{"id":1907,"date":"2021-03-06T09:19:46","date_gmt":"2021-03-06T12:19:46","guid":{"rendered":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/?p=1907"},"modified":"2021-07-27T14:34:45","modified_gmt":"2021-07-27T17:34:45","slug":"uca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/uca\/","title":{"rendered":"Tecnologias M\u00f3veis na Educa\u00e7\u00e3o: o legado do Projeto UCA para o desenvolvimento de propostas pedag\u00f3gicas no modelo de um dispositivo por aluno"},"content":{"rendered":"<p>(<a href=\"#Maia\">Dennys Leite Maia<\/a>, <a href=\"#CastroFilho\">Jos\u00e9 Aires de Castro Filho<\/a>, <a href=\"#Silva\">Maria Auric\u00e9lia da Silva<\/a>)<\/p>\n<p><!-- IMAGEM DISPARADORA --><\/p>\n<section id=\"imagemDisparadora\"><!-- IMAGEM --><br \/>\n<!-- QUEST\u00c3O DE ABERTURA --><br \/>\n<a href=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/ucapq.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/ucapq.jpg\" alt=\"Projeto UCA\" width=\"2000\" height=\"1755\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4239\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/ucapq.jpg 2000w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/ucapq-300x263.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/ucapq-1024x899.jpg 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/ucapq-768x674.jpg 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/ucapq-1536x1348.jpg 1536w\" sizes=\"auto, (max-width: 2000px) 100vw, 2000px\" \/><\/a><\/p>\n<h4>O que foi o Projeto UCA?<\/h4>\n<p><!-- TEXTO INTRODUT\u00d3RIO --><\/p>\n<p>A partir dos anos 1980, as tecnologias digitais passaram a ser vistas como ferramentas que poderiam impulsionar a educa\u00e7\u00e3o e, portanto, tornaram-se foco de pol\u00edticas p\u00fablicas no Brasil. No tocante \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos, forma\u00e7\u00e3o de professores e desenvolvimento de software para o uso em pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas, essas pol\u00edticas tinham como objetivo mudar a din\u00e2mica da sala de aula e inserir uma nova cultura na escola, alinhada com o avan\u00e7o da Inform\u00e1tica. Entretanto, at\u00e9 a proposta do Projeto Um Computador por Aluno (UCA), nenhuma outra pol\u00edtica, projeto ou programa de informatiza\u00e7\u00e3o das escolas tinha alcan\u00e7ado tanto impacto, seja do ponto de vista quantitativo \u2013 pessoas atingidas \u2013, seja no aspecto qualitativo \u2013 pr\u00e1ticas inovadoras. Tais fatos deveram-se aos seguintes aspectos: a proposta de um dispositivo por aluno (1:1 &#8211; um-para-um) por meio de uma tecnologia m\u00f3vel; a forma de implanta\u00e7\u00e3o da tecnologia digital, que contou com a participa\u00e7\u00e3o de todos os setores da escola; a mobilidade dos laptops, que oportunizou a realiza\u00e7\u00e3o de diferentes pr\u00e1ticas de ensino inovadoras. Mas&#8230; voc\u00ea sabe como se deu o desenvolvimento do Projeto UCA? Em quais ideias essa proposta se baseou? Qual a import\u00e2ncia desse projeto para o desenvolvimento de propostas de Inform\u00e1tica Educativa com tecnologias m\u00f3veis no modelo 1:1? Quais pr\u00e1ticas inovadoras foram desenvolvidas? Ent\u00e3o convidamos voc\u00ea a ler este cap\u00edtulo, conhecer o legado dessa pol\u00edtica p\u00fablica e os desafios que ela evidenciou.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- OBJETIVOS EDUCACIONAIS --><\/p>\n<section id=\"objetivosEducacionais\">\n<h4>Objetivos Educacionais:<\/h4>\n<ul>\n<li>descrever o processo de implanta\u00e7\u00e3o do Projeto UCA;<\/li>\n<li>caracterizar o modelo um-para-um (1:1);<\/li>\n<li>identificar potenciais pedag\u00f3gicos das tecnologias m\u00f3veis;<\/li>\n<li>analisar pr\u00e1ticas inovadoras com o uso de tecnologias m\u00f3veis.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>\u00cdndice:<\/h4>\n<ul>\n<li><a href=\"#s1\">1 COMO SURGIU O PROJETO UCA?<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s2\">2 APRENDIZAGEM M\u00d3VEL: O MODELO UM-PARA-UM (1:1)<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s3\">3 EXPERI\u00caNCIAS DESENVOLVIDAS NO PROJETO UCA<\/a>\n<ul>\n<li><a href=\"#s31\">3.1 Projeto Fic\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica: mito ou realidade?<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s32\">3.2 Projeto Descendo a Ladeira com o Laptop: um passeio pela arboriza\u00e7\u00e3o no entorno da escola<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><a href=\"#s4\">4 CONCLUS\u00d5ES: O QUE APRENDEMOS COM O PROJETO UCA<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#leituras\">Leituras Recomendadas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#exercicios\">Exerc\u00edcios<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#referencias\">Refer\u00eancias<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#listaAutores\">Sobre os Autores<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#citar\">Como citar este cap\u00edtulo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#comentarios\">Coment\u00e1rios<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<section><!-- SE\u00c7\u00c3O 1 --><\/p>\n<h2 id=\"s1\">1 COMO SURGIU O PROJETO UCA?<\/h2>\n<p>Para compreender o impacto do Projeto Um Computador por Aluno (UCA) nas pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas a partir de 2010, no Brasil, \u00e9 necess\u00e1rio ter em mente como a Inform\u00e1tica Educativa vinha sendo desenvolvida at\u00e9 ent\u00e3o.<\/p>\n<p>No Brasil, o interesse pelo uso pedag\u00f3gico de computadores surgiu na d\u00e9cada de 1970, com experi\u00eancias produzidas em universidades p\u00fablicas, do que resultou a ideia de introduzir computadores na Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (<a href=\"#MORAES1997\">MORAES, 1997<\/a>). Contudo, somente nos anos 1981 e 1982, com a realiza\u00e7\u00e3o do primeiro e do segundo Semin\u00e1rio Nacional de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, o computador passou a ser considerado um recurso que pode, efetivamente, contribuir com o processo de ensino e aprendizagem. Come\u00e7aram, pois, a surgir pol\u00edticas p\u00fablicas do governo brasileiro para apoiar essa empreitada, as quais fomentaram a cria\u00e7\u00e3o de laborat\u00f3rios de inform\u00e1tica nas escolas p\u00fablicas brasileiras, conforme indicam <a href=\"#BORBA2010\">Borba e Penteado (2010)<\/a>.<\/p>\n<p>A despeito do esfor\u00e7o brasileiro em promover estudos e propostas de incentivo ao uso das tecnologias digitais na educa\u00e7\u00e3o desde meados da d\u00e9cada de 1990 (<a href=\"#ALMEIDA2000\">ALMEIDA, 2000<\/a>), a rela\u00e7\u00e3o entre alunos e computadores evoluiu lentamente. <a href=\"#MAIA2012\">Maia e Barreto (2012)<\/a> relatam que, em 2000, a rela\u00e7\u00e3o era de um computador para 25 alunos e, somente em 2010, com a implanta\u00e7\u00e3o do piloto do Projeto UCA, essa rela\u00e7\u00e3o mudou para um computador por aluno, mas apenas nas escolas contempladas com o referido Projeto.<\/p>\n<p>Desse modo, a utiliza\u00e7\u00e3o de um computador para muitos alunos no laborat\u00f3rio de inform\u00e1tica vinha sendo adotada no Brasil desde o in\u00edcio da implanta\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas que tratam dessa tem\u00e1tica por raz\u00f5es de ordem administrativa, financeira e da pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o das pesquisas sobre o uso pedag\u00f3gico do computador.<\/p>\n<figure>\n<h5>Figura 1a e 1b \u2013 Comparativo: Laborat\u00f3rio de Inform\u00e1tica Educativa e Projeto UCA<\/h5>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1908\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_01-1024x576.png\" alt=\"Laborat\u00f3rio de inform\u00e1tica\" width=\"750\" height=\"422\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_01-1024x576.png 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_01-300x169.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_01-768x432.png 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_01-1536x864.png 1536w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_01.png 1600w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1909\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_02.png\" alt=\"Projeto UCA\" width=\"684\" height=\"456\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_02.png 684w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_02-300x200.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 684px) 100vw, 684px\" \/><figcaption>Fonte: <a href=\"http:\/\/uca-ce.virtual.ufc.br\/\">Blog do Projeto UCA-CE<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p><!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Um pouco da hist\u00f3ria das pol\u00edticas p\u00fablicas de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o<\/h5>\n<p>Se voc\u00ea quiser conhecer um pouco mais sobre o hist\u00f3rico da Inform\u00e1tica Educativa no Brasil, indicamos os artigos a seguir.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rbep.inep.gov.br\/ojs3\/index.php\/emaberto\/issue\/archive\">Resenha II: Semin\u00e1rio Nacional de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o 1 e 2<\/a> (<a href=\"#RESENHA1983\">RESENHA II, 1983<\/a>), publicado na Revista Em Aberto.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.br-ie.org\/pub\/index.php\/rbie\/article\/view\/2320\/2082\">Inform\u00e1tica Educativa no Brasil: uma hist\u00f3ria vivida, algumas li\u00e7\u00f5es aprendidas<\/a> (<a href=\"#MORAES1997\">MORAES, 1997<\/a>), publicado na Revista Brasileira de Inform\u00e1tica Educativa.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/eft.educom.pt\/index.php\/eft\/article\/view\/213\">Tecnologias digitais na educa\u00e7\u00e3o: uma an\u00e1lise das pol\u00edticas p\u00fablicas brasileiras<\/a> (<a href=\"#MAIA2012\">MAIA; BARRETO, 2012<\/a>) publicado na Revista Educa\u00e7\u00e3o, Forma\u00e7\u00e3o e Tecnologias (EF&amp;T).<\/p>\n<\/section>\n<p>Esse contexto hist\u00f3rico que introduzimos \u00e9 para voc\u00ea perceber o processo inovador promovido pelo Projeto UCA. N\u00e3o apenas por ser a primeira proposta oficial brasileira de inserir tecnologias m\u00f3veis na educa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m pela concep\u00e7\u00e3o de como a Inform\u00e1tica passaria a ser integrada na escola. Portanto, o Projeto UCA inaugurou um novo modelo, isto \u00e9, um <em>laptop<\/em> conectado \u00e0 internet para cada aluno e para cada professor.<\/p>\n<p>O governo brasileiro entrou em contato com a ideia do <em>laptop<\/em> educacional durante o F\u00f3rum Econ\u00f4mico Mundial de Davos, na Su\u00ed\u00e7a, em janeiro de 2005. O ent\u00e3o presidente do Brasil, Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, conheceu a proposta de distribui\u00e7\u00e3o de <em>laptops<\/em> de baixo custo a crian\u00e7as de pa\u00edses em desenvolvimento, com vistas \u00e0 inclus\u00e3o social, pelo pesquisador Nicholas Negroponte, idealizador da organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o-governamental <em><a href=\"http:\/\/one.laptop.org\/\">One Laptop per Child (OLPC)<\/a><\/em>. Essa institui\u00e7\u00e3o \u201c[&#8230;] se prop\u00f5e a projetar laptops, denominados XO, suficientemente baratos e eficientes, a fim de que cada crian\u00e7a tenha acesso ao conhecimento e, assim, possua uma nova forma de educa\u00e7\u00e3o inserida na p\u00f3s-modernidade\u201d <a href=\"#SILVA2008\">(SILVA; ROMANI; BARANAUSKAS, 2008, p. 30)<\/a>.<\/p>\n<p>No Brasil, os Minist\u00e9rios da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) e da Ci\u00eancia e Tecnologia (MCT) foram incumbidos de avaliar os aspectos t\u00e9cnicos e pedag\u00f3gicos da proposta da OLPC. Ap\u00f3s a an\u00e1lise, modificaram a ideia original, adequando-a \u00e0 realidade brasileira e priorizando a utiliza\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica do dispositivo, de modo que a perspectiva de um computador por crian\u00e7a passou a ser um computador por aluno, isto \u00e9, inclus\u00e3o digital por meio da escola.