{"id":2146,"date":"2020-10-01T00:10:22","date_gmt":"2020-10-01T03:10:22","guid":{"rendered":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/?p=2146"},"modified":"2021-11-18T18:06:22","modified_gmt":"2021-11-18T21:06:22","slug":"mediacao-didatica-ludica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/mediacao-didatica-ludica\/","title":{"rendered":"Media\u00e7\u00e3o Did\u00e1tica L\u00fadica no Contexto da Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>(<a href=\"#DAvila\">Cristina D\u2019\u00c1vila<\/a>, <a href=\"#Massa\">Monica Massa<\/a>, <a href=\"#Xavier\">Antonete Xavier<\/a>)<\/p>\n<section id=\"imagemDisparadora\"><!-- IMAGEM --><br \/>\n<a href=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/didaticaLudica.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-2768 size-full\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/didaticaLudica.jpg\" alt=\"Media\u00e7\u00e3o Did\u00e1tica L\u00fadica\" width=\"2148\" height=\"1413\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/didaticaLudica.jpg 2148w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/didaticaLudica-300x197.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/didaticaLudica-1024x674.jpg 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/didaticaLudica-768x505.jpg 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/didaticaLudica-1536x1010.jpg 1536w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/didaticaLudica-2048x1347.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2148px) 100vw, 2148px\" \/><\/a><\/p>\n<h4>Como desenvolver um processo de media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica l\u00fadica envolvente, que potencialize aprendizagens significativas condizentes com o cen\u00e1rio comunicacional e informacional contempor\u00e2neo?<\/h4>\n<p><!-- TEXTO INTRODUT\u00d3RIO --><\/p>\n<p>A ludicidade na educa\u00e7\u00e3o <em>online<\/em> \u00e9 uma grande indaga\u00e7\u00e3o. No atual momento em que estamos diante de um porvir incerto, consideremos, pelo menos, uma \u201cquase\u201d certeza: as tecnologias digitais em nossas vidas, daqui em adiante, seja numa nova normalidade ou n\u00e3o, ser\u00e3o uma realidade incontorn\u00e1vel. Completamente imersos na cibercultura, hoje, trabalhamos mediados pelas tecnologias digitais (o trabalho remoto) em v\u00e1rias \u00e1reas profissionais, inclusive na educacional. Por conta da exig\u00eancia do distanciamento f\u00edsico num contexto de pandemia, comunicamo-nos gra\u00e7as \u00e0s tecnologias e assim nos relacionamos socialmente, quando at\u00e9 rela\u00e7\u00f5es afetivas mais pr\u00f3ximas, como as familiares, se curvam ante o que a realidade atual nos exige. No plano educacional, destaca-se a busca incessante por um modelo de educa\u00e7\u00e3o <em>online<\/em> que estimule e integre a participa\u00e7\u00e3o dos alunos num n\u00edvel otimal para n\u00e3o se repetir os antigos cursos de EAD mon\u00f3tonos e transferenciais \u2013 no que toca ao conhecimento a ser mediado \u2013 e com muito pouco espa\u00e7o para a imagina\u00e7\u00e3o criadora. A ludicidade liberta. Permite o pensar criativo. Nesse sentido, como traz\u00ea-la para o cen\u00e1rio da educa\u00e7\u00e3o <em>online<\/em> mediado pelas tecnologias digitais? Este cap\u00edtulo trata de um conceito de l\u00fadico que extrapola a antiga vis\u00e3o meramente recreativa que por muito tempo dominou a \u00e1rea. O l\u00fadico, como entendemos aqui, traz o componente da subjetividade, do professor e dos alunos, que necessitam se sentir envolvidos por inteiro em suas atividades de ensino e aprendizagem. Fiquemos com essa ideia de inteireza e, assim, com a ideia de trabalhos criativos que libertem a imagina\u00e7\u00e3o, o pensar criativo e a autonomia no processo de aprendizagem e de ensino.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- OBJETIVOS EDUCACIONAIS --><\/p>\n<section id=\"objetivosEducacionais\">\n<h4>Objetivos Educacionais:<\/h4>\n<p>Ap\u00f3s o estudo deste cap\u00edtulo, voc\u00ea dever\u00e1 ser capaz de:<\/p>\n<ul>\n<li>Refletir sobre os aspectos pedag\u00f3gicos (posturas metodol\u00f3gicas, concep\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas) dos cursos de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o e buscar alternativas inovadoras de media\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Compreender a ludicidade como dimens\u00e3o estruturante de uma pr\u00e1tica educativa criativa, tendo em vista a ressignifica\u00e7\u00e3o do seu fazer did\u00e1tico no contexto da cibercultura.<\/li>\n<li>Reconhecer as necessidades dos professores e dos alunos diante deste novo contexto e incluir as tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, numa perspectiva criadora e l\u00fadica, na sua pr\u00e1xis pedag\u00f3gica.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>\u00cdndice:<\/h4>\n<ul>\n<li><a href=\"#s1\">1 CONTEXTUALIZANDO<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s2\">2 MEDIA\u00c7\u00c3O DID\u00c1TICA E LUDICIDADE<\/a>\n<ul>\n<li><a href=\"#s21\">2.1 A media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica l\u00fadica no campo da Computa\u00e7\u00e3o<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s22\">2.2 A disciplina Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o e a media\u00e7\u00e3o l\u00fadica das tecnologias<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s23\">2.3 Possibilidades de intera\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o<\/a>\n<ul>\n<li><a href=\"#s231\">2.3.1 AMBIENTE DE DESENVOLVIMENTO PARA A APRENDIZAGEM DE PROGRAMA\u00c7\u00c3O: O SCRATCH<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s232\">2.3.2 JOGOS DIGITAIS EDUCACIONAIS<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s233\">2.3.3 AMBIENTE GAMIFICADO PARA AVALIA\u00c7\u00c3O DE APRENDIZAGEM: O KAHOOT!<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s234\">2.3.4 PLATAFORMA DE PROTOTIPAGEM ELETR\u00d4NICA: O ARDUINO<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s235\">2.3.5 FERRAMENTAS GR\u00c1FICAS PARA APOIO \u00c0 APRENDIZAGEM: MAPAS MENTAIS, MAPAS CONCEITUAIS E INFOGR\u00c1FICOS<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><a href=\"#s3\">3 Considera\u00e7\u00f5es Finais<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#resumo\">Resumo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#live\">Live-palestra-conversa<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#leituras\">Leituras Recomendadas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#referencias\">Refer\u00eancias<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#listaAutores\">Sobre as Autoras<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#citar\">Como citar este cap\u00edtulo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#comentarios\">Coment\u00e1rios<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 1 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s1\">1 CONTEXTUALIZANDO<\/h2>\n<p>Para estudar a media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica na Computa\u00e7\u00e3o, precisamos primeiro perguntar: \u201cQuais os cursos que formam o docente em Computa\u00e7\u00e3o?\u201d Em seguida: \u201cQuem \u00e9 o docente em Computa\u00e7\u00e3o e como ele \u00e9 formado?\u201d Para responder \u00e0 primeira pergunta, voltamos nosso olhar para os cursos de Computa\u00e7\u00e3o oferecidos no contexto do ensino superior.<\/p>\n<p>Os cursos de gradua\u00e7\u00e3o da \u00e1rea de Computa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds nasceram na segunda metade do s\u00e9culo XX. S\u00e3o, portanto, cursos muito novos, se comparados aos cursos de Medicina, por exemplo, que surgiram no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX. Os primeiros cursos da \u00e1rea surgiram em 1969: os cursos de Bacharelado em Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o na Universidade de Campinas (Unicamp) e o curso de Bacharelado em Processamento de Dados na Universidade Federal da Bahia (UFBA) (<a href=\"#MASSA2018\">MASSA, 2018<\/a>). Em cerca de 50 anos, os cursos de Computa\u00e7\u00e3o se multiplicaram, tendo atingido, em 2018, a marca de 1.150 cursos de bacharelado e licenciatura (excluindo os cursos de curta dura\u00e7\u00e3o, ou forma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica), conforme apresentado na Figura 1. S\u00e3o cursos que formam bachar\u00e9is em Engenharia da Computa\u00e7\u00e3o, Engenharia de Software, Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o e Sistemas de Informa\u00e7\u00e3o, tendo como caracter\u00edsticas principais a forma\u00e7\u00e3o de profissionais, com um corpo de conhecimento a respeito de computadores, sistemas de computa\u00e7\u00e3o e suas aplica\u00e7\u00f5es, para impulsionar as tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><!-- FIGURA 1 --><\/p>\n<figure>Figura 1 &#8211; N\u00famero de cursos em 2018<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2217\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_01.jpg\" alt=\"Figura 1 \u2013 N\u00famero de cursos em 2018\" width=\"608\" height=\"366\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_01.jpg 608w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_01-300x181.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 608px) 100vw, 608px\" \/><figcaption>Fonte: Nunes, 2018.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Al\u00e9m dos cursos de bacharelado mencionados, tamb\u00e9m temos o curso de Licenciatura em Computa\u00e7\u00e3o. De acordo com Castro e Vilarim (<a href=\"#CASTRO2013\">2013<\/a>) e Zorzo et al. (<a href=\"#ZORZO2017\">2017<\/a>), o primeiro curso de Licenciatura em Computa\u00e7\u00e3o foi criado na Universidade de Bras\u00edlia (UnB) em 1997. Pouco tempo depois, em 1999, a proposta das Diretrizes Curriculares da \u00c1rea de Inform\u00e1tica buscou a padroniza\u00e7\u00e3o dos nomes dos cursos existentes no pa\u00eds e incluiu nesse grupo o curso de Licenciatura, com o objetivo de formar um profissional habilitado para lidar com as transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e mediar o aprendizado por meio do uso do computador. Os n\u00fameros apresentados na Figura 1 apontam o quantitativo reduzido de cursos de Licenciatura em Computa\u00e7\u00e3o, cerca de 11% do total de cursos de bacharelado e licenciatura da \u00e1rea de Computa\u00e7\u00e3o. O mesmo se pode afirmar sobre o total de concluintes, dispon\u00edveis nas Figuras 2 e 3. Com base nesses n\u00fameros e buscando responder \u00e0 pergunta lan\u00e7ada no in\u00edcio desta se\u00e7\u00e3o, questionamos se os profissionais que trabalham com a Educa\u00e7\u00e3o em Computa\u00e7\u00e3o s\u00e3o efetivamente oriundos dos cursos de licenciatura. Nosso questionamento \u00e9 refor\u00e7ado por Castro e Vilarim (<a href=\"#CASTRO2013\">2013<\/a>), para os quais \u201ca inform\u00e1tica nas escolas existe, mas ainda \u00e9 raro encontrar nelas o licenciado em Computa\u00e7\u00e3o\u201d (p. 21). Considerando as informa\u00e7\u00f5es apresentadas, acreditamos que o docente em Computa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 oriundo exclusivamente dos cursos de Licenciatura e sim de qualquer dos cursos da \u00e1rea, o que responde \u00e0 nossa primeira pergunta.<\/p>\n<p><!-- FIGURA 2 --><\/p>\n<figure>Figura 2 &#8211; N\u00famero de concluintes<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2218\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_02.jpg\" alt=\"Figura 2 - N\u00famero de concluintes\" width=\"564\" height=\"80\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_02.jpg 564w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_02-300x43.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 564px) 100vw, 564px\" \/><figcaption>Fonte: Nunes 2018.<\/figcaption><\/figure>\n<p><!-- FIGURA 3 --><\/p>\n<figure>Figura 3 \u2013 Percentual de concluintes<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2219\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_03.jpg\" alt=\"Figura 3 \u2013 Percentual de concluintes\" width=\"541\" height=\"152\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_03.jpg 541w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_03-300x84.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 541px) 100vw, 541px\" \/><figcaption>Fonte: Nunes 2018.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Analisada a natureza dos cursos que formam os profissionais em Computa\u00e7\u00e3o, voltamo-nos para esse profissional e buscamos compreender suas caracter\u00edsticas, seu processo formativo e como ele se constitui como docente.