{"id":3224,"date":"2021-03-15T16:58:07","date_gmt":"2021-03-15T19:58:07","guid":{"rendered":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/?p=3224"},"modified":"2021-05-30T12:56:09","modified_gmt":"2021-05-30T15:56:09","slug":"arquiteturas-pedagogicas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/arquiteturas-pedagogicas\/","title":{"rendered":"Arquiteturas Pedag\u00f3gicas para Aprendizagem em Rede"},"content":{"rendered":"<p>(<a href=\"#Menezes\">Credin\u00e9 Silva de Menezes<\/a>, <a href=\"#Castro\">Alberto Nogueira de Castro J\u00fanior<\/a>, <a href=\"#Aragon\">Rosane Arag\u00f3n<\/a>)<\/p>\n<p><!-- IMAGEM DISPARADORA --><\/p>\n<section id=\"imagemDisparadora\">\n  <!-- IMAGEM --><br \/>\n  <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_01.png\" alt=\"\" width=\"610\" height=\"326\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3533\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_01.png 610w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_01-300x160.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 610px) 100vw, 610px\" \/><br \/>\n<center>Fonte: <a href=\"https:\/\/shareforthefuture.wordpress.com\/2016\/03\/28\/ecossistemas-de-inovacao\/\">Share for the future<\/a><\/center><\/p>\n<p><!-- QUEST\u00c3O DE ABERTURA --><\/p>\n<h4>O que s\u00e3o arquiteturas pedag\u00f3gicas e como podemos situ\u00e1-las no contexto da inform\u00e1tica aplicada \u00e0 educa\u00e7\u00e3o?<\/h4>\n<p><!-- TEXTO INTRODUT\u00d3RIO --><\/p>\n<p>O interesse por tecnologias educacionais \u00e9 constante e crescente. Desde o surgimento dos primeiros computadores, pesquisadores, professores, estudantes e demais interessados em educa\u00e7\u00e3o buscam suporte para inova\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas. J\u00e1 s\u00e3o muitas as aplica\u00e7\u00f5es referenciadas na literatura que contribuem para o uso das tecnologias digitais em processos educacionais \u2013 tutores inteligentes, ambientes virtuais de aprendizagem, jogos educativos, objetos de aprendizagem e softwares educacionais s\u00e3o alguns exemplos. As arquiteturas pedag\u00f3gicas oferecem uma concep\u00e7\u00e3o integrada dos aspectos pedag\u00f3gicos e tecnol\u00f3gicos na constru\u00e7\u00e3o de proposta inovadora no campo das tecnologias educacionais. Mas o que podemos caracterizar como arquiteturas pedag\u00f3gicas? Que novas contribui\u00e7\u00f5es elas apresentam? Como, segundo esta abordagem, os aspectos pedag\u00f3gicos se integram aos tecnol\u00f3gicos? Essas e outras quest\u00f5es ser\u00e3o discutidas aqui.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- OBJETIVOS EDUCACIONAIS --><\/p>\n<section id=\"objetivosEducacionais\">\n<h4>Objetivos Educacionais:<\/h4>\n<ul>\n<li>Identificar os elementos principais de uma arquitetura pedag\u00f3gica;<\/li>\n<li>Identificar elementos das tecnologias digitais necess\u00e1rios para a realiza\u00e7\u00e3o de uma arquitetura pedag\u00f3gica espec\u00edfica;<\/li>\n<li>Identificar as necessidades de media\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica em uma arquitetura pedag\u00f3gica;<\/li>\n<li>Identificar diferen\u00e7as entre um software educacional e uma arquitetura pedag\u00f3gica;<\/li>\n<li>Conceber uma arquitetura pedag\u00f3gica para atender a um determinado objetivo pedag\u00f3gico.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>\u00cdndice:<\/h4>\n<ul>\n<li><a href=\"#s1\">1 INTRODU\u00c7\u00c3O<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s2\">2 ARQUITETURAS PEDAG\u00d3GICAS<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s3\">3 EXEMPLOS SELECIONADOS<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s4\">4 ARQUITETURAS PEDAG\u00d3GICAS COMPLEXAS<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s5\">5 SUPORTE COMPUTACIONAL PARA CONSTRU\u00c7\u00c3O DE AP<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#resumo\">Resumo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#leituras\">Leituras Recomendadas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#exercicios\">Exerc\u00edcios<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#referencias\">Refer\u00eancias<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#Autoria\">Autoria<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#citar\">Como citar este cap\u00edtulo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#comentarios\">Coment\u00e1rios<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 1 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s1\">1 INTRODU\u00c7\u00c3O<\/h2>\n<p>As tecnologias digitais propiciam novas possibilidades para as atividades intelectuais porque ampliam: as oportunidades para a produ\u00e7\u00e3o individual e coletiva de documentos, a circula\u00e7\u00e3o desses documentos e o estabelecimento de intera\u00e7\u00f5es entre os agentes produtores e os usu\u00e1rios. Os documentos, que antes eram impressos em papel, hoje s\u00e3o digitalizados. A linguagem, que antes era apoiada quase unicamente nas palavras, hoje \u00e9 acompanhada de imagens, sons, anima\u00e7\u00f5es e v\u00eddeos. Al\u00e9m disso, os antigos textos hoje podem ser hipertextos, de natureza hipermidi\u00e1tica, e se conectarem a objetos f\u00edsicos munidos de sensores e atuadores. A <a href=\"https:\/\/canaltech.com.br\/gadgets\/qual-a-diferenca-entre-realidade-virtual-e-realidade-aumentada-56265\/\">realidade pode ser ampliada<\/a> e at\u00e9 mesmo virtualizada, dando surgimento a \u201cdocumentos h\u00edbridos\u201d.<\/p>\n<p>A intera\u00e7\u00e3o s\u00edncrona, que antes era essencialmente presencial, hoje se realiza tamb\u00e9m a dist\u00e2ncia usando ferramentas de comunica\u00e7\u00e3o, utilizando textos, imagens e \u00e1udios. A intera\u00e7\u00e3o ass\u00edncrona, outrora realizada apenas pela troca de cartas entre os interlocutores com a intercala\u00e7\u00e3o defasada no tempo e de acordo com o ritmo do sistema de postagem\/entrega (correio), hoje \u00e9 realizada intensamente atrav\u00e9s de ambientes <em>online<\/em>, em que os participantes podem interagir a qualquer tempo e de qualquer lugar, usando principalmente os recursos da internet. Nesse cen\u00e1rio, telefones \u201cfixos\u201d foram substitu\u00eddos por telefones m\u00f3veis e posteriormente por <a href=\"https:\/\/revistadigitalonline.com.br\/revolucao-digital-o-computador-pessoal-a-internet-e-os-dispositivos-moveis-ed01\/\"><em>smartphones<\/em><\/a>, tornando-se esta\u00e7\u00f5es de trabalho que nos acompanham o dia inteiro a qualquer lugar, possivelmente integradas a redes de comunica\u00e7\u00e3o que permitem acesso a diferentes recursos e funcionalidades. Humanos e m\u00e1quinas j\u00e1 podem interagir para resolver problemas complexos.<\/p>\n<p>Tendo em vista a natureza das tecnologias que oferecem novas oportunidades para a concep\u00e7\u00e3o, a produ\u00e7\u00e3o, a mescla e a reconstru\u00e7\u00e3o de objetos midi\u00e1ticos, n\u00e3o \u00e9 surpresa que sua populariza\u00e7\u00e3o cause repercuss\u00f5es em nossos processos de <a href=\"https:\/\/www.aunirede.org.br\/revista\/index.php\/emrede\/article\/view\/16\">ensino e aprendizagem<\/a>.<\/p>\n<p>Os aportes de iniciativas buscando tirar proveito das tecnologias digitais nos meios educacionais foram gradativos. No come\u00e7o havia m\u00e1quinas grandes e de alto custo, com capacidades de processamento e armazenamento reduzidas, trabalhando isoladamente e com baixa capacidade sensorial. Hoje dispomos de m\u00e1quinas de pequeno porte (os chamados <em>smartphones<\/em>) trabalhando em rede, com grande capacidade de armazenamento, m\u00eddias diversificadas, com uma grande varia\u00e7\u00e3o de dispositivos de sensoriamento e coleta de dados, frequentemente integrados a conjuntos de m\u00e1quinas de muito grande porte. Os dados produzidos em diferentes aplica\u00e7\u00f5es hoje s\u00e3o disponibilizados atrav\u00e9s de uma \u201c<a href=\"https:\/\/youtu.be\/9b04CQozjdw\">nuvem<\/a>\u201d de recursos acessada atrav\u00e9s de redes de alta velocidade e capilaridade.<\/p>\n<p>Ao incluirmos nesse cen\u00e1rio dispositivos com funcionalidades definidas por tecnologias j\u00e1 \u201cembarcadas\u201d neles mesmos, com a habilidade para se conectarem a redes de comunica\u00e7\u00e3o e potencialmente atuarem de forma aut\u00f4noma, temos elementos que podem constituir uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es das teorias cognitivas da aprendizagem, tais como <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=1rRFtzYvGqE\">epistemologia gen\u00e9tica<\/a> (Jean Piaget), <a href=\"https:\/\/youtu.be\/i6NQ1S_SDUw\">construtivismo s\u00f3cio-hist\u00f3rico<\/a> (Lev Vygotsky), <a href=\"https:\/\/youtu.be\/Bc-ioue8bPM\">pedagogia cr\u00edtica<\/a> (Paulo Freire) e <a href=\"https:\/\/youtu.be\/wZzwpF2S1uY\">aprendizagem significativa<\/a> (David Ausubel), que trouxeram \u201cnovas ideias\u201d sobre os processos de constru\u00e7\u00e3o de conhecimento, por um longo per\u00edodo sofreu restri\u00e7\u00f5es a uma explora\u00e7\u00e3o mais apropriada, tendo em vista as limita\u00e7\u00f5es dos recursos dispon\u00edveis para a produ\u00e7\u00e3o e acesso a conte\u00fados diversos, inclusive a obras liter\u00e1rias. Essas restri\u00e7\u00f5es s\u00e3o hoje superadas com facilidade.<\/p>\n<p>Entretanto, as abordagens para uso dessas tecnologias no apoio a processos pedag\u00f3gicos precisam ser repensadas, de modo a se aproveitar melhor o potencial e as facilidades dispon\u00edveis. \u00c9 nesse cen\u00e1rio que surgem as <em>arquiteturas pedag\u00f3gicas<\/em>, apresentadas nas se\u00e7\u00f5es seguintes.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\" style=\"min-width: 100%;\">\n<h5>ATIVIDADES<\/h5>\n<p><strong>A1<\/strong>: Elabore uma lista de certezas e d\u00favidas sobre o seu conhecimento em torno da express\u00e3o \u201caprendizagem em rede\u201d.<\/p>\n<p><strong>A2<\/strong>: Reflita sobre como voc\u00ea usaria uma planilha online compartilhada para fazer duas listas contendo todas as certezas e d\u00favidas da turma.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 2 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s2\">2 ARQUITETURAS PEDAG\u00d3GICAS<\/h2>\n<p>Uma vertente das novas abordagens de uso das tecnologias \u00e9 a que temos denominado de <em>arquiteturas pedag\u00f3gicas<\/em> (AP) (<a href=\"https:\/\/br-ie.org\/pub\/index.php\/sbie\/article\/view\/420\/406\">CARVALHO; ARAG\u00d3N; MENEZES, 2005<\/a>), que busca pensar propostas pedag\u00f3gicas em sintonia com as possibilidades oferecidas pela tecnologia. Isso significa que, ao inv\u00e9s de olharmos para uma proposta pedag\u00f3gica concebida independentemente dos elementos tecnol\u00f3gicos da cultura digital e tentarmos inserir depois a tecnologia, passamos a considerar os aspectos pedag\u00f3gicos integrados \u00e0s possibilidades tecnol\u00f3gicas para pensar novas propostas educacionais.<\/p>\n<p>Conforme <a href=\"https:\/\/periodicoscientificos.ufmt.br\/ojs\/index.php\/educacaopublica\/article\/view\/3674\">Arag\u00f3n (2016)<\/a>, essas arquiteturas encontram suporte na articula\u00e7\u00e3o entre a concep\u00e7\u00e3o construtivista de aprendizagem e a pedagogia da pergunta (<a href=\"https:\/\/books.google.com.br\/books\/about\/Pedagogia_da_autonomia.html?id=Ae4nAwAAQBAJ&amp;printsec=frontcover&amp;source=kp_read_button&amp;redir_esc=y#v=onepage&amp;q&amp;f=false\">FREIRE, 2011<\/a>). Tomando como refer\u00eancia o trabalho de <a href=\"https:\/\/br-ie.org\/pub\/index.php\/sbie\/article\/view\/420\/406\">Carvalho, Nevado e Menezes (2005)<\/a>, essa articula\u00e7\u00e3o pode ser sintetizada em cinco princ\u00edpios pedag\u00f3gicos: (1) educar visando \u00e0 busca de solu\u00e7\u00f5es para problemas reais (cotidianos); (2) educar para que os sujeitos sejam capazes de transformar as informa\u00e7\u00f5es em conhecimentos; (3) educar para incentivar a autoria, a interlocu\u00e7\u00e3o e o uso de diferentes linguagens; (4) educar para a constru\u00e7\u00e3o da autonomia e da coopera\u00e7\u00e3o; (5) educar para promover sujeitos investigadores e reflexivos.<\/p>\n<p>As arquiteturas partem de uma concep\u00e7\u00e3o de aprendizagem que \u00e9 aqui entendida como um processo cont\u00ednuo, mas n\u00e3o linear, que tem como fonte a a\u00e7\u00e3o do sujeito sobre o mundo (f\u00edsico, social, simb\u00f3lico), bem como a reflex\u00e3o sobre a sua pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o, permitindo que o sujeito compreenda o mundo e compreenda a si mesmo (metacogni\u00e7\u00e3o), numa constru\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica.<\/p>\n<p>As arquiteturas pressup\u00f5em, ainda, que, para compreender, \u00e9 preciso criar os instrumentos cognitivos para tal. Nessa perspectiva, a intera\u00e7\u00e3o sujeito-meio (o que inclui a intera\u00e7\u00e3o sujeito-sujeito) desempenha um papel fundamental, ou seja, \u00e9 necess\u00e1rio agir sobre o mundo, a partir de a\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e\/ou mentais, para que a constru\u00e7\u00e3o ocorra. Essa constru\u00e7\u00e3o \u00e9 potencializada, segundo <a href=\"https:\/\/www.pearsonclinical.com.br\/jean-piaget-sobre-a-pedagogia-textos-ineditos.html\">Piaget (1998)<\/a>, quando o sujeito encontra um espa\u00e7o de a\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma (<em>selfgovernment<\/em>) e de constru\u00e7\u00e3o conjunta (cooperativa).