{"id":2777,"date":"2021-02-10T18:17:19","date_gmt":"2021-02-10T21:17:19","guid":{"rendered":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/?p=2777"},"modified":"2021-02-18T13:19:09","modified_gmt":"2021-02-18T16:19:09","slug":"ambientes-pessoais-aprendizagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/ambientes-pessoais-aprendizagem\/","title":{"rendered":"Aprender ao longo da vida atrav\u00e9s de ambientes pessoais de aprendizagem"},"content":{"rendered":"<p>(<a href=\"#Procaci\">Thiago Baesso Procaci<\/a>, <a href=\"#Siqueira\">Sean W. M. Siqueira<\/a>, <a href=\"#Nunes\">Bernardo Pereira Nunes<\/a>)<\/p>\n<p><!-- IMAGEM DISPARADORA --><\/p>\n<section id=\"imagemDisparadora\">\n  <!-- IMAGEM --><br \/>\n<a href=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ambientePessoal.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ambientePessoal.jpg\" alt=\"Aprendizagem ao longo da vida e Ambiente pessoal de aprendizagem\" width=\"2000\" height=\"1431\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2993\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ambientePessoal.jpg 2000w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ambientePessoal-300x215.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ambientePessoal-1024x733.jpg 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ambientePessoal-768x550.jpg 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/ambientePessoal-1536x1099.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 2000px) 100vw, 2000px\" \/><\/a><\/p>\n<p><!-- QUEST\u00c3O DE ABERTURA --><\/p>\n<h4>O que acha de aprender por toda a vida?<\/h4>\n<p><!-- TEXTO INTRODUT\u00d3RIO --><\/p>\n<p>Muitos de n\u00f3s nos descrevemos com termos que moldam nossa identidade. \u00c9 comum ver pessoas dizendo \u201ceu sou m\u00fasico\u201d, e esse comportamento confere \u00e0 pessoa uma sensa\u00e7\u00e3o de pertencimento a algum grupo. Outros preferem se descrever atrav\u00e9s de suas caracter\u00edsticas ou estilo de vida, tais como extrovertido, vegetariano, inteligente, e cada classifica\u00e7\u00e3o equivale a algo peculiar de cada indiv\u00edduo. Vivemos no mundo l\u00edquido, de incertezas, e, pela primeira vez, temos dificuldades em saber o que ensinar para as futuras gera\u00e7\u00f5es. Tudo muda r\u00e1pido e informa\u00e7\u00f5es se tornam obsoletas em uma velocidade impressionante. O que ensinar?  Sabemos quais ser\u00e3o as profiss\u00f5es demandadas nos pr\u00f3ximos 30 anos? N\u00e3o temos a resposta. Por isso, talvez seja o momento de nos descrevermos mais frequentemente como \u201ceternos aprendizes\u201d. Abra\u00e7ar a ideia de aprender para sempre pode soar estranho, pois quebra o conceito da aprendizagem tradicional, centrada no professor, cuja presen\u00e7a materializava a ideia do aprender. Seria \u00f3timo ter sempre um bom professor ao lado fazendo a media\u00e7\u00e3o entre voc\u00ea e o conhecimento, n\u00e3o \u00e9? Entretanto, aprender ao longo da vida tamb\u00e9m implica a aus\u00eancia de tutores em muitos momentos, caracterizando um estilo de aprendizagem mais informal. Assim, como avalio minha trajet\u00f3ria de aprendizagem ao longo da vida? Como sei se aprendi? Nesse sentido, os ambientes pessoais de aprendizagem surgem para endere\u00e7ar tais quest\u00f5es. Se est\u00e1 interessado, convidamos voc\u00ea a apreciar a leitura deste cap\u00edtulo.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- OBJETIVOS EDUCACIONAIS --><\/p>\n<section id=\"objetivosEducacionais\">\n<h4>Objetivos Educacionais:<\/h4>\n<ul>\n<li>Reconhecer a import\u00e2ncia da aprendizagem cont\u00ednua e sua rela\u00e7\u00e3o com ambientes pessoais de aprendizagem;<\/li>\n<li>Entender o contexto hist\u00f3rico dos ambientes pessoais de aprendizagem;<\/li>\n<li>Identificar as caracter\u00edsticas dos ambientes pessoais de aprendizagem;<\/li>\n<li>Enumerar os desafios relacionados aos ambientes pessoais de aprendizagem.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>\u00cdndice:<\/h4>\n<ul>\n<li><a href=\"#s1\">1 CIBERESPA\u00c7O E APRENDIZAGEM CONT\u00cdNUA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s2\">2 O HIST\u00d3RICO DO CONCEITO DE AMBIENTES PESSOAIS DE APRENDIZAGEM<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s3\">3 DESAFIOS TECNOL\u00d3GICOS<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s4\">4 DESAFIOS PEDAG\u00d3GICOS<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s5\">5 PROPOSTAS DE AMBIENTES PESSOAIS DE APRENDIZAGEM<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s6\">6 CONCLUS\u00c3O<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#resumo\">Resumo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#leituras\">Leituras Recomendadas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#exercicios\">Exerc\u00edcios<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#notas\">Notas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#referencias\">Refer\u00eancias<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#Autoria\">Autoria<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#citar\">Como citar este cap\u00edtulo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#comentarios\">Coment\u00e1rios<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 1 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s1\">1 CIBERESPA\u00c7O E APRENDIZAGEM CONT\u00cdNUA<\/h2>\n<p>A internet vem provocando uma revis\u00e3o nos paradigmas de intera\u00e7\u00e3o, colabora\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o. Desenvolvidos a partir da metade do s\u00e9culo XX, os computadores conectados em rede se disseminaram por todo o sistema social e, desde ent\u00e3o, v\u00eam provocando profundas transforma\u00e7\u00f5es na vida contempor\u00e2nea (<a href=\"#NICOLACI2011\">NICOLACI-DA-COSTA; PIMENTEL, 2011<\/a>). Com a cria\u00e7\u00e3o da <em>web<\/em> na d\u00e9cada de 1990 e, posteriormente, a amplia\u00e7\u00e3o de suas capacidades, estabeleceu-se um novo lugar para intera\u00e7\u00f5es humanas denominado <em>espa\u00e7o digital<\/em>. Tal espa\u00e7o \u00e9 tamb\u00e9m conhecido como <em>ciberespa\u00e7o<\/em>, que, por sua vez, possibilitou ampliar as intera\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias humanas, dando origem \u00e0 <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Cibercultura\"><strong>cibercultura<\/strong><\/a>, ou seja, a cultura do ciberespa\u00e7o (<a href=\"#LEVY2010\">L\u00c9VY, 2010<\/a>).<\/p>\n<p>O ciberespa\u00e7o \u201cdeu ouvido e voz a todos\u201d, abrindo a possibilidade para pessoas comuns atuarem como consumidoras e produtoras de conte\u00fado. Por exemplo, hoje \u00e9 comum encontrarmos pessoas an\u00f4nimas postando seus pensamentos em plataformas de <em>blogs<\/em>, redes sociais ou v\u00eddeos da <em>web<\/em>. Nessa mesma linha, podemos interagir com tais \u201cautores do universo <em>online<\/em>\u201d, postando cr\u00edticas ou elogios a seus conte\u00fados. Assim, entendemos que esse espa\u00e7o cibercultural democratizou o acesso e a produ\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es e conhecimentos. Ademais, tal produ\u00e7\u00e3o cresce em uma velocidade assustadora, e nunca estivemos diante de tantas fontes de informa\u00e7\u00f5es, o que promoveu impactos significativos no modo de pensar, de comunicar e at\u00e9 mesmo de viver das pessoas (<a href=\"#WEI2011\">WEI; YOUNG, 2011<\/a>). Por exemplo, os verbos \u201ccurtir\u201d e \u201cseguir\u201d adquiriram novos significados, que v\u00e3o al\u00e9m dos significados originais. Novas profiss\u00f5es tamb\u00e9m apareceram, como a de influenciador digital, exemplificando um dos impactos do ciberespa\u00e7o na vida das pessoas.<\/p>\n<p>O digital \u00e9 um mundo de r\u00e1pidas transforma\u00e7\u00f5es. Nele, as informa\u00e7\u00f5es se tornam obsoletas mais rapidamente quando comparadas com as produzidas no mundo pr\u00e9-digital, sobretudo pela velocidade com que s\u00e3o produzidas e compartilhadas no ciberespa\u00e7o. Segundo <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Zygmunt_Bauman\"><strong>Zygmunt Bauman<\/strong><\/a>, soci\u00f3logo que descreve nossa atualidade sob uma vis\u00e3o fascinante, afirma que os tempos s\u00e3o \u201cl\u00edquidos\u201d, pois tudo muda rapidamente, isto \u00e9, nada \u00e9 feito para durar, para ser \u201cs\u00f3lido\u201d (<a href=\"#BAUMAN2001\">BAUMAN, 2001<\/a>). Al\u00e9m disso, vivemos em uma sociedade em que um dos fatores geralmente associados \u00e0 prosperidade \u00e9 a capacidade dos indiv\u00edduos de organizar informa\u00e7\u00f5es para a realiza\u00e7\u00e3o de tarefas ou produtos cada vez mais complexos. Dessa forma, a aprendizagem se torna cont\u00ednua.<\/p>\n<p><!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Aprender para sempre<\/h5>\n<p>Nos seis v\u00eddeos deste quadro, temos uma aula do professor Leandro Karnal sobre mentalidade de desenvolvimento cont\u00ednuo. Karnal esclarece a import\u00e2ncia da aprendizagem ao longo da vida, alternando entre a perspectiva pessoal e a profissional. Para ter acesso a essa fascinante aula, acesse: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=DbFleplwqho\">parte 1<\/a><strong>, <\/strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=jCi9Hp5iAEY&amp;list=WL&amp;index=20&amp;t=0s\">parte 2<\/a><strong>, <\/strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=DqIpC_-KEE0&amp;list=WL&amp;index=21&amp;t=0s\">parte 3<\/a><strong>, <\/strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=uXyY87skPG0&amp;list=WL&amp;index=22&amp;t=0s\">parte 4<\/a><strong>, <\/strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=TIMEjzYI5PQ&amp;list=WL&amp;index=24&amp;t=0s\">parte 5<\/a><strong> e <\/strong><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=arVHDBw6Ayo&amp;list=WL&amp;index=23&amp;t=0s\">parte 6<\/a>.<br \/>\n<\/section>\n<p>Segundo uma previs\u00e3o descrita por Davidson (<a href=\"#Davidson2011\">2011<\/a>), 65% das crian\u00e7as que entraram na escola em 2011 trabalhar\u00e3o em profiss\u00f5es que sequer foram inventadas. Consequentemente, de acordo com <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Yuval_Harari\"><strong>Yuval Harari<\/strong><\/a>, \u00e9 prov\u00e1vel que sejamos a primeira gera\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria que n\u00e3o sabe precisamente o que ensinar \u00e0s crian\u00e7as na escola ou aos estudantes na faculdade (<a href=\"#HARARI2018\">HARARI, 2018<\/a>). Caso essa previs\u00e3o esteja correta (acreditamos que sim), as pessoas avessas ao novo e que valorizam o trabalho repetitivo podem encontrar dificuldades de adequa\u00e7\u00e3o ao cen\u00e1rio emergente. Em contrapartida, seria injusto exigir que as escolas de hoje preparem seus estudantes para profiss\u00f5es que ainda n\u00e3o existem. No m\u00e1ximo, as escolas podem formar alunos capazes de perceber as mudan\u00e7as e aprender conforme a necessidade (<a href=\"#SINGULARITY2015\">SINGULARITY HUB, 2015<\/a>). Assim, podemos considerar que a capacidade de aprender de forma cont\u00ednua ser\u00e1 uma caracter\u00edstica mais que necess\u00e1ria nos dias que est\u00e3o por vir.<br \/>\nNesse cen\u00e1rio, aprender no ciberespa\u00e7o, muitas vezes de maneira informal, ser\u00e1 de grande serventia. H\u00e1 indica\u00e7\u00f5es de que, em breve, o foco da aprendizagem migrar\u00e1 das institui\u00e7\u00f5es de ensino para o estudante, sugerindo que nem sempre teremos um tutor formal por perto para suprir nossas lacunas de conhecimentos (<a href=\"#BASSANI2016\">BASSANI; NUNES, 2016<\/a>). A aprendizagem cont\u00ednua demandada no mundo de hoje (e mais ainda no de amanh\u00e3) exige que estudantes sejam mais aut\u00f4nomos, capazes de entender quais s\u00e3o seus objetivos de aprendizagem ao longo da vida e se organizar para alcan\u00e7\u00e1-los. A partir disso, algumas quest\u00f5es interessantes aparecem, do tipo: Como me preparar e organizar para a aprendizagem cont\u00ednua? O que devo aprender? \u00c9 nessa \u00e1rea que realmente desejo seguir? Quais s\u00e3o meus objetivos a curto, m\u00e9dio e longo prazo? Onde quero estar? Que caminhos me interessam? Quais s\u00e3o minhas limita\u00e7\u00f5es atuais? O que farei para super\u00e1-las? Na aus\u00eancia (ou indisponibilidade) de um professor (em seu papel tradicional), quem pode me ajudar? Atrav\u00e9s de quest\u00f5es como essas, percebemos claramente que a aprendizagem cont\u00ednua \u00e9 tamb\u00e9m um processo de autoconhecimento.