{"id":3618,"date":"2021-03-27T03:47:37","date_gmt":"2021-03-27T06:47:37","guid":{"rendered":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/?p=3618"},"modified":"2021-05-30T12:55:47","modified_gmt":"2021-05-30T15:55:47","slug":"paradigmas-concepcoes-abordagens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/paradigmas-concepcoes-abordagens\/","title":{"rendered":"Paradigmas, concep\u00e7\u00f5es e abordagens nos processos contempor\u00e2neos de educa\u00e7\u00e3o e de forma\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>(<a href=\"#Bruno\">Adriana Rocha Bruno<\/a>, <a href=\"#Hessel\">Ana Maria Di Grado Hessel<\/a>, <a href=\"#Pesce\">Lucila Pesce<\/a>)<\/p>\n<p><!-- IMAGEM DISPARADORA --><\/p>\n<section id=\"imagemDisparadora\"><!-- IMAGEM --><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1321\" style=\"background-color: #000080;\" src=\"#\" alt=\"Autoria Coletiva\" width=\"750\" height=\"560\" \/><!-- QUEST\u00c3O DE ABERTURA --><\/p>\n<h4>Voc\u00ea j\u00e1 se perguntou por que voc\u00ea pensa ou age de tal forma e n\u00e3o de outra? Por que suas pr\u00e1ticas docentes s\u00e3o da forma que s\u00e3o? Identificar e compreender algumas das bases que sustentam suas ideias e suas pr\u00e1ticas \u00e9 importante para situar sua doc\u00eancia e professoralidade com seguran\u00e7a ou mesmo para promover mudan\u00e7as.<\/h4>\n<p><!-- TEXTO INTRODUT\u00d3RIO --><\/p>\n<p>Como nos disse Paulo Freire, &#8220;N\u00e3o \u00e9 no sil\u00eancio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na a\u00e7\u00e3o-reflex\u00e3o&#8221; (<a href=\"#FREIRE1987\">FREIRE, 1987<\/a>, p. 78). Este nosso patrono da Educa\u00e7\u00e3o brasileira, nosso grande inspirador, sempre compreendeu que a a\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica se faz em meio a integra\u00e7\u00e3o\/articula\u00e7\u00e3o da teoria com a pr\u00e1tica e vice-versa. Se n\u00e3o nos fazemos no sil\u00eancio, se os processos de ensino e de aprendizagem se desdobram por meio da rela\u00e7\u00e3o entre pessoas, mediados pelas linguagens, e ainda, se podemos identificar, ampliar, alterar e transformar nosso ser\/fazer pedag\u00f3gico na medida das partilhas e dos conhecimentos cocriados, aceite este texto como um convite para as mudan\u00e7as poss\u00edveis.<\/p>\n<p>Em face de tal hibridismo<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>, propomos trazer \u00e0 tona as principais ideias da tr\u00edade conceitual \u201cconcep\u00e7\u00f5es de conhecimento, abordagens de educa\u00e7\u00e3o e teorias da comunica\u00e7\u00e3o\u201d, com o intuito de contribuir com os estudos e pesquisas da \u00e1rea e com a reflex\u00e3o sobre as pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas mediadas pelas linguagens hipermidi\u00e1ticas do ciberespa\u00e7o.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- OBJETIVOS EDUCACIONAIS --><\/p>\n<section id=\"objetivosEducacionais\">\n<h4>Objetivos Educacionais:<\/h4>\n<ul>\n<li>Apresentar as ideias principais da tr\u00edade conceitual: concep\u00e7\u00f5es de conhecimento, abordagens de educa\u00e7\u00e3o e concep\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Caracterizar as principais correntes epistemol\u00f3gicas, dentre as quais o Racionalismo, o Empirismo, o Interacionismo (nas vertentes cognitivista e sociocultural) e as vertentes p\u00f3s-modernas, com destaque para a Via da Complexidade.<\/li>\n<li>Refletir sobre os desdobramentos das correntes epistemol\u00f3gicas, das abordagens de educa\u00e7\u00e3o e das concep\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o, nas pr\u00e1ticas formativas materializadas nas linguagens hipermidi\u00e1ticas do ciberespa\u00e7o.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>\u00cdndice:<\/h4>\n<ul>\n<li><a href=\"#s1\">1 INTRODU\u00c7\u00c3O<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s2\">2 CONTEXTUALIZA\u00c7\u00c3O<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s3\">3 DESENVOLVIMENTO<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s4\">4 CONCLUS\u00c3O<\/a><\/li>\n<li hidden><a href=\"#resumo\">Resumo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#leituras\">Leituras Recomendadas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#exercicios\">Exerc\u00edcios<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#notas\">Notas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#referencias\">Refer\u00eancias<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#Autoria\">Autoria<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#citar\">Como citar este cap\u00edtulo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#comentarios\">Coment\u00e1rios<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 1 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s1\">1 INTRODU\u00c7\u00c3O<\/h2>\n<p>Come\u00e7aremos discorrendo sobre as distintas correntes epistemol\u00f3gicas (ou correntes sobre os modos de produ\u00e7\u00e3o do conhecimento). Em seguida, com base nas correntes epistemol\u00f3gicas, faremos alguns coment\u00e1rios sobre as principais abordagens de educa\u00e7\u00e3o. Por fim, delinearemos as concep\u00e7\u00f5es mais usuais de comunica\u00e7\u00e3o. Este trip\u00e9 ampara a discuss\u00e3o sobre as pr\u00e1ticas formativas desenvolvidas no ciberespa\u00e7o.<\/p>\n<p>Antes, contudo, \u00e9 oportuno esclarecer estes termos recorrentes, no presente texto. Ciberespa\u00e7o e cibercultura s\u00e3o termos divulgados por Pierre L\u00e9vy, como veremos mais adiante. A grosso modo, podemos dizer que o ciberespa\u00e7o \u00e9 o espa\u00e7o ocorrente por meio dos dispositivos cibern\u00e9ticos, como a internet, os ambientes de rede nos dispositivos m\u00f3veis (<em>notebooks<\/em>, celulares etc.), a realidade aumentada, dentre outros. No dizer de Santaella (<a href=\"#Santaella2004\">2004<\/a>, p. 45):<\/p>\n<section class=\"blockquote\">Em s\u00edntese, neste livro, ciberespa\u00e7o ser\u00e1 considerado como todo e qualquer espa\u00e7o informacional multidimensional que, dependente da intera\u00e7\u00e3o do usu\u00e1rio, permite a este o acesso, a manipula\u00e7\u00e3o, a transforma\u00e7\u00e3o e o interc\u00e2mbio de seus fluxos codificados de informa\u00e7\u00e3o. Assim sendo, ciberespa\u00e7o \u00e9 o espa\u00e7o que se abre quando o usu\u00e1rio se conecta com a rede.<\/section>\n<p>Cibercultura, a seu turno, refere-se \u00e0s pr\u00e1ticas culturais realizadas no ciberespa\u00e7o.<\/p>\n<p>Por fim, linguagem hipermidi\u00e1tica \u00e9 a linguagem pr\u00f3pria do ciberespa\u00e7o. Ela \u00e9 uma linguagem interativa, que tem uma estrutura flex\u00edvel e o acesso n\u00e3o linear. As linguagens hipermidi\u00e1ticas possibilitam m\u00faltiplos modos de busca de informa\u00e7\u00e3o, por interm\u00e9dio de diferentes meios, como o texto digitado, a imagem, a anima\u00e7\u00e3o, o \u00e1udio, o v\u00eddeo, \u201cem um todo complexo\u201d, na express\u00e3o de Santaella (<a href=\"#Santaella2004\">2004<\/a>, p. 48).<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 2 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s2\">2 CONTEXTUALIZA\u00c7\u00c3O<\/h2>\n<p>Antes de tudo, pontuamos a voc\u00ea, leitor\/a, que o presente cap\u00edtulo recupera uma discuss\u00e3o apresentada em 2012<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\"><sup>[2]<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Como sabemos, com o advento das Tecnologias Digitais da Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o (TDIC), as \u00e1reas de educa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e tecnologia t\u00eam crescido exponencialmente, nos distintos n\u00edveis e modalidades de ensino e nas v\u00e1rias esferas da educa\u00e7\u00e3o formal e n\u00e3o formal. Esta \u00e1rea traz em sua origem a dimens\u00e3o multidisciplinar, por integrar fundamentos da educa\u00e7\u00e3o e da comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas antes, vamos esclarecer, brevemente, o que compreendemos por cultura, ok? Em acordo com Bruno (<a href=\"#Bruno2017\">2017<\/a>) e Bruno e Couto (<a href=\"#Bruno2019\">2019<\/a>) compreendemos a cultura como processos sociais e, portanto h\u00edbridos. Em acordo com estes pesquisadores, as misturas, a mesti\u00e7agem, comp\u00f5em as formas de culturas e, portanto, n\u00e3o h\u00e1 formas \u00fanicas de cultura, mas multiculturas. Tais esclarecimentos s\u00e3o necess\u00e1rios para que possamos entender que a pluralidade e a diversidade s\u00e3o marcas potentes de nosso tempo e \u00e9 preciso estarmos abertos e atentos a tais fen\u00f4menos.<\/p>\n<p>Sabemos que a Comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das atividades humanas reconhecidas, mas que poucos conseguem defini-la em seus dom\u00ednios de investiga\u00e7\u00e3o. Esta \u00e1rea do saber est\u00e1 localizada no cruzamento de muitas outras dimens\u00f5es do conhecimento. Esta \u00e1rea de conhecimento, a Comunica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o pode ser pautada apenas no paradigma cl\u00e1ssico do emissor e receptor de mensagens, pois \u00e9 parte do processo comunicacional compreender a constru\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o de mensagens, compartilhando sentidos entre interlocutores, que se realizam por meio de uma materialidade simb\u00f3lica em um determinado contexto sobre o qual atua e recebe reflexos. Neste processo, para pensarmos a comunica\u00e7\u00e3o, h\u00e1 as Teorias da Comunica\u00e7\u00e3o, que, al\u00e9m de se apresentarem como conhecimentos da \u00e1rea, o s\u00e3o, tamb\u00e9m, para o quadro das Ci\u00eancias Sociais (inclusos os estudos sobre Educa\u00e7\u00e3o), como contribui\u00e7\u00f5es advindas de v\u00e1rias \u00e1reas do conhecimento: Filosofia, Sociologia, Lingu\u00edstica, Semi\u00f3tica, Antropologia, Psicologia, Ci\u00eancias da Informa\u00e7\u00e3o, entre outras.<\/p>\n<p>Constru\u00edda em uma din\u00e2mica multidisciplinar, em uma base h\u00edbrida de cruzamentos e transgress\u00f5es de fronteiras disciplinares, a Comunica\u00e7\u00e3o propicia a constru\u00e7\u00e3o de diferentes an\u00e1lises e perspectivas nos debates contempor\u00e2neos.<\/p>\n<p>As variedades de \u00e1reas e temas que perpassam a Comunica\u00e7\u00e3o \u2013 tais como cultura, sociedade tecnol\u00f3gica, m\u00eddia, recep\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o de sentido, entre outros \u2013 apontam a vitalidade da investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e a pluralidade de interesses, para as discuss\u00f5es que se apresentam na contemporaneidade.<\/p>\n<p>Considerando a fecundidade da \u00e1rea de Comunica\u00e7\u00e3o para os estudos e pesquisas sobre as pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas mediadas pelas TDIC, este cap\u00edtulo considera sobre as naturezas epistemol\u00f3gica e pedag\u00f3gica, acrescidas de pondera\u00e7\u00f5es da \u00e1rea da comunica\u00e7\u00e3o, para melhor entendermos os processos de forma\u00e7\u00e3o veiculados por meio das linguagens hipermidi\u00e1ticas do ciberespa\u00e7o. Nesse movimento, apontamos os principais paradigmas sob os quais as teorias da comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o estudadas, com o intuito de sintetizar as pesquisas atuais, que discutem, por diversas \u00f3ticas, conceitos como cultura, sociedade tecnol\u00f3gica, m\u00eddia, recep\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o de sentido, entre outros.<\/p>\n<p>Tais paradigmas, abordagens e concep\u00e7\u00f5es, presentes no universo educacional, apresentam-se tamb\u00e9m no cen\u00e1rio tecnol\u00f3gico e comunicacional e, cientes dos inevit\u00e1veis reducionismos, buscamos um resgate sint\u00e9tico de tais ideias e de suas implica\u00e7\u00f5es nos processos de forma\u00e7\u00e3o veiculados nas linguagens hipermidi\u00e1ticas do ciberespa\u00e7o. Vamos, ent\u00e3o, detalhar os distintos paradigmas, concep\u00e7\u00f5es e abordagens que perpassam os \u00e2mbitos do conhecimento e da comunica\u00e7\u00e3o, no universo educacional?<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 3 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s3\">3 DESENVOLVIMENTO<\/h2>\n<p><strong>3.1 Paradigmas, concep\u00e7\u00f5es e abordagens: conhecimento e comunica\u00e7\u00e3o nos processos contempor\u00e2neos de forma\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nA partir da Modernidade emerge a discuss\u00e3o sobre as concep\u00e7\u00f5es de conhecimento, com destaque para o Racionalismo, o Empirismo, o Interacionismo e, mais recentemente, a Via da Complexidade. Na Educa\u00e7\u00e3o, fala-se em abordagens educacionais e se integram conceitos que se convirjam em modos de compreender o homem, em determinado contexto social e cultural. A seu turno, as Teorias da Comunica\u00e7\u00e3o compreendem sistematiza\u00e7\u00f5es de conhecimentos e corpos de organiza\u00e7\u00e3o de ideias, pautados em paradigmas espec\u00edficos, tal como apontado nas pesquisas de Polistchuck e Trinta (<a href=\"#Polistchuck2003\">2003<\/a>), que dividem os diferentes paradigmas que abrigam modelos te\u00f3ricos.<\/p>\n<p>\u00c9 importante esclarecermos a voc\u00ea, leitor\/a, o sentido atribu\u00eddo \u00e0 palavra \u201cabordagem\u201d neste cap\u00edtulo. Abordagem \u00e9 compreendida como um conjunto de ideias, de concep\u00e7\u00f5es acerca do universo m\u00faltiplo dos sujeitos sociais, do ser humano.<\/p>\n<p>Mizukami (<a href=\"#Mizukami1986\">1986<\/a>) desenvolveu seus estudos sobre abordagens pedag\u00f3gicas e as elencou em tradicionais, comportamentalista, cognitivista, humanista e sociocultural. Em cada uma das abordagens, a autora listou as caracter\u00edsticas de homem, mundo, sociedade-cultura, escola, ensino-aprendizagem, professor-aluno, metodologia e avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_01-214x300.png\" alt=\"\" width=\"214\" height=\"300\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-3661\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_01-214x300.png 214w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_01.png 295w\" sizes=\"auto, (max-width: 214px) 100vw, 214px\" \/><figcaption hidden=\"\">Fonte: cita\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Maria da Gra\u00e7a Nicoletti Mizukami \u00e9 professora titular pela Universidade Federal de S\u00e3o Carlos e professora adjunta III na Universidade Presbiteriana Mackenzie. \u00c9 graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual Paulista J\u00falio de Mesquita Filho (1970), mestrado em Educa\u00e7\u00e3o pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (1977) e doutorado em Ci\u00eancias Humanas, tamb\u00e9m pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (1983). Tem especializa\u00e7\u00e3o em Did\u00e1tica &#8211; Karl Ruprecht Universit\u00e4t Heidelberg e P\u00e4dagogische Hochschule Heidelberg, Alemanha (1971-1974 \/DAAD) e desenvolveu pesquisa de p\u00f3s-doutorado na Santa Clara University, Calif\u00f3rnia, Estados Unidos (FAPESP\/1993).<\/p>\n<p><strong><em>3.1.1 Racionalismo, empirismo, tradicionalismo, comportamentalismo, funcionalismo-pragm\u00e1tico e matematicismo-informacional: complementos e incrementos de uma forma de ser e pensar o mundo<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Muito conhecida por docentes e leigos, a abordagem tradicional atingiu seu \u00e1pice entre os s\u00e9culos XIX e XX e at\u00e9 hoje continua influenciando o ensino, no mundo todo.