{"id":4144,"date":"2021-06-01T11:14:43","date_gmt":"2021-06-01T14:14:43","guid":{"rendered":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/?p=4144"},"modified":"2021-10-28T19:07:00","modified_gmt":"2021-10-28T22:07:00","slug":"producao-audiovisual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/producao-audiovisual\/","title":{"rendered":"A produ\u00e7\u00e3o audiovisual com as tecnologias digitais na educa\u00e7\u00e3o: da televis\u00e3o anal\u00f3gica \u00e0 webtv"},"content":{"rendered":"<p>(<a href=\"#Lucena\">Simone Lucena<\/a>, <a href=\"#Nunes\">Everton Nunes<\/a>)<\/p>\n<p><!-- IMAGEM DISPARADORA --><\/p>\n<section id=\"imagemDisparadora\">\n  <!-- IMAGEM --><br \/>\n<a href=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/webtv.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/webtv.jpg\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"720\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4249\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/webtv.jpg 960w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/webtv-300x225.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/webtv-768x576.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><\/a><\/p>\n<p><!-- QUEST\u00c3O DE ABERTURA --><\/p>\n<h4>Voc\u00ea sabe a diferen\u00e7a entre uma TV anal\u00f3gica e uma TV digital? E a WebTV voc\u00ea sabe o que \u00e9?<\/h4>\n<p><!-- TEXTO INTRODUT\u00d3RIO --><\/p>\n<p>A transi\u00e7\u00e3o das tecnologias anal\u00f3gicas para as digitais representou uma amplia\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o possibilitada tamb\u00e9m pelo aparelho de TV. Isso porque a TV digital potencialmente \u00e9 uma tecnologia que est\u00e1 para al\u00e9m da oferta de melhor qualidade de imagem e som, pois a plasticidade do digital permite que caracter\u00edsticas sociot\u00e9cnicas e culturais do universo das redes on-line sejam inseridas na TV. Atualmente, al\u00e9m da televis\u00e3o digital temos a WebTV, emissoras que disponibilizam na internet conte\u00fados, produ\u00e7\u00f5es audiovisuais utilizando as potencialidades do digital em rede como hipertextualidade, conectividades, e interatividade.  A WebTV, em geral, pode tamb\u00e9m ser acessada por meio de aplicativos nos dispositivos m\u00f3veis como tablets, smartphones e notebooks, o que permite a mobilidade e a ubiquidade impulsionada cada vez mais pelas redes sem fio: wi-fi, 4G e 5G que desterritorializam os limites entre o espa\u00e7o f\u00edsico e virtual. Por todas essas transforma\u00e7\u00f5es ocorridas com a televis\u00e3o em menos de um s\u00e9culo e pelas novas formas de produ\u00e7\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o audiovisual questionamos: como a educa\u00e7\u00e3o pode inserir o audiovisual em rede nos processos educacionais? Como desenvolver processos formativos que transformem os aprendentes de telespectador a a(u)tor? Para compreender esse percurso, convidamos voc\u00ea a um mergulho nos t\u00f3picos deste hipertexto a fim de conhecer as origens da implanta\u00e7\u00e3o da televis\u00e3o no Brasil e entender as transforma\u00e7\u00f5es sociot\u00e9cnicas e socioculturais pelas quais esta tecnologia vem passando. Por fim, convidamos voc\u00ea a produzir conte\u00fados audiovisuais como a(u)tores em rede.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- OBJETIVOS EDUCACIONAIS --><\/p>\n<section id=\"objetivosEducacionais\">\n<h4>Objetivos Educacionais:<\/h4>\n<ul>\n<li>Conhecer a hist\u00f3ria da televis\u00e3o no Brasil;<\/li>\n<li>Compreender as transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e socioculturais ocorridas nos s\u00e9culos XX e XXI a partir da dissemina\u00e7\u00e3o da internet e do surgimento de novas formas de ser\/estar no mundo permeado por tecnologias;<\/li>\n<li>Conhecer as potencialidades que as tecnologias digitais oferecem para a educa\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Pensar e produzir audiovisuais que possibilitem a interatividade, a hipertextualidade, o compartilhamento e a colabora\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>\u00cdndice:<\/h4>\n<ul>\n<li><a href=\"#s1\">1 ACESSO A INFORMA\u00c7\u00c3O: DA TELEVIS\u00c3O A INTERNET<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s2\">2 A CHEGADA DA TELEVIS\u00c3O NO BRASIL<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s3\">3 TV DIGITAL E SUAS POTENCIALIDADES<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s4\">4 A WEBTV E AS MUDAN\u00c7AS DE ESPECTADOR PARA A(U)TOR<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s5\">5 CONCLUS\u00c3O<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#resumo\">Resumo<\/a><\/li>\n<li hidden><a href=\"#leituras\">Leituras Recomendadas<\/a><\/li>\n<li hidden><a href=\"#exercicios\">Exerc\u00edcios<\/a><\/li>\n<li hidden><a href=\"#notas\">Notas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#referencias\">Refer\u00eancias<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#Autoria\">Autoria<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#citar\">Como citar este cap\u00edtulo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#comentarios\">Coment\u00e1rios<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 1 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s1\">1 ACESSO A INFORMA\u00c7\u00c3O: DA TELEVIS\u00c3O A INTERNET<\/h2>\n<p>O termo audiovisual \u00e9 bastante amplo, pois pode ser empregado em diversos sentidos. Raba\u00e7a &amp; Barbosa (<a href=\"#RABACA2001\">2001<\/a>) no Dicion\u00e1rio de Comunica\u00e7\u00e3o apontam dentre os v\u00e1rios significados de audiovisual que o termo se refere \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o destinada simultaneamente a audi\u00e7\u00e3o e a vis\u00e3o; ao meio que transmite mensagens de som e imagem; aos sistemas did\u00e1ticos que utilizam slides, filmes, cartazes, discos etc. Ou seja, audiovisual poder se referir a uma forma de comunica\u00e7\u00e3o, a uma tecnologia ou a uma linguagem. No s\u00e9culo XXI com o acelerado desenvolvimento das tecnologias m\u00f3veis ampliaram-se as possibilidades de converg\u00eancia tecnol\u00f3gica tornando cada sujeito um potencial produtor de informa\u00e7\u00f5es, audiovisuais ou n\u00e3o, bem como um consumidor de conte\u00fados em diferentes formatos e em qualquer lugar. Ter um smartphone virou sin\u00f4nimo de \u201cter o mundo na palma das m\u00e3os\u201d.<\/p>\n<p>Apesar de j\u00e1 termos mencionado que audiovisual \u00e9 um termo amplo quando pronunciamos esta palavra geralmente associamos ao cinema, \u00e0 televis\u00e3o ou ao v\u00eddeo. Neste cap\u00edtulo, vamos nos deter a falar mais especificamente da televis\u00e3o e das transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e socioculturais que esta tecnologia tem alcan\u00e7ado.<\/p>\n<p>No Brasil o aparelho de televis\u00e3o j\u00e1 foi a tecnologia de maior inser\u00e7\u00e3o nos lares brasileiros chegando a estar presente em 97,4% dos domic\u00edlios em 2016 e desde ent\u00e3o come\u00e7ou a reduzir este quantitativo para 96,8 em 2017 e 96,4 em 2018. Estes dados s\u00e3o da <a href=\"https:\/\/www.ibge.gov.br\/estatisticas\/sociais\/trabalho\/17270-pnad-continua.html?=&amp;t=downloads\">Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua \u2010PNAD<\/a> do <a href=\"https:\/\/www.ibge.gov.br\">Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE)<\/a> que aponta ainda um crescimento das tecnologias m\u00f3veis digitais nos domic\u00edlios brasileiros tanto na zona urbana como rural.<\/p>\n<p>Percebemos que os novos contextos sociais t\u00eam impulsionado que os smartphones ganhem cada vez mais espa\u00e7os nas pr\u00e1ticas cotidianas das pessoas. O uso do deste dispositivo tecnol\u00f3gico para acessar a internet cresceu no Brasil e se apresenta como o principal meio de acesso \u00e0 rede sendo usado por quase todos os brasileiros, \u00e9 o que revelou referida pesquisa PNAD Cont\u00ednua TIC 2018, divulgada IBGE.<\/p>\n<p>No ano anterior \u00e0 pesquisa, tr\u00eas em cada quatro brasileiros tinham acesso \u00e0 internet e o celular era o equipamento mais usado. Entre 2017 e 2018, o percentual de pessoas de 10 anos ou mais que acessaram a internet pelo celular passou de 97% para 98,1%. Os dados mostraram que na \u00e1rea rural 97,9% utilizavam o smartphone para acessar a internet, e nas \u00e1reas urbanas o percentual era de 98,1%.<\/p>\n<p>Direcionando o olhar para compreender a utiliza\u00e7\u00e3o desse dispositivo no \u00e2mbito da educa\u00e7\u00e3o, tomamos como base a pesquisa do <a href=\"https:\/\/cetic.br\/pt\/pesquisas\/\">Comit\u00ea Gestor da Internet no Brasil (CGI)<\/a>, publicada em outubro de 2020, que apresenta o uso dos smartphones por classes sociais. De acordo com esta pesquisa na fase o celular \u00e9 o principal dispositivo para a realiza\u00e7\u00e3o de atividades de ensino remoto entre usu\u00e1rios de internet com 16 anos ou mais, principalmente entre as classes D e E.<\/p>\n<p>Tr\u00eas quartos dos usu\u00e1rios de internet com 16 anos ou mais e que s\u00e3o das classes D e E (74%) acessam a rede exclusivamente pelo telefone celular, percentual que \u00e9 de 11% entre os usu\u00e1rios das classes A e B. Entre os usu\u00e1rios de internet com 16 anos ou mais, que frequentam escola ou universidade, o celular aparece tamb\u00e9m como o dispositivo utilizado com maior frequ\u00eancia (37%) para assistir \u00e0s aulas e atividades educacionais remotas. O uso do dispositivo como o principal recurso para participa\u00e7\u00e3o nas atividades \u00e9 maior entre os usu\u00e1rios das classes D e E (54%), se comparado com o percentual daqueles das classes C (43%) e A e B (22%). J\u00e1 o uso de computador (notebook, computador de mesa e tablet) como o principal recurso para acompanhamento do ensino remoto \u00e9 maior nas classes A e B (66%), sendo menos acess\u00edvel aos estudantes das classes C (30%) e D e E (11%).<\/p>\n<p>Essas informa\u00e7\u00f5es foram publicadas na terceira edi\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/cetic.br\/pt\/tics\/tic-covid-19\/painel-covid-19\/2-edicao\/\"><strong>Painel TIC COVID-19<\/strong><\/a>, estudo divulgado em 5 de novembro pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o (Cetic.br) do N\u00facleo de Informa\u00e7\u00e3o e Coordena\u00e7\u00e3o do Ponto BR (NIC.br), ligado ao Comit\u00ea Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). As estimativas obtidas representam um contingente de aproximadamente 101 milh\u00f5es de usu\u00e1rios de internet, o que corresponde a 83% dos usu\u00e1rios com 16 anos ou mais, p\u00fablico-alvo da pesquisa. A coleta de dados foi realizada entre 10 de setembro e 1\u00ba de outubro deste ano.