{"id":3907,"date":"2021-04-15T15:08:16","date_gmt":"2021-04-15T18:08:16","guid":{"rendered":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/?p=3907"},"modified":"2021-05-28T13:06:44","modified_gmt":"2021-05-28T16:06:44","slug":"metodologias-ativas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/metodologias-ativas\/","title":{"rendered":"Mobiliza\u00e7\u00e3o de outras formas de ensinoaprendizagem: o uso de metodologias ativas de aprendizagem para promover a colabor(a\u00e7\u00e3o)"},"content":{"rendered":"<p>(<a href=\"#Souza\">Maria Carolina S. de Souza<\/a>)<\/p>\n<p><!-- IMAGEM DISPARADORA --><\/p>\n<section id=\"imagemDisparadora\">\n  <!-- IMAGEM --><\/p>\n<p><!-- QUEST\u00c3O DE ABERTURA --><\/p>\n<h4>Como mobilizar outras formas de ensinoaprendizagem em ambientes formais de aprendizagem?<\/h4>\n<p><!-- TEXTO INTRODUT\u00d3RIO --><\/p>\n<p>No mundo atual, no qual o indiv\u00edduo se encontra rodeado de informa\u00e7\u00f5es, a amplia\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 tecnologia, incluindo os dispositivos eletr\u00f4nicos m\u00f3veis e a internet, pode significar um maior tensionamento em ambientes formais de <em>ensinoaprendizagem<\/em>. Sobretudo porque os estudantes, utilizando esses dispositivos, encontram na rede espa\u00e7os de aprendizagem informais, em que o interesse dos \u201cnavegantes\u201d est\u00e1 justamente no compartilhamento din\u00e2mico e criativo da informa\u00e7\u00e3o; na produ\u00e7\u00e3o colaborativa do conhecimento; e em mostrar, conhecer e acolher as diferen\u00e7as culturais mundiais. Quantos de n\u00f3s j\u00e1 encontramos na <em>web <\/em>espa\u00e7os informais de aprendizagem que apresentam conte\u00fados muito mais elaborados que aqueles que apresentamos para os nossos estudantes? Onde a intera\u00e7\u00e3o entre os seus visitantes \u00e9 muito maior que em nossa sala de aula? Vamos refletir sobre essas mudan\u00e7as? Quais as possibilidades pedag\u00f3gicas dispon\u00edveis para aproximar nossas pr\u00e1ticas da nova forma de pensar vigente, caracterizada pela flexibilidade, n\u00e3o linearidade e dinamicidade pr\u00f3prias dos ambientes informais? Como as tecnologias educacionais podem contribuir com essas novas proposi\u00e7\u00f5es? Como a aprendizagem colaborativa pode subsidiar a aprendizagem ativa? Que desafios precisam ser enfrentados pelos professores? Neste cap\u00edtulo, abordaremos as metodologias ativas de aprendizagem e o uso das tecnologias educacionais, especialmente para viabilizar a aprendizagem colaborativa.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- OBJETIVOS EDUCACIONAIS --><\/p>\n<section id=\"objetivosEducacionais\">\n<h4>Objetivos Educacionais:<\/h4>\n<ul>\n<li>Conhecer os fundamentos das metodologias ativas de aprendizagem<\/li>\n<li>Identificar como as tecnologias educacionais podem ser usadas para apoiar o uso de metodologias ativas de aprendizagem.<\/li>\n<li>Conhecer a metodologia de produ\u00e7\u00e3o colaborativa do conhecimento, denominada \u201cCompondo\u201d.<\/li>\n<li>Refletir sobre os desafios a serem enfrentados pelos professores em face da demanda por uso de metodologias ativas de aprendizagem.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>\u00cdndice:<\/h4>\n<ul>\n<li><a href=\"#s1\">1 FUNDAMENTOS DAS METODOLOGIAS ATIVAS DE APRENDIZAGEM<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s2\">2 COMPONDO: UMA METODOLOGIA PARA A PRODU\u00c7\u00c3O COLABORATIVA DO CONHECIMENTO<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s3\">3 CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#resumo\">Resumo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#leituras\">Leituras Recomendadas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#exercicios\">Exerc\u00edcios<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#notas\">Notas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#referencias\">Refer\u00eancias<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#Autoria\">Autoria<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#citar\">Como citar este cap\u00edtulo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#comentarios\">Coment\u00e1rios<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 1 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s1\">1 FUNDAMENTOS DAS METODOLOGIAS ATIVAS DE APRENDIZAGEM<\/h2>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 ouviu falar das metodologias ativas de aprendizagem (MAA)? Mesmo que nunca tenha escutado essa denomina\u00e7\u00e3o, \u00e9 capaz de j\u00e1 ter usado, sem saber, alguns dos dispositivos dessas metodologias ou pelo menos ter ouvido falar sobre elas, mas atrav\u00e9s de outras nomenclaturas (como, por exemplo, arquiteturas pedag\u00f3gicas inovadoras (API)) ou metodologias participativas e colaborativas. De forma geral, as MAA s\u00e3o caracterizadas pelo reconhecimento de que o estudante \u00e9 respons\u00e1vel pelo seu processo de aprendizagem, e \u00e9 importante que isso seja por ele assumido de forma aut\u00f4noma, seguindo a abordagem te\u00f3rica de Paulo Freire (<a href=\"#Freire2006\">2006<\/a>), e de acordo com a realidade em que est\u00e1 inserido.<\/p>\n<p>Nesse sentido, podemos dizer que as MAA representam dispositivos valiosos, na medida em que subsidiam a produ\u00e7\u00e3o do conhecimento de forma integrada ao contexto em que foi produzido. Ademais, os \u201cdispositivos\u201d apresentados pelo professor, para mediar a constru\u00e7\u00e3o de novos conhecimentos pelos estudantes, tamb\u00e9m consideram como esses veem e compreendem o seu mundo, a valoriza\u00e7\u00e3o dos seus saberes pr\u00e9vios e saberes cotidianos.<\/p>\n<p>Se formos refletir sobre a import\u00e2ncia da contextualiza\u00e7\u00e3o do ensinoaprendizagem \u00e0 realidade do estudante, provavelmente acabaremos por associar, primeiramente, essa possibilidade \u00e0 aprendizagem significativa de Ausubel (<a href=\"#Ausubel1982\">1982<\/a>) e \u00e0 teoria sociocultural de Vygotsky (<a href=\"#Vygotsky1987\">1987<\/a>), j\u00e1 que ambas apontam a import\u00e2ncia de se valorizar a personaliza\u00e7\u00e3o do ensino, em prol da produ\u00e7\u00e3o de conhecimentos carregados de significados por aqueles que aprendem.<\/p>\n<section class=\"blockquote\">\n    Podemos fazer mudan\u00e7as progressivas na dire\u00e7\u00e3o da personaliza\u00e7\u00e3o, colabora\u00e7\u00e3o e autonomia ou mais intensas ou disruptivas. S\u00f3 n\u00e3o podemos manter o modelo tradicional e achar que com poucos ajustes dar\u00e1 certo. Os ajustes necess\u00e1rios \u2013 mesmo progressivos \u2013 s\u00e3o profundos, porque s\u00e3o do foco: aluno ativo e n\u00e3o passivo, envolvimento profundo e n\u00e3o burocr\u00e1tico, professor orientador e n\u00e3o transmissor (<a href=\"#MORAN2015\">MORAN, 2015<\/a> p. 22).<br \/>\n  <\/section>\n<p>Ent\u00e3o, voc\u00ea deve estar se perguntando: se essas teorias foram apresentadas na d\u00e9cada de oitenta, que novidades as metodologias ativas, que tamb\u00e9m s\u00e3o por elas influenciadas, apresentam? Essa \u00e9 uma boa pergunta, e, inclusive, considero importante que a fa\u00e7amos o tempo todo tempo a n\u00f3s mesmos, se n\u00e3o quisermos evitar fazer mais do mesmo, usando apenas denomina\u00e7\u00f5es novas.<br \/>\n  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Uma s\u00edntese da no\u00e7\u00e3o de MAA<\/h5>\n<p>Em 1961, o psic\u00f3logo Jerome Bruner formalizou a sua teoria da aprendizagem, \u00e0 qual foi associada a denomina\u00e7\u00e3o \u201caprendizagem ativa\u201d ou \u201caprendizagem por descoberta\u201d. Bruner ent\u00e3o defende que adquirir o conhecimento \u00e9 menos importante que adquirir a capacidade para descobrir, de forma aut\u00f4noma, o conhecimento.<\/p>\n<p>Da\u00ed evolu\u00edram as no\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0s metodologias de aprendizagem ativa (MAA), que se atualizaram na medida em que se come\u00e7ou a considerar as tecnologias dispon\u00edveis e os novos modos de pensar e agir contempor\u00e2neos. A ideia era resgatar, em espa\u00e7os formais de aprendizagem, um <em>locus<\/em> atraente e prop\u00edcio para a realiza\u00e7\u00e3o de di\u00e1logos variados, que considerem a dimens\u00e3o contextual, ecol\u00f3gica e sist\u00eamica da vida dos estudantes e dos professores, buscando estimular os sentimentos de implica\u00e7\u00e3o, percep\u00e7\u00e3o de compet\u00eancia e de pertencimento, durante a produ\u00e7\u00e3o do conhecimento.<\/p>\n<\/section>\n<p>Nesse sentido, eu lhe respondo que as MAA representam uma atualiza\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o de diversas abordagens pedag\u00f3gicas (Figura 1) que j\u00e1 defendiam, minimamente, a contextualiza\u00e7\u00e3o da aprendizagem e a autonomia do discent\u00ad\u00ad\u00ad\u00ad\u00ade. Objetivamente, posso dizer que as MAA significam um conjunto de metodologias pedag\u00f3gicas que focam a proposi\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas, que motivem a intensa participa\u00e7\u00e3o dos alunos na an\u00e1lise, s\u00edntese e avalia\u00e7\u00e3o de problemas e\/ou projetos), direcionada \u00e0 efetiva\u00e7\u00e3o de rela\u00e7\u00f5es colaborativas para a produ\u00e7\u00e3o ativa do conhecimento (<a href=\"#BITTENCOURT2006\">BITTENCOURT, 2006<\/a>; <a href=\"#PAIVA2017\">PAIVA et al., 2017<\/a>). Adicionalmente, geralmente fazem uso de tecnologias educacionais, como identificaremos na pr\u00f3xima se\u00e7\u00e3o.<br \/>\n  <!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><strong>Figura 1: Fundamentos da aprendizagem ativa<\/strong><br \/>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_01_2.png\" alt=\"\" width=\"959\" height=\"602\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4053\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_01_2.png 959w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_01_2-300x188.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_01_2-768x482.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 959px) 100vw, 959px\" \/><figcaption>\n      Fonte: A autora.<br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos seus princ\u00edpios, as MAA preconizam que o professor, em vez de ser um especialista em determinado assunto, deve atuar como um mediador da aprendizagem. Por sua vez, os estudantes devem participar mais ativamente do processo de <em>ensinoaprendizagem<\/em> e se posicionar de forma cr\u00edtico-reflexiva, apresentando inclusive suas demandas individuais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aprendizagem. Sendo assim, voc\u00ea pode concluir que a abordagem dessas metodologias ultrapassa as dimens\u00f5es anal\u00edticas, j\u00e1 que buscam a real transforma\u00e7\u00e3o do aluno-sujeito-ator e est\u00e3o centradas em m\u00e9todos participativos e colaborativos de aprendizagem.<br \/>\n  <!