{"id":2326,"date":"2020-11-11T15:23:40","date_gmt":"2020-11-11T18:23:40","guid":{"rendered":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/?p=2326"},"modified":"2021-03-06T09:18:14","modified_gmt":"2021-03-06T12:18:14","slug":"objetos-aprendizagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/objetos-aprendizagem\/","title":{"rendered":"Objetos de Aprendizagem: da Defini\u00e7\u00e3o ao Desenvolvimento, Passando pela Sala de Aula"},"content":{"rendered":"<p>(<a href=\"#Reboucas\">Ayla Dantas Rebou\u00e7as<\/a>, <a href=\"#Maia\">Dennys Leite Maia<\/a>, <a href=\"#Scaico\">Pasqueline Dantas Scaico<\/a>)<\/p>\n<p><!-- IMAGEM DISPARADORA --><\/p>\n<section id=\"imagemDisparadora\">\n  <!-- IMAGEM --><\/p>\n<p><!-- QUEST\u00c3O DE ABERTURA --><\/p>\n<h4>O que eu preciso saber sobre objetos de aprendizagem?<\/h4>\n<p><!-- TEXTO INTRODUT\u00d3RIO --><\/p>\n<p>Como em outros setores da sociedade, as tecnologias digitais da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (TDIC) passaram a figurar, de forma cada vez mais intensa, na Educa\u00e7\u00e3o. Escolas, desde a Educa\u00e7\u00e3o Infantil, passando pelo Ensinos Fundamental e M\u00e9dio e a Educa\u00e7\u00e3o Superior, t\u00eam explorado o potencial das TDIC para os processos de ensino e aprendizagem, seja em cursos presenciais ou mesmo na modalidade de educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia (EaD). Por essa raz\u00e3o, pessoas de diferentes \u00e1reas passaram a se preocupar e procuraram se apropriar de conceitos relativos \u00e0s tecnologias educacionais para melhor pensar em estrat\u00e9gias e modelos para o desenvolvimento de recursos digitais na educa\u00e7\u00e3o. Dentre eles est\u00e3o os objetos de aprendizagem (OA), possivelmente uma das TDIC mais populares e conhecidas, quando se trata de tecnologias educacionais. Entretanto, voc\u00ea sabe o que quer dizer esse conceito? Quais s\u00e3o as caracter\u00edsticas de um OA? Que tipos de objetos de aprendizagem existem? Como eles s\u00e3o integrados aos processos de ensino e aprendizagem? Como se desenvolve e avalia um OA? Se voc\u00ea busca respostas ou pelo menos indica\u00e7\u00f5es para essas perguntas, seja bem-vindo(a) a este cap\u00edtulo! Certamente jamais ter\u00edamos condi\u00e7\u00f5es de esvaziar essas discuss\u00f5es e responder tudo (e nem temos essa pretens\u00e3o), mas esperamos, com este cap\u00edtulo, norte\u00e1-lo(a) com algumas ideias e conceitos sobre e para o uso, desenvolvimento e avalia\u00e7\u00e3o de OAs.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- OBJETIVOS EDUCACIONAIS --><\/p>\n<section id=\"objetivosEducacionais\">\n<h4>Objetivos Educacionais:<\/h4>\n<ul>\n<li>Definir conceitualmente objetos de aprendizagem;<\/li>\n<li>Identificar e classificar objetos de aprendizagem;<\/li>\n<li>Listar aspectos para integrar objetos de aprendizagem \u00e0 sala de aula;<\/li>\n<li>Estabelecer princ\u00edpios utilizados na concep\u00e7\u00e3o, projeto, desenvolvimento e avalia\u00e7\u00e3o de objetos de aprendizagem.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>\u00cdndice:<\/h4>\n<ul>\n<li><a href=\"#s1\">1 OBJETOS DE APRENDIZAGEM PARA QU\u00ca?<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s2\">2 O QUE S\u00c3O OBJETOS DE APRENDIZAGEM (OA)?<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s3\">3 TIPOS DE OBJETOS DE APRENDIZAGEM<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s4\">4 INTEGRANDO OBJETOS DE APRENDIZAGEM \u00c0 SALA DE AULA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s5\">5 REPOSIT\u00d3RIOS DE OBJETOS DE APRENDIZAGEM<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s6\">6 PROJETANDO E DESENVOLVENDO OBJETOS DE APRENDIZAGEM<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s7\">7 AVALIANDO OBJETOS DE APRENDIZAGEM<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s8\">8 CONCLUS\u00d5ES<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#resumo\">Resumo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#leituras\">Leituras Recomendadas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#exercicios\">Exerc\u00edcios<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#notas\">Notas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#referencias\">Refer\u00eancias<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#Autoria\">Autoria<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#citar\">Como citar este cap\u00edtulo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#comentarios\">Coment\u00e1rios<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 1 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s1\">1 OBJETOS DE APRENDIZAGEM PARA QU\u00ca?<\/h2>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil precisar exatamente quando o termo <strong>objeto de aprendizagem (OA)<\/strong> foi utilizado pela primeira vez, mas alguns registros apontam que o conceito surgiu na d\u00e9cada de 1990, quando Wayner Hodgins observava seus filhos brincarem com blocos Lego (<a href=\"#RITZHAUPT2005\">RITZHAUPT, 2005<\/a>). Segundo o pr\u00f3prio Hodgins, o estalo veio ao ver seus filhos, com prefer\u00eancias e interesses de aprendizagem t\u00e3o particulares, conseguindo construir com aqueles blocos de pl\u00e1stico coisas t\u00e3o diversificadas. Sendo um entusiasta da educa\u00e7\u00e3o e com interesse em descobrir novas formas de aprendizagem, Hodgins come\u00e7ou a idealizar que os conte\u00fados escolares poderiam ser como aquelas pe\u00e7as: pequenos, contidos e feitos para serem combinados! Quando integrados poderiam se tornar recursos educacionais capazes de atender a demandas espec\u00edficas nos mais distintos contextos educacionais (<a href=\"#HODGINS2002\">HODGINS, 2002<\/a>). Voc\u00ea pode estar se perguntando: como tornar isso poss\u00edvel? Bom, para que tivessem esse alcance, eles precisariam ser digitais!<\/p>\n<p>Foi assim que o conceito de objetos de aprendizagem como um recurso digital come\u00e7ou a se fortalecer, sabe? Sendo digitais, os OAs poderiam ser adaptados e utilizados em m\u00faltiplos contextos, e mais: poderiam ser adotados em m\u00faltiplos lugares ao mesmo tempo, diferente do que at\u00e9 ent\u00e3o ocorria com os objetos de aprendizagem tradicionais (<a href=\"#WILEY2008\">WILEY; GIBBONS; RECKER, 2008<\/a>). Essa forma de pensar sobre OAs tamb\u00e9m foi um meio para estabelecer novas possibilidades para a educa\u00e7\u00e3o. Era uma alternativa interessante por permitir que os custos do processo de ensino e aprendizagem pudessem ser menores. Ora, a produ\u00e7\u00e3o e o acesso aos recursos poderiam ser ilimitados, considerando o que poderia acontecer por meio da internet. Escolas, professores, <em>designers<\/em> instrucionais e tantas outras pessoas poderiam desenvolver e compartilhar objetos que, por sua vez, seriam integrados de in\u00fameras formas. Tal poder de adaptar e reusar impactaria os custos relevantemente, sem d\u00favidas. Por\u00e9m, a preocupa\u00e7\u00e3o sobre como eles poderiam ajudar a melhorar a qualidade da educa\u00e7\u00e3o sempre esteve presente.<\/p>\n<p>Vimos ao longo dos anos muitas novas experi\u00eancias de aprendizagem surgirem no universo <em>on-line<\/em>. Sendo em espa\u00e7os formais ou informais de educa\u00e7\u00e3o, as pessoas tiveram chance de conhecer novas maneiras de aprender, que foram se tornando poss\u00edveis, em parte, por causa da exist\u00eancia de recursos digitais. Disponibilizar conte\u00fado por meio de OAs permitiu que os ambientes virtuais de aprendizagem (AVAs) se tornassem mais customiz\u00e1veis e capazes de se adaptar \u00e0 diversidade de estilos de aprendizagem dos estudantes; de estimular a colabora\u00e7\u00e3o entre os pares e de dispor de alternativas para explorar ideias e conte\u00fados complexos. O uso de OAs permitiu que os educadores pudessem adequar as situa\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas de forma mais r\u00e1pida, din\u00e2mica e contempor\u00e2nea \u00e0s expectativas de uma gera\u00e7\u00e3o diferente de estudantes, centrada na din\u00e2mica do s\u00e9culo XXI. Contar com OAs permitiu que os professores pudessem deslocar seus esfor\u00e7os na produ\u00e7\u00e3o do material para outros aspectos do processo pedag\u00f3gico. Uma vez que n\u00e3o precisam produzir cada material sempre do zero, h\u00e1 mais tempo para se dedicar ao planejamento da situa\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica. Consegue perceber esse potencial dos OAs?<\/p>\n<p>Com a exist\u00eancia de OAs, o processo instrucional p\u00f4de se tornar mais centrado no estudante e, at\u00e9 certo ponto, individualizado. Essa situa\u00e7\u00e3o pode ser ilustrada da seguinte forma: imagine um conte\u00fado que est\u00e1 sendo explorado por meio de uma plataforma de EaD com diferentes recursos. Assim, se um estudante aprende melhor ouvindo, ele pode usar o <em>podcast<\/em> que foi disponibilizado, enquanto outro, que aprende mais quando tem a chance de manipular, executar algo no mundo real, pode usar um simulador indicado pelo ambiente. Essa \u00e9 uma estrat\u00e9gia poderosa para dar suporte \u00e0 aprendizagem de todos.<\/p>\n<p>De fato, as possibilidades trazidas com a ado\u00e7\u00e3o de OAs foram se alinhando com a ideologia do que se pretende alcan\u00e7ar para a educa\u00e7\u00e3o no futuro. Nesse contexto, a exist\u00eancia de OAs pode promover uma aprendizagem mais aut\u00f4noma, flex\u00edvel e individualizada, n\u00e3o s\u00f3 porque os alunos podem dispor de muitas formas para explorar um mesmo conte\u00fado escolar, mas por passarem a ter certo controle sobre o ritmo da sua aprendizagem. Uma vez que podem usar esses recursos quando, da forma que desejarem e quantas vezes acharem necess\u00e1rio, o esquema de aprender se torna mais eficiente, pois considera o que o aluno sabe, prefere e \u00e9 capaz de fazer com o conhecimento que possui naquele momento. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que os OAs v\u00eam sendo explorados em diferentes etapas e n\u00edveis da Educa\u00e7\u00e3o em todo o mundo. Tanto no ensino presencial quanto na modalidade de educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia (EaD), os objetos de aprendizagem t\u00eam sido bastante difundidos por serem recursos digitais que v\u00e3o al\u00e9m da transmiss\u00e3o de conte\u00fado. A partir de atividades interativas, alguns OAs proporcionam experi\u00eancias de aprendizagem mais enriquecidas para a constru\u00e7\u00e3o de conhecimentos pelos usu\u00e1rios, geralmente, aprendizes.<\/p>\n<p>Apesar do quanto esta \u00e1rea evoluiu, os desafios que se colocam em torno desta \u00e1rea se concentram em como melhorar a qualidade na produ\u00e7\u00e3o e acesso aos OAs. Como seria bom se eles pudessem ser inteligentes a ponto de compreender as necessidades de aprendizagem de cada aluno e instantaneamente sugerir o uso de outros OAs, por exemplo, hein? Enquanto se pode dizer que esta \u00e1rea evoluiu bastante, h\u00e1 muito ainda a explorar no futuro! Quem sabe voc\u00ea, estudante da \u00e1rea de Computa\u00e7\u00e3o ou de outra \u00e1rea, n\u00e3o deixar\u00e1 uma contribui\u00e7\u00e3o?! Por\u00e9m, por enquanto, n\u00f3s te perguntamos: O que voc\u00ea conhece sobre objetos de aprendizagem? Qual o seu interesse por esta leitura? Que aspectos voc\u00ea pode considerar ao desenvolver ou utilizar um OA? Esperamos que ao final deste cap\u00edtulo voc\u00ea amplie sua concep\u00e7\u00e3o sobre OAs. Vamos come\u00e7ar?!<br \/>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 2 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s2\">2 O QUE S\u00c3O OBJETOS DE APRENDIZAGEM (OA)?<\/h2>\n<p>Desde o surgimento do termo, v\u00e1rias defini\u00e7\u00f5es sobre OA foram formuladas. Dentre elas, a proposta de David Willey (<a href=\"#WILLEY2000\">2000, p. 23<\/a>) \u00e9 a mais frequentemente referenciada na literatura e define OA como <strong>\u201cqualquer recurso digital que pode ser reusado para suportar a aprendizagem\u201d<\/strong>. Portanto, \u00e9 comum a defini\u00e7\u00e3o de que um OA \u00e9 um recurso digital, disponibilizado na <em>web<\/em> e que pode ser (re)utilizado para promover a aprendizagem de um conte\u00fado espec\u00edfico. Al\u00e9m disso, caracter\u00edsticas como facilidade para atualiza\u00e7\u00e3o, customiza\u00e7\u00e3o, interoperabilidade e tamanho reduzido tamb\u00e9m s\u00e3o comuns aos OAs.<\/p>\n<p>Existem outras defini\u00e7\u00f5es, como a do <em>Learning Technology Standards Committee<\/em> (LTSC), um comit\u00ea da <em>Institute of Electrical and Electronics Engineers<\/em> (IEEE) para a padroniza\u00e7\u00e3o de tecnologias educacionais. Segundo a LTSC, \u201cum OA \u00e9 definido como qualquer entidade \u2013 digital ou n\u00e3o digital \u2013 que pode ser usada (reusada ou referenciada) para aprendizagem, educa\u00e7\u00e3o e treinamento\u201d (<a href=\"#LTSC2002\">LTSC, 2002, p. 5<\/a>). A defini\u00e7\u00e3o de Wiley nos parece mais adequada para a Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, pois ela difere da defini\u00e7\u00e3o da LTSC ao excluir recursos n\u00e3o digitais e permitir tamb\u00e9m a cria\u00e7\u00e3o de OAs para trabalhar conceitos espec\u00edficos. Portanto, neste cap\u00edtulo, tomaremos a defini\u00e7\u00e3o proposta por Wiley, at\u00e9 porque ela enfatiza o uso do OA com o prop\u00f3sito de suportar a aprendizagem, seja pelo <em>designer<\/em> instrucional, pelo professor ou pelo estudante (<a href=\"#WILEY2001\">WILEY, 2001<\/a>). Sendo assim, ao nos referirmos a OAs pensaremos naqueles em formato digital, embora tamb\u00e9m consideremos de extrema import\u00e2ncia o uso de recursos n\u00e3o digitais, inclusive chamados de manipulativos ou anal\u00f3gicos.