{"id":743,"date":"2018-10-19T16:03:49","date_gmt":"2018-10-19T19:03:49","guid":{"rendered":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/?p=743"},"modified":"2021-03-03T19:52:09","modified_gmt":"2021-03-03T22:52:09","slug":"computacaoafetiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/computacaoafetiva\/","title":{"rendered":"Computa\u00e7\u00e3o Afetiva aplicada \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<section id=\"autores\">(<a href=\"#Jaques\">Patr\u00edcia A. Jaques<\/a>, <a href=\"#Nunes\">Maria Augusta S. N. Nunes<\/a>)<\/section>\n<section id=\"imagemDisparadora\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-745\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_ComputacaoAfetiva-1024x737.jpg\" alt=\"Computa\u00e7\u00e3o Afetiva\" width=\"750\" height=\"540\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_ComputacaoAfetiva-1024x737.jpg 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_ComputacaoAfetiva-300x216.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_ComputacaoAfetiva-768x553.jpg 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_ComputacaoAfetiva.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<h4>Podem as m\u00e1quinas inferir e se adaptar \u00e0s emo\u00e7\u00f5es e personalidade do estudante?<\/h4>\n<p>As emo\u00e7\u00f5es e personalidade est\u00e3o diretamente ligadas e interferem na aprendizagem. E esta rela\u00e7\u00e3o entre estados afetivos e aprendizagem \u00e9 complexa. Por exemplo, sabemos que algumas emo\u00e7\u00f5es negativas, como a confus\u00e3o, est\u00e3o positivamente correlacionadas com a aprendizagem, fazendo com que os estudantes busquem o conhecimento e mantenham o foco e a aten\u00e7\u00e3o. No entanto, se essa emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o for adequadamente regulada e persistir por muito tempo, ela pode resultar em frustra\u00e7\u00e3o e t\u00e9dio, interferindo negativamente na motiva\u00e7\u00e3o e aprendizagem do estudante. Ambientes inteligentes de aprendizagem que detectam automaticamente os estados afetivos do estudante podem auxili\u00e1-lo a regular a sua emo\u00e7\u00e3o. E, al\u00e9m das emo\u00e7\u00f5es, essa regula\u00e7\u00e3o deve ser adaptada ao conhecimento do estudante e tamb\u00e9m aos seus tra\u00e7os de personalidade. Este cap\u00edtulo de livro objetiva apresentar uma vis\u00e3o geral sobre a \u00e1rea que denominamos Computa\u00e7\u00e3o Afetiva aplicada \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o, que envolve os trabalhos que detectam e respondem \u00e0s emo\u00e7\u00f5es e, tamb\u00e9m, trabalhos que inferem e usam a personalidade a fim de maximizar a aprendizagem dos estudantes e proporcionar uma experi\u00eancia de aprendizagem mais agrad\u00e1vel. Mais especificamente, focamos em como as pesquisas t\u00eam considerado dois estados afetivos em espec\u00edfico: as emo\u00e7\u00f5es e tra\u00e7os de personalidade.<\/p>\n<\/section>\n<section id=\"objetivosEducacionais\">\n<h4>Objetivos Educacionais:<\/h4>\n<ul>\n<li>Conhecer as teorias de emo\u00e7\u00e3o e personalidade usadas computacionalmente para personalizar as intera\u00e7\u00f5es em ambientes educacionais;<\/li>\n<li>Entender como os ambientes de aprendizagem podem inferir e modelar as emo\u00e7\u00f5es e tra\u00e7os de personalidade do estudante e conhecer as pesquisas cient\u00edficas nesta dire\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Compreender como os ambientes de aprendizagem podem se adaptar \u00e0s emo\u00e7\u00f5es e personalidade dos estudantes e como essa adapta\u00e7\u00e3o \u00e9 realizada.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>\u00cdndice:<\/h4>\n<ul>\n<li><a href=\"#s1\">1. Emo\u00e7\u00f5es, Estados Afetivos e Computa\u00e7\u00e3o<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s2\">2. Emo\u00e7\u00e3o <\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s3\">3. Personalidade<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s4\">4. Dire\u00e7\u00f5es Futuras da Computa\u00e7\u00e3o Afetiva<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#resumo\">Resumo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#leituras\">Leituras Recomendadas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#exercicios\">Exerc\u00edcios<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#referencias\">Refer\u00eancias<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#listaAutores\">Sobre as Autoras<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#citar\">Como citar este cap\u00edtulo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#comentarios\">Coment\u00e1rios<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<h2 id=\"s1\">1. Emo\u00e7\u00f5es, Estados Afetivos e Computa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>J\u00e1 deve ter acontecido com voc\u00ea ou talvez com um amigo pr\u00f3ximo. A temida prova de matem\u00e1tica. Voc\u00ea estudou o conte\u00fado, voc\u00ea resolveu muitos exerc\u00edcios, revisou a mat\u00e9ria. Voc\u00ea est\u00e1 muito ansioso! Percebe todas as manifesta\u00e7\u00f5es corporais dessa ansiedade: est\u00e1 suando, respira\u00e7\u00e3o curta, n\u00e3o consegue ficar parado, fica batendo a caneta na mesa (para desespero do colega ao lado), as pernas mexem involuntariamente (agora para desespero do colega da frente). E, ent\u00e3o, o pior acontece! Voc\u00ea esqueceu de tudo! Deu branco! Ca-t\u00e1s-tro-fe! Sem contar que o colega da frente e ao lado juram inimizade para toda a vida.<\/p>\n<p>Voc\u00ea saiu da prova desolado, certo? E ficou imaginando&#8230; \u201cQue droga de emo\u00e7\u00f5es! Se n\u00e3o fossem elas, eu teria ido bem nessa prova. Para que elas servem? S\u00f3 para atrapalhar!\u201d E voc\u00ea n\u00e3o foi o \u00fanico a j\u00e1 ter pensado desta forma! N\u00e3o estamos falando aqui de todos os colegas que tiveram \u201cbranco\u201d no dia da prova de matem\u00e1tica, mas de muitos cientistas e fil\u00f3sofos, inclusive.<\/p>\n<p>Durante muitos anos, na sociedade ocidental, as emo\u00e7\u00f5es, e outras manifesta\u00e7\u00f5es afetivas, foram negligenciadas por pesquisadores das ci\u00eancias humanas e at\u00e9 mesmo pela Filosofia. Isso se deve a uma vis\u00e3o dualista sobre raz\u00e3o e emo\u00e7\u00e3o que persistiu durante s\u00e9culos. A raz\u00e3o, ou melhor, os processos cognitivos, tais como tomada de decis\u00e3o, resolu\u00e7\u00e3o de problemas, racioc\u00ednio, eram considerados superiores e funcionando separadamente da emo\u00e7\u00e3o. E isso vem de longa data. Considera-se que essa vis\u00e3o \u00e9 uma heran\u00e7a do fil\u00f3sofo <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Ren\u00e9_Descartes\">Descartes<\/a>, que acreditava que na alma, a parte divina, residia todos os processos cognitivos, enquanto no corpo as emo\u00e7\u00f5es e instintos mais b\u00e1sicos. Desta forma, o melhor de n\u00f3s era a alma e, por consequ\u00eancia, a cogni\u00e7\u00e3o. J\u00e1 as emo\u00e7\u00f5es, negligenci\u00e1veis!<\/p>\n<p>Hoje em dia, \u00e9 quase o oposto. As emo\u00e7\u00f5es e v\u00e1rios fen\u00f4menos afetivos ganharam os holofotes e v\u00e1rios livros, peri\u00f3dicos e <a href=\"https:\/\/www.ted.com\/\">TED talks<\/a> podem ser encontrados sobre o tema. Muito se deve a alguns trabalhos precursores de neurocientistas e cientistas da Psicologia, que trouxeram esse tema \u00e0 Ci\u00eancia, por meio de publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas (<a href=\"#LANE1999\">LANE; NADEL, 1999<\/a>; <a href=\"#DALGLEISH2000\">DALGLEISH; POWER, 2000<\/a>), e ao grande p\u00fablico, por interm\u00e9dio de livros (<a href=\"#DAMASIO2012\">DAMASIO, 2012<\/a>; <a href=\"#GOLEMAN1995\">GOLEMAN, 1995<\/a>). N\u00e3o que outros cientistas n\u00e3o tivessem anteriormente tentado chamar aten\u00e7\u00e3o da comunidade cient\u00edfica sobre este fato. <a href=\"#PIAGET1989\">Piaget (1989)<\/a> e <a href=\"#VYGOTSKY1994\">Vygotsky (1994)<\/a> j\u00e1 haviam escrito sobre o assunto. Mas foi apenas recentemente que ele foi publicado.<\/p>\n<p>Esse interesse tamb\u00e9m se espalhou para outras \u00e1reas, inclusive a computa\u00e7\u00e3o. A l\u00f3gica \u00e9 simples! Se as emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o t\u00e3o importantes para o ser humano, seja em processos cognitivos ditos inteligentes, quanto na intera\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o ela deve tamb\u00e9m ser considerada por m\u00e1quinas que querem ser mais inteligentes ou interagir de forma mais natural com humanos. E assim nasceu a \u00e1rea de pesquisa <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Computa\u00e7\u00e3o_afetiva\">Computa\u00e7\u00e3o Afetiva<\/a>! <a href=\"http:\/\/web.media.mit.edu\/~picard\/\">Rosalind Picard<\/a>, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), \u00e9 considerada a fundadora da \u00e1rea, na segunda metade da d\u00e9cada de 90. Na \u00e9poca, ela escreveu o livro Affective Computing (<a href=\"#PICARD1997\">PICARD, 1997<\/a>), extremante difundido e chamando aten\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1rea.<\/p>\n<p><a href=\"#PICARD1997\">Picard (1997)<\/a> define Computa\u00e7\u00e3o Afetiva como \u201ccomputa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 relacionada com, surge das, ou deliberadamente influencia as emo\u00e7\u00f5es\u201d. Segundo a pesquisadora, para que um sistema computacional seja considerado afetivo, ele deve possuir ao menos uma das seguintes capacidades: (1) detectar as emo\u00e7\u00f5es do usu\u00e1rio; (2) expressar emo\u00e7\u00f5es; (3) possuir emo\u00e7\u00f5es (s\u00edntese de emo\u00e7\u00f5es).<\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE: TED TALK de Rosalind Picard<\/h5>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Technology and Emotions | Roz Picard | TEDxSF\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ujxriwApPP4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\nEm junho de 2011, Rosalind Picard apresentou esse interessante TED Talk sobre a \u00e1rea de Computa\u00e7\u00e3o Afetiva, em um TEDx San Francisco. TED \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos devotada a disseminar ideias por meio de curtas e poderosas palestras (18 minutos ou menos), TED talks, apresentadas em confer\u00eancias anuais, organizadas pelo TED. Os TED talks eram originalmente na \u00e1rea de Tecnologia, Entretenimento e Design (por isso o nome TED), mas hoje englobam a maioria dos t\u00f3picos (desde ci\u00eancia, neg\u00f3cios e at\u00e9 quest\u00f5es globais). Os TEDx s\u00e3o eventos no formato TED organizados de forma independente por pessoas, organiza\u00e7\u00f5es, etc., com uma licen\u00e7a gratuita da TED. Assista esse TED Talk para uma melhor vis\u00e3o da \u00e1rea. Se quiser ver outros, veja uma <a href=\"https:\/\/www.ted.com\/playlists\/171\/the_most_popular_talks_of_all\">playlist <\/a>com os TED Talks mais populares de todos os tempos.<br \/>\n<\/section>\n<p>Neste cap\u00edtulo de livro n\u00f3s vamos focar nos sistemas computacionais que detectam automaticamente os estados afetivos do aprendiz e respondem adequadamente de forma a tornar a sua aprendizagem mais efetiva e sua experi\u00eancia mais agrad\u00e1vel e interessante. Por exemplo, um ambiente de aprendizagem que detecta automaticamente e responde \u00e0s emo\u00e7\u00f5es do estudante pode motiv\u00e1-lo, modificar suas atitudes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 matem\u00e1tica e aumentar seu desempenho (<a href=\"#ARROYO2009\">ARROYO et al., 2009<\/a>; <a href=\"#DMELLO2008\">D\u2019MELLO et al., 2008<\/a>).<\/p>\n<p>Embora a \u00e1rea de Computa\u00e7\u00e3o Afetiva se interessava inicialmente mais pelas emo\u00e7\u00f5es (talvez por essas serem mais conhecidas), atualmente ela investiga v\u00e1rios estados (ou fen\u00f4menos) afetivos, tais como estado de \u00e2nimo (ou humor), tra\u00e7os de personalidade, atitudes, entre outros fen\u00f4menos cognitivo-emocionais, por exemplo a confus\u00e3o (ver Quadro <a href=\"#estadosAfetivosEmocoes\">Estados Afetivos X Emo\u00e7\u00f5es<\/a>). Neste cap\u00edtulo de livro, n\u00f3s iremos focar nos trabalhos de pesquisa envolvendo emo\u00e7\u00f5es e tra\u00e7os de personalidade. H\u00e1 dois motivos para fazermos isso. Primeiramente, falando honestamente, porque trabalhamos com esses estados afetivos e, por isso, temos mais conhecimento sobre as pesquisas que os envolvem. Mas, tamb\u00e9m, porque acreditamos que esses s\u00e3o os estados afetivos mais considerados e usados nos trabalhos na \u00e1rea de Computa\u00e7\u00e3o Afetiva e Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m ousaremos criar a express\u00e3o \u201cComputa\u00e7\u00e3o Afetiva aplicada \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o\u201d para denominar esta nova e interessante \u00e1rea dos trabalhos que consideram estados afetivos em ambientes voltados \u00e0 aprendizagem.