<\/p>\n<p>Segundo Massa (<a href=\"#MASSA2018\">2018<\/a>), os profissionais da \u00e1rea de Computa\u00e7\u00e3o se destacam pelo racioc\u00ednio matem\u00e1tico, capacidade de abstra\u00e7\u00e3o e excelente n\u00edvel t\u00e9cnico. No entanto, apresentam dificuldades no trabalho em grupo e na comunica\u00e7\u00e3o com os outros profissionais. Essas caracter\u00edsticas s\u00e3o, em grande parte, resultantes do modelo de racionalidade t\u00e9cnica predominante nas universidades brasileiras, principalmente no \u00e2mbito das ci\u00eancias exatas, que privilegiam o conhecimento t\u00e9cnico-cient\u00edfico, convidando o estudante a uma sobrecarga de conte\u00fados t\u00e9cnicos da inform\u00e1tica e pouca intera\u00e7\u00e3o com outras \u00e1reas do conhecimento, notadamente com as disciplinas das ci\u00eancias humanas. Cabe observar que n\u00e3o encontramos nas Diretrizes Curriculares dos Cursos de Computa\u00e7\u00e3o (<a href=\"#BRASIL2016\">BRASIL, 2016<\/a>) evid\u00eancias que apontem a necessidade de conte\u00fados dessa natureza. A velocidade das mudan\u00e7as na \u00e1rea, que deslocou o espa\u00e7o da inform\u00e1tica dos grandes centros de processamento de dados para os bolsos e bolsas das pessoas, n\u00e3o se reflete nas estrat\u00e9gias de ensino adotadas nas universidades e, consequentemente, na forma\u00e7\u00e3o desses indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>A falta de uma forma\u00e7\u00e3o inicial pedag\u00f3gica, aliada \u00e0s caracter\u00edsticas mencionadas sobre processo formativo dos profissionais de Computa\u00e7\u00e3o, se traduz em caracter\u00edsticas para aqueles indiv\u00edduos que optam pela carreira docente. Inicialmente s\u00e3o professores que supervalorizam a experi\u00eancia t\u00e9cnico-profissional que, embora seja importante, \u00e9 citada por Tardif (<a href=\"#TARDIF2014\">2014<\/a>) como apenas um dos aspectos que influenciam na constru\u00e7\u00e3o dos saberes profissionais. Al\u00e9m disso, t\u00eam como base uma forma\u00e7\u00e3o emp\u00edrica, resultante de suas experi\u00eancias pr\u00e9vias vividas como estudante e das trocas com seus pares \u2013 que tiveram o mesmo tipo de forma\u00e7\u00e3o. No entanto, como apontam diversos autores (<a href=\"#DAVILA2008\">D\u2019\u00c1VILA, 2008<\/a>; <a href=\"#PIMENTA2017\">PIMENTA; ANASTASIOU, 2017<\/a>; <a href=\"#VEIGA2009\">VEIGA, 2009<\/a>; entre outros), essa forma\u00e7\u00e3o refor\u00e7a a supremacia do saber t\u00e9cnico sobre o pedag\u00f3gico e n\u00e3o atende \u00e0s demandas educacionais da contemporaneidade, desmotivando tanto docentes como discentes. Por fim, s\u00e3o docentes que acreditam que a sua excel\u00eancia t\u00e9cnica e o dom\u00ednio do conte\u00fado e das tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o os qualificam para o ensino, o que conforma um modelo academicista e tecnicista de pr\u00e1tica docente (<a href=\"#DAVILA2008\">D\u2019\u00c1VILA, 2008<\/a>; <a href=\"#PIMENTA2017\">PIMENTA; ANASTASIOU, 2017<\/a>).<\/p>\n<p>Mas qual o modelo de forma\u00e7\u00e3o do egresso desse curso? Analisando os dados dispon\u00edveis acerca desse curso no documento das Diretrizes Curriculares (<a href=\"#BRASIL2016\">BRASIL, 2016<\/a>), percebemos uma evid\u00eancia na forma\u00e7\u00e3o de agentes de inova\u00e7\u00e3o na educa\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s do uso de tecnologias computacionais, conforme podemos confirmar por meio do trecho do documento que se segue:<br \/>\n\u201cGenericamente, todo sistema computacional com funcionalidade pedag\u00f3gica ou que necessita de assist\u00eancia para seu uso requer a participa\u00e7\u00e3o dos Licenciados em Computa\u00e7\u00e3o\u201d (<a href=\"#BRASIL2016\">BRASIL, 2016<\/a>, p .4.).<\/p>\n<p>A essa altura, j\u00e1 podemos identificar uma quest\u00e3o de concep\u00e7\u00e3o do curso que se reflete nos problemas que encontramos hoje. Embora o mesmo documento das Diretrizes Curriculares aponte que o objetivo principal do curso de Licenciatura \u00e9 \u201c[&#8230;] preparar professores para formar cidad\u00e3os com compet\u00eancias e habilidades necess\u00e1rias para conviver e, prosperar em um mundo cada vez mais tecnol\u00f3gico e global [&#8230;]\u201d, o foco do curso est\u00e1 nas estrat\u00e9gias de aprendizagem atrav\u00e9s do uso das tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o e n\u00e3o em ensinar e aprender as tecnologias da Computa\u00e7\u00e3o, ou seja, as especificidades da media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica para a Computa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Diante do exposto, entendemos que o curso de Licenciatura em Computa\u00e7\u00e3o \u201ctem como objetivo a forma\u00e7\u00e3o de professores para o exerc\u00edcio da doc\u00eancia em Computa\u00e7\u00e3o na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica Regular, Profissional, Tecnol\u00f3gica e Corporativa e noutras etapas e modalidades de educa\u00e7\u00e3o\u201d, como preconizam os Referenciais Curriculares deste curso (<a href=\"#ZORZO2017\">ZORZO et al., 2017<\/a>, p. 86), atendendo \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de profissionais que dominem tanto as ferramentas da Computa\u00e7\u00e3o quanto as pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas.<\/p>\n<p>Como desenvolver um processo de media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica que contemple as necessidades desses estudantes e construa um ambiente prop\u00edcio para a aprendizagem? Essa quest\u00e3o \u00e9 assim respondida por Castro e Vilarim (<a href=\"#CASTRO2013\">2013<\/a>, p. 19): \u201cFormar um profissional de Computa\u00e7\u00e3o implica proporcionar uma consistente base te\u00f3rica e uma fluente pr\u00e1tica profissional que lhe permita transitar nos desafios do novo, o que n\u00e3o \u00e9 algo trivial.\u201d<\/p>\n<p>A percep\u00e7\u00e3o de como as TICs influenciam, modificam e alteram os modos de comunicar e informar e como apontam potencialidades de ressignifica\u00e7\u00f5es para o contexto educacional e de media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica \u00e9 latente, como assinala Castells (<a href=\"#CASTELLS1999\">1999<\/a>, p. 505): \u201c[&#8230;] fluxos de mensagens e imagens entre as redes constituem o encadeamento b\u00e1sico de nossa estrutura social\u201d. Estamos lidando com tecnologias que agem sobre a informa\u00e7\u00e3o, o que explica por que as tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o se tornam elementos indispens\u00e1veis aos processos de ensino e de aprendizagem, e de media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica. O processo educacional \u00e9 essencialmente comunicativo, e se esses aparatos t\u00e9cnicos influenciam e reestruturam a base social nos modos de comunicar, lidar com a informa\u00e7\u00e3o e o conhecimento, os cursos de licenciatura, especificamente os da \u00e1rea de inform\u00e1tica, precisam refletir sobre os processos de media\u00e7\u00e3o com base na l\u00f3gica comunicacional contempor\u00e2nea que pressup\u00f5e emiss\u00e3o compartilhada de informa\u00e7\u00f5es, partilha de saberes, constru\u00e7\u00e3o coletiva e colaborativa de conhecimentos. Nesse caso, necess\u00e1rio se faz um tipo de media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica compartilhada, numa l\u00f3gica todos-todos, possibilitando a constru\u00e7\u00e3o de uma intelig\u00eancia coletiva reflexiva e problematizadora. Al\u00e9m disso, o \u201caprender-fazendo\u201d precisa estar associado \u00e0 ideia de cocria\u00e7\u00e3o colaborativa.<\/p>\n<p><!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE: Identificando o docente da \u00e1rea de Computa\u00e7\u00e3o<\/h5>\n<p>A partir da leitura desta se\u00e7\u00e3o, voc\u00ea pode responder \u00e0s perguntas que fizemos no in\u00edcio do texto: \u201cQuais os cursos que formam o docente em Computa\u00e7\u00e3o?\u201d e \u201cQuem \u00e9 o docente em Computa\u00e7\u00e3o e como ele \u00e9 formado?\u201d Sugerimos, para ampliar sua leitura, que voc\u00ea consulte os documentos dispon\u00edveis no s\u00edtio da SBC: <a href=\"http:\/\/www.sbc.org.br\/documentos-da-sbc\">http:\/\/www.sbc.org.br\/documentos-da-sbc<\/a><\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 2 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s2\">2 MEDIA\u00c7\u00c3O DID\u00c1TICA E LUDICIDADE<\/h2>\n<p>Antes de estabelecer a rela\u00e7\u00e3o entre media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica e ludicidade, conv\u00e9m resgatarmos o conceito de media\u00e7\u00e3o. Assumimos a media\u00e7\u00e3o pela perspectiva da epistemologia sociointeracionista de Vygotsky (<a href=\"#VYGOTSKY2007\">2007<\/a>), segundo a qual o conhecimento n\u00e3o \u00e9 transmiss\u00edvel, mas uma constru\u00e7\u00e3o humana que se realiza pela intera\u00e7\u00e3o entre sujeito cognoscente e objetos de conhecimento. Por essa perspectiva, aprender \u00e9 construir. E a pessoa aprende quando \u00e9 capaz de elaborar uma representa\u00e7\u00e3o social sobre um dado objeto da realidade ou um conte\u00fado que se deseja aprender. Essa elabora\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 vazia, mas mediada por m\u00faltiplas experi\u00eancias, interesses, conhecimentos pr\u00e9vios que dar\u00e3o conta de uma nova ressignifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A aprendizagem \u00e9 um processo que, para Vygotsky (<a href=\"#VYGOTSKY2007\">2007<\/a>), \u00e9 mediado inicialmente pela cultura e por sua mais importante inven\u00e7\u00e3o \u2013 a linguagem. Vygotsky classificou essa media\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica (compreens\u00e3o do real mediante seus signos) como media\u00e7\u00e3o cognitiva. Diante disso, podemos depreender que o conhecimento n\u00e3o \u00e9 plasmado na mente das pessoas, mas sim ressignificado por elas e mediado pela linguagem. Como elementos da cultura, os conte\u00fados disciplinares, nesse processo, precisam ser ressignificados pelos alunos no \u00e2mbito acad\u00eamico. Os conhecimentos elaborados, que fazem parte da cultura, s\u00e3o, ent\u00e3o, reconstru\u00eddos, no sentido da atribui\u00e7\u00e3o de significado pessoal. Sendo a aprendizagem um processo que resulta de tal media\u00e7\u00e3o, como interpretar a a\u00e7\u00e3o dos professores?<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o dos professores \u00e9, tamb\u00e9m, uma a\u00e7\u00e3o mediada sobre a capacidade cognitiva dos alunos diante dos objetos de conhecimento. Os professores n\u00e3o t\u00eam o poder de transferir conhecimentos, mas de disponibiliz\u00e1-los estabelecendo outro tipo de media\u00e7\u00e3o entre alunos e conte\u00fados escolares. A essa media\u00e7\u00e3o Lenoir (<a href=\"#LENOIR1996\">1996<\/a>) classificou como \u201cmedia\u00e7\u00e3o did\u00e1tica\u201d.<\/p>\n<p>A media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica dever\u00e1 incidir na capacidade construtiva do educando (em que pesem outras dimens\u00f5es a\u00ed presentes, sociais, afetivas, pol\u00edticas e outras), desafiando-o, instigando-o. Uma ajuda que vai do desafio \u00e0 demonstra\u00e7\u00e3o mais minuciosa, da demonstra\u00e7\u00e3o de afeto \u00e0 corre\u00e7\u00e3o, ajustando-se sempre \u00e0s necessidades dos educandos (<a href=\"#DAVILA2013\">D\u2019\u00c1VILA, 2013<\/a>). Essa ajuda do professor deve incidir, segundo Vygotsky, na <em>zona de desenvolvimento proximal<\/em> (ZDP), entre o n\u00edvel de desenvolvimento efetivo e o n\u00edvel de desenvolvimento que o educando pode atingir.<\/p>\n<p>A media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica \u00e9, ent\u00e3o, um processo compartilhado, no qual \u201co aluno, gra\u00e7as \u00e0 ajuda que recebe do professor, pode mostrar-se progressivamente competente e aut\u00f4nomo na resolu\u00e7\u00e3o de tarefas, na utiliza\u00e7\u00e3o de conceitos, na pr\u00e1tica de determinadas atitudes e em numerosas quest\u00f5es\u201d (<a href=\"#DAVILA2013\">D\u2019\u00c1VILA, 2013<\/a>, p. 22). A interven\u00e7\u00e3o educativa inclui um conjunto de intera\u00e7\u00f5es e, como sistema did\u00e1tico, se insere em sistemas mais largos. Depende, pois, de uma rela\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter psicopedag\u00f3gico estabelecida entre o professor e seus alunos e de uma rela\u00e7\u00e3o did\u00e1tica estabelecida de modo disciplinar ou interdisciplinar entre o professor e os objetos de conhecimento. A a\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica, ent\u00e3o, efetua um movimento, uma passagem, na qual uma totalidade se transforma em outra (<a href=\"#DAVILA2013\">D\u2019\u00c1VILA, 2013<\/a>).<\/p>\n<p><!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>O PROCESSO DE MEDIA\u00c7\u00c3O DID\u00c1TICA NA COMPUTA\u00c7\u00c3O<\/h5>\n<p>A media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica nos cursos de Computa\u00e7\u00e3o \u00e9 majoritariamente expositiva. \u00c9 o modelo tradicional de \u201ctransmiss\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o\u201d como forma principal de aprendizagem. No entanto, esse modelo vem se mostrando muitas vezes inadequado para o aluno na contemporaneidade (<a href=\"#MASSA2018\">MASSA, 2018<\/a>). Multiplicam-se os casos em que fica evidente a dificuldade de despertar no aluno o desejo de aprender. Quando se usam t\u00e9cnicas tradicionais de exposi\u00e7\u00e3o oral ou escrita dos conte\u00fados, sem considerar os questionamentos e o conhecimento pr\u00e9vio do aluno, \u00e9 dif\u00edcil que esses conte\u00fados adquiram significado para ele, que se torna um agente passivo no processo de ensino-aprendizagem.<\/p>\n<p>Outra estrat\u00e9gia bastante utilizada pelos docentes de Computa\u00e7\u00e3o \u00e9 o <em>hands on<\/em>, ou seja, o aprender fazendo. S\u00e3o exemplos desse modelo as aulas em laborat\u00f3rio para aplica\u00e7\u00e3o da teoria em exerc\u00edcios pr\u00e1ticos utilizando-se ferramentas computacionais, como linguagens de programa\u00e7\u00e3o e banco de dados, entre outras.