{"id":3998,"date":"2021-05-11T03:13:18","date_gmt":"2021-05-11T06:13:18","guid":{"rendered":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/?p=3998"},"modified":"2021-06-16T11:43:45","modified_gmt":"2021-06-16T14:43:45","slug":"inclusao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/inclusao\/","title":{"rendered":"Instrumentos culturais de aprendizagem: recursos da inform\u00e1tica que favorecem o processo de inclus\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>(<a href=\"#Monteiro\">Ang\u00e9lica Monteiro<\/a>, <a href=\"#Cruz\">Mara Monteiro da Cruz<\/a>)<\/p>\n<p><!-- IMAGEM DISPARADORA --><\/p>\n<section id=\"imagemDisparadora\">\n  <!-- IMAGEM --><br \/>\n  <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1321\" src=\"#\" alt=\"Autoria Coletiva\" width=\"750\" height=\"560\" style=\"background-color: rgb(0,0,128);\" \/><\/p>\n<p><!-- QUEST\u00c3O DE ABERTURA --><\/p>\n<h4>Como usar os recursos da inform\u00e1tica como aliados nas a\u00e7\u00f5es que visam combater a exclus\u00e3o?<\/h4>\n<p><!-- TEXTO INTRODUT\u00d3RIO --><\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 discord\u00e2ncia sobre a import\u00e2ncia da cultura para o ser humano. Todos j\u00e1 nascem em um contexto social delineado por fatores culturais. Atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o, \u00e9 intensificada a a\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos sobre a cultura, de tal forma que n\u00e3o s\u00f3 se beneficia de seus processos e instrumentos j\u00e1 desenvolvidos, como tamb\u00e9m, a (re)cria, continuamente. De forma contradit\u00f3ria, no entanto, alguns entraves dificultam a participa\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 mesmo excluem alguns indiv\u00edduos de alguns grupos ou atividades sociais. Podemos citar como exemplos de indiv\u00edduos, as pessoas com defici\u00eancias ou transtornos como o autismo. E como exemplos de entraves, o preconceito, as diversas formas de padroniza\u00e7\u00e3o (que podem ocorrer em diferentes \u00e1reas, como o desenho de mobili\u00e1rio ou at\u00e9 nas metodologias de ensino). Por este motivo, \u00e9 na pr\u00f3pria cultura que s\u00e3o desenvolvidos instrumentos que possibilitam derrubar as barreiras das mais diversas ordens. Em especial, os instrumentos culturais de aprendizagem desenvolvidos pela inform\u00e1tica, s\u00e3o capazes de ampliar as possibilidades de intera\u00e7\u00e3o das pessoas com defici\u00eancias com a sociedade, bem como potencializar seus processos de ensino-aprendizagem.\n<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- OBJETIVOS EDUCACIONAIS --><\/p>\n<section id=\"objetivosEducacionais\">\n<h4>Objetivos Educacionais:<\/h4>\n<ul>\n<li>conceituar inclus\u00e3o social e educacional;<\/li>\n<li>conceituar acessibilidade e identificar seus crit\u00e9rios nos recursos da Inform\u00e1tica Educativa;<\/li>\n<li>reconhecer a import\u00e2ncia da Inform\u00e1tica Educativa para a media\u00e7\u00e3o cultural e a acessibilidade;<\/li>\n<li>identificar recursos desta \u00e1rea de conhecimento, instrumentos culturais de aprendizagem, que favorecem o processo de inclus\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>\u00cdndice:<\/h4>\n<ul>\n<li><a href=\"#s1\">1 INTRODU\u00c7\u00c3O<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s2\">2 INCLUS\u00c3O SOCIAL E EDUCACIONAL: DOIS LADOS DA MESMA MOEDA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s3\">3 ACESSIBILIDADE MUITO AL\u00c9M DOS MEIOS F\u00cdSICOS<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s4\">4 INSTRUMENTOS CULTURAIS DE APRENDIZAGEM; DEFINI\u00c7\u00d5ES E MODOS DE (O)USAR<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s5\">5 CONCLUS\u00c3O<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#resumo\">Resumo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#leituras\">Leituras Recomendadas<\/a><\/li>\n<li hidden><a href=\"#exercicios\">Exerc\u00edcios<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#notas\">Notas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#referencias\">Refer\u00eancias<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#Autoria\">Autoria<\/a><\/li>\n<li hidden><a href=\"#citar\">Como citar este cap\u00edtulo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#comentarios\">Coment\u00e1rios<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 1 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s1\">1 INTRODU\u00c7\u00c3O<\/h2>\n<p>H\u00e1 mais de 200 anos, diferentes pa\u00edses v\u00eam buscando definir e garantir os direitos humanos. Em 1789 foi redigida, durante a Revolu\u00e7\u00e3o Francesa, a Declara\u00e7\u00e3o dos Direitos Humanos, com o objetivo de universalizar os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade. Embora n\u00e3o seja recente, essa discuss\u00e3o \u00e9 complexa e por isso ainda t\u00e3o necess\u00e1ria quanto as a\u00e7\u00f5es para que tais direitos sejam efetivamente respeitados.<br \/>\nPara apresentar o tema da nossa aula, que \u00e9 a inclus\u00e3o, vamos tomar como exemplo o princ\u00edpio da IGUALDADE. N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil concordar que todos os cidad\u00e3os t\u00eam o mesmo direito \u00e0 participa\u00e7\u00e3o na sociedade, mas como tornar essa igualdade poss\u00edvel? Oferecendo a todos os mesmos recursos? Na figura a seguir, vemos tr\u00eas mulheres de estaturas diferentes que aparentemente t\u00eam o mesmo direito de olhar o que acontece do outro lado da cerca. A cada uma delas foi oferecido um apoio do mesmo tamanho para subirem. Qual foi o resultado dessa a\u00e7\u00e3o? Utilizar o mesmo recurso garantiu a cada uma delas o exerc\u00edcio do seu direito? Qual seria a a\u00e7\u00e3o adequada ent\u00e3o?<\/p>\n<p>  <!-- FIGURA 1 --><\/p>\n<figure>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_01.png\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"217\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4022\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_01.png 567w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_01-300x115.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><figcaption>\n      Fonte: <a href=\"http:\/\/offshegoes2013.blogspot.com.br\/2014\/06\/equity-vs-equality.html\">Off She Goes, 2013<\/a><br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>Quando nos propomos a pensar em inclus\u00e3o e mais especificamente nos recursos e estrat\u00e9gias que favorecem esse processo, \u00e9 importante refletirmos que, para que todos tenham direitos iguais, a sociedade precisa garantir diferentes meios, adequados \u00e0s necessidades de cada cidad\u00e3o. Estamos, ent\u00e3o, falando de EQUIDADE, conceito ilustrado na pr\u00f3xima figura. Para que todas as mulheres consigam ver o que acontece do outro lado da cerca, elas precisam de suportes proporcionais \u00e0s suas estaturas.<\/p>\n<p>  <!-- FIGURA 2 --><\/p>\n<figure>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_02.png\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"220\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4023\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_02.png 567w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_02-300x116.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><figcaption>\n      Fonte: <a href=\"http:\/\/offshegoes2013.blogspot.com.br\/2014\/06\/equity-vs-equality.html\">Off She Goes, 2013<\/a><br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>Nos \u00faltimos tempos, na Era da Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o, os recursos da Inform\u00e1tica t\u00eam favorecido sobremaneira o processo de participa\u00e7\u00e3o social. N\u00e3o s\u00f3 nos dando informa\u00e7\u00f5es, quase que imediatamente, dos acontecimentos mais importantes na pol\u00edtica e nas ci\u00eancias de maneira geral, mas tamb\u00e9m desenvolvendo equipamentos e programas que podem \u201cexpandir\u201d as capacidades naturais do ser humano, ou relativizar limites territoriais que restringiriam sua participa\u00e7\u00e3o na sociedade. Podemos citar como exemplos os programas que permitem que uma pessoa cega receba e envie <em>e-mails<\/em>, ou os ambientes virtuais de aprendizagem que podem permitir o acesso ao direito \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o para pessoas temporariamente impossibilitadas de se deslocarem \u00e0s institui\u00e7\u00f5es de ensino, como \u00e9 o caso das pessoas que se encontram em situa\u00e7\u00e3o de interna\u00e7\u00e3o hospitalar, nos centros de reabilita\u00e7\u00e3o ou at\u00e9 mesmo em pris\u00f5es.<br \/>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 2 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s2\">2 INCLUS\u00c3O SOCIAL E EDUCACIONAL: DOIS LADOS DA MESMA MOEDA<\/h2>\n<p>  <!-- FIGURA 3 --><\/p>\n<figure>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_03.png\" alt=\"\" width=\"567\" height=\"162\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4024\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_03.png 567w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_03-300x86.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 567px) 100vw, 567px\" \/><figcaption>\n      Fonte: <a href=\"http:\/\/cetspeducacao.blogspot.com.br\/2016\/04\/dia-mundial-da-educacao.html\">CETSPeduca\u00e7\u00e3o<\/a><br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>Inclus\u00e3o social e inclus\u00e3o educacional muitas vezes s\u00e3o citadas como sin\u00f4nimos. Realmente esses conceitos est\u00e3o bastante imbricados, mas podemos definir cada um separadamente.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 dissemos, a humanidade h\u00e1 tempos vem buscando consolidar os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade preconizados pela Declara\u00e7\u00e3o dos Direitos Humanos. No entanto, grandes desafios de diferentes naturezas surgem neste percurso, principalmente em fun\u00e7\u00e3o da diversidade de culturas e caracter\u00edsticas dos seres humanos. A quest\u00e3o, muitas vezes, \u00e9 \u201ccomo tratar com igualdade pessoas t\u00e3o diferentes?\u201d<\/p>\n<p>O ser humano nasce em sociedade, mas a plena participa\u00e7\u00e3o social, que chamamos de \u201ccidadania\u201d, depende de a\u00e7\u00f5es intencionais voltadas \u00e0 garantia dos direitos de todos. H\u00e1, entretanto, alguns grupos sociais que historicamente t\u00eam sido exclu\u00eddos da conviv\u00eancia social em fun\u00e7\u00e3o de suas diferen\u00e7as, como de classe social, g\u00eanero, faixa et\u00e1ria ou por terem defici\u00eancia. O processo de inclus\u00e3o social visa a garantir os direitos sociais a todo cidad\u00e3o. Na Constitui\u00e7\u00e3o brasileira (<a href=\"#BRASIL1988\">BRASIL<\/a>, 1988) s\u00e3o citados como exemplos de direitos sociais o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, \u00e0 sa\u00fade, ao trabalho e ao lazer.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE: Mapeando o processo de exclus\u00e3o social<\/h5>\n<p>A partir da m\u00fasica \u201cProblema social\u201d, de Seu Jorge, elabore um mapa conceitual<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> sobre o processo de exclus\u00e3o social, suas causas e efeitos na sociedade.