{"id":1568,"date":"2019-11-01T09:36:44","date_gmt":"2019-11-01T12:36:44","guid":{"rendered":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/?p=1568"},"modified":"2021-11-18T18:49:18","modified_gmt":"2021-11-18T21:49:18","slug":"tecnologiaassistiva","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/tecnologiaassistiva\/","title":{"rendered":"Defici\u00eancias e Tecnologia Assistiva \u2013 Conceitos e aplica\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>(<a href=\"#BORGES\">Jos\u00e9 Antonio dos Santos Borges<\/a>, <a href=\"#DIAS\">Ang\u00e9lica Fonseca da Silva Dias<\/a>, <a href=\"#OLIVEIRA\">Juliana Coutinho Oliveira<\/a>)<\/p>\n<p><!-- IMAGEM DISPARADORA --><\/p>\n<section id=\"imagemDisparadora\">\n<!-- IMAGEM --><br \/>\n  <a href=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/tecnologiasAssistivasV2b.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/tecnologiasAssistivasV2b.jpg\" alt=\"Tecnologias assistivas\" width=\"2286\" height=\"1718\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3030\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/tecnologiasAssistivasV2b.jpg 2286w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/tecnologiasAssistivasV2b-300x225.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/tecnologiasAssistivasV2b-1024x770.jpg 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/tecnologiasAssistivasV2b-768x577.jpg 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/tecnologiasAssistivasV2b-1536x1154.jpg 1536w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/11\/tecnologiasAssistivasV2b-2048x1539.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 2286px) 100vw, 2286px\" \/><\/a><\/p>\n<p><!-- QUEST\u00c3O DE ABERTURA --><\/p>\n<h4>Voc\u00ea j\u00e1 imaginou viver sem tecnologia? Imagina uma pessoa com defici\u00eancia.<\/h4>\n<p><!-- TEXTO INTRODUT\u00d3RIO --><\/p>\n<p>A tecnologia est\u00e1 cada vez mais incorporada na vida de todos n\u00f3s. J\u00e1 n\u00e3o conseguimos imaginar uma vida sem artefatos tecnol\u00f3gicos ao redor. Isso se torna ainda mais importante quando se trata de pessoas com defici\u00eancias, que muitas vezes dependem da tecnologia para sobreviver.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- OBJETIVOS EDUCACIONAIS --><\/p>\n<section id=\"objetivosEducacionais\">\n<h4>Objetivos Educacionais:<\/h4>\n<p>Ap\u00f3s o estudo deste cap\u00edtulo, voc\u00ea dever\u00e1 ser capaz de:<\/p>\n<ul>\n<li>Entender a evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica no mundo moderno<\/li>\n<li>Saber o que \u00e9 Tecnologia Assistiva<\/li>\n<li>Ter uma vis\u00e3o geral sobre as defici\u00eancias<\/li>\n<li>Conhecer os principais produtos de Tecnologia Assistiva no Brasil<\/li>\n<\/ul>\n<p><\/p>\n<h4>\u00cdndice:<\/h4>\n<ul>\n<li><a href=\"#s1\">1 Evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica no mundo moderno<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s2\">2 Conceitos te\u00f3ricos sobre defici\u00eancia<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s3\">3 Uma breve taxonomia sobre as defici\u00eancias e suas demandas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s4\">4 Quantas pessoas com defici\u00eancia existem no Brasil<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s5\">5 Tecnologia Assistiva<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s6\">6 Como a Tecnologia Assistiva se aplica ao mundo da pessoa com defici\u00eancia<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s7\">7 A inclus\u00e3o escolar e o acesso \u00e0 Tecnologia Assistiva na escola p\u00fablica<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s8\">8 Principais produtos de Tecnologia Assistiva no Brasil<\/a>\n<ul>\n<li><a href=\"#s81\">8.1 Produtos para defici\u00eancia visual<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s82\">8.2 Produtos para defici\u00eancia f\u00edsica<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s83\">8.3 Produtos para Comunica\u00e7\u00e3o Alternativa<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s84\">8.4 Produtos para defici\u00eancia auditiva<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s85\">8.5 Produtos distribu\u00eddos pelo SUS<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><a href=\"#s9\">9 Como ter acesso \u00e0 Tecnologia Assistiva<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#resumo\">Resumo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#live\">Live-palestra-conversa<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#leituras\">Leituras Recomendadas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#exercicios\">Exerc\u00edcios<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#referencias\">Refer\u00eancias<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#listaAutores\">Sobre os Autores<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#citar\">Como citar este cap\u00edtulo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#comentarios\">Coment\u00e1rios<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 1--><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s1\">1 Evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica no mundo moderno<\/h2>\n<p>Analise o ambiente ao seu redor e repare quanta tecnologia espetacular existe bem a\u00ed perto de voc\u00ea, que est\u00e1 lendo este texto! O primeiro pensamento poderia focalizar computadores, <em>tablets<\/em>, televis\u00f5es e outros itens caros e de extrema sofistica\u00e7\u00e3o, mas existe tamb\u00e9m tecnologia invis\u00edvel a olho nu: a eletricidade, a internet e os circuitos microeletr\u00f4nicos, tudo isso operando de forma sincronizada num filme lindo que voc\u00ea recebeu no celular, onde palavras e imagens afagam seus ouvidos e olhos, mesmo que isso tenha acontecido num tempo diferente do atual (<a href=\"#GALVAO2012\">GALV\u00c3O, 2012<\/a>). H\u00e1 outras coisas ainda mais estranhas como itens de tecnologia que voc\u00ea nunca parou para pensar: o piso sint\u00e9tico, a \u00e1gua filtrada, as suas roupas, tudo isso \u00e9 tecnologia ou fruto dela.<\/p>\n<p>Artefatos de tecnologia existem para tornar as coisas mais f\u00e1ceis, e isso n\u00e3o quer dizer que todos eles visem ao bem (uma bomba at\u00f4mica \u00e9 um exemplo), mas \u00e9 \u00f3timo pensar que a tecnologia tem sido respons\u00e1vel pelo salvamento de muitas vidas, com diagn\u00f3sticos por aparelhos quase m\u00e1gicos para visualiza\u00e7\u00e3o do interior do corpo, al\u00e9m de rem\u00e9dios e tratamentos que curam doen\u00e7as mortais h\u00e1 bem pouco tempo (<a href=\"#BORGES2009\">BORGES, 2009<\/a>).  At\u00e9 mesmo as rela\u00e7\u00f5es humanas se modificam quando computadores conectados em rede viabilizam novas formas de comunica\u00e7\u00e3o, de trabalho e de consumo de bens e servi\u00e7os. Veja a Figura 1.<\/p>\n<figure>\n<h5>Figura 1 &#8211; Aluna com defici\u00eancia visual usando um computador para escrever<\/h5>\n<p>    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_01.jpg\" alt=\"Aluna com defici\u00eancia visual usando um computador para escrever\" width=\"783\" height=\"524\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1420\" \/><br \/>\n    <!-- PENDENTE FONTE--><figcaption>Fonte: Acervo do Autor<\/figcaption><\/figure>\n<p>Pela tecnologia talvez seus limites de ser humano desapare\u00e7am. Voc\u00ea n\u00e3o tem asas, mas consegue voar com um avi\u00e3o ou uma asa delta. Voc\u00ea conversa com seu amigo l\u00e1 do outro lado do mundo, olhando seu rosto e ouvindo sua voz, e, quem sabe, daqui a algum tempo, sentindo o perfume que ele est\u00e1 usando. O seu sonho de consumo talvez seja um carro que obedece a sua voz e estaciona sozinho. N\u00e3o \u00e9 preciso grande esfor\u00e7o para tomar consci\u00eancia das enormes influ\u00eancias que a tecnologia tem sobre nossa vida, e como ela se amplifica e ganha mais possibilidades.<\/p>\n<p>A tecnologia tamb\u00e9m tem o poder de nos <strong>equalizar<\/strong>. Por exemplo: em termos de uma f\u00e1brica, qual a diferen\u00e7a entre um levantador de peso, que \u00e9 capaz de levantar 300 quilos com pequeno esfor\u00e7o, e um sujeito bem franzino, ex\u00edmio motorista de empilhadeira, que levanta o mesmo peso sem nenhum esfor\u00e7o? Indo ainda mais longe, se esta pessoa n\u00e3o tiver pernas, ainda poder\u00e1 levantar os tais 300 quilos? Claro que sim, a empilhadeira eventualmente poderia sofrer uma adapta\u00e7\u00e3o para eliminar os pedais e ser comandada por um <em>joystick<\/em>, podendo assim ser operada por uma pessoa com esta grave defici\u00eancia.<\/p>\n<p>Os limites s\u00e3o inimagin\u00e1veis. Usando o mesmo racioc\u00ednio, torna-se \u00f3bvio que uma pessoa que consiga controlar um computador s\u00f3 com o olhar (por exemplo, usando uma interface <a href=\"http:\/\/www.tobii.com\">Tobii<\/a> para <em>eyetracking<\/em>) tamb\u00e9m conseguiria levantar os tais 300 quilos, se este computador estivesse conectado a uma empilhadeira adaptada convenientemente para isso. Estes exemplos s\u00e3o parecidos, s\u00f3 que o \u00edndice de amplifica\u00e7\u00e3o do potencial humano vai se tornando cada vez mais e mais alto!<\/p>\n<figure>\n    <iframe loading=\"lazy\" title=\"Quais os limites para a Tecnologia Assistiva?\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/JhUuDFrp7tg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n    Quais os limites para a Tecnologia Assistiva?<figcaption>\n      Fonte: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=JhUuDFrp7tg\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=JhUuDFrp7tg<\/a><br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>Isso me faz lembrar uma frase famosa, criada h\u00e1 muitos anos por Mary Pat Radabaugh, antiga diretora do Centro Nacional de Apoio para Pessoas com Defici\u00eancia da IBM, nos Estados Unidos, que hoje est\u00e1 um tanto desgastada pelo uso, mas muito verdadeira:<\/p>\n<p>  <em>\u201cPara as pessoas sem defici\u00eancia, a tecnologia torna as coisas mais f\u00e1ceis. Para as pessoas com defici\u00eancia, a tecnologia torna as coisas poss\u00edveis.\u201d<\/em><\/p>\n<p>Mas ser\u00e1 que a tecnologia est\u00e1 ali, dispon\u00edvel para qualquer pessoa usar? Esta empilhadeira adaptada existe no mercado? Um empres\u00e1rio compraria esta empilhadeira robotizada para dar emprego a uma pessoa sem pernas?<\/p>\n<p>O tempo vai passando e as tecnologias acabam por permear a vida de um n\u00famero cada vez maior de pessoas. Cada vez mais acesso, mais gente usando. Ser\u00e1 mesmo?   Infelizmente a tecnologia nunca \u00e9 gratuita e nunca \u00e9 para todos. Assim, a pessoa que n\u00e3o \u00e9 deficiente mas n\u00e3o tem recursos financeiros tamb\u00e9m n\u00e3o ter\u00e1 acesso \u00e0s tecnologias.<\/p>\n<p>Pela l\u00f3gica vigente no mundo atual, para toda tecnologia que pode ser produzida, \u00e9 preciso que exista algu\u00e9m que queira (e possa) obt\u00ea-la, e este fluxo tem que resultar em lucro. Com isso em mente, temos que pensar nas quest\u00f5es importantes de subs\u00eddios de cunho social e na exist\u00eancia de produtos voltados para a distribui\u00e7\u00e3o em larga escala para pessoas sem recurso, em particular aqueles que tenham defici\u00eancia. Quando n\u00e3o h\u00e1 um equil\u00edbrio mediado por a\u00e7\u00f5es honestas de pol\u00edtica p\u00fablica, atrelada a medidas de cunho social, a evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica acaba contribuindo para o aumento do desequil\u00edbrio econ\u00f4mico, em que os pobres empobrecem mais, \u00e0 medida que os ricos enriquecem mais.<\/p>\n<p>Em resumo, n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante o que a tecnologia representa, mas o uso que fazemos dela. Ou, dito de outra forma, e aproveitando as palavras de <a href=\"#KRANZBERG1986\">Melvin Kransberg (1986)<\/a>:<\/p>\n<p><strong>A tecnologia n\u00e3o \u00e9 boa nem \u00e9 m\u00e1, mas tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 neutra.<\/strong><br \/>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 2--><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s2\">2 Conceitos te\u00f3ricos sobre defici\u00eancia<\/h2>\n<p>A palavra \u201cdefici\u00eancia&#8221; foi por muito tempo associada \u00e0 &#8220;enfermidade&#8221; e &#8220;afli\u00e7\u00e3o&#8221;, bem como fen\u00f4menos como pobreza, feiura, fraqueza ou doen\u00e7a. No imagin\u00e1rio popular, com frequ\u00eancia \u201cdefici\u00eancia\u201d tamb\u00e9m compartilhou terreno com termos como &#8220;monstruosidade&#8221; e &#8220;deformidade&#8221; \u2013 o primeiro possuindo toques sobrenaturais e o \u00faltimo representando um tipo particular de feiura moral e f\u00edsica.