<\/p>\n<p>A Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o vem debatendo temas relacionados ao ensino e aprendizagem da Computa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do WEI \u2013 <em>Workshop<\/em> de Educa\u00e7\u00e3o em Computa\u00e7\u00e3o \u2013 desde 1993. Inserido na programa\u00e7\u00e3o do Congresso da Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o (CSBC), o WEI \u00e9 um evento anual que convida \u00e0 discuss\u00e3o sobre metodologias e pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas, al\u00e9m de ser um f\u00f3rum para apresenta\u00e7\u00e3o de novas ferramentas e estrat\u00e9gias que auxiliem tanto o docente quanto o discente no processo de media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica. Voc\u00ea pode obter mais informa\u00e7\u00f5es sobre o WEI, como as palestras e os artigos apresentados a cada ano, atrav\u00e9s do s\u00edtio da SBC (<a href=\"http:\/\/www.sbc.org.br\/educacao\/cq-e-wei\">http:\/\/www.sbc.org.br\/educacao\/cq-e-wei<\/a>).<\/p>\n<\/section>\n<p>A media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica pode ser de car\u00e1ter tradicional, conteudista-transmissivo ou, como propomos, de car\u00e1ter l\u00fadico e criativo. Para tal ser\u00e1 necess\u00e1rio explicar o que entendemos por ludicidade e media\u00e7\u00e3o l\u00fadica.<\/p>\n<p>Entendemos que ludicidade n\u00e3o \u00e9 o mesmo que lazer ou recrea\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 o mesmo que jogo ou brincadeira. A ludicidade inclui essas atividades, mas elas n\u00e3o s\u00e3o a mesma coisa. A ludicidade diz respeito a uma a\u00e7\u00e3o subjetiva, a um estado de \u00e2nimo, uma atitude interna de inteireza diante de alguma experi\u00eancia que se realize. Muito embora o componente do prazer possa estar presente na ludicidade, essa experi\u00eancia pode tamb\u00e9m agregar sentimentos de tens\u00e3o e at\u00e9 desprazer (a exemplo de diversos jogos e competi\u00e7\u00f5es). O que predomina \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o de envolvimento interno e integral. Outra caracter\u00edstica da ludicidade \u00e9 o seu sentido relacional, constituindo-se, pois, em um sentimento que prov\u00e9m da rela\u00e7\u00e3o de um sujeito com outro ou com alguma situa\u00e7\u00e3o que desperte as sensa\u00e7\u00f5es mencionadas.<\/p>\n<p>J\u00e1 a atividade l\u00fadica expressa uma a\u00e7\u00e3o objetiva. A a\u00e7\u00e3o l\u00fadica, pois, \u00e9 uma experi\u00eancia cultural vivenciada pelos indiv\u00edduos em sociedade e \u00e9 o resultado hist\u00f3rico da interven\u00e7\u00e3o humana na realidade social. Para Lopes (<a href=\"#LOPES2004\">2004<\/a>; <a href=\"#LOPES2016\">2016<\/a>), atividades l\u00fadicas s\u00e3o manifesta\u00e7\u00f5es da ludicidade. Parte a autora de tr\u00eas premissas b\u00e1sicas para explicar o conceito:<\/p>\n<p><!-- FIGURA 4 --><\/p>\n<figure>Figura 4 \u2013 Tripla dimens\u00e3o da Ludicidade<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2220\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_04.jpg\" alt=\"Figura 4 \u2013 Tripla dimens\u00e3o da Ludicidade\" width=\"570\" height=\"367\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_04.jpg 570w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_04-300x193.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 570px) 100vw, 570px\" \/><figcaption>Fonte: Elaborado com base em <a href=\"#LOPES2004\">Lopes, 2004<\/a>.<\/figcaption><\/figure>\n<p>A ludicidade: a) \u00e9 condi\u00e7\u00e3o de ser do humano, que \u00e9 anterior a qualquer uma de suas manifesta\u00e7\u00f5es; b) \u00e9 consequencial, ou seja, gera consequ\u00eancias pelas suas manifesta\u00e7\u00f5es: o brincar, o jogar, o recrear, o lazer e o criar artefatos l\u00fadicos (incluam-se outras manifesta\u00e7\u00f5es sociais, como a festa, por exemplo); e c) produz efeitos, ou seja, os diversos efeitos processuais que resultam das intera\u00e7\u00f5es humanas e, mesmo, os resultados finais desses processos (as aprendizagens sociais, por exemplo).<\/p>\n<p><!-- FIGURA 5 --><\/p>\n<figure>Figura 5 \u2013 Diferentes percep\u00e7\u00f5es\/manifesta\u00e7\u00f5es da ludicidade<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2221\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_05.jpg\" alt=\"Figura 5 \u2013 Diferentes percep\u00e7\u00f5es\/manifesta\u00e7\u00f5es da ludicidade\" width=\"599\" height=\"418\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_05.jpg 599w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_05-300x209.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 599px) 100vw, 599px\" \/><figcaption>Fonte: Elaborado com base em <a href=\"#LOPES2004\">Lopes, 2004<\/a>.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para que a media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica do docente seja l\u00fadica, n\u00e3o se utilizar\u00e3o necessariamente jogos e brincadeiras. Poder-se-\u00e1 fazer uma aula expositiva l\u00fadica, por exemplo, desde que a exposi\u00e7\u00e3o do professor(a) seja criativa e provoque intera\u00e7\u00e3o e o enlevo em aprender. O que caracteriza a doc\u00eancia l\u00fadica \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o de estar integrado por inteiro \u00e0 atividade de mediar o conhecimento, aliando sensibilidade e raz\u00e3o, com criatividade, a inventividade, e instigando o engajamento.<\/p>\n<p>Significa dizer que, para a aula ser l\u00fadica, ser\u00e1 necess\u00e1rio que o professor(a) esteja envolvido(a) na a\u00e7\u00e3o criativa que prop\u00f5e, a fim de provocar o envolvimento dos demais. Alcan\u00e7ar esse est\u00e1gio demanda planejamento ou, em uma s\u00f3 palavra, intencionalidade. Nisso concordamos com Lopes (<a href=\"#LOPES2004\">2004<\/a>). \u00c9 necess\u00e1rio pactuar com os alunos um processo pedag\u00f3gico no qual a ludicidade lhe seja subjacente. \u00c9 um estado interno desenvolvido na rela\u00e7\u00e3o com outrem ou com o mundo exterior, e n\u00e3o pode ser alcan\u00e7ado por decreto, mas pode ser pactuado, gerando-se zonas de abertura entre os sujeitos da a\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica.<\/p>\n<p><!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE: Assistir ao v\u00eddeo sobre algoritmos de ordena\u00e7\u00e3o<\/h5>\n<p>Um exemplo do l\u00fadico no ensino da Computa\u00e7\u00e3o s\u00e3o os v\u00eddeos que representam a execu\u00e7\u00e3o de um algoritmo de ordena\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da dan\u00e7a. Ele j\u00e1 foi reproduzido em v\u00e1rias salas de aula, garantindo uma forma de aprender leve e prazerosa. Acesse <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=lyZQPjUT5B4\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=lyZQPjUT5B4<\/a><\/p>\n<\/section>\n<p><!-- QUADRO CINECLUB --><\/p>\n<section class=\"quadro cineclube\">\n<h5>CINECLUBE: SOCIEDADE DOS POETAS MORTOS<\/h5>\n<section class=\"cineclube_cartaz\"><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=jUyb_AWNEVc\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Dead_Poets_Society.jpg\" alt=\"Sociedade dos Poetas Mortos\" width=\"220\" height=\"329\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2863\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Dead_Poets_Society.jpg 220w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/Dead_Poets_Society-201x300.jpg 201w\" sizes=\"auto, (max-width: 220px) 100vw, 220px\" \/><\/a><br \/>\nDispon\u00edvel no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=jUyb_AWNEVc\">YouTube<\/a><\/section>\n<section class=\"cineclube_sinopse\">Convidamos voc\u00ea a assistir ao filme <em>Sociedade dos poetas mortos<\/em> e refletir sobre ele. Na sua an\u00e1lise f\u00edlmica, voc\u00ea dever\u00e1 buscar identificar as posturas tradicionais conteudista-transmissivas e a postura l\u00fadica, de car\u00e1ter construtivo. Escrever sobre isso, posicionando-se.<\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 2.1 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s21\">2.1 A media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica l\u00fadica no campo da Computa\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Pensamos na doc\u00eancia l\u00fadica no contexto do ensino superior da Computa\u00e7\u00e3o como uma possibilidade de integra\u00e7\u00e3o entre as dimens\u00f5es cognitiva e afetiva, por acreditarmos que tal integra\u00e7\u00e3o promova as aprendizagens significativas dos futuros profissionais.<\/p>\n<p>As descobertas da neuroci\u00eancia (<a href=\"#GARDNER1999\">GARDNER, 1999<\/a>; <a href=\"#DAMASIO2007\">DAM\u00c1SIO, 2007<\/a>) evidenciam que a intelig\u00eancia n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a intelectual. Tamb\u00e9m apontam que cada parte do c\u00e9rebro \u00e9 usada no desenvolvimento de um tipo de habilidade e que, para o aprendizado racional estrito, usamos uma pequena parcela da nossa potencialidade cognitiva. Dessa forma, ao ativarmos o nosso potencial criativo e sens\u00f3rio, atrav\u00e9s da media\u00e7\u00e3o l\u00fadica, no momento do \u201caprender\u201d, podemos propiciar um aprendizado mais integrado, org\u00e2nico, prazeroso, pois outras dimens\u00f5es do humano ser\u00e3o inclu\u00eddas al\u00e9m da racional, o que ratifica a necessidade da ludicidade como atributo fundamental ao processo de ensino-aprendizagem que se deseje significativo, criativo e construtivo.<\/p>\n<p>O desenvolvimento de uma media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica l\u00fadica na Computa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 uma tarefa simples, principalmente se considerarmos o car\u00e1ter t\u00e9cnico e a complexidade de alguns componentes curriculares do curso. Mas ele \u00e9 o caminho para uma aprendizagem significativa, na qual o aluno possa incorporar e relacionar o novo conte\u00fado \u00e0s ideias j\u00e1 existentes. Assim esse aluno ser\u00e1 capaz de encontrar motiva\u00e7\u00e3o para aprender.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s investiga\u00e7\u00e3o conduzida no contexto do ensino superior da Computa\u00e7\u00e3o, Massa (<a href=\"#MASSA2018\">2018<\/a>) aponta que os docentes parecem sens\u00edveis para a necessidade de mudan\u00e7as no processo de ensino-aprendizagem e incluem em seu discurso as dimens\u00f5es afetiva e l\u00fadica, embora apresentem algumas contradi\u00e7\u00f5es entre o discurso e as pr\u00e1ticas de natureza instrumental. Dessa forma, \u00e9 importante viabilizar forma\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica ao docente de Computa\u00e7\u00e3o para que ele possa disponibilizar um elenco de alternativas que possibilitem uma media\u00e7\u00e3o mais prazerosa para ambos (docente e discente) com resultados mais efetivos.<\/p>\n<p>Como mediador, o professor, al\u00e9m de planejar, agenciar as situa\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas e coorden\u00e1-las em sala de aula, deve ser um parceiro de jornada, sempre disposto a caminhar junto aos alunos, no sentido de acompanhar seus percursos de aprendizagem. A media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica no ambiente presencial ou <em>online<\/em>, numa perspectiva l\u00fadica, inclui as linguagens art\u00edsticas: da dan\u00e7a, teatro, m\u00fasica e atividades l\u00fadicas, as mais diversas, e as linguagens multimodais que podem mobilizar e ativar os sentidos e o engajamento dos sujeitos aprendentes, atrav\u00e9s de v\u00eddeos, imagens, fotografias, \u00e1udios, com a utiliza\u00e7\u00e3o h\u00edbrida das mais diferentes formas de comunica\u00e7\u00e3o e linguagem dispon\u00edveis na cibercultura. A criatividade e a autoria s\u00e3o fatores estruturantes nesse tipo de media\u00e7\u00e3o. E as linguagens digitais contempor\u00e2neas potencializaram a possibilidade criativa, tendo em vista que as tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o, denominadas por L\u00e9vy (<a href=\"#LEVY2004\">2004<\/a>), ampliam as capacidades cognitivas, como a aten\u00e7\u00e3o, a percep\u00e7\u00e3o, a mem\u00f3ria, a criatividade, a inventividade e, consequentemente, a autoria.<\/p>\n<p>Como afirma Luckesi (<a href=\"#LUCKESI2014\">2014<\/a>, p. 20), \u201cuma pr\u00e1tica educativa l\u00fadica possibilitar\u00e1 a cada um de n\u00f3s e a nossos educandos aprendermos a viver mais criativamente e, por isso mesmo, de forma mais saud\u00e1vel\u201d. Al\u00e9m disso, as linguagens art\u00edsticas s\u00e3o capazes de mobilizar nas pessoas um estado sens\u00edvel fundamental \u00e0s aprendizagens. O sens\u00edvel mexe com outro tipo de conte\u00fado no repert\u00f3rio pessoal dos estudantes: um conte\u00fado subjetivo s\u00f3 acessado mediante outras linguagens que n\u00e3o a linguagem puramente verbal provinda do racional. \u201cEsse estado de prontid\u00e3o, sens\u00edvel, abre os canais do corpo e do esp\u00edrito para a apreens\u00e3o significativa dos objetos de conhecimento.\u201d (<a href=\"#DAVILA2016\">D\u2019\u00c1VILA, 2016<\/a>, p. 97)<\/p>\n<p>Apoiados no pensamento de Vygotsky (<a href=\"#VYGOTSKY2007\">2007<\/a>), Luckesi (<a href=\"#LUCKESI2014\">2014<\/a>) e Duarte J\u00fanior (<a href=\"#DUARTEJUNIOR2001\">2001<\/a>), os passos da media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica l\u00fadica podem ser sintetizados pelo diagrama a seguir:<\/p>\n<p><!-- FIGURA 6 --><\/p>\n<figure>Figura 6 \u2013 Passos da media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica l\u00fadica<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2222\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_06.jpg\" alt=\"Figura 6 \u2013 Passos da media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica l\u00fadica\" width=\"781\" height=\"339\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_06.jpg 781w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_06-300x130.