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><strong>Figura 2: Charge da tira \u201cMafalda\u201d, em que Quino chama a aten\u00e7\u00e3o para as necessidades individuais dos estudantes em processos de <em>ensinoaprendizagem<\/em><\/strong><br \/>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_02.png\" alt=\"\" width=\"582\" height=\"179\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3909\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_02.png 582w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_02-300x92.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 582px) 100vw, 582px\" \/><figcaption>\n      Fonte: <a href=\"https:\/\/walkiriaroque.files.wordpress.com\/2011\/03\/mafalda.jpg\">https:\/\/walkiriaroque.files.wordpress.com\/2011\/03\/mafalda.jpg<\/a>.<br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>Silberman (<a href=\"#Silberman1996\">1996<\/a>) resumiu o seu entendimento sobre os m\u00e9todos ativos de aprendizagem, destacando que:<\/p>\n<ul>\n<li>O que eu ou\u00e7o, eu esque\u00e7o;<\/li>\n<li>O que eu ou\u00e7o e vejo, eu lembro;<\/li>\n<li>O que eu ou\u00e7o, vejo e pergunto ou discuto, eu come\u00e7o a compreender;<\/li>\n<li>O que eu ou\u00e7o, vejo, discuto e fa\u00e7o, eu aprendo desenvolvendo conhecimento e habilidade;<\/li>\n<li>O que eu ensino a algu\u00e9m, eu domino com maestria.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Como voc\u00ea pode estar concluindo, a aprendizagem \u00e9 muito mais que o simples acesso ao conhecimento compartilhado por algu\u00e9m, atrav\u00e9s da exposi\u00e7\u00e3o de conceitos e teorias. A potencializa\u00e7\u00e3o da aprendizagem depende do uso de uma variedade de linguagens (textos, imagens, \u00e1udios etc.) e da mobiliza\u00e7\u00e3o daqueles que querem aprender para o questionamento e para a pr\u00e1tica (que conhecemos como o aprender fazendo). \u201cNas metodologias ativas de aprendizagem, o aprendizado se d\u00e1 a partir de problemas e situa\u00e7\u00f5es reais; os mesmos que os alunos vivenciar\u00e3o depois na vida profissional, de forma antecipada, durante o curso.\u201d (<a href=\"#MORAN2015\">MORAN, 2015<\/a>, p. 19)<\/p>\n<p>De forma geral, as MAA consistem em um conjunto variado de atividades consideradas interativas que combinam diversas pr\u00e1ticas de <em>ensinoaprendizagem<\/em> individuais ou em grupo, tais como: debates, aulas conferenciais, trabalhos em grupo com ou sem monitoria, painel integrado, aprendizagem baseada em problemas (PBL), estudos de caso, dramatiza\u00e7\u00e3o, instru\u00e7\u00e3o em pares, entre outros.<\/p>\n<p>Adicionalmente, recomenda-se que o desenvolvimento de situa\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas fundamentadas nas MAA seja bem planejado, com seus objetivos apresentados de forma clara e escritos em linguagem acess\u00edvel aos estudantes. Por exemplo, em uma atividade usando a PBL, para descrever o objetivo de uma etapa, voc\u00ea diria ao estudante: \u201cAgora \u00e9 interessante que voc\u00ea pesquise sobre o uso de realidade aumentada para ensino de biologia.\u201d Al\u00e9m disso, essas atividades envolvem normalmente as seguintes a\u00e7\u00f5es: discutir, escrever, ler, solucionar problemas e ensinar os outros. A t\u00edtulo de ilustra\u00e7\u00e3o, vamos pensar em uma atividade do tipo: Pense \u2013 Pareie \u2013 Compartilhe. Nesse caso, o professor apresenta uma quest\u00e3o ou desafio para a turma e pede que cada aluno reflita sobre ela. Em seguida, pede para que cada um discuta a quest\u00e3o com o colega ao lado, comparando as respostas. Ent\u00e3o, aleatoriamente, voc\u00ea escolhe alguns alunos para compartilhar as respostas encontradas com toda turma. Apresenta seu <em>feedback<\/em> sobre as respostas e aproveita para formular mais conte\u00fados e quest\u00f5es que toquem em pontos \u00a0que, geralmente, os estudantes encontram maior dificuldade para compreender.<\/p>\n<p>Uma aula elaborada com base em MAA pode ser composta por diversos momentos de aprendizagem, com a exposi\u00e7\u00e3o te\u00f3rica sendo interrompida de tempos em tempos por atividades curtas, de forma a dinamizar o estudo e possibilitar que os estudantes participem da decis\u00e3o do que precisa ou n\u00e3o ser aprofundado. Um bom exemplo disso \u00e9 quando, ao explicar um problema, o professor faz uma pergunta que provoca a curiosidade dos alunos e o desejo de pesquisar ou tentar se lembrar de algo que viram em outra aula ou na internet. Esses \u201cdisparos\u201d quebram o ritmo da aula expositiva, dinamizando-a e geralmente atraindo a aten\u00e7\u00e3o dos estudantes.<\/p>\n<p>De forma geral, as MAA consistem em um conjunto variado de atividades consideradas interativas que combinam diversas pr\u00e1ticas de <em>ensinoaprendizagem<\/em> individuais ou em grupo. No Quadro 1, voc\u00ea poder\u00e1 ver possibilidades de desenvolvimento de atividades baseadas nas MAA.<\/p>\n<p><strong>Quadro 1 \u2013 Possibilidades e potencialidades do uso de metodologias ativas de aprendizagem<\/strong><\/p>\n<table width=\"576\">\n<thead>\n<tr>\n<td width=\"142\"><strong>Possibilidades<\/strong><\/td>\n<td width=\"435\"><strong>Potencialidades<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"142\"><strong>Aprendizagem baseada em projetos \/ em problemas (PBL)<\/strong><\/td>\n<td width=\"435\">Metodologia de <em>ensinoaprendizagem<\/em>\u00a0atrav\u00e9s da qual os alunos s\u00e3o confrontados com problemas contextualizados e s\u00e3o motivados a buscar solu\u00e7\u00f5es significativas, geralmente em grupos de trabalho. A PBL permite desenvolver o pensamento cr\u00edtico dos alunos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"142\"><strong>Aprendizagem colaborativa e significativa (exemplos: pedagogia cr\u00edtica; din\u00e2micas de grupo; discuss\u00e3o ou debate; trabalhos em grupo)<\/strong><\/td>\n<td width=\"435\">Nessa abordagem, o professor deixa de ser um perito para ser um consultor, um facilitador, e os estudantes participam mais e questionam as teorias apresentadas.\u00a0Tem a finalidade de mediar a constru\u00e7\u00e3o de conhecimento mais rico pelos alunos, a partir da sua partilha, negocia\u00e7\u00e3o e trabalho com outros colegas de mesmo grupo. Destacam-se aqui tamb\u00e9m os trabalhos em grupo com monitoria (que consiste na participa\u00e7\u00e3o de monitores para mediar e cooperar com grupos de trabalho na resolu\u00e7\u00e3o de algum problema ou compreens\u00e3o de determinado conte\u00fado).<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"142\"><strong>Estudo de caso (variantes: estudo de caso em tempo real \/ estudos de casos hipertextuais)<\/strong><\/td>\n<td width=\"435\">Essa pr\u00e1tica pode provocar uma an\u00e1lise criteriosa dos fatos descritos, estimular a explora\u00e7\u00e3o de poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es, estimular a percep\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o existe uma \u00fanica solu\u00e7\u00e3o para determinado problema, incentivar o debate, destacar m\u00faltiplas ideias e maneiras de percep\u00e7\u00e3o dos discentes, e ainda direcionar a discuss\u00e3o para um caso pr\u00e1tico. Por outro lado, refere-se ao passado, se for um caso real, e a uma fic\u00e7\u00e3o, se ele tiver sido elaborado para a atividade. Pode ser ainda do tipo: caso em tempo real (no momento mesmo em que ele est\u00e1 acontecendo) ou hipertextual (envolve as tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o [TICs] na cria\u00e7\u00e3o de um estudo de caso ou no diagn\u00f3stico de casos elaborados por outros).<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"142\"><strong>Atividades de simula\u00e7\u00e3o adotando softwares de simula\u00e7\u00e3o ou realidade virtual<\/strong><\/td>\n<td width=\"435\">Ado\u00e7\u00e3o de <em>softwares<\/em> de simula\u00e7\u00e3o ou de ambientes de realidade virtual, visando a contribuir para o aperfei\u00e7oamento do processo de <em>ensinoaprendizagem<\/em>, atrav\u00e9s do uso de met\u00e1foras capazes de aproximar a situa\u00e7\u00e3o did\u00e1tica da realidade do estudante.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"142\"><strong>M\u00e9todo <em>Peer Instruction<\/em><\/strong><\/td>\n<td width=\"435\">Busca-se tirar o foco do momento da aprendizagem da \u201ctransfer\u00eancia de informa\u00e7\u00e3o\u201d, fazendo com que o aluno busque informa\u00e7\u00f5es prim\u00e1rias direto na fonte, por meio da leitura, para que depois responda a um conjunto de quest\u00f5es apresentadas pelo professor. No encontro presencial em aula, os alunos discutem as respostas com seus pares, pratica individualmente a resolu\u00e7\u00e3o de exerc\u00edcios e novamente debate com seus pares. O professor ent\u00e3o foca o debate nas quest\u00f5es que provocaram mais d\u00favidas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"142\"><strong>Atividades de dramatiza\u00e7\u00e3o \/ <em>Role-Playing<\/em><\/strong><\/td>\n<td width=\"435\">Apropria\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas da cena teatral, a fim de explorar compet\u00eancias. Experimentada e replicada em diversas institui\u00e7\u00f5es de ensino, essa pr\u00e1tica tem apresentado resultados bastante positivos, pois se observa que ela estimula a criatividade, a imagina\u00e7\u00e3o e a integra\u00e7\u00e3o de diversas linguagens.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"142\"><strong>Aula invertida (<em>Flipped classroom<\/em>)<\/strong><\/td>\n<td width=\"435\">Os alunos estudam o assunto em casa e depois encontram os colegas e professor em sala para esclarecer d\u00favidas, discutir sobre o que aprenderam e realizar exerc\u00edcios. \u00c9 considerada uma invers\u00e3o completa do m\u00e9todo tradicional de ensino em que o aluno vai \u00e0 escola para assistir \u00e0 aula e s\u00f3 depois faz as suas atividades em casa.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 pode ter experienciado algumas dessas possibilidades sem na \u00e9poca saber que se tratava de uma MAA. Sobretudo porque essas metodologias representam alternativas que, quando adotadas isoladamente, podem n\u00e3o significar necessariamente uma a\u00e7\u00e3o que propicie a aprendizagem participativa e colaborativa. Destaco, ent\u00e3o, que as MAA, muito mais do que pelo uso de uma dessas pr\u00e1ticas citadas, s\u00e3o caracterizadas por algumas palavras\u2013chave, a saber:<br \/>\n  <!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><strong>Figura 3: Nuvem de <em>tags<\/em> sobre MAA<\/strong><br \/>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_03_2.jpg\" alt=\"\" width=\"997\" height=\"501\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4100\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_03_2.jpg 997w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_03_2-300x151.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_03_2-768x386.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 997px) 100vw, 997px\" \/><figcaption>\n      Fonte: A autora.