{"id":3038,"date":"2021-03-05T10:06:48","date_gmt":"2021-03-05T13:06:48","guid":{"rendered":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/?p=3038"},"modified":"2021-03-10T10:03:01","modified_gmt":"2021-03-10T13:03:01","slug":"inclusao-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/inclusao-digital\/","title":{"rendered":"(Re)Pensar Os Processos Educativos Escolares Sob O Olhar Da Inclus\u00e3o Digital"},"content":{"rendered":"<p>(<a href=\"#Marcon\">Karina Marcon<\/a>, <a href=\"#Malaggi\">Vitor Malaggi<\/a>)<\/p>\n<p><!-- IMAGEM DISPARADORA --><\/p>\n<section id=\"imagemDisparadora\"><!-- IMAGEM --><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3117\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_01.png\" alt=\"\" width=\"710\" height=\"703\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_01.png 710w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_01-300x297.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_01-150x150.png 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_01-70x70.png 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_01-125x125.png 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 710px) 100vw, 710px\" \/><!-- QUEST\u00c3O DE ABERTURA --><\/p>\n<h4>Quais s\u00e3o as poss\u00edveis transforma\u00e7\u00f5es dos processos educativos escolares em um contexto de inclus\u00e3o digital?<\/h4>\n<p><!-- TEXTO INTRODUT\u00d3RIO --><\/p>\n<p>O conceito de inclus\u00e3o digital muitas vezes \u00e9 associado ao simples acesso \u00e0s tecnologias digitais de rede e \u00e0 conex\u00e3o a internet. Para al\u00e9m dessa perspectiva do acesso, propomos aqui uma discuss\u00e3o na qual a inclus\u00e3o digital \u00e9 compreendida como um processo que oportuniza ao sujeito a apropria\u00e7\u00e3o autoral, cr\u00edtica e criativa das tecnologias, reconhecendo seu papel pol\u00edtico, comunicativo e educacional. Quando pensamos os processos educativos escolares sob o olhar da inclus\u00e3o digital, temos a necessidade de refletir sobre as transforma\u00e7\u00f5es na rela\u00e7\u00e3o educador-educando em contextos educativos interativos e sobre o potencial pedag\u00f3gico de tecnologias interativas em processos de ensino-aprendizagem. Essa \u00e9 a proposi\u00e7\u00e3o deste texto, vamos l\u00e1?<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- OBJETIVOS EDUCACIONAIS --><\/p>\n<section id=\"objetivosEducacionais\">\n<h4>Objetivos Educacionais:<\/h4>\n<ul>\n<li>Discutir o conceito de inclus\u00e3o digital e sua articula\u00e7\u00e3o com a inform\u00e1tica educativa;<\/li>\n<li>Refletir sobre as transforma\u00e7\u00f5es na rela\u00e7\u00e3o educador-educando em contextos educativos interativos;<\/li>\n<li>Conhecer exemplos de tecnologias interativas pass\u00edveis de apropria\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica nos processos de ensino-aprendizagem da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>\u00cdndice:<\/h4>\n<ul>\n<li><a href=\"#s1\">1 INTRODU\u00c7\u00c3O<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s2\">2 RELA\u00c7\u00c3O EDUCADOR-EDUCANDO EM CONTEXTOS EDUCATIVOS INTERATIVOS<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s3\">3 PR\u00c1TICAS PEDAG\u00d3GICAS E TECNOLOGIAS INTERATIVAS NA EDUCA\u00c7\u00c3O B\u00c1SICA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s4\">4 CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#resumo\">Resumo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#leituras\">Leituras Recomendadas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#exercicios\">Exerc\u00edcios<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#referencias\">Refer\u00eancias<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#Autoria\">Autoria<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#citar\">Como citar este cap\u00edtulo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#comentarios\">Coment\u00e1rios<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 1 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s1\">1 INTRODU\u00c7\u00c3O<\/h2>\n<p>O ingresso na cultura participativa \u00e9 uma necessidade intr\u00ednseca do sujeito na sociedade tecnol\u00f3gica contempor\u00e2nea, e acreditamos que essa quest\u00e3o precisa ser refletida nos processos educativos escolares. Uma nova din\u00e2mica educacional surge com a iner\u00eancia das tecnologias digitais de rede na sociedade e nos espa\u00e7os escolares, propiciando uma situa\u00e7\u00e3o de conectividade intensa e provocando novas demandas, como a necessidade de acesso e de apropria\u00e7\u00e3o dessas tecnologias na vida social.<br \/>\nPensamos que \u00e9 preciso superar a simples busca do acesso do sujeito \u00e0s tecnologias, pois \u201c[&#8230;] enquanto o foco permanecer no acesso, a reforma permanecer\u00e1 concentrada nas tecnologias; assim que come\u00e7armos a falar em participa\u00e7\u00e3o, a \u00eanfase se deslocar\u00e1 para os protocolos e pr\u00e1ticas culturais\u201d (<a href=\"#JENKINS2009\">JENKINS, 2009<\/a>, p. 52). Mais do que proporcionar o ingresso do sujeito no mundo tecnol\u00f3gico, o que est\u00e1 em pauta \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de novas formas de pensamento, de conhecimento e de cultura.<\/p>\n<p><!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Cinco conceitos de Henry Jenkins \u2013 Cultura da converg\u00eancia<\/h5>\n<p>Este v\u00eddeo discute cinco conceitos trabalhados na obra <strong>Cultura da converg\u00eancia<\/strong>, de Henry Jenkins. Tais conceitos s\u00e3o interessantes para compreender as din\u00e2micas comunicacionais em um contexto sociot\u00e9cnico em que h\u00e1 converg\u00eancia entre m\u00eddias anal\u00f3gicas e digitais.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"5 Conceitos de Henry Jenkins - Cultura da Converg\u00eancia\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/mBsWb5TWXUQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\nFonte: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/mBsWb5TWXUQ\">Youtube<\/a><\/center><\/p>\n<\/section>\n<p>Entendemos ser nuclear a promo\u00e7\u00e3o de novas \u201c[&#8230;] formas de educa\u00e7\u00e3o e letramento midi\u00e1tico que auxiliem as crian\u00e7as a desenvolver as habilidades necess\u00e1rias para se tornarem participantes plenos de sua cultura\u201d (<a href=\"#JENKINS2009\">JENKINS, 2009<\/a>, p. 331). Um conceito que nos possibilita entender essas dimens\u00f5es de apropria\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica \u00e9 o de inclus\u00e3o digital, pelo qual os sujeitos s\u00e3o compreendidos como produtores ativos de conhecimento e de cultura, em uma din\u00e2mica reticular que privilegia a viv\u00eancia de caracter\u00edsticas nucleares na sociedade contempor\u00e2nea, como a intera\u00e7\u00e3o, a autoria e a colabora\u00e7\u00e3o. Inclus\u00e3o digital pressup\u00f5e o empoderamento das pessoas por meio das tecnologias, da garantia da equidade social e da valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade, suprindo necessidades individuais e coletivas, visando \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias condi\u00e7\u00f5es de exist\u00eancia e o exerc\u00edcio da cidadania na rede (<a href=\"#MARCON2015\">MARCON, 2015<\/a>).<\/p>\n<p><!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Dimens\u00f5es do conceito de inclus\u00e3o digital<\/h5>\n<ol>\n<li>Apropria\u00e7\u00e3o\/flu\u00eancia\/empoderamento tecnol\u00f3gico.<\/li>\n<li>Produ\u00e7\u00e3o\/autoria individual\/coletiva de conhecimento e de cultura.<\/li>\n<li>Exerc\u00edcio da cidadania na rede.<\/li>\n<\/ol>\n<p>O <strong>Eixo 1 \u2013 Apropria\u00e7\u00e3o\/flu\u00eancia\/empoderamento tecnol\u00f3gico<\/strong> \u2013 diz respeito ao acesso, \u00e0 apropria\u00e7\u00e3o, ao dom\u00ednio e \u00e0 flu\u00eancia tecnol\u00f3gica, condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para reconhecer e transitar pela linguagem hipermidi\u00e1tica, condutora da cultura digital. \u00c9 nesse eixo que dialogamos com os diferentes n\u00edveis de apropria\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica e letramento digital, reconhecendo a necessidade de se assegurar a equidade de acesso, bem como oportunizar o empoderamento dos sujeitos por meio das tecnologias digitais de rede, reconhecendo seu potencial comunicacional, educativo e pol\u00edtico.<\/p>\n<p>O <strong>Eixo 2 \u2013 Produ\u00e7\u00e3o\/autoria individual\/coletiva de conhecimento e cultura<\/strong> \u2013 compreende os sujeitos como autores e produtores ativos de conhecimento e de cultura. As tecnologias digitais de rede potencializam a viv\u00eancia de processos comunicacionais interativos, autorais e colaborativos. Com a abertura dos polos de emiss\u00e3o, a cibercultura autoriza o sujeito a se expressar, interagir e participar. Superam-se a comunica\u00e7\u00e3o unidirecional e os limites temporais e espaciais, privilegia-se a intera\u00e7\u00e3o todos-todos. \u00c9 nesse eixo que correlacionamos a inclus\u00e3o digital com a apropria\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e criativa das tecnologias digitais de rede, na qual os sujeitos, al\u00e9m de consumidores, s\u00e3o autorizados a criar, produzir e compartilhar informa\u00e7\u00f5es, conhecimentos e cultura.<\/p>\n<p>O <strong>Eixo 3 \u2013 Exerc\u00edcio da cidadania na rede<\/strong> \u2013 refere-se \u00e0 garantia de participa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos sujeitos no ciberespa\u00e7o e \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade social. Reconhecemos que a apropria\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica pode acontecer de acordo com a realidade e interesses de cada sujeito, isto \u00e9, cada um se apropria das tecnologias de acordo com as suas necessidades individuais, coletivas ou comunit\u00e1rias. Nesse eixo, fazemos uma interlocu\u00e7\u00e3o com propostas que objetivam o reconhecimento das tecnologias digitais de rede como propulsoras de transforma\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias condi\u00e7\u00f5es de exist\u00eancia e do exerc\u00edcio da cidadania na rede.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"#MARCON2015\">MARCON, 2015<\/a>.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- QUADRO CINECLUB --><\/p>\n<section class=\"quadro cineclube\">\n<h5>CINECLUBE: BLACK MIRROR<\/h5>\n<section class=\"cineclube_cartaz\"><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/br\/title\/70264888\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3118\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_02.png\" alt=\"Black Mirror\" width=\"823\" height=\"401\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_02.png 823w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_02-300x146.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_02-768x374.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 823px) 100vw, 823px\" \/><br \/>\n<\/a>Dispon\u00edvel na <a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/br\/title\/70264888\">Netflix<\/a><\/section>\n<section class=\"cineclube_sinopse\">Uma das s\u00e9ries televisivas mais aclamadas dos \u00faltimos tempos por p\u00fablico e cr\u00edtica, <strong>Black mirror<\/strong> nos \u201cprende na tela\u201d pelo vi\u00e9s de, em narrativas de poss\u00edveis distopias tecnol\u00f3gicas, mostrar-nos como, na verdade, muitos aspectos cr\u00edticos desses cen\u00e1rios hipot\u00e9ticos j\u00e1 ocorrem na realidade atual. \u00c9 o caso do epis\u00f3dio \u201cNosedive\u201d, em que as m\u00eddias sociais ganham papel preponderante n\u00e3o somente pela simples media\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos no digital, mas, sobretudo, para determinar seus pap\u00e9is e possibilidades na sociedade. Aqueles que ganham boas classifica\u00e7\u00f5es com quem interagem constituem um <em>score<\/em> alto que lhe permite regalias diversas: de descontos no aluguel a estar rodeado de \u201camigos\u201d. Notas baixas, por sua vez, conduzem a processos de exclus\u00e3o social.A proposta de debates para este Cineclube \u00e9 a seguinte: <em>Quais seriam as poss\u00edveis facetas desumanizantes das tecnologias interativas, em contextos sociot\u00e9cnicos em que, cada vez mais, tais recursos parecem mediar nossas rela\u00e7\u00f5es com o mundo e com os outros? Al\u00e9m disso, como podemos (se podemos&#8230;) subverter esses processos?