<\/p>\n<p>Como consequ\u00eancia dessa perspectiva, as arquiteturas n\u00e3o poder\u00e3o seguir as formas de trabalho tradicionais baseadas no aporte de novas informa\u00e7\u00f5es e exerc\u00edcios repetitivos, fechados e factuais. Elas pressup\u00f5em uma postura ativa, envolvendo pesquisa, atividades interativas, autorais, com apoio em suportes inform\u00e1ticos e abordagens problematizadoras por parte do professor. Esses componentes atuam de forma a provocar, por um lado, desequil\u00edbrios cognitivos e, por outro, suportes para as reconstru\u00e7\u00f5es. Dessa forma, as arquiteturas solicitam do estudante atitudes ativas e reflexivas a partir de estruturas de trabalho interativas e construtivas. Pressup\u00f5em a presen\u00e7a de propostas de atividades mais flex\u00edveis e adapt\u00e1veis a diferentes contextos, al\u00e9m de uma amplia\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os e tempos da aprendizagem. O papel do professor \u00e9 imprescind\u00edvel, no sentido de cria\u00e7\u00e3o e proposi\u00e7\u00e3o de arquiteturas, bem como de orienta\u00e7\u00e3o aos estudantes que, por sua vez, atuam construindo uma rede de aprendizagem. Cabe ao professor, pela via da problematiza\u00e7\u00e3o e do apoio \u00e0s reconstru\u00e7\u00f5es, levar os estudantes a compreens\u00e3o das suas pr\u00f3prias quest\u00f5es e provocar neles a necessidade de explorar e buscar respostas para essas quest\u00f5es, dentro de um processo de evolu\u00e7\u00e3o cont\u00ednua dos conhecimentos.<\/p>\n<p><strong>2.1 Vamos come\u00e7ar com um exemplo?<\/strong><\/p>\n<p>Para facilitar uma primeira abordagem, optamos por apresentar um exemplo sobre produ\u00e7\u00e3o escrita cooperativa de hist\u00f3rias, em um contexto escolar. A expectativa \u00e9 que voc\u00ea, a partir dessa leitura, possa dialogar com as ideias apresentadas no in\u00edcio da se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Escrita cooperativa de hist\u00f3rias<\/h5>\n<p>Vamos partir de um objetivo pedag\u00f3gico. Desejamos apoiar a constru\u00e7\u00e3o de conhecimento sobre a import\u00e2ncia das atitudes cooperativas em processos de aprendizagem. Usaremos como suporte te\u00f3rico a epistemologia gen\u00e9tica de Jean Piaget (<a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Psicologia-Epistemologia-Genetica-Jean-Piaget\/dp\/8512623500\">RAMOZZI-CHIAROTINO, 1988<\/a>), para quem os humanos constroem conhecimentos a partir de suas intera\u00e7\u00f5es, com os objetos tang\u00edveis, com o meio, com outros indiv\u00edduos e ainda com as suas pr\u00f3prias representa\u00e7\u00f5es simb\u00f3licas sobre o mundo. Temos ent\u00e3o o suporte te\u00f3rico. Olhando para as tecnologias digitais, vamos ent\u00e3o pensar em uma proposta pedag\u00f3gica que seja apoiada na teoria e considere as possibilidades da tecnologia buscando um casamento que propicie aos indiv\u00edduos as intera\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para uma poss\u00edvel constru\u00e7\u00e3o de conhecimento, sem nos preocuparmos ainda com equipamentos, software ou infraestrutura espec\u00edficos.<\/p>\n<p>Escolhemos colocar os participantes para trabalhar em pequenos grupos (3 a 5 membros), de forma cooperativa, para construir uma hist\u00f3ria, usando imagens e textos. A constitui\u00e7\u00e3o dos grupos deve levar em conta os interesses individuais para contribuir com a motiva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como ponto de partida, os participantes come\u00e7am listando poss\u00edveis g\u00eaneros com os quais tenham familiaridade, tais como suspense, com\u00e9dia, terror, drama, romance. Na sequ\u00eancia, conduzem-se negocia\u00e7\u00f5es para definir as diferentes equipes (<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/psicoeduc\/piaget\/o-trabalho-por-equipes-piaget\/comment-page-2\/\">PIAGET, 1936<\/a>). Dando prosseguimento cada equipe, em uma discuss\u00e3o s\u00edncrona, elabora um t\u00edtulo e um primeiro par\u00e1grafo para a hist\u00f3ria a ser constru\u00edda e identifica ou produz uma imagem que representa o \u201cesp\u00edrito\u201d da hist\u00f3ria que deseja produzir.<\/p>\n<p>O trabalho agora segue atrav\u00e9s da produ\u00e7\u00e3o individual de par\u00e1grafos da hist\u00f3ria, a ser desenvolvida em um n\u00famero preestabelecido de rodadas. A ordem na qual os indiv\u00edduos atuar\u00e3o pode ser definida em um sorteio. Cada indiv\u00edduo, em sua \u201cvez\u201d, dever\u00e1 produzir um par\u00e1grafo, que leve em conta tudo o que j\u00e1 foi constru\u00eddo at\u00e9 o momento, e gerar um novo par\u00e1grafo dando prosseguimento \u00e0 hist\u00f3ria. Ao novo par\u00e1grafo pode ser associada (selecionada ou produzida) uma imagem que represente o esp\u00edrito do texto.<\/p>\n<p>\u00c9 recomendado que n\u00e3o sejam estabelecidas discuss\u00f5es paralelas sobre a hist\u00f3ria que est\u00e1 sendo escrita e que o ponto de contato dos participantes seja o pr\u00f3prio texto da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Para apoiar os processos avaliativos, cada participante, ap\u00f3s a sua vez, deve produzir uma reflex\u00e3o sobre as suas aprendizagens, seus questionamentos e coment\u00e1rios gerais, anotando-os em um suporte compartilhado apenas com o mediador. Todas as d\u00favidas devem ser esclarecidas diretamente com o mediador.<\/p>\n<p>A finaliza\u00e7\u00e3o da atividade ser\u00e1 realizada com a contribui\u00e7\u00e3o de todos os participantes. A avalia\u00e7\u00e3o poder\u00e1 levar em conta as qualidades dos objetos produzidos e consequentemente das aprendizagens sobre a constru\u00e7\u00e3o de textos multimidi\u00e1ticos, o desenvolvimento intelectual de cada indiv\u00edduo para produ\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias e para o trabalho cooperativo. \u00c9 desej\u00e1vel inclusive a avalia\u00e7\u00e3o do papel da coopera\u00e7\u00e3o na aprendizagem, segundo as viv\u00eancias dos participantes.<\/p>\n<p>Ao final do processo, as hist\u00f3rias poder\u00e3o ser compartilhadas em um banco de hist\u00f3rias que poder\u00e1 dar suporte a outras arquiteturas pedag\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Do ponto de vista tecnol\u00f3gico, temos aqui boas oportunidades para pensar um ambiente integrado para dar o suporte computacional necess\u00e1rio \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o da arquitetura em situa\u00e7\u00f5es de sala de aula. O planejamento de ferramentas s\u00edncronas, o suporte \u00e0s atividades ass\u00edncronas, o gerenciamento dos turnos de produ\u00e7\u00e3o etc. Posteriormente essa discuss\u00e3o ser\u00e1 aprofundada.<\/p>\n<\/section>\n<p>  <!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE<\/h5>\n<p><strong>A3<\/strong>: Elabore uma lista de momentos de aprendizagem, considerando a autoria, as trocas de ideias e as reflex\u00f5es que ocorrem durante o processo de construir hist\u00f3rias de forma cooperativa.<\/p>\n<\/section>\n<p><strong>2.2 Elementos essenciais na descri\u00e7\u00e3o de uma arquitetura pedag\u00f3gica<\/strong><\/p>\n<p>Considerando que as arquiteturas pedag\u00f3gicas s\u00e3o concebidas como estruturas de aprendizagem realizadas a partir da conflu\u00eancia de diferentes componentes: abordagem pedag\u00f3gica ativa; tecnologia digital (<em>software<\/em>, internet, intelig\u00eancia artificial e outros); e concep\u00e7\u00e3o flex\u00edvel de tempo e de espa\u00e7o, o professor, ao propor uma arquitetura pedag\u00f3gica, dever\u00e1 considerar os seguintes aspectos:<\/p>\n<ol>\n<li type=\"a\"><strong>O dom\u00ednio de conhecimento<\/strong> a ser investigado \u00e9 proposto pelo professor e\/ou alunos, negociado conforme as especificidades curriculares, os interesses do grupo e os objetivos da arquitetura. No trabalho com as arquiteturas, n\u00e3o se prescinde da especificidade disciplinar, mas esta tende a se ampliar pelo di\u00e1logo que \u00e9 necess\u00e1rio entre diferentes \u00e1reas ou dom\u00ednios para formar qualquer conhecimento.<\/li>\n<p><\/p>\n<li type=\"a\"><strong>Os objetivos educacionais<\/strong> s\u00e3o definidos a partir de propostas curriculares que n\u00e3o se restringem a uma sele\u00e7\u00e3o de conte\u00fados, mas consideram o uso de pedagogias abertas capazes de acolher did\u00e1ticas flex\u00edveis, male\u00e1veis e adapt\u00e1veis a diferentes enfoques tem\u00e1ticos. Os objetivos e os caminhos de aprendizagem podem ser constru\u00eddos\/reconstru\u00eddos pelo grupo durante o desenvolvimento de uma arquitetura, j\u00e1 que a caracter\u00edstica de flexibilidade \u00e9 constitutiva da ideia de arquitetura pedag\u00f3gica.<\/li>\n<p><\/p>\n<li type=\"a\"><strong>O conhecimento pr\u00e9vio<\/strong> dos estudantes sobre este dom\u00ednio: uma arquitetura pedag\u00f3gica deve sempre considerar na sua proposta que o estudante sempre ter\u00e1 algum conhecimento direta ou indiretamente ao que ser\u00e1 trabalhado e assim oferecer oportunidades para que cada um possa trazer esse conhecimento para o trabalho, de tal forma que ele possa ser ampliado, aprofundado ou refutado.<\/li>\n<p><\/p>\n<li type=\"a\"><strong>As din\u00e2micas interacionista-problematizadoras<\/strong> devem ser consideradas para produ\u00e7\u00e3o individual e cooperativa de artefatos tang\u00edveis e\/ou simb\u00f3licos para apoiar as explora\u00e7\u00f5es e reflex\u00f5es sobre o dom\u00ednio investigado. A concep\u00e7\u00e3o de uma AP pode envolver tanto a cria\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de intera\u00e7\u00e3o espec\u00edficas para certo contexto quanto o reuso de roteiros pr\u00f3prios de din\u00e2micas ou m\u00e9todos cooperativos de aprendizagem como os discutidos em <a href=\"https:\/\/sistemascolaborativos.uniriotec.br\/aprendizagem-colaborativa-com-suporte-computacional\/\">Castro e Menezes (2011)<\/a>.<\/li>\n<p><\/p>\n<li type=\"a\"><strong>Media\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas distribu\u00eddas:<\/strong> embora as din\u00e2micas interacionistas j\u00e1 comportem as trocas de pontos de vista e produ\u00e7\u00f5es cooperativas, devemos destacar ainda a\u00e7\u00f5es espec\u00edficas em que os participantes agem com a finalidade de oferecer oportunidades para que os demais participantes reflitam sobre o processo de elabora\u00e7\u00e3o, buscando com isso oferecer oportunidades de desequil\u00edbrios e reconstru\u00e7\u00f5es (<a href=\"https:\/\/periodicoscientificos.ufmt.br\/ojs\/index.php\/educacaopublica\/article\/view\/3674\">ARAG\u00d3N, 2016<\/a>). Al\u00e9m do papel do professor, que em geral j\u00e1 deve ser contemplado, ao conceber a AP o professor pode introduzir momentos nos quais os estudantes ajam como mediadores, como, por exemplo, agindo como revisores de produ\u00e7\u00f5es individuais de seus colegas.<\/li>\n<p><\/p>\n<li type=\"a\"><strong>Avalia\u00e7\u00e3o processual e cooperativa das aprendizagens:<\/strong> tendo em vista a natureza da pedagogia ativa, que resulta em artefatos (tang\u00edveis ou simb\u00f3licos), que v\u00e3o sendo registrados e colecionados durante o processo, a avalia\u00e7\u00e3o deve ocorrer em torno desses e preferencialmente gerando novos produtos, nesse caso resultante da avalia\u00e7\u00e3o. A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9, em si, o suporte para momentos riqu\u00edssimos de constru\u00e7\u00e3o de conhecimento que, por isso, devem ser vivenciados n\u00e3o apenas pelo professor, mas necessariamente com a participa\u00e7\u00e3o dos estudantes.<\/li>\n<p><\/p>\n<li type=\"a\"><strong>Suporte da tecnologia digital:<\/strong> considera-se que o desenvolvimento de uma atividade n\u00e3o necessariamente aconte\u00e7a em um tempo corrido dentro de um espa\u00e7o \u00fanico, como a sala de aula, com todos os participantes presentes em momentos s\u00edncronos. Dessa forma, j\u00e1 deve ser considerada a exist\u00eancia de um ambiente para registro das produ\u00e7\u00f5es, acess\u00edvel a qualquer instante e de qualquer lugar, tanto pelos professores quanto pelos demais participantes. \u00c9 importante considerar que, em determinadas momentos, haver\u00e1 a necessidade de se delimitar o acesso dos participantes \u00e0s produ\u00e7\u00f5es, para garantir a privacidade nos momentos definidos pelas estrat\u00e9gias da proposta pedag\u00f3gica. A media\u00e7\u00e3o deve ser facilitada e o acesso aos resultados tamb\u00e9m pode ser restrito em determinados momentos, segundo a concep\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica.<\/li>\n<\/ol>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio oferecer suporte para que professores e alunos possam configurar o ambiente de trabalho\/aprendizagem de tal forma que as atividades repetitivas possam ser repassadas para componentes tecnol\u00f3gicos. A participa\u00e7\u00e3o dos estudantes deve ser acompanhada e registrada para possibilitar a an\u00e1lise das interven\u00e7\u00f5es, tanto pelo pr\u00f3prio participante quanto pelo professor. Onde pertinente, o suporte computacional dever\u00e1 possibilitar o uso de <a href=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/inteligenciaartificial\/\">t\u00e9cnicas de intelig\u00eancia artificial<\/a> que funcionem como \u201cpr\u00f3teses\u201d ou \u201campliadores\u201d cognitivos, dando aos indiv\u00edduos a possibilidade de participa\u00e7\u00e3o com menos restri\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE<\/h5>\n<p><strong>A4<\/strong>: Identifique os \u201celementos essenciais\u201d, conforme apresentado nesta se\u00e7\u00e3o, para a arquitetura pedag\u00f3gica \u201cEscrita Cooperativa de Hist\u00f3rias\u201d. Fa\u00e7a uma lista de requisitos para o suporte computacional dessa AP.