{"id":2362,"date":"2020-11-11T14:52:23","date_gmt":"2020-11-11T17:52:23","guid":{"rendered":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/?p=2362"},"modified":"2021-11-18T18:35:26","modified_gmt":"2021-11-18T21:35:26","slug":"curadoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/curadoria\/","title":{"rendered":"Pr\u00e1ticas de curadoria como atividades de aprendizagem na cultura digital"},"content":{"rendered":"<p>(<a href=\"#Bassani\">Patr\u00edcia B. Scherer Bassani<\/a>, <a href=\"#Magnus\">Emanuele Biolo Magnus<\/a>)<\/p>\n<p><!-- IMAGEM DISPARADORA --><\/p>\n<section id=\"imagemDisparadora\">\n<a href=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/curadoriaConte\u00fadosPQ.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/curadoriaConte\u00fadosPQ.jpg\" alt=\"Pr\u00e1ticas de curadoria como atividades de aprendizagem na cultura digital\" width=\"1500\" height=\"1025\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4159\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/curadoriaConte\u00fadosPQ.jpg 1500w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/curadoriaConte\u00fadosPQ-300x205.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/curadoriaConte\u00fadosPQ-1024x700.jpg 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/curadoriaConte\u00fadosPQ-768x525.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><br \/>\n<!-- QUEST\u00c3O DE ABERTURA --><\/p>\n<h4><strong>Como podemos desenvolver pr\u00e1ticas educativas baseadas em processos de curadoria?<\/strong><\/h4>\n<p><!-- TEXTO INTRODUT\u00d3RIO --><\/p>\n<p>O conceito de curadoria, que j\u00e1 \u00e9 consolidado na \u00e1rea art\u00edstica, vincula-se agora tamb\u00e9m a pr\u00e1ticas na internet relacionadas com a sele\u00e7\u00e3o e a organiza\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es. O curador, que \u00e9 a pessoa respons\u00e1vel pelo processo de curadoria, pode ser voc\u00ea. Isso mesmo! No contexto da cibercultura, em que os princ\u00edpios da libera\u00e7\u00e3o da palavra, da conex\u00e3o em rede e da reconfigura\u00e7\u00e3o organizam as pr\u00e1ticas culturais, qualquer sujeito pode exercer o papel de curador! Existem diferentes ambientes <em>online<\/em> que possibilitam o registro e o compartilhamento do processo de curadoria, que vai al\u00e9m da sele\u00e7\u00e3o de <em>links<\/em> interessantes. Neste cap\u00edtulo, vamos apresentar o conceito de curadoria e suas especificidades, como curadoria da informa\u00e7\u00e3o, curadoria digital e curadoria de conte\u00fado. Voc\u00ea tamb\u00e9m vai conhecer v\u00e1rios ambientes online espec\u00edficos para a curadoria e outros que podem ser adaptados, al\u00e9m de exemplos de pr\u00e1ticas de curadoria na \u00e1rea de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- OBJETIVOS EDUCACIONAIS --><\/p>\n<section id=\"objetivosEducacionais\">\n<h4>Objetivos Educacionais:<\/h4>\n<ul>\n<li>Compreender o conceito de curadoria e suas especificidades;<\/li>\n<li>Identificar ambientes online que possibilitam o processo de curadoria de conte\u00fado digital;<\/li>\n<li>Planejar e desenvolver atividades na perspectiva da curadoria no contexto educativo.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>\u00cdndice:<\/h4>\n<ul>\n<li><a href=\"#s1\">1 O\u00a0QUE \u00c9 CURADORIA?<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s2\">2 A CURADORIA COMO ATIVIDADE DE APRENDIZAGEM NA CULTURA DIGITAL<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s3\">3 AMBIENTES <em>ONLINE<\/em> PARA CURADORIA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s4\">4 PR\u00c1TICAS DE CURADORIA NO CONTEXTO EDUCATIVO COM TECNOLOGIAS DIGITAIS<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s5\">5 FINALIZANDO A REFLEX\u00c3O (E PARTINDO PARA A PR\u00c1TICA! \ud83d\ude09<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#resumo\">Resumo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#live\">Live-palestra-conversa<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#leituras\">Leituras Recomendadas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#exercicios\">Exerc\u00edcios<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#notas\">Notas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#referencias\">Refer\u00eancias<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#Autoria\">Autoria<\/a><\/li>\n<li hidden><a href=\"#citar\">Como citar este cap\u00edtulo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#comentarios\">Coment\u00e1rios<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 1 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s1\">1 O QUE \u00c9 CURADORIA?<\/h2>\n<p>Basta fazer uma busca r\u00e1pida no Google com a palavra-chave \u201ccuradoria\u201d, para facilmente verificarmos que ela nos remete a diferentes contextos e \u00e1reas de abrang\u00eancia diversas, como Artes, Marketing, Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o e Direito. Nessa mesma pesquisa, verificamos que o processo de curadoria \u00e9 realizado por um curador. Assim, os termos \u201ccurador\u201d e \u201ccuradoria\u201d podem assumir diferentes significados, conforme as especificidades das \u00e1reas envolvidas.<\/p>\n<p>Conforme o dicion\u00e1rio online <a href=\"http:\/\/michaelis.uol.com.br\/moderno-portugues\/\"><strong>Michaelis<\/strong><\/a>, o termo \u201c<a href=\"http:\/\/michaelis.uol.com.br\/moderno-portugues\/busca\/portugues-brasileiro\/curadoria\"><strong>curadoria<\/strong><\/a>\u201d corresponde ao \u201cato ou efeito de curar\u201d, ou ainda, na perspectiva jur\u00eddica, remete a \u201ccargo, poder, fun\u00e7\u00e3o ou administra\u00e7\u00e3o de curador; curatela\u201d. De forma complementar, o termo \u201c<a href=\"http:\/\/michaelis.uol.com.br\/moderno-portugues\/busca\/portugues-brasileiro\/curador\/\"><strong>curador<\/strong><\/a>\u201d corresponde: a) \u201cque ou aquele que cura ou faz um doente sarar\u201d; b) \u201cque ou aquele que exerce uma curadoria\u201d; c) na perspectiva jur\u00eddica, envolve \u201cque ou aquele que \u00e9 encarregado judicialmente de administrar ou fiscalizar bens ou interesses de outrem\u201d; d) \u201cque ou aquele que, gra\u00e7as a rezas e ora\u00e7\u00f5es, trata de pessoas picadas por cobras ou as imuniza contra esses animais ou contra outros males; curandeiro, feiticeiro\u201d.<\/p>\n<p>Em uma pesquisa mais detalhada, verificamos que a origem do termo remete ao cuidado original com determinado bem (<a href=\"#RAMOS2012\"><strong>RAMOS, 2012<\/strong><\/a>), vinculado ao ato de curar, vigiar, zelar por algo (<a href=\"#CORREA2012\"><strong>CORR\u00caA; BERTOCCHI, 2012<\/strong><\/a>).<\/p>\n<p>O termo foi aplicado primeiramente no contexto do Direito Romano e posteriormente ao campo das Artes. Na \u00e1rea do Direito, o curador \u00e9 o sujeito que cuida do patrim\u00f4nio daqueles que est\u00e3o incapacitados de o fazer. No \u00e2mbito das Artes, o curador, que pode ser uma pessoa ou uma equipe, organiza um conjunto de obras de forma que elas sejam compreendidas dentro de um determinado contexto (<a href=\"#RAMOS2012\"><strong>RAMOS, 2012<\/strong><\/a>). Ainda no contexto das Artes, destacamos dois tipos de curador: a) curador ligado diretamente a uma institui\u00e7\u00e3o museol\u00f3gica; b) curador independente, que concebe exposi\u00e7\u00f5es aut\u00f4nomas, sem a exig\u00eancia de estar vinculado a uma institui\u00e7\u00e3o (<a href=\"#RAMOS2012\"><strong>RAMOS, 2012<\/strong><\/a>).<\/p>\n<p>No final do s\u00e9culo XX, houve uma mudan\u00e7a no papel do curador das Artes Visuais, envolvendo tamb\u00e9m atribui\u00e7\u00f5es administrativas. Assim, o curador deixou de ser visto apenas como especialista e passou a atuar como mediador social, seja entre as institui\u00e7\u00f5es, seja entre os artistas e o p\u00fablico (<a href=\"#AMARAL2012\"><strong>AMARAL, 2012<\/strong><\/a>). Nessa perspectiva, as representa\u00e7\u00f5es de curadoria \u201creferem-se sobremaneira \u00e0s atividades de sele\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o e apresenta\u00e7\u00e3o de algo a partir de algum crit\u00e9rio inerente ao indiv\u00edduo curador\u201d (<a href=\"#CORREA2012\"><strong>CORR\u00caA; BERTOCCHI, 2012<\/strong><\/a><a href=\"#CORREA2012\"><strong>, p. 29<\/strong><\/a>) e, na perspectiva da evolu\u00e7\u00e3o conceitual, podemos ver o processo de curadoria vinculado a atividades de media\u00e7\u00e3o, em que o curador \u201cexecuta conex\u00f5es entre grupos, p\u00fablicos, pessoas com propostas, objetos, exposi\u00e7\u00f5es ordenados a partir de \u2018modelos de ordem\u2019 definidos pelo mediador\u201d (<a href=\"#CORREA2012\"><strong>CORR\u00caA; BERTOCCHI, 2012, p. 29<\/strong><\/a>).<\/p>\n<p>No \u00e2mbito das profiss\u00f5es, o significado mais popular de curador \u00e9 aquele relacionado ao campo das Artes Visuais (<a href=\"#AMARAL2012\"><strong>AMARAL, 2012<\/strong><\/a>). Entretanto, na medida em que ocorre a expans\u00e3o do acesso e uso da <em>web<\/em>, o termo \u201ccuradoria\u201d \u201cpassa a ser utilizado para uma diversidade de a\u00e7\u00f5es que envolvem organiza\u00e7\u00e3o de dados a partir de crit\u00e9rios ou recortes\u201d (<a href=\"#CORREA2012\"><strong>CORR\u00caA; BERTOCCHI, 2012<\/strong><\/a><strong><a href=\"#CORREA2012\">, p. 29<\/a><\/strong>). Assim, no contexto da internet, emerge a necessidade de um novo tipo de curadoria, a curadoria da informa\u00e7\u00e3o (<a href=\"#AMARAL2012\"><strong>AMARAL, 2012<\/strong><\/a>).<\/p>\n<p>Amaral (<a href=\"#AMARAL2012\"><strong>2012, p. 44<\/strong><\/a>) justifica a import\u00e2ncia da curadoria da informa\u00e7\u00e3o a partir de duas perspectivas: a) o imenso volume de dados dispon\u00edveis na <em>web<\/em> (texto, \u00e1udio, v\u00eddeo, imagem) em diferentes formatos; b) pr\u00e1ticas da cultura, em que diferentes sujeitos exercem o papel de \u201ccuradores da mem\u00f3ria cultural, preservando materiais, arquivos e informa\u00e7\u00f5es de diversos per\u00edodos da hist\u00f3ria e os tornando acess\u00edveis atrav\u00e9s da digitaliza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>A era da curadoria<\/h5>\n<p>Hoje em dia temos acesso a todo tipo de informa\u00e7\u00e3o. O que fazer com isso? Quantidade de informa\u00e7\u00e3o nos torna mais s\u00e1bios? Aumenta nosso conhecimento?<br \/>\nO fil\u00f3sofo Mario Sergio Cortella aborda o tema \u201cO que importa \u00e9 saber o que importa: a era da curadoria\u201d no Caf\u00e9 Filos\u00f3fico (CPFL da TV Cultura). O programa est\u00e1 dispon\u00edvel online em:<br \/>\n<a href=\"http:\/\/tvcultura.com.br\/videos\/56732_a-era-da-curadoria-o-que-importa-e-saber-o-que-importa-mario-sergio-cortella.html\">http:\/\/tvcultura.com.br\/videos\/56732_a-era-da-curadoria-o-que-importa-e-saber-o-que-importa-mario-sergio-cortella.html<\/a><\/p>\n<\/section>\n<p>Beiguelman (<a href=\"#BEIGUELMAN2011\"><strong>2011<\/strong><\/a>) apresenta tr\u00eas modelos de curadoria de informa\u00e7\u00e3o online: a) o curador como filtrador; b) o curador como agenciador; c) a plataforma como dispositivo curatorial. O <strong>curador-filtrador<\/strong> atua na perspectiva do \u201ceu sou o que eu linko\u201d e para isso usa diferentes ferramentas e plataformas online para compartilhar especialmente <em>links<\/em>. Amaral (<a href=\"#AMARAL2012\"><strong>2012<\/strong><\/a>) cita o Twitter como um exemplo, em que o sujeito pode gerenciar uma curadoria informativa sobre determinado assunto.<\/p>\n<p><!-- FIGURA 1 --><\/p>\n<figure>Figura 1: Exemplo de postagem no Twitter na perspectiva do curador-filtrador<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2569\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_02.png\" alt=\"Figura 1: Exemplo de postagem no Twitter na perspectiva do curador-filtrador\" width=\"589\" height=\"271\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_02.png 589w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_02-300x138.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 589px) 100vw, 589px\" \/><figcaption>Fonte: Twitter (Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/twitter.com\/patriciab\">https:\/\/twitter.com\/patriciab<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n<p>O <strong>curador-agenciador<\/strong> atua na perspectiva de \u201cas coisas s\u00e3o como eu as linko\u201d e se relaciona com a ideia de media\u00e7\u00e3o. Um <em>blog<\/em> ou um <em>site<\/em> pode ser um espa\u00e7o para a organiza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, possibilitando a combina\u00e7\u00e3o entre a sistematiza\u00e7\u00e3o de categorias de conte\u00fado e suas rela\u00e7\u00f5es (<a href=\"#AMARAL2012\"><strong>AMARAL, 2012<\/strong><\/a>). Como exemplo, destacamos o site do Porvir (<a href=\"https:\/\/porvir.org\">https:\/\/porvir.org<\/a>), uma plataforma de conte\u00fados que compartilha informa\u00e7\u00e3o e promove a mobiliza\u00e7\u00e3o sobre inova\u00e7\u00f5es educacionais do Brasil.<\/p>\n<p><!-- FIGURA 2 --><\/p>\n<figure>Figura 2: Exemplo de <em>site<\/em> que explora a curadoria na perspectiva do curador-agenciador<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_03_2.png\" alt=\"\" width=\"1132\" height=\"601\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4213\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_03_2.png 1132w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_03_2-300x159.