<br \/>\nPensando nessas quest\u00f5es, evidentemente, n\u00e3o temos uma resposta exata ou correta para cada uma. Entretanto, entendemos que h\u00e1 diversos fatores que podem ser importantes no processo de aprendizagem cont\u00ednua e nos ajudar na resolu\u00e7\u00e3o de tais quest\u00f5es. Entre esses fatores, podemos ressaltar: a diversidade de fontes de informa\u00e7\u00f5es, as intera\u00e7\u00f5es entre pessoas, a organiza\u00e7\u00e3o e a avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><!-- QUADRO DEBATE --><\/p>\n<section class=\"quadro debate\">\n<h5>Debate: Aprendizagem cont\u00ednua e o \u201cself-made man\u201d<\/h5>\n<p><!-- FIGURA --><\/p>\n<figure>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_02-208x300.png\" alt=\"\" width=\"208\" height=\"300\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-2796\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_02-208x300.png 208w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_02-709x1024.png 709w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_02.png 736w\" sizes=\"auto, (max-width: 208px) 100vw, 208px\" \/><br \/>\nSelf-made man<figcaption>  Fonte: <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/nova.acropole.aparecida.de.goiania\/posts\/1083280001721419\/\">postagem do Facebook<\/a>.<\/figcaption><\/figure>\n<p>A express\u00e3o <em>self-made man<\/em> \u00e9 de origem norte-americana.<br \/>\nFoi criada no s\u00e9culo XIX e, posteriormente, representada por meio de uma escultura pela artista Bobbie Carlyle.  No contexto capitalista, a express\u00e3o retrata o homem que \u201cse construiu\u201d por meio de esfor\u00e7os pr\u00f3prios para obter sucesso profissional.<br \/>\nTrazendo esse conceito para o contexto da aprendizagem cont\u00ednua, ressaltamos que qualquer ser humano tem partes prontas, algumas em constru\u00e7\u00e3o e outras completamente inacabadas. A aprendizagem cont\u00ednua, tanto no sentido pessoal quanto no profissional, vem justamente dizer que podemos nos transformar no que desejarmos. Em outras palavras, n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m perfeito, ou seja, feito ou acabado. O \u201cmartelo\u201d est\u00e1 nas m\u00e3os de cada aprendiz, sendo ele o protagonista em seu processo de constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quest\u00f5es para reflex\u00e3o e discuss\u00e3o: que rela\u00e7\u00e3o podemos estabelecer entre o mundo l\u00edquido, com r\u00e1pidas mudan\u00e7as, e o <em>self-made man<\/em>? A ideia de perfectibilidade, isto \u00e9, a de que somos perfect\u00edveis e n\u00e3o perfeitos, lhe parece adequada no contexto da aprendizagem ao longo da vida?<br \/>\n<\/section>\n<p>Por que tais fatores s\u00e3o importantes? A diversidade de fontes de informa\u00e7\u00f5es e a intera\u00e7\u00e3o entre pessoas s\u00e3o relevantes no processo de aprendizagem pelas raz\u00f5es expostas pela teoria do construtivismo social, enfatizando o valor do di\u00e1logo (seja com pessoas ou fontes de informa\u00e7\u00f5es) na aprendizagem. Resumidamente, a diversidade de fontes, pela import\u00e2ncia de sermos expostos a conte\u00fados de diversas naturezas e ao contradit\u00f3rio, de maneira a provocar reflex\u00f5es e refinamentos de nossos conhecimentos, quebrando dogmatismos que, por sua vez, s\u00e3o nossos pontos cegos. Assim, \u00e9 prov\u00e1vel que a experimenta\u00e7\u00e3o da diversidade nos d\u00ea pistas sobre \u201co que aprender\u201d ou sobre \u201ca \u00e1rea que queremos seguir\u201d. A intera\u00e7\u00e3o entre pessoas, pela possibilidade de coautoria e colabora\u00e7\u00e3o, pr\u00e1ticas amplamente defendidas por estudiosos da \u00e1rea, em raz\u00e3o dos constatados benef\u00edcios \u00e0 aprendizagem (<a href=\"#SANTOS2007\">SANTOS; SILVA, 2007<\/a>). Ademais, de alguma forma, a intera\u00e7\u00e3o entre pessoas tamb\u00e9m pode ser considerada uma exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 diversidade, podendo ajudar a construir ou fortalecer la\u00e7os sociais e, assim, fomentar o sentimento de pertencimento a grupos, valores e ideias. O fator organiza\u00e7\u00e3o, pela necessidade de estrutura\u00e7\u00e3o de qualquer processo, inclusive o de aprendizagem, possibilitando que tenhamos clareza quanto a \u201conde estamos e para onde estamos indo\u201d ou \u201cquais s\u00e3o meus objetivos de hoje e de amanh\u00e3\u201d. Por fim, o fator avalia\u00e7\u00e3o, para termos consci\u00eancia do nosso progresso ou nossas limita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O fato \u00e9 que a aprendizagem cont\u00ednua nos for\u00e7a a ir al\u00e9m daquilo que aprendemos em sala de aula, no processo de aprendizagem formal. \u201cIr al\u00e9m do que aprendemos em sala de aula\u201d n\u00e3o significa que esta n\u00e3o seja importante. Pelo contr\u00e1rio, entendemos que a aprendizagem informal, principalmente atrav\u00e9s da <em>web<\/em>, venha como complemento \u00e0 aprendizagem formal. Al\u00e9m disso, os fatores elencados anteriormente est\u00e3o em plena sintonia com a aprendizagem formal e informal. Aprendizagem \u00e9 aprendizagem independente de estilo.<\/p>\n<p>Conole (<a href=\"#Conole2012\">2012<\/a>) afirma que as aplica\u00e7\u00f5es da <em>web<\/em>, como <em>sites<\/em> de compartilhamento, f\u00f3runs e redes sociais, podem resultar em inova\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas no contexto da aprendizagem ao longo da vida. Segundo essa autora, elas ensejam novas formas de cria\u00e7\u00e3o coletiva, compartilhamento de conte\u00fados de aprendizagem e comunica\u00e7\u00e3o entre aprendizes. Nessa linha, percebemos de forma intuitiva que as aplica\u00e7\u00f5es da <em>web<\/em> podem nos prover facilmente da diversidade de fontes de informa\u00e7\u00e3o e meios para intera\u00e7\u00f5es entre pessoas, que s\u00e3o fatores que entendemos como importantes para a aprendizagem cont\u00ednua. Em outras palavras, estamos rodeados de informa\u00e7\u00f5es e interagindo com pessoas a todo instante atrav\u00e9s da <em>web<\/em>. Sob a perspectiva da organiza\u00e7\u00e3o e da avalia\u00e7\u00e3o do que aprendemos, h\u00e1 tamb\u00e9m a possibilidade de provimento atrav\u00e9s das aplica\u00e7\u00f5es da <em>web<\/em>, por\u00e9m n\u00e3o de forma t\u00e3o intuitiva e direta. Ou seja, n\u00f3s nos organizarmos diante do \u201cmar de informa\u00e7\u00f5es\u201d da <em>web<\/em>, mas avaliar se estamos realmente aprendendo ao navegar nele n\u00e3o \u00e9 tarefa trivial. Ser\u00e1 que as informa\u00e7\u00f5es que pesquisamos na <em>web<\/em> s\u00e3o confi\u00e1veis? Ser\u00e1 que apresentam uma vis\u00e3o ampla ou se trata de uma bolha de informa\u00e7\u00f5es de acordo com o que querem que vejamos? Ser\u00e1 que estamos aprendendo de fato ou apenas distra\u00eddos diante de tanta informa\u00e7\u00e3o? Ser\u00e1 que apenas navegamos por conte\u00fados que refor\u00e7am nossas ideias antigas?<\/p>\n<p>Outra indaga\u00e7\u00e3o que surge \u00e9: como realizar a gest\u00e3o da aprendizagem cont\u00ednua, atrav\u00e9s da unifica\u00e7\u00e3o desses quatro fatores, de forma que eu consiga acompanhar minha trajet\u00f3ria de aprendizagem informal na <em>web<\/em>? Ademais, n\u00f3s recebemos a educa\u00e7\u00e3o formal nas escolas e universidades. Assim, como visualizar minha trajet\u00f3ria considerando as minhas produ\u00e7\u00f5es e intera\u00e7\u00f5es no contexto da aprendizagem formal e informal? \u00c9 nesse ponto que reside o interesse de discuss\u00e3o deste texto.<\/p>\n<p>Neste cap\u00edtulo, abordaremos o tema gest\u00e3o da aprendizagem atrav\u00e9s do uso de ambientes pessoais de aprendizagem. A princ\u00edpio, podemos entender o ambiente pessoal de aprendizagem (PLE<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, do ingl\u00eas <em>Personal Learning Environment<\/em>) como um \u201cunificador\u201d dos fatores citados anteriormente (diversidade de fontes, intera\u00e7\u00f5es, organiza\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o), seja no contexto formal, seja no informal. Entretanto, vamos elaborar melhor esse conceito a partir de agora.<br \/>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 2 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s2\">2 O HIST\u00d3RICO DO CONCEITO DE AMBIENTES PESSOAIS DE APRENDIZAGEM<\/h2>\n<p>A ideia de ambiente pessoal de aprendizagem apareceu pela primeira vez em debates relacionados \u00e0 aprendizagem cont\u00ednua ou ao longo da vida em 2001. A discuss\u00e3o sobre essa ideia teve origem quando come\u00e7aram a ser discutidas as fragilidades dos ambientes virtuais de aprendizagem (AVAs) existentes na \u00e9poca (<a href=\"#OLIVIER2001\">OLIVIER; LIBER, 2001<\/a>).<\/p>\n<p>Os <a href=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/ava\/\"><strong>ambientes virtuais de aprendizagem<\/strong><\/a> (AVAs) s\u00e3o muito comuns em institui\u00e7\u00f5es de ensino. O exemplo cl\u00e1ssico e talvez o mais famoso desses ambientes seja o <a href=\"https:\/\/moodle.org\/?lang=pt_br\"><strong>Moodle<\/strong><\/a>, que disponibiliza diversas ferramentas para tutores e estudantes interagirem, compartilharem materiais did\u00e1ticos, entre outros recursos. No entanto, na d\u00e9cada de 2000, a <em>web<\/em> e suas aplica\u00e7\u00f5es cresciam de forma acelerada e, claramente, estudantes tamb\u00e9m aprendiam \u201cfora\u201d dos AVAs das institui\u00e7\u00f5es de ensino, atrav\u00e9s de outras fontes da internet. Nesse sentido, Olivier e Liber (<a href=\"#OLIVIER2001\">2001<\/a>) destacaram a necessidade de o estudante ter seu ambiente pessoal de aprendizagem para melhor se organizar nessa aprendizagem \u201cpor fora\u201d (informal). A grande quest\u00e3o da \u00e9poca era: como reunir de forma organizada o que aprendo no ambiente virtual escolar com aquilo que aprendo em separado na <em>web<\/em>? Ent\u00e3o nasce o debate sobre ambientes pessoais de aprendizagem (PLEs), com a finalidade vislumbrar solu\u00e7\u00f5es para essa quest\u00e3o. Nessa \u00e9poca, era mais claro o problema que esse tema iria endere\u00e7ar, por\u00e9m seu pr\u00f3prio conceito era ainda indefinido. O que seria mesmo um ambiente pessoal de aprendizagem? Um <em>software<\/em>? Uma abordagem educacional? O certo era que um ambiente pessoal de aprendizagem seria algo diferente de um ambiente virtual de aprendizagem (AVA).<\/p>\n<p>Alguns anos depois, em 2004, no congresso anual promovido pelo <a href=\"https:\/\/www.jisc.ac.uk\/\"><strong>Joint Information Systems Committee<\/strong><\/a>, foi criada uma se\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para PLEs, catalisando o debate sobre o tema (<a href=\"#MOTA2009\">MOTA, 2009<\/a>; <a href=\"#CASTANEDA2013\">CASTA\u00d1EDA; ADELL, 2013<\/a>). Na sequ\u00eancia, em 2005, Scott Wilson apresenta uma nova proposta conceitual de ambientes virtuais de aprendizagem, pela qual se destaca a integra\u00e7\u00e3o deles com aplica\u00e7\u00f5es da <em>web<\/em> (<a href=\"#WILSON2005\">WILSON, 2005<\/a>). Segundo DOWNES (<a href=\"#DOWNES2007\">2007<\/a>), Wilson impulsionou o debate sobre o conceito de PLE sob uma perspectiva mais tecnol\u00f3gica, visto que sua proposta parecia bem aderente aos problemas at\u00e9 o momento debatidos.<\/p>\n<p>Em 2007, de forma objetiva, foram listados alguns problemas dos <em>designs<\/em> dominantes dos atuais ambientes virtuais de aprendizagem (<a href=\"#WILSON2007\">WILSON et al., 2007<\/a>; <a href=\"#BASSANI2016\">BASSANI; NUNES, 2016<\/a>). Fazendo uma conex\u00e3o com os fatores importantes no processo de aprendizagem citados na se\u00e7\u00e3o anterior, os problemas desses <em>designs <\/em>dominantes s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Foco na integra\u00e7\u00e3o de ferramentas e de dados no contexto de um curso, sem considerar que a aprendizagem de um estudante pode ir al\u00e9m de um curso. Este item claramente precariza o fator diversidade de fontes.<\/li>\n<li>Possibilidades diferentes para professores e alunos no ambiente. Normalmente, os alunos t\u00eam acesso restrito aos dados do ambiente. Em s\u00edntese, o modelo de comunica\u00e7\u00e3o centrado no professor, em que ele \u00e9 o polo de transmiss\u00e3o do conhecimento, prevalece. Este item precariza o fator intera\u00e7\u00e3o entre pessoas. Por que n\u00e3o uma comunica\u00e7\u00e3o mais aberta?<\/li>\n<li>Experi\u00eancia homog\u00eanea da aprendizagem, uma vez que todos os estudantes t\u00eam a mesma experi\u00eancia do sistema. Isto \u00e9, veem os mesmos conte\u00fados, organizados da mesma forma e com as mesmas ferramentas. Este item precariza o fator organiza\u00e7\u00e3o, visto que cada pessoa tem suas prefer\u00eancias para estruturar e visualizar conte\u00fado.<\/li>\n<li>Falta de integra\u00e7\u00e3o do PLE com as aplica\u00e7\u00f5es da <em>web<\/em> tais como <em>blogs<\/em> ou redes sociais <em>online<\/em>. Isso mostra a natureza fechada dos produtos, desencorajando o compartilhamento aberto de conte\u00fado. Este item precariza os fatores intera\u00e7\u00e3o e diversidade de fontes.