<\/p>\n<p><strong>Problema Social<\/strong><br \/>\n(Fernandinho e Guar\u00e1)<\/p>\n<p>Se eu pudesse eu dava um toque em meu destino<br \/>\nN\u00e3o seria um peregrino nesse imenso mundo c\u00e3o<br \/>\nNem o bom menino que vendeu lim\u00e3o e<br \/>\nTrabalhou na feira pra comprar seu p\u00e3o<\/p>\n<p>N\u00e3o aprendia as maldades que essa vida tem<br \/>\nMataria a minha fome sem ter que roubar ningu\u00e9m<br \/>\nJuro que nem conhecia a famosa Funabem<br \/>\nOnde foi a minha morada desde os tempos de nen\u00e9m<br \/>\n\u00c9 ruim acordar de madrugada pra vender bala no trem<br \/>\nSe eu pudesse eu tocava em meu destino<br \/>\nHoje eu seria algu\u00e9m<\/p>\n<p>Seria eu um intelectual<br \/>\nMas como n\u00e3o tive chance de ter estudado em col\u00e9gio legal<br \/>\nMuitos me chamam pivete<br \/>\nMas poucos me deram um apoio moral<br \/>\nSe eu pudesse eu n\u00e3o seria um problema social<br \/>\nSe eu pudesse eu n\u00e3o seria um problema social<\/p>\n<\/section>\n<p>Voc\u00ea deve ter observado que o autor da can\u00e7\u00e3o relata que o problema descrito est\u00e1 diretamente relacionado \u00e0 educa\u00e7\u00e3o (\u201c<em>Hoje eu seria algu\u00e9m \/ Seria um intelectual \/ Mas como n\u00e3o tive chance de ter estudado em col\u00e9gio legal \/ Muitos me chamam de pivete \/ mas poucos me deram um apoio moral<\/em>\u201d). Chegamos, ent\u00e3o, ao ponto em que inclus\u00e3o social e educacional se cruzam. A exclus\u00e3o nas escolas reproduz e agrava o problema da exclus\u00e3o social. Al\u00e9m disso, o preconceito legitimado por escolas excludentes marca profundamente a forma\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o, gerando mais conflitos sociais no futuro (<a href=\"#KARAGIANNIS1999\">KARAGIANNIS; STAINBACK; STAINBACK, 1999<\/a>).<\/p>\n<p>A inclus\u00e3o educacional, processo que visa a garantir a todo cidad\u00e3o o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, \u00e9 um movimento fundamental para equipar as oportunidades para pessoas que s\u00e3o historicamente exclu\u00eddas de seus direitos. A escola \u00e9, tamb\u00e9m, o espa\u00e7o ideal para aprender a conviver com as diferen\u00e7as, em coopera\u00e7\u00e3o, valorizando e desenvolvendo as habilidades individuais em prol de uma constru\u00e7\u00e3o coletiva \u2013 o que se constitui, em si, no fundamento da constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais justa. No Brasil, as principais leis que garantem a educa\u00e7\u00e3o para todos s\u00e3o a Constitui\u00e7\u00e3o Federal (<a href=\"#BRASIL1988\">BRASIL<\/a>, 1988) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional (<a href=\"#BRASIL1996\">BRASIL<\/a>, 1996). Entretanto, para garantir o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o de pessoas com defici\u00eancias e outras diferen\u00e7as significativas na aprendizagem e desenvolvimento, muitos outros dispositivos legais t\u00eam sido necess\u00e1rios.<\/p>\n<p>As pessoas com defici\u00eancia t\u00eam seu direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o reconhecido h\u00e1 poucas d\u00e9cadas. O hist\u00f3rico da educa\u00e7\u00e3o dessas pessoas revela s\u00e9culos de exclus\u00e3o social e a descren\u00e7a em suas possibilidades de aprendizagem e desenvolvimento. Isoladas da sociedade em raz\u00e3o do estigma da defici\u00eancia, elas realmente n\u00e3o tinham oportunidades de progredir.<\/p>\n<p>A Educa\u00e7\u00e3o Inclusiva tornou-se refer\u00eancia internacional somente a partir da segunda metade da d\u00e9cada de 1990, com a difus\u00e3o da Declara\u00e7\u00e3o de Salamanca (<a href=\"#UNESCO1994\">UNESCO<\/a>, 1994), documento resultante da Confer\u00eancia Mundial sobre Necessidades Educacionais Especiais: Acesso e Acessibilidade, da qual participaram cerca de 100 pa\u00edses (entre eles o Brasil) e in\u00fameras organiza\u00e7\u00f5es internacionais.<\/p>\n<p>Apesar de j\u00e1 existirem, antes da d\u00e9cada de 1990, movimentos em prol da escolariza\u00e7\u00e3o das pessoas com defici\u00eancia, como a Integra\u00e7\u00e3o, a Inclus\u00e3o se diferencia por preconizar modifica\u00e7\u00f5es nas atitudes, espa\u00e7os f\u00edsicos, curr\u00edculos escolares e onde mais houver barreiras que impe\u00e7am ou dificultem a plena participa\u00e7\u00e3o social das pessoas com defici\u00eancia ou outras condi\u00e7\u00f5es acentuadas de diferen\u00e7a.<\/p>\n<p>Para que essas crian\u00e7as sejam efetivamente beneficiadas pelo processo de escolariza\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o apenas matriculadas nas escolas, a Declara\u00e7\u00e3o de Salamanca preconiza que suas necessidades educacionais especiais sejam atendidas pela escola regular atrav\u00e9s de uma Pedagogia centrada na crian\u00e7a.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5 hidden>T\u00edtulo do quadro &#8211; PENDENTE<\/h5>\n<p>Escolas deveriam acomodar todas as crian\u00e7as independentemente de suas condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingu\u00edsticas ou outras. Aquelas deveriam incluir crian\u00e7as deficientes e superdotadas, crian\u00e7as de rua e que trabalham, crian\u00e7as de origem remota ou de popula\u00e7\u00e3o n\u00f4made, crian\u00e7as pertencentes a minorias lingu\u00edsticas, \u00e9tnicas ou culturais, e crian\u00e7as de outros grupos desavantajados ou marginalizados (<a href=\"#UNESCO1994\">UNESCO<\/a>, 1994).<\/p>\n<\/section>\n<p>Desde ent\u00e3o, a express\u00e3o \u201cnecessidades educacionais especiais\u201d tem sido amplamente utilizada, \u00e0s vezes erroneamente, como sin\u00f4nimo de defici\u00eancia.<br \/>\nIsso ocorre, tamb\u00e9m, porque a pol\u00edtica relativa \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o Especial no Brasil tem procurado resumir seu p\u00fablico-alvo a apenas os estudantes com defici\u00eancias, transtorno global do desenvolvimento (s\u00edndromes como o autismo) e altas habilidades\/superdota\u00e7\u00e3o. Somente estes t\u00eam expl\u00edcito, por exemplo, o direito de frequentar, no contraturno da escolaridade, as Salas de Recurso Multifuncionais (SRM), com atividades para complementar ou suplementar aquelas realizadas na sala de aula comum.<br \/>\nQuem trabalha na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, percebe claramente que h\u00e1 muitos estudantes que tamb\u00e9m apresentam diferen\u00e7as significativas em seus processos de aprendizagem ou desenvolvimento, como aqueles que t\u00eam dificuldade de aprendizagem e outros transtornos, chamados \u201ctranstornos funcionais espec\u00edficos\u201d, como a dislexia e o d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o. Nesses casos, a crian\u00e7a n\u00e3o tem defici\u00eancia intelectual ou problemas visuais ou auditivos n\u00e3o corrigidos que justifiquem as dificuldades \u2013 trata-se de problemas de origem neurol\u00f3gica. Essas condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o citadas na Resolu\u00e7\u00e3o CNE\/CEB de 2001, nestes termos:<\/p>\n<section class=\"blockquote\">\nArt. 5\u00ba Consideram-se educandos com necessidades educacionais especiais os que, durante o processo educacional, apresentarem:<\/p>\n<p>I &#8211; dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limita\u00e7\u00f5es no processo de desenvolvimento que dificultem o acompanhamento das atividades curriculares, compreendidas em dois grupos:<\/p>\n<ol>\n<li>a) aquelas n\u00e3o vinculadas a uma causa org\u00e2nica espec\u00edfica;<\/li>\n<li>b) aquelas relacionadas a condi\u00e7\u00f5es, disfun\u00e7\u00f5es, limita\u00e7\u00f5es ou defici\u00eancias. (<a href=\"http:\/\/portal.mec.gov.br\/cne\/arquivos\/pdf\/CEB0201.pdf\">BRASIL<\/a>, 2001)<\/li>\n<\/ol>\n<\/section>\n<p>Em contrapartida, se considerarmos que a escola tem o dever de elaborar um curr\u00edculo que contemple a diversidade, n\u00e3o h\u00e1 por que classificarmos como especiais as necessidades educacionais dos estudantes com diferen\u00e7as acentuadas em seus processos de aprendizagem e\/ou desenvolvimento.<\/p>\n<p>Para atender a esses estudantes na escola regular, a Pol\u00edtica Nacional de Educa\u00e7\u00e3o Especial na perspectiva da Educa\u00e7\u00e3o Inclusiva (<a href=\"#BRASIL2008\">BRASIL<\/a>, 2008) dava as seguintes orienta\u00e7\u00f5es:<\/p>\n<p>  <!-- FIGURA 4 --><\/p>\n<figure>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_04.png\" alt=\"\" width=\"638\" height=\"388\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4025\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_04.png 638w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_04-300x182.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 638px) 100vw, 638px\" \/><figcaption>\n      Fonte: cita\u00e7\u00e3o.<br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>A SRM \u00e9 o ambiente equipado com recursos de baixa e alta tecnologia em que s\u00e3o desenvolvidas, por profissionais especializados em Educa\u00e7\u00e3o Especial, as a\u00e7\u00f5es voltadas para dar suporte \u00e0 escolariza\u00e7\u00e3o do estudante com defici\u00eancias, transtorno global do desenvolvimento ou altas habilidades\/superdota\u00e7\u00e3o. Em sua implanta\u00e7\u00e3o, as SRM recebem do MEC os seguintes materiais:<\/p>\n<p>  <!-- FIGURA 5 --><\/p>\n<figure>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_05.png\" alt=\"\" width=\"1160\" height=\"625\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4026\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_05.png 1160w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_05-300x162.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_05-1024x552.png 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_05-768x414.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1160px) 100vw, 1160px\" \/><figcaption>\n      Fonte: MEC (<a href=\"#MEC2010\">2010<\/a>, p. 11).<br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>Observamos que, al\u00e9m dos equipamentos b\u00e1sicos, como computador e impressora, s\u00e3o disponibilizados recursos de acessibilidade (conceito que iremos discutir no pr\u00f3ximo item), como o teclado com colmeia, um aparato que serve para facilitar a digita\u00e7\u00e3o para pessoas com dificuldades motoras, evitando que esbarrem em outras teclas.<\/p>\n<p>Como podemos constatar, pelo menos onde foram instaladas as SRM, escolas p\u00fablicas t\u00eam recursos da Inform\u00e1tica Educativa, mas nem sempre aos professores s\u00e3o oferecidas oportunidades de forma\u00e7\u00e3o continuada para que possam utilizar esses recursos da melhor forma.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso que o professor se disponha a ser o mediador\/orientador da aprendizagem nos sentidos: intelectual, ajudando o estudante a escolher informa\u00e7\u00f5es importantes, trabalhando com elas de forma significativa; emocional, incentivando e organizando os limites com equil\u00edbrio, credibilidade, autenticidade e empatia; gerencial e comunicacional, quando, por exemplo, organiza as atividades de grupo, ajudando a desenvolver todas as formas de express\u00e3o; e \u00e9tico, orientando o educando a assumir e vivenciar valores construtivos, dentro dos padr\u00f5es \u00e9ticos (<a href=\"#MORAN2013\">MORAN<\/a>, 2013).