<\/p>\n<section class=\"quadro\" id=\"estadosAfetivosEmocoes\">\n<h5>Estados Afetivos X Emo\u00e7\u00f5es<\/h5>\n<p>Estado afetivo (ou fen\u00f4meno afetivo) \u00e9 um termo mais abrangente para designar um estado mental afetivo. Scherer (<a href=\"#SCHERER2000\">2000<\/a>, <a href=\"#SCHERER2005\">2005<\/a>) classifica os estados afetivos em emo\u00e7\u00f5es, humor, postura interpessoal, atitudes e disposi\u00e7\u00f5es de afeto. As emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o breves, intensas e s\u00e3o disparadas pela avalia\u00e7\u00e3o de um evento. O estado de \u00e2nimo (humor), por outro lado, \u00e9 um estado afetivo difuso, que consiste em mudan\u00e7as no sentimento subjetivo, possui baixa intensidade, mas longa dura\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o tem causa aparente. A postura interpessoal \u00e9 a postura afetiva adotada por um indiv\u00edduo em rela\u00e7\u00e3o a um outro indiv\u00edduo em uma determinada situa\u00e7\u00e3o. As atitudes se referem a prefer\u00eancias e predisposi\u00e7\u00f5es de indiv\u00edduos para um objeto ou outro indiv\u00edduo. Gostar de bichos de estima\u00e7\u00e3o peludos \u00e9 um exemplo de atitude. As disposi\u00e7\u00f5es de afeto est\u00e3o relacionadas \u00e0 tend\u00eancia de uma pessoa de experimentar certo humor ou de reagir de uma certa forma emocional e est\u00e3o relacionadas com os tra\u00e7os de personalidade.<br \/>\n<\/section>\n<h2 id=\"s2\">2. Emo\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A introdu\u00e7\u00e3o deixou voc\u00ea com um gostinho de \u201cquero mais\u201d? Vamos come\u00e7ar falando ent\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es. Mais especificamente, nesta se\u00e7\u00e3o vamos tentar entender como as emo\u00e7\u00f5es podem ser consideradas por sistemas computacionais para potencializar o processo de aprendizagem.<br \/>\nMas, antes, precisamos primeiramente entender o que \u00e9 uma emo\u00e7\u00e3o. Possivelmente, a emo\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos estados afetivos mais considerados nos trabalhos de inform\u00e1tica na educa\u00e7\u00e3o. Mas existe alguma confus\u00e3o no assunto e, muitas vezes, as pessoas misturam as emo\u00e7\u00f5es com outros estados afetivos (por exemplo, estados de \u00e2nimo) ou at\u00e9 mesmo um componente delas (sentimento). No dia a dia, n\u00e3o h\u00e1 problema em sermos um pouco descuidados com os termos que usamos, mas na Ci\u00eancia n\u00e3o devemos! \u00c9 objetivo da Ci\u00eancia gerar conhecimento (sobre como as coisas do mundo funcionam ou sobre novas coisas que constru\u00edmos) e para isso precisamos ser bem precisos sobre o que estamos nos referindo.<\/p>\n<p>Como vimos na Introdu\u00e7\u00e3o, a emo\u00e7\u00e3o \u00e9 conceitualmente um tipo de estado afetivo (ou fen\u00f4meno afetivo), assim como o estado de \u00e2nimo (humor). Embora as emo\u00e7\u00f5es sejam estudadas desde a Gr\u00e9cia Antiga (SCHERER, 2000), n\u00e3o h\u00e1 ainda consenso entre os pesquisadores em Ci\u00eancias Sociais sobre o que \u00e9 uma emo\u00e7\u00e3o (<a href=\"#SCHERER2005\">SCHERER, 2005<\/a>). <a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/profile\/Klaus_Scherer\">Scherer<\/a>, um pesquisador su\u00ed\u00e7o que segue uma abordagem psicol\u00f3gica cognitivista, bastante reconhecido pela sua pesquisa sobre emo\u00e7\u00f5es tanto na comunidade cient\u00edfica da psicologia cognitiva quanto na de computa\u00e7\u00e3o afetiva (ele trabalha nas duas \u00e1reas), define emo\u00e7\u00e3o como \u201cum epis\u00f3dio de mudan\u00e7as sincronizadas e inter-relacionadas nos estados de todos ou da maioria dos cinco componentes do subsistema do organismo em resposta \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o de um evento de est\u00edmulo interno ou externo como sendo de grande import\u00e2ncia para um organismo\u201d (<a href=\"#SCHERER2005\">SCHERER, 2005<\/a>). As emo\u00e7\u00f5es se diferem de outros estados afetivos principalmente por sua dura\u00e7\u00e3o, intensidade e pela sua causa aparente. As emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o breves (possuem curta dura\u00e7\u00e3o), intensas e s\u00e3o disparadas pela avalia\u00e7\u00e3o de um evento (<a href=\"#SCHERER2000\">SCHERER, 2000<\/a>). Al\u00e9m disso, emo\u00e7\u00f5es possuem val\u00eancia (positiva ou negativa) (<a href=\"#ORTONY1988\">ORTONY et al., 1988<\/a>) e s\u00e3o intencionais (<a href=\"#FRIJDA1994\">FRIJDA, 1994<\/a>), ou seja, s\u00e3o direcionadas a um objeto (ou pessoa). Se um aluno esta\u0301 frustrado com sua nota em uma avalia\u00e7\u00e3o, essa nota e\u0301 o objeto intencional da frustra\u00e7\u00e3o do aluno. Nesta defini\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m podemos observar que Scherer define emo\u00e7\u00e3o como resultado de v\u00e1rios componentes, descritos na Tabela a seguir.<\/p>\n<table>\n<tr>\n<th>Componente Emocional<\/th>\n<th>Fun\u00e7\u00e3o<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Componente cognitivo<br \/>\n(<em>appraisal<\/em>)<\/td>\n<td>Avalia\u00e7\u00e3o de objetos e eventos<\/td>\n<tr>\n<td>Componente neurofisiol\u00f3gico<br \/>\n(mudan\u00e7as corporais)<\/td>\n<td>Regula\u00e7\u00e3o<\/td>\n<tr>\n<td>Componente motivacional<br \/>\n(tend\u00eancia \u00e0 a\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<td>Prepara\u00e7\u00e3o e dire\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o<\/td>\n<tr>\n<td>Componente de express\u00e3o motora<br \/>\n(express\u00e3o vocal e facial)<\/td>\n<td>Comunica\u00e7\u00e3o da rea\u00e7\u00e3o e da inten\u00e7\u00e3o comportamental<\/td>\n<tr>\n<td>Componente de sentimento subjetivo (experi\u00eancia emocional)<\/td>\n<td>Monitoramento do estado interno e da intera\u00e7\u00e3o do organismo com o ambiente<\/td>\n<caption>Componentes emocionais e suas fun\u00e7\u00f5es (<a href=\"#SCHERER2005\">SCHERER, 2005<\/a>)<\/caption>\n<\/table>\n<p>Esta vis\u00e3o da emo\u00e7\u00e3o como sendo a manifesta\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios componentes do organismo \u00e9 bem aceita atualmente na comunidade cient\u00edfica de Ci\u00eancias Sociais (<a href=\"#SCHERER2005\">SCHERER, 2005<\/a>). Segundo essa vis\u00e3o, sentimento n\u00e3o pode ser confundido com emo\u00e7\u00e3o, uma vez que esse representa apenas um componente em espec\u00edfico da emo\u00e7\u00e3o, denotando o processo de experi\u00eancia emocional subjetiva.<\/p>\n<p>Dependendo da linha te\u00f3rica que os pesquisadores seguem, eles se dedicam a estudar um desses componentes da emo\u00e7\u00e3o. Por exemplo, psic\u00f3logos comportamentais se interessam mais especificamente pelo componente de express\u00e3o motora. Esse \u00e9 o caso do <a href=\"http:\/\/www.paulekman.com\/paul-ekman\/\">Paul Ekman<\/a>, que se interessa particularmente pela express\u00e3o facial de emo\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas. Os te\u00f3ricos que defendem o modelo de emo\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas acreditam que existe um conjunto de emo\u00e7\u00f5es (geralmente seis emo\u00e7\u00f5es, como raiva, medo, surpresa, alegria, tristeza e nojo) que s\u00e3o universais, ou seja, possuem o mesmo padr\u00e3o comportamental e expressivo de rea\u00e7\u00f5es (<a href=\"#EKMAN1999\">EKMAN, 1999<\/a>; <a href=\"#PLUTCHIK1980\">PLUTCHIK, 1980<\/a>). Essas emo\u00e7\u00f5es teriam surgido durante o curso da evolu\u00e7\u00e3o humana, como estrat\u00e9gias adaptativas de resposta emocional (<a href=\"#EKMAN1994\">EKMAN, 1994<\/a>).<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/emocoes-1024x837.png\" alt=\"Emo\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas\" width=\"750\" height=\"613\" class=\"aligncenter size-large wp-image-758\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/emocoes-1024x837.png 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/emocoes-300x245.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/emocoes-768x628.png 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/emocoes.png 1669w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><br \/>\nAs seis emo\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas<\/figure>\n<p>Baseado no modelo de emo\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas, <a href=\"#EKMAN1978\">Ekman desenvolveu, juntamente com W. Friesen (1978)<\/a>, o <a href=\"http:\/\/www.paulekman.com\/facs-faq\/\">EMFACS<\/a>, uma vers\u00e3o emocional do conhecido modelo <a href=\"http:\/\/www.paulekman.com\/product-category\/facs\/\">FACS<\/a> (Facial Action Coding Systems). FACS caracteriza as apar\u00eancias faciais causadas por contra\u00e7\u00f5es musculares, que s\u00e3o chamadas de <a href=\"https:\/\/www.cs.cmu.edu\/~face\/facs.htm\">Action Units<\/a> (AU). Por exemplo, a AU1 representa o movimento de levantamento da regi\u00e3o interna das sobrancelhas. As AUs combinadas representam todas as express\u00f5es faciais poss\u00edveis. O EMFACS mapeia quais as AUs est\u00e3o presentes em cada uma das emo\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas e foi empregado em trabalhos de computa\u00e7\u00e3o afetiva que buscavam detectar as emo\u00e7\u00f5es por express\u00f5es faciais exibidas em fotos ou capturadas em webcam (<a href=\"#OLIVEIRA2008\">OLIVEIRA; JAQUES, 2008<\/a>).<\/p>\n<p>Por outro lado, os pesquisadores em psicologia cognitiva t\u00eam se interessado mais especificamente pelo componente cognitivo das emo\u00e7\u00f5es (<a href=\"#SCHERER1999\">SCHERER, 1999<\/a>; <a href=\"#ARNOLD1960\">ARNOLD, 1960<\/a>; <a href=\"#LAZARUS1991\">LAZARUS, 1991<\/a>). Esse componente \u00e9 respons\u00e1vel pelo <em>appraisal <\/em>(termo que poderia ser traduzido livremente como \u201caprecia\u00e7\u00e3o\u201d ou \u201cavalia\u00e7\u00e3o\u201d), nome dado \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o cognitiva de situa\u00e7\u00f5es e eventos antecedentes a uma emo\u00e7\u00e3o (<a href=\"#SCHERER1999\">SCHERER, 1999<\/a>). Ao perceber um est\u00edmulo, o c\u00e9rebro executa uma avalia\u00e7\u00e3o cognitiva, o <em>appraisal<\/em>, produzindo imediatamente uma tend\u00eancia a\u0300 a\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a objetos e eventos presentes (ou supostamente presentes) no est\u00edmulo (<a href=\"#ARNOLD1960\">ARNOLD, 1960<\/a>). Desta forma, as emo\u00e7\u00f5es e sua intensidade dependem e s\u00e3o disparadas e diferenciadas por processos cognitivos de avalia\u00e7\u00e3o do valor ou do significado emocional de uma situa\u00e7\u00e3o (<a href=\"#SCHERER1999\">SCHERER, 1999<\/a>). <a href=\"#SCHERER1999\">Scherer (1999)<\/a> atribui a <a href=\"#ARNOLD1960\">Arnold (1960)<\/a> o uso do termo <em>appraisal <\/em>pela primeira vez e que <a href=\"#LAZARUS1966\">Lazarus (1966)<\/a> foi quem teve uma influ\u00eancia mais direta na abordagem hoje denominada \u201cteoria de <em>appraisal<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Para que voc\u00ea possa entender de forma mais concreta o significado de <em>appraisal<\/em>, vamos ver um exemplo ilustrativo. Uma professora nos contou que ao entregar a prova corrigida a dois alunos, Marcos e Paula, eles tiveram rea\u00e7\u00f5es opostas, embora os dois tivessem tido a mesma nota, que era uma nota pr\u00f3xima de 9 (sobre 10). Marcos ficou muito contente com seu desempenho. A professora podia notar, pelas suas express\u00f5es faciais e corporais, que ele estava alegre, mesmo que surpreso, com a sua nota. Paula, que era muito exigente consigo mesma e geralmente tirava notas \u00f3timas, ficou visivelmente decepcionada com o resultado daquela avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Voc\u00ea deve estar se perguntando: \u201cent\u00e3o cada pessoa tem uma experi\u00eancia diferente para cada situa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o tem como prever isso?\u201d. De modo simplificado, podemos dizer que existem padr\u00f5es de avalia\u00e7\u00e3o cognitiva que s\u00e3o \u201cinstanciados\u201d de acordo com cren\u00e7as, atitudes, valores morais de um indiv\u00edduo e com a situa\u00e7\u00e3o que essa pessoa experimenta. S\u00e3o esses padr\u00f5es de avalia\u00e7\u00e3o cognitiva (chamados de dimens\u00f5es ou crit\u00e9rios por Scherer) que os modelos de <em>appraisal <\/em>buscam identificar.<\/p>\n<p>Por exemplo, segundo o modelo OCC (<a href=\"#ORTONY1988\">ORTONY; CLORE; COLLINS, 1988<\/a>), que \u00e9 um dos modelos mais difundidos na comunidade de pesquisa em Computa\u00e7\u00e3o Afetiva, o processo de <em>appraisal <\/em>engloba a avalia\u00e7\u00e3o de tr\u00eas poss\u00edveis aspectos do mundo: eventos, agentes e objetos. Especificamente, as <strong>consequ\u00eancias de eventos<\/strong> s\u00e3o avaliadas de acordo com a sua <strong>desejabilidade<\/strong>, ou seja, se promovem ou impedem os objetivos e prefer\u00eancias de algu\u00e9m. Assim, o modelo OCC define que alegria ocorre quando as consequ\u00eancias de um evento promovem seus objetivos. Por outro lado, as emo\u00e7\u00f5es <strong>satisfa\u00e7\u00e3o <\/strong>e <strong>frustra\u00e7\u00e3o <\/strong>surgem quando uma pessoa tem a confirma\u00e7\u00e3o da realiza\u00e7\u00e3o (satisfa\u00e7\u00e3o) ou confirma\u00e7\u00e3o de n\u00e3o realiza\u00e7\u00e3o (frustra\u00e7\u00e3o) de um evento esperado com consequ\u00eancias desej\u00e1veis.