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Dermeval_Saviani\">Saviani<\/a> (<a href=\"#Saviani2007\">2007<\/a>) divide, historicamente, em dois per\u00edodos a pedagogia tradicional no Brasil:\u00a0 o primeiro, ocorrido entre 1549-1759, trouxe o monop\u00f3lio da vertente religiosa da pedagogia tradicional com a institucionaliza\u00e7\u00e3o do <a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1413-24782000000200010\"><em>Ratio Studiorum<\/em><\/a>, que destacou os col\u00e9gios jesu\u00edtas. No segundo per\u00edodo, entre 1759 e 1932, coexistem as vertentes religiosa e leiga da pedagogia tradicional, e trazem as caracter\u00edsticas do <a href=\"http:\/\/www.realgabinete.com.br\/revistaconvergencia\/pdf\/3219.pdf\">Iluminismo luso-brasileiro<\/a> e das ideias de <a href=\"https:\/\/www.ebiografia.com\/marques_de_pombal\/\">Marqu\u00eas de Pombal<\/a>, al\u00e9m de propostas de reformas da instru\u00e7\u00e3o p\u00fablica, dos m\u00e9todos de instru\u00e7\u00e3o e das institui\u00e7\u00f5es escolares.<br \/>\n<!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_02-300x156.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"156\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-3662\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_02-300x156.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_02.png 376w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption>Fonte: <a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-ca94GVLcNyw\/Tmsrplp_6qI\/AAAAAAAAAQM\/AqhQ9tLmZlM\/w1200-h630-p-k-no-nu\/pedagogiatradicional.png\">http:\/\/1.bp.blogspot.com\/&#8230;\/pedagogiatradicional.png<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>A abordagem tradicional<\/strong> (<a href=\"#Mizukami1986\">MIZUKAMI, 1986<\/a>; <a href=\"#CORREIA1997\">CORREIA, 1997<\/a>) compreende o ensino como processo centrado no professor, que \u00e9 visto como o respons\u00e1vel pela forma\u00e7\u00e3o intelectual dos estudantes. O aluno \u00e9 um ser disciplin\u00e1vel e receptor passivo. Desse modo, as informa\u00e7\u00f5es e os conhecimentos \u2013 que s\u00e3o produzidos e acumulados pela humanidade e tamb\u00e9m privil\u00e9gio do professor \u2013 transformam-se em conte\u00fados que ser\u00e3o armazenados pelos discentes como verdades absolutas, independentemente da experi\u00eancia de cada um. O \u2018mestre\u2019 \u2013 que \u00e9 uma autoridade e um repassador de conte\u00fados \u2013 cria em sua sala de aula um ambiente austero, com modelos pr\u00e9-estabelecidos e, por meio de aulas expositivas (onde somente o professor tem a palavra) desenvolve a\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas que propiciem um ambiente facilitador, para que as informa\u00e7\u00f5es sejam memorizadas, tais como: exerc\u00edcios de fixa\u00e7\u00e3o, tarefas extraclasse (li\u00e7\u00f5es de casa), atividades de reprodu\u00e7\u00e3o e repeti\u00e7\u00e3o, enfim, aulas que favore\u00e7am a ascend\u00eancia social do ser humano \u00e0 cultura e \u00e0s obras produzidas historicamente.\u00a0 Os modelos s\u00e3o vistos, nesta abordagem pedag\u00f3gica, como guias a serem seguidos, sem questionamento. No \u00e2mbito do uso educacional das TDIC, esta abordagem materializa-se em tutoriais, em <em>softwares<\/em> de exerc\u00edcio e pr\u00e1tica e outros de car\u00e1ter auto instrucional.<\/p>\n<p>Segundo Correia (<a href=\"#CORREIA1997\">1997<\/a>), a abordagem tradicional teve alguns representantes, dentre os quais se destacam: Snyders, considerado um dos grandes representantes, que enfatiza o uso de modelos em todos os campos do saber, bem como o contato do aluno com as grandes realiza\u00e7\u00f5es da humanidade; Herbart, que enfatizava os aspectos metodol\u00f3gicos no ensino; Durkheim, por tamb\u00e9m trazer elementos baseados em modelos e na transmiss\u00e3o de conte\u00fados culturais transmitidos de gera\u00e7\u00e3o a gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se a abordagem tradicional reverbera at\u00e9 os dias atuais, outras correntes de pensamento, alicer\u00e7ados na Filosofia e na Comunica\u00e7\u00e3o, comp\u00f5em este cen\u00e1rio h\u00edbrido. A apresenta\u00e7\u00e3o de tais pensamentos, ideias, formas de ver o mundo e a educa\u00e7\u00e3o se misturam, por\u00e9m, est\u00e3o aqui revelados, a partir de uma certa organiza\u00e7\u00e3o. Cabe alertar voc\u00ea, leitor\/a, que tal composi\u00e7\u00e3o \u00e9 did\u00e1tica e n\u00e3o tende \u00e0 fragmenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>O paradigma matem\u00e1tico-funcional<\/strong> acontece na primeira metade do s\u00e9culo XIX, com o surgimento do tel\u00e9grafo (1837), r\u00e1dio (1896) e in\u00edcio da televis\u00e3o (1935). Nessa \u00e9poca, os principais te\u00f3ricos foram: Claude Shannon, Warren Weaver, Melvin L. DeFleur, Norbert Wiener, Wilbur Lang Schramm e David Kenneth Berlo.<\/p>\n<p>Shannon e Weaver apresentam o modelo mec\u00e2nico da comunica\u00e7\u00e3o: reproduzir em um dado ponto, de maneira exata ou aproximada, uma mensagem em outro ponto (isomorfismo). Abordam tamb\u00e9m a redund\u00e2ncia da informa\u00e7\u00e3o para compreens\u00e3o da mensagem. DeFleur acrescenta o conceito de<em> feedback<\/em> ou retroalimenta\u00e7\u00e3o. Wiener aponta o conceito de cibern\u00e9tica como a ci\u00eancia do controle e da comunica\u00e7\u00e3o nos seres vivos e nas m\u00e1quinas e que, todo sistema (maquinal, corporal, social) tende \u00e0 entropia<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><sup>[3]<\/sup><\/a>. Elucida que, nas implica\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, as informa\u00e7\u00f5es devem ser livres para regular o sistema social. Schramm desenvolve suas pesquisas com Charles Osgood, psicolingu\u00edstica, e situa a comunica\u00e7\u00e3o como contato entre campos de experi\u00eancia. Faz tamb\u00e9m refer\u00eancia a Arist\u00f3teles, nas discuss\u00f5es que envolvem a orat\u00f3ria. Berlo discute que os significados das mensagens est\u00e3o nos usu\u00e1rios e n\u00e3o nas mensagens; deflagra a efic\u00e1cia da comunica\u00e7\u00e3o, algumas quest\u00f5es que abordam a persuas\u00e3o e o est\u00edmulo\/resposta, oferecendo uma discuss\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter instrumental.<\/p>\n<p>Para a Filosofia da Ci\u00eancia, Descartes, Kant e Hegel \u2013 cujos fundamentos te\u00f3ricos amparam-se, em grande parte, nas ideias de Plat\u00e3o (na Antiguidade) e de Santo Agostinho (na Idade M\u00e9dia) \u2013 podem ser considerados alguns dos principais representantes da <strong><u>vertente racionalista<\/u><\/strong>: corrente de conhecimento que coloca o sujeito no palco da constru\u00e7\u00e3o do conhecimento, por priorizar a raz\u00e3o. A vertente racionalista explicita-se na Psicologia, na teoria da Gestalt (que, em alem\u00e3o, quer dizer forma, configura\u00e7\u00e3o). Essa corrente surge na Alemanha, no in\u00edcio do s\u00e9culo XX e tem como principais representantes Wertheimer, K\u00f6hler e Koffka. A Gestalt op\u00f5e-se ao Behaviorismo, por refutar a ideia de que o comportamento se limite \u00e0 rela\u00e7\u00e3o entre resposta e est\u00edmulo. Sob o prisma dessa corrente, percebemos a realidade n\u00e3o propriamente como ela \u00e9, mas como a organizamos.<\/p>\n<p>De outro lado, <strong><u>a vertente epistemol\u00f3gica empirista<\/u><\/strong> encontra em Bacon e em Locke dois dos seus principais representantes, cujos construtos te\u00f3ricos sofreram influ\u00eancia de Arist\u00f3teles (na Antiguidade) e de S\u00e3o Tomaz de Aquino (na Idade M\u00e9dia). Ao contr\u00e1rio do Racionalismo, o Empirismo salienta a import\u00e2ncia do objeto de conhecimento, para as quest\u00f5es epistemol\u00f3gicas. Na Psicologia, a corrente empirista mais conhecida \u00e9 a comportamental (ou behaviorista). Watson, Skinner e Pavlov s\u00e3o tr\u00eas grandes representantes dessa corrente.<br \/>\n<!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_03-300x230.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"230\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-3663\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_03-300x230.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_03.png 430w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption>Fonte: <a href=\"http:\/\/lh3.ggpht.com\/-tIeSI38QsFk\/TkKymj3mgiI\/AAAAAAAAA9A\/JCbt_6oE9aQ\/condicionamento_thumb3.png?imgmax=800\">http:\/\/lh3.ggpht.com\/&#8230;?imgmax=800<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>Tal corrente \u00e9 a base de sustenta\u00e7\u00e3o da <strong>abordagem comportamentalista<\/strong>, que se fundamenta em Skinner, pesquisador behaviorista e seu principal representante. Para esta forma de pensar e agir no mundo, o comportamento humano \u00e9 moldado em acordo com a cultura e com as mudan\u00e7as do ambiente; assim, o meio determina (e transforma) o comportamento de todos. Entende o conhecimento como algo existente, j\u00e1 produzido, cabendo ao indiv\u00edduo, fruto do meio em que vive, descobri-lo. O refor\u00e7o positivo, ou conting\u00eancias de refor\u00e7o, \u00e9 caracter\u00edstica fundamental desse processo de controle do comportamento (est\u00edmulo-resposta) que, segundo Mizukami (<a href=\"#Mizukami1986\">1986<\/a>) e Mizukami e Valente (<a href=\"#Mizukami2005\">2005<\/a>), constitui-se por meio de alguns elementos: o momento, a ocasi\u00e3o do evento, o evento em si e as consequ\u00eancias que o refor\u00e7am.<\/p>\n<p>Entre 1900 e final da d\u00e9cada de 1930, a instaura\u00e7\u00e3o das grandes cidades pela industrializa\u00e7\u00e3o e urbaniza\u00e7\u00e3o passou a formar as sociedades de massa, nas quais as diferen\u00e7as individuais se anulam. A m\u00eddia de ent\u00e3o (jornais, cinema, r\u00e1dio) foi apontada como \u00fanico meio apto que afetava a todos igualmente e de forma uniforme, direta, indiscreta, agindo indiscriminadamente. O conceito de agulha hipod\u00e9rmica evidenciava a fonte emissora da mensagem e auferia ao receptor a condi\u00e7\u00e3o de integral passividade: constitui-se aqui o <strong>paradigma <em>funcionalista-pragm\u00e1tico.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio, a educa\u00e7\u00e3o deve estar comprometida em promover mudan\u00e7as comportamentais no indiv\u00edduo e o professor \u2013 como controlador de processos \u2013 deve buscar estrat\u00e9gias que maximizem o desempenho dos estudantes, por meio do desenvolvimento de produtos antecipadamente planejados, estruturados e delimitados. Aqui tamb\u00e9m o primado \u00e9 do objeto e o foco est\u00e1 nas t\u00e9cnicas e estrat\u00e9gias de ensino que conduzam a aprendizagem dos estudantes e n\u00e3o compreender como se d\u00e1 a aprendizagem.<\/p>\n<p>Devemos esclarecer a voc\u00ea, leitor\/a, que as abordagens tradicional e comportamentalista, bem como as correntes racionalista e empirista e os paradigmas funcionalista-pragm\u00e1tico e matem\u00e1tico-informacional, exercem at\u00e9 hoje influ\u00eancia no mundo e na Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil nos lembrarmos de estrat\u00e9gias did\u00e1ticas amparadas nas abordagens tradicional e comportamentalista, no decurso da nossa trajet\u00f3ria, como estudantes, n\u00e3o \u00e9 mesmo?<\/p>\n<p><!-- QUADRO CINECLUB --><\/p>\n<section class=\"quadro cineclube\">\n<h5>CINECLUBE &#8211; O Aluno: uma li\u00e7\u00e3o de vida (The First Grader)<\/h5>\n<section class=\"cineclube_cartaz\"><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=F2Qku2ZqIJI\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_04.png\" alt=\"\" width=\"215\" height=\"290\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3664\" \/><\/a>Dispon\u00edvel no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=F2Qku2ZqIJI\">YouTube<\/a><\/p>\n<\/section>\n<section class=\"cineclube_sinopse\"><strong>Ficha t\u00e9cnica<\/strong><br \/>\n<strong>Ano<\/strong>: 2010<br \/>\n<strong>Dura\u00e7\u00e3o<\/strong>: 103 min.<br \/>\n<strong>Pa\u00eds<\/strong>: Reino Unido, EUA, Qu\u00eania<br \/>\n<strong>G\u00eanero<\/strong>: Drama<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o<\/strong>: Justin Chadwick<br \/>\n<strong>Roteiro<\/strong>: Ann Peacock<\/p>\n<p>O filme reconta a hist\u00f3ria de Kimani Maruge Ng\u2019ang\u2019a, um queniano que foi preso e torturado por lutar pela liberdade de seu pa\u00eds. Aos 84 anos, quando soube de um programa governamental de escolas para todos, Maruge se candidata a uma escola prim\u00e1ria que atende crian\u00e7as de seis anos de idade. Sua entrada acontece gra\u00e7as ao apoio de uma das professoras e ele tamb\u00e9m se torna um grande educador.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- QUADRO DEBATE --><\/p>\n<section class=\"quadro debate\">\n<h5>DEBATE: Para refletir!<\/h5>\n<p>Que tal criar um cineclube com pessoas pr\u00f3ximas ou mesmo na sua comunidade? Passe o link para todos\/as\/es e assistam juntos\/as\/es! Se puderem, fa\u00e7am ao ar livre (com m\u00e1scara, \u00e1lcool e distanciamento seguro).<br \/>\nDepois, partir do filme e do que foi apresentado, tente pensar em uma situa\u00e7\u00e3o vivenciada por voc\u00ea e que possa ser relacionada aos elementos tratados at\u00e9 aqui. Se for poss\u00edvel, discuta com seus colegas, com a sua comunidade, a respeito.<\/p>\n<\/section>\n<p>Que tal criar um cineclube com pessoas pr\u00f3ximas ou mesmo na sua comunidade? Passe o link para todos\/as\/es e assistam juntos\/as\/es! Se puderem, fa\u00e7am ao ar livre (com m\u00e1scara, \u00e1lcool e distanciamento seguro).<br \/>\nDepois, partir do filme e do que foi apresentado, tente pensar em uma situa\u00e7\u00e3o vivenciada por voc\u00ea e que possa ser relacionada aos elementos tratados at\u00e9 aqui. Se for poss\u00edvel, discuta com seus colegas, com a sua comunidade, a respeito.<\/p>\n<p><strong><em>3.1.2 Desdobramentos nos processos de forma\u00e7\u00e3o veiculados nas linguagens hipermidi\u00e1ticas<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A esta altura do texto voc\u00ea deve estar se perguntando: quais seriam os desdobramentos das concep\u00e7\u00f5es epistemol\u00f3gicas, das abordagens pedag\u00f3gicas e de comunica\u00e7\u00e3o para os processos de forma\u00e7\u00e3o veiculados nas linguagens hipermidi\u00e1ticas?<\/p>\n<p>Para considerar sobre tal questionamento, optamos por iniciar por meio dos estudos e pesquisas de Seymour Papert (<a href=\"#PAPERT1994\">1994<\/a>). Este pesquisador do MIT (<em>Massachusetts Institute of Technology<\/em>), a partir dos estudos realizados com Jean Piaget, ao discorrer sobre o uso do computador na educa\u00e7\u00e3o, apresenta a abordagem Instrucionista e pontua que, nesta forma de ensino, \u201ca via para uma melhor aprendizagem deve ser o aperfei\u00e7oamento da instru\u00e7\u00e3o\u201d (<a href=\"#PAPERT1994\">PAPERT, 1994<\/a>, p. 124).\u00a0 A \u00eanfase do Instrucionismo est\u00e1 na transmiss\u00e3o de conte\u00fados, via computador. Valente (<a href=\"#Valente2011\">2011<\/a>)<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\"><sup>[4]<\/sup><\/a>, que foi orientando de Papert, explica que nesta abordagem \u201c&#8230; o uso do computador como m\u00e1quina de ensinar consiste na informatiza\u00e7\u00e3o dos m\u00e9todos de ensino tradicionais\u201d.<br \/>\n<!