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 3 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s3\">3 EXEMPLOS SELECIONADOS<\/h2>\n<p>Apresentamos a seguir exemplos de propostas pedag\u00f3gicas, concebidas dentro dos princ\u00edpios apresentados na Se\u00e7\u00e3o 2. Temos utilizado e analisado essas arquiteturas em v\u00e1rias oportunidades, e a cada vez elas se mostram mais ricas e provocantes, tanto no sentido de apoiar a aprendizagem em rede quanto no sentido de apoiar o surgimento de novos desdobramentos e varia\u00e7\u00f5es. Esperamos que esses exemplos propiciem a voc\u00ea <em>reflex\u00f5es <\/em>e <em>oportunidades <\/em>para concep\u00e7\u00e3o de novas arquiteturas pedag\u00f3gicas.<\/p>\n<p><strong>3.1 Debate de teses<\/strong><\/p>\n<p>  <!-- FIGURA 1 --><\/p>\n<figure>\n    <strong>Figura 1 &#8211; Debate e comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_02.png\" alt=\"\" width=\"626\" height=\"282\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3534\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_02.png 626w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_02-300x135.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 626px) 100vw, 626px\" \/><figcaption>\n      Fonte: Os autores.<br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>A arquitetura pedag\u00f3gica denominada pelos proponentes \u201cDebate de teses\u201d (<a href=\"https:\/\/www.br-ie.org\/pub\/index.php\/sbie\/article\/view\/1644\/1409\">NEVADO et al., 2011<\/a>) consiste em analisar e debater o teor de uma lista de afirma\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o, para essa finalidade, denominadas \u201cteses\u201d. Nessa proposta de trabalho, uma tese \u00e9, portanto, algo sobre o qual um indiv\u00edduo pode concordar ou discordar. Todos os participantes devem, usando o seu conhecimento corrente, tomar um posicionamento inicial sobre cada uma das teses. Tais posicionamentos podem se consolidar ou modificar no prosseguimento da atividade.<\/p>\n<p>Um debate \u00e9 organizado para promover a constru\u00e7\u00e3o de conhecimento sobre uma tem\u00e1tica. A quantidade de teses deve ser planejada balanceando os tempos para n\u00e3o se constituir em um processo muito longo. De nossa experi\u00eancia com o uso desta AP, consideramos ser razo\u00e1vel trabalhar com cerca de cinco teses.<\/p>\n<p>Por exemplo, no contexto de forma\u00e7\u00e3o de professores para o uso pedag\u00f3gico de tecnologias digitais na escola, poder\u00edamos ter um debate de teses usando a seguinte lista de afirma\u00e7\u00f5es: 1) As rela\u00e7\u00f5es e a comunica\u00e7\u00e3o entre as pessoas \u00e9 fundamental para a sua aprendizagem, uma vez que, apesar de a aprendizagem ser um ato pessoal, a intera\u00e7\u00e3o entre as pessoas propicia aprendizagens mais profundas; 2) Trabalhar em um ambiente colaborativo n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de uniformizar o discurso ou o pensamento, e sim de reunir os pontos de vista em favor de todos; 3) Usando a internet, os alunos podem passar os resultados obtidos em um problema para os colegas, em um processo que abrevia a resolu\u00e7\u00e3o do trabalho; 4) A experimenta\u00e7\u00e3o com ambientes simulados pode acostumar o aluno com a tentativa e erro, e ele assim evitar\u00e1 pensar em profundidade, reduzindo com isso o seu poder de abstra\u00e7\u00e3o; 5) Os jogos digitais s\u00e3o viciantes e tiram o foco dos alunos das aprendizagens; entretanto, a constru\u00e7\u00e3o de jogos mesclados com desafios matem\u00e1ticos pode aumentar o interesse dos alunos pela matem\u00e1tica.<\/p>\n<p>Para fins did\u00e1ticos, podemos imaginar, conforme ilustrado na Figura 2, que cada participante possui um formul\u00e1rio onde se registra o debate a partir dos seus posicionamentos.<\/p>\n<p><strong><em>3.1.1 Din\u00e2mica da arquitetura<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O debate de teses \u00e9 realizado em cinco etapas: 1) o posicionamento inicial justificado(argumenta\u00e7\u00e3o); 2) a revis\u00e3o por pares; 3) a r\u00e9plica; 4) o posicionamento final justificado(argumenta\u00e7\u00e3o); 5) a avalia\u00e7\u00e3o sobre o desenvolvimento do debate. A Figura 3 ilustra o seu funcionamento, como veremos a seguir.<\/p>\n<p>  <!-- FIGURA 2 --><\/p>\n<figure>\n    <strong>Figura 2 &#8211; Fluxo de intera\u00e7\u00f5es em um debate de teses<\/strong><br \/>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_03.png\" alt=\"Fluxo de intera\u00e7\u00f5es em um debate de teses\" width=\"1350\" height=\"624\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3535\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_03.png 1350w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_03-300x139.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_03-1024x473.png 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_03-768x355.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1350px) 100vw, 1350px\" \/><figcaption>\n      Fonte: <a href=\"https:\/\/repositorio.ufes.br\/bitstream\/10\/9868\/1\/tese_9789_APOIO%20COMPUTACIONAL%20PARA%20A%20MEDIA%c3%87%c3%83O%20PEDAG%c3%93GICA%20EM%20DEBATE%20DE%20TESES%20-%20Final%281%2920160608-102619.pdf\">Panceri (2016)<\/a><br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Etapa 1 (posicionamento inicial):<\/strong> Inicialmente, cada participante deve se posicionar sobre cada tese, indicando sua discord\u00e2ncia ou concord\u00e2ncia e, em qualquer dos casos, apresentando uma argumenta\u00e7\u00e3o para sustentar o seu posicionamento. A argumenta\u00e7\u00e3o consiste na apresenta\u00e7\u00e3o de evid\u00eancias devidamente articuladas para convencer um leitor da consist\u00eancia de seu posicionamento.<\/p>\n<p><strong>Etapa 2 (revis\u00e3o por pares):<\/strong> Ap\u00f3s o per\u00edodo de argumenta\u00e7\u00e3o, todos os participantes realizam o papel de revisores das argumenta\u00e7\u00f5es de outros colegas, analisando a consist\u00eancia do argumento e verificando se h\u00e1 evid\u00eancias que sustentem a argumenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nessa etapa, o objetivo do revisor \u00e9 apoiar o colega no fortalecimento de sua argumenta\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se trata, portanto, de concordar ou n\u00e3o com a argumenta\u00e7\u00e3o do colega e sim de verificar e indicar os pontos de sua argumenta\u00e7\u00e3o que n\u00e3o est\u00e3o devidamente fundamentados. Para os nossos objetivos, estar bem fundamentado significa estar apoiado em fatos, exemplos, estat\u00edsticas, teorias consolidadas etc.<\/p>\n<p>Cada participante \u00e9 respons\u00e1vel pela revis\u00e3o das argumenta\u00e7\u00f5es de dois colegas. Sendo suas argumenta\u00e7\u00f5es revisadas por outros dois colegas. \u00c9 importante evitar a forma\u00e7\u00e3o de \u201cilhas\u201d, ou seja, subgrupos de debate, buscando com isso um maior alcance das influ\u00eancias das interven\u00e7\u00f5es dos participantes.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Constru\u00e7\u00e3o de conhecimento<\/h5>\n<p>Durante o processo de revis\u00e3o por pares, todos os participantes t\u00eam acesso aos textos de dois outros, para fazerem uma revis\u00e3o. Este contato tem o potencial de promover desequil\u00edbrios cognitivos e estes, por sua vez, podem contribuir para a reconstru\u00e7\u00e3o do conhecimento do revisor, por um processo de reequilibra\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/www.estantevirtual.com.br\/livros\/jean-piaget\/os-pensadores-piaget\/3954980388?livro_usado=1&amp;b_order=preco&amp;gclid=CjwKCAiAv4n9BRA9EiwA30WND_Nx8o5tQj-NL_h1fHvOmddEzVj2344INvcBUw9tArltgKtTeUuKDhoC-WAQAvD_BwE\">PIAGET, 1978<\/a>; <a href=\"https:\/\/www2.marilia.unesp.br\/index.php\/scheme\/article\/view\/3948\/2960\">PAULETTI, 2014<\/a>). Efeito an\u00e1logo ocorre em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s duas revis\u00f5es que o participante recebe de seus revisores.\u00a0 Se deixarmos que na distribui\u00e7\u00e3o dos revisores ocorram reciprocidades haver\u00e1 uma redu\u00e7\u00e3o desse potencial.<\/p>\n<\/section>\n<p>  <!-- FIGURA 3 --><\/p>\n<figure>\n    <strong>Figura 3 &#8211; Distribui\u00e7\u00e3o de Revisores sem reciprocidade<\/strong><br \/>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_04.png\" alt=\"Figura 3 - Distribui\u00e7\u00e3o de Revisores sem reciprocidade\" width=\"394\" height=\"237\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3536\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_04.png 394w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_04-300x180.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 394px) 100vw, 394px\" \/><figcaption>\n      Fonte: Os autores (a ideia \u00e9 fazer um desenho an\u00e1logo usando o padr\u00e3o de ilustra\u00e7\u00e3o do livro)<br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Etapa 3 (r\u00e9plica):<\/strong> Oportunidade em que o argumentador pode contestar ou concordar com as contribui\u00e7\u00f5es de seus revisores. Cada concord\u00e2ncia deve ser realizada com considera\u00e7\u00f5es pertinentes que enrique\u00e7am o di\u00e1logo, explicando, quando for o caso, as origens dos equ\u00edvocos observados pelo revisor. Cada contesta\u00e7\u00e3o deve ser apoiada em evid\u00eancias e argumentos, refletindo a discord\u00e2ncia do argumentador em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s considera\u00e7\u00f5es de seu revisor.<\/p>\n<p><strong>Etapa 4 (posicionamento final):<\/strong> Neste momento, o participante j\u00e1 teve a oportunidade de ler as revis\u00f5es aos seus argumentos e, sobre elas, construir uma r\u00e9plica. Ao mesmo tempo, revisa as teses de outros dois participantes, apresenta suas revis\u00f5es e l\u00ea a r\u00e9plica de seus revisados. Ap\u00f3s as tr\u00eas primeiras etapas, \u00e9 poss\u00edvel tamb\u00e9m que tenha realizado algumas leituras. Nesse momento, apoiado nos di\u00e1logos estabelecidos com seus revisores e revisados, assim como nas leituras que fez, o participante apresenta seu posicionamento final apoiado em novas argumenta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Recorte de um Debate de Teses (com apenas um revisor)<\/h5>\n<p><strong>Tese:<\/strong> Os humanos percebem o mundo de diferentes formas, usando diferente sentidos. A linguagem textual n\u00e3o \u00e9 suficiente para exprimir todas elas. Portanto, explorar o uso de diferentes m\u00eddias, facilita a descri\u00e7\u00e3o de nossas percep\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p><strong>Posicionamento inicial:<\/strong> Concordo. Explorar diferentes formas de comunica\u00e7\u00e3o podem auxiliar os processos de aprendizagem, uma vez que o entendimento \u00e9 facilitado quando se utiliza de propriedades caracter\u00edsticas de cada objeto em estudo.<\/p>\n<p><strong>Revisor:<\/strong> Acho que ficar\u00e1 interessante enriquecer com fatos e experi\u00eancias. Por exemplo, esta quest\u00e3o que coloca das formas de comunica\u00e7\u00e3o associadas a cada objeto de estudo, exemplificar os tipos de objetos de estudo e as formas de comunica\u00e7\u00e3o mais apropriadas pode ser rico em sua argumenta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong>R\u00e9plica:<\/strong> Realmente, falta ao argumento exemplos pr\u00e1ticos. Um caso simples, no campo da Geografia, \u00e9 utilizar-se de mapas em conjunto com fotos. O argumento, assim como a tese, ateve-se \u00e0s quest\u00f5es de forma generalizada.<\/p>\n<p><strong>Posicionamento final:<\/strong> Concordo. Complementando o argumento, pode-se observar na aprendizagem de programa\u00e7\u00e3o que h\u00e1 um grave e frequente problema vivenciado por estudantes: a primeira experi\u00eancia no aprendizado de programa\u00e7\u00e3o, que se transforma em uma grande barreira para v\u00e1rios estudantes. Os motivos para essa experi\u00eancia frustrante s\u00e3o v\u00e1rios: a preocupa\u00e7\u00e3o excessiva com detalhes de sintaxe da linguagem sendo usada; a falta de uma vis\u00e3o daquilo que se quer solucionar, de idealizar solu\u00e7\u00f5es adequadas, de mapear essas solu\u00e7\u00f5es em passos sequenciais e de abstrair o funcionamento dos mecanismos escolhidos; o estabelecimento de um racioc\u00ednio l\u00f3gico visando a resolu\u00e7\u00e3o de problemas, com base em um modelo incremental, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 complexidade e \u00e0 estrat\u00e9gia de refinamentos sucessivos. Diante do exposto, caberia a explora\u00e7\u00e3o de m\u00eddias que auxiliassem tais defici\u00eancias, por exemplo, a visualiza\u00e7\u00e3o de algoritmos por meio de uma representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica de aspectos do c\u00f3digo textual.<\/p>\n<\/section>\n<p><center>Fonte: (<a href=\"https:\/\/www.br-ie.org\/pub\/index.php\/sbie\/article\/view\/1644\/1409\">NEVADO et al., 2011<\/a>)<\/center><\/p>\n<p><strong>Etapa 5 (avalia\u00e7\u00e3o da atividade):<\/strong> Durante o processo de discuss\u00e3o, o participante pode ir registrando suas observa\u00e7\u00f5es sobre o desenvolvimento da atividade para que ao final possa realizar uma reflex\u00e3o sobre todo o processo, considerando todos os elementos cognitivos, tais como: as trocas, as aprendizagens, as mudan\u00e7as de posicionamento etc.