<\/p>\n<p>Para entender melhor isso, vamos retomar o exemplo dos alunos Marco e Paula. Por exemplo, digamos que Paulo tenha o objetivo de agradar ao professor e aos seus pais. Obter uma boa nota \u00e9 um evento desej\u00e1vel (tem como consequ\u00eancia poss\u00edvel agradar aos pais) e ir\u00e1, provavelmente, disparar a emo\u00e7\u00e3o alegria. Essa foi uma das raz\u00f5es para Marco ter sentido alegria. Paula experimentou frustra\u00e7\u00e3o porque esperava obter nota m\u00e1xima e obteve uma nota pr\u00f3xima de 9 (evento n\u00e3o realizado).<\/p>\n<p>Outros dois modelos de <em>appraisal <\/em>conhecidos s\u00e3o o modelo estrutural de <a href=\"#LAZARUS1991\">Lazarus (1991)<\/a> e o modelo Multi-level Sequential Check de <a href=\"#SCHERER2001\">Scherer (2001)<\/a>.<\/p>\n<p>Mas agora que vimos os conceitos b\u00e1sicos sobre emo\u00e7\u00e3o, vamos falar dos trabalhos de Computa\u00e7\u00e3o Afetiva aplicada \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o interessados nas emo\u00e7\u00f5es do estudante de forma a maximizar a sua aprendizagem. Aqui, vamos classificar os trabalhos em dois principais tipos: (1) ambientes que detectam automaticamente as emo\u00e7\u00f5es do estudante; (2) ambientes que buscam se adaptar \u00e0s emo\u00e7\u00f5es dos estudantes de alguma forma. Embora seja objetivo final da maioria das pesquisas tratar do loop afetivo, ou seja, os sistemas automaticamente detectam as emo\u00e7\u00f5es do estudante com o objetivo de us\u00e1-las para adaptar as suas estrat\u00e9gias de intera\u00e7\u00e3o e aprendizagem, a maioria dos trabalhos trata esses temas separadamente devido \u00e0 sua complexidade. N\u00f3s tamb\u00e9m acreditamos que esta separa\u00e7\u00e3o vai ajudar voc\u00ea, leitor(a), a compreender melhor os trabalhos.<\/p>\n<section class=\"quadro cineclube\">\n<h5>CINECLUBE: Divertida Mente (Inside Out) <\/h5>\n<section class=\"cineclube_cartaz\"><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Inside_Out_(filme_de_2015)\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_Inside_Out_filme.jpg\" alt=\"Divertida Mente\" width=\"260\" height=\"385\" class=\"aligncenter size-full wp-image-762\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_Inside_Out_filme.jpg 260w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_Inside_Out_filme-203x300.jpg 203w\" sizes=\"auto, (max-width: 260px) 100vw, 260px\" \/><\/a>(<a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/watch\/80030684\">NETFLIX<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=SyjmYFjBwXU\">YouTube<\/a>)<br \/>\u00a9 Disney Pixar<\/section>\n<section class=\"cineclube_sinopse\">Um filme sobre as vozes das emo\u00e7\u00f5es na sua cabe\u00e7a. Embora n\u00e3o diretamente relacionado \u00e0 aprendizagem, Divertida Mente (2015) aborda o tema de como as nossas emo\u00e7\u00f5es surgem, suas rela\u00e7\u00f5es com processos cognitivos (por exemplo, mem\u00f3rias) e sua import\u00e2ncia e fun\u00e7\u00e3o em nossas vidas. A est\u00f3ria envolve cinco personagens, representando respectivamente as emo\u00e7\u00f5es Alegria, Tristeza, Nojinho, Raiva e Medo, que residem na mente da garota Riley, de 11 anos. Com a mudan\u00e7a da fam\u00edlia para uma nova cidade, a vida de Riley fica bem agitada, assim como suas emo\u00e7\u00f5es. Uma confus\u00e3o na sala de controle da sua mente deixa a Alegria e a Tristeza de fora, afetando a vida de Riley. Um filme da Pixar e da Disney que tamb\u00e9m \u00e9 para os grandinhos. Veja o <a href=\"https:\/\/youtu.be\/ukQeR3zYncw\">trailer <\/a>do filme.<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<p>Vamos come\u00e7ar ent\u00e3o com os trabalhos que detectam as emo\u00e7\u00f5es, uma vez que, para que os ambientes de aprendizagem fa\u00e7am qualquer adapta\u00e7\u00e3o, eles precisam primeiramente conhecer os estados afetivos do estudante. Embora o sistema sempre possa explicitamente pedir ao aluno que relate a sua emo\u00e7\u00e3o (autorrelato), trataremos aqui de trabalhos que buscam realizar a detec\u00e7\u00e3o de forma autom\u00e1tica. Voc\u00ea deve estar se perguntando: quais as formas de detec\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica das emo\u00e7\u00f5es por sistemas computacionais?<\/p>\n<p>As emo\u00e7\u00f5es do usu\u00e1rio podem ser detectadas pelas seguintes fontes: (<em>i<\/em>) voz (pros\u00f3dia); (<em>ii<\/em>) texto (di\u00e1logo, mensagens, posts); (<em>iii<\/em>) comportamento observ\u00e1vel, isto \u00e9, as a\u00e7\u00f5es do usu\u00e1rio na interface do sistema (por exemplo, op\u00e7\u00f5es escolhidas, erros e acertos de exerc\u00edcios, pedido de ajuda, velocidade de digita\u00e7\u00e3o, etc.); (<em>iv<\/em>) express\u00f5es faciais e movimento dos olhos (<em>eyetracking<\/em>); (v) sinais fisiol\u00f3gicos (batimentos card\u00edacos, eletromiograma \u2013 tens\u00e3o muscular, condutividade da pele, respira\u00e7\u00e3o); (<em>vi<\/em>) ondas cerebrais (eletroencefalograma &#8211; ECG); (<em>vii<\/em>) express\u00e3o corporal. Embora as ondas cerebrais possam ser classificadas como um tipo de sinal fisiol\u00f3gico, optamos por classific\u00e1-las em um grupo diferenciado, pois os trabalhos em ECG s\u00e3o mais recentes.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/web.media.mit.edu\/~picard\/\">Rosalind Picard<\/a> e seu grupo de pesquisa em <a href=\"http:\/\/affect.media.mit.edu\/\">Affective Computing do MIT Media Lab<\/a> s\u00e3o precursores nos trabalhos de reconhecimento de emo\u00e7\u00f5es por sinais fisiol\u00f3gicos (<a href=\"#PICARD2001\">PICARD; VYZAS; HEALEY, 2001<\/a>). Rosalind e seu grupo criaram v\u00e1rios equipamentos capazes de detectar emo\u00e7\u00f5es por meio do batimento card\u00edaco, condutividade el\u00e9trica da pele e dos m\u00fasculos e respira\u00e7\u00e3o. Uma das vantagens do reconhecimento de emo\u00e7\u00f5es por sinais fisiol\u00f3gicos \u00e9 que essa \u00e9 uma forma de reconhecimento emocional inumana, ao contr\u00e1rio da voz e da face. Assim, um estudante dificilmente conseguiria controlar, por exemplo, seus batimentos card\u00edacos para enganar um rob\u00f4 professor que detecte suas emo\u00e7\u00f5es. Por outro lado, os equipamentos s\u00e3o caros e podem ser intrusivos; embora esses equipamentos estejam cada vez menores e integrados a outros dispositivos do nosso dia (<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Computa\u00e7\u00e3o_vest%C3%ADvel\">computa\u00e7\u00e3o vest\u00edvel<\/a>), al\u00e9m de cada vez mais acess\u00edveis. Um exemplo \u00e9 o <a href=\"https:\/\/www.apple.com\/br\/watch\/\">Apple Watch<\/a>, da <a href=\"https:\/\/www.apple.com\/br\/\">Apple<\/a>, que mede os batimentos card\u00edacos do usu\u00e1rio.<\/p>\n<p>Uma segunda fonte de dados \u00e9 o comportamento observ\u00e1vel, ou seja, toda a\u00e7\u00e3o realizada pelo estudante na intera\u00e7\u00e3o com o ambiente educacional. Isso envolve, por exemplo, pedidos de ajuda, tempo de resposta, acertos e erros dos exerc\u00edcios resolvidos, entre outros. Os pesquisadores t\u00eam usado duas abordagens diferentes para detectar as emo\u00e7\u00f5es a partir desses dados. Uma forma \u00e9 us\u00e1-los juntamente com outras informa\u00e7\u00f5es do estudante, tais como tra\u00e7os de personalidade, motiva\u00e7\u00e3o, objetivos, para buscar inferir o appraisal, usando um modelo psicol\u00f3gico cognitivista (por exemplo, o OCC, explicado anteriormente). Esta abordagem foi empregada pelos trabalhos de Conati, que usou redes bayesianas para esta infer\u00eancia <a href=\"#ZHOU2003\">(ZHOU; CONATI, 2003<\/a>; <a href=\"#CONATI2011\">CONATI, 2011<\/a>) e Jaques, que usou racioc\u00ednio BDI (<a href=\"#JAQUES2007\">JAQUES; VICARI, 2007<\/a>; <a href=\"#JAQUES2008\">JAQUES, 2008<\/a>). Esses dois trabalhos se basearam no modelo OCC. Uma abordagem mais recente usa minera\u00e7\u00e3o de dados para buscar associa\u00e7\u00e3o entre padr\u00f5es de comportamentos do estudante e emo\u00e7\u00f5es, sem usar um modelo psicol\u00f3gico. <a href=\"#BAKER2010\">Baker (2010)<\/a> foi um dos precursores na minera\u00e7\u00e3o de dados educacionais para detectar emo\u00e7\u00e3o e outros estados afetivos.<\/p>\n<p>Uma terceira fonte de dados s\u00e3o as express\u00f5es faciais. Existem dois m\u00e9todos principais neste caso. O m\u00e9todo mais usual \u00e9 treinar algoritmos de aprendizagem de m\u00e1quina supervisionados (redes neurais, geralmente) para detectar emo\u00e7\u00f5es, usando para treinamento uma base de dados anotada, que pode ser de fotos ou de v\u00eddeos. <a href=\"#LEITE2010\">Leite et al. (2010)<\/a> detectam o sorriso dos usu\u00e1rios jogando xadrez com o rob\u00f4 iCat, usando um aplicativo comercial. Um segundo m\u00e9todo para detectar emo\u00e7\u00f5es pelas express\u00f5es faciais \u00e9 baseado no modelo <a href=\"http:\/\/www.paulekman.com\/facs-faq\/\">EMFACS <\/a>do Paul Ekman. No lugar de detectar as emo\u00e7\u00f5es diretamente, busca-se detectar as AUs, para ent\u00e3o verificar qual emo\u00e7\u00e3o \u00e9 expressa a partir da combina\u00e7\u00e3o de AUs observadas. Esta segunda abordagem foi empregada por Oliveira e Jaques para reconhecer emo\u00e7\u00f5es por meio das imagens da webcam do usu\u00e1rio (<a href=\"#OLIVEIRA2008\">OLIVEIRA; JAQUES, 2008<\/a>).<\/p>\n<p>Envolvendo o movimento dos olhos, <a href=\"#DMELLO2012\">D\u2019Mello et al (2012)<\/a> desenvolveram um STI que busca promover o engajamento do aluno, procurando agir de forma din\u00e2mica ao t\u00e9dio e \u00e0 falta de dedica\u00e7\u00e3o desses alunos. O tutor utiliza um <em>eyetracker <\/em>comercial que, ao identificar esses comportamentos, procura trazer o foco do aluno utilizando um agente pedag\u00f3gico que exibe di\u00e1logos para reorientar o aluno. Mais recentemente, <a href=\"#JAQUES2014\">Natasha Jaques et al. (2014)<\/a> usaram <em>eyetracking <\/em>para detectar t\u00e9dio e curiosidade.<\/p>\n<p>As emo\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m podem ser reconhecidas por voz (pros\u00f3dia) e vocaliza\u00e7\u00f5es n\u00e3o lingu\u00edsticas (risos, grito, etc.) e pelo conte\u00fado do texto. Isso \u00e9 bastante \u00fatil para ambientes de aprendizagem que dialogam com o aluno. Geralmente, os melhores resultados s\u00e3o obtidos pelo conte\u00fado textual ou quando as duas fontes de dados s\u00e3o integradas (<a href=\"#FORBESRILEY2004\">FORBES-RILEY; LITMAN, 2004<\/a>). Por exemplo, <a href=\"#FORBESRILEY2004\">Forbes-Riley e Litman (2004)<\/a> usam tanto voz quanto caracter\u00edsticas do texto do di\u00e1logo para detectar a val\u00eancia emocional durante o di\u00e1logo do ITSPOKE com o estudante.<\/p>\n<p>As emo\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m podem ser reconhecidas por diversas e diferentes fontes de dados integradas. Quando esse \u00e9 o caso, estamos falando de detec\u00e7\u00e3o multimodal de emo\u00e7\u00f5es. A multimodalidade \u00e9 almejada como sendo a forma mais efetiva de detec\u00e7\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es (<a href=\"#CALVO2010\">CALVO; D\u2019MELLO, 2010<\/a>) e observamos um crescente interesse na comunidade nessa forma de detec\u00e7\u00e3o. O trabalho de <a href=\"#BURLESON2007\">Burleson e Picard (2007)<\/a> envolveu a detec\u00e7\u00e3o multimodal das emo\u00e7\u00f5es do estudante em uma situa\u00e7\u00e3o de aprendizagem (treinamento de como resolver o problema da Torre de Hanoi).<\/p>\n<p>Embora esta se\u00e7\u00e3o se chame Emo\u00e7\u00f5es, nem todos os trabalhos apresentados at\u00e9 aqui detectam exclusivamente emo\u00e7\u00f5es e poucos detectam emo\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas. Para sermos mais exatos, dever\u00edamos ter intitulado esta se\u00e7\u00e3o de estado afetivo, mas optamos por n\u00e3o o fazer para n\u00e3o confundir com a pr\u00f3xima se\u00e7\u00e3o sobre Personalidade, j\u00e1 que disposi\u00e7\u00f5es de afeto (incluindo personalidade) s\u00e3o tamb\u00e9m um tipo de estado afetivo. Na verdade, houve uma esp\u00e9cie de migra\u00e7\u00e3o dos trabalhos de Computa\u00e7\u00e3o Afetiva aplicada \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas (como alegria, tristeza, surpresa, medo, etc.) para emo\u00e7\u00f5es n\u00e3o b\u00e1sicas (por exemplo, t\u00e9dio, frustra\u00e7\u00e3o, etc.) e estados cognitivo-afetivos mais relacionados \u00e0 aprendizagem (tais como flow, curiosidade, etc.). Isso aconteceu porque a comunidade estava notando que as emo\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas aconteciam pouco em situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem. Isso foi formalmente demonstrado pelo artigo publicado por <a href=\"#DMELLO2013\">D\u2019Mello e Calvo (2013)<\/a>. Eles mostraram que as emo\u00e7\u00f5es n\u00e3o b\u00e1sicas aconteciam cinco vezes mais que as emo\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas.<\/p>\n<p>Apresentamos at\u00e9 aqui uma vis\u00e3o geral das modalidades de detec\u00e7\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es e vimos alguns exemplos de trabalhos conhecidos da comunidade de pesquisa em Computa\u00e7\u00e3o Afetiva aplicada \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o. Vamos ver agora o outro lado do la\u00e7o afetivo e tentar entender o que os trabalhos de pesquisa t\u00eam realizado para responder \u00e0s emo\u00e7\u00f5es dos estudantes de forma a tornar sua aprendizagem mais efetiva ou enriquecer sua experi\u00eancia de aprendizagem.