<\/p>\n<p>Foi muito usada tamb\u00e9m a palavra <em>&#8220;paralisia&#8221;<\/em>, derivada da ideia de algu\u00e9m que se arrasta, numa tentativa de caracterizar v\u00e1rias defici\u00eancias f\u00edsicas que impediam ou dificultavam a mobilidade. Do mesmo modo, a express\u00e3o <em>&#8220;inv\u00e1lido&#8221;<\/em> era associada a pessoas com uma ampla gama de doen\u00e7as ou situa\u00e7\u00f5es f\u00edsicas debilitantes. Ainda hoje algumas institui\u00e7\u00f5es guardam resqu\u00edcios desta \u00e9poca, por exemplo, ao rotular uma crian\u00e7a com defici\u00eancia como <em>\u201ccrian\u00e7a defeituosa\u201d<\/em>.<\/p>\n<p>Pessoas com defici\u00eancia muitas vezes foram tamb\u00e9m exploradas como \u201cobjetos curiosos\u201d, em circos ou <em>freak shows<\/em>.  Mesmo hoje, quando passa uma linda mulher numa cadeira de rodas, muitas pessoas ainda olham curiosas, como se beleza e defici\u00eancia fossem ant\u00f4nimos.<\/p>\n<figure>\n<h5>Figura 2 &#8211; Participantes de um Freak Show (Tod Browning e os atores de Freaks) no in\u00edcio do s\u00e9culo XX<\/h5>\n<p>    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_03.png\" alt=\"Participantes de um Freak Show (Tod Browning e os atores de Freaks) no in\u00edcio do s\u00e9culo XX\" width=\"337\" height=\"270\" class=\"alignnone size-full wp-image-1572\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_03.png 337w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_03-300x240.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 337px) 100vw, 337px\" \/><br \/>\n    <!-- PENDENTE FONTE--><figcaption>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.socialistamorena.com.br\">http:\/\/www.socialistamorena.com.br<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>Felizmente estas conota\u00e7\u00f5es t\u00e3o pejorativas v\u00e3o paulatinamente perdendo sua for\u00e7a, e a palavra defici\u00eancia vai ganhando aceita\u00e7\u00e3o social, mesmo que express\u00f5es discut\u00edveis, como \u201ccrian\u00e7a especial\u201d, ainda sejam cunhadas e acabem por virar um modismo politicamente correto.<\/p>\n<p>Concluindo esta primeira abordagem, \u00e9 importante observar que a palavra \u201cdeficiente\u201d \u00e9 usada de forma diferente:<\/p>\n<ul>\n<li>dependendo das diversas finalidades pr\u00e1ticas ou te\u00f3ricas;<\/li>\n<li>variando com as diferentes culturas e situa\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas;<\/li>\n<li>podendo se amoldar para ser compat\u00edvel com a conveni\u00eancia individual.<\/li>\n<\/ul>\n<p><em>Um exemplo: uma pessoa cega de um olho pode querer que sua vis\u00e3o monocular seja considerada legalmente como defici\u00eancia, a fim de ser contemplada em reserva de vagas para as cotas de emprego; no entanto, a mesma pessoa n\u00e3o quer ser considerada da mesma forma, quando almeja tirar uma carteira de habilita\u00e7\u00e3o para dirigir caminh\u00f5es.<\/em><\/p>\n<p>Em termos oficiais e aceitos no mundo todo, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade define defici\u00eancia como <strong><em>a aus\u00eancia ou a disfun\u00e7\u00e3o de uma estrutura ps\u00edquica, fisiol\u00f3gica ou anat\u00f4mica<\/em><\/strong>. Esta defini\u00e7\u00e3o, portanto, se refere exclusivamente \u00e0 conforma\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica da pessoa, ou seja, algo que deveria ser tratado por um m\u00e9dico, no sentido de tentar consertar (tratar, operar, colocar uma pr\u00f3tese, etc.). Ela n\u00e3o leva em considera\u00e7\u00e3o que nosso valor como seres humanos est\u00e1 muito mais relacionado com aquilo que fazemos, que produzimos, que deixamos como legado.<\/p>\n<figure>\n<h5>Figura 3 &#8211; Beethoven<\/h5>\n<p>    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_04-150x150.jpg\" alt=\"Beethoven\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"alignnone size-thumbnail wp-image-1573\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_04-150x150.jpg 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_04-70x70.jpg 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_04-125x125.jpg 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><br \/>\n    <!-- PENDENTE FONTE--><figcaption>Fonte: <a href=\"http:\/\/miltonribeiro.sel21.com.br\">http:\/\/miltonribeiro.sel21.com.br<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>O que \u00e9 mais importante: o fato de Beethoven ter ficado surdo, ou de ter composto (quando surdo) melodias de uma beleza transcendental? Quando eu agrego a esse racioc\u00ednio algumas considera\u00e7\u00f5es sobre a origem etimol\u00f3gica da palavra \u201cdeficiente\u201d \u2013 cujas ra\u00edzes latinas significam \u201csem efici\u00eancia\u201d \u2013, a ideia central \u00e9 que <strong>se eu obtiver efici\u00eancia, n\u00e3o sou deficiente&#8230;<\/strong><\/em><\/p>\n<p>As palavras importam, quando tentamos explicar o mundo. \u00c9 preciso usar as palavras corretas, escolhidas com muito crit\u00e9rio. N\u00f3s sugerimos que voc\u00ea leia um artigo de Romeu Sassaki que explica o uso correto de termos como <strong><em>\u201cpessoa com defici\u00eancia\u201d<\/em><\/strong>, <strong><em>\u201cnecessidades especiais\u201d<\/em><\/strong>, <strong><em>\u201cdeficientes\u201d<\/em><\/strong> e muitas outras.<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.deficienteciente.com.br\/necessidades-especiais.html\">https:\/\/www.deficienteciente.com.br\/necessidades-especiais.html<\/a><\/p>\n<p>  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Modelos conceituais sobre defici\u00eancia<\/h5>\n<p>At\u00e9 os anos 1940, a vis\u00e3o que se tinha sobre as pessoas com defici\u00eancia era a menos favor\u00e1vel poss\u00edvel, dependentes da caridade, chegando ao limite de exibi\u00e7\u00e3o em freak shows (Ver Figura 2). Foi mais ou menos nesta \u00e9poca que se estabeleceu o <strong>\u201cmodelo m\u00e9dico\u201d<\/strong>, uma abordagem que define a defici\u00eancia como \u201cuma propriedade do corpo do indiv\u00edduo\u201c. Neste modelo, o centro de refer\u00eancia s\u00e3o os m\u00e9dicos, autoridades publicamente reconhecidas que se preocupam com assuntos relacionados \u00e0 etiologia, diagn\u00f3stico, preven\u00e7\u00e3o e tratamento de doen\u00e7as f\u00edsicas, sensoriais e cognitivas. Neste modelo, as pessoas com defici\u00eancia s\u00e3o pessoas inerentemente inferiores que devem ser curadas ou tratadas. Em outras palavras, s\u00e3o elas, e n\u00e3o a sociedade, que precisam ser modificadas ou melhoradas.<\/p>\n<p>A partir dos anos 1960-70, criaram-se novos conceitos sobre defici\u00eancia, considerando que os indiv\u00edduos s\u00e3o extremamente afetados por fatores que n\u00e3o est\u00e3o no corpo, mas no mundo que nos cerca. Um bom ambiente adaptado de trabalho, por exemplo, \u00e9 muito mais importante do que o fato de a pessoa ter ou n\u00e3o ter uma perna.<\/p>\n<p>Esta abordagem recebe o nome de <strong>\u201cmodelo social\u201d<\/strong> e desafia o modelo m\u00e9dico, que \u00e9 focado exclusivamente em um corpo individual que clama por tratamento, corre\u00e7\u00e3o ou cura. A partir da aceita\u00e7\u00e3o do modelo social, estabeleceu-se que n\u00e3o \u00e9 uma defici\u00eancia ou necessidade de ajuste do indiv\u00edduo, mas sim as barreiras socialmente impostas que determinam o sucesso ou insucesso da pessoa com defici\u00eancia na sociedade. Isso implica a disponibiliza\u00e7\u00e3o ampla de locais acess\u00edveis, transporte, meios de comunica\u00e7\u00e3o adequados etc. O modelo social trata da elimina\u00e7\u00e3o de tais barreiras como uma quest\u00e3o inalien\u00e1vel de direitos civis.<\/p>\n<p>Muitos ativistas e ide\u00f3logos hoje em dia defendem um outro modelo, que poder\u00edamos denominar de <strong>\u201cmodelo cultural de defici\u00eancia\u201d<\/strong>. Ele explora a interface do organismo com defici\u00eancia com os ambientes em que o corpo est\u00e1 situado. No modelo cultural a defici\u00eancia serve como uma identidade grupal,  em que as pessoas s\u00e3o parte do tecido mais amplo da diversidade humana, e como um local de resist\u00eancia cultural a concep\u00e7\u00f5es socialmente constru\u00eddas de normalidade. Por exemplo, muitas pessoas surdas se sentem parte de uma \u201ccomunidade surda\u201d e acham abjeta a hip\u00f3tese de um implante coclear de escutar, na medida em que a situa\u00e7\u00e3o de surdez \u00e9 por eles considerada uma identidade cultural e lingu\u00edstica.<\/p>\n<p>Todos estes modelos, que s\u00e3o considerados cl\u00e1ssicos e bem estabelecidos, hoje s\u00e3o contestados. Surgem novos modelos, como o <strong>\u201cmodelo da intera\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica\u201d<\/strong>, que tentam contemplar a pessoa como protagonista, em que <strong>\u201cao inv\u00e9s de ter um corpo, somos nossos corpos\u201d<\/strong>. O fundamento desta vis\u00e3o diferenciada \u00e9 que h\u00e1 muitas situa\u00e7\u00f5es de defici\u00eancia as quais nenhuma mudan\u00e7a ambiental pode eliminar completamente. Por exemplo, precisar de cuidados especiais, cuidadores e fisioterapia quando se tem tetraplegia ou esclerose lateral amiotr\u00f3fica \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o em que melhorias na condi\u00e7\u00e3o ou rela\u00e7\u00e3o social nada podem oferecer.<\/p>\n<\/section>\n<p>Afinal, quem \u00e9 deficiente, do ponto de vista conceitual? N\u00e3o podemos esquecer que \u201ccada pessoa \u00e9 uma pessoa\u201d, sempre diferente das demais. Como consequ\u00eancia, as manifesta\u00e7\u00f5es de defici\u00eancia tamb\u00e9m s\u00e3o diferentes de indiv\u00edduo para indiv\u00edduo, e o n\u00famero de grada\u00e7\u00f5es da defici\u00eancia \u00e9 infinito. Em outras palavras: dependendo da situa\u00e7\u00e3o, uma pessoa pode ser convenientemente considerada ou n\u00e3o como uma pessoa com defici\u00eancia, e em cada caso a classifica\u00e7\u00e3o acaba por ser uma mistura de influ\u00eancias envolvendo:<\/p>\n<ul>\n<li>condi\u00e7\u00f5es intr\u00ednsecas do corpo f\u00edsico;<\/li>\n<li>designa\u00e7\u00f5es segundo justificativas sociais ou jur\u00eddicas;<\/li>\n<li>identifica\u00e7\u00e3o com aspectos culturais de comunidades;<\/li>\n<li>rela\u00e7\u00f5es de depend\u00eancia em rela\u00e7\u00e3o a outras pessoas.<\/li>\n<\/ul>\n<figure>\n<h5>Figura 4 &#8211; Autom\u00f3vel adaptado para cadeirantes<\/h5>\n<p>    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_05.jpg\" alt=\"Autom\u00f3vel adaptado para cadeirantes\" width=\"273\" height=\"167\" class=\"alignnone size-full wp-image-1574\" \/><br \/>\n    <!-- PENDENTE FONTE--><figcaption>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.portac.com.br\">http:\/\/www.portac.com.br<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Hoje, existe um certo consenso de que a defici\u00eancia deva ser pensada em termos de modifica\u00e7\u00f5es na funcionalidade: sua presen\u00e7a exige que se modifique a maneira de fazer as coisas, mas n\u00e3o impossibilita que sejam feitas. Por exemplo, quando agregamos estrat\u00e9gias de acessibilidade ao mundo, possivelmente com uso de tecnologia adequada, um cego conseguir\u00e1 ler, um cadeirante conseguir\u00e1 se locomover e um surdo conseguir\u00e1 se comunicar.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 3--><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s3\">3 Uma breve taxonomia sobre as defici\u00eancias e suas demandas<\/h2>\n<p>Uma classifica\u00e7\u00e3o (ou mais do que uma) ser\u00e1 sempre necess\u00e1ria, por\u00e9m, como existe enorme grada\u00e7\u00e3o entre as defici\u00eancias individuais, qualquer classifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 mais do que um referencial te\u00f3rico impreciso! Mesmo assim, este tipo de taxonomia, embora n\u00e3o reflita toda a verdade, ajuda a definir e compreender que \u00e9 poss\u00edvel utilizar crit\u00e9rios gerais de car\u00e1ter mais ou menos aproximado, visando obter primeiro uma compreens\u00e3o global e, a partir dela, estabelecer as caracter\u00edsticas individuais, assim como realizar as adapta\u00e7\u00f5es para suport\u00e1-las, seja por a\u00e7\u00f5es individuais, seja por pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Em termos gerais, a defici\u00eancia pode ser classificada em:<\/p>\n<ol>\n<li type=\"A\">sensorial \u2013 referente aos sentidos como vis\u00e3o e audi\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li type=\"A\">f\u00edsica \u2013 referente aos membros e \u00e0 mobilidade;<\/li>\n<li type=\"A\">intelectual\/mental \u2013 referente a efeitos da cogni\u00e7\u00e3o e comportamento.