{"id":4106,"date":"2021-05-25T07:03:59","date_gmt":"2021-05-25T10:03:59","guid":{"rendered":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/?p=4106"},"modified":"2021-06-16T11:43:18","modified_gmt":"2021-06-16T14:43:18","slug":"hibridismo-tecnologico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/hibridismo-tecnologico\/","title":{"rendered":"Hibridismo tecnol\u00f3gico e as pr\u00e1ticas em Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>(<a href=\"#Schlemmer\">Eliane Schlemmer<\/a>, <a href=\"#Lopes\">Daniel de Queiroz Lopes<\/a>, <a href=\"#Backes\">Luciana Backes<\/a>)<\/p>\n<p><!-- IMAGEM DISPARADORA --><\/p>\n<section id=\"imagemDisparadora\">\n  <!-- IMAGEM --><br \/>\n  <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_01.png\" alt=\"\" width=\"866\" height=\"593\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4108\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_01.png 866w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_01-300x205.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_01-768x526.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 866px) 100vw, 866px\" \/><br \/>\n<center><sup>Fonte: NYC Media Lab em <a href=\"https:\/\/www.flickr.com\/photos\/nycmedialab\/15870849012\/in\/photolist-qbsftN-5ViPP2-23wtY9u-ecjApB-a9wSiL-a5iYv9-cdBG9f-J9Ff5j-LaSMmo-a5nZd9-dQygKp-58TLJQ-VkJXk9-abQqPV-fmEgb-9pLbr2-EqNNCY-26Vp1db-82R3PP-8KzXPY-dQy73g-7fXMRA-28aWA3m-pewnLh-HM7iUf-bUWjZy-9LY5yq-81fhQM-gVDCXP-5HpUYf-dQy6B6-mutCoK-aQwjSZ-5Zxv-5HpV4S-9LKi5k-awTbVn-4bqyK7-dQv9x3-6A3XuF-6wfsET-aZmF5X-25SgaF8-o6neZK-gfBs-dQy616-h7Gc7-97FmER-8XSew4-6ZZBHX\">Flickr<\/a><\/sup><\/center><\/p>\n<p><!-- QUEST\u00c3O DE ABERTURA --><\/p>\n<h4>Como a ideia de um hibridismo tecnol\u00f3gico pode contribuir para\/com os processos educacionais?<sup><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/h4>\n<p><\/sup><\/p>\n<p><!-- TEXTO INTRODUT\u00d3RIO --><\/p>\n<p>Durante as tr\u00eas \u00faltimas d\u00e9cadas, o desenvolvimento tecnol\u00f3gico, particularmente na \u00e1rea da microinform\u00e1tica, tem produzido profundas mudan\u00e7as na sociedade, mudan\u00e7as que contribuem para acelerar ainda mais o desenvolvimento tecnol\u00f3gico. Tal desenvolvimento tem sido entendido por diversos autores como um fen\u00f4meno sociot\u00e9cnico, exigindo, portanto, que seja compreendido em suas dimens\u00f5es t\u00e9cnica, simb\u00f3lica e social. No atual contexto, j\u00e1 n\u00e3o se trata mais de compreender a rela\u00e7\u00e3o indiv\u00edduo-computador na sua singularidade, pois essa rela\u00e7\u00e3o \u00e9 passada por uma complexa rede de pessoas e coisas sustentada por tecnologias diversas, configurando os espa\u00e7os de conviv\u00eancia de maneira h\u00edbrida. A partir dessa rede, fundamentamos a ideia de hibridismo tecnol\u00f3gico. No sentido de compreender tais mudan\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o ao contexto educacional, fundamentados por distintas abordagens te\u00f3ricas, diversos estudos voltados ao tema da inform\u00e1tica na educa\u00e7\u00e3o t\u00eam sido conduzidos por diferentes grupos de pesquisa no Brasil e no exterior. Desde o surgimento dos primeiros computadores pessoais at\u00e9 os atuais dispositivos m\u00f3veis conectados \u00e0 internet, emergem as quest\u00f5es sobre: como tais tecnologias, particularmente as digitais, t\u00eam sido apropriadas por estudantes e educadores no contexto das escolas? Como a ideia de hibridismo tecnol\u00f3gico e digital pode contribuir para as aprendizagens e a socializa\u00e7\u00e3o em diferentes contextos educacionais? Quais os desafios a serem superados no que se refere \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre uma educa\u00e7\u00e3o emancipadora e a ideia de uma cultura digital emergente? O presente cap\u00edtulo ir\u00e1 abordar o tema do hibridismo tecnol\u00f3gico e a inform\u00e1tica na educa\u00e7\u00e3o com base em leituras e resultados de estudos conduzidos pelos grupos e projetos de pesquisa que coordenamos e dos quais participamos. A ideia \u00e9 situar e convidar voc\u00ea para uma apropria\u00e7\u00e3o sobre o tema a partir de seus fundamentos te\u00f3ricos e t\u00e9cnicos numa perspectiva multirreferencial e cr\u00edtica.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- OBJETIVOS EDUCACIONAIS --><\/p>\n<section id=\"objetivosEducacionais\">\n<h4>Objetivos Educacionais:<\/h4>\n<ul>\n<li>Compreender que t\u00e9cnica e cultura s\u00e3o fen\u00f4menos imbricados \u00e0 pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o de ser humano e de sociedade, e que a atividade t\u00e9cnica \u00e9 atividade simb\u00f3lica.<\/li>\n<li>Compreender a ideia de hibridismo tecnol\u00f3gico como fen\u00f4meno sociot\u00e9cnico caracter\u00edstico da cibercultura;<\/li>\n<li>Refletir sobre o significado e a perspectiva do hibridismo no contexto contempor\u00e2neo;<\/li>\n<li>Identificar as tecnologias que est\u00e3o diretamente atreladas ao conceito de hibridismo tecnol\u00f3gico e digital;<\/li>\n<li>Compreender como a ideia de hibridismo tecnol\u00f3gico e digital pode contribuir para as aprendizagens e a socializa\u00e7\u00e3o em diferentes contextos educacionais.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>\u00cdndice:<\/h4>\n<ul>\n<li><a href=\"#s1\">1 A TECNOLOGIA E A CULTURA: CONTEXTUALIZANDO A NO\u00c7\u00c3O B\u00c1SICA DE HIBRIDISMO<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s2\">2 A CIBERCULTURA COMO CONDI\u00c7\u00c3O PARA O HIBRIDISMO TECNOL\u00d3GICO E DIGITAL<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s3\">3 HIBRIDISMO TECNOL\u00d3GICO E DIGITAL NO CONTEXTO CONTEMPOR\u00c2NEO<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s4\">4 HIBRIDISMO TECNOL\u00d3GICO E DIGITAL EM CONTEXTOS EDUCACIONAIS OU OS ESPA\u00c7OS DE CONVIV\u00caNCIA H\u00cdBRIDOS E MULTIMODAIS<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#resumo\">Resumo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#leituras\">Leituras Recomendadas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#exercicios\">Exerc\u00edcios<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#notas\">Notas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#referencias\">Refer\u00eancias<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#Autoria\">Autoria<\/a><\/li>\n<li hidden><a href=\"#citar\">Como citar este cap\u00edtulo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#comentarios\">Coment\u00e1rios<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 1 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s1\">1 A TECNOLOGIA E A CULTURA: CONTEXTUALIZANDO A NO\u00c7\u00c3O B\u00c1SICA DE HIBRIDISMO<\/h2>\n<p class=\"LO-normal\" style=\"text-indent: 36.0pt;\">De maneira geral, a t\u00e9cnica \u00e9 entendida a partir de um ponto de vista utilit\u00e1rio, pragm\u00e1tico, diretamente aplic\u00e1vel a uma realidade ou contexto. De fato, diante de tantos recursos tecnol\u00f3gicos e instrumentos produzidos pelo ser humano ao longo de sua hist\u00f3ria, \u00e9 compreens\u00edvel que se d\u00ea tanta \u00eanfase aos produtos e menos aos processos simb\u00f3licos que envolvem o seu desenvolvimento e utiliza\u00e7\u00e3o. Para que se possa superar essa vis\u00e3o utilitarista, \u00e9 necess\u00e1rio compreender o desenvolvimento tecnol\u00f3gico como fen\u00f4meno imbricado ao pr\u00f3prio desenvolvimento sociocultural.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Atividade simb\u00f3lica<\/h5>\n<p>Em termos gerais, o conceito de atividade simb\u00f3lica toma por base o conceito de s\u00edmbolo na sua perspectiva psicol\u00f3gica. Para a psicologia, a fun\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica diz respeito \u00e0 capacidade do ser humano de fazer refer\u00eancia \u00e0s coisas (pessoas, objetos, fatos) por meio de imagens, s\u00edmbolos e signos. A linguagem e seus signos, por exemplo, constituem um dos modos de se fazer refer\u00eancia \u00e0s coisas de forma mediada. Assim, escrever, contar uma hist\u00f3ria, desenhar, imitar, encenar, etc. podem ser consideradas atividades simb\u00f3licas, pois fazem refer\u00eancia \u00e0s coisas sem necessariamente se confundirem com elas. A atividade simb\u00f3lica, portanto, tem papel fundamental para o desenvolvimento social e cognitivo do ser humano, j\u00e1 que \u00e9 caminho necess\u00e1rio a diversas aprendizagens.<\/p>\n<\/section>\n<p>As tecnologias digitais da informa\u00e7\u00e3o e da comunica\u00e7\u00e3o (TDICs) t\u00eam produzido transforma\u00e7\u00f5es importantes em diversos campos da ci\u00eancia e das artes. Apesar de a maior parte das discuss\u00f5es em torno da t\u00e9cnica e da tecnologia centrar-se nos desenvolvimentos cient\u00edficos mais recentes, a Antropologia tem revelado diversos vest\u00edgios da a\u00e7\u00e3o humana que indicam a estreita rela\u00e7\u00e3o entre a t\u00e9cnica e a cultura. Seria poss\u00edvel, assim, pensar a atividade t\u00e9cnica como fruto de atividade simb\u00f3lica?<\/p>\n<p>Se tomarmos como exemplo o desenvolvimento da automa\u00e7\u00e3o e da cibern\u00e9tica, \u00e9 poss\u00edvel analisarmos as rela\u00e7\u00f5es entre t\u00e9cnica e atividade simb\u00f3lica a partir das met\u00e1foras do mundo natural e social. A ideia dos mecanismos aut\u00f4matos pode ser evidenciada j\u00e1 nas inven\u00e7\u00f5es dos matem\u00e1ticos da antiga Gr\u00e9cia, como Arquitas, idealizador do parafuso e da roldana, e Arist\u00f3teles, que imaginou uma sociedade rodeada de mecanismos autom\u00e1ticos. De fato, a ideia de aut\u00f4matos sempre fascinou os fil\u00f3sofos da Antiguidade, seja atrav\u00e9s da Matem\u00e1tica e da Mec\u00e2nica, seja na forma de uma <em>tecnomitologia<\/em><sup><a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a><\/sup> (<a href=\"#NASCIMENTO2006\">NASCIMENTO, 2006<\/a>). Ao longo da hist\u00f3ria, \u00e9 poss\u00edvel identificar que o interesse por mecanismos aut\u00f4matos esteve relacionado tanto ao sentido de realizar tarefas e suprimir o trabalho humano quanto ao sentido de representar organismos vivos<sup><a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a><\/sup> ou contar hist\u00f3rias<sup><a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a><\/sup>.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Arte e t\u00e9cnica<\/h5>\n<p>A origem da arte e da t\u00e9cnica possui uma rela\u00e7\u00e3o bastante estreita. Segundo Giannetti (<a href=\"#GIANNETTI2006\">2006<\/a>), na Antiguidade cl\u00e1ssica eram utilizados dois termos para distinguir o que hoje se atribui ao amplo conceito de arte. <em>T\u00e9kne<\/em> era o termo utilizado para designar as manufaturas, e nele se inclu\u00edam a escultura e a pintura, e o que hoje se define como artesanato. A dan\u00e7a, a m\u00fasica e a poesia n\u00e3o se inclu\u00edam nesse conceito, sendo designadas a partir do termo <em>mousik\u00e9<\/em>. Assim, o primeiro dizia respeito ao que era produzido manualmente, exigia o dom\u00ednio de uma t\u00e9cnica e ferramentas de produ\u00e7\u00e3o. O segundo, por sua vez, era considerado uma categoria superior, algo de inspira\u00e7\u00e3o divina. Em contrapartida, n\u00e3o havia uma separa\u00e7\u00e3o entre as disciplinas cient\u00edficas e art\u00edsticas, e \u201cao mesmo campo da m\u00fasica pertenciam tanto a gram\u00e1tica, a ret\u00f3rica e a dial\u00e9tica, como a matem\u00e1tica e a astronomia\u201d (<a href=\"#GIANNETTI2006\">GIANNETTI, 2006<\/a>, p. 19).<\/p>\n<\/section>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel afirmar, de certa forma, que a constru\u00e7\u00e3o desses mecanismos autom\u00e1ticos serviu para testar e p\u00f4r em pr\u00e1tica algumas teorias formuladas acerca do movimento e da mec\u00e2nica. Ao mesmo tempo, servia de ensaio para a produ\u00e7\u00e3o de novas ideias e inven\u00e7\u00f5es das comunidades cient\u00edficas, para o com\u00e9rcio, para o entretenimento e, infelizmente, para a guerra. Essa evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica representada pelas inven\u00e7\u00f5es \u00e9 bem evidente quando se analisa o desenvolvimento das primeiras ideias computacionais, principalmente nas ideias contidas no Tear de Jacquard, em 1801, na M\u00e1quina Diferencial de Babbage, de 1822, e nas m\u00e1quinas constru\u00eddas por Turing, de 1936.<\/p>\n<p>Quando o escritor tcheco Karel Capek, em 1921, apresentou, pela primeira vez, o termo robot, na sua pe\u00e7a teatral RUR, revelou uma concep\u00e7\u00e3o ou aspira\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos mecanismos aut\u00f4matos j\u00e1 apontada na Gr\u00e9cia antiga. Ao tomar o sentido da palavra robota, que em sua l\u00edngua significa trabalho for\u00e7ado, sintetizou a aspira\u00e7\u00e3o humana de ter m\u00e1quinas a seu servi\u00e7o. Posteriormente, a literatura, o cinema e outras artes exploraram bastante a imagem de rob\u00f4s executando tarefas humanas, e, em alguns casos, tornando-se aut\u00f4nomos em rela\u00e7\u00e3o ao homem, capazes de se autoproduzir (autopoi\u00e9ticos).<br \/>\nTamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel analisar o desenvolvimento tecnol\u00f3gico sob o ponto de vista da rela\u00e7\u00e3o entre ser humano, natureza e t\u00e9cnica. Lemos (<a href=\"#LEMOS1997\">1997<\/a>, n. p.) afirma:<\/p>\n<section class=\"blockquote\">O fen\u00f4meno t\u00e9cnico \u00e9 a primeira caracter\u00edstica do fen\u00f4meno humano, j\u00e1 que a antropog\u00eanese coincide (de forma simbi\u00f3tica) com a tecnog\u00eanese. O homem n\u00e3o pode ser definido, antropol\u00f3gica e socialmente, sem a dimens\u00e3o da t\u00e9cnica. [&#8230;] a forma\u00e7\u00e3o do c\u00f3rtex, da t\u00e9cnica e da linguagem est\u00e3o imbricadas numa coevolu\u00e7\u00e3o zool\u00f3gica da esp\u00e9cie humana. Como a t\u00e9cnica est\u00e1 presente no surgimento do homem e da linguagem, toda atividade t\u00e9cnica \u00e9 uma atividade simb\u00f3lica.<\/section>\n<p>Essa rela\u00e7\u00e3o simbi\u00f3tica entre o ser humano e a t\u00e9cnica revela-se n\u00e3o s\u00f3 na transforma\u00e7\u00e3o da natureza e do mundo, mas na transforma\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio ser humano. Lemos (<a href=\"#LEMOS1997\">1997<\/a>), com base em autores como Moscovici e Stiegler, prop\u00f5e que se supere a dicotomia entre o artificial e o natural. Afirma que a cultura emergente resulta de um processo de artificializa\u00e7\u00e3o da natureza, no sentido de que tudo que \u00e9 produzido pelo ser humano e que n\u00e3o pode se autorreproduzir \u00e9 artificial. Assim, o desenvolvimento tecnol\u00f3gico pode ser considerado como produto de atividade absolutamente natural como qualquer outra atividade simb\u00f3lica.<\/p>\n<p>A partir dessas premissas b\u00e1sicas sobre a t\u00e9cnica e a cultura, podemos compreender melhor que o surgimento das TDICs n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno isolado e apenas de ordem t\u00e9cnica ou industrial, mas sim imbricado a uma s\u00e9rie de acontecimentos de ordem diversa (social, acad\u00eamico, cient\u00edfico, econ\u00f4mico etc.) e inter-relacionados. Dessa forma, ao mesmo tempo em que s\u00e3o produto do desenvolvimento tecnocient\u00edfico das \u00faltimas d\u00e9cadas, as TDICs tamb\u00e9m s\u00e3o respons\u00e1veis pelo surgimento da cibercultura. A no\u00e7\u00e3o b\u00e1sica de hibridismo, assim, necessariamente passa pelo entendimento das condi\u00e7\u00f5es de possibilidade do seu surgimento dentro do contexto sociocultural atual.