<\/em><\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p>A doc\u00eancia na cultura digital nos coloca como problem\u00e1tica a forma\u00e7\u00e3o inicial e permanente dos educadores, tendo em vista a inser\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e intencional das tecnologias digitais em rede (TDRs) nos processos de ensino-aprendizagem. Tal forma\u00e7\u00e3o, no campo da Tecnologia na Educa\u00e7\u00e3o, pode ser interpretada como conjunto de atividades que visa \u00e0 inclus\u00e3o digital,<\/p>\n<section class=\"blockquote\">[&#8230;] processo horizontal que deve ocorrer a partir do interior dos grupos com vistas ao desenvolvimento de cultura de rede, numa perspectiva que considere processos de intera\u00e7\u00e3o, de constru\u00e7\u00e3o de identidade, de amplia\u00e7\u00e3o da cultura e de valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade, para, desde uma postura de cria\u00e7\u00e3o de conte\u00fados pr\u00f3prios e de exerc\u00edcio da cidadania, possibilitar a quebra do ciclo de produ\u00e7\u00e3o, consumo e depend\u00eancia tecnocultural (<a href=\"#TEIXEIRA2010\">TEIXEIRA, 2010<\/a>, p. 39).<\/section>\n<p>Em outras palavras, uma forma\u00e7\u00e3o que intencione (re)pensar saberes e pr\u00e1ticas necess\u00e1rias \u00e0 doc\u00eancia na cultura digital deve envolver, no m\u00ednimo, tr\u00eas tarefas distintas por\u00e9m interdependentes e complementares:<\/p>\n<ol type=\"a\">\n<li>apropria\u00e7\u00e3o das TDRs em n\u00edvel de constru\u00e7\u00e3o da flu\u00eancia tecnol\u00f3gica, enquanto aprendizado de \u201ccomo operar\u201d as interfaces digitais que perpassam a utiliza\u00e7\u00e3o das TDRs;<\/li>\n<li>apropria\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica das caracter\u00edsticas comunicacionais das TDRs, no sentido de refletir acerca das ressignifica\u00e7\u00f5es e possibilidades abertas \u00e0 pr\u00e1xis educativa a partir do reconhecimento da l\u00f3gica interativa e reticular que perpassa tais artefatos tecnol\u00f3gicos;<\/li>\n<li>objetiva\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica das caracter\u00edsticas interativo-comunicacionais das TDRs em processo educativos com os alunos. Ou seja, a inser\u00e7\u00e3o planejada e intencional desses artefatos em situa\u00e7\u00f5es de ensino-aprendizagem, sempre ressaltadas, lembremos, a vincula\u00e7\u00e3o das propostas educativas com as TDRs e as concep\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-pedag\u00f3gicas de vi\u00e9s cr\u00edtico e emancipat\u00f3rio.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Dessa forma, o educador passa de um mero consumidor de propostas prontas e pr\u00e9-formatadas, acerca de como utilizar as TDRs na Educa\u00e7\u00e3o, inserindo-se de forma protagonista na a\u00e7\u00e3o-reflex\u00e3o-a\u00e7\u00e3o acerca dos potenciais pedag\u00f3gicos desses artefatos. Passa a valorizar seus conhecimentos pedag\u00f3gicos pr\u00e9vios e a forma como estes podem reagir com novas modalidades de doc\u00eancia, pautadas na cultura digital, no sentido de constru\u00e7\u00e3o coletiva de sua identidade profissional como s\u00edntese hist\u00f3rica e, portanto, sempre aberta e afeita a ressignifica\u00e7\u00f5es. Enfim, insere-se em um movimento de forma\u00e7\u00e3o permanente, enquanto conjunto de atividades educativas processuais, ininterruptas e coletivas, ao passo em que se assume, solidariamente com seus pares, como sujeito que problematiza, investiga e transforma as pr\u00e1ticas educativas desenvolvidas nas institui\u00e7\u00f5es de ensino de que faz parte.<br \/>\nNesse contexto, uma das principais dimens\u00f5es das pr\u00e1ticas educativas mediadas pelas TDRs e que exige do(a) educador(a) um processo constante de reflex\u00e3o, \u00e9 a forma como ser\u00e1 configurada a sua rela\u00e7\u00e3o com os(as) educandos(as). Ou seja, cria-se um debate que envolve um (re)pensar sobre os pap\u00e9is e fun\u00e7\u00f5es desses sujeitos no processo educativo, agora tamb\u00e9m mediatizado por artefatos tecnol\u00f3gicos digitais de cunho interativo-dial\u00f3gico.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 2 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s2\">2 RELA\u00c7\u00c3O EDUCADOR-EDUCANDO EM CONTEXTOS EDUCATIVOS INTERATIVOS<\/h2>\n<p>No presente item, intencionamos apresentar algumas discuss\u00f5es preliminares sobre os pap\u00e9is e\/ou fun\u00e7\u00f5es dos educadores e educandos em contextos educativos interativos; mais precisamente, passados pela apropria\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica das tecnologias digitais de rede (TDRs). Estas podem ser compreendidas como os ambientes hipermidi\u00e1ticos de comunica\u00e7\u00e3o interativa que surgem com o advento do ciberespa\u00e7o, permitindo o estabelecimento de processos de autoria colaborativa e protagonismo de cada n\u00f3 pertencente a uma determinada rede digital. Portanto, entendemos que as TDRs engendram a intelig\u00eancia coletiva, ideia-s\u00edntese do movimento social de apropria\u00e7\u00e3o cr\u00edtica e criativa das tecnologias interativas de comunica\u00e7\u00e3o na cibercultura (<a href=\"#MALAGGI2009\">MALAGGI, 2009<\/a>).<br \/>\nDestacamos, ainda, que as TDRs s\u00e3o expressadas pela linguagem nativa do ciberespa\u00e7o, a hiperm\u00eddia, que articula diferentes formatos midi\u00e1ticos (imagem, escrita, audiovisual etc.) em arquiteturas hipertextuais, modelos estruturais reticulares e n\u00e3o lineares de organiza\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados\/mensagens dos processos comunicativos (<a href=\"#SANTAELLA2004\">SANTAELLA, 2004<\/a>). O conceito que mais bem expressa essa l\u00f3gica comunicativa \u00e9 o de interatividade:<\/p>\n<section class=\"blockquote\">[&#8230;] uma comunica\u00e7\u00e3o [&#8230;] [\u00e9] de fato [interativa] quando [&#8230;] [est\u00e1 imbu\u00edda] de uma concep\u00e7\u00e3o que contemple complexidade, multiplicidade, n\u00e3o linearidade, bidirecionalidade, potencialidade, permutabilidade (combinat\u00f3ria), imprevisibilidade, etc., permitindo ao usu\u00e1rio-interlocutor-fruidor a liberdade de participa\u00e7\u00e3o, de interven\u00e7\u00e3o, de cria\u00e7\u00e3o (SILVA, 2010, p. 105).<\/section>\n<p>Logo, a interatividade nos prop\u00f5e uma total subvers\u00e3o dos esquemas de transmiss\u00e3o unidirecional de informa\u00e7\u00f5es dos <em>mass media<\/em> (p. ex., r\u00e1dio, jornal e TV anal\u00f3gica). O receptor\/leitor n\u00e3o \u00e9 mais um dep\u00f3sito de significados\/sentidos expressados por outrem; ele possui a capacidade de participar-intervir no modo como o processo comunicativo est\u00e1 sendo conduzido. J\u00e1 o emissor\/escritor n\u00e3o enuncia uma mensagem fechada, sem possibilidades de interven\u00e7\u00e3o por parte do receptor\/leitor; ele prop\u00f5e um conjunto de poss\u00edveis caminhos, \u201cvias de acesso\u201d e \u201csinaliza\u00e7\u00f5es\u201d por onde ele construir\u00e1 seus sentidos <em>com<\/em> o emissor\/escritor. Em s\u00edntese, ocorre uma hibrida\u00e7\u00e3o dos pap\u00e9is existentes no ato comunicativo, fundindo as fun\u00e7\u00f5es sempre m\u00f3veis e din\u00e2micas de emissor e receptor (<a href=\"#SILVA2010\">SILVA, 2010<\/a>).<br \/>\n<!-- FIGURA 1--><\/p>\n<figure>FIGURA 1 &#8211; Paradigma comunicacional dos mass media e das TDRs<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3119\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_03.jpg\" alt=\"FIGURA 1 - Paradigma comunicacional dos mass media e das TDRs\" width=\"958\" height=\"238\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_03.jpg 958w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_03-300x75.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_03-768x191.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 958px) 100vw, 958px\" \/><figcaption>Fonte: Os autores.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Diante do exposto e embasados no princ\u00edpio epistemol\u00f3gico freiriano de que a apropria\u00e7\u00e3o e (re)cria\u00e7\u00e3o de conhecimentos depende de a\u00e7\u00f5es comunicativas compartilhadas por sujeitos dialogantes mediatizados pelo mundo (<a href=\"#FREIRE1977\">FREIRE, 1977<\/a>), podemos concluir que as TDRs potencializam processos de autoria colaborativa situados no ciberespa\u00e7o ao permitirem a amplia\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica para al\u00e9m das fronteiras do espa\u00e7o-tempo anal\u00f3gico. Com Freire, afirmamos que a apropria\u00e7\u00e3o e (re)cria\u00e7\u00e3o de conhecimentos somente \u00e9 poss\u00edvel quando os sujeitos tomam parte da constru\u00e7\u00e3o de um \u201cpensar correto\u201d em comum, \u201cmaterializado\u201d em uma rede de significados\/sentidos que apreende de forma intersubjetiva uma a\u00e7\u00e3o-sobre-objeto da\/na realidade. Nessa perspectiva, nos processos educativos mediatizados pelas TDRs imbu\u00eddas da l\u00f3gica comunicativa de perspectiva interativa, tanto educadores quanto educandos devem ser reconhecidos como sujeitos frente ao objeto cognosc\u00edvel e coparticipar nos processos de ensino-aprendizagem para conhecer a realidade.<br \/>\n<!-- FIGURA 2--><\/p>\n<figure>FIGURA 2 &#8211; O conceito de di\u00e1logo freiriano<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3120\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_04.png\" alt=\"FIGURA 2 - O conceito de di\u00e1logo freiriano\" width=\"700\" height=\"422\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_04.png 700w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_04-300x181.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><figcaption>Fonte: <a href=\"#Malaggi2019\">Malaggi e Teixeira, 2019<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>Contudo, precisamos adentrar de forma mais detida no que significa \u201cser sujeito frente ao objeto cognosc\u00edvel\u201d, quando abordamos as especificidades da rela\u00e7\u00e3o educador(a)-educando(a). Na perspectiva pedag\u00f3gica adotada por Freire, visando superar aquilo que denominou de <em>contradi\u00e7\u00e3o educador-educando<\/em> (<a href=\"#FREIRE2011\">2011<\/a>, p. 87), tem-se por um lado uma cr\u00edtica ao autoritarismo diretivista das rela\u00e7\u00f5es de ensino-aprendizagem empregadas na \u201ceduca\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria\u201d \u2013 um conceito-met\u00e1fora caracterizador da Tend\u00eancia Liberal Tradicional (<a href=\"#LIBANEO1986\">LIB\u00c2NEO, 1986<\/a>):<\/p>\n<section class=\"blockquote\">[&#8230;] a educa\u00e7\u00e3o libertadora, problematizadora, j\u00e1 n\u00e3o pode ser o ato de depositar, ou de narrar, ou de transferir, ou de transmitir \u201cconhecimento\u201d e valores aos educandos, meros pacientes, \u00e0 maneira da educa\u00e7\u00e3o \u201cbanc\u00e1ria\u201d, mas um ato cognoscente. Como situa\u00e7\u00e3o gnosiol\u00f3gica, em que o objeto cognosc\u00edvel, em lugar de ser o t\u00e9rmino do ato cognoscente de um sujeito, \u00e9 o mediatizador de sujeitos cognoscentes, educador, de um lado, educandos, de outro, a educa\u00e7\u00e3o problematizadora coloca, desde logo, a exig\u00eancia da supera\u00e7\u00e3o da contradi\u00e7\u00e3o educador-educandos, Sem esta, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel a rela\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica, indispens\u00e1vel \u00e0 cognoscibilidade dos sujeitos cognoscentes, em torno do mesmo objeto cognosc\u00edvel (<a href=\"#FREIRE2011\">FREIRE, 2011<\/a>, p. 94 e 95).