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_03_2-1024x544.png 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_03_2-768x408.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1132px) 100vw, 1132px\" \/><figcaption>Fonte: Site da plataforma de conte\u00fado <a href=\"https:\/\/porvir.org\">Porvir<\/a>.<\/figcaption><\/figure>\n<p><!-- QUADRO DEBATE --><\/p>\n<section class=\"quadro debate\">\n<h5>DEBATE: Quem voc\u00ea segue?<\/h5>\n<p>Voc\u00ea acompanha algum blog? Usa as redes sociais para acompanhar a discuss\u00e3o sobre algum tema espec\u00edfico? Voc\u00ea consegue identificar o perfil de curadoria realizado nesses espa\u00e7os, considerando os conceitos de curador-filtrador e curador-agenciador? Lembramos de compartilhar este pequeno v\u00eddeo com voc\u00ea: <a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/watch\/?v=10155837526893189\">https:\/\/www.facebook.com\/watch\/?v=10155837526893189<\/a><\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p>Por fim, a <strong>curadoria como plataforma<\/strong>, ou \u201cas coisas s\u00e3o como voc\u00ea linka\u201d, envolve o uso de ambientes online espec\u00edficos para facilitar a organiza\u00e7\u00e3o e o compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es, como Pearltrees, Scoop.it ou Diigo. Se voc\u00ea ainda n\u00e3o conhece esses ambientes, fique tranquilo, pois vamos falar sobre eles ainda neste cap\u00edtulo.<\/p>\n<p><!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>#ficaadica #curadoriacomoplataforma<\/h5>\n<p>Organizamos os <em>links<\/em> indicados neste cap\u00edtulo no ambiente Pearltrees. Voc\u00ea consegue acessar por aqui: <a href=\"http:\/\/www.pearltrees.com\/t\/curadoria-praticas-informatica\/id18778531\">http:\/\/www.pearltrees.com\/t\/curadoria-praticas-informatica\/id18778531<\/a>.<\/p>\n<\/section>\n<p>Amaral (<a href=\"#AMARAL2012\"><strong>2012<\/strong><\/a>) acrescenta mais dois modelos: o curador como cr\u00edtico e a recomenda\u00e7\u00e3o como curadoria. No modelo <strong>curador como cr\u00edtico<\/strong>, Amaral (<a href=\"#AMARAL2012\"><strong>2012<\/strong><\/a>) busca recuperar a dimens\u00e3o cr\u00edtica da curadoria no contexto da <em>web<\/em>. Nesse caso, a curadoria pode ser realizada em qualquer ambiente\/plataforma online, como Facebook, Instagram ou outras. Como exemplo, a pesquisadora destaca o compartilhamento de uma imagem\/<em>gif<\/em> que registre cr\u00edtica a produtos culturais diversos. Nesse caso, a curadoria envolve, al\u00e9m da sele\u00e7\u00e3o e do compartilhamento dos dados, \u201cainda os subverte para um coment\u00e1rio ou cr\u00edtica, entendida aqui como desde um coment\u00e1rio textual, como uma altera\u00e7\u00e3o na imagem ou o uso de ironias e outras figuras de linguagem\u201d (<a href=\"#AMARAL2012\"><strong>AMARAL, 2012<\/strong><\/a>, p. 46).<\/p>\n<p><!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Os algoritmos e a curadoria da curadoria<\/h5>\n<p>Entendemos que \u00e9 relevante destacar que a curadoria da informa\u00e7\u00e3o em ambientes digitais como o Facebook, o Instagram e outros tem se manifestado mais como um procedimento autom\u00e1tico algor\u00edtmico do que algo propriamente humano. Para aprofundar a reflex\u00e3o, sugerimos a leitura do artigo dispon\u00edvel online em <a href=\"http:\/\/www.compos.org.br\/data\/biblioteca_1796.doc\">http:\/\/www.compos.org.br\/data\/biblioteca_1796.doc<\/a> (<a href=\"#CORREA2012\">CORR\u00caA, BERTOCCHI, 2012<\/a>).<\/p>\n<\/section>\n<p>No modelo de <strong>recomenda\u00e7\u00e3o como curadoria<\/strong>, destaca-se o uso de filtros de informa\u00e7\u00e3o que possibilitam a constru\u00e7\u00e3o de perfis de consumo. Esse processo \u00e9 feito por <em>softwares<\/em> de recomenda\u00e7\u00e3o, que tentam antecipar os interesses de consumo dos sujeitos nos ambientes digitais e recomendar novos produtos. Normalmente esse processo de recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 feito por meio da utiliza\u00e7\u00e3o de diferentes metodologias. Uma delas consiste na utiliza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o postada pelo pr\u00f3prio sujeito. Por exemplo, o uso de etiquetas\/<em>tags <\/em>e <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Folksonomia\"><strong><em>folksonomia<\/em><\/strong><\/a><em>,<\/em> caracter\u00edstico dos ambientes Twitter ou Instagram, orientam o sistema na curadoria dos conte\u00fados que aparecem na <em>timeline<\/em>.<\/p>\n<p>De forma direta, isso significa que as <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Hashtag\"><strong><em>hashtags<\/em><\/strong><\/a> que usamos orientam o sistema a organizar conte\u00fado de nosso interesse. Em contrapartida, esse processo tamb\u00e9m \u00e9 realizado por meio de algoritmos. No <em>site<\/em> da Amazon, esse processo \u00e9 bem vis\u00edvel. Cada vez que buscamos um determinado livro, o sistema recomenda outros similares que podem ser de nosso interesse. Voc\u00ea j\u00e1 percebeu isso? Por um lado, esse processo \u00e9 bem interessante, mas, por outro, se o nosso foco se limitar ao que o sistema recomenda, podemos ficar isolados em uma \u00fanica perspectiva (fechados em uma \u201cbolha\u201d).<\/p>\n<p>Assim, conforme Amaral (<a href=\"#AMARAL2012\"><strong>2012<\/strong><\/a>, p. 48), \u201c\u00e9 preciso pensar a curadoria de informa\u00e7\u00e3o em um contexto mais plural do que apenas a internet, mas sim como as pessoas se relacionam com essas pr\u00e1ticas e como suas vidas cotidianas e suas pr\u00e1ticas de consumo s\u00e3o atravessadas por elas\u201d.<\/p>\n<p><!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\" style=\"min-width: 100%;\">\n<h5>Para saber mais sobre curadoria de dados e intelig\u00eancia coletiva<\/h5>\n<p>Sugerimos a leitura do resumo da palestra de Pierre L\u00e9vy no projeto Fronteiras do Pensamento:<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.fronteiras.com\/resumos\/curadoria-de-dados-e-inteligencia-coletiva-poa\">http:\/\/www.fronteiras.com\/resumos\/curadoria-de-dados-e-inteligencia-coletiva-poa<\/a><br \/>\nTamb\u00e9m indicamos a reportagem apresentada no programa <strong>Metr\u00f3polis<\/strong> da TV Cultura intitulada \u201cCuradoria do conhecimento\u201d:<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=6GCvphe2zAg\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=6GCvphe2zAg<\/a><\/p>\n<\/section>\n<p>A curadoria da informa\u00e7\u00e3o como pr\u00e1tica cultural emergente na cultura digital (<a href=\"#AMARAL2012\"><strong>AMARAL, 2012<\/strong><\/a>) permite que todos sejamos curadores, seja de um <em>show<\/em>, de uma <em>set list<\/em> para uma festa, ou ainda da sele\u00e7\u00e3o de autores para a organiza\u00e7\u00e3o de um livro, uma vez que a a\u00e7\u00e3o curatorial \u201cdepende de habilidades e compet\u00eancias individuais exercidas num dado recorte tem\u00e1tico\u201d e, portanto, \u201cn\u00e3o implica necessariamente uma profiss\u00e3o\u201d (<a href=\"#CORREA2012\"><strong>CORR\u00caA; BERTOCCHI, 2012<\/strong><\/a>, p. 34).<\/p>\n<p>Ramos (<a href=\"#RAMOS2012\">2012<\/a>) destaca, ainda, que \u201co curador tem a caracter\u00edstica de mediador e essa \u00e9 uma caracter\u00edstica principal na sociedade contempor\u00e2nea. Talvez n\u00e3o se trate mais de produzir novas formas, mas arranj\u00e1-las em novos formatos\u201d (<a href=\"#RAMOS2012\"><strong>RAMOS, 2012<\/strong><\/a>, p. 17).<\/p>\n<p>No contexto da curadoria da informa\u00e7\u00e3o, podemos especificar outros dois tipos de curadoria: a curadoria digital e a curadoria de conte\u00fado.<\/p>\n<p><!-- FIGURA 3 --><\/p>\n<figure>Figura 3: Tend\u00eancias de pesquisa no Google sobre o termo \u201ccuradoria\u201d e suas especificidades*<br \/>\n<small>*curadoria de informa\u00e7\u00e3o; curadoria de conte\u00fado; curadoria digital; <em>digital curation<\/em>; <em>content curation<\/em><\/small><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-2571\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_04-1024x543.png\" alt=\"Figura 3: Tend\u00eancias de pesquisa no Google sobre o termo \u201ccuradoria\u201d e suas especificidades\" width=\"750\" height=\"398\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_04-1024x543.png 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_04-300x159.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_04-768x407.png 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_04.png 1295w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption>Fonte: As autoras\/Google Trends.<\/figcaption><\/figure>\n<p>A <strong>curadoria digital<\/strong> envolve os processos de gest\u00e3o e de preserva\u00e7\u00e3o de dados digitais a longo prazo, por meio de diferentes atividades, desde o planejamento e a cria\u00e7\u00e3o at\u00e9 a sele\u00e7\u00e3o das melhores pr\u00e1ticas para a documenta\u00e7\u00e3o, possibilitando que esses dados sejam acessados e reutilizados no futuro (<a href=\"#ABBOUT2008\"><strong>Abbout, 2008<\/strong><\/a>). Abbout (<a href=\"#ABBOUT2008\"><strong>2008<\/strong><\/a>) ressalta que a curadoria digital \u00e9 aplic\u00e1vel a uma grande variedade de situa\u00e7\u00f5es profissionais e que protege os dados contra a perda ou obsolesc\u00eancia, tanto relacionada \u00e0 tecnologia quanto \u00e0 fragilidade das redes sociais.<\/p>\n<p><!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\" style=\"min-width: 100%;\">\n<h5>Para saber mais sobre curadoria digital<\/h5>\n<p>No site do <em>Digital Curation Centre<\/em> (DCC), voc\u00ea encontra um conjunto de informa\u00e7\u00f5es e recursos interessantes para aprofundar estudos nesta \u00e1rea (<a href=\"http:\/\/www.dcc.ac.uk\/\">http:\/\/www.dcc.ac.uk\/<\/a>).<br \/>\nO <em>Curation Lifecycle Model<\/em> \u00e9 um modelo gr\u00e1fico que apresenta as etapas necess\u00e1rias para o processo de curadoria e preserva\u00e7\u00e3o de dados.<br \/>\nSite: <a href=\"https:\/\/www.dcc.ac.uk\/guidance\/curation-lifecycle-model\">https:\/\/www.dcc.ac.uk\/guidance\/curation-lifecycle-model<\/a><br \/>\nDocumento: <a href=\"http:\/\/www.dcc.ac.uk\/sites\/default\/files\/documents\/publications\/DCCLifecycle.pdf\">http:\/\/www.dcc.ac.uk\/sites\/default\/files\/documents\/publications\/DCCLifecycle.pdf<\/a><\/p>\n<\/section>\n<p>Em contrapartida, a<strong> curadoria de conte\u00fado<\/strong> envolve o processo de buscar e de selecionar, entre a grande quantidade de informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edvel na <em>web<\/em>, um conjunto de conte\u00fados e apresent\u00e1-los de forma significativa e organizada em torno de um tema espec\u00edfico. O trabalho envolve peneirar, selecionar, organizar e publicar informa\u00e7\u00f5es<a id=\"n1\" title=\"Para aprofundar o conceito, sugerimos o blog http:\/\/www.bethkanter.org\/content-curation-101\/\" href=\"#nota1\"><small><sup><strong>1<\/strong><\/sup><\/small><\/a> (<a href=\"#KANTER2011\"><strong>KANTER, 2011<\/strong><\/a>). Dessa forma, fazer curadoria de conte\u00fado n\u00e3o \u00e9 apenas reunir <em>links<\/em>; envolve coloc\u00e1-los em um contexto de organiza\u00e7\u00e3o, anota\u00e7\u00e3o e apresenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A curadoria de conte\u00fado \u00e9 um processo de tr\u00eas partes, tamb\u00e9m conhecido como <em>The 3 S\u2019s of content curation<\/em><a id=\"n2\" title=\"Para saber mais, ver Seek, Sense, and Share Framework, dispon\u00edvel em http:\/\/jarche.com\/2014\/02\/the-seek-sense-share-framework\/ ou no documento http:\/\/www.jarche.com\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/seek_sense_share.pdf\" href=\"#nota2\"><small><sup><strong>2<\/strong><\/sup><\/small><\/a>, ou, em portugu\u00eas, Os 3 Ss da curadoria de conte\u00fado: <em>seek<\/em> (procurar), <em>sense<\/em> (fazer sentido), <em>share<\/em> (compartilhar) (<a href=\"#KANTER2011\"><strong>KANTER, 2011<\/strong><\/a>; <a href=\"#JARCHE2012\"><strong>JARCHE, 2012<\/strong><\/a>). A primeira etapa consiste em procurar a informa\u00e7\u00e3o (<em>seek<\/em>). A segunda etapa consiste em adicionar valor \u00e0s informa\u00e7\u00f5es encontradas (<em>making sense<\/em>). Por exemplo: organizar os <em>links<\/em> em um <em>blog<\/em> incluindo anota\u00e7\u00f5es ou organizar uma apresenta\u00e7\u00e3o. A terceira etapa consiste em compartilhar (<em>share<\/em>) com um determinado p\u00fablico\/audi\u00eancia em um formato que eles possam facilmente compreender e aplicar.<\/p>\n<p><!-- FIGURA 4 --><\/p>\n<figure>Figura 4: Representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica das etapas de curadoria de conte\u00fado<a id=\"n3\" title=\"Agradecemos a Gustavo Nienov (@yourguti), bolsista de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica Feevale\/Fapergs (2018) pela cria\u00e7\u00e3o da imagem. Os \u00edcones utilizados na imagem s\u00e3o do site https:\/\/www.flaticon.com\/. \" href=\"#nota3\"><small><sup><strong>3<\/strong><\/sup><\/small><\/a><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2572\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_05.png\" alt=\"Figura 4: Representa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica das etapas de curadoria de conte\u00fado\" width=\"851\" height=\"596\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_05.png 851w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_05-300x210.