<\/p>\n<p>O Projeto UCA foi lan\u00e7ado oficialmente em junho de 2006, com vistas \u00e0 an\u00e1lise de diversas propostas de <em>laptops<\/em> educacionais. Como resultado desse trabalho, teve in\u00edcio a fase 1, denominada pr\u00e9-piloto, por meio da qual cinco escolas p\u00fablicas de Ensino Fundamental no pa\u00eds (S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Tocantins e Distrito Federal), denominadas polos-piloto do Projeto UCA, constitu\u00edram um campo de pesquisa, de modo a conseguir subs\u00eddios para a implanta\u00e7\u00e3o da etapa piloto. (<a href=\"#BRASIL2007\">BRASIL, 2007<\/a>).<\/p>\n<p>A OLPC e as empresas Intel e Encore cederam m\u00e1quinas ao governo brasileiro para testes e, em 2007, teve in\u00edcio o pr\u00e9-piloto brasileiro. As escolas participantes dessa etapa, que constitu\u00edram o campo de pesquisa para a avalia\u00e7\u00e3o dos <em>laptops<\/em> educacionais foram as seguintes: Centro de Ensino Fundamental (Vila Planalto, zona central de Bras\u00edlia), Centro Integrado de Educa\u00e7\u00e3o P\u00fablica (CIEP) Rosa da Concei\u00e7\u00e3o Guedes (Pira\u00ed &#8211; RJ), Col\u00e9gio Estadual Dom Alano Marie du Noday (Palmas &#8211; TO), Escola Estadual Luciana de Abreu (Porto Alegre &#8211; RS), Escola Municipal de Ensino Fundamental Ernani Silva Bruno (cidade de S\u00e3o Paulo).<\/p>\n<p>As referidas escolas utilizaram modelos diferentes de <em>laptops<\/em> (Mobilis, Classmate e XO \u2013 figura 02), em quantidades distintas para cada escola, de forma que a configura\u00e7\u00e3o das atividades pedag\u00f3gicas aconteceu de modo diferenciado. No Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro, foi poss\u00edvel trabalhar no modelo 1:1, sendo que os alunos ga\u00fachos levavam o <em>laptop<\/em> para casa, enquanto os fluminenses s\u00f3 o utilizavam na escola; em S\u00e3o Paulo e no Tocantins, a quantidade de m\u00e1quinas foi insuficiente para o n\u00famero total de alunos; em Bras\u00edlia, s\u00f3 tr\u00eas turmas de uma escola de mil alunos utilizaram o <em>laptop<\/em> em raz\u00e3o da quantidade limitada de computadores (40 unidades).<\/p>\n<figure>\n<h5>Figura 2 \u2013 Modelos de <em>laptops<\/em> utilizados na fase pr\u00e9-piloto: Mobilis, Classmate e XO<\/h5>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1910\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_03.png\" alt=\"Modelos de laptops\" width=\"800\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_03.png 800w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_03-300x113.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_03-768x288.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption>Fonte: Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.metasys.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/xo-classmate-mobilis-a.jpg\">http:\/\/www.metasys.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/xo-classmate-mobilis-a.jpg<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>Essa diversidade de situa\u00e7\u00f5es demonstra que o pr\u00e9-piloto brasileiro apresentou caracter\u00edsticas peculiares, conforme as circunst\u00e2ncias vivenciadas em cada contexto. Houve varia\u00e7\u00e3o no tipo e na quantidade de m\u00e1quinas disponibilizadas e, por conseguinte, nas formas de utiliza\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica desse recurso, o que impossibilita a compara\u00e7\u00e3o entre as experi\u00eancias realizadas. \u201cA primeira constata\u00e7\u00e3o que salta aos olhos \u00e9 que, na verdade, n\u00e3o est\u00e3o sendo experimentados apenas prot\u00f3tipos diferentes, mas tamb\u00e9m distintos modelos conceituais de introdu\u00e7\u00e3o de tecnologia digital nas escolas\u201d (<a href=\"#BRASIL2008\">BRASIL, 2008, p. 93<\/a>).<\/p>\n<p>Para o acompanhamento pedag\u00f3gico do projeto, foi formado um grupo de pesquisadores com vasta experi\u00eancia na \u00e1rea de Inform\u00e1tica Educativa vinculados a universidades brasileiras (Universidade Estadual de Campinas \u2013 UNICAMP, Universidade Federal do Rio Grande do Sul \u2013 UFRGS, Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo \u2013 PUC\/SP, Universidade Federal de Pernambuco \u2013 UFPE, Universidade de S\u00e3o Paulo \u2013 USP, Universidade Federal do Cear\u00e1 \u2013 UFC, Universidade Federal do Rio de Janeiro \u2013 UFRJ e Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de Minas Gerais \u2013 PUC\/MG). O grupo elaborou os Princ\u00edpios Orientadores para o Uso Pedag\u00f3gico do <em>Laptop<\/em> na Educa\u00e7\u00e3o Escolar (<a href=\"#BRASIL2007\">BRASIL, 2007<\/a>).<\/p>\n<p><!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Quatro pontos fundamentais da utiliza\u00e7\u00e3o do <em>laptop<\/em> educacional<\/h5>\n<p>Voc\u00ea sabe quais s\u00e3o as caracter\u00edsticas que atribu\u00edram ao Projeto UCA o aspecto inovador no contexto escolar brasileiro?<\/p>\n<ul>\n<li><strong>Uso imersivo<\/strong> do laptop, posto que alunos, professores e gestores receberam o dispositivo;<\/li>\n<li><strong>Mobilidade<\/strong> na utiliza\u00e7\u00e3o da tecnologia, pois era poss\u00edvel utilizar o <em>laptop<\/em> em diversos ambientes, dentro e fora da escola;<\/li>\n<li><strong>Conectividade<\/strong> mediante o acesso a redes sem fio conectadas \u00e0 internet, o que favorecia a intera\u00e7\u00e3o e a aprendizagem em rede;<\/li>\n<li><strong>Utiliza\u00e7\u00e3o<\/strong> de diferentes m\u00eddias dispon\u00edveis no <em>laptop<\/em> educacional.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Atente para essas caracter\u00edsticas, pois elas est\u00e3o diretamente relacionadas ao legado que o Projeto UCA deixou para outras propostas de uso de tecnologias m\u00f3veis na educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/section>\n<p>Entretanto, um dos aspectos que merecem destaque \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o de professores e gestores, prioridade no Projeto UCA. Os objetivos da referida forma\u00e7\u00e3o contemplam aspectos te\u00f3ricos, pedag\u00f3gicos e tecnol\u00f3gicos. Foram previstas condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias \u00e0 forma\u00e7\u00e3o, com o intuito de garantir condi\u00e7\u00f5es para a viabiliza\u00e7\u00e3o do processo formativo e a implementa\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas com o laptop educacional (<a href=\"#BRASIL2009\">BRASIL, 2009<\/a>), quais sejam:<\/p>\n<ul>\n<li>distribui\u00e7\u00e3o de laptops para gestores, professores e alunos;<\/li>\n<p><\/p>\n<li>infraestrutura de conectividade wireless com garantia de acesso simult\u00e2neo dos atores do processo pedag\u00f3gico;<\/li>\n<p><\/p>\n<li>empenho coletivo para a reestrutura\u00e7\u00e3o dos tempos e espa\u00e7os de aprendizagem;<\/li>\n<p><\/p>\n<li>garantia de tempo para a forma\u00e7\u00e3o em servi\u00e7o nos hor\u00e1rios destinados ao planejamento;<\/li>\n<p><\/p>\n<li>acompanhamento da forma\u00e7\u00e3o pelas Institui\u00e7\u00f5es de Educa\u00e7\u00e3o Superior (IES) envolvidas e pelos multiplicadores de N\u00facleos de Tecnologia Educacional (NTE) dos estados e munic\u00edpios, tanto presencial como virtualmente;<\/li>\n<p><\/p>\n<li>disponibiliza\u00e7\u00e3o de um ambiente virtual de aprendizagem (AVA) capaz de dar suporte \u00e0 forma\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p>O Conselho de Altos Estudos e Avalia\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica da C\u00e2mara dos Deputados acompanhou essa fase do Projeto UCA e registrou os resultados por meio de quatro dimens\u00f5es (<a href=\"#BRASIL2008\">BRASIL, 2008<\/a>):<\/p>\n<ol>\n<li>infraestrutura tecnol\u00f3gica \u2013 equipamentos e conectividade;<\/li>\n<p><\/p>\n<li>infraestrutura f\u00edsica e log\u00edstica;<\/li>\n<p><\/p>\n<li>suporte t\u00e9cnico;<\/li>\n<p><\/p>\n<li>suporte pedag\u00f3gico.<\/li>\n<\/ol>\n<p>A infraestrutura tecnol\u00f3gica \u00e9 um reflexo dos diferentes contextos em que as escolas est\u00e3o inseridas. Houve varia\u00e7\u00f5es no tipo de m\u00e1quina utilizado, nas distribui\u00e7\u00f5es de <em>software<\/em> livre instalado nesses equipamentos, na conex\u00e3o de internet disponibilizada e na distribui\u00e7\u00e3o da rede em cada escola. A infraestrutura f\u00edsica e log\u00edstica \u00e9 um problema que afeta as escolas p\u00fablicas brasileiras e, a despeito de as escolas selecionadas para o piloto do UCA terem melhores condi\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais, foram necess\u00e1rias adapta\u00e7\u00f5es para que o projeto fosse desenvolvido. Entre as dificuldades encontradas, destacaram-se \u201c[&#8230;] problemas relacionados com mobili\u00e1rio inadequado, infiltra\u00e7\u00f5es, falta de ventila\u00e7\u00e3o nas salas de aula, instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas impr\u00f3prias\u201d (<a href=\"#BRASIL2008\">BRASIL, 2008, p. 100<\/a>).<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a conclus\u00e3o do pr\u00e9-piloto, realizou-se uma licita\u00e7\u00e3o para compra de 150.000 <em>laptops<\/em> e sua distribui\u00e7\u00e3o em, aproximadamente, 300 escolas p\u00fablicas estaduais e municipais distribu\u00eddas em todos os estados brasileiros. Essa fase, denominada piloto, prevista para iniciar em 2008, s\u00f3 teve in\u00edcio em janeiro de 2010 devido a problemas concernentes ao processo de aquisi\u00e7\u00e3o das m\u00e1quinas, pois os fornecedores apresentaram pre\u00e7os mais elevados que os previstos, o que contrariou a perspectiva do MEC de oferecer <em>laptops<\/em> de baixo custo e retardou a compra dos equipamentos.<\/p>\n<p>Os crit\u00e9rios de sele\u00e7\u00e3o das escolas participantes do projeto, acordados com o Conselho Nacional de Secret\u00e1rios Estaduais de Educa\u00e7\u00e3o (CONSED), a Uni\u00e3o Nacional dos Dirigentes Municipais de Educa\u00e7\u00e3o (UNDIME), a Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (SEED\/MEC) e a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, contemplaram os seguintes itens: a) cada escola deveria ter, no m\u00e1ximo, 500 (quinhentos) alunos e professores; b) as escolas deveriam possuir infraestrutura adequada, isto \u00e9, energia el\u00e9trica para carregamento dos <em>laptops<\/em> e arm\u00e1rios para armazenamento dos equipamentos; c) preferencialmente, escolas com proximidade a N\u00facleos de Tecnologia Educacional (NTEs) ou similares, IES p\u00fablicas ou Escolas T\u00e9cnicas Federais, no m\u00ednimo uma escola na capital e uma na zona rural em cada estado; d) as Secretarias de Educa\u00e7\u00e3o Estaduais ou Municipais de cada uma das escolas selecionadas deveriam aderir ao projeto mediante envio de of\u00edcio ao MEC e assinatura de Termo de Ades\u00e3o, manifestando compromisso e responsabilidade com o desenvolvimento do projeto; e) as escolas indicadas deveriam manifestar anu\u00eancia, e a Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o Estadual ou Municipal enviaria of\u00edcio ao MEC com aprova\u00e7\u00e3o do diretor e dos professores da escola.<\/p>\n<p>Ainda como parte do projeto-piloto, foram escolhidos seis munic\u00edpios para execu\u00e7\u00e3o do Projeto UCA Total. Nestes munic\u00edpios, todas as escolas da rede municipal foram contempladas com um <em>laptop<\/em> para cada aluno e professor. Diferentemente da fase pr\u00e9-piloto, todas as regi\u00f5es do Brasil foram efetivamente contempladas com o UCA Total. A Regi\u00e3o Nordeste, que ficou exclu\u00edda das experi\u00eancias de 2007, desta vez foi a \u00fanica beneficiada com dois munic\u00edpios UCA Total \u2013 Barra dos Coqueiros, em Sergipe, e Caet\u00e9s, em Pernambuco. As demais escolas estavam localizadas nos munic\u00edpios de Santa Cec\u00edlia do Pav\u00e3o, no Paran\u00e1; S\u00e3o Jo\u00e3o da Ponta, no Par\u00e1; Terenos, no Mato Grosso do Sul; e Tiradentes, em Minas Gerais.<\/p>\n<figure>\n<h5>Figura 3 \u2013 Mapa do Brasil com as unidades federativas contempladas pela fase pr\u00e9-piloto do Projeto UCA e com o UCA-Total<\/h5>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1911\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_04-292x300.png\" alt=\"Mapa do Brasil com as unidades federativas contempladas pela fase pr\u00e9-piloto do Projeto UCA e com o UCA-Total\" width=\"292\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_04-292x300.png 292w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_04-997x1024.png 997w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_04-768x788.png 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_04-1496x1536.png 1496w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_04.png 1691w\" sizes=\"auto, (max-width: 292px) 100vw, 292px\" \/><figcaption>Fonte: Os autores.