<\/p>\n<p>Algumas outras varia\u00e7\u00f5es do termo t\u00eam sido propostas para evidenciar ora o aspecto da virtualidade, ora o da amplia\u00e7\u00e3o para al\u00e9m da aprendizagem discente. Denomina\u00e7\u00f5es como <strong>objetos virtuais de aprendizagem<\/strong> (OVAs), <strong>objetos digitais de aprendizagem<\/strong> (ODAs) e, mais recentemente, <strong>recursos educacionais digitais<\/strong> (REDs) s\u00e3o alguns dos exemplos criados como alternativa para a imprecis\u00e3o do conceito e fundamenta\u00e7\u00e3o de OAs.<\/p>\n<p>Considerando isso, e nos aprofundando na defini\u00e7\u00e3o de OAs de Wiley (<a href=\"#WILEY2000\">2000<\/a>), observamos que eles podem: (<em>i<\/em>) ser utilizados para trabalhar um conte\u00fado espec\u00edfico; (<em>ii<\/em>) ser utilizados v\u00e1rias vezes por serem digitais; e (<em>iii<\/em>) ser acessados por meio da web ou localmente (a partir de um dispositivo independente de conex\u00e3o com a internet). Outra caracter\u00edstica de OA \u00e9 que ele \u00e9 <strong>autocontido<\/strong>, o que quer dizer que, ainda que pequeno, o recurso contempla amplamente aspectos do recorte do conte\u00fado para o qual foi proposto. Isso, inclusive, facilita a combina\u00e7\u00e3o de um OA com outros, promovendo assim sua reutiliza\u00e7\u00e3o e a amplia\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio recurso e do conte\u00fado que originalmente ele explorava. Em raz\u00e3o disso, algumas met\u00e1foras foram desenvolvidas para esclarecer sobre essas caracter\u00edsticas de OAs, quais sejam: <strong>Lego<\/strong>\u00ae, <strong>Mol\u00e9cula<\/strong> e <strong>Tijolo-e-Argamassa<\/strong> (<a href=\"#WILEY2008\">WILEY, 2008<\/a>).<\/p>\n<p>A primeira met\u00e1fora, a mais popular, remete, literalmente, \u00e0quele jogo de montar em que pequenas unidades de blocos se unem a outras para a constru\u00e7\u00e3o de outras pe\u00e7as e objetos, e podem ser <strong>facilmente combinadas<\/strong> e reutilizadas. Essa compara\u00e7\u00e3o incide sobre a caracter\u00edstica de OAs como pequenos peda\u00e7os de conte\u00fado (blocos de Lego) que podem ser recombinados de forma simples e diretamente com outros OAs. Portanto, essa met\u00e1fora, proposta por Hodgins (<a href=\"#HODGINS2002\">2002<\/a>), destaca os conceitos de combina\u00e7\u00e3o e a reutiliza\u00e7\u00e3o de OAs. Por muito tempo ela foi bastante disseminada e ainda \u00e9 utilizada. Entretanto, \u00e9 considerada restrita, visto que, diferente do Lego, em que todos os blocos podem ser facilmente combinados entre si, nem sempre a rela\u00e7\u00e3o de &#8220;encaixe&#8221; entre diferentes OAs \u00e9 efetiva. \u00c9 preciso considerar especificidades de diferentes m\u00eddias, conte\u00fados e contextos de ensino.<\/p>\n<p>Com o objetivo de suprir a cr\u00edtica a essa met\u00e1fora, Wiley<a href=\"#nota1\" title=\"http:\/\/davidwiley.org\/docs\/post-lego.pdf\"><sup><small>1<\/small><\/sup><\/a>, em 1999, prop\u00f4s a compara\u00e7\u00e3o de OA com uma mol\u00e9cula. Essa proposta faz a analogia destacando que nem todas as pequenas unidades de conte\u00fado (\u00e1tomos) s\u00e3o pass\u00edveis de combina\u00e7\u00e3o com outras para a composi\u00e7\u00e3o de um novo elemento em raz\u00e3o das <strong>afinidades de liga\u00e7\u00e3o<\/strong>. A met\u00e1fora do OA como mol\u00e9cula enfatiza os contextos bem particulares do recurso, que v\u00e3o desde o conte\u00fado em si ao n\u00edvel de ensino, entre outras vari\u00e1veis ligadas ao contexto educacional e que influenciam na possibilidade de combina\u00e7\u00e3o. Apesar de ser poss\u00edvel realizar muitas combina\u00e7\u00f5es entre OAs, existem casos em que as caracter\u00edsticas de cada recurso dificultam ou inviabilizam a liga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A terceira met\u00e1fora procura considerar as <strong>especificidades<\/strong> de cada OA e os contextos necess\u00e1rios para fazer a combina\u00e7\u00e3o entre eles. A proposta de OA como a figura do tijolo-e-argamassa (<a href=\"#WILEY2005\">WILEY, 2005<\/a>) pondera, ao mesmo tempo, que cada recurso \u00e9 um conte\u00fado espec\u00edfico com diferentes formas e tamanhos (tijolo) e que, para serem unidos, precisam de um contexto que lhes d\u00ea a liga (argamassa). Assim como a met\u00e1fora do Lego, esta destaca a capacidade de combina\u00e7\u00e3o dos OAs. Ela tamb\u00e9m menciona que, a depender do contexto, alguns recursos ter\u00e3o mais dificuldade de serem ligados, como no caso da mol\u00e9cula. Tamb\u00e9m se ressalta a necessidade de <strong>criar o contexto<\/strong> para garantir que essa jun\u00e7\u00e3o seja efetiva e, de fato, promova a reusabilidade do OA.<\/p>\n<p>Tarouco e Dutra (<a href=\"#TAROUCO2007\">2007<\/a>) propuseram ainda uma analogia de OA ao paradigma de <strong>Programa\u00e7\u00e3o Orientada a Objetos<\/strong> (POO). De acordo com os pesquisadores brasileiros, essa metodologia de desenvolvimento de programas de computador prev\u00ea a reutiliza\u00e7\u00e3o de diversas unidades de <em>software<\/em> para composi\u00e7\u00e3o de outro.<\/p>\n<p>Agora que voc\u00ea j\u00e1 conheceu conceitualmente o que significam OAs, que tal conhecer como eles se apresentam? A seguir, detalharemos alguns tipos de OAs e como eles podem ser classificados.<br \/>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 3 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s3\">3 TIPOS DE OBJETOS DE APRENDIZAGEM<\/h2>\n<p>Como vimos anteriormente, segundo a defini\u00e7\u00e3o, um OA \u00e9 qualquer produto digital que explore um conte\u00fado para ser utilizado em processos de ensinar e aprender. Logo, <em>e-books<\/em>, imagens digitais, <em>podcasts<\/em>, v\u00eddeos <em>on-line<\/em>, portais de conte\u00fado, simula\u00e7\u00f5es, <em>softwares<\/em>, jogos digitais, entre outros, s\u00e3o todos exemplos de objetos de aprendizagem, desde que tenham potencial para trabalhar na apropria\u00e7\u00e3o de conceitos. Mas, como voc\u00ea deve ter percebido, nem todos os exemplos que citamos s\u00e3o da mesma natureza.<\/p>\n<p>Alguns OAs s\u00e3o mais complexos do que outros, seja no aspecto <strong>tecnol\u00f3gico<\/strong>, em termos de sua composi\u00e7\u00e3o computacional e informacional, seja no <strong>pedag\u00f3gico<\/strong>, que diz respeito \u00e0s experi\u00eancias de aprendizagem que o OA proporciona. Na literatura podemos encontrar diversos crit\u00e9rios para classificar OAs conforme crit\u00e9rios tecnol\u00f3gicos e pedag\u00f3gicos. Esses elementos s\u00e3o t\u00e3o fundamentais aos OAs que eles est\u00e3o diretamente relacionados \u00e0 defini\u00e7\u00e3o do termo (entidade digital e suporte ao aprendizado).<\/p>\n<p>Sobre os requisitos tecnol\u00f3gicos, al\u00e9m da plataforma necess\u00e1ria para a produ\u00e7\u00e3o e acesso ao recurso digital, destacamos a proposta de Mercado (<a href=\"#MERCADO2008\">2008<\/a>), que classificou os OAs pela variedade de <strong>m\u00eddias digitais<\/strong> que os comp\u00f5em. Enquanto os OAs <strong>simples<\/strong> possuem apenas um meio para apresentar o conte\u00fado, como texto, imagem ou \u00e1udio, os <strong>compostos<\/strong> s\u00e3o aqueles que agregam diversas m\u00eddias, sendo, portanto, efetivamente <strong>multimidi\u00e1ticos<\/strong>. Nessa classe est\u00e3o OAs como anima\u00e7\u00e3o interativa, simulador, hipertexto, v\u00eddeo, <em>software<\/em>, entre outros. Essa classifica\u00e7\u00e3o tem implica\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica, pois cada m\u00eddia de um OA \u00e9 potencialmente uma forma diferente que auxilia na representa\u00e7\u00e3o do conceito explorado pelo recurso e que ser\u00e1 trabalhado pelo professor para ser desenvolvido e apropriado pelo aluno. Entretanto, \u00e9 importante salientarmos que a quantidade de m\u00eddias presentes em um OA n\u00e3o est\u00e1 necess\u00e1ria e diretamente relacionada com sua qualidade pedag\u00f3gica.<\/p>\n<p>Outras abordagens para classificar OAs enfocam a interatividade do recurso, ou seja, a forma como os conte\u00fados e atividades s\u00e3o apresentados ao aluno com o objetivo de desenvolver o aprendizado. Nesse sentido, Prata (<a href=\"#PRATA2006\">2006<\/a>) listou quatro categorias de OA, quais sejam: (<em>i<\/em>) <strong>receptivo<\/strong>, como os v\u00eddeos, em que o usu\u00e1rio desse tipo de OA \u00e9 passivo, pois apenas recebe o conte\u00fado transmitido; (<em>ii<\/em>) <strong>diretivo<\/strong>, caracterizado por atividades digitais de exerc\u00edcio e pr\u00e1tica (<em>drill and practice<\/em>) em que ao aprendiz cabe responder ou interagir com o OA conforme solicitado e direcionado pela TDIC; (<em>iii<\/em>) <strong>descoberta guiada<\/strong>, classe de algumas anima\u00e7\u00f5es interativas e <em>softwares<\/em> e jogos educativos (seja para computador, <em>web<\/em> ou dispositivos m\u00f3veis), que oportunizam ao usu\u00e1rio propor, de forma aut\u00f4noma, solu\u00e7\u00f5es para as situa\u00e7\u00f5es e problemas apresentados pelo OA; e o (<em>iv<\/em>) explorat\u00f3rio, espec\u00edfico de OAs como as simula\u00e7\u00f5es, em que o aprendiz elabora hip\u00f3teses, testa suas ideias e indica a\u00e7\u00f5es a serem executadas pela TDIC, a partir da simula\u00e7\u00e3o ou modelagem de uma situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, que explora um conceito do cotidiano. Podemos dizer que, enquanto os dois primeiros est\u00e3o mais pr\u00f3ximos a uma perspectiva <strong>empirista<\/strong>, os dois \u00faltimos s\u00e3o mais alinhados a concep\u00e7\u00f5es <strong>interacionistas<\/strong> de aprendizagem (<a href=\"#OLIVEIRA2001\">OLIVEIRA; COSTA; MOREIRA, 2001<\/a>).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m interessada pela rela\u00e7\u00e3o entre requisitos tecnol\u00f3gicos e pedag\u00f3gicos, temos a proposta de Battistela e seus colaboradores (<a href=\"#BATTISTELA2009\">2009<\/a>) com seis categorias. Esses pesquisadores sugeriram as seguintes classes de OA: (<em>i<\/em>) <strong>n\u00e3o-interativo<\/strong>, aqueles compostos por m\u00eddias est\u00e1ticas, como texto e alguns hipertextos; (<em>ii<\/em>) <strong>multim\u00eddia<\/strong>, os OAs que utilizam mais de uma m\u00eddia; (<em>iii<\/em>) <strong>interativo<\/strong>, que demandam uma entrada de dados pelo aprendiz para sua execu\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o; (<em>iv<\/em>) <strong>avaliativo<\/strong>, para os OAs que oferecem <em>feedback<\/em> sobre as respostas dos estudantes ao final da utiliza\u00e7\u00e3o, que contribuem para avaliar, ainda que em n\u00edvel superficial, a aprendizagem discente; (<em>v<\/em>) <strong>explorat\u00f3rio<\/strong>, que possibilitam ao aprendiz interagir com o OA para obter diferentes a\u00e7\u00f5es, informa\u00e7\u00f5es e resultados; e (<em>vi<\/em>) <strong>colaborativo<\/strong>, caracterizados como os recursos que garantem intera\u00e7\u00e3o entre pessoas por meio de dispositivos computacionais.<\/p>\n<p>Uma varia\u00e7\u00e3o dessa proposta \u00e9 apresentada por Gama (<a href=\"#GAMA2007\">2007<\/a>). Essa proposta classificou os OAs em quatro tipos, quais sejam: (<em>i<\/em>) <strong>instru\u00e7\u00e3o<\/strong>, que \u00e9 usado no apoio \u00e0 aprendizagem, para a veicula\u00e7\u00e3o de conte\u00fado, podendo combinar imagens, v\u00eddeos, textos e exerc\u00edcios; (<em>ii<\/em>) <strong>colabora\u00e7\u00e3o<\/strong>, utilizado para comunica\u00e7\u00e3o e intera\u00e7\u00e3o de pessoas em ambientes de aprendizagem colaborativa; (<em>iii<\/em>) <strong>pr\u00e1tica<\/strong>, destinado \u00e0 autoaprendizagem e com alta intera\u00e7\u00e3o, para o teste de ideias como simula\u00e7\u00e3o de <em>software<\/em> ou <em>hardware<\/em>; e (<em>iv<\/em>) <strong>avalia\u00e7\u00e3o<\/strong>, que tem a fun\u00e7\u00e3o de conhecer o grau de conhecimento do aprendiz, com a oferta de um <em>feedback<\/em> com an\u00e1lise de suas respostas e desempenho. \u00c9 importante destacar, contudo, que alguns OAs podem se enquadrar em mais de uma dessas categorias, e mais importante do que ajudar a classific\u00e1-los, essas categorias nos levam a pensar em caracter\u00edsticas do OA do ponto de vista pedag\u00f3gico, quando queremos selecionar ou construir um OA.  No quadro apresentado a seguir voc\u00ea pode encontrar alguns OAs e como foram classificados nestas categorias.<\/p>\n<table>\n<thead>\n<tr>\n<th rowspan=\"2\">TIPO<\/th>\n<th rowspan=\"2\">EXEMPLOS<\/th>\n<th colspan=\"4\">CLASSIFICA\u00c7\u00c3O<\/th>\n<th rowspan=\"2\">REPOSIT\u00d3RIO<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Mercado<br \/>(2008)<\/td>\n<td>Prata<br \/>(2006)<\/td>\n<td>Battistela et al<br \/>(2009)<\/td>\n<td>Gama<br \/>(2007)<\/td>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td>\u00c1udio<\/td>\n<td>M\u00fasicas<br \/><em>Podcasts<\/em><\/td>\n<td>Simples<\/td>\n<td>Receptivo<\/td>\n<td>N\u00e3o-interativo<\/td>\n<td>Instru\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td><a href=\"http:\/\/freemusicarchive.org\/\">Free Music Archive<\/a><br \/><a href=\"http:\/\/www.podcasts.com\/\">Podcasts.com<\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Imagem<\/td>\n<td>Charges<br \/>Fotos<br \/>Gravuras<br \/>Memes<\/td>\n<td>Simples<\/td>\n<td>Receptivo<\/td>\n<td>N\u00e3o-interativo<\/td>\n<td>Instru\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td><a href=\"http:\/\/www.glasbergen.com\/\">Glasbergen Cartoons<\/a><br \/><a href=\"https:\/\/pixabay.com\/pt\/\">Pixabay<\/a><br \/><a href=\"https:\/\/openclipart.org\/\">OpenClipart<\/a><br \/><a href=\"http:\/\/geradormemes.com\/\">Gerador de Memes<\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Texto<\/td>\n<td>Textos em PDF<br \/>E-books*<a href=\"#nota2\" title=\"\u00c9 importante destacar, por\u00e9m, que alguns e-books j\u00e1 exploram outras m\u00eddias, como imagens e outros recursos. H\u00e1 tamb\u00e9m os que s\u00e3o multimidi\u00e1ticos, que promovem descoberta guiada, s\u00e3o interativos e permitem colabora\u00e7\u00e3o.