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_05-768x538.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 851px) 100vw, 851px\" \/><figcaption>Fonte: As autoras.<\/figcaption><\/figure>\n<p><!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\" style=\"min-width: 100%;\">\n<h5>ATIVIDADE: Pesquisar, fazer sentido e compartilhar (<em>Seek, sense and share<\/em>)<\/h5>\n<p>Voc\u00ea se considera um curador de conte\u00fado?<br \/>\nSim? Como voc\u00ea desenvolve essas tr\u00eas partes da atividade de curadoria? J\u00e1 avaliou como voc\u00ea procura, atribui significado e compartilha?<br \/>\nN\u00e3o? Escolha um <em>blog<\/em> que conhece e realize uma an\u00e1lise sob essas tr\u00eas perspectivas da curadoria de conte\u00fado.<\/p>\n<\/section>\n<p>Outra perspectiva, apresentada por Weisgerber e Butler (<a href=\"#WEISGERBER2012\"><strong>2012<\/strong><\/a>), destaca 8 (oito) passos para a curadoria de conte\u00fado. S\u00e3o eles: 1) encontrar: buscar conte\u00fados e informa\u00e7\u00f5es relevantes; 2) selecionar: filtrar o conte\u00fado com base na sua qualidade, relev\u00e2ncia e originalidade; 3) editorializar: contextualizar o conte\u00fado, apresentar e resumir adicionando uma perspectiva pessoal; 4) organizar: classificar o conte\u00fado, elaborar <em>layout<\/em>, justapor; 5) criar: decidir o formato do conte\u00fado a ser criado; 6) compartilhar: compartilhamento social com a rede de contatos; 7) engajar: hospedar a conversa, fornecer espa\u00e7o, participar, animar e convidar outros participantes;\u00a0 8) monitorar: acompanhar o engajamento, por meio de coment\u00e1rios, compartilhamentos, qualidade e profundidade das discuss\u00f5es, com objetivo de avaliar e melhorar.<\/p>\n<p>Podemos verificar, portanto, que existem diversos tipos de curadoria e que o processo curatorial \u00e9 mais do que selecionar <em>links<\/em> interessantes, ele perpassa a contextualiza\u00e7\u00e3o desses diferentes conte\u00fados a partir da perspectiva do curador. Compartilhar e engajar a audi\u00eancia em trocas significativas tamb\u00e9m faz parte do processo!<\/p>\n<h2 id=\"s2\">2 A\u00a0CURADORIA COMO ATIVIDADE DE APRENDIZAGEM NA CULTURA DIGITAL<\/h2>\n<p>A cultura contempor\u00e2nea associada \u00e0s tecnologias digitais cria uma nova rela\u00e7\u00e3o entre a t\u00e9cnica e a vida social a que chamamos de cibercultura<a id=\"n4\" title=\"Estudos na \u00e1rea da Comunica\u00e7\u00e3o apontam uma mudan\u00e7a conceitual entre os termos cibercultura e cultura digital. No entanto, na \u00e1rea da Educa\u00e7\u00e3o os termos ainda s\u00e3o utilizados como sin\u00f4nimos.\" href=\"#nota4\"><small><sup><strong>4<\/strong><\/sup><\/small><\/a> (<a href=\"#LEMOS2009\"><strong>LEMOS, 2009<\/strong><\/a>).<\/p>\n<p>Conforme Lemos (<a href=\"#LEMOS2009\"><strong>2009, n. p.<\/strong><\/a>), a cibercultura pode ser entendida como um territ\u00f3rio recombinante que se constitui a partir de \u201ctr\u00eas leis que est\u00e3o na base do processo cultural atual\u201d:<\/p>\n<p>a) a libera\u00e7\u00e3o do polo da emiss\u00e3o (produzir e emitir): caracteriza a possibilidade de que cada sujeito seja produtor e emissor de conte\u00fado;<\/p>\n<p>b) a conex\u00e3o (produzir, emitir e conectar): envolve a possibilidade de emitir e compartilhar em rede, \u201centrar em conex\u00e3o com outros, produzir sinergias, trocar peda\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o, circular, distribuir\u201d (<a href=\"#LEMOS2009\"><strong>LEMOS, <\/strong><\/a><strong><a href=\"#LEMOS2009\">2009, n. p.<\/a><\/strong>). A conex\u00e3o caracteriza-se tamb\u00e9m pela mobilidade;<\/p>\n<p>c) a reconfigura\u00e7\u00e3o (produzir, emitir, conectar e transformar): envolve a reconfigura\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas e de institui\u00e7\u00f5es por meio de processos bidirecionais e abertos.<\/p>\n<p>Conforme Lemos (<a href=\"#LEMOS2005\"><strong>2005<\/strong><\/a>), essas \u201ctr\u00eas leis\u201d s\u00e3o norteadoras dos processos de \u201cremixagem\u201d contempor\u00e2neos, ou seja, o \u201cconjunto de pr\u00e1ticas sociais e comunicacionais de combina\u00e7\u00f5es, colagens, <em>cut-up<\/em> de informa\u00e7\u00e3o a partir das tecnologias digitais (<a href=\"#LEMOS2005\"><strong>LEMOS, 2005, p. 1<\/strong><\/a>). Lemos (<a href=\"#LEMOS2005\"><strong>2005, p. 1<\/strong><\/a>) afirma, ainda, que as tecnologias digitais \u201calteram os processos de comunica\u00e7\u00e3o, de produ\u00e7\u00e3o, de cria\u00e7\u00e3o e de circula\u00e7\u00e3o de bens e servi\u00e7os nesse in\u00edcio de s\u00e9culo XXI trazendo uma nova configura\u00e7\u00e3o cultural\u201d, que ele chama de \u201cciber-cultura-<em>remix<\/em>\u201d.<\/p>\n<p><!-- QUADRO DEBATE --><\/p>\n<section class=\"quadro debate\">\n<h5>DEBATE: Os limites e as possibilidades do remix<\/h5>\n<p>A TED Talk de <a href=\"https:\/\/www.ted.com\/speakers\/kirby_ferguson?referrer=playlist-the_remix\">Kirby Ferguson<\/a> sobre o conceito de remix mostra as possibilidades dessa pr\u00e1tica para fomentar a criatividade e o desenvolvimento de novas ideias, destacando suas controv\u00e9rsias. Afinal, quais os limites do remix? Qual a rela\u00e7\u00e3o entre o processo de autoria e o remix?<br \/>\nDispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/www.ted.com\/talks\/kirby_ferguson_embrace_the_remix?referrer=playlist-the_remix#t-553598\">https:\/\/www.ted.com\/talks\/kirby_ferguson_embrace_the_remix?referrer=playlist-the_remix#t-553598<\/a><\/p>\n<\/section>\n<p>Nessa perspectiva, entendemos que o processo de produzir-emitir-conectar-transformar, inerente \u00e0 cibercultura, ressalta tamb\u00e9m o papel social do curador. O curador \u00e9 visto como um mediador e essa atividade pode ser considerada fundamental na cultura contempor\u00e2nea, uma vez que o mediador n\u00e3o est\u00e1 necessariamente envolvido em produzir novas formas, mas tamb\u00e9m em organiz\u00e1-las em novos formatos. Al\u00e9m disso, entendemos que exercitar a curadoria nos processos educativos vai ao encontro de pr\u00e1ticas educativas na perspectiva da cultura digital.<\/p>\n<p>Estudos abordam a curadoria como atividade de aprendizagem por diferentes perspectivas: professor-curador (<a href=\"#VERGARA1996\"><strong>VERGARA, 1996<\/strong><\/a>; <a href=\"#UTUARI2012\"><strong>UTUARI, 2012<\/strong><\/a>), a curadoria como estrat\u00e9gia na educa\u00e7\u00e3o <em>online<\/em> (<a href=\"#LOPES2014\"><strong>LOPES; SOMMER; SCHMIDT, 2014<\/strong><\/a>), curadoria para o letramento digital e de m\u00eddia (<a href=\"#MIHAILIDIS2013\"><strong>MIHAILIDIS; COHEN, 2013<\/strong><\/a>); curadoria na perspectiva da autoria (<a href=\"#BASSANI2016\"><strong>BASSANI, 2016<\/strong><\/a>, <a href=\"#BASSANI2017\"><strong>BASSANI <em>et al<\/em>., 2017<\/strong><\/a>, <a href=\"#MAGNUS2018\"><strong>MAGNUS, 2018<\/strong><\/a>, <a href=\"#BASSANI2020\"><strong>BASSANI; MAGNUS, 2020<\/strong><\/a>).<\/p>\n<p>Os estudos de Vergara (<a href=\"#VERGARA1996\"><strong>1996<\/strong><\/a>) e de Utuari (<a href=\"#UTUARI2012\"><strong>2012<\/strong><\/a>) focam o ensino da Arte, mas podem ser ampliados facilmente para outros contextos. Vergara (<a href=\"#VERGARA1996\"><strong>1996<\/strong><\/a>) destaca o termo \u201ccuradoria educativa\u201d. Conforme o autor, a curadoria educativa tem como objetivo \u201cexplorar a pot\u00eancia da arte como ve\u00edculo de a\u00e7\u00e3o cultural, [&#8230;] constituindo-se como uma proposta de dinamiza\u00e7\u00e3o de experi\u00eancias est\u00e9ticas junto ao objeto art\u00edstico exposto perante um p\u00fablico diversificado\u201d (<a href=\"#VERGARA1996\"><strong>VERGARA, 1996, p. 243<\/strong><\/a>). Utuari (<a href=\"#UTUARI2012\"><strong>2012<\/strong><\/a>) apresenta a perspectiva do professor-propositor, em que se mesclam os pap\u00e9is, tanto de mediador quanto de curador. Utuari (<a href=\"#UTUARI2012\"><strong>2012<\/strong><\/a>) destaca que o professor-mediador \u201c\u00e9 aquele que est\u00e1 entre, que conduz uma conversa, que provoca olhares, pensamentos, que promove encontros entre arte e os alunos\u201d (p. 54). Em contrapartida, o professor-curador \u201cseleciona, pensa poss\u00edveis conceitos a serem explorados como os alunos\u201d (p. 55). Nessa perspectiva, o professor \u00e9 um propositor de percursos.<\/p>\n<p>Lopes, Sommer e Schmidt (<a href=\"#LOPES2014\"><strong>2014<\/strong><\/a>) afirmam que o conceito de curadoria \u201carticula-se muito bem com o campo da educa\u00e7\u00e3o, \u00e0 medida que pode inspirar uma epistemologia e uma pr\u00e1tica pedag\u00f3gica nos contextos educacionais capazes de superar as press\u00f5es e apelos de consumo e mercantiliza\u00e7\u00e3o do conhecimento\u201d (p. 70). Nessa perspectiva, os autores destacam que a curadoria \u00e9 entendida como pr\u00e1tica de socializa\u00e7\u00e3o e media\u00e7\u00e3o de saberes, e, portanto, para a pr\u00e1tica da curadoria no contexto educativo, \u201c\u00e9 imprescind\u00edvel o reconhecimento da aprendizagem como fun\u00e7\u00e3o da socializa\u00e7\u00e3o, uma pr\u00e1tica social em ess\u00eancia\u201d (<a href=\"#LOPES2014\"><strong>LOPES <em>et al., <\/em>2014, p. 63<\/strong><\/a>). Os pesquisadores Lopes <em>et al<\/em>. (<a href=\"#LOPES2014\"><strong>2014<\/strong><\/a>) ponderam, ainda, que o conceito de autoria apresenta diferentes desdobramentos a partir da cibercultura, especialmente na perspectiva da libera\u00e7\u00e3o do polo da emiss\u00e3o, uma vez que \u201ccopiar, colar, remixar, distribuir, fazer circular ideias e conceitos definitivamente nos colocam diante da necessidade de entender que novas ecologias cognitivas est\u00e3o se constituindo\u201d (p. 68). Assim, \u201ccada vez menos se aceita a ideia de autoria como produ\u00e7\u00e3o exclusiva e unicamente vinculada a uma pessoa, j\u00e1 que, em alguma medida, ao nos inscrevermos socialmente, herdamos elementos previamente constitu\u00eddos pela cultura\u201d (<a href=\"#LOPES2014\"><strong>LOPES <em>et al., <\/em>2014, p. 68<\/strong><\/a>).<\/p>\n<p>Os dados da pesquisa <a href=\"http:\/\/cetic.br\/media\/docs\/publicacoes\/2\/TIC_Edu_2015_LIVRO_ELETRONICO.pdf\"><strong>TIC Educa\u00e7\u00e3o 2015<\/strong><\/a> mostram que 96% dos docentes indicam o uso de algum recurso obtido na internet para preparar aulas ou atividades com os alunos. Nesse contexto, apenas 19% dos docentes afirmam utilizar o material obtido na internet sem fazer altera\u00e7\u00f5es. Portanto, a pesquisa indica que a grande maioria dos professores realizou algum tipo de modifica\u00e7\u00e3o nos materiais, \u201cseja fazendo modifica\u00e7\u00f5es ap\u00f3s baixar ou copiar o conte\u00fado de internet (87%), seja criando novos materiais a partir da combina\u00e7\u00e3o de diversos conte\u00fados obtidos na internet (79%), ou at\u00e9 mesmo alterando ou modificando o conte\u00fado acessado no pr\u00f3prio <em>site<\/em> (15%), como ocorreu, por exemplo, com o uso de plataformas tais como a Wikipedia\u201d (<strong><a href=\"#CGI2016\">CGI.br, 2016, p. 154<\/a><\/strong>).<\/p>\n<p>A pesquisa <a href=\"https:\/\/cetic.br\/media\/analises\/tic_educacao_2019_coletiva_imprensa.pdf\"><strong>TIC Educa\u00e7\u00e3o 2019<\/strong><\/a> destaca que 80% dos professores de escolas p\u00fablicas e 83% das privadas usam v\u00eddeos e tutoriais <em>online<\/em> para se atualizarem em rela\u00e7\u00e3o ao uso das tecnologias. Tamb\u00e9m, nas escolas particulares, 88% dos professores usam tecnologias em novas pr\u00e1ticas, enquanto que esse percentual cai para 69% nas p\u00fablicas. O uso de tecnologias em conte\u00fados da disciplina ministrada \u00e9 apontado por 78% e 68% dos professores, respectivamente em escolas particulares e p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Mihailidis e Cohen (<a href=\"#MIHAILIDIS2013\"><strong>2013<\/strong><\/a>) abordam o conceito de curadoria como uma compet\u00eancia b\u00e1sica na educa\u00e7\u00e3o digital e na alfabetiza\u00e7\u00e3o medi\u00e1tica. Os autores afirmam que a curadoria \u00e9 um processo de resolu\u00e7\u00e3o de problemas, em que o curador tem a tarefa de organizar as informa\u00e7\u00f5es em formato de uma hist\u00f3ria para compartilhar com os outros de modo coerente e claro. Afirmam, al\u00e9m disso, que esse processo pode ser feito colaborativamente, uma vez que existem muitos ambientes gratuitos e f\u00e1ceis de usar, como Facebook, Twitter, YouTube, Prezi, Pinterest, Scoop.it, entre v\u00e1rios outros. Mihailidis e Cohen (<a href=\"#MIHAILIDIS2013\"><strong>2013<\/strong><\/a>) apresentam um estudo de caso do ambiente Storify e concluem afirmando que a curadoria pode ser utilizada como uma abordagem pedag\u00f3gica para guiar o processo de ensino e aprendizagem em ambientes de m\u00eddia participativa (<em>participatory media landscape<\/em>).