-- QUADRO CINECLUB --><\/p>\n<section class=\"quadro cineclube\">\n<h5>CINECLUBE: Document\u00e1rio sobre as ideias de Seymour Papert (MIT, USA)<\/h5>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Papert Legendando\" width=\"750\" height=\"563\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2lA0QZTbwJs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\nAssistir no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=2lA0QZTbwJs\">Youtube<\/a> (dura\u00e7\u00e3o 5min25)<\/center><\/p>\n<section class=\"cineclube_sinopse\">Assista ao v\u00eddeo document\u00e1rio deste pesquisador e conhe\u00e7a melhor suas ideias que deram origem a muitos dos pensamentos atuais sobre a rela\u00e7\u00e3o entre as TDIC e a educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p>Tais estudos ganharam muita visibilidade no Brasil, em meados da d\u00e9cada de 1980 e in\u00edcio da d\u00e9cada de 1990. \u00c0 \u00e9poca vivia-se a inform\u00e1tica educacional (ou inform\u00e1tica educativa) no Brasil.<\/p>\n<p>A transposi\u00e7\u00e3o do ensino desenvolvido nas salas de aula presenciais e, portanto, em abordagens que valorizam a reprodu\u00e7\u00e3o, a repeti\u00e7\u00e3o, a memoriza\u00e7\u00e3o, a fixa\u00e7\u00e3o de conte\u00fados, a centralidade e o controle do professor, o produto, os modelos, o refor\u00e7o positivo, ainda presentes em nosso sistema educacional, s\u00e3o claramente percebidos tamb\u00e9m nas pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas mediadas pelas TDIC.<\/p>\n<p>Amparado nos estudos de Piaget e Papert, Valente (<a href=\"#Valente2011\">2011<\/a>) apresenta tr\u00eas abordagens para a Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia, em ambientes virtuais de aprendizagem: <em>broadcast<\/em>, virtualiza\u00e7\u00e3o da sala de aula tradicional e estar junto virtual. As duas primeiras integram as concep\u00e7\u00f5es racionalista e empirista e, portanto, as abordagens tratadas.<\/p>\n<p>As abordagens <em>broadcast <\/em>e <em>virtualiza\u00e7\u00e3o da sala de aula tradicional<\/em> derivam do modelo tradicional, no qual a tecnologia \u00e9 utilizada para \u201centregar a informa\u00e7\u00e3o ao aluno\u201d (PRADO; VALENTE, <a href=\"#PRADO2002\">2002<\/a>, p. 29). Nestes dois modelos, a intera\u00e7\u00e3o \u00e9 irrelevante, sendo que, na abordagem <em>broadcast,<\/em> privilegia-se a interatividade<a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> (rela\u00e7\u00e3o aluno-m\u00e1quina) e n\u00e3o h\u00e1 intera\u00e7\u00e3o (aluno-aluno ou professor-alunos). Nessa abordagem, valorizada pelo baixo custo em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais, h\u00e1 um grande investimento nos materiais instrucionais, de modo que o aluno possa se auto instruir e nos recursos t\u00e9cnicos dos ambientes telem\u00e1ticos adotados. Embora haja intensa rela\u00e7\u00e3o com a abordagem tradicional, encontram-se caracter\u00edsticas do Behaviorismo, especialmente na abordagem <em>broadcast<\/em>, em que se evidencia, pelo autodidatismo, est\u00edmulos-resposta e refor\u00e7os positivos em suas pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas. A diferen\u00e7a primordial da abordagem <em>broadcast <\/em>para a \u201cvirtualiza\u00e7\u00e3o da sala de aula presencial\u201d se encontra na baixa intera\u00e7\u00e3o (uso de e-mails ou listas de discuss\u00e3o) da segunda em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 primeira, com destaque para o ensino centralizado no professor ou \u00eanfase no material instrucional, por vezes com elevados investimentos financeiros. A terceira abordagem (estar junto virtual) ser\u00e1 melhor descrita no item 3.2.<\/p>\n<p>Um conjunto de abordagens integra a concep\u00e7\u00e3o interacionista, dentre as quais a humanista, a cognitivista e a sociocultural, como veremos a seguir.<\/p>\n<p><strong>3.2 Humanismo, cognitivismo, interacionismo, critico-radical e sociocultural: movimentos que integram a cibercultura<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\"><strong><sup>[6]<\/sup><\/strong><\/a><\/strong><\/p>\n<p><!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_05-300x174.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"174\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-3665\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_05-300x174.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_05.png 628w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption hidden>Fonte: <a href=\"\"><\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>Tendo como principais representantes Rogers e Neill, a <strong><em>abordagem humanista<\/em> <\/strong>compreende o sujeito como centro. A aprendizagem \u00e9 focalizada no estudante e o professor \u00e9 aquele que cria possibilidades para que o sujeito aprenda. O primado, portanto, do sujeito, cuja \u201cexperi\u00eancia pessoal e subjetiva \u00e9 o fundamento sobre o qual o conhecimento \u00e9 constru\u00eddo no decorrer do processo de vir a ser do ser humano\u201d (<a href=\"#Mizukami2005\">MIZUKAMI e VALENTE, 2005<\/a>, p. 48). Fortemente pautada nos estudos de Rogers, na \u00e1rea da Psicologia, esta abordagem indica elementos importantes para o processo de aprendizagem em todos os tempos, tais como: n\u00famero reduzido de estudantes por turma, n\u00e3o diretividade \u2013 destacando a rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a entre professor e alunos, liberdade e autonomia. Alguns pontos instigantes a serem destacados envolvem: o questionamento (na realidade seus representantes prop\u00f5em a aboli\u00e7\u00e3o) do uso de provas, exames e mesmo diplomas e certificados; o professor cria sua pr\u00f3pria doc\u00eancia e estrat\u00e9gias did\u00e1ticas, por meio de sua viv\u00eancia; avalia\u00e7\u00e3o pautada na autoavalia\u00e7\u00e3o \u2013 somente o indiv\u00edduo consegue conhecer de fato suas experi\u00eancias.<\/p>\n<p><!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_06.png\" alt=\"\" width=\"275\" height=\"329\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3666\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_06.png 275w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_06-251x300.png 251w\" sizes=\"auto, (max-width: 275px) 100vw, 275px\" \/><figcaption hidden>Fonte: <a href=\"\"><\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de J\u00fcrgen Habermas \u00e9 orientada pela teoria da <strong>ci\u00eancia social cr\u00edtica.<\/strong> Suas ideias primordiais apresentam a Teoria da A\u00e7\u00e3o Comunicativa, que aponta que a m\u00eddia influencia o espa\u00e7o dos cidad\u00e3os, na esfera p\u00fablica, ao expor suas ideias livres de dom\u00ednio pol\u00edtico.<\/p>\n<p>Com base nos estudos de uma das autoras deste cap\u00edtulo (PESCE, <a href=\"#PESCE2007\">2007<\/a>), salientamos os aspectos a seguir, acerca deste grande intelectual contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>Herdeiro da Escola de Frankfurt, <strong>Habermas<\/strong> busca uma alternativa aos impasses das sociedades contempor\u00e2neas, ao apresentar a Teoria da A\u00e7\u00e3o Comunicativa. Nesse movimento, busca contribuir com a reconstru\u00e7\u00e3o do projeto social, considerando a fecundidade da linguagem para a autorreflex\u00e3o e para o entendimento m\u00fatuo.<\/p>\n<p>O te\u00f3rico atribui \u00e0 raz\u00e3o comunicativa o papel de opositora da raz\u00e3o instrumental; esta \u00faltima, calcada no sujeito egologicamente constitu\u00eddo. Ele diferencia os tipos de a\u00e7\u00e3o social em dois n\u00edveis dialeticamente constitu\u00eddos: o agir estrat\u00e9gico, orientado pela l\u00f3gica instrumental e voltado ao sucesso e aos fins de controle e domina\u00e7\u00e3o e o agir comunicativo, calcado no entendimento lingu\u00edstico e voltado \u00e0 emancipa\u00e7\u00e3o dos seres humanos.<\/p>\n<p>Em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 instrumentaliza\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es sociais, na a\u00e7\u00e3o comunicativa, a comunica\u00e7\u00e3o intersubjetiva contribui com a produ\u00e7\u00e3o da vida social dial\u00f3gica e emancipada. Como a\u00e7\u00e3o social, o agir comunicativo busca sua criticidade, em meio a processos de argumenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Interacionismo vai al\u00e9m da polariza\u00e7\u00e3o no sujeito cognoscente ou no objeto do conhecimento, por n\u00e3o advogar em favor da primazia de um deles, mas, ao contr\u00e1rio, por apostar na relev\u00e2ncia da intera\u00e7\u00e3o de ambos.<br \/>\n<!-- QUADRO CINECLUB --><\/p>\n<section class=\"quadro cineclube\" style=\"min-width:100%;\">\n<h5>CINECLUBE: Anima\u00e7\u00e3o sobre as abordagens psicogen\u00e9ticas<\/h5>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Piaget e Vygotsky\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/rTqWOsAjPeI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/a>Dispon\u00edvel no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=rTqWOsAjPeI\">YouTube<\/a> (7min 08s)<br \/>\n<\/center><\/p>\n<section class=\"cineclube_sinopse\">Assista a uma anima\u00e7\u00e3o sobre as abordagens psicogen\u00e9ticas e amplie sua compreens\u00e3o sobre este assunto!<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p>O Interacionismo construtivista de <strong>Jean Piaget <\/strong>busca compreender a rela\u00e7\u00e3o entre constru\u00e7\u00e3o do conhecimento e desenvolvimento da intelig\u00eancia. Piaget (<a href=\"#Piaget1983\">1983<\/a>) destaca que o conhecimento n\u00e3o \u00e9 predeterminado no nascimento e tampouco resultado de percep\u00e7\u00f5es e informa\u00e7\u00f5es, mas fruto das a\u00e7\u00f5es e intera\u00e7\u00f5es do sujeito com seu ambiente. Os est\u00e1gios de desenvolvimento da <em>Epistemologia Gen\u00e9tica<\/em> \u2013 sens\u00f3rio-motor, pr\u00e9-operat\u00f3rio e operat\u00f3rio (concreto e formal) \u2013 tornam clara a ideia de que a intelig\u00eancia se desenvolve a partir de um movimento interacionista e ocorre por saltos qualitativos.<\/p>\n<p><!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_07.png\" alt=\"\" width=\"212\" height=\"252\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3667\" \/><figcaption hidden>Fonte: <a href=\"\"><\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>A <strong><em>abordagem cognitivista<\/em><\/strong> \u2013 representada por Piaget \u2013 compreende o homem e o mundo integradamente e o conhecimento, como produto desse processo. A intera\u00e7\u00e3o sujeito-objeto marca essa abordagem, que se preocupa como o desenvolvimento humano e em compreender como se d\u00e1 a aprendizagem e o conhecimento humanos. Piaget apresenta este desenvolvimento \u2013 que se d\u00e1 pela rela\u00e7\u00e3o homem-meio \u2013 em est\u00e1gios progressivos de adapta\u00e7\u00e3o, o que significa que os indiv\u00edduos vivem em processo recorrente de assimila\u00e7\u00e3o e acomoda\u00e7\u00e3o como formas de supera\u00e7\u00e3o, avan\u00e7ando para situa\u00e7\u00f5es mais complexas. O processo educativo pauta-se nas intera\u00e7\u00f5es cooperativas entre sujeitos e o professor deve ser um desafiador que assume o papel de investigador e coordenador, incentivando o desenvolvimento da autonomia dos estudantes. Busca-se, por meio desta abordagem, o equil\u00edbrio das a\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas, que se constituem na intera\u00e7\u00e3o professor-alunos, sujeito-objeto. Por\u00e9m, \u201c\u00e9 de vital import\u00e2ncia que o professor conhe\u00e7a bem o conte\u00fado e a estrutura de sua disciplina; caso contr\u00e1rio, n\u00e3o lhe ser\u00e1 poss\u00edvel propor situa\u00e7\u00f5es realmente desequilibradoras\u201d (<a href=\"#Mizukami2005\">MIZUKAMI e VALENTE, 2005<\/a>, p. 52).<\/p>\n<p>Em contraposi\u00e7\u00e3o ao Instrucionismo \u2013 que, em grande parte se revela em usos educacionais de <em>softwares<\/em> de exerc\u00edcio e pr\u00e1tica e outros de car\u00e1ter autoinstrucional \u2013 Papert (<a href=\"#PAPERT1994\">1994<\/a>) prop\u00f5e a abordagem Construcionista. Mais do que uma abordagem, este te\u00f3rico compreendeu esta abordagem como uma filosofia. Amparado nos estudos piagetianos, o Construcionismo de Papert sup\u00f5e que os estudantes aprender\u00e3o melhor, por meio da descoberta de conhecimentos que tenham interesse. Se considerarmos o mundo atual, fortemente marcado pelas linguagens hipermidi\u00e1ticas, tal processo se d\u00e1 tamb\u00e9m por meio do uso dos dispositivos e interfaces digitais m\u00f3veis e seus aplicativos. Por\u00e9m, \u00e9 importante observarmos, caro\/a leitor\/a, que os estudos de Papert (<em><a href=\"#PAPERT1994\">Idem<\/a><\/em>) j\u00e1 salientavam que o uso do computador e das tecnologias dispon\u00edveis no mundo atual carece de um processo de aprendizagem, bem como de ambi\u00eancia (envolvendo a a\u00e7\u00e3o do professor) que possibilite essa constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em tempos de educa\u00e7\u00e3o, em que os processos de forma\u00e7\u00e3o est\u00e3o fortemente apoiados nas linguagens hipermidi\u00e1ticas, Valente (<a href=\"#Valente2011\">2011<\/a>) prop\u00f5e a <strong>abordagem \u201cestar junto virtual\u201d<\/strong>, ou vers\u00e3o virtual da sala de aula, que \u201cpermite m\u00faltiplas intera\u00e7\u00f5es no sentido de acompanhar, assessorar, intervir e orientar o professor em forma\u00e7\u00e3o em diversas situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem\u201d (PRADO; VALENTE, <a href=\"#PRADO2002\">2002<\/a>, p. 45), de modo que o professor se assegure de \u201cque o aluno est\u00e1 construindo novos conhecimentos, em uma verdadeira espiral de aprendizagem\u201d (<a href=\"#Valente2003\">VALENTE; SILVA, 2003<\/a>, p. 491). Esta abordagem considerada qualitativamente como mais potente para o desenvolvimento dos processos de ensino e de aprendizagem, tem como aspecto dificultador o alto custo para sua implanta\u00e7\u00e3o e desenvolvimento, uma vez que necessita de investimento em profissionais capacitados para media\u00e7\u00e3o e intera\u00e7\u00e3o junto aos alunos. Cabe pontuar que as abordagens em EaD postuladas por Valente atendem \u00e0s diferentes propostas e abordagens pedag\u00f3gicas. Todavia, devemos considerar que, em alguns cursos de curta dura\u00e7\u00e3o &#8211; cujo objetivo seja a capacita\u00e7\u00e3o ou (in)forma\u00e7\u00e3o pontual, como, por exemplo, aqueles desenvolvidos na \u00e1rea corporativa para orienta\u00e7\u00f5es e atualiza\u00e7\u00f5es de seus funcion\u00e1rios frente \u00e0s mudan\u00e7as de produtos ou neg\u00f3cios &#8211; o uso das abordagens <em>broascast<\/em> ou virtualiza\u00e7\u00e3o da sala de aula presencial prestam-se aos fins a que se destinam, n\u00e3o somente por quest\u00f5es or\u00e7ament\u00e1rias, mas por sua rapidez e atendimento, em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas. A mesma pertin\u00eancia n\u00e3o se aplica a cursos de forma\u00e7\u00e3o docente, sejam eles desenvolvidos na forma\u00e7\u00e3o inicial ou na continuada.<\/p>\n<p>De base Interacionista, mas amparada nas ideias de Paulo Freire, a <strong><em>abordagem sociocultural<\/em> <\/strong>compreende os sujeitos inseridos em um determinado tempo e espa\u00e7o social, cultural, pol\u00edtico, econ\u00f4mico. As rela\u00e7\u00f5es do sujeito com e no mundo d\u00e3o-se por meio da intera\u00e7\u00e3o com objetivo de transforma\u00e7\u00e3o. Para Mizukami (<a href=\"#Mizukami1986\">1986<\/a>), o sujeito \u2013 ativo \u2013 \u00e9 agente de sua educa\u00e7\u00e3o, cujo processo envolve reflex\u00e3o deste para e com o contexto em que est\u00e1 imerso. Nesse sentido, a educa\u00e7\u00e3o e a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento n\u00e3o acontecem somente no interior da escola, da sala de aula, mas de forma ampla, no meio social, em que professores e estudantes atuam, interativamente, para o processo de conscientiza\u00e7\u00e3o, como \u2018a\u00e7\u00e3o cultural para a liberta\u00e7\u00e3o\u2019. A supera\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o sujeito-objeto, decorrente de um processo dial\u00e9tico, ocorre por meio da passagem da consci\u00eancia ing\u00eanua-transitiva para a consci\u00eancia cr\u00edtica e, para tanto, as a\u00e7\u00f5es educacionais t\u00eam fundamental import\u00e2ncia.