<\/li>\n<li>Os AVAs normalmente restringem o acesso aos conte\u00fados e \u00e0 conversa\u00e7\u00e3o ao grupo matriculado em um curso. Al\u00e9m disso, a maior parte dos conte\u00fados de um AVA n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel ap\u00f3s o t\u00e9rmino do curso. Este item precariza o acesso \u00e0 fonte em si, sem considerar a quest\u00e3o da diversidade.<\/li>\n<li>A institui\u00e7\u00e3o de ensino \u00e9 a respons\u00e1vel pelo gerenciamento do ambiente. Dessa forma, normalmente \u00e9 dif\u00edcil engajar alunos que n\u00e3o estejam matriculados na institui\u00e7\u00e3o. Novamente, o fator intera\u00e7\u00e3o entre pessoas fica prejudicado.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Pelos itens expostos como problemas, podemos resumir que o <em>design<\/em> dominante dos AVAs \u201cvaloriza\u201d a aprendizagem isolada. Assim, pensando em solu\u00e7\u00f5es para esses problemas, Wilson et al. (<a href=\"#WILSON2007\">2007<\/a>) propuseram um projeto alternativo que descreve o que muitos hoje entendem como caracter\u00edsticas fundamentais dos PLEs. De acordo com Bassani e Nunes (<a href=\"#BASSANI2016\">2016<\/a>), as caracter\u00edsticas desse projeto alternativo s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Foco na coordena\u00e7\u00e3o de conex\u00f5es entre pessoas e aplica\u00e7\u00f5es da <em>web<\/em>;<\/li>\n<li>Capacidade de comunica\u00e7\u00e3o de todos para todos, ou seja, qualquer sujeito deve ser capaz de consumir e publicar recursos a qualquer instante;<\/li>\n<li>Contexto individualizado, ou seja, cada estudante deve ser capaz de customizar sua \u201c\u00e1rea de trabalho\u201d, com aquilo que julgar mais relevante para sua aprendizagem;<\/li>\n<li>Uso de padr\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o entre sistemas abertos. Em outras palavras, uso de padr\u00f5es que permitam a comunica\u00e7\u00e3o f\u00e1cil entre um ambiente de aprendizagem com aplica\u00e7\u00f5es da <em>web<\/em> ou com outros ambientes de aprendizagem;<\/li>\n<li>Conte\u00fado aberto e cultura <em>remix<\/em>, ou seja, o ambiente deve possibilitar amplamente o compartilhamento e combina\u00e7\u00e3o de recursos;<\/li>\n<li>Escopo pessoal e global, possibilitando ao sujeito conectar seu PLE a redes sociais, bases de conhecimento, contextos de trabalho e outros contextos de aprendizagem.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Dessa maneira, na vis\u00e3o de Wilson et al. (<a href=\"#WILSON2007\">2007<\/a>), um ambiente pessoal de aprendizagem combina informa\u00e7\u00f5es de diferentes aplica\u00e7\u00f5es. Esse projeto alternativo est\u00e1 em conson\u00e2ncia com os fatores relevantes no processo de aprendizagem cont\u00ednua citados na se\u00e7\u00e3o anterior. Entretanto, a constru\u00e7\u00e3o de um PLE, sob a perspectiva tecnol\u00f3gica, n\u00e3o \u00e9 simples. Prover a flexibilidade para que um ambiente pessoal de aprendizagem se integre facilmente com outros ambientes e ainda seja pass\u00edvel de plena customiza\u00e7\u00e3o, para que o aluno possa estrutur\u00e1-lo (organiz\u00e1-lo) da maneira que lhe for mais conveniente, envolve alguns desafios tecnol\u00f3gicos. Inclusive, a Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o listou em 2016, como um dos desafios para os pr\u00f3ximos 10 anos, o tema sistemas de sistemas, que, entre outras coisas, vem discutir as dificuldades e propostas de solu\u00e7\u00e3o para a plena interoperabilidade entre sistemas de informa\u00e7\u00e3o (<a href=\"#ARAUJO2017\">ARAUJO et al., 2017<\/a>).<\/p>\n<p>Em 2007, em um evento da Association for Learning Technology (<a href=\"https:\/\/www.alt.ac.uk\/\"><strong>ALT<\/strong><\/a>), ocorreu uma grande discuss\u00e3o sobre o conceito de ambientes pessoais de aprendizagem, pois, at\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o havia um consenso sobre o tema (<a href=\"#ATTWELL2007\">ATTWELL, 2007<\/a>). Nessa discuss\u00e3o, a ideia que mais se destacou foi a de que os referidos ambientes est\u00e3o mais relacionados a uma nova abordagem que usa diversas tecnologias na aprendizagem do que a um produto de <em>software<\/em> em si. Em princ\u00edpio, o simples uso de diversos sistemas da <em>web<\/em> e, caso a organiza\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados oriundos desses sistemas fosse realizada pelo pr\u00f3prio estudante, isso, por si s\u00f3, j\u00e1 caracterizaria um PLE. Segundo Attwell (<a href=\"#ATTWELL2007\">2007<\/a>), a concep\u00e7\u00e3o de PLEs \u00e9, de certa forma, um reconhecimento da import\u00e2ncia da aprendizagem cont\u00ednua nos dias de hoje e a necessidade de busca por ferramentas que auxiliem nesse processo. Attwell enfatiza, ainda, que tais ambientes s\u00e3o mais uma abordagem, entendendo que eles s\u00e3o compostos de todas as diferentes ferramentas que o sujeito usa na sua vida di\u00e1ria para aprender. Isto \u00e9, o PLE apenas oportuniza ao estudante ter seu pr\u00f3prio espa\u00e7o, sob o seu controle, para desenvolver e compartilhar suas ideias.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio <em>The Horizon Report<\/em>, produzido pelo The New Media Consortium, apresentou pesquisas sobre ambientes pessoais de aprendizagem na edi\u00e7\u00e3o de <a href=\"http:\/\/www.nmc.org\/sites\/default\/files\/pubs\/1316810422\/2011-Horizon-Report-K12.pdf\"><strong>2011<\/strong><\/a>. Esses estudos, naquela \u00e9poca, apontaram esses ambientes como uma tend\u00eancia futura a ser explorada nos pr\u00f3ximos anos (<a href=\"#JOHNSON2011\">JOHNSON et al., 2011<\/a>). De fato, tais previs\u00f5es estavam corretas, visto que a discuss\u00e3o sobre o tema continuou ocorrendo anos depois (<a href=\"#KOMPEN2019\">KOMPEN et al., 2019<\/a>).<\/p>\n<p>Um estudo conduzido por Fiedler e V\u00e4ljataga, em 2013, mostrou que as pesquisas sobre PLEs geralmente envolvem duas perspectivas. A primeira \u00e9 uma vis\u00e3o mais tecnol\u00f3gica. Nessa perspectiva, os pesquisadores entendem o ambiente pessoal de aprendizagem como um artefato tecnol\u00f3gico. O principal desafio dessa perspectiva reside no desenvolvimento de t\u00e9cnicas computacionais para articular as aplica\u00e7\u00f5es da <em>web<\/em> com o contexto da educa\u00e7\u00e3o. Assim, seria apresentado ao estudante um \u00fanico \u201clocal\u201d que lhe forneceria diversas aplica\u00e7\u00f5es e conte\u00fados com algum grau de liberdade para customiza\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o. A segunda perspectiva est\u00e1 mais associada \u00e0 no\u00e7\u00e3o de ambiente pessoal de aprendizagem como uma abordagem educacional, que vai al\u00e9m da instrumentaliza\u00e7\u00e3o digital das atividades de integra\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o (<a href=\"#FIEDLER2013\">FIEDLER; V\u00c4LJATAGA, 2013<\/a>).<\/p>\n<p>Assim, diante deste breve contexto hist\u00f3rico, percebemos que h\u00e1 dois diferentes entendimentos sobre PLEs. Um mais tecnol\u00f3gico, segundo o qual um software central faria todas as integra\u00e7\u00f5es automaticamente (ou o m\u00e1ximo poss\u00edvel) com as diversas fontes para o aluno, minimizando algum trabalho manual relacionado \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o de conte\u00fados. Al\u00e9m disso, essa centraliza\u00e7\u00e3o de conte\u00fado, em tese, possibilitaria, por exemplo, filtrar conte\u00fados mais relevantes e evitar distra\u00e7\u00f5es. Em contrapartida, quando se filtra automaticamente, sempre se corre o risco de vis\u00f5es parciais sobre algo. O outro entendimento est\u00e1 mais para uma abordagem educacional, aparentemente mais focada na autonomia do aprendiz, remetendo \u00e0 ideia da <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Pedagogia_da_Autonomia\"><strong>pedagogia da autonomia<\/strong><\/a>, em que o pr\u00f3prio estudante articularia as conex\u00f5es com fontes de informa\u00e7\u00e3o. Um estudante aut\u00f4nomo \u00e9 desej\u00e1vel, por\u00e9m, em tempos de est\u00edmulos constantes promovidos, por exemplo, atrav\u00e9s de redes sociais online, isso envolve sempre o risco de distra\u00e7\u00f5es e de a aprendizagem acabar se perdendo. Tendo em vista tais entendimentos, elaboramos as Figuras 1 e 2 para melhor exemplific\u00e1-los.<\/p>\n<p>  <!-- FIGURA 1 --><\/p>\n<figure>\n  <strong>Figura 1 &#8211; Ambiente pessoal como artefato tecnol\u00f3gico<\/strong><br \/>\n    <a href=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_03.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_03.png\" alt=\"Figura 1 - Ambiente pessoal como artefato tecnol\u00f3gico\" width=\"604\" height=\"435\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2797\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_03.png 604w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_03-300x216.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 604px) 100vw, 604px\" \/><\/a><figcaption>\n      Fonte: Os autores.<br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>  <!-- FIGURA 2 --><\/p>\n<figure>\n  <strong>Figura 2 &#8211; Ambiente pessoal como uma abordagem educacional<\/strong><br \/>\n    <a href=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_04.png\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_04.png\" alt=\"Figura 2 - Ambiente pessoal como uma abordagem educacional\" width=\"603\" height=\"257\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2798\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_04.png 603w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_04-300x128.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 603px) 100vw, 603px\" \/><\/a><figcaption>\n      Fonte: Os autores.<br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>Do ponto de vista dos autores deste cap\u00edtulo, as duas perspectivas apresentadas relacionadas aos PLEs s\u00e3o complementares. Esses ambientes s\u00e3o um desafio tecnol\u00f3gico e tamb\u00e9m pedag\u00f3gico. O foco da tecnologia deve ser automatizar o que for necess\u00e1rio (por exemplo, as integra\u00e7\u00f5es entre aplica\u00e7\u00f5es) para que o estudante n\u00e3o perca o foco de sua aprendizagem. Entretanto, a forma\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da aprendizagem cont\u00ednua exige o aperfei\u00e7oamento dos m\u00e9todos pedag\u00f3gicos. Isto \u00e9, de alguma forma, as institui\u00e7\u00f5es de ensino formais dever\u00e3o entender melhor essa interse\u00e7\u00e3o entre aprendizagem formal e informal e melhor preparar seus alunos para a aprendizagem ao longo da vida.  Em s\u00edntese, o grande desafio talvez seja preparar os indiv\u00edduos para detectar e articular informa\u00e7\u00f5es confi\u00e1veis, al\u00e9m de trabalhar a compet\u00eancia para continuar aprendendo fora da sala de aula.<br \/>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 3 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s3\">3 DESAFIOS TECNOL\u00d3GICOS<\/h2>\n<p>Nesta se\u00e7\u00e3o, vamos apresentar os desafios tecnol\u00f3gicos relacionados \u00e0 constru\u00e7\u00e3o dos ambientes pessoais de aprendizagem. Assim, falaremos de tais ambientes como um artefato tecnol\u00f3gico.<\/p>\n<h3>3.1 Conectando informa\u00e7\u00f5es e pessoas<\/h3>\n<p>Como comentado, um ambiente pessoal de aprendizagem deve ter a capacidade de conectar pessoas e informa\u00e7\u00f5es de diversas fontes. Isso pode ser feito de uma forma bem simples, se ele for somente, por exemplo, um agregador de <em>links<\/em> para outros ambientes. Entretanto, entendemos que a vis\u00e3o desses ambientes como meros agregadores, sem qualquer intelig\u00eancia computacional, \u00e9 muito limitada. O desafio real reside na automatiza\u00e7\u00e3o da extra\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o dos dados de outros ambientes, de maneira que o estudante consiga orden\u00e1-los, filtr\u00e1-los, busc\u00e1-los e compartilh\u00e1-los com seus colegas atrav\u00e9s de um \u00fanico local, ou seja, seu ambiente pessoal de aprendizagem.