<\/figcaption><\/figure>\n<p>As escolas receberam <em>laptops<\/em> para alunos, professores e gestores, infraestrutura para acesso \u00e0 internet, al\u00e9m de forma\u00e7\u00e3o de gestores e professores para a utiliza\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica da tecnologia. O acompanhamento dessa etapa ficou sob a responsabilidade de equipes de forma\u00e7\u00e3o constitu\u00eddas em oito universidades federais, denominadas Universidades Globais, respons\u00e1veis pela forma\u00e7\u00e3o e pelo acompanhamento dos multiplicadores dos N\u00facleos de Tecnologia Estadual e Municipal e da equipe das IES Locais, diretamente respons\u00e1veis pela forma\u00e7\u00e3o dos professores. Foi constitu\u00eddo um Grupo de Trabalho (GTUCA), que distribuiu especialistas em tr\u00eas segmentos: GT Forma\u00e7\u00e3o, GT Avalia\u00e7\u00e3o e GT Pesquisa.<\/p>\n<p>O processo de forma\u00e7\u00e3o continuada em servi\u00e7o de professores e gestores das escolas vinculadas ao Projeto UCA privilegiou o aprendizado e o desenvolvimento de novas a\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas apoiadas pela tecnologia digital, com vistas \u00e0 implementa\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7as no curr\u00edculo escolar. Entre seus pressupostos, conv\u00e9m destacar os que est\u00e3o mais diretamente ligados \u00e0s fun\u00e7\u00f5es dos professores e gestores, quais sejam: compreens\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o do professor como mediador do conhecimento e promotor de condi\u00e7\u00f5es adequadas \u00e0 aprendizagem dos alunos; reconhecimento da lideran\u00e7a que os gestores s\u00e3o capazes de exercer na articula\u00e7\u00e3o da comunidade escolar e no suporte ao uso das tecnologias digitais, a fim de otimizar os tempos e espa\u00e7os de ensino e aprendizagem e oportunizar as mudan\u00e7as no projeto pol\u00edtico-pedag\u00f3gico (<a href=\"#BRASIL2009\">BRASIL, 2009<\/a>).<\/p>\n<p>Diferentemente de outras pol\u00edticas de informatiza\u00e7\u00e3o escolar, o modelo de implanta\u00e7\u00e3o do Projeto UCA foi sist\u00eamico e favoreceu o engajamento de todos os setores da escola, bem como o envolvimento de discentes, docentes e gestores. A forma\u00e7\u00e3o de professores foi um dos aspectos de maior relev\u00e2ncia nesse processo, pois era imprescind\u00edvel que eles repensassem as pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas e se apropriassem dos recursos do <em>laptop<\/em> e de ferramentas da <em>Web 2.0<\/em>, a fim de propor metodologias inovadoras.<\/p>\n<p>O modelo de implanta\u00e7\u00e3o do UCA teve a figura do professor tamb\u00e9m no cerne da proposta. A forma\u00e7\u00e3o dos professores e gestores foi realizada dentro da escola, com acompanhamento de especialistas em tecnologias digitais na educa\u00e7\u00e3o. No Cear\u00e1, estado no qual os autores deste cap\u00edtulo estiveram \u00e0 frente da equipe de forma\u00e7\u00e3o, o modelo adotou um processo em espiral em que as etapas de forma\u00e7\u00e3o permitiram a evolu\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es dos professores (Figura 4).<\/p>\n<figure>\n<h5>Figura 4 \u2013 Modelo de forma\u00e7\u00e3o do Projeto UCA no Cear\u00e1<\/h5>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1912\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_05-300x234.png\" alt=\"Modelo de forma\u00e7\u00e3o do Projeto UCA no Cear\u00e1\" width=\"300\" height=\"234\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_05-300x234.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_05-1024x797.png 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_05-768x598.png 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_05.png 1084w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption>Fonte: <a href=\"#CASTROFILHO2015\">Castro-Filho, Silva e Maia (2015, p. 19)<\/a>.<\/figcaption><\/figure>\n<p>A primeira etapa da forma\u00e7\u00e3o em espiral priorizava a familiariza\u00e7\u00e3o do professor com o equipamento no que diz respeito ao <em>hardware<\/em> e ao <em>software<\/em> que compunham o <em>laptop<\/em> educacional. Em seguida, o professor vivenciava o uso do computador port\u00e1til como aprendiz, utilizando, experimentando e testando os recursos dispon\u00edveis, do ponto de vista pedag\u00f3gico. A terceira etapa da forma\u00e7\u00e3o previa a pesquisa e o planejamento de atividades a serem realizadas com os seus alunos e o suporte do equipamento, seguida da quarta fase, que consistia na realiza\u00e7\u00e3o dessas atividades. Na quinta etapa, acontecia a reflex\u00e3o compartilhada, em que os professores socializavam o que haviam realizado, considerando os pontos positivos, os desafios e aquilo que devia ser repensado. Com isso, o ciclo ampliava-se para um n\u00edvel mais elaborado de familiariza\u00e7\u00e3o, viv\u00eancia como aprendiz, pesquisa, planejamento, realiza\u00e7\u00e3o de novas atividades e compartilhamento de reflex\u00f5es. O ciclo evidencia o foco na pr\u00e1tica docente, e n\u00e3o na tecnologia digital, assim como o trabalho colaborativo entre formadores e professores-cursistas e destes entre si.<\/p>\n<p>As experi\u00eancias realizadas nas fases pr\u00e9-piloto e piloto do Projeto UCA tiveram por base um modelo pedag\u00f3gico intitulado um-para-um (1:1), que ser\u00e1 discutido no pr\u00f3ximo t\u00f3pico.<\/p>\n<\/section>\n<section><!-- SE\u00c7\u00c3O 2 --><\/p>\n<h2 id=\"s2\">2 APRENDIZAGEM M\u00d3VEL: O MODELO UM-PARA-UM (1:1)<\/h2>\n<p>Atualmente, as tecnologias digitais na rela\u00e7\u00e3o um-para-um (1:1) est\u00e3o chegando \u00e0s escolas n\u00e3o exclusivamente por meio do poder p\u00fablico, em projetos como o UCA ou <em>Tablets<\/em> Educacionais. Os dispositivos m\u00f3veis est\u00e3o adentrando as escolas pelos seus atores \u2013 professores e alunos \u2013 em uma rela\u00e7\u00e3o cada vez mais pessoal e ub\u00edqua. A proposta do BYOD (<em>Bring Your Own Device<\/em> \u2013 que quer dizer \u201ctraga seu pr\u00f3prio dispositivo\u201d, em ingl\u00eas) parece se disseminar \u00e0 revelia de qualquer orienta\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica. Trata-se dos <em>smartphones<\/em>, dispositivos computacionais m\u00f3veis, que est\u00e3o ressignificando o conceito do uso da tecnologia em diversos setores e, na escola, n\u00e3o poderia ser diferente.<\/p>\n<p><!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Cen\u00e1rios de implanta\u00e7\u00e3o de tecnologias m\u00f3veis na educa\u00e7\u00e3o<\/h5>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel pensar em, pelo menos, tr\u00eas cen\u00e1rios de implanta\u00e7\u00e3o de tecnologias m\u00f3veis na educa\u00e7\u00e3o. O modelo 1:1 pode ser compreendido em sua concep\u00e7\u00e3o original, tradicional ou na perspectiva de uso de dispositivos m\u00f3veis compartilhados. Al\u00e9m disso, com a populariza\u00e7\u00e3o de alguns dispositivos, em especial os <em>smartphones<\/em>, a proposta de BYOD tamb\u00e9m passou a se disseminar. Cada cen\u00e1rio tem suas vantagens e desvantagens e deve ser escolhido conforme as condi\u00e7\u00f5es da escola ou secretaria de educa\u00e7\u00e3o para ado\u00e7\u00e3o pois elas impactam, diretamente, nos custos para ado\u00e7\u00e3o de dispositivos m\u00f3veis e nas possibilidades pedag\u00f3gicas. Vamos conhec\u00ea-los?<\/p>\n<ul>\n<li><strong>1:1 Tradicional<\/strong>: a institui\u00e7\u00e3o adquire ou \u00e9 propriet\u00e1ria do equipamento (<em>laptop, tablet<\/em> ou outro dispositivo m\u00f3vel) e disponibiliza uma unidade para que cada aluno tenha acesso exclusivo para ser utilizado por ele na escola, inclusive, no contraturno. Portanto, neste cen\u00e1rio, a quantidade de equipamentos deve ser equivalente \u00e0 quantidade de alunos matriculados na escola. Esta foi a proposta basilar do Projeto UCA e que permitiu o conceito do uso imersivo.<\/li>\n<p><\/p>\n<li><strong>1:1 Compartilhado<\/strong>: a institui\u00e7\u00e3o adquire ou \u00e9 propriet\u00e1ria do equipamento, mas os alunos s\u00f3 t\u00eam acesso, para si, ao dispositivo computacional m\u00f3vel em sala de aula ou no contraturno mediante disponibilidade. Para tanto, a utiliza\u00e7\u00e3o do equipamento deve ser previamente agendada pelo professor ou aluno para que esteja \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o no momento demandado. Este cen\u00e1rio \u00e9 bastante utilizado na proposta de laborat\u00f3rios de inform\u00e1tica m\u00f3veis em que uma quantidade de <em>notebooks<\/em>, por exemplo, \u00e9 adquirida de forma que contemple, pelo menos, alunos de uma sala de aula. Por reduzir os custos de implanta\u00e7\u00e3o e garantir a mobilidade e conectividade, este modelo tem se popularizado.<\/li>\n<p><\/p>\n<li><strong>BYOD<\/strong>: os equipamentos s\u00e3o de posse dos alunos, seja por indica\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o ou pelo fato de eles mesmos levaram consigo para a escola, como <em>smartphones<\/em>. Neste cen\u00e1rio, equipamentos s\u00e3o utilizados em qualquer situa\u00e7\u00e3o did\u00e1tica dentro ou fora da escola e ampliam o espa\u00e7o pedag\u00f3gico para o meio virtual. Para evitar distin\u00e7\u00e3o entre os alunos devido \u00e0 diversidade de modelos de <em>smartphones<\/em>, por exemplo, ou alunos que n\u00e3o disponham de um aparelho, a institui\u00e7\u00e3o pode oferecer alguns dispositivos. Este modelo \u00e9 bastante utilizado em raz\u00e3o da popularidade dos <em>smartphones<\/em>, que j\u00e1 est\u00e3o em posse de muitos alunos, bem como, em propostas que privilegiam o uso de <em>tablets<\/em>. Por estas raz\u00f5es, os custos da escola ou secretaria s\u00e3o reduzidos e o cen\u00e1rio tem sido bastante disseminado.<\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<p>De toda forma, a ideia do <em>laptop<\/em> no modelo 1:1 n\u00e3o \u00e9 nova. Surgiu antes do aparecimento dos microcomputadores, quando Alan Kay visitou Seymour Papert no <em>Massachusetts Institute of Technology<\/em> (MIT), em 1967, \u00e9poca em que Papert estava iniciando os trabalhos com a linguagem de programa\u00e7\u00e3o LOGO. Kay apreciou tanto o fato de as crian\u00e7as resolverem problemas complexos de Matem\u00e1tica usando o computador, que passou a acreditar que cada crian\u00e7a deveria ter o seu computador port\u00e1til (<a href=\"#VALENTE2011\">VALENTE, 2011<\/a>).<\/p>\n<p>Em 1972, essa proposta foi materializada com a cria\u00e7\u00e3o do <em>Dynabook<\/em>, criado pelo pr\u00f3prio Kay e desenvolvido pelo <em>Learning Research Group<\/em> (LRG) como parte do laborat\u00f3rio Xerox Park (<a href=\"#KAY1975\">KAY, 1975<\/a>). De fato, de acordo com as perspectivas de Kay, o <em>Dynabook<\/em> serviu de inspira\u00e7\u00e3o para dispositivos port\u00e1teis como o <em>laptop<\/em> e o <em>tablet<\/em>. Segundo <a href=\"#VALENTEM2011\">Valente e Martins (2011, p. 118)<\/a>:<\/p>\n<p><!-- CITA\u00c7\u00c3O --><\/p>\n<section class=\"blockquote\">O <em>Dynabook<\/em> pode ser considerado o precursor dos laptops atuais. Segundo a concep\u00e7\u00e3o de Kay, ele deveria ser um computador port\u00e1til, interativo e pessoal, acess\u00edvel como os livros. Ele deveria ser ligado a uma rede e oferecer aos usu\u00e1rios facilidades de texto, imagem, \u00e1udio e anima\u00e7\u00e3o.<\/section>\n<figure>\n<h5>Figura 5 \u2013 Dynabook<\/h5>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1913\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_06-1024x683.png\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_06-1024x683.png 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_06-300x200.