<\/p>\n<section class=\"blockquote\">Na unidade da pr\u00e1tica e da teoria, a\u00e7\u00e3o e da reflex\u00e3o, \u00e9 que podemos superar o car\u00e1ter alienador da cotidianeidade, como express\u00e3o de nossa maneira espont\u00e2nea de nos mover no mundo ou como resultado de uma a\u00e7\u00e3o que se mecaniza ou se burocratiza (<a href=\"#FREIRE1975\">FREIRE, 1975<\/a>, p. 12).<\/section>\n<p><!-- V\u00cdDEO --><\/p>\n<figure>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Pedagogia do Oprimido   Entrevista com Paulo Freire  Raridade\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Ii-LxGCxvxY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\nConhe\u00e7a melhor este grande educador: Paulo Freire (10:28s)<figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/consultoriaer.com.br\/video\/2019\/08\/pedagogia-do-oprimido-entrevista-com-paulo-freire-raridade\">Consultoria ER<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>O processo pedag\u00f3gico, portanto, precisa criar espa\u00e7os para que a atitude de reflex\u00e3o cr\u00edtica ocorra articulada e integrada \u00e0 a\u00e7\u00e3o, de forma contextualizada. Freire (<a href=\"#FREIRE2000\">2000<\/a>, p. 95) j\u00e1 pontuava que \u201ca educa\u00e7\u00e3o para hoje \u00e9 a que melhor <em>adapte<\/em> homens e mulheres ao mundo tal qual est\u00e1 sendo\u201d.<\/p>\n<p>Sobre ci\u00eancia e tecnologia, Paulo Freire, ainda que n\u00e3o tenha vivido os avan\u00e7os e mudan\u00e7as de hoje, j\u00e1 dizia:<\/p>\n<section class=\"blockquote\">O progresso cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico que n\u00e3o responde fundamentalmente aos interesses humanos, \u00e0s necessidades de nossa exist\u00eancia perde, para mim, sua significa\u00e7\u00e3o (&#8230;) Assim como n\u00e3o posso usar minha liberdade de fazer coisas, de indagar, de caminhar, de agir, de criticar para esmagar a liberdade dos outros de fazer e ser, assim tamb\u00e9m n\u00e3o poderia ser livre para usar os avan\u00e7os cient\u00edficos e tecnol\u00f3gicos que levam milhares de pessoas \u00e0 desesperan\u00e7a. N\u00e3o se trata, acrescentemos, de inibir a pesquisa e frear os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, mas de p\u00f4-los a servi\u00e7o dos seres humanos. (<a href=\"#FREIRE1996\">FREIRE, 1996<\/a>, p. 147)<\/section>\n<p><!-- QUADRO DEBATE --><\/p>\n<section class=\"quadro debate\">\n<h5>DEBATE<\/h5>\n<p>Nos tempos atuais, em que os dispositivos m\u00f3veis e em rede s\u00e3o parte integrante da vida dos sujeitos, qual abordagem seria mais interessante na forma\u00e7\u00e3o continuada dos docentes?<\/p>\n<\/section>\n<p><strong>O Interacionismo <\/strong>assumido na vertente sociohist\u00f3rica de Vygotsky (<a href=\"#Vygotsky1994\">1994<\/a>; <a href=\"#Vygotsky1996\">1996<\/a>) volta seus esfor\u00e7os para os estudos sobre as origens e evolu\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia do homem, tendo como pano de fundo o Materialismo Hist\u00f3rico. Nesse movimento, Vygostsky e seu c\u00edrculo salientam a rela\u00e7\u00e3o entre linguagem, consci\u00eancia e constitui\u00e7\u00e3o da identidade. Ao conceber a aprendizagem como processo sociohist\u00f3rico mediado pela cultura, Vygostsky vincula aprendizagem aos esquemas de significa\u00e7\u00e3o e aos planos de desenvolvimento: Filogen\u00e9tico (hist\u00f3ria da esp\u00e9cie), Ontogen\u00e9tico (desenvolvimento hist\u00f3rico do indiv\u00edduo) e Sociogen\u00e9tico (hist\u00f3ria da cultura). Ao faz\u00ea-lo, o pesquisador destaca o papel social da aprendizagem e sua contribui\u00e7\u00e3o para tornar a consci\u00eancia (por ele chamada de estruturas psicol\u00f3gicas superiores) mais complexa. Vygotsky destaca que a aprendizagem mobiliza os processos de desenvolvimento, pois a media\u00e7\u00e3o constitui a atividade mental. Ao acenar que a atividade interpessoal desencadeia processos intrapsicol\u00f3gicos, Vygotsky coloca as a\u00e7\u00f5es educacionais no palco do desenvolvimento dos sujeitos sociais e concebe a linguagem como o principal instrumento de representa\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica e, por conseguinte, como condi\u00e7\u00e3o mais importante do desenvolvimento da consci\u00eancia do sujeito social em forma\u00e7\u00e3o. Para ele, o conte\u00fado da experi\u00eancia hist\u00f3rica do homem v\u00ea-se refletido nas formas verbais de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><!-- V\u00cdDEO --><\/p>\n<figure>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Pensadores na Educa\u00e7\u00e3o: Vygotsky\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/BS8o_B5M9Zs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\nPensadores na Educa\u00e7\u00e3o: Vygotsky (12:08s)<figcaption>Conhecer mais sobre Vygotsky \u00e9 sempre muito bom! Prepare um lugar aconchegante e junto com a Profa. Dra. Edna Martins (UNIFESP)<br \/>\nFonte: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=BS8o_B5M9Zs\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=BS8o_B5M9Zs<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>O cen\u00e1rio contempor\u00e2neo \u00e9 plural e, portanto, muito instigante. A fun\u00e7\u00e3o das TIC nos processos sociais contempor\u00e2neos \u00e9 debatido tamb\u00e9m por Habermas no texto \u201cO caos da esfera p\u00fablica\u201d &#8211; publicado no Caderno Mais do Jornal Folha de S\u00e3o Paulo, em 13 de agosto de 2006. Aqui Habermas discute o papel do intelectual nas sociedades contempor\u00e2neas e, ao faz\u00ea-lo, sinaliza a forma como este sujeito social tem se relacionado com as TIC, de modo a salientar as contradi\u00e7\u00f5es que lhes s\u00e3o inerentes. De um lado, a amplia\u00e7\u00e3o da esfera p\u00fablica midi\u00e1tica, a condensa\u00e7\u00e3o das redes de comunica\u00e7\u00e3o e o aumento do igualitarismo. De outro, a descentraliza\u00e7\u00e3o dos acessos \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e a fragmenta\u00e7\u00e3o dos nexos de comunica\u00e7\u00e3o. Como consequ\u00eancia, outra tens\u00e3o: em um polo, a subvers\u00e3o positiva em regimes totalit\u00e1rios; em outro, o enfraquecimento das conquistas das esferas p\u00fablicas tradicionais, em meio ao anonimato e \u00e0 dispers\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A cr\u00edtica de Habermas \u00e0 racionalidade instrumental fundamentada na proposi\u00e7\u00e3o do agir comunicativo situa-se como arena prof\u00edcua \u00e0s discuss\u00f5es sobre as quest\u00f5es educacionais, em geral, e \u00e0s reflex\u00f5es sobre as pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas mediadas por tecnologias, em particular. Situa-se, desse modo, <strong>o paradigma conceitual ou cr\u00edtico-radical, <\/strong>que tamb\u00e9m constitui o cen\u00e1rio atual.<\/p>\n<p>Os estudos na \u00e1rea da Comunica\u00e7\u00e3o trazem outros movimentos, paradigmas, que potencializam o percurso hist\u00f3rico e imprimem a dimens\u00e3o do p\u00f3s-modernos &#8211; ou do contempor\u00e2neo como querem outros. Nesse cen\u00e1rio, destacamos a conviv\u00eancia de ideias, de conflitos, de olhares que se desdobram nas possibilidades de coexistir em paradoxos.<\/p>\n<p><strong>O <em>Paradigma conflitual-dial\u00e9tico,<\/em> <\/strong>procurou interagir os estudos da comunica\u00e7\u00e3o e do contexto social, pela vis\u00e3o do soci\u00f3logo alem\u00e3o Max Weber (Sociologia da Comunica\u00e7\u00e3o, 1914). Entendia que a sociedade poderia ser compreendida como um conjunto de a\u00e7\u00f5es de cada um, de forma individual: \u00e9 o ato que um indiv\u00edduo faz, orientado pela a\u00e7\u00e3o do outro, para obter e construir uma comunica\u00e7\u00e3o. Em linhas gerais contestava a tese de Karl Marx amparada no materialismo hist\u00f3rico dial\u00e9tico, como explica\u00e7\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica das rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o e for\u00e7as produtivas e analisava, assim, a interdepend\u00eancia entre economia, religi\u00e3o e sociedade.<\/p>\n<p>J\u00e1 no <strong>paradigma culturol\u00f3gico<\/strong>, tamb\u00e9m conhecido como <em>Escola dos Estudos Culturais<\/em>, acontece na Inglaterra, em meados do s\u00e9culo XX, e os principais pesquisadores eram os professores do &#8216;<em>Centre for Contemporary Cultural Studies&#8217;<\/em>, na Universidade de Birmingham: Richard Hoggart, Stuart Hall, E.P. Thompson e Raymond Williams; e, na Am\u00e9rica Latina, Jesus Mart\u00edn-Barbero. . Os estudos culturais apresentam como as pessoas lidam com o conte\u00fado das m\u00eddias, em leituras conflitivas e contextualmente diferentes entre as classes sociais inglesas. Hoggart apresenta a submiss\u00e3o \u00e0s m\u00eddias das classes baixas inglesas.\u00a0 Aborda a rela\u00e7\u00e3o entre cultura e m\u00eddias unificadas (Williams) e cultura enquanto mistura e enfrentamento de modos diferentes de vida (Thompson). Hall aborda a \u201cmargem de entendimento\u201d, em que aponta que a produ\u00e7\u00e3o do conte\u00fado midi\u00e1tico desenvolvido pelo emissor sofrer\u00e1 entendimento de forma um pouco diferenciada pelo receptor. Mart\u00edn-Barbero discute que as media\u00e7\u00f5es s\u00e3o culturais, pol\u00edticas e sociais, abordando os dom\u00ednios de pol\u00edticas populistas e das telenovelas na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Marshall McLuhan \u00e9 um dos principais te\u00f3ricos do <strong>paradigma midiol\u00f3gico<\/strong>. Ele aponta que as sociedades humanas sempre foram mais moldadas pelo car\u00e1ter dos meios que se comunicam do que pelos conte\u00fados dos mesmos. Ao sinalizar que \u201co meio \u00e9 a mensagem\u201d, o te\u00f3rico assinala as quest\u00f5es do mundo eletronicamente interligado: a \u201caldeia global\u201d. Nesse movimento, McLuhan aborda as influ\u00eancias m\u00fatuas entre os meios, sem se destru\u00edrem. Discute o impacto f\u00edsico e social das TDIC e o ambiente ao qual est\u00e1 inserido, afetando todas as consequ\u00eancias ps\u00edquicas e sociais das antigas tecnologias.<\/p>\n<p>Tomando f\u00f4lego:<br \/>\n<!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_08.png\" alt=\"\" width=\"374\" height=\"470\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3668\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_08.png 374w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_08-239x300.png 239w\" sizes=\"auto, (max-width: 374px) 100vw, 374px\" \/><figcaption hidden>Fonte: <a href=\"\"><\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>Ao fecharmos esta primeira parte, com abund\u00e2ncia de informa\u00e7\u00f5es sobre paradigmas, concep\u00e7\u00f5es e abordagens, convidamos voc\u00ea, leitor\/a, para uma parada:<br \/>\n\u21d2 respire, alongue-se, tome calmamente um copo d&#8217;\u00e1gua. Caminhe um pouco. Olhe ao seu redor, procure elementos do mundo externo e tente pensar um pouco do que foi partilhado at\u00e9 aqui, sobre sua vida, suas ideias. Respire e se escute.<\/p>\n<p><strong>3.3 Movimentos do contempor\u00e2neo: a Via da Complexidade, paradigmas p\u00f3s-modernos e a plasticidade social e tecnol\u00f3gica<\/strong><br \/>\n<strong><em> 3.3.1 A Via da Complexidade<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Nos dias atuais convivemos com a emerg\u00eancia de novos enfoques epistemol\u00f3gicos, tais como a Teoria de Santiago (<a href=\"#MATURANA1995\">MATURANA e VARELA, 1995<\/a>), a Teoria da Complexidade (MORIN, <a href=\"#MORIN1996\">1996<\/a>; <a href=\"#MORIN2001\">2001<\/a>; <a href=\"#MORIN2003\">2003<\/a>) e a Ecologia Cognitiva (<a href=\"#LEVY1993\">L\u00c9VY, 1993<\/a>). Tais enfoques \u2013 denominados por Giusta (<a href=\"#Giusta2003\">2003<\/a>) como <strong>Via da Complexidade <\/strong>\u2013 ampliam as discuss\u00f5es de conhecimento, na atualidade, ao levar em conta outros determinantes circunstanciais, que n\u00e3o somente o sujeito, o objeto do conhecimento ou a intera\u00e7\u00e3o de ambos. Todavia, para os prop\u00f3sitos deste cap\u00edtulo, s\u00e3o anunciadas, de modo bastante sint\u00e9tico, algumas das ideias de Morin (<a href=\"#MORIN1996\">1996<\/a>; <a href=\"#MORIN2001\">2001<\/a>; <a href=\"#MORIN2003\">2003<\/a>) e de Maturana e Varela (<a href=\"#MATURANA1995\">1995<\/a>), a partir da leitura das obras dos autores e da publica\u00e7\u00e3o de Pesce e Hessel (<a href=\"#Pesce2009\">2009<\/a>).<\/p>\n<p>A teoria da complexidade de Morin (<a href=\"#MORIN1996\">1996<\/a>; <a href=\"#MORIN2001\">2001<\/a>) nos convida a novos modos de perceber os desafios contempor\u00e2neos, entre eles os desafios educacionais. O pensamento complexo \u00e9 explicado como uma forma de pensar a realidade considerando a trama social e principalmente a forma como todos os elementos sociais est\u00e3o relacionados. Infelizmente, ainda somos incapazes de enfrentar nossos problemas sociais amparados na complexidade. Nossas solu\u00e7\u00f5es ainda se amparam numa forma fragmentada e reducionista de pensar e agir. O pensamento complexo torna poss\u00edvel a percep\u00e7\u00e3o da trama social que \u201c\u00e9 tecida\u201d, na qual o simples coexiste e se funde ao todo, com o qual mant\u00e9m rela\u00e7\u00e3o org\u00e2nica. Nas palavras de Morin (<a href=\"#MORIN2003\">2003<\/a>, p. 25): \u201c<em>Complexus <\/em>significa originalmente o que se tece junto\u201d.<\/p>\n<p>Princ\u00edpios da teoria de Morin (<a href=\"#MORIN2001\">2001<\/a>) como o dial\u00f3gico, o recursivo, o retroativo, o hologram\u00e1tico, embora sejam tratados separadamente, por raz\u00f5es did\u00e1ticas, s\u00e3o interdependentes na din\u00e2mica social. Por meio do princ\u00edpio dial\u00f3gico \u00e9 poss\u00edvel perceber a ambiguidade de um fen\u00f4meno no qual h\u00e1 coexist\u00eancia de elementos antag\u00f4nicos. Esses elementos apesar de opostos tamb\u00e9m s\u00e3o compreendidos como complementares. Essa dialogia \u00e9 percebida facilmente no mundo das ideias.<\/p>\n<p>Para a Via da Complexidade, as contradi\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o excludentes, mas reconhecidas como polaridades necess\u00e1rias \u00e0 constante busca de equil\u00edbrio din\u00e2mico. No idealismo dial\u00e9tico hegeliano, toda ideia (tese) pode ser confrontada por uma ideia oposta (ant\u00edtese). Do embate dessas ideias emerge uma terceira (s\u00edntese), que reconcilia os paradoxos. A dial\u00e9tica de base marxiana almeja chegar \u00e0 ess\u00eancia do fen\u00f4meno observado, mediante an\u00e1lise das suas contradi\u00e7\u00f5es. No pensamento dial\u00f3gico de Morin, a oposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 superada por meio da formula\u00e7\u00e3o de uma s\u00edntese. N\u00e3o h\u00e1 uma conclus\u00e3o conciliadora ou uma negocia\u00e7\u00e3o entre os opostos. Estes s\u00e3o reconhecidos e se mant\u00eam em permanente di\u00e1logo, j\u00e1 que seus termos se transformam no embate. Causa e efeito interatuam-se, de modo a romper com a no\u00e7\u00e3o da causalidade linear. A informa\u00e7\u00e3o retroativa \u00e9 fundamental aos processos recursivos, auto reguladores e auto organizadores. Os produtos e efeitos gerados em um processo s\u00e3o, eles mesmos, produtores e causadores daquilo que os produz. O ser humano, como sistema auto-eco-organizador, \u00e9, a um s\u00f3 tempo, produto e produtor de si (<a href=\"#Pesce2009\">PESCE e HESSEL, 2009<\/a>). O mesmo movimento pode ser observado em algumas pr\u00e1ticas sociais da Cibercultura.