\"><sup><small>2<\/small><\/sup><\/a><\/td>\n<td>Simples*<\/td>\n<td>Receptivo*<\/td>\n<td>N\u00e3o-interativo*<\/td>\n<td>Instru\u00e7\u00e3o*<\/td>\n<td><a href=\"http:\/\/www.dominiopublico.gov.br\/\">Dom\u00ednio P\u00fablico<\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Mapa<\/td>\n<td>Mapa cartogr\u00e1fico<br \/>Mapa conceitual ou mental<br \/>Infogr\u00e1fico<\/td>\n<td>Composto<\/td>\n<td>Receptivo<br \/>Descoberta guiada<\/td>\n<td>Multim\u00eddia<br \/>Interativo<br \/>Explorat\u00f3rio<\/td>\n<td>Instru\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td><a href=\"https:\/\/mapas.ibge.gov.br\/\">Mapas do IBGE<\/a><br \/><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/cgu\/pt-br\/centrais-de-conteudo\/central-de-infograficos\">Central de Infogr\u00e1ficos da CGU<\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>V\u00eddeo<\/td>\n<td>Filmes<br \/>Anima\u00e7\u00f5es (sem intera\u00e7\u00e3o)<\/td>\n<td>Composto<\/td>\n<td>Receptivo<\/td>\n<td>N\u00e3o-interativo<\/td>\n<td>Instru\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td><a href=\"http:\/\/tvescola.mec.gov.br\/\">TV Escola<\/a><br \/><a href=\"https:\/\/www.teachertube.com\/\">TeacherTube<\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Simulador<\/td>\n<td>Simuladores<\/td>\n<td>Composto<\/td>\n<td>Explorat\u00f3rio<\/td>\n<td>Multim\u00eddia<br \/>Interativo<br \/>Explorat\u00f3rio<\/td>\n<td>Pr\u00e1tica<\/td>\n<td><a href=\"http:\/\/www.labvirt.fe.usp.br\/\">LabVirt<\/a><br \/><a href=\"https:\/\/phet.colorado.edu\/pt_BR\/simulations\">PhET<\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Hipertexto<\/td>\n<td>Portais de conte\u00fado<br \/>Blogs<br \/>Slides<\/td>\n<td>Composto<\/td>\n<td>Receptivo<\/td>\n<td>N\u00e3o-interativo<br \/>Multim\u00eddia<\/td>\n<td>Instru\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td><a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Wikip%C3%A9dia:P%C3%A1gina_principal\">Wikipedia<\/a><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Software<\/td>\n<td>Anima\u00e7\u00f5es interativas<br \/>Jogos digitais<br \/>Softwares educativos ou educacionais (dispositivos m\u00f3veis ou computadores, instal\u00e1veis ou acess\u00edveis pela web)<\/td>\n<td>Composto<\/td>\n<td>Diretivo<br \/>Descoberta guiada<br \/>Explorat\u00f3rio<\/td>\n<td>Multim\u00eddia<br \/>Interativo<br \/>Avaliativo<br \/>Explorat\u00f3rio<br \/>Colaborativo<\/td>\n<td>Instru\u00e7\u00e3o<br \/>Colabora\u00e7\u00e3o<br \/>Pr\u00e1tica<br \/>Avalia\u00e7\u00e3o<\/td>\n<td><a href=\"https:\/\/sourceforge.net\/directory\/home-education\/education\/\">Source Forge<\/a><br \/><a href=\"https:\/\/play.google.com\/store\/apps\/category\/EDUCATION?hl=en\">Google Play<\/a><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><!-- PENDENTE ? -->Ilustra\u00e7\u00e3o da classifica\u00e7\u00e3o de OAs<\/p>\n<p>Muitas dessas classifica\u00e7\u00f5es se sobrep\u00f5em ou mesmo s\u00e3o quase sin\u00f4nimas. Entretanto, importa analisar que tipos de atividades cognitivas cada classe de OA prop\u00f5e. Al\u00e9m disso, em todas elas, embora n\u00e3o mencionado diretamente, \u00e9 fundamental a <strong>media\u00e7\u00e3o docente<\/strong> no sentido de direcionar e, principalmente, propor a experi\u00eancia do aluno com tais recursos.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE: Aplica\u00e7\u00f5es dessas met\u00e1foras em um contexto real<\/h5>\n<p>A partir do que apresentamos at\u00e9 aqui, voc\u00ea consegue imaginar como as met\u00e1foras sobre os OAs podem ser aplicadas em contextos reais de ensino e aprendizagem? Considerando alguns tipos de OA que citamos como \u00e1udios, imagens, softwares, o que voc\u00ea entende sobre a combina\u00e7\u00e3o desses recursos a partir das diferentes met\u00e1foras? Pense a esse respeito e registre algumas de suas ideias.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 4 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s4\">4 INTEGRANDO OBJETOS DE APRENDIZAGEM \u00c0 SALA DE AULA<\/h2>\n<p>Se considerarmos a infinidade de conte\u00fado dispon\u00edvel na <em>web<\/em>, podemos dizer que temos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos professores uma quantidade quase inesgot\u00e1vel de OAs. Arquivos de texto, imagens, \u00e1udios, v\u00eddeos, conte\u00fados de sites e <em>blogs<\/em>, jogos, entre outras m\u00eddias e multim\u00eddias, est\u00e3o acess\u00edveis a alguns cliques. Basta um dispositivo computacional (<em>desktop<\/em> ou <em>mobile<\/em>) e conex\u00e3o \u00e0 internet para acessar e explorar esses recursos. Entretanto, vale a ressalva de que se esses recursos estiverem desarticulados de um prop\u00f3sito pedag\u00f3gico, s\u00e3o &#8220;apenas&#8221; conte\u00fados na <em>web<\/em> e n\u00e3o se caracterizam como OAs. Por isso \u00e9 fundamental que os professores tenham ci\u00eancia das possibilidades e potencialidades desses recursos para os processos de ensino e de aprendizagem. Esse trabalho requer alguns cuidados que v\u00e3o desde o <strong>entusiasmo<\/strong> pela TDIC, passando pela pondera\u00e7\u00e3o sobre a <strong>infraestrutura<\/strong> m\u00ednima necess\u00e1ria para a ado\u00e7\u00e3o do OA na aula, at\u00e9 o <strong>prop\u00f3sito<\/strong> pedag\u00f3gico.<\/p>\n<p>Ao decidir utilizar um OA em sua aula, um professor n\u00e3o se pode deixar levar pelo fasc\u00ednio que aquela tecnologia educacional possa gerar devido a elementos est\u00e9ticos e de entretenimento. O foco deve sempre ser a pertin\u00eancia pedag\u00f3gica, raz\u00e3o pela qual os objetivos educacionais de um OA devem estar sempre claros e definidos para o docente e alinhados com a proposta de aula a ser desenvolvida. Se os est\u00edmulos e motiva\u00e7\u00f5es do recurso digital em an\u00e1lise estiverem atrelados aos aspectos pedag\u00f3gicos, tanto melhor. Mas n\u00e3o se pode coloc\u00e1-los em primeiro lugar, a despeito do contexto e das especificidades da turma na qual ele ser\u00e1 explorado. Al\u00e9m do que, um OA, <em>per si<\/em>, ou qualquer tecnologia educacional que seja, n\u00e3o \u00e9 capaz de promover mudan\u00e7as no ensino e na aprendizagem. O professor consciente das possibilidades e, inclusive, das limita\u00e7\u00f5es do recurso \u00e9 que pode transform\u00e1-lo em ferramenta que auxilie sua pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Fazemos esse alerta, pois muitos OAs, por serem multimidi\u00e1ticos geralmente interativos, din\u00e2micos e l\u00fadicos, causam um sentimento de &#8220;encantamento&#8221; \u00e0 primeira vista. Isso faz com que alguns professores queiram coloc\u00e1-los em pr\u00e1tica com os alunos imediatamente ap\u00f3s conhecerem o OA. Quando assim o fazem, h\u00e1 um alto risco de ocasionar em frustra\u00e7\u00e3o com os resultados ruins ou aqu\u00e9m das expectativas geradas. Embora aqueles elementos sejam relevantes para um melhor <em>design<\/em> do OA, isso n\u00e3o implica em dizer que s\u00e3o essenciais para a qualidade da situa\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica. Antes de tudo \u00e9 fundamental analisar como o OA explora os conceitos que o professor deseja trabalhar, que tipo de atividade proporciona ao aluno, como o recurso se encaixa com a aula que foi planejada e a viabilidade de sua utiliza\u00e7\u00e3o na pr\u00e1tica pedag\u00f3gica, seja a partir de dispositivos dispon\u00edveis na escola ou mesmo na casa do aprendiz. Os crit\u00e9rios de classifica\u00e7\u00e3o que apresentamos na se\u00e7\u00e3o anterior ajudam a analisar alguns desses aspectos.<\/p>\n<p>Para avaliar esses recursos, h\u00e1 alguns indicativos baseados em abordagens pedag\u00f3gicas e teorias de aprendizagem. Castro-Filho et al (<a href=\"#CASTROF2016\">2016<\/a>) ponderam que os OAs podem contribuir para diversificar as situa\u00e7\u00f5es de ensino e aprendizagem por oportunizarem distintas formas de representar e manipular o pensamento. Alguns deles proporcionam atividades din\u00e2micas e interativas que, quando bem conjugadas \u00e0s aulas, podem contribuir para atender a demandas de aprendizagem discente e ao desenvolvimento de compet\u00eancias e habilidades.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o professor precisa ponderar se a aula que ele planeja com determinado OA \u00e9 fact\u00edvel em sua realidade. Para tanto \u00e9 importante considerar, por exemplo: (<em>i<\/em>) a internet da escola para acessar ou fazer o <em>download<\/em> do arquivo; (<em>ii<\/em>) se o OA \u00e9 espec\u00edfico para alguma plataforma, sobretudo atualmente, que temos solu\u00e7\u00f5es para dispositivos m\u00f3veis; (<em>iii<\/em>) a quantidade de dispositivos (computadores, <em>tablets<\/em> ou <em>smartphones<\/em>) para a realiza\u00e7\u00e3o das atividades, sem que algum aluno seja exclu\u00eddo, entre outros aspectos. Ou seja: n\u00e3o se trata de, simplesmente, encontrar um OA, planejar a aula e execut\u00e1-la. O professor precisa contemplar algumas vari\u00e1veis para o \u00eaxito da sua proposta, que, se bem realizada, pode ter forte potencial de <strong>inova\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o docente \u00e9 fundamental na escolha e ado\u00e7\u00e3o de um OA para o desenvolvimento da aprendizagem discente. A forma como o professor <strong>integra<\/strong> o recurso em sua aula \u00e9 determinante para que o objetivo pedag\u00f3gico seja atingido. Perceba que integrar \u00e9 diferente de inserir, pois vai al\u00e9m do colocar dentro, mas como aquele OA se relaciona com a proposta e o contexto da aula. Isso vale tanto para OAs mais interativos quanto aqueles do tipo simples e receptivo. Lembra do que mencionamos sobre a escolha de um OA por um professor? Vamos analisar o seguinte caso: Certamente voc\u00ea j\u00e1 teve o prazer de contemplar a obra <a href=\"http:\/\/www.portinari.org.br\/#\/acervo\/obra\/2733\">Retirantes<\/a>, de C\u00e2ndido Portinari<a href=\"#nota3\" title=\"Essa, como muitas outras obras do brilhante pintor brasileiro, voc\u00ea pode acessar pelo Portal Projeto Portinari (portinari.org.br).\"><sup><small>3<\/small><\/sup><\/a> (1944). Suponha que esse OA venha a ser utilizado em aulas da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica. Como voc\u00ea pensa que ele pode ser integrado \u00e0 sala de aula? Em que disciplinas a imagem pode ser explorada? Que habilidades voc\u00ea acha que ela pode ajudar os alunos a desenvolver?<\/p>\n<p>  <!-- FIGURA 1 --><\/p>\n<figure>\nFigura 1: Retirantes (1944) &#8211; C\u00e2ndido Portinari<br \/>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_01.jpg\" alt=\"Figura1: Retirantes (1944) - C\u00e2ndido Portinari\" width=\"410\" height=\"434\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2349\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_01.jpg 410w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_01-283x300.jpg 283w\" sizes=\"auto, (max-width: 410px) 100vw, 410px\" \/><figcaption>\n      Fonte: Projeto Portinari. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.portinari.org.br\/#\/acervo\/obra\/2733\">http:\/\/www.portinari.org.br\/#\/acervo\/obra\/2733<\/a>.<br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>Tomando as classifica\u00e7\u00f5es que apresentamos anteriormente, podemos dizer que esse OA, constitu\u00eddo de uma \u00fanica m\u00eddia \u2013 a imagem \u2013, \u00e9 do tipo simples, receptivo, n\u00e3o-interativo e de instru\u00e7\u00e3o. Com isso, a <em>priori<\/em>, voc\u00ea deve pensar que essas classes colocam o OA na categoria dos mais elementares. Inclusive devemos assumir que concordamos com voc\u00ea, se olharmos apenas o OA isoladamente, longe do contexto em que ser\u00e1 explorado. Entretanto, aquele painel de Portinari pode abrigar uma s\u00e9rie de habilidades de cunho social, hist\u00f3rico, art\u00edstico, dentre outras. Provavelmente, professores de Hist\u00f3ria, Geografia, Artes, Sociologia ou L\u00edngua Portuguesa poderiam citar diferentes formas de explorar a obra em sala de aula, a partir dessa m\u00eddia dispon\u00edvel no <a href=\"http:\/\/www.portinari.org.br\/\">Portal do Projeto Portinari<\/a>. Certamente, muitas delas iriam al\u00e9m do aspecto receptivo do OA, a partir de experi\u00eancias de colabora\u00e7\u00e3o e socializa\u00e7\u00e3o das impress\u00f5es dos discentes acerca da obra. Portanto, \u00e9 poss\u00edvel extrair at\u00e9 de um OA simples como uma imagem digital uma s\u00e9rie de possibilidades pedag\u00f3gicas que est\u00e3o al\u00e9m dele. Entretanto, isso tamb\u00e9m nem sempre est\u00e1 claro para alguns professores, por isso a relev\u00e2ncia de considerar que as experi\u00eancias que o OA pode oportunizar estejam indicadas no pr\u00f3prio OA ou em sua documenta\u00e7\u00e3o. Caso contr\u00e1rio, o professor deve refletir antes sobre essas possibilidades.