<br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>Na <em>web<\/em> atual, encontramos uma variedade de dispositivos tecnol\u00f3gicos que, ao serem utilizados para promover o <em>ensinoaprendizagem<\/em>, s\u00e3o geralmente reconhecidos como tecnologias educacionais. Essas tecnologias, pelas suas caracter\u00edsticas computacionais, facilitam que situa\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas sejam propostas, de maneira a possibilitar a participa\u00e7\u00e3o do aluno, que \u00e9 estimulado a desenvolver a sua autonomia e produzir o conhecimento de forma cr\u00edtico-reflexiva.<br \/>\n  <!-- QUADRO CINECLUB --><\/p>\n<section class=\"quadro cineclube\">\n<h5>CINECLUBE: \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=-1GvKlvM6kk&amp;t=9s\">O C\u00edrculo<\/a>\u201d (2017)<\/h5>\n<section class=\"cineclube_cartaz\">\n      <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=NZ-0LFLx3hk\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_04.png\" alt=\"\" width=\"187\" height=\"269\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3911\" \/><br \/>\n      <\/a><\/p>\n<p>Trailer dispon\u00edvel no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=NZ-0LFLx3hk\">YouTube<\/a><br \/>\n    <\/section>\n<section class=\"cineclube_sinopse\">\n<p><em>\u2014 Saber \u00e9 bom. Saber tudo \u00e9 muito melhor.<\/em><\/p>\n<p>O C\u00edrculo \u00e9 a maior empresa de tecnologia do mundo. O filme conta a experi\u00eancia de uma universit\u00e1ria (Mae) que vai trabalhar l\u00e1 e se surpreende quando sua vida muda totalmente, por estar sendo, em tempo integral, documentada e compartilhada na rede.<\/p>\n<p>Recomendo esse filme porque aborda o potencial das tecnologias dispon\u00edveis na rede, apontando suas vantagens e desvantagens. Para este capitulo, queremos estimular que voc\u00ea reflita sobre as proposi\u00e7\u00f5es que apresentamos aqui, sem deixar de considerar as mudan\u00e7as que estamos vivendo e que poderemos vir a viver, por conta do avan\u00e7o tecnol\u00f3gico e de como as mudan\u00e7as trazidas por ele influenciam a \u201cestrutura de pensamento\u201d dos estudantes de hoje.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p>Se fizermos um exerc\u00edcio de reflex\u00e3o sobre as diversas estrat\u00e9gias capazes de adotar as metodologias ativas de aprendizagem, observaremos que a aprendizagem colaborativa representa um pano de fundo que conecta a maioria, sen\u00e3o todas elas (por isso, que alguns autores, inclusive, consideram as duas como sin\u00f4nimos). Mesmo que a colabora\u00e7\u00e3o n\u00e3o seja o objetivo central da atividade proposta, indiretamente a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento, considerando as MAA, acabar\u00e1 por promover a colabora\u00e7\u00e3o. Seja a atividade estudo de caso, a aula invertida,\u00a0 uso de <em>softwares<\/em> de simula\u00e7\u00e3o ou mesmo aquelas mais \u00f3bvias, como trabalho em grupo, PBL, avalia\u00e7\u00e3o por pares, entre outras.<\/p>\n<p>Diante disso, neste cap\u00edtulo optei por falar um pouco mais sobre isso, associando a aprendizagem colaborativa \u00e0 concretiza\u00e7\u00e3o de MAA. Para come\u00e7ar, na pr\u00f3xima se\u00e7\u00e3o falaremos sobre as tecnologias educacionais que, voc\u00ea poder\u00e1 ter \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o quando iniciar o planejamento de uma proposi\u00e7\u00e3o did\u00e1tica que envolva as metodologias ativas.<\/p>\n<h4 id=\"s11\">1.1 Tecnologias educacionais e MAA<\/h4>\n<p>Na atual vers\u00e3o da <em>web<\/em> (2.0) est\u00e3o dispon\u00edveis v\u00e1rios dispositivos (alguns surgidos a partir dessa vers\u00e3o) que t\u00eam como finalidades principais o compartilhamento, a participa\u00e7\u00e3o, a colabora\u00e7\u00e3o e a cocria\u00e7\u00e3o (Figura 4). Diante desse cen\u00e1rio, no Quadro 2, citaremos categorias de dispositivos que poder\u00e3o contribuir na realiza\u00e7\u00e3o de proposi\u00e7\u00f5es did\u00e1tico-pedag\u00f3gicas fundamentadas nas MAA, para assim permitir a realiza\u00e7\u00e3o de estudos de casos, PBL, aulas invertidas etc.<br \/>\n  <!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><strong>Figura 4: A conversa\u00e7\u00e3o dos dispositivos tecnol\u00f3gicos da <em>web 2.0<\/em><\/strong><br \/>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_05.png\" alt=\"\" width=\"804\" height=\"753\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3912\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_05.png 804w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_05-300x281.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_05-768x719.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 804px) 100vw, 804px\" \/><figcaption>\n      Fonte: <a href=\"http:\/\/bullseyenj.com\/need-to-know\/glossary\/web-2-0\/\">http:\/\/bullseyenj.com\/need-to-know\/glossary\/web-2-0\/<\/a><br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>  <!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE LIVRE<\/h5>\n<p>Antes de continuar, tente se lembrar dos dispositivos tecnol\u00f3gicos que voc\u00ea mais usa na internet, elabore uma tabela para listar esses dispositivos e indique, para cada um, resumidamente, como poderia us\u00e1-lo na elabora\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas usando MAA.<\/p>\n<\/section>\n<h4>Quadro 2 \u2013 Dispositivos tecnol\u00f3gicos dispon\u00edveis na <em>web<\/em><\/h4>\n<table width=\"558\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"104\"><strong>Categoria<\/strong><\/td>\n<td width=\"321\"><strong>Descri\u00e7\u00e3o<\/strong><\/td>\n<td width=\"133\"><strong>Exemplo<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"104\">Filtro social<\/td>\n<td width=\"321\">Os dispositivos de filtro social permitem ao usu\u00e1rio criar uma p\u00e1gina para compartilhar conte\u00fados variados (not\u00edcias hist\u00f3rias, entre outros) sobre temas de interesse geral ou espec\u00edfico, em diferentes formatos. Esses dispositivos possibilitam ainda que os visitantes votem nos conte\u00fados mais relevantes. A partir dos votos, eles criam um <em>ranking <\/em>dos <em>links<\/em> mais visitados. No geral, esses dispositivos s\u00e3o considerados de \u201cexpans\u00e3o de conte\u00fado\u201d.<\/td>\n<td width=\"133\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_06.jpg\" alt=\"\" width=\"116\" height=\"64\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3913\" style=\"margin-bottom: -1.8em;\" \/><br \/>\ndigg.com<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"104\">Mapa<\/td>\n<td width=\"321\">Baseia-se na no\u00e7\u00e3o de geolocaliza\u00e7\u00e3o. Ou seja, s\u00e3o dispositivos que facilitam a localiza\u00e7\u00e3o de elementos, atrav\u00e9s de marca\u00e7\u00f5es em mapas. Adicionalmente, possibilitam que os mapas sejam personalizados por rotas de rastreamento, estabelecendo espa\u00e7os reservados (a partir da adi\u00e7\u00e3o de marca\u00e7\u00f5es de texto ou fotos, desenhando linhas e formas, entre outros recursos). A partir da personaliza\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel incluir nos mapas informa\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, sociais, ambientais, culturais, entre outras, sobre determinada localidade.<\/td>\n<td width=\"133\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_07.jpg\" alt=\"\" width=\"116\" height=\"62\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3914\" style=\"margin-bottom: -1.8em;\" \/><br \/>\nmaps.google.com<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"104\"><em>Bookmark<\/em> social<\/td>\n<td width=\"321\">Dispositivo destinado ao armazenamento, classifica\u00e7\u00e3o e compartilhamento de <em>links<\/em> na internet ou na intranet. Esse tipo de dispositivo refor\u00e7a a no\u00e7\u00e3o da \u201ccomputa\u00e7\u00e3o em nuvem\u201d, j\u00e1 que o conte\u00fado fica armazenado em servidores dispon\u00edveis na rede e podem ser acessados sem que o usu\u00e1rio instale programas em seu computador. Destaque-se que os <em>bookmarks sociais<\/em> possibilitam a cria\u00e7\u00e3o e compartilhamento de <em>webgrafias<\/em> (refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas da internet) e a coletiviza\u00e7\u00e3o do conhecimento.<\/td>\n<td width=\"133\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"259\" height=\"194\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_08.jpg\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3915\" style=\"height: 50%; margin-bottom: -1.8em;\" \/><br \/>\ndelicious.com<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"116\" height=\"64\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_09.jpg\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3916\" style=\"height: 50%; margin-bottom: -1.8em;\" \/><br \/>\ndiigo.com<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"104\">Microblogue (do ingl\u00eas <em>micro-blogging<\/em>)<\/td>\n<td width=\"321\">Dispositivo que permite aos seus usu\u00e1rios a postagem de mensagens de texto curtas (geralmente de 140 caracteres). Essas mensagens podem ser visualizadas por todos os usu\u00e1rios do recurso ou apenas por aqueles que fazem parte do c\u00edrculo de amigos\/colegas do emissor. Destaque-se que os microblogues podem apoiar a cria\u00e7\u00e3o de atividades pedag\u00f3gicas colaborativas e ainda deixar seus usu\u00e1rios bem informados sobre assuntos em geral ou temas espec\u00edficos.<\/td>\n<td width=\"133\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"311\" height=\"162\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_10.jpg\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3917\" style=\"height: 50%; margin-bottom: -1.8em;\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_10.jpg 311w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_10-300x156.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 311px) 100vw, 311px\" \/><br \/>\ntwitter.com<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"259\" height=\"194\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_11.jpg\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3918\" style=\"width: 30%; margin-bottom: -1.8em;\" \/><br \/>\ntumbrl.com<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"104\">Escrit\u00f3rio <em>online<\/em><\/td>\n<td width=\"321\">Conjunto de dispositivos que permitem a cria\u00e7\u00e3o, compartilhamento e edi\u00e7\u00e3o (inclusive simult\u00e2nea) de textos, apresenta\u00e7\u00f5es e planilhas por diversos usu\u00e1rios atrav\u00e9s da internet. Esses dispositivos podem ser adotados para a escrita de artigos, projetos e relat\u00f3rios, e para a realiza\u00e7\u00e3o de atividades de planejamento e gest\u00e3o, entre outras.<\/td>\n<td width=\"133\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_12-150x150.jpg\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-thumbnail wp-image-3919\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_12-150x150.jpg 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_12-70x70.jpg 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_12-125x125.jpg 125w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_12.jpg 220w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><br \/>\nhttps:\/\/drive.