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_06-768x512.png 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_06.png 1200w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/kokonautlabs.files.wordpress.com\/2013\/02\/dyna_book_6x4_2.jpg?w=1200&amp;h=800&amp;crop=1\">https:\/\/kokonautlabs.files.wordpress.com\/2013\/02\/dyna_book_6x4_2.jpg?w=1200&amp;h=800&amp;crop=1<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>Essa antevis\u00e3o de Kay foi muito importante para o desenvolvimento do computador port\u00e1til e de seu uso na escola. Conv\u00e9m observar, principalmente, a compreens\u00e3o que ele tinha sobre o lugar da tecnologia e a import\u00e2ncia dos usu\u00e1rios, visto que, \u201c[&#8230;] como Kay tem manifestado em artigos e entrevistas, n\u00e3o adianta procurar a m\u00fasica no piano, pois ela n\u00e3o est\u00e1 l\u00e1. As ideias n\u00e3o est\u00e3o nos computadores, mas nas cabe\u00e7as dos usu\u00e1rios\u201d (<a href=\"#VALENTE2011\">VALENTE, 2011, p. 22<\/a>).<\/p>\n<p>A partir das concep\u00e7\u00f5es iniciais, diversos autores t\u00eam se debru\u00e7ado sobre essa tem\u00e1tica e defendido a ideia. <a href=\"#LEI2008\">Lei, Conway e Zhao (2008)<\/a>, por exemplo, apresentam seis argumentos para o uso do computador no modelo 1:1, quais sejam: o medo, a esperan\u00e7a, o acesso simples, a sofistica\u00e7\u00e3o, a igualdade e a est\u00e9tica\/durabilidade.<\/p>\n<p>Falhar no planejamento do uso de computadores na escola significa falhar no planejamento econ\u00f4mico. Essa frase resume o argumento do medo, que \u00e9 relativamente simples. Desde 1990, quando a t\u00f4nica era conseguir o acesso a computadores por grupos de crian\u00e7as e, agora, nessa empreitada na dire\u00e7\u00e3o do modelo 1:1, esse argumento tem como foco prevenir o que pode acontecer a pa\u00edses e escolas que n\u00e3o investirem no uso das tecnologias digitais. N\u00e3o seria exagero afirmar que escolas, estudantes e na\u00e7\u00f5es que n\u00e3o atentarem para o uso das tecnologias digitais na educa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o forem inseridas nesse novo contexto ser\u00e3o deixadas para tr\u00e1s social e economicamente.<\/p>\n<p>Melhores ferramentas, melhores escolas, melhores crian\u00e7as traduzem o argumento da esperan\u00e7a, que \u00e9 a consequ\u00eancia natural do argumento do medo, uma vez que as tecnologias digitais e, especialmente o modelo 1:1, poder\u00e3o trazer grandes inova\u00e7\u00f5es para a educa\u00e7\u00e3o, tais como altos padr\u00f5es de conhecimento, melhores maneiras de pensar, aprendizes mais questionadores e um forte ambiente de aprendizagem na escola. A utiliza\u00e7\u00e3o do modelo 1:1 pode alavancar a escola e a na\u00e7\u00e3o na dire\u00e7\u00e3o do sucesso educacional e econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>A portabilidade, a mobilidade e a conectividade favorecem a inclus\u00e3o das pessoas em pr\u00e1ticas colaborativas e sociais, pela possibilidade de aprender em qualquer lugar e a qualquer hora. Modificam-se os espa\u00e7os, os tempos, as linguagens e as formas de ensinar e aprender atrav\u00e9s do acesso simples, como aprender no \u00f4nibus. O mais importante \u00e9 o uso social das ferramentas tecnol\u00f3gicas, que concorre para a produ\u00e7\u00e3o de significados.<\/p>\n<p>Viagens virtuais para a aprendizagem no s\u00e9culo XXI acenam para o argumento sofisticado mediante o uso do <em>laptop<\/em> no modelo 1:1, que prepara os estudantes para as necessidades do s\u00e9culo XXI como consumidores, trabalhadores e cidad\u00e3os. A disponibilidade do 1:1 \u00e9 a base para providenciar, a longo prazo, engajamento de alta qualidade nos ambientes de aprendizagem. Essa perspectiva oferece formas de aprendizagem em rede que, dificilmente, seriam poss\u00edveis sem as tecnologias m\u00f3veis.<\/p>\n<p>Tecnologias m\u00f3veis s\u00e3o, ao mesmo tempo, uma janela para o mundo e uma ferramenta para pensar. \u00c9 o que preconiza o argumento da igualdade, por meio do qual se descortinam novos caminhos para que os estudantes aprendam a pensar atrav\u00e9s de intera\u00e7\u00f5es independentes e explorat\u00f3rias, desenvolvam seu potencial criador e sejam integrados em uma cultura de solidariedade e colabora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O argumento est\u00e9tico e de durabilidade indica que as tecnologias m\u00f3veis <em>laptops<\/em> s\u00e3o bonitas e resistentes. Embora pare\u00e7a que beleza e durabilidade sejam menos importantes, s\u00e3o considerados aspectos centrais na intera\u00e7\u00e3o humano-computador (IHC), sobretudo em se tratando de crian\u00e7as e jovens. Eles s\u00e3o importantes dimens\u00f5es no modelo 1:1 porque fazem refer\u00eancia a dois aspectos muito valorizados na cultura infanto-juvenil, em que os recursos pedag\u00f3gicos devem ser atrativos e din\u00e2micos, al\u00e9m da durabilidade necess\u00e1ria ao manuseio constante em atividades realizadas dentro e fora da escola.<\/p>\n<p>No caso do Projeto UCA, essas considera\u00e7\u00f5es que fundamentam a utiliza\u00e7\u00e3o do <em>laptop<\/em> em situa\u00e7\u00f5es escolares acenaram para novas perspectivas de trabalho pedag\u00f3gico, dadas as caracter\u00edsticas e possibilidades que esse recurso apresenta.<\/p>\n<p>Mesmo reconhecendo a prioridade dos aspectos pedag\u00f3gicos sobre os tecnol\u00f3gicos, o documento intitulado <a href=\"http:\/\/unesdoc.unesco.org\/images\/0022\/002277\/227770por.pdf\">Diretrizes de Pol\u00edticas para a Aprendizagem M\u00f3vel, publicado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (UNESCO)<\/a>, aponta alguns benef\u00edcios da aprendizagem m\u00f3vel, dentre os quais s\u00e3o relevantes destacar: expandir o alcance e a equidade da educa\u00e7\u00e3o, facilitar a aprendizagem individualizada, permitir a aprendizagem a qualquer hora e em qualquer lugar, assegurar o uso produtivo do tempo em sala de aula, criar novas comunidades de estudantes, apoiar a aprendizagem fora de sala de aula, criar uma ponte entre a aprendizagem formal e a n\u00e3o formal, auxiliar estudantes com defici\u00eancia (<a href=\"#UNESCO2013\">UNESCO, 2013<\/a>).<\/p>\n<p><!-- CITA\u00c7\u00c3O --><\/p>\n<section class=\"blockquote\">Embora a tecnologia m\u00f3vel n\u00e3o seja nem nunca venha a ser uma panaceia educacional, ela \u00e9 uma ferramenta poderosa e frequentemente esquecida \u2013 entre outras ferramentas \u2013, que pode dar apoio \u00e0 educa\u00e7\u00e3o de formas imposs\u00edveis anteriormente. (<a href=\"#UNESCO2013\">UNESCO, 2013, p. 10<\/a>)<\/section>\n<p>Sabemos que a tecnologia, por si s\u00f3, n\u00e3o transforma a escola, mas ela oferece recursos para que distintas possibilidades did\u00e1tico-pedag\u00f3gicas sejam vivenciadas com o suporte tecnol\u00f3gico multim\u00eddia, m\u00f3vel, conectado \u00e0 internet, em um processo constante de utiliza\u00e7\u00e3o e familiaridade entre o usu\u00e1rio e a m\u00e1quina, entre este, seus pares e professores. Diante disso, asseguram <a href=\"#ALMEIDAP2011\">Almeida e Prado (2011, p. 14)<\/a> que<\/p>\n<p><!-- CITA\u00c7\u00c3O --><\/p>\n<section class=\"blockquote\">O uso do <em>laptop<\/em> na escola carrega consigo um conjunto de inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas relacionadas \u00e0 concep\u00e7\u00e3o da interface do dispositivo por seu tamanho, [&#8230;] al\u00e9m de caracter\u00edsticas t\u00e9cnicas de conectividade, interoperabilidade, mobilidade e imers\u00e3o. Tais aspectos impulsionam a inova\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica por meio da integra\u00e7\u00e3o da cultura tecnol\u00f3gica na escola, evidenciada quando o <em>laptop<\/em> passa a ser usado em diferentes atividades, a qualquer momento, em m\u00faltiplos espa\u00e7os, permitindo desenvolver o di\u00e1logo social e a aprendizagem social e coletiva.<\/section>\n<p>A cren\u00e7a no modelo 1:1 \u00e9 partilhada por <a href=\"#WARSCHAUER2006\">Warschauer (2006)<\/a>, que aponta cinco raz\u00f5es para se investir nas tecnologias m\u00f3veis como recurso pedag\u00f3gico: i) aprender atrav\u00e9s de v\u00e1rios recursos; ii) estabelecer intera\u00e7\u00e3o multim\u00eddia; iii) estimular a escrita; iv) divulgar e aprofundar as atividades dos alunos; v) facilitar a integra\u00e7\u00e3o entre tecnologia e educa\u00e7\u00e3o. Nos projetos realizados nas escolas contempladas pelo UCA no estado do Cear\u00e1, que mostraremos mais \u00e0 frente, esses princ\u00edpios foram amplamente explorados.<\/p>\n<p>Em raz\u00e3o dessas concep\u00e7\u00f5es, \u00e9 que o Projeto UCA deixou um importante legado para a Educa\u00e7\u00e3o P\u00fablica, al\u00e9m de uma pol\u00edtica de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, ao apontar dificuldades e possibilidades do uso das tecnologias m\u00f3veis na escola. Um novo modelo de utiliza\u00e7\u00e3o das tecnologias na escola, chamado de modelo 1:1.<\/p>\n<p>Nessa proposta de aprendizagem m\u00f3vel, os computadores fixos (<em>desktops<\/em>) s\u00e3o substitu\u00eddos por dispositivos m\u00f3veis (<em>laptops, tablets, smartphones<\/em>, dentre outros), com conex\u00e3o \u00e0 internet, para serem utilizados em pr\u00e1ticas educativas de forma integrada. Al\u00e9m da rela\u00e7\u00e3o de equipamentos dispon\u00edveis para cada aluno, o modelo 1:1 caracteriza-se pelos seguintes aspectos:<\/p>\n<ul>\n<li><strong>mobilidade<\/strong> \u2013 equipamentos podem ser transportados para qualquer lugar da sala de aula e fora da escola;<\/li>\n<p><\/p>\n<li><strong>uso intensivo<\/strong> \u2013 por estarem dispon\u00edveis a alunos e professores, estes se sentem \u00e0 vontade para utilizar a tecnologia no momento que acharem pertinente;<\/li>\n<p><\/p>\n<li><strong>conectividade imersiva<\/strong> \u2013 oportunizam aos usu\u00e1rios a conex\u00e3o, a partir da internet, a outras fontes e pessoas dentro e fora da escola;<\/li>\n<p><\/p>\n<li><strong>integra\u00e7\u00e3o de recursos<\/strong> \u2013 em um \u00fanico equipamento, os usu\u00e1rios podem, al\u00e9m de acessar, produzir diferentes m\u00eddias, como texto, \u00e1udio, imagens, v\u00eddeos, anima\u00e7\u00f5es, entre outros;<\/li>\n<p><\/p>\n<li><strong>implanta\u00e7\u00e3o sist\u00eamica<\/strong> \u2013 a tecnologia passa a ser presente em todos os espa\u00e7os da escola e todos os seus atores \u2013 alunos, professores e gestores \u2013 t\u00eam acesso.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Essas ideias s\u00e3o aceitas por <a href=\"#ALMEIDAV2011\">Almeida e Valente (2011)<\/a>, que tamb\u00e9m citam diversos argumentos favor\u00e1veis \u00e0 inser\u00e7\u00e3o do <em>laptop<\/em> na escola, no modelo 1:1, e destacam os seguintes: a) aumentar o envolvimento dos alunos, a fim de que fiquem mais motivados para as atividades did\u00e1tico-pedag\u00f3gicas; b) subsidiar atividades baseadas em projetos de trabalho, visto que o <em>laptop<\/em> conectado \u00e0 internet facilita o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, a colabora\u00e7\u00e3o com colegas e professores, bem como a intera\u00e7\u00e3o com especialistas nas \u00e1reas em estudo; c) ampliar os espa\u00e7os de aprendizagem, fator proporcionado pela mobilidade da m\u00e1quina; d) aproveitar os momentos em que os conte\u00fados est\u00e3o sendo trabalhados na sala de aula para complementar as informa\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s do computador ligado \u00e0 internet, sem necessidade de deslocamentos para outros ambientes de estudo; e) preparar os estudantes para o mundo do trabalho, que exige conhecimento e pr\u00e1tica de uso do computador.<\/p>\n<p>A perspectiva de um computador por aluno, utilizado de forma intensiva nas atividades escolares, al\u00e9m da mobilidade e da integra\u00e7\u00e3o de recursos dispon\u00edveis no <em>laptop<\/em> educacional, oferece condi\u00e7\u00f5es para a mudan\u00e7a de postura e atitude dos atores dos processos de ensino e aprendizagem. Ramos <em>et al.<\/em> (2009) esclarecem que a utiliza\u00e7\u00e3o da tecnologia m\u00f3vel requer diversifica\u00e7\u00e3o das abordagens pedag\u00f3gicas, mudan\u00e7a de percep\u00e7\u00e3o e atitude de professores e alunos, transforma\u00e7\u00f5es no desenvolvimento das atividades did\u00e1ticas, adapta\u00e7\u00e3o de recursos, tempos, modos e intera\u00e7\u00f5es dentro e fora da sala de aula. Tais aspectos podem viabilizar a forma\u00e7\u00e3o de redes colaborativas, a criatividade, a utiliza\u00e7\u00e3o de v\u00e1rias linguagens e a articula\u00e7\u00e3o entre professores e gestores para o repensar das pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas e curriculares.