<\/p>\n<p>Tais resultados nos levam a crer que nos lares brasileiros o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o hoje, al\u00e9m da televis\u00e3o, se d\u00e1 pelos smartphones, ou seja, esses dispositivos s\u00e3o meios essenciais para a din\u00e2mica social, pelos quais a informa\u00e7\u00e3o chega at\u00e9 as pessoas, inclusive, podendo ser produzida e compartilhada por elas. Um exemplo disso, \u00e9 a crescente produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fados audiovisuais para redes sociais e aplicativos feita de forma espont\u00e2nea pelos usu\u00e1rios. O Instagram possui, inclusive, uma proposta de TV na qual os seus usu\u00e1rios podem de forma aut\u00f4noma criar um perfil, produzir conte\u00fados autorais ou n\u00e3o. O que demonstra a mais uma forma de converg\u00eancia da linguagem da TV para a internet.<\/p>\n<p>Diante disso gostar\u00edamos de saber: Voc\u00ea assiste televis\u00e3o? Quantas horas por dia voc\u00ea assiste a tev\u00ea? Voc\u00ea tem acesso a internet? Onde voc\u00ea acessa esta rede? Voc\u00ea assiste programas de tev\u00ea em dispositivos m\u00f3veis como notebooks, tablets ou smartphones? Voc\u00ea assiste v\u00eddeos no YouTube? J\u00e1 tem ou pensou em criar um canal no YouTube?<br \/>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 2 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s2\">2 A CHEGADA DA TELEVIS\u00c3O NO BRASIL<\/h2>\n<p>Ao longo de algumas d\u00e9cadas, a forma como inicialmente a televis\u00e3o foi pensada tem se modificado. Nos primeiros anos da tev\u00ea sua programa\u00e7\u00e3o era ao vivo e transmitida diretamente de locais como audit\u00f3rios e teatros. A possibilidade de gravar os conte\u00fados, edit\u00e1-los e transmiti-los posteriormente surge apenas na d\u00e9cada de 1950 quando foi criado o videotape. Esta \u00e9 uma longa hist\u00f3ria que voc\u00ea pode conhecer mais detalhadamente em v\u00e1rios sites, textos e livros que contam sobre a trajet\u00f3ria da televis\u00e3o.<br \/>\n  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5 hidden>T\u00edtulo do quadro<\/h5>\n<p>A TV Escola produziu um document\u00e1rio com o t\u00edtulo \u201cHist\u00f3ria da TV, o inventor o pai da televis\u00e3o\u201d que est\u00e1 dispon\u00edvel no site do YouTube <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=0SuQg5BX7i0\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=0SuQg5BX7i0<\/a><\/p>\n<p>No site \u201cTudo sobre TV\u201d h\u00e1 a hist\u00f3ria da televis\u00e3o no Brasil desde a d\u00e9cada de 1950 at\u00e9 2000. Vale a pena conferir em <a href=\"http:\/\/www.tudosobretv.com.br\">http:\/\/www.tudosobretv.com.br<\/a><\/p>\n<\/section>\n<p>A primeira televis\u00e3o com imagens em preto e branco a entrar em funcionamento no mundo foi em Paris, em 1935, na Torre Eiffel (<a href=\"#RABACA2001\">RABA\u00c7A &amp; BARBOSA, 2001<\/a>). No ano seguinte, a emissora <a href=\"http:\/\/www.bbc.com\/news\/england\/london\"><em>British Broadcasting Corporation<\/em><\/a> (BBC) de Londres iniciou suas primeiras transmiss\u00f5es. Nos Estados Unidos a primeira transmiss\u00e3o regular \u00e9 iniciada em 1941, quando a <a href=\"https:\/\/www.cbs.com\"><em>Columbia Broadcasting System<\/em><\/a> (CBS) apresentou o primeiro notici\u00e1rio sobre o envolvimento dos EUA na <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=TV4Vzda09Ck\">Segunda Guerra Mundial<\/a>. No Jap\u00e3o a <a href=\"https:\/\/www3.nhk.or.jp\/nhkworld\/ja\/\"><em>Nippon H\u00f4s\u00f4 Ky\u00f4kai<\/em><\/a> (NHK) foi fundada em 1926, por\u00e9m apenas com transmiss\u00e3o de r\u00e1dio, j\u00e1 que as transmiss\u00f5es televisivas somente foram iniciadas em 1953.<br \/>\n  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5 hidden>T\u00edtulo do quadro<\/h5>\n<p>A palavra televis\u00e3o \u00e9 um substantivo feminino formada pela jun\u00e7\u00e3o de dois termos tele + vis\u00e3o que significa vis\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia. Seus sin\u00f4nimos s\u00e3o TV, tv, tev\u00ea. Neste texto utilizaremos a grafia tev\u00ea para nos referir a televis\u00e3o anal\u00f3gica e a grafia TV para a televis\u00e3o digital bem como as emissoras de teledifus\u00e3o.<\/p>\n<\/section>\n<p>A populariza\u00e7\u00e3o da televis\u00e3o no mundo ocorreu ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, em 1945, quando foi poss\u00edvel o in\u00edcio da produ\u00e7\u00e3o em larga escala dos aparelhos televisivos nos pa\u00edses industrializados. No Brasil, a primeira emissora foi instalada em 1950, no entanto, anteriormente, em 1939, foi realizada, numa Feira de Amostra no Rio de Janeiro, a primeira transmiss\u00e3o atrav\u00e9s de aparelho de tev\u00ea. A <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/TV_Tupi_S%C3%A3o_Paulo\">TV Tupi de S\u00e3o Paulo<\/a>, a primeira emissora do Brasil, foi fundada pelo jornalista e empres\u00e1rio Assis Chateaubriand em 1950. Foi nesse mesmo per\u00edodo que a televis\u00e3o surgiu em outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina como M\u00e9xico e Cuba.<br \/>\n  <!-- QUADRO CINECLUB --><\/p>\n<section class=\"quadro cineclube\">\n<h5>CINECLUBE: Chat\u00f4 \u2013 O Rei do Brasil<\/h5>\n<section class=\"cineclube_cartaz\">\n      <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Fys6rewjvrk\"><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/A_Rede_Social\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/42ATD_02.png\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"729\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4185\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/42ATD_02.png 500w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/42ATD_02-206x300.png 206w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><br \/>\n      Dispon\u00edvel no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Fys6rewjvrk\">YouTube<\/a><br \/>\n    <\/section>\n<section class=\"cineclube_sinopse\">\n<p>Assis Chateaubriand foi um jornalista e empres\u00e1rio brasileiro nascido em Umbuzeiro, PB (1892-1968). Foi fundador do maior imp\u00e9rio de ve\u00edculos de comunica\u00e7\u00e3o de massa \u2013 jornais, emissoras de r\u00e1dio e de televis\u00e3o &#8211; da Am\u00e9rica Latina, mais conhecido como Di\u00e1rios Associados. Sua hist\u00f3ria foi escrita pelo autor Fernando Morais no livro \u201cChat\u00f4 \u2013 O Rei do Brasil\u201d. Em 2015 Guilherme Fontes faz uma adapta\u00e7\u00e3o do livro de Fernando Morais e lan\u00e7a o filme numa vers\u00e3o romantizada da vida de Assis Chateaubriand. No filme a vida de Chateaubriand \u00e9 analisada a partir de acidente cardiovascular (AVC), que o faz delirar com um julgamento.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p>O desenvolvimento da televis\u00e3o brasileira pode ser dividido em duas fases, conforme indicado por Caparelli (<a href=\"#CAPARELLI1986\">1986<\/a>). A primeira fase compreende o per\u00edodo de 1950 a 1964, onde havia uma maior concentra\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o de programas nas cidades do\u00a0 Rio de Janeiro e de S\u00e3o Paulo. \u00c9 tamb\u00e9m neste per\u00edodo que h\u00e1 uma grande importa\u00e7\u00e3o de programas estrangeiros. Vale ressaltar, que a televis\u00e3o surge como um eletrodom\u00e9stico de elite, pois devido ao alto pre\u00e7o dos aparelhos, poucas pessoas tinham condi\u00e7\u00f5es de adquiri-los.<\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o da televis\u00e3o neste per\u00edodo consistia em reproduzir os programas transmitidos pelo r\u00e1dio. As novelas eram adapta\u00e7\u00f5es de pe\u00e7as teatrais e quase n\u00e3o havia ainda publicidade na tev\u00ea, que, por ser um ve\u00edculo de comunica\u00e7\u00e3o novo, n\u00e3o tinham a confian\u00e7a das ag\u00eancias publicit\u00e1rias, que preferiam investir em an\u00fancios nos meios de maior circula\u00e7\u00e3o como jornais, revistas e r\u00e1dio (<a href=\"#LUCENA2018\">Lucena, 2018<\/a>[<a href=\"https:\/\/www.e-publicacoes.uerj.br\/index.php\/re-doc\/article\/view\/32529\">ref<\/a>]).<br \/>\n  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Dicas de An\u00fancios<\/h5>\n<p>A linguagem audiovisual na televis\u00e3o brasileira passou por diversas transforma\u00e7\u00f5es. No in\u00edcio as propagandas eram feitas ao vivo e restringiam-se apenas a falar sobre as qualidades do produto anunciado como forma convencer a audi\u00eancia a comprar o produto. Vale a pena conhecer e comparar o formato e a linguagem audiovisual utilizada nas propagandas nas d\u00e9cadas de 1960, 1970 e 1980 e as propagandas atuais. O que mudou?<\/p>\n<p>Para saber mais sobre a hist\u00f3ria da propaganda brasileira e para conhecer alguns an\u00fancios visitem os sites:<\/p>\n<ul>\n<li>Acontecendo aqui &#8211; <a href=\"http:\/\/acontecendoaqui.com.br\/historia-da-propaganda\">http:\/\/acontecendoaqui.com.br\/historia-da-propaganda<\/a><\/li>\n<li>50 anos da propaganda brasileira na TV \u2013 Parte 1 <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=7QH8TLouPcw\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=7QH8TLouPcw<\/a><\/li>\n<li>50 anos da propaganda brasileira na TV \u2013 Parte 2 <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=pVjCN0X4gM8\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=pVjCN0X4gM8<\/a><\/li>\n<li>Comerciais antigos &#8211; <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/playlist?list=PLgkTt6G0gA-PRUlOQSCDdUtcGgHe7Xmy7\">https:\/\/www.youtube.com\/playlist?list=PLgkTt6G0gA-PRUlOQSCDdUtcGgHe7Xmy7<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<p>A segunda fase da televis\u00e3o no Brasil \u00e9 iniciada ap\u00f3s 1964 e vai at\u00e9 os dias atuais. Esta fase \u00e9 marcada pela decad\u00eancia da TV Tupi e de outras pequenas emissoras e pela ascens\u00e3o da TV Globo que, ap\u00f3s assinatura de contrato com o <a href=\"http:\/\/www.intervozes.org.br\/direitoacomunicacao\/?p=24911\">grupo americano<\/a>, entrou num \u201cacentuado modo racional e capitalista de produ\u00e7\u00e3o, com t\u00e9cnicas administrativas das mais modernas\u201d (<a href=\"#CAPARELLI1986\">Caparelli, 1986<\/a>, p. 12).<\/p>\n<p>Embora a primeira televis\u00e3o brasileira tenha sido uma emissora comercial, isto \u00e9, uma empresa privada voltada para a publicidade e para a comercializa\u00e7\u00e3o de produtos por meio de an\u00fancios, j\u00e1 existia um grupo de educadores da <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/94_FM_(Rio_de_Janeiro)\">R\u00e1dio Roquete Pinto<\/a> que havia solicitado do governo federal a concess\u00e3o de um canal de tev\u00ea educativa. Esses educadores pretendiam dar continuidade ao trabalho de educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia que j\u00e1 desenvolviam na r\u00e1dio. Apesar da concess\u00e3o do governo ter sido aprovada em 1952, por problemas de ordem pol\u00edtico-administrativo, a primeira televis\u00e3o educativa no Brasil somente foi criada em 1967: a <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/TVE_Brasil\">TV Educativa do Rio de Janeiro<\/a> \u2013 TVE\/RJ.