<strong>google<\/strong>.com\/<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"256\" height=\"152\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_13.jpg\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3920\" style=\"width: 30%; margin-bottom: -1.8em;\" \/><br \/>\nzoho.com<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"104\">Pad<\/td>\n<td width=\"321\">Dispositivo de comunica\u00e7\u00e3o online para pessoas e grupos trabalharem na escrita de textos.<\/td>\n<td width=\"133\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_14-150x150.jpg\" alt=\"\"  class=\"aligncenter size-thumbnail wp-image-3921\" style=\"width: 30%; margin-bottom: -1.8em;\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_14-150x150.jpg 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_14-70x70.jpg 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_14-125x125.jpg 125w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_14.jpg 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><br \/>\nhttps:\/\/pad.riseup.net<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"150\" height=\"150\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_15-150x150.png\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-thumbnail wp-image-3922\" style=\"width: 30%; margin-bottom: -1.8em;\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_15-150x150.png 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_15-70x70.png 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_15-125x125.png 125w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_15.png 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><br \/>\nhttps:\/\/etherpad.org\/<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"104\">Redes sociais<\/td>\n<td width=\"321\">S\u00edtios da <em>web<\/em> que colecionam um conjunto de dispositivos tecnol\u00f3gicos adotados para criar e fortalecer rela\u00e7\u00f5es sociais entre usu\u00e1rios. Atrav\u00e9s desses dispositivos, \u00e9 poss\u00edvel compartilhar conte\u00fados, interagir e criar comunidades virtuais. Alguns desses dispositivos permitem a cria\u00e7\u00e3o de redes privadas, como \u00e9 o caso do Elgg.<\/td>\n<td width=\"133\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_16-150x105.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"105\" class=\"aligncenter size-thumbnail wp-image-3923\" style=\"margin-bottom: -1.8em;\" \/><br \/>\ninstagram.com<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_17.jpg\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"75\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3924\" style=\"margin-bottom: -1.8em;\" \/><br \/>\nfacebook.com<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"104\"><em>Wiki<\/em><\/td>\n<td width=\"321\">Dispositivo que possibilita a edi\u00e7\u00e3o de s\u00edtios <em>web<\/em> por m\u00faltiplos usu\u00e1rios a partir de um navegador. Atrav\u00e9s desse dispositivo, os usu\u00e1rios podem criar, alterar ou excluir trechos ou textos completos de uma p\u00e1gina. Dessa forma, uma p\u00e1gina <em>wiki<\/em> possui mais de um propriet\u00e1rio. Esses dispositivos podem ser usados para a produ\u00e7\u00e3o colaborativa de conhecimento. Um exemplo de p\u00e1gina criada a partir desse recurso \u00e9 a Wikip\u00e9dia.<\/td>\n<td width=\"133\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_18.jpg\" alt=\"\" width=\"143\" height=\"108\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3925\" style=\"margin-bottom: -1.8em;\" \/><br \/>\nhttps:\/\/www.mediawiki.org\/<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"104\">Reposit\u00f3rio de v\u00eddeos<\/td>\n<td width=\"321\">Servi\u00e7os na <em>web<\/em> que permitem o compartilhamento de v\u00eddeos. Adicionalmente, os v\u00eddeos compartilhados podem ser etiquetados (marcados\/categorizados), baixados e comentados pelos usu\u00e1rios que os assistem.\u00a0 Em alguns desses reposit\u00f3rios, \u00e9 poss\u00edvel criar canais para disponibilizar v\u00eddeos sobre determinado tema, como, por exemplo: canais educacionais, sobre determinada localidade, entre outros.<\/td>\n<td width=\"133\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_19.jpg\" alt=\"\" width=\"116\" height=\"64\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3926\" style=\"margin-bottom: -1.8em;\" \/><br \/>\nyoutube.com<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"225\" height=\"225\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_20.jpg\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3927\"  style=\"width: 30%; margin-bottom: -1.8em;\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_20.jpg 225w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_20-150x150.jpg 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_20-70x70.jpg 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_20-125x125.jpg 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><br \/>\nvimeo.com<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"104\">Reposit\u00f3rio de fotos<\/td>\n<td width=\"321\">Dispositivo que permite aos usu\u00e1rios publicar imagens (fotografias, ilustra\u00e7\u00f5es, gr\u00e1ficos etc.), compartilh\u00e1-las ou mant\u00ea-las com acesso privado. As fotos podem ser organizadas em \u00e1lbuns e etiquetadas para facilitar a sua busca.<\/td>\n<td width=\"133\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_21.jpg\" alt=\"\" width=\"116\" height=\"64\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3928\" style=\"margin-bottom: -1.8em;\" \/><br \/>\nflickr.com<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"357\" height=\"141\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_22.jpg\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3929\"  style=\"width: 30%; margin-bottom: -1.8em;\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_22.jpg 357w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_22-300x118.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 357px) 100vw, 357px\" \/><br \/>\npicasa.google.com<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"104\"><em>Podcast<\/em><\/td>\n<td width=\"321\">Dispositivo que permite a cria\u00e7\u00e3o, edi\u00e7\u00e3o e compartilhamento de arquivos de \u00e1udio. O <em>podcasting<\/em> corresponde \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o de arquivos de som na internet.<\/td>\n<td width=\"133\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"244\" height=\"82\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_23.png\" alt=\"\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3930\"  style=\"width: 30%; margin-bottom: -1.8em;\" \/><br \/>\naudacity.sourceforge.net<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"104\">Publica\u00e7\u00e3o <em>online<\/em><\/td>\n<td width=\"321\">Recurso de publica\u00e7\u00e3o<em> online<\/em>. A partir de uma conta gratuita, \u00e9 poss\u00edvel compartilhar livros, cartilhas, documentos em diversos formatos, de maneira din\u00e2mica. O s\u00edtio oferece um<em> link<\/em> ou c\u00f3digo <em>embed<\/em> que poder\u00e1 ser incorporado a blogues, s\u00edtios, redes de relacionamento ou ambientes virtuais de aprendizagens (AVAs).<\/td>\n<td width=\"133\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_24.jpg\" alt=\"\" width=\"259\" height=\"194\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3931\"  style=\"width: 30%; margin-bottom: -1.8em;\" \/><br \/>\nhttp:\/\/issuu.com\/<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"104\">Mapas Conceituais e Mentais<\/td>\n<td width=\"321\">Elaora\u00e7\u00e3o de mapas conceituais e mentais, individualmente ou em grupo.<\/td>\n<td width=\"133\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_25-150x150.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"aligncenter size-thumbnail wp-image-3932\"  style=\"width: 30%; margin-bottom: -1.8em;\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_25-150x150.jpg 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_25-70x70.jpg 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_25-125x125.jpg 125w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_25.jpg 160w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><br \/>\nhttps:\/\/cmap.ihmc.us\/<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_26-150x150.png\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"aligncenter size-thumbnail wp-image-3933\"  style=\"width: 30%; margin-bottom: -1.8em;\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_26-150x150.png 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_26-70x70.png 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_26-125x125.png 125w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_26.png 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><br \/>\nhttps:\/\/www.mindmeister.com\/pt<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><small style=\"text-align:center\">Fonte: Adaptado de Souza (<a href=\"#Souza2013\">2013<\/a>, p. 111)<\/small><\/p>\n<p>No geral, esses dispositivos (e tamb\u00e9m o <em>chat<\/em>, <em>e-mail<\/em>, f\u00f3rum&#8230;) permitem a dissemina\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o e o compartilhamento do conhecimento independentemente de estarem ou n\u00e3o reunidos em um mesmo espa\u00e7o digital. Al\u00e9m disso, por serem, em sua maioria, conhecidos pelos estudantes, fica mais f\u00e1cil integrar o seu uso \u00e0s situa\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas propostas em sala.<\/p>\n<p>Quando reunidos em um mesmo espa\u00e7o digital, para promover determinada a\u00e7\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o formal, esses dispositivos passam a constituir, juntamente com um conjunto de conte\u00fados did\u00e1ticos o que chamamos de ambiente virtual de aprendizagem (AVA). Os AVAs, muitas vezes, est\u00e3o presentes em relatos de experi\u00eancias que abordam as MAA, por representarem o espa\u00e7o principal de reuni\u00e3o dos estudantes e professores (no caso de cursos <em>online<\/em>) ou por serem espa\u00e7os que ampliam o espa\u00e7o f\u00edsico da sala de aula (em cursos semipresenciais ou presenciais que fazem uso intenso das tecnologias), oferecendo o suporte para o acontecimento, por exemplo, de uma aula invertida. Normalmente, os dispositivos reunidos em um AVA t\u00eam como principal objetivo apoiar o desenvolvimento das atividades propostas pelo professor.<\/p>\n<p>Agora que j\u00e1 identificamos v\u00e1rios dispositivos que podem ser utilizados em MAA, vamos pensar em como podemos utiliz\u00e1-los de forma a intensificar a aprendizagem colaborativa? Na pr\u00f3xima se\u00e7\u00e3o, apresentaremos a metodologia Compondo, direcionada para a produ\u00e7\u00e3o colaborativa do conhecimento, a partir da compreens\u00e3o de que o aluno atua de forma participativa, colaborativa e \u00e9 respons\u00e1vel pelo seu percurso de aprendizagem.