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Cada uma destas classifica\u00e7\u00f5es tem subdivis\u00f5es, como, por exemplo: a defici\u00eancia sensorial se divide em visual e auditiva; por sua vez, defici\u00eancia visual se divide em cegueira e baixa vis\u00e3o etc. N\u00e3o \u00e9 uma classifica\u00e7\u00e3o perfeita, mas tem sido utilizada amplamente em planejamento escolar e em aspectos da legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Nota sobre defici\u00eancia sensorial<\/h5>\n<p>Repare que, se pensarmos em \u201csentidos\u201d usando o senso comum, pensaremos em vis\u00e3o, audi\u00e7\u00e3o, olfato, paladar e tato. Ent\u00e3o, em princ\u00edpio, se algu\u00e9m perde a sensibilidade nas m\u00e3os, deveria ser considerada uma \u201cpessoa com defici\u00eancia t\u00e1til\u201d. Mas \u00e9 rar\u00edssimo ver este tipo de situa\u00e7\u00e3o relacionada nos textos, n\u00e3o porque ela n\u00e3o exista, mas porque, estatisticamente, \u00e9 muito menos encontrada do que uma defici\u00eancia auditiva e tamb\u00e9m com impacto muito menor sobre os indiv\u00edduos em sua vida di\u00e1ria.<\/p>\n<\/section>\n<p>Estabeleceremos a seguir uma breve correla\u00e7\u00e3o entre diversos tipos de defici\u00eancias, suas principais subcategorias e demandas associadas.<\/p>\n<p><em>Nota: este \u00e9 apenas um resumo, veja nas leituras sugeridas como saber mais sobre o tema, incluindo as diversas subcategorias, causas, tratamentos e detalhes sobre as demandas espec\u00edficas.<\/em><\/p>\n<table>\n<tr>\n<th>DEFICI\u00caNCIA E SUBCATEGORIAS<\/th>\n<th>DEMANDAS<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>DEFICI\u00caNCIA VISUAL<\/p>\n<p>Cegueira<br \/>\nBaixa vis\u00e3o<\/td>\n<td>Assistir aulas<br \/>\nEntender o que o professor est\u00e1 fazendo<br \/>\nAcessar a leitura e escrita convencional<br \/>\nDispor de material em Braille<br \/>\nTer ajuda na interpreta\u00e7\u00e3o de gr\u00e1ficos<br \/>\nReceber orienta\u00e7\u00e3o e se mover<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>DEFICI\u00caNCIA AUDITIVA<\/p>\n<p>Surdez profunda<br \/>\nDefici\u00eancia auditiva m\u00e9dia ou leve<\/td>\n<td>Aparelhos de surdez<br \/>\nAparelhos de amplifica\u00e7\u00e3o de som (transmiss\u00e3o FM) para a sala de aula<br \/>\nNecessidade de tradutor-int\u00e9rprete de Libras<br \/>\nAlternativas para leitura de textos em portugu\u00eas* \ud83e\udc6a \u00eanfase em imagens<br \/>\nIncentivo ao dom\u00ednio da leitura labial, mesmo sabendo que \u00e9 m\u00e9todo limitado<\/p>\n<p><em>*\u00c9 muito dif\u00edcil dominar a leitura de textos em portugu\u00eas, pois o m\u00e9todo de escrita \u00e9 fon\u00e9tico (algo que \u00e9 totalmente inacess\u00edvel para um surdo profundo) e n\u00e3o simb\u00f3lico, como a L\u00edngua de Sinais.<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>DEFICI\u00caNCIA F\u00cdSICA<\/p>\n<p>Paraplegia (mobilidade acima da cintura)<br \/>\nTetraplegia (mobilidade comprometida em todo o corpo)<br \/>\nHemiplegia (mobilidade em um lado)<br \/>\nMutila\u00e7\u00e3o (falta de membro)<br \/>\nPessoas com graves deformidades f\u00edsicas<\/td>\n<td>Acessibilidade f\u00edsica:<br \/>\n    Rampas, banheiros, portas largas etc.<br \/>\nMobilidade para ir e vir<br \/>\n    Transporte urbano<br \/>\nAjuda na higiene<br \/>\n    Alguns precisam de cateterismo<br \/>\nAjuda na alimenta\u00e7\u00e3o\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>DEFICI\u00caNCIAS ASSOCIADAS \u00c0 DEBILIDADE F\u00cdSICA<\/p>\n<p>Paralisia cerebral<br \/>\nDistrofia muscular<br \/>\nEsclerose lateral amiotr\u00f3fica<br \/>\nS\u00edndrome de Rett<\/td>\n<td>Ajuda com os espasmos e a disreflexia<br \/>\nCateterismo<br \/>\nDificuldade de articular a fala<br \/>\nDificuldade na movimenta\u00e7\u00e3o<br \/>\nReconhecimento de que seus aspectos cognitivos podem estar totalmente OK<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>DEFICI\u00caNCIA INTELECTUAL\/COGNITIVA<\/p>\n<p>DM \u2013 defici\u00eancia mental<br \/>\nPsicose<br \/>\nEsquizofrenia e outros<br \/>\nRetardo mental<br \/>\nS\u00edndrome de Down<br \/>\nEspectro autista<\/td>\n<td>Comunica\u00e7\u00e3o<br \/>\nAprendizagem<br \/>\nRelacionamento<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>SUPERDOTA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>Indica\u00e7\u00e3o de que certa pessoa tem \u201ctalentos ou habilidades fora de s\u00e9rie\u201d<\/td>\n<td>Conflitos sociais<br \/>\n<em>Bulling<\/em><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>DEFICI\u00caNCIAS M\u00daLTIPLAS<\/p>\n<p>Surdez \u2013 cegueira<\/td>\n<td>Comunica\u00e7\u00e3o<br \/>\nRelacionamento social<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td>DIST\u00daRBIOS DE APRENDIZAGEM (que n\u00e3o s\u00e3o classificados oficialmente como defici\u00eancia)<\/p>\n<p>Dislexia \u2013 dificuldade de expressar-se oralmente<br \/>\nDisgrafia \u2013 dificuldade de expressar-se por escrita<br \/>\nGagueira<br \/>\nBaixo n\u00edvel de cogni\u00e7\u00e3o.<br \/>\nTDAH \u2013 Transtorno de d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o e hiperatividade<\/td>\n<td>Estrat\u00e9gias educacionais espec\u00edficas<br \/>\nAlternativas para leitura, escrita e comunica\u00e7\u00e3o em geral.<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 4--><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s4\">4 Quantas pessoas com defici\u00eancia existem no Brasil<\/h2>\n<p>Nos \u00faltimos anos muitos n\u00fameros discrepantes t\u00eam sido divulgados pelos censos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quantidade de pessoas com defici\u00eancia no Brasil. Diferentes metodologias utilizadas nas entrevistas para aquisi\u00e7\u00e3o de dados produziram em 2000 o n\u00famero de 14,5% de pessoas com defici\u00eancia e, em 2010, este n\u00famero saltou para quase 24%! Se isso fosse verdade, uma em cada quatro pessoas teria defici\u00eancia no Brasil! Estes n\u00fameros t\u00e3o altos e discrepantes criaram distor\u00e7\u00f5es em projetos pol\u00edticos, gerando, entre outras coisas, o planejamento de investimento muito maior do que deveria ser.<\/p>\n<p>Entretanto, ap\u00f3s ajustes no processo de entrevistas, e mudan\u00e7as metodol\u00f3gicas de avalia\u00e7\u00e3o, foram gerados n\u00fameros bem mais conservadores na Pesquisa Nacional de Sa\u00fade (PNS): 6,2% da popula\u00e7\u00e3o tem algum tipo de defici\u00eancia. O levantamento foi feito pelo IBGE em 2013 em parceria com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, e os resultados, divulgados em 2015.<\/p>\n<figure>\n<h5>Figura 5 &#8211; Popula\u00e7\u00e3o residente por tipo de defici\u00eancia &#8211; Brasil &#8211; 2010<\/h5>\n<p>    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_06.png\" alt=\"\" width=\"398\" height=\"181\" class=\"alignnone size-full wp-image-1625\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_06.png 398w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_06-300x136.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 398px) 100vw, 398px\" \/><br \/>\n    <!-- PENDENTE FONTE--><figcaption>Fonte: IBGE, Censo demogr\u00e1fico 2010.<br \/>\n<em><strong>Nota:<\/strong> Algumas pessoas declararam possuir mais de um tipo de defici\u00eancia. Por isso, quando somadas as ocorr\u00eancias de defici\u00eancias, o n\u00famero \u00e9 maior do que 45,6 milh\u00f5es que representa o n\u00famero de pessoas, n\u00e3o de ocorr\u00eancia de defici\u00eancia.<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>A Pesquisa Nacional de Sa\u00fade considerou quatro tipos de defici\u00eancias: visual, f\u00edsica, auditiva e intelectual. Os principais dados obtidos, que podem ser recuperados a partir do site do <a href=\"https:\/\/censo2010.ibge.gov.br\/\">IBGE<\/a>, s\u00e3o os seguintes:<\/p>\n<ol>\n<li type=\"A\"><strong>Defici\u00eancia visual<\/strong><br \/>\nA defici\u00eancia visual \u00e9 a mais representativa e atinge 3,6% dos brasileiros, sendo mais comum entre as pessoas acima de 60 anos (11,5%). O grau intenso ou muito intenso da limita\u00e7\u00e3o impossibilita 16% dos deficientes visuais de realizarem atividades habituais como ir \u00e0 escola, trabalhar e brincar.<\/p>\n<p>O Sul \u00e9 a regi\u00e3o do pa\u00eds com maior propor\u00e7\u00e3o de pessoas com defici\u00eancia visual (5,4%). A pesquisa mostra que 0,4% s\u00e3o deficientes visuais desde o nascimento e 6,6% usam algum recurso para auxiliar a locomo\u00e7\u00e3o, como bengala articulada ou c\u00e3o-guia. Menos de 5% do grupo frequenta servi\u00e7os de reabilita\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<p><\/p>\n<li type=\"A\"><strong>Defici\u00eancia f\u00edsica<\/strong><br \/>\n1,3% da popula\u00e7\u00e3o tem algum tipo de defici\u00eancia f\u00edsica e quase a metade deste total (46,8%) tem grau intenso ou muito intenso de limita\u00e7\u00f5es. Somente 18,4% desse grupo frequenta servi\u00e7o de reabilita\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<p><\/p>\n<li type=\"A\"><strong>Defici\u00eancia intelectual<\/strong><br \/>\n0,8% da popula\u00e7\u00e3o brasileira tem algum tipo de defici\u00eancia intelectual, e a maioria (0,5%) j\u00e1 nasceu com as limita\u00e7\u00f5es. Mais da metade (54,8%) tem grau intenso ou muito intenso de limita\u00e7\u00e3o, e cerca de 30% frequentam algum servi\u00e7o de reabilita\u00e7\u00e3o em sa\u00fade.<\/li>\n<p><\/p>\n<li type=\"A\"><strong>Defici\u00eancia auditiva<\/strong><br \/>\n1,1% da popula\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 portadora dessa defici\u00eancia. Foi o \u00fanico tipo que apresentou resultados estatisticamente diferenciados por cor ou ra\u00e7a, sendo mais comum em pessoas brancas (1,4%) do que em negros (0,9%). Cerca de 0,9% dos brasileiros tornaram-se surdos em decorr\u00eancia de alguma doen\u00e7a ou acidente, e 0,2% nasceu surdo. Do total de deficientes auditivos, 21% t\u00eam grau intenso ou muito intenso de limita\u00e7\u00f5es, que compromete atividades habituais.<\/li>\n<\/ol>\n<p><em>Os percentuais mais elevados de defici\u00eancia intelectual, f\u00edsica e auditiva foram encontrados em pessoas sem instru\u00e7\u00e3o e em pessoas com o ensino fundamental incompleto.<\/em><\/p>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 5--><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s5\">5 Tecnologia Assistiva<\/h2>\n<p>Sem nos preocuparmos, a princ\u00edpio, com defini\u00e7\u00f5es precisas, vamos chamar de Tecnologia Assistiva \u00e0quela que \u00e9 destinada a pessoas com defici\u00eancia. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida, Tecnologia Assistiva ajuda muito e se torna elemento-chave na vida das pessoas. Segundo <a href=\"#BERSCH2017\">Rita Bersch<\/a> (2017), &#8220;Tecnologia Assistiva \u00e9 um termo utilizado para identificar todo o arsenal de recursos e servi\u00e7os que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com defici\u00eancia e consequentemente promover sua vida independente e inclus\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Para a maioria das pessoas, Tecnologia Assistiva \u00e9 uma especialidade da inform\u00e1tica e da engenharia que visa criar produtos com o objetivo de melhorar a vida das pessoas com defici\u00eancia (como na Figura 3). N\u00e3o est\u00e1 errado totalmente, mas \u00e9 muito mais que isso. Tecnologia n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de coisa cara nem de coisa comprada! Pode ser algo simples, algo que certa m\u00e3e, pobre, mas criativa, inventa para seu filho, usando apenas objetos reciclados e que funciona perfeitamente!<\/p>\n<figure>\n<h5>Figura 6 &#8211; Tecnologia de alta complexidade<\/h5>\n<p>    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_07.jpg\" alt=\"\" width=\"240\" height=\"184\" class=\"alignnone size-full wp-image-1576\" \/><br \/>\n    <!-- PENDENTE FONTE--><figcaption>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.reab.com\">http:\/\/www.reab.com<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<figure>\n<h5>Figura 7 &#8211; Tecnologia de baixa complexidade<\/h5>\n<p>    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_08.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"167\" class=\"alignnone size-full wp-image-1577\" \/><br \/>\n    <!-- PENDENTE FONTE--><figcaption>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.reab.com\">http:\/\/www.reab.com<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>Tecnologia Assistiva muda radicalmente a vida das pessoas com defici\u00eancia. Podemos at\u00e9 dizer, metaforicamente, que um cego deixa de ser cego quando a tecnologia invade sua vida. Ele caminha e se localiza com precis\u00e3o, l\u00ea com profici\u00eancia, reconhece ambientes, escreve sem dificuldade e assim por diante. O mesmo racioc\u00ednio vale para quem \u00e9 parapl\u00e9gico e, atrav\u00e9s de uma tecnologia espec\u00edfica, como uma cadeira de rodas motorizada, deixa de ter as limita\u00e7\u00f5es de uma pessoa com defici\u00eancia f\u00edsica, por n\u00e3o poder andar, e passa a poder correr.