<br \/>\n  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Saiba mais&#8230;<\/h5>\n<p>Edgar Roquete Pinto (1862-1928) era m\u00e9dico legista, professor, antrop\u00f3logo, etn\u00f3logo e ensa\u00edsta. Fundou, em 1923, na Academia Brasileira de Ci\u00eancias, a R\u00e1dio Sociedade do Rio de Janeiro, com fins exclusivamente educacionais e culturais e, em 1936, doou-a ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. Foi diretor do Museu Nacional em 1926, onde produziu a maior cole\u00e7\u00e3o de filmes cient\u00edficos no Brasil. Em 1932, criou a <em>Revista Nacional de Educa\u00e7\u00e3o<\/em>; fundou e dirigiu, no Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, o Instituto Nacional do Cinema Educativo e o Servi\u00e7o de Censura Cinematogr\u00e1fica.<\/p>\n<p>A TV Escola produziu a s\u00e9rie de document\u00e1rios sobre Educadores sendo um deles sobre Roquete Pinto dispon\u00edvel em <a href=\"https:\/\/tvescola.org.br\/tve\/video\/roquette-pinto-educadores\">https:\/\/tvescola.org.br\/tve\/video\/roquette-pinto-educadores<\/a><\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m o site <a href=\"http:\/\/www.radioroquettepinto.rj.gov.br\">http:\/\/www.radioroquettepinto.rj.gov.br<\/a> da R\u00e1dio Roquete Pinto que apresenta parte da biografia desse educador que vislumbrou em meados do s\u00e9culo XX a inser\u00e7\u00e3o do audiovisual na educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/section>\n<p>Na d\u00e9cada de 1980 iniciava-se no Brasil os servi\u00e7os de <a href=\"https:\/\/olhardigital.com.br\/video\/saiba-tudo-sobre-a-tv-por-assinatura-no-brasil\/35549\">TV por assinatura<\/a> sendo a TVA \u2013 Servi\u00e7os Especiais de TV por Assinatura \u2013 o primeiro servi\u00e7o n\u00e3o-convencional (sinal aberto) de TV explorado no pa\u00eds, regulamentado pelo <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto\/1980-1989\/D95744.htm\">Decreto 95.744 de 23 de fevereiro de 1888<\/a> \u201ccomo sendo um servi\u00e7o de telecomunica\u00e7\u00f5es destinado \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o de sons e imagens para subscritores, atrav\u00e9s de sinais codificados\u201d (<a href=\"#JAMBEIRO2002\">JAMBEIRO, 2002<\/a>, p. 205). Em 1995 foi institu\u00edda a <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Leis\/L8977.htm\">Lei n\u00ba 8.977<\/a> que disp\u00f5e sobre os servi\u00e7os de TV a Cabo. O artigo 23 desta lei estabelece que a operadora de TV a Cabo, na sua \u00e1rea de presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o, dever\u00e1 tornar dispon\u00edveis canais, alguns gratuitos, destinados para uso legislativo, comunit\u00e1rio e universit\u00e1rio. O canal universit\u00e1rio dever\u00e1 ser compartilhado entre as universidades localizadas no munic\u00edpio ou munic\u00edpios da \u00e1rea de presta\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o. Em 2011 parte da Lei n\u00ba 8.977 foi substitu\u00edda pela <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2011-2014\/2011\/Lei\/L12485.htm#art37\">Lei n\u00ba12.485<\/a>, mas o referido artigo 23 da Lei anterior permaneceu inalterado.<br \/>\n  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5 hidden>Voc\u00ea sabia que&#8230;<\/h5>\n<p>Transmiss\u00e3o de sinais de televis\u00e3o em regime de circuito fechado ou assinatura, por meio de cabo, sat\u00e9lite ou microndas. A televis\u00e3o por assinatura oferece uma grande quantidade de canais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 televis\u00e3o aberta, e cobra um valor pela presta\u00e7\u00e3o deste servi\u00e7o, geralmente em frequ\u00eancia mensal.<\/p>\n<\/section>\n<p>As <a href=\"https:\/\/repositorio.ufpe.br\/handle\/123456789\/15039\">TVs Educativas<\/a> foram criadas por meio do <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/1950-1969\/L5198.htm\">Lei n\u00ba 5.198<\/a>, de 03 de janeiro de 1967. Esta Lei instituiu a Funda\u00e7\u00e3o Centro Brasileiro de TV Educativa com a finalidade de produzir, comprar e distribuir programas para transmiss\u00f5es educativas.<\/p>\n<p>Dois aspectos s\u00e3o considerados relevantes para a implanta\u00e7\u00e3o das TVs Educativas no Brasil. Um desses aspectos foi a press\u00e3o internacional realizada pela <a href=\"https:\/\/en.unesco.org\/\">UNESCO<\/a> para que os pa\u00edses em desenvolvimento utilizassem a televis\u00e3o como um meio de atender \u00e0s necessidades educacionais. O outro aspecto est\u00e1 relacionado com o processo de industrializa\u00e7\u00e3o pelo qual o pa\u00eds estava passando naquele momento e que requeria m\u00e3o-de-obra qualificada e, desta forma, a TV era um dos meios de se obter esta qualifica\u00e7\u00e3o via cursos de teleduca\u00e7\u00e3o.<br \/>\n  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Experi\u00eancia de TV na Educa\u00e7\u00e3o<\/h5>\n<p>Desde 1995 o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) tem desenvolvido Programas voltados para a capacita\u00e7\u00e3o de professores. Dentre estes Programas destacamos a TV Escola que \u00e9 um canal de educa\u00e7\u00e3o voltado para a capacita\u00e7\u00e3o de professores A TV Escola iniciou oficialmente em mar\u00e7o de 1996 com transmiss\u00f5es para todo o Brasil por meio de canal de televis\u00e3o via sat\u00e9lite. Para sintonizar este canal as escolas p\u00fablicas com mais de 100 alunos receberam o \u201ckit TV Escola\u201d que continha um televisor, um videocassete, uma antena parab\u00f3lica, um receptor de sat\u00e9lite, a Grades de Programa\u00e7\u00e3o e um conjunto de dez fitas de v\u00eddeo VHS, para as grava\u00e7\u00f5es. Com o desenvolvimento tecnol\u00f3gico das tecnologias digitais a TV Escola tamb\u00e9m se transformou e atualmente tornou-se uma plataforma de comunica\u00e7\u00e3o baseada no audiovisual da televis\u00e3o distribu\u00edda por sat\u00e9lite aberto, anal\u00f3gico e digital, para todo o territ\u00f3rio brasileiro.<\/p>\n<p>Hoje a programa\u00e7\u00e3o da TV Escola \u00e9 bastante variada com conte\u00fados para todas as \u00e1reas do conhecimento da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e para a forma\u00e7\u00e3o do professor. O <em>Programa Salto para o Futuro<\/em> oferece e debates com temas variados relacionados a educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Visite o da TV Escola <u><a href=\"http:\/\/tvescola.mec.gov.br\">http:\/\/tvescola.mec.gov.br<\/a><\/u> selecione um dos programas e promova um debate na sala de aula. Voc\u00ea tamb\u00e9m poder\u00e1 acompanhar a programa\u00e7\u00e3o e fazer coment\u00e1rios nas redes sociais da internet no <a href=\"https:\/\/twitter.com\/tvescola\">https:\/\/twitter.com\/tvescola<\/a>\u00a0e no <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/tvescola\">https:\/\/www.facebook.com\/tvescola<\/a><\/p>\n<\/section>\n<p>Para a democratiza\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o precisamos pensar na constru\u00e7\u00e3o TVs educativas que possam subverter a l\u00f3gica do mercado, essas que disseminam os conte\u00fados partindo sempre do centro (emissoras geradoras) para as periferias (emissoras retransmissoras). A comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 direito do cidad\u00e3o e o pluralismo \u00e9 uma obriga\u00e7\u00e3o social e n\u00e3o apenas uma d\u00e1diva das m\u00eddias (<a href=\"#REY2002\">REY, 2002<\/a>).<\/p>\n<p>Uma boa alternativa de <a href=\"http:\/\/observatoriodaimprensa.com.br\/interesse-publico\/tv-estatal-nao-e-tv-publica\/\">rede p\u00fablica de televis\u00e3o<\/a> ser\u00e1 aquela capaz de colocar em circula\u00e7\u00e3o as produ\u00e7\u00f5es das periferias num movimento que Mart\u00edn-Barbero (<a href=\"#MARTINBARBERO2002\">2002<\/a>, p. 75) coloca como \u201cindo tanto do centro para a periferia como das periferias entre si e para o centro\u201d. Para que isso ocorra \u00e9 certo que o investimento tecnol\u00f3gico \u00e9 imprescind\u00edvel, mas este apenas n\u00e3o \u00e9 suficiente. \u00c9 necess\u00e1rio que haja pol\u00edticas de comunica\u00e7\u00e3o capazes de veicular as produ\u00e7\u00f5es locais, regionais e comunit\u00e1rias para todo o pa\u00eds de forma bidirecional.<\/p>\n<p>Isso ser\u00e1 poss\u00edvel principalmente com a inser\u00e7\u00e3o das tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (TIC) na dissemina\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados audiovisuais, pois as TIC possibilitam a constru\u00e7\u00e3o de redes de conhecimentos, potencializam o fortalecimento da cidadania, da autonomia e da cultura e disponibilizam a produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fados.<br \/>\n  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5 hidden>T\u00edtulo do quadro<\/h5>\n<p>No Brasil al\u00e9m das TVs Educativa temos tamb\u00e9m as TVs Universit\u00e1rias (TVU) que s\u00e3o canais de televis\u00e3o mantidos por universidades. A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Televis\u00e3o Universit\u00e1ria (ABTU) foi fundada em 2000 para congregar as Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior (IES) que produzem televis\u00e3o educativa e cultural. Hoje estas TVU trocam produ\u00e7\u00f5es audiovisuais por meio da Rede de Interc\u00e2mbio de Televis\u00e3o Universit\u00e1ria (RITU) criado pelo Laborat\u00f3rio de V\u00eddeo Digital da Universidade Federal da Para\u00edba (LAVID\/UFPB). Trata-se de uma rede de compartilhamento dos v\u00eddeos produzidos pelas televis\u00f5es universit\u00e1rias, com troca de conte\u00fado para a constru\u00e7\u00e3o de uma grade de programa\u00e7\u00e3o nacional, a ser usada por qualquer canal universit\u00e1rio na \u00edntegra ou com adapta\u00e7\u00f5es locais na programa\u00e7\u00e3o. O compartilhamento dos v\u00eddeos \u00e9 feito por meio de uma interface Web que foi desenvolvida numa parceria do LAVID com um Grupo de Trabalho da Rede Nacional de Pesquisa (RNP), financiadora do projeto. Mais informa\u00e7\u00f5es sobre a RITU est\u00e3o dispon\u00edveis no site da ABTU &lt;<a href=\"https:\/\/www.abtu.org.br\/\">https:\/\/www.abtu.org.br\/<\/a>&gt;<\/p>\n<p>Inspirada na proposta da RITU, a Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFBA desenvolveu \u201cRede de Interc\u00e2mbio de Produ\u00e7\u00e3o Educativa\u201d (RIPE), em parceria com LAVID\/UFPB, com o objetivo de desenvolver um sistema e uma din\u00e2mica de produ\u00e7\u00e3o e veicula\u00e7\u00e3o de produtos audiovisuais dispon\u00edveis para os processos de ensino e aprendizagem das escolas p\u00fablicas do ensino b\u00e1sico do Estado da Bahia, com intensivo uso de <em>software<\/em> livre, de forma descentralizada e com base em princ\u00edpios colaborativos. Os conte\u00fados da RIPE podem ser acessado em &lt;<a href=\"http:\/\/ripe.ufba.br\/\">http:\/\/ripe.ufba.br\/<\/a>&gt;<\/p>\n<\/section>\n<p>A <a href=\"https:\/\/tvescola.org.br\/tve\/home\">TV Escola<\/a> que foi criada em 1996 passou por reconfigura\u00e7\u00f5es nos \u00faltimos anos tanto no formato como na linguagem. Uma delas foi a cria\u00e7\u00e3o do aplicativo (app) para dispositivos m\u00f3veis para Android e IOS que possibilita assistir aos programas desta TV bem como fazer download e edit\u00e1-los. Para acessar todos os conte\u00fados da plataforma TV Escola \u00e9 preciso fazer um cadastro e se registrar no site da TV.