<br \/>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 2 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s2\">2 A CIBERCULTURA COMO CONDI\u00c7\u00c3O PARA O HIBRIDISMO TECNOL\u00d3GICO E DIGITAL<\/h2>\n<p>O que consideramos evidente a partir do que foi apresentado at\u00e9 este momento \u00e9 que n\u00e3o se pode negar facilmente a ideia de que somos inexoravelmente influenciados pelos artefatos culturais de nossa \u00e9poca e lugar. E por essa raz\u00e3o, ao inv\u00e9s de propor que haja um dom\u00ednio de uma cultura sobre outra, o que gostar\u00edamos de ressaltar \u00e9 que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel efetuar generaliza\u00e7\u00f5es no \u00e2mbito da discuss\u00e3o sobre movimentos socioculturais sem correr o risco de confundir a hegemonia de um padr\u00e3o cultural com um suposto estado inevit\u00e1vel de natureza sobre o qual todos nos dobramos. Os estudos antropol\u00f3gicos sobre o movimento civilizat\u00f3rio est\u00e3o repletos de casos que denotam, por exemplo, como a perspectiva euroc\u00eantrica e colonialista afetou a vida de quem vivia fora desse eixo, e em grande parte das vezes, sob a \u00e9gide da domina\u00e7\u00e3o e da explora\u00e7\u00e3o. Assim, \u00e9 preciso situar a discuss\u00e3o envolvendo o tema da cibercultura no seu devido espa\u00e7o e tempo, e isso significa considerar tamb\u00e9m os artefatos culturais que permeiam determinados contextos socioculturais sem, no entanto, afirmar que tais artefatos estejam ou perten\u00e7am a todos os contextos. Sim, h\u00e1 lugares aos quais a cibercultura n\u00e3o chegou, mas cujas tecnologias, mesmo anal\u00f3gicas, n\u00e3o s\u00e3o menos h\u00edbridas.<\/p>\n<p>A esse respeito, L\u00e9vy (<a href=\"#LEVY2004\">2004<\/a>), ao analisar o desenvolvimento tecnol\u00f3gico e a cultura, prop\u00f5e que as formas de pensar encontram-se profundamente moldadas por dispositivos materiais e coletivos sociot\u00e9cnicos. Com o termo <em>ecologia cognitiva<\/em>, ele defende \u201ca ideia de um coletivo pensante homens-coisas, coletivo din\u00e2mico povoado por singularidades atuantes e subjetividades mutantes\u201d (<a href=\"#LEVY2004\">L\u00c9VY, 2004<\/a>, p. 11). No mesmo sentido, ele lan\u00e7a a ideia de que a sociedade pode ser considerada como um grande hipertexto ou uma megarrede cognitiva, m\u00f3vel, de v\u00e1rios formatos e vias, na qual indiv\u00edduos participam conectados a uma rede comum, mas que, entretanto, possuem apenas uma vis\u00e3o parcial e deformada por in\u00fameras tradu\u00e7\u00f5es e interpreta\u00e7\u00f5es. Para o autor, esses indiv\u00edduos comp\u00f5em o que seriam processos locais, singulares, subjetivos, a cada momento injetando movimento no que seria o grande hipertexto social: a cultura. O autor acrescenta que o estado das t\u00e9cnicas influencia diretamente sobre a topologia dessa megarrede cognitiva, sobre os tipos de rela\u00e7\u00e3o nela executados, sobre os modos de associa\u00e7\u00e3o, as velocidades de transforma\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o das imagens, sempre numa metamorfose constante.<\/p>\n<p>Tal an\u00e1lise fica mais clara quando L\u00e9vy estabelece uma analogia entre o modelo da termodin\u00e2mica, analisado por Michel Serres (1977; apud <a href=\"#LEVY2004\">L\u00c9VY, 2004<\/a>), e o modelo computacional. Da mesma forma que a cria\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina a vapor proporcionou a elabora\u00e7\u00e3o de um conceito de for\u00e7a (<em>Horse Power<\/em>) \u2013 definida por uma rela\u00e7\u00e3o entre tempo e espa\u00e7o \u2013, L\u00e9vy tenta mostrar que o computador se tornou hoje um desses dispositivos t\u00e9cnicos pelos quais percebemos o mundo. Isso n\u00e3o apenas num plano emp\u00edrico (como nos c\u00e1lculos de dist\u00e2ncias astron\u00f4micas), mas tamb\u00e9m num plano transcendental. Ele afirma que cada vez mais concebemos a sociedade, os seres vivos, ou os processos cognitivos atrav\u00e9s de uma matriz de leitura inform\u00e1tica. Da mesma forma como o tel\u00e9grafo e o telefone serviram para se pensar a comunica\u00e7\u00e3o de uma forma geral, e em conjunto com a acelera\u00e7\u00e3o dos meios de transporte produziu a ressignifica\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os e fronteiras, ele afirma que a experi\u00eancia pode ser estruturada pelo computador. Assim, os produtos da t\u00e9cnica moderna s\u00e3o importantes fontes de imagin\u00e1rio, entidades que participam plenamente da institui\u00e7\u00e3o de mundos percebidos.<\/p>\n<p><em>Cyberspace<\/em>, <em>cyberpunk<\/em>, <em>cyborgue<\/em>, termos que sa\u00edram da fic\u00e7\u00e3o para povoar o imagin\u00e1rio de pessoas que pensam acerca da automa\u00e7\u00e3o do org\u00e2nico e do inorg\u00e2nico. Quais seriam os limites da rela\u00e7\u00e3o entre o humano e as m\u00e1quinas? Num sentido mais amplo, a quais n\u00edveis de interdepend\u00eancia entre o ser humano e a tecnologia podemos chegar? N\u00e3o se apresse em considerar que tal interdepend\u00eancia n\u00e3o exista ou que seja m\u00ednima. \u00d3culos, lentes de contato, rel\u00f3gios, pr\u00f3teses auditivas e auriculares, martelo, machadinha, arco e flecha, pincel, celulares, computadores, canetas esferogr\u00e1ficas, autom\u00f3veis, bicicletas, entre uma infinidade de outros artefatos que nos rodeiam, s\u00e3o claros indicadores de que a vida humana se confunde com a pr\u00f3pria t\u00e9cnica. Alguns autores afirmam de forma radical que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel pensar o humano sem levar em considera\u00e7\u00e3o a t\u00e9cnica e o seu produto \u2013 as tecnologias. Dessa forma, precisar em que momento surge a cibercultura n\u00e3o \u00e9 tarefa simples. O que podemos afirmar \u00e9 que a ideia de movimento da cibercultura nos parece mais apropriada, pois se insere num tempo mais amplo que o do surgimento dos computadores e da inform\u00e1tica.<br \/>\n  <!-- QUADRO CINECLUB --><\/p>\n<section class=\"quadro cineclube\">\n<h5>CINECLUBE: Matrix<\/h5>\n<section class=\"cineclube_cartaz\">\n      <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=2KnZac176Hs\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_02.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"290\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4109\" \/><\/a><\/p>\n<p>Dispon\u00edvel no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=2KnZac176Hs\">YouTube<\/a><br \/>\n    <\/section>\n<section class=\"cineclube_sinopse\">\n<p><em>Cedo ou tarde, voc\u00ea vai aprender, assim como eu aprendi, que existe uma diferen\u00e7a entre <strong>conhecer<\/strong> o caminho e <strong>trilhar<\/strong> o caminho.<\/em><br \/>\n(Morpheus, filme <em>Matrix<\/em>, 1999)<\/p>\n<p><strong>O ciberespa\u00e7o<\/strong><br \/>\nO surgimento do termo ciberespa\u00e7o (<em>cyberspace<\/em>) \u00e9 atribu\u00eddo \u00e0 obra de Willian Gibson, a partir do romance <em>Neuromancer<\/em>, de 1984. Gibson inicia um novo g\u00eanero na literatura de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica chamado de <em>cyberpunk novel<\/em>, tendo inspirado diversas outras obras e a famosa trilogia<em> Matrix<\/em>, dos irm\u00e3os Wachowski, em 1999.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"blockquote\">A fic\u00e7\u00e3o cyberpunk trabalha com as inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas que provocam mudan\u00e7as significativas na forma como os humanos se orientam em rela\u00e7\u00e3o ao mundo \u2013 ou mesmo no mundo em que habitam, seja virtual ou real. Embora a fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica seja popularmente compreendida como sendo sobre explora\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o e de outros planetas, o cyberpunk altera esse tema em favor da imagina\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o \u201cfaux\u201d de banco de dados e redes \u2013 sistemas de informa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e m\u00eddia \u2013 em nosso mundo (<a href=\"#MCCALLUM2000\">MCCALLUM, 2000<\/a>, p. 349-350).<\/section>\n<p>Sobre a cibercultura, Lemos (<a href=\"#LEMOS2007b\">2009b<\/a>) afirma:<\/p>\n<section class=\"blockquote\">O que a meu ver alterou substancialmente a nossa rela\u00e7\u00e3o com os objetos t\u00e9cnicos na atualidade \u00e9 que pela primeira vez, talvez, a gente tenha a dimens\u00e3o t\u00e9cnica, o digital, colado \u00e0 dimens\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o. S\u00e3o tecnologias n\u00e3o apenas da transforma\u00e7\u00e3o material e energ\u00e9tica do mundo, mas que permitem a transforma\u00e7\u00e3o comunicativa, pol\u00edtica, social e cultural efetivamente. Porque n\u00f3s conseguimos transitar informa\u00e7\u00e3o, bens simb\u00f3licos, n\u00e3o materiais, de uma maneira in\u00e9dita na hist\u00f3ria da humanidade (p. 136).<\/section>\n<p>  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Espa\u00e7o \u201cFaux\u201d<\/h5>\n<p>\u201c<em>Faux<\/em>\u201d \u00e9 geralmente traduzido como artificial, falso. No entanto, no contexto da discuss\u00e3o proposta por McCallum (2000), \u201cespa\u00e7o \u2018<em>faux<\/em>\u2019\u201d carrega o sentido do \u201cespa\u00e7o virtual\u201d, ou seja, n\u00e3o como um espa\u00e7o que se op\u00f5e ao real, mas sim como um fluxo de informa\u00e7\u00f5es (imagens) que se atualizam na intera\u00e7\u00e3o com humanos e objetos. Essa compreens\u00e3o \u00e9 fundamental para o entendimento da <em>web<\/em> como um espa\u00e7o simb\u00f3lico constitu\u00eddo por algoritmos e suas respectivas sem\u00e2nticas.<\/p>\n<\/section>\n<p>Nesse sentido, al\u00e9m da microinform\u00e1tica \u2013 que fez eclodir a produ\u00e7\u00e3o em larga escala de computadores pessoais (PC) \u2013, o surgimento das redes digitais e a internet s\u00e3o outros elementos que demarcam uma fronteira n\u00edtida em rela\u00e7\u00e3o ao modo como as pessoas \u2013 as conectadas \u2013 passam a atuar. Atualmente, estar ligado \u2013 plugado \u2013 parece ser um imperativo para a participa\u00e7\u00e3o e a sociabilidade, o que \u00e9 um forte indicador de que esse movimento cultural se amplia em diversas camadas sociais e extrapola a quest\u00e3o geracional, j\u00e1 que n\u00e3o s\u00e3o apenas as crian\u00e7as e jovens que atuam no ciberespa\u00e7o.<br \/>\nEm termos mais gerais, se pode chegar a diversas defini\u00e7\u00f5es, hoje, sobre a cibercultura, mas se tem como consenso que se trata de um fen\u00f4meno sociot\u00e9cnico.<\/p>\n<section class=\"blockquote\">A cibercultura \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre as tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o, informa\u00e7\u00e3o e a cultura, emergentes a partir da converg\u00eancia informatiza\u00e7\u00e3o\/telecomunica\u00e7\u00e3o na d\u00e9cada de 1970. Trata-se de uma nova rela\u00e7\u00e3o entre tecnologias e a sociabilidade, configurando a cultura contempor\u00e2nea. A cibercultura envolve hackers, ativistas pol\u00edticos e da comunica\u00e7\u00e3o, artistas etc. que buscam novas formas de se sociabilizar atrav\u00e9s das tecnologias digitais e de rede (<a href=\"#ACD2009\">A\u00c7\u00c3O CULTURA DIGITAL, 2009<\/a>, n. p.).<\/section>\n<p>No entanto, \u00e9 um tanto quanto limitado pensar o ciberespa\u00e7o apenas como um meio atrav\u00e9s do qual pessoas se comunicam e interagem. Trata-se de uma modalidade de exist\u00eancia que define novos h\u00e1bitos, olhares, prazeres e realiza\u00e7\u00f5es. As m\u00eddias sociais que t\u00eam capturado tantos usu\u00e1rios j\u00e1 contabilizam uma infinidade de material publicado na forma de imagens, sons, texto. N\u00e3o basta para o cibernauta olhar, \u00e9 preciso compartilhar o que se olha, tornar p\u00fablica a pr\u00f3pria experi\u00eancia, ainda que para um c\u00edrculo de amigos ou seguidores. S\u00e3o comunidades de leitores-seguidores que se preocupam com a manuten\u00e7\u00e3o e captura da aten\u00e7\u00e3o do outro, esperando sua aprova\u00e7\u00e3o \u2013 curtir, passar adiante, reproduzir, mixar, copiar, colar, se associar etc. Nesse sentido, esse \u00e9 um tempo que demarca mudan\u00e7as que incorporam de forma radical determinados modos de se relacionar \u2013 com pessoas e com o pr\u00f3prio conhecimento \u2013 que exigem reflex\u00f5es profundas no campo da educa\u00e7\u00e3o e do desenvolvimento humano e da intelig\u00eancia.<\/p>\n<p>Com base no que foi apresentado at\u00e9 o momento, \u00e9 poss\u00edvel compreender que a no\u00e7\u00e3o b\u00e1sica de hibridismo passa pela compreens\u00e3o da pr\u00f3pria cultura como resultado do h\u00edbrido humano-coisas, ou seja, \u00e9 necess\u00e1rio compreender a cultura como fen\u00f4meno da rela\u00e7\u00e3o entre humanos e seus artefatos, seus objetos, suas tecnologias, seus corpos. A t\u00e9cnica, compreendida como atividade simb\u00f3lica, se insere nesse campo conceitual como fun\u00e7\u00e3o da hibridiza\u00e7\u00e3o sociocultural, e essa compreens\u00e3o \u00e9 fundamental para o entendimento do hibridismo tecnol\u00f3gico e da sua rela\u00e7\u00e3o com a \u00e1rea da inform\u00e1tica na educa\u00e7\u00e3o.<br \/>\n  <!-- QUADRO DEBATE --><\/p>\n<section class=\"quadro debate\">\n<h5>DEBATE<\/h5>\n<p>O presente texto n\u00e3o problematiza a ideia de hibridismo cultural em rela\u00e7\u00e3o ao fen\u00f4meno da globaliza\u00e7\u00e3o, apesar de considerarmos um tema essencial para uma an\u00e1lise cr\u00edtica do fen\u00f4meno. Para aprofundar esse tema, sugerimos o texto de Rog\u00e9rio Haesbaert \u201cHibridismo cultural, \u2018antropofagia\u2019 identit\u00e1ria e transterritorialidade\u201d, dispon\u00edvel no <a href=\"http:\/\/books.scielo.org\/id\/8pk8p\/pdf\/barthe-9788523212384-03.pdf\">Scielo Books<\/a>.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 3 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s3\">3 HIBRIDISMO TECNOL\u00d3GICO E DIGITAL NO CONTEXTO CONTEMPOR\u00c2NEO<\/h2>\n<p>Vivemos no nosso cotidiano mudan\u00e7as r\u00e1pidas e radicais que interferem no conviver com as outras pessoas. Quais s\u00e3o as mudan\u00e7as que voc\u00ea evidencia no seu conviver?<\/p>\n<p>Os educadores brasileiros Backes, Schlemmer e Ratto (<a href=\"#BACKES2017\">2017<\/a>) chamam a nossa aten\u00e7\u00e3o para o aparelho celular com seu conjunto de aplicativos. Telefonamos para algu\u00e9m, em seguida enviamos um arquivo que esse algu\u00e9m solicitou, conversamos com o colega de trabalho que est\u00e1 ao lado e nos mostra no <em>site<\/em> da <em>web<\/em> um artigo que trata desse mesmo assunto. Em seguida, publicamos esse artigo na m\u00eddia social e marcamos a pessoa com quem falamos ao telefone. Os \u201camigos\u201d da nossa rede social compartilham esse artigo e interagem por meio de coment\u00e1rios, que podem ser ainda discutidos em diferentes grupos do Whatsapp. Assim, \u201cas tecnologias digitais, como express\u00e3o desse viver e conviver cotidiano, normalmente s\u00e3o utilizadas de forma articulada, configurando o hibridismo entre as tecnologias, ou seja, um conjunto, uma mistura e uma articula\u00e7\u00e3o\u201d (<a href=\"#BACKES2017\">BACKES; SCHLEMMER; RATTO, 2017<\/a>, p. 1203).<br \/>\n  <!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE: De que forma voc\u00ea interage com e por meio das TDICs no seu cotidiano?