<\/p>\n<p><!-- FIGURA --><\/p>\n<figure>\n    <iframe loading=\"lazy\" title=\"Tecnologia assistiva\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8z_HTGMxf6A?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n    Tecnologia assistiva (25:56s)<figcaption>\n      Fonte: <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=8z_HTGMxf6A\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=8z_HTGMxf6A<\/a><br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>O conhecimento tecnol\u00f3gico hoje \u00e9 muito vasto, materiais se tornaram mais dispon\u00edveis e baratos, e as possibilidades de constru\u00e7\u00e3o usando motores e controles computadorizados tornaram a tecnologia para pessoas com defici\u00eancia mais f\u00e1cil de desenvolver e produzir. A tecnologia tamb\u00e9m passou a ser necessariamente adapt\u00e1vel e capaz de absorver as grandes diferen\u00e7as que existem nas pessoas que a utilizar\u00e3o.<\/p>\n<p>A quantidade e variedade de itens de Tecnologia Assistiva existentes hoje \u00e9 incomensur\u00e1vel. \u00c9 imposs\u00edvel fazer uma classifica\u00e7\u00e3o de import\u00e2ncia, na medida em que uma adapta\u00e7\u00e3o criada por uma m\u00e3e pode ser t\u00e3o relevante quanto o produto rob\u00f3tico de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o. Optamos assim por utilizar uma classifica\u00e7\u00e3o criada por <a href=\"http:\/\/pat.com\">Rita Bersch e Jos\u00e9 Tonoli<\/a>, baseada em categorias comumente adotadas em diversos pa\u00edses.<\/p>\n<table>\n<tr>\n<th colspan=\"2\">Exemplos de tecnologias assistivas<\/th>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_10.png\" alt=\"\" width=\"128\" height=\"69\" class=\"alignnone size-full wp-image-1579\" \/><\/td>\n<td>\n<h5>Aux\u00edlios para a vida di\u00e1ria<\/h5>\n<p>Materiais e produtos para aux\u00edlio em tarefas rotineiras tais como comer, cozinhar, vestir-se, tomar banho e executar necessidades pessoais, manuten\u00e7\u00e3o da casa etc.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_11.jpg\" alt=\"\" width=\"284\" height=\"220\" class=\"alignnone size-full wp-image-1580\" \/><\/td>\n<td>\n<h5>Comunica\u00e7\u00e3o aumentativa (suplementar) e alternativa<\/h5>\n<p>Recursos, eletr\u00f4nicos ou n\u00e3o, que permitem a comunica\u00e7\u00e3o expressiva e receptiva das pessoas sem a fala ou com tal limita\u00e7\u00e3o. S\u00e3o muito utilizadas as pranchas de comunica\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de dispositivos para fala sint\u00e9tica.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_12.png\" alt=\"\" width=\"128\" height=\"85\" class=\"alignnone size-full wp-image-1581\" \/><\/td>\n<td>\n<h5>Recursos de acessibilidade ao computador<\/h5>\n<p>Equipamentos de entrada e sa\u00edda (s\u00edntese de voz, Braille), aux\u00edlios alternativos de acesso (ponteiras de cabe\u00e7a, de luz), teclados modificados ou alternativos, acionadores, softwares especiais (de reconhecimento de voz etc.), que permitem \u00e0s pessoas com defici\u00eancia usarem o computador.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_13.png\" alt=\"\" width=\"272\" height=\"277\" class=\"alignnone size-full wp-image-1582\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_13.png 272w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_13-70x70.png 70w\" sizes=\"auto, (max-width: 272px) 100vw, 272px\" \/><\/td>\n<td>\n<h5>Sistemas de controle de ambiente<\/h5>\n<p>Sistemas eletr\u00f4nicos que permitem \u00e0s pessoas com limita\u00e7\u00f5es motolocomotoras controlar remotamente aparelhos eletroeletr\u00f4nicos e sistemas de seguran\u00e7a, entre outros, localizados em seu quarto, sala, escrit\u00f3rio, casa e arredores.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_14.png\" alt=\"\" width=\"128\" height=\"79\" class=\"alignnone size-full wp-image-1583\" \/><\/td>\n<td>\n<h5>Projetos arquitet\u00f4nicos para acessibilidade<\/h5>\n<p>Adapta\u00e7\u00f5es estruturais e reformas na casa e\/ou ambiente de trabalho, atrav\u00e9s de rampas, elevadores e adapta\u00e7\u00f5es em banheiros, entre outras, que retiram ou reduzem as barreiras f\u00edsicas, facilitando a locomo\u00e7\u00e3o da pessoa com defici\u00eancia.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_15.png\" alt=\"\" width=\"259\" height=\"194\" class=\"alignnone size-full wp-image-1584\" \/><\/td>\n<td>\n<h5>\u00d3rteses e pr\u00f3teses<\/h5>\n<p>Troca ou ajuste de partes do corpo, faltantes ou de funcionamento comprometido, por membros artificiais ou outros recursos ortop\u00e9dicos (talas, apoios etc.). Incluem-se os prot\u00e9ticos para auxiliar nos d\u00e9ficits ou limita\u00e7\u00f5es cognitivas, como os gravadores de fita magn\u00e9tica ou digital que funcionam como lembretes instant\u00e2neos.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_16.png\" alt=\"\" width=\"193\" height=\"261\" class=\"alignnone size-full wp-image-1585\" \/><\/td>\n<td>\n<h5>Adequa\u00e7\u00e3o postural<\/h5>\n<p>Adapta\u00e7\u00f5es para cadeira de rodas ou outro sistema de sentar visando ao conforto e \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o adequada da press\u00e3o na superf\u00edcie da pele (almofadas especiais, assentos e encostos anat\u00f4micos), bem como posicionadores e contentores que propiciam maior estabilidade e postura apropriada do corpo atrav\u00e9s do suporte e posicionamento de tronco\/cabe\u00e7a\/membros.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_17.jpg\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"225\" class=\"alignnone size-full wp-image-1586\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_17.jpg 225w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_17-150x150.jpg 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_17-70x70.jpg 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_17-125x125.jpg 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/td>\n<td>\n<h5>Aux\u00edlios de mobilidade<\/h5>\n<p>Cadeiras de rodas manuais e motorizadas, bases m\u00f3veis, andadores, scooters de 3 rodas e qualquer outro ve\u00edculo utilizado na melhoria da mobilidade pessoal.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_18.png\" alt=\"\" width=\"330\" height=\"244\" class=\"alignnone size-full wp-image-1587\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_18.png 330w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_18-300x222.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 330px) 100vw, 330px\" \/><\/td>\n<td>\n<h5>Aux\u00edlios para cegos ou com vis\u00e3o subnormal<\/h5>\n<p>Aux\u00edlios para grupos espec\u00edficos que incluem lupas e lentes, Braille para equipamentos com s\u00edntese de voz, grandes telas de impress\u00e3o, sistema de TV com aumento para leitura de documentos, publica\u00e7\u00f5es etc.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_19.png\" alt=\"\" width=\"274\" height=\"184\" class=\"alignnone size-full wp-image-1588\" \/><\/td>\n<td>\n<h5>Aux\u00edlios para surdos ou com d\u00e9ficit auditivo<\/h5>\n<p>Aux\u00edlios que incluem v\u00e1rios equipamentos (infravermelho, FM), aparelhos para surdez, telefones com teclado \u2014 teletipo (TTY), sistemas com alerta t\u00e1ctil-visual, entre outros.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_20.png\" alt=\"\" width=\"275\" height=\"183\" class=\"alignnone size-full wp-image-1589\" \/><\/td>\n<td>\n<h5>Adapta\u00e7\u00f5es em ve\u00edculos<\/h5>\n<p>Acess\u00f3rios e adapta\u00e7\u00f5es que possibilitam a condu\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo, elevadores para cadeiras de rodas, camionetas modificadas e outros ve\u00edculos automotores usados no transporte pessoal.<\/td>\n<\/tr>\n<\/table>\n<p>Para concluir, \u00e9 importante exibir a defini\u00e7\u00e3o brasileira oficial de Tecnologia Assistiva, emitida pelo <a href=\"http:\/\/intervox.nce.ufrj.br\">Comit\u00ea de Ajudas T\u00e9cnicas (CAT)<\/a> da Corde (Coordenadoria Nacional para Integra\u00e7\u00e3o da Pessoa com Defici\u00eancia):<\/p>\n<section class=\"blockquote\">\nTecnologia Assistiva \u00e9 uma \u00e1rea do conhecimento, de caracter\u00edstica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estrat\u00e9gias, pr\u00e1ticas e servi\u00e7os que objetivam promover a funcionalidade, relacionada \u00e0 atividade e participa\u00e7\u00e3o de pessoas com defici\u00eancia, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independ\u00eancia, qualidade de vida e inclus\u00e3o social.<br \/>\n  <\/section>\n<p><em>\u00c9 importante notar que esta defini\u00e7\u00e3o fala claramente que <strong>servi\u00e7os<\/strong> s\u00e3o um tipo de Tecnologia Assistiva. Esta decis\u00e3o do CAT \u00e9 coerente com as defini\u00e7\u00f5es utilizadas em outros pa\u00edses e tem como premissa o fato de que os equipamentos, por si s\u00f3, n\u00e3o produzem resultados adequados; s\u00f3 s\u00e3o obtidos atrav\u00e9s dos servi\u00e7os profissionais especializados, que devem ser colocados como parte indissoci\u00e1vel dos itens f\u00edsicos de tecnologia.<\/em><\/p>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 6--><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s6\">6 Como a Tecnologia Assistiva se aplica ao mundo da pessoa com defici\u00eancia<\/h2>\n<p>Para cada evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica assimilada, a vida da pessoa com defici\u00eancia muda. A influ\u00eancia \u00e9 t\u00e3o grande que \u00e9 como se os artefatos tecnol\u00f3gicos passassem a fazer parte da pr\u00f3pria pessoa. O ser \u201cdeficiente tecnologizado\u201d tem mais poder. E isso faz toda a diferen\u00e7a para ele, para sua fam\u00edlia e seus amigos, no trabalho, e para toda a sociedade (<a href=\"#SONZA2011\">SONZA et al., 2011<\/a>).<\/p>\n<p>Est\u00e1 tudo muito melhor hoje para quem tem defici\u00eancia. H\u00e1 alguns anos, as perspectivas de vida de algu\u00e9m nesta situa\u00e7\u00e3o seriam de grande depend\u00eancia. Sempre era necess\u00e1rio algu\u00e9m para suprir as dificuldades, e o potencial de desenvolvimento da pessoa tornava-se bastante limitado. Entretanto, hoje, com a ajuda de um n\u00famero muito grande de dispositivos mec\u00e2nicos e eletr\u00f4nicos, de computadores e de muitas inven\u00e7\u00f5es, quase todas as pessoas com defici\u00eancia conseguem superar suas limita\u00e7\u00f5es e adquirir certo grau de efici\u00eancia, como mostrado na Figura 4.<\/p>\n<p>Quanto mais a Tecnologia Assistiva evolui, maior se torna esta efici\u00eancia, e a evolu\u00e7\u00e3o parece n\u00e3o ter fim! Hoje, por exemplo, um cego pode ler atrav\u00e9s de um programa de computador; um tetrapl\u00e9gico pode se locomover sozinho com uma cadeira de rodas motorizada; um amputado pode correr com pernas met\u00e1licas especiais (<a href=\"#DIAS2013\">DIAS et al., 2013<\/a>).<\/p>\n<figure>\n<h5>Figura 8 &#8211; Pessoa amputada correndo<\/h5>\n<p>    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_22.jpg\" alt=\"\" width=\"268\" height=\"188\" class=\"alignnone size-full wp-image-1591\" \/><br \/>\n    <!-- PENDENTE FONTE--><figcaption>Fonte: <a href=\"http:\/\/passofirme.wordpress.com\">http:\/\/passofirme.wordpress.com<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p><em>A tecnologia nos faz transcender as nossas limita\u00e7\u00f5es. N\u00e3o temos todos os mesmos limites, mas a tecnologia nos equaliza. Ela n\u00e3o vai conseguir transformar a pessoa com defici\u00eancia em algu\u00e9m sem defici\u00eancia.  Mas \u00e9 quase certo que, se ela for dominada e bem utilizada, vai transform\u00e1-la em uma pessoa eficiente.<\/em><\/p>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 7--><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s7\">7 A inclus\u00e3o escolar e o acesso \u00e0 Tecnologia Assistiva na escola p\u00fablica<\/h2>\n<figure>\n<h5>Figura 9 &#8211; A escola \u00e9 para todos<\/h5>\n<p>    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_23.jpg\" alt=\"\" width=\"508\" height=\"394\" class=\"alignnone size-full wp-image-1592\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_23.jpg 508w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_23-300x233.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 508px) 100vw, 508px\" \/><br \/>\n    <!