<\/p>\n<p>Nessa vis\u00e3o de integra\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica, um sistema deve saber se comunicar com outros sistemas, com pouca interfer\u00eancia humana. Em outras palavras, a interfer\u00eancia humana seria necess\u00e1ria somente para decidir \u201co que\u201d se conectar a meu ambiente pessoal. No entanto, para que isso ocorra, os sistemas precisam se comunicar atrav\u00e9s de algum tipo de padr\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o, para que cada um consiga \u201centender\u201d automaticamente a informa\u00e7\u00e3o que o outro fornece. A \u201c<em>Web<\/em> Sem\u00e2ntica\u201d vem com diversas propostas de padr\u00f5es visando a descrever com mais precis\u00e3o o significado das informa\u00e7\u00f5es dos sistemas da <em>web<\/em>, atrav\u00e9s do uso de metadados e conex\u00f5es com outras informa\u00e7\u00f5es (<a href=\"#BERNERSLEE2001\">BERNERS-LEE et al., 2001<\/a>). A expectativa \u00e9 que, com o avan\u00e7o da pesquisa em \u201c<em>Web<\/em> Sem\u00e2ntica\u201d, o problema da interoperabilidade entre sistemas seja minimizado, pois os sistemas, em princ\u00edpio, \u201csaber\u00e3o\u201d como a informa\u00e7\u00e3o de outro sistema est\u00e1 organizada e tamb\u00e9m como acess\u00e1-la (<a href=\"#PEREIRA2017\">PEREIRA et al., 2017<\/a>; <a href=\"#TIBAU2019\">TIBAU et al., 2019<\/a>).<\/p>\n<p>No entanto, a quest\u00e3o da interoperabilidade entre sistemas vai al\u00e9m da defini\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o ou de estrutura\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o (<a href=\"#NAKAGAWA2013\">NAKAGAWA et al., 2013<\/a>). Ainda h\u00e1 a necessidade da evolu\u00e7\u00e3o das teorias de sistemas de informa\u00e7\u00e3o para apoiar adequadamente o desenvolvimento de sistemas de sistemas (<a href=\"#NETO2016\">NETO et al., 2016<\/a>), como \u00e9 o caso dos PLEs. Em outras palavras, atualmente desenvolvemos sistemas de informa\u00e7\u00e3o sem nos preocuparmos com a compatibilidade e sua interoperabilidade com outros sistemas. Dessa forma, devemos compreender melhor como criar sistemas de sistemas, de maneira a abordar melhor a conex\u00e3o (\u201cjun\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea\u201d) de um sistema a outro.<\/p>\n<p>Outra quest\u00e3o complexa relacionada \u00e0 conex\u00e3o entre sistemas \u00e9 a confiabilidade. Atualmente, diversos sistemas s\u00e3o alvos de ataques cibern\u00e9ticos, e, caso algum sistema integrado a um PLE tenha suas fun\u00e7\u00f5es comprometidas, este deve ser capaz de reconhecer tal problema de forma a interromper ou limitar a comunica\u00e7\u00e3o (<a href=\"#NETO2016\">NETO et al., 2016<\/a>). Assim, o ambiente pessoal de aprendizagem poder\u00e1 manter suas fun\u00e7\u00f5es, mesmo tendo uma de suas conex\u00f5es comprometidas, o que \u00e9 consistente com os grandes desafios em Sistemas de Informa\u00e7\u00e3o da Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o (<a href=\"#ARAUJO2017\">ARAUJO et al., 2017<\/a>). Ademais, vivemos na era da p\u00f3s-verdade, e a maior parte das informa\u00e7\u00f5es da <em>web<\/em> n\u00e3o \u00e9 de fontes confi\u00e1veis. Cabe ao PLE tentar estimar a confiabilidade de uma fonte? Acreditamos que esse problema possa ser minimizado por meio da tecnologia. No entanto, isso ainda \u00e9 um desafio que vem sido discutido no mundo inteiro.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos desafios relacionados \u00e0 interoperabilidade entre sistemas que, em s\u00edntese, objetiva conectar informa\u00e7\u00f5es por meio da resolu\u00e7\u00e3o de entraves t\u00e9cnicos (<a href=\"#MACIEL2017\">MACIEL et al. 2017<\/a>), h\u00e1 tamb\u00e9m desafios associados \u00e0 conex\u00e3o de pessoas. Como encontrar pessoas que podem genuinamente me apoiar quando estou aprendendo na <em>web<\/em>? Existem pesquisas que visam a descobrir pessoas com determinadas compet\u00eancias e recomendar parcerias de aprendizagem ou tutorias (<a href=\"#PROCACI2018\">PROCACI et al., 2018<\/a>).\u00a0 Todavia, \u00e9 ing\u00eanuo pensar que somente recomendar parcerias baseadas em t\u00f3picos de interesse comum seja suficiente para que alguma colabora\u00e7\u00e3o ocorra. Sabemos que h\u00e1 outros fatores envolvidos nessa quest\u00e3o. Existem pessoas altru\u00edstas, que ajudam outras sem exigir nada em troca e que, provavelmente, se sentem bem fazendo isso. Por\u00e9m h\u00e1 pessoas que n\u00e3o s\u00e3o assim e que, para colaborar, estabelecem uma rela\u00e7\u00e3o de troca concreta, isto \u00e9, aquela que vai al\u00e9m do \u201cme sinto bem quando ajudo\u201d. Isso pode ser verificado, por exemplo, em diversos f\u00f3runs de discuss\u00e3o nos ambientes de aprendizagem de institui\u00e7\u00f5es de ensino, nos quais pessoas que participam de um mesmo curso (em princ\u00edpio t\u00eam esse interesse em comum) muitas vezes n\u00e3o colaboram ou discutem. Em alguns casos, os tutores fazem um est\u00edmulo oferecendo alguns pontos para aqueles que participarem. Nesse sentido, pesquisas de inform\u00e1tica na educa\u00e7\u00e3o que sejam capazes de identificar meios de mobilizar ou engajar pessoas (dos mais variados perfis) na <em>web<\/em> a se conectarem e constru\u00edrem uma rela\u00e7\u00e3o de aprendizagem m\u00fatua se fazem necess\u00e1rias.<\/p>\n<h3>3.2 Organiza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Depois de ter acesso \u00e0s diversas fontes e pessoas, o ambiente pessoal de aprendizagem deve ser capaz de fornecer aos estudantes maneiras para organizar as informa\u00e7\u00f5es. Em princ\u00edpio, fornecer ferramentas para que o estudante se organize n\u00e3o \u00e9 um desafio; afinal, nos sistemas de hoje, as pessoas podem criar pastas, etiquetas (<em>tags<\/em>), grupos para melhor organizarem seus conte\u00fados e intera\u00e7\u00f5es. Entretanto, considerando a aprendizagem cont\u00ednua, o ac\u00famulo de informa\u00e7\u00f5es pode ser consider\u00e1vel, tornando, muitas vezes, invi\u00e1vel uma organiza\u00e7\u00e3o manual. Pense na quantidade de informa\u00e7\u00f5es que consumimos ao longo dos anos ou mesmo na dificuldade de encontrar aquilo que lhe ser\u00e1 mais agregador.<\/p>\n<p>Dessa maneira, mecanismos de pr\u00e9-classifica\u00e7\u00e3o e sequencia\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica de conte\u00fados ou recomenda\u00e7\u00e3o de intera\u00e7\u00f5es (<a href=\"#PEREIRA2020\">PEREIRA et al., 2020<\/a>) podem ser bem \u00fateis para apoiar os estudantes durante a organiza\u00e7\u00e3o de seu ambiente pessoal. H\u00e1 pesquisas de inform\u00e1tica na educa\u00e7\u00e3o que buscam, por exemplo, identificar quais discuss\u00f5es em um ambiente <em>online<\/em> t\u00eam uma profundidade de acordo com um limite m\u00ednimo e que podem ser boas refer\u00eancias para a aprendizagem (<a href=\"#PROCACI2017\">PROCACI et al., 2017<\/a>).\u00a0 Tais estudos, apesar de n\u00e3o estarem diretamente relacionados aos PLEs, podem ajudar estudantes a encontrarem informa\u00e7\u00f5es de melhor qualidade e deix\u00e1-las em destaque no ambiente. Existem tamb\u00e9m estudos de inform\u00e1tica na educa\u00e7\u00e3o que buscam inferir o assunto de uma discuss\u00e3o, bem como as conex\u00f5es com outros assuntos, possibilitando uma pr\u00e9-classifica\u00e7\u00e3o destes em categorias (<a href=\"#NUNES2014\">NUNES et al., 2014<\/a>; <a href=\"#PROCACI2016\">PROCACI et al., 2016<\/a>; <a href=\"#MEDEIROS2018\">MEDEIROS et al., 2018<\/a>). O pr\u00f3prio Facebook lan\u00e7ou em 2013 <a href=\"https:\/\/www.kaggle.com\/c\/facebook-recruiting-iii-keyword-extraction\"><strong>um desafio no Kaggle<\/strong><\/a>, objetivando obter a melhor solu\u00e7\u00e3o computacional para encontrar automaticamente palavras-chave de textos de discuss\u00f5es postados em comunidades <em>online<\/em>, para melhor classificar conte\u00fados. O Kaggle \u00e9 um <em>site<\/em> de competi\u00e7\u00f5es para problemas relacionados \u00e0 computa\u00e7\u00e3o, especificamente \u00e0 \u00e1rea da ci\u00eancia de dados, que divulga desafios de classifica\u00e7\u00f5es de informa\u00e7\u00f5es, corroborando a import\u00e2ncia da identifica\u00e7\u00e3o de \u201ccoisas\u201d automaticamente. Como se percebe, organizar conte\u00fados de forma autom\u00e1tica \u00e9 um desafio da computa\u00e7\u00e3o e, provavelmente, um desafio ainda maior se aplicado ao contexto dos PLEs.<\/p>\n<p>Em geral, organizar informa\u00e7\u00f5es automaticamente est\u00e1 fortemente relacionado com visualiza\u00e7\u00e3o de t\u00f3picos do interesse do indiv\u00edduo. Atualmente, v\u00e1rios sistemas captam informa\u00e7\u00f5es sobre as prefer\u00eancias de usu\u00e1rios em ambientes <em>online<\/em> atrav\u00e9s, por exemplo, de seu hist\u00f3rico de cliques em <em>links<\/em> ou de participa\u00e7\u00f5es, para deixar em evid\u00eancia as informa\u00e7\u00f5es mais relevantes para cada pessoa. Como argumentamos, isso tem seu valor, pois o ambiente pode prover ao estudante informa\u00e7\u00f5es essenciais para a sua aprendizagem, possibilitando que ele se dedique somente \u00e0 atividade intelectual envolvida, sem se preocupar com o trabalho manual de organiza\u00e7\u00e3o de conte\u00fados. Um efeito controverso dessa organiza\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o de bolhas de informa\u00e7\u00f5es. Isto \u00e9, os sistemas \u201centendem\u201d que algu\u00e9m tem profundo interesse em determinadas opini\u00f5es ou assuntos e sempre deixam em destaque aquilo que ele j\u00e1 sabe ou com que concorda. Entendemos que a exposi\u00e7\u00e3o ao contradit\u00f3rio \u00e9 fundamental para evitar dogmatismos, e encontrar maneiras para identificar tais bolhas e \u201cestour\u00e1-las\u201d tem sido tema de debates em diversas confer\u00eancias sobre sistemas de informa\u00e7\u00e3o, sendo, portanto, um desafio tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser vista por uma perspectiva mais est\u00e9tica. \u00c9 desej\u00e1vel que os PLEs tenham a \u201ccara\u201d do estudante, no sentido em que ele deve ser capaz de customiz\u00e1-lo de forma que se sinta mais confort\u00e1vel durante seu uso. Nesse cen\u00e1rio, pesquisas sobre interface humano-computador, usabilidade e acessibilidade, aparecem como forma de trazer uma melhor experi\u00eancia de utiliza\u00e7\u00e3o para os usu\u00e1rios de sistemas. Contudo, dada a diversidade de possibilidades de experi\u00eancias de uso e configura\u00e7\u00e3o de um sistema, seria o PLE um \u201cmetassistema\u201d? Ou seja, algo totalmente flex\u00edvel que se transforme no ambiente que um estudante desejar? Provavelmente n\u00e3o. Entretanto, tais ambientes devem oferecer um conjunto finito de customiza\u00e7\u00f5es para caracterizar o \u201cpessoal\u201d n\u00e3o somente na perspectiva do conte\u00fado que ele cont\u00e9m, mas tamb\u00e9m na apar\u00eancia, dando ao PLE uma identidade que seja pr\u00f3xima (compat\u00edvel) \u00e0 do estudante.<\/p>\n<p>Concluindo, prover o fator organiza\u00e7\u00e3o nos PLEs, considerando a diversidade de gostos das pessoas que potencialmente os utilizaram e tamb\u00e9m a variedade de informa\u00e7\u00e3o que ele conter\u00e1, n\u00e3o \u00e9 tarefa trivial. H\u00e1, n\u00e3o obstante, pesquisas sendo conduzidas para tratar quest\u00f5es como as apresentadas.<\/p>\n<h3>3.3 An\u00e1lises educacionais<\/h3>\n<p>Como obter \u201cpistas\u201d de que estou mesmo aprendendo? No meio escolar, as avalia\u00e7\u00f5es e os exames s\u00e3o formas de saber se um aluno aprendeu. Ou seja, o aluno faz uma prova ou apresenta um trabalho (se expressa de alguma forma), e, em seguida, o professor (e\/ou colegas) faz(em) suas considera\u00e7\u00f5es. E no ambiente pessoal de aprendizagem, onde, possivelmente, n\u00e3o terei um professor dispon\u00edvel? \u00c9 fato que, na concep\u00e7\u00e3o exposta sobre ambientes pessoais, \u00e9 plenamente poss\u00edvel que estudantes interajam livremente com seus colegas e recebam <em>feedbacks<\/em> sobre suas produ\u00e7\u00f5es. No entanto, ser\u00e1 que esses colegas s\u00e3o capazes de perceber a evolu\u00e7\u00e3o da minha aprendizagem ao longo do tempo? Tais colegas estar\u00e3o sempre dispon\u00edveis?<\/p>\n<p>\u00c9 excelente receber <em>feedbacks<\/em> de amigos, todavia, nem sempre eles t\u00eam uma vis\u00e3o hol\u00edstica de nossa trajet\u00f3ria de aprendizagem ou mesmo tempo dispon\u00edvel para isso. Nesse ponto, as an\u00e1lises educacionais autom\u00e1ticas s\u00e3o complementares a esse <em>feedback<\/em> humano. A \u00e1rea da inform\u00e1tica na educa\u00e7\u00e3o que lida com essas an\u00e1lises \u00e9 o <em>Learning Analytics<\/em>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.solaresearch.org\/hla-17\/\"><strong><em>Learning Analytics<\/em><\/strong><\/a> pode ser definido como o uso dados produzidos em ambientes de aprendizagem, que, por sua vez, levam \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de modelos de an\u00e1lises para descobrir informa\u00e7\u00f5es, conex\u00f5es sociais ou mesmo predizer e aconselhar na aprendizagem. Assim, <em>Learning Analytics<\/em> envolve a coleta, an\u00e1lise e aplica\u00e7\u00e3o de dados acumulados para avaliar o comportamento de comunidades educacionais. De forma coloquial, <em>Learning Analytics<\/em> seria um observador constante das a\u00e7\u00f5es do estudante do ambiente virtual, que buscaria apontar suas limita\u00e7\u00f5es, seus pontos fortes ou mesmo \u00e1reas promissoras para se obterem informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c9 desej\u00e1vel que a implementa\u00e7\u00e3o de <em>Learning Analytics<\/em> em um ambiente aborde diversas perspectivas relacionadas \u00e0 aprendizagem. Essas perspectivas podem ser, por exemplo, a da participa\u00e7\u00e3o, a dos la\u00e7os sociais, a das discuss\u00f5es etc. (<a href=\"#PROCACI2019\">PROCACI et al., 2019<\/a>). Em outras palavras, as perspectivas s\u00e3o maneiras indiretas para \u201ccaptar\u201d se o estudante est\u00e1 em um bom caminho rumo \u00e0 aprendizagem. Cada uma dessas perspectivas envolve algum tipo de an\u00e1lise educacional, visando a descobrir algo sobre o estudante e prover <em>feedbacks<\/em> autom\u00e1ticos.