<\/p>\n<p><strong><em>3.1.2 Media\u00e7\u00e3o de um debate<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O trabalho do mediador tem in\u00edcio na proposi\u00e7\u00e3o das <em>teses. <\/em>Devem-se buscar aquelas que possam contribuir para o desequil\u00edbrio dos alunos, buscando explorar teses que o auxiliem a sair do conhecimento raso, do senso comum, e agregar fundamenta\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Outro aspecto muito importante \u00e9 a orienta\u00e7\u00e3o que se leva aos participantes para evitar que o debate se torne um instrumento de mera disputa em opini\u00f5es e se baseie em argumenta\u00e7\u00f5es apoiadas em evid\u00eancias e fundamentos te\u00f3ricos. \u00c9 importante que, ap\u00f3s a produ\u00e7\u00e3o das (re) argumenta\u00e7\u00f5es, o mediador possa oferecer aos participantes uma discuss\u00e3o de fechamento a partir das principais linhas de racioc\u00ednio identificadas.<\/p>\n<p><strong><em>3.1.3 Suporte da tecnologia digital<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O suporte computacional deve levar em conta que o mediador precisar\u00e1 ter acesso durante todo o tempo \u00e0s produ\u00e7\u00f5es de todos os participantes, mas que os participantes possuem acesso para leitura e\/ou escrita apenas nos espa\u00e7os e tempos destinados \u00e0s suas produ\u00e7\u00f5es (argumenta\u00e7\u00e3o, revis\u00e3o, r\u00e9plica e (re) argumenta\u00e7\u00e3o). \u00c9 importante que o mediador possa estabelecer di\u00e1logos particulares com cada participante, mas que tamb\u00e9m possa estabelecer orienta\u00e7\u00f5es que se apliquem a todos os participantes. A gest\u00e3o do cronograma deve ser de prefer\u00eancia realizada por um sistema automatizado que libere o professor para atividades de media\u00e7\u00e3o. <a href=\"https:\/\/repositorio.ufes.br\/bitstream\/10\/9865\/1\/tese_9354_UM%20AMBIENTE%20COMPUTACIONAL%20PARA%20ARQUITETURA%20PEDAG%C3%93GICA%20DEBATE%20DE%20TESES_versaoFinal.pdf\">Fernandes-Jr<\/a> (2015) apresenta a proposta e a implementa\u00e7\u00e3o de um ambiente para apoiar o Debate de Teses.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE<\/h5>\n<p><strong>A5<\/strong>: Elabore uma lista de requisitos funcionais e n\u00e3o funcionais para um ambiente de suporte tecnol\u00f3gico ao debate de teses, tomando como princ\u00edpio a mescla negociada das contribui\u00e7\u00f5es individuais.<\/p>\n<p><strong>A6<\/strong>: Sugira uma AP para produ\u00e7\u00e3o coletiva de teses sobre uma determinada tem\u00e1tica.<\/p>\n<\/section>\n<p><strong>3.2 Constru\u00e7\u00e3o cooperativa de programas de computador<\/strong><\/p>\n<p>Programa\u00e7\u00e3o cooperativa: a) oito solu\u00e7\u00f5es individuais, b) quatro solu\u00e7\u00f5es produzidas pela mescla de solu\u00e7\u00f5es em dupla e, c) duas solu\u00e7\u00f5es obtidas pela mescla das solu\u00e7\u00f5es de quartetos.<br \/>\n  <!-- FIGURA 4 --><\/p>\n<figure>\n    <strong>Figura 4 &#8211; Constru\u00e7\u00f5es comparativas<\/strong><br \/>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_05.png\" alt=\"Figura 4 - Constru\u00e7\u00f5es comparativas\" width=\"490\" height=\"211\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3537\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_05.png 490w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_05-300x129.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 490px) 100vw, 490px\" \/><figcaption>\n      Fonte: Os autores (a ideia \u00e9 fazer um desenho an\u00e1logo usando o padr\u00e3o de ilustra\u00e7\u00e3o do livro)<br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>Em cursos introdut\u00f3rios de programa\u00e7\u00e3o, temos usado uma proposta de trabalho que busca promover algumas compet\u00eancias importantes para os novos programadores. Entre elas, podemos citar: a) a compet\u00eancia individual para construir e implementar algoritmos; b) analisar algoritmos; e c) a compet\u00eancia para o desenvolvimento cooperativo (<a href=\"https:\/\/ieeexplore.ieee.org\/document\/6462427\">TAVARES; MENEZES; ARAG\u00d3N, 2012<\/a>).<\/p>\n<p>Ap\u00f3s uma parte introdut\u00f3ria, na qual, atrav\u00e9s de exemplos elementares, \u00e9 apresentada a no\u00e7\u00e3o b\u00e1sica de algoritmo e iniciada a familiariza\u00e7\u00e3o com uma linguagem de programa\u00e7\u00e3o, segue-se para a explora\u00e7\u00e3o da resolu\u00e7\u00e3o de problemas. Come\u00e7amos com problemas simples e gradativamente avan\u00e7amos para a explora\u00e7\u00e3o de problemas mais complexos.<\/p>\n<p>Ao final de uma aplica\u00e7\u00e3o dessa AP espera-se obter, al\u00e9m do desenvolvimento das compet\u00eancias individuais, uma ou mais solu\u00e7\u00f5es cooperativas para um problema e um instrumento de apoio \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><em><strong>3.2.1 Din\u00e2mica da arquitetura<\/strong><\/em><\/p>\n<p>O trabalho cooperativo se desenvolve em pelo menos tr\u00eas etapas, conforme segue:<\/p>\n<p><strong>Etapa 1<\/strong>: Desenvolvimento individual de um problema proposto. Nesta etapa, temos interesse em apoiar o desenvolvimento das compet\u00eancias de autonomia e autoria, preparando o indiv\u00edduo para propor e testar suas ideias de forma independente. O resultado deve ser a elabora\u00e7\u00e3o de um algoritmo, sua codifica\u00e7\u00e3o e testes.<\/p>\n<p><strong>Preocupa\u00e7\u00f5es<\/strong>: Garantir que cada indiv\u00edduo apresente uma solu\u00e7\u00e3o independente dos demais participantes e que seja de sua pr\u00f3pria autoria. O apoio do mediador nesta etapa deve se relacionar sobretudo com as descobertas do indiv\u00edduo.<\/p>\n<p><strong>Etapa 2<\/strong>: Avalia\u00e7\u00e3o e compara\u00e7\u00e3o em pares pelos alunos das solu\u00e7\u00f5es apresentadas na etapa 1, seguidas da produ\u00e7\u00e3o de uma nova solu\u00e7\u00e3o cooperativa.<\/p>\n<ol>\n<li type=\"a\">Identifica\u00e7\u00e3o, pelos estudantes, de categorias relevantes que sirvam para descrever as caracter\u00edsticas de um programa. Por exemplo, extens\u00e3o do c\u00f3digo, tempo de execu\u00e7\u00e3o, uso de mem\u00f3ria etc.<\/li>\n<p><\/p>\n<li type=\"a\">Compara\u00e7\u00e3o entre as duas solu\u00e7\u00f5es, construindo uma tabela em que sejam apontados para cada solu\u00e7\u00e3o o posicionamento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s caracter\u00edsticas identificadas.<\/li>\n<p><\/p>\n<li type=\"a\">Elabora\u00e7\u00e3o de uma nova solu\u00e7\u00e3o conjunta fazendo-se uma mescla do melhor de cada solu\u00e7\u00e3o individual para produzir a vers\u00e3o da dupla. \u00c9 importante que cada dupla produza uma explica\u00e7\u00e3o para a sele\u00e7\u00e3o dos elementos inclu\u00eddos na nova solu\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Etapa 3<\/strong>: Avalia\u00e7\u00e3o e compara\u00e7\u00e3o em duplas de pares das solu\u00e7\u00f5es apresentadas na etapa 2, seguidas da produ\u00e7\u00e3o de uma nova solu\u00e7\u00e3o cooperativa.<\/p>\n<ol>\n<li>Compara\u00e7\u00e3o entre as duas listas de atributos de avalia\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es resultando em uma nova lista de atributos de avalia\u00e7\u00e3o. \u00c9 importante a produ\u00e7\u00e3o de um relat\u00f3rio mostrando as principais diferen\u00e7as entre as listas dos pares originais e as estrat\u00e9gias de concilia\u00e7\u00e3o adotadas.<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Compara\u00e7\u00e3o entre as solu\u00e7\u00f5es dos dois pares, a exemplo do que aconteceu na etapa 2 com as solu\u00e7\u00f5es individuais.<\/li>\n<p><\/p>\n<li>Elabora\u00e7\u00e3o de uma nova solu\u00e7\u00e3o conjunta fazendo-se uma mescla do melhor da solu\u00e7\u00e3o de cada dupla para produzir a vers\u00e3o do quarteto. Como na etapa anterior, \u00e9 fundamental a elabora\u00e7\u00e3o de uma justificativa para a escolha dos elementos inclu\u00eddos na solu\u00e7\u00e3o do quarteto.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Trabalhando com turmas de oito alunos, ao final da etapa 3 ficar\u00edamos com duas listas de avalia\u00e7\u00e3o e duas solu\u00e7\u00f5es para o problema proposto. Poder\u00edamos seguir para mais uma etapa similar \u00e0 etapa 3, que produziria uma vers\u00e3o mais refinada da lista de atributos de avalia\u00e7\u00e3o e uma solu\u00e7\u00e3o \u00fanica mais elaborada.<br \/>\nPara grupos maiores de alunos, podemos finalizar a atividades com mais de uma solu\u00e7\u00e3o e mais de uma lista de atributos.<br \/>\nAs listas finais de atributos podem ser discutidas por todos, buscando-se uma concilia\u00e7\u00e3o por vota\u00e7\u00e3o dos atributos que poderiam ser usados pelo grupo para avalia\u00e7\u00e3o de outras produ\u00e7\u00f5es.<br \/>\nPodemos pensar nesta AP de uma forma mais ampla, usando uma primeira vez para a familiariza\u00e7\u00e3o do grupo e a produ\u00e7\u00e3o de uma lista de atributos.<br \/>\nA mesma arquitetura pode ser aplicada para o desenvolvimento de solu\u00e7\u00e3o cooperativa usando-se como instrumento de avalia\u00e7\u00e3o entre solu\u00e7\u00f5es a lista produzida ao final da primeira aplica\u00e7\u00e3o da arquitetura (etapa de familiariza\u00e7\u00e3o).<br \/>\nAo final de cada aplica\u00e7\u00e3o da arquitetura, os participantes podem apresentar sugest\u00f5es de melhorias para a lista de atributos e com isso o processo de compara\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es pode ir sendo melhorado a partir do uso da AP. <\/p>\n<p><em><strong>3.2.2 Media\u00e7\u00e3o na constru\u00e7\u00e3o cooperativa de programas<\/strong><\/em><\/p>\n<p>O trabalho de media\u00e7\u00e3o come\u00e7a com a escolha de uma boa lista de problemas, sintonizada com o interesse da turma, mas tamb\u00e9m com o vi\u00e9s da explora\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es interessantes para o desenvolvimento da compet\u00eancia para resolu\u00e7\u00e3o de problemas complexos. Um papel importante que cabe ao professor diz respeito ao acompanhamento dos trabalhos, inicialmente individuais e posteriormente dos grupos de trabalho, que come\u00e7am com 2 participantes e v\u00e3o crescendo como pot\u00eancias de dois.<\/p>\n<p>O incentivo e o apoio aos indiv\u00edduos, na fase inicial, s\u00e3o fundamentais para o desenvolvimento da autonomia. Nessa etapa \u00e9 bem importante o professor contar com assistentes que podem identificar as principais dificuldades e apoiar os estudantes a vencer os bloqueios iniciais para resolu\u00e7\u00e3o de problemas. \u00c9 fundamental o apoio no processo de explica\u00e7\u00e3o das solu\u00e7\u00f5es. Isso prepara os participantes para dialogar com seus pares nas etapas seguintes. \u00c9 igualmente importante apoiar o estudante na constru\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias para explicar as solu\u00e7\u00f5es, bem como na prepara\u00e7\u00e3o de seus casos de teste.<\/p>\n<p>Nas etapas subsequentes, \u00e9 fundamental a sensibilidade do mediador para definir os emparceiramentos, considerando o perfil dos participantes. A escolha dos componentes dos grupos deve mesclar os perfis de modo que o trabalho tenha um bom rendimento. Nos parceiros, deve-se encorajar a sensibilidade, para n\u00e3o impor as suas solu\u00e7\u00f5es e fazer com que o foco seja buscar a constru\u00e7\u00e3o de melhor solu\u00e7\u00e3o para o grupo. A organiza\u00e7\u00e3o e coordena\u00e7\u00e3o para a identifica\u00e7\u00e3o de propriedades importantes sobre as solu\u00e7\u00f5es, sem imposi\u00e7\u00f5es, baseando as escolhas em discuss\u00f5es e avalia\u00e7\u00f5es, \u00e9 imprescind\u00edvel.<\/p>\n<p><em><strong>3.2.3 Suporte da tecnologia digital<\/strong><\/em><\/p>\n<p>Acompanhar o processo de constru\u00e7\u00e3o de programas, identificando situa\u00e7\u00f5es que requerem a media\u00e7\u00e3o, mesmo em pequena escala, ou seja, com um n\u00famero reduzido de participantes, parece f\u00e1cil, mas ainda assim j\u00e1 requer um ambiente adequado para o registro e a constru\u00e7\u00e3o de perfis para o acompanhamento do desenvolvimento dos estudantes. Numa escala maior, a constru\u00e7\u00e3o de listas de sugest\u00f5es baseadas nos perfis dos estudantes pode ser complementada com as caracter\u00edsticas das solu\u00e7\u00f5es produzidas na fase anterior.<\/p>\n<p>A cataloga\u00e7\u00e3o das diferentes solu\u00e7\u00f5es para um problema, associadas a padr\u00f5es de solu\u00e7\u00e3o, \u00e9 altamente desej\u00e1vel, uma vez que ela pode potencializar o processo de forma\u00e7\u00e3o de desenvolvedores de programas ajudando-os na cria\u00e7\u00e3o de um portf\u00f3lio de inova\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O uso de tecnologias usualmente associadas \u00e0 intelig\u00eancia artificial, que operem sobre o registro das atividades, identificando padr\u00f5es de a\u00e7\u00e3o e de artefatos produzidos, sugerindo boas pr\u00e1ticas ou estrat\u00e9gias aderentes a contextos t\u00edpicos, \u00e9 fundamental para que o processo de forma\u00e7\u00e3o de programadores v\u00e1 muito al\u00e9m de um mero acompanhamento, ajudando indiv\u00edduos e grupos no desenvolvimento de suas compet\u00eancias.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\" style=\"min-width: 100%;\">\n<h5>ATIVIDADE<\/h5>\n<p><strong>A7<\/strong>: Reflita sobre poss\u00edveis atividades de media\u00e7\u00e3o a serem realizadas nesta arquitetura pedag\u00f3gica. Como seria o suporte computacional?