<\/p>\n<p>A despeito desses aspectos positivos, conv\u00e9m esclarecer que os custos elevados para compra e manuten\u00e7\u00e3o de um computador para cada aluno constituem elemento inibidor de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para essa perspectiva. Os minist\u00e9rios de educa\u00e7\u00e3o devem estar muito atentos n\u00e3o s\u00f3 para assegurar uma implanta\u00e7\u00e3o eficaz e o acesso \u00e0 tecnologia, mas tamb\u00e9m formar professores e alunos para o uso da tecnologia como suporte ao ensino e \u00e0 aprendizagem (<a href=\"#UNESCO2014\">UNESCO, 2014<\/a>).<\/p>\n<p>Mesmo assim, diversas experi\u00eancias t\u00eam sido vivenciadas no cen\u00e1rio mundial, consideradas relevantes em raz\u00e3o de haverem experimentado o modelo 1:1 e registrado seus avan\u00e7os e dificuldades, o que constituiu uma refer\u00eancia para o cen\u00e1rio brasileiro. Essas experi\u00eancias trouxeram muitos resultados positivos e serviram de inspira\u00e7\u00e3o para as experi\u00eancias realizadas durante o Projeto UCA no Brasil, entre as quais merece destaque a experi\u00eancia desenvolvida no Uruguai: o Plano CEIBAL.<\/p>\n<p>No Uruguai, a inser\u00e7\u00e3o de <em>laptops<\/em> nas escolas vem ocorrendo desde 2008, impulsionada pelo Projeto <em>Conectividad Educativa de Inform\u00e1tica B\u00e1sica para el Aprendizaje em L\u00ednea<\/em> (CEIBAL), cuja denomina\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m faz uma homenagem \u00e0 flor do ceibo, s\u00edmbolo nacional. O projeto foi pensado para atender 2.300 escolas de Educa\u00e7\u00e3o Prim\u00e1ria Comum e Especial com 350.000 estudantes e 18.000 docentes (URUGUAI, 2009), e sua execu\u00e7\u00e3o ficou sob a responsabilidade do Laborat\u00f3rio Tecnol\u00f3gico do Uruguai (LATU).<\/p>\n<p>O projeto apoia-se em tr\u00eas componentes fundamentais, que s\u00e3o o educativo, o social e o tecnol\u00f3gico. O aspecto educativo aponta para a realiza\u00e7\u00e3o de projetos inovadores com vistas \u00e0 melhoria do ensino e da aprendizagem; o social prev\u00ea a equidade mediante a inclus\u00e3o social; o tecnol\u00f3gico fundamenta-se na distribui\u00e7\u00e3o gratuita e massiva de <em>laptops<\/em> e acesso \u00e0 internet. Dentre os objetivos do Plano Ceibal, destacam-se os seguintes: elevar a qualidade da educa\u00e7\u00e3o mediante a integra\u00e7\u00e3o da tecnologia na sala de aula, na escola e no grupo familiar; promover a igualdade de oportunidades para todos os alunos da educa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria; desenvolver uma cultura colaborativa em quatro linhas: crian\u00e7a-crian\u00e7a, crian\u00e7a-professor, professor-professor e crian\u00e7a-fam\u00edlia-escola; promover o letramento digital e a consci\u00eancia cr\u00edtica para o uso da tecnologia na comunidade pedag\u00f3gica (URUGUAI, 2009).<\/p>\n<p>No tocante \u00e0s pr\u00e1ticas sociais, Kachinovsky (2010) informa que o maior impacto da implanta\u00e7\u00e3o do Plano Ceibal tem sido observado, uma vez que adultos e crian\u00e7as buscam acesso \u00e0 internet nos diversos espa\u00e7os p\u00fablicos em que transitam. Tamb\u00e9m s\u00e3o percept\u00edveis as mudan\u00e7as nas atividades recreativas, que foram modificadas, ampliadas e enriquecidas com a inser\u00e7\u00e3o do XO.<\/p>\n<p>Pesquisa de Zid\u00e1n (2010) relata que os desafios enfrentados pelos docentes nesse processo referem-se ao manuseio e aos cuidados dos alunos com o computador (37%) e a aus\u00eancia de forma\u00e7\u00e3o pr\u00e9via dos educadores para o trabalho com o XO (34%). A primeira dificuldade citada diz respeito \u00e0 quebra de m\u00e1quinas, problemas de funcionamento e acesso a p\u00e1ginas inadequadas, que desviam a aten\u00e7\u00e3o dos discentes para fotos, v\u00eddeos e jogos n\u00e3o relacionados aos conte\u00fados em estudo, al\u00e9m de dificuldades de conex\u00e3o com a internet e cobran\u00e7a de altos valores para conserto dos computadores.<\/p>\n<p>Kachinovsky (2010) elencou cinco \u00e1reas que apresentam fragilidade e requerem aten\u00e7\u00e3o, quais sejam: forma\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o docente; apropria\u00e7\u00e3o do Plano Ceibal por parte da comunidade no sentido de uma maior participa\u00e7\u00e3o de pais e familiares; sustentabilidade do programa, a fim de obter maior articula\u00e7\u00e3o entre a escola e outros grupos sociais e instaurar redes que potencializem a inclus\u00e3o digital; incremento de proje\u00e7\u00f5es do Plano que dizem respeito ao alcance pedag\u00f3gico do <em>laptop<\/em>, \u00e0 capacita\u00e7\u00e3o de atores locais e ao incremento de capacita\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o que transcendam o n\u00edvel de usu\u00e1rio b\u00e1sico; lentid\u00e3o das din\u00e2micas institucionais, que dificulta a assimila\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as.<\/p>\n<p>O enfrentamento desses desafios fortaleceu a pol\u00edtica de desenvolvimento da educa\u00e7\u00e3o com suporte de tecnologias digitais no Uruguai, de modo que tem\u00e1ticas como pensamento computacional, cultura <em>maker<\/em>, experi\u00eancias que articulam arte, educa\u00e7\u00e3o e recursos digitais, forma\u00e7\u00e3o de professores sobre cultura digital e pedagogias emergentes, entre outros temas, constituem a\u00e7\u00f5es constantes na realidade de educa\u00e7\u00e3o uruguaia.<\/p>\n<p><!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Dica<\/h5>\n<p>Se voc\u00ea deseja saber mais sobre o Plano Ceibal, acesse esse endere\u00e7o: <a href=\"https:\/\/www.ceibal.edu.uy\/es\/\">https:\/\/www.ceibal.edu.uy\/es\/<\/a><\/p>\n<\/section>\n<p>Algumas experi\u00eancias realizadas em escolas do estado do Cear\u00e1, nas quais os autores deste texto atuaram diretamente, tamb\u00e9m merecem realce e ser\u00e3o relatadas no t\u00f3pico seguinte.<\/p>\n<\/section>\n<section><!-- SE\u00c7\u00c3O 3 --><\/p>\n<h2 id=\"s3\">3 EXPERI\u00caNCIAS DESENVOLVIDAS NO PROJETO UCA<\/h2>\n<p>Muitas experi\u00eancias foram desenvolvidas nas escolas brasileiras contempladas com o Projeto UCA, algumas bem sucedidas, e outras realizadas mediante o enfrentamento de desafios relativos \u00e0 qualidade dos <em>laptops<\/em> utilizados, \u00e0 dificuldade de conex\u00e3o com a internet, \u00e0 obsolesc\u00eancia natural dos equipamentos, entre outros motivos.<\/p>\n<p>Neste t\u00f3pico, queremos focar em algumas experi\u00eancias pedag\u00f3gicas consideradas inovadoras, que demonstraram como \u00e9 poss\u00edvel desenvolver estrat\u00e9gias nas quais os alunos sejam protagonistas, colaborem e aprendam os conte\u00fados curriculares previstos nas propostas pedag\u00f3gicas das escolas.<\/p>\n<section><!-- SE\u00c7\u00c3O 3.1 --><\/p>\n<h3 id=\"s31\">3.1 Projeto Fic\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica: mito ou realidade?<\/h3>\n<p>As atividades iniciais desse projeto consistiram em conversas com os professores acerca dos conte\u00fados que estavam sendo trabalhados com os alunos e sobre a perspectiva de realizar um trabalho colaborativo, que envolvesse docentes e alunos e contasse com o suporte dos recursos digitais para favorecer a intera\u00e7\u00e3o entre os alunos das duas turmas de 8\u00ba ano, que funcionavam em turnos diferentes.<\/p>\n<p>Nessa perspectiva, ficou combinado que o contato entre os alunos das duas turmas, destinado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o das atividades, seria t\u00e3o somente virtual, tendo em vista que eles residiam em diferentes pontos da comunidade e a grande maioria dependia do transporte escolar disponibilizado pela prefeitura municipal para se deslocar at\u00e9 a escola.<\/p>\n<p>Seguindo essa din\u00e2mica, o trabalho foi sendo constru\u00eddo coletiva e colaborativamente. A ideia de partir do g\u00eanero fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica surgiu do conte\u00fado que a professora de L\u00edngua Portuguesa e Literatura estava come\u00e7ando a trabalhar com os alunos, constante no plano de curso. Os outros dois professores do 8\u00ba ano concordaram com a ideia, que teve como ponto de partida a leitura do livro <em>Viagem ao Centro da Terra<\/em>, de J\u00falio Verne (<a href=\"#SILVA2016\">SILVA; CASTRO-FILHO, 2016<\/a>). Para a leitura do artigo completo, <a href=\"http:\/\/tecedu.pro.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/Art1-Criarcolaboraraprender-com-suporte-digital....pdf\">clique aqui<\/a>.<\/p>\n<p>O rol de conte\u00fados por disciplina foi compartilhado em um documento no <em>Google Docs<\/em>, e os professores selecionaram aqueles que tinham rela\u00e7\u00e3o com sua disciplina e com os conte\u00fados que estavam sendo estudados naquela etapa. Assim, foram sugeridas pelos pr\u00f3prios professores atividades que eles desenvolveriam com seus alunos.<\/p>\n<p>Ao longo da realiza\u00e7\u00e3o das atividades, os professores discutiam as ideias com os alunos, que concordavam, discordavam e apresentavam sugest\u00f5es para o trabalho. Os alunos das duas turmas foram distribu\u00eddos em cinco grupos, por cores diferentes. Para que a colabora\u00e7\u00e3o <em>on-line<\/em> fosse favorecida, os dois grupos de mesma cor em ambas as turmas desenvolviam a mesma atividade, que era compartilhada e realizada por meio do ambiente virtual colaborativo S\u00f3crates e de ferramentas do <em>Google Drive<\/em>.<\/p>\n<p>Os alunos eram estimulados a trabalhar de forma colaborativa em prol da constru\u00e7\u00e3o de algum material ou da discuss\u00e3o de temas. As duas turmas de 8\u00b0 ano funcionavam em turnos diferentes, uma pela manh\u00e3 e outra \u00e0 tarde, de modo que todas as atividades desenvolvidas entre os alunos foram virtuais. A \u00fanica atividade que as duas turmas realizaram presencialmente foi uma visita \u00e0 X Bienal Internacional do Livro, que aconteceu no Centro de Eventos de Fortaleza, em 12\/11\/2016.<\/p>\n<p>O produto final desse Projeto foi a publica\u00e7\u00e3o de uma colet\u00e2nea de vinte e um contos produzidos pelos alunos, digitados por dois deles e corrigidos pela professora de L\u00edngua Portuguesa e Literatura. Os desenhos feitos pelos alunos, \u00e0 m\u00e3o ou usando aplicativos do <em>laptop<\/em>, foram inseridos no livro como ilustra\u00e7\u00f5es. Um deles foi escolhido pelos alunos para compor a capa do livrinho de contos.<\/p>\n<p>Nem todos os alunos conseguiram produzir contos, mas colaboraram na produ\u00e7\u00e3o de ilustra\u00e7\u00f5es para a colet\u00e2nea e em outras a\u00e7\u00f5es importantes para a obten\u00e7\u00e3o do objetivo comum, que era a publica\u00e7\u00e3o da colet\u00e2nea pelas duas turmas. Os alunos que n\u00e3o produziram contos tamb\u00e9m participaram do processo criativo com desenhos, ilustra\u00e7\u00f5es, escolha das imagens para compor o livro, digita\u00e7\u00e3o dos textos, tudo isso de forma colaborativa.<\/p>\n<p>Os professores, por sua vez, compreenderam que os estudantes apresentam habilidades diferenciadas e estas concorrem para que o trabalho colaborativo se desenvolva mediante a colabora\u00e7\u00e3o em atividades diferenciadas.<\/p>\n<p>Durante o desenvolvimento do Projeto com os alunos, foi utilizado o ambiente colaborativo S\u00f3crates (<a href=\"http:\/\/www.virtual.ufc.br\/socrates\">www.virtual.ufc.br\/socrates<\/a>), adequado ao trabalho com projetos. Para favorecer a produ\u00e7\u00e3o coletiva, colaborativa e complementar as possibilidades da ferramenta Projetos, do ambiente S\u00f3crates, foram utilizados recursos do <em>Google Drive<\/em> (formul\u00e1rio, texto e <em>slides<\/em>), aplicativos do <em>laptop<\/em> (editor de texto, <em>Tux Paint<\/em>) e outros que se fizessem necess\u00e1rios. Todas as a\u00e7\u00f5es planejadas entre os professores eram levadas aos alunos para di\u00e1logo e aprecia\u00e7\u00e3o das ideias.