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_06-768x333.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 781px) 100vw, 781px\" \/><figcaption>Fonte: <a href=\"#DAVILA2020\">D\u2019\u00c1vila, 2020<\/a>.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Explorando o diagrama acima, referimo-nos, inicialmente, ao processo de sensibiliza\u00e7\u00e3o como imprescind\u00edvel \u00e0 media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica l\u00fadica. Neste momento, o professor(a) mediador(a) dever\u00e1 apresentar ao grupo alguma atividade com uso de met\u00e1foras criativas \u2013 tais como imagens, m\u00fasica, fotografias, filmes, poemas, charges, enigmas, jogos \u2013 que captem a aten\u00e7\u00e3o dos educandos e possibilitem uma abertura de outros vetores de aprendizagem \u2013 outros sentidos para al\u00e9m do verbal e auditivo. Atividades corporais, de relaxamento, concentra\u00e7\u00e3o e descontra\u00e7\u00e3o poder\u00e3o ser importantes nesta etapa de abertura do esp\u00edrito para o aprender significativo.<\/p>\n<p>O outro ponto \u2013 Desafios \u2013 diz respeito \u00e0 potencialidade das problematiza\u00e7\u00f5es lan\u00e7adas pelo professor(a) ao grupo. Isso pode ser feito a partir de uma simples pergunta, de algum problema abord\u00e1vel (ao n\u00edvel cognitivo do aluno), um enigma, jogo ou atividade l\u00fadica (alguma met\u00e1fora utilizada anteriormente, como num filme ou num pequeno texto) que oportunizem aos alunos pensarem sobre o assunto. Que incitem a reflex\u00e3o.<\/p>\n<p>Os desafios cognitivos s\u00e3o, inicialmente, individuais. Para que se tornem coletivos, \u00e9 necess\u00e1rio que sejam transformados em controv\u00e9rsias coletivas. \u00c9 esse o ponto que favorece a media\u00e7\u00e3o compartilhada e, finalmente, a rela\u00e7\u00e3o todos-todos que se deseja num tipo de pedagogia colaborativa e construtiva. Os trabalhos em equipe, ou jogos pedag\u00f3gicos, dever\u00e3o favorecer tal abordagem; metodologias que levem as equipes ao compartilhamento de ideias e constru\u00e7\u00e3o de uma intelig\u00eancia coletiva sobre o assunto abordado. O professor(a) \u00e9 mediador(a) nesse processo e dever\u00e1 na pr\u00f3xima etapa organizar s\u00ednteses.<\/p>\n<p>O momento da organiza\u00e7\u00e3o das s\u00ednteses \u00e9 fundamental no processo, no qual o professor(a) dever\u00e1 reordenar os conte\u00fados trabalhados \u2013 seja a partir de um debate de ideias em c\u00edrculo, seja atrav\u00e9s de um trabalho de interpreta\u00e7\u00e3o de texto ou cria\u00e7\u00e3o de projetos e produtos no coletivo. Diante do grupo, o professor(a) ser\u00e1 a mente sintetizadora a provocar nos educandos as produ\u00e7\u00f5es de suas pr\u00f3prias s\u00ednteses superadoras (no sentido da supera\u00e7\u00e3o de vis\u00f5es antes difusas, sincr\u00e9ticas ou de senso comum).<\/p>\n<p>Finalmente, a produ\u00e7\u00e3o de <em>feedback<\/em>, ou de momentos de retorno do que foi apreendido pelos educandos, pode ser favorecida em sala de aula pela media\u00e7\u00e3o assertiva do professor(a), mediante indaga\u00e7\u00f5es sobre o que transformou suas mentes e modos de pensar. O <em>feedback<\/em> pode ser obtido de modo formal ou informal. Informal sempre mediante o di\u00e1logo no coletivo e formal mediante aplica\u00e7\u00e3o de exerc\u00edcios ou atividades nas quais o estudante possa comprovar o que apreendeu.<\/p>\n<p>Com o uso das tecnologias digitais, essa media\u00e7\u00e3o pode ser potencializadora de aprendizagens significativas porque constituintes de objetos de cria\u00e7\u00e3o dos alunos e professor. As tecnologias operariam com grande poder nesse tipo de media\u00e7\u00e3o: a) como apoio did\u00e1tico no compartilhamento e produ\u00e7\u00e3o de atividades, tarefas e reflex\u00f5es; b) para pesquisas cient\u00edficas em m\u00faltiplas plataformas; c) para a cria\u00e7\u00e3o de designs diversos, como mapas mentais, conceituais, infogr\u00e1ficos; e d) para a produ\u00e7\u00e3o coletiva e colaborativa do conhecimento. Com as tecnologias digitais, docentes e discentes poder\u00e3o integrar diferentes linguagens (l\u00fadica, art\u00edstica, multimidi\u00e1tica), diferentes fontes de informa\u00e7\u00e3o e diferentes \u00e1reas (interdisciplinaridade), al\u00e9m de desenvolver a compet\u00eancia digital e estimular aprendizagens e descobertas.<\/p>\n<p><!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE: REFLEX\u00c3O A PARTIR DO TEMA<\/h5>\n<p>Voc\u00ea pode identificar tr\u00eas situa\u00e7\u00f5es em que a tecnologia da informa\u00e7\u00e3o se configurou como potencializadora de atividades l\u00fadicas em sua experi\u00eancia como docente? Convidamos voc\u00ea a refletir sobre elas. Caso voc\u00ea n\u00e3o tenha experi\u00eancia como docente, busque essas situa\u00e7\u00f5es na sua experi\u00eancia como aluno.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 2.2 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s22\">2.2 A disciplina Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o e a media\u00e7\u00e3o l\u00fadica das tecnologias<\/h2>\n<p>\u00c9 fato que as tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o fazem cada vez mais parte do nosso cotidiano. Inclui-se nesse quadro a inser\u00e7\u00e3o dessas tecnologias no ensino, nas suas mais variadas dimens\u00f5es, fazendo do computador um importante recurso pedag\u00f3gico. Mas a grande armadilha das tecnologias digitais \u00e9 ser reconhecida como \u201cpanaceia\u201d capaz de resolver todos os problemas da Educa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nA Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, portanto, \u00e9 uma \u00e1rea da Computa\u00e7\u00e3o que, mais do que disponibilizar acesso aos computadores nas escolas, busca viabilizar a descoberta de informa\u00e7\u00f5es e a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento pelo discente, constituindo novos caminhos no processo de ensino-aprendizagem.<\/p>\n<p><!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>CONVITE<\/h5>\n<p>Convidamos voc\u00ea a fazer uma analogia com a implanta\u00e7\u00e3o de sistemas de informa\u00e7\u00e3o em uma organiza\u00e7\u00e3o: se essa implanta\u00e7\u00e3o n\u00e3o for precedida de uma an\u00e1lise do ambiente e uma revis\u00e3o dos processos, corre o risco de apenas otimizar o caos.<\/p>\n<\/section>\n<p>Como componente curricular, a Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o \u00e9 o espa\u00e7o para o futuro docente compreender as tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o como possibilidade de novas estrat\u00e9gias de aprendizagem e de nova rela\u00e7\u00e3o com os seus futuros discentes. Tamb\u00e9m permite refletir sobre as implica\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas e sociais da inser\u00e7\u00e3o da computa\u00e7\u00e3o no universo escolar e sobre como essa nova constru\u00e7\u00e3o pode viabilizar uma mudan\u00e7a de paradigma em rela\u00e7\u00e3o ao nosso entendimento do que significa ensinar e aprender.<\/p>\n<p>A Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, sob essa \u00f3ptica, contempla a investiga\u00e7\u00e3o sobre de que formas as novas tecnologias podem trazer um diferencial para a educa\u00e7\u00e3o e para o ensino. Se a media\u00e7\u00e3o l\u00fadica \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o que vai al\u00e9m das atividades l\u00fadicas \u2013 ou seja, consideradas mais do que atividades isoladas \u2013, o mesmo acontece com a proposta da media\u00e7\u00e3o informatizada, que requer a integra\u00e7\u00e3o das tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o ao processo de ensino-aprendizagem.<\/p>\n<section class=\"blockquote\">Com a inform\u00e1tica \u00e9 poss\u00edvel realizar variadas a\u00e7\u00f5es, como se comunicar, fazer pesquisas, redigir textos, criar desenhos, efetuar c\u00e1lculos e simular fen\u00f4menos [&#8230;] Com a utiliza\u00e7\u00e3o do computador na educa\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ao professor e \u00e0 escola dinamizarem o processo de ensino-aprendizagem com aulas mais criativas, mais motivadoras e que despertem, nos alunos, a curiosidade e o desejo de aprender, conhecer e fazer descobertas (<a href=\"#NASCIMENTO2009\">NASCIMENTO, 2009<\/a>, p. 36).<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 2.3 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s23\">2.3 Possibilidades de intera\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>S\u00e3o in\u00fameras as possibilidades de utiliza\u00e7\u00e3o dos artefatos l\u00fadicos digitais; a plasticidade da linguagem digital amplifica as possiblidades de cria\u00e7\u00e3o, de intera\u00e7\u00e3o e aprendizagem. Segundo Couto, Porto e Santos (<a href=\"#COUTO2016\">2016<\/a>), tais artefatos, utilizados em diferentes dispositivos eletr\u00f4nicos, como computadores, <em>tablets<\/em> ou <em>smartphones<\/em>, s\u00e3o estrat\u00e9gias pedag\u00f3gicas que possibilitam o desenvolvimento da autonomia e da criatividade dos estudantes. Considerando a condi\u00e7\u00e3o de \u201cnativos digitais\u201d desses estudantes, a inclus\u00e3o dos <em>softwares<\/em> na educa\u00e7\u00e3o aproxima o processo de ensino-aprendizagem do universo do aluno, do fazer cotidiano desses indiv\u00edduos, incentivando o estudo. Com efeito, o documento \u201cDiretrizes de pol\u00edticas para a aprendizagem m\u00f3vel\u201d, da Unesco (<a href=\"#UNESCO2014\">2014<\/a>), aponta as possibilidades de um modelo de ensino apoiado pela tecnologia na constru\u00e7\u00e3o de uma aprendizagem significativa, promovendo o desenvolvimento de aspectos como a comunica\u00e7\u00e3o, a curiosidade, a criatividade, a colabora\u00e7\u00e3o e a criticidade, al\u00e9m do pr\u00f3prio desenvolvimento tecnol\u00f3gico e letramento digital.<\/p>\n<p>No entanto, h\u00e1 de se observar a necessidade da criatividade dos professores para \u201ctransferir esses aplicativos para fins de aprendizagem colaborativa, divertida e eficaz\u201d (<a href=\"#SANTAELLA2016\">SANTAELLA, 2016<\/a>, p. 9), ou seja, transformar efetivamente o <em>software<\/em> em um artefato l\u00fadico digital. \u00c9 papel, portanto, da comunidade docente (apoiada e incentivada pelas institui\u00e7\u00f5es de ensino) desenvolver as pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas que utilizem esses recursos de maneira que eles viabilizem a media\u00e7\u00e3o l\u00fadica que discutimos nesta se\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A seguir, apresentamos alguns potenciais artefatos l\u00fadicos digitais, indicando algumas ferramentas dispon\u00edveis. N\u00e3o temos a pretens\u00e3o de apresentar todas as ferramentas e ambientes dispon\u00edveis, mas sim oferecer alguns exemplos que v\u00eam sendo utilizados na media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica l\u00fadica, quer seja pela constru\u00e7\u00e3o de tais artefatos pelos estudantes de Computa\u00e7\u00e3o, quer seja pela sua utiliza\u00e7\u00e3o no processo de ensino-aprendizagem.<\/p>\n<h2 id=\"s231\">2.3.1 <em>AMBIENTE DE DESENVOLVIMENTO PARA A APRENDIZAGEM DE PROGRAMA\u00c7\u00c3O: O SCRATCH<\/em><\/h2>\n<figure>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2223\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_07.jpg\" alt=\"Scratch\" width=\"451\" height=\"135\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_07.jpg 451w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_07-300x90.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 451px) 100vw, 451px\" \/><figcaption>Fonte: http:\/\/ict.gctaa.net\/scratch4edu<\/figcaption><\/figure>\n<p>O Scratch \u00e9 uma linguagem de programa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica desenvolvida pelo MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos Estados Unidos), dispon\u00edvel em 40 idiomas, entre eles o portugu\u00eas. Com um ambiente de desenvolvimento bastante acolhedor, o Scratch oferece apoio ao ensino de programa\u00e7\u00e3o, permitindo a cria\u00e7\u00e3o de anima\u00e7\u00f5es, hist\u00f3rias interativas ou jogos. De modo simples e intuitivo, utilizando uma interface gr\u00e1fica simplificada em blocos, crian\u00e7as e jovens aprendem os fundamentos b\u00e1sicos de programa\u00e7\u00e3o e constroem seus programas de modo l\u00fadico e divertido. Al\u00e9m disso, podem compartilhar suas cria\u00e7\u00f5es em uma comunidade <em>online<\/em> de usu\u00e1rios que atua como rede social.<\/p>\n<p><!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\" style=\"width: 100%;\">\n<h5>PARA SABER MAIS<\/h5>\n<p>Voc\u00ea pode saber mais sobre o Scratch em:<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/scratch.mit.edu\/\">https:\/\/scratch.mit.edu\/<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.scratchbrasil.net.br\/\">http:\/\/www.scratchbrasil.net.br\/<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Assista tamb\u00e9m aos v\u00eddeos a seguir!<\/p>\n<p><!-- FIGURA --><\/p>\n<figure>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Programando com Scratch\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/TcZSdBqxDGA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\nApresenta\u00e7\u00e3o do Scratch<figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/TcZSdBqxDGA\">https:\/\/youtu.be\/TcZSdBqxDGA<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p><!