<\/p>\n<p>Considerando ent\u00e3o a caracter\u00edstica dos OAs de serem pass\u00edveis de combina\u00e7\u00e3o, suponha a mesma imagem agregada a outro OA simples e tamb\u00e9m receptivo, como o \u00e1udio. Continuando nosso exemplo, aquele painel analisado com o cordel <a href=\"https:\/\/www.letras.mus.br\/luiz-gonzaga\/82378\/\">Triste Partida<\/a>, de autoria do poeta popular cearense Patativa do Assar\u00e9 e musicalizado e eternizado pelo Rei do Bai\u00e3o, Luiz Gonzaga (1964), provavelmente, contribuiria para que os estudantes, em diferentes n\u00edveis e etapas da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica, analisassem o flagelo e \u00eaxodo de parte da popula\u00e7\u00e3o sertaneja do Nordeste do Brasil diante dos per\u00edodos de estiagem. Com esse nosso exemplo \u00e9 poss\u00edvel perceber tanto o v\u00ednculo do OA, ainda que simples, com componentes curriculares e habilidades poss\u00edveis de ser desenvolvidas. Isso evidencia que ele n\u00e3o deve ser visto apenas como o fim do processo de aprendizagem, mas tamb\u00e9m o ponto de partida, quanto a caracter\u00edsticas de reusabilidade e recombina\u00e7\u00e3o desses recursos educativos digitais.<\/p>\n<p>Por outro lado, os OAs compostos n\u00e3o devem ser vistos como autossuficientes para promover aprendizagem em raz\u00e3o da maior diversidade de m\u00eddias. H\u00e1 que se considerar, pelo menos, dois aspectos: o primeiro, de que a interatividade ou a quantidade de m\u00eddias n\u00e3o deixe o recurso confuso ou de dif\u00edcil compreens\u00e3o, e o outro, de que pouco adianta a caracter\u00edstica multimidi\u00e1tica se ela reduz a reusabilidade do OA.<\/p>\n<p>Depois de conhecer a defini\u00e7\u00e3o e como integrar OAs \u00e0 sala de aula, voc\u00ea deve estar se perguntando: mas como a gente faz pra conseguir esses recursos? Trataremos desse aspecto no t\u00f3pico seguinte.<br \/>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 5 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s5\">5 REPOSIT\u00d3RIOS DE OBJETOS DE APRENDIZAGEM<\/h2>\n<p>Uma das formas de o professor encontrar OAs \u00e9 utilizando buscadores, como o da Google. Entretanto, al\u00e9m de retornarem muitos resultados, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel garantir que sejam, efetivamente, apropriados para trabalhar em sala de aula. Isso exige muito do professor, que fica com a tarefa de buscar, filtrar, avaliar os resultados para ent\u00e3o aplicar em sala de aula, tendo em vista a aus\u00eancia de real car\u00e1ter did\u00e1tico-pedag\u00f3gico de alguns objetos que s\u00e3o disponibilizados.<\/p>\n<p>Para facilitar sua identifica\u00e7\u00e3o e a possibilidade de combinar com outros, os OAs s\u00e3o disponibilizados em <strong>reposit\u00f3rios<\/strong>, ambientes na internet onde s\u00e3o depositados, para que possam ser buscados e acessados por professores e alunos. Os OAs possuem em seus registros de cataloga\u00e7\u00e3o <strong>metadados<\/strong>, ou seja, dados sobre dados, que trazem informa\u00e7\u00f5es acerca do recurso. Assim, quando voc\u00ea faz uma pesquisa por OA em um reposit\u00f3rio, os sistemas de busca utilizam as informa\u00e7\u00f5es contidas nos metadados. Quanto mais esses dados forem precisos sobre caracter\u00edsticas dos OAs, maior ser\u00e1 a possibilidade de um professor encontrar um que atenda a suas expectativas e seja utilizado ou combinado com outro OA.<\/p>\n<p>Muitos desses reposit\u00f3rios hospedam e disponibilizam esses recursos por meio da internet para os usu\u00e1rios de forma gratuita. Em alguns reposit\u00f3rios \u00e9 poss\u00edvel que todas as pessoas que produzam OAs possam disponibilizar e adapt\u00e1-los \u00e0 sua realidade, contribuindo assim para uma rede colaborativa em favor da produ\u00e7\u00e3o de conhecimento.<\/p>\n<p>Uma das primeiras iniciativas p\u00fablicas de reposit\u00f3rio de OA foi a Rede Internacional Virtual de Educa\u00e7\u00e3o (<strong>RIVED<\/strong>), implementada no final dos anos 1990 pelo Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC), por meio da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (SEB) e a extinta Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia (SEED). Al\u00e9m do Brasil, participavam da RIVED o Peru e a Venezuela, que produziram, at\u00e9 2003, mais de 100 OAs para trabalhar conte\u00fados de Biologia, Qu\u00edmica, F\u00edsica e Matem\u00e1tica no Ensino M\u00e9dio. Em 2004, a SEED passou para as universidades a responsabilidade na produ\u00e7\u00e3o de OAs, constituindo a F\u00e1brica Virtual, contemplando tamb\u00e9m conte\u00fados de outras disciplinas e ampliando o atendimento para o Ensino Fundamental, Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Educa\u00e7\u00e3o Especial. A partir dessas mudan\u00e7as, a RIVED deixa de ser Rede Internacional Virtual de Educa\u00e7\u00e3o para Rede Interativa Virtual de Educa\u00e7\u00e3o. O projeto foi encerrado em meados dos anos 2010, mas sua experi\u00eancia resultou e incentivou o desenvolvimento de novos reposit\u00f3rios no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>V\u00e1rias outras iniciativas de reposit\u00f3rio e produ\u00e7\u00e3o de OAs t\u00eam sido desenvolvidas. Muitas delas nasceram, justamente, da experi\u00eancia da F\u00e1brica Virtual da RIVED. Atualmente, no Brasil, muitos reposit\u00f3rios s\u00e3o iniciativas de institui\u00e7\u00f5es ligadas ao setor da Educa\u00e7\u00e3o, como universidades, sistemas de ensino e o pr\u00f3prio poder p\u00fablico, que albergam e produzem OAs. S\u00e3o exemplos: <a href=\"http:\/\/portaldoprofessor.mec.gov.br\/\">Portal do Professor<\/a>, Banco Internacional de Objetos Educacionais (<a href=\"http:\/\/objetoseducacionais2.mec.gov.br\/\">BIOE<\/a>) e, mais recentemente, a Plataforma de Recursos Educacionais Digitais (<a href=\"https:\/\/plataformaintegrada.mec.gov.br\/\">MEC RED<\/a>), organizados e mantidos pelo MEC; <a href=\"http:\/\/www.educopedia.com.br\/\">Educop\u00e9dia<\/a>, da Secretaria Municipal de Educa\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro (SME\/Rio); <a href=\"http:\/\/curriculomais.educacao.sp.gov.br\/\">Curr\u00edculo+<\/a>, organizado pela Secretaria da Educa\u00e7\u00e3o do Estado de S\u00e3o Paulo (SEE\/SP); N\u00facleo de Computa\u00e7\u00e3o Aplicada ao Desenvolvimento de Objetos de Aprendizagem Significativa (<a href=\"https:\/\/www.noas.com.br\/\">NOAS<\/a>), do Sistema de Ensino CNEC; <a href=\"https:\/\/www.proativa.virtual.ufc.br\/athena\/\">Ambiente Athena<\/a>, vinculado \u00e0 Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC); Recursos Educacionais Multiplataforma Abertos na Rede (<a href=\"http:\/\/remar.rnp.br\/\">REMAR<\/a>), filiado \u00e0 Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCAR), e o Objetos de Aprendizagem para Matem\u00e1tica (<a href=\"https:\/\/obama.imd.ufrn.br\/\">OBAMA<\/a>), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A seguir, apresentamos cada um deles, destacando caracter\u00edsticas espec\u00edficas que contribuem para a dissemina\u00e7\u00e3o do uso de OA por alunos e professores.<\/p>\n<table>\n<thead>\n<tr>\n<th>   REPOSIT\u00d3RIO   <\/th>\n<th>   CARACTER\u00cdSTICAS   <\/th>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td><strong>Portal do Professor<\/strong> (MEC)<br \/>portaldoprofessor.mec.gov.br<\/td>\n<td>Disponibiliza tamb\u00e9m planos de aula, materiais de cursos de forma\u00e7\u00e3o de professores;<br \/>Os OAs est\u00e3o dispon\u00edveis na se\u00e7\u00e3o Recursos Educacionais, dentro da op\u00e7\u00e3o Multim\u00eddia;<br \/><strong>Busca avan\u00e7ada com<\/strong> crit\u00e9rios como: n\u00edvel de ensino ou modalidade de educa\u00e7\u00e3o, componente curricular e tema do conte\u00fado.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>BIOE<\/strong> (MEC\/MCT\/RELPE\/OEI)<br \/>objetoseducacionais2.mec.gov.br<\/td>\n<td>Disponibiliza quase <strong>21 mil<\/strong> OAs de acesso p\u00fablico e gratuito;<br \/>Crit\u00e9rios iguais aos do Portal do Professor;<br \/>Os OAs contemplam a Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Superior e modalidades de ensino, como Educa\u00e7\u00e3o de Jovens e Adultos (EJA) e Ind\u00edgena;<br \/>Apesar de rigoroso crit\u00e9rio de cataloga\u00e7\u00e3o e curadoria dos OA, muitos links que apontam para os recursos fora do BIOE est\u00e3o desativados ou n\u00e3o levam ao acesso ao recurso.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>PlataformaMEC RED<br \/>plataformaintegrada.mec.gov.br<\/td>\n<td>Disponibiliza mais de <strong>32 mil<\/strong> recursos educacionais digitais;<br \/>Espa\u00e7o para os usu\u00e1rios <strong>guardarem e compartilharem<\/strong> suas cole\u00e7\u00f5es;<br \/>Produto do <strong>Programa Educa\u00e7\u00e3o Conectada<\/strong>;<br \/>Recursos tanto para a forma\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 pr\u00e1tica docente, que v\u00e3o desde a <strong>Educa\u00e7\u00e3o Infantil<\/strong> ao <strong>Ensino Superior<\/strong>.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Educop\u00e9dia (SME-Rio;)<br \/>educopedia.com.br<\/td>\n<td>Disponibiliza OAs tamb\u00e9m em forma de aulas digitais <strong>licenciados em Creative Commons (CC)<\/strong>;<br \/>Alunos, professores e visitantes podem acessar atividades auto instrucionais e tamb\u00e9m interativas;<br \/>OAs organizados por anos do Ensino Fundamental,Educa\u00e7\u00e3o Infantil e das modalidades EJA e Educa\u00e7\u00e3o Especial;<br \/>Disponibiliza planos de aula, apresenta\u00e7\u00f5es, cursos para professores, entre outros materiais.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Curr\u00edculo+ (SEE-SP)<br \/>curriculomais.educacao.sp.gov.br<\/td>\n<td>Reposit\u00f3rio e tamb\u00e9m <strong>referat\u00f3rio<\/strong>, pois remete a outros reposit\u00f3rios de OAs;<br \/>Disponibiliza OAs que v\u00e3o desde videoaulas e jogos eanima\u00e7\u00f5es\/simula\u00e7\u00f5es;<br \/><strong>Processo de curadoria<\/strong> dos OAs com a participa\u00e7\u00e3o de professores da rede estadual p\u00fablica de ensino.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>NOAS (Sistema CNEC)<br \/>noas.com.br<\/td>\n<td>OAs <strong>gratuitos e de livre acesso<\/strong> e licenciados sob CC,sendo necess\u00e1rio um cadastro para acessar o reposit\u00f3rio;<br \/>OAs classificados por disciplinas curriculares das etapas da Educa\u00e7\u00e3o Superior e B\u00e1sica;<br \/>Referencia OAs de reposit\u00f3rios como o <em>Multimedia Educational Resource for Learning<\/em> em <em>Object Teaching<\/em> (<a href=\"https:\/\/www.merlot.org\/\">MERLOT<\/a>).<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>Ambiente Athena (UFC)<br \/>proativa.virtual.ufc.br\/athena<\/td>\n<td>Disponibiliza mais de 500 OAs do tipo anima\u00e7\u00e3o\/simula\u00e7\u00e3o, <em>software<\/em>, hipertexto, v\u00eddeo e \u00e1udio para L\u00edngua Portuguesa e Matem\u00e1tica;<br \/>OAs classificados conforme os anos do Ensino Fundamental e os descritores da Matriz do Sistema de Avalia\u00e7\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (SAEB);<br \/>\u00c9 poss\u00edvel fazer o <em>download<\/em> de <strong>vers\u00e3o <em>off-line<\/em><\/strong> e <strong>compacta<\/strong> de todo o reposit\u00f3rio e seus OAs.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>REMAR (UFSCAR)<br \/>remar.rnp.br<\/td>\n<td>Relaciona o conceito de OA como <strong>recursos educacionais abertos<\/strong> (REA);<br \/>Permite acesso, produ\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o de OA.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>OBAMA (UFRN)<br \/>obama.imd.ufrn.br<\/td>\n<td>Disponibiliza quase 500 OAs para trabalhar conceitos matem\u00e1ticos na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica;<br \/>Sistema de busca com filtros por t\u00edtulo, n\u00edvel de ensino, tema curricular e descritores da <strong>Prova Brasil<\/strong> e SAEB, al\u00e9m das habilidades da Base Nacional Comum Curricular (<strong>BNCC<\/strong>), que devem ser desenvolvidas pelos discentes;<br \/>Ambiente para produ\u00e7\u00e3o e compartilhamento de planos de aula com os OAs catalogados.<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 6 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s6\">6 PROJETANDO E DESENVOLVENDO OBJETOS DE APRENDIZAGEM<\/h2>\n<p>Conforme destacado por Wiley (<a href=\"#WILEY2001\">2001<\/a>), objetos de aprendizagem s\u00e3o inspirados no paradigma da orienta\u00e7\u00e3o a objetos da Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o e que valoriza a cria\u00e7\u00e3o de componentes (os objetos) que podem ser reusados. Sendo assim, se quisermos projet\u00e1-los e desenvolv\u00ea-los, \u00e9 interessante tentar constru\u00ed-los como pequenos objetos instrucionais que fiquem dispon\u00edveis na internet e que possam ser reusados v\u00e1rias vezes em diferentes contextos de aprendizagem.<\/p>\n<p>Os requisitos para o desenvolvimento de OAs podem ser t\u00e9cnicos e pedag\u00f3gicos, em geral. Nesse sentido, conforme destacado por Louren\u00e7o (<a href=\"#LOURENCO2012\">2012<\/a>), \u00e9 importante que fa\u00e7a parte desse processo de constru\u00e7\u00e3o de OAs uma equipe multidisciplinar envolvendo, por exemplo, desenvolvedores, <em>designers<\/em>, pedagogos e especialistas da \u00e1rea para o qual o OA ser\u00e1 desenvolvido. Esses profissionais se distribuem nas equipes t\u00e9cnica, design e pedag\u00f3gica, que atuam de forma articulada e integrada durante todo processo (<a href=\"#OLIVEIRA2001\">OLIVEIRA, COSTA, MOREIRA, 2001<\/a>). Al\u00e9m disso, diferentes ferramentas podem ser usadas, como IDEs (do ingl\u00eas <em>Integrated Development Environment<\/em> \u2013 ambiente de desenvolvimento integrado) para o desenvolvimento de softwares, al\u00e9m de ferramentas de manipula\u00e7\u00e3o de m\u00eddias digitais, como editores de imagens, \u00e1udios e v\u00eddeos.