<\/section>\n<p>Por\u00e9m, e se t\u00e3o somente criticasse a educa\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria pelo seu \u201cverticalismo\u201d nas rela\u00e7\u00f5es educador-educando, Freire incorreria no mesmo erro das tend\u00eancias pedag\u00f3gicas n\u00e3o diretivistas (incluindo, aqui, certos autores da Escola Nova), ao situar o polo central dos processos educativos na figura do aluno. Assim \u00e9 que na Educa\u00e7\u00e3o Libertadora reside uma cr\u00edtica igualmente radical ao n\u00e3o diretivismo \u201clicencioso\u201d, ou ao que Freire denominava de \u201cespontane\u00edsmo\u201d: caracter\u00edstica das rela\u00e7\u00f5es de ensino-aprendizagem em que os educandos apreendem a realidade por meio de sua autoatividade, sendo o educador rebaixado em sua fun\u00e7\u00e3o diretiva. No espontane\u00edsmo pedag\u00f3gico, a figura do docente passa a ser vista como um \u201cfacilitador\u201d, \u201corganizador\u201d ou \u201ccriador\u201d&#8221; das \u201cdisposi\u00e7\u00f5es gerais\u201d ou \u201cambientes\u201d de aprendizagem. A aprendizagem, aqui, \u00e9 dicotomizada da sua rela\u00e7\u00e3o com o ensino: entende-se que a melhor aprendizagem \u00e9 aquela que nasce livremente das disposi\u00e7\u00f5es \u201cnaturais\u201d da crian\u00e7a, e n\u00e3o aquela engendrada intencionalmente pelo ensino. Para Freire, o educador-educando, em um contexto educativo libertador, n\u00e3o pode <em>impor<\/em> a sua \u201cleitura\u201d cient\u00edfico-filos\u00f3fica, est\u00e9tica ou \u00e9tico-pol\u00edtica aos alunos, nem tampouco reduzi-la<\/p>\n<section class=\"blockquote\">[&#8230;] a um exerc\u00edcio complacente [&#8230;] em que, como prova de respeito \u00e0 cultura popular, silenciam em face do \u201csaber de experi\u00eancia feito\u201d e a ele se adaptem. A posi\u00e7\u00e3o dial\u00e9tica e democr\u00e1tica implica, pelo contr\u00e1rio, <em>a interven\u00e7\u00e3o do [&#8230;] [professor] como condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel \u00e0 sua tarefa<\/em>. E n\u00e3o vai nisto nenhuma trai\u00e7\u00e3o \u00e0 democracia [e a dialogicidade da educa\u00e7\u00e3o], que \u00e9 t\u00e3o contraditada pelas atitudes e pr\u00e1ticas autorit\u00e1rias quanto pelas atitudes e pr\u00e1ticas espontane\u00edstas, irresponsavelmente licenciosas (<a href=\"#FREIRE2009\">FREIRE, 2009<\/a>, p. 106 e 107, grifo nosso).<\/section>\n<p>Na abordagem freiriana, somente poder\u00e1 haver Educa\u00e7\u00e3o Libertadora quando tanto o educador quanto os educandos \u201cmorrerem\u201d para \u201crenascer\u201d enquanto educador-educando e educandos-educadores, sem que com isso percam as especificidades dos seus pap\u00e9is\/fun\u00e7\u00f5es como sujeitos dos processos de ensino-aprendizagem. Docentes e discentes, ao dialogarem com vistas \u00e0 apropria\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados escolares que conceituam criticamente o objeto cognosc\u00edvel, encontram-se igualmente problematizados acerca do que sabem e de como sabem sobre tal objeto. \u00c9 assim que, para Freire, \u201c[&#8230;] quem forma se forma e re-forma ao formar e quem \u00e9 formado forma-se e forma ao ser formado\u201d (<a href=\"#FREIRE1996\">1996<\/a>, p. 23). Isso posto, entende-se que a dialogicidade, como rela\u00e7\u00e3o constituinte do ato gnosiol\u00f3gico, exige para a produ\u00e7\u00e3o da inteligibilidade do objeto cognosc\u00edvel um esfor\u00e7o comunicativo de ir ao encontro do outro para \u201cpensar certo\u201d de forma coparticipada (<a href=\"#FREIRE1977\">FREIRE, 1977<\/a>). Essa premissa epistemol\u00f3gica coloca aos processos educativos libertadores a prem\u00eancia de proclamar que \u201cningu\u00e9m educa ningu\u00e9m, ningu\u00e9m educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo\u201d (<a href=\"#FREIRE2011\">FREIRE, 2011<\/a>, p. 95). Tal frase sintetiza a ressignifica\u00e7\u00e3o dos pap\u00e9is do docente e discentes no seio da supera\u00e7\u00e3o da contradi\u00e7\u00e3o educador-educandos.<br \/>\n<!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Mapa Conceitual e Gloss\u00e1rio \u2013 Educa\u00e7\u00e3o Libertadora Freiriana<\/h5>\n<p>Nestes materiais, encontram-se sintetizados em formato visual e textual alguns dos conceitos centrais para a compreens\u00e3o dos fundamentos te\u00f3rico-metodol\u00f3gicos da Educa\u00e7\u00e3o Libertadora Freiriana.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3164\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_26.png\" alt=\"\" width=\"1258\" height=\"937\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_26.png 1258w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_26-300x223.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_26-1024x763.png 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_26-768x572.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1258px) 100vw, 1258px\" \/><\/p>\n<p>Artigo completo <a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1zvG-Pq-fQZd8BbjSvz9eF7CUhuRICaZU\/view\">aqui<\/a>.<\/p>\n<\/section>\n<p>Dentro dessa perspectiva, a cr\u00edtica do espontane\u00edsmo resulta igualmente necess\u00e1ria no delineamento das diretrizes de uma educa\u00e7\u00e3o ancorada nas caracter\u00edsticas comunicacionais interativas das TDRs. \u00c9 assim que Silva critica a compreens\u00e3o de alguns autores que atrelam a atua\u00e7\u00e3o do educador a uma perspectiva espontane\u00edsta,<\/p>\n<section class=\"blockquote\">[\u2026] algo inaceit\u00e1vel sob o ponto de vista dos fundamentos da interatividade: \u201cn\u00e3o s\u00e3o mais os estudantes que t\u00eam que seguir o mestre, mas este \u00faltimo que tem que seguir os estudantes para poder inserir-se no desenrolar do seu pensamento e trazer no momento prop\u00edcio elementos de conhecimento ajustados \u00e0s quest\u00f5es que se colocam os estudantes\u201d [\u2026]. Colocar o aluno como centro do processo \u00e9 fazer a mudan\u00e7a de um polo a outro e recair em nova simplifica\u00e7\u00e3o: antes o professor, agora o aluno (<a href=\"#SILVA2010\">SILVA, 2010<\/a>, p. 209).<\/section>\n<p>Logo, na apropria\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica das TDRs em contextos educativos, tendo como base os pressupostos dial\u00f3gico-problematizadores pontuados por Freire (<a href=\"#FREIRE2011\">2011<\/a>; <a href=\"#FREIRE1977\">1977<\/a>) e interativo-comunicacionais de Silva (<a href=\"#SILVA2010\">2010<\/a>), \u00e9 poss\u00edvel conviver de forma harm\u00f4nica e radicalmente democr\u00e1tica a liberdade do educando-educador e a autoridade do educador-educando. Como bem pontua Silva (<a href=\"#SILVA2010\">2010<\/a>, p. 24), a perspectiva de maior alcance te\u00f3rico-pr\u00e1tico na rela\u00e7\u00e3o entre as tecnologias comunicacionais interativas e a educa\u00e7\u00e3o refere-se \u00e0 \u201c[&#8230;] revitaliza\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica pedag\u00f3gica e da autoria do professor, a partir do redimensionamento da pragm\u00e1tica comunicacional que classicamente vem separando a emiss\u00e3o e a recep\u00e7\u00e3o\u201d. Assim, uma das principais fun\u00e7\u00f5es do educador-educando \u00e9 a de <em>dialogar com<\/em> os educandos-educadores no sentido de problematiz\u00e1-los acerca das suas rela\u00e7\u00f5es no e com o mundo (<a href=\"#FREIRE2011\">FREIRE, 2011<\/a>), \u201c[&#8230;] na base da provoca\u00e7\u00e3o e da disponibiliza\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o livre e plural, do di\u00e1logo que gera cocria\u00e7\u00e3o, e da articula\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplas informa\u00e7\u00f5es e conex\u00f5es\u201d (<a href=\"#SILVA2010\">SILVA, 2010<\/a>, p. 210).<\/p>\n<p>Nesse sentido, Freire (<a href=\"#FREIRE1996\">1996<\/a>, p. 26) coloca como tarefa docente a de \u201c[&#8230;] trabalhar com os educandos a rigorosidade met\u00f3dica com que devem se &#8216;aproximar&#8217; dos objetos cognosc\u00edveis\u201d, visto ser justamente a apropria\u00e7\u00e3o e (re)cria\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica do conhecimento a fun\u00e7\u00e3o principal dos espa\u00e7os educativos. De forma an\u00e1loga, Silva exp\u00f5e como a\u00e7\u00f5es centrais da autoria do educador-educando nos processos de ensino-aprendizagem a formula\u00e7\u00e3o de \u201c[&#8230;] problemas voltados para o desenvolvimento de compet\u00eancias que possibilitem ao aprendiz ressignificar ideias, conceitos e procedimentos\u201d, bem como desenvolver \u201c[&#8230;] atividades que propiciem n\u00e3o s\u00f3 a livre express\u00e3o, o confronto de ideias e a colabora\u00e7\u00e3o entre os estudantes, mas que permitam, tamb\u00e9m, o agu\u00e7amento da observa\u00e7\u00e3o e da interpreta\u00e7\u00e3o das atitudes dos atores envolvidos\u201d (<a href=\"#SILVA2010\">SILVA, 2010<\/a>, p. 256 e 257).<\/p>\n<p>O educador deve estimular a problematiza\u00e7\u00e3o dos educandos acerca da realidade, n\u00e3o compreendendo o questionar inicial do discente como algo inerentemente bom e que deve ser preservado em sua espontaneidade: ao contr\u00e1rio, \u00e9 papel do educador-educando <em>problematizar a problematiza\u00e7\u00e3o dos educandos,<\/em> para que estes se habilitem a \u201cmelhor perguntar\u201d (<a href=\"#FREIRE1985\">FREIRE, 1985<\/a>, p. 48). Tamb\u00e9m \u00e9 fun\u00e7\u00e3o docente mediar a admira\u00e7\u00e3o ou \u201cre-ad-mira\u00e7\u00e3o\u201d que os discentes estejam realizando sobre um objeto cognosc\u00edvel. N\u00e3o sendo o di\u00e1logo problematizador um esterilizante interc\u00e2mbio de perguntas e respostas sem objetivos e inten\u00e7\u00f5es entre educador e educando, existem momentos nos processos de ensino-aprendizagem em que a interven\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica do educador se faz tamb\u00e9m por meio de \u201c[&#8230;] momentos explicativos [ou] narrativos em que o professor exp\u00f5e ou fala do objeto\u201d (<a href=\"#FREIRE1996\">FREIRE, 1996<\/a>, p. 86).<\/p>\n<p>Em nossa an\u00e1lise, o que preocupa Freire em suas cr\u00edticas \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o Banc\u00e1ria \u00e9 que a totalidade dos momentos de ensino-aprendizagem sejam realizados por meio das falas do educador, sendo os educandos nesse processo relegados \u00e0 passividade comunicativa, mesmo que possam em um esfor\u00e7o pr\u00f3prio \u201creconstruir\u201d os conceitos expressos na fala do professor. Ao mesmo tempo, julgamos que uma apreens\u00e3o rigorosa do objeto de conhecimento n\u00e3o \u00e9 algo conquist\u00e1vel por meio das primeiras \u201cvisadas significativas\u201d sobre a realidade. Tal apreens\u00e3o demanda um processo constante de aproxima\u00e7\u00f5es, marcado por involu\u00e7\u00f5es e evolu\u00e7\u00f5es em que, por interm\u00e9dio da interven\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica do educador, o educando vai adentrando criticamente na compreens\u00e3o da realidade. No entendimento de Freire, o educador-educando \u00e9<\/p>\n<section class=\"blockquote\">[\u2026] t\u00e3o melhor professor [\u2026] quanto mais eficazmente consiga provocar o educando no sentido de que prepare ou refine sua curiosidade, [\u2026] com vistas a que produza sua intelig\u00eancia do objeto ou do conte\u00fado [\u2026]. Na verdade, [o papel do educador-educando], ao ensinar o conte\u00fado a ou b, n\u00e3o \u00e9 apenas o de [\u2026] [esfor\u00e7ar-se] para, com clareza m\u00e1xima, descrever a substantividade do conte\u00fado para que o aluno o fixe. [O] papel fundamental, ao falar com clareza sobre o objeto, \u00e9 incitar o aluno para que ele, com os materiais [\u2026] [oferecidos], produza a compreens\u00e3o do objeto em lugar de receb\u00ea-la, na \u00edntegra [\u2026] [do educador-educando]. [\u2026] Ensinar e aprender t\u00eam que ver com o esfor\u00e7o metodicamente cr\u00edtico do professor de desvelar a compreens\u00e3o de algo e com o empenho igualmente cr\u00edtico do aluno de ir entrando, como sujeito em aprendizagem, no processo de desvelamento que o professor ou professora deve deflagrar. [\u2026] ensinar n\u00e3o \u00e9 transferir a intelig\u00eancia do objeto ao educando, mas instig\u00e1-lo no sentido de que, como sujeito cognoscente, se torne capaz de inteligir e comunicar o inteligido. \u00c9 nesse sentido que se imp\u00f5e [\u2026] [ao educador] escutar o educando em suas d\u00favidas, em seus receios, em sua incompet\u00eancia provis\u00f3ria. E ao escut\u00e1-lo, aprender a falar com ele (<a href=\"#FREIRE1996\">FREIRE, 1996<\/a>, p. 118 e 119, grifos do autor)<\/section>\n<p><!