<\/p>\n<p>O preconceito e a exclus\u00e3o s\u00f3 podem ser combatidos com a conviv\u00eancia social e a\u00e7\u00f5es educativas intencionalmente planejadas. Citando Paulo Freire: \u201cA realidade social, objetiva, que n\u00e3o existe por acaso, mas como produto da a\u00e7\u00e3o dos homens, tamb\u00e9m n\u00e3o se transforma por acaso.\u201d (<a href=\"#FREIRE2005\">FREIRE<\/a>, 2005, p.41)<\/p>\n<p>Propomos, ent\u00e3o, um exerc\u00edcio de reflex\u00e3o a partir de um filme indiano, <em>Como estrelas na terra, toda crian\u00e7a \u00e9 especial<\/em>.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO CINECLUB --><\/p>\n<section class=\"quadro cineclube\">\n<h5>CINECLUBE: Como estrelas na terra, toda crian\u00e7a \u00e9 especial (2007)<\/h5>\n<section class=\"cineclube_cartaz\">\n      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_06.png\" alt=\"\" width=\"227\" height=\"156\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4027\" \/><br \/>\n      <\/a><\/p>\n<p style=\"color:red;\" hidden><strong>Indispon\u00edvel<\/strong> no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=xLJMDzmkezY\">YouTube<\/a><br \/>\nPENDENTE: Substituir por este (<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Ql1lexvIkcc\">Youtube<\/a>)?<\/p>\n<\/section>\n<section class=\"cineclube_sinopse\">\n<p>O filme conta a hist\u00f3ria de um menino de 9 anos com significativas dificuldades na aprendizagem dos conte\u00fados escolares. Veja o filme e pense no que poderia haver de diferente nas duas escolas onde Ishaan estudou. Identifique as barreiras que dificultam seu acesso aos conte\u00fados escolares e fa\u00e7a uma lista de recursos e estrat\u00e9gias que, na sua opini\u00e3o, poderiam favorecer o processo de aprendizagem do menino e evitar seu fracasso escolar.<\/p>\n<\/section>\n<p>Em uma cena do filme, Ishaan, o personagem principal, diz que n\u00e3o consegue ler porque as letras \u201cdan\u00e7am\u201d no papel. Entendemos, ent\u00e3o, que, diante de suas dificuldades de leitura, todo conte\u00fado curricular apresentado em livros e textos comuns ser\u00e1 pouco acess\u00edvel para ele. Disponibilizar outros suportes e estrat\u00e9gias para trabalhar esses conte\u00fados \u00e9 medida de acessibilidade. Mas o que exatamente significa \u201cacessibilidade\u201d?<br \/>\n  <\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 3 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s3\">3 ACESSIBILIDADE MUITO AL\u00c9M DOS MEIOS F\u00cdSICOS<\/h2>\n<p>Para discutirmos a abrang\u00eancia do conceito de acessibilidade, vamos usar o exemplo de um caso real, que foi contado numa aula pela pr\u00f3pria estudante, cujo nome e outras informa\u00e7\u00f5es pessoais foram alterados para a manuten\u00e7\u00e3o do anonimato.<br \/>\n  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5 hidden>T\u00edtulo do quadro<\/h5>\n<p>Ana tem 24 anos e \u00e9 uma estudante de mestrado na \u00e1rea da Educa\u00e7\u00e3o. Seu desempenho acad\u00eamico \u00e9 excelente, e ela est\u00e1 fazendo um est\u00e1gio profissional. Al\u00e9m da faculdade, ela divide o seu tempo com os treinos de Bocha, pois \u00e9 atleta paraol\u00edmpica. O fato de ter conseguido entrar na equipe que participou nos jogos Paral\u00edmpicos do Rio 2016, foi um fator de grande alegria e de supera\u00e7\u00e3o, pois apenas a partir desse ano ela come\u00e7ou a ir de \u00f4nibus sozinha para a faculdade.<\/p>\n<p>O que parecia uma conquista trouxe uma s\u00e9rie de problemas e evidenciou barreiras que Ana nem imaginava que existiam, pois por toda a sua vida os seus pais a levaram e trouxeram de e para todos os lugares na van da fam\u00edlia que est\u00e1 adaptada para a cadeira de rodas. Esses s\u00e3o alguns exemplos de situa\u00e7\u00f5es novas com as quais ela se depara cotidianamente na sua nova vida:<\/p>\n<ul>\n<li>O desafio come\u00e7a no trajeto da sua casa para o ponto do \u00f4nibus, pois ela tem de se desviar dos buracos das cal\u00e7adas e passar por ruas de paralelep\u00edpedo. Quando chega ao ponto do \u00f4nibus, como a quantidade de \u00f4nibus equipados com elevadores para cadeirantes n\u00e3o \u00e9 suficiente, ela demora 30 minutos s\u00f3 esperando que venha um \u201c\u00f4nibus dos novos\u201d. Quando o \u00f4nibus chega, muitas vezes os dispositivos est\u00e3o inoperantes ou n\u00e3o funcionam direito, o que faz com que a entrada seja muito demorada e que precise de ajuda. O problema \u00e9 que muitos motoristas arrancam antes que ela possa estar instalada num local com espa\u00e7o e seguran\u00e7a dentro do \u00f4nibus, que \u00e0s vezes est\u00e1 lotado e as pessoas ficam zangadas por ter que lhe dar espa\u00e7o.<\/li>\n<li>Quando precisou ser atendida numa loja, ficou contente ao ver que tinham um balc\u00e3o mais baixo, adaptado para cadeirantes, para onde ela se dirigiu prontamente. S\u00f3 que ela ficou esperando muito tempo l\u00e1, parada, e ningu\u00e9m veio atender, porque os funcion\u00e1rios n\u00e3o conseguiam ver que ela estava no local e n\u00e3o iam verificar se havia algu\u00e9m esperando.<\/li>\n<li>A faculdade tem dois elevadores, mas apenas um funciona e, quando chega, est\u00e1 quase sempre lotado e as pessoas n\u00e3o v\u00e3o para tr\u00e1s e n\u00e3o se acomodam para dar espa\u00e7o para a cadeira de rodas. Parece que Ana \u00e9 que tem obriga\u00e7\u00e3o de esperar pela pr\u00f3xima vinda do elevador, e a pr\u00f3xima e a pr\u00f3xima\u2026<\/li>\n<li>A faculdade tem uma sala de computadores, mas as mesas n\u00e3o s\u00e3o adaptadas para cadeirantes.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A faculdade tem banheiro feminino, masculino e de \u201cdeficientes\u201d, como se n\u00e3o houvesse homens e mulheres tamb\u00e9m com defici\u00eancia.<\/p>\n<\/section>\n<p>  <!-- QUADRO DEBATE --><\/p>\n<section class=\"quadro debate\">\n<h5>DEBATE: Adequa\u00e7\u00f5es e barreiras<\/h5>\n<p>A partir da hist\u00f3ria de Ana, reflita sobre as seguintes quest\u00f5es:<\/p>\n<ul>\n<li>Quais s\u00e3o os principais fatores que facilitam que Ana usufrua do direito \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o, o acesso aos servi\u00e7os e a liberdade de ir e vir?<\/li>\n<li>Quais s\u00e3o os fatores que impedem que Ana tenha condi\u00e7\u00f5es de mobilidade e de acesso aos meios e \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o semelhantes a outros jovens da mesma faixa et\u00e1ria?<\/li>\n<li>Na sua opini\u00e3o, o maior problema est\u00e1 nos meios f\u00edsicos ou nas mentalidades\/atitudes das pessoas? Justifique e exemplifique com base no texto.<\/li>\n<li>Quais s\u00e3o as medidas que podem ser adotadas para minimizar os problemas que Ana tem de enfrentar diariamente? D\u00ea exemplos.<\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<p>O caso de Ana nos remete aos problemas de equipamentos de infraestrutura, mas tamb\u00e9m aos problemas de atitude, de desconhecimento e intoler\u00e2ncia de algumas pessoas consideradas \u201cnormais\u201d perante pessoas com defici\u00eancia. Esse problema tamb\u00e9m \u00e9 extensivo \u00e0s pessoas com defici\u00eancia visual, aos surdos, a todos os que fogem da norma-padr\u00e3o e que n\u00e3o cabem na \u201cforma\u201d imposta pela sociedade contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p>  <!-- FIGURA 6 --><\/p>\n<figure>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_07.png\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"343\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4028\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_07.png 400w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_07-300x257.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><figcaption>\n      Fonte: <a href=\"https:\/\/www.uol.com.br\/splash\/noticias\/2021\/04\/18\/cartunista-expoe-dificuldades-e-falas-ofensivas-a-deficientes-com-charges.htm\">UOL\/Not\u00edcias<\/a>.<br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>A multiplicidade de desafios enfrentados por Ana nos ajuda a compreender a abrang\u00eancia do conceito de acessibilidade. No Brasil j\u00e1 existe uma legisla\u00e7\u00e3o que assegura o direito \u00e0 <strong>acessibilidade<\/strong> em todos os espa\u00e7os sociais (BRASIL, <a href=\"#BRASIL2004\">2004<\/a>; <a href=\"#BRASIL2008\">2008<\/a>), legalmente definida como:<\/p>\n<section class=\"blockquote\">\nCondi\u00e7\u00e3o para utiliza\u00e7\u00e3o, com seguran\u00e7a e autonomia, total ou assistida, dos espa\u00e7os, mobili\u00e1rios e equipamentos urbanos, das edifica\u00e7\u00f5es, dos servi\u00e7os de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunica\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o por pessoa portadora de defici\u00eancia ou com mobilidade reduzida (<a href=\"#BRASIL2004\">BRASIL<\/a>, 2004).<br \/>\n  <\/section>\n<p>Retomando o exemplo de Ana e refletindo a partir da legisla\u00e7\u00e3o apresentada, os princ\u00edpios e garantias legais n\u00e3o est\u00e3o sendo cumpridos ou s\u00e3o parcialmente observados, o que coloca esses estudantes em situa\u00e7\u00e3o de desigualdade em rela\u00e7\u00e3o aos demais, uma vez que n\u00e3o garantem os direitos e igualdade de condi\u00e7\u00f5es de acesso \u00e0 escola, \u00e0s estrat\u00e9gias de ensino e aos recursos did\u00e1tico-pedag\u00f3gicos. <a href=\"#CRUZ2013\">Cruz e Monteiro<\/a> (2013) destacaram que a \u201cacessibilidade \u00e9 imprescind\u00edvel principalmente no ambiente escolar, pois dela depende a amplia\u00e7\u00e3o das possibilidades de aprendizagem destes estudantes\u201d (p. 2). Portanto, a acessibilidade significa muito mais do que os meios f\u00edsicos, segundo Fernandes et al. (<a href=\"#FERNANDES2013\">2013<\/a>):<\/p>\n<section class=\"blockquote\">\nAo se falar em acessibilidade, h\u00e1 uma tend\u00eancia a se enfatizar os aspectos f\u00edsicos, como se o fato de o aluno poder se locomover livremente na escola garantisse sua inclus\u00e3o educacional. Certamente isso \u00e9 muito importante, contudo, pode no m\u00e1ximo permitir sua inser\u00e7\u00e3o social, n\u00e3o sendo suficiente para o processo de aprendizagem e constru\u00e7\u00e3o do conhecimento.<br \/>\n  <\/section>\n<p>  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\" style=\"min-width:100%;\">\n<h5 hidden>T\u00edtulo do quadro<\/h5>\n<p>Para saber mais sobre o conceito de acessibilidade consulte: <a href=\"http:\/\/www.bengalalegal.com\/martagil\">http:\/\/www.bengalalegal.com\/martagil<\/a><\/p>\n<\/section>\n<p>Segundo Unoesc (<a href=\"#UNOESC2017\">2017<\/a>), baseado em Sassaki (<a href=\"#SASSAKI2009\">2009<\/a>), a acessibilidade pode ser classificada em oito tipos\/dimens\u00f5es:<\/p>\n<table width=\"566\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"220\">Tipo de acessibilidade<\/td>\n<td width=\"346\">Conceito<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"220\">ACESSIBILIDADE ATITUDINAL<\/td>\n<td width=\"346\">Refere-se \u00e0 percep\u00e7\u00e3o do outro sem preconceitos, estigmas, estere\u00f3tipos e discrimina\u00e7\u00f5es. Todos os demais tipos de acessibilidade est\u00e3o relacionados a essa, pois \u00e9 a atitude da pessoa que impulsiona a remo\u00e7\u00e3o de barreiras.