<\/p>\n<p>Quando os OAs s\u00e3o <strong><em>softwares <\/em>educativos<\/strong>, ou seja, programas de computador voltados para contextos de ensino e de aprendizagem, \u00e9 fundamental que haja uma proposta pedag\u00f3gica desde a concep\u00e7\u00e3o do projeto do <em>software <\/em>ou de sua inser\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o. No entanto, n\u00e3o podemos desprezar os <strong><em>softwares<\/em> educacionais<\/strong>, que s\u00e3o programas que, embora possam n\u00e3o ter sido criados com objetivo de serem utilizados no processo de ensino aprendizagem, acabaram sendo integrados nesse contexto. Alguns jogos digitais podem ser classificados como OAs do tipo <em>softwares <\/em>educativos ou educacionais, por exemplo. O que os caracteriza como <strong>jogos <\/strong>(<em>games<\/em>) s\u00e3o caracter\u00edsticas como narrativas, trilha sonora e desafio ou pontua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Seja no desenvolvimento de <em>softwares <\/em>educativos como jogos ou no de OAs mais simples, como apresenta\u00e7\u00f5es de <em>slides<\/em>, h\u00e1 uma s\u00e9rie de quest\u00f5es que devemos considerar. Que tal se aprofundar mais em cada uma delas?<\/p>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 6.1 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s61\">6.1 Caracter\u00edsticas Pertinentes a OAs<\/h2>\n<p>Favero <em>et al.<\/em> (<a href=\"#FAVERO2008\">2008<\/a>) destacam algumas caracter\u00edsticas pertinentes a OAs, como <strong>reusabilidade, agrega\u00e7\u00e3o, identifica\u00e7\u00e3o por metadados<\/strong> e <strong>interatividade<\/strong>. <strong>A reusabilidade<\/strong> de um OA \u00e9 o que permite que ele possa ser utilizado em diferentes contextos ou situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem. Por exemplo, podemos ter um OA como o <em>Math Timer<\/em> (<a href=\"#FERNANDES2016\">FERNANDES; REBOU\u00c7AS, 2016<\/a>), que \u00e9 um aplicativo para dispositivos m\u00f3veis em que os alunos podem explorar exerc\u00edcios para diferentes conte\u00fados e com diferentes prop\u00f3sitos educacionais (como o de praticar apenas o conte\u00fado ou o de avaliar os alunos e seu desempenho) de maneira considerada divertida por diferentes alunos. Para projetar um OA reus\u00e1vel, \u00e9 importante observar sua granularidade, o que est\u00e1 relacionado ao seu tamanho (a quantidade de conte\u00fados explorados, atividades ou recursos que oferece, por exemplo). Se objetos de aprendizagem tiverem granularidade mais alta (como um curso completo), fica mais dif\u00edcil reus\u00e1-los (<a href=\"#WILEY2001\">WILEY, 2001<\/a>). Para aumentarem as chances de reuso de um OA, \u00e9 importante tamb\u00e9m pensar na sua modularidade, ou seja, no qu\u00e3o f\u00e1cil \u00e9 seccion\u00e1-lo em componentes que possam ser reutilizados e recombinados em outros contextos (<a href=\"#FAVERO2008\">FAVERO <em>et al.<\/em>, 2008<\/a>).<\/p>\n<p>A <strong>agrega\u00e7\u00e3o<\/strong> est\u00e1 relacionada \u00e0 possibilidade de combinar o OA produzido com outros, de forma a atender a determinados objetivos de aprendizagem de forma contextualizada com a situa\u00e7\u00e3o que se pretende trabalhar. Considerando o exemplo tamb\u00e9m do <em>Math Timer<\/em>, podemos considerar um contexto de aprendizagem em que se trabalha um determinado conte\u00fado, como fra\u00e7\u00f5es, por meio de um v\u00eddeo em que o conte\u00fado \u00e9 apresentado, combinado com o <em>Math Timer<\/em> para praticar o conte\u00fado discutido, que pode ser utilizado em <em>tablets<\/em> distribu\u00eddos a duplas de alunos em uma atividade din\u00e2mica, por exemplo.<\/p>\n<p>A <strong>identifica\u00e7\u00e3o por metadados<\/strong>, que, segundo Wiley (<a href=\"#WILEY2001\">2001<\/a>), s\u00e3o informa\u00e7\u00f5es descritivas sobre um recurso, permite que um OA possa ser catalogado e localizado na internet ou em algum reposit\u00f3rio de OAs.  Alguns exemplos de metadados utilizados para descrever um OA podem ser os seguintes: a data de cria\u00e7\u00e3o, o autor, o p\u00fablico-alvo a que se destina (e.g. crian\u00e7as entre 3 e 5 anos), os conte\u00fados trabalhados (e.g. fra\u00e7\u00f5es, opera\u00e7\u00f5es aritm\u00e9ticas, etc.) ou os n\u00edveis e etapas da Educa\u00e7\u00e3o (e.g. Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica: Educa\u00e7\u00e3o Infantil, anos iniciais e finais do Ensino Fundamental e Ensino M\u00e9dio; Educa\u00e7\u00e3o Profissional e Educa\u00e7\u00e3o Superior).<\/p>\n<p>A <strong>interatividade<\/strong> de um OA \u00e9 a forma com que permite que o aluno interaja com o conte\u00fado ou conceito abordado por ele. Conforme destacado por Favero <em>et al.<\/em> (<a href=\"#FAVERO2008\">2008<\/a>), uma forma poss\u00edvel de interagir com OAs \u00e9 por meio da leitura visual de textos, figuras e anima\u00e7\u00f5es. Outra forma \u00e9 por meio da escuta de \u00e1udios com uma determinada explica\u00e7\u00e3o. No entanto, um OA pode apresentar n\u00edveis mais altos de intera\u00e7\u00e3o, em que o aluno se torna mais ativo no processo de aprendizagem (re)construindo seus conhecimentos por meio de suas a\u00e7\u00f5es.<br \/>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 6.2 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s62\">6.2 Objetivos de Aprendizagem<\/h2>\n<p>Ao projetar e desenvolver um OA, \u00e9 importante ter em mente o que se pretende atingir em termos de pedag\u00f3gicos com aquele recurso. Embora no futuro ele possa ser utilizado com outros objetivos e em outros contextos, \u00e9 importante ter ao menos um objetivo pr\u00e9-definido e document\u00e1-lo de maneira clara para facilitar a ado\u00e7\u00e3o do OA. \u00c9 importante tamb\u00e9m que verifiquemos na pr\u00e1tica, com alguns usos do OA, se esses objetivos conseguem ser atendidos e como foi a aceita\u00e7\u00e3o do OA pelos aprendentes que fizeram uso dele e por professores envolvidos no processo.<\/p>\n<p>Para que se possa fazer tal verifica\u00e7\u00e3o, a escrita dos objetivos de aprendizagem deve ser feita de forma a especificar habilidades que se deseja que os alunos desenvolvam. Tais habilidades implicam em a\u00e7\u00f5es observ\u00e1veis e evid\u00eancias de que os aprendentes adquiriram o conhecimento e as compet\u00eancias sugeridas pelos objetivos (<a href=\"#KRAUSS2005\">KRAUSS; ALLY, 2005<\/a>).<\/p>\n<p>Um dos instrumentos que podem nos auxiliar na defini\u00e7\u00e3o de objetivos educacionais ligados ao desenvolvimento cognitivo, englobando aquisi\u00e7\u00e3o do conhecimento, compet\u00eancias e atitudes, \u00e9 a Taxonomia de Bloom, que foi apresentada de maneira atualizada por Ferraz e Belhot (<a href=\"#FERRAZ2010\">2010<\/a>). Esses autores destacam que o uso da Taxonomia de Bloom tem sido muito \u00fatil como instrumento de classifica\u00e7\u00e3o de objetivos de aprendizagem de forma hier\u00e1rquica na estrutura\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o e planejamento de disciplinas, cursos ou m\u00f3dulos instrucionais. \u00c9 nesse planejamento em que ser\u00e3o explorados os OAs como forma de buscar atingir esses objetivos, que podem se referir a n\u00edveis de conhecimento expressos por verbos, como lembrar, entender, aplicar, analisar, avaliar e criar. <\/p>\n<p>Um exemplo de objetivo de aprendizagem de um OA para apoiar o ensino de nomenclaturas qu\u00edmicas, como o <em>MyQu\u00edmica<\/em> (<a href=\"#LOPES2012\">LOPES et al., 2012<\/a>), pode ser &#8220;Ap\u00f3s utilizarem o OA <em>MyQu\u00edmica<\/em>, espera-se que os alunos estejam aptos a lembrar dos elementos da tabela peri\u00f3dica, reconhecendo os elementos que podem fazer parte de um certo composto qu\u00edmico trabalhado pela ferramenta&#8221;. Uma forma de definir objetivos de aprendizagem de um OA \u00e9 consultar a <a href=\"http:\/\/basenacionalcomum.mec.gov.br\/abase\/\">Base Nacional Comum Curricular (BNCC)<\/a>, por exemplo, e adotar uma habilidade que se espera que os alunos, de determinado etapa da Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica e ano escolar, no contexto de uma \u00e1rea do conhecimento, desenvolva.<br \/>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 6.3 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s63\">6.3 <em>Design<\/em> Instrucional e o Projeto de OAs<\/h2>\n<p>Filatro (<a href=\"#FILATRO2004\">2004<\/a>) define <em>Design<\/em> Instrucional em um n\u00edvel macro como o planejamento do processo de ensino e de aprendizagem, incluindo atividades, estrat\u00e9gias, sistemas de avalia\u00e7\u00e3o, m\u00e9todos e materiais instrucionais. Sendo assim, ao projetar um OA, \u00e9 importante tamb\u00e9m considerar aspectos do <em>design<\/em> instrucional, pois os princ\u00edpios instrucionais ser\u00e3o fundamentais para que a tecnologia promova de fato o aprendizado (<a href=\"#WILEY2001\">WILEY, 2001<\/a>). O <em>design<\/em> instrucional \u00e9 um processo utilizado para garantir a qualidade da instru\u00e7\u00e3o que estar\u00e1 presente ao longo do processo de ensino e de aprendizagem. Ele n\u00e3o se limita apenas \u00e0 gera\u00e7\u00e3o de conte\u00fado, mas tamb\u00e9m a atividades, materiais de apoio e formas de avalia\u00e7\u00e3o que atendam \u00e0s necessidades educacionais que o professor tem como alvo. O <em>design<\/em> instrucional \u00e9 guiado pelo uso de teorias de aprendizagem, que s\u00e3o \u00fateis para explicar como as pessoas, em determinadas fases do desenvolvimento cognitivo, aprendem. De maneira geral, \u00e9 importante destacar que n\u00e3o basta apenas incluir algo para chamar a aten\u00e7\u00e3o dos alunos, deve-se considerar todas as mudan\u00e7as que s\u00e3o necess\u00e1rias no processo de ensino e de aprendizagem para utiliza\u00e7\u00e3o do OA. O plano de aula, por exemplo, deve ser adaptado ou preparado para o uso de objetos de aprendizagem, e deve-se observar se os OAs utilizados conseguem atender aos objetivos instrucionais previstos e se s\u00e3o adequados aos alunos que o utilizar\u00e3o. Nesse sentido, ao projetar um OA, os objetivos educacionais devem ser bem claros, e aspectos como a decis\u00e3o sobre o tamanho de um OA, em termos de conte\u00fados e recursos, devem ser considerados. <\/p>\n<p>Trabalhos mais recentes, como o de Bertoncello, Possamai e Bortolozzi (<a href=\"#BERTONCELLO2017\">2017<\/a>), chamam a aten\u00e7\u00e3o para a import\u00e2ncia de considerar no projeto de um OA estrat\u00e9gias de ensino e aprendizagem personalizadas, levando em considera\u00e7\u00e3o os diferentes estilos de aprendizagem dos estudantes (suas prefer\u00eancias ao perceber, organizar, processar e compreender informa\u00e7\u00f5es). Por exemplo, alguns preferem fatos e datas, s\u00e3o mais met\u00f3dicos e gostam de detalhes. Outros estudantes preferem s\u00edmbolos, diagramas, modelos, teorias e inova\u00e7\u00e3o, sendo melhores em abstra\u00e7\u00e3o do que em detalhes. Al\u00e9m disso, a forma de comunica\u00e7\u00e3o preferida entre os estudantes pode variar. Alguns t\u00eam maior facilidade com a informa\u00e7\u00e3o visual, como diagramas, imagens, filmes, grafos, etc. Outros preferem a informa\u00e7\u00e3o verbal, tendo maior facilidade com a palavra escrita ou falada. Sendo assim, para uma aula, um professor pode inclusive prever diferentes OAs para atingir um mesmo objetivo de aprendizagem, ou pode optar por um OA que disponibilize recursos que possam atrair alunos que gostam de aprender de diferentes formas. Um mesmo OA pode disponibilizar informa\u00e7\u00f5es em texto, ou em v\u00eddeo, ou anima\u00e7\u00f5es, por exemplo.<\/p>\n<p>Na hora de projetar um OA, para permitir que a equipe multidisciplinar de que voc\u00ea faz parte possa discutir antes de ter algo efetivamente implementado, \u00e9 interessante utilizar <em>storyboards<\/em>, que s\u00e3o uma esp\u00e9cie de rascunho do OA, efetivamente um roteiro de seu funcionamento. A figura abaixo ilustra parte do <em>storyboard<\/em> de um objeto de aprendizagem para dispositivos m\u00f3veis baseado no Jogo da Forca para apoiar na alfabetiza\u00e7\u00e3o (<a href=\"#OLIVEIRA2017\">OLIVEIRA, 2017<\/a>).<\/p>\n<p>  <!-- FIGURA 2 --><\/p>\n<figure>\n    Figura 2: <em>Storyboard<\/em><br \/>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_02.jpg\" alt=\"Figura 2: Storyboard\" width=\"859\" height=\"624\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2350\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_02.jpg 859w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_02-300x218.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_02-768x558.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 859px) 100vw, 859px\" \/><figcaption>\n      Fonte: Oliveira (<a href=\"#OLIVEIRA2017\">2017<\/a>).<br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>Koohang e Harman (<a href=\"#KOOHANG2007\">2007<\/a>) prop\u00f5em alguns modelos (<em>templates<\/em>) detalhados de <em>storyboards<\/em> levando em considera\u00e7\u00e3o diferentes fases do <em>design<\/em> instrucional do OA. A Figura mostrada a seguir apresenta um desses modelos, que se refere \u00e0 fase de implementa\u00e7\u00e3o do OA. Note que podem ser colocados no <em>storyboard<\/em> rabiscos de desenhos, que poder\u00e3o ser aprimorados por designers respons\u00e1veis pelo visual gr\u00e1fico, e textos, que poder\u00e3o desde cedo ser discutidos entre as equipes pedag\u00f3gicas e de desenvolvimento.<\/p>\n<p>  <!-- FIGURA 3 --><\/p>\n<figure>\n    Figura 3: <em>Template<\/em> de <em>storyboard<\/em><br \/>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_03.jpg\" alt=\"Figura 3: Template de storyboard\" width=\"619\" height=\"449\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2351\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_03.jpg 619w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_03-300x218.