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<section id=\"exercicios\">\n<h3 id=\"exercicios\">Exerc\u00edcios<\/h3>\n<ol>\n<li>Abrimos o cap\u00edtulo com a seguinte quest\u00e3o: &#8220;Como pensar o <em>aprenderensinar<\/em> em tempos de cibercultura?&#8221;. Agora, ap\u00f3s a leitura do cap\u00edtulo e considerando sua experi\u00eancia, que resposta voc\u00ea apresenta para essa quest\u00e3o?<\/li>\n<li>Um dos nossos objetivos educacionais \u00e9 &#8220;Entender que fazer EOL exige metodologia pr\u00f3pria, com pr\u00e1ticas educativas e desenho did\u00e1tico contextualizados&#8221;. Na se\u00e7\u00e3o 2, propusemos uma atividade para voc\u00ea planejar uma aula qualquer com o uso das tecnologias digitais em rede. Agora queremos que voc\u00ea planeje uma aula considerando alguns problemas contempor\u00e2neos: <em>&#8220;As redes sociais e a internet est\u00e3o criando bolhas. O Facebook, por meio de um algoritmo, mostra para voc\u00ea s\u00f3 o que voc\u00ea quer ver. A consequ\u00eancia disso, dizem especialistas, \u00e9 a polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. O assunto foi usado como hip\u00f3tese explicativa para a polarizada elei\u00e7\u00e3o americana de 2016, que acabou por colocar Donald Trump na presid\u00eancia dos EUA. (Jos\u00e9 Orenstein, para o Nexo Jornal)&#8221;<\/em>. Diante da amplia\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0s redes sociais e de seu uso para polariza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, dissemina\u00e7\u00e3o de not\u00edcias falsas e discurso de \u00f3dio, o trabalho docente deve enriquecer o debate em aula e apurar o olhar cr\u00edtico do aluno. Com esta finalidade, planeje uma aula para trabalhar com os alunos algum dos problemas contempor\u00e2neos emergentes do uso dos sistemas de redes sociais.<\/li>\n<li>Com a populariza\u00e7\u00e3o dos dispositivos m\u00f3veis (3a gera\u00e7\u00e3o da EOL) est\u00e3o sendo promovidos &#8220;aplicativos dos mais diferentes tipos e das mais diferentes finalidades \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de educadores e educandos na constitui\u00e7\u00e3o potencialmente rica do que pode ser chamado de &#8216;app-learning&#8217;.&#8221; (<a href=\"#SANTAELLA2016\">SANTAELLA, 2016<\/a>, p.10). Considerando esse fen\u00f4meno que \u00e9 t\u00edpico da cibercultura, projete um aplicativo para dispositivo m\u00f3vel para promover app-learning.<\/li>\n<\/ol>\n<\/section>\n<section  id=\"referencias\">\n<h3>Refer\u00eancias<\/h3>\n<p id=\"ALVES2010\">ALVES, Nilda. Redes educativas \u201cdentrofora\u201d das escolas, exemplificadas pela forma\u00e7\u00e3o de professores. In: SANTOS, Luc\u00edola; DALBEN, \u00c2ngela; LEAL, J\u00falio Dinis (org.). <a href=\"https:\/\/perdigital.files.wordpress.com\/2011\/04\/livro_6.pdf\">Converg\u00eancias e tens\u00f5es no campo da forma\u00e7\u00e3o e do trabalho docente: curr\u00edculo, ensino de Educa\u00e7\u00e3o F\u00edsica, ensino de Geografia, ensino de hist\u00f3ria, escola, fam\u00edlia e comunidade<\/a>. Belo horizonte: Aut\u00eantica, 2010.<\/p>\n<p id=\"AMARAL2014\">AMARAL, Mirian Maia; LEMGRUBER, M\u00e1rcio. Autorias docentes e discentes em redes de aprendizagem online. In: ROSADO, Luiz Alexandre da Silva; FERREIRA, Giselle Martins dos Santos; LEMGRUBER, M\u00e1rcio Silveira; BOHADANA, Estrella D. Alva Benaion (Org.). <a href=\"https:\/\/ticpe.files.wordpress.com\/2014\/11\/educac3a7c3a3o-e-tecnologia-parcerias-3-0-versc3a3o-final.pdf\">Educa\u00e7\u00e3o e tecnologia: parcerias 3.0<\/a> [livro eletr\u00f4nico]. 1. ed. Rio de Janeiro: Universidade Est\u00e1cio de S\u00e1, 2014, v. 1, p. 148-178.<\/p>\n<p id=\"ARDOINO2003\">ARDOINO, Jacques. Para uma pedagogia socialista. Bras\u00edlia: PLANO Editora, 2003.