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>(Re)pensar a rela\u00e7\u00e3o educador-educando&#8230; com Freire!<\/h5>\n<p>Neste v\u00eddeo, o professor Andr\u00e9 Azevedo da Fonseca apresenta de forma did\u00e1tica a discuss\u00e3o empreendida por Paulo Freire, em seu famoso livro Pedagogia da autonomia, acerca da ressignifica\u00e7\u00e3o dos pap\u00e9is de educadores e educandos em uma perspectiva pedag\u00f3gica dial\u00f3gica.<br \/>\n<center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Cap\u00edtulo 2 - Ensinar N\u00e3o \u00e9 Transferir Conhecimento - Pedagogia da Autonomia, de Paulo Freire\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/vrwLeUwP4ho?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\nFonte: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/vrwLeUwP4ho\">Youtube<\/a><\/center><\/p>\n<\/section>\n<p>Silva (<a href=\"#SILVA2010\">2010<\/a>, p. 88) prop\u00f5e que, nos contextos de ensino-aprendizagem passados pela disponibiliza\u00e7\u00e3o de tecnologias comunicacionais interativas, o educador-educando deve perceber que o estilo digital-interativo de ensino-aprendizagem requer tanto a assun\u00e7\u00e3o da participa\u00e7\u00e3o-interven\u00e7\u00e3o dos educandos-educadores quanto a manuten\u00e7\u00e3o da especificidade da sua interven\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica. Seu papel, ao envolver momentos de exposi\u00e7\u00e3o e abertura\/disponibiliza\u00e7\u00e3o \u00e0 coparticipa\u00e7\u00e3o dos discentes no ato gnosiol\u00f3gico, \u00e9 demarcado por atitudes que caracterizam sua autoria na cria\u00e7\u00e3o da materialidade da a\u00e7\u00e3o comunicativo-interativa. Assim, Silva prop\u00f5e que o<\/p>\n<section class=\"blockquote\">[\u2026] professor n\u00e3o transmite o conhecimento. Ele disponibiliza dom\u00ednios de conhecimento de modo expressivamente complexo e, ao mesmo tempo, uma ambi\u00eancia que garante a liberdade e a pluralidade das express\u00f5es individuais e coletivas. Os alunos t\u00eam a\u00ed configurado um <em>espa\u00e7o de di\u00e1logo, participa\u00e7\u00e3o e aprendizagem<\/em>. O professor n\u00e3o distribui o conhecimento. <em>Ele disponibiliza elos probabil\u00edsticos e m\u00f3veis que pressup\u00f5em o trabalho de finaliza\u00e7\u00e3o dos alunos ou campos de possibilidades que motivam as interven\u00e7\u00f5es dos alunos<\/em>. Estes constroem o conhecimento na confronta\u00e7\u00e3o coletiva livre e plural (<a href=\"#SILVA2010\">2010<\/a>, p. 221, grifos nosso).<\/section>\n<p>Nessa perspectiva, julga-se poss\u00edvel afirmar que o educador n\u00e3o \u00e9 relegado a um mero \u201cassistir ao educando\u201d, que age e se movimenta sozinho nos espa\u00e7os-tempos reticulares que ele institui. Indo al\u00e9m disso, o docente deve se afirmar tamb\u00e9m como um n\u00f3 da rede, com autoridade pedag\u00f3gica para assumir a centralidade dos processos de ensino-aprendizagem e, assim, conduzir os alunos para que possam alcan\u00e7ar a compreens\u00e3o dos significados em jogo na apreens\u00e3o do objeto de conhecimento. Seu papel \u00e9 composto por dois elementos cruciais, duas fun\u00e7\u00f5es que se combinam e estabelecem a sua autoria em uma educa\u00e7\u00e3o dial\u00f3gico-problematizadora ancorada nas TDRs: <em>a composi\u00e7\u00e3o da materialidade da a\u00e7\u00e3o comunicativo-interativa<\/em> e a <em>interven\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica<\/em>. Esses elementos implicam, respectivamente, dispor dialogicamente a rede de ensino-aprendizagem e interferir intencionalmente nas atividades de ensino-aprendizagem efetivadas com os educandos.<\/p>\n<p>Por sua vez, no que se refere \u00e0s ressignifica\u00e7\u00f5es no papel\/fun\u00e7\u00e3o dos educandos-educadores, poder-se-ia afirmar que a compreens\u00e3o tradicional do aluno enquanto \u201cdep\u00f3sito\u201d que recebe passivamente as informa\u00e7\u00f5es repassadas do professor deixa de existir em um ambiente educacional permeado pela perspectiva da interatividade (<a href=\"#SILVA2010\">SILVA, 2010<\/a>, p. 121). O educando deve, assim, inserir-se ativamente na busca por reflex\u00f5es sobre temas\/objetos que tamb\u00e9m lhe digam respeito, que derivem das suas a\u00e7\u00f5es <em>na<\/em> e <em>com<\/em> a realidade, reflex\u00f5es essas que v\u00e3o lhes possibilitando transformar praticamente a realidade em n\u00edveis mais cr\u00edticos. O aprendiz em um ambiente educacional permeado pela concep\u00e7\u00e3o da interatividade \u201c[&#8230;] n\u00e3o atuar\u00e1 mais como receptor de conhecimentos a seres reproduzidos no dia da prova\u201d. Ao contr\u00e1rio disso, \u201c[&#8230;] ele adentra e opera com os conte\u00fados da aprendizagem propostos pelo professor. Nele inscreve sua emo\u00e7\u00e3o, sua intui\u00e7\u00e3o, seus anseios [&#8230;], sua imagina\u00e7\u00e3o, sua intelig\u00eancia, na perspectiva de coautoria\u201d (<a href=\"#SILVA2007\">SILVA; CLARO, 2007<\/a>, p. 85). Tais reflex\u00f5es encontram na educa\u00e7\u00e3o dial\u00f3gico-problematizadora freiriana um aporte pedag\u00f3gico essencial:<\/p>\n<section class=\"blockquote\">[\u2026] nas condi\u00e7\u00f5es de verdadeira aprendizagem os educandos v\u00e3o se transformando em reais sujeitos da constru\u00e7\u00e3o e da reconstru\u00e7\u00e3o do saber ensinado, ao lado do educador, igualmente sujeito do processo. S\u00f3 assim podemos falar realmente de saber ensinado, em que o objeto ensinado \u00e9 apreendido na sua raz\u00e3o de ser e, portanto, apreendido pelos educandos (<a href=\"#FREIRE1996\">FREIRE, 1996<\/a>, p. 26).<\/section>\n<p><!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Interatividade na Educa\u00e7\u00e3o \u2013 Professor Marco Silva<\/h5>\n<p>Neste v\u00eddeo, o professor Marco Silva discute m\u00faltiplas dimens\u00f5es envolvidas na apropria\u00e7\u00e3o da interatividade como conceito e pr\u00e1tica dos processos educativos.<br \/>\n<center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Interatividade na Educa\u00e7\u00e3o - Prof\u00ba Dr. Marco Silva\" width=\"750\" height=\"563\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ShRODbkFIJ0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\nFonte: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/ShRODbkFIJ0\">Youtube<\/a><\/center><\/p>\n<p>O v\u00eddeo abaixo, gravado no Centro de Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia da Universidade do Estado de Santa Catarina (CEAD\/UDESC), o professor Marco Silva fala sobre o di\u00e1logo na constru\u00e7\u00e3o do conhecimento presencial e online<br \/>\n<center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"O di\u00e1logo na constru\u00e7\u00e3o do conhecimento presencial e online - MEAD I - Aula 4\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HT8peZrZUv0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\nFonte: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/HT8peZrZUv0\">Youtube<\/a><\/center><\/p>\n<\/section>\n<p>\u00c9 assim que, para Freire, o papel dos educandos-educadores, na perspectiva dial\u00f3gico-problematizadora, \u00e9 de inser\u00e7\u00e3o como sujeitos com o educador na admira\u00e7\u00e3o dos objetos cognosc\u00edveis, por meio do qual estar\u00e3o potencializando \u201c[&#8230;] sua capacidade cr\u00edtica de \u2018tomar dist\u00e2ncia\u2019 do objeto, de observ\u00e1-lo, de delimit\u00e1-lo, de cindi-lo, de \u2018cercar\u2019 o objeto ou fazer sua <em>aproxima\u00e7\u00e3o <\/em>met\u00f3dica, sua capacidade de comparar, de perguntar\u201d (<a href=\"#FREIRE1996\">FREIRE, 1996<\/a>, p. 85, grifo do autor). Igualmente, Silva prop\u00f5e que, em uma \u201cPedagogia Interativa\u201d, o papel e fun\u00e7\u00f5es do educando-educador devem estar pautados pela participa\u00e7\u00e3o-interven\u00e7\u00e3o com que<\/p>\n<section class=\"blockquote\">[&#8230;] se inscreve nos estados potenciais do conhecimento arquitetados pelo professor de modo que evoluam em torno do n\u00facleo preconcebido pelo professor com coer\u00eancia e continuidade. O aluno n\u00e3o est\u00e1 mais reduzido a olhar, ouvir, copiar e prestar contas. Ele cria, modifica, constr\u00f3i, aumenta e, assim, torna-se coautor, j\u00e1 que o professor configura o conhecimento em estados potenciais (<a href=\"#SILVA2010\">2010<\/a>, p. 227 e 228).<\/section>\n<p>Resumindo tal contexto educativo na express\u00e3o \u201cSala de Aula Interativa\u201d, Silva sistematiza as bases pedag\u00f3gicas derivadas do encontro das caracter\u00edsticas interativas das TDRs com as diretrizes de uma educa\u00e7\u00e3o compreendida como apropria\u00e7\u00e3o e (re)cria\u00e7\u00e3o coparticipada de conhecimentos acerca da realidade (<a href=\"#FREIRE2011\">FREIRE, 2011<\/a>):<\/p>\n<section class=\"blockquote\">A sala de aula interativa seria o ambiente em que o professor interrompe a tradi\u00e7\u00e3o do falar\/ditar, deixando de identificar-se com o <em>contador de hist\u00f3rias<\/em>, e adota uma postura semelhante a do <em>designer <\/em>de <em>software<\/em> interativo. Ele constr\u00f3i um conjunto de territ\u00f3rios a serem explorados pelos alunos e disponibiliza coautoria e m\u00faltiplas conex\u00f5es, permitindo que o aluno tamb\u00e9m <em>fa\u00e7a por si mesmo<\/em>. Isso significa muito mais do que \u201cser um conselheiro, uma ponte entre a informa\u00e7\u00e3o e o entendimento, [\u2026] um estimulador de curiosidade e fontes de dicas para que o aluno viaje sozinho no conhecimento obtido nos livros e nas redes de computador\u201d. O aluno, por sua vez, passa de espectador passivo a ator situado num jogo de prefer\u00eancias, de op\u00e7\u00f5es, de desejos, de amores, de \u00f3dios e estrat\u00e9gias, podendo ser emissor e receptor no processo de intercompreens\u00e3o. E a educa\u00e7\u00e3o pode deixar de ser um produto para se tornar processo de trocas de a\u00e7\u00f5es que cria conhecimento e n\u00e3o apenas reproduz (<a href=\"#SILVA2010\">SILVA, 2010<\/a>, p. 27, grifos do autor).<\/section>\n<p>Portanto, a op\u00e7\u00e3o por uma apropria\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica das TDRs, de acordo com os pressupostos expostos por Freire e Silva, nega tanto a n\u00e3o diretividade espontane\u00edsta quanto o autoritarismo cerceador da liberdade dos educandos em se assumirem e serem reconhecidos como sujeitos da pr\u00e1xis nos processos de ensino-aprendizagem. No pr\u00f3ximo item, conheceremos algumas possibilidades tecnol\u00f3gicas de cunho interativo que podem ser agenciadas pelos(as) educadores(as), no sentido de abertura de potenciais dial\u00f3gicos no ensino-aprendizagem. Potenciais que perpassam tanto a diretividade e interven\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica do(a) educador(a), na composi\u00e7\u00e3o da materialidade da a\u00e7\u00e3o comunicativo-interativa, quanto a autoria colaborativa dos(as) educandos(as), que, assim, aprendem-e-ensinam em coparticipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Mapa conceitual \u2013 Educa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e tecnologia<\/h5>\n<p>No material abaixo disponibilizado, intencionou-se a produ\u00e7\u00e3o de uma teia de conceitos a partir dos termos nucleares \u201ceduca\u00e7\u00e3o\u201d, \u201ccomunica\u00e7\u00e3o\u201d e \u201ctecnologia\u201d. Com base nas interfaces entre esses conceitos, s\u00e3o sistematizados significados que versam sobre as potencialidades\/limites das tecnologias interativas no (re)configurar pedag\u00f3gico das pr\u00e1ticas educativas da sociedade contempor\u00e2nea.