<\/p>\n<p>O que seriam exatamente as an\u00e1lises dessas perspectivas? Exemplificando, a perspectiva da participa\u00e7\u00e3o seria a quantifica\u00e7\u00e3o do empenho de estudantes nas atividades como, por exemplo, o envolvimento em discuss\u00f5es, execu\u00e7\u00e3o de tarefas etc. H\u00e1 diversos estudos que mostram que o empenho de um estudante tem uma correla\u00e7\u00e3o positiva com seu desempenho (<a href=\"#PATEL2006\">PATEL; AGHAYERE, 2006<\/a>; <a href=\"#PROCACI2015\">PROCACI et al., 2015<\/a>). Assim, as an\u00e1lises dessa perspectiva, em geral, buscam observar se a participa\u00e7\u00e3o do estudante est\u00e1 nos patamares aceit\u00e1veis (ou desej\u00e1veis) em m\u00e9dia.<\/p>\n<p>Normalmente, ambientes <em>online<\/em> levam \u00e0 exist\u00eancia de la\u00e7os sociais, uma vez que as pessoas interagem entre si. A perspectiva dos la\u00e7os sociais \u00e9 fundamental para entender outras quest\u00f5es que podem estar relacionadas \u00e0 aprendizagem, como, por exemplo: Quais s\u00e3o os subgrupos formados dentro de meu ambiente? O ambiente apresenta sinais de homofilia? Quem mais se disp\u00f5e a ajudar? O estudante est\u00e1 isolado? O estudante apresenta diversidade de conex\u00f5es? Assim, as an\u00e1lises de <em>Learning Analytics<\/em> visam, por exemplo, a entender as \u00e1reas (subgrupos) mais prop\u00edcias para a aprendizagem, se pessoas semelhantes (podendo ser sob v\u00e1rias vis\u00f5es como participa\u00e7\u00e3o ou interesse) aprendem melhor juntas, se participantes isolados t\u00eam problemas no processo de aprendizagem, ou mesmo, qual o impacto da diversidade dos la\u00e7os sociais na aprendizagem.<\/p>\n<p>A perspectiva das discuss\u00f5es, em geral, tem como objetivo tornar expl\u00edcitas as caracter\u00edsticas das boas discuss\u00f5es em um ambiente de aprendizagem. Em outras palavras, h\u00e1 a expectativa de que as an\u00e1lises relacionadas a essa perspectiva elucidem comportamentos de estudantes em discuss\u00f5es promissoras e, atrav\u00e9s disso, seja poss\u00edvel identificar \u00e1reas prop\u00edcias \u00e0 aprendizagem no ambiente educacional. Existem diversas perspectivas, al\u00e9m das apresentadas, que podem ser \u00fateis para obter pistas sobre a aprendizagem do aluno, como, por exemplo, a perspectiva da influ\u00eancia, que pode ser \u00fatil para saber se o estudante est\u00e1 sendo influenciado por \u201cboas fontes\u201d ou sob uma perspectiva temporal visando a avaliar a evolu\u00e7\u00e3o do aluno ao longo do tempo.<\/p>\n<p>Dessa forma, v\u00e1rias perspectivas distintas podem (e devem) ser contempladas nas implementa\u00e7\u00f5es de <em>Learning Analytics<\/em>. Por exemplo, podemos querer identificar automaticamente quest\u00f5es relacionadas \u00e0 forma\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 de um estudante em seu PLE. Nesse caso, o <em>Learning Analytics<\/em> pode identificar se o aprendiz posta mensagens inapropriadas em discuss\u00f5es ou mesmo tenta banalizar um debate se apresentado ao contradit\u00f3rio. Assim, tais an\u00e1lises podem melhor orient\u00e1-lo, visando a apoiar na forma\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o. Em s\u00edntese, a pesquisa em <em>Learning Analytics<\/em> \u00e9 muito forte nos dias atuais. Apesar disso, para que suas abordagens sejam implementadas plenamente em um PLE, \u00e9 muito prov\u00e1vel que os desafios relacionados \u00e0 integra\u00e7\u00e3o dos sistemas estejam resolvidos, visto que um estudante pode participar em v\u00e1rios ambientes. S\u00f3 assim ser\u00e1 poss\u00edvel obter essa \u201cvis\u00e3o hol\u00edstica\u201d da aprendizagem.<br \/>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 4 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s4\">4 DESAFIOS PEDAG\u00d3GICOS<\/h2>\n<p>\tNesta se\u00e7\u00e3o, vamos apresentar os desafios pedag\u00f3gicos relacionados aos PLEs. Dessa maneira, trataremos esses ambientes como uma abordagem educacional.<\/p>\n<h3>4.1 Colabora\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental<\/h3>\n<p>Prevalece, at\u00e9 hoje, a aprendizagem centrada no professor como polo de transmiss\u00e3o do conhecimento, tamb\u00e9m conhecida como comunica\u00e7\u00e3o um para todos. Sob a perspectiva dos cr\u00edticos da pedagogia da transmiss\u00e3o (<a href=\"#FREIRE1996\">FREIRE, 1996<\/a>), ensinar n\u00e3o \u00e9 transmitir conhecimento, mas criar as possibilidades para sua pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o ou constru\u00e7\u00e3o. Para <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Paulo_Freire\"><strong>Paulo Freire<\/strong><\/a>, o patrono da educa\u00e7\u00e3o brasileira, a educa\u00e7\u00e3o verdadeira n\u00e3o se faz de A para B ou de A sobre B, mas de A com B. Ademais, a cultura da transmiss\u00e3o perde terreno quando, culturalmente, emerge a valoriza\u00e7\u00e3o das intera\u00e7\u00f5es e da interatividade (<a href=\"#SANTOS2007\">SANTOS; SILVA, 2007<\/a>). Esses pensamentos est\u00e3o em plena sintonia com a ideia de colabora\u00e7\u00e3o, intera\u00e7\u00e3o e di\u00e1logo que os PLEs podem promover.<\/p>\n<p>Apesar das cr\u00edticas, grande parte das escolas e universidades ainda mant\u00e9m o estilo de comunica\u00e7\u00e3o um para todos, no qual os alunos, boa parte das vezes, s\u00e3o meros espectadores no processo de aprendizagem, enquanto escutam as li\u00e7\u00f5es do professor. Em outras palavras, os alunos \u201cabsorvem\u201d o conhecimento passivamente, sem qualquer manifesta\u00e7\u00e3o (ou com manifesta\u00e7\u00e3o m\u00ednima). Esse modelo pode ser replicado aos PLEs, ao se focar a integra\u00e7\u00e3o de conte\u00fados e aplica\u00e7\u00f5es de uso pessoal, mas se esquecendo das diversas intera\u00e7\u00f5es que ocorrem na <em>web<\/em> e que est\u00e3o relacionadas \u00e0 aprendizagem. No cen\u00e1rio da aprendizagem cont\u00ednua, os alunos devem ser chamados a participar e contribuir em debates, seja em sala de aula, seja em grupos da <em>web<\/em>. Claramente, h\u00e1 a necessidade de adapta\u00e7\u00e3o das institui\u00e7\u00f5es voltadas para a aprendizagem formal, para melhor preparar seus estudantes para a aprendizagem ao longo da vida. Por que n\u00e3o estimular comportamentos dentro das escolas que ser\u00e3o \u00fateis fora da escola? Por que as institui\u00e7\u00f5es ainda insistem na pedagogia da transmiss\u00e3o? Por que n\u00e3o preparar os estudantes para a realidade da aprendizagem cont\u00ednua? Por que n\u00e3o incentivar os estudantes a criar seu pr\u00f3prio PLE? Por que n\u00e3o considerar ambientes pessoais de aprendizagem que contemplem tamb\u00e9m as intera\u00e7\u00f5es entre os indiv\u00edduos que resultam em aprendizagem?<\/p>\n<p>Como j\u00e1 relatamos, a vis\u00e3o de ambiente pessoal de aprendizagem como uma abordagem educacional exige o estabelecimento de uma interoperabilidade entre fontes de informa\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os, bem como di\u00e1logo entre pessoas, de forma que emerja uma cultura de colabora\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, a aprendizagem colaborativa tem sido defendida por educadores e professores nos diversos n\u00edveis escolares, do ensino fundamental \u00e0 p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o (<a href=\"#MENEZES2008\">MENEZES et al., 2008<\/a>). Ademais, os benef\u00edcios em fun\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas baseadas na colabora\u00e7\u00e3o s\u00e3o v\u00e1rios, entre os quais podemos citar: a prepara\u00e7\u00e3o para a vida em sociedade, o desenvolvimento do pensamento cr\u00edtico e sofisticado e a compet\u00eancia para resolver problemas de grande porte a partir de contribui\u00e7\u00f5es individuais (<a href=\"#CASTRO2011\">CASTRO; MENEZES, 2011<\/a>) e o desenvolvimento do pensamento criativo e sist\u00eamico (<a href=\"#BASTOS2020\">BASTOS; SIQUEIRA, 2020<\/a>).<\/p>\n<p>Dessa forma, podemos concluir que atualmente existe a necessidade de adequa\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas dominantes nas institui\u00e7\u00f5es de ensino, de maneira que melhor prepare os alunos para a aprendizagem cont\u00ednua e tamb\u00e9m para a constru\u00e7\u00e3o e manipula\u00e7\u00e3o de seu ambiente pessoal de aprendizagem.<\/p>\n<h3>4.2 A teoria conectivista<\/h3>\n<p>Uma das principais motiva\u00e7\u00f5es para a elabora\u00e7\u00e3o do conceito de ambientes pessoais de aprendizagem reside na possibilidade de aprender \u201cpor fora\u201d dos meios tradicionais, ou seja, atrav\u00e9s de conex\u00f5es estabelecidas na <em>web<\/em>. Em contraste, as principais teorias de aprendizagem foram elaboradas em \u00e9pocas em que o acesso ao conhecimento era dif\u00edcil, ou seja, nos anos pr\u00e9-digitais.<\/p>\n<p>Existem estudiosos da educa\u00e7\u00e3o que valorizam a aprendizagem atrav\u00e9s da coautoria e colabora\u00e7\u00e3o, e a teoria que embasa pensamentos dessa natureza \u00e9 a construtivista social (<a href=\"#VYGOTSKY1980\">VYGOTSKY, 1980<\/a>). E apesar de o construtivismo social ser uma teoria pr\u00e9-digital, percebemos que ela claramente est\u00e1 em sintonia com os benef\u00edcios das m\u00faltiplas conex\u00f5es que os PLEs podem fornecer. Existem tamb\u00e9m outras teorias de aprendizagem anteriores ao mundo digital, como o comportamentalismo e o cognitivismo. O comportamentalismo tem como principal objetivo fazer com que o aprendiz forne\u00e7a as respostas corretas dada uma tarefa, n\u00e3o levando em considera\u00e7\u00e3o o que ocorre dentro de sua mente durante o processo de aprendizagem (<a href=\"#MATOS1997\">MATOS, 1997<\/a>; <a href=\"#WATSON1913\">WATSON, 1913<\/a>). J\u00e1 o cognitivismo enfatiza a cogni\u00e7\u00e3o, estudando os processos mentais que o sujeito utiliza para armazenar, compreender e transformar a informa\u00e7\u00e3o (<a href=\"#MANDLER2002\">MANDLER, 2002<\/a>).<\/p>\n<p>Segundo Siemens (<a href=\"#Siemens2015\">2015<\/a>), essas teorias foram formuladas dentro de uma l\u00f3gica de escassez de informa\u00e7\u00e3o. Em um mundo conectado em rede, com abund\u00e2ncia de informa\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o contexto dos ambientes pessoais de aprendizagem, saber com precis\u00e3o que informa\u00e7\u00e3o se adquire \u00e9 muito relevante (<a href=\"#DOWNES2012\">DOWNES, 2012<\/a>).<\/p>\n<p>Dessa forma, surge a necessidade de avaliar a import\u00e2ncia de aprender algo como uma esp\u00e9cie \u201cmeta-habilidade\u201d aplicada anteriormente ao pr\u00f3prio processo de aprendizagem. Em s\u00edntese, numa sociedade em rede, em que o conhecimento \u00e9 abundante e cresce exponencialmente, a capacidade de sintetizar e reconhecer conex\u00f5es e padr\u00f5es \u00e9 uma compet\u00eancia valiosa (SIEMENS, <a href=\"#Siemens2015\">2015<\/a>, <a href=\"#Siemens2006\">2006<\/a>). Muitas vezes, a intera\u00e7\u00e3o entre pessoas pode n\u00e3o ser necess\u00e1ria, pois j\u00e1 existe muita informa\u00e7\u00e3o disseminada no espa\u00e7o digital, sendo, no entanto, necess\u00e1rio somente encontr\u00e1-la.