-- PENDENTE FONTE--><figcaption>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.comunidadeviaduto.com.br\">http:\/\/www.comunidadeviaduto.com.br<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>No Brasil, durante os anos 1980, houve importantes movimentos das pessoas com defici\u00eancia, pela defesa de direitos, entre os quais se destacavam a acessibilidade, a educa\u00e7\u00e3o e a inclus\u00e3o social. Caravanas de pessoas com defici\u00eancia se deslocaram para Bras\u00edlia, participando de com\u00edcios e passeatas, em busca de um di\u00e1logo com os legisladores, em particular com aqueles respons\u00e1veis pela reda\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o de 1988.<\/p>\n<p>Por conta destas a\u00e7\u00f5es, foi agregado artigo na Constitui\u00e7\u00e3o que d\u00e1 sustenta\u00e7\u00e3o de inser\u00e7\u00e3o das pessoas com defici\u00eancia na rede regular de ensino \u2013 complementando o artigo 5\u00ba, que garante expressamente <strong>o direito de todos \u00e0 educa\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>Art. 208 &#8211; O dever do Estado com a educa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 efetivado mediante a garantia de:<br \/>\n<em>III &#8211; <strong>atendimento educacional especializado<\/strong> aos portadores de defici\u00eancia, <strong>preferencialmente<\/strong>, na rede regular de ensino.<\/em><\/p>\n<p>A partir da d\u00e9cada de 1990, como resultado da participa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds em diversas confer\u00eancias internacionais, o Brasil assinou v\u00e1rios tratados, preconizando os princ\u00edpios de educa\u00e7\u00e3o para todos, em particular das pessoas com defici\u00eancia, num modelo de inclus\u00e3o escolar, segundo o qual <strong>As escolas devem acomodar todas as crian\u00e7as, independentemente de suas condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, intelectuais, sociais, emocionais, lingu\u00edsticas ou outras.<\/strong><\/p>\n<p><!-- PENDENTE: ESSE TRECHO \u00c9 UMA CITA\u00c7\u00c3O? SE SIM, QUAL A FONTE?--><\/p>\n<p>No modelo de inclus\u00e3o, todas as pessoas devem ter acesso ao sistema de ensino de modo igualit\u00e1rio. N\u00e3o \u00e9 tolerado nenhum tipo de discrimina\u00e7\u00e3o, seja de g\u00eanero, etnia, religi\u00e3o, classe social, condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e psicol\u00f3gicas etc. A filosofia da inclus\u00e3o reconhece e valoriza a diversidade, considerando que atrav\u00e9s dela a sociedade se enriquece em experi\u00eancias, e que isso gera crescimento de oportunidades \u2013 leia-se enriquecimento social.<\/p>\n<p>A inclus\u00e3o se tornou um movimento mundial de luta das pessoas com defici\u00eancias e de seus familiares na busca dos seus direitos e lugar na sociedade. No modelo de inclus\u00e3o escolar existe a integra\u00e7\u00e3o dos alunos com e sem defici\u00eancia nas salas de aula regulares, compartilhando as mesmas experi\u00eancias e aprendizados (<a href=\"#MANTOAN2003\">MANTOAN, 2003<\/a>).<\/p>\n<p><em><strong>Importante:<\/strong> A inclus\u00e3o escolar n\u00e3o deve ser confundida com escolariza\u00e7\u00e3o especial, que atende aos portadores de defici\u00eancia em escolas ou salas de aula separadas, formadas apenas por crian\u00e7as com defici\u00eancia. Ela prev\u00ea a integra\u00e7\u00e3o desses alunos em classes de aula regulares, compartilhando as mesmas experi\u00eancias e aprendizados com os outros estudantes.<\/em><\/p>\n<p>No Brasil, a inclus\u00e3o escolar n\u00e3o \u00e9 decis\u00e3o da escola ou do professor: \u00e9 lei a ser obedecida. Um gestor ou professor que se recuse a receber uma crian\u00e7a com defici\u00eancia para inclus\u00e3o numa classe regular estar\u00e1 cometendo um crime pun\u00edvel com 2 a 5 anos de reclus\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 lei, mas n\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil de implementar: os alunos com defici\u00eancia t\u00eam necessidades espec\u00edficas, muitas vezes exclusivas para suas limita\u00e7\u00f5es, o que implica investimento e remanejamento de atividades, sem contar com o tempo adicional a ser gasto, que \u00e9 necess\u00e1rio para atender convenientemente a cada aluno com defici\u00eancia.<\/p>\n<p>Muitos destes problemas s\u00e3o de gest\u00e3o, mas \u00e9 ao professor que cabem as tarefas mais demandantes: receber o aluno, resolver os problemas associados \u00e0 sua presen\u00e7a e organizar as estrat\u00e9gias diferenciadas de ensino, como modifica\u00e7\u00f5es na forma de apresenta\u00e7\u00e3o, adapta\u00e7\u00f5es no material did\u00e1tico, adequa\u00e7\u00e3o do tempo e crit\u00e9rios diferenciados de avalia\u00e7\u00e3o. (<a href=\"#SANTOS2016\">SANTOS; SANTIAGO; MELO, 2016<\/a>).<\/p>\n<p>Existe sempre um custo envolvido nisso, e haver\u00e1 sempre quem diga que \u201cseria melhor usar este dinheiro para privilegiar a maioria do que para atender a uns poucos\u201d, uma l\u00f3gica economicamente justific\u00e1vel, mas do ponto de vista humanit\u00e1rio, muito discut\u00edvel (<a href=\"#DIAS2016\">DIAS et al., 2016<\/a>).<\/p>\n<figure>\n<h5>Figura 10 &#8211; A Tecnologia Assistiva \u00e9 ensinada no AEE<\/h5>\n<p>    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_24.png\" alt=\"\" width=\"279\" height=\"180\" class=\"alignnone size-full wp-image-1593\" \/><br \/>\n    <!-- PENDENTE FONTE--><figcaption>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.escolascreches.com.br\">http:\/\/www.escolascreches.com.br<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p>N\u00e3o \u00e9, portanto, de se espantar, que a escola busque ansiosamente por solu\u00e7\u00f5es de Tecnologia Assistiva. Do ponto de vista organizacional, com base na <a href=\"http:\/\/portal.mec.gov.br\/secretaria-de-educacao-especial-sp-598129159\/legislacao\">Lei n\u00ba 6.571\/08<\/a>, a viabiliza\u00e7\u00e3o do uso de Tecnologia Assistiva no ambiente escolar \u00e9 uma das fun\u00e7\u00f5es do que se denomina Atendimento Educacional Especializado (AEE). Um servi\u00e7o da educa\u00e7\u00e3o especial que identifica, elabora e organiza recursos pedag\u00f3gicos e de acessibilidade, os quais eliminem as barreiras para a plena participa\u00e7\u00e3o dos alunos, considerando suas necessidades espec\u00edficas. Dependendo da situa\u00e7\u00e3o individual, o AEE definir\u00e1 o tipo de Tecnologia Assistiva, o que inclui programas de computador e equipamentos especializados.<\/p>\n<p>Os alunos com defici\u00eancia t\u00eam aulas complementares em contraturno no AEE, em salas especiais, chamadas \u201cSalas de Recurso Multifuncioniais\u201d, que s\u00e3o equipadas com diversos itens de Tecnologia Assistiva. Nelas se prepara e disponibiliza material pedag\u00f3gico acess\u00edvel, se ensinam Braille e a L\u00edngua Brasileira de Sinais (Libras), se disponibilizam recursos de Tecnologia Assistiva, incluindo acessibilidade ao computador, se promovem atividades relativas \u00e0 orienta\u00e7\u00e3o e mobilidade, se disponibilizam mecanismos para comunica\u00e7\u00e3o alternativa etc. (<a href=\"#DIAS2015\">DIAS et al., 2015<\/a>).<\/p>\n<p><em>Nota: Dadas as dificuldades que um professor pode ter, quando necess\u00e1rio, um mediador poder\u00e1 ser contratado ou alocado para ajudar o professor no atendimento ao aluno com defici\u00eancia na sala de aula, mas isso na pr\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 muito comum.<\/em><\/p>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 8--><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s8\">8 Principais produtos de Tecnologia Assistiva no Brasil<\/h2>\n<p>Existem muitos produtos de Tecnologia Assistiva sendo distribu\u00eddos hoje no Brasil, desde pequenos dispositivos mec\u00e2nicos, aparelhinhos eletr\u00f4nicos at\u00e9 car\u00edssimos equipamentos para uso em escolas, institutos de reabilita\u00e7\u00f5es e hospitais. H\u00e1 diversas adapta\u00e7\u00f5es para autom\u00f3veis, \u00f4nibus, m\u00e1quinas e equipamentos. E h\u00e1 tamb\u00e9m softwares, em razo\u00e1vel quantidade, para desktops, celulares e tablets.<\/p>\n<p>Vivemos hoje num momento em que j\u00e1 houve grande evolu\u00e7\u00e3o no Brasil na \u00e1rea do atendimento \u00e0s pessoas com defici\u00eancia por meio da tecnologia. Diversos artefatos e softwares foram criados em v\u00e1rios lugares do mundo, trazidos para c\u00e1 e aplicados, com ou sem sucesso.<\/p>\n<p>Mostraremos a seguir alguns produtos e representantes de Tecnologia Assistiva no Brasil. N\u00e3o s\u00e3o os \u00fanicos, mas s\u00e3o os mais conhecidos. Na \u00e1rea de produtos para defici\u00eancia visual, existe a proemin\u00eancia da <a href=\"http:\/\/civiam.com.br\/\">Civiam<\/a>, da <a href=\"http:\/\/loja.laratec.org.br\/\">Laratec<\/a> e da <a href=\"http:\/\/www.tecassistiva.com.br\">TecAssistiva<\/a>, formando um pequeno corpo de empresas que domina grande parte do mercado nacional.  Elas est\u00e3o muito associadas \u00e0 venda de produtos importados.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea de produtos para deficientes f\u00edsicos a principal fabricante \u00e9 a <a href=\"http:\/\/www.polior.com.br\">Polior<\/a>, que realiza exporta\u00e7\u00f5es para Espanha e Reino Unido. Outra grande produtora \u00e9 a brasileira <a href=\"http:\/\/www.expansao.com\">Expans\u00e3o<\/a>, que produz e comercializa os produtos patenteados <a href=\"https:\/\/www.expansao.com\/site\/produtos\/tuboform-9\">Tuboform<\/a>. Na \u00e1rea de cadeiras de rodas e outros dispositivos mec\u00e2nicos, h\u00e1 uma grande quantidade de fabricantes. As maiores s\u00e3o a <a href=\"http:\/\/www.freedom.ind.br\/\">Freedom<\/a>, a <a href=\"https:\/\/ortobras.com.br\">Ortobras<\/a>, a <a href=\"http:\/\/www.ortopediajaguaribe.com.br\/\">Jaguaribe<\/a> e a <a href=\"http:\/\/www.ortomix.com.br\/\">Ortomix<\/a>.<\/p>\n<p>Seria anti\u00e9tico fazer deste texto uma propaganda de produtos de empresas comerciais. Optamos, portanto, por sermos o mais gen\u00e9ricos poss\u00edvel, mostrando, para diversos tipos de defici\u00eancia, um apanhado sobre os principais produtos dispon\u00edveis e utilizados amplamente no Brasil. Demos \u00eanfase aos produtos gratuitos, quase todos origin\u00e1rios do trabalho do Laborat\u00f3rio de Pesquisa e Desenvolvimento de <a href=\"http:\/\/intervox.nce.ufrj.br\">Tecnologia Assistiva do Instituto T\u00e9rcio Pacitti da UFRJ<\/a> (Lab. TecnoAssist &#8211; NCE\/UFRJ).<\/p>\n<figure>\n<h5>Figura 11 &#8211; Professores e alunos de cursos do Laborat\u00f3rio TecnoAssist<\/h5>\n<p>    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_25.jpg\" alt=\"\" width=\"538\" height=\"403\" class=\"alignnone size-full wp-image-1594\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_25.jpg 538w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_25-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 538px) 100vw, 538px\" \/><br \/>\n    <!-- PENDENTE FONTE--><figcaption>Fonte: Acervo do Autor<\/figcaption><\/figure>\n<section>\n<!-- SE\u00c7\u00c3O 8.1--><\/p>\n<h3 id=\"s81\">8.1 Produtos para defici\u00eancia visual<\/h3>\n<figure>\n<h5>Figura 12 &#8211; Dosvox, um dos programas mais usados no Brasil<\/h5>\n<p>      <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_26.jpg\" alt=\"\" width=\"561\" height=\"335\" class=\"alignnone size-full wp-image-1595\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_26.jpg 561w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_26-300x179.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 561px) 100vw, 561px\" \/><br \/>\n      <!-- PENDENTE FONTE--><figcaption>Fonte: Acervo do Autor<\/figcaption><\/figure>\n<p>At\u00e9 a d\u00e9cada de 1980, a Tecnologia Assistiva para cegos no Brasil era restrita a m\u00e1quinas de grande porte para impress\u00e3o Braille, presentes no Instituto Benjamin Constant (RJ) e na Funda\u00e7\u00e3o Dorina Nowill (SP). A partir dos anos 1990, entretanto, as pesquisas do NCE\/UFRJ geraram a semente para o desenvolvimento de diversos itens da tecnologia brasileira para apoio \u00e0s pessoas com defici\u00eancia visual. Em sequ\u00eancia diversas empresas se estabeleceram, representando no pa\u00eds produtos especialmente dos Estados Unidos e do norte europeu.<\/p>\n<p>Os principais produtos do mercado hoje s\u00e3o:<\/p>\n<ol>\n<li type=\"A\"><a href=\"http:\/\/intervox.nce.ufrj.br\/dosvox\/\">Dosvox<\/a>: \u00e9 um dos sistemas de computa\u00e7\u00e3o para pessoas com defici\u00eancia mais utilizado no Brasil. Seu objetivo principal \u00e9 permitir que pessoas cegas usem o computador atrav\u00e9s de uma interface trivial, cujos comandos s\u00e3o feitos por letras do teclado ou pelas setas, e o feedback, dado por s\u00edntese de voz.