<\/h5>\n<p>No texto citamos o exemplo do aparelho celular com seu conjunto de aplicativos, atrav\u00e9s do qual \u00e9 poss\u00edvel perceber a articula\u00e7\u00e3o, integra\u00e7\u00e3o e rela\u00e7\u00e3o entre os diferentes aplicativos, assim como com o espa\u00e7o f\u00edsico (geogr\u00e1fico). Voc\u00ea identifica esse hibridismo no seu cotidiano? Descreva uma situa\u00e7\u00e3o vivenciada por voc\u00ea.<\/p>\n<\/section>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 deve ter percebido que essa articula\u00e7\u00e3o, integra\u00e7\u00e3o e rela\u00e7\u00e3o, tratada como hibridismo tecnol\u00f3gico, ocorre ordinariamente, por meio de <em>links<\/em> e de artefatos que possibilitam a mobilidade das pessoas entre as diferentes TDICs, durante a sua utiliza\u00e7\u00e3o, dando a impress\u00e3o de uma \u00fanica tecnologia, de forma que as a\u00e7\u00f5es s\u00f3 se completam nesse conjunto, afirmam Backes, Schlemmer e Ratto (<a href=\"#BACKES2017\">2017<\/a>).<\/p>\n<p>Precisamos aprofundar\u2026 O que exatamente representa o hibridismo tecnol\u00f3gico e digital?<\/p>\n<p>Hibridismo parece ser a palavra do momento!<\/p>\n<p>Ouvimos muito falar em plantas e animais h\u00edbridos, principalmente porque esse \u00e9 um conceito muito explorado pelas ci\u00eancias biol\u00f3gicas, segundo o antrop\u00f3logo argentino N\u00e9stor Garc\u00eda Canclini (<a href=\"#GARCIA2006\">2006<\/a>). Para o autor, o termo tem sua origem justamente nas ci\u00eancias biol\u00f3gicas, significando cruzamento de diferentes esp\u00e9cies, chamando a aten\u00e7\u00e3o ao aspecto est\u00e9ril desse cruzamento. Nesse sentido, o conceito passa a ser ressignificado no contexto das ci\u00eancias sociais. A partir dessa ressignifica\u00e7\u00e3o, conforme o autor, atualmente temos culturas h\u00edbridas, ou seja, intersec\u00e7\u00f5es entre as culturas a fim de evidenciar os cruzamentos, fus\u00f5es, conflitos e contradi\u00e7\u00f5es. Assim, \u201c[&#8230;] entendo por hibrida\u00e7\u00e3o processos socioculturais nos quais estruturas ou pr\u00e1ticas discretas, que existem de forma separada, se combinam para gerar novas estruturas, objetos e pr\u00e1ticas\u201d (<a href=\"#GARCIA2006\">GARC\u00cdA CANCLINI, 2006<\/a>, p. XIX).<\/p>\n<p>Em propagandas veiculadas nos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa, encontramos autom\u00f3veis h\u00edbridos, pneus h\u00edbridos, m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas h\u00edbridas, enfim uma gama de produtos vinculados a um adjetivo que apresenta significados variados. Esse emaranhado de hibridiza\u00e7\u00e3o, para o antrop\u00f3logo franc\u00eas Bruno Latour (<a href=\"#LATOUR1991\">1991<\/a>), \u00e9 uma constata\u00e7\u00e3o de que a realidade nunca foi pura. Para o autor, quando pensamos em n\u00f3s mesmos (sujeitos), estamos constantemente em tens\u00e3o com os objetos, em media\u00e7\u00e3o, entrela\u00e7ados por meio de tramas que se configuram em redes flex\u00edveis, hist\u00f3ricas e emp\u00edricas. Assim, a cada distin\u00e7\u00e3o estabelecida, geram confus\u00f5es que criam misturas. Como falar do c\u00e9u, sem contemplar a terra? Como entender o global, sem olhar para o local? Conforme o ge\u00f3grafo brasileiro Milton Santos (<a href=\"#SANTOS2006\">2006<\/a>), atualmente n\u00e3o \u00e9 mais poss\u00edvel distinguir onde termina a obra da natureza e onde come\u00e7a a obra do homem, ou ainda, indicar onde termina o t\u00e9cnico e onde come\u00e7a o social. Logo, para o autor, a cada evento, tudo se recria.<\/p>\n<p>Ao voc\u00e1bulo \u201chibridismo\u201d, articulamos os adjetivos tecnol\u00f3gico e digital, considerando o contexto cibercultural. Assim, os seres humanos utilizam as diferentes TDICs no seu cotidiano, compondo e recompondo o que podemos chamar de \u201chibridismo tecnol\u00f3gico e digital\u201d. Segundo Backes (<a href=\"#BACKES2011\">2011<\/a>; <a href=\"#BACKES2015\">2015<\/a>), o hibridismo tecnol\u00f3gico e digital \u00e9 a configura\u00e7\u00e3o de um conjunto de TDICs que possibilitam a\u00e7\u00e3o, rela\u00e7\u00e3o, intera\u00e7\u00e3o e compartilhamento das representa\u00e7\u00f5es dos seres humanos; permitem configurar espa\u00e7os pr\u00f3prios e particulares de cada grupo social \u2013 pois os seres humanos est\u00e3o em congru\u00eancia com o meio, conforme prop\u00f5em Maturana e Varela (<a href=\"#MATURANA2002\">2002<\/a>); oferecem recursos que potencializam a coordena\u00e7\u00e3o das coordena\u00e7\u00f5es das a\u00e7\u00f5es \u2013 segundo Maturana e Varela (<a href=\"#MATURANA2002\">2002<\/a>) o ser humano compreende a a\u00e7\u00e3o do outro e lhe atribui significado. Assim, essa configura\u00e7\u00e3o ocorre nas a\u00e7\u00f5es indissoci\u00e1veis, solid\u00e1rias e cooperativas, por meio das diferentes TDICs.<\/p>\n<p>Vamos falar um pouco mais sobre esse humano que se relaciona de maneira h\u00edbrida para compreender o hibridismo tecnol\u00f3gico e digital?<\/p>\n<p>O viver e o viver compartilhado com o outro, ou seja, o conviver no mundo contempor\u00e2neo, segundo o soci\u00f3logo franc\u00eas Michel Maffesoli (<a href=\"#MAFFESOLI2012\">2012<\/a>), implica um \u201cenraizamento din\u00e2mico\u201d, caracterizado pela necessidade: de compartilhar as emo\u00e7\u00f5es, de viver juntos (origem), de produzir e autoproduzir e de desenvolver tecnologias (futuro). Assim, o \u201cenraizamento din\u00e2mico\u201d, a origem e o futuro, parece paradoxal na perspectiva do progresso, mas se torna vi\u00e1vel na perspectiva do ingresso (<em>latin<\/em>) como um convite para \u201centrar-se neste mundo\u201d (p. 83). Ent\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 o fim do arcaico (origem), para iniciar o tecnol\u00f3gico (futuro), como anunciado na l\u00f3gica progressista, mas uma rela\u00e7\u00e3o complexa e de continuidade na sinergia entre o arcaico e o desenvolvimento tecnol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Parece complicado\u2026 Ent\u00e3o vamos estabelecer a met\u00e1fora da Espiral conforme prop\u00f5e Maffesoli (<a href=\"#MAFFESOLI2005\">2005<\/a>).<br \/>\n  <!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><strong>Mapa mental da met\u00e1fora da Espiral<\/strong><br \/>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_03.png\" alt=\"\" width=\"1070\" height=\"655\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4110\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_03.png 1070w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_03-300x184.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_03-1024x627.png 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_03-768x470.png 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_03-750x458.png 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 1070px) 100vw, 1070px\" \/><figcaption>\n      Fonte: Criado por Backes (<a href=\"#BACKES2017\">2017<\/a>) no <em>software<\/em> Coggle.<br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>A espiral se configura por meio do fluxo estabelecido pelas linhas azuis, atravessada pelos elementos destacados nas linhas coloridas. Assim, percebemos os seres humanos e a t\u00e9cnica numa rela\u00e7\u00e3o complexa, ou seja, em intera\u00e7\u00e3o, contradi\u00e7\u00e3o, modifica\u00e7\u00e3o, resultando num movimento em espiral. Na compreens\u00e3o de Maffesoli (<a href=\"#MAFFESOLI2005\">2005<\/a>, p. 136-137, tradu\u00e7\u00e3o nossa),<\/p>\n<section class=\"blockquote\">[&#8230;] com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 internet, eu ou\u00e7o falar em cr\u00edticas que se baseiam no fato de que as grandes categorias que estruturam as redes s\u00e3o fluidas. Mas a vida, nunca fixa. Ent\u00e3o, para mim, essas cr\u00edticas dogm\u00e1ticas, que pr\u00e9-definiram a ordem social e uma vida racionalmente enquadrada, desmascaram-se a si mesmas. Minha sensibilidade te\u00f3rica me leva a observar com generosidade o que nasce como as express\u00f5es da vida. E se acha que esse vitalismo ou essa vitalidade se apoiam, com efeito, no desenvolvimento tecnol\u00f3gico<sup><a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a><\/sup>.<\/section>\n<p>Ent\u00e3o, o que consideramos importante nessa complexidade? A coexist\u00eancia entre: real f\u00edsico, geogr\u00e1fico e real tecnol\u00f3gico e digital virtual; ser humano e m\u00e1quina; passado, presente e futuro; entre outros aspectos, como pervasivo, nomadismo, sint\u00e9tico, natural e artificial. Assim, para al\u00e9m dessa coexist\u00eancia, h\u00e1 a articula\u00e7\u00e3o, integra\u00e7\u00e3o e rela\u00e7\u00e3o entre todos esses elementos, de tal forma que um n\u00e3o pode ser explicado sem o outro, segundo Latour (<a href=\"#LATOUR1991\">1991<\/a>). No mesmo sentido, Backes, Schlemmer e Ratto (<a href=\"#BACKES2017\">2017<\/a>) referem-se a esse h\u00edbrido n\u00e3o como uma cria\u00e7\u00e3o ou constru\u00e7\u00e3o puramente te\u00f3rica, e sim coengendrada\u00a0 a partir da observa\u00e7\u00e3o do cotidiano na constante redefini\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o habitado e das pessoas. Essa redefini\u00e7\u00e3o, conforme Latour (<a href=\"#LATOUR1991\">1991<\/a>), est\u00e1 na associa\u00e7\u00e3o, na conex\u00e3o, no agrupamento entre o espa\u00e7o e as pessoas, a fim de reconfigurar o mundo que coabitamos com outros seres.<\/p>\n<p>Em resumo, o hibridismo tecnol\u00f3gico emerge desse cotidiano. Esse fato ocorre porque as diferentes TDICs possibilitam a a\u00e7\u00e3o e intera\u00e7\u00e3o dos seres humanos de diversas maneiras e, a partir de diferentes linguagens, contemplando os mesmos assuntos, tem\u00e1ticas e coment\u00e1rios. Dessa forma, criamos e recriamos um contexto h\u00edbrido, ou seja, com interfaces, linguagens, tecnologias variadas conforme a configura\u00e7\u00e3o dada pelos usu\u00e1rios. Logo, a composi\u00e7\u00e3o do hibridismo tecnol\u00f3gico e digital \u00e9 pr\u00f3pria e particular a cada grupo que configura o seu viver e conviver nesses ciberespa\u00e7os, pois emerge do cotidiano.<br \/>\n  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Teoria da Complexidade<\/h5>\n<p>A palavra \u201ccomplexo\u201d, utilizada em v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es do cotidiano, normalmente tem a conota\u00e7\u00e3o de dif\u00edcil, negativo, indesejado. Aos poucos ela vem assumindo outros significados. Para o soci\u00f3logo franc\u00eas Edgar Morin (<a href=\"#MORIN2011\">2011<\/a>), complexo \u00e9 o que n\u00e3o podemos resumir em uma palavra-chave, reduzir em uma ideia ou simplificar por meio de leis. \u201cA complexidade \u00e9 uma palavra-problema e n\u00e3o uma palavra-chave\u201d (p. 6). Assim, cada vez mais, a palavra complexo est\u00e1 se desvinculando do sentido comum (complica\u00e7\u00e3o, confus\u00e3o), para assumir um sentido mais emergente. Ou seja, o complexo est\u00e1 em relacionar o que \u00e9 contradit\u00f3rio, antag\u00f4nico, diferente e diverso.<\/p>\n<p>Pensamos em \u201cmulticultural\u201d, na cultura que \u00e9 \u00fanica e m\u00faltipla ao mesmo tempo; na sinergia entre o arcaico e o contempor\u00e2neo; nas comunidades que se organizam pelas m\u00eddias sociais; no h\u00edbrido que h\u00e1 entre natureza e cultura, n\u00e3o conseguimos mais diferenciar uma da outra ao olharmos uma paisagem; entre outros exemplos que podemos citar. Destacamos alguns aspectos abordados por Morin (<a href=\"#MORIN2011\">2011<\/a>) para discutir a Teoria da Complexidade, s\u00e3o eles:<\/p>\n<ol>\n<li>O paradigma simplificador;<\/li>\n<li>Ordem e desordem no universo;<\/li>\n<li>Auto-organiza\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>Autonomia;<\/li>\n<li>Raz\u00e3o, racionalidade, racionaliza\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>O todo est\u00e1 na parte que est\u00e1 no todo<\/li>\n<\/ol>\n<p>  <!-- FIGURA --><\/p>\n<figure>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_04.png\" alt=\"\" width=\"189\" height=\"267\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4111\" \/><figcaption hidden>\n      Fonte: cita\u00e7\u00e3o.<br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>Para ilustrar a Teoria da Complexidade, trazemos a obra de arte <em>Manequins<\/em> (1986), do pintor, gravurista e professor, ga\u00facho Iber\u00ea Camargo. <em>Manequins<\/em> \u00e9 uma das obras do conjunto de serigrafias que tem como tema principal a figura humana. Conforme Godoy (<a href=\"#GODOY2009\">2009<\/a>), foi o assunto que adquiriu maior recorr\u00eancia nas obras produzidas por Iber\u00ea Camargo nos seus \u00faltimos anos de vida. Na cidade de Porto Alegre, temos a Funda\u00e7\u00e3o Iber\u00ea Camargo (FIC), com um acervo incr\u00edvel do artista!<\/p>\n<p>Na obra de Iber\u00ea Camargo, podemos identificar caracter\u00edsticas da Teoria da Complexidade, de maneira metaf\u00f3rica, como, por exemplo, a rela\u00e7\u00e3o e a articula\u00e7\u00e3o entre o manequim (ser inanimado) e o ser humano (ser vivo). Conforme Godoy (<a href=\"#GODOY2009\">2009<\/a>), mesmo que o artista tenha sido influenciado por variadas correntes est\u00e9ticas, \u00e9 dif\u00edcil identificar que ele tenha se filiado a alguma em espec\u00edfico. Ainda conforme o autor, Iber\u00ea Camargo realizou suas obras com muito rigor t\u00e9cnico, al\u00e9m de imprimir suas particularidades, mesmo que as figuras de manequins pare\u00e7am ter sido esbo\u00e7adas de modo livre, como se tivessem sido feitas rapidamente.<\/p>\n<\/section>\n<p>Vamos avan\u00e7ar um pouco mais sobre as reflex\u00f5es no contexto contempor\u00e2neo, contemplando pontualmente o contexto educacional. Backes (2015) destaca que em universidades brasileiras encontramos estudantes que utilizam m\u00eddias sociais para criarem grupo de discuss\u00e3o sobre o conte\u00fado desenvolvido em seus cursos, ao mesmo tempo em que utilizam os ambientes virtuais de aprendizagem (AVAs), aplicativos de comunica\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea, entre outras TDICs dispon\u00edveis para uso espec\u00edfico educativo ou n\u00e3o. Essa composi\u00e7\u00e3o do hibridismo tecnol\u00f3gico e digital \u00e9 percebida nas universidades porque no cotidiano desses estudantes isso j\u00e1 acontece h\u00e1 mais tempo.<\/p>\n<p>A Educa\u00e7\u00e3o na contemporaneidade implica considerar os processos de ensinar e de aprender, na coexist\u00eancia entre os espa\u00e7os geograficamente localizados e o ciberespa\u00e7o, e compreender que as r\u00e1pidas mudan\u00e7as ocorrem de maneira determinante e determinada entre sociedade, educa\u00e7\u00e3o e TDICs. Ao mesmo tempo em que essas tecnologias propiciam transforma\u00e7\u00f5es na educa\u00e7\u00e3o, a educa\u00e7\u00e3o provoca a cria\u00e7\u00e3o de novas TDICs. Segundo Santos (<a href=\"#SANTOS2006\">2006<\/a>, p. 39), \u201c\u00e9 assim que o espa\u00e7o encontra a sua din\u00e2mica e se transforma\u201d. Nesse movimento, surge a tecnologia-conceito Espa\u00e7o de Conviv\u00eancia Digital Virtual (ECODI) sistematizada por Schlemmer et al. (<a href=\"#SCHLEMMER2006\">2006<\/a>); Schlemmer (<a href=\"#SCHLEMMER2008\">2008<\/a>, <a href=\"#SCHLEMMER2010\">2010<\/a>, <a href=\"#SCHLEMMER2013\">2013<\/a>); Backes (<a href=\"#SCHLEMMER2011\">2011<\/a>, <a href=\"#SCHLEMMER2013\">2013<\/a>, <a href=\"#SCHLEMMER2015\">2015<\/a>); Schlemmer e Backes (<a href=\"#SCHLEMMER2015\">2015<\/a>) e ampliada por meio das\u00a0 pesquisas desenvolvidas pelo GPe-dU Unisinos\/CNPq, para a tecnologia-conceito Espa\u00e7o de Conviv\u00eancia H\u00edbrido, Multimodal, Pervasivo e Ub\u00edquo (ECHIM).