<br \/>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 2 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s2\">2 COMPONDO: UMA METODOLOGIA PARA A PRODU\u00c7\u00c3O COLABORATIVA DO CONHECIMENTO<\/h2>\n<p>Como descrito em Souza (<a href=\"#Souza2013\">2013<\/a>), a Compondo \u00e9 uma metodologia destinada a apoiar o desenvolvimento de atividades did\u00e1tico-pedag\u00f3gicas para cursos <em>online<\/em> ou presenciais, levando em considera\u00e7\u00e3o o processo de cria\u00e7\u00e3o, transforma\u00e7\u00e3o e compartilhamento do conhecimento. A metodologia foi organizada em duas grandes etapas: Cria\u00e7\u00e3o do Conhecimento (por alunos e professores) e Elabora\u00e7\u00e3o das Atividades (pelos professores). Para a execu\u00e7\u00e3o do processo de cria\u00e7\u00e3o do conhecimento, adotou-se a espiral proposta por Nonaka e Takeuchi (<a href=\"#Nonaka1997\">1997<\/a>). E para a etapa de elabora\u00e7\u00e3o das atividades, que s\u00e3o suportes para a cria\u00e7\u00e3o do conhecimento, utilizou-se a espiral adaptada da engenharia de <em>software<\/em>, a partir da defini\u00e7\u00e3o de um grupo de tarefas pr\u00e1ticas, necess\u00e1rias \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o dessas atividades para cursos oferecidos em qualquer modalidade (<em>online<\/em>, semipresencial ou presencial).<\/p>\n<p>A espiral do conhecimento \u00e9 uma abordagem que se fundamenta na intera\u00e7\u00e3o circular entre os conhecimentos <em>t\u00e1citos <\/em>(adquiridos atrav\u00e9s de experi\u00eancias vividas) e <em>expl\u00edcitos <\/em>(formalizados e expressos facilmente em palavras e n\u00fameros), que parte do n\u00edvel individual e vai at\u00e9 alcan\u00e7ar o n\u00edvel coletivo. Adicionalmente, essa espiral alterna-se entre quatro modos de transforma\u00e7\u00e3o do conhecimento, que devem coexistir durante todo o processo de aprendizagem.<\/p>\n<p>A <strong>socializa\u00e7\u00e3o<\/strong> acontece quando o conhecimento t\u00e1cito \u00e9 convertido em t\u00e1cito. No caso das MAA essa convers\u00e3o pode ocorrer, por exemplo, quando se usam os ambientes de simula\u00e7\u00e3o ou realidade virtual, permitindo que os estudantes vivam situa\u00e7\u00f5es simuladas e aprendam fazendo, observando o outro e\/ou realizando opera\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas. Essa socializa\u00e7\u00e3o pode ser intensificada atrav\u00e9s da realiza\u00e7\u00e3o de sess\u00f5es de <em>chat<\/em> ou videoconfer\u00eancia, a partir de di\u00e1logos interativos que favore\u00e7am o compartilhamento de experi\u00eancias e, por consequ\u00eancia, aumentem a confian\u00e7a m\u00fatua entre os participantes.\u00a0 J\u00e1 a <strong>externaliza\u00e7\u00e3o<\/strong> significa a transforma\u00e7\u00e3o do conhecimento t\u00e1cito em expl\u00edcito. A externaliza\u00e7\u00e3o pode ser testemunhada nos processos de defini\u00e7\u00e3o e elabora\u00e7\u00e3o de conceitos, estimulados pela realiza\u00e7\u00e3o de di\u00e1logos ou por reflex\u00e3o coletiva, a partir da realiza\u00e7\u00e3o de estudos de caso, debates em sala de aula, PBL, <em>Peer Instruction<\/em> etc. Isso se torna aparente tamb\u00e9m quando o professor usa f\u00f3runs de discuss\u00e3o bem planejados e mediados. O terceiro mecanismo citado \u00e9 a <strong>combina\u00e7\u00e3o<\/strong>, que representa a transforma\u00e7\u00e3o de conhecimento expl\u00edcito em expl\u00edcito. Ela se torna presente quando o planejamento pedag\u00f3gico prev\u00ea a produ\u00e7\u00e3o coletiva de conhecimento, o qual pode ser resultado da solu\u00e7\u00e3o de um problema, elabora\u00e7\u00e3o de um mapa conceitual e estudo de caso. Por \u00faltimo, a <strong>internaliza\u00e7\u00e3o<\/strong>, que \u00e9 o processo de transforma\u00e7\u00e3o do conhecimento expl\u00edcito em t\u00e1cito, apresentando uma rela\u00e7\u00e3o estreita com o \u201caprender fazendo\u201d. Para que a internaliza\u00e7\u00e3o seja enriquecida, \u00e9 indubit\u00e1vel haver uma verbaliza\u00e7\u00e3o e diagrama\u00e7\u00e3o do conhecimento de cada participante, sob a forma de documentos em geral (artigos, resenhas, imagens, manuais, mapas conceituais etc.) (<a href=\"#Souza2013\">SOUZA, 2013<\/a>).<\/p>\n<p>  <!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><strong>Figura 5: Espiral adaptada da engenharia de software<\/strong><br \/>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_27.png\" alt=\"\" width=\"316\" height=\"133\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3934\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_27.png 316w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_27-300x126.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 316px) 100vw, 316px\" \/><figcaption>\n      Fonte: Souza (<a href=\"#Souza2004\">2004<\/a>).<br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>  <!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><strong>Figura 6: Cria\u00e7\u00e3o do conhecimento de Nonaka e Takeuchi (<a href=\"#Nonaka1997\">1997<\/a>)<\/strong><br \/>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_28.jpg\" alt=\"\" width=\"312\" height=\"124\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3935\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_28.jpg 312w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_28-300x119.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 312px) 100vw, 312px\" \/><figcaption>\n      Fonte: Souza (<a href=\"#Souza2004\">2004<\/a>).<br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>J\u00e1 a espiral da engenharia de <em>software<\/em> define quatro atividades principais representadas em quatro quadrantes (Figura 3). E a espiral do conhecimento (Figura 4), da mesma forma, \u00e9 composta por quatro quadrantes em que s\u00e3o representados os quatro modos de transforma\u00e7\u00e3o do conhecimento, conforme descrito anteriormente. \u00c9 importante destacar que a espiral para desenvolvimento de <em>softwares<\/em> foi escolhida, pois seus movimentos apresentam alguma similaridade com aqueles requisitados para a elabora\u00e7\u00e3o das atividades e sua organiza\u00e7\u00e3o promove a intera\u00e7\u00e3o entre os usu\u00e1rios, que, nesse caso, s\u00e3o os alunos e professores. E a espiral do conhecimento, por possuir \u00edntima rela\u00e7\u00e3o com as expectativas e necessidades de professores e alunos sobre a produ\u00e7\u00e3o do conhecimento em ambientes formais de aprendizagem (<a href=\"#Souza2004\">SOUZA, 2004<\/a>).<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>O modelo em espiral da engenharia de <em>software<\/em><\/h5>\n<p>O modelo em espiral para a engenharia de <em>software<\/em> foi proposto em 1988 por Barry Boehm (<a href=\"#Pressman1995\">Pressman, 1995<\/a>). Esse modelo estrutura o desenvolvimento do <em>software<\/em> como um processo interativo em que v\u00e1rios conjuntos de quatro fases se sucedem at\u00e9 que se obtenha um resultado final desejado.<\/p>\n<\/section>\n<p>A elabora\u00e7\u00e3o das atividades pelo professor, prevista na metodologia, \u00e9 constitu\u00edda por quatro fases, como voc\u00ea p\u00f4de ver na Figura 3. Esses momentos devem acontecer durante o processo de desenvolvimento das atividades pedag\u00f3gicas, de maneira sucessiva, obedecendo ao movimento em espiral. A quantidade de voltas depende do n\u00famero de atividades pedag\u00f3gicas propostas e de revis\u00f5es necess\u00e1rias. Sendo assim, voc\u00ea j\u00e1 pode ter conclu\u00eddo que muitas vezes o ciclo n\u00e3o \u00e9 repetido em todas as suas fases. Al\u00e9m disso, em todo o processo aconselha-se que sejam estabelecidas intera\u00e7\u00f5es com os alunos para que estes sugiram revis\u00f5es e incrementa\u00e7\u00f5es nas atividades. Essas intera\u00e7\u00f5es buscam envolver o estudante no processo de <em>ensinoaprendizagem<\/em>, estimulando-o a assumir uma postura aut\u00f4noma e a reconhecer a sua responsabilidade nesse processo (<a href=\"#Souza2004\">SOUZA, 2004<\/a>).<\/p>\n<p>A fase do <strong>planejamento<\/strong> consiste na defini\u00e7\u00e3o das atividades que ser\u00e3o propostas no curso, dos assuntos que ser\u00e3o tratados e se essas atividades dever\u00e3o ser feitas em grupo ou individualmente. Essa etapa \u00e9 realizada utilizando o cronograma aula\/aula elaborado pelo professor antes do in\u00edcio do curso. Os alunos tamb\u00e9m poder\u00e3o sugerir estrat\u00e9gias para o aprofundamento dos assuntos e mudan\u00e7as no cronograma. A <strong>sele\u00e7\u00e3o de dispositivos<\/strong> corresponde \u00e0 an\u00e1lise e \u00e0 escolha dos dispositivos mais adequados para a execu\u00e7\u00e3o de cada atividade listada no planejamento. Essa fase envolve a sele\u00e7\u00e3o do tipo do recurso tecnol\u00f3gico (<em>chat<\/em>, f\u00f3rum, correio, portf\u00f3lio etc.) e da ferramenta propriamente dita que ser\u00e1 utilizada (por exemplo: o Facebook). Neste momento, os alunos podem indicar uma ferramenta para ser utilizada na atividade. Geralmente, essa interven\u00e7\u00e3o pode acontecer a partir do segundo ciclo da espiral, quando a rela\u00e7\u00e3o entre alunos e professor come\u00e7a a ficar mais estreita e as regras (crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o, programa etc.) do curso, claramente estabelecidas. Na sequ\u00eancia, a fase de <strong>elabora\u00e7\u00e3o<\/strong> representa o desenvolvimento real da atividade. Ou seja, defini\u00e7\u00e3o das instru\u00e7\u00f5es de execu\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o das atividades (por exemplo: estudos de casos, resenhas, artigos, relat\u00f3rios, mapas conceituais, prot\u00f3tipos, projetos, entre outras). Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s instru\u00e7\u00f5es de execu\u00e7\u00e3o, \u00e9 importante considerar a forma como a atividade dever\u00e1 ser feita (segundo o especificado na etapa de planejamento) e, ainda, a ferramenta que ser\u00e1 utilizada, de acordo com a sele\u00e7\u00e3o realizada na etapa anterior. Por fim, a fase de <strong>revis\u00e3o e disponibiliza\u00e7\u00e3o<\/strong> corresponde \u00e0 reuni\u00e3o de duas fases em um \u00fanico momento. O professor revisa o que foi proposto, avaliando se os assuntos escolhidos para serem tratados em cada momento realmente poder\u00e3o ser explorados da melhor forma nas atividades elaboradas. Al\u00e9m disso, \u00e9 preciso verificar se as orienta\u00e7\u00f5es de execu\u00e7\u00e3o s\u00e3o v\u00e1lidas em termos de clareza e objetividade e, ainda, se os dispositivos escolhidos s\u00e3o os mais adequados para a realiza\u00e7\u00e3o de cada atividade. Quando os alunos demonstram ter d\u00favidas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 execu\u00e7\u00e3o das atividades, um novo ciclo deve ser iniciado para alterar o que for necess\u00e1rio. A fase de verifica\u00e7\u00e3o retorna para o professor o <em>status<\/em> <strong>T<\/strong> (verifica\u00e7\u00e3o ok) ou <strong>F<\/strong> (verifica\u00e7\u00e3o falha). Ap\u00f3s cada atividade ter sido verificada, parte-se para a sua apresenta\u00e7\u00e3o aos alunos. \u00c9 importante ressaltar que a valida\u00e7\u00e3o das atividades s\u00f3 ir\u00e1 acontecer ap\u00f3s terem sido analisados os resultados obtidos pelos alunos. Caso existam produ\u00e7\u00f5es que apresentem os resultados de ordem qualitativa esperados pelo professor, a atividade ser\u00e1 validada por ele. Em caso negativo, poder\u00e3o ser propostas modifica\u00e7\u00f5es nas atividades futuras (atrav\u00e9s do pr\u00f3ximo ciclo da espiral). Em resumo, a valida\u00e7\u00e3o retorna para o professor e\/ou projetista o <em>status<\/em> <strong>V<\/strong> (valida\u00e7\u00e3o ok) ou <strong>VF<\/strong> (valida\u00e7\u00e3o falha). Ou seja, ter\u00edamos algo como o ilustrado no Quadro 3.