<\/li>\n<p><\/p>\n<li type=\"A\">Leitores de tela: s\u00e3o produtos capazes de sintetizar em voz os textos escritos na tela.  Os softwares realizam a sele\u00e7\u00e3o dos elementos a ler atrav\u00e9s de teclas ou do movimento do mouse. Os principais leitores de tela usados no Brasil s\u00e3o o <a href=\"https:\/\/www.nvaccess.org\">NVDA<\/a> (gratuito), o <a href=\"https:\/\/www.virtualvision.com.br\">Virtual Vision<\/a> (gratuito para pessoas f\u00edsicas) e o <a href=\"http:\/\/www.tecassistiva.com.br\/produtos\/cegueira-2\/softwares\/jaws-detail\">Jaws<\/a> (software comercial para Windows), o <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Orca_(software)\">Orca<\/a> (gratuito para Linux) e o <a href=\"https:\/\/www.apple.com\/br\/accessibility\/mac\/vision\/\">VoiceOver<\/a> (gratuito para Mac).<\/li>\n<p><\/p>\n<li type=\"A\">Leitores de tela para smartphones e tablets: destacam-se o <a href=\"https:\/\/tecnoblog.net\/247247\/o-que-e-o-talkback\/\">TalkBack<\/a> (embutido no Android) e o <a href=\"https:\/\/www.apple.com\/br\/accessibility\/iphone\/vision\/\">VoiceOver<\/a> (para iPhone). Ambos utilizam-se de t\u00e9cnicas de intera\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do movimento do dedo sobre a tela de vidro do aparelho, com o correspondente feedback auditivo.<\/li>\n<p><\/p>\n<li type=\"A\">Sintetizadores de voz: s\u00e3o dispositivos ou softwares usados para traduzir texto em sons aproximados da fala humana. Destacam-se o <a href=\"http:\/\/www.serpro.gov.br\/menu\/suporte1\/servicos\/downloads-e-softwares\/lianetts\">LianeTTS<\/a> (gratuito, para Dosvox e Linux, desenvolvido em parceria com o Serpro) e diversos produtos comerciais produzidos em empresas multinacionais, destacando-se o Nuance Raquel e o IBM Eloquence como os sintetizadores mais usados pelas pessoas cegas.<\/li>\n<p><\/p>\n<li type=\"A\">Leitores de textos: os dois principais programas para leitura atrav\u00e9s da s\u00edntese de voz de textos digitais (formato Daisy e e-pub) para cegos s\u00e3o o <a href=\"http:\/\/www.daisylatino.org\/agora\/doc.cfm?id_doc=2060\">Dorina Daisy Reader<\/a>, distribu\u00eddo pela Funda\u00e7\u00e3o Dorina Nowill, e o <a href=\"http:\/\/intervox.nce.ufrj.br\/mecdaisy\/\">MecDaisy<\/a> (mais simples), distribu\u00eddo pelo MEC. H\u00e1 tamb\u00e9m equipamentos espec\u00edficos para leitura importados, como o VictorReader, entre outros.<\/li>\n<p><\/p>\n<li type=\"A\">Impressoras Braille: \u2013 as impressoras Braille s\u00e3o essenciais para a r\u00e1pida convers\u00e3o de todo tipo de texto eletr\u00f4nico para o Braille, o formato de escrita e leitura t\u00e1til utilizado por cegos e surdocegos. S\u00e3o empregadas para uso pessoal, imprensas Braille, escolas, universidades e empresas. S\u00e3o equipamentos grandes, barulhentos e muito caros. Os principais produtos vendidos no Brasil s\u00e3o produzidos pelas companhias <a href=\"https:\/\/www.indexbraille.com\/\">Index<\/a> e <a href=\"https:\/\/viewplus.com\/\">Viewplus<\/a> (Tiger), com diversos representantes no pa\u00eds.<\/li>\n<p><\/p>\n<li type=\"A\"><a href=\"http:\/\/intervox.nce.ufrj.br\/brfacil\/\">Braille F\u00e1cil<\/a>: \u2013\u00e9 um programa gratuito que permite que a cria\u00e7\u00e3o de uma impress\u00e3o em Braille seja realizada com um m\u00ednimo de conhecimento da codifica\u00e7\u00e3o braille.<\/li>\n<p><\/p>\n<li type=\"A\"><a href=\"http:\/\/www.acessibilidadelegal.com\/33-display-braille.php\">Linha Braille<\/a>, ou Display Braille: \u00e9 um hardware que exibe dinamicamente em Braille a informa\u00e7\u00e3o da tela ligada a uma porta de sa\u00edda do computador.<\/li>\n<p><\/p>\n<li type=\"A\">Ampliadores de imagens ou lupas eletr\u00f4nicas: s\u00e3o dispositivos capazes de ampliar textos e imagens em papel para uso por pessoas com baixa vis\u00e3o. Existem muitos produtos no mercado com diferentes capacidades e potencialidades. Destacamos os produtos brasileiros da <a href=\"http:\/\/www.terraeletronica.com.br\/home.html\">Terra Eletr\u00f4nica<\/a> e diversos produtos <a href=\"http:\/\/www.tecassistiva.com.br\/produtos\/cegueira-2\/ampliadores-e-leitores-autonomos\">importados<\/a>.<\/li>\n<p><\/p>\n<li type=\"A\">\u00d3culos com reconhecedor de imagens: o <a href=\"https:\/\/www.maisautonomia.com.br\/\">Orcam MyEye<\/a> \u00e9 um produto que permite o reconhecimento de faces, objetos e textos, reproduzindo em s\u00edntese de voz a descri\u00e7\u00e3o do que a pessoa aponta com o dedo.<\/li>\n<\/ol>\n<\/section>\n<section>\n<!-- SE\u00c7\u00c3O 8.2--><\/p>\n<h3 id=\"s82\">8.2 Produtos para defici\u00eancia f\u00edsica<\/h3>\n<figure>\n<h5>Figura 13 &#8211; Prancha elevat\u00f3ria para pessoa com defici\u00eancia motora<\/h5>\n<p>    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_27.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-1596\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_27.jpg 700w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_27-300x129.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><br \/>\n    <!-- PENDENTE FONTE--><figcaption>Fonte: Acervo do Autor<\/figcaption><\/figure>\n<p>Existem no mercado muitos tipos de adapta\u00e7\u00f5es para pessoas com defici\u00eancia f\u00edsica, que v\u00e3o desde itens arquitet\u00f4nicos, acessibiliza\u00e7\u00e3o de transporte, rampas e elevadores, complementos para acessibiliza\u00e7\u00e3o de ambientes at\u00e9 pequenos artefatos de vida di\u00e1ria. S\u00e3o centenas de empresas especializadas em cada tipo de equipamento.<\/p>\n<p>Destacamos aqui a tecnologia computacional para defici\u00eancia motora, sendo a maioria produtos gerados no NCE\/UFRJ ou baseados em suas pesquisas, e que s\u00e3o usados, respectivamente, nas situa\u00e7\u00f5es de tetraplegia e nas situa\u00e7\u00f5es em que a fala estiver comprometida.\n<\/p>\n<figure>\n<h5>Figura 14 &#8211; Sistema Motrix, acionado pela voz<\/h5>\n<p>    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_28.png\" alt=\"\" width=\"240\" height=\"180\" class=\"alignnone size-full wp-image-1597\" \/><br \/>\n    <!-- PENDENTE FONTE--><figcaption>Fonte: Acervo do Autor<\/figcaption><\/figure>\n<p>Alguns destes softwares:<\/p>\n<ol>\n<li type=\"A\"><a href=\"http:\/\/intervox.nce.ufrj.br\/motrix\/\">Motrix<\/a>: \u00e9 um software que permite a pessoas com defici\u00eancias motoras graves, em especial tetraplegia e distrofia muscular, terem acesso a microcomputadores.<\/li>\n<p><\/p>\n<li type=\"A\"><a href=\"http:\/\/www.novoser.org.br\/projeto_tecnologia.html\">Xulia<\/a>: \u00e9 um software de reconhecimento de voz que substitui completamente o uso do teclado e do mouse.<\/li>\n<p><\/p>\n<li type=\"A\"><a href=\"http:\/\/intervox.nce.ufrj.br\/microfenix\/\">MicroF\u00eanix<\/a>: se destina a facilitar o uso do computador pelos portadores de defici\u00eancia f\u00edsica grave que n\u00e3o usam os membros superiores ativamente e tamb\u00e9m n\u00e3o falam. Estas pessoas controlam o computador atrav\u00e9s de pequenos ru\u00eddos ou murm\u00farios, do uso de  acionadores ou do movimento ocular (em conjunto com o hardware <a href=\"http:\/\/www.tobiibrasil.com\/como-funciona-controle-ocular\/\">Tobii<\/a>).<\/li>\n<\/ol>\n<\/section>\n<section>\n<!-- SE\u00c7\u00c3O 8.3--><\/p>\n<h3 id=\"s83\">8.3 Produtos para Comunica\u00e7\u00e3o Alternativa<\/h3>\n<figure>\n<h5>Figura 15 &#8211; Software Prancha F\u00e1cil<\/h5>\n<p>    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_29.jpg\" alt=\"\" width=\"479\" height=\"269\" class=\"alignnone size-full wp-image-1598\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_29.jpg 479w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_29-300x168.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 479px) 100vw, 479px\" \/><br \/>\n    <!-- PENDENTE FONTE--><figcaption>Fonte: Acervo do Autor<\/figcaption><\/figure>\n<p>A comunica\u00e7\u00e3o alternativa destina-se a pessoas sem fala ou sem escrita funcional ou em defasagem entre sua necessidade comunicativa e a habilidade de falar e\/ou escrever (<a href=\"#PELOSI2015\">PELOSI; BORGES, 2015<\/a>).<\/p>\n<ol>\n<li type=\"A\"><a href=\"https:\/\/sites.google.com\/a\/nce.ufrj.br\/prancha-facil\/\">Prancha F\u00e1cil<\/a> \u00e9 um software que pode ser usado como um sistema de comunica\u00e7\u00e3o alternativa para crian\u00e7as, jovens e adultos em diferentes contextos, como a casa, a escola, o hospital, espa\u00e7os culturais e muitos outros.<\/li>\n<p><\/p>\n<li type=\"A\"><a href=\"http:\/\/www.livox.com.br\/\">Livox<\/a> \u00e9 um software brasileiro para comunica\u00e7\u00e3o alternativa em tablets. \u00c9 bastante poderoso, n\u00e3o precisa de Internet e permite a edi\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o de pranchas com grande qualidade em v\u00e1rias l\u00ednguas e diversas facilidades de intera\u00e7\u00e3o. Seu uso \u00e9 indicado para in\u00fameras defici\u00eancias, incluindo paralisia cerebral e autismo severo.<\/li>\n<\/ol>\n<\/section>\n<section>\n<!-- SE\u00c7\u00c3O 8.4--><\/p>\n<h3 id=\"s84\">8.4 Produtos para defici\u00eancia auditiva<\/h3>\n<ol>\n<li type=\"A\"><a href=\"http:\/\/www.acessibilidadebrasil.org.br\/libras_3\/\">Dicion\u00e1rios de l\u00ednguas de sinais<\/a>: o mais conhecido \u00e9 o do Instituto Nacional de Educa\u00e7\u00e3o de Surdos (INES), criado pela ONG Acessibilidade Brasil.<\/li>\n<p><\/p>\n<li type=\"A\"><a href=\"https:\/\/www.handtalk.me\">Hand Talk<\/a> e <a href=\"http:\/\/www.prodeaf.net\">ProDeaf<\/a>: dispositivo para smartphones e tablets que tomam um texto falado ou digitado e produzem sua tradu\u00e7\u00e3o para Libras, usando avatares animados de computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica.<\/li>\n<p><\/p>\n<li type=\"A\"><a href=\"http:\/\/www.vlibras.gov.br\/\">VLibras<\/a>: uma su\u00edte de ferramentas empregadas na tradu\u00e7\u00e3o autom\u00e1tica do Portugu\u00eas para a L\u00edngua Brasileira de Sinais. \u00c9 poss\u00edvel utilizar essas ferramentas tanto no computador desktop quanto em smartphones e tablets.<\/li>\n<\/ol>\n<\/section>\n<section>\n<!-- SE\u00c7\u00c3O 8.5--><\/p>\n<h3 id=\"s85\">8.5 Produtos distribu\u00eddos pelo SUS<\/h3>\n<p>O <a href=\"http:\/\/www.brasil.gov.br\/editoria\/saude\/2012\/04\/orteses-e-proteses\">Sistema \u00danico de Sa\u00fade<\/a> oferece gratuitamente equipamentos sensoriais e de locomo\u00e7\u00e3o ao brasileiro com defici\u00eancia. O SUS presta atendimento em diversas especialidades, como:<\/p>\n<ul>\n<li type=\"A\">oftalmologia (com a oferta de lupas, lentes e \u00f3culos especiais para determinadas enfermidades);<\/li>\n<p><\/p>\n<li type=\"A\">otorrinolaringologia (com aparelhos auditivos e de amplifica\u00e7\u00e3o da voz);<\/li>\n<p><\/p>\n<li>ortopedia (com cadeiras de rodas, muletas, palmilhas e pr\u00f3teses de membros inferiores e superiores), entre outras.<\/li>\n<\/ul>\n<p><em>Nota: As \u00f3rteses e as pr\u00f3teses s\u00e3o o maior mercado de Tecnologia Assistiva do Brasil.<\/em><\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O 9--><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"s9\">9 Como ter acesso \u00e0 Tecnologia Assistiva<\/h2>\n<figure>\n<h5>Figura 12 &#8211; Obter Tecnologia Assistiva n\u00e3o \u00e9 algo simples<\/h5>\n<p>    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_31.png\" alt=\"\" width=\"294\" height=\"171\" class=\"alignnone size-full wp-image-1600\" \/><br \/>\n    <!-- PENDENTE FONTE--><figcaption>Fonte: ??? (<a href=\"#\">#<\/a>)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Entre as in\u00fameras possibilidades existentes, \u00e9 preciso escolher a tecnologia mais adequada a cada caso. E, para escolher, \u00e9 preciso conhecer. Mas, como conhecer se s\u00e3o tantos tipos? Primeiro \u00e9 preciso identificar quais s\u00e3o as necessidades relativas \u00e0 defici\u00eancia em quest\u00e3o. O problema inicial \u00e9 saber os detalhes da defici\u00eancia para tentar moldar uma solu\u00e7\u00e3o. E solu\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa necessariamente comprar algo. Pode ser algo f\u00e1cil de criar, uma coisa simples, de baixa tecnologia, que \u00e9 criada pela fam\u00edlia, por um amigo, ou pelo professor, mas uma solu\u00e7\u00e3o que pode ser muito criativa e fazer toda diferen\u00e7a. Claro que pode ser algo car\u00edssimo, de alta tecnologia, mas a\u00ed \u00e9 preciso pensar bem, para n\u00e3o jogar dinheiro no lixo.