<\/p>\n<p>Pelo princ\u00edpio auto-eco-organizador, Morin (<a href=\"#MORIN2001\">2001<\/a>; <a href=\"#MORIN2003\">2003<\/a>) reconhece a individualidade humana como sistema aberto,\u00a0 porque interage com seu meio e dele depende para sobreviver. Ao mesmo tempo reconhece que \u00e9 fechado e aut\u00f4nomo, porque suas mudan\u00e7as se d\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o de um organiza\u00e7\u00e3o e estrutura interna. O ser humano, como sistema, tem a capacidade de se auto-organizar e se autoproduzir permanentemente. Esse movimento desdobra-se nas pr\u00e1ticas sociais desenvolvidas tanto na presencialidade como na virtualidade.<\/p>\n<p>Morin (<a href=\"#MORIN2001\">2001<\/a>) anuncia a autonomia relativa dos seres humanos para com o meio, ao destacar que o sujeito, no seu processo de constitui\u00e7\u00e3o da identidade, conta com possibilidades de escolha e decis\u00e3o. Entretanto, esta autonomia alimenta-se da depend\u00eancia de determinantes circunstanciais, como a educa\u00e7\u00e3o e a cultura, por exemplo. Essa depend\u00eancia ecol\u00f3gica do ser humano em rela\u00e7\u00e3o ao meio \u00e9 de cunho material, energ\u00e9tico, informativo e organizativo. Quanto mais aut\u00f4nomo o sujeito, mais dependente de seu ecossistema.<\/p>\n<p>No que diz respeito ao tetragrama organizacional, Morin postula a organiza\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre ordem e desordem, relacionadas de modo dial\u00f3gico; ou seja, de modo complementar e antag\u00f4nico. Morin percebe a desordem como elemento necess\u00e1rio ao processo criativo e inventivo, anunciando, no tocante \u00e0 hipercomplexidade do c\u00e9rebro humano, que do predom\u00ednio da puls\u00e3o sobre a raz\u00e3o nasce a imagina\u00e7\u00e3o. Nas constru\u00e7\u00f5es coautorias da Cibercultura, o movimento dial\u00f3gico entre ordem e desordem, advindo dos in\u00fameros processos criativos dos sujeitos que constituem as comunidades virtuais, revela-se fortemente.<\/p>\n<p>Outro aspecto que destacamos nos processos auto-eco-organizadores dos sujeitos sociais em intera\u00e7\u00e3o nos ambientes digitais \u00e9 a amplia\u00e7\u00e3o da perspectiva de alteridade, que ocorre em uma rela\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica. Em um polo, os recursos hipermidi\u00e1ticos oferecem a possibilidade de interlocu\u00e7\u00e3o de sujeitos que habitam distintas circunst\u00e2ncias e que, portanto, encontram nesses dispositivos a possibilidade de ler determinado fen\u00f4meno a partir de outro ponto de vista. Em outro polo, esses mesmos recursos oferecem aos sujeitos em intera\u00e7\u00e3o digital a percep\u00e7\u00e3o de recorr\u00eancias entre as suas circunst\u00e2ncias e as dos sujeitos sociais com quem se relacionam no ambiente digital, uma vez que, embora distantes geograficamente, podem viver circunst\u00e2ncias hist\u00f3ricas semelhantes, como ocorre nas pr\u00e1ticas sociais de um curso de forma\u00e7\u00e3o de gestores escolares, por exemplo. Na ruptura da sensa\u00e7\u00e3o de isolamento dos sujeitos sociais em forma\u00e7\u00e3o <em>online<\/em> incide a oportunidade de interagir com seus pares, geograficamente distribu\u00eddos em distintas regi\u00f5es. Nessa troca, a possibilidade de perceber o que \u00e9 singular a cada regi\u00e3o e o que \u00e9 recorrente a todas. Dispositivos e interfaces da cibercultura situam-se como espa\u00e7os de integra\u00e7\u00e3o social, quando promovem nos indiv\u00edduos um sentimento de perten\u00e7a ao segmento social no qual se inserem, na percep\u00e7\u00e3o de que seus problemas tamb\u00e9m s\u00e3o vivenciados por seus pares, na troca de experi\u00eancias cotidianas e no enfrentamento conjunto \u00e0s quest\u00f5es que lhes s\u00e3o apresentadas.<br \/>\n<!-- V\u00cdDEO --><\/p>\n<figure>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Pensamento Complexo- Educa\u00e7\u00e3o - Edgar Morin\" width=\"750\" height=\"563\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/2sYQymE46I4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\nPensamento Complexo- Educa\u00e7\u00e3o &#8211; Edgar Morin (22:06s)<figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=2sYQymE46I4\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=2sYQymE46I4<\/a><br \/>\nQue tal conhecer Morin e mais sobre sua teoria? Acesse aqui uma entrevista com ele e se delicie com sua sabedoria e teorias!<\/figcaption><\/figure>\n<p>Maturana e Varela (<a href=\"#MATURANA1995\">1995<\/a>) criam o conceito de autopoiese dos seres vivos para explicar como se organizam internamente, sobrevivendo e autoproduzindo-se em rela\u00e7\u00e3o ao meio no qual vivem. Viver num meio requer que o ser vivo fa\u00e7a aprendizagens e mudan\u00e7as em sua estrutura interna em fun\u00e7\u00e3o de est\u00edmulos recebidos do ambiente. Precisa aprender para sobreviver. Nessa perspectiva, os bi\u00f3logos chilenos cunham o termo \u201contologia do observador\u201d, para explicitar que o observador \u00e9 participante constitutivo e ativo do observado e a realidade objetiva \u00e9 captada a partir da experi\u00eancia \u00fanica de cada observador. A autopoiese \u00e9 garantida pela perman\u00eancia da organiza\u00e7\u00e3o de um ser vivo, a qual, por sua vez, s\u00f3 persevera mediante cont\u00ednua altera\u00e7\u00e3o de suas estruturas. Segundo a Teoria de Santiago, o sujeito aprende porque se acopla estruturalmente ao meio ao qual pertence. Ela enfatiza o relacionamento biun\u00edvoco do organismo com o meio ao qual pertence. Nesse movimento, esta teoria percebe o organismo em si como microssistema din\u00e2mico, que se auto-organiza constantemente, frente \u00e0s novas condi\u00e7\u00f5es que o ambiente se lhe apresenta. Em face desse cen\u00e1rio relacional, a Teoria de Santiago preconiza o conhecimento como a\u00e7\u00e3o efetiva, para al\u00e9m da representa\u00e7\u00e3o da realidade independente. Esse cen\u00e1rio se manifesta em muitas pr\u00e1ticas sociais constru\u00eddas na Cibercultura, inclusas as de car\u00e1ter educacional, quer nas aulas presenciais desenvolvidas com o apoio dos dispositivos digitais, quer nos cursos <em>online<\/em>.<\/p>\n<p>Em converg\u00eancia com Oliveira <em>et al.<\/em> (<a href=\"#Oliveira2001\">2001<\/a>), salientamos que as concep\u00e7\u00f5es empiristas subjazem a programas de forma\u00e7\u00e3o <em>online<\/em>, cujos desenhos did\u00e1ticos: a) desconsideram os conhecimentos pr\u00e9vios dos sujeitos sociais em forma\u00e7\u00e3o; b) restringem a forma\u00e7\u00e3o \u00e0 dimens\u00e3o t\u00e9cnica desarticulada dos fundamentos; c) trabalham atividades voltadas, exclusivamente, \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias e habilidades; d) n\u00e3o valorizam as trocas intertextuais dos formandos. O Interacionismo (construtivista de Piaget e socio-hist\u00f3rico de Vygostky) e a Via da Complexidade relevam o valor dos intertextos, na constru\u00e7\u00e3o conjunta de sentidos e na constitui\u00e7\u00e3o da identidade dos sujeitos sociais em forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sem ter a pretens\u00e3o de encerrar a discuss\u00e3o sobre as concep\u00e7\u00f5es de conhecimento e com consci\u00eancia dos inevit\u00e1veis reducionismos, almejamos, com esse brev\u00edssimo painel, desvelar a coexist\u00eancia de distintas concep\u00e7\u00f5es epistemol\u00f3gicas nas pr\u00e1ticas educacionais, em geral, e nas mediadas pelas TDIC, em particular. Em outros termos, as concep\u00e7\u00f5es epistemol\u00f3gicas ancoram diversas percep\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o e de ser humano que se pretende formar e trazem consigo alguns desdobramentos, conforme veremos a seguir.<br \/>\n<!-- QUADRO DEBATE --><\/p>\n<section class=\"quadro debate\">\n<h5>DEBATE<\/h5>\n<p>Ap\u00f3s este cap\u00edtulo, voc\u00ea j\u00e1 consegue se identificar com algumas das abordagens e concep\u00e7\u00f5es? Qual(is) delas mais se aproximam de sua pr\u00e1tica docente? E qual delas voc\u00ea gostaria de incorporar \u00e0s suas pr\u00e1ticas? Para ampliar essas reflex\u00f5es, assista ao filme proposto no Cineclube e descubra contextos culturais bem diversos. Como voc\u00ea associaria o que foi estudado com a escola em Havana (Cuba)?<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- QUADRO CINECLUB --><\/p>\n<section class=\"quadro cineclube\">\n<h5>CINECLUBE &#8211; 5 &#8211; Estrangeiros &#8211; Numa Escola de Havana &#8211; Ative as Legendas<\/h5>\n<section class=\"cineclube_cartaz\"><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=nq8HJdaBTlw\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1083\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/FD_RedeSocial.jpg\" alt=\"A Rede Social\" width=\"200\" height=\"269\" \/><br \/>\n<\/a>Dispon\u00edvel no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=nq8HJdaBTlw\">YouTube<\/a><\/p>\n<\/section>\n<section class=\"cineclube_sinopse\"><strong>Ficha t\u00e9cnica<\/strong><br \/>\n<strong>Ano<\/strong>: 2015<br \/>\n<strong>Dura\u00e7\u00e3o<\/strong>: 108 min.<br \/>\n<strong>Pa\u00eds<\/strong>: Cuba<br \/>\n<strong>G\u00eanero<\/strong>: Drama<br \/>\n<strong>Dire\u00e7\u00e3o<\/strong>: Ernesto Daranas<br \/>\n<strong>Roteiro<\/strong>: Ernesto Daranas<br \/>\n<strong>Fotografia<\/strong>: Alejandro P\u00e9rez<br \/>\n<strong>Trilha Sonora<\/strong>: Juan Carlos Herrera<\/p>\n<p>Sinopse: Chala (Armando Valdes Freire) \u00e9 um garoto de onze anos que vive com sua m\u00e3e viciada em drogas, Sonia (Yuliet Cruz). Para sustentar a casa, ele treina c\u00e3es de briga com um homem que pode ser ou n\u00e3o seu pai biol\u00f3gico. As dificuldades de sua vida refletem na escola, onde \u00e9 aluno de Carmela (Alina Rodriguez), por quem ele tem um grande respeito. Mas quando ela fica doente e tem que se afastar por meses, Chala n\u00e3o se adapta ao novo professor, que o coloca em uma sala para alunos de mal comportamento. Quando Carmela retorna, n\u00e3o aceita essa medida e outras imposi\u00e7\u00f5es que aconteceram durante sua aus\u00eancia. Enquanto a rela\u00e7\u00e3o entre professora e aluno se intensificam, os dois passam a ser perseguidos na escola, levando a um conflito que reflete o complexo sistema de Cuba contempor\u00e2nea.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><strong><em> 3.3.2 Paradigmas e desdobramentos da P\u00f3s-Modernidade<\/em><\/strong><br \/>\nCom o surgimento da Internet em seu uso comercial a partir de 1992 e das quest\u00f5es multim\u00eddia de converg\u00eancia tecnol\u00f3gica emerge com for\u00e7a o <em>paradigma tecnol\u00f3gico-interativo<\/em>, que possibilitou a capacidade de r\u00e1pido acesso a qualquer tipo de linguagem (escrita, sonora, visual), a qualquer momento e em qualquer suporte. Diferentemente dos outros meios de comunica\u00e7\u00e3o, onde emissor e receptor parecem claramente identificados, na Internet os usu\u00e1rios s\u00e3o tanto p\u00fablicos criadores e emissores como tamb\u00e9m receptores, desenvolvendo suas formas individuais de significa\u00e7\u00e3o pelo sistema de hipertexto. Como te\u00f3ricos destacam-se Pierre Levy e Lucien Sfez, resguardadas as especificidades de cada um.<\/p>\n<p>Dentre os apanhados gerais dos paradigmas apresentados e suas respectivas teorias ser\u00e3o abordadas as apresenta\u00e7\u00f5es de alguns te\u00f3ricos, de \u00e2mbito internacional e nacional, que discutem a comunica\u00e7\u00e3o e a educa\u00e7\u00e3o na Cultura Digital\/Cibercultura, buscando compreender as grandes mudan\u00e7as socioculturais, da cultura de massa \u00e0s interfaces na era digital.<\/p>\n<p>Apontamos a passagem t\u00edpica das culturas de massa do s\u00e9culo XX pelas novas tecnologias e redes integradas de comunica\u00e7\u00e3o na cultura digital, em que a rela\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o estabelecida <em>um-para-todos<\/em> \u00e9 transformada para o sistema <em>todos-todos<\/em>. Se pensarmos estas quest\u00f5es no contexto dos ambientes virtuais de aprendizagem (AVA), podemos perceber que tais dispositivos ofertam a possibilidade de os estudantes interagirem, construindo conhecimento de modo colaborativo. Para tal, os cursos <em>online<\/em> devem estimular a comunica\u00e7\u00e3o todos-todos. Ao mesmo tempo em que esta forma de comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 promissora para os estudantes, tamb\u00e9m o \u00e9 para os professores, por poderem perceber, atrav\u00e9s dos rastros de aprendizagem deixados nos registros do AVA, a contribui\u00e7\u00e3o do par experiente (estudante com mais conhecimento sobre um dado tema em discuss\u00e3o), para com a constru\u00e7\u00e3o de conhecimento de seus colegas.<\/p>\n<p>Utilizamos autores que discutem importantes aspectos que envolvem a educa\u00e7\u00e3o e a comunica\u00e7\u00e3o na cultura digital. Algumas abordagens internacionais de Jesus Mart\u00edn-Barbero, Lev Manovich, Manuel Castells, Pierre Levy e Steven Johnson, George Siemens e, no Brasil, Andr\u00e9 Lemos, Lucia Santaella, Nelson Pretto, Marco Silva, todos com pesquisas muito expressivas, apontam as principais discuss\u00f5es nestas \u00e1reas e merecem ser explorados por voc\u00ea.<\/p>\n<p><strong>Lev Manovich<\/strong><br \/>\n<!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_10.png\" alt=\"\" width=\"363\" height=\"322\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3670\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_10.png 363w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_10-300x266.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 363px) 100vw, 363px\" \/><figcaption hidden>Fonte: <a href=\"\"><\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>Nascido na R\u00fassia, \u00e9 cr\u00edtico de cinema e professor universit\u00e1rio, apresenta uma teoria da linguagem das novas m\u00eddias. Estudos baseados em linguagens e ambientes digitais, onde a interface e linguagem definem de forma integrada os processos comunicacionais e ocorre a participa\u00e7\u00e3o direta do usu\u00e1rio, n\u00e3o como receptor apenas, mas como participante ativo do processo. Ele prop\u00f5e o termo \u201cinterface cultural\u201d para apresentar a maneira como os computadores armazenam, geram, distribuem e possibilitam o acesso a dados culturais (textos, fotografias, filmes etc.), ao que ele chama de \u201c<em>human-computer-cultural-interface<\/em>\u201d. O autor aponta o computador como m\u00eddia e n\u00e3o apenas como ferramenta, pois al\u00e9m de possibilitar o acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es, cria a possibilidade de gera\u00e7\u00e3o no engajamento em contextos ficcionais, ampliando o conceito do sistema hipermidi\u00e1tico na dire\u00e7\u00e3o de propostas mais l\u00fadicas e, n\u00e3o somente, comprometidas com o acesso a informa\u00e7\u00f5es objetivas. Estes processos propiciam resultados interativos em interfaces modulares, n\u00e3o-lineares, como em obras cinematogr\u00e1ficas, desenvolvendo um comparativo com a obra do cineasta russo Dziga Vertov, em rela\u00e7\u00e3o aos conceitos de montagem cinematogr\u00e1fica. O te\u00f3rico aponta que os novos meios possibilitam uma interatividade que vai al\u00e9m da acessibilidade simples at\u00e9 a possibilidade de reestrutura\u00e7\u00e3o de novas mensagens. Assim, o usu\u00e1rio interage com o objeto midi\u00e1tico, como blogs e suas varia\u00e7\u00f5es, jogos de computador, cinema interativo, de modo a gerar uma cont\u00ednua a\u00e7\u00e3o automotivante.<\/p>\n<p><strong>Manuel Castells<\/strong><br \/>\n<!