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 619px) 100vw, 619px\" \/><figcaption>\n      Fonte: Tradu\u00e7\u00e3o do <em>Template<\/em> de <em>storyboard<\/em> para a fase de implementa\u00e7\u00e3o do OA proposto por Koohang e Harman (<a href=\"#KOOHANG2007\">2007, p. 273<\/a>).<br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00c9 importante tamb\u00e9m destacar que, dependendo do OA, pode ser mais apropriado um <em>template<\/em> de <em>storyboard<\/em> mais focado nos personagens, nas suas falas e em anima\u00e7\u00f5es apresentadas, como o que \u00e9 proposto por Oliveira, Amaral e Bartholo (<a href=\"#OLIVEIRA2010\">2010<\/a>).<br \/>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 6.4 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s64\">6.4 Metodologias para o Desenvolvimento de Objetos de Aprendizagem<\/h2>\n<p>Para construir objetos de aprendizagem como artefatos de <em>software<\/em>, voc\u00ea pode utilizar processos de desenvolvimento similares aos processos utilizados para o desenvolvimento de <em>software<\/em>. Lembre-se, por\u00e9m, de levar em considera\u00e7\u00e3o as particularidades do contexto educacional em que OAs ser\u00e3o utilizados. Afinal, um <em>software<\/em> educativo, diferente de outros <em>softwares<\/em>, n\u00e3o tem fim em si mesmo. O processo para o qual o OA foi concebido inicia com o usu\u00e1rio utilizando o recurso, mas continua no n\u00edvel da cogni\u00e7\u00e3o, ou seja, das constru\u00e7\u00f5es particulares que o aprendiz realiza mentalmente ap\u00f3s utiliz\u00e1-lo. Podem ser utilizados, por exemplo, processos mais tradicionais (ou pesados), como o RUP (<em>Rational Unified Process<\/em>), ou mais \u00e1geis, como <em>Scrum<\/em> e XP (<em>Extreme Programming<\/em>). Podem tamb\u00e9m ser utilizadas metodologias mais espec\u00edficas para o desenvolvimento de objetos de aprendizagem, como a Inter-OA, proposto por Louren\u00e7o (<a href=\"#LOURENCO2012\">2012<\/a>), que se baseia no processo OpenUp<a href=\"#nota4\" title=\"http:\/\/epf.eclipse.org\/wikis\/openuppt\/index.htm\"><sup><small>4<\/small><\/sup><\/a>, que combina princ\u00edpios do RUP e do XP, e tamb\u00e9m no paradigma para desenvolvimento de produtos chamado ADDIE<a href=\"#nota5\" title=\"http:\/\/www.springer.com\/us\/book\/9780387095059\"><sup><small>5<\/small><\/sup><\/a>.<\/p>\n<p>Uma outra abordagem interessante proposta pela literatura para o desenvolvimento de objetos de aprendizagem \u00e9 o modelo proposto por Bertoncello, Possamai e Bortolozzi (<a href=\"#BERTONCELLO2017\">2017<\/a>), que \u00e9 uma adapta\u00e7\u00e3o do modelo espiral de desenvolvimento de <em>software<\/em> apresentado por Pressman (<a href=\"#PRESSMAN2011\">2011<\/a>). Esse modelo apresenta cinco etapas que ficam se alternando: comunica\u00e7\u00e3o, planejamento, modelagem, constru\u00e7\u00e3o e valida\u00e7\u00e3o. Tais etapas, com suas atividades correspondentes, est\u00e3o ilustradas pela figura apresentada a seguir.<\/p>\n<p>  <!-- FIGURA 3 --><\/p>\n<figure>\n    Figura 4: Modelo espiral de desenvolvimento de <em>software<\/em><br \/>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_04.jpg\" alt=\"Figura 4: Modelo espiral de desenvolvimento de software\" width=\"715\" height=\"572\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2352\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_04.jpg 715w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_04-300x240.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 715px) 100vw, 715px\" \/><figcaption>\n      Fonte: Bertoncello, Possamai e Bortolozzi (<a href=\"#BERTONCELLO2017\">2017<\/a>).<br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 6.5 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s65\">6.5 Ferramentas para o Desenvolvimento de OAs<\/h2>\n<p>Conforme destacamos anteriormente, quando estamos desenvolvendo um OA podemos utilizar ferramentas como ambientes de desenvolvimento integrado (IDE), utilizando linguagens de programa\u00e7\u00e3o convencionais, ferramentas de cria\u00e7\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o de imagens, \u00e1udios e v\u00eddeos. Al\u00e9m destas, para tornar mais f\u00e1cil esse desenvolvimento, est\u00e1 cada vez mais comum o uso das chamadas ferramentas de autoria, que s\u00e3o ferramentas por meio das quais um tutor humano pode manipular, criar, alterar ou excluir sess\u00f5es de ensino (<a href=\"#MARCZAL2015\">MARCZAL <em>et al.<\/em>, 2015<\/a>).<\/p>\n<p>\tUm exemplo de ferramenta de autoria, detalhada por Marczal <em>et al.<\/em> (<a href=\"#MARCZAL2015\">2015<\/a>), \u00e9 a ferramenta FARMA (Ferramenta de Autoria para a Remedia\u00e7\u00e3o de erros com Mobilidade na Aprendizagem), a qual permite a constru\u00e7\u00e3o de exerc\u00edcios voltados ao aprendizado de conceitos de indu\u00e7\u00e3o anal\u00edtica que envolvem express\u00f5es aritm\u00e9ticas ou alg\u00e9bricas. Neste trabalho os autores citam tamb\u00e9m outras ferramentas, como <em>CourseLab<\/em>, <em>eXe Learning<\/em>, <em>HotPotatoes<\/em>, <em>Microsoft<\/em> LCDS e <em>MyUdutu<\/em>, mas destacam que tais ferramentas oferecem pouca intera\u00e7\u00e3o com o aprendiz. Alguns outros exemplos de ferramentas de autoria s\u00e3o o <em>MIT App Inventor 2<\/em><a href=\"#nota6\" title=\"http:\/\/ai2.appinventor.mit.edu\"><sup><small>6<\/small><\/sup><\/a>, que permite o desenvolvimento de aplica\u00e7\u00f5es m\u00f3veis para Android, o Pocket Code<a href=\"#nota7\" title=\"https:\/\/www.catrobat.org\"><sup><small>7<\/small><\/sup><\/a>, que permite a cria\u00e7\u00e3o de jogos, anima\u00e7\u00f5es, v\u00eddeos interativos e outros tipos de aplica\u00e7\u00f5es diretamente do seu telefone ou tablet, e o Scratch<a href=\"#nota8\" title=\"https:\/\/scratch.mit.edu\"><sup><small>8<\/small><\/sup><\/a>, tamb\u00e9m criado pelo MIT, que permite a cria\u00e7\u00e3o de jogos, hist\u00f3rias e anima\u00e7\u00f5es que podem ser partilhados.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO DEBATE --><\/p>\n<section class=\"quadro debate\">\n<h5>DEBATE: Ser\u00e1 que OAs s\u00f3 conseguem ser feitos por equipes grandes?<\/h5>\n<p>Falamos que OAs s\u00e3o desenvolvidos por equipes multidisciplinares, mas ser\u00e1 que \u00e9 poss\u00edvel criar um OA com uma equipe pequena? Quais as vantagens e desvantagens em ter ou n\u00e3o especialistas da \u00e1rea t\u00e9cnica, de design e pedag\u00f3gica em sua equipe?<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 7 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s7\">7 AVALIANDO OBJETOS DE APRENDIZAGEM<\/h2>\n<p>Os benef\u00edcios de adotar recursos digitais de aprendizagem s\u00e3o ineg\u00e1veis. Todavia, a escolha de um OA para compor uma situa\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica \u00e9 um processo que requer aten\u00e7\u00e3o e que depende dos objetivos pedag\u00f3gicos que o professor pretende atingir. A inten\u00e7\u00e3o de adotar um OA reflete o interesse do educador em buscar uma experi\u00eancia diferente, \u00e0s vezes complementar, de o aluno se relacionar com um conte\u00fado ou compet\u00eancia. Assim, no processo de avalia\u00e7\u00e3o de um OA, voc\u00ea deve avaliar a qualidade do recurso, de como ele pode agregar valor \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de ensino e aprendizagem que voc\u00ea est\u00e1 planejando. Esse \u00e9 um passo relevante, porque, afinal, o recurso ser\u00e1 utilizado como um meio para construir conhecimento, compet\u00eancias ou mesmo avaliar a aprendizagem do seu aluno. H\u00e1 muitos OAs por a\u00ed, mas, infelizmente, nem sempre eles s\u00e3o validados com o p\u00fablico ao qual eles se destinam. Como professor, voc\u00ea pode querer analisar a adequabilidade de um recurso considerando essas quest\u00f5es que trazemos.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, voc\u00ea pode ainda estar se perguntando: por que eu deveria me preocupar em aprender sobre a avalia\u00e7\u00e3o de OAs, se eu n\u00e3o atuo com doc\u00eancia? Essa necessidade pode surgir de outros diferentes motivos. Se voc\u00ea \u00e9 um desenvolvedor e est\u00e1 projetando um OA, pode querer estabelecer uma vis\u00e3o cr\u00edtica sobre OAs que s\u00e3o relacionados ao seu. Essa \u00e9 uma forma de explorar aspectos que merecem ser considerados, ou mesmo evitados, no desenho do seu OA. Se voc\u00ea j\u00e1 desenvolveu o seu recurso, o processo de avalia\u00e7\u00e3o servir\u00e1 como suporte para analisar com que grau de qualidade ele atende aos diferentes objetivos planejados pela equipe de desenvolvimento. Nesta se\u00e7\u00e3o, voc\u00ea conhecer\u00e1 mais sobre as nuances do processo de avalia\u00e7\u00e3o de OAs. Aprender\u00e1 que aspectos podem ser levados em considera\u00e7\u00e3o para que estabele\u00e7a um senso sobre a qualidade do recurso. Para que voc\u00ea experimente passar por esta etapa, vamos lhe apresentar um m\u00e9todo de avalia\u00e7\u00e3o de OAs.<\/p>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 7.1 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s71\">7.1 Como avaliar a qualidade de um OA?<\/h2>\n<p>S\u00e3o encontrados na literatura diversos m\u00e9todos que podem auxiliar na avalia\u00e7\u00e3o de OAs. Escolher um OA demanda avaliar certos aspectos que o caracterizam. Em geral, como j\u00e1 conversamos em se\u00e7\u00f5es anteriores, tais aspectos s\u00e3o de natureza t\u00e9cnica ou pedag\u00f3gica. Nas diretrizes de avalia\u00e7\u00e3o propostas por Reategui, Boff e Finco (<a href=\"#REATEGUI2010\">2010<\/a>), por exemplo, a dimens\u00e3o pedag\u00f3gica do OA \u00e9 explorada por meio de dois elementos centrais, quais sejam: capacidade de adapta\u00e7\u00e3o e perspectiva epistemol\u00f3gica. A adapta\u00e7\u00e3o \u00e9 uma caracter\u00edstica relacionada a como ele se comporta diante da possibilidade de os alunos possu\u00edrem diferentes graus de conhecimento sobre o assunto, portanto, de terem a necessidade de se relacionar de diferentes formas com o conte\u00fado que est\u00e1 sendo explorado a partir  do OA. Al\u00e9m disso, os estudantes podem preferir interagir com a informa\u00e7\u00e3o de diferentes maneiras. Essa \u00e9 uma caracter\u00edstica importante, uma vez que as pessoas aprendem de diferentes formas, agu\u00e7ando diferentes sentidos (o ouvir, ver ou fazer, por exemplo).<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 epistemologia do OA, o educador observa como o projeto do recurso coloca o aluno no processo de constru\u00e7\u00e3o do conhecimento. Se o OA possui uma abordagem mais comportamentalista, de base empirista, o conhecimento expl\u00edcito \u00e9 mais valorizado. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o apresentadas como fatos, o que exige do aluno maior capacidade de memoriza\u00e7\u00e3o. A no\u00e7\u00e3o de recompensa \u00e9 outro conceito que se mostra presente na intera\u00e7\u00e3o. Assim, respostas certas s\u00e3o sempre associadas a refor\u00e7os positivos. Sendo construtivista, de base interacionista, a rela\u00e7\u00e3o com a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente. O aluno \u00e9 mais estimulado a explorar para aprender, a resolver problemas, algo que o torna mais ativo no processo de aprendizagem. Nesse caso, o <em>feedback<\/em> proporcionado pelo recurso \u00e9 a representa\u00e7\u00e3o do que foi proposto ou  produzido pelo estudante como solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os m\u00e9todos de avalia\u00e7\u00e3o variam muito. Por exemplo, no processo de Mussoi, Flores e Behar (<a href=\"#MUSSOI2010\">2010<\/a>), avaliar a dimens\u00e3o pedag\u00f3gica demanda analisar, al\u00e9m de outros aspectos, a corretude da informa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 disponibilizada, se a linguagem \u00e9 adequada ao n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o do p\u00fablico-alvo e se a carga de conte\u00fado \u00e9 didaticamente compat\u00edvel com o tempo de uso do objeto. Por diferentes raz\u00f5es, nem sempre \u00e9 trivial utilizar alguns m\u00e9todos de avalia\u00e7\u00e3o. Ocorre de eles definirem um conjunto de par\u00e2metros de avalia\u00e7\u00e3o, mas disporem de instrumentos limitados, considerando contextos particulares de uso (question\u00e1rios extensos, contendo vocabul\u00e1rio amb\u00edguo que abre margem para m\u00faltiplas interpreta\u00e7\u00f5es). Em outras situa\u00e7\u00f5es, depois de avaliar as caracter\u00edsticas do OA, o educador n\u00e3o tem orienta\u00e7\u00e3o sobre como interpretar o resultado que tem em m\u00e3os. Como o grau de qualidade do recurso atende ao prop\u00f3sito planejado? O que fazer quando OA \u00e9 bem avaliado segundo certos crit\u00e9rios, no entanto, mal avaliado segundo outros? Ou seja, como se beneficiar do m\u00e9todo de avalia\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>O trabalho de Da Silva <em>et al.<\/em> (<a href=\"#CASTROF2016\">2016<\/a>) traz \u00e0 tona essas quest\u00f5es, ao mostrar a avalia\u00e7\u00e3o do Duolingo, um aplicativo voltado para o ensino de idiomas. Os autores destacam como quatro m\u00e9todos de avalia\u00e7\u00e3o diferem, considerando o n\u00famero de crit\u00e9rios que utilizam, o n\u00edvel de facilidade de compreend\u00ea-los, de interpretar o resultado gerado no processo de avalia\u00e7\u00e3o, o tipo de mensura\u00e7\u00e3o que adotam (se objetivo ou subjetivo, baseado em escalas) e o tempo gasto para aprender e aplicar o instrumento. Tais quest\u00f5es podem tornar mais dif\u00edcil a tarefa de avaliar, o que pode ser desencorajador para alguns. Visando diminuir os obst\u00e1culos que voc\u00ea pode sentir, sugerimos um m\u00e9todo simples e objetivo, que \u00e9 apresentado em detalhes na pr\u00f3xima subse\u00e7\u00e3o. Mas lembre-se que esse m\u00e9todo que sugerimos pode ser adequado ou n\u00e3o, e isso depende muito do tipo de objeto de aprendizagem que voc\u00ea pretende avaliar.