<\/p>\n<p>Os grupos realizaram as atividades seguintes com suporte digital: escolha do nome do projeto; produ\u00e7\u00e3o de esquetes teatrais das partes principais do livro <em>Viagem ao Centro da Terra<\/em>; produ\u00e7\u00e3o de contos de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica; publica\u00e7\u00e3o impressa e digital de um livro de contos de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica produzidos pelos alunos; visita \u00e0 X Bienal Internacional do Livro; estudo de percentuais, gr\u00e1ficos e tabelas a partir da escolha do nome do projeto e de uma enquete sobre as prefer\u00eancias de leitura dos alunos do 8\u00ba ano; estudo e produ\u00e7\u00e3o de <em>slides<\/em> sobre conte\u00fados presentes no livro <em>Viagem ao Centro da Terra<\/em> (regi\u00f5es do oceano, minerais encontrados na Terra, vulc\u00f5es, tipos de vegeta\u00e7\u00e3o da Terra, camadas da crosta terrestre); estudo de autores de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica escolhidos pelos alunos, montagem de sua biografia, pesquisa sobre as principais obras e confec\u00e7\u00e3o de <em>slides<\/em> (J. K. Rowling, David Brin, Richard Matheson, Philip K. Dick, Isaac Asimov).<\/p>\n<p>Ao final do semestre letivo, aconteceu a culmin\u00e2ncia do Projeto, nos turnos manh\u00e3 e tarde, para as respectivas turmas. Na oportunidade, a comunidade escolar e os familiares acompanharam as apresenta\u00e7\u00f5es feitas pelos alunos e o encerramento do Projeto, tendo como ponto principal o lan\u00e7amento da colet\u00e2nea de contos de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica produzida pelos alunos, intitulada <strong>Fic\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica: mito ou realidade?<\/strong> nas vers\u00f5es digital e impressa (Figura 6).<\/p>\n<figure>\n<h5>Figura 6 \u2013 Capa do livro Fic\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica: Mito ou Realidade<\/h5>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1914\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_07.png\" alt=\"Capa do livro Fic\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica: Mito ou Realidade\" width=\"464\" height=\"360\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_07.png 464w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_07-300x233.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 464px) 100vw, 464px\" \/><figcaption>Fonte: <a href=\"http:\/\/pt.calameo.com\/read\/00152285454d3ee440fa9\">http:\/\/pt.calameo.com\/read\/00152285454d3ee440fa9<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>Vale ressaltar o aumento no interesse dos alunos pela produ\u00e7\u00e3o textual, visto que, no ano seguinte ao encerramento do projeto UCA, a escola deu continuidade \u00e0 pr\u00e1tica de publicar as produ\u00e7\u00f5es dos alunos com a colet\u00e2nea de contos de terror intitulada Ai, que medo! Com o Uquinha* tamb\u00e9m posso me arrepiar.<br \/>\n<span style=\"font-size: 0.8em;\">*Forma carinhosa que alunos e professores se referiam ao laptop do Projeto UCA.<\/span><\/p>\n<p><!-- QUADRO CINECLUB --><\/p>\n<section class=\"quadro cineclube\">\n<h5>CINECLUBE: Fic\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica: Mito ou Realidade (2013)<\/h5>\n<section class=\"cineclube_cartaz\"><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=CulMa8uP1Vo\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1915\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_08-300x177.png\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"177\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_08-300x177.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_08.png 727w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Dispon\u00edvel no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=CulMa8uP1Vo\">YouTube<\/a><\/p>\n<\/section>\n<section class=\"cineclube_sinopse\">Trecho do Document\u00e1rio sobre o Projeto UCA no Cear\u00e1 que destaca o desenvolvimento da colet\u00e2nea de contos.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<section><!-- SE\u00c7\u00c3O 3.2 --><\/p>\n<h3 id=\"s32\">3.2 Projeto Descendo a Ladeira com o Laptop: um passeio pela arboriza\u00e7\u00e3o no entorno da escola<\/h3>\n<p>Esse Projeto foi desenvolvido por alunos do 1\u00ba ano do Ensino M\u00e9dio, usando laptops do Projeto UCA e teve como objetivo \u201c[&#8230;] investigar as esp\u00e9cies de plantas e mape\u00e1-las conforme o espa\u00e7o geogr\u00e1fico da cidade\u201d em que a escola estava localizada (<a href=\"#NASCIMENTO2014\">NASCIMENTO; CASTRO-FILHO, 2014, p. 943<\/a>).<\/p>\n<p>Os conte\u00fados curriculares envolvidos contemplaram \u201c[&#8230;] conceitos b\u00e1sicos de ecologia, os fatores abi\u00f3ticos e a diversidade no meio ambiente, a estrutura e o funcionamento dos ecossistemas, din\u00e2mica das popula\u00e7\u00f5es, estudo das comunidades, o homem e o ambiente\u201d (<a href=\"#NASCIMENTO2014\">NASCIMENTO; CASTRO-FILHO, 2014, p. 943<\/a>). Voc\u00ea pode ler o artigo, na \u00edntegra, <a href=\"http:\/\/www.tise.cl\/volumen10\/TISE2014\/tise2014_submission_306.pdf\">acessando aqui<\/a>.<\/p>\n<p>Para a compreens\u00e3o dos conceitos trabalhados, foram realizadas pesquisas em livros da biblioteca da escola e na internet. Al\u00e9m disso, os alunos estudaram a estrutura das plantas, flores e frutos pr\u00f3prios da regi\u00e3o, como acontecia a reprodu\u00e7\u00e3o das plantas e os processos pertinentes \u00e0 arboriza\u00e7\u00e3o do entorno da escola e da cidade.<\/p>\n<p>Os alunos produziram um mapa colaborativo no qual registraram fotos e textos que descreviam as plantas e sua localiza\u00e7\u00e3o no espa\u00e7o geogr\u00e1fico, bem como os pontos em que havia devasta\u00e7\u00e3o e a consequente necessidade de arboriza\u00e7\u00e3o (Figura 7).<\/p>\n<figure>\n<h5>Figura 7 \u2013 Mapa Colaborativo criado pelos alunos<\/h5>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1916\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_09-1024x576.png\" alt=\"Mapa Colaborativo criado pelos alunos\" width=\"750\" height=\"422\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_09-1024x576.png 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_09-300x169.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_09-768x432.png 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_09.png 1366w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption>Fonte: Nascimento e Castro-Filho, 2014.<\/figcaption><\/figure>\n<p><!-- QUADRO CINECLUB --><\/p>\n<section class=\"quadro cineclube\">\n<h5>CINECLUBE: Descendo a ladeira (2013)<\/h5>\n<section class=\"cineclube_cartaz\"><a href=\"https:\/\/youtu.be\/WJ4YyZx5kdE?t=190\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1917\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_10-300x206.png\" alt=\"Imagem do document\u00e1rio Descendo a ladeira\" width=\"300\" height=\"206\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_10-300x206.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_10.png 604w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Dispon\u00edvel no <a href=\"https:\/\/youtu.be\/WJ4YyZx5kdE?t=190\">YouTube<\/a><\/p>\n<\/section>\n<section class=\"cineclube_sinopse\">Trecho do Document\u00e1rio sobre o Projeto UCA no Cear\u00e1 que destaca o desenvolvimento da colet\u00e2nea de contos.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE: Para refletir<\/h5>\n<p>O relato desses dois projetos ilustra a import\u00e2ncia do Projeto UCA para as escolas envolvidas, a percep\u00e7\u00e3o e a a\u00e7\u00e3o de alunos, professores e gestores sobre novas formas de construir o conhecimento na escola. Quais aspectos inovadores desses dois relatos voc\u00ea pode identificar?<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<section><!-- SE\u00c7\u00c3O 4 --><\/p>\n<h2 id=\"s4\">4 CONCLUS\u00d5ES: O QUE APRENDEMOS COM O PROJETO UCA<\/h2>\n<p>A implanta\u00e7\u00e3o do Projeto UCA trouxe uma oportunidade \u00edmpar de aprender as possibilidades do uso da tecnologia na Educa\u00e7\u00e3o, em particular sobre a utiliza\u00e7\u00e3o de <em>laptops<\/em> educacionais no modelo um-para-um (1:1).<\/p>\n<p>A mobilidade e a portabilidade dos <em>laptops<\/em> propiciaram a entrada das tecnologias no espa\u00e7o da sala de aula. Em muitas escolas, essa nova situa\u00e7\u00e3o oportunizou mudan\u00e7as na disposi\u00e7\u00e3o f\u00edsica da sala de aula (Figuras 7a e 7b)<\/p>\n<figure>\n<h5>Figura 7a e 7b \u2013 Fotos de salas de aula de escolas UCA<\/h5>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1918\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_11.png\" alt=\"Imagem 1 da sala de aula do projeto\" width=\"609\" height=\"457\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_11.png 609w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_11-300x225.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 609px) 100vw, 609px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1919\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_12.png\" alt=\"Imagem 2 da sala de aula do projeto\" width=\"549\" height=\"461\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_12.png 549w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_12-300x252.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 549px) 100vw, 549px\" \/><figcaption>Fonte: <a href=\"http:\/\/uca-ce.virtual.ufc.br\/\">Blog do UCA-CE<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>Essas mudan\u00e7as na configura\u00e7\u00e3o f\u00edsica resultaram em mudan\u00e7as na pr\u00e1tica pedag\u00f3gica, pois facilitaram a colabora\u00e7\u00e3o e troca de ideias entre os estudantes. Tamb\u00e9m retiraram o professor da posi\u00e7\u00e3o de destaque no comando da sala. A aula tinha de ser repensada de um modelo baseado na exposi\u00e7\u00e3o oral do professor para um modelo baseado em atividades a serem realizadas em grupo, pelos estudantes.<\/p>\n<p>A mobilidade dos <em>laptops<\/em> tamb\u00e9m propiciou que a tecnologia fosse usada fora do ambiente de sala de aula (Figuras 8a e 8b) para realiza\u00e7\u00e3o de tarefas escolares como pesquisa e produ\u00e7\u00e3o textual e para comunica\u00e7\u00e3o pessoal em redes sociais. Muitas das escolas tiveram de criar projetos como intervalo digital ou atividades no contraturno para atender \u00e0 demanda dos alunos por acesso \u00e0 internet.<\/p>\n<figure>\n<h5>Figura 8a e 8b \u2013 Uso de <em>laptops<\/em> fora da sala de aula<\/h5>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1920\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_13-1024x576.png\" alt=\"Imagem 1 mostrando o uso de laptops fora da sala de aula\" width=\"750\" height=\"422\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_13-1024x576.png 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_13-300x169.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_13-768x432.png 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_13.png 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1921\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_14.png\" alt=\"Imagem 2 mostrando o uso de laptops fora da sala de aula\" width=\"559\" height=\"416\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_14.png 559w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_14-300x223.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 559px) 100vw, 559px\" \/><figcaption>Fonte: <a href=\"http:\/\/uca-ce.virtual.ufc.br\/\">Blog do UCA-CE<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>O uso da tecnologia tamb\u00e9m foi estendido para fora da escola, em aulas de campo e atividades de pesquisa (Figura 9). Em muitas escolas de diversos estados, os alunos poderiam levar os <em>laptops<\/em> para suas resid\u00eancias propiciando a inclus\u00e3o digital das fam\u00edlias. Algumas escolas criaram projetos de letramento digital para pais e familiares dos alunos.<\/p>\n<figure>\n<h5>Figura 9 \u2013 Uso de <em>laptops<\/em> fora da escola<\/h5>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1922\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_15.png\" alt=\"Imagem mostrando o uso de laptops fora da escola\" width=\"605\" height=\"402\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_15.png 605w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_15-300x199.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 605px) 100vw, 605px\" \/><figcaption>Fonte: Suely Teixeira<\/figcaption><\/figure>\n<p>As experi\u00eancias bem sucedidas do Projeto UCA levam a diversas reflex\u00f5es. A disponibilidade da tecnologia foi um fator importante, mas os resultados n\u00e3o seriam os mesmos se n\u00e3o houvesse um trabalho consistente de forma\u00e7\u00e3o e acompanhamento por parte de equipes das Institui\u00e7\u00f5es de Educa\u00e7\u00e3o Superior, Secretarias estaduais e municipais de Educa\u00e7\u00e3o. A vis\u00e3o sist\u00eamica de implantar a tecnologia em toda a escola, propondo a revis\u00e3o do Projeto Pedag\u00f3gico foi fundamental para desenvolver a compreens\u00e3o sobre o lugar e a contribui\u00e7\u00e3o da tecnologia nos processos educacionais.