<\/p>\n<p>Grosso modo, existem tr\u00eas categorias de implementa\u00e7\u00e3o de Tecnologia Assistiva: adapta\u00e7\u00f5es f\u00edsicas ou \u00f3rteses, adapta\u00e7\u00f5es de hardware e softwares especiais de acessibilidade. Em todos os casos encontramos recursos tanto de alta tecnologia (high-tech), quanto de baixa tecnologia (low-tech). Dependendo do tipo de problema do indiv\u00edduo com defici\u00eancia, muitas vezes high-tech e low-tech se misturam e s\u00e3o usados de forma interdependente.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 \u201co que comprar?\u201d. Esse \u00e9 um imenso problema para a fam\u00edlia, estrutura fundamental na educa\u00e7\u00e3o dos filhos, e ainda mais relevante quando se trata de filhos com defici\u00eancia. A fam\u00edlia deve adquirir os conhecimentos necess\u00e1rios para definir, junto com uma equipe de profissionais \u2013 que pode incluir m\u00e9dicos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais \u2013, a escolha da melhor tecnologia que atender\u00e1 seu problema espec\u00edfico.<\/p>\n<p>Tecnologia Assistiva \u00e9 coisa s\u00e9ria e algo que tem que ser escolhido corretamente, na medida em que \u00e9 uma das principais chaves para a amplifica\u00e7\u00e3o do potencial da pessoa com defici\u00eancia. Por outro lado, em geral os familiares conhecem profundamente o problema, a organiza\u00e7\u00e3o do ambiente e as quest\u00f5es financeiras que se relacionam \u00e0 tecnologia a ser usada. Ent\u00e3o, \u00e9 importante dar \u00e0 fam\u00edlia um papel decis\u00f3rio nestas escolhas.<\/p>\n<p>Um ponto muito positivo \u00e9 a exist\u00eancia hoje de uma enorme quantidade de tecnologia que pode ser conseguida de forma gratuita. H\u00e1 muitos produtos baseados em tecnologia computacional gerados em universidades e centros de pesquisa, com financiamento direto do governo ou como resultado de pesquisas.<\/p>\n<p>De todo modo, a busca \u00e9 sempre muito complexa e, por vezes, frustrante devido ao tempo gasto para se chegar pr\u00f3ximo daquilo que precisamos. Para isso, n\u00f3s recomendamos a leitura do texto \u201c<a href=\"http:\/\/intervox.nce.ufrj.br\">Escolhendo Tecnologia Assistiva<\/a>\u201d; ele pode ser um in\u00edcio desta busca, que n\u00e3o \u00e9 uma tarefa r\u00e1pida nem isenta de investimento.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O RESUMO--><\/p>\n<section>\n<h2 id=\"resumo\">Resumo<\/h2>\n<p>\u00c9 indiscut\u00edvel que a tecnologia traz in\u00fameros benef\u00edcios para pessoa com defici\u00eancia, proporcionando que seu potencial humano seja aproveitado muito melhor. A pessoa com defici\u00eancia, por meio do uso da tecnologia, se torna um \u201cindiv\u00edduo equalizado ou amplificado\u201d e pode ter um desempenho compar\u00e1vel (em algumas \u00e1reas) ao de uma pessoa sem defici\u00eancia.<\/p>\n<p>Infelizmente, num mundo extremamente demandante e mut\u00e1vel como o que vivenciamos hoje, a perspectiva de inclus\u00e3o das pessoas com defici\u00eancia n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o promissora como se deveria supor. Ocorre um fen\u00f4meno, que poder\u00edamos denominar de \u201cmeta m\u00f3vel\u201d, no qual, na medida em que a pessoa com defici\u00eancia sobe de patamar na sua efici\u00eancia, a sociedade em pouco tempo desconsidera a vit\u00f3ria e apresenta novos alvos, num processo cont\u00ednuo.<\/p>\n<p>Por exemplo, uma pessoa cega consegue, com o uso do computador, ler e escrever de forma compat\u00edvel com a escrita convencional, mas em pouco tempo a sociedade lhe cobra que desenhe. Quando, atrav\u00e9s de uma nova tecnologia, ela consegue desenhar, ent\u00e3o \u00e9  cobrada agora que saiba combinar cores&#8230; A sociedade n\u00e3o quer equalizar quem tem uma defici\u00eancia com quem (pretensamente) n\u00e3o a tem. Esse processo pode ser visto como um antimodelo social, em que a pessoa passa de novo a ser julgada pelo que n\u00e3o tem, e n\u00e3o pelo que \u00e9 capaz de gerar para a sociedade.<\/p>\n<p>Este n\u00e3o \u00e9 um tema para causar des\u00e2nimo, mas algo verdadeiro que tem que ser enfrentado. N\u00e3o h\u00e1 uma f\u00f3rmula m\u00e1gica; para isso existem leis que podem defender a pessoa contra um mundo que \u00e9 selvagem e insens\u00edvel aos problemas individuais. Estas leis de prote\u00e7\u00e3o t\u00eam que ser baseadas na valoriza\u00e7\u00e3o das pessoas com defici\u00eancia, defendendo-as e promovendo-as com a premissa de que o que \u00e9 mais importante n\u00e3o \u00e9 focar no que a pessoa n\u00e3o \u00e9 capaz de fazer, mas sim no que ela tem condi\u00e7\u00e3o de realizar, com o princ\u00edpio de que \u00e9 necess\u00e1rio estabelecer condi\u00e7\u00f5es adequadas de acessibilidade, para que seja poss\u00edvel amplificar ao m\u00e1ximo os potenciais de cada indiv\u00edduo.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O LIVE --><\/p>\n<section id=\"live\">\n<h3>Live-palestra-conversa<\/h3>\n<p>Live-palestra-conversa sobre este cap\u00edtulo, realizada no dia 1\/7\/2021 no programa <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/playlist?list=PLJ4OGYhKIdcUwE2jKK5iplqyBAmne_sG4\">Conecta<\/a> (CEIE-SBC):<\/p>\n<figure>\n<h5>Registro da live-palestra-conversa com o autor deste cap\u00edtulo<\/h5>\n<p>    <iframe loading=\"lazy\" title=\"[Conecta] Defici\u00eancias e Tecnologia Assistiva: conceitos e aplica\u00e7\u00f5es\" width=\"750\" height=\"422\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uO40gUpDWiI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><figcaption>Fonte: <a href=\"https:\/\/youtu.be\/uO40gUpDWiI\">https:\/\/youtu.be\/uO40gUpDWiI<\/a><\/figcaption><\/figure>\n<p><!--\n\n\n<figure>\n    \n\n<h5>Apresenta\u00e7\u00e3o utilizada na live-palestra-conversa<\/h5>\n\n\n<a href=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Interatividade-SILVA-2021.pptx\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/apresentacao-capa.jpg\" alt=\"Interatividade na educa\u00e7\u00e3o h\u00edbrida\" width=\"70%\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4227\" style=\"border: 1px solid gray;\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/apresentacao-capa.jpg 1920w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/apresentacao-capa-300x169.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/apresentacao-capa-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/apresentacao-capa-768x432.jpg 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/apresentacao-capa-1536x864.jpg 1536w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a>\n    \n \n<figcaption><a href=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Interatividade-SILVA-2021.pdf\">Formato PDF<\/a> (para ler) e <a href=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/Interatividade-SILVA-2021.pptx\">Formato PPT<\/a> (para editar-remixar)<\/figcaption>\n \n\n  <\/figure>\n\n\n--><br \/>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O LEITURAS --><\/p>\n<section id=\"leituras\">\n<h3>Leituras Recomendadas<\/h3>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/pt.scribd.com\/document\/327106448\/acessibilidade-tecnologia-assistiva-pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1229\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_36.png\" alt=\"Acessibilidade e Tecnologia Assistiva\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><br \/>\n  <\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"https:\/\/pt.scribd.com\/document\/327106448\/acessibilidade-tecnologia-assistiva-pdf\"><strong>Acessibilidade e Tecnologia Assistiva<\/strong><br \/>\n    <\/a><br \/>\n    (<a href=\"#SONZA2013\">Andr\u00e9a Poletto Sonza (Org.), 2013<\/a>)<\/p>\n<p><!-- PENDENTE: DESCRI\u00c7\u00c3O DA OBRA-->Texto&#8230;<\/p>\n<\/section>\n<section id=\"leituras\">\n<h3>Leituras Recomendadas<\/h3>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"http:\/\/portal.mec.gov.br\/arquivos\/pdf\/politicaeducespecial.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1229\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_37.png\" alt=\"Pol\u00edtica nacional de Educa\u00e7\u00e3o Especial na perspectiva da Educa\u00e7\u00e3o Inclusiva\" width=\"150\" height=\"150\" \/><\/a><br \/>\n  <\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"http:\/\/portal.mec.gov.br\/arquivos\/pdf\/politicaeducespecial.pdf\"><strong>Pol\u00edtica nacional de Educa\u00e7\u00e3o Especial na perspectiva da Educa\u00e7\u00e3o Inclusiva<\/strong><br \/>\n    <\/a><br \/>\n    (<a href=\"#BRASIL2008\">BRASIL, 2008<\/a>)<\/p>\n<p><!-- PENDENTE: DESCRI\u00c7\u00c3O DA OBRA-->Texto&#8230;<\/p>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O EXERC\u00cdCIOS --><\/p>\n<section id=\"exercicios\">\n<h3 id=\"exercicios\">Exerc\u00edcios<\/h3>\n<ol>\n<li><strong>Encontre as palavras \u00e0 direita da imagem.<\/strong><br \/>\n<figure>\n    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_32.png\" alt=\"Jogo Catavox vers\u00e3o 1.2\" width=\"1008\" height=\"856\" class=\"alignnone size-full wp-image-1601\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_32.png 1008w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_32-300x255.png 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_32-768x652.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1008px) 100vw, 1008px\" \/><br \/>\n    <!-- PENDENTE FONTE--><figcaption>Fonte: Jogo Catavox &#8211; v 1.2<\/figcaption><\/figure>\n<\/li>\n<li>\n<h3>Tema para reflex\u00e3o e discuss\u00e3o I<\/h3>\n<p>As escolas do ensino regular v\u00eam recebendo muitos equipamentos para uso, no processo de inclus\u00e3o escolar, pelos alunos com defici\u00eancia e seus professores. Estes materiais, entretanto, s\u00e3o muitas vezes subutilizados. Alguns sequer sa\u00edram da caixa por falta de quem tenha habilidade para oper\u00e1-los!<\/p>\n<p>Com o intuito de aumentar o conhecimento dos professores e gestores sobre deste importante acervo, que hoje j\u00e1 est\u00e1 disponibilizado e que poderia oferecer tantas possibilidades pedag\u00f3gicas, voc\u00ea foi escolhido para assessorar uma equipe da Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do seu estado.<\/p>\n<p>Dada a escassez de recursos do governo, e levando em considera\u00e7\u00e3o a enorme quantidade de professores e sua vasta distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, escolha apenas uma das seguintes abordagens para ser implementada.<\/p>\n<ol>\n<li type=\"A\">cria\u00e7\u00e3o de cursos a dist\u00e2ncia espec\u00edficos sobre a opera\u00e7\u00e3o destes artefatos;<\/li>\n<li type=\"A\">cria\u00e7\u00e3o de oficinas pr\u00e1ticas presenciais sobre a opera\u00e7\u00e3o destes artefatos para um n\u00famero restrito de professores multiplicadores, escolhidos por crit\u00e9rios de distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica;<\/li>\n<li type=\"A\">produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos demonstrativos no Youtube sobre a instala\u00e7\u00e3o e o uso dos equipamentos.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Justifique sua escolha, obviamente&#8230;  H\u00e1 alguma outra op\u00e7\u00e3o, fora estas tr\u00eas, que voc\u00ea escolheria?<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<h3>Tema para discuss\u00e3o II<\/h3>\n<p>Quando pensamos em tantos artefatos da Tecnologia Assistiva que j\u00e1 existem, e em quanto eles j\u00e1 modificaram para melhor a vida das pessoas com defici\u00eancia visual, poder\u00edamos pensar:<\/p>\n<p><em>Algum dia uma pessoa com defici\u00eancia que tenha acesso aos poderosos artefatos de Tecnologia Assistiva n\u00e3o ser\u00e1 mais encarada funcionalmente como deficiente?<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples como parece a resposta, e o racioc\u00ednio nos conduz \u00e0 constata\u00e7\u00e3o de uma dose alta de perversidade dos seres humanos, que \u00e9 ilustrada num pequeno filme que voc\u00ea deve assistir antes de responder.<\/p>\n<p><strong>Os limites da defici\u00eancia<\/strong> (<a href=\"http:\/\/www.youtube.com\/watch?v=SQZ_BPQry8E\">www.youtube.com\/watch?v=SQZ_BPQry8E<\/a>)<br \/>\nNota: Este filme foi uma palestra realizada para o evento TEDx e demonstra que, \u00e0 medida que uma nova tecnologia d\u00e1 poder \u00e0 pessoa com defici\u00eancia, a sociedade reage, mostrando que \u201cela ainda n\u00e3o chegou l\u00e1\u201d.<\/p>\n<\/li>\n<li>\n<h3>Tema para discuss\u00e3o III<\/h3>\n<p>Suponha que certo aluno cego da 4\u00aa s\u00e9rie do Ensino Fundamental receba um tema complexo para pesquisar, como, por exemplo, o desmatamento da Amaz\u00f4nia. O trabalho deve ser feito em grupo de 3 pessoas, e na 4\u00aa s\u00e9rie ele \u00e9 o \u00fanico cego. Ele vai fazer o trabalho em conjunto com mais 2 alunos, que n\u00e3o s\u00e3o cegos. Ele domina o uso de ferramentas para leitura e escrita por computador, mas n\u00e3o domina outras ferramentas.