<\/p>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 7.1.1 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s711\">7.1.1 <em>Utilizando um m\u00e9todo para avaliar Objetos de Aprendizagem<\/em><\/h2>\n<p>No m\u00e9todo de avalia\u00e7\u00e3o de Mhouti, Nasseh e Erradi (<a href=\"#MHOUTI2013\">2013<\/a>), um OA \u00e9 analisado segundo quatro perspectivas: acad\u00eamica, pedag\u00f3gica, did\u00e1tica e t\u00e9cnica. Cada uma utiliza um conjunto de crit\u00e9rios para determinar como o OA atende requisitos naquela dimens\u00e3o de qualidade. Os autores lembram que a avalia\u00e7\u00e3o de cada perspectiva precisa ser ponderada, na medida em que a escolha do OA depende do contexto em que ele ser\u00e1 usado, assim como do prop\u00f3sito que o educador pretende atingir. Significa dizer que, a depender da finalidade do OA naquela situa\u00e7\u00e3o instrucional, algumas dessas dimens\u00f5es de qualidade podem ter maior relev\u00e2ncia na avalia\u00e7\u00e3o do que outras.<\/p>\n<table>\n<thead>\n<tr>\n<td><strong>Pedag\u00f3gica<\/strong>: Analisar a qualidade do design instrucional do OA, em termos das estrat\u00e9gias de ensino utilizadas, objetivos e formas de avaliar a aprendizagem.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Elabora\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica<\/strong>: determina a capacidade do OA em prover simplifica\u00e7\u00e3o para o conte\u00fado, explica\u00e7\u00f5es de siglas, resumos, gr\u00e1ficos, ilustra\u00e7\u00f5es e figuras.<\/li>\n<li><strong>Constru\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica<\/strong>: determina como o conte\u00fado est\u00e1 estruturado. Se a informa\u00e7\u00e3o est\u00e1 organizada por meio de uma tabela de conte\u00fado, de f\u00e1cil navega\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>Estrat\u00e9gias pedag\u00f3gicas<\/strong>: determina as situa\u00e7\u00f5es motivacionais que o OA \u00e9 capaz de promover; analisa o grau de clareza dos objetivos de aprendizagem e n\u00edvel de adapta\u00e7\u00e3o a diferentes estilos de aprendizagem; e, tamb\u00e9m, as pr\u00e1ticas dispon\u00edveis para o educador acompanhar a aprendizagem do estudante.<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td><strong>Did\u00e1tica<\/strong>: Analisar a qualidade did\u00e1tica do recurso em termos das atividades de aprendizagem que promove e do grau de equil\u00edbrio que possui na proposi\u00e7\u00e3o de ideias.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Precis\u00e3o das atividades<\/strong>: determina o quanto as atividades propostas pelo recurso s\u00e3o coerentes com problemas ou situa\u00e7\u00f5es reais que se apresentam no cotidiano do estudante.<\/li>\n<li><strong>Qualidade do conte\u00fado<\/strong>: determina quanto o conte\u00fado est\u00e1 adequado ao p\u00fablico-alvo e se n\u00e3o apresenta erros ou informa\u00e7\u00f5es enviesadas que possam causar problemas.\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>T\u00e9cnica<\/strong>: Analisar os aspectos de usabilidade do OA e de requisitos que assegurem a manipula\u00e7\u00e3o do recurso.<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Design<\/strong>: determinar o qu\u00e3o adequado se mostra o uso de cores e sons, a est\u00e9tica do recurso, em termos da apresenta\u00e7\u00e3o de ilustra\u00e7\u00f5es e imagens, a sua qualidade gr\u00e1fica e o modelo de intera\u00e7\u00e3o com o usu\u00e1rio.<\/li>\n<li><strong>Navega\u00e7\u00e3o<\/strong>: determinar qu\u00e3o facilmente o usu\u00e1rio \u00e9 capaz de encontrar a informa\u00e7\u00e3o e de acessar as telas que deseja.<\/li>\n<li><strong>Uso t\u00e1tico de tecnologia<\/strong>: determinar como o OA explora as capacidades da tecnologia para favorecer a assimila\u00e7\u00e3o do conhecimento, a exemplo de conte\u00fado multim\u00eddia.<\/li>\n<\/ul>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><center>Eixos e seus objetivos no processo de avalia\u00e7\u00e3o da qualidade de um OA<br \/>\n(<a href=\"#MHOUTI2013\">MHOUTI, NASSEH e ERRADI, 2013<\/a>)<\/center><\/p>\n<p>Para avaliar, o processo \u00e9 simples. Primeiramente voc\u00ea responde a um conjunto de 20 perguntas, as quais est\u00e3o associadas a um crit\u00e9rio pertencente a cada perspectiva de avalia\u00e7\u00e3o. Para avaliar, por exemplo, o crit\u00e9rio &#8220;Estrat\u00e9gias pedag\u00f3gicas&#8221;, voc\u00ea dever\u00e1 responder se os objetivos de aprendizagem do OA est\u00e3o claros, se o recurso inclui est\u00edmulos que favorecem a aprendizagem ou promove que o aluno fique engajado. Para avaliar cada item, basta atribuir um valor entre 0 e 5, em que zero significa que em nada aquele item \u00e9 atendido, e 5 que este \u00e9 atendido completamente. Para gerar a avalia\u00e7\u00e3o geral do OA, fa\u00e7a o somat\u00f3rio das respostas. Em seguida, observe em que intervalo se encontra o valor da soma (vide Quadro a seguir). Esse m\u00e9todo de avalia\u00e7\u00e3o permite que voc\u00ea tenha uma vis\u00e3o sobre a qualidade geral do OA, assim como uma percep\u00e7\u00e3o pontual sobre o n\u00edvel de qualidade em cada uma das perspectivas. A distribui\u00e7\u00e3o da avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 assim: para saber apenas a avalia\u00e7\u00e3o da qualidade acad\u00eamica do OA, divida o valor do somat\u00f3rio das respostas por 10; para saber sobre a qualidade pedag\u00f3gica, divida o somat\u00f3rio por 65; para o c\u00e1lculo da qualidade, divida a soma por 10; e, por fim, para saber apenas a qualidade t\u00e9cnica, fa\u00e7a a divis\u00e3o por 15. Pronto! Agora voc\u00ea sabe como \u00e9 distribu\u00edda a avalia\u00e7\u00e3o. Para facilitar, voc\u00ea pode fazer o <a href=\"https:\/\/goo.gl\/yWFgqc\">download<\/a> da ficha de avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Faixa de valores para classifica\u00e7\u00e3o da qualidade geral de um OA no m\u00e9todo de Mhouti e colegas<\/h5>\n<p><strong>81 a 100<\/strong>: o OA pode ser considerado um recurso educacional excelente. Oferece funcionalidades diferenciadas e atende a crit\u00e9rios de qualidade desej\u00e1veis.<br \/>\n<strong>61 a 80<\/strong>: o OA possui caracter\u00edsticas interessantes, mas tamb\u00e9m, algumas fragilidades.<br \/>\n<strong>41 a 60<\/strong>: a qualidade do OA \u00e9 mediana e n\u00e3o oferece valor educacional suficientemente significante<br \/>\n<strong>0 a 40<\/strong>: a qualidade do OA \u00e9 abaixo da m\u00e9dia, n\u00e3o atendendo a diversos crit\u00e9rios de qualidade\n<\/p>\n<\/section>\n<p>Esta possibilidade de observar a avalia\u00e7\u00e3o em uma faixa de valores \u00e9 uma caracter\u00edstica interessante do m\u00e9todo pelo seguinte motivo: alguns educadores podem querer se ater a certos aspectos ao longo da avalia\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso da qualidade instrucional do OA. Outros, por sua vez, podem desejar analisar como o OA satisfaz certos aspectos mais t\u00e9cnicos, os quais podem determinar as limita\u00e7\u00f5es ou condicionantes para o seu uso no contexto da sala de aula. Por exemplo, \u00e9 preciso conduzir instala\u00e7\u00f5es para que o OA seja usado? A resposta a essa quest\u00e3o pode definir os esfor\u00e7os associados a sua ado\u00e7\u00e3o. Imagine que o professor ter\u00e1 que fazer o <em>download<\/em> do OA para cada aluno! Isso seria vi\u00e1vel? Em outra situa\u00e7\u00e3o, o educador poderia estar atento em examinar previamente qu\u00e3o aut\u00f4nomos os estudantes conseguiriam ser usando o OA. Eles conseguiriam utilizar o recurso por conta pr\u00f3pria ou necessitariam de orienta\u00e7\u00e3o para navegar por ele?<\/p>\n<p>Como voc\u00ea pode ter notado, avaliar \u00e9 um processo importante para nortear que recursos t\u00eam mais valor para compor a situa\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica que voc\u00ea pretende criar como docente-usu\u00e1rio de OAs, ou mesmo se voc\u00ea deseja avaliar OAs que voc\u00ea venha a desenvolver. Alguns podem n\u00e3o atender a todos os crit\u00e9rios de qualidade, mas lembre-se que v\u00e1rios OAs podem ser combinados para funcionar de forma complementar. N\u00e3o perder isso de vista tamb\u00e9m \u00e9 importante para o seu processo de escolha.<br \/>\n    <\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 8 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s8\">8 CONCLUS\u00d5ES<\/h2>\n<p>Como voc\u00ea j\u00e1 deve ter percebido, OAs podem ser utilizados para diferentes prop\u00f3sitos. Algumas vezes, a sua utiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 comum, como um recurso para refor\u00e7ar o ensino ou a aprendizagem de certos conte\u00fados. Algumas vezes, o OA \u00e9 um elemento utilizado na situa\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica com a finalidade de aumentar o grau de engajamento dos alunos. Assim, funcionam como um gatilho para despertar o interesse de explorar novas \u00e1reas de conhecimento ou assuntos escolares. Em outras circunst\u00e2ncias, a ado\u00e7\u00e3o pode ser planejada para viabilizar pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas mais inclusivas. Adotar tais recursos digitais \u00e9 uma forma de estabelecer oportunidades para que limita\u00e7\u00f5es f\u00edsicas ou cognitivas n\u00e3o sejam uma barreira para o processo educacional de alguns estudantes. Al\u00e9m disso, a ado\u00e7\u00e3o de OAs pode ter a finalidade de promover um modelo de aprendizagem mais adaptativo e personalizado. A oferta de alternativas de aprendizagem favorece que se estabele\u00e7am situa\u00e7\u00f5es que contemplem a exist\u00eancia de prefer\u00eancias, ritmos e estilos de aprendizagem diferentes em um grupo de alunos. O uso de OAs pode ser um apoio para que o professor crie experi\u00eancias de aprendizagem significativas e inovadoras, especialmente se eles forem um instrumento para aproximar os conte\u00fados escolares de coisas que est\u00e3o no universo dos estudantes ou dos seus interesses pessoais.<br \/>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O RESUMO --><\/p>\n<section>\n<h3 id=\"resumo\">Resumo<\/h3>\n<figure>\n      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_05-1024x718.jpg\" alt=\"Mapa mental\" width=\"750\" height=\"526\" class=\"aligncenter size-large wp-image-2353\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_05-1024x718.jpg 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_05-300x210.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_05-768x539.jpg 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_05.jpg 1350w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption>Fonte: Mapa Mental (desenvolvido com <a href=\"https:\/\/coggle.it\/\">Coggle<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Neste cap\u00edtulo voc\u00ea conheceu melhor esses recursos educacionais digitais, que s\u00e3o os objetos de aprendizagem, e algumas caracter\u00edsticas que podem apresentar. Vimos tamb\u00e9m algumas formas de classificar OAs, os quais podem ser encontrados em diferentes reposit\u00f3rios, assim como aspectos importantes a observar ao integr\u00e1-los \u00e0 sala de aula. Como \u00e9 poss\u00edvel que voc\u00ea venha a produzir OAs, falamos tamb\u00e9m de algumas t\u00e9cnicas para o seu projeto e desenvolvimento, al\u00e9m de ferramentas que lhe podem ser \u00fateis nesse processo. Discutimos tamb\u00e9m alguns crit\u00e9rios importantes na hora de avaliar um OA e como aplic\u00e1-los. O mapa mental apresentado a seguir sintetiza os t\u00f3picos discutidos neste cap\u00edtulo.<br \/>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O EXERC\u00cdCIOS --><\/p>\n<section id=\"exercicios\">\n<h3 id=\"exercicios\">Exerc\u00edcios<\/h3>\n<ol>\n<li>Ap\u00f3s conhecer mais sobre objetos de aprendizagem, identifique ao menos 3 objetos de aprendizagem em diferentes reposit\u00f3rios. Procure identificar, para cada um deles, seus objetivos de aprendizagem e metadados.<\/li>\n<li>Tomando os objetos de aprendizagem que voc\u00ea identificou na quest\u00e3o anterior, classifique os OAs utilizando uma das abordagens que mencionamos na Se\u00e7\u00e3o 3 &#8220;Tipos de Objetos de Aprendizagem&#8221;.<\/li>\n<li>Vamos simular que voc\u00ea criar\u00e1 um objeto de aprendizagem. Primeiro, com base na BNCC, escolha uma \u00e1rea, conte\u00fado e habilidade que voc\u00ea tem interesse de explorar. Depois, crie uma storyboard para exemplificar como seria uma tela do seu OA. Voc\u00ea pode se basear no exemplo do jogo da Forca que est\u00e1 ilustrado na Se\u00e7\u00e3o 5.3 Design Instrucional e o Projeto de OAs.<\/li>\n<li>Visite um reposit\u00f3rio e escolha dois OAs que tratam de um conte\u00fado da sua prefer\u00eancia. Em seguida, utilizando os crit\u00e9rios propostos por Mhouti, Nasseh e Erradi (<a href=\"#MHOUTI2013\">2013<\/a>), avalie a qualidade desses objetos. Em seguida, reflita em quais dimens\u00f5es (pedag\u00f3gica ou t\u00e9cnica) cada um pode ter algum destaque.