<\/p>\n<p>Outro aspecto foi a proposta de forma\u00e7\u00e3o realizada no local de trabalho e focada nos aspectos pedag\u00f3gicos. Na forma\u00e7\u00e3o, a tecnologia foi considerada n\u00e3o como um fim, mas como um meio para mediar os processos de ensino e de aprendizagem. O incentivo \u00e0 colabora\u00e7\u00e3o e troca de experi\u00eancias entre os professores trouxe mais confian\u00e7a para realiza\u00e7\u00e3o de atividades did\u00e1ticas com suporte dos <em>laptops<\/em>.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos aspectos positivos, \u00e9 importante destacar, ainda, os desafios enfrentados. A falta de infraestrutura de muitas escolas gerou problemas na velocidade da internet, na queda de energia devido ao aumento da demanda, na log\u00edstica de carregamento das baterias. Esses aspectos devem ser considerados em qualquer pol\u00edtica de implanta\u00e7\u00e3o de tecnologias m\u00f3veis nas escolas.<\/p>\n<p>Outro desafio \u00e9 a instabilidade do quadro docente. Em diversas escolas, o n\u00famero de professores efetivos \u00e9 minoria. As mudan\u00e7as no corpo docente a cada in\u00edcio de ano letivo prejudicam a continuidade de processos formativos e a manuten\u00e7\u00e3o de uma cultura de uso das tecnologias digitais. Al\u00e9m disso, falta tempo para os professores planejarem atividades inovadoras com uso da tecnologia, pois a mudan\u00e7a de pr\u00e1tica pedag\u00f3gica requer mais tempo para planejamento das aulas.<\/p>\n<p>Apesar das dificuldades, o Projeto UCA propiciou oportunidades de grande aprendizado acerca da contribui\u00e7\u00e3o das tecnologias m\u00f3veis na educa\u00e7\u00e3o. Essa reflex\u00e3o \u00e9 a cada dia mais importante com o crescimento dos dispositivos m\u00f3veis como <em>tablets<\/em> e <em>smartphones<\/em>. Os educadores (atuais e futuros) devem se atualizar constantemente quanto \u00e0s possibilidades de uso das tecnologias e propostas de aprendizagem m\u00f3vel.<\/p>\n<p><!-- QUADRO CINECLUB --><\/p>\n<section class=\"quadro cineclube\">\n<h5>CINECLUBE: Document\u00e1rio Projeto UCA-Cear\u00e1 (2013)<\/h5>\n<section class=\"cineclube_cartaz\"><a href=\"http:\/\/j.mp\/documentario_uca\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1923\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_16-213x300.png\" alt=\"Capa do document\u00e1rio Li\u00e7\u00f5es do Projeto UCA no Cear\u00e1\" width=\"213\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_16-213x300.png 213w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_16.png 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 213px) 100vw, 213px\" \/><\/a>Dispon\u00edvel no <a href=\"https:\/\/youtu.be\/WJ4YyZx5kdE?t=190\">YouTube<\/a><\/p>\n<\/section>\n<section class=\"cineclube_sinopse\">Voc\u00ea tamb\u00e9m pode acessar o <a href=\"http:\/\/j.mp\/documentario_uca\">Document\u00e1rio do Projeto UCA no Cear\u00e1<\/a>. Nesse document\u00e1rio, lan\u00e7ado em 2013, ap\u00f3s a finaliza\u00e7\u00e3o do Projeto, voc\u00ea ter\u00e1 acesso a informa\u00e7\u00f5es e mais detalhes sobre experi\u00eancias realizadas com o <em>laptop<\/em> educacional nas nove escolas contempladas pelo Projeto, em oito munic\u00edpios cearenses (Barreira, Crato, Fortaleza, Iguatu, Jijoca de Jericoacoara, Quixad\u00e1, S\u00e3o Gon\u00e7alo do Amarante e Sobral). Ao assistir, esperamos que voc\u00ea possa perceber como o Projeto UCA foi relevante para alunos, professores e toda a comunidade escolar. O v\u00eddeo est\u00e1 dispon\u00edvel no YouTube, acess\u00edvel pelo endere\u00e7o: <a href=\"http:\/\/j.mp\/documentario_uca\">http:\/\/j.mp\/documentario_uca<\/a>.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O EXERC\u00cdCIOS --><\/p>\n<section id=\"exercicios\">\n<h3 id=\"exercicios\">Exerc\u00edcios<\/h3>\n<ol>\n<li>Busque informa\u00e7\u00f5es sobre a experi\u00eancia do Projeto UCA no seu estado em <em>blogs<\/em>. Se poss\u00edvel, converse com algum dos atores (gestores, professores, formadores, pesquisadores ou alunos) e pergunte sobre os resultados e dificuldades. Com base na pesquisa, fa\u00e7a um relat\u00f3rio comparando suas observa\u00e7\u00f5es com as informa\u00e7\u00f5es do cap\u00edtulo.<\/li>\n<li>Pesquise no Espa\u00e7o da Aula do <a href=\"http:\/\/portaldoprofessor.mec.gov.br\/buscarAulas.html\">Portal do Professor<\/a>, aulas realizadas no contexto do Projeto UCA. Selecione uma dessas aulas e fa\u00e7a uma resenha, resumindo e comentando os pontos positivos e negativos.<\/li>\n<li>A partir do que voc\u00ea aprendeu no cap\u00edtulo, elabore um planejamento de aula ou projeto usando recursos de dispositivos m\u00f3veis como <em>laptops<\/em>, <em>tablets<\/em> ou <em>smartphones<\/em>, indicando um dos tr\u00eas cen\u00e1rios de tecnologias m\u00f3veis adotado. De prefer\u00eancia, use a ferramenta de cria\u00e7\u00e3o de aulas do <a href=\"http:\/\/portaldoprofessor.mec.gov.br\/criarAulaOpcoes.html\">Portal do Professor<\/a>.<\/li>\n<\/ol>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O LEITURAS --><\/p>\n<section id=\"leituras\">\n<h3>Leituras Recomendadas<\/h3>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/proativa.virtual.ufc.br\/livrouca\/Livro_UCA_Final.pdf\"><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1229\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/21UCA_20.png\" alt=\"Li\u00e7\u00f5es do projeto Um Computador por Aluno\" width=\"150\" height=\"150\" \/><br \/>\n<\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"https:\/\/proativa.virtual.ufc.br\/livrouca\/Livro_UCA_Final.pdf\"><br \/>\n<strong>Li\u00e7\u00f5es do Projeto Um Computador por Aluno<\/strong>: estudos e pesquisas no contexto da escola p\u00fablica<\/a><br \/>\n(<a href=\"#\">CASTRO-FILHO, Jos\u00e9 Aires de; SILVA, Maria Auric\u00e9lia da; MAIA, Dennys Leite (Orgs.), 2015<\/a>)<br \/>\nO livro \u00e9 resultado das pesquisas e estudos por pesquisadores, vinculados \u00e0 Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC), Universidade Estadual do Cear\u00e1, Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de Minas Gerais, Universidade Federal de Sergipe, assim como professores ligados \u00e0 secretarias estaduais e municipais nos estados do Cear\u00e1, Sergipe e Minas Gerais. Os cap\u00edtulos trazem reflex\u00f5es sobre Aprendizagem Colaborativa com suporte computacional, Integra\u00e7\u00e3o de tecnologias m\u00f3veis no curr\u00edculo e  Experi\u00eancias de Gest\u00e3o e Forma\u00e7\u00e3o Docente desenvolvidas no \u00e2mbito do Projeto UCA.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/repositorio.ufba.br\/ri\/handle\/ri\/20829\"><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1229\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/21UCA_21.png\" alt=\"Projeto UCA: entusiasmos e desencantos de uma pol\u00edtica p\u00fablica\" width=\"150\" height=\"150\" \/><br \/>\n<\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"https:\/\/repositorio.ufba.br\/ri\/handle\/ri\/20829\"><br \/>\n<strong>Projeto UCA<\/strong>: entusiasmos e desencantos de uma pol\u00edtica p\u00fablica<\/a><br \/>\n(<a href=\"#\">QUARTIERO, Elisa; BONILLA, Maria Helena; FANTIN, M\u00f4nica (Orgs.), 2015<\/a>)<br \/>\nA obra discute os contextos da implementa\u00e7\u00e3o do Projeto Um Computador por Aluno (UCA) nos estados da Bahia e de Santa Catarina. O texto apresenta em seus cap\u00edtulos discuss\u00f5es sobre os resultados de estudos realizados em escolas de ambos os estados, trazendo uma articula\u00e7\u00e3o com pol\u00edtica p\u00fablica de tecnologias na educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"http:\/\/www.nce.ufrj.br\/ginape\/livro-prouca\/LivroPROUCA.pdf\"><br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1229\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/08\/21UCA_22.png\" alt=\"Projeto um computador por aluno: pesquisas e perspectivas\" width=\"150\" height=\"150\" \/><br \/>\n<\/a><\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"http:\/\/www.nce.ufrj.br\/ginape\/livro-prouca\/LivroPROUCA.pdf\"><br \/>\n<strong>Projeto um computador por aluno<\/strong>: pesquisas e perspectivas<\/a><br \/>\n(<a href=\"#\">SAMPAIO, F\u00e1bio Ferrentini; ELIA, Marcos da Fonseca (Orgs.), 2012<\/a>)<br \/>\nO livro apresenta resultados de projetos de pesquisa sobre o Projeto UCA, classificados em tr\u00eas categorias: pesquisas b\u00e1sicas; pesquisa sobre estrat\u00e9gias, materiais e modelos did\u00e1ticos; e pesquisas t\u00f3picas. O texto aponta como as pesquisas podem contribuir para a forma\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento profissional do professor.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O REFER\u00caNCIAS --><\/p>\n<section id=\"referencias\">\n<h3>Refer\u00eancias<\/h3>\n<p id=\"ALMEIDAP2011\">ALMEIDA, M. E. B. de; PRADO, M. E. B. B. (Org.). <strong>O computador port\u00e1til na escola<\/strong>: mudan\u00e7as e desafios nos processos de ensino e aprendizagem. S\u00e3o Paulo: Avercamp, 2011.<\/p>\n<p id=\"ALMEIDAV2011\">ALMEIDA, M. E. B. de; VALENTE, J. A. <strong>Tecnologias e curr\u00edculo<\/strong>: trajet\u00f3rias convergentes ou divergentes? S\u00e3o Paulo: Paulus, 2011 \u2013 (Cole\u00e7\u00e3o Quest\u00f5es Fundamentais da Educa\u00e7\u00e3o \u2013 10).<\/p>\n<p id=\"ALMEIDA2000\">ALMEIDA, M. E. B. de. <strong>Inform\u00e1tica e forma\u00e7\u00e3o de professores<\/strong>. Bras\u00edlia: MEC, 2000 \u2013 (Cole\u00e7\u00e3o Inform\u00e1tica para a Mudan\u00e7a na Educa\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p id=\"BORBA2010\">BORBA, M. de C.; PENTEADO, M. G. <strong>Inform\u00e1tica e Educa\u00e7\u00e3o Matem\u00e1tica<\/strong>. 4. ed. Belo Horizonte: Aut\u00eantica Editora, 2010. &#8211; (Cole\u00e7\u00e3o Tend\u00eancias em Educa\u00e7\u00e3o Matem\u00e1tica).<\/p>\n<p id=\"BRASIL2007\">BRASIL. <strong>Princ\u00edpios orientadores para o uso pedag\u00f3gico do laptop na educa\u00e7\u00e3o escolar<\/strong>. Bras\u00edlia: MEC, 2007.<\/p>\n<p id=\"BRASIL2008\">BRASIL. <a href=\"http:\/\/bd.camara.gov.br.\"><strong>Um computador por aluno<\/strong>: a experi\u00eancia brasileira<\/a>. Bras\u00edlia: C\u00e2mara dos Deputados, Coordena\u00e7\u00e3o de Publica\u00e7\u00f5es, S\u00e9rie Avalia\u00e7\u00e3o de Pol\u00edticas P\u00fablicas, n\u00ba 1, 2008.<\/p>\n<p id=\"BRASIL2009\">BRASIL. Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia. <strong>Um computador por aluno<\/strong>: forma\u00e7\u00e3o Brasil \u2013 projeto, planejamento das a\u00e7\u00f5es\/cursos. Bras\u00edlia: MEC\/SEED, 2009. 31p.<\/p>\n<p id=\"BRASIL2010\">BRASIL. Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o. Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia \u2013 SEED. <a href=\"#\"><strong>Projeto Um Computador por Aluno<\/strong>: princ\u00edpios orientadores para o uso pedag\u00f3gico do laptop escolar<\/a>. Bras\u00edlia, DF, 2010. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/issuu.com\/marinhos\/docs\/projetouca_principios_versaoeditada&gt;. Acesso em: out. 2017.<\/p>\n<p id=\"CASTROFILHO2015\">CASTRO-FILHO, J. A. de; SILVA, M. A. da; MAIA, D. L. Li\u00e7\u00f5es do Projeto UCA: aprendizados e desafios (Pref\u00e1cio). In: CASTRO-FILHO, J. A. de; SILVA, M. A. da; MAIA, D. L. (Orgs.). <strong>Li\u00e7\u00f5es do Projeto Um Computador por Aluno<\/strong>: estudos e pesquisas no contexto da escola p\u00fablica. Fortaleza: EdUECE, 2015, p. 9-20.<\/p>\n<p id=\"KACHINOVSKY2010\">KACHINOVSKY, Alicia. Proyecto Flor do Ceibo. In: BALAGUER, Roberto (Org.). <strong>Plan Ceibal: los ojos del mundo en el primer modelo OLPC a escala nacional<\/strong>. Montevideo: Prentice Hall, 2010.<\/p>\n<p id=\"KAY1975\">KAY, A. <a href=\"http:\/\/mnielsen.github.io\/notes\/kay\/Personal_Computing_1975.pdf\"><strong>Personal Computing<\/strong><\/a>. 1975. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/mnielsen.github.io\/notes\/kay\/Personal_Computing_1975.pdf&gt;. Acessado em: out. 2017.