<\/p>\n<\/section>\n<p><strong>3.3 Projetos de aprendizagem<\/strong><\/p>\n<p>O uso de projetos no contexto escolar \u00e9 uma pr\u00e1tica bastante conhecida. Sempre que perguntamos sobre projetos, observamos uma quantidade significativa de pessoas, professores e alunos que j\u00e1 ouviu falar ou trabalha com projetos na escola. Quando perguntamos sobre como eles trabalham com projetos, logo se percebe que a palavra \u201cprojeto\u201d tem servido para nomear diferentes propostas pedag\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Neste texto queremos abordar uma vertente espec\u00edfica, denominada \u201c<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Projeto_de_aprendizagem\">Projeto de Aprendizagem<\/a>\u201d (PA) pelos seus proponentes (<a href=\"http:\/\/www.virtual.ufc.br\/cursouca\/modulo_3\/o_que_e_projeto.pdf\">FAGUNDES; MA\u00c7ADA; TYJIBOY, 1997<\/a>). Essa proposta pedag\u00f3gica foi concebida considerando uma concep\u00e7\u00e3o construtivista de aprendizagem apoiada nas facilidades de comunica\u00e7\u00e3o e intera\u00e7\u00e3o proporcionadas pela internet.\u00a0 Em sua ess\u00eancia, um projeto de aprendizagem tem por objetivo a constru\u00e7\u00e3o de resposta(s) para uma quest\u00e3o de investiga\u00e7\u00e3o. A quest\u00e3o \u00e9 de natureza interdisciplinar, definida pelos pr\u00f3prios alunos, e deve ser desenvolvida de forma cooperativa, em pequenos grupos (<a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/psicoeduc\/piaget\/o-trabalho-por-equipes-piaget\/comment-page-2\/\">PIAGET, 1936<\/a>). O conjunto de publica\u00e7\u00f5es e intera\u00e7\u00f5es no contexto de projetos de aprendizagem \u00e9 ilustrado na figura a seguir.<\/p>\n<p>  <!-- FIGURA 5 --><\/p>\n<figure>\n    <strong>Figura 5 &#8211; Intera\u00e7\u00f5es e publica\u00e7\u00f5es no contexto de projetos de aprendizagem<\/strong><br \/>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_06.png\" alt=\"Figura 5 - Intera\u00e7\u00f5es e publica\u00e7\u00f5es no contexto de projetos de aprendizagem\" width=\"770\" height=\"647\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3538\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_06.png 770w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_06-300x252.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_06-768x645.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 770px) 100vw, 770px\" \/><figcaption>\n      Fonte: <a href=\"http:\/\/www.dominiopublico.gov.br\/pesquisa\/DetalheObraForm.do?select_action=&amp;co_obra=129400\">Monteiro (2006)<\/a><br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p><strong><em>3.3.1 Din\u00e2mica da arquitetura<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Os grupos de projetos de aprendizagem surgem a partir da aproxima\u00e7\u00e3o das curiosidades ou questionamentos inicialmente individuais. Tudo come\u00e7a como o exerc\u00edcio do ato de extravasar as d\u00favidas, dando origem a um repert\u00f3rio de perguntas. Em um processo de negocia\u00e7\u00e3o, as pessoas v\u00e3o se reunindo em torno de perguntas pr\u00f3ximas, dando origem a grupos de interesse. A partir de d\u00favidas semelhantes, s\u00e3o ent\u00e3o constru\u00eddas as quest\u00f5es de investiga\u00e7\u00e3o, uma para cada grupo.<\/p>\n<p>Cada grupo trabalha de forma independente, com o apoio de professores mediadores. O trabalho em cada grupo n\u00e3o precisa ocorrer em um mesmo lugar f\u00edsico, e os participantes podem trabalhar em tempos diferentes. As produ\u00e7\u00f5es de um mesmo grupo s\u00e3o compartilhadas por seus participantes em um <em>site<\/em> na internet. Os professores podem acompanhar a qualquer instante os grupos, visitando o seu <em>site<\/em>. Nesse <em>site<\/em> deve haver previs\u00e3o de suporte \u00e0 media\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O desenvolvimento de um PA tem como ponto de partida o conhecimento pr\u00e9vio dos participantes em torno da quest\u00e3o de investiga\u00e7\u00e3o (QI). Esse conhecimento \u00e9 organizado em duas listas: a das certezas provis\u00f3rias (CPs), formada pelas coisas que \u201csabemos\u201d, mas para as quais n\u00e3o temos uma explica\u00e7\u00e3o, e a das d\u00favidas tempor\u00e1rias (DTs), formada por d\u00favidas menores, relacionadas com a quest\u00e3o principal. Um requisito fundamental \u00e9 que as CPs e as DTs tenham rela\u00e7\u00f5es relevantes com a constru\u00e7\u00e3o da(s) resposta(s) para a QI.<\/p>\n<p>Para desenvolver um projeto qualquer \u2013 e em particular um de aprendizagem \u2013, \u00e9 preciso fazer um planejamento. Em PA, o planejamento consiste em: a) agrupar os itens de nossas listas de certezas e d\u00favidas, de modo a facilitar a investiga\u00e7\u00e3o (coisas pr\u00f3ximas que possam ser investigadas juntas); b) ordenar os agrupamentos em uma sequ\u00eancia que pare\u00e7a mais adequada para a realiza\u00e7\u00e3o das pesquisas; e c)\u00a0 identificar um m\u00e9todo de trabalho para trabalhar (pesquisar) com cada item de nosso plano.<\/p>\n<p>O desenvolvimento consiste ent\u00e3o em buscar resolver a nossa lista, validando ou refutando as certezas e esclarecendo as d\u00favidas. Em ambos os casos, precisamos buscar informa\u00e7\u00f5es, usando diferentes fontes de consultas, debatendo com os integrantes do grupo e gerando conclus\u00f5es. O trabalho com cada item de nosso plano deve ser registrado em um relat\u00f3rio. Na conclus\u00e3o do projeto, os grupos devem produzir um relat\u00f3rio final elaborando respostas para a quest\u00e3o de investiga\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m desse relat\u00f3rio, os grupos podem apresentar outros produtos originados de suas conclus\u00f5es, tais como: uma pe\u00e7a teatral de orienta\u00e7\u00e3o para a comunidade, <em>sites<\/em> de divulga\u00e7\u00e3o de materiais informativos, um texto de orienta\u00e7\u00e3o, oficinas, v\u00eddeos etc.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o dos PAs pode ser realizada atrav\u00e9s de uma revis\u00e3o por pares, na qual cada participante da turma analisa o projeto dos diversos grupos, exceto o seu, produzindo um relat\u00f3rio, a partir de itens avaliativos definidos por todos os alunos da turma. Esse relat\u00f3rio pode ser usado para que os grupos fa\u00e7am melhorias em seus projetos. Ap\u00f3s essa etapa, cada grupo realiza uma autoavalia\u00e7\u00e3o. De modo geral, a avalia\u00e7\u00e3o deve levar em conta os resultados das pesquisas, o uso da metodologia e tamb\u00e9m dos recursos tecnol\u00f3gicos (digitais ou n\u00e3o).<\/p>\n<p>Ao final, deve ser realizada a avalia\u00e7\u00e3o individual participativa, na qual, a partir de uma lista de crit\u00e9rios, os participantes realizam uma avalia\u00e7\u00e3o de suas pr\u00f3prias aprendizagens em decorr\u00eancia de todo o trabalho com os projetos.<\/p>\n<p>Para facilitar os processos avaliativos, os participantes podem criar um portf\u00f3lio de suas aprendizagens, em que registram reflex\u00f5es sobre as suas aprendizagens ao longo de todo o trabalho. Os registros devem consistir em argumenta\u00e7\u00f5es sobre o que foi aprendido e se fundamentar em evid\u00eancias.<\/p>\n<p><strong><em>3.3.2 Media\u00e7\u00e3o de projetos de aprendizagem<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A media\u00e7\u00e3o dessa AP \u00e9 muito rica, oferecendo muitas oportunidades de di\u00e1logos entre alunos e professores. Por ser uma atividade de investiga\u00e7\u00e3o em temas multi e interdisciplinares, oferece tamb\u00e9m uma grande oportunidade para que professores aprendam juntos, ao explorarem com seus alunos diferentes temas. \u00c9 com a experi\u00eancia do professor na investiga\u00e7\u00e3o de temas novos que ele poder\u00e1 fazer sugest\u00f5es e provocar em seus alunos a satisfa\u00e7\u00e3o pela descoberta. Caber\u00e1 a ele perceber as dificuldades dos alunos na identifica\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias e fontes de informa\u00e7\u00e3o e, a partir de questionamentos, ajudar na descoberta de novas possibilidades. Para apoi\u00e1-los no aprofundamento da an\u00e1lise das respostas obtidas, os professores podem formular perguntas desestabilizadoras.<\/p>\n<p><strong><em>3.3.3 Suporte da tecnologia digital<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Os grupos precisam de espa\u00e7o cooperativo para o registro das atividades e dos resultados obtidos. \u00c9 fundamental que haja um suporte \u00e0 autoria cooperativa e \u00e0s discuss\u00f5es s\u00edncronas e ass\u00edncronas. \u00c9 indispens\u00e1vel o suporte \u00e0s media\u00e7\u00f5es, sistematicamente registradas. Para acompanhar o processo de constru\u00e7\u00e3o, \u00e9 importante o suporte \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de um \u201cdi\u00e1rio de bordo\u201d, no qual seja poss\u00edvel aos participantes organizarem e registrarem suas a\u00e7\u00f5es. O mediador precisa de apoio ao agendamento e acompanhamento de suas a\u00e7\u00f5es evitando que deixe de oferecer a media\u00e7\u00e3o demandada pelos grupos e pelos indiv\u00edduos. \u00c9 fundamental tamb\u00e9m oferecer suporte \u00e0s trocas entre os diferentes grupos de projeto assim como favorecer o processo de avalia\u00e7\u00e3o. A visibilidade dos trabalhos com projetos para um p\u00fablico mais amplo \u00e9 desej\u00e1vel para que os estudantes tenham mais clareza de que as suas produ\u00e7\u00f5es poder\u00e3o ser lidas e aproveitadas por outros membros da comunidade escolar e da comunidade em um sentido mais amplo.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE<\/h5>\n<p><strong>A8<\/strong>: Descreva poss\u00edveis atividades de media\u00e7\u00e3o a serem realizadas nesta arquitetura pedag\u00f3gica, bem como o suporte computacional necess\u00e1rio para esta arquitetura pedag\u00f3gica.<\/p>\n<\/section>\n<p>  <!-- QUADRO CINECLUB --><\/p>\n<section class=\"quadro cineclube\">\n<h5>CINECLUBE: \u201cSpare Parts\u201d (2015)<\/h5>\n<section class=\"cineclube_cartaz\">\n      <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=GXOLwIIHuCs\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_07.png\" alt=\"\" width=\"220\" height=\"327\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3539\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_07.png 220w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_07-202x300.png 202w\" sizes=\"auto, (max-width: 220px) 100vw, 220px\" \/><\/a>Trailer dispon\u00edvel no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=GXOLwIIHuCs\">YouTube<\/a><br \/>\n    <\/section>\n<section class=\"cineclube_sinopse\">\n<p>O filme \u00e9 baseado na hist\u00f3ria real de um grupo de estudantes do ensino m\u00e9dio em uma regi\u00e3o perif\u00e9rica nos EUA e dos desafios enfrentados para participarem de uma competi\u00e7\u00e3o de rob\u00f3tica contra equipes das mais prestigiadas institui\u00e7\u00f5es daquele pa\u00eds. Trata-se de uma hist\u00f3ria de supera\u00e7\u00e3o das adversidades atrav\u00e9s da criatividade, perseveran\u00e7a e trabalho em grupo, explorando oportunidades a partir do contexto escolar.<br \/>\nRecomendamos esse filme por ele ilustrar diversos elementos do trabalho orientado a projetos tais como planejamento, trabalho em grupo, investiga\u00e7\u00e3o, uso de diferentes tecnologias, interdisciplinaridade etc.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 4 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s4\">4 ARQUITETURAS PEDAG\u00d3GICAS COMPLEXAS<\/h2>\n<p>As arquiteturas pedag\u00f3gicas introduzidas nas se\u00e7\u00f5es 2 e 3 apresentam um \u00fanico n\u00edvel, mas esse n\u00e3o \u00e9 sempre o caso. H\u00e1 situa\u00e7\u00f5es em que se faz necess\u00e1ria a composi\u00e7\u00e3o de uma AP a partir de arquiteturas mais simples ou pelo aninhamento de outras arquiteturas (<a href=\"https:\/\/www.br-ie.org\/pub\/index.php\/sbie\/article\/view\/8001\/5695\">MENEZES et al., 2018<\/a>). Essa constitui\u00e7\u00e3o complexa pode ser concebida previamente ou ser complexificada a partir de necessidades pedag\u00f3gicas originadas durante o desenrolar de uma atividade prevista para per\u00edodos mais longos. Para essas situa\u00e7\u00f5es, temos pensado nessas APs como \u201cecossistemas de aprendizagem\u201d (<a href=\"http:\/\/www.lifewideebook.co.uk\/uploads\/1\/0\/8\/4\/10842717\/chapter_c4.pdf\">NORMAN, 2013<\/a>). Nesta se\u00e7\u00e3o, apresentamos uma arquitetura pedag\u00f3gica que faz uso deste conceito.<\/p>\n<p>No contexto de um curso de gradua\u00e7\u00e3o em pedagogia (modalidade a dist\u00e2ncia), no qual se tem como objetivos a forma\u00e7\u00e3o de professores reflexivos e a cria\u00e7\u00e3o de uma comunidade de aprendizagem em rede, foi adotada a arquitetura pedag\u00f3gica \u201c<strong>Forma\u00e7\u00e3o do professor reflexivo<\/strong>\u201d (<strong>AP1<\/strong>). Inicialmente, essa arquitetura foi concebida pela composi\u00e7\u00e3o de duas outras, de car\u00e1ter longitudinal, uma delas cont\u00ednua, acompanhando o curso por inteiro, denominada \u201cPortf\u00f3lio de aprendizagens\u201d (AP2), e a outra desenvolvida em momento espec\u00edfico, ao final de cada semestre, denominada \u201cWorkshop de avalia\u00e7\u00e3o integrada\u201d (AP3).<\/p>\n<p><strong>AP2 \u2013 Portf\u00f3lio de aprendizagens:<\/strong> No desenrolar de todo o curso, do primeiro ao nono semestre, os estudantes constroem um registro semanal de suas aprendizagens. Esse portf\u00f3lio \u00e9 revisado por tutores que levantam questionamentos que contribuam para a qualifica\u00e7\u00e3o dos registros de cada aluno.<\/p>\n<p><strong>AP3 \u2013 Workshop de avalia\u00e7\u00e3o integrada<\/strong>: Ao final de cada semestre, os estudantes, apoiados nos registros do \u201cPortf\u00f3lio de aprendizagens\u201d do semestre corrente, constroem uma s\u00edntese reflexiva de suas aprendizagens, apresentada em um documento de at\u00e9 oito p\u00e1ginas, que \u00e9 revisado por mediadores, para a produ\u00e7\u00e3o de uma segunda vers\u00e3o, que a seguir \u00e9 apresentada oralmente em uma sess\u00e3o presencial, em bancas de avalia\u00e7\u00e3o formadas por at\u00e9 12 alunos (pequenos grupos de alunos), com a coordena\u00e7\u00e3o de um professor e um tutor.