<\/p>\n<p>Para Schlemmer, Backes e La Rocca (<a href=\"#SCHLEMMER2016c\">2016<\/a>), o h\u00edbrido \u00e9 compreendido quanto \u00e0 natureza dos espa\u00e7os (geogr\u00e1fico, virtual e digital), quanto \u00e0 presen\u00e7a (f\u00edsica e digital), quanto \u00e0s tecnologias (anal\u00f3gicas e digitais e anal\u00f3gico-digitais) e quanto \u00e0 cultura (senso comum, erudita, tribais, anal\u00f3gicas, digitais, <em>gamer<\/em>, <em>maker<\/em>, entre outras). Para os autores, a multimodalidade confere um car\u00e1ter de continuidade e prolongamento<br \/>\ndessas a\u00e7\u00f5es e intera\u00e7\u00f5es no tempo e no espa\u00e7o. Para tanto, \u00e9 fundamental pensar nessa educa\u00e7\u00e3o na contemporaneidade.<br \/>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 4 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s4\">4 HIBRIDISMO TECNOL\u00d3GICO E DIGITAL EM CONTEXTOS EDUCACIONAIS OU OS ESPA\u00c7OS DE CONVIV\u00caNCIA H\u00cdBRIDOS E MULTIMODAIS<\/h2>\n<p>Agora que compreendemos um pouco mais sobre a rela\u00e7\u00e3o entre tecnologia e cultura, bem como sobre o hibridismo tecnol\u00f3gico e digital no contexto contempor\u00e2neo, vamos compreender como o conceito de hibridismo tecnol\u00f3gico e digital vem se constituindo e se desenvolvendo ao longo das pesquisas, vinculado aos processos de ensino e de aprendizagem.<\/p>\n<p>O conceito de hibridismo tecnol\u00f3gico e digital surge associado ao conceito de Espa\u00e7o de Conviv\u00eancia Digital Virtual \u2013 ECODI, constru\u00eddo em 2006 no contexto das pesquisas desenvolvidas no Grupo de Pesquisa Educa\u00e7\u00e3o Digital \u2013 GPedU Unisinos\/CNPq e vem sendo aprofundado no decorrer dos anos em pesquisas desenvolvidas desde 1998, vinculadas \u00e0 apropria\u00e7\u00e3o de diferentes tecnologias nos processos de ensino e aprendizagem. Inicialmente e at\u00e9 meados de 2013 a compreens\u00e3o desse conceito se fundamentava numa abordagem epistemol\u00f3gica interacionista\/construtivista\/sist\u00eamica. Essa tradi\u00e7\u00e3o epistemol\u00f3gica \u00e9 antropoc\u00eantrica (LATOUR, <a href=\"#LATOUR1994\">1994<\/a>; <a href=\"#LATOUR2012\">2012<\/a>); a intera\u00e7\u00e3o sup\u00f5e a preexist\u00eancia dos dois termos (organismo e meio) que interagem; e o conhecimento \u00e9 compreendido como representa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o mais de um mundo externo ao sujeito, como acreditavam os empiristas, cognitivistas e conexionistas, mas como representa\u00e7\u00e3o interna ao sujeito, portanto, significa\u00e7\u00e3o (<a href=\"#KASTRUP2008\">KASTRUP; TEDESCO; PASSOS, 2008<\/a>), sendo o sujeito ativo nesse processo, numa rela\u00e7\u00e3o em que o todo \u00e9 maior que a soma das partes, pois implica as partes e, fundamentalmente, as rela\u00e7\u00f5es entre elas. Nesse contexto, as TDs eram compreendidas como potencializadoras do desenvolvimento sociocognitivo e afetivo. O suporte te\u00f3rico dessas pesquisas estava na Epistemologia Gen\u00e9tica de Jean Piaget, na Biologia do Conhecer, na Teoria da Autopoiese de Humberto Maturana e Francisco Varela, na Teoria do Emocionar de Humberto Maturana, nos estudos do soci\u00f3logo Manuel Castells e do fil\u00f3sofo Pierre L\u00e9vy. De acordo com Schlemmer et al. (<a href=\"#SCHLEMMER2006\">2006<\/a>); Schlemmer (<a href=\"#SCHLEMMER2008\">2008<\/a>); Schlemmer (<a href=\"#SCHLEMMER2009\">2009<\/a>) e Schlemmer (<a href=\"#SCHLEMMER2010\">2010<\/a>), um ECODI compreende:<\/p>\n<ul>\n<li>Diferentes TD integradas tais como: AVA, MDV3D, tecnologias da Web 2.0, agentes comunicativos (ACs \u2013 criados e programados para a intera\u00e7\u00e3o), dentre outros, que favore\u00e7am diferentes formas de comunica\u00e7\u00e3o (textual, oral, gr\u00e1fica e gestual), fato esse que resulta na compreens\u00e3o do que entendemos por hibridismo tecnol\u00f3gico e digital;<\/li>\n<li>Fluxo de comunica\u00e7\u00e3o e intera\u00e7\u00e3o entre os sujeitos presentes nesse espa\u00e7o e,<\/li>\n<li>Fluxo de intera\u00e7\u00e3o entre os sujeitos e o meio, ou seja, o pr\u00f3prio espa\u00e7o tecnol\u00f3gico.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u201cUm ECODI pressup\u00f5e, fundamentalmente, um tipo de intera\u00e7\u00e3o que possibilita aos \u2018e-habitantes\u2019 (considerando sua ontogenia) desse espa\u00e7o, configur\u00e1-lo de forma colaborativa e cooperativa, por meio do seu viver e do conviver\u201d (<a href=\"#SCHLEMMER2010\">SCHLEMMER, 2010<\/a>, p. 14).<br \/>\n  <!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE: No que consiste uma epistemologia?<\/h5>\n<p>A partir do que foi explicitado acima, de seus conhecimentos anteriores e de buscas no <a href=\"https:\/\/scholar.google.com.br\">Google Acad\u00eamico<\/a>, caso necess\u00e1rio, elabore a forma como compreende esse conceito e busque identificar como ocorre em rela\u00e7\u00e3o a voc\u00ea.<\/p>\n<\/section>\n<p>Entretanto, com a evolu\u00e7\u00e3o das pesquisas e apropria\u00e7\u00e3o de novas tecnologias e teorias, fomos identificando pistas, fornecidas pelos sujeitos participantes das pesquisas, principalmente em situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem imersiva em mundos virtuais em 3D. Essas pistas apontavam que os sujeitos, ao vivenciarem Experi\u00eancias de Realidade Virtual (ERV) e Experi\u00eancias de Virtualidade Real (EVR), por meio da imers\u00e3o via avatar ou personagem, em ambientes 3D, evidenciavam uma maior atribui\u00e7\u00e3o de significado a conceitos e processos vinculados a essas experi\u00eancias, especialmente em situa\u00e7\u00f5es em que havia a possibilidade de o avatar ou personagem participar efetivamente da experi\u00eancia, se misturando a ela. Foi poss\u00edvel identificar ainda que essa imers\u00e3o, quando associada a desafios\/problematiza\u00e7\u00f5es\/pistas (elementos presentes na mec\u00e2nica dos jogos), propiciava um maior envolvimento dos estudantes com o objeto em estudos, enriquecendo contextos de aprendizagem.<br \/>\n  <!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE: Que diferen\u00e7as voc\u00ea pode estabelecer entre Experi\u00eancia de Realidade Virtual e Experi\u00eancia de Virtualidade Real?<\/h5>\n<p>Dica: O soci\u00f3logo espanhol Manuel Castells apresenta a diferencia\u00e7\u00e3o entre Realidade Virtual e Virtualidade Real em seu livro <em>A sociedade em rede<\/em>.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, pense nas experi\u00eancias que j\u00e1 teve e tente diferenciar avatar e personagem.<\/p>\n<\/section>\n<p>Nesse contexto e ainda vinculada as ERV e EVR, bem como envolvendo algumas mec\u00e2nicas dos jogos, uma experi\u00eancias significativas que se somam \u00e0s demais se refere \u00e0 combina\u00e7\u00e3o da tecnologia Unity com a tecnologia SDK do Kinect, que resultou na cria\u00e7\u00e3o de um sistema, em que o estudante, ao tocar em determinada parte de seu corpo, referente a tal sistema ou \u00f3rg\u00e3o, a interface captava o gesto e apresentava informa\u00e7\u00f5es sobre aquele sistema ou \u00f3rg\u00e3o. Situa\u00e7\u00f5es como essa possibilitam uma intera\u00e7\u00e3o maior entre o sujeito e o sistema modelado em 3D, permitindo que a sua a\u00e7\u00e3o no meio presencial f\u00edsico tenha efeito no meio digital virtual. Cabe ressaltar que essa tecnologia foi utilizada com o objetivo de testar uma interface mais natural e intuitiva, que possibilita usar os movimentos do pr\u00f3prio corpo para selecionar os \u00f3rg\u00e3os e visualiz\u00e1-los em 3D.<br \/>\n  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5 hidden>T\u00edtulo do quadro<\/h5>\n<p><strong>UNITY<\/strong><\/p>\n<p>O software Unity \u00e9 um motor de desenvolvimento integrado que fornece uma funcionalidade pioneira para cria\u00e7\u00e3o de jogos e outros conte\u00fados interativos. Poder\u00e1 utilizar o Unity para montar sua arte e recursos em cenas e ambientes; adicionar f\u00edsica, editar e testar simultaneamente seu jogo e, quando preparado, publicar em suas plataformas escolhidas, tais como computadores fixos, a rede, iOS, Android, Wii, PS3 e Xbox 360.<\/p>\n<p><strong>Kinect e SDK<\/strong><\/p>\n<p>O Kinect \u00e9 um aparelho com c\u00e2meras e microfones e pode ser conectado ao PC usando um pequeno adaptador com sa\u00edda USB. O Kinect, associado ao Software Development Kit (SDK), permite desenvolver e implantar solu\u00e7\u00f5es que nos d\u00e3o a capacidade de interagir naturalmente com os computadores, simplesmente gesticulando e falando. Utilizando o SDK, \u00e9 poss\u00edvel: Mapeamento dos esqueletos de uma ou duas pessoas que est\u00e3o na \u00e1rea de visualiza\u00e7\u00e3o do Kinect; Acesso \u00e0 c\u00e2mera padr\u00e3o al\u00e9m da c\u00e2mera que retorna a posi\u00e7\u00e3o e a distancia (XYZ) de um objeto; Acesso aos recursos do microfone como supress\u00e3o do ru\u00eddo ac\u00fastico e cancelamento de ecos.<\/p>\n<\/section>\n<p>Na sequ\u00eancia, novas pistas foram sendo identificadas, relacionadas \u00e0 import\u00e2ncia e \u00e0 contribui\u00e7\u00e3o que diferentes TDs integradas (principalmente da Web 2.0 e Web 3D), utilizadas tamb\u00e9m a partir de celulares, <em>tablets<\/em> e outros dispositivos como o Kinect, na vincula\u00e7\u00e3o com espa\u00e7os anal\u00f3gicos, poderiam trazer para a aprendizagem.\u00a0 Dessa forma, come\u00e7ava a se delinear uma compreens\u00e3o de hibridismo, para al\u00e9m do contexto das TDs, contemplando a coexist\u00eancia e a necessidade de imbrica\u00e7\u00e3o dos mundos presenciais f\u00edsicos e digitais virtuais, bem como de modalidades educacionais.<\/p>\n<p>Esses ind\u00edcios nos levaram a pensar na possibilidade de configura\u00e7\u00e3o de Espa\u00e7os de Conviv\u00eancia H\u00edbridos e Multimodais (ECHIMs), o que pressup\u00f5e a imbrica\u00e7\u00e3o de ECODI com outros espa\u00e7os anal\u00f3gicos, bem como a perspectiva da multimodalidade, integrando <em>mobile learning<\/em> (por meio do uso de \u201cDispositivos H\u00edbridos M\u00f3veis de Conex\u00e3o Multirredes\u201d (<a href=\"#LEMOS2007a\">LEMOS, 2007a<\/a>, p. 25), associados \u00e0s m\u00eddias locativas digitais \u2013 \u201cconjunto de tecnologias e processos infocomunicacionais cujo conte\u00fado informacional vincula-se a um lugar espec\u00edfico\u201d (<a href=\"#LEMOS2007b\">LEMOS, 2007b<\/a>); <em>immersive learning<\/em> (Mundos Digitais Virtuais em 3D e <em>games<\/em>) e modalidade presencial f\u00edsica, bem como investigar, de forma mais aprofundada, as contribui\u00e7\u00f5es dos jogos e da gamifica\u00e7\u00e3o para a aprendizagem. A nossa hip\u00f3tese era a de que, nesse processo de configura\u00e7\u00e3o de ECHIMs, poder\u00edamos encontrar elementos que nos permitissem construir novas metodologias e pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas no contexto da educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dessa forma, deu-se continuidade nas pesquisas, agora mais especificamente no \u00e2mbito dos jogos e da gamifica\u00e7\u00e3o como potencializadores para a constru\u00e7\u00e3o de ECHIMs, ampliando a perspectiva da multimodalidade no que se referia \u00e0 modalidade <em>online<\/em>, para al\u00e9m do <em>electronic learning<\/em> (<em>e-learning<\/em>), <em>mobile learning<\/em> (<em>m-learning<\/em>), <em>immersive learning<\/em> (<em>i-learning<\/em>), para o <em>gamification learning<\/em> (<em>g-learning<\/em>) e <em>Game Based Learning<\/em> (<em>GBL<\/em>), <em>pervasive learning<\/em> (<em>p-learning<\/em>), <em>ubiquitous learning<\/em> (<em>u-learning<\/em>).<br \/>\n  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5 hidden>T\u00edtulo do quadro<\/h5>\n<p><strong>e-Learning<\/strong><br \/>\nAprendizagem eletr\u00f4nica, tamb\u00e9m conhecida como Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia e que ocorre predominantemente por meio de ambientes virtuais de aprendizagem como, por exemplo, o Moodle.<\/p>\n<p><strong>m-Learning<\/strong><br \/>\nAprendizagem com mobilidade, a qual faz uso de dispositivos m\u00f3veis e redes sem fio e possibilita ao sujeito aprender em situa\u00e7\u00e3o de mobilidade.<\/p>\n<p><strong>i-Learning<\/strong><br \/>\nAprendizagem imersiva, a qual faz uso de metaversos (mundos digitais virtuais em 3D) e sistemas de Realidade Virtual, em que o sujeito, por meio de um avatar ou personagem fica imerso num mundo virtual em 3D.<\/p>\n<p><strong>g-Learning<\/strong><br \/>\nAprendizagem gamificada, a qual faz uso de mec\u00e2nicas e din\u00e2micas presentes nos jogos como forma de engajar o sujeito em contexto n\u00e3o jogo. Pode ocorrer com tecnologias anal\u00f3gicas, digitais ou h\u00edbridas, conforme apresentado anteriormente.<\/p>\n<p><strong>GBL \u2013 Game Based Learning<\/strong><br \/>\nAprendizagem baseada em jogos, a qual ocorre nos jogos e pode se dar a partir de tr\u00eas abordagens: jogos educacionais, jogos comerciais e desenvolvimento de jogos, conforme apresentado anteriormente.<\/p>\n<p><strong>p-Learning<\/strong><br \/>\nAprendizagem pervasiva, a qual faz uso de dispositivos m\u00f3veis e redes sem fio e possibilita ao sujeito aprender em situa\u00e7\u00e3o de mobilidade ao se deslocar por diferentes espa\u00e7os, os quais fornecem informa\u00e7\u00f5es socioambientais (contextuais) vinculadas ao objeto de estudo.<\/p>\n<p><strong>u-Learning<\/strong><br \/>\nAprendizagem ub\u00edqua, a qual faz uso de dispositivos m\u00f3veis e redes sem fio e possibilita ao sujeito aprender em situa\u00e7\u00e3o de mobilidade ao se deslocar por diferentes espa\u00e7os, os quais fornecem informa\u00e7\u00f5es socioambientais (contextuais) vinculadas ao objeto de estudo e, ainda, informa\u00e7\u00f5es \u201csens\u00edveis\u201d ao seu perfil, necessidades, ambiente e demais elementos que comp\u00f5em seu contexto de aprendizagem, em qualquer lugar e momento, por meio de tecnologias de localiza\u00e7\u00e3o (GPS, sistemas de navega\u00e7\u00e3o, sistemas de localiza\u00e7\u00e3o de pessoas, jogos m\u00f3veis), tecnologias de identifica\u00e7\u00e3o (etiquetas RFID e QR Code, marcadores) e sensores.<\/p>\n<\/section>\n<p>Nesse contexto, em 2014, vinculado \u00e0 pesquisa \u201cGamifica\u00e7\u00e3o em espa\u00e7os de conviv\u00eancia h\u00edbridos e multimodais: a educa\u00e7\u00e3o na cultura digital\u201d<sup><a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a><\/sup>, foi constru\u00eddo, no \u00e2mbito do SBGames K&amp;T, o Alternate Reality Game \u2013 ARG Fantasma no Museu (<a href=\"#CAROLEI2015\">CAROLEI; SCHLEMMER, 2015<\/a>), envolvendo experi\u00eancias existentes no Museu de Ci\u00eancia e Tecnologia da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul \u2013 PUCRS. O ARG, por meio de uma narrativa ficcional, cujo personagem principal era o fantasma do Einstein (modelo 3D do cientista), instigava e apoiava uma explora\u00e7\u00e3o aprofundada do espa\u00e7o f\u00edsico, na qual os jogadores eram engajados num jogo de \u201cca\u00e7a \u00e0s pistas\u201d, num processo pervasivo e ub\u00edquo, em busca de marcadores vinculados a determinadas experi\u00eancias cient\u00edficas desenvolvidas por diferentes cientistas. Essas, ao serem encontradas, por meio de realidade misturada e realidade aumentada, provocavam o aparecimento de fantasma que apresentava a miss\u00e3o a ser realizada. As diferentes miss\u00f5es instigavam o jogador a vivenciar a experi\u00eancia e aprofundar sua explica\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno observado no museu e, ao final, apresentar sua pr\u00f3pria explica\u00e7\u00e3o. A abertura do evento, tamb\u00e9m organizada pelos K&amp;T, envolveu um esquete com a participa\u00e7\u00e3o do Fantasma do Einstein e da Ca\u00e7a-Fantasmas, numa combina\u00e7\u00e3o de v\u00eddeo (Einstein) e participa\u00e7\u00e3o presencial f\u00edsica da Ca\u00e7a-Fantasmas<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>SBGames K&#038;T<\/h5>\n<p>O evento foi direcionado para crian\u00e7as e adolescentes, sendo eles os mentores, os organizadores; e os pesquisadores, os apoiadores, mediadores, facilitadores dessa realiza\u00e7\u00e3o. Ao colocar o protagonismo nas m\u00e3os das crian\u00e7as e adolescentes, objetivamos melhor conhecer o que eles desejam, seus principais interesses e a forma como os jogos integram o seu viver e conviver. Buscamos ainda, do ponto de vista da educa\u00e7\u00e3o, compreender usos e possibilidades educacionais dos games.