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"220\">ACESSIBILIDADE ARQUITET\u00d4NICA<\/td>\n<td width=\"346\">Elimina\u00e7\u00e3o das barreiras ambientais f\u00edsicas nas resid\u00eancias, nos edif\u00edcios, nos espa\u00e7os e equipamentos urbanos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"220\">ACESSIBILIDADE METODOL\u00d3GICA<\/td>\n<td width=\"346\">Conhecida tamb\u00e9m como pedag\u00f3gica, \u00e9 a aus\u00eancia de barreiras nas metodologias e t\u00e9cnicas de estudo. Est\u00e1 relacionada diretamente \u00e0 concep\u00e7\u00e3o subjacente \u00e0 atua\u00e7\u00e3o docente: a forma como os professores concebem conhecimento, aprendizagem, avalia\u00e7\u00e3o e inclus\u00e3o educacional ir\u00e1 determinar, ou n\u00e3o, a remo\u00e7\u00e3o das barreiras pedag\u00f3gicas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"220\">ACESSIBILIDADE PROGRAM\u00c1TICA<\/td>\n<td width=\"346\">Elimina\u00e7\u00e3o de barreiras presentes nas pol\u00edticas p\u00fablicas (leis, decretos, portarias, normas, regulamentos, entre outros).<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"220\">ACESSIBILIDADE INSTRUMENTAL<\/td>\n<td width=\"346\">Supera\u00e7\u00e3o das barreiras nos instrumentos, utens\u00edlios e ferramentas de estudo (escolar), de trabalho (profissional), de lazer e recrea\u00e7\u00e3o (comunit\u00e1ria, tur\u00edstica, esportiva).<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"220\">ACESSIBILIDADE NOS TRANSPORTES<\/td>\n<td width=\"346\">Forma de acessibilidade que elimina barreiras n\u00e3o s\u00f3 nos ve\u00edculos, mas tamb\u00e9m nos pontos de paradas, incluindo as cal\u00e7adas, os terminais, as esta\u00e7\u00f5es e todos os outros equipamentos que comp\u00f5em as redes de transporte.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"220\">ACESSIBILIDADE NAS COMUNICA\u00c7\u00d5ES<\/td>\n<td width=\"346\">\u00c9 a acessibilidade que elimina barreiras na comunica\u00e7\u00e3o interpessoal (face a face, l\u00edngua de sinais), escrita (jornal, revista, livro, carta, apostila etc., incluindo textos em braille, uso do computador port\u00e1til) e virtual (acessibilidade digital).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"220\">\u00a0ACESSIBILIDADE DIGITAL<\/td>\n<td width=\"346\">Direito de elimina\u00e7\u00e3o de barreiras na disponibilidade de comunica\u00e7\u00e3o, de acesso f\u00edsico, de equipamentos e programas adequados, de conte\u00fado e apresenta\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o em formatos alternativos.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Fonte: Unoesc (<a href=\"#UNOESC2017\">2017<\/a>).<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>DESAFIO<\/h5>\n<p>Tente classificar os desafios que identificou na hist\u00f3ria de Ana (2\u00ba. \u00edtem do debate) de acordo com alguns tipos de acessibilidade apresentados na tabela.<\/p>\n<\/section>\n<p>Ainda sobre os tipos de acessibilidade, Cruz e Monteiro (<a href=\"#CRUZ2013\">2013<\/a>) desenvolveram uma pesquisa com adolescentes e jovens com defici\u00eancia intelectual cujos resultados deram origem ao conceito de \u201cacessibilidade cognitiva\u201d. As autoras relatam que o estudo<\/p>\n<section class=\"blockquote\">\n[&#8230;] utilizou pr\u00e1ticas j\u00e1 difundidas na Web, como a publica\u00e7\u00e3o de documentos do tipo <em>easyread<\/em>, seguiu as orienta\u00e7\u00f5es do Guia Change para a elabora\u00e7\u00e3o de textos acess\u00edveis e adotou os princ\u00edpios da Teoria da Flexibilidade Cognitiva (TFC), de forma pioneira no trabalho com alunos com defici\u00eancia intelectual, considerando que tais medidas s\u00e3o de suma import\u00e2ncia para possibilitar o acesso destes jovens \u00e0s informa\u00e7\u00f5es escritas no suporte digital (<a href=\"#CRUZ2013\">CRUZ; MONTEIRO<\/a>, 2013, p. 37).<br \/>\n  <\/section>\n<p>Os crit\u00e9rios de acessibilidade cognitiva em objetos de aprendizagem,<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> ou seja, a remo\u00e7\u00e3o de barreiras \u00e0 capacidade de pensar, assimilar conte\u00fados, entender a informa\u00e7\u00e3o, construir conhecimentos, foram representados pelas autoras da seguinte forma:<\/p>\n<p>  <!-- FIGURA 7 --><\/p>\n<figure>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_08_2.png\" alt=\"\" width=\"960\" height=\"720\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4141\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_08_2.png 960w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_08_2-300x225.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_08_2-768x576.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 960px) 100vw, 960px\" \/><figcaption>\n      Fonte: As autoras.<br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao papel das tecnologias para a acessibilidade, Sassaki (<a href=\"#SASSAKI2009\">2009<\/a>) refere que:<\/p>\n<section class=\"blockquote\">\n\u00c9 preciso ressaltar que todos os tipos e sistemas de tecnologia, tais como tecnologias assistivas, tecnologias digitais, tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, devem permear as dimens\u00f5es da acessibilidade como suportes \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de todos os direitos das pessoas com defici\u00eancia (p.2).<br \/>\n  <\/section>\n<p>Aprofundando a quest\u00e3o da acessibilidade digital, existe uma s\u00e9rie de recursos e estrat\u00e9gias desenvolvidos\u00a0para promover o acesso aos\u00a0<em>sites<\/em>\u00a0e\u00a0<em>softwares<\/em>\u00a0educativos que seguem normas de acessibilidade definidas pelo W3C<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>. Conforto e Santarosa (<a href=\"#CONFORTO2002\">2002<\/a>) referem que a acessibilidade \u00e0 <em>web<\/em> deve ser entendida como um meio de aproxima\u00e7\u00e3o entre o conte\u00fado e os usu\u00e1rios e as suas necessidades e prefer\u00eancias. Sobre acessibilidade \u00e0 internet, as autoras a definem como:<\/p>\n<section class=\"blockquote\">\n[&#8230;] a flexibiliza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e da intera\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios que possuam algum tipo de necessidade especial no que se refere aos mecanismos de navega\u00e7\u00e3o e de apresenta\u00e7\u00e3o dos sites, \u00e0 opera\u00e7\u00e3o com software e com hardware e \u00e0s adapta\u00e7\u00f5es aos ambientes e situa\u00e7\u00f5es (GUIA, 1999). A acessibilidade passa a ser entendida como sin\u00f4nimo de aproxima\u00e7\u00e3o, um meio de disponibilizar a cada usu\u00e1rio interfaces que respeitem suas necessidades e prefer\u00eancias (<a href=\"#CONFORTO2002\">CONFORTO; SANTAROSA<\/a>, 2002, p. 92).<br \/>\n  <\/section>\n<p>Nesse sentido, h\u00e1 uma s\u00e9rie de elementos simples constitutivos da programa\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o de <em>sites <\/em>e de <em>softwares<\/em> que podem significar o acesso ou a exclus\u00e3o de diferentes indiv\u00edduos com diferentes necessidades. No caso das p\u00e1ginas <em>web<\/em>, o grupo <a href=\"http:\/\/www.changepeople.org\/getmedia\/923a6399-c13f-418c-bb29-051413f7e3a3\/How-to-make-info-accessible-guide-2016-Final\">GUIA<\/a> disponibilizou algumas sugest\u00f5es pr\u00e1ticas para o aumento da acessibilidade, tais como:<\/p>\n<ul>\n<li>Inclus\u00e3o de legendas ou de descri\u00e7\u00e3o das imagens com texto (essa medida faz com que os leitores de texto dos invisuais leia ou descreva a imagem apresentada);<\/li>\n<li>Possibilidade de aumento do texto com as op\u00e7\u00f5es do <em>browser<\/em> (facilita a leitura de pessoas com a acuidade visual reduzida);<\/li>\n<li>Ajuste do tamanho do texto ao comprimento da janela (facilita a utiliza\u00e7\u00e3o do <em>software<\/em> de amplia\u00e7\u00e3o);<\/li>\n<li>Identifica\u00e7\u00e3o dos campos dos formul\u00e1rios e das hiperliga\u00e7\u00f5es (medidas igualmente importante para os invisuais poderem interagir com o <em>site<\/em>);<\/li>\n<li>Possibilidade de ativa\u00e7\u00e3o dos elementos da p\u00e1gina a partir do teclado (para o caso dos sujeitos com dificuldades motoras que impossibilitam o manuseamento do <em>mouse<\/em>).<\/li>\n<\/ul>\n<p>As regras de acessibilidade na <em>web<\/em> s\u00e3o determinadas, em grande parte, por diretrizes veiculadas atrav\u00e9s de documentos produzidos pelo grupo W3C, tais como <em>Diretrizes de Acessibilidade para Conte\u00fado Web (WCAG) 2.0<\/em> (<a href=\"#W3C2014\">W3C; 2014<\/a>) e <em>Authoring Tool Accessibility Guidelines (ATAG) 2.0<\/em> (<a href=\"#W3C2015\">W3C, 2015<\/a>)<\/span>. Foram estabelecidos os seguintes pontos de verifica\u00e7\u00e3o para as regras de acessibilidade:<\/p>\n<ol>\n<li>Fornecer alternativas equivalentes ao conte\u00fado sonoro e visual.<\/li>\n<li>N\u00e3o recorrer apenas \u00e0 cor.<\/li>\n<li>Utilizar corretamente anota\u00e7\u00f5es e folhas de estilo.<\/li>\n<li>Indicar claramente qual a l\u00edngua utilizada.<\/li>\n<li>N\u00e3o usar tabelas a n\u00edvel de disposi\u00e7\u00e3o de elementos e identificar as tabelas de dados com cabe\u00e7alhos de linha e de coluna.<\/li>\n<li>Assegurar que as p\u00e1ginas dotadas de novas tecnologias sejam transformadas harmoniosamente.<\/li>\n<li>Assegurar o controle do utilizador sobre as altera\u00e7\u00f5es temporais do conte\u00fado.<\/li>\n<li>Assegurar a acessibilidade direta de interfaces do utilizador integradas.<\/li>\n<li>Pautar a concep\u00e7\u00e3o pela independ\u00eancia face a dispositivos.<\/li>\n<li>Utilizar solu\u00e7\u00f5es de transi\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Utilizar as tecnologias e as diretivas do W3C.<\/li>\n<li>Fornecer contexto e orienta\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<li>Fornecer mecanismos de navega\u00e7\u00e3o claros.<\/li>\n<li>Assegurar a clareza e a simplicidade dos documentos.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Todos os recursos educativos digitais deveriam ser acess\u00edveis, para que pudessem ser utilizados por todas as pessoas, com ou sem defici\u00eancias ou transtornos. Isto significa seguir os princ\u00edpios do <strong>Desenho Universal<\/strong>, segundo os quais um recurso deve ser:<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a><\/p>\n<ol>\n<li>Igualit\u00e1rio \u2013 uso equitativo<\/li>\n<li>Adapt\u00e1vel \u2013 uso flex\u00edvel<\/li>\n<li>\u00d3bvio \u2013 uso simples e intuitivo<\/li>\n<li>Conhec\u00edvel \u2013 de f\u00e1cil percep\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Seguro \u2013 tolerante ao erro<\/li>\n<li>Sem esfor\u00e7o \u2013 baixo esfor\u00e7o f\u00edsico<\/li>\n<li>Abrangente \u2013 dimens\u00f5es razo\u00e1veis.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Um exemplo de <em>site<\/em> com essas preocupa\u00e7\u00f5es acerca da acessibilidade \u00e9 o ambiente de aprendizagem Eduquito, desenvolvido pelo N\u00facleo de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o Especial da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (niee2.ufrgs.br\/eduquito\/).