<\/p>\n<p>No terceiro semestre do curso, observando-se que era necess\u00e1rio qualificar as postagens dos alunos, buscando apoiar uma melhor compreens\u00e3o da natureza dos registros reflexivos, elaborou-se uma nova AP, denominada \u201cQualificando Postagens\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u00a0AP4 \u2013 Qualificando postagens<\/strong>: Os alunos foram convidados a identificar itens importantes a serem considerados na produ\u00e7\u00e3o de uma postagem. A lista individual de cada aluno foi discutida com outros, dando-se, ao final, origem a uma lista consolidada de cada turma. Essas listas passaram a servir de referencial para produ\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o de postagens.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s mais dois semestres, compreendendo que o grupo j\u00e1 estava ambientado com a proposta do curso, realizamos uma avalia\u00e7\u00e3o das postagens individuais, baseada na avalia\u00e7\u00e3o por pares, a qual denominamos \u201cAn\u00e1lise de postagens\u201d (AP5).<\/p>\n<p><strong>AP5<\/strong> \u2013 <strong>An\u00e1lise de Postagens<\/strong>: Os alunos foram convidados a realizar, em pares, uma avalia\u00e7\u00e3o de suas postagens desde o in\u00edcio do curso, semestre a semestre. Cada dupla revisou as suas produ\u00e7\u00f5es, considerando uma estrat\u00e9gia de avalia\u00e7\u00e3o elaborada pelos professores fundamentada no trabalho da educadora Isabel Alarc\u00e3o (<a href=\"https:\/\/www.google.com\/aclk?sa=L&amp;ai=DChcSEwjJmsjO_NLsAhWKiJEKHU5xC3AYABAGGgJjZQ&amp;sig=AOD64_1pClIXhlIJDHt_MJHvGjPMfPXOSA&amp;ctype=5&amp;q=&amp;ved=2ahUKEwjrw77O_NLsAhVXIbkGHRoKAE4Q9aACegQIGBBY&amp;adurl=\">ALARC\u00c3O, 2010<\/a>). Cada estudante revisou o seu elenco de postagens e revisou tamb\u00e9m as produ\u00e7\u00f5es de seu par. As autoavalia\u00e7\u00f5es e as avalia\u00e7\u00f5es por pares foram debatidas, conciliadas e registradas em um relat\u00f3rio de diverg\u00eancias, contendo o processo de busca pela concilia\u00e7\u00e3o, tendo ainda por base o documento de refer\u00eancia para classifica\u00e7\u00e3o de reflex\u00f5es. Ao final, foi produzido um relat\u00f3rio s\u00edntese das v\u00e1rias etapas do processo.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia com a aplica\u00e7\u00e3o dessa arquitetura pedag\u00f3gica complexa mostrou a sua potencialidade para o enriquecimento das metarreflex\u00f5es, do trabalho colaborativo e da integra\u00e7\u00e3o das atividades curriculares em um curso, ao mesmo tempo em que se apresentou como estrat\u00e9gia de inser\u00e7\u00e3o das tecnologias aos processos educacionais, considerando os aspectos pedag\u00f3gicos acoplados \u00e0s possibilidades tecnol\u00f3gicas em uma perspectiva de ecossistemas de aprendizagem (<a href=\"http:\/\/www.lifewideebook.co.uk\/uploads\/1\/0\/8\/4\/10842717\/chapter_c4.pdf\">NORMAN, 2013<\/a>; <a href=\"http:\/\/www.johnseelybrown.com\/Growing_up_digital.pdf\">BROWN, 2000<\/a>).<br \/>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 5 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s5\">5 SUPORTE COMPUTACIONAL PARA CONSTRU\u00c7\u00c3O DE AP<\/h2>\n<p>Conforme mencionado anteriormente, os recursos tecnol\u00f3gicos (existentes ou desej\u00e1veis) constituem um dos elementos centrais e estruturantes na concep\u00e7\u00e3o de uma arquitetura pedag\u00f3gica e n\u00e3o podem ser inclu\u00eddos como simples adendos a estruturas previamente definidas. Nas subse\u00e7\u00f5es a seguir, ilustramos o aporte que as tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o trazem \u00e0s APs, bem como cen\u00e1rios poss\u00edveis para o desenvolvimento de tal aporte, mostrando as APs como estrutura conceitual de refer\u00eancia para a concep\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de novas tecnologias.<\/p>\n<p><strong>5.1 Que tipo de suporte?<\/strong><\/p>\n<p>Retomando o exemplo descrito no Quadro 1 da Se\u00e7\u00e3o 2.1, a Constru\u00e7\u00e3o Cooperativa de Hist\u00f3rias, vimos que explorar a import\u00e2ncia das atitudes cooperativas \u00e9 parte do objetivo, e que a proposta \u00e9 fundamentada na epistemologia gen\u00e9tica de Jean Piaget, a qual pressup\u00f5e que o conhecimento \u00e9 constru\u00eddo a partir das intera\u00e7\u00f5es dos indiv\u00edduos com objetos tang\u00edveis, com o meio, com outros indiv\u00edduos e com suas representa\u00e7\u00f5es sobre o mundo.<\/p>\n<p>Em tal contexto, diversos recursos tecnol\u00f3gicos podem ser usados para realiza\u00e7\u00e3o das atividades, em suas diferentes etapas ou vers\u00f5es; para o acompanhamento da participa\u00e7\u00e3o dos atores (a\u00e7\u00f5es, tempos e objetivos envolvidos) e outras demandas espec\u00edficas como apresentaremos a seguir<\/p>\n<p>Entre as caracter\u00edsticas elencadas para a constru\u00e7\u00e3o cooperativa de hist\u00f3rias, algumas se referem \u00e0 necessidade de <em>suporte \u00e0 coopera\u00e7\u00e3o<\/em>, inclusive para atividades como a forma\u00e7\u00e3o de grupos, divis\u00e3o de tarefas, visualiza\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise do registro de atividades.<\/p>\n<p>Outro conjunto de atividades configura a demanda por recursos de <em>suporte \u00e0 autoria<\/em>, o que envolve editores integrando diferentes m\u00eddias, com recursos de gest\u00e3o da autoria, inclusive versionamento, registro de perfis etc.<\/p>\n<p>Uma a\u00e7\u00e3o cooperativa necessita suporte \u00e0 media\u00e7\u00e3o, incluindo o levantamento, organiza\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise de registros, a detec\u00e7\u00e3o de estere\u00f3tipos e contextos desejados e n\u00e3o desejados etc.<\/p>\n<p>Seja no suporte \u00e0 media\u00e7\u00e3o, seja em outra atividade, a <em>explora\u00e7\u00e3o dos dados<\/em> registrados, que pode incluir a minera\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es e m\u00e9tricas tanto individuais quanto coletivas, pode ser usada como suporte a diferentes atividades, em especial na avalia\u00e7\u00e3o processual.<\/p>\n<p>Conforme mencionado anteriormente, \u00e9 desej\u00e1vel que haja <em>suporte \u00e0 automa\u00e7\u00e3o de tarefas<\/em>, desde aquelas mais operacionais, como controle de tempo, mudan\u00e7a de etapas, observ\u00e2ncia de regras etc., at\u00e9 as mais elaboradas, como an\u00e1lise da uniformidade e qualidade do texto, busca e classifica\u00e7\u00e3o de imagens \u201caderentes\u201d a um texto ou classifica\u00e7\u00e3o de um texto segundo g\u00eaneros ou contextos que podem ser previamente definidos ou configurados dinamicamente.<\/p>\n<p>Essa n\u00e3o \u00e9 uma lista exaustiva de recursos tecnol\u00f3gicos que podem compor a constru\u00e7\u00e3o cooperativa de hist\u00f3rias, mas ilustra algumas oportunidades de suporte n\u00e3o limitadas \u00e0quela espec\u00edfica AP. A seguir, discutimos alguns pontos relacionados ao desenvolvimento desses recursos tecnol\u00f3gicos.<\/p>\n<p><strong>5.2 Quem desenvolve?<\/strong><\/p>\n<p>Professores que acreditam nas propostas fundamentadas no construtivismo e na aprendizagem ativa, ao conceber propostas de trabalho para seus alunos, buscam criar as condi\u00e7\u00f5es apropriadas para o envolvimento individual e coletivo buscando dar-lhes a oportunidade para a explora\u00e7\u00e3o reflexiva das tem\u00e1ticas de suas disciplinas (ou \u201cinterdisciplinas\u201d) que favore\u00e7am a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento. Essas concep\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas j\u00e1 est\u00e3o sendo gestadas h\u00e1 muito tempo. Entretanto, materializar novas propostas no contexto da cultura digital \u00e9, a princ\u00edpio, muito mais vi\u00e1vel ao mesclar os elementos das outras culturas, com o aporte male\u00e1vel dos objetos digitais e das possibilidades de intera\u00e7\u00e3o promovidas pelas novas m\u00eddias de comunica\u00e7\u00e3o e intera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong><em>5.2.1 Usando ferramentas da web<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A utiliza\u00e7\u00e3o dos ambientes virtuais de aprendizagem (AVA), desenvolvidos para a realiza\u00e7\u00e3o de cursos <em>online<\/em>, assim como dos ambientes para o trabalho cooperativo e ferramentas da \u201c<em>web<\/em> 2.0\u201d, tais como <em>wikis<\/em>, <em>blogs<\/em> e redes sociais, t\u00eam sido muitas vezes considerado na implementa\u00e7\u00e3o de novas atividades pedag\u00f3gicas. Essa op\u00e7\u00e3o tem contribu\u00eddo bastante para o desenvolvimento da cultura digital dando aos usu\u00e1rios internet a oportunidade de sa\u00edrem do papel de meros consumidores de conte\u00fado para serem tamb\u00e9m produtores. Este novo papel se manifesta na cria\u00e7\u00e3o <em>sites<\/em> hipertextuais cooperativos, na participa\u00e7\u00e3o em grupos tem\u00e1ticos de discuss\u00e3o, na autoria de <em>web logs (blogs)<\/em> e muitas outras formas de produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fados.<\/p>\n<p>Entretanto, os modelos oferecidos por esses ambientes gerais nem sempre viabilizam as novas concep\u00e7\u00f5es, ou, em alguns casos, requerem muitas adapta\u00e7\u00f5es ou simplifica\u00e7\u00f5es. Em decorr\u00eancia desse tipo de limita\u00e7\u00e3o, acaba-se por transpor as pr\u00e1ticas antigas para novos contextos, os quais, por natureza, deveriam ser mais male\u00e1veis do que os ambientes \u201cconcretos\u201d.<\/p>\n<p><strong><em>5.2.2 Trabalhando com frameworks<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Ao nos darmos conta das possibilidades, a demanda por novos ambientes e ferramentas cresce de forma exponencial trazendo uma nova quest\u00e3o: como dar conta dessa nova demanda? Uma possibilidade \u00e9 fazer uso de <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Framework\"><em>frameworks<\/em><\/a>, que possibilitem o desenvolvimento em larga escala a partir de componentes reutiliz\u00e1veis e sintoniz\u00e1veis a diferentes contextos. Ainda que de modo geral esses <em>frameworks<\/em> n\u00e3o dispensem o profissional e o conhecimento especializado, eles reduzem sobremaneira o tempo gasto entre a identifica\u00e7\u00e3o da demanda no contexto de certa AP e a finaliza\u00e7\u00e3o do produto tecnol\u00f3gico que a atenda. Em (<a href=\"https:\/\/www.br-ie.org\/pub\/index.php\/sbie\/article\/view\/1726\/1487\">NATALI; MENEZES, 2012<\/a>) \u00e9 proposto um framework para apoiar a cria\u00e7\u00e3o de suporte computacional para arquiteturas pedag\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Tem sido uma pr\u00e1tica recorrente no desenvolvimento de sistemas computacionais que as propostas de solu\u00e7\u00e3o para novos problemas sejam implementadas pela adapta\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es existentes, em geral alterando a concep\u00e7\u00e3o original ou impondo \u201cadequa\u00e7\u00f5es\u201d ao mundo no qual ser\u00e1 inserido. Se isso j\u00e1 produz efeitos nem sempre adequados em outros dom\u00ednios, mais prejudicial \u00e9 a sua ado\u00e7\u00e3o no contexto educacional.<\/p>\n<p><strong><em>5.2.3 A proposta MOrFEu<\/em><\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.br-ie.org\/pub\/index.php\/sbie\/article\/view\/727\/713\">Menezes et al. (2008)<\/a> prop\u00f5em um paradigma para concep\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de ambientes virtuais, denominado MOrFEu, um acr\u00f4nimo para \u201cMulti-Organizador Flex\u00edvel para Espa\u00e7os Virtuais\u201d. A busca daquela abordagem est\u00e1 pautada pelos princ\u00edpios de plasticidade, ergonomia, redu\u00e7\u00e3o do trabalho repetitivo e redu\u00e7\u00e3o da sobrecarga cognitiva.<\/p>\n<p>No MOrFEU, o elemento b\u00e1sico de autoria e\u0301 a unidade de produc\u0327a\u0303o intelectual (UPI), usada para registrar as produ\u00e7\u00f5es dos usu\u00e1rios. Tudo o que o usu\u00e1rio produz (UPI) \u00e9 registrado e versionado pelo ambiente, independente das publica\u00e7\u00f5es em ve\u00edculos, ao contr\u00e1rio dos ambientes convencionais, em que o conjunto das produ\u00e7\u00f5es individuais fica atrelado a\u0300s ferramentas \u2013 uma mensagem enviada por <em>e-mail<\/em> fica armazenada no servidor de <em>e-mail<\/em>, uma mensagem postada em certo fo\u0301rum faz parte do acervo daquele fo\u0301rum e, se ele for exclui\u0301do, o autor perde a mensagem. No MOrFEU, qualquer produc\u0327a\u0303o composta de UPIs e\u0301 tratada como um vei\u0301culo de comunicac\u0327a\u0303o (VCom).<\/p>\n<p>Ambientes desenvolvidos a partir do MOrFEU s\u00e3o descritos atrav\u00e9s de modelos conceituais das produ\u00e7\u00f5es intelectuais, formas e protocolos de socializa\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os, os quais podem sofrer altera\u00e7\u00f5es em tempo de execu\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de altera\u00e7\u00f5es em suas descri\u00e7\u00f5es. O conhecimento t\u00e9cnico exigido para especifica\u00e7\u00e3o dos ambientes \u00e9 de tal ordem que pode ser apropriado pelo usu\u00e1rio final (em nosso cen\u00e1rio o professor) em algumas horas, o que amplia sobremaneira as possibilidades de gera\u00e7\u00e3o de um produto tecnol\u00f3gico para atender \u00e0 demanda espec\u00edfica de uma AP.