<\/li>\n<\/ol>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O NOTAS --><\/p>\n<section id=\"notas\">\n<h3>Notas<\/h3>\n<p id=\"nota1\"><a href=\"#n1\">[1]<\/a> <a href=\"http:\/\/davidwiley.org\/docs\/post-lego.pdf\">http:\/\/davidwiley.org\/docs\/post-lego.pdf<\/a><\/p>\n<p id=\"nota2\"><a href=\"#n2\">[2]<\/a> \u00c9 importante destacar, por\u00e9m, que alguns e-books j\u00e1 exploram outras m\u00eddias, como imagens e outros recursos. H\u00e1 tamb\u00e9m os que s\u00e3o multimidi\u00e1ticos, que promovem descoberta guiada, s\u00e3o interativos e permitem colabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p id=\"nota3\"><a href=\"#n3\">[3]<\/a> Essa, como muitas outras obras do brilhante pintor brasileiro, voc\u00ea pode acessar pelo Portal Projeto Portinari (<a href=\"http:\/\/www.portinari.org.br\">portinari.org.br<\/a>).<\/p>\n<p id=\"nota4\"><a href=\"#n4\">[4]<\/a> <a href=\"http:\/\/epf.eclipse.org\/wikis\/openuppt\/index.htm\">http:\/\/epf.eclipse.org\/wikis\/openuppt\/index.htm<\/a><\/p>\n<p id=\"nota5\"><a href=\"#n5\">[5]<\/a> <a href=\"http:\/\/www.springer.com\/us\/book\/9780387095059\">http:\/\/www.springer.com\/us\/book\/9780387095059<\/a><\/p>\n<p id=\"nota6\"><a href=\"#n6\">[6]<\/a> <a href=\"http:\/\/ai2.appinventor.mit.edu\">http:\/\/ai2.appinventor.mit.edu<\/a><\/p>\n<p id=\"nota7\"><a href=\"#n7\">[7]<\/a> <a href=\"https:\/\/www.catrobat.org\">https:\/\/www.catrobat.org<\/a><\/p>\n<p id=\"nota8\"><a href=\"#n8\">[8]<\/a> <a href=\"https:\/\/scratch.mit.edu\">https:\/\/scratch.mit.edu<\/a><\/p>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O LEITURAS --><\/p>\n<section id=\"leituras\">\n<h3>Leituras Recomendadas<\/h3>\n<section class=\"leitura_recomendada\"><!-- IN\u00cdCIO DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_capa\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_09.png\" alt=\"Produ\u00e7\u00e3o de objetos de aprendizagem para aulas de hist\u00f3ria: entre teoria e pr\u00e1tica\" width=\"494\" height=\"700\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2360\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_09.png 494w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_09-212x300.png 212w\" sizes=\"auto, (max-width: 494px) 100vw, 494px\" \/><a href=\"https:\/\/ticpe.files.wordpress.com\/2014\/11\/educac3a7c3a3o-e-tecnologia-parcerias-3-0-versc3a3o-final.pdf\"><\/a><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"http:\/\/www.viencontroanpuhba.ufba.br\/modulos\/submissao\/upload\/43845.pdf\"><strong>Produ\u00e7\u00e3o de objetos de aprendizagem para aulas de hist\u00f3ria: entre teoria e pr\u00e1tica<\/strong><br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>Artigo cient\u00edfico.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_recomendada\"><!-- IN\u00cdCIO DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/ticpe.files.wordpress.com\/2014\/11\/educac3a7c3a3o-e-tecnologia-parcerias-3-0-versc3a3o-final.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/\" alt=\"Utilizando Objetos de Aprendizagem no Processo de Ensino e Aprendizagem de Qui\u0301mica no Ensino Me\u0301dio: o Caso dos O\u0301xidos e da Poluic\u0327a\u0303o Atmosfe\u0301rica.\" width=\"750\" height=\"398\" class=\"aligncenter size-large wp-image-2359\" \/><\/a><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"http:\/\/coral.ufsm.br\/tielletcab\/Nusi\/HiperV\/Biblio\/PDF\/2006oa.pdf\"><strong>Utilizando Objetos de Aprendizagem no Processo de Ensino e Aprendizagem de Qui\u0301mica no Ensino Me\u0301dio: o Caso dos O\u0301xidos e da Poluic\u0327a\u0303o Atmosfe\u0301rica.<\/strong><br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>Artigo cient\u00edfico.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_recomendada\"><!-- IN\u00cdCIO DO ITEM --><\/p>\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/ticpe.files.wordpress.com\/2014\/11\/educac3a7c3a3o-e-tecnologia-parcerias-3-0-versc3a3o-final.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_10-1024x543.png\" alt=\"The History of the future of learning objects and intelligent machines\" width=\"750\" height=\"398\" class=\"aligncenter size-large wp-image-2359\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_10-1024x543.png 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_10-300x159.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_10-768x407.png 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_10-1536x815.png 1536w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_10.png 1870w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/a><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"http:\/\/hackeducation.com\/2017\/09\/14\/learning-objects\"><strong>The History of the future of learning objects and intelligent machines<\/strong><br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>Palestra proferida no MIT pelo professor Audrey Watters sobre o padr\u00e3o SCORM e a necessidade de produzir objetos de aprendizagem intercambi\u00e1veis em reposit\u00f3rios.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- FIM DO ITEM --><br \/>\n  <\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O REFER\u00caNCIAS --><\/p>\n<section id=\"referencias\">\n<h3>Refer\u00eancias<\/h3>\n<p id=\"BATTISTELLA2009\">BATTISTELLA, P. E. et al. <a href=\"http:\/\/www.niee.ufrgs.br\/eventos\/SBIE\/2009\/conteudo\/artigos\/completos\/62035_1.pdf\"><strong>Classifica\u00e7\u00e3o de Objetos de Aprendizagem e an\u00e1lise de Ferramentas de Autoria<\/strong><\/a>. XX Simp\u00f3sio Brasileiro de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, 2009.<\/p>\n<p id=\"BERTONCELLO2017\">BERTONCELLO, V.; POSSAMAI, O.; BORTOLOZZI, F. <a href=\"http:\/\/tecedu.pro.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/Art-5-vol19-julho2017.pdf\"><strong>Design Educacional e Estilos de Aprendizagem no Desenvolvimento de Objetos de Aprendizagem<\/strong><\/a>. Revista TECEDU (Revista Tecnologias na Educa\u00e7\u00e3o), v.19, n.9, 2017.<\/p>\n<p id=\"CASTROF2016\">DA SILVA, R. S. T; SILVA, W. L. A; FILHO, R. J. C; PEREIRA, W. S; AGUIAR, Y. P. C., DANTAS, V. F. <a href=\"http:\/\/tecedu.pro.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Art8-Aplica%C3%A7%C3%A3o-comparativa-de-diferentes-abordagens-de-avalia%C3%A7%C3%A3o-para-o-software-Duolingo-.pdf\"><strong>Aplica\u00e7\u00e3o comparativa de diferentes abordagens de avalia\u00e7\u00e3o para o software educativo Duolingo: A complexidade de escolher uma abordagem adequada<\/strong><\/a>. Revista Tecnologias na Educa\u00e7\u00e3o \u2013 Ano 8 \u2013 N\u00famero\/Vol.16 \u2013 Edi\u00e7\u00e3o Tem\u00e1tica \u2013 Congresso Regional sobre Tecnologias na Educa\u00e7\u00e3o, 2016.<\/p>\n<p id=\"FAVERO2008\">FAVERO, R. V. M.; VICARI, R. M.; OLIVEIRA, E. H. T. de. <a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/profile\/Ilse_Abegg\/publication\/237138722_REMOVER_-_Projeto_e_implementacao_de_Objetos_de_Aprendizagem\/links\/555e3b8e08ae86c06b5f3793\/REMOVER-Projeto-e-implementacao-de-Objetos-de-Aprendizagem.pdf\"><strong>Projeto e implementa\u00e7\u00e3o de Objetos de Aprendizagem<\/strong><\/a>. Anu\u00e1rio ABEDI, 2008.<\/p>\n<p id=\"FERNANDES2016\">FERNANDES, M. M.; REBOU\u00c7AS, A. D. S. <a href=\"http:\/\/seer.ufrgs.br\/index.php\/renote\/article\/view\/67357\"><strong>Math Timer: um objeto de aprendizagem para apoiar o ensino de Matem\u00e1tica<\/strong><\/a>. RENOTE, v. 14, n. 1. 2016.<\/p>\n<p id=\"FERRAZ2010\">FERRAZ, A. P. C. M.; BELHOT, R.V. <a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&#038;pid=S0104-530X2010000200015\"><strong>Taxonomia de Bloom: revis\u00e3o te\u00f3rica e apresenta\u00e7\u00e3o das adequa\u00e7\u00f5es do instrumento para defini\u00e7\u00e3o de objetivos instrucionais<\/strong><\/a>. Gest\u00e3o &#038; Produ\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Carlos, v. 17, n. 2, p. 421-431, 2010.<\/p>\n<p id=\"FILATRO2004\">FILATRO, A.; PICONEZ, S. C. B. <a href=\"http:\/\/www.abed.org.br\/congresso2004\/por\/pdf\/049-TC-B2.pdf\"><strong>Design instrucional contextualizado<\/strong><\/a>. 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Atua na \u00e1rea de inform\u00e1tica na educa\u00e7\u00e3o e engenharia de software, tendo se envolvido em projetos de pesquisa, ensino e extens\u00e3o envolvendo a produ\u00e7\u00e3o de objetos de aprendizagem digitais para apoiar a educa\u00e7\u00e3o e a forma\u00e7\u00e3o de professores. J\u00e1 atuou tamb\u00e9m, como desenvolvedora de software e coach no Projeto OurGrid pela UFCG, fez est\u00e1gio de ver\u00e3o na Google e trabalhou tamb\u00e9m como Engenheira de Software no CESAR. E-mail: ayla@dcx.ufpb.br.<\/span><br \/>\n      <\/section>\n<\/section>\n<section id=\"Maia\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\">\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_07.jpg\" alt=\"Dennys Leite Maia\" width=\"449\" height=\"518\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2355\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_07.jpg 449w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_07-260x300.jpg 260w\" sizes=\"auto, (max-width: 449px) 100vw, 449px\" \/><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"autor_descricao\">\n        <strong>Dennys Leite Maia<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/4047293288281493\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/4047293288281493<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Pedagogo pela Universidade Estadual do Cear\u00e1 (UECE) com especializa\u00e7\u00e3o em Planejamento, Implementa\u00e7\u00e3o e Gest\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Mestre em Educa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pela UECE e Doutor em Educa\u00e7\u00e3o Brasileira pela Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC). \u00c9 Professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), vinculado ao Instituto Metr\u00f3pole Digital (IMD), atuante nos cursos T\u00e9cnicos em Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o (TTI), no Bacharelado em Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o (BTI), na \u00e1rea de conhecimento Inform\u00e1tica Educacional e no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Inova\u00e7\u00e3o em Tecnologias Educacionais (PPgITE). \u00c9 l\u00edder do Grupo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas em Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o (GIIfE) da UFRN, onde coordena a Plataforma Objetos de Aprendizagem para Matem\u00e1tica (OBAMA). Suas principais \u00e1reas de pesquisa e atua\u00e7\u00e3o s\u00e3o: Pr\u00e1ticas educativas com tecnologias digitais; Forma\u00e7\u00e3o e Pr\u00e1tica Docente; Educa\u00e7\u00e3o Matem\u00e1tica; Desenvolvimento de recursos educativos digitais e Cultura Livre. E-mail: dennys@imd.ufrn.br.<\/span><br \/>\n      <\/section>\n<\/section>\n<section id=\"Scaico\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\">\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_08.jpg\" alt=\"Pasqueline Dantas Scaico\" width=\"325\" height=\"327\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2356\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_08.jpg 325w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_08-298x300.jpg 298w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_08-150x150.jpg 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_08-70x70.jpg 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/11\/26OA_08-125x125.jpg 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 325px) 100vw, 325px\" \/><br \/>\n      <\/section>\n<section class=\"autor_descricao\">\n        <strong>Pasqueline Dantas Scaico<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/4023554724278836\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/4023554724278836<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Possui gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal de Campina Grande (2002), mestrado em Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal de Campina Grande (2004), com doutorado em andamento pela Universidade Federal de Pernambuco. \u00c9 professora adjunta na Universidade Federal da Para\u00edba, campus IV &#8211; Rio Tinto. Realizou doutorado-sandu\u00edche no departamento de Curr\u00edculo e Instru\u00e7\u00e3o da Universidade de Wisconsin-Madison no ano de 2015. Participou de projetos de pesquisa no grupo Games, Learning and Society Center. Tem experi\u00eancia na \u00e1rea de Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o, atuando com pesquisa e extens\u00e3o na \u00e1rea de pensamento computacional e desenvolvimento de jogos educativos para a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica. Seus interesses de pesquisa s\u00e3o: motiva\u00e7\u00e3o e ensino de programa\u00e7\u00e3o, jogos, aprendizagem na era digital e m\u00e9todos qualitativos de pesquisa. E-mail: pasqueline@dcx.ufpb.br.<\/span><br \/>\n      <\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O CITAR --><\/p>\n<section id=\"citar\">\n<h3>Como citar este cap\u00edtulo<\/h3>\n<blockquote><p>REBOU\u00c7AS, Ayla Dantas; MAIA, Dennys Leite; SCAICO, Pasqueline Dantas. Objetos de Aprendizagem: da Defini\u00e7\u00e3o ao Desenvolvimento, Passando pela Sala de Aula. In: PIMENTEL, Mariano; SAMPAIO, F\u00e1bio F.; SANTOS, Edm\u00e9a O. (Org.). <b>Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o:<\/b> ambientes de aprendizagem, objetos de aprendizagem e empreendedorismo. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o, 2021. (S\u00e9rie Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, v.5) Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/objetos-aprendizagem&gt;\n    <\/p><\/blockquote>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O COMENT\u00c1RIOS --><\/p>\n<section id=\"comentarios\"><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Ayla Dantas Rebou\u00e7as, Dennys Leite Maia, Pasqueline Dantas Scaico) O que eu preciso saber sobre objetos de aprendizagem? 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