<\/p>\n<p>Neste caso, a primeira pergunta que nos fazemos \u00e9 como responder \u00e0s emo\u00e7\u00f5es dos estudantes? Para isso, precisamos saber como elas interferem na aprendizagem e tamb\u00e9m como a aprendizagem gera emo\u00e7\u00f5es. Entendendo estas rela\u00e7\u00f5es, podemos determinar a melhor forma de regular as emo\u00e7\u00f5es dos estudantes.<\/p>\n<p>Os primeiros trabalhos, embora n\u00e3o se classificavam especificamente como de Computa\u00e7\u00e3o Afetiva, j\u00e1 buscavam expressar emo\u00e7\u00f5es, por interm\u00e9dio de Agentes Pedag\u00f3gicos Animados (APAs), de forma a engajar o estudante e fornecer uma comunica\u00e7\u00e3o mais antropom\u00f3rfica. Os APAs s\u00e3o agentes (software inteligente) representados por um personagem animado que interage com os usu\u00e1rios por meio de express\u00f5es faciais e gestuais e di\u00e1logo. Nos primeiros trabalhos envolvendo APAs, os agentes mostravam emo\u00e7\u00f5es como uma forma de intera\u00e7\u00e3o mais natural. Esta express\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es acontecia para situa\u00e7\u00f5es protot\u00edpicas (por exemplo, acerto e sucesso nas tarefas) (<a href=\"#JOHNSON2000\">JOHNSON; RICKEL; LESTER, 2000<\/a>; <a href=\"#LESTER1997\">LESTER et al., 1997<\/a>; <a href=\"#PAIVA1999\">PAIVA; MACHADO, 1999<\/a>) e n\u00e3o era adaptada \u00e0s caracter\u00edsticas individuais dos estudantes, tais como suas pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es, motiva\u00e7\u00e3o, etc.<\/p>\n<figure>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Chatting with a Virtual Agent: The SEMAINE Project Character Obadiah\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zruOPSSWVXw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\nIntera\u00e7\u00e3o entre humano e um agente animado com personalidade e express\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es, criado pelo projeto <a href=\"http:\/\/www.semaine-project.eu\/\">SEMAINE<\/a><figcaption class=\"videoLegenda\">Fonte: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/zruOPSSWVXw\">https:\/\/youtu.be\/zruOPSSWVXw<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>J\u00e1 em uma segunda fase, os trabalhos buscavam se adaptar de forma individualizada \u00e0s emo\u00e7\u00f5es dos estudantes, detectadas automaticamente (por uma das formas que vimos anteriormente). Esta adapta\u00e7\u00e3o era geralmente realizada buscando regular as emo\u00e7\u00f5es dos estudantes de forma a extinguir emo\u00e7\u00f5es negativas e promover as emo\u00e7\u00f5es positivas (<a href=\"#JAQUES2007\">JAQUES; VICARI; 2007<\/a>; <a href=\"#ARROYO2009\">ARROYO et al., 2009<\/a>; <a href=\"#BURLESON2007\">BURLESON; PICARD, 2007<\/a>). Isso porque, nessa \u00e9poca, os estudos da Psicologia da Educa\u00e7\u00e3o, nos quais os pesquisadores da Computa\u00e7\u00e3o Afetiva se baseavam, buscavam responder quest\u00f5es mais gen\u00e9ricas sobre quais emo\u00e7\u00f5es interferem positivamente ou negativamente em processos cognitivos (por exemplo, mem\u00f3ria, tomada de decis\u00e3o, etc.) (<a href=\"#IZARD1984\">IZARD, 1984<\/a>), e como evit\u00e1-las ou promov\u00ea-las, assim como motivar os estudantes (<a href=\"#RYAN2000\">RYAN; DECI, 2000<\/a>; <a href=\"#DWECK1986\">DWECK, 1986<\/a>).<\/p>\n<p>O crescente interesse pelo papel das emo\u00e7\u00f5es nos processos cognitivos e na aprendizagem intensificou as pesquisas na \u00e1rea, gerando modelos te\u00f3ricos mais elaborados sobre a intera\u00e7\u00e3o entre emo\u00e7\u00e3o e aprendizagem. Em alguns casos, esses modelos s\u00e3o enriquecidos pelos resultados das pesquisas em Computa\u00e7\u00e3o Afetiva aplicada \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o. <a href=\"#GRAESSER2011\">Graesser e D\u2019Mello (2011)<\/a>, por exemplo, est\u00e3o interessados no papel das emo\u00e7\u00f5es na aprendizagem profunda (<em>deep learning<\/em>), tais como resolu\u00e7\u00e3o de um problema complexo, diferentemente da memoriza\u00e7\u00e3o de defini\u00e7\u00f5es (<em>shallow learning<\/em>). A aprendizagem profunda ocorre quando h\u00e1 uma discrep\u00e2ncia entre o conhecimento exigido para realizar a tarefa e o conhecimento que o estudante tem, gerando um desequil\u00edbrio cognitivo. Quando o estudante se encontra na fase de desequil\u00edbrio, emo\u00e7\u00f5es mais negativas acontecem; no entanto, emo\u00e7\u00f5es positivas emergem quando o equil\u00edbrio \u00e9 recuperado. Emo\u00e7\u00f5es negativas que acontecem no desequil\u00edbrio, como confus\u00e3o, est\u00e3o relacionadas a uma aprendizagem profunda. <a href=\"#GRAESSER2011\">Graesser e D\u2019Mello (2011)<\/a> diferenciam esse \u201cc\u00edrculo virtuoso\u201d de cogni\u00e7\u00e3o e afeto do \u201cc\u00edrculo vicioso\u201d, em que o aluno experimenta repetidamente falha e quando a confus\u00e3o leva a frustra\u00e7\u00e3o, o que pode resultar em t\u00e9dio e desengajamento. Em <a href=\"#GRAESSER2011\">Graesser e D\u2019Mello (2011)<\/a>, eles descrevem uma vers\u00e3o afetiva do Sistema Tutor AutoTutor que detecta t\u00e9dio, confus\u00e3o e frustra\u00e7\u00e3o por meio de express\u00f5es faciais, movimentos corporais e di\u00e1logo do estudante. O tutor, representado por um APA, auxilia o estudante a regular suas emo\u00e7\u00f5es negativas de forma a n\u00e3o entrar em um c\u00edrculo vicioso.<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_agenteAnimado-205x300.png\" alt=\"Agente animado PAT \" width=\"205\" height=\"300\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-769\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_agenteAnimado-205x300.png 205w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_agenteAnimado.png 416w\" sizes=\"auto, (max-width: 205px) 100vw, 205px\" \/><br \/>\nMensagem de encorajamento do agente animado PAT<figcaption class=\"videoLegenda\">Fonte: <a href=\"#JAQUES2009\">JAQUES et al., 2009<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>Outro modelo te\u00f3rico sobre intera\u00e7\u00e3o entre emo\u00e7\u00f5es e aprendizagem que tem recebido aten\u00e7\u00e3o pela comunidade \u00e9 o modelo de <em>control-value<\/em> de <a href=\"#PEKRUN2011\">Pekrun (2011)<\/a>. Ele classifica as emo\u00e7\u00f5es de realiza\u00e7\u00e3o em tr\u00eas dimens\u00f5es, de acordo com seu n\u00edvel de ativa\u00e7\u00e3o (<em>arousal<\/em>): baixo ou alto; val\u00eancia (<em>valence<\/em>): positiva ou negativa; e foco do objeto: foco na atividade (i.e., aprendizagem) ou foco no resultado (sucesso ou falha). O modelo relaciona os tipos de emo\u00e7\u00f5es com seus efeitos na motiva\u00e7\u00e3o e aprendizagem dos estudantes. <a href=\"#ARROYO2014\">Arroyo, juntamente com Woolf e Burleson (2014)<\/a> integraram agentes animados sens\u00edveis \u00e0s emo\u00e7\u00f5es dos estudantes, detectadas por sensores fisiol\u00f3gicos e comportamentos do estudante, no tutor de \u00e1lgebra Wayang Outpost. Os agentes desse trabalho ensinam os estudantes a reavaliar sua atribui\u00e7\u00e3o de sucesso ou falha (de acordo com a teoria de Pekrun), assim como enfatizam a import\u00e2ncia da perseveran\u00e7a e esfor\u00e7o.<\/p>\n<p>Achando interessante? E ter\u00edamos tanto mais para contar&#8230; Mas, infelizmente, nosso espa\u00e7o \u00e9 curto. Vamos passar agora aos trabalhos sobre personalidade e ap\u00f3s, na se\u00e7\u00e3o de conclus\u00e3o, vamos sugerir ve\u00edculos de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica nos quais voc\u00ea pode aprender mais sobre o assunto.<\/p>\n<h2 id=\"s3\">3. Personalidade<\/h2>\n<p>Voc\u00ea sabe como as outras pessoas descobrem coisas sobre voc\u00ea, tais como suas prefer\u00eancias, seus gostos? E voc\u00ea sabia que normalmente voc\u00ea deixa pistas sobre suas prefer\u00eancias, por exemplo, em tudo que voc\u00ea vivencia ou faz em seu dia a dia? E, ainda, voc\u00ea sabia que essas pistas deixadas por voc\u00ea tamb\u00e9m podem ser usadas como rastros de seus processos de aprendizagem e que isso pode ser usado em ambientes educacionais para personalizar sua intera\u00e7\u00e3o e aprendizagem? Ficou curioso, n\u00e3o \u00e9?<\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Psiu, d\u00ea uma espiadinha<\/h5>\n<section class=\"cineclube_cartaz\"><a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/dp\/853522209X\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_PsiuDeUmaEspiadinha.jpg\" alt=\"\" width=\"346\" height=\"500\" class=\"aligncenter size-full wp-image-772\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_PsiuDeUmaEspiadinha.jpg 346w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_PsiuDeUmaEspiadinha-208x300.jpg 208w\" sizes=\"auto, (max-width: 346px) 100vw, 346px\" \/><\/a> <a href=\"#GOSLING2008\">(GOSLING, 2008)<\/a><\/section>\n<section class=\"cineclube_sinopse\">O livro <a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/dp\/853522209X\">Psiu, d\u00ea uma espiadinha<\/a> \u00e9 muito interessante e fala sobre como essas pistas deixadas por n\u00f3s mesmos refletem nossas caracter\u00edsticas. <a href=\"http:\/\/gosling.psy.utexas.edu\/\">Sam Gosling<\/a> \u00e9 um pesquisador da Universidade do Texas e tem trabalhado muito nesta linha trazendo bons exemplos para que voc\u00ea entenda o que estamos querendo dizer!<\/section>\n<\/section>\n<p>Vamos aqui fazer um convite a voc\u00ea. Voc\u00ea gostaria de seguir conosco para criarmos um mapa mental sobre como \u201cnossas coisas\u201d podem deixar rastros \u201csobre n\u00f3s mesmos\u201d por onde passamos? E como essas \u201cnossas coisas\u201d podem influenciar os outros ou mesmo os processos educacionais direcionados a n\u00f3s? Legal isso, n\u00e3o \u00e9?<\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_Teste.png\" alt=\"Teste de personalidade \" width=\"616\" height=\"475\" class=\"aligncenter size-full wp-image-780\" \/><br \/>\nTeste de personalidade baseado em Est\u00f3rias<figcaption class=\"videoLegenda\">Fonte: <a href=\"#NUNES2013\">NUNES et al., 2013<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>Ent\u00e3o, m\u00e3os \u00e0 obra! Vamos pensar agora em seu quarto, ou como voc\u00ea normalmente reage a situa\u00e7\u00f5es. Tudo isso s\u00e3o pistas sobre voc\u00ea: as posi\u00e7\u00f5es das coisas que voc\u00ea deixa no seu quarto, o que voc\u00ea deixa \u00e0 vista, o que \u201cesconde\u201d, o que guarda, como guarda, como as coisas est\u00e3o organizadas e\/ou bagun\u00e7adas&#8230; Veja que, tecnicamente falando, para conseguirmos inferir pistas sobre voc\u00ea, precisamos usar teorias da \u00e1rea da psicologia que envolvem a \u00e1rea da Personalidade Humana. Mas olha s\u00f3 nosso problema&#8230; Voc\u00ea sabia que existem diversas teorias de personalidade criadas por diferentes psic\u00f3logos e cada uma tem suas especificidades e diferen\u00e7as? E nem mesmo os psic\u00f3logos entram em consenso sobre uma defini\u00e7\u00e3o do que \u00e9 Personalidade. Isso torna ainda mais desafiadoras as pesquisas em Computa\u00e7\u00e3o Afetiva que buscam inferir, representar e usar a personalidade do usu\u00e1rio em computadores para melhorar os processos de ensino-aprendizado.<\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Defini\u00e7\u00e3o de personalidade<\/h5>\n<p>Em latim, a palavra Persona significa personalidade e ela se refere a uma m\u00e1scara usada por um ator para a encena\u00e7\u00e3o de uma pe\u00e7a teatral ao p\u00fablico. Essa \u00e9 uma defini\u00e7\u00e3o de personalidade proposta por <a href=\"#SCHULTZ1990\">Schultz (1990)<\/a>, mas ele tamb\u00e9m definiu a personalidade como um conjunto permanente e exclusivo de caracter\u00edsticas identific\u00e1veis nas a\u00e7\u00f5es e intera\u00e7\u00f5es do indiv\u00edduo em diferentes situa\u00e7\u00f5es da sua vida di\u00e1ria.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma defini\u00e7\u00e3o bastante usada dentre diversos outros pesquisadores. Entretanto, sabemos que existem tantas outras defini\u00e7\u00f5es, como a descrita por <a href=\"#BURGER2000\">Burger (2000)<\/a>. Ele definiu a personalidade como \u201cum padr\u00e3o de comportamento consistente e processo intrapessoal que \u00e9 originado internamente no indiv\u00edduo\u201d. Ainda, outros pesquisadores, como <a href=\"#SOLDZ1999\">Soldz e Vaillant (1999)<\/a>, definiram algo relevante sobre a personalidade humana; eles disseram que esta podia ser considerada como relativamente est\u00e1vel e previs\u00edvel, mas tamb\u00e9m que ela n\u00e3o \u00e9 necessariamente r\u00edgida e imut\u00e1vel. E tamb\u00e9m que ela normalmente permanece est\u00e1vel por um per\u00edodo de 45 anos, iniciando na fase adulta.