<\/p>\n<p><strong><em>5.2.4 Arquiteturas pedag\u00f3gicas e a integra\u00e7\u00e3o de novas tecnologias<\/em><\/strong><\/p>\n<p>As reflex\u00f5es sobre as demandas por suporte tecnol\u00f3gico requeridos pelas atividades pedag\u00f3gicas inclu\u00eddas numa AP, sua organiza\u00e7\u00e3o, segundo funcionalidades, atores envolvidos, prop\u00f3sitos espec\u00edficos e diversas outras categorias poss\u00edveis, bem como seu relacionamento com outros recursos e elementos constituintes, definem um elenco de requisitos importantes para orientar a concep\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de novas tecnologias.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a concep\u00e7\u00e3o, desenvolvimento e experi\u00eancia de utiliza\u00e7\u00e3o de uma arquitetura pedag\u00f3gica geralmente envolvem a caracteriza\u00e7\u00e3o de um ecossistema de aprendizagem e suas correspondentes configura\u00e7\u00f5es de indiv\u00edduos, grupos, pap\u00e9is, objetivos, locais, infraestrutura, recursos e, entre muitos outros elementos, uma mir\u00edade de inter-rela\u00e7\u00f5es, como apontado em trabalhos como os de <a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Steps-Ecology-Mind-Catherine-Bateson\/dp\/0226039056\">Bateson (1972)<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/As-Tecnologias-Intelig%C3%AAncia-pensamento-inform%C3%A1tica\/dp\/8585490152\">L\u00e9vy (1978)<\/a> e Norman (2013). Pensamos que a caracteriza\u00e7\u00e3o de um complexo ecossistema por certa arquitetura pedag\u00f3gica \u00e9 essencial para contextualizar e estabelecer diversos prop\u00f3sitos a ferramentas tecnol\u00f3gicas que podem funcionar de forma aut\u00f4noma ou semi assistida, como aquelas advindas de t\u00e9cnicas da intelig\u00eancia artificial, constituindo, portanto, uma importante \u00e1rea de investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica no tema.<br \/>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O RESUMO --><\/p>\n<section>\n<h3 id=\"resumo\">Resumo<\/h3>\n<figure hidden>\n      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1323\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/\/\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_MapaMental.pngxx\" alt=\"Mapa Mental deste cap\u00edtulo\" width=\"3160\" height=\"1288\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_MapaMental.png 3160w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_MapaMental-300x122.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_MapaMental-768x313.png 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2018\/10\/AC_MapaMental-1024x417.png 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 3160px) 100vw, 3160px\" \/><figcaption>Fonte: Local <link><\/figcaption><\/figure>\n<p>Neste cap\u00edtulo apresentamos o conceito de arquiteturas pedag\u00f3gicas, tendo como suporte te\u00f3rico a epistemologia gen\u00e9tica de Jean Piaget, a pedagogia da pergunta de Paulo Freire e as propostas da aprendizagem ativa. Al\u00e9m do embasamento conceitual, apresentamos os principais elementos necess\u00e1rios para proposi\u00e7\u00e3o de uma arquitetura pedag\u00f3gica espec\u00edfica.<\/p>\n<p>Oferecemos a voc\u00ea, leitor, como apoio \u00e0 compreens\u00e3o do conceito, uma variedade de exemplos previamente utilizados por n\u00f3s em situa\u00e7\u00f5es reais de sala de aula. A partir desses exemplos, oferecemos v\u00e1rias atividades, com sugest\u00f5es para explora\u00e7\u00e3o dos exemplos ou abrindo caminho \u00e0 proposi\u00e7\u00e3o de novas arquiteturas.<\/p>\n<p>Avan\u00e7ando um pouco a discuss\u00e3o, descrevemos arquiteturas complexas, que podem ser obtidas a partir da composi\u00e7\u00e3o ou aninhamento de arquiteturas mais simples, abrindo o horizonte para explorar abreviadamente o conceito de ecossistemas de aprendizagem (NORMAN, 2013).<\/p>\n<p>Por fim, considerado que a implementa\u00e7\u00e3o, a adequa\u00e7\u00e3o ou a extens\u00e3o de arquiteturas pedag\u00f3gicas requerem um suporte computacional, discutimos a produ\u00e7\u00e3o desses recursos com base em estrat\u00e9gias que envolvem desde a reutiliza\u00e7\u00e3o de <em>software<\/em> at\u00e9 a concep\u00e7\u00e3o de um <em>framework<\/em> para descri\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o de novas arquiteturas.<br \/>\n  <\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O LEITURAS --><\/p>\n<section id=\"leituras\">\n<h3>Leituras Recomendadas<\/h3>\n<section class=\"leitura_recomendada\"><!-- IN\u00cdCIO DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"http:\/\/arquiteturaspedagogicas4.pbworks.com\/f\/EAD%20UFRGS%20completo.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_11.png\" alt=\"Aprendizagem em rede na educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia: estudos e recursos para forma\u00e7\u00e3o de professores\" width=\"604\" height=\"867\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3591\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_11.png 604w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_11-209x300.png 209w\" sizes=\"auto, (max-width: 604px) 100vw, 604px\" \/><\/a><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"http:\/\/arquiteturaspedagogicas4.pbworks.com\/f\/EAD%20UFRGS%20completo.pdf\"><strong>Aprendizagem em rede na educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia: estudos e recursos para forma\u00e7\u00e3o de professores<\/strong><br \/>\n    <\/a>(<a href=\"#Lenz2007\">Porto Alegre: Ricardo Lenz Editor, 2007<\/a>)<\/p>\n<p>Organizado por Rosane Arag\u00f3n, Marie Jane Soares Carvalho e Credin\u00e9 Silva de Menezes, o livro discute o uso de v\u00e1rias arquiteturas pedag\u00f3gicas no contexto de um curso de gradua\u00e7\u00e3o em Pedagogia na modalidade a dist\u00e2ncia.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_recomendada\"><!-- IN\u00cdCIO DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/tede.ufam.edu.br\/bitstream\/tede\/4155\/2\/Tese - Leonardo do Nascimeto dos Santos.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_12.png\" alt=\"Um Modelo Conceitual para Ambientes Virtuais Flex\u00edveis\" width=\"659\" height=\"936\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3592\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_12.png 659w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_12-211x300.png 211w\" sizes=\"auto, (max-width: 659px) 100vw, 659px\" \/><\/a><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"https:\/\/tede.ufam.edu.br\/bitstream\/tede\/4155\/2\/Tese - Leonardo do Nascimeto dos Santos.pdf\"><strong>Um Modelo Conceitual para Ambientes Virtuais Flex\u00edveis<\/strong><br \/>\n    <\/a>(<a href=\"#ufa2014\">Manaus: Universidade Federal do Amazonas, 2014<\/a>)<\/p>\n<p>Essa tese (Doutorado em Inform\u00e1tica) de Leonardo Nascimento dos Santos apresenta uma excelente revis\u00e3o da literatura sobre ambientes para intera\u00e7\u00f5es sociais e apresenta o meta-ambiente MOrFEu. A avalia\u00e7\u00e3o do prot\u00f3tipo apresenta uma boa variedade de arquiteturas pedag\u00f3gicas modeladas e implementadas com um ambiente constru\u00eddo para valida\u00e7\u00e3o da proposta.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_recomendada\"><!-- IN\u00cdCIO DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/www.amazon.com\/Psicologia-Educa%C3%A7%C3%A3o-Virtual-Tecnologias-Comunica%C3%A7%C3%A3o-ebook\/dp\/B016V88JL6\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_13.png\" alt=\"Psicologia da Educa\u00e7\u00e3o Virtual: Aprender e Ensinar com as Tecnologias da Informa\u00e7\u00e3o e da Comunica\u00e7\u00e3o\" width=\"589\" height=\"857\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3593\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_13.png 589w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_13-206x300.png 206w\" sizes=\"auto, (max-width: 589px) 100vw, 589px\" \/><\/a><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"https:\/\/www.amazon.com\/Psicologia-Educa%C3%A7%C3%A3o-Virtual-Tecnologias-Comunica%C3%A7%C3%A3o-ebook\/dp\/B016V88JL6\"><strong>Psicologia da Educa\u00e7\u00e3o Virtual: Aprender e Ensinar com as Tecnologias da Informa\u00e7\u00e3o e da Comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\n    <\/a>(<a href=\"#artmed2010\">Artmed, Porto Alegre, 2010<\/a>)<\/p>\n<p>Esse livro escrito por pelos pesquisadores C\u00e9sar Coll, Carles Monereo e colaboradores apresenta um estudo detalhado sobre as contribui\u00e7\u00f5es da cultura digital para a concep\u00e7\u00e3o de novas estrat\u00e9gias pedag\u00f3gicas. O texto discute ainda sobre os processos psicol\u00f3gicos envolvidos neste novo contexto e sobre a necessidade de novas compet\u00eancias.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_recomendada\"><!-- IN\u00cdCIO DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Educa\u00e7\u00e3o-dist\u00e2ncia-forma\u00e7\u00e3o-profissional-reflexivo\/dp\/8589311503\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_14.jpg\" alt=\"Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia: Pr\u00e1tica e Forma\u00e7\u00e3o do Profissional Reflexivo\" width=\"330\" height=\"499\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3594\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_14.jpg 330w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_14-198x300.jpg 198w\" sizes=\"auto, (max-width: 330px) 100vw, 330px\" \/><\/a><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Educa\u00e7\u00e3o-dist\u00e2ncia-forma\u00e7\u00e3o-profissional-reflexivo\/dp\/8589311503\"><strong>Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia: Pr\u00e1tica e Forma\u00e7\u00e3o do Profissional Reflexivo<\/strong><br \/>\n    <\/a>(<a href=\"#avercamp2012\">Avercamp, S\u00e3o Paulo. 2012<\/a>)<\/p>\n<p>Organizado pelos Professores Jos\u00e9 Armando Valente e S\u00edlvia Branco Vidal Bustamante o livro apresenta uma s\u00e9rie de estudos sobre a forma\u00e7\u00e3o de professores para a pr\u00e1tica docente em ambientes digitais, considerando o trabalho no contexto de cursos a dist\u00e2ncia.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_recomendada\"><!-- IN\u00cdCIO DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/As-Tecnologias-Intelig%C3%AAncia-pensamento-inform%C3%A1tica\/dp\/8585490152\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_15.png\" alt=\"As Tecnologias da Intelig\u00eancia \u2013 O futuro do pensamento na era da Inform\u00e1tica\" width=\"284\" height=\"430\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3595\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_15.png 284w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_15-198x300.png 198w\" sizes=\"auto, (max-width: 284px) 100vw, 284px\" \/><\/a><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/As-Tecnologias-Intelig%C3%AAncia-pensamento-inform%C3%A1tica\/dp\/8585490152\"><strong>As Tecnologias da Intelig\u00eancia \u2013 O futuro do pensamento na era da Inform\u00e1tica<\/strong><br \/>\n    <\/a>(<a href=\"#levy2014\">Pierre L\u00e9vy, 2014<\/a>)<\/p>\n<p>Neste texto, o pensador Pierre L\u00e9vy lan\u00e7a uma vis\u00e3o sobre o futuro, antecipando as transforma\u00e7\u00f5es na nossa forma de pensar, decorrentes da cria\u00e7\u00e3o de redes de intera\u00e7\u00e3o e da navega\u00e7\u00e3o em textos hipermidi\u00e1ticos. No livro que Levy aponta para as possibilidades de uma nova ecologia cognitiva viabilizada pelas cont\u00ednuas intera\u00e7\u00f5es no Ciberespa\u00e7o.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><br \/>\n  <\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O EXERC\u00cdCIOS --><\/p>\n<section id=\"exercicios\">\n<h3 id=\"exercicios\">Exerc\u00edcios<\/h3>\n<ol>\n<li>Use as ideias apresentadas para orientar a reflex\u00e3o sobre uma AP cujo prop\u00f3sito central \u00e9 a an\u00e1lise cooperativa de textos did\u00e1ticos, como \u00e9 o caso deste cap\u00edtulo. Descreva e fundamente as atividades pedag\u00f3gicas propostas na perspectiva da teoria construtivista, bem como o suporte tecnol\u00f3gico esperado nos cen\u00e1rios considerados.<\/li>\n<li>Proponha varia\u00e7\u00f5es ou extens\u00f5es das propostas de AP apresentadas no cap\u00edtulo.<\/li>\n<li>Apresente contribui\u00e7\u00f5es usando t\u00e9cnicas de intelig\u00eancia artificial para potencializar as media\u00e7\u00f5es e, por conseguinte, aprendizagens em uma das arquiteturas pedag\u00f3gicas apresentadas neste cap\u00edtulo.<\/li>\n<\/ol>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O REFER\u00caNCIAS --><\/p>\n<section id=\"referencias\">\n<h3>Refer\u00eancias<\/h3>\n<p id=\"ALVES2003\">ALVES, Lynn; JAPIASSU, Ricardo; Hetkowski. <a href=\"http:\/\/www.comunidadesvirtuais.pro.br\/colaborativo\/\"><strong>Trabalho colaborativo na\/em rede<\/strong>: entrela\u00e7ando trilhas<\/a>. 2003.<\/p>\n<p id=\"\"><a href=\"#\"><strong><\/strong><\/a><\/p>\n<p>ALARC\u00c3O, I. <a href=\"https:\/\/www.google.com\/aclk?sa=L&amp;ai=DChcSEwjJmsjO_NLsAhWKiJEKHU5xC3AYABAGGgJjZQ&amp;sig=AOD64_1pClIXhlIJDHt_MJHvGjPMfPXOSA&amp;ctype=5&amp;q=&amp;ved=2ahUKEwjrw77O_NLsAhVXIbkGHRoKAE4Q9aACegQIGBBY&amp;adurl=\"><strong>Professores reflexivos em uma escola reflexiva<\/strong><\/a>. S\u00e3o Paulo: Cortez, 2010. Col. Quest\u00f5es de Nossa \u00c9poca, v. 8.<\/p>\n<p>ARAG\u00d3N, R. <a href=\"https:\/\/periodicoscientificos.ufmt.br\/ojs\/index.php\/educacaopublica\/article\/view\/3674\">Intera\u00e7\u00e3o e media\u00e7\u00e3o no contexto das arquiteturas pedag\u00f3gicas para a aprendizagem em rede<\/a>. <strong>Revista de Educa\u00e7\u00e3o<\/strong> <strong>P\u00fablica<\/strong>, Cuiab\u00e1, v. 25, n. 59, p. 21-275, maio\/ago. 2016.