<br \/>\n  <!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><strong>Figura 1 \u2013 Aplicativo da TV Escola para tecnologias m\u00f3veis<\/strong><br \/>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/42ATD_03.png\" alt=\"\" width=\"361\" height=\"640\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4187\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/42ATD_03.png 361w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/42ATD_03-169x300.png 169w\" sizes=\"auto, (max-width: 361px) 100vw, 361px\" \/><figcaption>\n      Fonte: <a href=\"http:\/\/tvescola.mec.gov.br\">TVescola<\/a><br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>Al\u00e9m da TV Escola muitas outras televis\u00f5es est\u00e3o presentes na internet e com aplicativos para dispositivos m\u00f3veis. O Canal Futura da Funda\u00e7\u00e3o Roberto Marinho \u00e9 outro exemplo de TV na Web e que possui app. As televis\u00f5es universit\u00e1rias tamb\u00e9m tem se reconfigurado e disponibilizado seus conte\u00fados por diferentes interfaces e m\u00eddias. Entretanto, todas estas televis\u00f5es, apesar de estarem utilizando uma nova plataforma na internet que potencializa interatividade e novas formas de produzir conte\u00fado, ainda est\u00e3o presas a forma de comunica\u00e7\u00e3o linear da cultura de massa. <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=kg2lprjh7Ww\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=kg2lprjh7Ww<\/a><br \/>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 3 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s3\">3 TV DIGITAL E SUAS POTENCIALIDADES<\/h2>\n<p>As discuss\u00f5es, estudos e pesquisas sobre TV digital no Brasil iniciaram em 2003. Apesar da TV digital ser uma nova m\u00eddia sua maior propaganda \u00e9 que trata-se de uma televis\u00e3o com melhor qualidade de imagem e som. Isso \u00e9 verdade, mas \u00e9 tamb\u00e9m uma pequena ponta do iceberg de transforma\u00e7\u00f5es que esta nova m\u00eddia pode trazer para a sociedade.<\/p>\n<p>Para Mota (<a href=\"#MOTA2005\">2005<\/a>), a TV digital n\u00e3o \u00e9 apenas um aperfei\u00e7oamento tecnol\u00f3gico, mas uma nova m\u00eddia, que combina e absorve as tecnologias existentes e que poder\u00e1 produzir outras tantas m\u00eddias, a depender das escolhas pol\u00edticas. A <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=_SRXieSHP1Y\">TV digital \u00e9, na verdade, uma converg\u00eancia de m\u00eddias<\/a> \u2500 o computador e a televis\u00e3o. Isso possibilita que novas aplica\u00e7\u00f5es, em que os sujeitos s\u00e3o colocados como atores do processo sejam poss\u00edveis de serem realizadas, o que antes era impens\u00e1vel na TV anal\u00f3gica. S\u00e3o aplica\u00e7\u00f5es como com\u00e9rcio eletr\u00f4nico, e-mails e jogos eletr\u00f4nicos que utilizam atributos da hiperm\u00eddia e da interatividade comuns nos computadores.<\/p>\n<p>Para ter acesso a todos os servi\u00e7os e programa\u00e7\u00f5es da TV digital \u00e9 necess\u00e1ria a exist\u00eancia de um terminal de acesso para a televis\u00e3o. Este terminal pode ser uma Unidade Receptora-Decodificadora (URD) tamb\u00e9m conhecida pelo nome de <em>set-top-box<\/em>. Trata-se de um equipamento capaz de abordar os sinais captados por uma antena (VHF\/UHF) e convert\u00ea-los em sinal anal\u00f3gico pass\u00edvel de tratamento e reprodu\u00e7\u00e3o, por meio do aparelho convencional de televis\u00e3o.<br \/>\n  <!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><strong>Figura 2 \u2013 Transmiss\u00e3o de sinal para TV Digital<\/strong><br \/>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/42ATD_04.png\" alt=\"\" width=\"475\" height=\"198\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4188\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/42ATD_04.png 475w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/42ATD_04-300x125.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 475px) 100vw, 475px\" \/><figcaption>\n      Fonte: <a href=\"http:\/\/www.dtv.org.br\/index.php\/tv-digital\/o-que-e-tv-digital\">TV Digital Brasileira<\/a><br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>Estudos apresentados pela <a href=\"https:\/\/www.cpqd.com.br\">Funda\u00e7\u00e3o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunica\u00e7\u00f5es (CPqD)<\/a>, no Relat\u00f3rio Integrador dos Aspectos T\u00e9cnicos e Mercadol\u00f3gicos da Televis\u00e3o Digital e no Modelo de Refer\u00eancia para o Sistema Brasileiro de TV Digital apontam diferentes formas de implementa\u00e7\u00e3o da interatividade na TV digital. No Brasil, desde o final do s\u00e9culo XX j\u00e1 haviam sido iniciados estudos sobre a TV digital, por\u00e9m foi somente a partir de 2003 que estas pesquisas se intensificaram principalmente por incentivos do governo brasileiro.<br \/>\n  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Para saber mais&#8230;<\/h5>\n<p>Para aprofundar os estudos sobre a TV digital e conhecer sua potencialidades sugiro as seguintes refer\u00eancias:<\/p>\n<p>MANH\u00c3ES.\u00a0 M. A. R. et al . <em>Canal de Interatividade em TV Digita<\/em>l. Cad. CPqD Tecnologia, Campinas, v. 1, n. 1, p. 29-36, jan.\/dez. 2005. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.cpqd.com.br\/cadernosdetecnologia\/Vol1_N1_jan_dez_2005\/pdf\/artigo2_Lamas.pdf\">https:\/\/www.cpqd.com.br\/cadernosdetecnologia\/Vol1_N1_jan_dez_2005\/pdf\/artigo2_Lamas.pdf<\/a><\/p>\n<p>KUTIISHI, S. M.; PICCOLO, L. S. G. <em>Provas de conceito de aplica\u00e7\u00f5es para TV digital interativa com o prop\u00f3sito de promover a inclus\u00e3o digital no Brasil<\/em>. Cad. CPqD Tecnologia, Campinas, v. 2, n. 2, p. 7-17, jul.\/dez. 2006. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.cpqd.com.br\/cadernosdetecnologia\/Vol2_N2_jul_dez_2006\/pdf\/artigo1.pdf\">https:\/\/www.cpqd.com.br\/cadernosdetecnologia\/Vol2_N2_jul_dez_2006\/pdf\/artigo1.pdf<\/a><\/p>\n<p>LUCENA, S. <em>Educa\u00e7\u00e3o e TV Digital<\/em>: situa\u00e7\u00e3o e perspectiva. Macei\u00f3: Edufal, 2012.<\/p>\n<p>V\u00eddeo TV Digital e EaD <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=28G8zTzGCPw&#038;t=122s\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=28G8zTzGCPw&amp;t=122s<\/a><\/p>\n<\/section>\n<p>Os padr\u00f5es de TV digital mais utilizados no mundo foram criados no final do s\u00e9culo XX por pa\u00edses l\u00edderes em desenvolvimento tecnol\u00f3gico foram: O Jap\u00e3o desenvolveu o padr\u00e3o <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/ISDB\">ISDB <em>&#8211; Integrated Services Digital Broadcasting<\/em><\/a>; A Uni\u00e3o Europ\u00e9ia criou o chamado padr\u00e3o europeu <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/DVB\">DVB <em>&#8211; Digital V\u00eddeo Broadcasting<\/em><\/a> e os Estados Unidos produziram o <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/ATSC\">ATSC <em>&#8211; Advanced Television Systems Committee<\/em><\/a>. A China inicio em 2003 os primeiros testes para o desenvolvimento do seu sistema pr\u00f3prio de TV digital o <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Digital_Terrestrial_Multimedia_Broadcast\"><em>Digital Terrestrial Multimedia Broadcast<\/em> (DTMB)<\/a> O mapa a seguir mostra como estes padr\u00f5es est\u00e3o espalhados pelos pa\u00edses no mundo disputando o mercado da TV digital.<br \/>\n  <!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><strong>Figura 3 \u2013 Sistemas de TV digital no mundo<\/strong><br \/>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/42ATD_05.png\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"609\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4189\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/42ATD_05.png 1200w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/42ATD_05-300x152.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/42ATD_05-1024x520.png 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/42ATD_05-768x390.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><figcaption>\n      Fonte: <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/List_of_digital_television_deployments_by_country#Brazil\">Wikip\u00e9dia<\/a><br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>Cada um dos sistemas ISDB, ATSC e DVB foram desenvolvidos de acordo com as caracter\u00edsticas econ\u00f4micas, pol\u00edticas e culturais de cada pa\u00eds que o concebeu. Para a implanta\u00e7\u00e3o de um destes padr\u00f5es nos demais pa\u00edses faz-se necess\u00e1ria algumas adapta\u00e7\u00f5es para a realidade local. Isso torna imprescind\u00edvel a reflex\u00e3o sobre o que cada pa\u00eds deseja ou espera alcan\u00e7ar com a TV digital (<a href=\"#LUCENA2012\">Lucena, 2012<\/a>), uma vez que esta m\u00eddia n\u00e3o \u00e9 um mero desenvolvimento da televis\u00e3o anal\u00f3gica, mas um novo e potente meio capaz de proporcionar grandes transforma\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, pol\u00edticas, educacionais e sociot\u00e9cnicas.<\/p>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 3.1 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s31\">3.1 O SISTEMA BRASILEIRO DE TELEVIS\u00c3O DIGITAL \u2013 SBTVD<\/h2>\n<p>  <!-- QUADRO COMUM --><br \/>\nOs estudos sobre a implanta\u00e7\u00e3o da TV digital (TVD) no Brasil n\u00e3o s\u00e3o recentes. H\u00e1 mais de vinte anos a TVD \u00e9 estudada por pesquisadores brasileiros. Em 1991, o ent\u00e3o Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es (MiniCom), criou a Comiss\u00e3o Assessora de Televis\u00e3o (COM-TV) que mais tarde iniciou, juntamente com a <a href=\"http:\/\/www.abert.org.br\">Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Emissoras de R\u00e1dio e TV (ABERT)<\/a> e a <a href=\"http:\/\/www.set.org.br\/\">Sociedade de Engenharia de Televis\u00e3o e Telecomunica\u00e7\u00f5es (SET)<\/a>, os primeiros estudos sobre televis\u00e3o digital com o objetivo de preparar os radiodifusores para a migra\u00e7\u00e3o para o sistema digital (<a href=\"#BOLANO2007\">BOLA\u00d1O &amp; BRITTOS<\/a>, 2007).<\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Voc\u00ea sabia que&#8230;<\/h5>\n<p>Atualmente o Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es passou a ser <strong>Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia, Inova\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00f5es<\/strong>.<\/p>\n<\/section>\n<p>A partir de 1995, durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, foram ampliados os estudos sobre a an\u00e1lise dos tr\u00eas sistemas de TVD em funcionamento no mundo \u2013 ATSC, DVB e ISDB. Esses estudos foram realizados pela ABERT, SET e pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunica\u00e7\u00f5es (CPqD), que nesta \u00e9poca desenvolvia estes estudos como membro da SET, pois havia no CPqD, desde a d\u00e9cada de 1980, um grupo de pesquisa sobre v\u00eddeo digital.