-- FIGURA --><\/p>\n<figure>\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"#2\/2015  - O ambiente de programa\u00e7\u00e3o Scratch: Primeiros passos\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7VVsxiEMpfk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\nPrimeiros passos na programa\u00e7\u00e3o com Scratch \u2013 v\u00eddeo da Universidade de Set\u00fabal \u2013 Portugal<figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=7VVsxiEMpfk\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=7VVsxiEMpfk<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>Voc\u00ea tamb\u00e9m pode ler sobre algumas experi\u00eancias com o uso do Scratch na \u00e1rea do ensino da Computa\u00e7\u00e3o nos textos a seguir:<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/sol.sbc.org.br\/index.php\/wei\/article\/view\/3556\">A utiliza\u00e7\u00e3o do Scratch como ferramenta no ensino de pensamento computacional para crian\u00e7as<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/sol.sbc.org.br\/index.php\/wei\/article\/view\/10973\/10843\">A linguagem Scratch no ensino de programa\u00e7\u00e3o: um relato de experi\u00eancia com alunos iniciantes do curso de Licenciatura em Computa\u00e7\u00e3o<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/sol.sbc.org.br\/index.php\/wei\/article\/view\/6614\/6510\">Oficinas de aprendizagem de programa\u00e7\u00e3o com Scratch e Python em um curso de Engenharia de Computa\u00e7\u00e3o<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<p><!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE: LEITURA DE ARTIGO<\/h5>\n<p>O artigo \u201c<a href=\"https:\/\/sol.sbc.org.br\/index.php\/wei\/article\/view\/3535\/3494\">Programa\u00e7\u00e3o para todos: an\u00e1lise comparativa de ferramentas utilizadas no ensino de programa\u00e7\u00e3o<\/a>\u201d apresenta uma rela\u00e7\u00e3o de ambientes de apoio ao processo de ensino-aprendizagem de programa\u00e7\u00e3o. Leia o artigo, busque o acesso a algumas dessas ferramentas e fa\u00e7a alguns testes. Quais os pontos positivos e negativos de cada uma delas? Na sua opini\u00e3o, qual a ferramenta mais interessante? Por qu\u00ea?<\/p>\n<\/section>\n<h2 id=\"s232\">2.3.2 <em>OS JOGOS DIGITAIS EDUCACIONAIS<\/em><\/h2>\n<p><!-- FIGURA --><\/p>\n<figure>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2224\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_08.jpg\" alt=\"\" width=\"413\" height=\"103\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_08.jpg 413w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_08-300x75.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 413px) 100vw, 413px\" \/><figcaption>Fonte: https:\/\/pixabay.com\/pt\/vectors\/pacman-pac-man-jogo-de-computador-148906<\/figcaption><\/figure>\n<p><!-- FIGURA --><\/p>\n<p>Os jogos educacionais s\u00e3o jogos desenvolvidos com o objetivo de auxiliar no processo de ensino-aprendizagem, quer seja sobre um tema espec\u00edfico, quer seja no exerc\u00edcio de uma habilidade ou mudan\u00e7a de atitude. Eles est\u00e3o entre os denominados \u201cjogos s\u00e9rios\u201d, ou seja, jogos que t\u00eam um prop\u00f3sito, n\u00e3o s\u00e3o apenas divertimento. Os jogos digitais podem favorecer uma media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica l\u00fadica em todos os n\u00edveis de ensino, inclusive no superior, motivando o aluno e despertando nele o interesse por aprender. No contexto do ensino da Computa\u00e7\u00e3o, eles v\u00eam sendo usados como estrat\u00e9gia para a aprendizagem de conceitos, compreens\u00e3o no processo de tomada de decis\u00e3o e simula\u00e7\u00e3o de situa\u00e7\u00f5es da pr\u00e1tica profissional, entre outros usos, podendo tamb\u00e9m ser constru\u00eddos pelos pr\u00f3prios estudantes. De uma maneira geral, ao aproximar o processo de ensino-aprendizagem do universo do aluno, o uso dos jogos educacionais aprimora a comunica\u00e7\u00e3o entre o docente e o discente.<\/p>\n<p><!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\" style=\"width: 100%;\">\n<h5>PARA SABER MAIS<\/h5>\n<p>Voc\u00ea pode saber mais sobre Jogos Digitais Educacionais nos s\u00edtios:<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/www.sbgames.org\/\">https:\/\/www.sbgames.org\/<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.digra.org\/\">http:\/\/www.digra.org\/<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Assista tamb\u00e9m aos v\u00eddeos a seguir!<br \/>\n<!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><iframe loading=\"lazy\" title=\"Games e Aprendizagem Baseada em Jogos Digitais- Lynn Alves\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7YtJ79m0hqI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\nProfa. Lynn Alves fala sobre jogos e educa\u00e7\u00e3o<figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=7YtJ79m0hqI\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=7YtJ79m0hqI<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p><!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><iframe loading=\"lazy\" title=\"GAMES E GAMIFICA\u00c7\u00c3O EM EDUCA\u00c7\u00c3O\" width=\"750\" height=\"563\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CND4qDQx6fg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\nGames e gamifica\u00e7\u00e3o em educa\u00e7\u00e3o<figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=CND4qDQx6fg\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=CND4qDQx6fg<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p><!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><iframe loading=\"lazy\" title=\"Webin\u00e1rio - Jogos S\u00e9rios e Gamifica\u00e7\u00e3o: relatos de experi\u00eancia e ferramentas\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/eXJrnTJRAS0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\nJogos s\u00e9rios e gamifica\u00e7\u00e3o: relatos de experi\u00eancia e ferramentas<figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=eXJrnTJRAS0\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=eXJrnTJRAS0<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>Nos artigos a seguir voc\u00ea encontra mais informa\u00e7\u00f5es sobre jogos digitais e suas aplica\u00e7\u00f5es no contexto do ensino da Computa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/uninter.com\/intersaberes\/index.php\/revista\/article\/view\/1821\">Ensino de programa\u00e7\u00e3o: relato de experi\u00eancia sobre desenvolvimento de jogos digitais no ensino superior<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/csbc2017.mackenzie.br\/public\/files\/25-wei\/6.pdf\">Projeto Aprenda a Programar Jogando: Divulgando a Programa\u00e7\u00e3o de Computadores para Crian\u00e7as e Jovens<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.sbgames.org\/sbgames2017\/papers\/CulturaShort\/175287.pdf\">Jogos digitais no ensino: processos cognitivos, benef\u00edcios e desafios<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/sol.sbc.org.br\/index.php\/wei\/article\/view\/9645\">Caracteriza\u00e7\u00e3o do p\u00fablico-alvo de jogos educacionais na \u00e1rea da Computa\u00e7\u00e3o<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<p><!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE: AN\u00c1LISE CR\u00cdTICA<\/h5>\n<p>Voc\u00ea conhece o <a href=\"https:\/\/sol.sbc.org.br\/index.php\/wei\/issue\/archive\">WEI \u2013 Workshop de Educa\u00e7\u00e3o em Computa\u00e7\u00e3o<\/a>? \u00c9 um dos eventos do Congresso da Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o que acontece todos os anos, e voc\u00ea pode encontrar os artigos apresentados nas edi\u00e7\u00f5es do WEI desde 2014. Nosso convite \u00e9 que voc\u00ea acesse os anais do \u00faltimo ano desse evento e selecione para leitura os artigos que tem como tem\u00e1tica jogos educacionais, fazendo uma an\u00e1lise cr\u00edtica sobre eles.<\/p>\n<\/section>\n<h2 id=\"s233\">2.3.3 <em>AMBIENTE GAMIFICADO PARA AVALIA\u00c7\u00c3O DE APRENDIZAGEM: O KAHOOT!<\/em><\/h2>\n<p><!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2225\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_09.jpg\" alt=\"\" width=\"181\" height=\"68\" \/><figcaption>Fonte: http:\/\/www.kahoot.com<\/figcaption><\/figure>\n<p>O Kahoot! \u00e9 uma plataforma de ensino gamificada para avalia\u00e7\u00e3o da aprendizagem. Isso significa que ele utiliza elementos do projeto de jogos em outros contextos, com o objetivo de engajar e motivar os usu\u00e1rios, criando um ambiente prop\u00edcio para a media\u00e7\u00e3o l\u00fadica. Com um formato semelhante com jogos do tipo quiz, essa ferramenta permite ao professor construir perguntas de diversos formatos, acrescentando imagens, v\u00eddeos ou diagramas. Utilizando os seus pr\u00f3prios smartphones, os estudantes respondem \u00e0s perguntas criando uma competi\u00e7\u00e3o pelas respostas corretas. Assim, de uma forma interativa, o conhecimento \u00e9 constru\u00eddo e consolidado. Al\u00e9m disso, o Kahoot! auxilia o professor a verificar a aprendizagem dos estudantes de forma mais atrativa e prazerosa.<\/p>\n<p><!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\" style=\"width: 100%;\">\n<h5>PARA SABER MAIS<\/h5>\n<p>Voc\u00ea pode saber mais sobre o Kahoot! em:<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/kahoot.com\/\">Kahoot!<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/pt.slideshare.net\/marciotics\/tutorial-kahoot-101946320\">Tutorial kahoot!<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Assista tamb\u00e9m aos v\u00eddeos a seguir sobre o Kahoot!<\/p>\n<p><!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><iframe loading=\"lazy\" title=\"What is Kahoot!?\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7XzfWHdDS9Q?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\nApresenta\u00e7\u00e3o do Kahoot!<figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=7XzfWHdDS9Q\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=7XzfWHdDS9Q<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p><!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><iframe loading=\"lazy\" title=\"Kahoot: Gamefica\u00e7\u00e3o na sala de aula\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ShGtpaHQBVo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\nKahoot! Gamifica\u00e7\u00e3o na sala de aula<figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ShGtpaHQBVo\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ShGtpaHQBVo<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p><!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><iframe loading=\"lazy\" title=\"EDU webinar 4\/9\/2020: Kahoot! in higher ed\" width=\"750\" height=\"563\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/q_YBLoE1Vss?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\nKahoot! in higher education<figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=q_YBLoE1Vss\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=q_YBLoE1Vss<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>Voc\u00ea tamb\u00e9m pode conhecer algumas experi\u00eancias com o uso do Kahoot! na \u00e1rea do ensino lendo os seguintes textos:<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/sol.sbc.org.br\/index.php\/wei\/article\/view\/6615\/6511\">Kahoot! como instrumento potencializador na participa\u00e7\u00e3o e engajamento dos alunos na aprendizagem de conceitos de programa\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0360131520300208?via%3Dihub\">The effect of using Kahoot! for learning: a literature review<\/a>.<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/periodicos.ifsul.edu.br\/index.php\/thema\/article\/view\/838\">Tecnologias digitais e metodologias ativas na escola: o contributo do Kahoot para gamificar a sala de aula<\/a>.<\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/www.scielo.mec.pt\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1646-98952020000200003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=es\">Valoraci\u00f3n del empleo de Kahoot! en la docencia universitaria en base a las consideraciones de los estudiantes<\/a>.<\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<p><!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE: PESQUISA SOBRE FERRAMENTAS PARA AMBIENTES GAMIFICADOS<\/h5>\n<p>Existem outros ambientes gamificados para apoio na avalia\u00e7\u00e3o da aprendizagem, tais como Mentimeter e o FlexiQuiz, entre outros. Fa\u00e7a uma pesquisa sobre outras ferramentas dessa natureza e, entre as possibilidades apresentadas e outras tantas pesquisadas, construa uma tabela com uma an\u00e1lise comparativa das vantagens e desvantagens de cada uma. Em seguida, escolha um desses ambientes e fa\u00e7a um quiz sobre este cap\u00edtulo. Compartilhe com seus colegas!<\/p>\n<\/section>\n<h2 id=\"s234\">2.3.4 <em>PLATAFORMA DE PROTOTIPAGEM ELETR\u00d4NICA: O ARDUINO<\/em><\/h2>\n<p><!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2226\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_10.jpg\" alt=\"\" width=\"363\" height=\"241\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_10.jpg 363w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_10-300x199.