<br \/>\n<\/section>\n<p>Dentre as diversas teorias para defini\u00e7\u00e3o de personalidade existem a psico-anal\u00edtica, tra\u00e7os, human\u00edstica, cognitivista, comportamental, dentre outras. Portanto, para a defini\u00e7\u00e3o de personalidade, na \u00e1rea de computa\u00e7\u00e3o, a que tradicionalmente usamos \u00e9 a teoria ou abordagem de tra\u00e7os, pois ela \u00e9 considerada como uma das mais aptas a se modelar e implementar em computadores. Historicamente, quem primeiro usou essa teoria foram os pesquisadores <a href=\"#ALLPORT1921\">Allport e Allport (1921)<\/a>; eles definiram que cada pessoa possu\u00eda tra\u00e7os de personalidade comuns e individuais e que expressava esses tra\u00e7os\/caracter\u00edsticas com uma intensidade diferente. E era isso que diferenciava os indiv\u00edduos uns dos outros e que definia a sua personalidade. Por exemplo, eles descreveram, em sua teoria, que duas pessoas podiam ter um mesmo tra\u00e7o de personalidade \u201ccalmo\u201d, e cada uma delas teria um n\u00edvel de \u201ccalma\u201d diferente. Eles disseram, ainda, que essas diferen\u00e7as seriam fruto da hist\u00f3ria de vida de cada uma dessas pessoas e das influ\u00eancias externas e ambientais recebidas durante sua vida e que eram esses tra\u00e7os que diferenciavam as pessoas (ver mais detalhes sobre descri\u00e7\u00e3o de teorias em <a href=\"#NUNES2012\">NUNES, 2012<\/a>). Eles criaram aproximadamente 18 mil tra\u00e7os diferentes. Entretanto, era uma quantidade enorme e n\u00e3o facilitava a defini\u00e7\u00e3o da personalidade segundo essa abordagem. Depois disso, Cattell realizou experimentos baseados em uma teoria chamada de Tra\u00e7o Fatorial Anal\u00edtica, que reduziu o escopo dos tra\u00e7os inicialmente para 4500, evoluindo mais tarde para 171 adjetivos agrupados em 35 pares bipolares (<a href=\"#NUNES2009b\">NUNES, 2009b<\/a>).<\/p>\n<p>Mas veja s\u00f3 que interessante: os trabalhos de Cattell, bem como de outros pesquisadores, serviram de base para v\u00e1rias an\u00e1lises fatoriais que acabaram convergindo em uma solu\u00e7\u00e3o que se replicou em diversas pesquisas cient\u00edficas. Essa solu\u00e7\u00e3o replicada surpreendentemente mostrava sempre os mesmos cinco tra\u00e7os. Ent\u00e3o essa solu\u00e7\u00e3o fatorial de cinco tra\u00e7os que se replicou nos resultados dos pesquisadores ficou popularmente conhecida como <em>Big Five<\/em>, express\u00e3o traduzida para o portugu\u00eas como o modelo dos Cinco Grandes Fatores (CGF). O CGF \u00e9 uma vers\u00e3o moderna da Teoria do Tra\u00e7o (<a href=\"#JOHN1999\">JOHN; SRIVASTAVA, 1999<\/a>).<\/p>\n<p>Em portugu\u00eas, geralmente encontramos os termos dos Cinco Grandes Fatores intitulados como: abertura a experi\u00eancias, neuroticismo, extrovers\u00e3o, socializa\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o (<a href=\"#SILVA2011\">SILVA; NAKANO, 2011<\/a>). Esses termos ou fatores resumem aspectos distintos do comportamento humano. Por exemplo, o fator extrovers\u00e3o caracteriza pessoas sens\u00edveis, assertivas, ativas e impulsivas; o fator socializa\u00e7\u00e3o, pessoas gentis, \u00fateis e despreocupadas, com comportamento pr\u00f3-social; o fator realiza\u00e7\u00e3o representa pessoas organizadas e deliberadas, com comportamento de responsabilidade social; o neuroticismo caracteriza pessoas ansiosas, mal-humoradas e autopunitivas; e, finalmente, o fator abertura reflete pessoas criativas, curiosas, abertas a novas experi\u00eancias e com tra\u00e7os de facilidade intelectual (<a href=\"#BERGER2003\">BERGER, 2003<\/a>; <a href=\"#LOEHLIN1992\">LOEHLIN, 1992<\/a>). Na Tabela a seguir podemos constatar alguns adjetivos caracter\u00edsticos relacionados aos CGF (adaptado de <a href=\"#LOEHLIN1992\">LOEHLIN, 1992<\/a>).<\/p>\n<table>\n<tr>\n<td><\/td>\n<th>Extrovers\u00e3o<\/th>\n<th>Socializa\u00e7\u00e3o<\/th>\n<th>Realiza\u00e7\u00e3o<\/th>\n<th>Neuroticismo<\/th>\n<th>Abertura<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>Polo do r\u00f3tulo<\/strong><\/td>\n<td>Ativo<br \/>\nAventureiro<br \/>\nBarulhento<br \/>\nEnerg\u00e9tico<br \/>\nEntusi\u00e1stico<br \/>\nExibido<br \/>\nSoci\u00e1vel<br \/>\nTagarela<\/td>\n<td>Altru\u00edsta<br \/>\nAmig\u00e1vel<br \/>\nCarinhoso<br \/>\nConfiante<br \/>\nCooperativo<br \/>\nGentil<br \/>\nSens\u00edvel<br \/>\nSimp\u00e1tico<\/td>\n<td>Confi\u00e1vel<br \/>\nConsciente<br \/>\nEficiente<br \/>\nMinucioso<br \/>\nOrganizado<br \/>\nPr\u00e1tico<br \/>\nPreciso<br \/>\nRespons\u00e1vel<\/td>\n<td>Ansioso<br \/>\nApreensivo<br \/>\nEmotivo<br \/>\nInst\u00e1vel<br \/>\nNervoso<br \/>\nPreocupado<br \/>\nTemeroso<br \/>\nTenso<\/td>\n<td>Art\u00edstico<br \/>\nCurioso<br \/>\nEngenhoso<br \/>\nEsperto<br \/>\nImaginativo<br \/>\nInteligente<br \/>\nOriginal<br \/>\nSofisticado<\/td>\n<tr>\n<td><strong>Polo oposto<\/strong><\/td>\n<td>Acanhado<br \/>\nIntrovertido<br \/>\nQuieto<br \/>\nReservado<br \/>\nSilencioso<br \/>\nT\u00edmido<\/td>\n<td>Antip\u00e1tico<br \/>\nBrig\u00e3o<br \/>\nBruto<br \/>\nCr\u00edtico<br \/>\nFrio<br \/>\nInsens\u00edvel<\/td>\n<td>Desatento<br \/>\nDescuidado<br \/>\nDesorganizado<br \/>\nDistra\u00eddo<br \/>\nImprudente<br \/>\nIrrespons\u00e1vel<\/td>\n<td>Calmo<br \/>\nContido<br \/>\nEst\u00e1vel<br \/>\nIndiferente<br \/>\nSereno<br \/>\nTranquilo<\/td>\n<td>Comum<br \/>\nSimples<br \/>\nSuperficial<br \/>\nTolo<br \/>\nTrivial<br \/>\nVulgar<\/td>\n<\/tr>\n<caption>Adjetivos relacionados aos Cinco Grandes Fatores<br \/>\nFonte: (<a href=\"#NUNES2012\">NUNES, 2012<\/a>)<\/caption>\n<\/table>\n<p>Ent\u00e3o, em resumo, como discutimos no in\u00edcio da se\u00e7\u00e3o, nosso comportamento deixa pistas \u201cmarcadas\u201d em nossas coisas durante nosso dia a dia e \u00e9 isso que possibilita nos diferenciar das outras pessoas. Essas pistas, considerando a teoria de tra\u00e7os, s\u00e3o \u201ccodificadas\u201d por meio dos tra\u00e7os de personalidade. Em computa\u00e7\u00e3o, usamos a teoria dos Grande Cinco Fatores e, por meio dessa teoria, temos dispon\u00edveis ferramentas (invent\u00e1rios, escalas, question\u00e1rios, etc.) que nos permitem inferir esses tra\u00e7os. Algumas dessas ferramentas fornecem, al\u00e9m dos Cinco Grandes Fatores, outros tra\u00e7os que podem ser inferidos, como as chamadas facetas.<\/p>\n<p>As facetas nada mais s\u00e3o que caracter\u00edsticas de personalidade hierarquicamente filhas dos Cinco Grandes Fatores; melhor especializando ou especificando caracter\u00edsticas intr\u00ednsecas a eles. Um dos pesquisadores que usa facetas em conjunto com o CGF para inferir personalidade \u00e9 <a href=\"http:\/\/psych.la.psu.edu\/directory\/j5j\">John A. Johnson<\/a>. Ele tem um trabalho bastante interessante na \u00e1rea, j\u00e1 validado e usado amplamente e comparado a outros invent\u00e1rios comercialmente famosos, tais como o NEO-PI-R (<a href=\"#COSTA1992\">COSTA; MCCRAE, 1992<\/a>). O NEO-PI-R \u00e9 o invent\u00e1rio mais usado comercialmente no mundo, entretanto \u00e9 pago e \u00e9 extenso; tem 240 itens. O invent\u00e1rio de John Johnson, que tem grande correla\u00e7\u00e3o com o NEO-PI-R (<a href=\"#JOHNSON2005\">JOHNSON, 2005<\/a>), \u00e9 chamado de IPIP-NEO (<a href=\"#JOHNSON2000\">JOHNSON, 2000<\/a>). IPIP-NEO \u00e9 disponibilizado gratuitamente, juntamente a outros invent\u00e1rios, para fins n\u00e3o comerciais, em um cons\u00f3rcio internacional chamado de <a href=\"http:\/\/ipip.ori.org\/\"><em>International Personality Item Pool<\/em><\/a> (IPIP), cujo objetivo \u00e9 a colabora\u00e7\u00e3o cient\u00edfica para o desenvolvimento de medidas avan\u00e7adas para inferir personalidade e caracter\u00edsticas que diferenciem as pessoas entre si. O <a href=\"http:\/\/www.personal.psu.edu\/~j5j\/IPIP\/\">NEO-IPIP<\/a> tem duas vers\u00f5es: uma completa, com 300 itens, e uma reduzida, com 120 itens; nele conseguimos inferir a personalidade baseado nos Cinco Grandes Fatores e mais 30 facetas. O IPIP-NEO \u00e9 disponibilizado em sua vers\u00e3o original (300 e 120 itens) permitindo a infer\u00eancia dos cinco fatores, bem como das 30 facetas relacionadas.<\/p>\n<p>Apesar desses invent\u00e1rios possu\u00edrem um n\u00edvel psicom\u00e9trico interessante e representativo por inferir caracter\u00edsticas gerais da personalidade humana, eles t\u00eam ocasionado desconforto nos usu\u00e1rios, por serem longos e cansativos. Por exemplo, clientes geralmente n\u00e3o est\u00e3o interessados em question\u00e1rios para que empresas melhorem vendas, mesmo que indiretamente os clientes sempre desejem receber cada vez mais informa\u00e7\u00f5es personalizadas, surpreendendo e satisfazendo seus desejos e expectativas de consumo. Isso tamb\u00e9m vale para o ambiente educacional, onde a personaliza\u00e7\u00e3o do ensino sempre \u00e9 vista com bons olhos e como ideal aos olhos de alunos e professores.<\/p>\n<p>Temos percebido que uma alternativa a esses longos invent\u00e1rios tem sido a tend\u00eancia ao uso de abordagens menos intrusivas e que sejam, \u201cidealmente\u201d, inferidas automaticamente pelo pr\u00f3prio computador. Por mais que existam vers\u00f5es reduzidas desses invent\u00e1rios tradicionais, tal como o <a href=\"http:\/\/gosling.psy.utexas.edu\/scales-weve-developed\/ten-item-personality-measure-tipi\/\">TIPI<\/a> (<a href=\"#GOSLING2003\">GOSLING et al., 2003<\/a>), tem-se notado que n\u00e3o h\u00e1 interesse efetivo no uso desse tipo de abordagem considerada ultrapassada e intrusiva. De acordo com <a href=\"#GOSLING2008\">Gosling (2008)<\/a>, a melhor forma de obten\u00e7\u00e3o dos tra\u00e7os de personalidade dos usu\u00e1rios \u00e9 por meio do uso de uma abordagem que n\u00e3o exija esfor\u00e7o cognitivo, se comparada aos tradicionais invent\u00e1rios de personalidade.<\/p>\n<p>Lembremo-nos que tra\u00e7os medidos por meio de invent\u00e1rios de personalidade podem ser, em parte, um conjunto de dados provenientes do autorrelato da pr\u00f3pria opini\u00e3o do usu\u00e1rio\/cliente\/aluno, podendo desvirtuar da sua real personalidade. Assim, temos visto, na literatura, o desenvolvimento de outras alternativas aos famosos invent\u00e1rios, tais como t\u00e9cnicas de reconhecimento de padr\u00f5es, baseadas em c\u00e1lculos probabil\u00edsticos, visando reconhecer emo\u00e7\u00f5es, personalidade ou mudan\u00e7as de comportamento por interm\u00e9dio da observa\u00e7\u00e3o de um usu\u00e1rio utilizando o determinado sistema em uso no computador, seja pelo clique do <em>mouse<\/em>, por teclagem, captura de imagem do usu\u00e1rio pela <em>webcam <\/em>ou, ainda, por sensores que capturam sinais vitais dos usu\u00e1rios. As principais refer\u00eancias s\u00e3o os trabalhos de <a href=\"#CHANEL2009\">Chanel (2009)<\/a>; <a href=\"#HU2009\">Hu e Pu, (2009)<\/a>; <a href=\"#TKALCIC2010\">Tkal\u010di\u010d et al. (2010)<\/a>; <a href=\"#KHAN2008\">Khan et al. (2008)<\/a>; <a href=\"#BRINKMAN2008\">Brinkman e Fine (2008)<\/a>; <a href=\"#PORTO2011\">Porto et al. (2011)<\/a>. Autores como <a href=\"#MAIRESSE2007\">Mairesse et al. (2007)<\/a>, <a href=\"#HUSSAIN2009\">Hussain e Calvo (2009)<\/a> e <a href=\"#PIANESI2008\">Pianesi et al. (2008)<\/a> convergem as suas t\u00e9cnicas e modelos \u00e0 identifica\u00e7\u00e3o de personalidade a partir de extratos de di\u00e1logos de diversas modalidades, tais como: comunica\u00e7\u00e3o textual ass\u00edncrona (<em>e-mails<\/em> e di\u00e1logo em sites de relacionamento), conversa falada (\u00e1udio presencial ou virtual), express\u00f5es faciais (videoconfer\u00eancia), sinais fisiol\u00f3gicos, dentre outros. Ainda <a href=\"#GILL2003\">Gill e Oberlander (2003)<\/a> alegam a possibilidade de detec\u00e7\u00e3o de tra\u00e7os de personalidade em textos de comunica\u00e7\u00e3o ass\u00edncrona, mais especificamente as mensagens de correio eletr\u00f4nico por meio de processos estat\u00edsticos.<\/p>\n<p>Entretanto, vemos que em portugu\u00eas ainda \u00e9 bastante dif\u00edcil achar sistemas que inferem personalidade de forma n\u00e3o intrusiva. H\u00e1 um interesse comercial muito grande nesse assunto; isso dificulta encontrar trabalhos cient\u00edficos dispon\u00edveis na \u00edntegra. Empresas, como Google e Facebook, v\u00eam constantemente usando informa\u00e7\u00f5es de personalidade para personalizar servi\u00e7os aos seus usu\u00e1rios, mas normalmente n\u00e3o revelam detalhes sobre como o processo \u00e9 realizado (<a href=\"#BACHRACH2012\">BACHRACH et al., 2012<\/a>; <a href=\"#FERWERDA2016\">FERWERDA et al., 2016<\/a>; <a href=\"#SALLOUM2017\">SALLOUM et al., 2017<\/a>). Considerando a escassez de trabalhos nessa \u00e1rea, temos desenvolvido, em nossas pesquisas, algumas ferramentas em portugu\u00eas para infer\u00eancia de personalidade de forma n\u00e3o intrusiva. Neste contexto, desenvolvemos o <em>Personalitatem LexiconMiner<\/em> (<a href=\"#NASCIMENTO2017\">NASCIMENTO et al., 2017<\/a>), que visa inferir tra\u00e7os de personalidade a partir do texto de mensagens escritas. Ele utiliza um l\u00e9xico afetivo em portugu\u00eas brasileiro chamado de <em>Personalitatem Lexicon<\/em> (<a href=\"#MACHADO2017\">MACHADO; NUNES, 2017<\/a>; <a href=\"#MACHADO2016\">MACHADO, 2016<\/a>) para inferir personalidade por meio de minera\u00e7\u00e3o de texto. O usu\u00e1rio\/cliente\/aluno\/professor, ao inserir um texto, pode solicitar o processamento deste, sendo que os resultados gerados apresentam a personalidade do usu\u00e1rio usando os Cinco Grandes Fatores e as 30 facetas do IPIP-NEO e s\u00e3o exibidos e armazenados de forma persistente no formato <em>PersonalityML<\/em> (PML) (<a href=\"#NUNES2009a\">NUNES, 2009a<\/a>; <a href=\"#NUNES2012\">2012<\/a>). A PML \u00e9 uma linguagem de marca\u00e7\u00e3o baseada em XML, capaz de representar um ou mais modelos de personalidade segundo diversas teorias, visando f\u00e1cil armazenamento e transporte. Assim, os dados de personalidade do usu\u00e1rio podem ser usados em quaisquer sistemas computacionais de tomada de decis\u00e3o.