<\/p>\n<\/section>\n<p>Ainda na perspectiva de aprofundar a compreens\u00e3o do potencial do hibridismo e da multimodalidade na educa\u00e7\u00e3o, foi desenvolvida a pesquisa \u201cGamifica\u00e7\u00e3o em espa\u00e7os de conviv\u00eancia h\u00edbridos e multimodais: uma experi\u00eancia no ensino superior\u201d<sup><a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a><\/sup>, conclu\u00edda em janeiro de 2016. Nessa pesquisa, a Atividade Acad\u00eamica Ensino e Aprendizagem no Mundo Digital (AA-EAMD), vinculada ao curso de Pedagogia, foi gamificada (por meio de mec\u00e2nicas como narrativa, pistas, miss\u00f5es, <em>achievements<\/em>) apropriando-se do m\u00e9todo cartogr\u00e1fico de pesquisa-interven\u00e7\u00e3o, adaptado enquanto pr\u00e1tica pedag\u00f3gica por Schlemmer e Lopes (<a href=\"#SCHLEMMER2012\">2012<\/a>, <a href=\"#SCHLEMMER2016\">2016<\/a>), Schlemmer (<a href=\"#SCHLEMMER2014\">2014<\/a>), Schlemmer, Chagas, Schuster (<a href=\"#SCHLEMMER2015b\">2015<\/a>), e tendo como subs\u00eddio a cogni\u00e7\u00e3o inventiva, proposta por Kastrup, Tedesco e Passos (<a href=\"#KASTRUP2008\">2008<\/a>).<\/p>\n<p>As pistas encontradas durante o movimento da pesquisa evidenciaram que a gamifica\u00e7\u00e3o, associada ao m\u00e9todo cartogr\u00e1fico de pesquisa-interven\u00e7\u00e3o, enquanto pr\u00e1tica pedag\u00f3gica intervencionista e subsidiada pela cogni\u00e7\u00e3o inventiva, possibilitou o desenvolvimento de situa\u00e7\u00f5es de ensino e de aprendizagem (na forma\u00e7\u00e3o inicial) que se configuraram enquanto Espa\u00e7o de Conviv\u00eancia H\u00edbrido e Multimodal constru\u00eddo num processo de cocria\u00e7\u00e3o, a partir da leitura cr\u00edtica do cotidiano, abordando problem\u00e1ticas, nesse caso, vinculadas \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (ensino fundamental), \u00e0s quais os <em>games<\/em> e processos gamificados poderiam contribuir como possibilidade de mudan\u00e7a (perspectiva presente no \u201cGames for Change\u201d).<\/p>\n<p>A vincula\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica pedag\u00f3gica no contexto da AA-EAMD, com a leitura do cotidiano das escolas, possibilitou um estranhamento e uma an\u00e1lise cr\u00edtica da realidade, a partir do estabelecimento de rela\u00e7\u00f5es com as teorias em estudo. Al\u00e9m disso, na pr\u00e1tica pedag\u00f3gica, a colabora\u00e7\u00e3o e coopera\u00e7\u00e3o das estudantes foi umas das chaves do processo; identificou-se um engajamento profundo dessas estudantes desenvolvendo a autoria, autonomia e o pensamento cr\u00edtico. Atrav\u00e9s de momentos de imers\u00e3o e divers\u00e3o, as estudantes significaram e ressignificaram conceitos e a sua pr\u00f3pria pr\u00e1tica pedag\u00f3gica, a partir da reflex\u00e3o de suas viv\u00eancias e experi\u00eancias no processo de constru\u00e7\u00e3o do conhecimento.<\/p>\n<p>A viv\u00eancia dessa pr\u00e1tica na vincula\u00e7\u00e3o com o percurso de aprendizagem, trilhado por cada cl\u00e3 no desenvolvimento do <em>game<\/em> ou processo gamificado na escola, resultou em maior engajamento das estudantes na AA-EAMD; na amplia\u00e7\u00e3o da significa\u00e7\u00e3o sobre a aprendizagem que ocorreu, a partir dessa viv\u00eancia; e na ressignifica\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia vivenciada na forma\u00e7\u00e3o inicial para o ensino fundamental, possibilitando \u00e0s estudantes atribuir sentido \u00e0 doc\u00eancia na contemporaneidade. Participar de um <em>game<\/em> ou processo gamificado e, simultaneamente, realizar um <em>game<\/em> ou processo gamificado na escola possibilitou \u00e0s estudantes da AA-EAMD um sentimento profundo de confian\u00e7a e de autoestima, o que contribuiu para que a aprendizagem flu\u00edsse.<\/p>\n<p>Assim, ao conseguir trabalhar na perspectiva da inven\u00e7\u00e3o de problemas ao observar o cotidiano das escolas e contribuir para a sua solu\u00e7\u00e3o, as estudantes experimentam um sentimento positivo de realiza\u00e7\u00e3o e compet\u00eancia, e isso contribuiu para que se motivassem ainda mais para o pr\u00f3ximo desafio. A organiza\u00e7\u00e3o por cl\u00e3s, aliada ao desafio proposto na narrativa que envolveu realizar miss\u00f5es, instigou a pr\u00e1tica colaborativa e cooperativa (tanto das acad\u00eamicas, quanto das estudantes da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica), pois, foi necess\u00e1rio definir estrat\u00e9gias e uma forma de organiza\u00e7\u00e3o para desenvolver o <em>game<\/em> e\/ou processo gamificado.<\/p>\n<p>Dessa forma, ao longo do processo de constru\u00e7\u00e3o do conhecimento, muitas estudantes que j\u00e1 eram docentes experientes, foram desacomodadas e provocadas a repensar a sua pr\u00e1tica em sala de aula, a partir da reflex\u00e3o sobre o seu pr\u00f3prio processo de aprendizagem, na rela\u00e7\u00e3o com o que os seus estudantes tamb\u00e9m vivenciavam enquanto estavam aprendendo (significa\u00e7\u00e3o e ressignifica\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Essa tomada de consci\u00eancia \u00e9 significativa para a transforma\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas, pois o professor come\u00e7a a estabelecer diferencia\u00e7\u00f5es entre: 1) o \u201cuso de\u201d determinadas TDs na educa\u00e7\u00e3o X a apropria\u00e7\u00e3o das TDs no seu processo de aprendizagem, o que possibilita a cria\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem, nas quais os sujeitos operam com essas tecnologias, vivenciando-as na constru\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias que possibilitam a significa\u00e7\u00e3o no processo de aprendizagem; 2) a \u201ctransmiss\u00e3o de conte\u00fado\u201d X a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento; 3) o \u201caplicar\u201d uma metodologia X o desenvolver uma metodologia, 4) o \u201cdar aulas\u201d X a constru\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os de aprendizagem.<\/p>\n<p>No que se refere \u00e0 forma\u00e7\u00e3o docente, \u00e9 poss\u00edvel dizer que uma das contribui\u00e7\u00f5es fundamentais dos ECHIMs consiste em possibilitar aos professores migrar de uma concep\u00e7\u00e3o de <em>uso da Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o<\/em>, para a <em>apropria\u00e7\u00e3o da inform\u00e1tica pela educa\u00e7\u00e3o<\/em>.<\/p>\n<p>Na perspectiva do uso da Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, portanto, do uso de TDs na educa\u00e7\u00e3o, as TDs s\u00e3o compreendidas como algo externo, pronto, fechado, acabado, cabendo \u00e0 educa\u00e7\u00e3o se adaptar a elas, o que lhe confere somente o lugar de \u201cusu\u00e1ria\u201d, resultando muitas vezes, do ponto de vista das metodologias e pr\u00e1ticas, num \u201cfazer mais do mesmo\u201d com a diferen\u00e7a de que se est\u00e1 usando as tecnologias digitais. Assim, h\u00e1 transposi\u00e7\u00e3o de metodologias e pr\u00e1ticas presentes no meio anal\u00f3gico para o meio digital. Um exemplo pode ser o que ocorreu com a lousa eletr\u00f4nica. Dessa forma, temos a inform\u00e1tica, as TDs, como simplesmente uma novidade na educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na perspectiva da apropria\u00e7\u00e3o da inform\u00e1tica pela educa\u00e7\u00e3o, portanto, da apropria\u00e7\u00e3o das TDs pela educa\u00e7\u00e3o, h\u00e1 atribui\u00e7\u00e3o de sentido \u00e0s TDs pela compreens\u00e3o de como se aprende com elas, havendo dessa forma significa\u00e7\u00e3o, algo interno, possibilitado pelo fato de os professores terem experienciado as TDs no seu pr\u00f3prio processo de aprendizagem e refletido sobre como podem, a partir dessa viv\u00eancia, ajudar outros a aprender, a partir de novos processos de apropria\u00e7\u00e3o. Essa perspectiva confere \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, ao professor, o lugar de protagonista, o que implica inven\u00e7\u00e3o de metodologias e pr\u00e1ticas num \u201cfazer diferente\u201d. Um exemplo pode ser a apropria\u00e7\u00e3o das tecnologias m\u00f3veis e sem fio como forma de ampliar os espa\u00e7os e tempos da aprendizagem. Dessa forma, temos a inform\u00e1tica, as TDs, como processo de inova\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o. \u00c9 importante ressaltar que essa perspectiva somente emergiu quando as docentes, ao atribu\u00edrem sentido \u00e0s TDs, foram capazes de pensar os processos de ensino e de aprendizagem em congru\u00eancia com a tecnologia, pela maior familiariza\u00e7\u00e3o com a tecnologia e pela an\u00e1lise especializada sobre as possibilidades e limites para a pr\u00e1tica did\u00e1tico-pedag\u00f3gica, com base na natureza e especificidade do meio.<\/p>\n<p>Assim, para que as compet\u00eancias t\u00e9cnico-did\u00e1tico-pedag\u00f3gicas \u2013 saber fazer docente na atualidade \u00ad\u2013 possam ser desenvolvidas, os processos formativos precisam ser pensados de uma perspectiva sist\u00eamica, ou seja, n\u00e3o se trata de formar o professor de maneira fragmentada, isolada (conhecimentos espec\u00edficos da \u00e1rea de conhecimento, conhecimentos espec\u00edficos da \u00e1rea da did\u00e1tica e conhecimentos espec\u00edficos da \u00e1rea tecnol\u00f3gico-digital), precisa ser trabalhado o que surge da intera\u00e7\u00e3o desses tr\u00eas elementos, pois os processos de ensino e de aprendizagem s\u00e3o sist\u00eamicos. Assim, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel desejar inova\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o, se o tipo de forma\u00e7\u00e3o propiciada ao professor privilegia o \u201cuso de\u201d determinada TD. A perspectiva precisa mudar do \u201cuso de TDs\u201d para \u201capropria\u00e7\u00e3o das TDs\u201d, a fim de possibilitar a constru\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas did\u00e1tico-pedag\u00f3gicas para esse tempo hist\u00f3rico e social, o que implica, necessariamente, a congru\u00eancia com as diferentes TDs.<\/p>\n<p>No que se refere \u00e0 constru\u00e7\u00e3o dos conceitos, o percurso das pesquisas desenvolvidas at\u00e9 o momento nos possibilitou ampliar o conceito de ECODI para o ECHIM, sendo, de acordo com Schlemmer (<a href=\"#SCHLEMMER2016b\">2016<\/a>, <a href=\"#SCHLEMMER2017\">2017<\/a> e <a href=\"#SCHLEMMER2018\">2018<\/a>) e Schlemmer, Backes e La Rocca (<a href=\"#SCHLEMMER2016c\">2016<\/a>), o h\u00edbrido compreendido a partir do fluxo das a\u00e7\u00f5es, intera\u00e7\u00f5es e comunica\u00e7\u00e3o entre atores humanos (AH) e atores n\u00e3o humanos (ANH), que ocorrem:<\/p>\n<ul>\n<li>em espa\u00e7os geogr\u00e1ficos e digitais, incluindo o pr\u00f3prio espa\u00e7o h\u00edbrido, portanto, h\u00edbrido quanto ao espa\u00e7o;<\/li>\n<li>pela presen\u00e7a f\u00edsica e digital virtual (perfil em m\u00eddia social, personagem em jogo, avatar em metaversos ou por <em>webcam<\/em>), portanto, h\u00edbrido quanto \u00e0 presen\u00e7a;<\/li>\n<li>por meio de diferentes tecnologias anal\u00f3gicas e digitais integradas, de forma que juntas favore\u00e7am distintas formas de comunica\u00e7\u00e3o e intera\u00e7\u00e3o textual, oral, gr\u00e1fica e gestual, portanto, h\u00edbrido quanto \u00e0s tecnologias;<\/li>\n<li>numa imbrica\u00e7\u00e3o de diferentes culturas digitais (<em>gamer<\/em>, <em>maker<\/em>) e pr\u00e9-digitais, portanto, h\u00edbrido em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Dessa forma, o h\u00edbrido constitui-se em redes e fen\u00f4menos indissoci\u00e1veis, que interligam naturezas, t\u00e9cnicas e culturas. \u00c9 por meio da coexist\u00eancia e das imbrica\u00e7\u00f5es entre AH e ANH, dos espa\u00e7os geograficamente localizados e dos espa\u00e7os digitais virtuais, passados por todo tipo de tecnologias anal\u00f3gicas e digitais e culturas, que o mundo se constr\u00f3i e reconstr\u00f3i.<\/p>\n<p>J\u00e1 o conceito de multimodalidade, segundo Schlemmer (<a href=\"#SCHLEMMER2016b\">2016<\/a>, <a href=\"#SCHLEMMER2017\">2017<\/a> e <a href=\"#SCHLEMMER2018\">2018<\/a>) e Schlemmer, Backes e La Rocca (<a href=\"#SCHLEMMER2016c\">2016<\/a>), implica integrar a modalidade presencial-f\u00edsica e a modalidade <em>online<\/em>, sendo que esta \u00faltima pode hibridizar <em>e-learning<\/em>, <em>m-learning<\/em>, <em>p-learning<\/em>, <em>u-learning<\/em>, <em>i-learning<\/em>, <em>g-learning<\/em> e <em>GBL<\/em>.<br \/>\n  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>At\u00f3pico<\/h5>\n<p>\u201cO habitar at\u00f3pico se configura, assim como a hibrida\u00e7\u00e3o, transit\u00f3ria e fluida, de corpos, tecnologia e paisagem, e como o advento de uma nova tipologia de ecossistema, nem org\u00e2nica, nem inorg\u00e2nica, nem est\u00e1tica, nem delimit\u00e1vel, mas informativa e imaterial.\u201d (<a href=\"#FELICE2009\">DI FELICE, 2009<\/a>, p. 291)<\/p>\n<\/section>\n<p>Assim, a compreens\u00e3o da tecnologia conceito Espa\u00e7o de Conviv\u00eancia H\u00edbrido e Multimodal passa a se fundamentar numa abordagem epistemol\u00f3gica reticular (rede), conectiva (conex\u00e3o) e at\u00f3pica (DI FELICE, <a href=\"#FELICE2009\">2009<\/a>, <a href=\"#FELICE2012\">2012<\/a>), superando a vis\u00e3o cartesiana, dicot\u00f4mica, bin\u00e1ria e antropoc\u00eantrica que insiste na separa\u00e7\u00e3o e na \u201cpurifica\u00e7\u00e3o dos h\u00edbridos\u201d (<a href=\"#LATOUR1994\">LATOUR, 1994<\/a>), apoiada nas mais recentes teorias, entre elas a Cogni\u00e7\u00e3o Enativa, proposta por Francisco Varela, a Cogni\u00e7\u00e3o Inventiva, proposta por Virg\u00ednia Kastrup, Silvia Tedesco e Eduardo Passos, que compreendem o conhecimento como interpreta\u00e7\u00e3o, sendo que a intera\u00e7\u00e3o nessa perspectiva deixa de pressupor a preexist\u00eancia de dois termos (organismo e meio) que interagem e passa a ser compreendida enquanto constru\u00e7\u00e3o de si e do meio, onde conhecer a realidade \u00e9 um ato de afirma\u00e7\u00e3o de si, de autoengendramento, de autopoiese: conhecer \u00e9 fazer e vice-versa (<a href=\"#KASTRUP2008\">KASTRUP; TEDESCO; PASSOS, 2008<\/a>). Compreens\u00e3o tamb\u00e9m presente na Teoria Ator-Rede, que reconhece a codetermina\u00e7\u00e3o sujeito-objeto e, para al\u00e9m disso, d\u00e1 \u00eanfase \u00e0 participa\u00e7\u00e3o dos n\u00e3o humanos \u2013 objetos e quase objetos \u2013 nas rela\u00e7\u00f5es sociais, superando o pressuposto epist\u00eamico de independ\u00eancia e supremacia do humano sobre a t\u00e9cnica e a natureza, o que pouco contribui para que possamos compreender a complexidade que se estabelece num contexto h\u00edbrido que \u00e9 constitu\u00eddo por m\u00faltiplas matrizes, misturas de natureza e cultura, portanto, a n\u00e3o separa\u00e7\u00e3o entre cultura\/natureza, humano\/n\u00e3o humano etc., conforme prop\u00f5e Latour (<a href=\"#LATOUR1994\">1994<\/a>). Dessa forma, busca-se propor metodologias e pr\u00e1ticas que sejam significativas para os atuais sujeitos da aprendizagem e objetivem um processo de desenvolvimento emancipat\u00f3rio e cidad\u00e3o.