<\/p>\n<p><center><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1uY3RpHF6vU-xp71MlVywmgY-rnU-jQ_H\/view?usp=sharing\"><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_27-300x203.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"203\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-3248\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_27-300x203.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_27-768x520.png 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_27.png 999w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><br \/>\nVisualizar recurso<\/a>.<\/center><\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 3 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s3\">3 PR\u00c1TICAS PEDAG\u00d3GICAS E TECNOLOGIAS INTERATIVAS NA EDUCA\u00c7\u00c3O B\u00c1SICA<\/h2>\n<p>A apropria\u00e7\u00e3o dos recursos tecnol\u00f3gicos digitais \u00e9 apenas uma das tantas dimens\u00f5es que precisam ser incorporadas \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de educadores e educandos. Da rela\u00e7\u00e3o estabelecida entre tecnologias digitais de rede e pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas, surgem potencialidades em fun\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias caracter\u00edsticas interativas desses artefatos, ao possibilitarem autoria, coautoria, colabora\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o ativa nos processos de ensino-aprendizagem.<br \/>\nEntre as diversas tecnologias dispon\u00edveis na Web 2.0, indicamos, a seguir, algumas que podem contribuir com as pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica:<br \/>\n<!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<article><a href=\"https:\/\/www.storyjumper.com\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3121\" title=\"Story Jumper\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_05.png\" alt=\"Story Jumper\" width=\"250\" height=\"89\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_05.png 250w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_05-246x89.png 246w\" sizes=\"auto, (max-width: 250px) 100vw, 250px\" \/><\/a>O Story Jumper \u00e9 um <em>site<\/em> que permite a cria\u00e7\u00e3o de livros digitais, com tem\u00e1tica infantil. Com esse <em>site<\/em>, \u00e9 poss\u00edvel trabalhar com a criatividade, a autoria (individual e coletiva), al\u00e9m de processos de apropria\u00e7\u00e3o da linguagem escrita, da est\u00e9tica e da arte. Os usu\u00e1rios podem inserir imagens (objetos e personagens), cen\u00e1rios, bem como textos e narra\u00e7\u00f5es. Saiba mais em: <a href=\"https:\/\/www.storyjumper.com\/\">https:\/\/www.storyjumper.com\/<\/a><\/p>\n<\/article>\n<article><a href=\"http:\/\/www.windows-movie-maker.org\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3122\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_06.png\" alt=\"Movie Maker\" width=\"317\" height=\"217\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_06.png 317w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_06-300x205.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 317px) 100vw, 317px\" \/><\/a>O Movie Maker \u00e9 um <em>software<\/em> de edi\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos. No Movie Maker \u00e9 poss\u00edvel criar, editar e compartilhar v\u00eddeos. Com esse <em>software<\/em>, \u00e9 poss\u00edvel pensar em uma produ\u00e7\u00e3o autoral, estimulando a sistematiza\u00e7\u00e3o do conhecimento, a participa\u00e7\u00e3o dos educandos como protagonistas na produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fados midi\u00e1ticos. Saiba mais em: <a href=\"http:\/\/www.windows-movie-maker.org\/\">http:\/\/www.windows-movie-maker.org\/<\/a><\/p>\n<\/article>\n<article><a href=\"https:\/\/www.edmodo.com\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3123\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_07.png\" alt=\"Edmodo\" width=\"394\" height=\"427\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_07.png 394w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_07-277x300.png 277w\" sizes=\"auto, (max-width: 394px) 100vw, 394px\" \/><\/a>O Edmodo \u00e9 uma rede social educacional. Parecida com as redes sociais que conhecemos, seu objetivo \u00e9 conectar professores e alunos, estimulando a cria\u00e7\u00e3o de comunidades virtuais de aprendizagem. Saiba mais em: <a href=\"https:\/\/www.edmodo.com\/\">https:\/\/www.edmodo.com<\/a><\/p>\n<\/article>\n<article><a href=\"http:\/\/canva.com\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3124\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_08.png\" alt=\"Canva\" width=\"200\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_08.png 200w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_08-150x150.png 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_08-70x70.png 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_08-125x125.png 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/a>O Canva \u00e9 um servi\u00e7o <em>online<\/em> que possibilita a cria\u00e7\u00e3o f\u00e1cil e intuitiva de diferentes <em>designs<\/em>. Com poucos cliques e a partir de <em>templates<\/em> e recursos da pr\u00f3pria tecnologia, torna-se poss\u00edvel criar materiais midi\u00e1ticos diversos, como cartazes, panfletos, postagens de redes sociais, livros digitais, cart\u00f5es e muito mais. Excelente para o trabalho de produ\u00e7\u00e3o textual a partir de diferentes g\u00eaneros textuais. Saiba mais em: <a href=\"http:\/\/canva.com\">http:\/\/canva.com<\/a><\/p>\n<\/article>\n<article><a href=\"https:\/\/pt-br.padlet.com\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3125\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_09.png\" alt=\"Padlet\" width=\"220\" height=\"229\" \/><\/a>Padlet \u00e9 um servi\u00e7o da internet que permite a cria\u00e7\u00e3o de um mural digital, onde \u00e9 poss\u00edvel inserir conte\u00fados sobre determinados temas. Ele funciona como uma folha de papel <em>online<\/em> onde as pessoas podem colocar qualquer conte\u00fado em postagens (por exemplo, imagens, v\u00eddeos, documentos de texto). Os usu\u00e1rios do mural podem conversar sobre esses conte\u00fados, ao inserir coment\u00e1rios. As postagens do mural podem ser organizadas visualmente de diferentes formas, de acordo com o interesse do usu\u00e1rio que o criou. Por fim, o criador do mural pode convidar outros usu\u00e1rios do Padlet para editarem um mural colaborativo. Saiba mais em: <a href=\"https:\/\/pt-br.padlet.com\/\">https:\/\/pt-br.padlet.com\/<\/a><\/p>\n<\/article>\n<article><a href=\"http:\/\/www.voki.com\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3126\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_10.png\" alt=\"Voki\" width=\"250\" height=\"244\" \/><\/a>O Voki \u00e9 um <em>site<\/em> que permite a cria\u00e7\u00e3o de avatares. Por meio deles, os alunos poder\u00e3o criar avatares que os representem em um contexto digital. O site permite a inclus\u00e3o de texto e\/ou \u00e1udio, o que estimula o desenvolvimento da oralidade e da escrita. Saiba mais em: <a href=\"http:\/\/www.voki.com\/\">http:\/\/www.voki.com\/<\/a><\/p>\n<\/article>\n<article hidden><a href=\"http:\/\/toondoo.com\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3127\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_11.png\" alt=\"Toondoo\" width=\"657\" height=\"257\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_11.png 657w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_11-300x117.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 657px) 100vw, 657px\" \/><\/a>O Toondoo \u00e9 um editor <em>online<\/em> de hist\u00f3rias em quadrinhos (HQs) em diferentes formatos, desde simples tirinhas at\u00e9 gibis. Os recursos para a cria\u00e7\u00e3o dos quadrinhos s\u00e3o muitos. \u00c9 poss\u00edvel escolher os personagens, que s\u00e3o divididos por categorias. Podem-se personalizar os personagens e escolher diferentes configura\u00e7\u00f5es de olhos, nariz, boca, roupa e express\u00f5es faciais. Al\u00e9m disso, os cen\u00e1rios e acess\u00f3rios para decorar as cenas est\u00e3o presentes nesta tecnologia, bem como os bal\u00f5es de texto para compor os di\u00e1logos. Ap\u00f3s salvar a hist\u00f3ria, \u00e9 poss\u00edvel compartilh\u00e1-la em outras redes, como <em>blogs<\/em> e <em>sites<\/em>, ou, ainda, salv\u00e1-la em um computador para posterior impress\u00e3o. Saiba mais em: <a href=\"http:\/\/toondoo.com\">http:\/\/toondoo.com<\/a><\/p>\n<\/article>\n<article><a href=\"http:\/\/wordart.com\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3128\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_12.png\" alt=\"WordArt\" width=\"317\" height=\"90\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_12.png 317w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_12-300x85.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 317px) 100vw, 317px\" \/><\/a>WordArt \u00e9 um servi\u00e7o dispon\u00edvel na internet que permite criar nuvens de palavras, a partir de diferentes formas (geom\u00e9tricas, desenhos de objetos, pessoas etc.). Ao acessar o WordArt, o usu\u00e1rio poder\u00e1 escolher entre diversos desenhos\/formas disponibilizadas na ferramenta, inserindo as palavras que estar\u00e3o na sua \u201cnuvem\u201d. Essas palavras podem ser formatadas de diferentes maneiras: tamanhos de fonte, cores, organiza\u00e7\u00e3o visual, etc. As nuvens de palavras criadas podem ser salvas como uma imagem, para posteriormente serem impressas, por exemplo. O WordArt permite tamb\u00e9m gerar um <em>link<\/em> de acesso \u00e0 nuvem de palavras, que poder\u00e1 ser enviado para outras pessoas (via <em>e-mail<\/em>, por exemplo) ou inserido em um <em>site<\/em>, <em>blog<\/em>, rede social etc. Saiba mais em: <a href=\"http:\/\/wordart.com\">http:\/\/wordart.com<\/a><\/p>\n<\/article>\n<article><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3129\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_13.png\" alt=\"YouTube\" width=\"475\" height=\"106\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_13.png 475w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_13-300x67.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 475px) 100vw, 475px\" \/><\/a>O YouTube \u00e9 uma plataforma de distribui\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos. Nela o usu\u00e1rio pode acessar v\u00eddeos produzidos por outras pessoas, assim como compartilhar seus pr\u00f3prios v\u00eddeos. \u00c9 um recurso muito interessante para pesquisas e para socializa\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o autoral dos estudantes. Saiba mais em: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/\">https:\/\/www.youtube.com<\/a><\/p>\n<\/article>\n<article><a href=\"https:\/\/prezi.com\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3130\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_14.png\" alt=\"Prezi\" width=\"372\" height=\"135\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_14.png 372w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_14-300x109.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 372px) 100vw, 372px\" \/><\/a>O Prezi \u00e9 uma ferramenta baseada na Web 2.0 que permite a cria\u00e7\u00e3o de apresenta\u00e7\u00f5es din\u00e2micas, interativas e eficientes. De acordo com o <em>site<\/em> do Prezi [https:\/\/prezi.com\/the-science\/], h\u00e1 estudos que apontam que apresenta\u00e7\u00f5es com recursos visuais s\u00e3o cerca de 43% mais persuasivas do que aquelas sem esses recursos. Por meio do Prezi e de outros <em>softwares<\/em> de apresenta\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel sistematizar e organizar conhecimentos, estudos, resultados de pesquisa, estimulando o compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es e a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento.<\/p>\n<p>\u00c9 um recurso que, aliado a um planejamento pedag\u00f3gico orientado, pode oportunizar ao estudante a viv\u00eancia de processos de ensino-aprendizagem autorais e participativos, porque oportuniza o tr\u00e2nsito pela linguagem digital, a pesquisa de informa\u00e7\u00f5es em outras linguagens para contribuir com a apresenta\u00e7\u00e3o, a sistematiza\u00e7\u00e3o do conhecimento, a explana\u00e7\u00e3o do que foi estudado, a troca com os pares e o di\u00e1logo sobre determinado assunto. Saiba mais em: <a href=\"https:\/\/prezi.com\/\">https:\/\/prezi.com<\/a><\/p>\n<\/article>\n<\/section>\n<p>Ainda, destacamos o potencial colaborativo da su\u00edte de aplicativos do Google:<\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<article><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3131\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_15.png\" alt=\"Google Drive\" width=\"364\" height=\"315\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_15.png 364w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_15-300x260.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 364px) 100vw, 364px\" \/>O Google Drive permite o armazenamento, cria\u00e7\u00e3o e compartilhamento de documentos na nuvem. Por meio dele, \u00e9 poss\u00edvel pensar em propostas coletivas que envolvam diferentes \u00e1reas do conhecimento humano. Abaixo, alguns dos aplicativos do Google Drive que podem ser utilizados em sala de aula:<\/p>\n<\/article>\n<article><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3132\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_16.jpg\" alt=\"Google Meet\" width=\"225\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_16.jpg 225w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_16-150x150.jpg 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_16-70x70.jpg 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_16-125x125.jpg 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/>O Google Meet permite chamada de v\u00eddeos com at\u00e9 150 participantes. Com ele, \u00e9 poss\u00edvel conectar-se com pessoas em outros espa\u00e7os educativos, promovendo a intera\u00e7\u00e3o e a troca de conhecimentos.<\/p>\n<\/article>\n<article><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3133\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_17.png\" alt=\"Google Maps\" width=\"720\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_17.png 720w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_17-300x142.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 720px) 100vw, 720px\" \/>O Google Maps possibilita a visualiza\u00e7\u00e3o de mapas e imagens de sat\u00e9lite. Ao arrastar o <em>mouse<\/em>, o estudante pode visitar sua casa, sua rua, sua escola, sua cidade, assim como outras cidades e pa\u00edses do mundo. O aplicativo tamb\u00e9m conta com o Google Street View, um recurso que disponibiliza vistas panor\u00e2micas e permite a visualiza\u00e7\u00e3o de algumas regi\u00f5es do mundo ao n\u00edvel da rua. Com ele \u00e9 poss\u00edvel trabalhar diversos conceitos da \u00e1rea da geografia.<\/p>\n<\/article>\n<article><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3134\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_18.png\" alt=\"Google Docs\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_18.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_18-150x150.png 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_18-70x70.png 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_18-246x246.png 246w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_18-276x276.png 276w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_18-125x125.png 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>O Google Docs permite a cria\u00e7\u00e3o e compartilhamento de arquivos <em>online<\/em>. Por ser um aplicativo colaborativo, \u00e9 poss\u00edvel criar textos coletivos envolvendo in\u00fameros participantes.<\/p>\n<\/article>\n<article><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3135\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_19.png\" alt=\"Google Sheets\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_19.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_19-150x150.png 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_19-70x70.png 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_19-246x246.png 246w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_19-276x276.png 276w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_19-125x125.png 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>O Google Sheets possibilita a edi\u00e7\u00e3o colaborativa de planilhas eletr\u00f4nicas, com gera\u00e7\u00e3o de gr\u00e1ficos, inser\u00e7\u00e3o de imagens\/desenhos, cria\u00e7\u00e3o de <em>hiperlinks<\/em> etc. \u00c9 uma tecnologia excelente para trabalho articulado com o Google Forms, no tocante ao registro, organiza\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise de dados num\u00e9ricos.<\/p>\n<\/article>\n<article><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3136\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_20.png\" alt=\"Google Forms\" width=\"226\" height=\"226\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_20.png 226w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_20-150x150.png 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_20-70x70.png 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_20-125x125.png 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 226px) 100vw, 226px\" \/>O Google Forms possibilita a cria\u00e7\u00e3o e compartilhamento de formul\u00e1rios <em>online<\/em>. Os formul\u00e1rios podem ser utilizados para pesquisa e coleta de dados, e seus resultados possibilitam a an\u00e1lise quantitativa por meio de gr\u00e1ficos e tabelas.<\/p>\n<\/article>\n<\/section>\n<p>Com vistas a exemplificar uma das diferentes possibilidades pedag\u00f3gicas abertas com as tecnologias indicadas, realizamos abaixo um breve relato de experi\u00eancia de pr\u00e1tica educativa com o Story Jumper em um contexto de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica:<\/p>\n<p><!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">Criar personagens, imaginar suas a\u00e7\u00f5es, suas falas e os lugares em que se encontram&#8230;<br \/>\nRecontar hist\u00f3rias, modificar suas partes, inserir novos di\u00e1logos, em pequenos contos, poemas, can\u00e7\u00f5es&#8230; \u201cLer\u201d suas pr\u00f3prias cria\u00e7\u00f5es, mesmo que de forma n\u00e3o convencional ainda&#8230;N\u00e3o seriam essas atividades um maravilhoso modo de convidar as crian\u00e7as, desde a Educa\u00e7\u00e3o Infantil, a ampliarem seus repert\u00f3rios acerca da escrita e da leitura?<\/p>\n<p>Uma pr\u00e1tica educativa animada por tais ideais pode ser desenvolvida em torno da recria\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias, tais como os contos populares. Por exemplo: no contexto da Grande Florian\u00f3polis, regi\u00e3o com presen\u00e7a marcante da cultura a\u00e7oriana, o autor Franklin Cascaes desenvolveu um trabalho de recupera\u00e7\u00e3o da cultura popular, catalogando e redigindo \u201ccausos\u201d sobre o universo m\u00e1gico das bruxas que rondam essa ilha&#8230;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s um trabalho de imers\u00e3o na obra do autor, envolvendo intensos momentos de conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias, di\u00e1logos sobre os personagens, suas a\u00e7\u00f5es e significados, as crian\u00e7as podem, ent\u00e3o, lan\u00e7arem-se ao desafio do(a) educador(a): \u201cE que tal n\u00f3s mesmos criarmos nossos contos brux\u00f3licos?\u201d. A amplia\u00e7\u00e3o de repert\u00f3rio fornece o subs\u00eddio \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o; a tecnologia, um novo meio para express\u00e1-la.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as podem se envolver, inicialmente, em um trabalho de autoria de um pequeno roteiro, planificando coletivamente sobre o que e como ser\u00e1 o seu \u201cconto\u201d. Adicionalmente, podem articular com a dire\u00e7\u00e3o do(a) educador(a) pesquisas em diferentes \u00e1reas do conhecimento, como a Hist\u00f3ria e a Geografia, visando \u00e0 apropria\u00e7\u00e3o de elementos que permitam situar a narrativa no contexto cultural que vivenciam.<\/p>\n<p>Em seguida, com o aux\u00edlio do Story Jumper, iniciam o processo de autoria em colabora\u00e7\u00e3o, trabalhando em duplas ou trios, decidindo cada momento da narrativa: as caracter\u00edsticas dos personagens, o enredo, as falas, os cen\u00e1rios. Um recurso interessante do Story Jumper, nesse sentido, \u00e9 a possibilidade de narra\u00e7\u00e3o oral da hist\u00f3ria criada: ou seja, podemos ter aqui uma \u201chist\u00f3ria falada\u201d, para al\u00e9m do registro escrito.<\/p>\n<p>Em tal pr\u00e1tica educativa, o(a) educador(a) poder\u00e1 trabalhar diferentes conte\u00fados da L\u00edngua Portuguesa \u2013 discurso direto e indireto, g\u00eanero textual conto, utiliza\u00e7\u00e3o dos sinais de pontua\u00e7\u00e3o etc. Assim, transitam da escrita at\u00e9 a oralidade, por interm\u00e9dio de atos de comunica\u00e7\u00e3o que far\u00e3o sentido para as crian\u00e7as: tanto por serem tais contos uma cria\u00e7\u00e3o sua, culturalmente contextualizada, bem como por essa pr\u00e1tica estar amparada em um repert\u00f3rio de conte\u00fados conceituais, atitudinais e procedimentais em amplia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE: Cria\u00e7\u00e3o de um livro digital no <em>Story Jumper<\/em><\/h5>\n<p>Para refletir sobre o conceito de Inclus\u00e3o Digital, trazemos a seguinte situa\u00e7\u00e3o-problema:<\/p>\n<p><em>Na Escola de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica An\u00edsio Teixeira, os professores frequentemente reservam a sala informatizada para que os estudantes realizem pesquisas ou digitem trabalhos. A coordenadora pedag\u00f3gica da escola entende que a utiliza\u00e7\u00e3o do laborat\u00f3rio de inform\u00e1tica poderia ser otimizada, mas, como conhece pouco dos recursos tecnol\u00f3gicos, n\u00e3o sabe como auxiliar os professores. <\/em><\/p>\n<p>A partir dessa situa\u00e7\u00e3o-problema, reflita sobre a seguinte quest\u00e3o:<\/p>\n<p><em>De que forma o(a) professor(a) poderia ampliar as possibilidades de utiliza\u00e7\u00e3o da sala informatizada para articular com planejamento pedag\u00f3gico do curr\u00edculo escolar? <\/em><\/p>\n<p>Para desenvolver essa atividade, gostar\u00edamos que voc\u00ea conhecesse o recurso Story Jumper (https:\/\/storyjumper.com). No Story Jumper, crie uma narrativa com possibilidades, sugest\u00f5es, relatos de experi\u00eancia e demais quest\u00f5es que voc\u00ea poderia propor para o uso planejado da sala informatizada.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\"><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1iAW73h3QWf1vzZUkxcbONIj26WAUvaQJ\/view?fbclid=IwAR10iSnQ5msSSjbxLj3IdwgNh2DKBghBFYt34kzaU7zrj3aKLolPoGRVVWc\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3137\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_21.png\" alt=\"Tecnologias digitais de rede na educa\u00e7\u00e3o infantil\" width=\"336\" height=\"479\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_21.png 336w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_21-210x300.png 210w\" sizes=\"auto, (max-width: 336px) 100vw, 336px\" \/><\/a>Conhe\u00e7a o livro <strong>Tecnologias digitais de rede na educa\u00e7\u00e3o infantil:<\/strong> usos e potencialidades pedag\u00f3gicas.