<\/p>\n<p>Em janeiro de 2003, quando Luiz In\u00e1cio Lula da Silva assumiu a presid\u00eancia do Brasil, ainda n\u00e3o havia decis\u00e3o sobre qual o modelo de TV digital seria adotado no pa\u00eds. Havia uma press\u00e3o dos empres\u00e1rios da comunica\u00e7\u00e3o para que o modelo japon\u00eas fosse escolhido, pois nos testes realizados, na opini\u00e3o dos radiodifusores, era o que mais atendia \u00e0s suas necessidades, no que se referia \u00e0 imagem e som de alta qualidade. N\u00e3o obstante, era preciso levar o debate para a sociedade, pois a implanta\u00e7\u00e3o da TV digital n\u00e3o \u00e9 apenas uma simples troca de tecnologia anal\u00f3gica para digital. A televis\u00e3o digital traz em seu bojo novas possibilidades e aplicabilidades; uma delas \u00e9 a forma de assistir um programa, por exemplo, alterada para outro formato mais interativo e din\u00e2mico.<\/p>\n<p>No in\u00edcio do governo Lula, a \u00eanfase do discurso sobre a TV digital j\u00e1 n\u00e3o era mais a ado\u00e7\u00e3o completa de um sistema internacional e sim o desenvolvimento de um <a href=\"http:\/\/forumsbtvd.org.br\/\">Sistema Brasileiro de Televis\u00e3o Digital (SBTVD)<\/a> que pudesse atender \u00e0s necessidades brasileiras. Assim sendo, foi institu\u00eddo o SBTVD por meio do <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/decreto\/2003\/D4901.htm\">Decreto presidencial n\u00ba 4.901<\/a> de 26 de novembro de 2003.<\/p>\n<p>Para o desenvolvimento do SBTVD foi formada uma verdadeira rede de produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, composta por 1.200 pesquisadores e 23 institui\u00e7\u00f5es envolvendo profissionais de diversas \u00e1reas do pa\u00eds, com o objetivo de produzir uma solu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica que atendesse \u00e0s necessidades da sociedade brasileira. Essa rede foi formada pelos cons\u00f3rcios criados por universidades e centros de pesquisa brasileiros que acataram a chamada-p\u00fablica <a href=\"http:\/\/www.finep.gov.br\/arquivos_legados\/fundos_setoriais\/funttel\/editais\/Chamada_Publica_MC_MCT_FINEP_FUNTTEL_01_2004.pdf\">MC\/MCT\/FINEP\/FUNTTEL &#8211; 01\/2004<\/a> apresentando propostas de projetos nas \u00e1reas e temas definidos como priorit\u00e1rios para o desenvolvimento do Sistema Brasileiro de Televis\u00e3o Digital. Entretanto apesar de todos estes esfor\u00e7os em 2006 o Brasil adotou a norma chamada nipo-brasileira tamb\u00e9m conhecida como ISDB-T por meio do Decreto 5.820 de 29 de junho de 2006 que instituiu:<\/p>\n<section class=\"blockquote\">\nI &#8211; SBTVD-T &#8211; Sistema Brasileiro de Televis\u00e3o Digital Terrestre &#8211; o conjunto de padr\u00f5es tecnol\u00f3gicos a serem adotados para transmiss\u00e3o e recep\u00e7\u00e3o de sinais digitais terrestres de radiodifus\u00e3o de sons e imagens.<\/p>\n<p>II &#8211; ISDB-T &#8211; <em>Integrated Services Digital Broadcasting Terrestrial<\/em> &#8211; servi\u00e7o de radiodifus\u00e3o digital terrestre, integrado por padr\u00f5es tecnol\u00f3gicos internacionais definidos na Uni\u00e3o Internacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es &#8211; UIT.<br \/>\n  <\/section>\n<p>\u00c9 importante ressaltar que o governo brasileiro, ao oficializar sua op\u00e7\u00e3o pelo padr\u00e3o japon\u00eas, em detrimento do desenvolvimento de um sistema nacional e inovador, desperdi\u00e7ou a oportunidade de tornar o pa\u00eds um produtor de tecnologia avan\u00e7ada e n\u00e3o apenas um utilizador de recursos tecnol\u00f3gicos produzidos externamente e que nem sempre atendem \u00e0s necessidades brasileiras, al\u00e9m de inviabilizar o processo de democratizar a comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<section class=\"quadro debate\" style=\"min-width:100%;\">\n<h5>Para debater&#8230;<\/h5>\n<p>Leia no <u>Decreto 4.901 de 26 de novembro de 2003<\/u> quais eram os objetivos iniciais elencados pelo governo para o SBTVD.<\/p>\n<p>Em seguida compare com as defini\u00e7\u00f5es do padr\u00e3o brasileiro para a TV digital publicadas no <u>Decreto 5.820 de 29 de junho de 2006<\/u> que instituiu o SBTVD-T.<\/p>\n<p>Assista ao programa <u>Ver TV<\/u> transmitido pela TV Brasil e discuta com os colegas as quest\u00f5es a seguir:<\/p>\n<ul>\n<li>Ser\u00e1 que o SBTVD-T atende as necessidades da sociedade brasileira?<\/li>\n<li>Quais demandas da popula\u00e7\u00e3o brasileira que deveriam estar presente nesta nova m\u00eddia?<\/li>\n<\/ul>\n<p>A TV digital no Brasil \u00e9 realmente uma nova m\u00eddia?<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 4 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s4\">4 A WEBTV E AS MUDAN\u00c7AS DE ESPECTADOR PARA A(U)TOR<\/h2>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento da internet em meados do s\u00e9culo XX, produziu uma verdadeira transforma\u00e7\u00e3o na sociedade alterando as formas das pessoas pensarem, agirem, se relacionarem, consumirem e produzirem conhecimentos. Talvez, os americanos n\u00e3o tivessem imaginado a dimens\u00e3o que esta rede ganharia quando a <em>Advance Research Projets Agency<\/em> (ARPA), por meio do departamento <em>Information Processing Techniques Office<\/em> (IPTO), criou na d\u00e9cada de 1960 a <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/ARPANET\">ARPANET<\/a>, um pequeno programa de computador para interligar os computadores dos grupos de pesquisa que trabalhavam para a Ag\u00eancia e onde estavam armazenados importantes dados do governo. Com a utiliza\u00e7\u00e3o da ARPANET os americanos n\u00e3o corriam mais o risco de perder suas informa\u00e7\u00f5es, caso o pa\u00eds fosse bombardeado durante uma guerra.<\/p>\n<p>Contudo, a ARPANET n\u00e3o ficou restrita apenas ao uso militar, pois aos poucos novos pesquisadores e universidades passaram a integrar a rede trocando informa\u00e7\u00f5es e criando outras possibilidades de comunica\u00e7\u00e3o. A utiliza\u00e7\u00e3o da rede pelos centros de pesquisa fez com que outras redes fossem criadas, a ponto de, em 1983, a ARPANET se tornar ARPA-INTERNET e, finalmente, <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Internet\">INTERNET<\/a> (a rede das redes), a partir da d\u00e9cada de 1990.<\/p>\n<p>A palavra rede \u00e9 outro termo que, assim como o audiovisual, possui v\u00e1rias conota\u00e7\u00f5es. Definir atualmente o termo rede \u00e9 algo complexo, j\u00e1 que se tornou poliss\u00eamico e amb\u00edguo, o que pode levar a uma imprecis\u00e3o do seu significado. Logo, estabelecer precisamente uma data de quando este termo foi criado \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil quanto lhe atribuir um \u00fanico sentido. A origem desta palavra vem do latim <em>retis<\/em>, que significa um conjunto de fios entrela\u00e7ados com aberturas regulares fixadas por malhas e n\u00f3s formando um tecido aberto. A partir desta defini\u00e7\u00e3o, a palavra rede passou a ser utilizada com diversas conota\u00e7\u00f5es e em diferentes \u00e1reas.<\/p>\n<p>No sistema de <a href=\"http:\/\/www.dpi.ufv.br\/funcion\/altino\/radiodifusao.htm\">radiodifus\u00e3o<\/a>, como o da televis\u00e3o, a rede de transmiss\u00e3o \u00e9 formada por um grupo de emissoras associadas ou afiliadas que transmitem toda ou grande parte da programa\u00e7\u00e3o produzida por uma emissora geradora de conte\u00fado, tamb\u00e9m denominada de cabe\u00e7a de rede. Em conformidade com a pol\u00edtica adotada pelas redes de radiodifus\u00e3o, as grandes emissoras s\u00e3o as produtoras e difusoras de conte\u00fados criados de acordo com sua percep\u00e7\u00e3o de sociedade, pol\u00edtica, economia, educa\u00e7\u00e3o e cultura. Dentro desta concep\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o, as emissoras afiliadas acabam tendo pouco espa\u00e7o na grade de programas para apresentar suas produ\u00e7\u00f5es locais e retratar a identidade cultural da sua regi\u00e3o. A maioria dos programas produzidos pelas emissoras afiliadas s\u00e3o telejornais locais. Isso demonstra que, na radiodifus\u00e3o, as redes s\u00e3o verticalizadas de tal modo que os conte\u00fados produzidos por um centro gerador s\u00e3o retransmitidos para diversos pontos perif\u00e9ricos.<br \/>\n  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Saiba mais&#8230;<\/h5>\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria da humanidade diferentes tecnologias foram desenvolvidas nas sociedades. A Lucia Santaella (<a href=\"#SANTAELLA2007\">2007<\/a>) ressalta que quaisquer meios de comunica\u00e7\u00f5es ou m\u00eddias s\u00e3o insepar\u00e1veis das suas formas de socializa\u00e7\u00e3o e cultura que s\u00e3o capazes de criar, de modo que o advento de cada novo meio de comunica\u00e7\u00e3o traz consigo um ciclo cultural que lhe \u00e9 pr\u00f3prio. Assim tivemos a cultura de massa, a cultura das m\u00eddias e a ciberbultura. Saiba mais sobre este assunto no v\u00eddeo de Santaella sobre <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=RMXkFozK0qE&amp;index=3&amp;list=PL5216E533954D7638\">Cultura das m\u00eddias e educa\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<\/section>\n<p>Esta \u00e9 a l\u00f3gica da chamada m\u00eddia de massa que opera no sentido \u201cum-todos\u201d e que considera o sujeito apenas como um espectador que assiste ao que lhe \u00e9 transmitido. O sistema de radiodifus\u00e3o realiza a distribui\u00e7\u00e3o e transmiss\u00e3o de conte\u00fados seguindo o modelo cl\u00e1ssico da informa\u00e7\u00e3o emissor-mensagem-receptor. Esse modelo, n\u00e3o possibilita a interven\u00e7\u00e3o de outros atores nos conte\u00fados produzidos. Ao espectador cabe apenas contemplar seus produtos sem a possibilidade de alter\u00e1-los.<\/p>\n<p>As tecnologias digitais, que surgiram no final do s\u00e9culo XX, rompem com este paradigma linear da informa\u00e7\u00e3o ao introduzir um novo elemento na comunica\u00e7\u00e3o, a interatividade que oportuniza a coautoria e a interven\u00e7\u00e3o na mensagem, nos conte\u00fados. Embora somente com as tecnologias digitais a interatividade tenha se tornado poss\u00edvel \u00e9 importante ressaltar que a comunica\u00e7\u00e3o bidirecional foi um advento da radiocomunica\u00e7\u00e3o. O dramaturgo alem\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.ebiografia.com\/bertolt_brecht\/\">Bertold Brecht<\/a> (1898-1956) acreditava que se em cada resid\u00eancia tivesse um aparelho de r\u00e1dio capaz de enviar e receber mensagens estariam assim oferecidas as condi\u00e7\u00f5es para se instaurar uma \u201cesfera p\u00fablica cidad\u00e3\u201d, sustentada pela infraestrutura t\u00e9cnica, como viria a propor, anos depois, <a href=\"https:\/\/www.ebiografia.com\/jurgen_habermas\/\">Habermas<\/a> (<a href=\"#HABERMAS1997\">1997<\/a>) ao falar no mundo da vida como o espa\u00e7o p\u00fablico onde acontece a a\u00e7\u00e3o comunicativa que seria a intera\u00e7\u00e3o entre os sujeitos.