<\/p>\n<p>Tendo em vista essas coloca\u00e7\u00f5es, o <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Conectivismo\"><strong>conectivismo<\/strong><\/a> surge como uma teoria de aprendizagem p\u00f3s-digital, que argumenta que o conhecimento n\u00e3o existe somente na mente do indiv\u00edduo, mas tamb\u00e9m no caos de informa\u00e7\u00f5es que o mundo digital viabilizou. Dessa forma, dentro da l\u00f3gica do conectivismo, saber navegar na rede de informa\u00e7\u00f5es existentes para aprender aquilo que lhe for mais agregador \u00e9 t\u00e3o importante quanto o processo de aprendizagem em si. Ou seja, o aprendiz deve saber se posicionar na rede, atrav\u00e9s da navega\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m da contribui\u00e7\u00e3o para amplia\u00e7\u00e3o da rede, de forma que ele consiga fazer as associa\u00e7\u00f5es que mais lhe somar\u00e3o conhecimento. Nesse sentido, pesquisas recentes enfocam a busca de informa\u00e7\u00f5es na <em>web<\/em> como um processo de aprendizagem, uma \u00e1rea conhecida como <em>Searching as Learning <\/em>(<a href=\"#MACHADO2019\">MACHADO et al., 2019<\/a>). Adicionalmente, existem teorias de an\u00e1lises de redes sociais que, mesmo em outro contexto, corroboram a ideia central do conectivismo. Por exemplo, h\u00e1 trabalhos que afirmam que o bom posicionamento de uma pessoa em uma rede pode lhe trazer mais conex\u00f5es e, consequentemente, possibilidade de conhecimentos (<a href=\"#BORONDO2014\">BORONDO et al., 2014<\/a>). Al\u00e9m disso, existem trabalhos que afirmam que a internet est\u00e1 provocando mudan\u00e7as no c\u00e9rebro humano, uma vez que o espa\u00e7o digital serve como uma mem\u00f3ria externa a ele (<a href=\"#WEGNER2013\">WEGNER; WARD, 2013<\/a>; <a href=\"#STORM2017\">STORM et al., 2017<\/a>).<\/p>\n<p>Dessa forma, entendemos que um dos desafios dos ambientes pessoais de aprendizagem como uma abordagem educacional reside na prepara\u00e7\u00e3o do aprendiz para que ele consiga avaliar o valor daquilo que ser\u00e1 consumido na <em>web<\/em>. Em outras palavras, \u00e9 fundamental que os estudantes saibam se posicionar diante do \u201cmar de informa\u00e7\u00f5es\u201d ao qual ser\u00e3o expostos na aprendizagem ao longo da vida, construindo suas reflex\u00f5es, sua vis\u00e3o anal\u00edtica, cr\u00edtica e criativa.<br \/>\n  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\" style=\"width: 100%\">\n<h5>Educa\u00e7\u00e3o para o Futuro (TEDx USP &#8211; 2017)<\/h5>\n<p><!-- V\u00cdDEO --><\/p>\n<figure><iframe loading=\"lazy\" title=\"Educa\u00e7\u00e3o para o Futuro | Atila Iamarino | TEDxUSP\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/B_x8EccxJjU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n    Educa\u00e7\u00e3o para o Futuro<figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=B_x8EccxJjU\">YouTube<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201c\u2026 hoje eu vivo para falar de ci\u00eancia para mais de 4 milh\u00f5es de pessoas&#8230;\u201d<\/p>\n<p>\u201c\u2026 a carreira que eu queria seguir n\u00e3o existia naquela \u00e9poca\u2026\u201d<\/p>\n<p>\u201c\u2026 aquilo em que voc\u00ea vai trabalhar daqui 10 anos n\u00e3o foi inventado&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Recomendamos este v\u00eddeo porque nele o bi\u00f3logo <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Atila_Iamarino\">Atila Iamarino<\/a> faz uma bela an\u00e1lise sobre a poss\u00edvel educa\u00e7\u00e3o do futuro.<br \/>\n  <\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 5 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s5\">5 PROPOSTAS DE AMBIENTES PESSOAIS DE APRENDIZAGEM<\/h2>\n<p>Apesar dos desafios listados, existem algumas iniciativas de ambientes pessoais de aprendizagem. Considerando a perspectiva mais tecnol\u00f3gica, podemos citar as seguintes ferramentas: <a href=\"http:\/\/www.symbalooedu.com\/\"><strong>SymbalooEDU<\/strong><\/a>,\u00a0 <a href=\"https:\/\/www.diigo.com\/\"><strong>Diigo<\/strong><\/a> e <a href=\"http:\/\/www.pearltrees.com\/\"><strong>Pearltrees<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>O SymbalooEDU \u00e9 uma ferramenta visual que permite organizar e compartilhar recursos dispon\u00edveis na <em>web<\/em>. Os usu\u00e1rios podem salvar recursos e acess\u00e1-los de qualquer dispositivo. Os <em>links<\/em> s\u00e3o representados por blocos (geralmente uma figura, com o logo da aplica\u00e7\u00e3o da <em>web<\/em> referenciada) e cada cole\u00e7\u00e3o de blocos \u00e9 denominada <em>webmix<\/em>. Outra caracter\u00edstica interessante do SymballoEDU \u00e9 que cada <em>webmix<\/em> pode ser compartilhado na web por meio de um <em>link <\/em>(<a href=\"#BASSANI2016\">BASSANI; NUNES, 2016<\/a>). Assim, esse <em>webmix<\/em> pode ser visualizado ou incorporado a outro, permitindo a cria\u00e7\u00e3o de conex\u00f5es. Mar\u00edn et al. (<a href=\"#Marin2012\">2012<\/a>) relatam uma experi\u00eancia de utiliza\u00e7\u00e3o do SymballoEDU no ensino superior, objetivando analisar as possibilidades da ferramenta como espa\u00e7o para articular ensino formal e informal. Essa experi\u00eancia foi organizada em tr\u00eas etapas:<\/p>\n<ol>\n<li>Inicialmente, os participantes pr\u00e9-configuraram a ferramenta com <em>links<\/em> para p\u00e1ginas institucionais, como a da universidade e a intranet, al\u00e9m de outras ferramentas de prop\u00f3sito geral, como tradutor, dicion\u00e1rio, ferramenta de notas, entre outras;<\/li>\n<li>Depois disso, foi realizado um <em>workshop<\/em> com os alunos para debater o conceito de ambientes pessoais de aprendizagem e explorar a ferramenta SymbalooEDU;<\/li>\n<li>Por fim, question\u00e1rios e entrevistas com os alunos, com a finalidade de captar suas impress\u00f5es sobre o uso do site.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Os resultados mostraram que o SymbalooEDU parece ser uma ferramenta interessante para promover a constru\u00e7\u00e3o de um ambiente pessoal de aprendizagem, especialmente porque \u00e9 f\u00e1cil de usar e possibilita a personaliza\u00e7\u00e3o (<a href=\"#Marin2012\">MAR\u00cdN et al., 2012<\/a>).<\/p>\n<p>Outra ferramenta usualmente associada a ambientes pessoais de aprendizagem \u00e9 o Diigo, que \u00e9 uma abrevia\u00e7\u00e3o de <em>Digest of Internet Information, Groups and Other stuff<\/em>. Conforme informa\u00e7\u00f5es do <em>site<\/em>, Diigo \u00e9 uma ferramenta para a gest\u00e3o do conhecimento pessoal. A p\u00e1gina principal do ambiente pessoal do usu\u00e1rio cont\u00e9m <em>links<\/em> para outros <em>sites<\/em>, sua biblioteca de arquivos, imagens, anota\u00e7\u00f5es etc. Ademais, a p\u00e1gina do usu\u00e1rio fica dispon\u00edvel na <em>web<\/em> por meio de <em>link<\/em> p\u00fablico (<a href=\"#BASSANI2016\">BASSANI; NUNES, 2016<\/a>). Por fim, o Diigo tamb\u00e9m permite a forma\u00e7\u00e3o de redes, uma vez que \u00e9 poss\u00edvel formar grupos e seguir (conectar-se a) outras pessoas.<\/p>\n<p>Similarmente, o Pearltrees \u00e9 um espa\u00e7o para organizar <em>links<\/em> e recursos. Os recursos s\u00e3o organizados por meio de cole\u00e7\u00f5es, que ficam dispon\u00edveis por meio de um <em>link<\/em> p\u00fablico na <em>web<\/em>. \u00c9 um servi\u00e7o gratuito que permite organizar, explorar e compartilhar p\u00e1ginas da <em>web<\/em>, arquivos, fotos ou notas. O Pearltrees tamb\u00e9m permite a forma\u00e7\u00e3o de redes. \u00c9 poss\u00edvel seguir outros usu\u00e1rios e articular cole\u00e7\u00f5es. Como podemos perceber, apesar de as ferramentas citadas serem interessantes, estas ainda t\u00eam uma vis\u00e3o limitada do conceito de ambientes pessoais de aprendizagem, sendo, em s\u00edntese, agregadores de <em>links<\/em> ou um local para se colocarem conte\u00fados.<\/p>\n<p>Considerando os ambientes pessoais de aprendizagem como uma abordagem educacional, Rahimi (<a href=\"#Rahimi2015\">2015<\/a>) realizou uma pesquisa em uma turma de ensino fundamental de uma escola secund\u00e1ria na Holanda composta por 29 alunos. Em s\u00edntese, foi solicitada aos alunos a realiza\u00e7\u00e3o de algumas atividades e foram disponibilizadas para eles algumas aplica\u00e7\u00f5es da <em>web<\/em>, tais como a busca do Google, o Twitter, o YouTube, o Google Docs, a Wikip\u00e9dia etc. O estudo teve como objetivo investigar como os estudantes configuram seu processo de aprendizagem ao participar da constru\u00e7\u00e3o de seu ambiente pessoal de aprendizagem, tendo como suporte o uso das ferramentas da <em>web<\/em> (<a href=\"#BASSANI2016\">BASSANI; NUNES, 2016<\/a>). Como resultados dessa pr\u00e1tica podemos destacar:<\/p>\n<ol>\n<li>Amplia\u00e7\u00e3o das op\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e de conte\u00fado. Por meio das atividades propostas, os estudantes tiveram maior acesso \u00e0 internet e foram liberados para acessar <em>sites<\/em> a eles anteriormente bloqueados;<\/li>\n<li>Sentimento de propriedade e responsabilidade por sua aprendizagem. Como as atividades propostas exigiram que os alunos fossem atr\u00e1s das fontes de refer\u00eancias atrav\u00e9s da <em>web<\/em>, estes passaram a ter mais responsabilidade sobre o seu processo de aprendizagem;<\/li>\n<li>Os alunos conscientizaram-se da import\u00e2ncia do uso respons\u00e1vel da internet;<\/li>\n<li>Melhoria nas formas de aprender dos estudantes. A utiliza\u00e7\u00e3o das ferramentas colaborativas, como Google Docs, foi avaliada de forma positiva pelos estudantes, por oportunizar apoio em suas atividades escolares;<\/li>\n<li>Melhoria das compet\u00eancias t\u00e9cnicas dos estudantes. As atividades oportunizaram aos alunos o conhecimento e a utiliza\u00e7\u00e3o de diferentes ferramentas da <em>web<\/em> para aprender;<\/li>\n<li>Houve incentivo \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o, pois as ferramentas sociais utilizadas possibilitaram aos estudantes oportunidades de colabora\u00e7\u00e3o e de comunica\u00e7\u00e3o com colegas e professores;<\/li>\n<li>Pr\u00e1tica de atividades cognitivas: o projeto oportunizou a realiza\u00e7\u00e3o de atividades que envolvem diferentes habilidades, como: pesquisa, leitura, desenvolvimento de mapas conceituais, an\u00e1lise e cria\u00e7\u00e3o de artefatos digitais;<\/li>\n<li>Promo\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o sobre tecnologia. Os alunos tiveram a oportunidade de encontrar e compartilhar muitas novas ferramentas da <em>web<\/em> para apoiar as suas tarefas de aprendizagem;<\/li>\n<\/ol>\n<p>Aumento da consci\u00eancia dos alunos sobre os benef\u00edcios das ferramentas da <em>web<\/em> para a aprendizagem.<br \/>\n  <!-- QUADRO CINECLUB --><\/p>\n<section class=\"quadro cineclube\">\n<h5>CINECLUBE: O MENINO QUE DESCOBRIU O VENTO<\/h5>\n<section class=\"cineclube_cartaz\">\n      <a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/br\/title\/80200047\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_06.png\" alt=\"NETFLIX: O MENINO QUE DESCOBRIU O VENTO\" width=\"299\" height=\"168\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2800\" \/><br \/>\n      <\/a><\/p>\n<p>Dispon\u00edvel na <a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/br\/title\/80200047\">Netflix<\/a><br \/>\n    <\/section>\n<section class=\"cineclube_sinopse\">\n<p>Na se\u00e7\u00e3o 5, um dos resultados encontrados de um estudo envolvendo o uso de ambientes pessoais de aprendizagem foi o \u201csentimento de propriedade e responsabilidade\u201d pela pr\u00f3pria aprendizagem por parte dos alunos. Esse sentimento \u00e9 fundamental para a aprendizagem ao longo da vida e, de certa forma, implica sermos mais autodidatas. Indicamos este filme que conta a hist\u00f3ria do jovem William Kamkwamba, porque o rapaz, vivendo em condi\u00e7\u00f5es extremas, acaba salvando a comunidade em que vive gra\u00e7as \u00e0 sua capacidade de aprender por si mesmo.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 6 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s6\">6 CONCLUS\u00c3O<\/h2>\n<p>\tO cap\u00edtulo teve como objetivo provocar reflex\u00f5es sobre a import\u00e2ncia da aprendizagem ao longo da vida e sua conex\u00e3o com ambientes pessoais de aprendizagem. Vimos que a nossa sociedade tem demandas crescentes por conhecimentos, o que exige de n\u00f3s a condi\u00e7\u00e3o de eternos aprendizes. As pessoas, de alguma forma, perceberam isso, pois vivem buscando e compartilhando informa\u00e7\u00f5es na web, ainda que de forma desarticulada com o que aprendem em sala de aula. Essa desarticula\u00e7\u00e3o, por sua vez, deu origem ao conceito de ambientes pessoais de aprendizagem, que, em princ\u00edpio, seria um articulador entre aprendizagem formal e informal. Entretanto, os PLEs podem ser mais que isso, podem ser um \u201clugar\u201d em que o estudante v\u00ea sua trajet\u00f3ria de aprendizagem ao longo dos anos, de forma organizada, bem articulada com fontes e pessoas, e que ainda lhe permita perceber sua pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\tApesar de promissora, a ideia dos ambientes pessoais de aprendizagem, para chegarmos ao patamar desej\u00e1vel de alta conectividade, feedbacks precisos e autom\u00e1ticos, entre outras coisas, envolve alguns desafios. Ou seja, ainda h\u00e3o de ser feitas pesquisas em computa\u00e7\u00e3o que prover\u00e3o toda a fundamenta\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para a constru\u00e7\u00e3o desse ambiente ideal. H\u00e1 tamb\u00e9m desafios pedag\u00f3gicos, para que estudantes e professores estejam mais bem preparados para entender os benef\u00edcios da colabora\u00e7\u00e3o, da comunica\u00e7\u00e3o de todos para todos, e a import\u00e2ncia de um olhar cr\u00edtico sobre as informa\u00e7\u00f5es da web etc. O que temos atualmente s\u00e3o amplas discuss\u00f5es a respeito de PLEs e t\u00edmidas iniciativas concretas que de alguma forma j\u00e1 conseguem demonstrar o valor de tais ambientes.