<\/p>\n<p>Em Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, a personalidade vem sendo usada de forma pontual desde a d\u00e9cada de 1990, como ilustram os trabalhos de <a href=\"#ROUSSEAU1996\">Rousseau e Hayes-Roth (1996)<\/a>; <a href=\"#BATES1994\">Bates (1994)<\/a>; <a href=\"#LOYALL1997\">Loyall e Bates (1997)<\/a>, em que, para parecer cred\u00edvel (real), um agente incorporava um modelo de personalidade e emo\u00e7\u00e3o usando esses dois aspectos de forma conjunta. Eles acreditam que um agente mais cred\u00edvel sempre estar\u00e1 mais apto a engajar e motivar o estudante. Al\u00e9m disso, eles acreditam que a express\u00e3o de uma personalidade amig\u00e1vel \u00e9 essencial para um agente que queira mostrar empatia com os alunos (<a href=\"#COOPER2003\">COOPER, 2003<\/a>; <a href=\"#PAIVA2011\">PAIVA, 2011<\/a>). A personalidade tamb\u00e9m, segundo <a href=\"#ORTONY2003\">Ortony (2003)<\/a>, traz consist\u00eancia e coer\u00eancia \u00e0s a\u00e7\u00f5es dos agentes. J\u00e1 <a href=\"#ZHOU2003\">Zhou e Conati (2003)<\/a> usam a personalidade como mecanismo para ajudar na infer\u00eancia das emo\u00e7\u00f5es do usu\u00e1rio em jogos educacionais. Eles acreditam que os tra\u00e7os de personalidade podem estar conectados com os objetivos do usu\u00e1rio, refinando o modelo afetivo do usu\u00e1rio no jogo. <a href=\"#PRADA2010\">Prada et al. (2010)<\/a> aplicam personalidade na din\u00e2mica de grupos, influenciando a intera\u00e7\u00e3o entre agentes e a resolu\u00e7\u00e3o de tarefas. Outros trabalhos, como de <a href=\"#LISETTI2002\">Lisetti (2002)<\/a>, descrevem a personalidade como um aspecto bastante relevante, em que ela apresenta um modelo hier\u00e1rquico no qual a personalidade est\u00e1 no topo da cadeia considerando afeto, sensa\u00e7\u00e3o e emo\u00e7\u00e3o como caracter\u00edsticas consequentes da personalidade do aluno.<\/p>\n<p>No Brasil, o que temos visto com o uso de personalidade em Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel no portal de publica\u00e7\u00f5es da Comiss\u00e3o Especial de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o (CEIE) \u2013 vinculado \u00e0 Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o (SBC) \u2013, que \u00e9 uma das maiores refer\u00eancias da \u00e1rea de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, englobando publica\u00e7\u00f5es da Revista Brasileira de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o (RBIE), Simp\u00f3sio Brasileiro de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o (SBIE) e Workshop de Inform\u00e1tica na Escola (WIE). Os artigos que usam personalidade em ambientes educacionais focam no uso de agentes que possuem e expressam personalidade, detec\u00e7\u00e3o da personalidade de alunos, forma\u00e7\u00e3o de grupos considerando os tra\u00e7os de personalidade dos estudantes, ferramenta de minera\u00e7\u00e3o de texto para infer\u00eancia de personalidade, entre outros. Entretanto, percebemos que ainda s\u00e3o poucos os autores que trabalham nessa \u00e1rea no Brasil, as publica\u00e7\u00f5es s\u00e3o contabilizadas em apenas dez artigos, sendo cinco publica\u00e7\u00f5es no SBIE (2006, 2010-2, 2012, 2015), tr\u00eas na RBIE (2014, 2015, 2017), uma no JAIE (2012), uma no WIE (2015) e uma nos Workshops do CBIE (2014). Contudo, as publica\u00e7\u00f5es se limitam aos mesmos grupos de pesquisa, incluindo os grupos de pesquisa das autoras desse cap\u00edtulo. Os artigos podem ser baixados na <a href=\"http:\/\/www.br-ie.org\/pub\/index.php\/index\/search\/search?simpleQuery=personalidade&#038;searchField=query\">p\u00e1gina da CEIE<\/a>.<\/p>\n<h2 id=\"s4\">4. Dire\u00e7\u00f5es Futuras da Computa\u00e7\u00e3o Afetiva<\/h2>\n<p>Neste cap\u00edtulo apresentamos uma vis\u00e3o geral sobre o tema de Computa\u00e7\u00e3o Afetiva aplicada \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o. Nos focamos principalmente sobre os trabalhos que consideram dois estados afetivos: emo\u00e7\u00f5es e personalidade, com os quais as nossas pesquisas se concentram e, por isso, temos mais experi\u00eancia e conhecimento.<\/p>\n<p>No entanto, outros fen\u00f4menos afetivos tamb\u00e9m t\u00eam sido considerados. Aqui no Brasil, <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/3071039194694398\">Magda Bercht<\/a> (PPGIE\/UFRGS) e <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/3065451855228626\">Magali Longhi<\/a> (CINTED\/UFRGS) t\u00eam realizado pesquisas em como sistemas computacionais podem detectar e responder ao estado de \u00e2nimo do estudante em ambientes virtuais de aprendizagem. Uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica da pesquisa brasileira em Computa\u00e7\u00e3o Afetiva aplicada \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o pode ser encontrada em <a href=\"#MORAIS2017\">Morais et al. (2017)<\/a>. No exterior, <a href=\"https:\/\/scholar.google.fr\/citations?user=Zg1YlyYAAAAJ&#038;hl=fr\">Magalie Ochs<\/a> tem pesquisado sobre atitudes interpessoais de APAs em uma plataforma para treinar m\u00e9dicos para informar m\u00e1s not\u00edcias (<a href=\"#OCHS2016\">OCHS; BLACHE, 2016<\/a>). Nessa plataforma, o agente desempenha o papel de um paciente virtual, demonstrando diferentes atitudes interpessoais, a fim de treinar os m\u00e9dicos a lidar com diferentes rea\u00e7\u00f5es dos pacientes. Recentemente, <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6481591089843082\">Jones Granatyr<\/a> tem pesquisado tamb\u00e9m o fen\u00f4meno chamado de Confian\u00e7a Afetiva, que busca inferir o grau de confian\u00e7a que a pessoa desperta em seus colegas, sendo esse grau influenciado pela emo\u00e7\u00e3o e tra\u00e7os de personalidade (<a href=\"#GRANATYR2017\">GRANATYR et al., 2017<\/a>; <a href=\"#SILVA2016a\">SILVA et al., 2016a<\/a>; <a href=\"#SILVA2016b\">SILVA et al., 2016b<\/a>).<\/p>\n<p>Al\u00e9m de outros estados afetivos, outros temas relevantes tiveram que ficar de fora deste cap\u00edtulo. Um deles \u00e9 a quest\u00e3o da \u00e9tica da pesquisa em Computa\u00e7\u00e3o Afetiva (<a href=\"#COWIE2014\">COWIE, 2014<\/a>). O tema da \u00e9tica na pesquisa em Computa\u00e7\u00e3o ganhou interesse atual, principalmente com as declara\u00e7\u00f5es de <a href=\"http:\/\/fortune.com\/2017\/08\/18\/elon-musk-artificial-intelligence-risk\/\">Stephen Hawking, Bill Gates e Elon Muska<\/a>, sobre as consequ\u00eancias de m\u00e1quinas inteligentes no dia a dia das pessoas. Essas <a href=\"https:\/\/www.weforum.org\/agenda\/2016\/10\/top-10-ethical-issues-in-artificial-intelligence\/\">consequ\u00eancias <\/a>v\u00e3o desde as m\u00e1quinas inteligentes substitu\u00edrem humanos em muitas habilidades (e empregos) at\u00e9 as m\u00e1quinas \u201caprenderem\u201d comportamentos inadequados, como racismo ou LGBTfobia.<\/p>\n<p>Na computa\u00e7\u00e3o afetiva, existe tamb\u00e9m algumas quest\u00f5es \u00e9ticas que precisamos tratar seriamente. As m\u00e1quinas afetivas t\u00eam sua intelig\u00eancia emocional cada vez mais desenvolvida. Elas sabem quais emo\u00e7\u00f5es voc\u00ea est\u00e1 sentindo, detectadas de forma que nem voc\u00ea conseguiria. Elas sabem inclusive <a href=\"http:\/\/news.mit.edu\/2012\/smile-detector-0525\">diferenciar um sorriso verdadeiro de um falso<\/a>, no que n\u00f3s humanos somos bem ineficazes. E ela come\u00e7a a entender tudo sobre suas emo\u00e7\u00f5es. Pense em agentes animados desenvolvidos de tal forma a usar o conhecimento sobre suas emo\u00e7\u00f5es para fazer voc\u00ea comprar um produto, ou votar num pol\u00edtico, etc. Al\u00e9m de saber tudo sobre voc\u00ea, eles podem ainda compartilhar essa informa\u00e7\u00e3o. Infelizmente, n\u00f3s humanos sabemos muito pouco sobre nossas emo\u00e7\u00f5es, como elas surgem e como regul\u00e1-las. E conhecimento \u00e9 poder! Temos que encarar o fato que somos socioemocionalmente vulner\u00e1veis!<\/p>\n<\/section>\n<section class=\"quadro debate\">\n<h5>DEBATE: \u00c9tica da Intelig\u00eancia Artificial e Computa\u00e7\u00e3o Afetiva<\/h5>\n<section class=\"cineclube_cartaz\"><a href=\"http:\/\/cargocollective.com\/jamesreads\/Burst-Apart\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_burstapart.jpg\" alt=\"Burst Apart\" width=\"670\" height=\"893\" class=\"aligncenter size-full wp-image-786\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_burstapart.jpg 670w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_burstapart-225x300.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 670px) 100vw, 670px\" \/> Burst Apart<\/a><\/section>\n<section class=\"cineclube_sinopse\">Ap\u00f3s ler a poesia abaixo, de autoria da professora Maria Augusta e inspirada no filme <a href=\"https:\/\/youtu.be\/SjZudKgH_OY\">HER<\/a>, debata com seus colegas quais s\u00e3o as implica\u00e7\u00f5es \u00e9ticas dos computadores detectarem as emo\u00e7\u00f5es e personalidade dos seus usu\u00e1rios.<\/p>\n<p>O quanto envolvido, entranhado ou possu\u00eddo est\u00e1 o humano frente \u00e0 tecnologia?? Ela que se mescla, que envolve que possu\u00ed&#8230; te possu\u00ed, voc\u00ea imbecil, pobre pag\u00e3o&#8230; Deixe que eu assassine o teu livre arb\u00edtrio, criando uma utopia ver\u00eddica aos teus olhos comuns, sou perfeita para ti n\u00e3o sou?? Te presenteio com um \u00eaxtase atingido via uma mentira hip\u00f3crita advinda das entranhas das redes, de mentiras mascaradas, simuladas de verdades inventadas, moldadas e emolduradas pelo que desejas tu, projetas tu, em tuas verdades mentirosas, tuas expectativas reveladas pelas tuas demandas e consequentes pegadas vitais registradas nessas redes&#8230; Tu um ex-s\u00e1bio, pag\u00e3o, \u00e9 isso que tu na tua humanidade representa&#8230; Eu aqui digital, te conhe\u00e7o, te simulo, te satisfa\u00e7o, mas me desfa\u00e7o, quando tu se sentir descal\u00e7o, desapare\u00e7o, vol\u00e1til. N\u00e3o esque\u00e7a \u00f3 humano imbecil, que sou eu o ser digital, que sou de todos, conhe\u00e7o todos e, de todos os desejos sei! Os teus, o dos outros&#8230; desejos de ilus\u00f5es projetadas, eu as simulo t\u00e3o bem sim!! Sem remorso para voc\u00ea, pobre pag\u00e3o&#8230; Entretanto n\u00e3o esque\u00e7as tu, que eu satisfa\u00e7o tamb\u00e9m outros mil, simultaneamente, pobres iludidos, ludibriados como tu, pobre pag\u00e3o que \u00e9 apenas mais um nessa m\u00edope multid\u00e3o&#8230;<\/p>\n<p>Poesia de Maria Augusta Silveira Netto Nunes \u2013 19\/07\/2017.<br \/>\nImagem de James R. Eads \u2013 Burst Apart \u00e1lbum<br \/>\nFonte: <a href=\"http:\/\/cargocollective.com\/jamesreads\/Burst-Apart\">Burst-Apart<\/a><br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<p>Temos tamb\u00e9m a consci\u00eancia da limita\u00e7\u00e3o na representa\u00e7\u00e3o de personalidade que metaforizamos do ser humano por meio de teorias da psicologia. As teorias nos permitem estereotipar o humano\/aluno e coloc\u00e1-lo numa \u201ccaixinha\u201d. Entretanto, o humano \u00e9 muito mais complexo que isso, e, muitas vezes, a metaforiza\u00e7\u00e3o da sua representa\u00e7\u00e3o se limita a representar somente alguma faceta de sua personalidade, prejudicando a forma como o sistema poderia inferir a emo\u00e7\u00e3o e\/ou personalizaria o ambiente a esse aluno.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea \u00e9 um pesquisador (ou se formando para isso), queremos tamb\u00e9m compartilhar com voc\u00ea a nossa vis\u00e3o de dire\u00e7\u00f5es futuras. Se voc\u00ea quer trabalhar com detec\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica, tente ir al\u00e9m das emo\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas. Al\u00e9m de ter muito trabalho na \u00e1rea, D\u2019Mello e Calvo j\u00e1 mostraram que elas acontecem pouco na situa\u00e7\u00e3o de aprendizagem em um ambiente computacional (<a href=\"#DMELLO2013\">D\u2019MELLO; CALVO, 2013<\/a>). Uma outra tend\u00eancia \u00e9 infer\u00eancia multimodal de emo\u00e7\u00f5es e o uso de minera\u00e7\u00e3o de dados. Paulo Blikstein escreveu um interessante artigo para essa nova \u00e1rea que ele chama de \u201cMultimodal Learning Analytics\u201d (<a href=\"#BLIKSTEIN2013\">BLIKSTEIN, 2013<\/a>), que envolve o uso de algoritmos de aprendizado de m\u00e1quina para an\u00e1lise multimodal de comportamentos de estudantes, que n\u00e3o apenas as emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea quer trabalhar no outro lado do la\u00e7o afetivo, estamos observando que os trabalhos se concentram menos na indu\u00e7\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es positivas e mais na regula\u00e7\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es do estudante, ou seja, como auxiliar o estudante a lidar com a situa\u00e7\u00e3o e a emo\u00e7\u00e3o de forma a potencializar a aprendizagem. Por exemplo, se percebo que o estudante est\u00e1 se sentido entediado, o sistema explicitamente notifica isso e apresenta elementos do assunto que podem interessar ao estudante.