<\/p>\n<p>Para o site foi desenvolvida uma estrutura denominada \u201cbarra de acessibilidade\u201d (ver figura a seguir), que oferece as op\u00e7\u00f5es de diminuir ou aumentar o tamanho das fontes dos textos apresentados, al\u00e9m de disponibilizar v\u00eddeos com orienta\u00e7\u00f5es sobre o ambiente virtual em LIBRAS, bem como informa\u00e7\u00f5es em \u00e1udio.<\/p>\n<p>  <!-- FIGURA 8 --><\/p>\n<figure>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_09.png\" alt=\"\" width=\"780\" height=\"93\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4030\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_09.png 780w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_09-300x36.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_09-768x92.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 780px) 100vw, 780px\" \/><figcaption>\n      Fonte: Eduquito\/As autoras.<br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>O Windows apresenta v\u00e1rias ferramentas de acessibilidade, tais como<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a>:<\/p>\n<ul>\n<li>Lupa: Ferramenta que amplia uma parte da tela ou a tela completa para aumentar a visibilidade de palavras e de imagens. \u00c9 fornecida com algumas defini\u00e7\u00f5es diferentes para que possam ser utilizadas da forma mais adequada \u00e0s necessidades dos usu\u00e1rios.<\/li>\n<li>Narrador: Permite que se utilize o PC sem um monitor ou <em>mouse<\/em> para concluir tarefas comuns, se o usu\u00e1rio for deficiente visual ou tiver pouca vis\u00e3o. L\u00ea e interage com itens na tela, como texto e bot\u00f5es.<\/li>\n<li>Legenda de \u00e1udio: Permite ler as palavras que s\u00e3o faladas na parte de \u00e1udio de um v\u00eddeo ou programa de televis\u00e3o. Quando a legendagem de \u00e1udio est\u00e1 ativada, esta \u00e9 normalmente apresentada na parte inferior da tela. A legendagem de \u00e1udio \u00e9 normalmente utilizada por pessoas com incapacidades auditivas, bem como por pessoas que preferem ler, em vez de ouvir, a parte de \u00e1udio de um v\u00eddeo.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Teclado na tela: O Windows tem uma ferramenta de Facilidade de Acesso incorporada denominada Teclado na tela (<em>OSK<\/em>, <em>on-screen keyboard<\/em>), que pode ser utilizada em vez de um teclado f\u00edsico para se deslocar na tela de um PC ou para introduzir texto.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\" style=\"min-width:100%\">\n<h5 hidden>T\u00edtulo do quadro<\/h5>\n<p>Para abrir o painel Facilidade de Acesso, pressione a tecla de logotipo do Windows+U. Ou digite Facilidade de Acesso na caixa de pesquisa.<\/p>\n<\/section>\n<p>Al\u00e9m do acesso ao sistema, \u00e9 poss\u00edvel utilizar qualquer <em>software<\/em> aplicativo (ex. PowerPoint, Word, Excel) para o trabalho com estudantes que tenham defici\u00eancias, transtornos de aprendizagem ou desenvolvimento. Cruz (<a href=\"#CRUZ2004\">2004<\/a>) utilizou o PowerPoint, o Paint e o Word no contexto de media\u00e7\u00e3o para o letramento de adultos com defici\u00eancia intelectual. Os principais resultados indicaram<\/p>\n<section class=\"blockquote\">\n[&#8230;] que a manipula\u00e7\u00e3o \u201cconcreta\u201d do texto, a flexibilidade e a interatividade proporcionadas pelo aplicativo PowerPoint, aliadas ao trabalho de media\u00e7\u00e3o realizado pelas professoras, foram de grande valia para provocar novas reflex\u00f5es sobre a escrita nestes alunos, apesar de serem adultos, logo, com tend\u00eancia a um \u201cestado estacion\u00e1rio de desenvolvimento\u201d (p.238).<br \/>\n  <\/section>\n<p>Nascimento (<a href=\"#NASCIMENTO2017\">2017<\/a>) tamb\u00e9m usou o <a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/0B-YcmloaKTWJNUs4U0dlQy1hMkk\/view\">PowerPoint<\/a> para desenvolver atividades pedag\u00f3gicas para duas crian\u00e7as com autismo, matriculadas nas s\u00e9ries iniciais do Ensino Fundamental. A autora concluiu que os conte\u00fados curriculares abordados se tornaram mais atraentes e acess\u00edveis para essas crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Existem, ainda, outros <em>softwares <\/em>gratuitos espec\u00edficos para o trabalho com estudantes com diferentes tipos de defici\u00eancia ou que s\u00e3o generalistas e que podem ser utilizados com a media\u00e7\u00e3o do(a) professor(a).<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\" style=\"min-width:100%\">\n<h5 hidden>T\u00edtulo do quadro<\/h5>\n<p><strong>Sugest\u00f5es de reposit\u00f3rios de recursos educacionais abertos<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Banco internacional de objetos educacionais (MEC)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/objetoseducacionais2.mec.gov.br\/handle\/mec\/10855\">http:\/\/objetoseducacionais2.mec.gov.br\/handle\/mec\/10855<\/a><\/li>\n<li>RIVED (MEC)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/rived.mec.gov.br\/site_objeto_lis.php\">http:\/\/rived.mec.gov.br\/site_objeto_lis.php<\/a><\/li>\n<li>Acessibilidade inclusiva:<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.acessibilidadeinclusiva.com.br\/programas-para-computadores\/\">http:\/\/www.acessibilidadeinclusiva.com.br\/programas-para-computadores\/<\/a><\/li>\n<li>Facilitado a acessibilidade:<br \/>\nhttps:\/\/facilitandoacessibilidade.wordpress.com\/downloads-de-softwares\/<\/li>\n<li>net<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.acessibilidade.net\/at\/kit2004\/\">http:\/\/www.acessibilidade.net\/at\/kit2004\/<\/a><\/li>\n<li>Acessibilidade legal<br \/>\n<a href=\"http:\/\/acessibilidadelegal.com\/30-assistivas.php\">http:\/\/acessibilidadelegal.com\/30-assistivas.php<\/a><\/li>\n<li>Portal do professor<br \/>\n<a href=\"http:\/\/portaldoprofessor.mec.gov.br\/recursosColecao.html\">http:\/\/portaldoprofessor.mec.gov.br\/recursosColecao.html<\/a><\/li>\n<li>Ambiente educacional <em>web<\/em><br \/>\n<a href=\"http:\/\/ambiente.educacao.ba.gov.br\/conteudos-digitais\/conteudos\/listar\">http:\/\/ambiente.educacao.ba.gov.br\/conteudos-digitais\/conteudos\/listar<\/a><\/li>\n<li>Klick educa\u00e7\u00e3o<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.klickeducacao.com.br\/ativint\/ativintfrontdoor\/0,6659,POR-12-1,00.html\">http:\/\/www.klickeducacao.com.br\/ativint\/ativintfrontdoor\/0,6659,POR-12-1,00.html<\/a><\/li>\n<li>Educop\u00e9dia<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.educopedia.com.br\/\">http:\/\/www.educopedia.com.br\/<\/a><\/li>\n<li>Escola Digital<br \/>\n<a href=\"http:\/\/escoladigital.org.br\/\">http:\/\/escoladigital.org.br\/<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<p>Exemplos de <em>softwares<\/em> gratuitos para a acessibilidade e a inclus\u00e3o de estudantes com defici\u00eancias ou outras diferen\u00e7as acentuadas em seus processos de aprendizagem e\/ou desenvolvimento:<\/p>\n<ol>\n<li>eSSENTIAL Accessibility\u2122 &#8211; torna a navega\u00e7\u00e3o na Internet mais acess\u00edvel, oferecendo as seguintes ferramentas:<br \/>\nI. Teclado na tela;<br \/>\nII. Alternativas para o <em>mouse<\/em>;<br \/>\nIII. Zoom em texto e imagem;<br \/>\nIV. \u201cAuxiliar de clique\u201d visual;<br \/>\nV. Texto para voz;<br \/>\nVI. Reconhecimento de voz (apenas para l\u00edngua inglesa).<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.essentialaccessibility.com\/br\/secretariamunicipalsaopaulo\">http:\/\/www.essentialaccessibility.com\/br\/secretariamunicipalsaopaulo<\/a><\/li>\n<p><\/p>\n<li>Dosvox &#8211; O sistema operacional Dosvox permite que pessoas cegas utilizem um microcomputador comum (PC) para desempenhar uma s\u00e9rie de tarefas, adquirindo assim um n\u00edvel alto de independ\u00eancia no estudo e no trabalho.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/intervox.nce.ufrj.br\/dosvox\/download.htm\">http:\/\/intervox.nce.ufrj.br\/dosvox\/download.htm<\/a><\/li>\n<p><\/p>\n<li>Dicion\u00e1rio de libras &#8211; Tradu\u00e7\u00e3o <em>online<\/em> de palavras ou textos do portugu\u00eas para Libras.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.dicionariolibras.com.br\/\">dicionarioLibras.com.br<\/a><\/li>\n<p><\/p>\n<li><em>eViaCam<\/em> &#8211; Controle do <em>mouse<\/em> por meio de movimentos da cabe\u00e7a. O clique do <em>mouse<\/em> \u00e9 acionado fixando-se por alguns segundos o ponteiro do <em>mouse<\/em> na regi\u00e3o desejada na tela.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/sourceforge.net\/projects\/eviacam\/\">http:\/\/sourceforge.net\/projects\/eviacam\/<\/a><\/li>\n<p><\/p>\n<li>Liane TTS &#8211; O Liane TTS \u00e9 um sintetizador de voz que visa a suprir a car\u00eancia de qualidade auditiva dos <em>softwares<\/em> de leitura de tela. O aplicativo \u00e9 um compilador que l\u00ea um texto e o transmite para um sintetizador de voz. Os sons s\u00e3o gerados e reproduzidos pelo sistema de \u00e1udio do computador pessoal.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.serpro.gov.br\/servicos\/downloads\/lianetts\/lianetts_informacoes\/?searchterm=Liane%20TTS\">http:\/\/www.serpro.gov.br\/servicos\/downloads\/lianetts\/lianetts_informacoes\/?searchterm=Liane%20TTS<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p>Exemplos de <em>sites <\/em>com jogos e recursos educativos:<\/p>\n<ol>\n<li>\u00c1baco \u2013 a<em> Download<\/em> gratuito de \u00e1baco \u2013 recurso utilizado para desenvolver conceitos matem\u00e1ticos.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/kids-abacus.softonic.com.br\/\">https:\/\/kids-abacus.softonic.com.br\/<\/a><\/li>\n<p><\/p>\n<li>Escola <em>games<\/em> &#8211; Jogos sobre diferentes conte\u00fados curriculares, como ortografia e tabuada, al\u00e9m de livros acess\u00edveis.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.escolagames.com.br\/\">http:\/\/www.escolagames.com.br\/<\/a><\/li>\n<p><\/p>\n<li>Smartkids &#8211; Jogos sobre diferentes conte\u00fados curriculares, al\u00e9m de passatempos e conte\u00fados para trabalhos escolares.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/smartkids.com.br\/\">http:\/\/smartkids.com.br\/<\/a><\/li>\n<p><\/p>\n<li>Jogos <em>online<\/em> gr\u00e1tis &#8211; Jogos de alfabetiza\u00e7\u00e3o, matem\u00e1tica, ca\u00e7a-palavras etc.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/jogosonlinegratis.uol.com.br\/cat\/jogos-educativos-e-infantil\/\">http:\/\/jogosonlinegratis.uol.com.br\/cat\/jogos-educativos-e-infantil\/<\/a><\/li>\n<p><\/p>\n<li>HVirtua &#8211; Jogos de alfabetiza\u00e7\u00e3o, matem\u00e1tica, al\u00e9m de outros de racioc\u00ednio, como xadrez e Uno.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.jogoseducativos.hvirtua.com\/\">http:\/\/www.jogoseducativos.hvirtua.com\/<\/a><\/li>\n<p><\/p>\n<li><em>Site <\/em>de dicas &#8211; Jogos, atividades, v\u00eddeos educativos para crian\u00e7as, jovens e adultos.