<\/p>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O RESUMO --><\/p>\n<section>\n<h3 id=\"resumo\">Resumo<\/h3>\n<figure>\n<h5>Mapa mental do cap\u00edtulo<\/h5>\n<p>      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_07.png\" alt=\"\" width=\"1030\" height=\"630\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2801\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_07.png 1030w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_07-300x183.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_07-1024x626.png 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_07-768x470.png 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_07-750x458.png 750w\" sizes=\"auto, (max-width: 1030px) 100vw, 1030px\" \/><figcaption>Fonte: Os autores, desenvolvido via <a href=\"https:\/\/coggle.it\/\">Coggle<\/a>.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Neste cap\u00edtulo, apresentamos a interse\u00e7\u00e3o da aprendizagem cont\u00ednua e os ambientes pessoais de aprendizagem. Iniciamos com um debate enfatizando a import\u00e2ncia da aprendizagem cont\u00ednua em um mundo de r\u00e1pidas transforma\u00e7\u00f5es e em que a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 mat\u00e9ria-prima para tudo. Demonstramos que aprender a navegar no \u201cmar de informa\u00e7\u00f5es\u201d existente na <em>web<\/em> \u00e9 fundamental para nos mantermos sintonizados com a atualidade. No entanto, nem sempre \u00e9 f\u00e1cil navegar por essas informa\u00e7\u00f5es, sendo necess\u00e1rio o uso de algum tipo de suporte e orienta\u00e7\u00e3o. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o sempre confi\u00e1veis? Como realizar a gest\u00e3o de tais informa\u00e7\u00f5es? Quest\u00f5es como essas passam pelo conceito de ambientes pessoais de aprendizagem, que buscam justamente conectar de forma organizada o indiv\u00edduo a informa\u00e7\u00f5es, de maneira que ele perceba a sua aprendizagem ao longo da vida.<br \/>\n  <\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O LEITURAS --><\/p>\n<section id=\"leituras\">\n<h3>Leituras Recomendadas<\/h3>\n<p>    <!-- IN\u00cdCIO DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"http:\/\/eft.educom.pt\/index.php\/eft\/article\/view\/105\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_08.png\" alt=\"Personal Learning Environments: Contributos para uma discuss\u00e3o do conceito\" width=\"1230\" height=\"892\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2802\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_08.png 1230w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_08-300x218.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_08-1024x743.png 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_08-768x557.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1230px) 100vw, 1230px\" \/><\/a><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"http:\/\/eft.educom.pt\/index.php\/eft\/article\/view\/105\"><strong>Personal Learning Environments: Contributos para uma discuss\u00e3o do conceito<\/strong><br \/>\n    <\/a><br \/>\n    (<a href=\"#MOTA2009\">MOTA, 2009<\/a>)<\/p>\n<p>Nesse trabalho, voc\u00ea encontrar\u00e1 defini\u00e7\u00f5es fundamentais e avan\u00e7adas sobre ambientes pessoais de aprendizagem, bem como suas origens.  Al\u00e9m disso, o texto discute algumas tentativas de operacionaliza\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica de um ambiente pessoal de aprendizagem.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><\/p>\n<p>    <!-- IN\u00cdCIO DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/ticpe.files.wordpress.com\/2014\/11\/educac3a7c3a3o-e-tecnologia-parcerias-3-0-versc3a3o-final.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_09.png\" alt=\"Lifelong Learning: The Need for Portable Personal Learning Environments and Supporting Interoperability Standards\" width=\"814\" height=\"1055\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2803\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_09.png 814w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_09-231x300.png 231w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_09-790x1024.png 790w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_09-768x995.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 814px) 100vw, 814px\" \/><\/a><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"http:\/\/ssgrr2002w.atspace.com\/papers\/14.pdf\"><strong>Lifelong Learning: The Need for Portable Personal Learning Environments and Supporting Interoperability Standards<\/strong><br \/>\n    <\/a><br \/>\n    (<a href=\"#OLIVIER2001\">OLIVIER; LIBER, 2001<\/a>)<\/p>\n<p>O trabalho mostra o motivo pelo qual devemos levar a aprendizagem ao longo da vida com seriedade, bem como as conex\u00f5es com ambientes pessoais de aprendizagem.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><br \/>\n  <\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O EXERC\u00cdCIOS --><\/p>\n<section id=\"exercicios\">\n<h3 id=\"exercicios\">Exerc\u00edcios<\/h3>\n<ol>\n<li>Fa\u00e7a uma reflex\u00e3o e verifique como \u00e9 o seu processo de aprendizagem. Liste quais s\u00e3o as ferramentas que voc\u00ea utiliza quando quer aprender algo como, por exemplo, o Moodle, Facebook, Google etc. Reflita tamb\u00e9m na maneira como voc\u00ea organiza e compartilha informa\u00e7\u00f5es durante esse processo.<\/li>\n<li>Cite ind\u00edcios de que a reflex\u00e3o realizada na Quest\u00e3o 1 (ferramentas, formas de organiza\u00e7\u00e3o) pode ser considerada o seu ambiente pessoal de aprendizagem.<\/li>\n<li>Identifique os impactos de seu ambiente pessoal de aprendizagem em seu desempenho na busca por conhecimento.<\/li>\n<li>Considerando que o conceito de ambientes pessoais de aprendizagem ainda est\u00e1 em constru\u00e7\u00e3o, discuta as caracter\u00edsticas desej\u00e1veis e o que deve ser projetado nesses ambientes de forma que eles possam dar suporte \u00e0 educa\u00e7\u00e3o no contexto da aprendizagem cont\u00ednua.<\/li>\n<\/ol>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O NOTAS --><\/p>\n<section id=\"notas\">\n<h3>Notas<\/h3>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Neste cap\u00edtulo, utilizaremos a sigla PLE, referente ao nome em ingl\u00eas, porque \u00e9 a sigla adotada na \u00e1rea.<br \/>\n  <\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O REFER\u00caNCIAS --><\/p>\n<section id=\"referencias\">\n<h3>Refer\u00eancias<\/h3>\n<p id=\"ARAUJO2017\">ARAUJO, R. M.; MACIEL, R. S.; BOSCARIOLI, C. I GranDSI-BR: Grandes Desafios de Pesquisa em Sistemas de Informa\u00e7\u00e3o no Brasil (2016-2026). Relat\u00f3rio T\u00e9cnico. Comiss\u00e3o Especial de Sistemas de Informa\u00e7\u00e3o (CE-SI) da Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o (SBC). 67p, 2017. <a href=\"http:\/\/www2.sbc.org.br\/ce-si\/arquivos\/grandsi.pdf\"><strong>[PDF]<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"ATTWELL2007\">ATTWELL, Graham et al. Personal Learning Environments-the future of eLearning. Elearning papers, v. 2, n. 1, p. 1-8, 2007. <a href=\"http:\/\/citeseerx.ist.psu.edu\/viewdoc\/download?doi=10.1.1.97.3011&amp;rep=rep1&amp;type=pdf\"><strong>[PDF]<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"BASSANI2016\">BASSANI, Patr\u00edcia B. Scherer; DA SILVA NUNES, Jose. Ensinar e aprender em\/na rede: diferentes abordagens te\u00f3rico-pr\u00e1ticas do conceito de ambientes pessoais de aprendizagem. Jornada de Atualiza\u00e7\u00e3o em Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, v. 5, n. 1, p. 78-112, 2016. <a href=\"https:\/\/www.br-ie.org\/pub\/index.php\/pie\/article\/view\/6596\/4507\"><strong>[PDF]<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"BASTOS2020\">BASTOS, C\u00e9sar Augusto; SIQUEIRA, Sean. Uma Iniciativa de Forma\u00e7\u00e3o Docente em Design Instrucional sob os enfoques de Design Thinking e Experi\u00eancia do Usu\u00e1rio. In: Anais do Workshop de Inform\u00e1tica na Escola. 2019. p. 869. <a href=\"https:\/\/br-ie.org\/pub\/index.php\/wie\/article\/download\/8587\/6148\"><strong>[PDF]<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"BAUMAN2001\">BAUMAN, Zygmunt. Modernidade l\u00edquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001. <a href=\"https:\/\/books.google.com.br\/books\/about\/Modernidade_l\u00edquida.html?id=TXLTDwAAQBAJ&amp;printsec=frontcover&amp;source=kp_read_button&amp;redir_esc=y#v=onepage&amp;q&amp;f=false\"><strong>[Google Books]<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"BERNERSLEE2001\">BERNERS-LEE, Tim; HENDLER, James; LASSILA, Ora. The semantic web. Scientific american, v. 284, n. 5, p. 34-43, 2001. <a href=\"https:\/\/kask.eti.pg.gda.pl\/redmine\/projects\/sova\/repository\/revisions\/master\/entry\/doc\/Master%20Thesis%20(In%20Polish)\/materials\/10.1.1.115.9584.pdf\"><strong>[PDF]<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"BORONDO2014\">BORONDO, Javier et al. To each according to its degree: The meritocracy and topocracy of embedded markets. Scientific reports, v. 4, n. 1, p. 1-7, 2014. <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/srep03784\"><strong>[Report]<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"CASTANEDA2013\">CASTA\u00d1EDA, Linda; ADELL, Jordi. La anatom\u00eda de los PLEs. Entornos Personales de Aprendizaje: Claves para el ecosistema educativo en red, p. 11-27, 2013. <a href=\"https:\/\/digitum.um.es\/digitum\/bitstream\/10201\/30427\/1\/CastanedayAdelllibroPLE.pdf\"><strong>[PDF]<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"CASTRO2011\">CASTRO, Alberto; MENEZES, Credin\u00e9. Aprendizagem colaborativa com suporte computacional. Pimentel, M. e Fuks, H. Sistemas Colaborativos. Rio de Janeiro: Campus. ISBN, p. 978-85, 2011. <a href=\"https:\/\/sistemascolaborativos.uniriotec.br\/wp-content\/uploads\/sites\/18\/2019\/06\/SC-cap9-aprendizagem.pdf\"><strong>[PDF]<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"Conole2012\">CONOLE, Gr\u00e1inne. Designing for learning in an open world. Springer Science &amp; Business Media, 2012. <a href=\"https:\/\/dl.uswr.ac.ir\/bitstream\/Hannan\/130952\/1\/9781441985163.pdf\"><strong>[PDF]<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"Davidson2011\">DAVIDSON, Cathy N. Now you see it: How the brain science of attention will transform the way we live, work, and learn. New York, NY: Viking, 2011. <a href=\"https:\/\/theolib.atla.com\/theolib\/article\/download\/236\/545\/\"><strong>[PDF]<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"DOWNES2007\">DOWNES, Stephen. <a href=\"http:\/\/www.downes.ca\/files\/Learning_Networks_In_Practice.pdf\"><strong>Learning networks in practice.<\/strong><\/a> Emerging technologies for learning, v. 2, n. 4, p. 20, 2007.<\/p>\n<p id=\"DOWNES2012\">DOWNES, S. (2012). Connectivism and connective knowledge: essays on meaning and learning networks. Stephen Downes Web. <a href=\"https:\/\/www.oerknowledgecloud.org\/archive\/Connective_Knowledge-19May2012.pdf\"><strong>[PDF]<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"FIEDLER2013\">FIEDLER, S.; V\u00c4LJATAGA, Terje. Personal learning environments: a conceptual landscape revisited. 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Random House, 2018.\u00a0 <a href=\"https:\/\/books.google.com.br\/books?hl=pt-BR&amp;lr=&amp;id=ar44DwAAQBAJ&amp;oi=fnd&amp;pg=PT7&amp;dq=21+lessons+21th+century+harari&amp;ots=ADjs6c9Llo&amp;sig=qWgpYPuukDsBfRdO6kLTh_MNjkk\"><strong>[Google Books]<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"JOHNSON2011\">JOHNSON, L.; ADAMS, S.; HAYWOOD, K. <a href=\"http:\/\/www.nmc.org\/sites\/default\/files\/pubs\/1316810422\/2011-Horizon-Report-K12.pdf\"><strong>The NMC Horizon Report: 2011 K-12 Edition<\/strong><\/a>, 2011.<\/p>\n<p id=\"KOMPEN2019\">KOMPEN, Ricardo Torres et al. Personal learning Environments based on Web 2.0 services in higher education.\u00a0Telematics and Informatics, v. 38, p. 194-206, 2019. <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0736585318306312\"><strong>[Science Direct]<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"LEVY2010\">LEVY, Pierre. Cibercultura. 