<br \/>\n  <!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><strong>Quadro 3 \u2013 Etapas da espiral de elabora\u00e7\u00e3o de atividades do componente curricular \u201cAn\u00e1lise de Sistemas\u201d<\/strong><br \/>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_33-1024x630.png\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"461\" class=\"aligncenter size-large wp-image-3947\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_33-1024x630.png 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_33-300x185.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_33-768x473.png 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_33.png 1076w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption>\n      Fonte: Souza (<a href=\"#Souza2004\">2004<\/a>).<br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>Em um curso formado por v\u00e1rios componentes curriculares, seria interessante que as informa\u00e7\u00f5es das atividades fossem cruzadas com as informa\u00e7\u00f5es detalhadas no planejamento aula-aula dos professores. Assim, seria poss\u00edvel elaborar atividades interdisciplinares atrav\u00e9s do conhecimento das possibilidades de articula\u00e7\u00e3o entre dois ou mais componentes, que tratem de assuntos correlacionados, em momentos similares. Diante da situa\u00e7\u00e3o descrita, \u00e9 aconselhado que a espiral da elabora\u00e7\u00e3o de atividades de um componente ocorra paralelamente \u00e0 espiral do outro componente, quando essas fazem parte de um mesmo curso. Assim, poder\u00e1 ser promovida uma maior intera\u00e7\u00e3o entre os dois componentes. Observe-se tamb\u00e9m que o elo que ir\u00e1 integrar essas duas espirais ser\u00e1 o assunto tratado, que dever\u00e1 ser o mesmo, podendo, por\u00e9m, ter enfoques variados. Atrav\u00e9s do assunto, chega-se \u00e0 aula de cada componente (listada no planejamento aula-aula), e ainda \u00e0 atividade proposta nessas aulas. A partir da\u00ed, inicia-se a intera\u00e7\u00e3o entre as espirais, que ir\u00e1 impulsionar a constru\u00e7\u00e3o interdisciplinar (<a href=\"#Souza2004\">SOUZA, 2004<\/a>).<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\" style=\"text-align:center;\">\n<p style=\"font-size:2em;\">\ud83d\udd0e Voc\u00ea deve agora estar pensando:<br \/>\n<em>\u201cOK! E como ocorre ent\u00e3o a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento?\u201d<\/em><\/p>\n<\/section>\n<p>O movimento para cria\u00e7\u00e3o do conhecimento \u00e9 caracterizado pelo incentivo \u00e0 postura colaborativa, por parte dos alunos e professores, durante o processo de cria\u00e7\u00e3o e compartilhamento do conhecimento. Essa etapa \u00e9 formada por quatro quadrantes caracterizados pelos modos de transforma\u00e7\u00e3o do conhecimento que acontecem sequencialmente, seguindo um movimento em espiral (Figura 4). Para que a <strong>socializa\u00e7\u00e3o<\/strong> aconte\u00e7a, a metodologia Compondo destaca uma estrat\u00e9gia favor\u00e1vel ao compartilhamento das experi\u00eancias entre professores e alunos.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Estrat\u00e9gia para a socializa\u00e7\u00e3o: <span style=\"color: #ED7D31;\">Dica!<\/span><\/h5>\n<p><strong>Promo\u00e7\u00e3o de reuni\u00f5es para que aconte\u00e7a o compartilhamento de experi\u00eancias:<\/strong> Di\u00e1logos (debates, tempestade de ideias etc.) podem acontecer atrav\u00e9s da realiza\u00e7\u00e3o de reuni\u00f5es virtuais ou encontros presenciais, por exemplo, em sala de aula. Nessas reuni\u00f5es, um aluno ou professor pode compartilhar as suas experi\u00eancias de forma t\u00e3o precisa e clara que os participantes da sess\u00e3o consigam mutuamente se apropriar e tamb\u00e9m desenvolver conhecimento t\u00e1cito.<\/p>\n<\/section>\n<p>A <strong>externaliza\u00e7\u00e3o<\/strong>, que estimula potencialmente a colabora\u00e7\u00e3o, pode ser viabilizada na metodologia durante o processo de elabora\u00e7\u00e3o do material de apoio do curso, resultante das produ\u00e7\u00f5es, por parte dos alunos, ap\u00f3s a execu\u00e7\u00e3o das atividades (relat\u00f3rios t\u00e9cnicos, planos de neg\u00f3cio, <em>slides<\/em>, mapas conceituais, entre outras).\u00a0 Al\u00e9m disso, a externaliza\u00e7\u00e3o corresponde \u00e0 fase da espiral que tem maior direcionamento para a produ\u00e7\u00e3o conceitual do curso. Ou seja, a produ\u00e7\u00e3o dos materiais te\u00f3ricos que v\u00e3o apoiar a realiza\u00e7\u00e3o, especialmente, da combina\u00e7\u00e3o e internaliza\u00e7\u00e3o. \u00a0Para a externaliza\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel fazer uso do f\u00f3rum, buscando estimular a ocorr\u00eancia dos debates coletivos entre os estudantes (<a href=\"#Souza2004\">SOUZA, 2004<\/a>).<br \/>\n  <!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE: Motivando a Socializa\u00e7\u00e3o<\/h5>\n<p>    <strong>Estrat\u00e9gias para a externaliza\u00e7\u00e3o: <span style=\"color: #ED7D31;\">Dica!<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong>Elaborar e apresentar o conte\u00fado did\u00e1tico de cada aula<\/strong>: O conte\u00fado poder\u00e1 ser composto por uma apresenta\u00e7\u00e3o resumida do assunto e material de leitura complementar para aprofundamento. Sendo a internet o meio usado para veicular o curso, sugere-se que esse material adote a met\u00e1fora do hipertexto, discutida por Pierre Levy em seu livro Tecnologias da Intelig\u00eancia, para oferecer maior flexibilidade de leitura e de aprofundamento do texto pelo aluno. O material pronto ser\u00e1 apresentado (compartilhado) no diret\u00f3rio destinado ao armazenamento das aulas.<\/p>\n<p><strong>Elaborar atividades did\u00e1ticas que motivem a colabora\u00e7\u00e3o:<\/strong> A elabora\u00e7\u00e3o das atividades poder\u00e1 acontecer de forma direcionada para motivar a intera\u00e7\u00e3o e colabora\u00e7\u00e3o entre os participantes do curso. \u00c9 fundamental que essas atividades permitam que durante \u201co fazer\u201d os alunos estejam aprendendo, a partir do conhecimento compartilhado pelo professor e colegas, atrav\u00e9s do material did\u00e1tico do curso. Os produtos dessas atividades representar\u00e3o o conhecimento dos alunos, que tamb\u00e9m poder\u00e1 ser compartilhado (no portf\u00f3lio, por exemplo).<\/p>\n<\/section>\n<p>A <strong>combina\u00e7\u00e3o <\/strong>acontece atrav\u00e9s da classifica\u00e7\u00e3o, do acr\u00e9scimo, da combina\u00e7\u00e3o e da categoriza\u00e7\u00e3o de diferentes conjuntos de conhecimento, promovendo a cria\u00e7\u00e3o de novos conhecimentos expl\u00edcitos. Esse modo pode motivar a produ\u00e7\u00e3o coletiva do conhecimento envolvendo, inclusive, a gera\u00e7\u00e3o de prot\u00f3tipos e tecnologias. Essa etapa, assim como a externaliza\u00e7\u00e3o, estimula potencialmente a colabora\u00e7\u00e3o. A metodologia Compondo prev\u00ea a realiza\u00e7\u00e3o da combina\u00e7\u00e3o, a partir da ado\u00e7\u00e3o das met\u00e1foras dos componentes de <em>software<\/em><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a> (ou objetos de aprendizagem) e hipertexto<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> (ressalto que voc\u00ea pode usar outras met\u00e1foras como, por exemplo, os mapas conceituais). O uso dessas met\u00e1foras \u00e9 proposto na metodologia por permitir a produ\u00e7\u00e3o coletiva do conhecimento sistem\u00e1tico<u>,<\/u> como a gera\u00e7\u00e3o de prot\u00f3tipos, de forma din\u00e2mica, interativa e integrada ao ambiente da internet (<a href=\"#Souza2004\">SOUZA, 2004<\/a>).<br \/>\n  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Estrat\u00e9gias para a combina\u00e7\u00e3o: <span style=\"color: #ED7D31;\">Dica!<\/span><\/h5>\n<p><strong>Elabora\u00e7\u00e3o das atividades e de suas instru\u00e7\u00f5es de execu\u00e7\u00e3o, considerando a necessidade de estimular a sistematiza\u00e7\u00e3o do conhecimento expl\u00edcito de cada aluno em uma mesma produ\u00e7\u00e3o<\/strong>: Essas atividades dever\u00e3o prever a integra\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o individual de cada aluno, objetivando construir a produ\u00e7\u00e3o do grupo, do qual esse aluno faz parte. \u00c9 importante que as instru\u00e7\u00f5es dessas atividades orientem os alunos para o processo de produ\u00e7\u00e3o individual, destacando as regras, padr\u00f5es e normas que dever\u00e3o ser seguidos durante essa fase. Essas informa\u00e7\u00f5es precisam ser consideradas pelos alunos para que depois seja poss\u00edvel integrar suas realiza\u00e7\u00f5es em uma produ\u00e7\u00e3o maior (do grupo). Essa produ\u00e7\u00e3o pode ser, por exemplo, a produ\u00e7\u00e3o de objetos de aprendizagem que compor\u00e3o um reposit\u00f3rio digital do componente curricular.<\/p>\n<\/section>\n<p>Por fim, o \u00faltimo quadrante, da espiral de cria\u00e7\u00e3o do conhecimento, corresponde ao modo de <strong>internaliza\u00e7\u00e3o, <\/strong>que consiste na transforma\u00e7\u00e3o de conhecimento expl\u00edcito em t\u00e1cito. A internaliza\u00e7\u00e3o, na metodologia Compondo, acontece durante todo o processo de <em>ensinoaprendizagem<\/em> do aluno, diante dos momentos de socializa\u00e7\u00e3o, externaliza\u00e7\u00e3o e combina\u00e7\u00e3o que acontecerem em determinado curso. Para isso, recomenda-se que todas as informa\u00e7\u00f5es que circularem durante o curso sejam armazenadas, categorizadas e disponibilizadas para facilitar o acesso a elas pelo professor e alunos. Dessa forma, esse modo representa a aut\u00eantica a\u00e7\u00e3o do aprender fazendo, na qual o conhecimento operacional \u00e9 criado (<a href=\"#Souza2004\">SOUZA, 2004<\/a>).<br \/>\n  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Estrat\u00e9gias para a internaliza\u00e7\u00e3o: <span style=\"color: #ED7D31;\">Dica!<\/span><\/h5>\n<p><strong>Verbaliza\u00e7\u00e3o e diagrama\u00e7\u00e3o do conhecimento atrav\u00e9s de manuais, documentos ou hist\u00f3rias orais<\/strong>: As perguntas e respostas feitas durante o curso podem ser categorizadas em uma ferramenta espec\u00edfica como o FAQ (ou perguntas frequentes). Orienta-se que o material das aulas seja disponibilizado antes das aulas, para que os alunos possam acompanhar e aprofundar os assuntos trabalhados. Os registros (<em>log<\/em>) das sess\u00f5es de <em>chat<\/em>, realizadas durante o curso, podem ser disponibilizados para que todos tenham acesso ao que foi debatido, mesmo quem n\u00e3o esteve presente. As respostas das atividades podem ser filtradas, corrigidas e organizadas pelo professor para que, em seguida, sejam compartilhadas para acesso de todos. Destaque-se que a verbaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental quando se opta por realizar as aulas invertidas.