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 363px) 100vw, 363px\" \/><figcaption>Fonte: https:\/\/www.arduino.cc\/r\/<\/figcaption><\/figure>\n<p>O Arduino \u00e9 uma plataforma de prototipagem eletr\u00f4nica. \u00c9 um dispositivo de hardware livre, ou seja, permite interven\u00e7\u00f5es a partir da disponibiliza\u00e7\u00e3o do hardware b\u00e1sico. Outro componente do Arduino \u00e9 o software integrado de desenvolvimento \u2013 IDE Arduino, que permite a programa\u00e7\u00e3o das placas para que elas executem as fun\u00e7\u00f5es desejadas. \u00c9 uma plataforma f\u00e1cil de usar e diversas aplica\u00e7\u00f5es na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o de diversas disciplinas j\u00e1 podem ser nela encontradas.<br \/>\n<!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\" style=\"width: 100%;\">\n<h5>PARA SABER MAIS<\/h5>\n<p>Voc\u00ea pode saber mais sobre o Arduino nos s\u00edtios:<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/www.arduino.cc\/\">https:\/\/www.arduino.cc\/<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.arduino.cc\/education\">https:\/\/www.arduino.cc\/education<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Assista tamb\u00e9m aos v\u00eddeos a seguir sobre o Arduino!<br \/>\n<!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><iframe loading=\"lazy\" title=\"How Arduino is open-sourcing imagination | Massimo Banzi\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UoBUXOOdLXY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\nApresenta\u00e7\u00e3o sobre o Arduino<figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=UoBUXOOdLXY\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=UoBUXOOdLXY<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p><!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><iframe loading=\"lazy\" title=\"Rob\u00f3tica Educacional com Arduino - Guindaste\" width=\"750\" height=\"563\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/tzTz6w5HSWo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\nRob\u00f3tica educacional com Arduino<figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=tzTz6w5HSWo\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=tzTz6w5HSWo<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>Voc\u00ea tamb\u00e9m pode ler sobre algumas experi\u00eancias com o uso do Arduino:<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/sol.sbc.org.br\/index.php\/wei\/article\/view\/3547\">Apoio ao ensino de an\u00e1lise e projeto de software usando a plataforma Arduino<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/sol.sbc.org.br\/index.php\/wei\/article\/view\/9676\">Plataforma Arduino como apoio ao ensino de programa\u00e7\u00e3o no curso de T\u00e9cnico em Inform\u00e1tica integrado<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/sol.sbc.org.br\/index.php\/wei\/article\/view\/10995\/10865\">A Plataforma Arduino para fins did\u00e1ticos: estudo de caso com recolhimento de dados a partir do PLX-DAQ<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<p><!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE: DESCOBRINDO MAIS RECURSOS<\/h5>\n<p>A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) disponibiliza no seu reposit\u00f3rio de cursos online um curso do tipo <a href=\"https:\/\/lumina.ufrgs.br\/course\/view.php?id=30\">MOOC sobre Arduino<a href=\"https:\/\/lumina.ufrgs.br\/course\/view.php?id=30\">.<\/p>\n<p>Voc\u00ea tamb\u00e9m pode ouvir o <a href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/luminapodcasts\/site\/episodio\/t03e36-arduino\">podcast da UFRGS sobre o Arduino<\/a>.<\/p>\n<\/section>\n<h2 id=\"s235\">2.3.5 <em>FERRAMENTAS GR\u00c1FICAS PARA APOIO \u00c0 APRENDIZAGEM: MAPAS MENTAIS, MAPAS CONCEITUAIS E INFOGR\u00c1FICOS<\/em><\/h2>\n<p><!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-2227\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_11-300x160.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"160\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_11-300x160.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_11-1024x548.jpg 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_11-768x411.jpg 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_11.jpg 1118w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption>Fonte: As autoras.<\/figure>\n<p>O ditado popular \u201cUma imagem vale mais que mil palavras\u201d, atribu\u00eddo ao fil\u00f3sofo chin\u00eas Conf\u00facio, expressa como \u00e9 mais f\u00e1cil a compreens\u00e3o de algo a partir de recursos visuais, em compara\u00e7\u00e3o com o uso de palavras escritas ou faladas. Com efeito, a visualiza\u00e7\u00e3o permite organizar melhor as ideias e auxilia na nossa capacidade de pensar e de nos comunicarmos. Podemos perceber como as informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o cada vez mais visuais: lemos imagens o tempo inteiro. Um bom exemplo s\u00e3o os \u00edcones utilizados nos computadores, tablets e smartphones. A utiliza\u00e7\u00e3o de ferramentas gr\u00e1ficas para materializar as ideias e processos que acontecem na mente tem por objetivo deixar o pensamento visualmente organizado, para que seja f\u00e1cil recuperar a informa\u00e7\u00e3o ali contida. Tais ferramentas facilitam o entendimento sem necessariamente simplificar demais o assunto, permitindo a vis\u00e3o do todo e das partes de forma n\u00e3o linear. Constituem, portanto, um poderoso instrumento para apoiar o processo de aprendizagem, podendo ser utilizado para anota\u00e7\u00f5es em aulas e palestras, em discuss\u00f5es, resumos de livros, organiza\u00e7\u00e3o do pensamento, entre outros. Entre as t\u00e9cnicas utilizadas para organizar o pensamento de forma visual e apoiar o estudante no seu processo de constru\u00e7\u00e3o do conhecimento, destacamos os mapas mentais, os mapas conceituais e os infogr\u00e1ficos, que, embora sejam utilizados com o mesmo objetivo, apresentam diferen\u00e7as entre si: os mapas mentais s\u00e3o constru\u00eddos em cima de uma ideia central e, a partir dela, ideias derivadas s\u00e3o conectadas, formando uma estrutura semelhante a uma \u00e1rvore; nos mapas conceituais, a disposi\u00e7\u00e3o se assemelha mais a uma rede, com conex\u00f5es entre os conceitos, que s\u00e3o marcadas com verbos e locu\u00e7\u00f5es; por fim, os infogr\u00e1ficos s\u00e3o pe\u00e7as que combinam texto e imagem, podendo ser est\u00e1ticos ou din\u00e2micos.<br \/>\n<!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\" style=\"width: 100%;\">\n<h5>PARA SABER MAIS<\/h5>\n<p>Voc\u00ea pode saber mais sobre ferramentas gr\u00e1ficas nos s\u00edtios:<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/neomam.com\/interactive\/13reasons\/\">Why your Brain Craves Infographics (Por que seu c\u00e9rebro anseia por infogr\u00e1ficos)<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/bookbuilder.cast.org\/view_print.php?book=111876\">Uso de mapas mentais como ferramenta pedag\u00f3gica no contexto educacional do ensino superior<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>Assista tamb\u00e9m aos v\u00eddeos a seguir!<\/p>\n<p><!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><iframe loading=\"lazy\" title=\"Aula Mapas Mentais e Conceituais - Unidade 4 Materiais Acess\u00edveis\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Ow0Z8RsBsUA?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\nMapas mentais e mapas conceituais<figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Ow0Z8RsBsUA\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=Ow0Z8RsBsUA<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p><!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><iframe loading=\"lazy\" title=\"Maximise the Power of Your Brain - Tony Buzan MIND MAPPING\" width=\"750\" height=\"563\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/MlabrWv25qQ?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\nTony Buzan (criador da t\u00e9cnica) explica o uso do mapa mental<figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=MlabrWv25qQ\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=MlabrWv25qQ<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p><!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><iframe loading=\"lazy\" title=\"Voc\u00ea sabe o que \u00e9 Infogr\u00e1fico?\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_skCVmGJwVg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\nO que \u00e9 um infogr\u00e1fico<figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=_skCVmGJwVg\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=_skCVmGJwVg<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>Voc\u00ea tamb\u00e9m pode ler sobre algumas experi\u00eancias sobre essas ferramentas:<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/educere.bruc.com.br\/arquivo\/pdf2009\/3544_2193.pdf\">Mapas conceituais na pr\u00e1tica pedag\u00f3gica<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.br-ie.org\/pub\/index.php\/sbie\/article\/view\/8744\">Solu\u00e7\u00f5es computacionais para avalia\u00e7\u00e3o da aprendizagem por mapas conceituais: um mapeamento sistem\u00e1tico<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/educere.bruc.com.br\/arquivo\/pdf2017\/24179_12230.pdf\">Aprendizagem significativa e mapas conceituais<\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/seer.ufrgs.br\/renote\/article\/view\/18045\/10633\">Infogr\u00e1fico: caracter\u00edsticas, autoria e uso educacional<\/a><\/li>\n<li><a href=\"http:\/\/periodicoscientificos.ufmt.br\/ojs\/index.php\/repad\/article\/view\/8553\">Panorama dos artigos sobre mapas mentais publicados nas bibliotecas eletr\u00f4nicas Spell \u2013 Scientific Periodicals Electronic Library \u2013 e Scielo \u2013 Scientific Library Online<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<p><!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE: PESQUISA<\/h5>\n<p>1. Embora possam ser constru\u00eddos utilizando-se apenas l\u00e1pis e papel, s\u00e3o v\u00e1rios os artefatos digitais dispon\u00edveis para a constru\u00e7\u00e3o de mapas mentais, mapas conceituais e infogr\u00e1ficos. Entre eles, est\u00e3o o FreeMind e o CmapTools. Pesquise sobre essas ferramentas: elas t\u00eam v\u00e1rios tutoriais na internet e s\u00e3o simples de usar. Em seguida, crie um mapa mental ou um mapa conceitual (voc\u00ea escolhe) sobre este cap\u00edtulo!<\/p>\n<p>2. Construa uma atividade para um componente curricular da \u00e1rea de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o que utilize uma ou v\u00e1rias estrat\u00e9gias das propostas que elencamos. Voc\u00ea pode pesquisar e criar outras estrat\u00e9gias l\u00fadicas tamb\u00e9m!<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 3 --><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s3\">3 CONSIDERA\u00c7\u00d5ES FINAIS<\/h2>\n<p><!-- FIGURA --><\/p>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2228\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_12.jpg\" alt=\"\" width=\"330\" height=\"329\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_12.jpg 330w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_12-300x300.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_12-150x150.jpg 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_12-70x70.jpg 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_12-246x246.jpg 246w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_12-276x276.jpg 276w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_12-125x125.jpg 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 330px) 100vw, 330px\" \/><figcaption>Fonte: https:\/\/ospontosdevista.blogs.sapo.pt\/humor-no-facebook-o-cerebro-35558<\/figcaption><\/figure>\n<p>S\u00e3o muitas as exig\u00eancias demandadas pela contemporaneidade p\u00f3s-revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica: a rapidez na veicula\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es, a fugacidade nas rela\u00e7\u00f5es sociais e as novas formas de socializa\u00e7\u00e3o marcam o novo tempo. A modernidade l\u00edquida, como bem assinalou Bauman (<a href=\"#BAUMAN2003\">2003<\/a>), nos remete a diferentes configura\u00e7\u00f5es em que rela\u00e7\u00f5es sociais, econ\u00f4micas e de produ\u00e7\u00e3o se mostram fr\u00e1geis, fugazes e male\u00e1veis, e tem reconfigurado tamb\u00e9m as novas rela\u00e7\u00f5es educacionais com as quais precisamos conviver. L\u00e9vy (<a href=\"#LEVY2004\">2004<\/a>) indica que as tecnologias de comunica\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o est\u00e3o trazendo altera\u00e7\u00f5es e t\u00eam desenhado a base de uma nova sociedade. N\u00e3o se pode voltar \u00e0s costas a tal fen\u00f4meno, a quest\u00e3o que se coloca \u00e9 que as novas linguagens de comunica\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o alteram significativamente as faculdades mentais e comunicacionais, como a percep\u00e7\u00e3o, a mem\u00f3ria, a criatividade, a inventividade, a comunica\u00e7\u00e3o interativa. O desafio que se coloca ao cen\u00e1rio da forma\u00e7\u00e3o \u00e9 investigar os potenciais did\u00e1ticos e utiliz\u00e1-los de maneira criativa, inventiva e a favor da educa\u00e7\u00e3o l\u00fadica que promova o engajamento, o envolvimento, as trocas, a coautoria e a aprendizagem significativa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o cen\u00e1rio comunicacional potencializa uma reestrutura\u00e7\u00e3o dos modelos de comunica\u00e7\u00e3o, trazendo tamb\u00e9m o potencial multimodal; a tecnologia digital em rede agrega e modifica as diferentes linguagens produzidas pela humanidade ao longo do tempo e traz desafios reestruturantes ao trip\u00e9 que comp\u00f5e o tri\u00e2ngulo did\u00e1tico cl\u00e1ssico e \u00e0 media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica. Por isso, neste cap\u00edtulo, tratamos do assunto media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica l\u00fadica no contexto da Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, sinalizando a necessidade de discuss\u00f5es relacionadas n\u00e3o s\u00f3 ao uso t\u00e9cnico e profissional de <em>softwares<\/em> e de linguagem para composi\u00e7\u00e3o de sistemas, <em>softwares<\/em> ou jogos, mas as reflex\u00f5es acerca dos novos perfis contempor\u00e2neos de participa\u00e7\u00e3o, interven\u00e7\u00e3o, autorias compartilhadas, trabalhos colaborativos, em di\u00e1logo com as mais variadas \u00e1reas do conhecimento, no contexto da sala de aula.