<\/p>\n<p>De autoria de Malaggi, Marcon e Ripa (2020), esse livro tem o objetivo de apresentar as funcionalidades e as potencialidades pedag\u00f3gicas de oito tecnologias digitais de rede, com foco em propostas de atividades para a Educa\u00e7\u00e3o Infantil.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 objetivo, deste material sugerir utiliza\u00e7\u00f5es prontas ou, at\u00e9 mesmo, listar receitas. Os autores\/as esperam que suas proposi\u00e7\u00f5es agucem a curiosidade pedag\u00f3gica para que, a partir da realidade de cada comunidade educativa, seja poss\u00edvel incluir o uso dessas tecnologias digitais em seus planejamentos pedag\u00f3gicos, no planejamento escolar e nos projetos pol\u00edtico-pedag\u00f3gicos. Dessa forma, estaremos caminhando para a supera\u00e7\u00e3o da simples inser\u00e7\u00e3o das tecnologias digitais em ambientes educativos, desvinculada de intencionalidade pedag\u00f3gica.<\/p>\n<p>Conferir material <a href=\"https:\/\/drive.google.com\/file\/d\/1iAW73h3QWf1vzZUkxcbONIj26WAUvaQJ\/view?fbclid=IwAR10iSnQ5msSSjbxLj3IdwgNh2DKBghBFYt34kzaU7zrj3aKLolPoGRVVWc\">aqui<\/a>.<\/p>\n<\/section>\n<p>Podemos perceber que os potenciais pedag\u00f3gicos das tecnologias est\u00e3o intrinsecamente vinculados \u00e0 percep\u00e7\u00e3o que o(a) educador(a) tem do que seja ensinar-a-aprender. De como a sua rela\u00e7\u00e3o com os(as) educandos(as) pode se dar de maneira horizontal, intencionando o desenvolvimento da sua criatividade e imagina\u00e7\u00e3o, sem perder de vista a diretividade pedag\u00f3gica que guia tais pr\u00e1ticas. Isso posto, entendemos que o problema n\u00e3o reside exclusivamente em se ter ou n\u00e3o tecnologias; tais recursos n\u00e3o s\u00e3o a salva\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o, muito menos a sua ru\u00edna. Julgamos, tamb\u00e9m que a quest\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 em ensinar ou n\u00e3o conte\u00fados, mas sim em torn\u00e1-los reais objetos de conhecimento em di\u00e1logo com os(as) educandos(as).<br \/>\nEm s\u00edntese, como nos coloca Paulo Freire, ensejar processos de ensinar-e-aprender que busquem o desenvolvimento da curiosidade epistemol\u00f3gica (<a href=\"#FREIRE1996\">FREIRE, 1996<\/a>), a inser\u00e7\u00e3o constante por maravilhar-se com o mundo para, em comunh\u00e3o, intencionar compreend\u00ea-lo e transform\u00e1-lo de forma cada vez mais cr\u00edtica.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 4 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s4\">4 Considera\u00e7\u00f5es finais<\/h2>\n<p>Ao pensarmos no potencial pedag\u00f3gico de uma tecnologia, precisamos, inicialmente, romper com a ideia de que os recursos tecnol\u00f3gicos servem unicamente para \u201cmotivar\u201d, \u201cinovar\u201d, \u201cdinamizar\u201d a pr\u00e1tica do professor em sala de aula.<\/p>\n<p>Inicialmente, \u00e9 preciso apropriar-se da tecnologia: utilizar, testar, conhecer as funcionalidades, as limita\u00e7\u00f5es, os recursos dispon\u00edveis, os aspectos t\u00e9cnicos, as linguagens, enfim, experimentar e explorar o recurso com que est\u00e1 sendo trabalhado. Ap\u00f3s entender de forma aprofundada as funcionalidades do recurso, precisamos ter clareza sobre a adequa\u00e7\u00e3o da ferramenta \u00e0 etapa da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica em que estamos trabalhando. Questione-se: o recurso \u00e9 adequado ao p\u00fablico com que estou atuando?<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, \u00e9 preciso considerar a intencionalidade pedag\u00f3gica: quais s\u00e3o os objetivos de ensino e quais s\u00e3o os objetivos de aprendizagem? Que conte\u00fados ser\u00e3o estudados? Que conceitos estar\u00e3o sendo trabalhados? Como a atividade ser\u00e1 avaliada?<\/p>\n<p>Por fim, \u00e9 preciso muita imagina\u00e7\u00e3o e criatividade pedag\u00f3gica. Ousar ao utilizar as tecnologias, refletir sobre suas potencialidades a partir da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), das Diretrizes Curriculares Nacionais para Educa\u00e7\u00e3o Infantil (DCNEIs), dos Par\u00e2metros Curriculares Nacionais (PCNs). Enfim, valer-se dos documentos oficiais e de outras diretrizes para pensar pedagogicamente a apropria\u00e7\u00e3o das tecnologias na pr\u00e1tica docente.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O RESUMO --><\/p>\n<section>\n<h3 id=\"resumo\">Resumo<\/h3>\n<p>Este cap\u00edtulo objetivou propor uma discuss\u00e3o sobre as transforma\u00e7\u00f5es dos processos educativos escolares a partir de contextos de inclus\u00e3o digital. Inicialmente, discutimos o conceito e sua articula\u00e7\u00e3o com a inform\u00e1tica educativa, considerando a inclus\u00e3o digital como um processo que precisa romper com a l\u00f3gica do simples acesso aos recursos tecnol\u00f3gicos, uma vez que oportuniza ao sujeito, al\u00e9m da apropria\u00e7\u00e3o\/flu\u00eancia\/empoderamento por meio das tecnologias, a produ\u00e7\u00e3o\/autoria individual\/coletiva de conhecimento e de cultura e o exerc\u00edcio da cidadania na rede. Imersos nesse cen\u00e1rio tecnol\u00f3gico e comunicacional, crian\u00e7as e jovens imprimem novas problem\u00e1ticas ao cotidiano escolar, e essas quest\u00f5es provocam a necessidade de (re)pensar a doc\u00eancia, a forma\u00e7\u00e3o inicial e continuada dos educadores, al\u00e9m de (re)avaliar a rela\u00e7\u00e3o educador-educando em contextos interativos, foco do Item 2 deste texto. Apresentamos no texto alguns exemplos de tecnologias interativas pass\u00edveis de apropria\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica nos processos de ensino-aprendizagem da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica, sugerindo recursos da Web 2.0 com potencialidades pedag\u00f3gicas diversas, al\u00e9m de mostrarmos uma experi\u00eancia pr\u00e1tica envolvendo um dos recursos. Ao final do cap\u00edtulo avaliamos quest\u00f5es pertinentes \u00e0 apropria\u00e7\u00e3o dos recursos tecnol\u00f3gicos interativos na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica, problematizando, principalmente, o potencial das tecnologias interativas para a pr\u00e1tica educativa e a necessidade da intencionalidade pedag\u00f3gica ao se propor sua objetiva\u00e7\u00e3o no ensino-aprendizagem em sala de aula.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O LEITURAS --><\/p>\n<section id=\"leituras\">\n<h3>Leituras Recomendadas<\/h3>\n<section class=\"leitura_recomendada\"><!-- IN\u00cdCIO DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/ticpe.files.wordpress.com\/2014\/11\/educac3a7c3a3o-e-tecnologia-parcerias-3-0-versc3a3o-final.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3138\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_22.png\" alt=\"Sala de aula interativa\" width=\"210\" height=\"297\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"https:\/\/ticpe.files.wordpress.com\/2014\/11\/educac3a7c3a3o-e-tecnologia-parcerias-3-0-versc3a3o-final.pdf\"><strong>Sala de aula interativa<\/strong><br \/>\n<\/a><br \/>\n(<a href=\"#SILVA2010\">SILVA, 2010<\/a>) Neste livro, Marco Silva discute de forma ampla e aprofundada os fundamentos epistemol\u00f3gicos, sociot\u00e9cnicos e comunicacionais do conceito de interatividade. Com base nisso, aborda, pela met\u00e1fora da <em>Pedagogia do Parangol\u00e9<\/em>, uma proposta educativa que busca valer-se da interatividade como for\u00e7a-motriz para profundas transforma\u00e7\u00f5es nos processos de ensinar-e-aprender.<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_recomendada\"><!-- IN\u00cdCIO DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/ticpe.files.wordpress.com\/2014\/11\/educac3a7c3a3o-e-tecnologia-parcerias-3-0-versc3a3o-final.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3139\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_23.png\" alt=\"Inclus\u00e3o digital: novas perspectivas para a inform\u00e1tica educativa\" width=\"232\" height=\"316\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_23.png 232w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_23-220x300.png 220w\" sizes=\"auto, (max-width: 232px) 100vw, 232px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"https:\/\/ticpe.files.wordpress.com\/2014\/11\/educac3a7c3a3o-e-tecnologia-parcerias-3-0-versc3a3o-final.pdf\"><strong>Inclus\u00e3o digital: novas perspectivas para a inform\u00e1tica educativa<\/strong><br \/>\n<\/a><br \/>\n(<a href=\"#TEIXEIRA2010\">TEIXEIRA, 2010<\/a>) Neste livro, Adriano Canabarro Teixeira nos desafia a pensar sobre a cultura da rede na forma\u00e7\u00e3o de professores. A partir de uma proposta de apropria\u00e7\u00e3o autoral das tecnologias da rede (TR) por professores, o autor desenvolve experi\u00eancias e reflex\u00f5es que nos auxiliam a compreender os processos de inclus\u00e3o digital e seus encadeamentos nos processos educativos escolares.<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_recomendada\"><!-- IN\u00cdCIO DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/ticpe.files.wordpress.com\/2014\/11\/educac3a7c3a3o-e-tecnologia-parcerias-3-0-versc3a3o-final.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3140\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_24.png\" alt=\"Extens\u00e3o ou comunica\u00e7\u00e3o?\" width=\"218\" height=\"323\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_24.png 218w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_24-202x300.png 202w\" sizes=\"auto, (max-width: 218px) 100vw, 218px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"https:\/\/ticpe.files.wordpress.com\/2014\/11\/educac3a7c3a3o-e-tecnologia-parcerias-3-0-versc3a3o-final.pdf\"><strong>Extens\u00e3o ou comunica\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\n<\/a><br \/>\n(<a href=\"#FREIRE1977\">FREIRE, 1977<\/a>) Livro escrito no ex\u00edlio no Chile, em que Freire analisa as bases epistemol\u00f3gicas dos processos de extens\u00e3o rural ent\u00e3o empregados na reforma agr\u00e1ria empreendida pelo governo de Eduardo Frey. Pelo vi\u00e9s de uma cr\u00edtica radical ao conceito de \u201cextens\u00e3o\u201d, Freire exp\u00f5e a sua compreens\u00e3o dial\u00f3gica sobre a comunica\u00e7\u00e3o: \u201c[&#8230;] encontro amoroso dos homens e mulheres que, mediatizados pelo mundo, o \u2018pronunciam\u2019, isto \u00e9, o transformam e, transformando-o, o humanizam para a humaniza\u00e7\u00e3o de todos\u201d.<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_recomendada\"><!-- IN\u00cdCIO DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/books.google.com\/books\/about\/Comunica%C3%A7%C3%A3o_Tecnologias_Interativas_e.html?hl=pt-BR&#038;id=7Qz2DwAAQBAJ\"><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_30-235x300.jpg\" alt=\"Comunica\u00e7\u00e3o, tecnologias interativas e educa\u00e7\u00e3o: (re)pensar o ensinar-aprender na cultura digital\" width=\"235\" height=\"300\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-3274\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_30-235x300.jpg 235w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_30-801x1024.jpg 801w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_30-768x982.jpg 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_30.jpg 1173w\" sizes=\"auto, (max-width: 235px) 100vw, 235px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"https:\/\/books.google.com\/books\/about\/Comunica%C3%A7%C3%A3o_Tecnologias_Interativas_e.html?hl=pt-BR&#038;id=7Qz2DwAAQBAJ\"><br \/>\n<strong>Comunica\u00e7\u00e3o, tecnologias interativas e educa\u00e7\u00e3o: (re)pensar o ensinar-aprender na cultura digital<\/strong><br \/>\n<\/a><br \/>\n(<a href=\"#MALAGGI2019\">MALAGGI; TEIXEIRA, 2019<\/a>) Nesta obra, os autores apresentam reflex\u00f5es acerca das rela\u00e7\u00f5es e possibilidades existentes na tr\u00edade comunica\u00e7\u00e3o, cultura digital e processos educativos. Ao propor uma an\u00e1lise acerca do potencial da cultura digital enquanto vetor de transforma\u00e7\u00e3o dos processos educativos, situa reflex\u00f5es sobre o contexto social em que as tecnologias digitais de rede se inserem a partir de suas caracter\u00edsticas comunicacionais interativas. Ao discutir o potencial de um modelo de comunica\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica como base dos processos educativos contempor\u00e2neos, busca aproximar as contribui\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-pedag\u00f3gicas de Paulo Freire para subsidiar a cria\u00e7\u00e3o de contextos de ensino-aprendizagem libertadores e populares no seio da cultura digital.