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/sitededicas.ne10.uol.com.br\/\">http:\/\/sitededicas.ne10.uol.com.br\/<\/a><\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00c9 importante lembrar que n\u00e3o basta selecionar os recursos \u2013 objetos de aprendizagem e recursos de acessibilidade, por exemplo. Certamente, deixar o estudante explorando livremente os jogos <em>online<\/em>, por exemplo, n\u00e3o garante que ele aprender\u00e1 determinado conte\u00fado. \u00c9 preciso planejar as atividades, testar os recursos, mediar a utiliza\u00e7\u00e3o, avaliar continuamente, ajustar, replanejar\u2026 Com efeito, um professor aberto ao novo tender\u00e1 a ter mais facilidade em desenvolver estrat\u00e9gias inovadoras do que um centralizador (<a href=\"#MORAN2013\">MORAN, 2013<\/a>). Estamos falando do c\u00e9lebre &#8220;modo de usar&#8221;.<br \/>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 4 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s4\">4 INSTRUMENTOS CULTURAIS DE APRENDIZAGEM; DEFINI\u00c7\u00d5ES E MODOS DE (O)USAR<\/h2>\n<p>  <!-- FIGURA 9 --><\/p>\n<figure>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_10.png\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"503\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4031\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_10.png 800w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_10-300x189.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_10-768x483.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption>\n      Fonte: <a href=\"https:\/\/es.dreamstime.com\/imagen-de-archivo-libre-de-regal%C3%ADas-cortar-el-queso-image12632916\">DreamsTime<\/a>.<br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>Todos sabemos que promover inclus\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma simples quest\u00e3o de ter a faca (os recursos da tecnologia, entre outros) e o queijo (a convic\u00e7\u00e3o de que todos t\u00eam direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 participa\u00e7\u00e3o social) na m\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 comum ouvirmos relatos de escolas p\u00fablicas com laborat\u00f3rios inteiros de computadores guardados em caixas, porque n\u00e3o foi disponibilizada infraestrutura de instala\u00e7\u00e3o, por exemplo, ou completamente sem uso porque os professores n\u00e3o foram capacitados para isso.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, as tecnologias, produzidas pelo homem como parte da cultura, podem ser utilizadas de diversas formas, de acordo com suas necessidades. No caso da Inform\u00e1tica Educativa, n\u00e3o adianta termos computadores e <em>softwares<\/em>, se n\u00e3o desenvolvermos uma pr\u00e1tica pedag\u00f3gica intencionalmente planejada para atingir objetivos claramente definidos.<\/p>\n<p>Para Vigotsky, a aquisi\u00e7\u00e3o dos conhecimentos n\u00e3o se d\u00e1 de forma direta, mas mediada por outros homens, pelos instrumentos e pelos signos. Os instrumentos consistem em objetos f\u00edsicos, ferramentas, desenvolvidos pela cultura para mediar a a\u00e7\u00e3o humana sobre a natureza. J\u00e1 os signos s\u00e3o instrumentos psicol\u00f3gicos ou simb\u00f3licos, mediadores da a\u00e7\u00e3o humana sobre as pessoas (<a href=\"#PINO2005\">PINO, 2005<\/a>). Como exemplo de instrumento, podemos citar a faca, que aparece na ilustra\u00e7\u00e3o no in\u00edcio desta se\u00e7\u00e3o. J\u00e1 a l\u00edngua que falamos \u00e9 um exemplo de instrumento psicol\u00f3gico.<\/p>\n<p>E o computador? Seria uma simples ferramenta? Temos uma m\u00e1quina (ou <em>hardware<\/em>), mas que n\u00e3o funciona sem a media\u00e7\u00e3o dos signos, da linguagem, e que pode potencializar a comunica\u00e7\u00e3o entre as pessoas, como no caso da internet. Observamos, ent\u00e3o que seu uso pode promover os tr\u00eas tipos de media\u00e7\u00e3o descritos por Vigotsky (<a href=\"#FREITAS2008\">FREITAS, 2008<\/a>). Se pensarmos que a cultura \u00e9 produzida atrav\u00e9s do uso de instrumentos e signos, na intera\u00e7\u00e3o entre os homens, podemos classificar o uso do computador, dentro dos princ\u00edpios da Inform\u00e1tica Educativa, como um privilegiado instrumento cultural de aprendizagem.<\/p>\n<p>Paulo Freire destaca que a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma dimens\u00e3o da cultura. Para ele, na rela\u00e7\u00e3o ativa do homem <em>com <\/em>e <em>na <\/em>realidade, criando e recriando, \u00e9 desenvolvida \u201cuma rela\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de sujeito para objeto \u2013 de que resulta o conhecimento, que se expressa pela linguagem\u201d (<a href=\"#FREIRE1996\">FREIRE, 1996<\/a>, p. 112).<\/p>\n<p>\u00c9 precisamente dessa rela\u00e7\u00e3o ativa que estamos falando. A Inform\u00e1tica Educativa favorece o processo de inclus\u00e3o quando a amplia\u00e7\u00e3o do acesso aos instrumentos culturais de aprendizagem favorece a participa\u00e7\u00e3o social, permite e incentiva a cria\u00e7\u00e3o e a recria\u00e7\u00e3o, gerando aprendizagem.<\/p>\n<p>Conclu\u00edmos, ent\u00e3o, que n\u00e3o bastam a faca e o queijo\u2026 h\u00e1 que se pensar em v\u00e1rias quest\u00f5es, como o tipo de faca, como manuse\u00e1-la, como tornar o queijo acess\u00edvel para todos, e at\u00e9 mesmo quais as caracter\u00edsticas do queijo, considerando, em primeiro lugar, os diferentes gostos e restri\u00e7\u00f5es alimentares, por exemplo.<\/p>\n<p>Os aparatos da cultura humana, segundo Vigotsky (<a href=\"#VIGOTSKY1995\">1995<\/a>), tendem a ser desenvolvidos para um ser humano \u201ct\u00edpico\u201d em seu desenvolvimento psicofisiol\u00f3gico: para pessoas que t\u00eam determinados \u00f3rg\u00e3os, como m\u00e3os e p\u00e9s, e um c\u00e9rebro que desempenha determinadas fun\u00e7\u00f5es. Quando h\u00e1 algum tipo de defici\u00eancia, \u00e9 preciso desenvolver t\u00e9cnicas ou sistemas especiais de s\u00edmbolos culturais adaptados \u00e0s necessidades do indiv\u00edduo, como \u00e9 o caso da L\u00edngua de Sinais e da escrita braille. Dessa forma, \u00e9 poss\u00edvel estimular o desenvolvimento cultural, com recursos e estrat\u00e9gias que promovam a compensa\u00e7\u00e3o da defici\u00eancia.<\/p>\n<p>Para utilizarmos a Inform\u00e1tica Educativa com estudantes com defici\u00eancias ou transtornos de aprendizagem ou desenvolvimento, \u00e9 preciso empreender um processo que parte da avalia\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio educando \u2013 quem ele \u00e9, quais os seus interesses, o que j\u00e1 sabe e o que precisa aprender. Al\u00e9m de selecionar objetivos e conte\u00fados pedag\u00f3gicos, \u00e9 importante considerar quais as suas necessidades espec\u00edficas e quais os recursos de acessibilidade dispon\u00edveis para atend\u00ea-las. \u00c9 um processo cont\u00ednuo, em que o aluno, os recursos e as estrat\u00e9gias est\u00e3o sempre sendo avaliados para que seja poss\u00edvel fazer ajustes em qualquer etapa do processo de ensino-aprendizagem.\u00a0 Podemos sistematizar esse processo da seguinte forma:<\/p>\n<p>  <!-- FIGURA 10 --><\/p>\n<figure>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_11.jpg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"720\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4032\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_11.jpg 1280w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_11-300x169.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_11-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_11-768x432.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" \/><figcaption>\n      Fonte: As autoras.<br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<\/section>\n<p>Os recursos multim\u00eddia s\u00e3o particularmente ben\u00e9ficos para o processo de ensino-aprendizagem dos estudantes em geral. Contudo, por fornecerem est\u00edmulos de diferentes tipos, visuais, auditivos, cinest\u00e9sicos e t\u00e1teis, favorecem a apresenta\u00e7\u00e3o de um mesmo conte\u00fado de formas diferentes, tornando-os, assim, mais acess\u00edveis para educandos com defici\u00eancia, altas habilidades, dist\u00farbios de aprendizagem ou autismo, por exemplo. Al\u00e9m disso, eles costumam despertar o interesse por atra\u00edrem a aten\u00e7\u00e3o da grande maioria das crian\u00e7as e jovens.<\/p>\n<p>Estudos realizados em todos os n\u00edveis de ensino demonstram que os recursos das Tecnologias da Informa\u00e7\u00e3o e da Comunica\u00e7\u00e3o (TIC) podem favorecer o processo de ensino-aprendizagem destas pessoas. Cintra, Jesuino e Proen\u00e7a (<a href=\"#CINTRA2011\">2011<\/a>) analisaram o processo de inclus\u00e3o de um estudante com autismo no ensino superior, na modalidade EaD, e conclu\u00edram que os recursos disponibilizados atrav\u00e9s dessa modalidade de ensino ofereceram condi\u00e7\u00f5es educacionais que proporcionaram seguran\u00e7a ao educando, permitindo a ele investir em suas potencialidades acad\u00eamicas.<\/p>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 5 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s5\">5 CONCLUS\u00c3O<\/h2>\n<section class=\"blockquote\">\nPara as pessoas sem defici\u00eancia, a tecnologia torna as coisas mais f\u00e1ceis. Para as pessoas com defici\u00eancia, a tecnologia torna as coisas poss\u00edveis (<a href=\"#RADABAUGH1993\">RADABAUGH, 1993<\/a>).<br \/>\n  <\/section>\n<p>Mais antigo que o ideal de Inclus\u00e3o \u00e9 o da Educa\u00e7\u00e3o para todos. Estudantes com diferen\u00e7as acentuadas em seus processos de aprendizagem ou desenvolvimento denunciam a inefic\u00e1cia de um padr\u00e3o de ensino focado no conte\u00fado, que desconsidera as diferen\u00e7as individuais. Entretanto, os recursos das TIC permitem flexibilizar, adequar, sintonizar os modos de ensinar com as formas de aprender de cada estudante.<\/p>\n<p>Tais caracter\u00edsticas, aliadas \u00e0 compreens\u00e3o de que estamos trabalhando com instrumentos culturais que ampliam as oportunidades de aprendizagem \u00e0 medida que potencializam as chances de (cri)a\u00e7\u00e3o do estudante em sua cultura, favorecem o desenvolvimento de pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas mais do que inclusivas, melhores para todos, conforme o conceito de Desenho Universal.<\/p>\n<p>Entretanto, todas as vantagens e facilidades trazidas pelas TIC n\u00e3o s\u00e3o efetivas se n\u00e3o houver a media\u00e7\u00e3o do professor: a a\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica que envolve o olhar reflexivo, a observa\u00e7\u00e3o, a intera\u00e7\u00e3o daquele que ensina com o que e a quem deseja ensinar.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso, no entanto, e antes de tudo, querer mudar de paradigma. Sair da postura de quem deseja encaixar o estudante em um padr\u00e3o ilus\u00f3rio e aprender a cada dia, com cada um, independentemente de suas diferen\u00e7as serem advindas de uma defici\u00eancia, transtorno, condi\u00e7\u00e3o funcional, psicol\u00f3gica ou social.