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_11.png\" alt=\"\" width=\"231\" height=\"222\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3671\" \/><figcaption hidden>Fonte: <a href=\"\"><\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>Soci\u00f3logo espanhol, indica tamb\u00e9m que a televis\u00e3o finaliza o conceito da \u201cGal\u00e1xia de Gutemberg\u201d (<a href=\"#MCLUHAN1977\">MCLUHAN, 1977<\/a>), que identifica o sistema de comunica\u00e7\u00e3o essencialmente dominado pela mente tipogr\u00e1fica e pela ordem do alfabeto fon\u00e9tico, para o processo que instiga sensa\u00e7\u00f5es, por meio das m\u00eddias, de forma a gerar entretenimento, prazer, divers\u00e3o e conhecimento inicialmente criado pelo r\u00e1dio e, posteriormente, pela televis\u00e3o. Ele afirma que a comunica\u00e7\u00e3o foi modificada de um sistema linear para infinitas angula\u00e7\u00f5es e caminhos proporcionados pelo ciberespa\u00e7o: a intera\u00e7\u00e3o entre as pessoas, entre as culturas, onde a realidade criada \u00e9 o resultado do processo dos que interagem agora em tempo real. Adota o termo \u201cSociedade em rede\u201d, referindo-se ao novo perfil da sociedade na era das TDIC. O autor discute a Internet como um meio de comunica\u00e7\u00e3o que interage com a sociedade, onde se torna poss\u00edvel a constru\u00e7\u00e3o de refer\u00eancias multiculturais e multidiferenciais. Para Castells (<a href=\"#CASTELLS1999\">1999<\/a>), \u00e9 a mensagem que modifica o meio (\u201ca mensagem \u00e9 o meio\u201d), causados pela diversidade midi\u00e1tica e pela possibilidade de segmenta\u00e7\u00e3o dos p\u00fablicos de interesse.<\/p>\n<p><strong>Martin-Barbero<\/strong><br \/>\n<!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_12.png\" alt=\"\" width=\"389\" height=\"237\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3672\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_12.png 389w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_12-300x183.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 389px) 100vw, 389px\" \/><figcaption hidden>Fonte: <a href=\"\"><\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>Semi\u00f3logo, antrop\u00f3logo e fil\u00f3sofo colombiano, nascido na Espanha, evidencia n\u00e3o mais os meios de comunica\u00e7\u00e3o e nem os p\u00fablicos receptores da m\u00eddia, mas sim, as media\u00e7\u00f5es: as pr\u00e1ticas da comunica\u00e7\u00e3o e suas rela\u00e7\u00f5es com os movimentos sociais, como dispositivos que catalisam as transforma\u00e7\u00f5es dos contextos sociais e culturais. O pesquisador aponta o papel do professor nas quest\u00f5es que envolvem o hipertexto e sua autoria na a\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica, procurando potencializar a utiliza\u00e7\u00e3o dessa caracter\u00edstica digital, convertendo o papel cl\u00e1ssico do professor em um papel de provocador, coordenador de equipes, sistematizador de experi\u00eancias, provocador de questionamentos, que possibilita novos di\u00e1logos e experi\u00eancias educacionais, por meio das linguagens hipermidi\u00e1ticas.<\/p>\n<p><strong>Steven Johnson<\/strong><br \/>\n<!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_13-300x200.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"200\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-3673\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_13-300x200.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_13-768x512.png 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_13.png 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption hidden>Fonte: <a href=\"\"><\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>aborda o desenvolvimento do mundo da interface digital, afirmando que as ferramentas est\u00e3o prontas para uma grande revolu\u00e7\u00e3o, basta que se explore o hipertexto, mecanismo que permite ao internauta escolher, editar e organizar o que ler\u00e1. Johnson (<a href=\"#JOHNSON2001\">2001<\/a>) critica a maneira como a interface gr\u00e1fica \u00e9 compreendida. Segundo ele, h\u00e1 uma excessiva confian\u00e7a nos princ\u00edpios da interface. O te\u00f3rico afirma que, desde o surgimento da Internet, suas utiliza\u00e7\u00f5es demonstraram uma pseudo interatividade e que, finalmente, o ciberespa\u00e7o come\u00e7a a oferecer aquilo que foi sua promessa original: alimentar uma intelig\u00eancia coletiva, pela conex\u00e3o de todas as informa\u00e7\u00f5es do mundo.<\/p>\n<p><strong>Pierre Levy<\/strong><br \/>\n<!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_14.png\" alt=\"\" width=\"231\" height=\"227\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3674\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_14.png 231w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_14-70x70.png 70w\" sizes=\"auto, (max-width: 231px) 100vw, 231px\" \/><figcaption hidden>Fonte: <a href=\"\"><\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>Fil\u00f3sofo franc\u00eas, sinaliza que o ciberespa\u00e7o \u00e9 \u201co principal canal de comunica\u00e7\u00e3o e suporte de mem\u00f3ria da humanidade a partir do in\u00edcio do s\u00e9culo XXI\u201d (p. 32), onde milh\u00f5es de pessoas podem se comunicar nas consideradas realidades virtuais compartilhadas, onde o autor as define como dispositivos de comunica\u00e7\u00e3o \u201ctodos-todos\u201d. [&#8230;] \u00c9 a interconex\u00e3o e o dinamismo em tempo real das mem\u00f3rias on-line. Compartilhar o mesmo contexto, o mesmo hipertexto vivo, \u201cnovo espa\u00e7o de comunica\u00e7\u00e3o, de sociabilidade, de organiza\u00e7\u00e3o e de transa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m o novo mercado da informa\u00e7\u00e3o e do conhecimento\u201d (p. 32). Para L\u00e9vy, a interpreta\u00e7\u00e3o e atualiza\u00e7\u00e3o do texto podem ser consideradas como virtualiza\u00e7\u00e3o. O autor trata o hipertexto com possibilidade de percursos onde o\/a leitor\/a pode organizar seu caminho de leitura, com possibilidade de criar seu pr\u00f3prio texto e rev\u00ea-lo de diversas formas. Mais recentemente, tem defendido a participa\u00e7\u00e3o em comunidades virtuais, como est\u00edmulo \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de intelig\u00eancias coletivas (<a href=\"#LEVY2002\">L\u00c9VY, 2002<\/a>) e percebe o papel das comunidades como o de filtros inteligentes que ajudam a lidar com o excesso de informa\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m como mecanismo que abre alternativas de uma cultura.<\/p>\n<p><strong>George Siemens<\/strong><br \/>\n<!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_15.png\" alt=\"\" width=\"319\" height=\"274\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3675\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_15.png 319w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_15-300x258.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 319px) 100vw, 319px\" \/><figcaption hidden>Fonte: <a href=\"\"><\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>pesquisador canadense, criou o Conectivismo, que compreende a aprendizagem como um processo de constru\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de redes de informa\u00e7\u00e3o voltados para o cotidiano das pessoas, e que tamb\u00e9m integra diversos princ\u00edpios, como os da teoria do caos, teoria das redes, a via da complexidade e da auto-organiza\u00e7\u00e3o. Para o autor, esta \u00e9 uma teoria que pode melhor representar a era digital e, com as mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas que reorganizam as formas de comunica\u00e7\u00e3o, intera\u00e7\u00e3o e aprendizagem, o Conectivismo pode ser compreendido como a mais adequada aos tempos atuais. Em seus seis princ\u00edpios, o Conectivismo trata de modo similiar informa\u00e7\u00e3o, aprendizagem e conhecimento, o que pode ser um complicador, pois existem diferen\u00e7as tanto de sentido e de significado, mas especialmente de abordagens e concep\u00e7\u00f5es. Esta teoria, que tamb\u00e9m \u00e9 conhecida por aprendizagem distribu\u00edda, tem recebido diversas cr\u00edticas e alguns pesquisadores, como Kop e Colina (<a href=\"#Kop2008\">2008<\/a>) [REFER\u00caNCIA PENDENTE], analisam que o Conectivismo faz uma integra\u00e7\u00e3o de teorias anteriores, mas n\u00e3o h\u00e1 supera\u00e7\u00e3o do que veio antes. Portanto, compreendem que esta n\u00e3o \u00e9 uma nova teoria. Mattos (<a href=\"#Mattos2015\">2015<\/a>)[REFER\u00caNCIA PENDENTE], a partir dos estudos de Verhagen (<a href=\"#Verhagen2006\">2006<\/a>)[REFER\u00caNCIA PENDENTE], tamb\u00e9m traz estas cr\u00edticas e destaca que o Conectivismo \u00e9 uma perspectiva pedag\u00f3gica e n\u00e3o uma autoria, como quer Siemens. Outros autores, como Anderson e Dron (<a href=\"#ANDERSON2012\">2012<\/a>)[REFER\u00caNCIA PENDENTE], identificam tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es relacionadas com a Educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia: o design instrucional, o s\u00f3cio-construtivismo e, por fim o Conectivismo. Junto com Stephen Downes, Siemens desenvolveu a proposta dos MOOC (<em>Massive Open Online Course<\/em>), que s\u00e3o cursos abertos online, oferecidos a um n\u00famero ilimitado de pessoas, por meio de ambientes virtuais de aprendizagem. Entre pr\u00f3s e contras, este formato de curso vem ganhando cada vez mais espa\u00e7os, ainda que o \u00edndice muito elevado de evas\u00e3o seja um dos seus entraves. O professor portugu\u00eas Ant\u00f3nio Dias de Figueiredo traz uma s\u00edntese muito interessante sobre os MOOC, em que apresenta virtudes e limita\u00e7\u00f5es. <a href=\"http:\/\/moocead.blogspot.com.br\/2012\/10\/moocs-virtudes-e-limitacoes.html\">Vale a leitura!<\/a><\/p>\n<p><strong>L\u00facia Santaella<\/strong><br \/>\n<!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_16.png\" alt=\"\" width=\"191\" height=\"180\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3676\" \/><figcaption hidden>Fonte: <a href=\"\"><\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00e9 uma das principais divulgadoras da semi\u00f3tica e do pensamento de Charles Peirce no Brasil, professora e pesquisadora da PUCSP, discute os processos de converg\u00eancia das m\u00eddias, chamado de \u201chibridismo das m\u00eddias\u201d, denominada tamb\u00e9m de \u201cmultim\u00eddia\u201d. Nesse contexto, a mistura de dados pelo tratamento digital de todas as informa\u00e7\u00f5es (som, imagem, texto, programas de inform\u00e1tica etc.) leva para o mundo digital os v\u00e1rios campos das m\u00eddias tradicionais. Santaella aborda tamb\u00e9m os \u201cespa\u00e7os h\u00edbridos\u201d, quando n\u00e3o mais se precisa sair do espa\u00e7o f\u00edsico para entrar em contato com ambientes digitais. A pesquisadora trata do perfil imersivo do ciberleitor, tamb\u00e9m denominado por ela como leitor imersivo: \u201cum leitor em estado de prontid\u00e3o, conectando-se entre n\u00f3s e nexos, num roteiro multilinear, multidisciplinar, multisequencial e labir\u00edntico que ele pr\u00f3prio ajudou a construir ao interagir com os n\u00f3s entre palavras, imagens, documenta\u00e7\u00e3o, m\u00fasica, v\u00eddeo etc.\u201d (p. 33).<\/p>\n<p><strong>Nelson Pretto<\/strong><br \/>\n<!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_17.png\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"200\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3677\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_17.png 200w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_17-150x150.png 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_17-70x70.png 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_17-125x125.png 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><figcaption hidden>Fonte: <a href=\"\"><\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>pesquisador e militante da cultura digital, professor da UFBA, um dos grandes nomes nas pesquisas sobre software livre e pedagogia hacker. \u00c9 um grande ativista da educa\u00e7\u00e3o, como enfatiza em suas produ\u00e7\u00f5es, traz sempre seu olhar cr\u00edtico e criativo ao abordar os problemas e pol\u00eamicas contempor\u00e2neas na interface educa\u00e7\u00e3o e tecnologias. Fervoroso defensor dos professores, compreende que &#8220;o professor deve ser tamb\u00e9m um intelectual com forte a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, por isso que considero muito imprescind\u00edvel a valoriza\u00e7\u00e3o do professor para que ele possa exercer plenamente as suas fun\u00e7\u00f5es&#8221; (<a href=\"#PRETTO2018\">PRETTO, 2018<\/a>, p. 269). Estudioso e refer\u00eancia t\u00e9orica dos estudos da \u00e9tica Hacker, desenvolve estudos e pesquisa sobre a Educa\u00e7\u00e3o e a Pedagogia Hacker, integrando temas afeitos \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas, comunica\u00e7\u00e3o, inform\u00e1tica, banda larga, acesso \u00e0 Internet etc.<\/p>\n<p><strong>Andr\u00e9 Lemos<\/strong><br \/>\n<!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_18.png\" alt=\"\" width=\"254\" height=\"241\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3678\" \/><figcaption hidden>Fonte: <a href=\"\"><\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>engenheiro, pesquisador da \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o, professor da UFBA, traz \u00e0 cena a cultura da mobilidade: quest\u00e3o central na comunica\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 o movimento de signos, mensagens, informa\u00e7\u00f5es e que toda m\u00eddia cumpre o papel de transportar mensagens, afetando a rela\u00e7\u00e3o do sujeito com o espa\u00e7o e o tempo. O autor utiliza a met\u00e1fora do<em> upload <\/em>e <em>download<\/em> para descrever o princ\u00edpio de hiperlocaliza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o. Para o autor, <em>upload<\/em> \u00e9 a transposi\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o para o espa\u00e7o eletr\u00f4nico e <em>download<\/em> que define uma rela\u00e7\u00e3o din\u00e2mica entre dispositivos, informa\u00e7\u00e3o e lugares a partir de trocas infocomunicacionais contextualizadas.<\/p>\n<p><strong>Marco Silva<\/strong><br \/>\n<!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_19.png\" alt=\"\" width=\"206\" height=\"245\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3679\" \/><figcaption hidden>Fonte: <a href=\"\"><\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>soci\u00f3logo,\u00a0 traz em sua obra o que ele chama de Sala de aula interativa. Tensiona o falar e ditar do mestre e prop\u00f5e que os espa\u00e7os de aprendizagem se expandam e se cocriem pela interatividade que hoje tem na Internet e na Cibercultura seus grandes potencializadores. Para o autor, a interatividade \u00e9 uma modalidade comunicacional que emerge com a cibercultura. Para este pesquisador &#8221; doc\u00eancia interativa ocorre mediante participa\u00e7\u00e3o, bidirecionalidade, multiplicidade de conex\u00f5es e simula\u00e7\u00f5es\/experimenta\u00e7\u00e3o. Mesmo que n\u00e3o haja tecnologias digitais, \u00e9 poss\u00edvel engendrar essa doc\u00eancia&#8221; (<a href=\"#SILVA2005\">SILVA, 2005<\/a>, p. 200).