<\/p>\n<p id=\"ARDOINO1998\">ARDOINO, Jacques. Abordagem multirreferencia (plural) das situa\u00e7\u00f5es educativas e formativas. In: BARBOSA, J. (org.). <a href=\"http:\/\/portal-archipelagus.azurewebsites.net\/farol\/edufscar\/produto\/multirreferencialidade-nas-ciencias-e-na-educacao\/40018\/\">Multirreferencialidade nas ci\u00eancias e na educa\u00e7\u00e3o<\/a>. S\u00e3o Carlos: EDUFScar, 1998.<\/p>\n<p id=\"BACKES2013\">BACKES, Luciana; SCHLEMMER, Eliane. <a href=\"http:\/\/www2.pucpr.br\/reol\/pb\/index.php\/dialogo?dd1=7644&amp;dd99=view\">Pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas na perspectiva do hibridismo tecnol\u00f3gico digital<\/a>. Revista Di\u00e1logo Educ., Curitiba, v. 13, n. 38, p. 243-266, jan.\/abr. 2013. Dispon\u00edvel em: . Acesso em: 05\/06\/2015.<\/p>\n<p id=\"BARBOSA1998\">BARBOSA, J. Educa\u00e7\u00e3o para a forma\u00e7\u00e3o de autores cidad\u00e3os. In: Barbosa, J. (org.). <a href=\"http:\/\/portal-archipelagus.azurewebsites.net\/farol\/edufscar\/produto\/multirreferencialidade-nas-ciencias-e-na-educacao\/40018\/\">Multirreferencialidade nas ci\u00eancias e na educa\u00e7\u00e3o&lt;\/a. S\u00e3o Carlos: EDUFScar, 1998.<\/a><\/p>\n<p id=\"BARBOSA2009\">BARBOSA, J.; ALMEIDA, Danilo Di manno de. O corpo, o outro e a multirrefrencialidade: uma experi\u00eancia reflexiva em EaD. In. ALONSO, K\u00e1tia M.; RODRIGUES. Ros\u00e2ngela S.; BARBOSA, J. <a href=\"http:\/\/www.editora.ufmt.br\/index.php?route=product\/product&amp;keyword=cen%C3%A1rios&amp;category_id=0&amp;product_id=324\">Educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia: pr\u00e1ticas, reflex\u00f5es e cen\u00e1rios plurais<\/a>. Cuiab\u00e1, MT: EduFMT, 2009.<\/p>\n<p id=\"BARBOSA2010\">BARBOSA, Joaquim Gon\u00e7alves; HESS, Remi. <a href=\"https:\/\/www.autoresassociados.com.br\/o-diario-de-pesquisa-o-estudante-universitario-e-seu-processo-formativo.html\">O di\u00e1rio de pesquisa: o estudante universit\u00e1rio e o seu processo formativo<\/a>. Bras\u00edlia: Liber livro, 2010.<\/p>\n<p id=\"BARBOSAJ2009\">BARBOSA, Joaquim Gon\u00e7alves; PINHEIRO, Leandro da N\u00f3brega; NUNES, Monica Ferreira. <a href=\"https:\/\/www.metodista.br\/revistas\/revistas-ims\/index.php\/EL\/article\/view\/819\">Di\u00e1rio de pesquisa virtual: uma op\u00e7\u00e3o formativa para a EAD<\/a>. Educa\u00e7\u00e3o e Linguagem, n 19, Universidade Metodista de S\u00e3o Paulo, S\u00e3o Bernardo do Campo: UMESP, 2009.<\/p>\n<p id=\"BASSANI2009\">BASSANI, Patr\u00edcia B. S. <a href=\"http:\/\/www.br-ie.org\/pub\/index.php\/sbie\/article\/view\/1124\">Trocas interindividuais no f\u00f3rum de discuss\u00e3o: um estudo sobre as comunidades de aprendizagem em espa\u00e7os de educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia<\/a>. In: XX Simp\u00f3sio Brasileiro de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o (SBIE). 2009.<\/p>\n<p id=\"BASSANI2011\">BASSANI, Patr\u00edcia B. S. <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0360131510003301\">Interpersonal exchanges in discussion forums: A study of learning communities in distance learning settings<\/a>. 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O lado sens\u00edvel da concretude do mundo. In: ALMEIDA, Angela Maria; KNOBB, Margarida; ALMEIDA, Maria da Concei\u00e7\u00e3o. <a href=\"https:\/\/books.google.com.br\/books\/about\/Polif%C3%B4nicas_id%C3%A9ias_por_uma_ci%C3%AAncia_ab.html?id=7vN9AAAAIAAJ&amp;redir_esc=y\">Polif\u00f4nicas Ideias: por uma ci\u00eancia aberta<\/a>. 