<\/p>\n<p>A media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica l\u00fadica que propomos busca outras formas de relacionamento com o conhecimento e com os sujeitos da aprendizagem, partindo do desejo e engajamento dos estudantes. Consideramos que o cen\u00e1rio da cibercultura, marcado amplamente pelo digital em rede, pode ampliar criativamente as situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem e produ\u00e7\u00e3o do conhecimento.<\/p>\n<p>Neste cap\u00edtulo, conclu\u00edmos em favor de um trabalho pedag\u00f3gico ou de uma media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica a partir de um cen\u00e1rio de aprendizagem compartilhada, amplamente marcada pelas altera\u00e7\u00f5es advindas das conex\u00f5es em rede. Sugerimos, amplamente, o trabalho criativo l\u00fadico dos jogos, das linguagens art\u00edsticas e multimidi\u00e1ticas. A composi\u00e7\u00e3o de aulas e situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem com v\u00eddeos e cria\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos no YouTube, utiliza\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de comunidades de aprendizagem nos ambientes virtuais de aprendizagem e em grupos fechados nas redes sociais, \u00e9 exemplo do que podemos criar de interatividade em nossas aulas. Acreditamos na utiliza\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o das redes, na pot\u00eancia criativa das interfaces multimidi\u00e1ticas que mobilizam o engajamento dos sujeitos e a troca entre pares, potencializando assim a ludicidade nos processos de media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica e aprendizagem.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O RESUMO --><\/p>\n<section>\n<h3 id=\"resumo\">Resumo<\/h3>\n<figure><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2227\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_11.jpg\" alt=\"\" width=\"1118\" height=\"598\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_11.jpg 1118w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_11-300x160.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_11-1024x548.jpg 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_11-768x411.jpg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1118px) 100vw, 1118px\" \/><figcaption>Fonte: As autoras.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Este cap\u00edtulo discute a media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica l\u00fadica no contexto da Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o. Inicialmente contextualiza os cursos de Computa\u00e7\u00e3o, apresentando seu hist\u00f3rico de forma\u00e7\u00e3o, os referenciais preconizados pela Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o (SBC) e as diretrizes curriculares da \u00e1rea publicadas em novembro de 2016. \u00c9 realizada uma reflex\u00e3o sobre a media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica docente praticada nos cursos de Computa\u00e7\u00e3o: s\u00e3o tomadas como base as informa\u00e7\u00f5es sobre a forma\u00e7\u00e3o docente e as compet\u00eancias necess\u00e1rias para o ensino contidas nos documentos citados, al\u00e9m de dados como a evas\u00e3o e publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas que apontam as lacunas dos cursos de Computa\u00e7\u00e3o para atender \u00e0s demandas da contemporaneidade, especificamente para os indiv\u00edduos imersos na cibercultura. Tamb\u00e9m se analisa a media\u00e7\u00e3o docente na \u00e1rea, evidenciando as necessidades dos professores e dos alunos diante de um novo contexto, caracterizado pela rapidez das mudan\u00e7as e pela explos\u00e3o do acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, e se discute a necessidade de um modelo de media\u00e7\u00e3o que fa\u00e7a sentido para ambos os part\u00edcipes desse processo. Aprofunda, nesse contexto, o significado da media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica l\u00fadica como proposta de ativa\u00e7\u00e3o do potencial criativo do sujeito da aprendizagem. Em seguida, prop\u00f5e-se uma media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica que reconhe\u00e7a a aprendizagem como um processo relacional, vivencial e multidimensional, agregando a dimens\u00e3o cognitiva \u00e0 dimens\u00e3o l\u00fadica.<\/p>\n<p>Palavras-chave: media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica; ludicidade; inform\u00e1tica; educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O LIVE --><\/p>\n<section id=\"live\">\n<h3>Live-palestra-conversa<\/h3>\n<p>Live-palestra-conversa sobre este cap\u00edtulo, realizada no dia 9\/9\/2021 no programa <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/playlist?list=PLJ4OGYhKIdcUwE2jKK5iplqyBAmne_sG4\">Conecta<\/a> (CEIE-SBC):<\/p>\n<figure>\n<h5>Registro da live-palestra-conversa com o autor deste cap\u00edtulo<\/h5>\n<p>    <iframe loading=\"lazy\" title=\"Media\u00e7\u00e3o Did\u00e1tica L\u00fadica no Contexto da Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/LJbSWw62opE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/LJbSWw62opE\">https:\/\/youtu.be\/LJbSWw62opE<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p><!--\n\n\n<figure>\n    \n\n<h5>Apresenta\u00e7\u00e3o utilizada na live-palestra-conversa<\/h5>\n\n\n<a href=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Interatividade-SILVA-2021.pptx\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/apresentacao-capa.jpg\" alt=\"Interatividade na educa\u00e7\u00e3o h\u00edbrida\" width=\"70%\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4227\" style=\"border: 1px solid gray;\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/apresentacao-capa.jpg 1920w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/apresentacao-capa-300x169.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/apresentacao-capa-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/apresentacao-capa-768x432.jpg 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/apresentacao-capa-1536x864.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a>\n    \n \n<figcaption><a href=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Interatividade-SILVA-2021.pdf\">Formato PDF<\/a> (para ler) e <a href=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Interatividade-SILVA-2021.pptx\">Formato PPT<\/a> (para editar-remixar)<\/figcaption>\n \n\n  <\/figure>\n\n\n--><br \/>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O LEITURAS --><\/p>\n<section id=\"leituras\">\n<h3>Leituras Recomendadas<\/h3>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Futuro-Internet-Dire%C3%A7%C3%A3o-Ciberdemocracia-Planet%C3%A1ria\/dp\/853493181X\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2255\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_17.jpg\" alt=\"O futuro da internet: em dire\u00e7\u00e3o a uma ciberdemocracia planet\u00e1ria\" width=\"317\" height=\"499\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_17.jpg 317w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_17-191x300.jpg 191w\" sizes=\"auto, (max-width: 317px) 100vw, 317px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"https:\/\/www.amazon.com.br\/Futuro-Internet-Dire%C3%A7%C3%A3o-Ciberdemocracia-Planet%C3%A1ria\/dp\/853493181X\"><strong>O futuro da internet: em dire\u00e7\u00e3o a uma ciberdemocracia planet\u00e1ria<\/strong><br \/>\n<\/a><br \/>\n(<a href=\"#LEMOS2010\">LEMOS, 2010<\/a>)LEMOS, Andr\u00e9; L\u00c9VY, Pierre. <strong>O futuro da internet<\/strong>: em dire\u00e7\u00e3o a uma ciberdemocracia planet\u00e1ria. S\u00e3o Paulo: Ed. Paulus, 2010.<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2256\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_18.jpg\" alt=\"Sala de aula interativa\" width=\"300\" height=\"439\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_18.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_18-205x300.jpg 205w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><strong>Sala de aula interativa<\/strong><br \/>\n(<a href=\"#SILVA2012\">SILVA, 2012<\/a>)SILVA, Marco. <strong>Sala de aula interativa<\/strong>. 6. ed. S\u00e3o Paulo: Ed. Loyola, 2012.<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2257\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_19.jpg\" alt=\"M\u00eddias e tecnologias na educa\u00e7\u00e3o presencial e a dist\u00e2ncia\" width=\"242\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_19.jpg 242w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_19-207x300.jpg 207w\" sizes=\"auto, (max-width: 242px) 100vw, 242px\" \/><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><strong>M\u00eddias e tecnologias na educa\u00e7\u00e3o presencial e a dist\u00e2ncia<\/strong><br \/>\n(<a href=\"#SANTOS2016\">SANTOS, 2016<\/a>)SANTOS, Edm\u00e9a. <strong>M\u00eddias e tecnologias na educa\u00e7\u00e3o presencial e a dist\u00e2ncia<\/strong>. Rio de Janeiro: Ed. LTC, 2016. S\u00e9rie Educa\u00e7\u00e3o.<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2258\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_20.jpg\" alt=\"App-learning: experi\u00eancias de pesquisa e forma\u00e7\u00e3o\" width=\"362\" height=\"512\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_20.jpg 362w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_20-212x300.jpg 212w\" sizes=\"auto, (max-width: 362px) 100vw, 362px\" \/><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><strong>App-learning<\/strong>: experi\u00eancias de pesquisa e forma\u00e7\u00e3o<br \/>\n(<a href=\"#COUTO2016\">COUTO, 2016<\/a>)COUTO, Edvaldo; PORTO, Cristiane; SANTOS, Edm\u00e9a. <strong>App-learning<\/strong>: experi\u00eancias de pesquisa e forma\u00e7\u00e3o. Salvador: EDUFBA, 2016.<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/www.br-ie.org\/pub\/index.php\/rbie\/index\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2259\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_21.png\" alt=\"Revista Brasileira de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o\" width=\"813\" height=\"702\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_21.png 813w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_21-300x259.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_21-768x663.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 813px) 100vw, 813px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><strong>Revista Brasileira de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\n(Revista Brasileira de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o)Revista Brasileira de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/www.br-ie.org\/pub\/index.php\/rbie\/index\">https:\/\/www.br-ie.org\/pub\/index.php\/rbie\/index<\/a>). Publica\u00e7\u00e3o promovida pela CEIE \u2013 Comiss\u00e3o Especial de Inform\u00e1tica da Sociedade Brasileira da Computa\u00e7\u00e3o. Tem como objetivo divulgar trabalhos acad\u00eamicos e cient\u00edficos da \u00e1rea de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, com periodicidade quadrimestral e dispon\u00edvel <em>online<\/em> com acesso livre.<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/seer.ufrgs.br\/InfEducTeoriaPratica\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2260\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_22.jpg\" alt=\"Revista Inform\u00e1tica e Educa\u00e7\u00e3o: Teoria e Pr\u00e1tica\" width=\"577\" height=\"695\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_22.jpg 577w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_22-249x300.jpg 249w\" sizes=\"auto, (max-width: 577px) 100vw, 577px\" \/><\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><strong>Revista Inform\u00e1tica e Educa\u00e7\u00e3o: Teoria e Pr\u00e1tica<\/strong><br \/>\n(Revista Inform\u00e1tica e Educa\u00e7\u00e3o: Teoria e Pr\u00e1tica)<strong>Revista Inform\u00e1tica e Educa\u00e7\u00e3o: Teoria e Pr\u00e1tica<\/strong> (<a href=\"https:\/\/seer.ufrgs.br\/InfEducTeoriaPratica\">https:\/\/seer.ufrgs.br\/InfEducTeoriaPratica<\/a>). Peri\u00f3dico cient\u00edfico indexado quadrimestral, editado pelo Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o desenvolvido pelo Cinted \u2013 Centro Interdisciplinar de Novas Tecnologias na Educa\u00e7\u00e3o da UFRGS.<\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O REFER\u00caNCIAS --><\/p>\n<section id=\"referencias\">\n<h3>Refer\u00eancias<\/h3>\n<p id=\"#BRASIL2016\">BRASIL. Minist\u00e9rio da educa\u00e7\u00e3o e cultura MEC 2016 &#8211; <a href=\"http:\/\/portal.mec.gov.br\/index.php?option=com_docman&amp;view=download&amp;alias=52101-rces005-16-pdf&amp;category_slug=novembro-2016-pdf&amp;Itemid=30192\"><strong>Resolu\u00e7\u00e3o CNE\/CES n. 5<\/strong><\/a>, de 16 de novembro de 2016 &#8211; Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de gradua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da Computa\u00e7\u00e3o. Acesso em 15-07-2017.