<\/p>\n<p>Com o desenvolvimento da internet surge a <a href=\"http:\/\/abciber.org.br\/publicacoes\/livro1\/textos\/cibercultura-como-territorio-recombinante1\/\">cibercultura definida por Lemos<\/a> (<a href=\"#LEMOS2003\">2003<\/a>, p. 12) como \u201ca forma sociocultural que emerge da rela\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica entre a sociedade, a cultura e as novas tecnologias de base microeletr\u00f4nica que surgiram com a converg\u00eancia das telecomunica\u00e7\u00f5es com a inform\u00e1tica na d\u00e9cada de 70\u201d. Para Lemos (<a href=\"#LEMOS2009\">2009<\/a>) a cibercultura est\u00e1 baseada em tr\u00eas princ\u00edpios b\u00e1sicos: a <strong>libera\u00e7\u00e3o do p\u00f3lo da emiss\u00e3o<\/strong> que torna cada pessoa potencialmente produtora de conte\u00fados, informa\u00e7\u00f5es em diferentes formatos v\u00eddeos, blogs, fotos, m\u00fasicas etc.; a <strong>conex\u00e3o em rede<\/strong> generalizada e aberta significa que toda a produ\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o \u00e9 emitida, distribu\u00edda em rede com outros pares, outros grupos de forma planet\u00e1ria; a <strong>reconfigura\u00e7\u00e3o<\/strong> que modifica, mas n\u00e3o elimina as outras m\u00eddias. Com a reconfigura\u00e7\u00e3o a TV na internet passa a ser outra TV diferente da m\u00eddia de massa, isso porque com a libera\u00e7\u00e3o da emiss\u00e3o e a conex\u00e3o em rede h\u00e1 uma necessidade de mudar, de transformar, de reconfigurar a cultura massiva.<\/p>\n<p>A cibercultura \u00e9 a cultura contempor\u00e2nea que tem crescido amplamente com as tecnologias digitais m\u00f3veis que possibilitam aos cidad\u00e3os comuns tornarem-se, com o usos de seus telefones celulares, sujeitos interagentes (<a href=\"#PRIMO2007\">PRIMO, 2007<\/a>), a(u)tores (<a href=\"#LUCENA2009\">LUCENA e PRETTO, 2009<\/a>) de conte\u00fados e n\u00e3o mais espectadores que consumiam cultura de massa. Com as tecnologias m\u00f3veis podemos estar e em dupla mobilidade f\u00edsica e informacional ocupando espa\u00e7os h\u00edbridos, intersticiais (<a href=\"#SANTAELLA2007\">SANTAELLA, 2007<\/a>), ou seja, produzindo em movimento, uma das caracter\u00edsticas dos sujeitos contempor\u00e2neos imersos na cibercultura.<br \/>\n  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Curiosidades&#8230;<\/h5>\n<p>O desenvolvimento de cada tecnologia sempre esteve associado a pr\u00e1ticas e comportamentos inerentes ao seu uso. As m\u00eddias massivas (<a href=\"#LEMOS2009\">Lemos, 2009<\/a>) tornaram as pessoas espectadoras, pois diante do conte\u00fado apresentado pelo r\u00e1dio ou pela televis\u00e3o cada indiv\u00edduo apenas podia ouvir e ver sem possibilidade de modifica-lo.<\/p>\n<p>Procure saber de pessoas mais velhas na sua fam\u00edlia de que maneira elas ouviam o r\u00e1dio ou assistiam a televis\u00e3o? Que programas elas ouviam\/assistiam?<\/p>\n<p>Para Lemos (<a href=\"#LEMOS2009\">2009<\/a>) as m\u00eddias p\u00f3s-massivas aumentam as probabilidades de ocorr\u00eancia de processos comunicativos, ampliando as formas de recombina\u00e7\u00e3o. Estas novas m\u00eddias operam numa outra l\u00f3gica de produ\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o de conte\u00fado. Tornando cada sujeito um potencial produtor de informa\u00e7\u00e3o. Vale a pena ver trecho da fala de Andr\u00e9 Lemos no evento \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=hCFXsKeIs0w&amp;t=6s\">Educar na Cultura Digital<\/a>\u201d.<\/p>\n<\/section>\n<p>Outra caracter\u00edstica da cibercultura \u00e9 a presen\u00e7a da interatividade. Isso significa que n\u00e3o basta apenas produzir e publicar \u00e9 preciso interagir. V\u00e1rios autores apresentam diferentes conceitos de interatividade como L\u00e9vy (<a href=\"#LEVY2000\">2000<\/a>), Lemos (<a href=\"#LEMOS2001\">2001<\/a>), Machado (<a href=\"#MACHADO1997\">1997<\/a>), Couchot (<a href=\"#COUCHOT1997\">1997<\/a>) e Silva (<a href=\"#SILVA2000\">2000<\/a>).  Dentre estes autores prefiro adotar o conceito de Silva (<a href=\"#SILVA2000\">2000<\/a>) para quem a interatividade \u00e9 uma forma de comunica\u00e7\u00e3o que pode ou n\u00e3o acontecer por meio das TIC. Para este autor interatividade \u00e9 uma:<\/p>\n<section class=\"blockquote\">\ndisponibiliza\u00e7\u00e3o consciente de um mais comunicacional de modo expressivamente complexo, ao mesmo tempo atentando para as intera\u00e7\u00f5es existentes e promovendo mais e melhores intera\u00e7\u00f5es \u2013 seja entre usu\u00e1rios e tecnologias digitais ou anal\u00f3gicas, seja nas rela\u00e7\u00f5es \u201cpresenciais\u201d ou \u201cvirtuais\u201d entre seres humanos (<a href=\"#SILVA2000\">SILVA, 2000<\/a>, p. 20).<br \/>\n  <\/section>\n<p>Para obter a interatividade, de acordo com este autor, \u00e9 preciso perceber se um determinado objeto, obra de arte ou mesmo equipamento digital, possui os fundamentos da interatividade, que ele classifica em tr\u00eas bin\u00f4mios: participa\u00e7\u00e3o-interven\u00e7\u00e3o, bidirecionalidade-hibrida\u00e7\u00e3o e potencialidade-permutabilidade. Silva chama a aten\u00e7\u00e3o de que estes fundamentos est\u00e3o interligados.<br \/>\n  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Sala de aula interativa<\/h5>\n<p>A interatividade \u00e9 um conceito muito importante para entender a os dias atuais. Na educa\u00e7\u00e3o a interatividade \u00e9 importante para pensar novas formas de educar e de construir o conhecimento.<\/p>\n<p>Para entender melhor este conceito comunicacional assista ao v\u00eddeo com o <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=fCYzD21axL0\">Prof. Marco Silva<\/a> autor do livro Sala de aula Interativa.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s assistir o v\u00eddeo sugerido acima discuta em grupo:<\/p>\n<ul>\n<li>Quais atividades interativas s\u00e3o poss\u00edveis desenvolver na sala de aula com as tecnologias digitais m\u00f3veis?<\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<p>No Brasil, em 2002, um ex-diretor de uma emissora de televis\u00e3o criou a primeira TV <strong>da<\/strong> internet brasileira a <a href=\"http:\/\/alltv.com.br\/\">allTV<\/a> com programa\u00e7\u00e3o ao vivo durante 24 horas. Surgia a\u00ed outro jeito de fazer televis\u00e3o com o perfil das quatro m\u00eddias: jornal, r\u00e1dio, televis\u00e3o e internet. O grande diferencial desta emissora da internet foi possibilitar aos internautas que acompanhavam a TV interagirem entre si e com os apresentadores nas salas de bate papo disponibilizadas no site da TV. Desta forma, o internauta tornava-se coautor dos programas, pois, tinha a possibilidade de interagir com perguntas e sugest\u00f5es sobre o assunto que estivesse sendo debatido.<\/p>\n<p>A partir desta experi\u00eancia da allTV outros canais foram surgindo na internet discutindo temas variados. Algumas emissoras de TV tamb\u00e9m passaram a disponibilizar nos seus sites v\u00eddeos dos seus programas, por\u00e9m este formato apenas apresentava o mesmo conte\u00fado distribu\u00eddo no canal aberto da emissora, ou seja, sem nenhuma interatividade. A grande mudan\u00e7a do audiovisual na internet surgiu em 2005 quando foi criada a plataforma de compartilhamento de v\u00eddeo YouTube.<br \/>\n  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Saiba mais&#8230;<\/h5>\n<p>YouTube recebe cerca de 300 horas de v\u00eddeos por minuto e ocupa\u00a0o posto de segundo maior buscador da internet, atr\u00e1s somente do Google?<\/p>\n<p>Assista sobre a <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=SWjBd0yWqeg\">Hist\u00f3ria do YouTube<\/a> o maior e mais popular site de v\u00eddeo utilizado no mundo.<\/p>\n<\/section>\n<p>O grande sucesso do <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\">YouTube<\/a> \u00e9 sem d\u00favida a produ\u00e7\u00e3o e compartilhamento de v\u00eddeos que qualquer pessoa pode fazer sobre qualquer assunto que deseje abordar. Isso fez com que o YouTube se tornasse o maior agregador de Webv\u00eddeos, com os mais variados assuntos sendo o terceiro site mais acessado atualmente no mundo, antecedido apenas pelos sites Google e <a href=\"about:blank\">Facebook<\/a>.<br \/>\n  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Para pensar e criar<\/h5>\n<ul>\n<li>Voc\u00ea tem um canal no Youtube?<\/li>\n<li>Qual atividade voc\u00ea mais realiza no YouTube?<\/li>\n<li>Como voc\u00ea sugere a inser\u00e7\u00e3o de Webv\u00eddeos na educa\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<p>A populariza\u00e7\u00e3o do YouTube cresceu bastante a partir da dissemina\u00e7\u00e3o das tecnologias digitais m\u00f3veis conectadas \u00e0 internet. A comunica\u00e7\u00e3o destas tecnologias ocorre por meio de aplicativos conhecido tamb\u00e9m pela abreviatura App do termo em ingl\u00eas <em>applications<\/em>. Os Apps s\u00e3o programas desenvolvidos para serem instalados em smartphones e demais dispositivos m\u00f3veis disponibilizados gratuitamente, ou n\u00e3o, nas lojas online. Alguns Apps s\u00e3o softwares sociais, programas que simulam redes sociais e que possibilitam a cria\u00e7\u00e3o de comunidades virtuais ou grupos com objetivos comuns que trabalham de forma colaborativa.<\/p>\n<p>Atualmente existem Apps para v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es, tais como: previs\u00e3o do tempo, jogos, mapas, GPS, emiss\u00e3o de bilhetes de viagem, compra de ingressos, cuidados com a sa\u00fade, habilidades esportivas, moda, aplica\u00e7\u00f5es financeiras, produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos, comunica\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com a possibilidade de baixar apps nos dispositivos m\u00f3veis, as etapas de produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fados audiovisuais tornaram-se acess\u00edveis para todas as pessoas, desde a escrita de um roteiro, passando pela filmagem, edi\u00e7\u00e3o at\u00e9 chegar a distribui\u00e7\u00e3o em plataformas digitais. Essa possibilidade amplia o potencial de uso do audiovisual no contexto da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em 2020, o mundo e o Brasil passaram a viver uma pandemia, a Covid-19, causada pelo Coronav\u00edrus, que nos colocou em distanciamento f\u00edsico. Desta forma, as din\u00e2micas sociais e educacionais intensificaram suas pr\u00e1ticas cotidianas com o digital em rede (<a href=\"#SANTOS2014\">Santos, 2014<\/a>). O audiovisual passou a ser ainda mais utilizado nas atividades cotidianas, seja para contatos sociais, familiares e profissionais ou desenvolvimento de atividades escolares. Para muitos professores e alunos, a compreens\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de material com a linguagem audiovisual se deu por conta do momento emergencial, do mesmo modo, os mediadores desses processos por meio das tecnologias, precisaram pensarfazer percursos metodol\u00f3gicos com a inser\u00e7\u00e3o do audiovisual nas pr\u00e1ticas educacionais.