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Formada em Letras (FEUDUC) e Pedagogia (UERJ), P\u00f3s- Graduada em Doc\u00eancia do Ensino Superior(UCAM) e Inform\u00e1tica Aplicada \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o(UERJ). Vice coordenadora do GPDOC &#8211; Grupo de Pesquisa Doc\u00eancia e Cibercultura. Tutora de Educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia. Site: www.docenciaonline.pro.br.<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"autor\" id=\"Ribeiro\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/EOL-Mayra.jpg\" alt=\"Mayra Rodrigues Fernandes Ribeiro\" width=\"150\" height=\"200\" class=\"alignnone size-full wp-image-732\" \/><\/section >\n<section class=\"autor_descricao\">\n<strong>Mayra Rodrigues Fernandes Ribeiro<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/8542174284521241\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/8542174284521241<\/a>)<br \/>\nDoutora em Educa\u00e7\u00e3o pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro \u2013 UERJ; professora da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UERN,  atuando no Mestrado em Educa\u00e7\u00e3o \u2013 POSEDUC\/UERN e na gradua\u00e7\u00e3o no curso de pedagogia e outras licenciaturas; membro dos grupos de Pesquisa -Forma\u00e7\u00e3o e Profissionaliza\u00e7\u00e3o do Professor \u2013 UERN e Doc\u00eancia e Cibercultura \u2013 UERJ, estuda e pesquisa, inspirada nas epistemologias multirreferencial e  com os cotidianos, a forma\u00e7\u00e3o docente no contexto da cibercultura.<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"autor\" id=\"Carvalho\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/EOL-Felipe.jpg\" alt=\"Felipe da Silva Ponte de Carvalho\" width=\"150\" height=\"200\" class=\"alignnone size-full wp-image-731\" \/><\/section >\n<section class=\"autor_descricao\">\n<strong>Felipe da Silva Ponte de Carvalho<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/8539464540238508\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/8539464540238508<\/a>)<br \/>\nMestre e doutorando em Educa\u00e7\u00e3o pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro \u2013 UerjUERJ; p\u00f3s-graduado em Inform\u00e1tica Aplicada \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o (UerjUERJ); docente online da disciplina de \u201cInform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o\u201d do curso de Pedagogia a dist\u00e2ncia UerjUERJ\/Cederj\/UAB; e membro do Grupo de Pesquisa Doc\u00eancia e Cibercultura (GpdocGPDOC). Orcid: http:\/\/orcid.org\/0000-0001-7398-6171<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<section id=\"citar\">\n<h3>Como citar este cap\u00edtulo<\/h3>\n<blockquote><p>SANTOS, Rosemary; RIBEIRO, Mayra R.F., CARVALHO, Felipe S.P. Educa\u00e7\u00e3o Online: aprenderensinar em rede. In: SANTOS, Edm\u00e9a O.; SAMPAIO, F\u00e1bio F.; PIMENTEL, Mariano (Org.). <b>Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o<\/b>: fundamentos e pr\u00e1ticas. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o, 2021. (S\u00e9rie Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o CEIE-SBC, v.1) Dispon\u00edvel online: &lt;https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/educacaoonline&gt;<\/p><\/blockquote>\n<\/section>\n<section id=\"comentarios\"><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Rosemary dos Santos, Mayra Rodrigues Fernandes Ribeiro, Felipe da Silva Ponte de Carvalho) Como pensar o aprenderensinar em tempos de &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[],"class_list":["post-8","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-cultura"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8"}],"version-history":[{"count":78,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1953,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8\/revisions\/1953"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}