<\/p>\n<p id=\"KONGSHEM2003\">KONGSHEM, L. <a href=\"http:\/\/www.scholastic.com\/browse\/article.jsp?id=5\"><strong>Face to Face<\/strong><\/a>: Alan Kay Still waiting for the Revoultion. Scholastic Administrator, 2003. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.scholastic.com\/browse\/article.jsp?id=5&gt;. Acesso em: out. 2017.<\/p>\n<p id=\"LEI2008\">LEI, J.; CONWAY, P. F.; ZHAO, Y. <strong>The digital pencil<\/strong>: one-to-one computing for children. New York: Lawrence Erlbaum Associates, 2008.<\/p>\n<p id=\"MAIA2012\">MAIA, D. L.; BARRETO, M. C. <strong>Tecnologias digitais na educa\u00e7\u00e3o<\/strong>: uma an\u00e1lise das pol\u00edticas p\u00fablicas brasileiras. Revista EF&amp;T, v. 5, n. 2, p. 47-61, 2012.<\/p>\n<p id=\"MORAES1997\">MORAES, M. C. <strong>Inform\u00e1tica educativa no Brasil<\/strong>: uma hist\u00f3ria vivida, algumas li\u00e7\u00f5es aprendidas. Revista Brasileira de Inform\u00e1tica Educativa. Bras\u00edlia, n. 1, set. 1997, p. 19-44.<\/p>\n<p id=\"NASCIMENTO2014\">NASCIMENTO, K. A. S. do; CASTRO-FILHO, J. A. de. <a href=\"http:\/\/www.tise.cl\/volumen10\/TISE2014\/tise2014_submission_306.pdf\">Aprendizagem colaborativa com suporte de dispositivos m\u00f3veis no Projeto UCA<\/a>. In: <strong>CONFER\u00caNCIA INTERNACIONAL SOBRE INFORM\u00c1TICA NA EDUCA\u00c7\u00c3O (TISE)<\/strong> (Nuevas ideas en inform\u00e1tica educativa), v. 10, Fortaleza, 2014, p. 940-945. Dispon\u00edvel em &lt;<a href=\"http:\/\/www.tise.cl\/volumen10\/TISE2014\/tise2014_submission_306.pdf\">http:\/\/www.tise.cl\/volumen10\/TISE2014\/tise2014_submission_306.pdf<\/a>&gt;. Acesso em: 25 jul. 2018.<\/p>\n<p id=\"RAMOS2009\">RAMOS, Jos\u00e9 Lu\u00eds. ESPADEIRO, Rui Gon\u00e7alo; CARVALHO, Jos\u00e9 Lu\u00eds; MAIO, Vic\u00eancia Gancho do; MATOS, Jorge Manuel. <strong>Iniciativa escola, professores e computadores port\u00e1teis: estudos de avalia\u00e7\u00e3o<\/strong>. Lisboa: DGIDC &#8211; Direc\u00e7\u00e3o Geral de Inova\u00e7\u00e3o e de Desenvolvimento Curricular, 2009.<\/p>\n<p id=\"RESENHA1983\">RESENHA II. <strong>Semin\u00e1rio Nacional de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o 1 e 2<\/strong>. Bras\u00edlia e Salvador, 1981 e 1982. Anais, Bras\u00edlia, SEI, 1982. 1 v. Em aberto (INEP), Bras\u00edlia, ano 2, n. 17, jul. 1983. p. 35-38. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/rbep.inep.gov.br\/ojs3\/index.php\/emaberto\/issue\/archive\">http:\/\/rbep.inep.gov.br\/ojs3\/index.php\/emaberto\/issue\/archive<\/a>&gt;. Acesso: julho 2020.<\/p>\n<p id=\"SILVA2016\">SILVA, M. A. da; CASTRO-FILHO, J. A. de. <strong>Criar, colaborar e aprender com suporte digital<\/strong>: caminho favor\u00e1vel \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de textos. Revista Tecnologias na Educa\u00e7\u00e3o, v. 16, 2016, p. 1-20.<\/p>\n<p id=\"SILVA2008\">SILVA, F. B.; ROMANI, R.; BARANAUSKAS, M. C. C. <strong>SOO Brasileiro<\/strong>: aprendizagem e divers\u00e3o no XO. Revista Brasileira de Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o (RBIE), v. 16, n. 3, set\/dez 2008, p. 29-41.<\/p>\n<p id=\"UNESCO2013\">UNESCO. <a href=\"http:\/\/www.bibl.ita.br\/UNESCO-Diretrizes.pdf\"><strong>Diretrizes de pol\u00edticas da UNESCO para a aprendizagem m\u00f3vel<\/strong><\/a>. 2013. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/www.bibl.ita.br\/UNESCO-Diretrizes.pdf\">http:\/\/www.bibl.ita.br\/UNESCO-Diretrizes.pdf<\/a>&gt;.<\/p>\n<p id=\"UNESCO2014\">UNESCO. <a href=\"http:\/\/unesdoc.unesco.org\/images\/0022\/002280\/228074POR.pdf\"><strong>O futuro da aprendizagem m\u00f3vel<\/strong>: implica\u00e7\u00f5es para planejadores e gestores de pol\u00edticas<\/a>. UNESCO, Bras\u00edlia, 2014. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"http:\/\/unesdoc.unesco.org\/images\/0022\/002280\/228074POR.pdf\">http:\/\/unesdoc.unesco.org\/images\/0022\/002280\/228074POR.pdf<\/a>&gt;<\/p>\n<p id=\"URUGUAI2009\">URUGUAI. <strong>En el camino del plan ceibal: referencias para padres y educadores<\/strong>. Montevideo: UNESCO, 2009. Dispon\u00edvel em: &lt;<a href=\"https:\/\/unesdoc.unesco.org\/ark:\/48223\/pf0000192580\">https:\/\/unesdoc.unesco.org\/ark:\/48223\/pf0000192580<\/a>&gt;. Acesso em: Julho 2020.<\/p>\n<p id=\"VALENTE2011\">VALENTE, J. A. Um laptop para cada aluno: promessas e resultados. In: ALMEIDA, M. E. B. de; VALENTE, J. A. <strong>O computador port\u00e1til na escola: mudan\u00e7as e desafios nos processos de aprendizagem<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Avercamp, 2011.<\/p>\n<p id=\"VALENTEM2011\">VALENTE, J. A.; MARTINS, M.C. <strong>O Programa Um Computador por Aluno e a Forma\u00e7\u00e3o de Professores das Escolas Vinculadas \u00e0 Unicamp<\/strong>. Revista GEMInIS, ano 2, n. 1, p. 116-136, 2011.<\/p>\n<p id=\"\">WARCHAUER, M. <strong>Laptops and literacy: Learning in the wireless classroom<\/strong>. New York: Teachers College Press, 2006.<\/p>\n<p id=\"ZIDAN2010\">ZID\u00c1N, Eduardo Rodr\u00edguez. <strong>El Plan Ceibal en lla Educaci\u00f3n P\u00fablica Uruguayna<\/strong>: estudio de la relaci\u00f3n entre tecnologia, equidad social y cambio educativo desde la perspectiva de l\u00f3s educadores. Actualidades Investigativas em Educaci\u00f3n. Instituto de Investigaci\u00f3n em Educaci\u00f3n. Universidad de Costa Rica. Volumen 10, N\u00famero 2, agosto\/2010, ISSN 1409-4703.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O AUTORES --><\/p>\n<section id=\"listaAutores\">\n<h3>Sobre os autores<\/h3>\n<section id=\"Castro\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1924\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_17-300x300.png\" alt=\"Foto de Jos\u00e9 Aires de Castro Filho\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_17-300x300.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_17-150x150.png 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_17-70x70.png 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_17-246x246.png 246w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_17-276x276.png 276w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_17-125x125.png 125w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_17.png 428w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\"><strong>Jos\u00e9 Aires de Castro Filho<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/1001172700194924\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/1001172700194924<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Possui gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC), Mestrado em Psicologia Cognitiva pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Doutorado em Mathematics Education pela University Of Texas At Austin. Atualmente \u00e9 professor Titular da UFC, sendo Vice-diretor e Coordenador de Programas Acad\u00eamicos do Instituto UFC Virtual. \u00c9 L\u00edder e coordena o Grupo de Pesquisa e Produ\u00e7\u00e3o em Ambientes Interativos e Objetos de Aprendizagem (PROATIVA) desde 2004. Coordenou a equipe de forma\u00e7\u00e3o do Projeto Um Computador por Aluno (UCA) no Cear\u00e1. Atua principalmente nos seguintes temas: Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia, Inform\u00e1tica Educativa e Psicologia da Educa\u00e7\u00e3o Matem\u00e1tica.<br \/>\nE-mail: <a href=\"mailto:aires@virtual.ufc.br\">aires@virtual.ufc.br<\/a><\/span><\/section>\n<\/section>\n<section id=\"Silva\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1925\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_18-238x300.png\" alt=\"Foto de Maria Auric\u00e9lia da Silva\" width=\"238\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_18-238x300.png 238w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_18.png 282w\" sizes=\"auto, (max-width: 238px) 100vw, 238px\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\"><strong>Maria Auric\u00e9lia da Silva<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/0724083224913311\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/0724083224913311<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual do Cear\u00e1 (UECE) com Habilita\u00e7\u00e3o em Administra\u00e7\u00e3o Escolar. Cursou as seguintes especializa\u00e7\u00f5es: Metodologia da Compreens\u00e3o Existencial (UFC), Psicopedagogia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Supervis\u00e3o Escolar tamb\u00e9m pela UFRJ, e Din\u00e2mica de Grupo e Rela\u00e7\u00f5es Humanas (CDG\/PE). Mestre em Educa\u00e7\u00e3o pela UECE e Doutora em Educa\u00e7\u00e3o Brasileira pela UFC. Participou do Projeto UCA no Cear\u00e1. \u00c9 professora efetiva da Unidade Universit\u00e1ria de Educa\u00e7\u00e3o Infantil N\u00facleo de Desenvolvimento da Crian\u00e7a (UUNDC) da UFC. Atualmente, pesquisa o uso pedag\u00f3gico de tecnologias m\u00f3veis e recursos digitais para a Educa\u00e7\u00e3o Infantil.<br \/>\nE-mail: <a href=\"mailto:silvauricelia@gmail.com\">silvauricelia@gmail.com<\/a><\/span><\/section>\n<\/section>\n<section id=\"Maia\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-1926\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_19-300x300.png\" alt=\"Foto de Dennys Leite Maia\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_19-300x300.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_19-150x150.png 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_19-70x70.png 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_19-246x246.png 246w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_19-276x276.png 276w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_19-125x125.png 125w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/21UCA_19.png 380w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\"><strong>Dennys Leite Maia<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/4047293288281493\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/4047293288281493<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Pedagogo pela UECE com especializa\u00e7\u00e3o em Planejamento, Implementa\u00e7\u00e3o e Gest\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Mestre em Educa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pela UECE e Doutor em Educa\u00e7\u00e3o Brasileira pela UFC. \u00c9 Professor efetivo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), vinculado ao Instituto Metr\u00f3pole Digital (IMD), atuante nos cursos T\u00e9cnicos em Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o (TTI), no Bacharelado em Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o (BTI), na \u00e1rea de concentra\u00e7\u00e3o Inform\u00e1tica Educacional e no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Inova\u00e7\u00e3o em Tecnologias Educacionais (PPgITE). Participou do Projeto UCA no Cear\u00e1. \u00c9 l\u00edder do Grupo Interdisciplinar de Estudos e Pesquisas em Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o (GIIfE) da UFRN, onde coordena a Plataforma Objetos de Aprendizagem para Matem\u00e1tica (OBAMA). Suas principais \u00e1reas de pesquisa e atua\u00e7\u00e3o s\u00e3o: Pr\u00e1ticas educativas com tecnologias digitais; Forma\u00e7\u00e3o e Pr\u00e1tica Docente; Educa\u00e7\u00e3o Matem\u00e1tica; Desenvolvimento de recursos educativos digitais e Cultura Livre.<br \/>\nE-mail: <a href=\"mailto:dennys@imd.ufrn.br\">dennys@imd.ufrn.br<\/a><\/span><\/section>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O CITAR --><\/p>\n<section id=\"citar\">\n<h3>Como citar este cap\u00edtulo<\/h3>\n<blockquote><p>MAIA, Dennys Leite; CASTRO-FILHO, Jos\u00e9 Aires; SILVA, Maria Auric\u00e9lia. Tecnologias M\u00f3veis na Educa\u00e7\u00e3o: o legado do Projeto UCA para o desenvolvimento de propostas pedag\u00f3gicas no modelo de um dispositivo por aluno. In: SANTOS, Edm\u00e9a O.; SAMPAIO, F\u00e1bio F.; PIMENTEL, Mariano;  (Org.). <b>Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o:<\/b> sociedade e pol\u00edticas. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o, 2021. (S\u00e9rie Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, v.4) Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/uca&gt;<\/p><\/blockquote>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O COMENT\u00c1RIOS --><\/p>\n<section id=\"comentarios\"><\/section>\n<\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Dennys Leite Maia, Jos\u00e9 Aires de Castro Filho, Maria Auric\u00e9lia da Silva) O que foi o Projeto UCA? 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