<\/p>\n<p>H\u00e1 algum tempo atr\u00e1s produzir v\u00eddeos era algo impens\u00e1vel para as pessoas que n\u00e3o tinham equipamentos e nem uma forma\u00e7\u00e3o para este fim. Contudo, com a dissemina\u00e7\u00e3o cada vez maior das tecnologias digitais m\u00f3veis, muitos aplicativos foram desenvolvidos para as mais diferentes fun\u00e7\u00f5es, entre elas a produ\u00e7\u00e3o audiovisual. Alguns aplicativos, possibilitam gravar, editar e compartilhar os v\u00eddeos produzidos. Esta n\u00e3o \u00e9 apenas uma mudan\u00e7a tecnol\u00f3gica, mas sobretudo uma mudan\u00e7a sociot\u00e9cnica e cultural potencializada pelo digital em rede.<\/p>\n<p>Um dos primeiros aplicativos que possibilitou a produ\u00e7\u00e3o e compartilhamento de v\u00eddeo foi o <a href=\"https:\/\/tellagami.com\/\">Tellagami<\/a>. Este app, dispon\u00edvel apenas para dispositivos m\u00f3veis, possibilita a cria\u00e7\u00e3o e compartilhamento de pequenos v\u00eddeos denominados de Gamis. De acordo com Marques (<a href=\"#MARQUES2017\">2015<\/a>), o Tellagami pode ser utilizado no contexto educacional das seguintes formas: na cria\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias (digital storytelling), na explica\u00e7\u00e3o\/demonstra\u00e7\u00e3o de conceitos, na resolu\u00e7\u00e3o de problemas de matem\u00e1tica, na cria\u00e7\u00e3o de pequenos relat\u00f3rios, no resumo ou apresenta\u00e7\u00e3o de um livro (booktrailer), no ensino e aprendizagem de l\u00ednguas estrangeiras, na promo\u00e7\u00e3o da leitura e na cria\u00e7\u00e3o de postais animados.<\/p>\n<p>Atualmente, j\u00e1 existem outros aplicativos e redes sociais digitais, tais como o Instagram, Facebook, Snow, Snapchat, Tik Tok, dentro outros que tamb\u00e9m possibilitam a cria\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos com a utiliza\u00e7\u00e3o de filtros, formatos e linguagens diversas, o potencial criativo e cada vez mais pessoas comuns est\u00e3o produzindo e compartilhando seus v\u00eddeos. Nesse sentido, acreditamos que a produ\u00e7\u00e3o audiovisual, no atual momento pand\u00eamico que vivenciamos, pode ser aproveitada por professores e alunos no processo educacional como forma de expressar seus saberes, conhecimentos, sentimentos, emo\u00e7\u00f5es tornando mais l\u00fadico e prazeroso o ato de educar.<\/p>\n<p>Como vimos no decorrer deste artigo, a busca pela constru\u00e7\u00e3o de linguagens educativas que integram o uso de tecnologias, internet e audiovisual n\u00e3o \u00e9 nova. O isolamento social impulsionado no per\u00edodo pand\u00eamico de 2020, levou as salas de aula para as plataformas digitais e aplicativos, tais como o Google Meet, Zoom, YouTube, Instagram, Facebook, dentre outros. Esses apps e plataformas foram utilizados para a realiza\u00e7\u00e3o de aulas s\u00edncronas on-line, realiza\u00e7\u00e3o de lives, eventos virtuais e outras finalidades educacionais ou n\u00e3o. Essas atividades on-line puderam ser gravadas, virando conte\u00fados audiovisuais para serem acessadas posteriormente.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, algumas plataformas gratuitas e pagas serviram como ambientes virtuais de aprendizagem para armazenamento do material did\u00e1tico a ser utilizado por professores e alunos nos processos de educa\u00e7\u00e3o on-line, ensino remoto ou educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia. Dentre algumas dessas plataformas est\u00e3o o Edmodo, Moodle e o Google Classroom.<br \/>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 5 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s5\">5 CONCLUS\u00c3O<\/h2>\n<p>A internet possibilitou grandes mudan\u00e7as na sociedade, pois trata-se de uma m\u00eddia que converge outras m\u00eddias. Por\u00e9m, apesar da internet possibilitar esta converg\u00eancia, as outras m\u00eddias continuam existindo. Ainda lemos jornal, ouvimos r\u00e1dio e assistimos cinema e televis\u00e3o, contudo a presen\u00e7a da internet alterou a forma como utilizamos estas tecnologias.<\/p>\n<p>A primeira transmiss\u00e3o de televis\u00e3o como sinal digital iniciou no Brasil em 02 de dezembro de 2007 na cidade de S\u00e3o Paulo. Ap\u00f3s esta data, outras cidades brasileiras passaram a receber o sinal digital em substitui\u00e7\u00e3o ao sinal anal\u00f3gico que ser\u00e1 desligado em todo o pa\u00eds em 2018. Apesar de toda a rede de pesquisa formada para o desenvolvimento de um padr\u00e3o de TV digital brasileiro o governo do Brasil optou pela implanta\u00e7\u00e3o do modelo de TV digital japon\u00eas com algumas adequa\u00e7\u00f5es que possibilitaram a utiliza\u00e7\u00e3o da tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores brasileiros.<\/p>\n<p>A TV digital \u00e9 uma nova m\u00eddia que se n\u00e3o fossem as escolhas pol\u00edticas e tecnol\u00f3gicas feitas poderia ter trazido grandes transforma\u00e7\u00f5es socioculturais, por\u00e9m, apesar de todas as potencialidades desta nova m\u00eddia continuamos a ter \u201cmais do mesmo\u201d, uma vez que a TV digital aqui implantada apenas apresenta melhoria na qualidade da imagem e do som.<\/p>\n<p>Vivemos uma nova era de comunica\u00e7\u00e3o generalizada que ocorre principalmente por meio das tecnologias digitais m\u00f3veis que torna cada cidad\u00e3o a(u)tor de conte\u00fados compartilhados em rede. \u00c9 a era das m\u00eddias p\u00f3s-massivas que operam numa outra l\u00f3gica diferente das m\u00eddias de massa. Uma l\u00f3gica que implica conectividade, interatividade, hipertextualidade, compartilhamento e colabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Diante do percurso apresentado, vimos que a rela\u00e7\u00e3o entre o audiovisual e a educa\u00e7\u00e3o ainda est\u00e1 em processo de adapta\u00e7\u00f5es e descobertas principalmente a partir das potencialidades com as tecnologias m\u00f3veis. Os desafios postos para os educadores s\u00e3o muitos, desse modo, precisamos continuar pesquisando, pensando e criando novas pr\u00e1ticas de como educar na\/com a cibercultura buscando impulsionar cada vez mais a autoria e a cria\u00e7\u00e3o de conte\u00fados coletivos, interativos, hipertextuais e em rede. Vamos pensar juntos!!<br \/>\n  <!-- QUADRO CINECLUB --><\/p>\n<section class=\"quadro cineclube\">\n<h5>CINECLUBE: BLACK MIRROR<\/h5>\n<section class=\"cineclube_cartaz\">\n      <a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/br\/title\/70264888\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/42ATD_06.png\" alt=\"\" width=\"190\" height=\"266\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4190\" \/><br \/>\n      <\/a><\/p>\n<p>Dispon\u00edvel na <a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/br\/title\/70264888\">Netflix<\/a><br \/>\n    <\/section>\n<section class=\"cineclube_sinopse\">\n<p>Nossa dica de cineclub vem de uma TV online a <a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/br\/\">Netflix<\/a> &#8211; uma provedora de filmes e s\u00e9ries televisas via <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Streaming\"><em>streaming<\/em><\/a> totalmente acessada pela internet em diferentes dispositivos m\u00f3veis e <a href=\"http:\/\/www.techtudo.com.br\/dicas-e-tutoriais\/noticia\/2015\/04\/como-funciona-uma-smart-tv-saiba-como-escolher-o-melhor-modelo-para-voce.html\"><em>smart<\/em> TV<\/a>.<\/p>\n<p>A s\u00e9rie que recomendamos para nossas discuss\u00f5es neste texto \u00e9 <a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/br\/title\/70264888\">Black Mirror<\/a>. Trata-se de uma s\u00e9rie televisiva brit\u00e2nica que aborda temas sobre fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica criada por Charlie Brooker centrada em temas relacionados aos usos das tecnologias digitais na sociedade contempor\u00e2nea. Atualmente j\u00e1 existe na Netflix cinco temporadas desta s\u00e9rie.<\/p>\n<p>Escolha um epis\u00f3dio de uma das s\u00e9ries de Black Mirror assista e depois fa\u00e7a um debate com seus colegas sobre o tema abordado no epis\u00f3dio.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O RESUMO --><\/p>\n<section>\n<h3 id=\"resumo\">Resumo<\/h3>\n<figure hidden>\n      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1323\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_MapaMental.png\" alt=\"Mapa Mental deste cap\u00edtulo\" width=\"3160\" height=\"1288\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_MapaMental.png 3160w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_MapaMental-300x122.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_MapaMental-768x313.png 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_MapaMental-1024x417.png 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 3160px) 100vw, 3160px\" \/><figcaption>Fonte: Local <link><\/figcaption><\/figure>\n<p>Neste texto abordamos as transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas que os meios de comunica\u00e7\u00e3o, sobretudo, a televis\u00e3o passou nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Vimos sobre o surgimento da tev\u00ea anal\u00f3gica no mundo e no Brasil e tamb\u00e9m sobre a televis\u00e3o educativa. No in\u00edcio do s\u00e9culo XXI, iniciou-se o debate sobre o desenvolvimento de um Sistema Brasileiro de TV digital (SBTVD) com a perspectiva de criar uma nova m\u00eddia que pudesse unir a televis\u00e3o e a internet. Entretanto este novo modelo brasileiro n\u00e3o se consolidou devido \u00e0s escolhas pol\u00edticas realizadas. Em 2006 \u00e9 oficialmente lan\u00e7ado o SBTVD com base no modelo japon\u00eas de TV digital ISDB-T &#8211; <em>Integrated Services Digital Broadcasting Terrestrial.<\/em><\/p>\n<p>A TV digital hoje presente nos lares brasileiros est\u00e1 longe de ser a m\u00eddia que gostar\u00edamos, pois ela apenas nos oferece melhor qualidade de som e imagem, o que \u00e9 muito bom, mas \u00e9 tamb\u00e9m muito pouco se compararmos as grandes possibilidades que esta m\u00eddia poderia proporcionar.<\/p>\n<p>O site de webv\u00eddeos &#8211; YouTube tem sido uma alternativa para que pessoas comuns possam produzir e compartilhar seus v\u00eddeos que tratam da sua realidade, da sua cultura e dos seus saberes. De certa forma, podemos dizer que o YouTube democratizou a produ\u00e7\u00e3o audiovisual nas sociedades.<br \/>\n  <\/section>\n<p>  <!