<\/p>\n<p>Em nossa trajet\u00f3ria de pesquisa, abordamos a quest\u00e3o da curadoria como autoria no contexto da forma\u00e7\u00e3o inicial de professores de Licenciatura (<a href=\"#BASSANI2017\"><strong>BASSANI; MAGNUS; WILBERT, 2017<\/strong><\/a>). Neste estudo, apresentamos as possibilidades dos ambientes de curadoria <em>online<\/em> como espa\u00e7os para o exerc\u00edcio da autoria e da socializa\u00e7\u00e3o de saberes. Resultados mostraram que o uso desses ambientes \u201cpara o registro da reflex\u00e3o gera um artefato digital que pode ser compartilhado e, portanto, desloca o sujeito da posi\u00e7\u00e3o de consumidor, para uma condi\u00e7\u00e3o de autor\u201d (<a href=\"#BASSANI2017\"><strong>BASSANI; MAGNUS; WILBERT, 2017, p. 97<\/strong><\/a>). O aprofundamento de estudos sobre o tema deu origem a uma proposta te\u00f3rico-metodol\u00f3gica para a curadoria de conte\u00fado digital (<a href=\"#MAGNUS2018\"><strong>MAGNUS, 2018<\/strong><\/a>).<\/p>\n<p><!-- FIGURA 5 --><\/p>\n<figure>Figura 5: Proposta te\u00f3rico-metodol\u00f3gica para a curadoria de conte\u00fado<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_06.png\" alt=\"Figura 5: Proposta te\u00f3rico-metodol\u00f3gica para a curadoria de conte\u00fado\" width=\"863\" height=\"647\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2573\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_06.png 863w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_06-300x225.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_06-768x576.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 863px) 100vw, 863px\" \/><figcaption>Fonte: <a href=\"#MAGNUS2018\"><strong>MAGNUS, 2018<\/strong><\/a>.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Conforme a autora, o termo \u201ccuradoria\u201d de conte\u00fado digital articula os conceitos de curadora digital e curadoria de conte\u00fado na perspectiva da autoria e dos estudos sobre <a href=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/ambientes-pessoais-aprendizagem\/\">Ambientes Pessoais de Aprendizagem<\/a> ou <em>Personal Learning Environment<\/em> (PLE). A autoria, na perspectiva de Backes (<strong><a href=\"#BACKES2012\">2012, p. 74<\/a><\/strong>) [<a href=\"https:\/\/revistas.unilasalle.edu.br\/index.php\/Educacao\/article\/view\/608\/700\"><strong>ver<\/strong><\/a>], \u201ctranscende \u00e0 ideia de produtor de uma obra, no sentido de que a autoria se efetiva na rela\u00e7\u00e3o com o outro. O autor n\u00e3o se produz sozinho, mas por meio da tr\u00edade autor-obra-outro\u201d. A autora esclarece que h\u00e1 tr\u00eas formas de autoria: a <em>pr\u00e9-autoria<\/em>, que pode ser considerada como o processo desencadeador das demais, pela inten\u00e7\u00e3o de representar a subjetividade do indiv\u00edduo; a <em>autoria transformadora<\/em>, que incentiva um posicionamento cr\u00edtico, em que o conhecimento constru\u00eddo \u00e9 relacionado com o viver; e a <em>autoria criadora<\/em>, que, por sua vez, almeja a cria\u00e7\u00e3o, a novidade, sendo uma evolu\u00e7\u00e3o gerada pela internaliza\u00e7\u00e3o dos conhecimentos e atribui\u00e7\u00e3o de sentido (<strong><a href=\"#BACKES2012\">BACKES, 2012<\/a><\/strong>).<\/p>\n<p>O PLE, \u00e9 definido como \u201co conjunto de ferramentas, fontes de informa\u00e7\u00e3o, conex\u00f5es e atividades que cada pessoa utiliza de forma ass\u00eddua para aprender\u201d<a id=\"n5\" title=\"Para saber mais, indicamos o livro Entornos personales de aprendizaje: claves para el ecosistema educativo en red.\" href=\"#nota5\"><small><sup><strong>5<\/strong><\/sup><\/small><\/a> (<strong><a href=\"#CASTANEDA2013\">CASTA\u00d1EDA; ADELL, 2013, p. 15<\/a><\/strong>) [<a href=\"http:\/\/www.um.es\/ple\/libro\/\"><strong>ver<\/strong><\/a>]. \u00c9 constitu\u00eddo por tr\u00eas componentes principais: <em>ler<\/em>, <em>produzir<\/em> e <em>compartilhar e refletir<\/em>. O primeiro componente, <em>ler<\/em>, objetiva acessar fontes documentais e experimentais de informa\u00e7\u00e3o, consideradas propulsoras do conhecimento, pelas quais \u00e9 poss\u00edvel aprender e extrair informa\u00e7\u00f5es regularmente. O segundo componente, <em>produzir<\/em>, almeja o fazer, o pensar por meio da pr\u00e1tica, atribuindo sentido e reconstruindo o conhecimento, a partir de uma reflex\u00e3o sobre a informa\u00e7\u00e3o, modificando-a. O terceiro e \u00faltimo componente, <em>compartilhar e refletir em comunidades<\/em>, \u00e9 considerado o de maior relev\u00e2ncia ao PLE pelos autores (<strong><a href=\"#CASTANEDA2013\">CASTA\u00d1EDA; ADELL, 2013<\/a><\/strong>), pois indica a reflex\u00e3o por meio do compartilhamento, n\u00e3o se limitando \u00e0s documenta\u00e7\u00f5es individuais, estimulando as intera\u00e7\u00f5es poss\u00edveis entre os sujeitos. Nesse sentido, o PLE associa-se ao conceito de <em>personal learning network<\/em> (PLN), ou seja, a rede pessoal de aprendizagem, definida como as oportunidades de troca entre os sujeitos, mediadas pelo PLE, caracterizando a parte social do ambiente de aprendizagem (<strong><a href=\"#CASTANEDA2013\">CASTA\u00d1EDA; ADELL, 2013<\/a><\/strong>; <strong><a href=\"#BASSANI2016\">BASSANI; NUNES, 2016<\/a><\/strong>).<\/p>\n<p>Conforme Magnus (<a href=\"#MAGNUS2018\"><strong>2018<\/strong><\/a>), o processo de curadoria de conte\u00fado digital considera \u201ca import\u00e2ncia da <em>web<\/em> no contexto da sele\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o dispersa, [&#8230;] a import\u00e2ncia de adicionar valor \u00e0s informa\u00e7\u00f5es encontradas, recriando-as e personalizando-as [&#8230;]. Por \u00faltimo, mas n\u00e3o menos importante, o compartilhamento\u201d (<a href=\"#MAGNUS2018\"><strong>MAGNUS, 2018, p. 70<\/strong><\/a>). A proposta te\u00f3rico-metodol\u00f3gica de curadoria de conte\u00fado digital \u00e9 subdividida em tr\u00eas etapas interdependentes: curadoria preliminar, curadoria significativa e curadoria consolidada (<a href=\"#MAGNUS2018\"><strong>MAGNUS, 2018<\/strong><\/a>). Para cada uma, foram identificadas <em>A\u00e7\u00f5es<\/em>, <em>Objetivos<\/em>, <em>Pr\u00e1ticas<\/em> e <em>Tecnologias Digitais<\/em>. As <em>A\u00e7\u00f5es<\/em> s\u00e3o manifestadas por verbos, os <em>Objetivos<\/em> por senten\u00e7as.<\/p>\n<p>A curadoria preliminar relaciona-se com o componente <em>ler<\/em> do PLE, e, como o pr\u00f3prio nome sugere, \u00e9 um processo inicial. Nesse est\u00e1gio, ocorre a busca, a sele\u00e7\u00e3o, a organiza\u00e7\u00e3o e a compreens\u00e3o de dados, que podem ser transformados em informa\u00e7\u00f5es e tamb\u00e9m em conhecimentos, requerendo curiosidade e iniciativa. O material oriundo da curadoria preliminar deve ser registrado para uso individual, mas tamb\u00e9m pode ser compartilhado, auxiliando assim na organiza\u00e7\u00e3o dos conhecimentos dispersos na rede. \u00a0Indica <em>colecionar pesquis\u00e1veis<\/em>, como texto, imagem, som e\/ou v\u00eddeo. Igualmente, prev\u00ea as <em>A\u00e7\u00f5es<\/em>: a) Pesquisar, b) Selecionar, c) Organizar, e d) Compreender, para que atinja os <em>Objetivos<\/em>: 1. Formar inten\u00e7\u00e3o e 2. Estabelecer dire\u00e7\u00e3o.\u00a0 Nesse primeiro momento, ocorre o delineamento da pr\u00e1tica curatorial, construindo uma inten\u00e7\u00e3o de pr\u00e1tica, estabelecendo um foco, uma dire\u00e7\u00e3o, entre os in\u00fameros caminhos poss\u00edveis.\u00a0 Como <em>Pr\u00e1ticas<\/em>, sugere-se o <em>Brainstorm, Briefing, Mapa Mental <\/em>e<em> Mapa Conceitual<\/em>, mas se evidencia que a proposta permite outras pr\u00e1ticas. Da mesma forma, as <em>Tecnologias Digitais<\/em> s\u00e3o recomendadas e possibilitam o uso do pr\u00f3prio PLE do curador, ou seja, o intuito da proposta \u00e9 ser modular e ao mesmo tempo customiz\u00e1vel. S\u00e3o elas: Feedly, Flipboard, GoConqr, Google, MindMeister, Pearltrees, Pinterest, Scoop.it, Symbaloo e YouTube. Algumas das tecnologias indicadas n\u00e3o se referem apenas a uma fase espec\u00edfica, pois possibilitam diferentes <em>A\u00e7\u00f5es<\/em>, independentemente da <em>Etapa<\/em>.<\/p>\n<p>A curadoria significativa parte do pressuposto da reflex\u00e3o, da remixagem e da autoria, em que as informa\u00e7\u00f5es obtidas a partir dos dados tornam-se conhecimentos e, por meio da atribui\u00e7\u00e3o de sentido, passam a ter significado, ou seja, se tornam intelig\u00eancias, evidenciadas pela cria\u00e7\u00e3o de novos conte\u00fados digitais. Propicia o Produzir a partir da curadoria preliminar. Nesse sentido, pressup\u00f5e que as intelig\u00eancias individuais s\u00e3o reconhecidas, somadas e compartilhadas por um grupo de pessoas ou pela sociedade, com a finalidade de coorden\u00e1-las para serem usadas a favor da coletividade. Prev\u00ea <em>conceber entreg\u00e1veis<\/em>, que podem ser um produto\/servi\u00e7o e\/ou conte\u00fado (texto, imagem, som e\/ou v\u00eddeo), intimamente relacionados \u00e0 autoria criadora. Apresenta as <em>A\u00e7\u00f5es<\/em>: a) Relacionar, b) Remixar, c) Criar, e d) Materializar e os <em>Objetivos<\/em>: 1. Atribuir sentido e 2. Desenvolver ideia\/conte\u00fado. No contexto evidenciado, almeja-se que, ao se relacionarem e remixarem as informa\u00e7\u00f5es oriundas da <em>Curadoria Preliminar<\/em>, sejam criados e materializados conte\u00fados digitais autorais, a partir de <em>Pr\u00e1ticas<\/em> que englobam a produ\u00e7\u00e3o de <em>Apresenta\u00e7\u00e3o<\/em>,<em> Desenhos<\/em>,<em> Fluxograma<\/em>,<em> Moodboard<\/em>,<em> Persona<\/em>,<em> Podcast<\/em>,<em> Prot\u00f3tipo<\/em>,<em> Question\u00e1rio<\/em>,<em> Sketchbook<\/em>,<em> Texto<\/em>,<em> V\u00eddeo<\/em> ou, ainda, outras possibilidades de interesse dos envolvidos. As <em>Tecnologias Digitais <\/em>indicadas s\u00e3o: Canva, F\u00e1brica de Aplicativos, GoConqr, Google Docs, Lino, LucidChart, MindMeister, Padlet, Piktochart, Pixton, Prezi, RawShorts, Tik Tok, Wix, WeVideo e WordPress.<\/p>\n<p>Em continuidade, a fase designada de curadoria consolidada prev\u00ea o di\u00e1logo, o compartilhamento e o monitoramento dos conte\u00fados digitais autorais (ou n\u00e3o) disseminados na <em>web<\/em>; enfatiza a no\u00e7\u00e3o de cultura do compartilhamento. Compartilhar conte\u00fados autorais \u00e9 considerado ponto alto da curadoria de conte\u00fado digital, uma vez que oferece possibilidade de o sujeito ampliar e consolidar a sua Rede Pessoal de Aprendizagem ou <em>Personal Learning Network<\/em> (PLN). Almeja <em>disseminar compartilh\u00e1veis,<\/em> como <em>links<\/em> e arquivos, a partir de <em>A\u00e7\u00f5es<\/em> que envolvem: a) Compartilhar, b) Dialogar, c) Engajar, e d) Monitorar, cujos <em>Objetivos<\/em> preveem:\u00a0 1) Publicar conte\u00fado autoral e 2) Ampliar a rede pessoal de contatos (PLN). Essa consolida\u00e7\u00e3o da Curadoria de Conte\u00fado Digital ocorrer\u00e1, de fato, a partir do compartilhamento do conte\u00fado digital autoral criado pelos alunos, alcan\u00e7ando o n\u00edvel mais elevado na escada da Tecnografia Social, o de <em>Criador<\/em>. As <em>Pr\u00e1ticas<\/em> ocorrer\u00e3o por meio da proposi\u00e7\u00e3o de <em>Blog, Chat, Evento, Grupo de discuss\u00e3o, P\u00e1gina em Rede Social, Portf\u00f3lio, Postagem <\/em>ou<em> Site,<\/em> entre algumas op\u00e7\u00f5es. As <em>Tecnologias Digitais<\/em> aconselhadas contemplam Behance, Canva, Facebook, Google Drive, Instagram, Pearltrees, Pinterest, PowToon, Prezi, QR Code Generator, Scoop.it, Symbaloo, Twitter, WordPress e YouTube. Ressalte-se que nesta etapa \u00e9 importante, al\u00e9m de compartilhar o conte\u00fado digital criado, engajar e monitorar o p\u00fablico ao qual se destina, mantendo o di\u00e1logo, tal como preconizam as <em>A\u00e7\u00f5es<\/em> indicadas.<\/p>\n<p>A proposta explicitada permite e incentiva a personaliza\u00e7\u00e3o e a customiza\u00e7\u00e3o, ou seja, o exerc\u00edcio da autonomia. As conex\u00f5es entre as <em>Etapas<\/em> indicam que o processo nem sempre apresenta uma linearidade e que pode haver sobreposi\u00e7\u00e3o das atividades, pois muitas s\u00e3o realizadas paralelamente, e isso faz parte da constru\u00e7\u00e3o do itiner\u00e1rio curatorial, do exerc\u00edcio da autoria e da constru\u00e7\u00e3o do PLE.<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"113\"><strong>Etapa <\/strong><\/td>\n<td width=\"113\"><strong>A\u00e7\u00f5es<\/strong><\/td>\n<td width=\"113\"><strong>Objetivos<\/strong><\/td>\n<td width=\"113\"><strong>Sugest\u00f5es de Atividades<\/strong><\/td>\n<td width=\"113\"><strong>Sugest\u00f5es de Tecnologias Digitais<\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"113\"><strong>CURADORIA PRELIMINAR:<\/strong> <em>\u00a0colecionar pesquis\u00e1veis<\/em>, como texto, imagem, som e\/ou v\u00eddeo<\/td>\n<td width=\"113\">a) Pesquisar<\/p>\n<p>b) Selecionar<\/p>\n<p>c) Organizar<\/p>\n<p>d) Compreender<\/td>\n<td width=\"113\">1. Formar inten\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>2. Estabelecer dire\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td width=\"113\"><em>Brainstorm<\/em>, <em>Briefing,<\/em> Mapa Mental, Mapa Conceitual, entre outras.<\/td>\n<td width=\"113\"><em>Feedly<\/em>, <em>Flipboard<\/em>, <em>GoConqr<\/em>, <em>Google<\/em>, <em>MindMeister<\/em>, <em>Pearltrees<\/em>, <em>Pinterest<\/em>, <em>Scoop.it<\/em>, <em>Symbaloo<\/em> e <em>Youtube, <\/em>entre outras.