<br \/>\nEnt\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel dizer (<a href=\"#SCHLEMMER2016b\">SCHLEMMER, 2016<\/a>) que um espa\u00e7o de conviv\u00eancia h\u00edbrido e multimodal se configura, na educa\u00e7\u00e3o, quando: h\u00e1 a viv\u00eancia, a compreens\u00e3o e a apropria\u00e7\u00e3o desse espa\u00e7o, configurando-o como um espa\u00e7o de conviv\u00eancia no processo educativo, representando uma inova\u00e7\u00e3o educacional. Conforme Schlemmer e Backes (<a href=\"#SCHLEMMER2015a\">2015<\/a>), a inova\u00e7\u00e3o n\u00e3o no aparato tecnol\u00f3gico, mas no que os seres humanos conseguem, a partir da sua apropria\u00e7\u00e3o, construir, inventar. Caso n\u00e3o ocorra a a\u00e7\u00e3o do ser humano em congru\u00eancia com os espa\u00e7os h\u00edbridos e multimodais, podemos estar falando simplesmente de uma novidade e n\u00e3o de uma inova\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o.<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O RESUMO --><\/p>\n<section>\n<h3 id=\"resumo\">Resumo<\/h3>\n<figure hidden>\n      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1323\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_MapaMental.png\" alt=\"Mapa Mental deste cap\u00edtulo\" width=\"3160\" height=\"1288\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_MapaMental.png 3160w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_MapaMental-300x122.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_MapaMental-768x313.png 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_MapaMental-1024x417.png 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 3160px) 100vw, 3160px\" \/><figcaption>Fonte: Local <link><\/figcaption><\/figure>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o simbi\u00f3tica entre o ser humano e a t\u00e9cnica revela-se n\u00e3o s\u00f3 na transforma\u00e7\u00e3o da natureza e do mundo, mas na transforma\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio ser humano. Assim, o desenvolvimento tecnol\u00f3gico pode ser considerado como produto de atividade absolutamente natural como qualquer outra atividade simb\u00f3lica. Dessa forma, ao mesmo tempo em que s\u00e3o produtos do desenvolvimento tecnocient\u00edfico das \u00faltimas d\u00e9cadas, as TDICs tamb\u00e9m s\u00e3o respons\u00e1veis pelo surgimento da cibercultura. A no\u00e7\u00e3o b\u00e1sica de hibridismo, assim, necessariamente passa pelo entendimento das condi\u00e7\u00f5es de possibilidade do seu surgimento dentro do contexto sociocultural atual.<\/p>\n<p>Os produtos da t\u00e9cnica moderna s\u00e3o importantes fontes de imagin\u00e1rio, entidades que participam plenamente da institui\u00e7\u00e3o de mundos percebidos. O movimento da cibercultura se insere num tempo mais amplo que o do surgimento dos computadores e da inform\u00e1tica. No entanto, o surgimento das redes digitais e a internet s\u00e3o elementos que demarcam uma fronteira n\u00edtida em rela\u00e7\u00e3o ao modo como as pessoas \u2013 as conectadas \u2013 passam a atuar. A no\u00e7\u00e3o b\u00e1sica de hibridismo passa pela compreens\u00e3o da pr\u00f3pria cultura como resultado do h\u00edbrido humano-coisas, ou seja, \u00e9 necess\u00e1rio compreender a cultura como fen\u00f4meno da rela\u00e7\u00e3o entre humanos e seus artefatos, seus objetos, suas tecnologias, seus corpos.<\/p>\n<p>\u201c[&#8230;] as tecnologias digitais, como express\u00e3o desse viver e conviver cotidiano, normalmente s\u00e3o utilizadas de forma articuladas, configurando o hibridismo entre as tecnologias, ou seja, um conjunto, uma mistura e uma articula\u00e7\u00e3o\u201d (<a href=\"#BACKES2017\">BACKES; SCHLEMMER; RATTO, 2017<\/a>, p. 1203). Os seres humanos utilizam as diferentes TDICs no seu cotidiano, compondo e recompondo o que podemos chamar de hibridismo tecnol\u00f3gico e digital, entendido como a configura\u00e7\u00e3o de um conjunto de TDICs que possibilitam a a\u00e7\u00e3o, rela\u00e7\u00e3o, intera\u00e7\u00e3o e compartilhamento das representa\u00e7\u00f5es dos seres humanos; permitem configurar espa\u00e7os pr\u00f3prios e particulares de cada grupo social. O conviver no mundo contempor\u00e2neo implica um \u201cenraizamento din\u00e2mico\u201d, caracterizado pela necessidade: de compartilhar as emo\u00e7\u00f5es, de viver juntos (origem), de produzir e autoproduzir e de desenvolver tecnologias (futuro). A composi\u00e7\u00e3o do hibridismo tecnol\u00f3gico e digital \u00e9 pr\u00f3pria e particular a cada grupo que configura o seu viver e conviver nesses ciberespa\u00e7os, pois emerge do cotidiano. A Educa\u00e7\u00e3o na contemporaneidade implica considerar os processos de ensinar e de aprender, na coexist\u00eancia entre os espa\u00e7os geograficamente localizados e o ciberespa\u00e7o e compreender que as r\u00e1pidas mudan\u00e7as ocorrem de maneira determinante e determinada entre sociedade, educa\u00e7\u00e3o e TDICs.<\/p>\n<p>Diferentes TDs integradas (principalmente da Web 2.0 e Web 3D), utilizadas tamb\u00e9m a partir de celulares, <em>tablets<\/em> e outros dispositivos, na vincula\u00e7\u00e3o com espa\u00e7os anal\u00f3gicos, t\u00eam ampliado a compreens\u00e3o de hibridismo para al\u00e9m do contexto das TDs, contemplando a coexist\u00eancia e a necessidade de imbrica\u00e7\u00e3o dos mundos presenciais f\u00edsicos e digitais virtuais, bem como de modalidades educacionais. Tal compreens\u00e3o \u00e9\/tem sido condi\u00e7\u00e3o de possibilidade para a configura\u00e7\u00e3o de Espa\u00e7os de Conviv\u00eancia H\u00edbridos e Multimodais (ECHIMs). Esse processo de configura\u00e7\u00e3o de ECHIMs pode oferecer elementos que nos permitam construir novas metodologias e pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas no contexto da educa\u00e7\u00e3o. No que se refere \u00e0 forma\u00e7\u00e3o docente, \u00e9 poss\u00edvel dizer que uma das contribui\u00e7\u00f5es fundamentais dos ECHIMs consiste em possibilitar aos professores migrar de uma concep\u00e7\u00e3o de <em>uso da Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o<\/em>, para a <em>apropria\u00e7\u00e3o da inform\u00e1tica pela educa\u00e7\u00e3o<\/em>. O conceito de multimodalidade implica integrar a modalidade presencial-f\u00edsica e a modalidade <em>online<\/em>, sendo que a \u00faltima pode hibridizar <em>e-learning<\/em>, <em>m-learning<\/em>, <em>p-learning<\/em>, <em>u-learning<\/em>, <em>i-learning<\/em>, <em>g-learning<\/em> e <em>GBL<\/em>. Um espa\u00e7o de conviv\u00eancia h\u00edbrido e multimodal se configura, na educa\u00e7\u00e3o, quando: h\u00e1 a viv\u00eancia, a compreens\u00e3o e a apropria\u00e7\u00e3o desse espa\u00e7o, configurando-o como um espa\u00e7o de conviv\u00eancia no processo educativo, representando uma inova\u00e7\u00e3o educacional.<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O LEITURAS --><\/p>\n<section id=\"leituras\">\n<h3>Leituras Recomendadas<\/h3>\n<section class=\"leitura_recomendada\"><!-- IN\u00cdCIO DO ITEM 1 --><\/p>\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/aad\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/compendio_completo_Cultura_Digital_lowres.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_09.png\" alt=\"\" width=\"555\" height=\"784\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4123\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_09.png 555w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_09-212x300.png 212w\" sizes=\"auto, (max-width: 555px) 100vw, 555px\" \/><\/a><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/aad\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/compendio_completo_Cultura_Digital_lowres.pdf\"><strong>Comp\u00eandio da A\u00e7\u00e3o Cultura Digital<\/strong><br \/>\n    <\/a><br \/>\n    (<a href=\"#ACD2009\">A\u00c7\u00c3O CULTURA DIGITAL, 2009<\/a>)<\/p>\n<p>Esse comp\u00eandio apresenta uma s\u00e9rie de artigos que relatam a\u00e7\u00f5es de ONGs, institui\u00e7\u00f5es educacionais, universidades e sociedade civil, al\u00e9m de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para a defini\u00e7\u00e3o dos marcos te\u00f3ricos e tecnol\u00f3gicos de temas relacionados \u00e0 cultura digital.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_recomendada\"><!-- IN\u00cdCIO DO ITEM 2 --><\/p>\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"http:\/\/www.editorasulina.com.br\/detalhes.php?id=289\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_10.jpg\" alt=\"\" width=\"270\" height=\"418\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4124\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_10.jpg 270w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_10-194x300.jpg 194w\" sizes=\"auto, (max-width: 270px) 100vw, 270px\" \/><\/a><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"http:\/\/www.editorasulina.com.br\/detalhes.php?id=289\"><strong>Cibercultura: tecnologia e vida social na cultura contempor\u00e2nea<\/strong><br \/>\n    <\/a><br \/>\n    (<a href=\"#LEMOS2002\">LEMOS, 2002<\/a>)<\/p>\n<p>Livro de pesquisador brasileiro com contribui\u00e7\u00e3o importante para entender a cibercultura como um fen\u00f4meno social e comunicacional.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_recomendada\"><!-- IN\u00cdCIO DO ITEM 3 --><\/p>\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/poeticasdigitais.files.wordpress.com\/2009\/09\/2009-game_cozinheiro_das_almas.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_11.png\" alt=\"\" width=\"549\" height=\"778\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4125\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_11.png 549w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_11-212x300.png 212w\" sizes=\"auto, (max-width: 549px) 100vw, 549px\" \/><\/a><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"https:\/\/poeticasdigitais.files.wordpress.com\/2009\/09\/2009-game_cozinheiro_das_almas.pdf\"><strong>A cibercultura e seu espelho: campo de conhecimento emergente e nova viv\u00eancia humana na era da imers\u00e3o interativa<\/strong><br \/>\n    <\/a><br \/>\n    (TRIVINHO; CAZELOTO, 2009)<\/p>\n<p>Importante obra produzida por pesquisadores da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Cibercultura que re\u00fane textos com reflex\u00f5es e pesquisas para orientar e problematizar o campo da pesquisa em\/sobre cibercultura.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_recomendada\"><!-- IN\u00cdCIO DO ITEM 4 --><\/p>\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"http:\/\/books.scielo.org\/id\/8pk8p\/pdf\/barthe-9788523212384-03.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_12.png\" alt=\"\" width=\"517\" height=\"735\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4126\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_12.png 517w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_12-211x300.png 211w\" sizes=\"auto, (max-width: 517px) 100vw, 517px\" \/><\/a><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"http:\/\/books.scielo.org\/id\/8pk8p\/pdf\/barthe-9788523212384-03.pdf\"><strong>Hibridismo cultural, \u201cantropofagia\u201d identit\u00e1ria e transterritorialidade<\/strong><br \/>\n    <\/a><br \/>\n    (<a href=\"#HAESBAERT2012\">HAESBAERT, 2012<\/a>)<\/p>\n<p>Texto importante para aprofundar o entendimento sobre o conceito de hibridismo cultural.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><br \/>\n  <\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O EXERC\u00cdCIOS --><\/p>\n<section id=\"exercicios\">\n<h3 id=\"exercicios\">Exerc\u00edcios<\/h3>\n<h2>Curadoria com suporte das tecnologias digitais<br \/>\n(tempo estimado: 4 horas)<\/h2>\n<p>O objetivo dessa atividade \u00e9 provocar uma experi\u00eancia de sensibilidade e cogni\u00e7\u00e3o como fun\u00e7\u00f5es da intelig\u00eancia, e de registro e compartilhamento como fun\u00e7\u00f5es da sociabilidade.<\/p>\n<p><strong><u>Voc\u00ea vai precisar de<\/u><\/strong>:<\/p>\n<ul>\n<li>Um <em>smartphone<\/em> e um <em>tablet <\/em>ou computador <em>desktop<\/em> com acesso \u00e0 web (3G ou Wi-Fi)<\/li>\n<li>Um <em>app<\/em> instalado para ler c\u00f3digos de resposta r\u00e1pida (QR Codes) ou que tenha o recurso ativado por padr\u00e3o na sua c\u00e2mera\n<ul>\n<li>iOS &#8211; <a href=\"https:\/\/apps.apple.com\/us\/app\/qr-code-reader\/id1200318119\">QR Code Reader by Scan<\/a><\/li>\n<li>Android &#8211; <a href=\"https:\/\/play.google.com\/store\/apps\/details?id=me.scan.android.client\">QR Code Reader<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>Um <em>app<\/em> instalado para gerar c\u00f3digos de resposta r\u00e1pida (QRCodes)\n<ul>\n<li>iOS &#8211; <a href=\"https:\/\/itunes.apple.com\/br\/app\/qr-code-generator-creator\/id1065047998?mt=8\">QR Code Generator &amp; Creator<\/a><\/li>\n<li>Android &#8211; <a href=\"https:\/\/play.google.com\/store\/apps\/details?id=la.droid.qr.priva\">QR Droid Private<\/a>\u2122<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>Impressora <em>laserjet<\/em> ou <em>deskjet<\/em> e papel, tesoura, cola, folha de cartolina ou cart\u00e3o (gramatura grande) e papel Contact transparente<\/li>\n<\/ul>\n<p>A experi\u00eancia \u00e9 composta por <strong>seis<\/strong> etapas\/atividades:<\/p>\n<ol>\n<li>De posse do seu <em>smartphone<\/em>, com o registro de localiza\u00e7\u00e3o por GPS ativado, caminhar, deslocando-se do local onde est\u00e1, distanciando-se do ponto de partida (sair do pr\u00e9dio, de casa, da sala de aula, da escola\/faculdade etc.) e depois retornar. No caminho, registrar (escrever, fotografar, filmar, gravar os sons) aquilo que lhe afeta (atrai ou afasta, apraz ou incomoda). Por exemplo, um buraco na cal\u00e7ada, um pr\u00e9dio ou constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica, uma cena inusitada, um personagem conhecido que habita ou frequenta o lugar etc. Se poss\u00edvel, marque (adicione aos locais\/pins favoritos) no <em>app<\/em> de mapas do seu <em>smartphone<\/em> a localiza\u00e7\u00e3o exata (<em>geotag<\/em>) do(s) elemento(s) registrado(s). Lembre-se de ativar a op\u00e7\u00e3o de \u201c<em>salvar localiza\u00e7\u00e3o<\/em>\u201d antes de fotografar, se a c\u00e2mera do seu <em>smartphone<\/em> oferece esse recurso.\n<p><strong>Observa\u00e7\u00e3o importante<\/strong>:<br \/>\nO registro deve dar visibilidade est\u00e9tica e\/ou informacional aos elementos cartografados (imagens, \u00e1udio, v\u00eddeo, texto\/verso\/poesia). Portanto, evite a redund\u00e2ncia apenas retratando um lugar, objeto ou pessoa. Procure a releitura, um \u00e2ngulo ou momento inusitado; <em>zoom<\/em> e detalhes; amplia\u00e7\u00e3o e foco naquilo que geralmente passa despercebido. \u00c9 importante considerar que esse \u00e9 um exerc\u00edcio de sensibilidade.