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE: Criando uma sequ\u00eancia did\u00e1tica<\/h5>\n<p>N\u00f3s vimos neste cap\u00edtulo que a inclus\u00e3o e a acessibilidade<strong> envolvem conhecimentos, mas tamb\u00e9m atitudes e valores, pelo que pode e deve ser abordada em qualquer n\u00edvel de ensino<\/strong>. Vamos criar uma aula sobre <strong>Inclus\u00e3o e Acessibilidade<\/strong> para crian\u00e7as (Ensino Fundamental)? Para isso, realize as seguintes atividades:<\/p>\n<p>1 &#8211; Elabore um plano de aula sobre Inclus\u00e3o e Acessibilidade, no Word, com os seguintes elementos (objetivos, p\u00fablico-alvo [indicar a s\u00e9rie], conte\u00fados, recursos, metodologia e avalia\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>2 &#8211; Pesquise em reposit\u00f3rios abertos um recurso educativo que considere acess\u00edvel e que possa ser utilizado na aula. Argumente por que considera o recurso acess\u00edvel e o que faria, do ponto de vista metodol\u00f3gico, em sala de aula, para torn\u00e1-lo ainda mais acess\u00edvel e promotor de inclus\u00e3o.<\/p>\n<p>3 &#8211; Crie uma apresenta\u00e7\u00e3o em PowerPoint de suporte \u00e0 aula, com imagens, texto e v\u00eddeo, adequada \u00e0s caracter\u00edsticas e necessidades dos seus alunos.<\/p>\n<p><strong>Considere que a sua turma tem 20 alunos: 12 meninas, 8 meninos, sendo que um menino tem dificuldades de audi\u00e7\u00e3o (sabe ler, n\u00e3o tem int\u00e9rprete) e uma menina tem baixa vis\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>Bom trabalho!<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O RESUMO --><\/p>\n<section>\n<h3 id=\"resumo\">Resumo<\/h3>\n<figure>\n      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_12_2.png\" alt=\"\" width=\"1645\" height=\"747\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4044\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_12_2.png 1645w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_12_2-300x136.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_12_2-1024x465.png 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_12_2-768x349.png 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_12_2-1536x698.png 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 1645px) 100vw, 1645px\" \/><figcaption>Fonte: As autoras.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Neste cap\u00edtulo falamos sobre os instrumentos culturais de aprendizagem desenvolvidos pela Inform\u00e1tica. Para isso, discutimos os conceitos de inclus\u00e3o social e educacional e de acessibilidade, refletimos sobre a import\u00e2ncia da Inform\u00e1tica Educativa para a media\u00e7\u00e3o cultural e a acessibilidade e apresentamos alguns exemplos de instrumentos culturais de aprendizagem, que favorecem o processo de inclus\u00e3o.<br \/>\nNo primeiro ponto, \u201cInclus\u00e3o social e educacional\u201d, discutimos as semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as entre dois conceitos imbricados: inclus\u00e3o social e inclus\u00e3o educacional. A inclus\u00e3o social visa a garantir os direitos sociais a todo cidad\u00e3o, sendo que um desses direitos \u00e9 o da Educa\u00e7\u00e3o equitativa. O direito a oportunidades para pessoas que s\u00e3o historicamente exclu\u00eddas est\u00e1 relacionado com o conceito de inclus\u00e3o educacional. Esse direito est\u00e1 garantido no Brasil atrav\u00e9s de diversas leis, tais como a Constitui\u00e7\u00e3o Federal (<a href=\"#BRASIL1988\">BRASIL, 1988<\/a>) e a Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional (<a href=\"#BRASIL1996\">BRASIL, 1996<\/a>), contudo, para que os direitos sejam assegurados, \u00e9 necess\u00e1rio que o curr\u00edculo contemple a diversidade. A Pol\u00edtica Nacional de Educa\u00e7\u00e3o Especial na perspectiva da Educa\u00e7\u00e3o Inclusiva (<a href=\"#BRASIL2008\">BRASIL, 2008<\/a>) estabelece o atendimento educacional especializado em sala de recursos multifuncionais no contra turno da escola regular, sempre em articula\u00e7\u00e3o com a Educa\u00e7\u00e3o Especial.<br \/>\nNo segundo ponto, abordamos o conceito de acessibilidade e ressaltamos que existem diferentes tipos de acessibilidade e que estes v\u00e3o muito al\u00e9m dos meios f\u00edsicos, incluem quest\u00f5es de atitude, de conhecimento e de respeito ao pr\u00f3ximo. Falamos sobre os tipos de acessibilidade (atitudinal, arquitet\u00f4nica, metodol\u00f3gica, program\u00e1tica, instrumental, nos transportes, nas comunica\u00e7\u00f5es, digital) e propusemos no conceito de acessibilidade cognitiva em objetos de aprendizagem.<br \/>\nForam dados exemplos pr\u00e1ticos de ferramentas digitais para a inclus\u00e3o, reposit\u00f3rios abertos e softwares gratuitos.<br \/>\nNo terceiro ponto, falamos sobre os instrumentos culturais, defini\u00e7\u00f5es e modos de usar. Convocamos alguns autores, como Vigotsky (<a href=\"#VIGOTSKY1995\">1995<\/a>) e Freire (<a href=\"#FREIRE1996\">1996<\/a>), para ressaltar a import\u00e2ncia da rela\u00e7\u00e3o do sujeito com o objeto para a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento atrav\u00e9s da participa\u00e7\u00e3o social, da cria\u00e7\u00e3o e da recria\u00e7\u00e3o de instrumentos culturais, incluindo os recursos multim\u00eddia interativos.<br \/>\nConclu\u00edmos chamando a aten\u00e7\u00e3o para o papel fundamental da media\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica para o uso efetivo destes recursos e a adequa\u00e7\u00e3o aos estudantes atrav\u00e9s do conhecimento das suas caracter\u00edsticas pessoais e do contexto social em que est\u00e3o inseridos. Dessa forma, mais do que objetos, esses recursos se constituem instrumentos culturais que ampliam as oportunidades de aprendizagem \u00e0 medida que potencializam as chances de (cri)a\u00e7\u00e3o do estudante em sua cultura, favorecem o desenvolvimento de pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas mais do que inclusivas, melhores para todos.<br \/>\n  <\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O LEITURAS --><\/p>\n<section id=\"leituras\">\n<h3>Leituras Recomendadas<\/h3>\n<section class=\"leitura_recomendada\"><!-- IN\u00cdCIO DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/books.google.com.br\/books\/about\/Desenho_universal.html?id=ZyhKSAAACAAJ&#038;source=kp_book_description&#038;redir_esc=y\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_13.jpg\" alt=\"\" width=\"1720\" height=\"2510\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4034\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_13.jpg 1720w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_13-206x300.jpg 206w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_13-702x1024.jpg 702w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_13-768x1121.jpg 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_13-1053x1536.jpg 1053w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_13-1403x2048.jpg 1403w\" sizes=\"auto, (max-width: 1720px) 100vw, 1720px\" \/><\/a><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\">\n<p>ELALI, A. G.; ARA\u00daJO, G. R. de; PINHEIRO, Q. J. Acessibilidade psicol\u00f3gica: eliminar barreiras \u201cf\u00edsicas\u201d n\u00e3o \u00e9 o suficiente. In: PRADO, A. R. de A.; LOPES, E. M.; ORNSTEIN, W. S. (orgs.). In: <strong><a href=\"https:\/\/books.google.com.br\/books\/about\/Desenho_universal.html?id=ZyhKSAAACAAJ&#038;source=kp_book_description&#038;redir_esc=y\">Desenho universal: caminhos da acessibilidade no Brasil<\/a><\/strong>. S\u00e3o Paulo: Annablume Editora, 2010. p. 117- 127.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><br \/>\n  <\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O NOTAS --><\/p>\n<section id=\"notas\">\n<h3>Notas<\/h3>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Encontre orienta\u00e7\u00f5es e dicas sobre elabora\u00e7\u00e3o de mapas conceituais em: <a href=\"http:\/\/pt.wikihow.com\/Fazer-um-Mapa-Conceitual\">http:\/\/pt.wikihow.com\/Fazer-um-Mapa-Conceitual<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> Objetos de aprendizagem (OA) s\u00e3o recursos pedag\u00f3gicos digitais ou n\u00e3o produzidos para o uso em ambientes de aprendizagem, com suporte de tecnologias (CRUZ; OLIVEIRA; GLAT, 2016).<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> \u201cO Cons\u00f3rcio World Wide Web (W3C) \u00e9 um cons\u00f3rcio internacional no qual organiza\u00e7\u00f5es filiadas, uma equipe em tempo integral e o p\u00fablico trabalham juntos para desenvolver padr\u00f5es para a web. Liderado pelo inventor da web Tim Berners-Lee e o CEO Jeffrey Jaffe, o W3C tem como miss\u00e3o <strong>Conduzir a World Wide Web para que atinja todo seu potencial, desenvolvendo protocolos e diretrizes que garantam seu crescimento de longo prazo<\/strong>\u201d (Fonte: W3C Brasil http:\/\/www.w3c.br\/Sobre\/)<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> Fonte: <a href=\"http:\/\/www.confea.org.br\/media\/palestra_acessibilidade_sergiopaulodasilveira.pdf\">http:\/\/www.confea.org.br\/media\/palestra_acessibilidade_sergiopaulodasilveira.pdf<\/a>.\n<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> Fonte: <a href=\"https:\/\/microsoft.com\">microsoft.com<\/a>.<\/p>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O REFER\u00caNCIAS --><\/p>\n<section id=\"referencias\">\n<h3>Refer\u00eancias<\/h3>\n<p id=\"BRASIL1988\">BRASIL, 1988. <em>Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica Federativa do Brasil<\/em>. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Constituicao\/Constituicao.htm\">http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/Constituicao\/Constituicao.htm<\/a>&gt; Acesso em: 01\/11\/2015.<\/p>\n<p id=\"BRASIL1996\">______. <em>Lei n\u00ba 9.394, de 20\/12\/1996<\/em>. Disp\u00f5e sobre a Lei de Diretrizes e Bases da Educa\u00e7\u00e3o Nacional. Dispon\u00edvel em: \u00a0&lt;<a href=\"http:\/\/portal.mec.gov.br\/arquivos\/pdf\/ldb.pdf\">http:\/\/portal.mec.gov.br\/arquivos\/pdf\/ldb.pdf<\/a>&gt;. Acesso em: 12 nov. 2015.<\/p>\n<p id=\"BRASIL2001\">______. <em>Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 2<\/em>. Institui as Diretrizes Nacionais da Educa\u00e7\u00e3o Especial na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica. Bras\u00edlia: MEC \/ CNE \/ CEB, 11 de setembro de 2001. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/portal.mec.gov.br\/cne\/arquivos\/pdf\/CEB0201.pdf\">http:\/\/portal.mec.gov.br\/cne\/arquivos\/pdf\/CEB0201.pdf<\/a>&gt;.\u00a0 Acesso em 13 set 2016.<\/p>\n<p id=\"BRASIL2008\">______. Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. <em>Pol\u00edtica Nacional de Educa\u00e7\u00e3o Especial na perspectiva da educa\u00e7\u00e3o inclusiva<\/em>. Bras\u00edlia: MEC\/SEESP, 2008. Dispon\u00edvel em &lt;<a href=\"http:\/\/portal.mec.gov.br\/index.php?option=com_docman&amp;view=download&amp;alias=16690-politica-nacional-de-educacao-especial-na-perspectiva-da-educacao-inclusiva-05122014&amp;Itemid=30192\">http:\/\/portal.mec.gov.br\/index.php?option=com_docman&amp;view=download&amp;alias=16690-politica-nacional-de-educacao-especial-na-perspectiva-da-educacao-inclusiva-05122014&amp;Itemid=30192<\/a>&gt;. Acesso em 7 ago 2016.<\/p>\n<p id=\"CINTRA2011\">CINTRA,\u00a0 R. G. G.; JESUINO, M. S.; PROEN\u00c7A, M.A. M. As possibilidades da EAD no processo de inclus\u00e3o no ensino superior da pessoa com autismo: Um estudo de caso<em>.<\/em> <em>Revista de Educa\u00e7\u00e3o<\/em>, v. 14, n. 17, p. 71-86, 2011. Dispon\u00edvel em: \u00a0&lt;<a href=\"http:\/\/www.pgsskroton.com.br\/seer\/index.php\/educ\/article\/view\/1810\/1719\">http:\/\/www.pgsskroton.com.br\/seer\/index.php\/educ\/article\/view\/1810\/1719<\/a>&gt; Acesso em: 10 jul. 2016.