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"113\"><strong><em>CURADORIA SIGNIFICATIVA<\/em><\/strong><strong>:<\/strong> <em>conceber entreg\u00e1veis<\/em>, que podem ser um produto\/servi\u00e7o e\/ou conte\u00fado (texto, imagem, som e\/ou v\u00eddeo),<\/td>\n<td width=\"113\">a) Relacionar<\/p>\n<p>b) Remixar<\/p>\n<p>c) Criar<\/p>\n<p>d) Materializar<\/td>\n<td width=\"113\">1. Atribuir sentido<\/p>\n<p>2. Desenvolver ideia\/conte\u00fado<\/td>\n<td width=\"113\">Apresenta\u00e7\u00e3o, Desenhos, Fluxograma, <em>Moodboard<\/em>, <em>Persona<\/em>, <em>Podcast<\/em>, Prot\u00f3tipo, Question\u00e1rio, <em>Sketchbook<\/em>, Texto, V\u00eddeo, entre outras.<\/td>\n<td width=\"113\"><em>Canva, F\u00e1brica de Aplicativos, GoConqr, Google Docs, Lino, LucidChart, MindMeister, Padlet, Piktochart, Pixton, Prezi, RawShorts, Tik Tok, Wix, WeVideo e WordPress, <\/em>entre outras.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"113\"><strong><em>CURADORIA CONSOLIDADA<\/em><\/strong><strong>:<\/strong> <em>disseminar compartilh\u00e1veis,<\/em> como <em>links<\/em> e arquivos<\/td>\n<td width=\"113\">a) Compartilhar b) Dialogar<\/p>\n<p>c) Engajar<\/p>\n<p>d) Monitorar<\/td>\n<td width=\"113\">1. Publicar conte\u00fado autoral 2. Ampliar a rede pessoal de contatos (PLN)<\/td>\n<td width=\"113\"><em>Blog<\/em>, <em>Chat<\/em>, Evento, Grupo de Discuss\u00e3o, P\u00e1gina em Rede Social, Portf\u00f3lio, Postagem ou <em>Site<\/em>, entre outras<\/td>\n<td width=\"113\"><em>Behance, Canva, Facebook, Google Drive, Instagram, Pearltrees, Pinterest, PowToon, Prezi, QR Code Generator, Scoop.it, Symbaloo, Twitter, WordPress e YouTube<\/em>, entre outras.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\" style=\"min-width: 100%;\">\n<h5>O que \u00e9 Tecnografia Social?<\/h5>\n<p>Li (<a href=\"#LI2007\">2007<\/a>) prop\u00f5e o conceito de <em>Social Technographics<\/em> (Tecnografia Social) para analisar a intensidade de engajamento na internet. O modelo \u00e9 organizado em seis categorias de participa\u00e7\u00e3o na rede: criadores, cr\u00edticos, colecionadores, participantes, espectadores e inativos. Conforme Li (<a href=\"#LI2007\">2007<\/a>), a participa\u00e7\u00e3o em um n\u00edvel pode ou n\u00e3o se sobrepor \u00e0 participa\u00e7\u00e3o em outros n\u00edveis, e o modelo utiliza uma escada como met\u00e1fora, ocorrendo no topo o maior n\u00edvel de participa\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<!-- FIGURA 4 --><\/p>\n<figure>Figura 4: Tecnografia social<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2574\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_07.png\" alt=\"Figura 4: Tecnografia social\" width=\"496\" height=\"496\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_07.png 496w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_07-300x300.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_07-150x150.png 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_07-70x70.png 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_07-246x246.png 246w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_07-276x276.png 276w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_07-125x125.png 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 496px) 100vw, 496px\" \/><figcaption>Fonte: Magnus (2018, p. 70)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Li (<a href=\"#LI2007\">2007<\/a>), complementa a categoriza\u00e7\u00e3o descrevendo o perfil de cada n\u00edvel de participa\u00e7\u00e3o. Sobre os <strong>criadores<\/strong>, destaca que s\u00e3o considerados um grupo de elite, geralmente jovens, e est\u00e3o no topo da escada. Publicam <em>blogs<\/em>, mant\u00eam p\u00e1ginas na <em>web<\/em> e fazem <em>uploads<\/em> de v\u00eddeos para <em>sites<\/em> pelos menos uma vez por m\u00eas. J\u00e1 os <strong>cr\u00edticos<\/strong> participam comentando <em>blogs<\/em> ou realizando classifica\u00e7\u00f5es de postagens e coment\u00e1rios, mas esse n\u00edvel de participa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o intenso como de um criador. Os <strong>cr\u00edticos<\/strong> selecionam onde querem oferecer sua experi\u00eancia e, em m\u00e9dia, s\u00e3o mais velhos do que criadores. Em sequ\u00eancia, os <strong>colecionadores<\/strong> s\u00e3o usu\u00e1rios que salvam URL em um servi\u00e7o de <em>bookmarking<\/em> social, compartilhando com a comunidade em que est\u00e3o inseridos, desempenhando um papel vital na organiza\u00e7\u00e3o da grande quantidade de conte\u00fado que est\u00e1 sendo produzida pelos criadores e avaliada pelos cr\u00edticos. Os <strong>participantes<\/strong> t\u00eam apenas um \u00fanico comportamento: usam redes sociais, mas s\u00e3o propensos a se envolverem em outras categorias. J\u00e1 o grupo de leitores de <em>blogs<\/em>, espectadores de v\u00eddeo e ouvintes de <em>podcast<\/em> s\u00e3o denominados \u201c<strong>espectadores<\/strong>\u201d. Os espectadores dificilmente se envolvem com as outras categorias, mas estas podem atuar com esse posicionamento. Na parte inferior da escada, encontram-se os <strong>inativos<\/strong>, que representam a maior parcela da popula\u00e7\u00e3o. N\u00e3o participam das atividades sociais na rede, mas podem ser afetados pelas atividades dos outros.<\/p>\n<p>Entendemos que nesta intersec\u00e7\u00e3o de pap\u00e9is ocorre a curadoria de conte\u00fado digital, especificamente nos tr\u00eas n\u00edveis mais elevados da escada.<br \/>\nPara saber mais: <a href=\"http:\/\/miami.lgrace.com\/documents\/Li_Web_Demographics.pdf\"><strong>http:\/\/miami.lgrace.com\/documents\/Li_Web_Demographics.pdf<\/strong><\/a><\/p>\n<\/section>\n<section>\n<h2 id=\"s3\">3 AMBIENTES <em>ONLINE<\/em> PARA CURADORIA<\/h2>\n<p>Existem muitos ambientes dispon\u00edveis na <em>web<\/em> que foram desenvolvidos especialmente para a curadoria de conte\u00fado, como Pinterest, Scoop.it ou Pearltrees. Al\u00e9m disso, existem muitos outros que n\u00e3o foram desenvolvidos com esse fim, mas que tamb\u00e9m podem ser utilizados em processos de curadoria educativa, como Symbaloo ou Prezi.<\/p>\n<p>Recuero (<a href=\"#recuero\"><strong>2011<\/strong><\/a>), ao analisar os <em>sites<\/em> de redes sociais (SRSs), destaca que estes podem ser de dois tipos: a) <em>sites<\/em> de redes sociais propriamente ditos; b) <em>sites<\/em> de redes sociais apropriados. Os SRSs propriamente ditos s\u00e3o aqueles desenvolvidos especialmente para possibilitar a exposi\u00e7\u00e3o p\u00fablica das redes conectadas aos atores. Entretanto, os SRSs apropriados \u201cs\u00e3o aqueles sistemas que n\u00e3o eram, originalmente, voltados para mostrar redes sociais, mas que s\u00e3o apropriados pelos atores com este fim\u201d (<strong><a href=\"#RECUERO2011\">RECUERO, 2011, p. 104<\/a><\/strong>). Portanto, entendemos que essa mesma ideia pode ser aplicada aos ambientes <em>online<\/em> para curadoria. Cada ambiente \u00e9 desenvolvido com uma finalidade espec\u00edfica, mas estamos cientes de que um determinado ambiente tamb\u00e9m pode ser utilizado de formas alternativas.<\/p>\n<p>Apresentamos a seguir uma lista com v\u00e1rios ambientes <em>online<\/em> para curadoria. Normalmente eles disponibilizam acesso gratuito mediante cadastro.<\/p>\n<p><!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\" style=\"min-width: 100%;\">\n<h5>Onde localizar poss\u00edveis ambientes para utilizar em processos de curadoria?<\/h5>\n<p>O <strong>Conversation Prism<\/strong>\u00a0(<a href=\"https:\/\/conversationprism.com\"><strong>https:\/\/conversationprism.com<\/strong><\/a>) \u00e9 um mapa visual, atualizado anualmente, que apresenta um cen\u00e1rio de m\u00eddias sociais dispon\u00edveis. As m\u00eddias sociais s\u00e3o classificadas em categorias. A categoria\u00a0<em>social curation<\/em>\u00a0apresenta um conjunto relevante de ferramentas de curadoria social, ou seja, ferramentas de curadoria que permitem a edi\u00e7\u00e3o colaborativa e\/ou socializa\u00e7\u00e3o do conte\u00fado.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m indicamos a pesquisa <strong>Top 200 Tools for Learning<\/strong> (<a href=\"http:\/\/c4lpt.co.uk\/top100tools\/)\"><strong>http:\/\/c4lpt.co.uk\/top100tools\/)<\/strong><\/a>. Essa pesquisa, realizada anualmente de forma p\u00fablica e <em>online<\/em>, lista as 200 ferramentas mais utilizadas no contexto educativo<\/p>\n<\/section>\n<h2 id=\"s3\">3.1 Ambientes <em>online<\/em> para curadoria propriamente ditos<\/h2>\n<p>Destacamos aqui quatro ambientes desenvolvidos especificamente para a curadoria de conte\u00fado <em>online<\/em>: Pearltrees, Pinterest, Scoop.it, Diigo.<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"89\">Ambiente<\/td>\n<td width=\"260\">Funcionalidade<\/td>\n<td width=\"227\">Intera\u00e7\u00e3o entre usu\u00e1rios<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"89\"><strong><a href=\"http:\/\/www.pearltrees.com\/\">Pearltrees<\/a><\/strong><\/td>\n<td width=\"260\">Pearltrees significa e funciona como uma \u201c\u00e1rvore de p\u00e9rolas\u201d: ao navegar na internet e encontrar uma p\u00e9rola do assunto que lhe interessa, \u00e9 poss\u00edvel montar a sua \u00e1rvore e criar ramifica\u00e7\u00f5es de acordo com os assuntos desejados. Permite anexar documentos.<\/td>\n<td width=\"227\">\u00c9 poss\u00edvel seguir outros usu\u00e1rios, podendo visualizar suas <em>pearltrees<\/em> e se conectar a elas. Tamb\u00e9m \u00e9 permitido criar p\u00e9rolas compartilhadas com outros usu\u00e1rios, possibilitando assim que todos interajam e anexem assuntos do mesmo interesse.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"89\"><strong><a href=\"https:\/\/br.pinterest.com\/\">Pinterest<\/a><\/strong><\/td>\n<td width=\"260\">Compartilhar imagens, <em>links<\/em> de <em>sites<\/em> ou at\u00e9 fotos pr\u00f3prias, ofertando um ambiente de pesquisa visual. O usu\u00e1rio cria pain\u00e9is (<em>boards<\/em>) onde categoriza suas postagens (como \u00e1lbuns) e ent\u00e3o come\u00e7a a \u201cpinar\u201d o que achar mais interessante.<\/td>\n<td width=\"227\">\u00c9 poss\u00edvel seguir outros usu\u00e1rios, podendo curtir, compartilhar (em outras redes sociais) e seguir os pain\u00e9is e pins.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"89\"><strong><a href=\"http:\/\/www.scoop.it\/\">Scoop.it<\/a><\/strong><\/td>\n<td width=\"260\">Baseado em palavras-chave, a ferramenta Scoop.it realiza uma curadoria de conte\u00fado interessante e relevante sobre os assuntos escolhidos pelo usu\u00e1rio. Al\u00e9m da curadoria e organiza\u00e7\u00e3o, ela permite a cria\u00e7\u00e3o e compartilhamento de conte\u00fado em redes sociais. Permite tamb\u00e9m anexar documentos.<\/td>\n<td width=\"227\">\u00c9 poss\u00edvel implementar e compartilhar um monitoramento de informa\u00e7\u00f5es a partir de palavras-chave.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"89\"><strong><a href=\"https:\/\/www.diigo.com\/\">Diigo<\/a><\/strong><\/td>\n<td width=\"260\">Organizador de <em>links<\/em> e refer\u00eancias que podem ser marcados com <em>tags<\/em> (etiquetas), criando-se uma base de pesquisa estruturada. A ferramenta tamb\u00e9m possibilita a adi\u00e7\u00e3o de anota\u00e7\u00f5es em PDF e a cria\u00e7\u00e3o de texto atrav\u00e9s de um bloco de notas.<\/td>\n<td width=\"227\">\u00c9 poss\u00edvel acessar conte\u00fado de outros usu\u00e1rios por meio de palavras-chave. \u00c9 um ambiente bem completo no que se refere a pesquisa.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE: Ambientes <em>online<\/em> para curadoria<\/h5>\n<p>Com base nos ambientes <em>online<\/em> indicados, escolha um de sua prefer\u00eancia para explorar. Configure o seu perfil, analise perfis existentes e descubra as possibilidades para voc\u00ea se tornar um curador! Avalie pontos positivos e negativos e partilhe a sua experi\u00eancia com colegas que selecionaram outros ambientes. Que tal?<\/p>\n<\/section>\n<h2 id=\"s32\">3.2 Ambientes <em>online<\/em> para curadoria apropriados<\/h2>\n<p>Destacamos aqui seis ambientes que n\u00e3o foram desenvolvidos de forma espec\u00edfica para a curadoria de conte\u00fado <em>online<\/em>, mas que podem ser utilizados em processos de curadoria no contexto educativo: GoConqr, MindMeister, Prezi, Tumblr, Padlet e Symbaloo.<\/p>\n<table>\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"119\">Ambiente<\/td>\n<td width=\"229\">Funcionalidade<\/td>\n<td width=\"228\">Intera\u00e7\u00e3o entre usu\u00e1rios<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"119\"><strong><a href=\"https:\/\/www.goconqr.com\/pt-BR\/\">GoConqr<\/a><\/strong><\/td>\n<td width=\"229\">\u00c9 um ambiente completo para fazer mapas mentais, <em>flashcards<\/em>, <em>quiz<\/em>, entre outros. Os mapas mentais permitem a inser\u00e7\u00e3o de <em>links<\/em>, anota\u00e7\u00f5es e imagens.<\/td>\n<td width=\"228\">\u00c9 poss\u00edvel compartilhar o mapa mental com outros usu\u00e1rios de forma p\u00fablica na <em>web<\/em>. Permite <em>remixes<\/em>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"119\"><strong><a href=\"https:\/\/www.mindmeister.com\/pt\/\">MindMeister<\/a><\/strong><\/td>\n<td width=\"229\">Para a cria\u00e7\u00e3o de mapas conceituais. Possibilita, atrav\u00e9s do recurso<em> drag-and-drop <\/em>(arrastar e largar), organizar conte\u00fados com palavras-chave, interligando-os por assuntos semelhantes e formando uma esp\u00e9cie de \u00e1rvore geneal\u00f3gica.<\/td>\n<td width=\"228\">\u00c9 poss\u00edvel compartilhar o mapa mental com outros usu\u00e1rios permitindo a intera\u00e7\u00e3o na cria\u00e7\u00e3o.