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O behaviorismo metodol\u00f3gico e suas rela\u00e7\u00f5es com o mentalismo e o behaviorismo radical 11. 1997. <a href=\"http:\/\/www.itcrcampinas.com.br\/txt\/behaviorismometodologico.pdf\"><strong>[PDF]<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"MENEZES2008\">MENEZES, Credin\u00e9 Silva et al. MorFEU\u2013Multi-Organizador Flex\u00edvel de Espa\u00e7os VirtUaispara Apoiar a Inova\u00e7\u00e3o Pedag\u00f3gica em EAD. In: Brazilian Symposium on Computers in Education (Simp\u00f3sio Brasileiro de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o-SBIE). 2008. p. 451-460. <a href=\"http:\/\/www.br-ie.org\/pub\/index.php\/sbie\/article\/viewFile\/736\/722\"><strong>[PDF]<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"MEDEIROS2018\">MEDEIROS, Jerry Fernandes et al. Tagtheweb: Using wikipedia categories to automatically categorize resources on the web. In: European Semantic Web Conference. 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Learning in communities: How do outstanding users differ from other users?. In: 2018 IEEE 18th International Conference on Advanced Learning Technologies (ICALT). IEEE, 2018. p. 173-177. <a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/profile\/Thiago_Procaci\/publication\/326999838_Learning_in_Communities_How_Do_Outstanding_Users_Differ_From_Other_Users\/links\/5be0c7caa6fdcc3a8dc167a9\/Learning-in-Communities-How-Do-Outstanding-Users-Differ-From-Other-Users.pdf\"><strong>[PDF]<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"PROCACI2019\">PROCACI, Thiago Baesso et al. Experts and likely to be closed discussions in question and answer communities: An analytical overview. Computers in Human Behavior, v. 92, p. 519-535, 2019. <a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0747563218302814\"><strong>[Science Direct]<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"Rahimi2015\">RAHIMI, Ebrahim. A design framework for personal learning environments. 2015. <a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/profile\/Ebrahim_Rahimi2\/publication\/287923092_A_design_framework_for_personal_learning_environments\/links\/567a768608ae361c2f696c43.pdf\"><strong>[PDF]<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"SANTOS2007\">SANTOS, Edm\u00e9a; SILVA, Marco. A pedagogia da transmiss\u00e3o e a sala de aula interativa. Algumas vias para entretecer o pensar e o agir. Curitiba (PR): SENAR-PR, 2007. <a href=\"https:\/\/www.agrinho.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2014\/09\/2_02_A-pedagogia-da-transmissao.pdf\"><strong>[PDF]<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"Siemens2006\">SIEMENS, George. Connectivism: Learning theory or pastime of the self-amused. 2006. <a href=\"http:\/\/altamirano.biz\/conectivismo.pdf\"><strong>[PDF]<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"Siemens2015\">SIEMENS, G. Connectivism: A learning theory for the digital age, 2015. <a href=\"https:\/\/jotamac.typepad.com\/jotamacs_weblog\/files\/Connectivism.pdf\"><strong>[PDF]<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"SINGULARITY2015\">SINGULARITY HUB.\u00a0 <a href=\"https:\/\/singularityhub.com\/2015\/11\/19\/automation-is-eating-jobs-but-these-skills-will-always-be-valued-in-the-workplace\/\"><strong>Automation Is Eating Jobs, But These Skills Will Always Be Valued In the Workplace<\/strong><\/a>, 2015.<\/p>\n<p id=\"STORM2017\">STORM, Benjamin C.; STONE, Sean M.; BENJAMIN, Aaron S. Using the Internet to access information inflates future use of the Internet to access other information. Memory, v. 25, n. 6, p. 717-723, 2017. <a href=\"http:\/\/labs.psychology.illinois.edu\/~asbenjam\/pubs\/StormEtAlInPress.pdf\"><strong>[PDF]<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"TIBAU2019\">TIBAU, Marcelo; SIQUEIRA, Sean; NUNES, Bernardo Pereira. A comparison between Entity-Centric Knowledge Base and Knowledge Graph to Represent Semantic Relationships for Searching as Learning Situations. In: Anais dos Workshops do Congresso Brasileiro de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o. 2019. p. 823. <a href=\"https:\/\/br-ie.org\/pub\/index.php\/wcbie\/article\/viewFile\/9032\/6576\"><strong>[PDF]<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"VYGOTSKY1980\">VYGOTSKY, Lev Semenovich. Mind in society: The development of higher psychological processes. Harvard university press, 1980. <a href=\"https:\/\/books.google.com.br\/books?hl=pt-BR&amp;lr=&amp;id=Irq913lEZ1QC&amp;oi=fnd&amp;pg=PR13&amp;dq=Mind+in+society:+The+development+of+higher+psychological+processes&amp;ots=HaJnA5ygtb&amp;sig=dO8U2B7w8iYmJYEA2_I1GSARSeQ#v=onepage&amp;q=Mind in society%3A The development of higher psychological processes&amp;f=false\"><strong>[Google Books]<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"WATSON1913\">WATSON, John B. Psychology as the behaviorist views it. Psychological review, v. 20, n. 2, p. 158, 1913. <a href=\"https:\/\/pure.mpg.de\/rest\/items\/item_2404108\/component\/file_2404107\/content\"><strong>[PDF]<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"WEGNER2013\">WEGNER, Daniel M.; WARD, Adrian F. How Google is changing your brain. Scientific American, v. 309, n. 6, p. 58-61, 2013. <a href=\"https:\/\/sites.oxy.edu\/clint\/physio\/article\/GoogleIsChangingYourBrain201312SA.pdf\"><strong>[PDF]<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"WEI2011\">WEI, Chi-Ting; YOUNG, Shelley SC. Investigating the role and potentials of using Web2. 0 in Music Education from student perspective. In: 2011 IEEE 11th International Conference on Advanced Learning Technologies. IEEE, 2011. p. 344-346. <a href=\"https:\/\/ieeexplore.ieee.org\/abstract\/document\/5992246\/\"><strong>[Artigo]<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"WILSON2005\">WILSON, Scott.<a href=\"http:\/\/pic.twitter.com\/kK251lAAEd\"><strong> Future VLE &#8211; The visual version<\/strong><\/a>. Scott&#8217;s Workblog, 2005.<\/p>\n<p id=\"WILSON2007\">WILSON, Scott et al. Personal Learning Environments: Challenging the dominant design of educational systems. Journal of E-learning and Knowledge Society, v. 3, n. 2, p. 27-38, 2007. <a href=\"https:\/\/www.learntechlib.org\/p\/43419\/article_43419.pdf\"><strong>[PDF]<\/strong><\/a><\/p>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O AUTORES --><\/p>\n<section id=\"Autoria\">\n<h3>Autoria<\/h3>\n<section id=\"Procaci\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\">\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_10-150x150.png\" alt=\"Thiago Baesso Procaci\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"aligncenter size-thumbnail wp-image-2804\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_10-150x150.png 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_10-70x70.png 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_10-246x246.png 246w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_10-276x276.png 276w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_10-125x125.png 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"autor_descricao\">\n        <strong>Thiago Baesso Procaci<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/8026445156985988\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/8026445156985988<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Doutor em Inform\u00e1tica pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Trabalha com desenvolvimento de software h\u00e1 mais de 10 anos com \u00eanfase em ci\u00eancia de dados. Tem interesse em melhor entender a aprendizagem em larga escala nas comunidades online por meio de an\u00e1lise de redes sociais, <em>machine learning<\/em> e processamento de linguagem natural.<\/span><br \/>\n      <\/section>\n<\/section>\n<section id=\"Siqueira\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\">\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_11-150x150.png\" alt=\"Sean Wolfgand Matsui Siqueira\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"aligncenter size-thumbnail wp-image-2805\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_11-150x150.png 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_11-693x692.png 693w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_11-70x70.png 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_11-246x246.png 246w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_11-276x276.png 276w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_11-125x125.png 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"autor_descricao\">\n        <strong>Sean Wolfgand Matsui Siqueira<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/2562652838103607\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/2562652838103607<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Doutor em Inform\u00e1tica pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica da Rio de Janeiro (PUC-Rio), Sean \u00e9 professor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Pesquisador e Inovador em Tecnologias Sociais e Educacionais, tem experi\u00eancia na \u00e1rea de Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o, com \u00eanfase em Sistemas de Informa\u00e7\u00e3o, Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o e Ci\u00eancia da Web. Tem participa\u00e7\u00e3o ativa na comunidade de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, da Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o, onde atuou como membro da Comiss\u00e3o Especial de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o (CEIE) (2014-2018) e foi o editor-chefe da RBIE: Revista Brasileira de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o (2016-2018).<\/span><br \/>\n      <\/section>\n<\/section>\n<section id=\"Nunes\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\">\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_12-150x150.png\" alt=\"Bernardo Pereira Nunes\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"aligncenter size-thumbnail wp-image-2806\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_12-150x150.png 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_12-70x70.png 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_12-125x125.png 125w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/30ALVAAP_12.png 182w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"autor_descricao\">\n        <strong>Bernardo Pereira Nunes<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6493381786772205\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/6493381786772205<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Doutor em Inform\u00e1tica pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro com per\u00edodo sandu\u00edche na Leibniz Universit\u00e4t Hannover (2014). Atualmente \u00e9 professor na Australian National University atuando no College of Engineering and Computer Science bem como no College of Arts and Social Sciences, Professor Colaborador da P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o em Inform\u00e1tica da UNIRIO (2015-), e professor licenciado adjunto da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (2014-2019). Al\u00e9m disso, atuou como pesquisador nos laborat\u00f3rios de pesquisa da L3S Research Center na Alemanha, pesquisador visitante no Consiglio Nazionale delle Ricerche (CNR) na It\u00e1lia (2015) e pesquisador visitante na Universidade Nacional da Austr\u00e1lia (2018), ganhou pr\u00eamios de pesquisa nacionais e internacionais e publicou mais 100 artigos cient\u00edficos entre confer\u00eancias, cap\u00edtulos de livros e revistas. \u00c1reas de interesse: Web Science, Computers in Education, Semantic Web, Information Retrieval.<\/span><br \/>\n      <\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O CITAR --><\/p>\n<section id=\"citar\" hidden>\n<h3>Como citar este cap\u00edtulo<\/h3>\n<blockquote><p>PROCACI, Thiago Baesso; SIQUEIRA, Sean Wolfgand Matsui; PEREIRA NUNES, Bernardo. Aprender ao Longo da Vida Atrav\u00e9s de Ambientes Pessoais de Aprendizagem. In: SANTOS, Edm\u00e9a O.; PIMENTEL, Mariano; SAMPAIO, F\u00e1bio F. (Org.). <b>Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o: autoria, m\u00eddia, letramento, inclus\u00e3o digital<\/b>. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o, 2019. (S\u00e9rie Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, v.5) Dispon\u00edvel em: &lt;[LINK DO ARTIGO]&gt;\n    <\/p><\/blockquote>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O COMENT\u00c1RIOS --><\/p>\n<section id=\"comentarios\"><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Thiago Baesso Procaci, Sean W. M. Siqueira, Bernardo Pereira Nunes) O que acha de aprender por toda a vida? 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