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><\/p>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O EXERC\u00cdCIOS --><\/p>\n<section id=\"exercicios\">\n<h3 id=\"exercicios\">Exerc\u00edcios<\/h3>\n<ol>\n<li>Abrimos o cap\u00edtulo com a seguinte quest\u00e3o: \u201c<em>Quais s\u00e3o as poss\u00edveis transforma\u00e7\u00f5es dos processos educativos escolares em um contexto de inclus\u00e3o digital?<\/em>\u201d. Agora, ap\u00f3s a leitura do cap\u00edtulo e considerando sua experi\u00eancia, que resposta voc\u00ea apresenta para essa quest\u00e3o?<\/li>\n<li>De acordo com Marco Silva, a interatividade \u00e9 um conceito das Teorias da Comunica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o propriamente do dito campo da Inform\u00e1tica. Logo, esse autor assevera: \u201c\u00c9 poss\u00edvel existir interatividade em uma sala de aula infopobre\u201d, isto \u00e9, sem os recursos tecnol\u00f3gicos que potencializem esses processos comunicativos interativos no ciberespa\u00e7o. Isso posto, propomos a realiza\u00e7\u00e3o de uma breve narrativa autobiogr\u00e1fica: em sua experi\u00eancia como aluno(a), seja na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica ou demais n\u00edveis de ensino, recorda-se de algum(a) docente que trazia essa dimens\u00e3o interativa aos processos educativos, mesmo com a aus\u00eancia de tecnologias na sala de aula? Se sim, busque relacionar as formas de trabalho deste docente com as discuss\u00f5es elaboradas no Item 2 deste cap\u00edtulo.<\/li>\n<li>Escolha uma das tecnologias interativas apresentadas no Item 3 e, dialogando com a sua pr\u00e1tica docente, efetive um planejamento did\u00e1tico (plano de aula, sequ\u00eancia did\u00e1tica, projeto etc.) que intencione a viv\u00eancia das dimens\u00f5es da autoria e colabora\u00e7\u00e3o na cocria\u00e7\u00e3o de conhecimentos.<\/li>\n<\/ol>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O REFER\u00caNCIAS --><\/p>\n<section id=\"referencias\">\n<h3>Refer\u00eancias<\/h3>\n<p id=\"FREIRE1977\">FREIRE, Paulo. <strong>Extens\u00e3o ou comunica\u00e7\u00e3o?<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Paz e Terra, 1977.<\/p>\n<p id=\"FREIRE1985\">FREIRE, Paulo; FAUNDEZ, Antonio. <strong>Por uma pedagogia da pergunta<\/strong>. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.<\/p>\n<p id=\"FREIRE1996\">FREIRE, Paulo. <strong>Pedagogia da autonomia<\/strong>: saberes necess\u00e1rios \u00e0 pr\u00e1tica educativa. 31. ed. S\u00e3o Paulo: Paz e Terra, 1996.<\/p>\n<p id=\"FREIRE2009\">FREIRE, Paulo. <strong>Pedagogia da esperan\u00e7a<\/strong>: um reencontro com a pedagogia do oprimido. 16. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2009.<\/p>\n<p id=\"FREIRE2011\">FREIRE, Paulo. <strong>Pedagogia do oprimido<\/strong>. 50. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011.<\/p>\n<p id=\"JENKINS2009\">JENKINS, Henry. <strong>Cultura da converg\u00eancia. <\/strong>Trad. Susana Alexandria. 2. ed. S\u00e3o Paulo: Aleph, 2009.<\/p>\n<p id=\"LIBANEO1986\">LIB\u00c2NEO, Jos\u00e9 Carlos. <strong>Democratiza\u00e7\u00e3o da escola p\u00fablica<\/strong>: a pedagogia cr\u00edtico-social dos conte\u00fados. 3. ed. S\u00e3o Paulo: Loyola, 1986.<\/p>\n<p id=\"MALAGGI2009\">MALAGGI, Vitor. <strong>Imbricando projetos de ensino-aprendizagem e tecnologias digitais de rede<\/strong>: busca de re-significa\u00e7\u00f5es e potencialidades. 2009. Disserta\u00e7\u00e3o (Mestrado em Educa\u00e7\u00e3o) \u2013 Universidade de Passo Fundo, Passo Fundo, 2009.<\/p>\n<p id=\"MALAGGI2019\">MALAGGI, Vitor; <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/1841882790688813\">TEIXEIRA, A. C.<\/a> <strong>Comunica\u00e7\u00e3o, tecnologias interativas e educa\u00e7\u00e3o<\/strong>: (re)pensar o ensinar-aprender na cultura digital. 1. ed. Curitiba: Appris, 2019.<\/p>\n<p id=\"MALAGGI2020\">MALAGGI, Vitor; MARCON, Karina; RIPA, Roselaine. <strong>Tecnologias digitais de rede na educa\u00e7\u00e3o infantil<\/strong>: usos e potencialidades pedag\u00f3gicas [livro eletr\u00f4nico]. Ilustra\u00e7\u00e3o Gabriel Dias de Oliveira. 1. ed. Florian\u00f3polis: Vitor Malaggi, 2020.<\/p>\n<p id=\"MARCON2015\">MARCON, K. <strong>A inclus\u00e3o digital de educadores a dist\u00e2ncia:<\/strong> Estudo multicaso nas Universidades Abertas do Brasil e de Portugal. 2015. Tese (Doutorado em Educa\u00e7\u00e3o). Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2015.<\/p>\n<p id=\"SANTAELLA2004\">SANTAELLA, L\u00facia. <strong>Navegar no ciberespa\u00e7o<\/strong>: o perfil cognitivo do leitor imersivo. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2004.<\/p>\n<p id=\"SILVA2007\">SILVA, Marco; CLARO, Tatiana; A doc\u00eancia online e a pedagogia da transmiss\u00e3o. <strong>Boletim T\u00e9cnico do Senac<\/strong>, S\u00e3o Paulo, v. 33, n. 2, maio\/ago. 2007. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.bts.senac.br\/index.php\/bts\/article\/view\/301\/284\">http:\/\/www.bts.senac.br\/index.php\/bts\/article\/view\/301\/284<\/a>&gt;. Acesso em: 13 fev. 2017.<\/p>\n<p id=\"SILVA2010\">SILVA, Marco. <strong>Sala de aula interativa<\/strong>: educa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o, m\u00eddia cl\u00e1ssica&#8230; 5. ed. rev. S\u00e3o Paulo: Edi\u00e7\u00f5es Loyola, 2010.<\/p>\n<p id=\"TEIXEIRA2010\">TEIXEIRA, Adriano Canabarro. <strong>Inclus\u00e3o digital<\/strong>: novas perspectivas para a inform\u00e1tica educativa. Iju\u00ed: Editora Uniju\u00ed, 2010.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O AUTORES --><\/p>\n<section id=\"Autoria\">\n<h3>Autoria<\/h3>\n<section id=\"Marcon\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_28.jpg\" alt=\"Karina Marcon\" width=\"855\" height=\"801\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3249\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_28.jpg 855w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_28-300x281.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_28-768x719.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 855px) 100vw, 855px\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\"><strong>Karina Marcon<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/5061817713945964\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/5061817713945964<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Professora da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), lotada no Departamento de Pedagogia a Dist\u00e2ncia do Centro de Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia (CEAD). Credenciada em 2020 para o Mestrado Profissional em Educa\u00e7\u00e3o Inclusiva em Rede &#8211; PROFEI, na linha Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica e Tecnologia Assistiva. Doutora em Educa\u00e7\u00e3o (2015 &#8211; Bolsista CNPq) pelo Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Realizou Doutorado Sandu\u00edche na Universidade Aberta, em Lisboa\/Portugal (Bolsista CAPES\/PDSE). Mestre em Educa\u00e7\u00e3o (2008) e Bacharel em Comunica\u00e7\u00e3o Social: Habilita\u00e7\u00e3o em Publicidade e Propaganda (2004) pela Universidade de Passo Fundo (UPF). Licenciada em Pedagogia (2017) pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Tem experi\u00eancia e interesse de pesquisa nas \u00e1reas de Inclus\u00e3o Digital, Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia e Forma\u00e7\u00e3o de Professores. \u00c9 coordenadora do Laborat\u00f3rio de Cultura Digital (L@bCult) do CEAD\/UDESC e Representante das Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior Estaduais na Associa\u00e7\u00e3o Universidade em Rede (UniRede).<br \/>\n<strong><a href=\"mailto:karina.marcon@udesc.br\">karina.marcon@udesc.br<\/a><\/strong><\/span><\/section>\n<\/section>\n<section id=\"Malaggi\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_29-1.jpg\" alt=\"Vitor Malaggi\" width=\"640\" height=\"426\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3251\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_29-1.jpg 640w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/33RPE_29-1-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\"><strong>Vitor Malaggi<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/7501525801547972\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/7501525801547972<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Professor efetivo do Centro de Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia da Universidade do Estado de Santa Catarina (CEAD\/UDESC). Possui gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o e P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o (stricto sensu), ambos os cursos realizados pela Universidade de Passo Fundo (UPF), sendo o Mestrado Acad\u00eamico como Bolsista Capes pelo Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o (PPGEDU\/UPF). \u00c9 tamb\u00e9m graduado em Pedagogia &#8211; Licenciatura Plena EAD, pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Tem experi\u00eancia profissional nas \u00e1reas de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, Inclus\u00e3o Digital e Teorias Pedag\u00f3gicas. Interesses de Ensino, Pesquisa e Extens\u00e3o est\u00e3o focalizados nas rela\u00e7\u00f5es entre Educa\u00e7\u00e3o Popular e Inclus\u00e3o Digital, tanto em contextos educativos formais quanto n\u00e3o-formais. Tamb\u00e9m pesquisou e realizou extens\u00e3o como bolsista nos seguintes temas: TV Digital na Educa\u00e7\u00e3o (Bolsa CNPq &#8211; SET-6B), Objetos de Aprendizagem (Bolsa FAPERGS &#8211; Inicia\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica), Telecentros Comunit\u00e1rios e Software Livre (Bolsa Pibic\/UPF), Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos (Bolsa CREFAL-UPF).<br \/>\n<strong><a href=\"mailto:vitor.malaggi@udesc.br\">vitor.malaggi@udesc.br<\/a><\/strong><\/span><\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O CITAR --><\/p>\n<section id=\"citar\" hidden>\n<h3>Como citar este cap\u00edtulo<\/h3>\n<blockquote><p>[AUTORES]. [T\u00cdTULO]. In: SANTOS, Edm\u00e9a O.; PIMENTEL, Mariano; SAMPAIO, F\u00e1bio F. (Org.). <b>Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o: autoria, m\u00eddia, letramento, inclus\u00e3o digital<\/b>. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o, 2019. (S\u00e9rie Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, v.5) Dispon\u00edvel em: &lt;[LINK DO ARTIGO]&gt;<\/p><\/blockquote>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O COMENT\u00c1RIOS --><\/p>\n<section id=\"comentarios\"><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Karina Marcon, Vitor Malaggi) Quais s\u00e3o as poss\u00edveis transforma\u00e7\u00f5es dos processos educativos escolares em um contexto de inclus\u00e3o digital? O &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3038","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3038","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3038"}],"version-history":[{"count":15,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3038\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3276,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3038\/revisions\/3276"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3038"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3038"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3038"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}