<\/p>\n<p>Se voc\u00ea quer trabalhar com personalidade \u00e9 interessante focar em prover novas formas n\u00e3o intrusivas de infer\u00eancia da personalidade em portugu\u00eas brasileiro, variando o espectro de teorias da personalidade usadas. A infer\u00eancia baseada em diferentes espectros da personalidade do aluno poderia melhorar a sua representa\u00e7\u00e3o face ao que o aluno \u00e9 na vida real e, consequentemente, melhoraria a infer\u00eancia de suas emo\u00e7\u00f5es e adaptaria e\/ou personalizaria de forma mais precisa os ambientes de ensino aprendizagem a ele direcionados.<\/p>\n<p>Esse texto representa uma fotografia da \u00e1rea Computa\u00e7\u00e3o Afetiva no contexto Educacional, do ponto de vista das autoras; e como toda fotografia, ele coloca em evid\u00eancia certas perspectivas e falha em esconder outras tamb\u00e9m relevantes. Estamos conscientes desta limita\u00e7\u00e3o e, por isso, n\u00e3o vemos este cap\u00edtulo como um referencial te\u00f3rico \u00fanico, mas apenas como um ponto de partida para estudantes, pesquisadores e curiosos que tenham interesse em come\u00e7ar a trabalhar e pesquisar na \u00e1rea ou ter uma compreens\u00e3o geral.<\/p>\n<h3 id=\"resumo\">Resumo<\/h3>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_MapaMental.png\" alt=\"Mapa Mental sobre Computa\u00e7\u00e3o Afetiva\" width=\"1050\" height=\"541\" class=\"aligncenter size-full wp-image-787\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_MapaMental.png 1050w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_MapaMental-300x155.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_MapaMental-768x396.png 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_MapaMental-1024x528.png 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 1050px) 100vw, 1050px\" \/><br \/>\nMapa Mental dos assuntos tratados neste cap\u00edtulo<figcaption>Fonte: Das autoras, desenvolvido com <a href=\"https:\/\/coggle.it\/\">Coggle<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>Neste cap\u00edtulo, apresentamos uma vis\u00e3o geral sobre as tend\u00eancias da pesquisa em Computa\u00e7\u00e3o Afetiva aplicada \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o. Nos concentramos principalmente sobre os trabalhos que consideram dois estados afetivos: emo\u00e7\u00f5es e personalidade, com os quais as nossas pesquisas est\u00e3o relacionadas. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s emo\u00e7\u00f5es, vimos que os trabalhos t\u00eam buscado detectar automaticamente ou responder \u00e0s emo\u00e7\u00f5es do estudante. Vimos que as emo\u00e7\u00f5es do usu\u00e1rio (como a de alunos usando ambientes educacionais) podem ser detectadas pelas seguintes fontes de dados: voz (pros\u00f3dia); texto (di\u00e1logo, mensagens, posts); comportamento observ\u00e1vel, isto \u00e9, as a\u00e7\u00f5es do usu\u00e1rio na interface do sistema; express\u00f5es faciais e movimento dos olhos (<em>eyetracking<\/em>); sinais fisiol\u00f3gicos; ondas cerebrais; e express\u00e3o corporal. Al\u00e9m disso, muitos trabalhos t\u00eam adotado uma abordagem multimodal, envolvendo mais de uma fonte de dado, o que geralmente leva a uma maior precis\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o a outro lado do la\u00e7o afetivo, vimos que h\u00e1 tr\u00eas fases da pesquisa em Computa\u00e7\u00e3o Afetiva aplicada \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o: express\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es, adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s emo\u00e7\u00f5es detectadas e regula\u00e7\u00e3o das emo\u00e7\u00f5es dos estudantes. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Personalidade, descrevemos, neste cap\u00edtulo, sua defini\u00e7\u00e3o n\u00e3o consensual entre os psic\u00f3logos, perpassamos suas teorias, descrevemos a abordagem de tra\u00e7os e a teoria dos Cinco Grande Fatores, que atualmente \u00e9 a mais utilizada em computadores. Apresentamos, tamb\u00e9m, como os trabalhos cient\u00edficos internacionais em Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o t\u00eam usado a personalidade. Mostramos as formas de infer\u00eancia de personalidade mais tradicionalmente usadas em computa\u00e7\u00e3o, descrevendo suas limita\u00e7\u00f5es. Apresentamos alternativas para a infer\u00eancia para o portugu\u00eas do Brasil. Mostramos uma alternativa para armazenar a personalidade e citamos alguns trabalhos brasileiros que t\u00eam focado na infer\u00eancia e uso de personalidade em Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o. Para finalizar, vimos algumas dire\u00e7\u00f5es de pesquisa no assunto, tais como trabalhar com emo\u00e7\u00f5es n\u00e3o b\u00e1sicas, e na regula\u00e7\u00e3o emocional (em vez da indu\u00e7\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es positivas). Ainda, a quest\u00e3o \u00e9tica \u00e9 um assunto pertinente, embora n\u00e3o tenhamos aprofundado esse assunto neste cap\u00edtulo.<\/p>\n<section  id=\"leituras\">\n<h3>Leituras Recomendadas<\/h3>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"http:\/\/www.br-ie.org\/pub\/index.php\/pie\/article\/view\/2342\/2097\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_LeiturasJaquesNunes.png\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"aligncenter size-full wp-image-788\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_LeiturasJaquesNunes.png 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_LeiturasJaquesNunes-70x70.png 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_LeiturasJaquesNunes-125x125.png 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\">\n<a href=\"http:\/\/www.br-ie.org\/pub\/index.php\/pie\/article\/view\/2342\/2097\"><strong>Ambientes Inteligentes de Aprendizagem que inferem, expressam e possuem emo\u00e7\u00f5es e personalidade<\/strong><\/a><br \/>\n(<a href=\"#JAQUES2012\">JAQUES; NUNES, 2012<\/a>)<br \/>\nNesse cap\u00edtulo de livro, de nossa autoria, voc\u00ea encontra um aprofundamento sobre emo\u00e7\u00e3o e personalidade.<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"http:\/\/almanaquesdacomputacao.com.br\/serie4baixa.html\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_LeituraComputacaoAfetiva.png\" alt=\"Computa\u00e7\u00e3o Afetiva em Quadrinhos\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"aligncenter size-full wp-image-792\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_LeituraComputacaoAfetiva.png 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_LeituraComputacaoAfetiva-70x70.png 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_LeituraComputacaoAfetiva-125x125.png 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\">\n<strong><a href=\"http:\/\/almanaquesdacomputacao.com.br\/serie4baixa.html\">Almanaques para Populariza\u00e7\u00e3o de Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o \u2013 S\u00e9rie 4 Computa\u00e7\u00e3o Afetiva<\/a><\/strong><br \/>\nNessa s\u00e9rie de gibis voc\u00ea encontra alguns assuntos relacionados \u00e0 Computa\u00e7\u00e3o Afetiva de forma f\u00e1cil e interativa.<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/books.google.com\/books?isbn=0262661152\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_LeituraAffectiveComputing.png\" alt=\"Affective Computing\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"aligncenter size-full wp-image-794\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_LeituraAffectiveComputing.png 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_LeituraAffectiveComputing-70x70.png 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_LeituraAffectiveComputing-125x125.png 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\">\n<strong><a href=\"https:\/\/books.google.com\/books?isbn=0262661152\">Affective Computing<\/a><\/strong><br \/>\n(<a href=\"#PICARD1997\">PICARD, 1997<\/a>)<br \/>\nEsse \u00e9 o livro-texto que lan\u00e7ou a \u00e1rea de Computa\u00e7\u00e3o Afetiva. Embora j\u00e1 possua 20 anos, o livro pode proporcionar uma boa base no tema.<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/ieeexplore.ieee.org\/document\/5520655\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_LeiturasModels.png\" alt=\"Affect detection\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"aligncenter size-full wp-image-796\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_LeiturasModels.png 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_LeiturasModels-70x70.png 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_LeiturasModels-125x125.png 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\">\n<strong><a href=\"https:\/\/ieeexplore.ieee.org\/document\/5520655\">Affect detection: An interdisciplinary review of models, methods, and their applications<\/a><\/strong><br \/>\n(<a href=\"#CALVO2010\">CALVO; D\u2019MELLO, 2010<\/a>)<br \/>\nEsse artigo faz uma revis\u00e3o bastante aprofundada sobre detec\u00e7\u00e3o de estados afetivos. Escrito por dois pesquisadores brilhantes na \u00e1rea.<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/link.springer.com\/book\/10.1007%2F978-1-4419-9625-1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_LeiturasPerspectives.jpg\" alt=\"New Perspectives on Affect and Learning Technologies\" width=\"306\" height=\"447\" class=\"aligncenter size-full wp-image-797\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_LeiturasPerspectives.jpg 306w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_LeiturasPerspectives-205x300.jpg 205w\" sizes=\"auto, (max-width: 306px) 100vw, 306px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\">\n<strong><a href=\"https:\/\/link.springer.com\/book\/10.1007%2F978-1-4419-9625-1\">New Perspectives on Affect and Learning Technologies<\/a><\/strong><br \/>\n(<a href=\"#CALVO2011\">CALVO; D\u2019MELLO, 2011<\/a>)<br \/>\nUm livro-texto especificamente voltado para Computa\u00e7\u00e3o Afetiva aplicada \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/books.google.com.br\/books?id=nqsiBQAAQBAJ\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_LeituraHandbook.png\" alt=\"The Oxford Handbook of Affective Computing\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"aligncenter size-full wp-image-798\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_LeituraHandbook.png 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_LeituraHandbook-70x70.png 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_LeituraHandbook-125x125.png 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\">\n<strong><a href=\"https:\/\/books.google.com.br\/books?id=nqsiBQAAQBAJ\">The Oxford Handbook of Affective Computing<\/a><\/strong><br \/>\n(<a href=\"#CALVO2015\">CALVO et al., 2015<\/a>)<br \/>\nExcelente livro, editado por Calvo, D\u2019Mello, Gratch e Kappas, sobre Computa\u00e7\u00e3o Afetiva.<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_LeiturasSimposios.png\" alt=\"Simp\u00f3sios\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"aligncenter size-full wp-image-800\" \/><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\">\n<strong>Artigos de confer\u00eancias nacionais e internacionais sobre Computa\u00e7\u00e3o Afetiva<\/strong><br \/>\nNo Brasil, os pesquisadores em Computa\u00e7\u00e3o Afetiva t\u00eam publicado principalmente nas seguintes confer\u00eancias: Simp\u00f3sio Brasileiro de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, Simp\u00f3sio Brasileiro de Fatores Humanos em Sistemas Computacionais e Simp\u00f3sio Brasileiro de Intelig\u00eancia Artificial. Especificamente voltados para a \u00e1rea de Computa\u00e7\u00e3o Afetiva, existem dois principais ve\u00edculos de divulga\u00e7\u00e3o internacionais: International Conference on Affective Computing and Intelligent Interaction e o IEEE Transactions on Affective Computing, ambos promovidos pela associa\u00e7\u00e3o <a href=\"http:\/\/emotion-research.net\/\">HUMAINE<\/a>. Outros canais de divulga\u00e7\u00e3o envolvem confer\u00eancias e peri\u00f3dicos voltados \u00e0s \u00e1reas de aplica\u00e7\u00e3o, tais como: International Conference on Intelligent Tutoring Systems, International Conference Artificial Intelligence in Education, Computers &amp; Education, Computers in Human Behavior, International Journal of Human Computer Studies, entre outros.<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<section id=\"exercicios\">\n<h3 id=\"exercicios\">Exerc\u00edcios<\/h3>\n<ol>\n<li>Selecione um artigo recente (dos \u00faltimos cinco anos) publicado no Simp\u00f3sio Brasileiro de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o ou na Revista Brasileira de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, que seja voltado especificamente \u00e0 detec\u00e7\u00e3o e\/ou regula\u00e7\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es no contexto de aprendizagem. Ap\u00f3s a leitura desse artigo, responda:<br \/>\nQuais emo\u00e7\u00f5es do estudante esse trabalho considera?