<\/p>\n<p><strong>Propor uma atividade pr\u00e1tica, na qual o aluno trabalhe com todos os conceitos te\u00f3ricos discutidos durante todo o curso<\/strong>: \u00c9 importante que o professor proponha uma atividade, na qual o aluno precise resgatar toda a teoria vista durante o curso para realiz\u00e1-la. \u00c9 interessante que essa atividade seja executada aos poucos e durante todo o curso, envolvendo a produ\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica, ou operacional, relacionada \u00e0quela teoria.\u00a0 Em resumo, o aluno poder\u00e1 aprender tudo o que foi visto fazendo, praticando, testando, operacionalizando. Isso pode ser promovido adotando-se os estudos de caso e a PBL, por exemplo.<\/p>\n<\/section>\n<p>Em s\u00edntese, a metodologia Compondo foi desenvolvida com a principal finalidade de sugerir estrat\u00e9gias para a elabora\u00e7\u00e3o de atividades e formas para as suas execu\u00e7\u00f5es pelos alunos, objetivando o aumento da intera\u00e7\u00e3o entre alunos e professores e o desenho de uma rede colaborativa de aprendizagem em que o conhecimento seja criado e compartilhado. Dessa forma, recorrendo \u00e0 aprendizagem colaborativa a Compondo refor\u00e7a aspectos positivos das MAA, na medida em que procura estimular o intenso envolvimento do estudante em seu processo de aprendizagem, assim como a sua participa\u00e7\u00e3o e corresponsabiliza\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o do material did\u00e1tico do curso e da avalia\u00e7\u00e3o dos resultados obtidos ap\u00f3s a realiza\u00e7\u00e3o de uma atividade (<a href=\"#Souza2004\">SOUZA, 2004<\/a>).<br \/>\n  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Para saber mais sobre a Compondo<\/h5>\n<p>Aqui fizemos apenas um recorte da Compondo, buscando resumi-la para o seu entendimento. Caso deseje saber mais sobre essa metodologia, acesse os documentos:<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/repositorio.ufba.br\/ri\/handle\/ri\/8178\">https:\/\/repositorio.ufba.br\/ri\/handle\/ri\/8178<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/repositorio.ufba.br\/ri\/handle\/ri\/22612\">https:\/\/repositorio.ufba.br\/ri\/handle\/ri\/22612<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 3 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s3\">3 CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/h2>\n<p>  <!-- QUADRO DEBATE --><\/p>\n<section class=\"quadro debate\">\n<h5>DEBATE: Diante das possibilidades que vimos at\u00e9 aqui, o que voc\u00ea destacaria como desafios a serem enfrentados pelos professores?<\/h5>\n<p>Reflita criticamente com os seus pares.<\/p>\n<\/section>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o est\u00e1 relacionada \u00e0 pr\u00e1tica docentee essa, por sua vez, corresponde \u00e0 \u201cespecificidade que deve resistir a toda investida de pulveriza\u00e7\u00e3o e de descaracteriza\u00e7\u00e3o\u201d (<a href=\"#MACEDO2004\">MACEDO, 2004<\/a>, p. 252) que represente a destitui\u00e7\u00e3o da complexidade relativa \u00e0s compet\u00eancias necess\u00e1rias ao exerc\u00edcio da doc\u00eancia. Na pr\u00e1tica, imagino que voc\u00ea reconhe\u00e7a que esta continua sendo desvalorizada, apesar da complexidade das suas atividades, atrav\u00e9s de pol\u00edticas e discursos simplificadores. Esse fato \u00e9 destacado por Ant\u00f3nio N\u00f3voa em seu livro <strong>Forma\u00e7\u00e3o de professores e trabalho pedag\u00f3gico<\/strong> (<a href=\"#NOVOA2002\">N\u00d3VOA, 2002<\/a>), quando ele fala sobre a simplifica\u00e7\u00e3o da atividade docente e a desvaloriza\u00e7\u00e3o do papel do professor na sociedade.<\/p>\n<p>A falta de reconhecimento da pr\u00e1tica docente causa, entre outras coisas, a defini\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas da educa\u00e7\u00e3o descontextualizadas das demandas das escolas e dos atores\/autores curriculares; a proposi\u00e7\u00e3o de programas de forma\u00e7\u00e3o de m\u00e1 qualidade e o investimento financeiro em a\u00e7\u00f5es equivocadas, homogeinizadoras e desarticuladas com os princ\u00edpios multirreferenciais e complexos relacionados \u00e0 educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa realidade reafirma a exig\u00eancia de se repensarem as pol\u00edticas de forma\u00e7\u00e3o dos professores, de forma a que essas ofere\u00e7am condi\u00e7\u00f5es para que os docentes modifiquem a sua pr\u00e1tica, considerando as novas demandas apresentadas pela sociedade. Entre essas demandas, a altera\u00e7\u00e3o do papel do professor, de transmissor de informa\u00e7\u00e3o para mediador da produ\u00e7\u00e3o do conhecimento, j\u00e1 ser\u00e1 um grande passo, pois exigir\u00e1 modifica\u00e7\u00f5es comportamentais, ideol\u00f3gicas e de compreens\u00e3o. Aprender a desaprender para aprender novamente \u00e9 um dos maiores desafios a serem enfrentados hoje pelos professores.<\/p>\n<p>Adicionalmente, tornar-se professor pesquisador \u00e9 outra conquista que considero fundamental. Nesse caso, considerando que este \u201cassume a sua pr\u00f3pria realidade escolar como um objeto de pesquisa, como objeto de reflex\u00e3o, com objeto de an\u00e1lise\u201d (<a href=\"#NOVOA2002\">N\u00d3VOA, 2001<\/a>, n. p.). Ou seja, para o autor a pr\u00e1tica docente \u00e9 um exerc\u00edcio de constante reflex\u00e3o, avalia\u00e7\u00e3o e autoavalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Outro desafio que destaco refere-se \u00e0 capacidade de o professor se tornar gestor de aprendizagens. Isso significa estar apto para <strong>organizar aprendizagens<\/strong> e <strong>compreender o conhecimento<\/strong>. A <em>compet\u00eancia de organiza\u00e7\u00e3o<\/em> diz respeito \u00e0 habilidade para organizar aprendizagens, inclusive aquelas que ocorrem via recursos inform\u00e1ticos; organiza\u00e7\u00e3o da turma ou da sala de aula. Ou seja, \u201cpromover a organiza\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os de aprendizagem inter-pares, de troca e de partilha\u201d, que representa mais que promo\u00e7\u00e3o da colabora\u00e7\u00e3o, mas a inscri\u00e7\u00e3o \u201cdos princ\u00edpios de coletivo e de colegialidade na cultura profissional dos professores\u201d (<a href=\"#NOVOA2002\">N\u00d3VOA, 2002<\/a>, p. 25). J\u00e1 a <em>compreens\u00e3o do conhecimento<\/em> est\u00e1 relacionada \u00e0 necessidade de o professor compreender o conhecimento, reorganiz\u00e1-lo, ressignific\u00e1-lo e traduzi-lo, transportando-o em situa\u00e7\u00e3o did\u00e1tica em sala de aula (ou no AVA), tornando-se capaz de ensinar um grupo de alunos. Nesse sentido, destacamos que, al\u00e9m do conhecimento cientifico e pedag\u00f3gico, o professor deve ter tamb\u00e9m o conhecimento denominado \u201cprofissional\u201d, aquele produzido durante a pr\u00e1tica docente, feito na experi\u00eancia e na reflex\u00e3o sobre essa experi\u00eancia (<a href=\"#Souza2013\">SOUZA, 2013<\/a>).<\/p>\n<p>Adicionalmente, a necessidade de o professor conhecer novas metodologias de <em>ensinoaprendizagem<\/em> e tecnologias educacionais que possam diversificar a sua pr\u00e1tica e possibilitar que as suas proposi\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas estejam contextualizadas nas demandas apresentadas pelos estudantes \u00e9 para mim tamb\u00e9m um dos grandes desafios. Sobretudo porque isso demanda constante atualiza\u00e7\u00e3o e habilidade do professor para acolher a diversidade cultural caracter\u00edstica das turmas de hoje.<\/p>\n<p>Para concluir, a partir do que estudamos neste capitulo convoco voc\u00ea a refletir comigo sobre as novas possibilidades que nos s\u00e3o apresentadas, no que diz respeito \u00e0 mobiliza\u00e7\u00e3o de outras formas de <em>ensinoaprendizagem<\/em>. E, ainda mais, a pensar sobre o que n\u00f3s, professores, devemos aprender e como colocar essas estrat\u00e9gias em pr\u00e1tica.<br \/>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O RESUMO --><\/p>\n<section>\n<h3 id=\"resumo\">Resumo<\/h3>\n<figure>\n      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_29.jpg\" alt=\"\" width=\"620\" height=\"464\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3936\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_29.jpg 620w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_29-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 620px) 100vw, 620px\" \/><figcaption>Fonte: A autora.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Neste cap\u00edtulo, foram apresentados os fundamentos b\u00e1sicos das metodologias ativas de aprendizagem (MAA), que lhe ajudar\u00e3o a eleger as suas estrat\u00e9gias para a promo\u00e7\u00e3o do <em>ensinoaprendizagem<\/em>, que se desenvolva de forma que o\u00a0 estudante se mostre participativo, colaborativo, aut\u00f4nomo e implicado com a produ\u00e7\u00e3o do conhecimento. Adicionalmente, identificamos um conjunto de tecnologias educacionais que podem ser adotadas para subsidiar pr\u00e1ticas de MAA em ambientes formais de aprendizagem. Nesse momento, consideramos alguns pr\u00e9-requisitos, recomenda\u00e7\u00f5es e problemas identificados relacionados ao uso desses dispositivos. Na sequ\u00eancia conhecemos a metodologia Compondo, direcionada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o colaborativa do conhecimento. Reconhecemos, ent\u00e3o, a exist\u00eancia de uma rela\u00e7\u00e3o estreita entre a aprendizagem colaborativa e as MAA. Por fim, refletimos a respeito dos desafios a serem enfrentados pelos professores em face das novas demandas que v\u00eam sendo apresentadas nos ambientes formais de aprendizagem, no que diz respeito ao uso das MAA. O Mapa a seguir sintetiza os assuntos abordados no cap\u00edtulo.<br \/>\n  <\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O LEITURAS --><\/p>\n<section id=\"leituras\">\n<h3>Leituras Recomendadas<\/h3>\n<section class=\"leitura_recomendada\"><!-- IN\u00cdCIO DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Metodologias-Aprendizagem-Superior-Relatos-Reflex\u00f5es\/dp\/8584990232\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_30.png\" alt=\"\" width=\"430\" height=\"623\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3937\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_30.png 430w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_30-207x300.png 207w\" sizes=\"auto, (max-width: 430px) 100vw, 430px\" \/><\/a><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Metodologias-Aprendizagem-Superior-Relatos-Reflex\u00f5es\/dp\/8584990232\"><strong>Metodologias ativas de aprendizagem no ensino superior: relatos e reflex\u00f5es<\/strong><br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>Colet\u00e2nea de relatos de experi\u00eancias dos participantes de uma oficina de MAA que ocorreu em 2013 na EAHC-USP (Escola de Artes, Humanidades e Ci\u00eancias da USP). Os textos apresentam dicas para o uso das MAA no ensino universit\u00e1rio. MARTINS, A. K. A.; MALPARTIDA,\u00a0H. M. G. <strong>Metodologias ativas de aprendizagem no ensino superior: relatos e reflex\u00f5es. <\/strong>S\u00e3o Paulo: Editora Intermeios, 2013. 