<\/p>\n<p>BATESON, G. <a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Steps-Ecology-Mind-Catherine-Bateson\/dp\/0226039056\"><strong>Steps to an Ecology of Mind<\/strong>: Collected Essays. in Antropology, Psychiatry, Evolution<\/a>, and Epistemology. Lanham, Maryland: Jason Aronson Inc, 1972.<\/p>\n<p>BROWN, J. S. <a href=\"http:\/\/www.johnseelybrown.com\/Growing_up_digital.pdf\">GROWING UP DIGITAL: How the Web Changes Work, Education, and the Ways People Learn<\/a>. In Change. March\/April, 2000.<\/p>\n<p>CARVALHO, M. J.; ARAG\u00d3N, R.; MENEZES, C. S. <a href=\"https:\/\/www.br-ie.org\/pub\/index.php\/sbie\/article\/view\/420\/406\">Arquiteturas pedag\u00f3gicas para educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia: concep\u00e7\u00f5es e suporte telem\u00e1tico<\/a>, <strong>Anais <\/strong>do XVI SBIE, Juiz de Fora, MG, 2005.<\/p>\n<p>CASTRO JR, A.; MENEZES, C. <a href=\"https:\/\/sistemascolaborativos.uniriotec.br\/aprendizagem-colaborativa-com-suporte-computacional\/\">Aprendizagem colaborativa com suporte computacional<\/a>. In: PIMENTEL, Mariano; FUKS, Hugo (org.). <strong>Sistemas Colaborativos<\/strong>. 1a. Ed. Rio de Janeiro: Elsevier Editora Ltda, 2011, p. 135-153.<\/p>\n<p>FAGUNDES, L. C.; SATO, L. S.; MA\u00c7ADA, D. L. <a href=\"https:\/\/extensao.cecierj.edu.br\/material_didatico\/ied01\/arqs\/atvf_projetoLea.pdf\">Projeto? O que \u00e9? Como se faz?<\/a> In: FAGUNDES, L. da C.;\u00a0SATO, L. S.;\u00a0MA\u00c7ADA, D. L. <strong>Aprendizes do futuro<\/strong>: as inova\u00e7\u00f5es come\u00e7aram! Bras\u00edlia: MEC\/Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia, 1998, p. 15-26. Col. Inform\u00e1tica para Mudan\u00e7as na Educa\u00e7\u00e3o. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.dominiopublico.gov.br\/download\/texto\/me003153.pdf\">http:\/\/www.dominiopublico.gov.br\/download\/texto\/me003153.pdf<\/a><\/p>\n<p>FERNANDES-JR, J.I.C. <a href=\"https:\/\/repositorio.ufes.br\/bitstream\/10\/9865\/1\/tese_9354_UM%20AMBIENTE%20COMPUTACIONAL%20PARA%20ARQUITETURA%20PEDAG%C3%93GICA%20DEBATE%20DE%20TESES_versaoFinal.pdf\">Um Ambiente Computacional para a Arquitetura Pedag\u00f3gica \u201cDebate De Teses\u201d<\/a>, Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Inform\u00e1tica) &#8211; PPGI\/UFES, Vit\u00f3ria, 2015.<\/p>\n<p>FREIRE, P. <a href=\"https:\/\/books.google.com.br\/books\/about\/Pedagogia_da_autonomia.html?id=Ae4nAwAAQBAJ&amp;printsec=frontcover&amp;source=kp_read_button&amp;redir_esc=y#v=onepage&amp;q&amp;f=false\"><strong>Pedagogia da autonomia<\/strong>: saberes necess\u00e1rios \u00e0 pr\u00e1tica educativa<\/a>. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011.<\/p>\n<p>L\u00c9VY, Pierre. <a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/As-Tecnologias-Intelig%C3%AAncia-pensamento-inform%C3%A1tica\/dp\/8585490152\"><strong>As tecnologias da intelig\u00eancia<\/strong>: O futuro do pensamento na Era da Inform\u00e1tica<\/a>. Rio de Janeiro: Editora 34, 1998.<\/p>\n<p>MENEZES, C. S.; ARAG\u00d3N, R.\u00a0 <a href=\"http:\/\/m.repositorium.sdum.uminho.pt\/bitstream\/1822\/53484\/1\/2016%20_book_ed%20PAEE2016%2BALE%20proceedings.pdf\">Aprendizagem ativa no desenvolvimento de sistemas colaborativos. <strong>Proceedings<\/strong>\u00a0 of\u00a0 the\u00a0 PAEE\/ALE 2016<\/a>,\u00a0 8th\u00a0 International\u00a0 Symposium\u00a0 on\u00a0 Project\u00a0 Approaches\u00a0 in\u00a0 Engineering\u00a0 Education (PAEE) and 14th Active Learning in Engineering Education Workshop (ALE), 2016, p. 492-500<\/p>\n<p>MENEZES, C. S.; ARAG\u00d3N, R. A.; CASTRO JR, A. N.; SANTOS, L. N. <a href=\"https:\/\/www.br-ie.org\/pub\/index.php\/sbie\/article\/view\/727\/713\">MOrFEU: Multi-Organizador Flex\u00edvel de Espa\u00e7os VirtUais para apoiar a inova\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica em EAD<\/a>. <strong>Anais<\/strong> do XIX SBIE, Fortaleza \u2013 CE, 2008.<\/p>\n<p>MENEZES, C. S.; ARAG\u00d3N, R.; ZIEDE, M. L. <a href=\"https:\/\/www.br-ie.org\/pub\/index.php\/sbie\/article\/view\/8001\/5695\">Um <em>framework<\/em> para desenvolvimento de arquiteturas pedag\u00f3gicas para aprendizagem ativa<\/a>. <strong>Anais<\/strong> do XXIX SBIE, Fortaleza \u2013 CE, 2018.<\/p>\n<p>MONTEIRO, V. C. P. C. <a href=\"http:\/\/www.dominiopublico.gov.br\/pesquisa\/DetalheObraForm.do?select_action=&amp;co_obra=129400\">Um ambiente de apoio ao desenvolvimento de projetos de aprendizagem<\/a>. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Inform\u00e1tica) &#8211; PPGI \/ UFES, Vit\u00f3ria, 2006.<\/p>\n<p>NEVADO, R. A.; MENEZES, C. S.; VIEIRA JR, R. R. M. <a href=\"https:\/\/www.br-ie.org\/pub\/index.php\/sbie\/article\/view\/1644\/1409\">Debate de teses: uma arquitetura pedag\u00f3gica<\/a>, <strong>Anais<\/strong> do XVII WIE, Aracaju \u2013 SE, 2011.<\/p>\n<p>NATALI, E.; MENEZES, C.S. <a href=\"https:\/\/www.br-ie.org\/pub\/index.php\/sbie\/article\/view\/1726\/1487\">FrameColab: Um framework para a cria\u00e7\u00e3o de Ambientes Colaborativos<\/a>; <strong>Anais <\/strong>do XXIII SBIE, Rio de Janeiro, RJ, 2012.<\/p>\n<p>NORMAN, J. J. <a href=\"http:\/\/www.lifewideebook.co.uk\/uploads\/1\/0\/8\/4\/10842717\/chapter_c4.pdf\">Learning Ecology Narratives<\/a>. In: JACKSON, Norman; COOPER, Brian (ed.). <strong>Lifewide Learning, Education &amp; Personal Development<\/strong>, e-book, 2013.<\/p>\n<p>PANCERI. S. S. <a href=\"https:\/\/repositorio.ufes.br\/bitstream\/10\/9868\/1\/tese_9789_APOIO%20COMPUTACIONAL%20PARA%20A%20MEDIA%c3%87%c3%83O%20PEDAG%c3%93GICA%20EM%20DEBATE%20DE%20TESES%20-%20Final%281%2920160608-102619.pdf\">Apoio computacional para a media\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica em \u201cdebate de teses\u201d<\/a>. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Inform\u00e1tica) &#8211; PPGI \/ UFES, Vit\u00f3ria, 2016.<\/p>\n<p>PAULETTI1, F., ROSA, M. P; A., FENNER, R. S. <a href=\"https:\/\/www2.marilia.unesp.br\/index.php\/scheme\/article\/view\/3948\/2960\">O Sujeito Epist\u00eamico e a Aprendizagem<\/a>. Scheme &#8211; Revista Eletr\u00f4nica de Psicologia e Epistemologia Gen\u00e9tica, V.6 N.1, Jan-Jul, 2014.<\/p>\n<p>PIAGET, J. <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/psicoeduc\/piaget\/o-trabalho-por-equipes-piaget\/comment-page-2\/\">O trabalho por equipes na escola: bases psicol\u00f3gicas<\/a>. Trad. Luiz G. Fleury. <strong>Revista de Educa\u00e7\u00e3o<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Diretoria do Ensino do Estado de S\u00e3o Paulo, v. XV e XVI, p. 4-16, 1936.<\/p>\n<p>PIAGET, J. <a href=\"https:\/\/www.estantevirtual.com.br\/livros\/jean-piaget\/os-pensadores-piaget\/3954980388?livro_usado=1&amp;b_order=preco&amp;gclid=CjwKCAiAv4n9BRA9EiwA30WND_Nx8o5tQj-NL_h1fHvOmddEzVj2344INvcBUw9tArltgKtTeUuKDhoC-WAQAvD_BwE\">A Epistemologia Gen\u00e9tica<\/a>. In: <strong>Piaget<\/strong>. S\u00e3o Paulo, Abril Cultural S.A., 1978. Cole\u00e7\u00e3o Pensadores.<\/p>\n<p>PIAGET, Jean. <a href=\"https:\/\/www.pearsonclinical.com.br\/jean-piaget-sobre-a-pedagogia-textos-ineditos.html\">Observa\u00e7\u00f5es Psicol\u00f3gicas Sobre o\u00a0<em>Self Government<\/em>. In: PIAGET<\/a>piaget, Jean.<strong>\u00a0Sobre a Pedagogia<\/strong>: textos in\u00e9ditos. S\u00e3o Paulo: Casa do Psic\u00f3logo, 1998.<\/p>\n<p>RAMOZZI-CHIAROTTINO, Z. <a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Psicologia-Epistemologia-Genetica-Jean-Piaget\/dp\/8512623500\"><strong>Psicologia e epistemologia gen\u00e9tica de Jean Piaget<\/strong><\/a>. S\u00e3o Paulo: Editora EPU, 1988.<\/p>\n<p>TAVARES, O. L.; MENEZES, C. S.; NEVADO, R. A. <a href=\"https:\/\/ieeexplore.ieee.org\/document\/6462427\">Pedagogical architectures to support the process of teaching and learning of computer programming<\/a>. <strong>Proceedings<\/strong> of Frontiers in Education Conference (FIE), Seattle, Washington, 2012, pages 1\u20136.<br \/>\n  <\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O AUTORES --><\/p>\n<section id=\"Autoria\">\n<h3>Autoria<\/h3>\n<section id=\"Menezes\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\">\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_08.png\" alt=\"\" width=\"452\" height=\"510\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3540\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_08.png 452w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_08-266x300.png 266w\" sizes=\"auto, (max-width: 452px) 100vw, 452px\" \/><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"autor_descricao\">\n        <strong>Credin\u00e9 Silva de Menezes<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/54544p84334693909\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/54544p84334693909<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Professor titular da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o\/UFRGS, docente dos Programas de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o (PPGIE\/UFRGS) e Inform\u00e1tica (PPGI\/UFES). Membro do N\u00facleo de Estudos em Educa\u00e7\u00e3o na Cultura Digital (NEED\/UFRGS). Desenvolve pesquisas nos seguintes temas: Ambientes Inteligentes para apoio \u00e0 Aprendizagem, Arquiteturas Pedag\u00f3gicas, Forma\u00e7\u00e3o de Professores, Jogos Digitais e Aprendizagem, Ecossistemas Digitais de Aprendizagem e Pensamento Computacional.<\/span><br \/>\n      <\/section>\n<\/section>\n<section id=\"Castro\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\">\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_09.png\" alt=\"\" width=\"619\" height=\"683\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3542\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_09.png 619w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_09-272x300.png 272w\" sizes=\"auto, (max-width: 619px) 100vw, 619px\" \/><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"autor_descricao\">\n        <strong>Alberto Nogueira de Castro Junior<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/5919189481858271\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/5919189481858271<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Professor titular do Instituto de Computa\u00e7\u00e3o da UFAM (IComp\/UFAM), docente no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Inform\u00e1tica (PPGI\/UFAM) e no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ensino de Ci\u00eancias e Matem\u00e1tica (PPGECiM\/UFAM). L\u00edder do Grupo de Pesquisa Sistemas Inteligentes (GSI\/UFAM). Desenvolve pesquisa na \u00e1rea de Inform\u00e1tica Aplicada na Educa\u00e7\u00e3o, Intelig\u00eancia Artificial Aplicada, Tecnologias Assistivas, e Pensamento Computacional.<\/span><br \/>\n      <\/section>\n<\/section>\n<section id=\"Aragon\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\">\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_10.png\" alt=\"\" width=\"312\" height=\"378\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3543\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_10.png 312w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/34APAR_10-248x300.png 248w\" sizes=\"auto, (max-width: 312px) 100vw, 312px\" \/><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"autor_descricao\">\n        <strong>Rosane Arag\u00f3n<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/3641003731586487\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/3641003731586487<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Professora titular da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da UFRGS, docente nos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o (PPGEDU\/UFRGS) e em Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o (PPGIE\/UFRGS), l\u00edder do N\u00facleo de Estudos em Educa\u00e7\u00e3o na Cultura Digital (NEED). Desenvolve pesquisas na \u00e1rea de Educa\u00e7\u00e3o, com \u00eanfase em Aprendizagem em Ambientes Digitais, atuando principalmente nos seguintes temas: Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia, Forma\u00e7\u00e3o de Professores e Arquiteturas Pedag\u00f3gicas para a Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia.<\/span><br \/>\n      <\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O CITAR --><\/p>\n<section id=\"citar\" hidden>\n<h3>Como citar este cap\u00edtulo<\/h3>\n<blockquote><p>[AUTORES]. [T\u00cdTULO]. In: SANTOS, Edm\u00e9a O.; PIMENTEL, Mariano; SAMPAIO, F\u00e1bio F. (Org.). <b>Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o: autoria, m\u00eddia, letramento, inclus\u00e3o digital<\/b>. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o, 2019. (S\u00e9rie Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, v.5) Dispon\u00edvel em: &lt;[LINK DO ARTIGO]&gt;\n    <\/p><\/blockquote>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O COMENT\u00c1RIOS --><\/p>\n<section id=\"comentarios\"><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Credin\u00e9 Silva de Menezes, Alberto Nogueira de Castro J\u00fanior, Rosane Arag\u00f3n) Fonte: Share for the future O que s\u00e3o arquiteturas &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3224","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3224","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3224"}],"version-history":[{"count":28,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3224\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3616,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3224\/revisions\/3616"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3224"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3224"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3224"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}