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE<\/h5>\n<p>Iniciamos este texto informando que a popula\u00e7\u00e3o utiliza a televis\u00e3o, meio de comunica\u00e7\u00e3o de massa, como principal fonte de informa\u00e7\u00e3o uma vez que ela est\u00e1 presente mais de 90% dos lares brasileiros. Entretanto entre os mais jovens a escolha por se informar e interagir tem sido as m\u00eddias digitais conectadas a internet. Desta forma, elencamos como um dos objetivos deste texto: Pensar e produzir outras formas de aprender que possibilite a interatividade, a constru\u00e7\u00e3o do pensamento cr\u00edtico, o debate dos diferentes saberes e a dialogicidade. A partir deste objetivo propomos:<\/p>\n<ul>\n<li>Formem grupos na turma e escolham temas diferentes para a produ\u00e7\u00e3o de um v\u00eddeo utilizando tecnologias m\u00f3veis, como por exemplo o celular;<\/li>\n<li>Cada grupo dever\u00e1 criar um Canal no Youtube para postar a sua produ\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>N\u00e3o esque\u00e7a que para criar um v\u00eddeo \u00e9 preciso, al\u00e9m de escolher o tema, criar um roteiro. Na internet temos v\u00e1rios sites que ensinam a produzir v\u00eddeos como: <a href=\"http:\/\/curtahistorias.mec.gov.br\/images\/pdf\/dicas_producao_videos.pdf\">Oficina de produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos<\/a>; <a href=\"http:\/\/cinematika.com.br\/roteiro-de-briefing-para-video-produtora\/\">Briefing para produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ictayynDKRE\">Como fazer v\u00eddeo com o celular<\/a>; <a href=\"http:\/\/audiovisualpucrio.blogspot.com.br\/p\/pre-producao.html\">Produ\u00e7\u00e3o de audiovisual: construindo conhecimentos<\/a>.<\/li>\n<li>Ap\u00f3s criar o v\u00eddeo poste no canal do YouTube e socialize o link com a turma. Depois debatam na sala de aula como cada grupo produziu seu v\u00eddeo. Quais aprendizagens foram mobilizadas? Quais as dificuldades encontradas? Como se sentiram ao terminar o v\u00eddeo?<\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O REFER\u00caNCIAS --><\/p>\n<section id=\"referencias\">\n<h3>Refer\u00eancias<\/h3>\n<p id=\"BOLANO2007\">BOLA\u00d1O, C\u00e9sar Ricardo Siqueira; BRITTOS, Val\u00e9rio Cruz. A televis\u00e3o brasileira na era digital: exclus\u00e3o, esfera p\u00fablica e movimentos estruturantes. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2007.<\/p>\n<p id=\"CAPARELLI1986\">CAPARELLI, S. <em>Comunica\u00e7\u00e3o de massa sem massa<\/em>. S\u00e3o Paulo: Summus, 1986.<\/p>\n<p id=\"COUCHOT1997\">COUCHOT, E. A arte pode ainda ser, um rel\u00f3gio que adianta? O autor, a obra e o espectador na hora do tempo real. In: DOMINGUES, D (Org.). <em>A arte no s\u00e9culo XXI<\/em>: A humaniza\u00e7\u00e3o das tecnologias<em>. <\/em>S\u00e3o Paulo: Editora da UNESP, 1997.<\/p>\n<p id=\"HABERMA1997\">HABERMA. Atores da sociedade civil, opini\u00e3o p\u00fablica e poder comunicativo<em>. <\/em>In: <em>O direito e a democracia<\/em>: entre a facticidade e a validade. Vol. II. Rio de Janeiro, Tempo Brasileiro, 1997.<\/p>\n<p id=\"JAMBEIRO2002\">JAMBEIRO, O. <em>A TV no Brasil do s\u00e9culo XX<\/em>. Salvador: Edufba, 2002.<\/p>\n<p id=\"LEMOS2001\">LEMOS, A. <em>Anjos Interativos e retribaliza\u00e7\u00e3o do mundo<\/em>. Sobre interatividade e interfaces digitais. http:\/\/www.facom.ufba.br\/pesq\/cyber\/lemos\/interac.html &#8211; Capturado em 02\/12\/2001<\/p>\n<p id=\"LEMOS2003\">LEMOS, A. Cibercultura. Alguns pontos para compreender a nossa \u00e9poca. In: LEMOS, A.; CUNHA, P. <em>Olhares sobre a cibercultura<\/em>. Porto Alegre: Sulinas, 2003.<\/p>\n<p id=\"LEMOS2009\">LEMOS, A. Cibercultura como Territ\u00f3rio Recombinante. In: Cazeloto, E., Trivinho, E.. 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DA TELEVIS\u00c3O ANAL\u00d3GICA AOS CANAIS DO YOUTUBE NA INTERNET: OUTRAS FORMAS DE PRODUZIR E COMPARTILHAR. In: ReDoc &#8211; Revista Doc\u00eancia e Cibercultura. V. 2 n. 2. UERJ, Rio de Janeiro. Maio\/Agosto 2018. ISBN: 2594-9004. DOI: https:\/\/doi.org\/10.12957\/redoc.2018.32529<\/p>\n<p id=\"MACHADO1997\">MACHADO, A. <em>Pr\u00e9-cinema &amp; p\u00f3s-cinema<\/em>. Campinas \u2013 SP: Papirus, 1997.<\/p>\n<p id=\"MARQUES2017\">MARQUES, C. G. Tellagami: cria\u00e7\u00e3o e partilha de v\u00eddeos. In: CARVALHO, Ana Am\u00e9lia A. (Org.). <em>Apps para dispositivos m\u00f3veis<\/em>: manual para professores, formadores e bibliotec\u00e1rios. Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o de Portugal. Dire\u00e7\u00e3o Geral de Educa\u00e7\u00e3o, 2015. 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N\u00facleo de Informa\u00e7\u00e3o e Coordena\u00e7\u00e3o do Ponto\u00a0 BR\u00a0 [editor]. S\u00e3o Paulo: Comit\u00ea Gestor da Internet no Brasil, 2020.<\/p>\n<p id=\"PRIMO2007\">PRIMO, A. <em>Intera\u00e7\u00e3o mediada por computador<\/em>: comunica\u00e7\u00e3o, cibercultura, cogni\u00e7\u00e3o. Porto Alegre: Sulinas, 2007.<\/p>\n<p id=\"RABACA2001\">RABA\u00c7A, C. A. &amp; BARBOSA, G. G. <em>Dicion\u00e1rio de Comunica\u00e7\u00e3o<\/em>. Rio de Janeiro: Campus, 2001.<\/p>\n<p id=\"REY2002\">REY, G. O cen\u00e1rio m\u00f3vel da televis\u00e3o p\u00fablica: Alguns elementos do contexto. In: Rinc\u00f3n, Omar (org.). <em>Televis\u00e3o p\u00fablica: do consumidor ao cidad\u00e3o<\/em>. Quito, Equador: Editora: Friedrich Ebert Stiftung (FES), 2002.<\/p>\n<p id=\"SANTAELLA2007\">SANTAELLA, Lucia. <em>Linguagens l\u00edquidas na era da mobilidade<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2007.<\/p>\n<p id=\"SANTOS2014\">SANTOS, E. <em>Pesquisa-forma\u00e7\u00e3o na cibercultura<\/em><strong>. <\/strong>Santo Tirso, Portugal: Whitebooks, 2014.<\/p>\n<p id=\"SILVA2000\">SILVA, M. <em>Sala de aula interativa<\/em>. Rio de Janeiro: Quartet, 2000.<\/p>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O AUTORES --><\/p>\n<section id=\"Autoria\">\n<h3>Autoria<\/h3>\n<section id=\"Lucena\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\">\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/42ATD_07.png\" alt=\"\" width=\"337\" height=\"383\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4191\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/42ATD_07.png 337w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/42ATD_07-264x300.png 264w\" sizes=\"auto, (max-width: 337px) 100vw, 337px\" \/><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"autor_descricao\">\n        <strong>Simone Lucena<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/5622931757134223\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/5622931757134223<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">P\u00f3s-doutoranda em Educa\u00e7\u00e3o (Proped\/UERJ). Doutora em Educa\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal da Bahia. Mestre em Educa\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal de Santa Catarina. Graduada em Pedagogia pela Universidade do Estado da Bahia. Professora do Departamento de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal de Sergipe (UFS) Campus Prof. Alberto Carvalho. Professora permanente do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o da UFS. Tem experi\u00eancia e publica\u00e7\u00f5es nas \u00e1reas de Educa\u00e7\u00e3o, Comunica\u00e7\u00e3o e Tecnologias, atuando principalmente nos seguintes temas: educa\u00e7\u00e3o, tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, interatividade, educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia, forma\u00e7\u00e3o de professor, culturas digitais e TV digital. Lider do Grupo de Pesquisa Educa\u00e7\u00e3o e Culturas Digitais (ECult\/UFS\/CNPq) &#8211; <a href=\"https:\/\/ecult.pro.br\/\">https:\/\/ecult.pro.br\/<\/a><\/span><br \/>\n      <\/section>\n<\/section>\n<section id=\"Nunes\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\">\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/42ATD_08.png\" alt=\"\" width=\"1042\" height=\"1280\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4192\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/42ATD_08.png 1042w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/42ATD_08-244x300.png 244w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/42ATD_08-834x1024.png 834w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/42ATD_08-768x943.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1042px) 100vw, 1042px\" \/><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"autor_descricao\">\n        <strong>Everton Nunes<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/2550538081140833\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/2550538081140833<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Doutorando em Educa\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal de Sergipe. Integrante do ECult (Grupo de Pesquisa em Educa\u00e7\u00e3o e Culturas Digitais &#8211; UFS), Mestre em Comunica\u00e7\u00e3o pela UFS, possui gradua\u00e7\u00e3o em Comunica\u00e7\u00e3o Social &#8211; Radialismo e est\u00e1 cursando a gradua\u00e7\u00e3o em Licenciatura Teatro na mesma institui\u00e7\u00e3o de ensino federal. Foi professor do Departamento de Dan\u00e7a da Universidade Federal de Sergipe; instrutor\/oficineiro de artes pela Prefeitura Municipal de Aracaju. \u00c9 tamb\u00e9m jornalista, rep\u00f3rter fotogr\u00e1fico e cinematogr\u00e1fico profissional. Nas artes c\u00eanicas atua como diretor, core\u00f3grafo, bailarino, ator, dramaturgo, figurinista, produtor. No audiovisual tem experi\u00eancia com roteiro, dire\u00e7\u00e3o de arte, dire\u00e7\u00e3o de elenco, dire\u00e7\u00e3o de fotografia, produ\u00e7\u00e3o, dire\u00e7\u00e3o de arte e dire\u00e7\u00e3o geral.<\/span><br \/>\n      <\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O CITAR --><\/p>\n<section id=\"citar\">\n<h3>Como citar este cap\u00edtulo<\/h3>\n<blockquote><p>LUCENA, Simone; NUNES, Everton. A produ\u00e7\u00e3o audiovisual com as tecnologias digitais na educa\u00e7\u00e3o: da televis\u00e3o anal\u00f3gica \u00e0 webtv. In: SANTOS, Edm\u00e9a O.; PIMENTEL, Mariano; SAMPAIO, F\u00e1bio F. (Orgs.). <b>Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o<\/b>: autoria, linguagens, multiletramentos e inclus\u00e3o. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o, 2019. (S\u00e9rie Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, v.5) Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/producao-audiovisual&gt;\n    <\/p><\/blockquote>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O COMENT\u00c1RIOS --><\/p>\n<section id=\"comentarios\"><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Simone Lucena, Everton Nunes) Voc\u00ea sabe a diferen\u00e7a entre uma TV anal\u00f3gica e uma TV digital? E a WebTV voc\u00ea &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-4144","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4144","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4144"}],"version-history":[{"count":19,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4144\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4250,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4144\/revisions\/4250"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4144"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4144"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4144"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}