<\/li>\n<li>Ao retornar ao seu ponto de partida, utilizando um editor de sua prefer\u00eancia e um computador <em>desktop<\/em> ou <em>tablet<\/em>, amplie e produza novos significados aos elementos registrados atrav\u00e9s de reflex\u00e3o e pesquisa na <em>web<\/em> ou bibliotecas (hist\u00f3rico, biografia, pol\u00eamicas ou problemas cotidianos relacionados, outras leituras\/figuras etc.), bem como no debate coletivo (grupos, colegas, familiares) ou na coleta de depoimentos de agentes locais (moradores, frequentadores, usu\u00e1rios, propriet\u00e1rios, funcion\u00e1rios etc.). <em>Coloque-se no lugar de um curador que pretende instigar novas leituras acerca dos elementos registrados na caminhada<\/em>. Re\u00fana no editor suas descobertas e os elementos registrados (fotos, textos etc.)<\/li>\n<li>Com base na curadoria realizada, publique no blogue <a href=\"http:\/\/escolaaumentada.tumblr.com\/submit\">Escola Aumentada<\/a> (ou no seu blogue pessoal) o material produzido. Se poss\u00edvel, incluir na publica\u00e7\u00e3o um <em>link<\/em> para a localiza\u00e7\u00e3o no mapa de onde foi realizado o registro atrav\u00e9s do servi\u00e7o do <a href=\"http:\/\/maps.google.com\/\">Google Maps<\/a>.<\/li>\n<li>Utilizando <em>app<\/em> de sua prefer\u00eancia, gere QR Codes dos <em>links<\/em>\/URL para cada postagem produzida no blogue. Salve as imagens (jpg ou png) dos QR Codes gerados. Imprima os QR Codes numa folha, recorte-os e cole-os no papel cart\u00e3o ou cartolina, produzindo cart\u00f5es com os c\u00f3digos. Cubra toda a superf\u00edcie dos cart\u00f5es com o papel Contact para impermeabiliz\u00e1-los. Produza <em>totens <\/em>com esses QR Codes, como no exemplo da figura.<br \/>\n  <!-- FIGURA --><\/p>\n<figure>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_05.png\" alt=\"\" width=\"236\" height=\"127\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4112\" \/><figcaption hidden>\n      Fonte: cita\u00e7\u00e3o.<br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<li>Retorne aos locais em que foram produzidos os registros e veja uma forma de fixar o totem junto ao elemento registrado, de forma que o totem fique vis\u00edvel \u00e0s pessoas que por ali circulam. Ex.: hastes fincadas no ch\u00e3o, colando com fita adesiva etc. Observe se as pessoas que passam por perto notam o seu totem e se tentam capturar o QR Code. Voc\u00ea pode induzir o processo, postando-se diante do totem e fazendo sua leitura com um leitor de QR Code.<\/li>\n<li>Acompanhe as rea\u00e7\u00f5es \u00e0 sua interven\u00e7\u00e3o nos locais em que instalou seu totem observando <em>in loco<\/em> ou atrav\u00e9s dos coment\u00e1rios deixados no blogue onde foram postados os registros. Reflita sobre as tecnologias utilizadas nesta experi\u00eancia, relacionando ao conceito de hibridismo tecnol\u00f3gico e digital, \u00e0 cibercultura e \u00e0s possibilidades educacionais desse tipo de atividade\/experi\u00eancia.<\/li>\n<\/ol>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O NOTAS --><\/p>\n<section id=\"notas\">\n<h3>Notas<\/h3>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior &#8211; Brasil (CAPES) &#8211; C\u00f3digo de Financiamento 001<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Cf. Est\u00e1tua de Amon em Tebas; os or\u00e1culos, o ser de bronze de Talos; o mito de Pigmali\u00e3o; os rel\u00f3gios hidr\u00e1ulicos, os p\u00e1ssaros mec\u00e2nicos e o rob\u00f4 teatral de H\u00e9ron de Alexandria &lt;<a href=\"http:\/\/bit.ly\/aJYIHc\">http:\/\/bit.ly\/aJYIHc<\/a>&gt;.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> Cf. \u201cO pato de Vaucanson\u201d &lt;<a href=\"https:\/\/goo.gl\/xwxrzm\">https:\/\/goo.gl\/xwxrzm<\/a>&gt;; \u201cO rob\u00f4 de Leonardo\u201d &lt;<a href=\"https:\/\/goo.gl\/JvdDCX\">https:\/\/goo.gl\/JvdDCX<\/a>&gt;; \u201cO Tear de Jacquard\u201d &lt;<a href=\"https:\/\/goo.gl\/c7dGMo\">https:\/\/goo.gl\/c7dGMo<\/a> e <a href=\"https:\/\/goo.gl\/z2PaMq\">https:\/\/goo.gl\/z2PaMq<\/a>&gt;.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Cf. Automates Avenue Museum\u00a0 &lt;<a href=\"https:\/\/bit.ly\/3nbFXNV\">https:\/\/bit.ly\/3nbFXNV<\/a>&gt;, Falaise, Fran\u00e7a.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> No original: <em>[\u2026] concernant Internet, j\u2019entends de cretiques qui se basent sur le fait que les grandes cat\u00e9gories qui structurent les r\u00e9seaux sont floues. Mais la vie, elle-m\u00eame n\u2019est jamais fig\u00e9e. Et donc, pour moi, ces critiques dogmatique, qui pr\u00e9d\u00e9finiraient l\u2019ordre social et une vie rationnellement encadr\u00e9e, se d\u00e9smasqueront d\u2019elles m\u00eames. Ma sensibilit\u00e9 th\u00e9orique m\u2019am\u00e8ne \u00e0 observer avec g\u00e9n\u00e9rosit\u00e9 ce qui na\u00eet, comme les expressions de la vie. Et il se trouve que ce vitalisme ou cette vitalit\u00e9 s\u2019apuie en effet sur le d\u00e9veloppement t\u00e9chnologique.<\/em><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Pesquisa vinculada a uma bolsa Produtividade em Pesquisa do CNPq.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Financiada pelo CNPq, CAPES e FAPERGS.<br \/>\n  <\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O REFER\u00caNCIAS --><\/p>\n<section id=\"referencias\">\n<h3>Refer\u00eancias<\/h3>\n<p id=\"ACD2009\">A\u00c7\u00c3O CULTURA DIGITAL. <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/aad\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/compendio_completo_Cultura_Digital_lowres.pdf\">Comp\u00eandio da A\u00e7\u00e3o Cultura Digital<\/a>. [online] 2009.<\/p>\n<p id=\"BACKES2011\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6301625161386664\">BACKES, L<\/a>. <a href=\"http:\/\/www.repositorio.jesuita.org.br\/bitstream\/handle\/UNISINOS\/3878\/configuracao_espaco.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y\"><em>A Configura\u00e7\u00e3o do Espa\u00e7o de Conviv\u00eancia Digital Virtual: A cultura emergente no processo de forma\u00e7\u00e3o do educador<\/em><\/a>. Th\u00e8se de doctorat en \u00e9ducation, Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o, Universidade do Vale do Rio dos Sinos, S\u00e3o Leopoldo-RS, (cotutela Science de l\u2019Education), Universit\u00e9 Lumi\u00e8re Lyon 2, Lyon, 2011. 346 p.<\/p>\n<p id=\"BACKES2013\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6301625161386664\">BACKES, L<\/a>. <a href=\"https:\/\/periodicos.sbu.unicamp.br\/ojs\/index.php\/etd\/article\/view\/1286\">Espa\u00e7o de Conviv\u00eancia Digital Virtual (ECODI): O acoplamento estrutural no processo de intera\u00e7\u00e3o<\/a>. <strong>ETD &#8211; Educa\u00e7\u00e3o Tem\u00e1tica Digital<\/strong>, v. 15, n. 2, 2013. p. 337-355.<\/p>\n<p id=\"BACKES2015\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6301625161386664\">BACKES, L<\/a>. <a href=\"https:\/\/www.revistas.ufg.br\/interacao\/article\/view\/35419\/19866\">O hibridismo tecnol\u00f3gico digital na configura\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o digital virtual de conviv\u00eancia: forma\u00e7\u00e3o do educador<\/a>. <strong>Inter-a\u00e7\u00e3o<\/strong> (UFG. Impresso), n. 40, 2015. p. 435-457.<\/p>\n<p id=\"BACKES2017\"><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6301625161386664\">BACKES, L<\/a>.; <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/5391034042353187\">SCHLEMMER, E<\/a>.; RATTO, C. G. <a href=\"https:\/\/periodicos.fclar.unesp.br\/iberoamericana\/article\/view\/9881\">A conviv\u00eancia de natureza digital virtual nas tribos: forma\u00e7\u00e3o na perspectiva do hibridismo tecnol\u00f3gico digital<\/a>. <strong>Revista Ibero-Americana de Estudos em Educa\u00e7\u00e3o<\/strong>, v. 12, 2017. p. 1194-1216.<\/p>\n<p id=\"CAROLEI2015\">CAROLEI, P.; SCHLEMMER, E. <a href=\"https:\/\/www.edusp.com.br\/detlivro.asp?ID=41416\">Alternate Reality Game in Museum: A Process to Construct Experiences and Narratives in Hybrid Context<\/a>. In: <strong>Proceedings of EDULEARN2015 Conference<\/strong>. v. 1. Barcelona: IATED, 2015.  p. 8037-8045.<\/p>\n<p id=\"FELICE2009\">DI FELICE, M. <strong>Paisagens p\u00f3s-urbanas<\/strong>: o fim da experi\u00eancia urbana e as formas comunicativas do habitar. S\u00e3o Paulo: Annablume, 2009. Cole\u00e7\u00e3o Atopos. [<a href=\"http:\/\/www.annablume.com.br\/loja\/product_info.php?products_id=1255&amp;osCsid=ih6nkjj8p3h\">informa\u00e7\u00f5es da editora<\/a>]<\/p>\n<p id=\"FELICE2012\">DI FELICE, M. <a href=\"http:\/\/www.revistas.usp.br\/revusp\/article\/view\/34877\/37613\">Redes sociais digitais, epistemologias reticulares e a crise do antropomorfismo social<\/a>. In: <strong>Revista USP<\/strong>, v. 22, p. 6-19, 2012.<\/p>\n<p id=\"CANCLINI2006\">GARC\u00cdA CANCLINI, N. <strong>Culturas h\u00edbridas<\/strong>: estrat\u00e9gias para entrar e sair da modernidade. S\u00e3o Paulo: EDUSP, 2006. [<a href=\"https:\/\/www.edusp.com.br\/detlivro.asp?ID=41416\">informa\u00e7\u00f5es da editora<\/a>]<\/p>\n<p id=\"GIANNETTI2006\">GIANNETTI, C. <strong>Est\u00e9tica digital<\/strong>: sintopia da Arte, a Ci\u00eancia e a Tecnologia. Belo Horizonte: C\/Arte, 2006. [esgotado]<\/p>\n<p id=\"GODOY2009\">GODOY, V. O. <a href=\"https:\/\/lume.ufrgs.br\/bitstream\/handle\/10183\/18623\/000727421.pdf?sequence=1&amp;isAllowed=y\"><strong>Iber\u00ea Camargo<\/strong>: influ\u00eancia \u00e9 desenho<\/a>. Tese (Doutorado em Artes Visuais) \u2013 Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2009.<\/p>\n<p id=\"HAESBAERT2012\">HAESBAERT, R. <a href=\"http:\/\/books.scielo.org\/id\/8pk8p\/pdf\/barthe-9788523212384-03.pdf\">Hibridismo cultural, \u201cantropofagia\u201d identit\u00e1ria e transterritorialidade<\/a>. In: BARTHE-DELOIZY, F.; SERPA, A. (org.) <strong>Vis\u00f5es do Brasil<\/strong>: estudos culturais em Geografia [online]. Salvador: EDUFBA; Edi\u00e7\u00f5es L\u2019Harmattan, 2012, p. 27-46.<\/p>\n<p id=\"KASTRUP2008\">KASTRUP, V.; TEDESCO, S.; PASSOS, E. <strong>Pol\u00edticas da cogni\u00e7\u00e3o<\/strong>. Porto Alegre: Sulina, 2008. [<a href=\"http:\/\/www.editorasulina.com.br\/detalhes.php?id=438\">informa\u00e7\u00f5es da editora<\/a>]<\/p>\n<p id=\"LATOUR1991\">LATOUR, B. <strong>Nous n\u2019avons jamais \u00e9t\u00e9 modernes<\/strong>: essai d\u2019anthropologie sym\u00e9trique. 1. ed. Paris: La D\u00e9couverte, 1991. 211 p.<\/p>\n<p id=\"LATOUR1994\">LATOUR, B. <strong>Jamais fomos modernos<\/strong>. Rio de Janeiro: Editora 34, 1994. [<a href=\"http:\/\/www.editora34.com.br\/detalhe.asp?id=383\">informa\u00e7\u00f5es da editora<\/a>]<\/p>\n<p id=\"LATOUR2012\">LATOUR, B. <strong>Reagregando o social<\/strong>: uma introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 teoria do ator-rede. S\u00e3o Paulo: EDUSC, 2012. [<a href=\"http:\/\/www.edufba.ufba.br\/2012\/11\/reagregando-o-social-uma-introducao-a-teoria-do-ator-rede-2\/\">informa\u00e7\u00f5es da editora<\/a>]<\/p>\n<p id=\"LEMOS1997\">LEMOS, A. Bodynet e netcyborgs: sociabilidade e novas tecnologias na cultura contempor\u00e2nea. In: BENTZ, I.; RUBIM, A.; PINTO, J. M. (org.). <strong>Comunica\u00e7\u00e3o e sociabilidade nas culturas contempor\u00e2neas<\/strong>. Petr\u00f3polis: Vozes, 1999, p. 9-26. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.facom.ufba.br\/ciberpesquisa\/lemos\/cap1.html\">UFBA<\/a>. Acesso em: 26 maio 2021.<\/p>\n<p id=\"LEMOS2002\">LEMOS, A. <strong>Cibercultura<\/strong>: tecnologia e vida social na cultura contempor\u00e2nea. Porto Alegre, Sulina, 2002. 295p. [<a href=\"https:\/\/www.estantevirtual.com.br\/livros\/andre-lemos\/cibercultura-tecnologia-e-vida-social-na-cultura-contemporanea\/574615464?gclid=CjwKCAjwhqXbBRAREiwAucoo-7rXGZxOeDqF64N3QcOVNWnObkCnbutAId1bhAbGcs31T2_KDZiPyxoCkAIQAvD_BwE\">onde comprar<\/a>]<\/p>\n<p id=\"LEMOS2007a\">LEMOS, A. <a href=\"http:\/\/revistacmc.espm.br\/index.php\/revistacmc\/article\/view\/97\/98\">Comunica\u00e7\u00e3o e pr\u00e1ticas sociais no espa\u00e7o urbano: as caracter\u00edsticas dos dispositivos h\u00edbridos m\u00f3veis de conex\u00e3o multirredes (DHMCM)<\/a>. <strong>Comunica\u00e7\u00e3o, M\u00eddia e Consumo<\/strong>. S\u00e3o Paulo, v.4, n.10, p. 23-40, 2007a.<\/p>\n<p id=\"LEMOS2009\">LEMOS, A. <a href=\"http:\/\/www.facom.ufba.br\/ciberpesquisa\/andrelemos\/midia_locativa.pdf\">M\u00eddias locativas e territ\u00f3rios informacionais<\/a>. In: SANTAELLA, L.; ARANTES, P. (ed.), <strong>Est\u00e9ticas tecnol\u00f3gicas<\/strong>: novos modos de sentir, S\u00e3o Paulo: EDUC, 2009, p. 207-230.<\/p>\n<p id=\"LEMOS2009\">LEMOS, A. Cibercultura como territ\u00f3rio recombinante. In: TRIVINHO, E.; CAZELOTO, E. (eds.). <a href=\"https:\/\/poeticasdigitais.files.wordpress.com\/2009\/09\/2009-game_cozinheiro_das_almas.pdf\"><strong>A cibercultura e seu espelho<\/strong>: campo de conhecimento emergente e nova viv\u00eancia humana na era da imers\u00e3o interativa<\/a>. S\u00e3o Paulo: ABCiber: Instituto Ita\u00fa Cultural, 2009. p. 38-46.<\/p>\n<p id=\"LEVY1996\">L\u00c9VY, P. <strong>O que \u00e9 virtual?<\/strong> S\u00e3o Paulo: Editora 34, 1996. [<a href=\"http:\/\/www.editora34.com.br\/detalhe.asp?id=32\">informa\u00e7\u00f5es da editora<\/a>]<\/p>\n<p id=\"LEVY1997\">L\u00c9VY, P. <strong>A intelig\u00eancia coletiva<\/strong>: para uma antropologia do ciberespa\u00e7o. Lisboa: Instituto Piaget, 1997. [<a href=\"https:\/\/www.estantevirtual.com.br\/busca?utf8=\u2713&amp;type=q&amp;new=&amp;q=A+Intelig\u00eancia+Coletiva%3A+Para+uma+Antropologia+do+Ciberespa\u00e7o\">onde comprar<\/a>]<\/p>\n<p id=\"LEVY1999\">L\u00c9VY, P. <strong>Cibercultura<\/strong>. Rio de Janeiro: Editora 34, 1999. [<a href=\"http:\/\/www.editora34.com.br\/detalhe.asp?id=115&amp;busca=cibercultura\">informa\u00e7\u00f5es da editora<\/a>]<\/p>\n<p id=\"LEVY2004\">L\u00c9VY, P. <strong>As tecnologias da intelig\u00eancia<\/strong>: o futuro do pensamento na era da inform\u00e1tica. 13. ed. S\u00e3o Paulo: Editora 34, 2004. [<a href=\"http:\/\/www.editora34.com.br\/detalhe.asp?id=261&amp;busca=as%20tecnologias%20da%20intelig%EAncia\">informa\u00e7\u00f5es da editora<\/a>]<\/p>\n<p id=\"MAFFESOLI2005\">MAFFESOLI, M. Les m\u00e9moires des tribus et le r\u00e9-enchantement du monde. In: CASALEGNO, F. <strong>M\u00e9moire quotidienne:<\/strong> communaut\u00e9s et communication \u00e0 l&#8217;\u00e8re des r\u00e9seaux. Qu\u00e9bec: Presses de l\u2019Universit\u00e9 Laval, 2005, p. 129-146.<\/p>\n<p id=\"MAFFESOLI2012\">MAFFESOLI, M. <strong>O tempo retorna<\/strong>: formas elementares da P\u00f3s-Modernidade. Rio de Janeiro: Editora Forense Universit\u00e1ria, 2012. [<a href=\"https:\/\/www.estantevirtual.com.br\/busca?utf8=\u2713&amp;type=q&amp;new=&amp;q=O+tempo+retorna%3A+Formas+Elementares+da+P\u00f3s-Modernidade\">onde comprar<\/a>]<\/p>\n<p id=\"MATURANA2002\">MATURANA, H. R.; VARELA, F. J. <strong>A \u00e1rvore do conhecimento:<\/strong> as bases biol\u00f3gicas da compreens\u00e3o humana. S\u00e3o Paulo: Palas Athena, 2002. [<a href=\"http:\/\/www.palasathena.org.br\/editora_interna.php?livro_id=10\">informa\u00e7\u00f5es da editora<\/a>]<\/p>\n<p id=\"MCCALLUM2000\">McCALLUM2000, E. L. Mapping the Real in Cyberfiction. In: <strong>Poetics Today<\/strong>, v. 21, n. 2, p. 349-377, 2000.<\/p>\n<p id=\"MORIN2011\">MORIN, E. <strong>Introdu\u00e7\u00e3o ao pensamento complexo<\/strong>. Porto Alegre: Sulina, 2011. [<a href=\"http:\/\/www.editorasulina.com.br\/detalhes.php?id=313\">informa\u00e7\u00f5es da editora<\/a>]<\/p>\n<p id=\"NASCIMENTO2006\">NASCIMENTO, Susana.\u00a0 <a href=\"http:\/\/www.scielo.mec.pt\/pdf\/aso\/n181\/n181a04.pdf\">Automatiza\u00e7\u00f5es no inorg\u00e2nico: aproxima\u00e7\u00f5es ao estudo social de criaturas artificiais<\/a>. <strong>An\u00e1lise Social<\/strong>, Lisboa, n. 181, p.1033-1056, 2006.