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"119\"><strong><a href=\"https:\/\/prezi.com\/\">Prezi<\/a><\/strong><\/td>\n<td width=\"229\">Tem como objetivo possibilitar a cria\u00e7\u00e3o de apresenta\u00e7\u00f5es din\u00e2micas e atraentes. O usu\u00e1rio tem \u00e0 sua disposi\u00e7\u00e3o uma biblioteca de temas para escolher e personalizar. Permite inser\u00e7\u00e3o de imagens, v\u00eddeos e <em>links<\/em> externos.<\/td>\n<td width=\"228\">\u00c9 poss\u00edvel criar apresenta\u00e7\u00f5es colaborativas e o compartilhamento \u00e9 por meio de <em>link<\/em> p\u00fablico na <em>web<\/em>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"119\"><strong><a href=\"https:\/\/www.tumblr.com\/login?language=pt_BR\">Tumblr<\/a><\/strong><\/td>\n<td width=\"229\">\u00c9 uma plataforma que re\u00fane <em>blogs<\/em> com a funcionalidade de disseminar conte\u00fado, dos mais variados tipos. O usu\u00e1rio pode criar o seu perfil e utiliz\u00e1-lo como <em>blog<\/em> compartilhando conte\u00fados de diferentes formatos.<\/td>\n<td width=\"228\">\u00c9 poss\u00edvel seguir outros usu\u00e1rios\/<em>blogs<\/em> e interagir nos conte\u00fados compartilhados.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"119\"><strong><a href=\"https:\/\/padlet.com\/\">Padlet<\/a><\/strong><\/td>\n<td width=\"229\">Mural <em>online<\/em> para compartilhamento de texto, imagem, v\u00eddeo e\/ou \u00e1udio.<\/td>\n<td width=\"228\">\u00c9 poss\u00edvel criar um mural compartilhado e disponibilizar de forma p\u00fablica na <em>web<\/em>. Permite pr\u00e1ticas colaborativas de forma s\u00edncrona.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"119\"><strong><a href=\"https:\/\/www.symbalooedu.com\/\">Symbaloo<\/a><\/strong><\/td>\n<td width=\"229\">Organiza\u00e7\u00e3o de conte\u00fado da <em>web<\/em> que possibilita a agrega\u00e7\u00e3o de <em>links<\/em> em uma \u00fanica p\u00e1gina denominada <em>webmix.<\/em><\/td>\n<td width=\"228\">O <em>webmix<\/em> \u00e9 p\u00fablico.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Al\u00e9m dos ambientes citados, os <em>sites<\/em> de redes sociais na internet tamb\u00e9m podem ser utilizados em processos de curadoria, como Twitter, Facebook e Instagram.<\/p>\n<p><!-- QUADRO DEBATE --><\/p>\n<section class=\"quadro debate\">\n<h5>DEBATE: Pr\u00e1ticas de curadoria na escola (parte 1)<\/h5>\n<p>Come\u00e7amos este cap\u00edtulo apresentando o conceito de curadoria, destacando alguns estudos sobre a curadoria no contexto educativo e compartilhando ideias de ambientes <em>online<\/em> que podem ser utilizados em atividades de curadoria educativa. Considerando o percurso que fizemos at\u00e9 aqui, como podemos articular tudo isso em uma proposta de pr\u00e1tica no contexto da Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<\/section>\n<h2 id=\"s4\">4 PR\u00c1TICAS DE CURADORIA NO CONTEXTO EDUCATIVO COM TECNOLOGIAS DIGITAIS<\/h2>\n<p>Nesta se\u00e7\u00e3o apresentamos alguns exemplos de pr\u00e1ticas educativas na perspectiva da curadoria de conte\u00fado <em>online<\/em> a partir do uso de ambientes digitais como espa\u00e7os para o registro e o compartilhamento.<\/p>\n<p>Uma primeira atividade que conduzimos no contexto da forma\u00e7\u00e3o de professores de Licenciatura (<a href=\"#BASSANI2016\"><strong>BASSANI, 2016<\/strong><\/a>) foi a proposta das \u201cTrilhas de aprendizagem\u201d. Entendemos que cada trilha de aprendizagem, desenvolvida em um ambiente de autoria <em>online<\/em>, \u00e9 um artefato digital \u00fanico, que reflete o percurso de aprendizagem de cada aluno. Conforme Schoonenboom e Levene (<a href=\"#SCHOONENBOOM2007\"><strong>2007<\/strong><\/a>), as trilhas s\u00e3o desenvolvidas em espa\u00e7os onde h\u00e1 uma grande quantidade de material e, nesse contexto, muitas rotas s\u00e3o poss\u00edveis. Portanto, \u201ccada sujeito percorre a sua trilha e, assim, torna-se <em>codesigner<\/em> da proposta da disciplina\u201d (<a href=\"#BASSANI2016\"><strong>BASSANI, 2016, p. 65<\/strong><\/a>). A proposta das trilhas de aprendizagem contempla o processo da curadoria especialmente na perspectiva do <em>seek-sense-share<\/em>, uma vez que a sele\u00e7\u00e3o de conte\u00fados deve estar articulada a um \u201cfazer sentido\u201d para o sujeito.<\/p>\n<p>Avan\u00e7ando em nossas experi\u00eancias formativas no contexto da educa\u00e7\u00e3o superior sob a perspectiva da curadoria (<a href=\"#BASSANI2017\"><strong>BASSANI <em>et al<\/em>., 2017<\/strong><\/a>), conduzimos uma atividade envolvendo o uso das tecnologias digitais no processo de forma\u00e7\u00e3o de professores sob a perspectiva do professor-autor, a partir de uma estrat\u00e9gia pedag\u00f3gica que envolve a autoria sob a perspectiva da curadoria digital, articulada aos estudos sobre ambientes pessoais de aprendizagem (ou <em>Personal Learning Environments<\/em> \u2013 PLEs).<\/p>\n<p>A proposta de curadoria <em>online<\/em> foi organizada a partir de tr\u00eas atividades complementares:<br \/>\na) ler: identificar e selecionar materiais relevantes, incluindo <em>links<\/em> para <em>sites<\/em>, <em>blogs<\/em>, artigos e outros, envolvendo o uso de tecnologias digitais no contexto das aulas de l\u00ednguas (Portugu\u00eas e\/ou Ingl\u00eas); selecionar recursos educacionais digitais e\/ou recursos educacionais abertos (REAs) com potencial para uso nas aulas de l\u00ednguas; registrar e organizar todos esses <em>links<\/em> em um ambiente <em>online<\/em> de curadoria;<\/p>\n<p>b) produzir: com base no material selecionado e organizado, elaborar uma reflex\u00e3o individual sobre as possibilidades de uso das tecnologias digitais no contexto das aulas de l\u00ednguas. A reflex\u00e3o deveria ser registrada em uma ferramenta de autoria de livre escolha, utilizando qualquer formato (texto, v\u00eddeo, apresenta\u00e7\u00e3o). O artefato produzido foi publicado junto aos demais materiais no ambiente de curadoria;<\/p>\n<p>c) compartilhar: socializar os resultados da produ\u00e7\u00e3o com os colegas. O resultado do projeto est\u00e1 dispon\u00edvel <em>online<\/em> no ambiente Padlet. Ao acessar este <em>link<\/em>, <a href=\"https:\/\/padlet.com\/patriciab\/ntael201701\"><strong>https:\/\/padlet.com\/patriciab\/ntael201701<\/strong><\/a>, voc\u00ea pode navegar entre os diferentes trabalhos desenvolvidos. Cada <em>link<\/em> remete a um projeto de curadoria desenvolvido pelos acad\u00eamicos. Al\u00e9m disso, o detalhamento da proposta encontra-se documentada por meio de um artigo (<a href=\"#BASSANI2017\"><strong>BASSANI <em>et al<\/em>., 2017<\/strong><\/a>).<\/p>\n<p>Magnus (<a href=\"#MAGNUS2018\"><strong>2018<\/strong><\/a>), como resultado dos seus estudos de doutorado, apresenta uma proposta te\u00f3rico-metodol\u00f3gica para o processo de curadoria de conte\u00fado digital. Conforme a autora, o termo \u201ccuradoria de conte\u00fado digital\u201d articula os conceitos de curadora digital e curadoria de conte\u00fado na perspectiva da autoria e dos estudos sobre PLEs.\u00a0 A proposta te\u00f3rico-metodol\u00f3gica de curadoria de conte\u00fado digital \u00e9 subdividida em tr\u00eas etapas interdependentes: curadoria preliminar, curadoria significativa e curadoria consolidada (<a href=\"#MAGNUS2018\"><strong>MAGNUS, 2018<\/strong><\/a>). A proposta te\u00f3rico-metodol\u00f3gica foi validada em din\u00e2micas formativas desenvolvidas no \u00e2mbito do ensino superior, em dois diferentes contextos: a) forma\u00e7\u00e3o inicial de professores em Licenciatura; b) projeto de pesquisa de tend\u00eancias comportamentais na \u00e1rea de Moda e Design. O processo formativo dos alunos foi conduzido com base na autoria, focando o registro do percurso de aprendizagem individual dos diferentes sujeitos, por meio da produ\u00e7\u00e3o e do compartilhamento de artefatos digitais (<a href=\"#BASSANI2020\"><strong>BASSANI; MAGNUS, 2020<\/strong><\/a>).<\/p>\n<p><!-- QUADRO DEBATE --><\/p>\n<section class=\"quadro debate\">\n<h5>DEBATE: Pr\u00e1ticas de curadoria na escola (parte 2)<\/h5>\n<p>Depois de conhecer estas experi\u00eancias de curadoria na escola, que outras pr\u00e1ticas poderiam ser desenvolvidas no contexto da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica?<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- QUADRO CINECLUB --><\/p>\n<section class=\"quadro cineclube\">\n<h5>CINECLUBE: Black Mirror (Temporada 3: Epis\u00f3dio 1, 2017)<\/h5>\n<section class=\"cineclube_cartaz\"><a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/70264888\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-2575\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_08-1024x411.png\" alt=\"Black Mirror (Temporada 3: Epis\u00f3dio 1, 2017)\" width=\"750\" height=\"301\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_08-1024x411.png 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_08-300x120.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_08-768x308.png 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_08-1140x458.png 1140w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_08.png 1399w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><br \/>\nAssista ao Trailer: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=R32qWdOWrTo\">Youtube<\/a><br \/>\nDispon\u00edvel na <a href=\"https:\/\/www.netflix.com\/title\/70264888\"><strong>Netflix<\/strong><\/a><br \/>\n<\/section>\n<section class=\"cineclube_sinopse\">\n<p><strong>Black Mirror<\/strong> \u00e9 uma s\u00e9rie de televis\u00e3o brit\u00e2nica de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica criada por <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Charlie_Brooker\">Charlie Brooker<\/a>. A s\u00e9rie se organiza a partir de epis\u00f3dios independentes e \u00e9 centrada em temas obscuros e sat\u00edricos sobre a sociedade moderna e suas rela\u00e7\u00f5es com as tecnologias digitais.<\/p>\n<p>Este epis\u00f3dio, cujo t\u00edtulo original \u00e9 \u201cNosedive\u201d, apresenta a hist\u00f3ria de uma mulher obcecada pela sua popularidade nas redes sociais em uma \u00e9poca em que as pessoas s\u00e3o avaliadas o tempo todo por pontos.<\/p>\n<p>Esse epis\u00f3dio n\u00e3o aborda a quest\u00e3o da curadoria <em>online<\/em>, mas apresenta um cen\u00e1rio interessante para subsidiar uma discuss\u00e3o sobre a relev\u00e2ncia do olhar do outro sobre n\u00f3s. Em um contexto de curadoria <em>online<\/em>, que envolve o compartilhamento p\u00fablico do nosso processo individual de sele\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o de conte\u00fados, \u00e9 importante refletir sobre as diferentes apropria\u00e7\u00f5es que os outros sujeitos podem fazer da nossa produ\u00e7\u00e3o. Em um contexto de cibercultura, que se caracteriza por processos de produ\u00e7\u00e3o, emiss\u00e3o, conex\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o, podemos questionar: Que apropria\u00e7\u00f5es fazemos da produ\u00e7\u00e3o do outro? Que apropria\u00e7\u00f5es podem ser feitas da nossa produ\u00e7\u00e3o?<br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<p>Diante do cen\u00e1rio apresentado, entendemos que a curadoria educativa \u00e9 um processo que perpassa os \u00e2mbitos individual e coletivo. Professores e alunos podem exercitar a autoria durante o processo de ensino e aprendizagem, posicionando-se como criadores, autores ou produtores de conte\u00fado digital.<\/p>\n<h2 id=\"s5\">5 FINALIZANDO A REFLEX\u00c3O (E PARTINDO PARA A PR\u00c1TICA! \ud83d\ude09<\/h2>\n<p>Conforme vimos ao longo do texto, o conceito de curadoria emerge no contexto da cultura digital como atividade relevante voltada para a sele\u00e7\u00e3o, a organiza\u00e7\u00e3o e o compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es distribu\u00eddas pela rede.<\/p>\n<p>Considerando-se os princ\u00edpios da cibercultura (emiss\u00e3o, conex\u00e3o, reconfigura\u00e7\u00e3o), qualquer pessoa pode se tornar um curador, uma vez que a curadoria pode ser desenvolvida em espa\u00e7os escolares e n\u00e3o escolares, por profissionais ou amadores.<\/p>\n<p>Situando o conceito no contexto educativo, o processo de curadoria pode ser desenvolvido tanto pelo professor (professor-curador) quanto pelos alunos, caracterizando uma abordagem pedag\u00f3gica com foco na autoria.<\/p>\n<p>Diferentes modelos de curadoria da informa\u00e7\u00e3o foram apresentados (curador-filtrador; curador-agenciador; curadoria como plataforma; curador como cr\u00edtico; recomenda\u00e7\u00e3o como curadoria), al\u00e9m de diferentes propostas de organiza\u00e7\u00e3o do processo da curadoria em contexto educativo (<em>seek-sense-share<\/em>; achar-selecionar-editorializar-formatar-criar-compartilhar-engajar-monitorar).<\/p>\n<p>Independentemente da proposta\/modelo escolhido para guiar a pr\u00e1tica, entendemos que \u00e9 importante lembrar o papel de mediador social desempenhado por meio da curadoria. Praticar a curadoria de conte\u00fado n\u00e3o \u00e9 apenas reunir <em>links<\/em>; envolve organiz\u00e1-los em um contexto, que fa\u00e7a sentido ao curador e ao seu p\u00fablico; \u00e9 necess\u00e1rio criar uma hist\u00f3ria. Destacamos, portanto, o papel autoral do curador, que produz algo novo a partir das novas configura\u00e7\u00f5es que organiza para os conte\u00fados dispon\u00edveis <em>online<\/em>. Assim, entendemos que <em>remixar <\/em>tamb\u00e9m \u00e9 criar.