<\/p>\n<p>Gostar\u00edamos que muitos outros pesquisadores brasileiros integrassem este texto, pois d\u00e3o contribui\u00e7\u00f5es important\u00edssimas para as pesquisas no campo da cibercultura: Edm\u00e9a Santos, pedagoga e pesquisadora da Cibercultura, desenvolve o conceito de Educa\u00e7\u00e3o online e a pesquisa-forma\u00e7\u00e3o na cibercultura; Alex Primo, publicit\u00e1rio e jornalista, discute as defini\u00e7\u00f5es que abarcam a intera\u00e7\u00e3o, nas media\u00e7\u00f5es que envolvem a tecnologia e a comunica\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia, partindo de algumas teorias da comunica\u00e7\u00e3o; L\u00e9a Fagundes, pedagoga e uma das precursoras da chamada inform\u00e1tica educativa no Brasil, tem suas bases de pesquisa na epistemologia gen\u00e9tica piagetiana. Seriam muitos os nomes, pois o Brasil tem sido respons\u00e1vel por pesquisas muito significativas e referenciadas no Brasil e no mundo. H\u00e1, por\u00e9m, necessidade de um recorte, mas deixamos registrado que neste campo, ou seja, nos estudos da Cultura Digital, o Brasil tem se destacado e fundamentado os trabalhos de muitos pesquisadores hodiernos.<\/p>\n<p>Como podemos observar, estes contextos contempor\u00e2neos trazem implica\u00e7\u00f5es na organiza\u00e7\u00e3o social, cujas pr\u00e1ticas sociais valem-se, em grande medida, das linguagens hipermidi\u00e1ticas, como apontado a seguir.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 4 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s4\">4 CONCLUS\u00c3O<\/h2>\n<p>Conforme anunciado no in\u00edcio do cap\u00edtulo, o presente cap\u00edtulo tem como objetivos: a) elucidar as premissas da tr\u00edade conceitual: concep\u00e7\u00f5es de conhecimento, abordagens de educa\u00e7\u00e3o e concep\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o; b) caracterizar as principais correntes epistemol\u00f3gicas, dentre as quais o Racionalismo, o Empirismo, o Interacionismo (nas vertentes cognitivista e sociocultural) e as vertentes p\u00f3s-modernas, com destaque para a Via da Complexidade; c) refletir sobre os desdobramentos das correntes epistemol\u00f3gicas, das abordagens de educa\u00e7\u00e3o e das concep\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o, nas pr\u00e1ticas formativas materializadas nas linguagens hipermidi\u00e1ticas do ciberespa\u00e7o.<\/p>\n<p>\u00c9 oportuno reiterarmos a ideia de que as diversas concep\u00e7\u00f5es epistemol\u00f3gicas, pedag\u00f3gicas e comunicacionais convivem, nos dias atuais, em uma mir\u00edade de pr\u00e1ticas educacionais, mediadas, ou n\u00e3o, pelas TDIC. Cada uma das concep\u00e7\u00f5es e pr\u00e1ticas articula-se a distintas vis\u00f5es de ser humano que se pretende formar e de mundo a ser constru\u00eddo.<\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0s <u>concep\u00e7\u00f5es epistemol\u00f3gicas<\/u>, o Interacionismo (na vertente construtivista de Piaget e na vertente sociohist\u00f3rica de Vygotsky) e a Via da Complexidade enfatizam o valor dos intertextos, na constru\u00e7\u00e3o de sentidos e na constitui\u00e7\u00e3o da identidade dos sujeitos sociais em forma\u00e7\u00e3o. A relev\u00e2ncia dos aspectos sociais na constitui\u00e7\u00e3o do sujeito situa-se como pedra angular da reflex\u00e3o sobre as pr\u00e1ticas sociais veiculadas na Cibercultura e, dentre elas, sobre as pr\u00e1ticas educacionais mediadas pelas linguagens hipermidi\u00e1ticas veiculadas no ciberespa\u00e7o.<\/p>\n<p><!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><strong>mapa conceitual das principais concep\u00e7\u00f5es epistemol\u00f3gicas<\/strong><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_20-1024x761.png\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"557\" class=\"aligncenter size-large wp-image-3680\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_20-1024x761.png 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_20-300x223.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_20-768x571.png 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_20.png 1059w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption >Fonte: As autoras.<\/figcaption><\/figure>\n<p>No tocante \u00e0s <u>abordagens pedag\u00f3gicas<\/u>, ressaltamos que elas refletem as pr\u00e1ticas e o pensamento assumidos pelos educadores, em suas a\u00e7\u00f5es, no cotidiano educacional. Toda pr\u00e1tica \u00e9 sustentada por uma (ou mais) teoria(s), ainda que n\u00e3o de forma consciente. No caso dos cursos <em>online<\/em>, as abordagens apresentadas (<em>broadcast<\/em> e virtualiza\u00e7\u00e3o da sala de aula tradicional) sustentam-se na concep\u00e7\u00e3o instrucionista, em uma linha de pensamento alicer\u00e7ada na concep\u00e7\u00e3o empirista e comportamentalista. J\u00e1 a abordagem \u201cestar junto virtual\u201d, de base construcionista, encontra nas concep\u00e7\u00f5es interacionista, cognitivista e humanista as bases para sua realiza\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica e sociocultural. Nesta vertente, educadores e cursos se desenvolvem e s\u00e3o desenvolvidos, por meio de movimentos interativos, mediados por a\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas que compreendem a partilha, a colabora\u00e7\u00e3o e a intera\u00e7\u00e3o como bases de uma educa\u00e7\u00e3o emancipadora.<\/p>\n<p><!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><strong>Mapa conceitual das principais abordagens pedag\u00f3gicas<\/strong><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_21-1024x755.png\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"553\" class=\"aligncenter size-large wp-image-3681\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_21-1024x755.png 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_21-300x221.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_21-768x566.png 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_21.png 1051w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption>Fonte: As autoras.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s <u>concep\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o<\/u>, destacamos que os estudos discorrem a respeito das quest\u00f5es que envolvem os aspectos tecnol\u00f3gicos das m\u00eddias e interfaces digitais, suas linguagens e ambientes, bem como as caracter\u00edsticas dos processos comunicacionais dos interlocutores envolvidos na educa\u00e7\u00e3o. Quest\u00f5es como interatividade, hiperm\u00eddia, hipertexto e acessibilidade s\u00e3o apresentadas em conjunto com aspectos que envolvem a reestrutura\u00e7\u00e3o de novos conte\u00fados. Os te\u00f3ricos continuam nos apontamentos que discorrem a respeito do ciberespa\u00e7o, das realidades virtuais compartilhadas e das especificidades das comunidades virtuais. Observamos, nesse contexto, as media\u00e7\u00f5es, os novos saberes e fazeres dos envolvidos nos processos de ensino e aprendizagem nas novas tecnologias digitais.<\/p>\n<p>Longe de pretendermos encerrar a discuss\u00e3o, este cap\u00edtulo busca fomentar o di\u00e1logo aqui iniciado. Encerramos o texto convidando voc\u00ea, leitor\/a, \u00e0 eterna reflex\u00e3o dial\u00f3gica, para que n\u00e3o caiamos no embuste de nos contentarmos com uma aparente inova\u00e7\u00e3o educacional, travestida de novidades tecnol\u00f3gicas.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O LEITURAS --><\/p>\n<section id=\"leituras\">\n<h3>Leituras Recomendadas<\/h3>\n<section class=\"leitura_recomendada\"><!-- IN\u00cdCIO DO ITEM 1 --><\/p>\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"http:\/\/www.e-publicacoes.uerj.br\/index.php\/revistateias\/article\/view\/24274\/17253\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_25.png\" alt=\"Teorias da educa\u00e7\u00e3o e da comunica\u00e7\u00e3o: fundamentos das pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas mediadas por tecnologias\" width=\"343\" height=\"482\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3685\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_25.png 343w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_25-213x300.png 213w\" sizes=\"auto, (max-width: 343px) 100vw, 343px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\">\n<p>BRUNO, Adriana Rocha; PESCE, Lucila; BERTOMEU, Jo\u00e3o Vicente C. <a href=\"http:\/\/www.e-publicacoes.uerj.br\/index.php\/revistateias\/article\/view\/24274\/17253\"><strong>Teorias da educa\u00e7\u00e3o e da comunica\u00e7\u00e3o: fundamentos das pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas mediadas por tecnologias<\/strong><\/a>.\u00a0<strong>Revista\u00a0Teias<\/strong>\u00a0(UERJ). v. 13, n. 30 (2012): Cibercultura, Educa\u00e7\u00e3o Online &amp; Processos Culturais. p. 117-141. Dispon\u00edvel em:\u00a0http:\/\/www.e-publicacoes.uerj.br\/index.php\/revistateias\/article\/view\/24274\/17253<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_recomendada\"><!-- IN\u00cdCIO DO ITEM 2 --><\/p>\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"http:\/\/www.ub.edu\/sentipensar\/pdf\/candida\/paradigma_emergente.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_26.png\" alt=\"O paradigma educacional emergente\" width=\"692\" height=\"901\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3686\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_26.png 692w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_26-230x300.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 692px) 100vw, 692px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\">\nMORAES, Maria C\u00e2ndida. <a href=\"http:\/\/www.ub.edu\/sentipensar\/pdf\/candida\/paradigma_emergente.pdf\"><strong>O paradigma educacional emergente<\/strong><\/a>. Campinas\/SP: Papirus, 2003.<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_recomendada\"><!-- IN\u00cdCIO DO ITEM 3 --><\/p>\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/periodicos.ufjf.br\/index.php\/edufoco\/article\/view\/20048\/10674\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_27.png\" alt=\"Revista Educa\u00e7\u00e3o em foco\" width=\"621\" height=\"891\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3687\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_27.png 621w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_27-209x300.png 209w\" sizes=\"auto, (max-width: 621px) 100vw, 621px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\">\nPRETTO, Nelson. <a href=\"https:\/\/periodicos.ufjf.br\/index.php\/edufoco\/article\/view\/20048\/10674\"><strong>Entrevista &#8211; Prof. Nelson Pretto &#8211; Universidade Federal Da Bahia &#8211; UFBA<\/strong><\/a>. In: <em>Revista Educa\u00e7\u00e3o em foco<\/em>. Juiz de Fora, v. 23, n. 1, p. 269-278, Jan\/abr 2018. Dispon\u00edvel pelo endere\u00e7o: https:\/\/periodicos.ufjf.br\/index.php\/edufoco\/article\/view\/20048\/10674. Acessado em 20 de setembro de 2020.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_recomendada\"><!-- IN\u00cdCIO DO ITEM 4 --><\/p>\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Comunica\u00e7\u00e3o-Coisas-Teoria-Ator-Rede-Cibercultura\/dp\/8539105969\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_28-667x1024.jpg\" alt=\"Teoria ator-rede e cibercultura\" width=\"667\" height=\"1024\" class=\"aligncenter size-large wp-image-3688\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_28-667x1024.jpg 667w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_28-195x300.jpg 195w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_28-768x1179.jpg 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_28-1001x1536.jpg 1001w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_28-1334x2048.jpg 1334w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_28.jpg 1437w\" sizes=\"auto, (max-width: 667px) 100vw, 667px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\">\nLEMOS, Andr\u00e9. A comunica\u00e7\u00e3o das coisas. <a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Comunica\u00e7\u00e3o-Coisas-Teoria-Ator-Rede-Cibercultura\/dp\/8539105969\"><strong>Teoria ator-rede e cibercultura<\/strong><\/a>. SP, Annablume, 2013. ISBN. 978-85-391-0596-0. Finalista do Pr\u00eamio Jabuti 2014.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_recomendada\"><!-- IN\u00cdCIO DO ITEM 5 --><\/p>\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Culturas-Artes-P\u00f3s-Humano-Cultura-Cibercultura\/dp\/8534921016\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_29.jpg\" alt=\"Culturas e Artes do P\u00f3s-humano: da Cultura das M\u00eddias \u00e0 Cibercultura\" width=\"450\" height=\"684\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3689\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_29.jpg 450w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_29-197x300.jpg 197w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\">\nSANTAELLA, Lucia. <a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Culturas-Artes-P\u00f3s-Humano-Cultura-Cibercultura\/dp\/8534921016\"><strong>Culturas e Artes do P\u00f3s-humano<\/strong><\/a>: da Cultura das M\u00eddias \u00e0 Cibercultura. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2003.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><\/p>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O EXERC\u00cdCIOS --><\/p>\n<section id=\"exercicios\">\n<h3 id=\"exercicios\">Exerc\u00edcios<\/h3>\n<ol>\n<li>Considere o seguinte cen\u00e1rio formativo: integrando o projeto da escola, uma professora do quarto ano do ensino fundamental saiu com seus alunos e alunas pelo bairro, fotografando o que eles\/elas julgavam como coisas boas e problemas. Na semana seguinte, ap\u00f3s trabalhar um roteiro de entrevista com os\/as estudantes, a professora saiu com a turma para entrevistar moradores antigos do bairro, que contaram a hist\u00f3ria da regi\u00e3o. Posteriormente, os\/as alunos\/as abriram um grupo no <em>Facebook<\/em> e postaram as fotos e os v\u00eddeos. Desse modo, deram in\u00edcio a um trabalho junto \u00e0 comunidade, que fomenta a utiliza\u00e7\u00e3o das \u00e1reas comuns do bairro e possibilita a discuss\u00e3o sobre os problemas encontrados e as formas colegiadas de enfrentamento de tais problemas.<br \/>\nO descrito neste cen\u00e1rio formativo aproxima-se de que fundamento epistemol\u00f3gico e\/ou abordagem pedag\u00f3gica e\/ou concep\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o? Fa\u00e7a suas considera\u00e7\u00f5es na lista\/f\u00f3rum de discuss\u00e3o\/redes sociais (Facebook, WhatssApp etc.), para discutir com seus pares a respeito. Proponha tamb\u00e9m outras atividades a partir deste cen\u00e1rios e da produ\u00e7\u00e3o deste recursos, por exemplo: v\u00eddeo-document\u00e1rio, sites etc.<\/li>\n<li>Considere o seguinte cen\u00e1rio formativo: uma professora do nono ano do ensino fundamental, pensando que a empregabilidade de seus estudantes se articula a uma s\u00e9rie de conhecimentos e habilidades t\u00e9cnicas, que os\/as qualificam para o mercado de trabalho, reservou duas aulas semanais em seu plano de aulas, para levar os\/as alunos\/as ao laborat\u00f3rio de inform\u00e1tica e\/ou utilizar os dispositivos m\u00f3veis em rede (tablet, smartphones etc) em acordo com a possibilidade dos estudantes e da escola. Nessas aulas, a professora utilizava o processador de textos na elabora\u00e7\u00e3o dos trabalhos escolares, acesso a fontes de pesquisa na Internet e, sempre que poss\u00edvel, elaborava tabelas e gr\u00e1ficos com os\/as alunos\/as, a partir de alguns conte\u00fados matem\u00e1ticos trabalhados em aula.<br \/>\nO descrito neste cen\u00e1rio formativo aproxima-se de que fundamento epistemol\u00f3gico e\/ou abordagem pedag\u00f3gica e\/ou concep\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o? Fa\u00e7a suas considera\u00e7\u00f5es na lista\/f\u00f3rum de discuss\u00e3o\/redes sociais (Facebook, WhatsApp etc.), para discutir com seus pares a respeito.