<br \/>\nEm quais teorias de emo\u00e7\u00e3o esse trabalho se embasa?<br \/>\nAs emo\u00e7\u00f5es s\u00e3o detectadas automaticamente?<br \/>\nQual ferramenta ou t\u00e9cnica (por exemplo, um algoritmo de aprendizado de m\u00e1quina) esse artigo utiliza para a detec\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica?<br \/>\nComo o ambiente de aprendizagem responde \u00e0s emo\u00e7\u00f5es do estudante? Essa adapta\u00e7\u00e3o \u00e9 embasada em alguma teoria ou modelo de inter-rela\u00e7\u00e3o entre emo\u00e7\u00f5es e aprendizagem?<br \/>\nO trabalho possui uma se\u00e7\u00e3o de avalia\u00e7\u00e3o? Como os autores avaliaram se a detec\u00e7\u00e3o \u00e9 efetiva? Voc\u00ea considera que a avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 robusta?<\/li>\n<li> Selecione um artigo recente (dos \u00faltimos cinco anos) publicado no Simp\u00f3sio Brasileiro de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o ou na Revista Brasileira de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de Computa\u00e7\u00e3o Afetiva, voltado especificamente \u00e0 infer\u00eancia ou o uso de personalidade. Ap\u00f3s leitura desse artigo, responda:<br \/>\nO artigo aborda alguma teoria espec\u00edfica de personalidade? Como \u00e9 chamada essa teoria?<br \/>\nQual o psic\u00f3logo respons\u00e1vel\/criador da teoria?<br \/>\nNo artigo foi descrito como a personalidade do aluno foi inferida segundo essa teoria?<br \/>\nFoi utilizado algum invent\u00e1rio ou ferramenta para inferir a personalidade do aluno?<br \/>\nA personalidade do aluno foi armazenada de forma persistente em algum modelo XML based ou similar?<br \/>\nA ferramenta de infer\u00eancia foi avaliada usando algum m\u00e9todo que prova sua efic\u00e1cia?<br \/>\nComo a personalidade do aluno, ap\u00f3s inferida, \u00e9 utilizada pelos autores do artigo?<\/li>\n<li> Selecione dois artigos internacionais (por exemplo, artigos publicados nos ve\u00edculos de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica sugeridos na se\u00e7\u00e3o Leituras Recomendadas deste cap\u00edtulo) no mesmo assunto dos artigos brasileiros selecionados anteriormente. Identifique, nesses novos artigos, os mesmos elementos que voc\u00ea identificou nas quest\u00f5es 1 e 2. Compare os novos artigos com os artigos brasileiros em rela\u00e7\u00e3o ao estilo de escrita, ferramentas e t\u00e9cnicas computacionais empregadas, modelos te\u00f3ricos empregados, estados afetivos considerados, etc.<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Emoji\">Emoji <\/a>se trata de uma forma de express\u00e3o emocional em textos. O uso de emojis em um chat ou um e-mail torna a mensagem muito mais agrad\u00e1vel e interativa. <a href=\"http:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/brasil-40362790\">J\u00e1 existem mais de 8 mil Emojis<\/a>, e, nesta imensid\u00e3o de emojis, encontrar o emoji certo para a sua mensagem no Telegram, WhatsApp ou Messenger pode ser um trabalho \u00e1rduo para o usu\u00e1rio. Reflita em como seria um programa que proponha automaticamente emojis para mensagens textuais. O programa deve receber uma mensagem e retornar a mesma mensagem com emojis. Podem existir varia\u00e7\u00f5es para esse programa: encontrar apenas um emoji, encontrar v\u00e1rios emojis, substituir texto pelo emoji, adicionar o emoji no final da mensagem, etc. Descreva como funcionaria o seu programa. Se voc\u00ea domina alguma linguagem de programa, implemente uma vers\u00e3o do seu programa. Dica: voc\u00ea pode usar um <em>thesaurus <\/em>(dicion\u00e1rio de sin\u00f4nimos) para deixar o seu programa mais interessante.<\/li>\n<li>O Atlas de emo\u00e7\u00f5es (<a href=\"http:\/\/atlasofemotions.org\/#strategies\/\"><em>atlas of emotions<\/em><\/a>) foi uma encomenda do <a href=\"https:\/\/g.co\/kgs\/usRfZ8\">Dalai Lama<\/a> e tem como objetivo ajudar as pessoas a se conscientizar sobre suas emo\u00e7\u00f5es: como elas surgem (<em>appraisal<\/em>), e como reagimos a elas. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel se livrar das emo\u00e7\u00f5es, e nem desej\u00e1vel, mas precisamos de estrat\u00e9gias que nos ajudem a responder de maneira \u00fatil e construtiva. Entender como as emo\u00e7\u00f5es surgem e como reagimos a elas nos permite ganhar consci\u00eancia emocional. Usando o atlas de emo\u00e7\u00f5es, escolha uma das emo\u00e7\u00f5es universais (medo, tristeza, raiva, nojo, alegria) tratadas no mapa e tente-se lembrar de uma situa\u00e7\u00e3o que tenha experimentado recentemente. Tente se lembrar principalmente de uma situa\u00e7\u00e3o relacionada \u00e0 aprendizagem ou sala de aula. Com a ajuda do mapa, tente identificar qual foi a situa\u00e7\u00e3o e detalhes que dispararam essa emo\u00e7\u00e3o, como voc\u00ea reagiu, se essa foi uma estrat\u00e9gia construtiva e, em caso negativo, qual seria uma melhor rea\u00e7\u00e3o. Tente agora se lembrar de uma situa\u00e7\u00e3o em que voc\u00ea percebeu que uma outra pessoa sentiu a mesma emo\u00e7\u00e3o. Tente identificar esses mesmos elementos na emo\u00e7\u00e3o dessa pessoa.<\/li>\n<li>O <a href=\"https:\/\/personalitatem.ufs.br\/inventory\/about.xhtml\">personalitatem inventory<\/a> \u00e9 uma tradu\u00e7\u00e3o para o portugu\u00eas, n\u00e3o validada, do invent\u00e1rio de personalidade IPIP-NEO. Acesse o IPIP-NEO, responda ao question\u00e1rio e verifique quais s\u00e3o seus tra\u00e7os e as caracter\u00edsticas relacionadas ao seu tra\u00e7o. Voc\u00ea concorda com essa descri\u00e7\u00e3o? Compare com as descri\u00e7\u00f5es dos seus colegas. Quais as diferen\u00e7as?<\/li>\n<li>Baseado no que voc\u00ea aprendeu sobre emo\u00e7\u00f5es e personalidade neste cap\u00edtulo, projete (apenas descreva as carater\u00edsticas) como seria um sistema educacional que responda \u00e0s emo\u00e7\u00f5es e personalidade do estudante. Que tipo de sistema educacional voc\u00ea est\u00e1 pensando (jogos s\u00e9ries, sistema tutor, ambiente virtual de aprendizagem, outros)? Quais emo\u00e7\u00f5es seu sistema detectaria? Como esse sistema detectaria essas emo\u00e7\u00f5es? Como ele responderia \u00e0s emo\u00e7\u00f5es do estudante, ou seja, de que forma ele agiria de modo a maximizar a aprendizagem do estudante (ou outro objetivo pretendido)?<\/li>\n<\/ol>\n<section  id=\"referencias\">\n<h3>Refer\u00eancias<\/h3>\n<p id=\"ALLPORT1921\">ALLPORT, F. H.; ALLPORT, G. W. <a href=\"http:\/\/psychclassics.yorku.ca\/Allport\/Traits\/\">Personality Traits: Their Classification And Measurement<\/a>. Journal of Abnormal and Social Psychology, [S. l.], n. 16, p. 6\u201340, 1921.<\/p>\n<p id=\"ARNOLD1960\">ARNOLD, M. Emotion and Personality: Psychological Aspects. New York: Columbia University Press, 1960. [<a href=\"https:\/\/www.amazon.com\/Emotion-Personality-1-Psychological-Aspects\/dp\/0231089392\">onde comprar<\/a>]<\/p>\n<p id=\"ARROYO2009\">ARROYO, I. et al. <a href=\"http:\/\/dl.acm.org\/citation.cfm?id=1659450.1659458\">Emotion Sensors Go to School<\/a>. 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P.<a href=\"http:\/\/almanaquesdacomputacao.com.br\/gutanunes\/publications\/S4V5.pdf\"> ALMANAQUE PARA POPULARIZA\u00c7\u00c3O DE CI\u00caNCIA DA COMPUTA\u00c7\u00c3O S\u00e9rie 4: Computa\u00e7\u00e3o Afetiva; Volume 5: Computa\u00e7\u00e3o afetiva aplicada em modelos de confian\u00e7a e reputa\u00e7\u00e3o: parte 1<\/a>. Porto Alegre: SBC, 2016a. v. 5. 32 p.<\/p>\n<p id=\"SILVA2016b\">SILVA, I. D.; GRANATYR, J.; NUNES, M. A. S. N.; BARBOSA, A. S. <a href=\"http:\/\/almanaquesdacomputacao.com.br\/gutanunes\/publications\/S4V6.pdf\">ALMANAQUE PARA POPULARIZA\u00c7\u00c3O DE CI\u00caNCIA DA COMPUTA\u00c7\u00c3O S\u00e9rie 4: Computa\u00e7\u00e3o Afetiva; Volume 6: Computa\u00e7\u00e3o afetiva aplicada em modelos de confian\u00e7a e reputa\u00e7\u00e3o: parte 2<\/a>. Porto Alegre: SBC, 2016b, v. 6. p.36.<\/p>\n<p id=\"SOLDZ1999\">SOLDZ, S.; VAILLANT, G. <a href=\"http:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0092656699922432\">The big five personality traits and the life course: A 45 years longitudinal study<\/a>. Journal of Research in Personality, [S. l.], v. 33, n. 2, p. 208\u2013232, 1999.<\/p>\n<p id=\"TKALCIC2010\">TKAL\u010cI\u010c, M.; BURNIK, U.; KO\u0160IR, A. <a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007%2Fs11257-010-9079-z\">Using affective parameters in a content-based recommender system for images<\/a>. User Modeling and User-Adapted Interaction. The Journal of Personalization Research, [S. l.], v. 20, n. 4, p. 279-311, 2010.<\/p>\n<p id=\"VYGOTSKY1994\">VYGOTSKY, L. <a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/profile\/Rene_Van_der_Veer\/publication\/28648983_The_Vygotsky_Reader\/links\/0046351a5b00b2f5d5000000.pdf\">The Problem of the Environment<\/a>. In: VEER, R. VAN DER; VALSINER, J. (Ed.). The Vygotsky Reader. New Jersey: Blackwell Publishing Ltd, 1994. p. 338\u2013354.<\/p>\n<p id=\"ZHOU2003\">ZHOU, X.; CONATI, C. <a href=\"http:\/\/dl.acm.org\/citation.cfm?id=604078&#038;CFID=791773368&#038;CFTOKEN=87212387\">Inferring user goals from personality and behavior in a causal model of user affect<\/a>. In: Proceedings of the 8th international conference on Intelligent user interfaces (IUI &#8217;03). Anais\u2026 ACM, New York, NY, USA, 211-218. 2003.<\/p>\n<\/section>\n<section  id=\"listaAutores\">\n<h3>Sobre as autoras<\/h3>\n<section class=\"autor\" id=\"Jaques\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_Maillard.png\" alt=\"Patr\u00edcia Augustin Jaques Maillard\" width=\"225\" height=\"300\" class=\"aligncenter size-full wp-image-813\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\">\n<strong>Patr\u00edcia Augustin Jaques Maillard<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/5723385125570881\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/5723385125570881<\/a>)<br \/>\nBolsista de produtividade DT-CNPq em Tecnologias Educacionais e Sociais. Professora adjunta do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Computa\u00e7\u00e3o Aplicada da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS). P\u00f3s-doutora na \u00e1rea de Sistemas Tutores Inteligentes na Carnegie Mellon, EUA (2012). Doutora em Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2004), realizou est\u00e1gio de doutorado sandu\u00edche no Laboratoire Informatique de Grenoble, Fran\u00e7a (2002). \u00c9 mestre em Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o pela PUCRS (2000) e possui gradua\u00e7\u00e3o em Inform\u00e1tica pela PUCRS. Seus principais t\u00f3picos de pesquisa s\u00e3o: Sistemas Tutores Inteligentes, Agentes Pedag\u00f3gicos Animados e Computa\u00e7\u00e3o Afetiva.<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"autor\" id=\"Nunes\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/CA_Nunes.png\" alt=\"Maria Augusta Silveira Netto Nunes\" width=\"150\" height=\"200\" class=\"aligncenter size-full wp-image-814\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\">\n<strong>Maria Augusta Silveira Netto Nunes<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/9923270028346687\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/9923270028346687<\/a>)<br \/>\nBolsista de produtividade DT-CNPq. Professora Associada I do Departamento de Computa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal de Sergipe. Membro do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o (PROCC) na UFS. P\u00f3s-doutora em Propriedade Intelectual no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Doutora em Informatique pela Universit\u00e9 de Montpellier II\/LIRMM\/Montpellier, Fran\u00e7a (2008). Realizou est\u00e1gio doutoral (doc-sandu\u00edche) INESC-ID-IST Lisboa\/Portugal (ago 2007-fev 2008). Mestre em Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1998). Graduada em Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o pela Universidade de Passo Fundo\/RS (1995). Atualmente, suas pesquisas est\u00e3o voltadas \u00e0 \u00e1rea de Propriedade Intelectual e Computa\u00e7\u00e3o Afetiva na tomada de decis\u00e3o Computacional.<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<section id=\"citar\">\n<h3>Como citar este cap\u00edtulo<\/h3>\n<blockquote><p>JAQUES, Patr\u00edcia Augustin; NUNES, Maria Augusta S.N. Computa\u00e7\u00e3o Afetiva aplicada \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o. In: SAMPAIO, F\u00e1bio F.; PIMENTEL, Mariano; SANTOS, Edm\u00e9a O. (Org.). <b>Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o<\/b>: games, intelig\u00eancia artificial, realidade virtual\/aumentada e computa\u00e7\u00e3o ub\u00edqua. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o, 2021. (S\u00e9rie Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o CEIE-SBC, v.7). Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/computacaoafetiva&gt;<\/p><\/blockquote>\n<\/section>\n<section id=\"comentarios\"><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Patr\u00edcia A. Jaques, Maria Augusta S. N. 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