<\/p>\n<p>Os ambientes <em>online<\/em> indicados neste cap\u00edtulo podem ser aliados na pr\u00e1tica da curadoria (e, portanto, da autoria), mas n\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos existentes. V\u00e1rios outros ambientes possivelmente ir\u00e3o aparecer e novas apropria\u00e7\u00f5es ser\u00e3o feitas de ambientes j\u00e1 existentes.<\/p>\n<p>Compartilhamos alguns exemplos de pr\u00e1ticas curatoriais com tecnologias digitais na escola, mas esperamos que a leitura deste cap\u00edtulo possa inspirar a proposi\u00e7\u00e3o e o compartilhamento de novas pr\u00e1ticas educativas, que possam efetivamente fomentar os processos de produ\u00e7\u00e3o, emiss\u00e3o, conex\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o, em sintonia com as pr\u00e1ticas da cibercultura.<\/p>\n<p>A curadoria \u00e9 um processo a ser constru\u00eddo, que se tornar\u00e1 mais simples na medida em que for praticada e exercitada. Vamos come\u00e7ar?<br \/>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O RESUMO --><\/p>\n<section>\n<h3 id=\"resumo\">Resumo<\/h3>\n<figure>\n      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_09.png\" alt=\"Mapa mental do cap\u00edtulo\" width=\"1170\" height=\"691\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2576\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_09.png 1170w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_09-300x177.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_09-1024x605.png 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_09-768x454.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1170px) 100vw, 1170px\" \/><figcaption>\nFonte: Mapa Mental sobre os conte\u00fados abordados neste cap\u00edtulo (desenvolvido com <a href=\"https:\/\/coggle.it\/diagram\/Wgw7evkZeAABP5Dr\">Coggle<\/a>)<br \/>\n<\/figcaption><\/figure>\n<\/section>\n<p>Iniciamos este cap\u00edtulo apresentando o conceito de curadoria e suas especificidades, centrando especialmente na curadoria <em>online<\/em>, a partir dos conceitos de curadoria da informa\u00e7\u00e3o, curadoria digital e curadoria de conte\u00fado. Verificamos que existem diferentes modelos de curadoria <em>online<\/em>: curador-filtrador; curador-agenciador, curadoria como plataforma, curador como cr\u00edtico, recomenda\u00e7\u00e3o como curadoria. Na se\u00e7\u00e3o 2, abordamos a curadoria como atividade de aprendizagem na cultura digital. Diferentes estudos enfatizam a relev\u00e2ncia da curadoria educativa sob a perspectiva do professor-curador e tamb\u00e9m a relev\u00e2ncia do papel da curadoria para o desenvolvimento de compet\u00eancias digitais para o aluno. Na se\u00e7\u00e3o 3, apresentamos diferentes ambientes <em>online<\/em> para o registro do processo de curadoria, envolvendo ambientes desenvolvidos especialmente para essa atividade, como ambientes de autoria que podem ser utilizados em processos de curadoria, uma vez que possibilitam a inser\u00e7\u00e3o de <em>links<\/em> externos, imagens, v\u00eddeos, \u00e1udios, al\u00e9m do compartilhamento p\u00fablico do artefato digital produzido. Na se\u00e7\u00e3o 4, destacamos pr\u00e1ticas educativas na perspectiva da curadoria na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e superior. Ao longo do texto, o leitor \u00e9 convidado \u00e0 reflex\u00e3o e \u00e0 pr\u00e1tica da curadoria. Esperamos que o texto possa inspirar pr\u00e1ticas educativas na perspectiva da curadoria, a fim de fomentar os processos de produ\u00e7\u00e3o, emiss\u00e3o, conex\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o nas escolas brasileiras, em sintonia com as pr\u00e1ticas da cibercultura.<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O LIVE --><\/p>\n<section id=\"live\">\n<h3>Live-palestra-conversa<\/h3>\n<p>Live-palestra-conversa sobre este cap\u00edtulo, realizada no dia 15\/7\/2021 no programa <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/playlist?list=PLJ4OGYhKIdcUwE2jKK5iplqyBAmne_sG4\">Conecta<\/a> (CEIE-SBC):<\/p>\n<figure>\n<h5>Registro da live-palestra-conversa com o autor deste cap\u00edtulo<\/h5>\n<p>    <iframe loading=\"lazy\" title=\"[Conecta] Pr\u00e1ticas de curadoria como atividades de aprendizagem na cultura digital\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/aCkvscUdVgU?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/aCkvscUdVgU\">https:\/\/youtu.be\/aCkvscUdVgU<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n<h5>Apresenta\u00e7\u00e3o utilizada na live-palestra-conversa<\/h5>\n<p><a href=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/curadoria.pptx\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/curadoriaConteudosPPT.jpg\" alt=\"Curadoria\" width=\"70%\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4257\" style=\"border: 1px solid gray;\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/curadoriaConteudosPPT.jpg 1000w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/curadoriaConteudosPPT-300x169.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/curadoriaConteudosPPT-768x432.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/a><figcaption><a href=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/curadoria.pdf\">Formato PDF<\/a> (para ler) e <a href=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/curadoria.pptx\">Formato PPT<\/a> (para editar-remixar)<\/figcaption><\/figure>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O LEITURAS --><\/p>\n<section id=\"leituras\">\n<h3>Leituras Recomendadas<\/h3>\n<section class=\"leitura_recomendada\"><!-- IN\u00cdCIO DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/rcc.dcet.uab.pt\/index.php\/lead_read\/article\/view\/198\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_12.png\" alt=\"Percursos de autoria em\/na rede: o processo de curadoria de conte\u00fado digital na perspectiva dos ambientes pessoais de aprendizagem\" width=\"967\" height=\"1030\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2588\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_12.png 967w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_12-282x300.png 282w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_12-961x1024.png 961w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_12-768x818.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 967px) 100vw, 967px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"https:\/\/rcc.dcet.uab.pt\/index.php\/lead_read\/article\/view\/198\"><strong>Percursos de autoria em\/na rede: o processo de curadoria de conte\u00fado digital na perspectiva dos ambientes pessoais de aprendizagem<\/strong><br \/>\n<\/a>(<a href=\"#BASSANI2020\">BASSANI, MAGNUS, 2020<\/a>). Este artigo aborda o processo de autoria no contexto educativo, sob a perspectiva da curadoria, articulado aos estudos sobre ambientes pessoais de aprendizagem (do ingl\u00eas, Personal Learning Environments \u2013 PLEs), a partir do uso de diferentes interfaces digitais.<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_recomendada\"><!-- IN\u00cdCIO DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"http:\/\/grupo-ecausp.com\/novo-ebook-curadoria-digital-e-o-campo-da-comunicacao\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-2359\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/\" alt=\"Curadoria digital e o campo da comunica\u00e7\u00e3o\" width=\"750\" height=\"398\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"http:\/\/grupo-ecausp.com\/novo-ebook-curadoria-digital-e-o-campo-da-comunicacao\/\"><strong>Curadoria digital e o campo da comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\n<\/a>(<a href=\"#CORREA2012\">CORR\u00caA, 2012<\/a>). Nesse livro organizado por Elizabeth Corr\u00eaa, voc\u00ea encontrar\u00e1 v\u00e1rios textos sobre o que \u00e9 a curadoria no campo da comunica\u00e7\u00e3o digital, sob v\u00e1rias perspectivas. Os textos abordam as origens do termo, algoritmos que exercem a curadoria na rede, como ocorre a curadoria nas m\u00eddias sociais, a curadoria sob o ponto de vista da cultura e a pr\u00e1xis curatorial.<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_recomendada\"><!-- IN\u00cdCIO DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"http:\/\/abciber.org.br\/publicacoes\/livro1\/a_cibercultura_e_seu_espelho.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_14.png\" alt=\"Cibercultura como territ\u00f3rio recombinante\" width=\"742\" height=\"1025\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2589\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_14.png 742w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_14-217x300.png 217w\" sizes=\"auto, (max-width: 742px) 100vw, 742px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"http:\/\/abciber.org.br\/publicacoes\/livro1\/a_cibercultura_e_seu_espelho.pdf\"><strong>Cibercultura como territ\u00f3rio recombinante<\/strong><br \/>\n<\/a>(<a href=\"#LEMOS2009\">LEMOS, 2009<\/a>). O artigo discute os tr\u00eas princ\u00edpios da cibercultura: emiss\u00e3o, conex\u00e3o e reconfigura\u00e7\u00e3o. Esses princ\u00edpios favorecem a compreens\u00e3o de pr\u00e1ticas educativas na cultura digital.<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><br \/>\n<\/section>\n<section id=\"exercicios\">\n<h3 id=\"exercicios\">Exerc\u00edcios<\/h3>\n<p>1) Considerando os modelos de curadoria listados na se\u00e7\u00e3o 1 (curador-filtrador; curador-agenciador, curadoria como plataforma, curador como cr\u00edtico, recomenda\u00e7\u00e3o como curadoria), identifique exemplos de cada um deles e discuta com seus colegas.<\/p>\n<p>2) Exercite o papel de curador de conte\u00fado <em>online<\/em>, seguindo os oito passos propostos por <a href=\"#weisgerber\"><strong>Weisgerber e Butler (2012)<\/strong><\/a>. A atividade pode ser realizada de forma individual ou em pequenos grupos:<br \/>\na) eleja um tema atual e selecione palavras-chave;<br \/>\nb) pesquise, filtre informa\u00e7\u00f5es e selecione conte\u00fados relevantes;<br \/>\nc) analise os materiais e insira anota\u00e7\u00f5es, adicione a sua perspectiva;<br \/>\nd) pense na melhor forma de organizar esse material, a melhor forma de contar a sua hist\u00f3ria;<br \/>\ne) escolha um ambiente entre os destacados nos subcap\u00edtulos 3.1 e 3.2 e organize o conte\u00fado selecionado;<br \/>\nf) compartilhe com sua audi\u00eancia (pode ser nas redes sociais ou em algum outro ambiente escolhido pela turma\/professor);<br \/>\ng) apresente para os seus colegas o seu projeto, converse com seu p\u00fablico, busque engajamento;<br \/>\nh) reflita sobre a atividade, analisando o seu ambiente e o dos demais colegas.<\/p>\n<p>3) Analise as limita\u00e7\u00f5es e as possibilidades entre o uso de ambientes espec\u00edficos para a curadoria ou ambientes apropriados. Discuta tamb\u00e9m com seus colegas as possibilidades e as limita\u00e7\u00f5es do uso das redes sociais como espa\u00e7os de curadoria..<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O NOTAS --><\/p>\n<section id=\"notas\">\n<h3>Notas<\/h3>\n<p id=\"nota1\"><a href=\"#n1\">[1]<\/a> Para aprofundar o conceito, sugerimos o blog <a href=\"http:\/\/www.bethkanter.org\/content-curation-101\/\"><strong>http:\/\/www.bethkanter.org\/content-curation-101\/<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"nota2\"><a href=\"#n2\">[2]<\/a> Para saber mais, ver <em>Seek, Sense, and Share Framework<\/em>, dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/jarche.com\/2014\/02\/the-seek-sense-share-framework\/\"><strong>http:\/\/jarche.com\/2014\/02\/the-seek-sense-share-framework\/<\/strong><\/a> ou no documento\u00a0 <a href=\"http:\/\/www.jarche.com\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/seek_sense_share.pdf\"><strong>http:\/\/www.jarche.com\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/seek_sense_share.pdf<\/strong><\/a><\/p>\n<p id=\"nota3\"><a href=\"#n3\">[3]<\/a> Agradecemos a <a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6352099879015958\">Gustavo Nienov<\/a> (<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/yourguti\/\">@yourguti<\/a>), bolsista de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica Feevale\/Fapergs (2018) pela cria\u00e7\u00e3o da imagem. Os \u00edcones utilizados na imagem s\u00e3o do site <a href=\"https:\/\/www.flaticon.com\/\">https:\/\/www.flaticon.com\/<\/a><\/p>\n<p id=\"nota4\"><a href=\"#n4\">[4]<\/a> Estudos na \u00e1rea da Comunica\u00e7\u00e3o apontam uma mudan\u00e7a conceitual entre os termos cibercultura e cultura digital. No entanto, na \u00e1rea da Educa\u00e7\u00e3o os termos ainda s\u00e3o utilizados como sin\u00f4nimos.<\/p>\n<p id=\"nota5\"><a href=\"#n5\">[5]<\/a> Para saber mais, indicamos o livro <a href=\"https:\/\/www.um.es\/ple\/libro\/\"><strong>Entornos<br \/>\n personales de aprendizaje<\/strong>: claves para el ecosistema educativo en red<\/a>.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O REFER\u00caNCIAS --><\/p>\n<section id=\"referencias\">\n<h3>Refer\u00eancias<\/h3>\n<p id=\"ABBOUT2008\">ABBOUT, Daisy. <a href=\"http:\/\/www.era.lib.ed.ac.uk\/bitstream\/1842\/3362\/3\/Abbott%20What%20is%20digital%20curation_%20_%20Digital%20Curation%20Centre.doc\"><strong>What is digital curation?<\/strong><\/a> Edinburgh, UK: Digital Curation Centre, 2008. Acesso em: 10\/11\/2017.