152 p.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_recomendada\"><!-- IN\u00cdCIO DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/dp\/B073DMKP92\/ref=dp-kindle-redirect?_encoding=UTF8&#038;btkr=1\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_31-692x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"692\" height=\"1024\" class=\"aligncenter size-large wp-image-3938\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_31-692x1024.jpg 692w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_31-203x300.jpg 203w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_31.jpg 700w\" sizes=\"auto, (max-width: 692px) 100vw, 692px\" \/><\/a><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/dp\/B073DMKP92\/ref=dp-kindle-redirect?_encoding=UTF8&#038;btkr=1\"><strong>Sala de aula invertida: uma metodologia ativa de aprendizagem<\/strong><br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>A obra apresenta os fundamentos da metodologia da sala de aula invertida e indica tecnologias associadas. Bergmann, J.; Sams, A. <strong>Sala de aula invertida &#8211; uma metodologia ativa de aprendizagem. <\/strong>S\u00e3o Paulo: Editora LTC, 2016.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><br \/>\n  <\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O EXERC\u00cdCIOS --><\/p>\n<section id=\"exercicios\">\n<h3 id=\"exercicios\">Exerc\u00edcios<\/h3>\n<ol>\n<li>Vamos praticar? Elabore o planejamento de uma atividade colaborativa, que adote alguma estrat\u00e9gia de MAA, com base na metodologia Compondo. Detalhe todas as etapas apresentadas nas Figuras 3 e 4 deste cap\u00edtulo.<\/li>\n<li>Elabore um mapa conceitual que resuma o seu entendimento cr\u00edtico a respeito do uso das MAA para o ensino da inform\u00e1tica na educa\u00e7\u00e3o. Nesse mapa, aponte possibilidades e desafios a serem enfrentados pelos estudantes.<\/li>\n<li>Planeje uma aula invertida sobre determinado assunto relacionado \u00e0 inform\u00e1tica na educa\u00e7\u00e3o. Para isso, selecione conte\u00fados e indique tecnologias associadas que poderiam ser utilizadas nessa aula. O produto dessa atividade dever\u00e1 ser um plano de aula.<\/li>\n<\/ol>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O NOTAS --><\/p>\n<section id=\"notas\">\n<h3>Notas<\/h3>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> \u201c(&#8230;) Os componentes s\u00e3o projetados como pequenas pe\u00e7as facilmente interlig\u00e1veis para a constru\u00e7\u00e3o de um modelo maior. Podem ser comparados a pequenas pe\u00e7as de Lego<sup>&#174;<\/sup> que s\u00e3o projetadas para ser combinadas na composi\u00e7\u00e3o de algo maior\u201d. (<a href=\"#Santanche2000\">Santanch\u00e8, 2000<\/a>)<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Acesso n\u00e3o-linear representando uma nova forma de armazenamento da informa\u00e7\u00e3o e alimenta\u00e7\u00e3o do racioc\u00ednio.<br \/>\n  <\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O REFER\u00caNCIAS --><\/p>\n<section id=\"referencias\">\n<h3>Refer\u00eancias<\/h3>\n<p id=\"Ausubel1982\">AUSUBEL, D. P. <strong>A aprendizagem significativa<\/strong>.\u00a0S\u00e3o Paulo: Moraes, 1982.<\/p>\n<p id=\"BITTENCOURT2006\">Bittencourt, J. P. <strong>Arquiteturas pedag\u00f3gicas inovadoras nos mestrados profissionais<\/strong>. Tese (Doutorado em Educa\u00e7\u00e3o) \u2013 Universidade de S\u00e3o Paulo, S\u00e3o Paulo, 2016.<\/p>\n<p id=\"Freire2006\">Freire P. <strong>Pedagogia da autonomia: <\/strong>saberes necess\u00e1rios \u00e0 pr\u00e1tica educativa. 33\u00aa ed. S\u00e3o Paulo: Paz e Terra, 2006.<\/p>\n<p hidden style=\"color:red;\" id=\"KUDO2004\">KUDO, T. N. <strong>Computa\u00e7\u00e3o ciente de contexto aplicada ao monitoramento de condi\u00e7\u00f5es cr\u00edticas em ambientes f\u00edsicos<\/strong>. 2004. 118 f. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Ci\u00eancias Exatas e da Terra) &#8211; Universidade Federal de S\u00e3o Carlos, S\u00e3o Carlos, 2004.<\/p>\n<p id=\"MACEDO2004\">MACEDO, R. S.<strong> A etnopesquisa cr\u00edtica e multirreferencial nas ci\u00eancias humanas e na educa\u00e7\u00e3o<\/strong>. 2. ed. Salvador: EdUFBA, 2004.<\/p>\n<p id=\"MORAN2015\">MORAN, J. M. Mudando a educa\u00e7\u00e3o com metodologias ativas. <strong>Converg\u00eancias Midi\u00e1<\/strong><strong>ticas, Educa\u00e7\u00e3o e Cidadania: Aproxima\u00e7\u00f5es Jovens<\/strong>, v. 2, n. 1, p. 15-33, 2015. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www2.eca.usp.br\/moran\/wp-content\/uploads\/2013\/12\/mudando_moran.pdf. Acesso em: out. 2020.<\/p>\n<p id=\"Nonaka1997\">Nonaka, I.; Takeuchi, H. <strong>Cria\u00e7\u00e3o de conhecimento na empresa.<\/strong> Tradu\u00e7\u00e3o de Ana Beatriz Rodrigues e Priscila Martins Celeste. Rio de Janeiro: Editora Campus, 1997.<\/p>\n<p id=\"NOVOA2002\">N\u00f3voa, A. <strong>forma\u00e7\u00e3o de professores e trabalho pedag\u00f3gico.<\/strong> Lisboa: Educa, 2002.<\/p>\n<p id=\"PAIVA2017\">PAIVA, M. R. F. et al. Metodologias ativas de ensinoaprendizagem: Revis\u00e3o integrativa. <strong>SANARE-Revista de Pol\u00edticas P\u00fablicas<\/strong>, v. 15, n. 2, 2017.<\/p>\n<p id=\"Pressman1995\">Pressman, R. S. <strong>Engenharia de software<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Makron Books, 1995.<\/p>\n<p id=\"Santanche2000\">Santanch\u00e8, A.; Teixeira, C. A. C.<strong> M\u00faltiplas perspectivas de objetos no contexto educacional.<\/strong> XI Simp\u00f3sio Brasileiro de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o \u2013 SBIE, 2000, [online]. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www. nuppead.unifacs.br\/prodcient\/artigos.htm. Acesso em: out. 2020.<\/p>\n<p id=\"Silberman1996\">SILBERMAN, M. <strong>Active learning: <\/strong>101 strategies do teach any subject. Massachusetts: Ed. Allyn and Bacon, 1996.<\/p>\n<p id=\"Souza2004\">SOUZA, M. C. S. de. <strong>Compondo: uma metodologia para produ\u00e7\u00e3o do conhecimento em rede colaborativa para educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia.<\/strong> Orientadora: Teresinha Froes Burnham. 2004. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Ci\u00eancia da Informa\u00e7\u00e3o)             &#8211; Universidade Federal da Bahia. Salvador, 2004. Dispon\u00edvel em: https:\/\/repositorio.ufba.br\/ri\/handle\/ri\/8178. Acesso em: out. 2020.\n<\/p>\n<p id=\"Souza2013\">SOUZA, M. C. S. de. <strong>COMPONDO 2.0: <\/strong>uma proposta multirreferencial para o processo metodol\u00f3gico de produ\u00e7\u00e3o do conhecimento em rede colaborativa para educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia. Orientador: Roberto Sidney Macedo. Co-orientadora: Tererinha Froes Burnham. 2013. Tese (Doutorado em Difus\u00e3o do Conhecimento) &#8211; Universidade Federal da Bahia. Salvador, 2013. Dispon\u00edvel em: https:\/\/repositorio.ufba.br\/ri\/handle\/ri\/22612. Acesso em: out. 2020.<\/p>\n<p id=\"Vygotsky1987\">VYGOTSKY, L. S. <strong>A forma\u00e7\u00e3o social da mente<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1984. 224 p.<\/p>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O AUTORES --><\/p>\n<section id=\"Autoria\">\n<h3>Autoria<\/h3>\n<section id=\"Souza\" class=\"autor\"><!-- IN\u00cdCIO DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"autor_foto\">\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_32.jpg\" alt=\"\" width=\"543\" height=\"542\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3939\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_32.jpg 543w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_32-300x300.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_32-150x150.jpg 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_32-70x70.jpg 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_32-246x246.jpg 246w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_32-276x276.jpg 276w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/38MOFE_32-125x125.jpg 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 543px) 100vw, 543px\" \/><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"autor_descricao\">\n        <strong>Maria Carolina S. de Souza<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/0623378474341321\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/0623378474341321<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Doutora em Difus\u00e3o do Conhecimento pela UFBA.  Mestre em Ci\u00eancia da Informa\u00e7\u00e3o pela UFBA. Bacharel em Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o pela Unifacs. Foi professora visitante na Universidade da Calif\u00f3rnia (UCLA \u2013 Instituto Latino-Americano). \u00c9 professora adjunta do Departamento de Administra\u00e7\u00e3o da Escola de Administra\u00e7\u00e3o da UFBA (EA-UFBA), institui\u00e7\u00e3o em que leciona no Bacharelado em Administra\u00e7\u00e3o e Secretariado. Atua na PDGS \u2013 P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o de Desenvolvimento em Gest\u00e3o Social, Linha de Pesquisa:  Ensino, Pesquisa e Interven\u00e7\u00e3o em Gest\u00e3o P\u00fablica e Gest\u00e3o Social. Pesquisadora do Centro Interdisciplinar de Desenvolvimento e Gest\u00e3o Social (CIAGS \u2013 Escola de Administra\u00e7\u00e3o da UFBA) e do  Grupo de Estudos de Pol\u00edticas de Informa\u00e7\u00e3o, Comunica\u00e7\u00f5es e Conhecimento (GEPICC \u2013 Instituto de Ci\u00eancia da Informa\u00e7\u00e3o da UFBA). \u00c1reas de Atua\u00e7\u00e3o: Forma\u00e7\u00e3o de Professores, Gest\u00e3o do Conhecimento. Tecnologias de Informa\u00e7\u00e3o e Conhecimento, Educa\u00e7\u00e3o Online, EAD, Curr\u00edculo e Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nSite institucional: <a href=\"http:\/\/www.ea.ufba.br\">www.ea.ufba.br<\/a>.<br \/>\nE-mail: <a href=\"mailto:mcarols@gmail.com\">mcarols@gmail.com<\/a> \/ <a href=\"mailto:mcarols@ufba.br\">mcarols@ufba.br<\/a><\/span><br \/>\n      <\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><br \/>\n  <\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O CITAR --><\/p>\n<section id=\"citar\" hidden>\n<h3>Como citar este cap\u00edtulo<\/h3>\n<blockquote><p>[AUTORES]. [T\u00cdTULO]. In: SANTOS, Edm\u00e9a O.; PIMENTEL, Mariano; SAMPAIO, F\u00e1bio F. (Org.). <b>Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o: autoria, m\u00eddia, letramento, inclus\u00e3o digital<\/b>. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o, 2019. (S\u00e9rie Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, v.5) Dispon\u00edvel em: &lt;[LINK DO ARTIGO]&gt;\n    <\/p><\/blockquote>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O COMENT\u00c1RIOS --><\/p>\n<section id=\"comentarios\"><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Maria Carolina S. de Souza) Como mobilizar outras formas de ensinoaprendizagem em ambientes formais de aprendizagem? 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