<\/p>\n<p id=\"CONFORTO2002\">CONFORTO, D.; SANTAROSA, L. Acessibilidade \u00e0 web: internet para todos. <em>Revista de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o: Teoria, Pr\u00e1tica<\/em>, v. 5, n. 2, p. 87-102, 2002. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/edu3051.pbworks.com\/f\/ACESSIBILIDADE_WEB_revista_PGIE.pdf\">http:\/\/edu3051.pbworks.com\/f\/ACESSIBILIDADE_WEB_revista_PGIE.pdf<\/a>&gt; Acesso em: 10 jul. 2016.<\/p>\n<p id=\"CRUZ2004\">CRUZ, M. L. R. M. da. <em>Lentes digitais<\/em>: a constru\u00e7\u00e3o da linguagem escrita de adultos portadores de defici\u00eancia mental. 261 p. Disserta\u00e7\u00e3o (mestrado em Educa\u00e7\u00e3o) \u2013 Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2004.<\/p>\n<p id=\"CRUZ2013\">CRUZ, M.; MONTEIRO, A. Acessibilidade cognitiva para o letramento de jovens com defici\u00eancia intelectual. <em>Arquivos Anal\u00edticos de Pol\u00edticas Educativas: Revista Acad\u00eamica<\/em>, v. 21, n. 74. Dossi\u00ea Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos. Editoras convidadas: Sandra Regina Sales &amp; Jane Paiva, 2013. Dispon\u00edvel em &lt;<a href=\"http:\/\/epaa.asu.edu\/ojs\/article\/view\/1326\">http:\/\/epaa.asu.edu\/ojs\/article\/view\/1326<\/a>&gt;. Acesso em 14 out 2016.<\/p>\n<p id=\"CRUZ2016\">CRUZ, M. M. da. OLIVEIRA, V. de.; GLAT, R. Das tecnologias assistivas aos objetos de aprendizagem: possibilidades e estrat\u00e9gias para inclus\u00e3o da pessoa com defici\u00eancia. In: RAMAL, A.; SANTOS, E. (org.). <em>M\u00eddias e tecnologias na educa\u00e7\u00e3o presencial e a dist\u00e2ncia<\/em>. Rio de Janeiro: LTC, 2016, p.57 a 78.<\/p>\n<p id=\"FERNANDES2013\">FERNANDES, E. M.; ANTUNES, K. C. V.; GLAT, R. Acessibilidade ao curr\u00edculo: pr\u00e9-requisito para o processo ensino-aprendizagem de alunos com necessidades educacionais especiais no ensino regular. In: GLAT, R. (org.). <em>Educa\u00e7\u00e3o inclusiva: <\/em>cultura e cotidiano escolar<em>.<\/em> 1. ed. Rio de Janeiro: Editora 7 Letras, 2013. p. 53-61.<\/p>\n<p id=\"FREIRE1996\">FREIRE, P. <em>Educa\u00e7\u00e3o como pr\u00e1tica da liberdade<\/em>. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.<\/p>\n<p id=\"FREIRE2005\">______. <em>Pedagogia do oprimido<\/em>. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.<\/p>\n<p id=\"FREITAS2008\">FREITAS, M. T. de A. <em>Computador\/internet como instrumentos de aprendizagem<\/em>: uma reflex\u00e3o a partir da abordagem psicol\u00f3gica hist\u00f3rico-cultural. 2\u00ba simp\u00f3sio Hipertexto e Tecnologias na Educa\u00e7\u00e3o. Multimodalidade e ensino. <em>Anais eletr\u00f4nicos<\/em>. Universidade Federal de Pernambuco, 2008. Dispon\u00edvel em &lt; <a href=\"http:\/\/www.educadores.diaadia.pr.gov.br\/arquivos\/File\/2010\/artigos_teses\/2010\/Pedagogia\/acomputador_historico_social.pdf\">http:\/\/www.educadores.diaadia.pr.gov.br\/arquivos\/File\/2010\/artigos_teses\/2010\/Pedagogia\/acomputador_historico_social.pdf<\/a> &gt;. Acesso em 14 out. 2016.<\/p>\n<p id=\"KARAGIANNIS1999\">KARAGIANNIS, A.; STAINBACK, W.; STAINBACK, S. Fundamentos do ensino inclusivo. In: STAINBACK, S. (org.). <em>Inclus\u00e3o: <\/em>um guia para educadores. Porto Alegre: Artes M\u00e9dicas Sul, 1999. 21-34.<\/p>\n<p id=\"MORAN2013\">MORAN, J. M. Ensino e aprendizagem inovadores com apoio de tecnologias audiovisuais e telem\u00e1ticas. In: MORAN, J. M.; MASETTO, M. T.; BEHRENS, M. A. <em>Novas tecnologias e media\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica<\/em>. 21\u00aa ed. Campinas: Papirus, 2013. p. 37 a 56.<\/p>\n<p id=\"MEC2010\">MEC. <em>Manual de orienta\u00e7\u00e3o<\/em>: programa de implanta\u00e7\u00e3o das salas de recursos multifuncionais. 2010. Dispon\u00edvel em &lt;<a href=\"http:\/\/portal.mec.gov.br\/index.php?option=com_docman&amp;view=download&amp;alias=9936-manual-orientacao-programa-implantacao-salas-recursos-multifuncionais&amp;Itemid=30192\">http:\/\/portal.mec.gov.br\/index.php?option=com_docman&amp;view=download&amp;alias=9936-manual-orientacao-programa-implantacao-salas-recursos-multifuncionais&amp;Itemid=30192<\/a>&gt;. Acesso em 14 set. 2016.<\/p>\n<p id=\"NASCIMENTO2017\">NASCIMENTO, F. F. <em>Recursos tecnol\u00f3gicos: <\/em>estrat\u00e9gias e perspectivas pedag\u00f3gicas para alunos com transtorno do espectro do autismo. Disserta\u00e7\u00e3o (mestrado em Educa\u00e7\u00e3o) &#8211; Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o de Ensino em Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica. 2017.<\/p>\n<p id=\"PINO2005\">PINO, A.<em> As marcas do humano<\/em>. S\u00e3o Paulo: Cortez, 2005.<\/p>\n<p id=\"RADABAUGH1993\">RADABAUGH1993, M. P. <em>Technology for access and function<\/em>. 1993. Dispon\u00edvel em &lt;<a href=\"http:\/\/www.ncddr.org\/rpp\/techaf\/lrp_ov.html\">http:\/\/www.ncddr.org\/rpp\/techaf\/lrp_ov.html<\/a>&gt;. Acesso em 14 set. 2016.<\/p>\n<p id=\"SASSAKI2009\">SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclus\u00e3o: acessibilidade no lazer, trabalho e educa\u00e7\u00e3o. <em>Revista Nacional de Reabilita\u00e7\u00e3o (Rea\u00e7\u00e3o<\/em>), S\u00e3o Paulo, ano XII, p. 10-16, mar.\/abr. 2009.<\/p>\n<p id=\"UNESCO1994\">UNESCO, <em>Declara\u00e7\u00e3o de Salamanca &#8211; Sobre Princ\u00edpios, Pol\u00edticas e Pr\u00e1ticas na \u00c1rea das Necessidades Educativas Especiais<\/em>. 1994. Dispon\u00edvel em: \u00a0&lt;<a href=\"http:\/\/portal.mec.gov.br\/seesp\/arquivos\/pdf\/salamanca.pdf\">http:\/\/portal.mec.gov.br\/seesp\/arquivos\/pdf\/salamanca.pdf<\/a>&gt;. \u00a0Acesso em: 01 nov. 2015.<\/p>\n<p id=\"UNOESC2017\">UNOESC. 2017.<em>Site<\/em> oficial. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.unoesc.edu.br\/atendimento\/definicao\">http:\/\/www.unoesc.edu.br\/atendimento\/definicao<\/a>&gt; Acesso em: 20 jul. 2017.<\/p>\n<p id=\"VIGOTSKY1995\">VIGOTSKY, L. S.. <em>Obras escogidas V. Fundamentos de defectologia<\/em>. Madri: Machado, 1995.<\/p>\n<p id=\"W3C2014\">W3C. <em>Web Content Accessibility Guidelines (WCAG)<\/em>. v. 2. 2014. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.w3.org\/Translations\/WCAG20-pt-PT\/WCAG20-pt-PT-20141024\/\">https:\/\/www.w3.org\/Translations\/WCAG20-pt-PT\/WCAG20-pt-PT-20141024\/<\/a>&gt; Acesso em: 25 abr. 2021.<\/p>\n<p id=\"W3C2015\">W3C. <em>Authoring Tool Accessibility Guidelines (ATAG)<\/em>. v. 2. 2015. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/www.w3.org\/TR\/ATAG20\/\">https:\/\/www.w3.org\/TR\/ATAG20\/<\/a>&gt; Acesso em: 25 abr. 2021.<\/p>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O AUTORES --><\/p>\n<section id=\"Autoria\">\n<h3>Autoria<\/h3>\n<section id=\"Monteiro\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\">\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_14.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4035\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_14.png 200w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_14-150x150.png 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_14-70x70.png 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_14-125x125.png 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"autor_descricao\">\n        <strong>Ang\u00e9lica Monteiro<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/7766166256243573\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/7766166256243573<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Doutora em Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o e Mestre em Educa\u00e7\u00e3o Multim\u00e9dia pela Universidade do Porto. Licenciada em Pedagogia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), \u00e9 investigadora do Centro de Investiga\u00e7\u00e3o e Interven\u00e7\u00e3o Educativas (CIIE) e docente da Faculdade de Psicologia e de Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o da Universidade do Porto. \u00c9 autora de diversos artigos e livros na \u00e1rea das Tecnologias Educativas. Desenvolveu  tr\u00eas <em><strong>softwares<\/strong><\/em> distribu\u00eddos pela DGIDC (Portugal).<\/span><br \/>\n      <\/section>\n<\/section>\n<section id=\"Cruz\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\">\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_15.png\" alt=\"\" width=\"213\" height=\"319\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4036\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_15.png 213w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/39ICA_15-200x300.png 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 213px) 100vw, 213px\" \/><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"autor_descricao\">\n        <strong>Mara Monteiro da Cruz<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/8707350122882445\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/8707350122882445<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Professora Adjunta da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) \u2013 Instituto de Aplica\u00e7\u00e3o Fernando Rodrigues da Silveira. Professora do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o de Ensino em Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (PPGEB) \u2013 Mestrado profissional e pesquisadora do Grupo de Pesquisa Forma\u00e7\u00e3o em Di\u00e1logo: narrativas de professoras, curr\u00edculos e culturas (GPFORMADI). Fonoaudi\u00f3loga, mestre e doutora em Educa\u00e7\u00e3o, \u00e9 autora de cursos a dist\u00e2ncia e de diversas publica\u00e7\u00f5es nas \u00e1reas de linguagem, ensino e aprendizagem de pessoas com defici\u00eancias e transtornos de aprendizagem e desenvolvimento.<\/span><br \/>\n      <\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O CITAR --><\/p>\n<section id=\"citar\" hidden>\n<h3>Como citar este cap\u00edtulo<\/h3>\n<blockquote><p>[AUTORES]. [T\u00cdTULO]. In: SANTOS, Edm\u00e9a O.; PIMENTEL, Mariano; SAMPAIO, F\u00e1bio F. (Org.). <b>Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o: autoria, m\u00eddia, letramento, inclus\u00e3o digital<\/b>. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o, 2019. (S\u00e9rie Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, v.5) Dispon\u00edvel em: &lt;[LINK DO ARTIGO]&gt;\n    <\/p><\/blockquote>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O COMENT\u00c1RIOS --><\/p>\n<section id=\"comentarios\"><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Ang\u00e9lica Monteiro, Mara Monteiro da Cruz) Como usar os recursos da inform\u00e1tica como aliados nas a\u00e7\u00f5es que visam combater a &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3998","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3998","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3998"}],"version-history":[{"count":29,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3998\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4181,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3998\/revisions\/4181"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3998"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3998"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3998"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}