<\/li>\n<li>Ao longo deste texto, convidamos voc\u00ea, leitor\/a, para refletir, debater, participar de cineclubes, enfim, atividades que tiveram o objetivo de te provocar, expandir, potencializar a produ\u00e7\u00e3o dos conhecimentos aqui partilhados. Agora, gostar\u00edamos que voc\u00ea desenvolvesse uma obra autoral, numa linguagem singular, pr\u00f3pria. Aceita o desafio?Escolha uma (ou mais) quest\u00f5es apresentadas nos momentos \u201cParada pra refletir\u00a0 e dialogar!\u201d e crie um podcast comentando tais quest\u00f5es. Use os conceitos e ideias trazidos neste texto e publique sua grava\u00e7\u00e3o.\n<p>Para aprender sobre como fazer e como publicar um podcast, voc\u00ea pode assistir a uma oficina ministrada pelo Prof. Dr. Jo\u00e3o Luiz Pe\u00e7anha Couto nos links a seguir.<\/p>\n<p>Oficina de Podcast &#8211; Prof. Jo\u00e3o Pe\u00e7anha &#8211; Parte 1: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=JfCBnUepJOc&amp;t=7s\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=JfCBnUepJOc&amp;t=7s<\/a><\/p>\n<p>Oficina de Podcast &#8211; Prof. Jo\u00e3o Pe\u00e7anha &#8211; Parte 2: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=tIVRJKrT9kE&amp;t=6s\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=tIVRJKrT9kE&amp;t=6s<\/a><\/p>\n<p>Se preferir, pode tamb\u00e9m acessar ao documento: \u201cPodcasts para iniciantes: saiba como fazer\u201d <a href=\"https:\/\/rockcontent.com\/br\/blog\/podcasting-para-iniciantes\/\">https:\/\/rockcontent.com\/br\/blog\/podcasting-para-iniciantes\/<\/a><\/li>\n<li>Apresente uma proposta de processo formativo materializado nas linguagens hipermidi\u00e1ticas do ciberespa\u00e7o, explicitando o fundamento epistemol\u00f3gico e\/ou abordagem pedag\u00f3gica e\/ou concep\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o, que amparam tal proposta. A seguir coloque sua proposta na lista\/f\u00f3rum de discuss\u00e3o\/redes sociais (Facebook, WhatsApp, Instagram, etc.), para discutir com seus pares sobre a sua pertin\u00eancia para os processos contempor\u00e2neos de forma\u00e7\u00e3o. Voc\u00ea tamb\u00e9m pode apresentar sua proposta aos estudantes e perguntar a eles que estrat\u00e9gias e recursos digitais e em rede poderiam ser acionados para realiza\u00e7\u00e3o das atividades, de pesquisa, de produ\u00e7\u00e3o etc.<\/li>\n<\/ol>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O NOTAS --><\/p>\n<section id=\"notas\">\n<h3>Notas<\/h3>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><sup>[1]<\/sup><\/a> Peter Burke, historiador ingl\u00eas, explica que hibridismo, em sua origem, se relaciona com mesti\u00e7agem, misturas, mas tamb\u00e9m chama aten\u00e7\u00e3o para as m\u00faltiplas vis\u00f5es advindas destas misturas. Para ver mais, ver: BURKE, Peter. Uma hist\u00f3ria social do conhecimento: de Gutemberg a Diderot. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003. E para outros autores que tratam da hibrida\u00e7\u00e3o, ver: BRUNO, Adriana R., COUTO, Jo\u00e3o L. P. Culturas Contempor\u00e2neas: o Digital e o Ciber em Rela\u00e7\u00e3o. Revista Educa\u00e7\u00e3o e Cultura Contempor\u00e2nea. Volume 16, N\u00famero 43. PPGE\/UNESA. Rio De Janeiro, 2019. Dispon\u00edvel pelo endere\u00e7o: <a href=\"http:\/\/periodicos.estacio.br\/index.php\/reeduc\/article\/view\/5848\/47965986\">http:\/\/periodicos.estacio.br\/index.php\/reeduc\/article\/view\/5848\/47965986<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\"><sup>[2]<\/sup><\/a> BRUNO, Adriana Rocha; PESCE, Lucila; BERTOMEU, Jo\u00e3o Vicente C. Teorias da educa\u00e7\u00e3o e da comunica\u00e7\u00e3o: fundamentos das pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas mediadas\u00a0por tecnologias.\u00a0Revista\u00a0Teias\u00a0(UERJ). v. 13, n. 30 (2012): Cibercultura, Educa\u00e7\u00e3o Online &amp; Processos Culturais. p. 117-141. Dispon\u00edvel em:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.e-publicacoes.uerj.br\/index.php\/revistateias\/article\/view\/24274\/17253\">http:\/\/www.e-publicacoes.uerj.br\/index.php\/revistateias\/article\/view\/24274\/17253<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\"><sup>[3]<\/sup><\/a> De forma bem simples, podemos dizer que entropia \u00e9\u00a0 a medida do grau de desordem de um sistema.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\"><sup>[4]<\/sup><\/a> Nem todas as refer\u00eancias telem\u00e1ticas apresentam pagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\"><sup>[5]<\/sup><\/a> A ideia de interatividade apresentada por este autor, \u00e0 \u00e9poca de seus estudos, n\u00e3o se coaduna com as desenvolvidas por Marco Silva, que compreende interatividade como processo comunicacional que integra rela\u00e7\u00f5es humanas mediadas pelas tecnologias digitais e em rede.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\"><sup>[6]<\/sup><\/a> Imagem Carl Rogers dispon\u00edvel no endere\u00e7o: <a href=\"https:\/\/pgl.gal\/o-nao-diretivismo-facilitador-da-aprendizagem-na-aula-segundo-carl-rogers\/\">https:\/\/pgl.gal\/o-nao-diretivismo-facilitador-da-aprendizagem-na-aula-segundo-carl-rogers\/<\/a><\/p>\n<p>Imagem de Habermas dispon\u00edvel pelo endere\u00e7o: <a href=\"https:\/\/www.wook.pt\/autor\/jurgen-habermas\/3859\">https:\/\/www.wook.pt\/autor\/jurgen-habermas\/3859<\/a><\/p>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O REFER\u00caNCIAS --><\/p>\n<section id=\"referencias\">\n<h3>Refer\u00eancias<\/h3>\n<p id=\"ANDERSON2012\">ANDERSON, T., DRON, J. <a href=\"\"><strong>Learning Tecnology through three generations of tecnology enhanced distance education pedagogy<\/strong><\/a>. European Journal of Open, Distance and E-Learning, 2012\/2.<\/p>\n<p id=\"Bruno2017\">BRUNO, A. R. POMAR. <a href=\"https:\/\/issuu.com\/helpdeskmoodlecinep\/docs\/livro_-volume_3-_miolo_baixa_qualid\"><strong>Por uma pr\u00e1tica da autonomia e da partilha<\/strong><\/a>. In: MOREIRA, J. A., VIEIRA, C.P. (coord.). <em>e-Learning no Ensino Superior <\/em>(vol 4). Cole\u00e7\u00e3o Estrat\u00e9gias de Ensino e Sucesso Acad\u00e9mico: Boas Pr\u00e1ticas no Ensino Superior. Coimbra\/PT: CINEP-IPC, 2017. Dispon\u00edvel pelo endere\u00e7o: https:\/\/issuu.com\/helpdeskmoodlecinep\/docs\/livro_-volume_3-_miolo_baixa_qualid Acesso em 10 de outubro de 2017.<\/p>\n<p id=\"BRUNO2019\">BRUNO, Adriana R., COUTO, Jo\u00e3o L. P. <a href=\"http:\/\/periodicos.estacio.br\/index.php\/reeduc\/article\/view\/5848\/47965986\"><strong>Culturas Contempor\u00e2neas<\/strong><\/a>: o Digital e o Ciber em Rela\u00e7\u00e3o. Revista Educa\u00e7\u00e3o e Cultura Contempor\u00e2nea. Volume 16, N\u00famero 43. PPGE\/UNESA. Rio De Janeiro, 2019. Dispon\u00edvel pelo endere\u00e7o: http:\/\/periodicos.estacio.br\/index.php\/reeduc\/article\/view\/5848\/47965986.<\/p>\n<p id=\"CASTELLS1999\">CASTELLS, M. <em>A sociedade em rede<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paz e Terra, 1999.<\/p>\n<p id=\"CORREIA1997\">CORREIA, J. A. M. <a href=\"http:\/\/www.ipv.pt\/millenium\/pce6_jmc.htm\"><strong>A antinomia educa\u00e7\u00e3o tradicional \u2013 educa\u00e7\u00e3o nova uma proposta de supera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a>. Revista Millenium online \u2013 <em>Revista do Instituto Superior Polit\u00e9cnico de Viseu<\/em><strong>.<\/strong> Ano 02 &#8211; N\u00ba 06 \u2013 mar\u00e7o de 1997. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.ipv.pt\/millenium\/pce6_jmc.htm Acesso set. 2011.<\/p>\n<p id=\"DELEUZE1995\">DELEUZE, G.; GUATTARI, F. <em>Mil Plat\u00f4s:<\/em> capitalismo e esquizofrenia. Vol. 1. Trad. Aur\u00e9lio Guerra Neto e C\u00e9lia Pinto Costa. S\u00e3o Paulo: Ed. 34, 1995. 94 p. (Cole\u00e7\u00e3o Trans).<\/p>\n<p id=\"FREIRE1975\">FREIRE, P. <em>Educa\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica e conscientiza\u00e7\u00e3o<\/em>. Lisboa\/PT: IDAC\/S\u00e1 Editora, 1975.<\/p>\n<p id=\"FREIRE1987\">_____. <em>Pedagogia do Oprimido<\/em>. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987.<\/p>\n<p id=\"FREIRE1996\">_____. <em>Pedagogia da Autonomia: saberes necess\u00e1rios \u00e0 pr\u00e1tica educativa<\/em>. S\u00e3o Paulo: Paz e Terra, 1996.<\/p>\n<p id=\"FREIRE2000\">_____. <em>Pedagogia da indigna\u00e7\u00e3o:<\/em> cartas pedag\u00f3gicas e outros escritos. S\u00e3o Paulo: Unesp, 2000.<\/p>\n<p id=\"Giusta2003\">GIUSTA, A. Concep\u00e7\u00f5es do processo de ensino-aprendizagem. In: Giusta, A. &amp; FRANCO, I. (org.). <em>Educa\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia:<\/em> uma articula\u00e7\u00e3o entre a teoria e a pr\u00e1tica. Belo Horizonte\/ PUC Minas: PUC Minas Virtual, 2003. pp. 45-70.<\/p>\n<p id=\"JOHNSON2001\">JOHNSON, S. <em>Cultura da Interface<\/em>. 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Contribui\u00e7\u00f5es da Web 2.0 \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de educadores sob enfoque dial\u00f3gico.\u00a0 In: BRUNO, A. (org. Educa\u00e7\u00e3o e Tecnologias). Angela Dalben, Julio Diniz, Luciola Santos. (orgs. da obra). <em>Converg\u00eancias e tens\u00f5es no campo da forma\u00e7\u00e3o e do trabalho docente<\/em>. 1a. ed. Belo Horizonte: Aut\u00eantica, 2010, v. 1, p. 251-278.<\/p>\n<p id=\"PAPERT1994\">PAPERT, S. <em>A m\u00e1quina das crian\u00e7as:<\/em> repensando a escola na era da inform\u00e1tica. Porto Alegre: Artes Medicas, 1994.<\/p>\n<p id=\"Piaget1983\">PIAGET, J. <em>A epistemologia gen\u00e9tica:<\/em> sabedoria e ilus\u00f5es da filosofia \u2013 problemas de psicologia gen\u00e9tica. 2. ed. S\u00e3o Paulo: Vitor Civita, 1983.<\/p>\n<p id=\"Polistchuck2003\">POLISTCHUCK, I. &amp; TRINTA, A. R. <em>Teorias da comunica\u00e7\u00e3o:<\/em> o pensamento e a pr\u00e1tica da comunica\u00e7\u00e3o social. , 5\u00aa ed. 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S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 1996.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O AUTORES --><\/p>\n<section id=\"Autoria\">\n<h3>Autoria<\/h3>\n<section id=\"Bruno\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_22.png\" alt=\"Adriana Rocha Bruno\" width=\"402\" height=\"560\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3682\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_22.png 402w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_22-215x300.png 215w\" sizes=\"auto, (max-width: 402px) 100vw, 402px\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\"><strong>Adriana Rocha Bruno<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/9966072704077985\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/9966072704077985<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">P\u00f3s doutora em educa\u00e7\u00e3o pelo Instituto de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade de Lisboa-PT, Doutora e Mestre em Educa\u00e7\u00e3o: Curr\u00edculo pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo e licenciada em Pedagogia. \u00c9 professora associada do Departamento de Did\u00e1tica da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). \u00c9 professora dos Programas de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o e em Gest\u00e3o e Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o P\u00fablica &#8211; ambos da UFJF. \u00c9 l\u00edder do Grupo de Pesquisa Aprendizagem em Rede &#8211; GRUPAR.<br \/>\nORCID: <a href=\"https:\/\/orcid.org\/0000-0002-5646-8919\">https:\/\/orcid.org\/0000-0002-5646-8919<\/a><\/span><\/section>\n<\/section>\n<section id=\"Hessel\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_23.png\" alt=\"Ana Maria Di Grado Hessel\" width=\"585\" height=\"458\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3683\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_23.png 585w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_23-300x235.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 585px) 100vw, 585px\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\"><strong>Ana Maria Di Grado Hessel<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/2150241303883701\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/2150241303883701<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Doutora e mestre em Educa\u00e7\u00e3o: Curr\u00edculo pela PUC-SP, graduada em Pedagogia pela PUC-SP, com especializa\u00e7\u00e3o em Inform\u00e1tica pela UFPA. Professora credenciada do Programa de Estudos P\u00f3s-Graduados em Tecnologias da Intelig\u00eancia e Design Digital -TIDD\/PUCSP. Professora do Departamento de Educa\u00e7\u00e3o: forma\u00e7\u00e3o docente, gest\u00e3o e tecnologia, da PUCSP. Pesquisadora dos grupos GEPI, GEPEC. Vice-coordenadora do GPTED.<br \/>\nORCID: <a href=\"https:\/\/orcid.org\/0000-0003-4776-7754\">https:\/\/orcid.org\/0000-0003-4776-7754<\/a><br \/>\n<\/span><\/section>\n<\/section>\n<section id=\"Pesce\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_24.png\" alt=\"Lucila Pesce\" width=\"640\" height=\"640\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3684\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_24.png 640w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_24-300x300.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_24-150x150.png 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_24-70x70.png 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_24-246x246.png 246w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_24-276x276.png 276w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/35PCA_24-125x125.png 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\"><strong>Lucila Pesce<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/4867232275873194\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/4867232275873194<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Doutora e mestre em Educa\u00e7\u00e3o: Curr\u00edculo pela PUC-SP, bacharel e licenciada em Letras pela Univ. Presb. Mackenzie, com p\u00f3s-doutorado em Filosofia e Hist\u00f3ria da Educa\u00e7\u00e3o pela UNICAMP. \u00c9 professora Associada do Departamento de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (UNIFESP). \u00c9 professora credenciada no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o (UNIFESP). L\u00edder do grupo de pesquisa LEC: Linguagem, Educa\u00e7\u00e3o e cibercultura.<br \/>\nORCID: <a href=\"http:\/\/orcid.org\/0000-0002-2562-2012\">http:\/\/orcid.org\/0000-0002-2562-2012<\/a><\/span><\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O CITAR --><\/p>\n<section id=\"citar\" hidden=\"\">\n<h3>Como citar este cap\u00edtulo<\/h3>\n<blockquote><p>[AUTORES]. [T\u00cdTULO]. In: SANTOS, Edm\u00e9a O.; PIMENTEL, Mariano; SAMPAIO, F\u00e1bio F. (Org.). <b>Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o: autoria, m\u00eddia, letramento, inclus\u00e3o digital<\/b>. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o, 2019. (S\u00e9rie Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, v.5) Dispon\u00edvel em: &lt;[LINK DO ARTIGO]&gt;<\/p><\/blockquote>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O COMENT\u00c1RIOS --><\/p>\n<section id=\"comentarios\"><\/section>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Adriana Rocha Bruno, Ana Maria Di Grado Hessel, Lucila Pesce) Voc\u00ea j\u00e1 se perguntou por que voc\u00ea pensa ou age &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3618","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3618","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3618"}],"version-history":[{"count":62,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3618\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4055,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3618\/revisions\/4055"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3618"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3618"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3618"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}