<\/p>\n<p id=\"SANTOS2006\">SANTOS, Milton. <strong>A natureza do espa\u00e7o<\/strong>: t\u00e9cnica e tempo, raz\u00e3o e emo\u00e7\u00e3o. 4. ed. S\u00e3o Paulo: Editora da Universidade de S\u00e3o Paulo, 2006. [<a href=\"https:\/\/www.edusp.com.br\/detlivro.asp?ID=42232\">informa\u00e7\u00f5es da editora<\/a>]<\/p>\n<p id=\"SCHLEMMER2006\">SCHLEMMER, E.; BACKES, L.; FRANK, P. S. S.; SILVA, F. A. da; SENT, D. T. Del.\u00a0 <a href=\"http:\/\/www.br-ie.org\/pub\/index.php\/sbie\/article\/view\/507\/493\">ECoDI: A cria\u00e7\u00e3o de um espa\u00e7o de conviv\u00eancias digital virtual<\/a>. In: 17 SIMP\u00d3SIO BRASILEIRO DE INFORM\u00c1TICA NA EDUCA\u00c7\u00c3O &#8211; 17 SBIE, 2006, Bras\u00edlia. <strong>Anais 17 Brasileiro de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2013 17 SBIE, 2006 p. 467-476.<\/p>\n<p id=\"SCHLEMMER2008\">SCHLEMMER, E. <a href=\"http:\/\/www.ihu.unisinos.br\/images\/stories\/cadernos\/ideias\/103cadernosihuideias.pdf\">ECODI: a cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os de conviv\u00eancia digital virtual no contexto dos processos de ensino e aprendizagem em Metaverso<\/a>. <strong>Cadernos IHU Ideias<\/strong>, S\u00e3o Leopoldo, v. 6, n. 103, p. 1-31, 2008.<\/p>\n<p id=\"SCHLEMMER2009\">SCHLEMMER, E. <strong>Telepresen\u00e7a<\/strong>. Curitiba: IESDE Brasil S.A., 2009. [<a href=\"https:\/\/www.estantevirtual.com.br\/livros\/eliane-schlemmer\/tele-presenca\/1190658727\">onde comprar<\/a>]<\/p>\n<p id=\"SCHLEMMER2010\">SCHLEMMER, E. Dos ambientes virtuais de aprendizagem aos espa\u00e7os de conviv\u00eancia digitais virtuais (ECODIs): O que se mant\u00e9m? O que se modificou? In: VALENTINI, C. B.; SOARES, E. M. S. (org.). <a href=\"http:\/\/www.ucs.br\/etc\/revistas\/index.php\/aprendizagem-ambientes-virtuais\/article\/viewFile\/393\/323\"><strong>Aprendizagem em ambientes virtuais<\/strong>: compartilhando ideias e construindo cen\u00e1rios<\/a>. e-book 2. ed. Caxias do Sul: EDUCS, 2010, v. 2, p. 145-191.<\/p>\n<p id=\"SCHLEMMER2012\">SCHLEMMER, E.; LOPES, D. Q. A tecnologia-conceito ECODI: uma perspectiva de inova\u00e7\u00e3o para as pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas e a forma\u00e7\u00e3o universit\u00e1ria. In: 7 CONGRESSO IBEROAMERICANO DE DOC\u00caNCIA UNIVERSIT\u00c1RIA, 2012, Porto. <strong>Anais&#8230;<\/strong> Faculdade de Psicologia e de Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o da Universidade do Porto, Porto, 2012.<\/p>\n<p id=\"SCHLEMMER2014\">SCHLEMMER, E. <a href=\"http:\/\/www.revistas.uneb.br\/index.php\/faeeba\/article\/view\/1029\/709\">Gamifica\u00e7\u00e3o em espa\u00e7os de conviv\u00eancia h\u00edbridos e multimodais: design e cogni\u00e7\u00e3o em discuss\u00e3o<\/a>. <strong>Revista da FAEEBA-Educa\u00e7\u00e3o e Contemporaneidade<\/strong>, v. 23, n. 42, 2014.<\/p>\n<p id=\"SCHLEMMER2015a\">SCHLEMMER, E. ; BACKES, L. <a href=\"http:\/\/www.ucs.br\/etc\/revistas\/index.php\/aprendizagem-ambientes-virtuais\/article\/viewFile\/393\/323\"><strong>Learning in Metaverses<\/strong>: Co-existing in Real Virtuality<\/a>. 1. ed. Hershey: IGI Global, 2015. v. 1. 356p. [<a href=\"https:\/\/www.igi-global.com\/book\/learning-metaverses-existing-real-virtuality\/105941\">informa\u00e7\u00f5es da editora<\/a>]<\/p>\n<p id=\"SCHLEMMER2015b\">SCHLEMMER, E.; CHAGAS, W. S.; SCHUSTER, B. E. Games e Gamifica\u00e7\u00e3o na modalidade EAD: da pr\u00e1tica pedag\u00f3gica na forma\u00e7\u00e3o Inicial em Pedagogia \u00e0 pr\u00e1tica pedag\u00f3gica no Ensino Fundamental. In: <a href=\"http:\/\/www.pucsp.br\/webcurriculo\/edicoes_anteriores\/2015\/downloads\/anais\/anais_iv-webcurriculo_2015.pdf\">IV Semin\u00e1rio Web Curr\u00edculo e XII Encontro de Pesquisadores<\/a>. S\u00e3o Paulo: PUC-SP, 2015.<\/p>\n<p id=\"SCHLEMMER2016a\">SCHLEMMER, E. <a href=\"http:\/\/revistas.uned.es\/index.php\/ried\/article\/view\/15731\/14278\">Games e gamifica\u00e7\u00e3o: uma alternativa aos modelos de EaD<\/a>. In: <strong>Revista Iberoamericana de Educaci\u00f3n a Distancia<\/strong>, v. 19, p. 1-12, 2016.<\/p>\n<p id=\"SCHLEMMER2016b\">SCHLEMMER, E. Hibridismo, multimodalidade e nomadismo: codetermina\u00e7\u00e3o e coexist\u00eancia para uma educa\u00e7\u00e3o em contexto de ubiquidade. In: MILL, D.; REALI, A. (org.). <strong>Educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia, qualidade e converg\u00eancias<\/strong>: sujeitos, conhecimentos, pr\u00e1ticas e tecnologias. 1. ed. S\u00e3o Carlos: EdUFSCar, 2016, v. 1, p. 1-24. [<a href=\"http:\/\/www.edufscar.com.br\/educacao-a-distancia-qualidade-e-convergencias-sujeitos-conhecimentos-praticas-e-tecnologias\">informa\u00e7\u00f5es da editora<\/a>]<\/p>\n<p id=\"SCHLEMMER2016c\">SCHLEMMER, E.; BACKES, L.; LA ROCCA, F. <a href=\"http:\/\/revistas.unisinos.br\/index.php\/educacao\/article\/view\/edu.2016.203.03\/5601\">L\u2019Espace de coexistence hybride, multimodal, pervasif et ubiquitaire: le quotidien de l\u2019\u00e9ducation \u00e0 la citoyennet\u00e9<\/a>. <strong>Educacao Unisinos (Online)<\/strong>, v. 20, p. 297-306, 2016.<\/p>\n<p id=\"SCHLEMMER2016d\">SCHLEMMER, E.; LOPES, D. Q. Avalia\u00e7\u00e3o da aprendizagem em processos gamificados: desafios para apropria\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo cartogr\u00e1fico. In: ALVES, L.; COUTINHO, I. de J. (org.). <strong>Jogos digitais e aprendizagem<\/strong>. 1. ed. Campinas: Papirus Editora, 2016, v. 1, p. 179-208. [<a href=\"http:\/\/www.papirus.com.br\/livros_detalhe.aspx?chave_livro=4170&amp;pagina=0&amp;origem=livros.aspx&amp;opcao=pesquisa&amp;qual=titulo&amp;descricao=Jogos%20digitais%20e%20aprendizagem\">informa\u00e7\u00f5es da editora<\/a>]<\/p>\n<p id=\"SCHLEMMER2017\">SCHLEMMER, E. Gamifica\u00e7\u00e3o em espa\u00e7os de conviv\u00eancia h\u00edbridos e multimodais: a educa\u00e7\u00e3o na cultura digital. 2017. (Relat\u00f3rio de pesquisa).<\/p>\n<p id=\"SCHLEMMER2018\">SCHLEMMER, E. <a href=\"https:\/\/periodicos.furg.br\/momento\/article\/view\/7801\/5279\">Projetos de aprendizagem gamificados: uma metodologia inventiva para a educa\u00e7\u00e3o na cultura h\u00edbrida e multimodal<\/a>. <strong>Revista Momento &#8211; Di\u00e1logos em Educa\u00e7\u00e3o<\/strong>, v. 27, n. 1, jan\/abril de 2018.<\/p>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O AUTORES --><\/p>\n<section id=\"Autoria\">\n<h3>Autoria<\/h3>\n<section id=\"Schlemmer\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\">\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_06.png\" alt=\"\" width=\"332\" height=\"333\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4113\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_06.png 332w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_06-300x300.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_06-150x150.png 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_06-70x70.png 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_06-246x246.png 246w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_06-276x276.png 276w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_06-125x125.png 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 332px) 100vw, 332px\" \/><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"autor_descricao\">\n        <strong>Eliane Schlemmer<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/5391034042353187\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/5391034042353187<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">\u00c9 Bolsista Produtividade em Pesquisa do CNPq e avaliadora <em>ad hoc<\/em> da CAPES, do CNPq e da FAPERGS. Doutora em Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o \u2013 Universidade Federal do Rio Grande do Sul \u2013 UFRGS (2002), Mestre em Psicologia do Desenvolvimento \u2013 UFRGS (1998), Bacharel em Inform\u00e1tica &#8211; Universidade do Vale do Rio dos Sinos \u2013 Unisinos (1992). Atualmente, \u00e9 professora-pesquisadora titular do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o na Unisinos e l\u00edder do Grupo de Pesquisa Educa\u00e7\u00e3o Digital \u2013 GPe-dU Unisinos\/CNPq (www.unisinos.br\/pesquisa\/educacao-digital), desde 2004. Principais \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o: pesquisa, desenvolvimento, doc\u00eancia, assessoria e consultoria na \u00e1rea da Educa\u00e7\u00e3o, Educa\u00e7\u00e3o Digital, Novas modalidades em Educa\u00e7\u00e3o, ambientes virtuais de aprendizagem, metaversos \u2013 mundos digitais virtuais em 3D, <em>games<\/em> e gamification, agente comunicativo, comunidades virtuais de aprendizagem e de pr\u00e1tica, metodologia de projetos. Atua desde 1989 na \u00e1rea, com experi\u00eancia em Educa\u00e7\u00e3o Infantil, Ensino Fundamental, Ensino M\u00e9dio, Ensino Superior incluindo P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o \u2013 em n\u00edvel de especializa\u00e7\u00e3o, mestrado e doutorado; e em assessoria, consultoria e capacita\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de Educa\u00e7\u00e3o Digital, Educa\u00e7\u00e3o Online e Educa\u00e7\u00e3o Corporativa. (incluindo Secretarias Municipais de Educa\u00e7\u00e3o, Redes de Escolas Particulares e Empresas). \u00c9 autora de livros entre eles: <strong>m-learning e u-learning<\/strong>: novas perspectivas da aprendizagem m\u00f3vel e ub\u00edqua, editado pela Pearson Prentice Hall, em 2011, <strong>Comunidades de Aprendizagem e de Pr\u00e1tica em Metaversos<\/strong>, editado pela Cortez, em 2012, e <strong>Learning in Metaverses<\/strong>: Co-Existing in Real Virtuality, editado pela IGI Global (EUA), em 2015.<\/p>\n<p>E-mail: <a href=\"mailto:elianeschlemmer@gmail.com\">elianeschlemmer@gmail.com<\/strong><\/span><br \/>\n      <\/section>\n<\/section>\n<section id=\"Lopes\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\">\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_07.png\" alt=\"\" width=\"554\" height=\"807\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4114\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_07.png 554w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_07-206x300.png 206w\" sizes=\"auto, (max-width: 554px) 100vw, 554px\" \/><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"autor_descricao\">\n        <strong>Daniel de Queiroz Lopes<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/7406028970099205\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/6493381786772205<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Graduado em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1994), mestrado em Psicologia Social e Institucional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2000) e doutorado em Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2008). \u00c9 Professor Adjunto da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, junto ao Departamento de Estudos B\u00e1sicos, na \u00e1rea de Aprendizagem em Ambientes Digitais. \u00c9 professor do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o da UFRGS. Faz parte do N\u00facleo de Estudos em Educa\u00e7\u00e3o na Cultura Digital (FACED\/UFRGS\/CNPq) Grupo de Pesquisa em Educa\u00e7\u00e3o Digital (GPe-dU\/UNISINOS\/CNPq) e do Laborat\u00f3rio de Ambientes Virtuais de Aprendizagem \u2013 Lavia (PPGEDU\/UCS\/CNPq). Tem experi\u00eancia na \u00e1rea de Educa\u00e7\u00e3o, com \u00eanfase em aprendizagem, psicologia do desenvolvimento humano e tecnologias na educa\u00e7\u00e3o, atuando principalmente nos seguintes temas: cibercultura, criatividade, doc\u00eancia <em>online<\/em>, ecologias e pol\u00edticas cognitivas, rob\u00f3tica educacional, e epistemologia gen\u00e9tica.<\/p>\n<p>E-mail: <a href=\"mailto:daniel.lopes@ufrgs.br\"><strong>daniel.lopes@ufrgs.br<\/strong><\/a><strong>.<\/strong><\/span><br \/>\n      <\/section>\n<\/section>\n<section id=\"Backes\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\">\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/41HTI_08.png\" alt=\"\" width=\"230\" height=\"257\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4115\" \/><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"autor_descricao\">\n        <strong>Luciana Backes<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6301625161386664\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/6301625161386664<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Graduada em Pedagogia \u2013 Habilita\u00e7\u00e3o Magist\u00e9rio e S\u00e9ries Iniciais pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (1996), especializa\u00e7\u00e3o em Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2002), mestrado em Educa\u00e7\u00e3o pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (2007) e doutorado em Educa\u00e7\u00e3o pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (2011) e Sciences de l\u2019Education pela Universit\u00e9 Lumi\u00e8re Lyon 2 (2011). Bolsa de Est\u00e1gio P\u00f3s-Doutoral no Exterior CAPES, na Universit\u00e9 Paris Descartes Paris V \u2013 Sorbonne (2013-2014). Professora titular da Universidade La Salle \u2013 Canoas, Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o. Tem experi\u00eancia na \u00e1rea de Educa\u00e7\u00e3o, com \u00eanfase em Educa\u00e7\u00e3o Digital, atuando principalmente nos seguintes temas: processos de ensino e de aprendizagem, constru\u00e7\u00e3o do conhecimento, forma\u00e7\u00e3o do educador, pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas, educa\u00e7\u00e3o <em>online<\/em>, ambiente virtual de aprendizagem, metaverso, hibridismo tecnol\u00f3gico digital, Espa\u00e7o de Conviv\u00eancia Digital Virtual &#8211; ECODI, comunidades virtuais de aprendizagem, processo de autonomia, processo de autoria, dimens\u00f5es do acoplamento estrutural, cultura emergente. L\u00edder do Grupo de Pesquisa Conviv\u00eancia e Tecnologia Digital na Contemporaneidade COTEDIC UNILASALLE\/CNPq. Pesquisadora visitante ao Laboratoire Sciences, Soci\u00e9t\u00e9, Historicit\u00e9, Education, Pratiques (S2HEP) Universit\u00e9 Claude Bernard Lyon 1.<\/p>\n<p>E-mail: <a href=\"mailto:lucianabackes@gmail.com\"><strong>lucianabackes@gmail.com<\/strong><\/a><\/span><br \/>\n      <\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O CITAR --><\/p>\n<section id=\"citar\" hidden>\n<h3>Como citar este cap\u00edtulo<\/h3>\n<blockquote><p>[AUTORES]. [T\u00cdTULO]. In: SANTOS, Edm\u00e9a O.; PIMENTEL, Mariano; SAMPAIO, F\u00e1bio F. (Org.). <b>Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o: autoria, m\u00eddia, letramento, inclus\u00e3o digital<\/b>. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o, 2019. (S\u00e9rie Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, v.5) Dispon\u00edvel em: &lt;[LINK DO ARTIGO]&gt;\n    <\/p><\/blockquote>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O COMENT\u00c1RIOS --><\/p>\n<section id=\"comentarios\"><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Eliane Schlemmer, Daniel de Queiroz Lopes, Luciana Backes) Fonte: NYC Media Lab em Flickr Como a ideia de um hibridismo &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-4106","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4106","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4106"}],"version-history":[{"count":23,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4106\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4180,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4106\/revisions\/4180"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4106"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4106"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4106"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}