<\/p>\n<p id=\"#BAUMAN2003\">BAUMAN, Zygmunt. <strong>Modernidade l\u00edquida<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o: Pl\u00ednio Dentzien. Rio de Janeiro: Zahar, 2003. 258p.<\/p>\n<p id=\"#CASTELLS1999\">CASTELLS, Manuel. <strong>A sociedade em rede \u2013 a era da informa\u00e7\u00e3o<\/strong>: economia, sociedade e cultura, v. 1. Tradu\u00e7\u00e3o: Roneide V. Majer. S\u00e3o Paulo: Paz e Terra, 1999.<\/p>\n<p id=\"#CASTRO2013\">CASTRO, C. S.; VILARIM, G. O. <strong>Licenciatura em Computa\u00e7\u00e3o no cen\u00e1rio nacional<\/strong>: embates, institucionaliza\u00e7\u00e3o e o nascimento de um novo curso. Revista Espa\u00e7o Acad\u00eamico, n.148, setembro 2013.<\/p>\n<p id=\"#COUTO2016\">COUTO, E.; PORTO, C.; SANTOS, E. <strong>App-learning<\/strong>: experi\u00eancias de pesquisa e forma\u00e7\u00e3o. Salvador: EDUFBA, 2016.<\/p>\n<p id=\"#DAMASIO2007\">DAMASIO. A. R. <strong>O erro de Descartes<\/strong>: emo\u00e7\u00e3o, raz\u00e3o e o c\u00e9rebro humano. 2. ed. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letras, 2007.<\/p>\n<p id=\"#DAVILA2008\">D\u2019\u00c1VILA, C. M. <strong>Forma\u00e7\u00e3o docente na contemporaneidade<\/strong>: limite e desafios. Revista da FAEEBA: Educa\u00e7\u00e3o e Contemporaneidade, Salvador, v. 17, n. 30, jul\/dez 2008.<\/p>\n<p id=\"#DAVILA2013\">D\u2019\u00c1VILA, C. M. <strong>Decifra-me ou te devorarei<\/strong>: o que pode o professor frente ao livro did\u00e1tico. 2. ed. Salvador: EDUFBA\/EDUNEB, 2013.<\/p>\n<p id=\"#DAVILA2016\">D\u2019\u00c1VILA, C. M. <strong>Raz\u00e3o e sensibilidade na doc\u00eancia universit\u00e1ria<\/strong>. Revista Em Aberto. Bras\u00edlia, v. 29, n. 97, p. 103 \u2013 118, set-dez 2016.<\/p>\n<p id=\"#DAVILA2020\">D\u2019\u00c1VILA, C. M. <strong>Did\u00e1tica sens\u00edvel<\/strong>: uma abordagem raciovitalista. 2020. (No prelo).<\/p>\n<p id=\"#DUARTEJUNIOR2001\">DUARTE J\u00daNIOR., J. F. <strong>O sentido dos sentidos<\/strong>: a educa\u00e7\u00e3o (do) sens\u00edvel. Curitiba: Criar Edi\u00e7\u00f5es, 2001.<\/p>\n<p id=\"#GARDNER1999\">GARDNER, H. <strong>Intelig\u00eancia<\/strong>: um conceito reformulado. Rio de Janeiro: Objetiva, 1999.<\/p>\n<p id=\"#LENOIR1996\">LENOIR, Yves. M\u00e9diation cognitive et m\u00e9diation didactique. In: RAISKY, C.; CAILLOT, M. <strong>Au-del\u00e0 des didactiques, le didactique<\/strong>: D\u00e9bats autour de concepts f\u00e9d\u00e9rateurs. Paris, Bruxelas: De Boeck : Larcier, 1996.<\/p>\n<p id=\"#LEVY2004\">L\u00c9VY, Pierre. <strong>As tecnologias da intelig\u00eancia<\/strong>: O futuro do pensamento na era da inform\u00e1tica. S\u00e3o Paulo: Editora 34, 2004.<\/p>\n<p id=\"#LOPES2004\">LOPES, Concei\u00e7\u00e3o. <strong>Ludicidade humana<\/strong>: contributos para a busca dos sentidos do Humano. Caderno 2, Ludicidade humana, Lisboa: Ed. Universidade Aveiro, 2004.<\/p>\n<p id=\"#LOPES2016\">LOPES, Concei\u00e7\u00e3o. <a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/313853101_Brincar_Social_Espontaneo_na_Educacao_de_Infancia_Um_Estudo#:~:text=O%20brincar%20social%20espont%C3%A2neo%20%C3%A9,e%20etnia%20a%20que%20perten%C3%A7am\"><strong>Brincar social espont\u00e2neo na educa\u00e7\u00e3o de inf\u00e2ncia<\/strong>: um estudo<\/a>. Lisboa: Editora Civitas Aveiro, 2016. Acesso em: 20-07-2020.<\/p>\n<p id=\"#LUCKESI2014\">LUCKESI, Cipriano. <a href=\"http:\/\/www.luckesi.com.br\"><strong>Ludicidade e atividades l\u00fadicas<\/strong>: uma abordagem a partir da experi\u00eancia interna.<\/a> Acesso em: 10-03-2014.<\/p>\n<p id=\"#MASSA2018\">MASSA, M. S. <strong>Docentes de Computa\u00e7\u00e3o<\/strong>: pr\u00e1tica profissional e ludicidade. Curitiba: Ed. CRV, 2018.<\/p>\n<p id=\"#NASCIMENTO2009\">NASCIMENTO, J. K. F. <strong>Inform\u00e1tica aplicada \u00e0 educa\u00e7\u00e3o<\/strong>. Bras\u00edlia: Universidade de Bras\u00edlia, 2009.<\/p>\n<p id=\"#NUNES2018\">NUNES, D. J. <a href=\"https:\/\/www.sbc.org.br\/documentos-da-sbc\/send\/133-estatisticas\/1287-estatisticas-computacao-2018\"><strong>Educa\u00e7\u00e3o Superior em Computa\u00e7\u00e3o Estat\u00edsticas \u2013 2018<\/strong><\/a>. Acesso em: 26-07-2020.<\/p>\n<p id=\"#PIMENTA2017\">PIMENTA, S.; ANASTASIOU, L. <strong>Doc\u00eancia no ensino superior<\/strong>. 5. ed. S\u00e3o Paulo: Cortez, 2017.<\/p>\n<p id=\"#SANTAELLA2016\">SANTAELLA, L. App-learning e a imagina\u00e7\u00e3o criativa a servi\u00e7o da educa\u00e7\u00e3o. In: COUTO, E.; PORTO, C.; SANTOS, E. (org.). <strong>App-learning<\/strong>: experi\u00eancias de pesquisa e forma\u00e7\u00e3o. Salvador: EDUFBA, 2016. p. ??-??<\/p>\n<p id=\"#TARDIF2014\">TARDIF, M. <strong>Saberes docentes e forma\u00e7\u00e3o profissional<\/strong>. 17. ed. Petr\u00f3polis: Vozes, 2014.<\/p>\n<p id=\"#UNESCO2014\">UNESCO 2014. <a href=\"http:\/\/www.bibl.ita.br\/UNESCO-Diretrizes.pdf\"><strong>Diretrizes de pol\u00edticas para a aprendizagem m\u00f3vel<\/strong><\/a>. Acesso em: 26-07-2020.<\/p>\n<p id=\"#VEIGA2009\">VEIGA, I. P. A. Doc\u00eancia como atividade profissional. In: VEIGA, I. P. A.; D\u2019\u00c1VILA, C. M. (org.). <strong>Profiss\u00e3o docente<\/strong>: novos sentidos, novas perspectivas. Campinas: Papirus, 2009. p. ??-??<\/p>\n<p id=\"#VYGOTSKY2007\">VYGOTSKY, L. S. <strong>A forma\u00e7\u00e3o social da mente<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 2007.<\/p>\n<p id=\"#ZORZO2017\">ZORZO, A. F. et al. <a href=\"https:\/\/www.sbc.org.br\/educacao\/referenciais-de-formacao-2017\"><strong>Referenciais de forma\u00e7\u00e3o para os cursos de gradua\u00e7\u00e3o em computa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/a>. Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o (SBC), 2017. Acesso em: 26\/07\/2020.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O AUTORES --><\/p>\n<section id=\"listaAutores\">\n<h3>Sobre as autoras<\/h3>\n<section id=\"DAvila\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2229\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_13.jpg\" alt=\"CRISTINA D\u2019\u00c1VILA\" width=\"525\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_13.jpg 525w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_13-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 525px) 100vw, 525px\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\"><strong>Cristina D&#8217;\u00c1vila<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/2584950986779890\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/2584950986779890<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Nasceu em Cachoeira, Bahia, em 10 de setembro de 1962. \u00c9 pedagoga, mestra e doutora em educa\u00e7\u00e3o, com p\u00f3s-doutorado em Forma\u00e7\u00e3o de Professores pela Universidade de Montr\u00e9al, Qu\u00e9bec, Canad\u00e1 (2006-2007) e p\u00f3s-doutorado em Ci\u00eancias da Educa\u00e7\u00e3o pela Universidade Paris 5 \u2013 Sorbonne (2015-2016). \u00c9 professora titular da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e da Faculdade de Educa\u00e7\u00e3o da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Leciona em curso de gradua\u00e7\u00e3o o componente Did\u00e1tica. No Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o da UFBA, \u00e9 respons\u00e1vel pela disciplina Doc\u00eancia no Ensino Superior. \u00c9 pesquisadora na \u00e1rea da doc\u00eancia universit\u00e1ria, did\u00e1tica e ludicidade, e coordenadora geral da Rides (Rede Inter-Regional de Pesquisadores sobre Doc\u00eancia na Educa\u00e7\u00e3o Superior). Presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Did\u00e1tica e Pr\u00e1ticas de Ensino (Andipe). Coordena o grupo de pesquisa Gepel (Grupo de Estudos e Pesquisas em Educa\u00e7\u00e3o e Ludicidade), que \u00e9 cadastrado no CNPq. J\u00e1 publicou 10 livros na \u00e1rea educacional, tr\u00eas livros de literatura infantil e um livro de poemas.<\/span><\/section>\n<section id=\"Massa\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2230\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_14.jpg\" alt=\"Monica Massa\" width=\"589\" height=\"321\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_14.jpg 589w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_14-300x163.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 589px) 100vw, 589px\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\"><strong>Monica Massa<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/0843246116447460\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/0843246116447460<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Nasceu no Rio de Janeiro, em 17 de maio de 1965. \u00c9 bacharela em Processamento de Dados pela UFBA, mestra em Engenharia de Sistemas e Computa\u00e7\u00e3o pela Coppe-UFRJ e doutora em Educa\u00e7\u00e3o pela UFBA. \u00c9 professora adjunta da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), atuando no curso de Sistemas de Informa\u00e7\u00e3o como docente e como membro do N\u00facleo Docente Estruturante. \u00c9 membro da Sociedade Brasileira da Computa\u00e7\u00e3o (SBC), participando com regularidade dos <em>Workshops<\/em> de Educa\u00e7\u00e3o em Computa\u00e7\u00e3o (WEIs). \u00c9 pesquisadora na \u00e1rea de Doc\u00eancia Universit\u00e1ria, Ludicidade na Educa\u00e7\u00e3o Superior, Aprendizagem Significativa na Educa\u00e7\u00e3o em Computa\u00e7\u00e3o e Metodologias Ativas de Ensino e Aprendizagem. Participa do Dufop\/Uneb \u2013 Grupo de Pesquisa em Doc\u00eancia Universit\u00e1ria e Forma\u00e7\u00e3o de Professores e do Gepel\/UFBA \u2013 Grupo de Estudos e Pesquisas em Educa\u00e7\u00e3o e Ludicidade. Atua como articuladora da \u00e1rea de Ci\u00eancias Exatas junto \u00e0 Pr\u00f3-Reitoria de Gradua\u00e7\u00e3o da Uneb.<\/span><\/section>\n<section id=\"Xavier\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2231\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_15.jpg\" alt=\"Antonete Xavier\" width=\"612\" height=\"332\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_15.jpg 612w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/09\/23MDL_15-300x163.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 612px) 100vw, 612px\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\"><strong>Antonete Xavier<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/9430737519137629\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/9430737519137629<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Nasceu em Jacobina, Bahia, em 1\u00ba. de setembro de 1978. \u00c9 pedagoga, especialista em Educa\u00e7\u00e3o e Tecnologias de Comunica\u00e7\u00e3o e Informa\u00e7\u00e3o (2012), mestre pela Universidade do Estado da Bahia (2014-2016) e doutora em Educa\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal da Bahia (2020). Professora auxiliar na Universidade do Estado da Bahia, Departamento de Educa\u00e7\u00e3o, Campus I (DEDCI) \u2013 Salvador. Leciona no curso de Licenciatura em Pedagogia e coordena a Brinquedoteca Universit\u00e1ria Paulo Freire. Atua na gradua\u00e7\u00e3o nos componentes curriculares de Est\u00e1gio Supervisionado em Gest\u00e3o e Educa\u00e7\u00e3o Infantil. \u00c9 pesquisadora na \u00e1rea da Cibercultura. Media\u00e7\u00e3o <em>Online<\/em>, Tecnologias de Comunica\u00e7\u00e3o e Informa\u00e7\u00e3o, do Brincar Livre e Culturas da Inf\u00e2ncia. Pertence aos grupos de Pesquisa: Gepel\/UFBA (Grupo de Estudos e Pesquisas em Educa\u00e7\u00e3o e Ludicidade), FormacceInf\u00e2ncia (Uneb\/UFBA) e GPDOC\/Uerj.<\/span><\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O CITAR --><\/p>\n<section id=\"citar\">\n<h3>Como citar este cap\u00edtulo<\/h3>\n<blockquote><p>D&#8217;\u00c1VILA, Cristina; MASSA, Monica; XAVIER, Antonete. Media\u00e7\u00e3o Did\u00e1tica L\u00fadica no Contexto da Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o. In: SANTOS, Edm\u00e9a O.; SAMPAIO, F\u00e1bio F.; PIMENTEL, Mariano (Org.). <b>Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o<\/b>: fundamentos e pr\u00e1ticas. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o, 2021. (S\u00e9rie Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, v.1) Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/mediacao-didatica-ludica&gt;<\/p><\/blockquote>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O COMENT\u00c1RIOS --><\/p>\n<section id=\"comentarios\"><\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Cristina D\u2019\u00c1vila, Monica Massa, Antonete Xavier) Como desenvolver um processo de media\u00e7\u00e3o did\u00e1tica l\u00fadica envolvente, que potencialize aprendizagens significativas condizentes &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2146","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2146","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2146"}],"version-history":[{"count":53,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2146\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4253,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2146\/revisions\/4253"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2146"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2146"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2146"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}