<\/p>\n<p id=\"AMARAL2012\">AMARAL, Adriana. O. Curadoria de informa\u00e7\u00e3o e conte\u00fado na web: uma abordagem cultural. <em>In<\/em>: SAAD, Elizabeth Nicolau. <a href=\"http:\/\/www3.eca.usp.br\/sites\/default\/files\/form\/biblioteca\/acervo\/producao-academica\/002994584.pdf\"><strong>Curadoria digital e o campo da comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a>. S\u00e3o Paulo: ECA\/USP, 2012. p. 40-50. Acesso em 8\/11\/2017.<\/p>\n<p id=\"BASSANI2016a\">BASSANI, Patricia B. Scherer. Reflex\u00f5es sobre o percurso de ensino e aprendizagem proposta para a disciplina Tecnologia e Educa\u00e7\u00e3o. <em>In<\/em>: <a href=\"http:\/\/www.feevale.br\/Comum\/midias\/83a84be3-ec05-4178-8ce7-230c6abe88f7\/Trajet%C3%B3rias%20Formativas%20-%20experi%C3%AAncias%20compartilhadas%20no%20Curso%20de%20Pedagogia.pdf\"><strong>Trajet\u00f3rias formativas: experi\u00eancias compartilhadas no Curso de Pedagogia<\/strong><\/a>. 1. ed. Novo Hamburgo: Editora Feevale, 2016, p. 57-78.<\/p>\n<p id=\"BASSANI2016b\">BASSANI, Patricia B. Scherer; NUNES, Jos\u00e9 da Silva. <a href=\"http:\/\/www.brie.org\/pub\/index.php\/pie\/article\/view\/6596\/4507\"><strong>Ensinar e aprender em\/na rede: diferentes abordagens te\u00f3rico-pr\u00e1ticas do conceito de ambientes pessoais de aprendizagem<\/strong><\/a>. <strong>Jornada de Atualiza\u00e7\u00e3o em Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o<\/strong>, v. 5, n. 1, p. 78-112, 2016. Acesso em: 1\/2\/2017.<\/p>\n<p id=\"BASSANI2017\">BASSANI, Patricia B. Scherer; MAGNUS, Emanuele B.; WILBERT, B. <a href=\"https:\/\/periodicos.set.edu.br\/index.php\/educacao\/article\/view\/4437\"><strong>A curadoria digital on-line e o processo de forma\u00e7\u00e3o do professor-autor: experi\u00eancias de autoria em\/na rede<\/strong><\/a>. <strong>Interfaces Cient\u00edficas &#8211; Educa\u00e7\u00e3o<\/strong>, v. 6, n.1, p. 93-106, out. 2017.<\/p>\n<p id=\"BASSANI2020\">BASSANI, Patricia B. Scherer; MAGNUS, Emanuele B. <a href=\"https:\/\/rcc.dcet.uab.pt\/index.php\/lead_read\/article\/view\/198\"><strong>Percursos de autoria em\/na rede: o processo de curadoria de conte\u00fado digital na perspectiva dos ambientes pessoais de aprendizagem<\/strong><\/a><strong>.<\/strong> <strong>RE@D &#8211; Revista de Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia e Elearning<\/strong>, v. 3, n. 1, p. 78-99,\u00a0 mar. \/abr. 2020.<\/p>\n<p id=\"BEIGUELMAN2011\">BEIGUELMAN, Gisele. <a href=\"https:\/\/www.slideshare.net\/gbeiguelman\/curadoria-informacao\"><strong>Curadoria de informa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a> [2011]. Acesso em: 12\/11\/2017.<\/p>\n<p id=\"CGI2016\">Comit\u00ea Gestor da Internet no Brasil \u2013 CGI.br. Pesquisa sobre o uso das tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o nas escolas brasileiras. <a href=\"http:\/\/cetic.br\/media\/docs\/publicacoes\/2\/TIC_Edu_2015_LIVRO_ELETRONICO.pdf\"><strong>TIC educa\u00e7\u00e3o 2015<\/strong><\/a>. S\u00e3o Paulo: CGI.br., 2016. Acesso em: 18\/1\/2017.<\/p>\n<p id=\"CORREA2012\">CORR\u00caA, Elizabeth; BERTOCCHI, Daniela. O papel do comunicador num cen\u00e1rio de curadoria algor\u00edtmica de informa\u00e7\u00e3o. <em>In<\/em>: SAAD, Elizabeth Nicolau. <a href=\"http:\/\/grupo-ecausp.com\/novo-ebook-curadoria-digital-e-o-campo-da-comunicacao\/\"><strong>Curadoria digital e o campo da comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a>. S\u00e3o Paulo: ECA\/USP, 2012. p. 22-39. Acesso em: 8\/11\/2017.<\/p>\n<p id=\"JARCHE2012\">JARCHE, Harold. <a href=\"http:\/\/jarche.com\/2014\/02\/the-seek-sense-share-framework\/\"><strong>The Seek &gt; Sense &gt; Share Framework<\/strong><\/a> [2012]. Acesso em: 12\/11\/2017.<\/p>\n<p id=\"KANTER2011\">KANTER, Beth. <a href=\"http:\/\/www.bethkanter.org\/content-curation-101\/\"><strong>Content curation primer<\/strong><\/a> [2011]. Acesso em: 12\/11\/2017.<\/p>\n<p id=\"LEMOS2005\">LEMOS, Andr\u00e9. <a href=\"https:\/\/www.facom.ufba.br\/ciberpesquisa\/andrelemos\/remix.pdf\"><strong>Ciber-cultura-remix<\/strong><\/a> [2005]. Acesso em: 12\/11\/2017.<\/p>\n<p id=\"LEMOS2009\">LEMOS, Andr\u00e9. <a href=\"http:\/\/abciber.org.br\/publicacoes\/livro1\/textos\/cibercultura-como-territorio-recombinante1\/\"><strong>Cibercultura como territ\u00f3rio recombinante<\/strong><\/a>. <em>In<\/em>: TRIVINHO, E.; CAZELOTO, E. (org.).\u00a0<a href=\"http:\/\/abciber.org.br\/publicacoes\/livro1\/sumario\/\"><strong>A cibercultura e seu espelho:\u00a0campo de conhecimento\u00a0emergente e nova viv\u00eancia humana na era da imers\u00e3o interativa.<\/strong><\/a>\u00a0S\u00e3o Paulo:\u00a0ABCiber; Instituto Ita\u00fa Cultural, 2009. Acesso em: 12\/11\/2017.<\/p>\n<p id=\"LI2007\">LI, Charlene. <a href=\"http:\/\/miami.lgrace.com\/documents\/Li_Web_Demographics.pdf\"><strong>Social technographics<\/strong><\/a>. [2007]. Acesso em: 12\/11\/2017.<\/p>\n<p id=\"LOPES2014\">LOPES, Daniel de Queiroz; SOMMER, Luis Henrique; SCHMIDT, Sara\u00ed Patricia. <a href=\"http:\/\/www.lume.ufrgs.br\/bitstream\/handle\/10183\/142559\/000993876.pdf?sequence=1\"><strong>Professor-propositor: a curadoria como estrat\u00e9gia para a doc\u00eancia on-line<\/strong><\/a><strong>.<\/strong> <strong>Educa\u00e7\u00e3o &amp; Linguagem<\/strong>, S\u00e3o Bernardo do Campo, SP, v. 17, n. 2, p. 54-72, jul.\/dez. 2014. Acesso em: 21\/5\/2017.<\/p>\n<p id=\"MAGNUS2018\">MAGNUS, Emanuele. Curadoria de conte\u00fado digital no ensino superior de moda: amplia\u00e7\u00e3o do ambiente pessoal de aprendizagem e exerc\u00edcio da autoria na sociedade em rede. Tese (Doutorado em Diversidade Cultural e Inclus\u00e3o Social) &#8211; Feevale, Novo Hamburgo-RS, Brasil. 2018.<\/p>\n<p id=\"MIHAILIDIS2013\">MIHAILIDIS, Paul; COHEN, James. <a href=\"https:\/\/www-jime.open.ac.uk\/articles\/10.5334\/2013-02\/\"><strong>Exploring Curation as a core competency in digital and media literacy education<\/strong><\/a><strong>.<\/strong> <strong>Journal of Interactive Media in Education<\/strong>. 2013(1), parte 2. 2013.<\/p>\n<p id=\"RAMOS2012\">RAMOS, D. O. Anota\u00e7\u00f5es para a compreens\u00e3o da atividade do \u201cCurador de Informa\u00e7\u00e3o Digital\u201d. <em>In<\/em>: SAAD, Elizabeth Nicolau. <a href=\"http:\/\/grupo-ecausp.com\/novo-ebook-curadoria-digital-e-o-campo-da-comunicacao\/\"><strong>Curadoria digital e o campo da comunica\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a>. S\u00e3o Paulo: ECA\/USP, 2012. p. 11 \u2013 21. Acesso em: 8\/11\/2017.<\/p>\n<p id=\"RECUERO2011\">RECUERO, Raquel. <strong>Redes sociais na internet<\/strong>. Porto Alegre: Sulina, 2011. [<a href=\"http:\/\/www.editorasulina.com.br\/detalhes.php?id=464\"><strong>informa\u00e7\u00f5es da editora<\/strong><\/a>].<\/p>\n<p id=\"SCHOONENBOOM2007\">SCHOONENBOOM, Judith, LEVENE, Mark. The Perfect Start for a Trail. In: SCHOONENBOOM, Judith <em>et al<\/em>. <strong>Trails in Education<\/strong>: Technologies that Support Navigational Learning. Rotterdam, Netherlands: Sense Publishers, 2007. [<a href=\"https:\/\/www.sensepublishers.com\/catalogs\/bookseries\/technology-enhanced-learning-1\/trails-in-education\/\"><strong>informa\u00e7\u00f5es da editora<\/strong><\/a>]<\/p>\n<p id=\"UTUARI\">UTUARI, Solange. <a href=\"http:\/\/seer.fundarte.rs.gov.br\/index.php\/Anaissem\/article\/view\/42\/128\"><strong>O professor propositor<\/strong><\/a>. Acesso em: 8\/11\/2017.<\/p>\n<p id=\"VERGARA1996\">VERGARA, Luiz Guilherme. <a href=\"https:\/\/pt.scribd.com\/doc\/93593842\/Luiz-Guilherme-Vergara-VERGARA-Luiz-Guilherme-Curadorias-educativas-a-consciencia-do-olhar-percepcao-imaginativa\"><strong>Curadoria Educativa: Percep\u00e7\u00e3o Imaginativa\/Consci\u00eancia do Olhar<\/strong><\/a>. In: <strong>Anais ANPAP<\/strong> &#8211; Congresso Nacional de Pesquisadores em Artes Pl\u00e1sticas. S\u00e3o Paulo, 22 a 26 out, 1996. v. III. p. 240-247. Acesso em: 14\/11\/2017.<\/p>\n<p id=\"WEISGERBER2012\">WEISGERBER, Corinne; BUTLER, Shannan. <a href=\"https:\/\/pt.slideshare.net\/corinnew\/reenvisioning-modern-pedagogy-educators-as-curators-11879841\/7-FINDFind_relevant_infocontent_Set_up\"><strong>Reenvisioning Modern Pedagogy: Educators as Curators<\/strong><\/a> (2012). Acesso em: 10\/11\/2017.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O AUTORES --><\/p>\n<section id=\"Autoria\">\n<h3>Autoria<\/h3>\n<section id=\"Bassani\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_10.png\" alt=\"Patr\u00edcia B. Scherer Bassani\" width=\"359\" height=\"481\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2577\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_10.png 359w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_10-224x300.png 224w\" sizes=\"auto, (max-width: 359px) 100vw, 359px\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\"><strong>Patr\u00edcia B. Scherer Bassani<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/2502439781919473\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/2502439781919473<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Doutora em Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2006), mestre em Educa\u00e7\u00e3o pela Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul (1999) e bacharel em Inform\u00e1tica pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (1994). Professora titular da Universidade Feevale, vinculada ao Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Diversidade Cultural e Inclus\u00e3o Social, ao Mestrado Profissional em Letras e aos cursos de Sistemas de Informa\u00e7\u00e3o, Pedagogia e Letras. Como pesquisadora, coordena o Grupo de Pesquisa em Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o (Feevale). Atua na \u00e1rea da Educa\u00e7\u00e3o (Tecnologia Educacional) e interdisciplinar, com \u00eanfase na Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia (EaD) e Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, especialmente nos seguintes temas: educa\u00e7\u00e3o e cibercultura, forma\u00e7\u00e3o de professores com tecnologias, educa\u00e7\u00e3o online, inclus\u00e3o digital, ambientes pessoais de aprendizagem, design da aprendizagem. Como gestora acad\u00eamica, coordenou o curso de Licenciatura em Computa\u00e7\u00e3o (2003\/2008) e foi coordenadora substituta do Mestrado Profissional em Inclus\u00e3o Social e Acessibilidade por duas gest\u00f5es (2008\/2009) e (2010\/2011).<br \/>\n<a href=\"http:\/\/orcid.org\/0000-0001-6362-6981\">http:\/\/orcid.org\/0000-0001-6362-6981<\/a><br \/>\nE-mail: <a href=\"mailto:patriciab@feevale.br\">patriciab@feevale.br<\/a><br \/>\nPerfil online:  <a href=\"https:\/\/linktr.ee\/patriciab\">https:\/\/linktr.ee\/patriciab<\/a><br \/>\n<\/span><\/section>\n<\/section>\n<section id=\"Magnus\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_11.png\" alt=\"Emanuele Biolo Magnus\" width=\"330\" height=\"440\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2578\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_11.png 330w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/27PCA_11-225x300.png 225w\" sizes=\"auto, (max-width: 330px) 100vw, 330px\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\"><strong>Emanuele Biolo Magnus<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/3370385834992316\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/3370385834992316<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Doutora em Diversidade Cultural e Inclus\u00e3o Social na Universidade Feevale (2018). Mestre em Design e Marketing T\u00eaxtil pela Universidade do Minho (2009). P\u00f3s-graduada em Pr\u00e1tica Docente no Contexto Universit\u00e1rio pela Universidade Feevale (2013), Criatividade em Produtos e Neg\u00f3cios da Moda pela Universidade de Caxias do Sul (2005) e Moda e Comunica\u00e7\u00e3o pela Universidade Anhembi Morumbi (2005). Graduada em Moda e Estilo pela Universidade de Caxias do Sul (2000). Atuou no desenvolvimento de produtos de moda em diferentes segmentos, inclusive na Europa. Tem 15 anos de experi\u00eancia no ensino superior de Moda com atua\u00e7\u00e3o na tr\u00edade ensino, pesquisa e extens\u00e3o, al\u00e9m da gest\u00e3o acad\u00eamica na coordena\u00e7\u00e3o de curso.<br \/>\nE-mail:  <a href=\"mailto:ebmagnus@gmail.com\">ebmagnus@gmail.com<\/a><br \/>\n<\/span><\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O CITAR --><\/p>\n<section id=\"citar\">\n<h3>Como citar este cap\u00edtulo<\/h3>\n<blockquote><p>BASSANI, Patr\u00edcia B. Scherer; MAGNUS, Emanuele Biolo. Pr\u00e1ticas de curadoria como atividades de aprendizagem na cultura digital. In: SANTOS, Edm\u00e9a O.; SAMPAIO, F\u00e1bio F.; PIMENTEL, Mariano (Org.). <b>Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o:<\/b> fundamentos e pr\u00e1ticas. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o, 2021. (S\u00e9rie Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, v.1) Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/curadoria&gt;<\/p><\/blockquote>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O COMENT\u00c1RIOS --><\/p>\n<section id=\"comentarios\"><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Patr\u00edcia B. Scherer Bassani, Emanuele Biolo Magnus) Como podemos desenvolver pr\u00e1ticas educativas baseadas em processos de curadoria? 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