<\/p>\n<p>Que orienta\u00e7\u00e3o voc\u00ea daria a este aluno, para maximizar sua intera\u00e7\u00e3o com os outros colegas e para que a pesquisa na internet fique a mais agrad\u00e1vel, eficiente e \u00fatil poss\u00edvel?  N\u00e3o se esque\u00e7a de que a sua solu\u00e7\u00e3o deve ser totalmente inclusiva, ou seja, todos devem poder compartilhar os resultados obtidos com os outros colegas. Ser\u00e1 conveniente, ou n\u00e3o, ensinar as ferramentas usadas pelo estudante com defici\u00eancia para os outros alunos?<\/p>\n<\/li>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O REFER\u00caNCIAS --><\/p>\n<section id=\"referencias\">\n<h3>Refer\u00eancias<\/h3>\n<p id=\"BERSCH2017\">BERSCH, R. <a href=\"http:\/\/www.assistiva.com.br\/Introducao_Tecnologia_Assistiva.pdf\">Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Tecnologia Assistiva \u2013 Assistiva  &#8211; Tecnologia e Educa\u00e7\u00e3o<\/a>. Porto Alegre\/RS, 2017. Acesso em: 28 out. 2019.<\/p>\n<p id=\"BORGES2009\">BORGES, J. A. <a href=\"http:\/\/www.intervox.nce.ufrj.br\/dosvox\/textos\/tese_antonio_borges.pdf\">Do Braille ao <em>DOSVOX \u2013 diferen\u00e7as nas vidas dos cegos brasileiros<\/em><\/a>. Rio de Janeiro: UFRJ\/COPPE, 2009.<\/p>\n<p id=\"BORGES2012\">BORGES, J. A. S. <a href=\"http:\/\/www.planetaeducacao.com.br\/portal\/Celebrando-Diversidade.pdf\"><em>Tecnologia Assistiva e Defici\u00eancia Visual: Conquista e Desafios.<\/em><\/a> In: Flavia Boni Licht; Nubia Silveira. (Org.). Rio de Janeiro: Planeta Educa\u00e7\u00e3o, 2012, v. 1, p. 150-159.<\/p>\n<p id=\"BORGES2013\">BORGES DE OLIVEIRA, Cristina. <a href=\"http:\/\/www.redalyc.org\/articulo.oa?id=27529319009\">Jovens deficientes na universidade: experi\u00eancias de acessibilidade.<\/a> In: Revista Brasileira de Educa\u00e7\u00e3o, vol. 18, n\u00fam. 55, octubre-diciembre, 2013, pp. 961-984. Associa\u00e7\u00e3o Nacional de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e Pesquisa em Educa\u00e7\u00e3o, Rio de Janeiro, Brasil.<\/p>\n<p id=\"DIAS2013\">DIAS, A. F. S.; FRANCA, J. B. S.; BORGES, M. R. S. <a href=\"240-246.pdf\"><em>Tecnologia Assistiva: Um Survey com portadores de defici\u00eancia visual em ambiente virtual de aprendizagem a partir do Modelo TAM.<\/em><\/a> In: XVIII Confer\u00eancia Internacional sobre Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, 2013, Porto Alegre. XVIII Confer\u00eancia Internacional sobre Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, 2013.<\/p>\n<p id=\"DIAS2014\">DIAS, A. F. S.; FRANCA, J. B. S.; BORGES, A. S.; BORGES, M. R. S.; GOUVEA, M. T. <a href=\"http:\/\/www.tise.cl\/volumen10\/TISE2014\/tise2014_submission_324.pdf\"><em>JOGAVOX: uma abordagem de aprendizagem colaborativa com pessoas deficientes visuais.<\/em><\/a> In: Confer\u00eancia Internacional sobre Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o, 2014, Fortaleza. Tise 2014, 2014.<\/p>\n<p id=\"DIAS2015\">DIAS, A. F. S.; FRANCA, J. B. S.; ASSAIFE, F.; BORGES, M. R. S.; BORGES, J. A. S. <a href=\"http:\/\/www.tise.cl\/volumen11\/TISE2015\/261-271.pdf\"><em>Educa\u00e7\u00e3o inclusiva para crian\u00e7as especiais\/surdas com apoio de livro interativo digital.<\/em><\/a> In: TISE 2015 &#8211; XX Confer\u00eancia Internacional de Inform\u00e1tica Educativa, 2015, Santiago. TISE 2015, 2015.<\/p>\n<p id=\"DIAS2016\">DIAS, A. F. S.; GUARDATTI, I. M.; Cohen, R.; CARREIRA, P. C. C.; HOUZEL, J. C. <a href=\"http:\/\/www.editorarealize.com.br\/revistas\/cintedi\/trabalhos\/TRABALHO_EV060_MD1_SA12_ID3586_20102016094538.pdf\"><em>A INCLUS\u00c3O NO ENSINO SUPERIOR: IMPLANTA\u00c7\u00c3O DE POL\u00cdTICAS DE ACESSIBILIDADE NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO.<\/em><\/a> In: II Congresso Internacional de Educa\u00e7\u00e3o Inclusiva (II CINTED), 2016, Campina Grande\/PB. II Jornada Chilena Brasileira de Educa\u00e7\u00e3o Inclusiva, 2016.<\/p>\n<p id=\"GALVAOFILHO2012\">GALV\u00c3O FILHO, T. <a href=\"http:\/\/www.galvaofilho.net\/TA_educacao.pdf\"><em>Tecnologia Assistiva: favorecendo o desenvolvimento e a aprendizagem em contextos educacionais inclusivos.<\/em><\/a> In: GIROTO, C. R. M.; POKER, R. B.; OMOTE, S. (org.). As tecnologias nas pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas inclusivas. Mar\u00edlia\/SP: Cultura Acad\u00eamica, p. 65-92, 2012.<\/p>\n<p id=\"BRASIL2019\">BRASIL. [Legisla\u00e7\u00e3o]. <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/CCIVIL_03\/_Ato2015-2018\/2015\/Lei\/L13146.htm\">Institui a Lei Brasileira de Inclus\u00e3o da Pessoa com Defici\u00eancia (Estatuto da Pessoa com Defici\u00eancia).<\/a> Lei 13.146, de 06\/07\/2015. Acesso em: 28 out. 2019.<\/p>\n<p id=\"IBDD2014\">IBDD [Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Defici\u00eancia]. <a href=\"http:\/\/www.ibdd.org.br\/arquivos\/cartilha%20ibdd%202014.pdf\">Cartilha IBDD dos direitos da pessoa com defici\u00eancia \u2013 IBDD<\/a>. Rio de Janeiro, 2014.<\/p>\n<p id=\"KRANZBERG1986\">KRANZBERG, M. &#8220;Technology and History: \u2018Kranzberg&#8217;s Laws\u2019&#8221;. Technology and Culture. 27 (3): 544\u2013560. July 1986. <a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Digital_object_identifier\">doi<\/a>: <a href=\"https:\/\/doi.org\/10.2307\/3105385\">10.2307\/3105385<\/a>.<\/p>\n<p id=\"LICHT2010\">LICHT. F. B. e Silveira, N. (org.). <a href=\"http:\/\/www.planetaeducacao.com.br\/portal\/Celebrando-Diversidade.pdf.\">Celebrando a Diversidade &#8211; Pessoas com Defici\u00eancia e Direito \u00e0 Inclus\u00e3o<\/a>. Ed. Planeta Educa\u00e7\u00e3o, 2010.<\/p>\n<p id=\"MANTOAN2003\">MANTOAN, Maria Teresa Egl\u00e9r. <a href=\"https:\/\/acessibilidade.ufg.br\/up\/211\/o\/INCLUS\u00c3O-ESCOLARMaria-Teresa-Egl\u00e9r-Mantoan-Inclus\u00e3o-Escolar.pdf\">Inclus\u00e3o Escolar: O que \u00e9. Por qu\u00ea. Como fazer.<\/a> S\u00e3o Paulo: Moderna, 2003. p. 13-20 e 27-34.<\/p>\n<p id=\"PELOSI2015\">PELOSI, M. B.; BORGES, J. A. S. <a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/282135345_Prancha_Facil_-_uma_nova_abordagem_para_producao_de_pranchas_para_Comunicacao_Alternativa\"><em>Prancha F\u00e1cil &#8211; uma nova abordagem para produ\u00e7\u00e3o de pranchas para Comunica\u00e7\u00e3o Alternativa.<\/em><\/a> In: VI Congresso Brasileiro de Comunica\u00e7\u00e3o Alternativa &#8211; ISAAC Brasil, 2015, Campinas &#8211; SP. Anais do VI Congresso Brasileiro de Comunica\u00e7\u00e3o Alternativa, 2015.<\/p>\n<p><!-- PENDENTE: faltam dados --><\/p>\n<p id=\"RADABAUGH\">RADABAUGH, M. P. <a href=\"http:\/\/www.ncddr.org\/rpp\/techaf\/lrp_ov.html\">NIDRR&#8217;s Long Range Plan &#8211; Technology for Access and Function Research Section Two: NIDDR Research Agenda Chapter 5: TECHNOLOGY FOR ACCESS AND FUNCTION<\/a>.<\/p>\n<p id=\"SANTOS2016\">SANTOS, M. P., Santiago, M. C. e Melo, S. C. <a href=\"http:\/\/www.revistaleph.uff.br\/index.php\/REVISTALEPH\/article\/view\/153\">Forma\u00e7\u00e3o de Professores para o Atendimento Educacional Especializado: o que dizem as pesquisas?.<\/a> In: Inclus\u00e3o Escolar e Educa\u00e7\u00e3o Especial no Brasil: entre o institu\u00eddo e o instituinte.  ABPEE, 2016, p. 149-168. Mar\u00edlia.<\/p>\n<p id=\"SONZA2011\">SONZA, Andrea Poletto; KADE, A.; FA\u00c7ANHA, A.; REZENDE, A. L. A.; NASCIMENTO, G. S.; ROSITO, M. C.; BORTOLINI, S.;  FERNANDES, W. L. <a href=\"http:\/\/www.planetaeducacao.com.br\/portal\/conteudo_referencia\/acessibilidade-tecnologia-assistiva.pdf\">Acessibilidade e Tecnologia Assistiva: pensando a inclus\u00e3o  sociodigital de PNEs<\/a>. 2011.<\/p>\n<p id=\"TECNOASSIST2002\">TECNOASSIST. <a href=\"http:\/\/intervox.nce.ufrj.br\">TECNOASSIST \u2013 Projetos de acessibilidade para deficientes<\/a>. 2002.<\/p>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O AUTORES --><\/p>\n<section id=\"listaAutores\">\n<h3>Sobre os autores<\/h3>\n<section id=\"BORGES\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-974\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_33.png\" alt=\"Jos\u00e9 Antonio dos Santos Borges\" width=\"150\" height=\"200\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\"><strong>Jos\u00e9 Antonio dos Santos Borges<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/1957526921210046\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/1957526921210046<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Mestre e Doutor em Engenharia de Sistemas e Computa\u00e7\u00e3o pela COPPE\/UFRJ (1989 e 2009), gradua\u00e7\u00e3o em Matem\u00e1tica mod. Inform\u00e1tica pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1980) e gradua\u00e7\u00e3o em Piano &#8211; Conservat\u00f3rio Brasileiro de M\u00fasica (1977). Trabalha como pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro, atuando como coordenador do Laborat\u00f3rio de Aplica\u00e7\u00f5es Computacionais em Tecnologia Assistiva (TecnoAssist\/NCE\/UFRJ), onde desenvolveu  grande quantidade de sistemas para acesso de deficientes aos computadores, como o Dosvox (computa\u00e7\u00e3o para deficientes visuais), Braille F\u00e1cil (impress\u00e3o Braille computadorizada), Microf\u00eanix (para pessoas com graves comprometimentos f\u00edsicos), Prancha F\u00e1cil (para comunica\u00e7\u00e3o alternativa), entre muitos outros. \u00c9 professor colaborador nos cursos de mestrado e doutorado do HCTE\/UFRJ, onde leciona disciplinas e orienta alunos em temas relacionados com Defici\u00eancia, Tecnologia e Sociedade. Tem importante participa\u00e7\u00e3o em educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia para forma\u00e7\u00e3o continuada de professores, coordenando o curso de Extens\u00e3o de Tecnologia Assistiva\/MEC\/UFRJ e o curso de Extens\u00e3o de Tecnologia Assistiva\/UFRJ. Gerou o conte\u00fado de v\u00e1rios cursos a dist\u00e2ncia relacionados a pessoas com defici\u00eancia e tecnologia. No passado, teve tamb\u00e9m atua\u00e7\u00e3o destacada em softwares para microeletr\u00f4nica, s\u00edntese de voz, sistemas para cartografia t\u00e1til adaptada, computa\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica e produ\u00e7\u00e3o de CD-ROM multim\u00eddia.<\/span><br \/>\n    <\/section>\n<section id=\"DIAS\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-974\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_34.png\" alt=\"Ang\u00e9lica Fonseca da Silva Dias\" width=\"150\" height=\"200\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\"><strong>Ang\u00e9lica Fonseca da Silva Dias<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/8795875378897586\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/8795875378897586<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Doutora em Gest\u00e3o de Sistemas Complexos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestre em Sistemas de Informa\u00e7\u00e3o pela UFRJ, MBA em Gest\u00e3o Executiva\/E-Business pelo Coppead\/UFRJ e Intelig\u00eancia e Database Marketing e Ger\u00eancia Avan\u00e7ada de Projetos pela UFRJ. Docente convidada dos programas de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o do Instituto de Economia, Departamento de Computa\u00e7\u00e3o e Instituto T\u00e9rcio Pacitti da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Atuou como coordenadora de metodologia de pesquisa no Projeto do Minist\u00e9rio das Cidades\/Instituto de Economia\/UFRJ. Foi Coordenadora de Tutoria da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em M\u00eddias na Educa\u00e7\u00e3o\/UFRJ\/MEC; Docente on-line dos programas MBA Executivo do Coppead, IBMEC e Cederj. Coordenadora Acad\u00eamica do Projeto de Extens\u00e3o de Tecnologia Assistiva\/UFRJ\/MEC e Pesquisadora do Laborat\u00f3rio de Aplica\u00e7\u00f5es Computacionais em Tecnologia Assistiva \u2013 TecnoAssist\/NCE\/UFRJ, onde atua nas \u00e1reas de ado\u00e7\u00e3o de tecnologia e transfer\u00eancia de conhecimento. Membro da equipe de pesquisa CNPQ \u2013 Projeto Acelera\u00e7\u00e3o da Transfer\u00eancia de Conhecimento de Especialistas para Equipes\/Linha 2. Participou como pesquisadora do Projeto TV Digital na Educa\u00e7\u00e3o\/FINEP. Possui experi\u00eancia nas \u00e1reas de Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica, Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o e Educa\u00e7\u00e3o. Tem interesse nos seguintes temas: Gest\u00e3o do Conhecimento, Trabalho e Aprendizagem Cooperativa apoiada por Computador (CSCW e CSCL), Tecnologia Assistiva e Educa\u00e7\u00e3o a Dist\u00e2ncia.<\/span><br \/>\n    <\/section>\n<section id=\"OLIVEIRA\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-974\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/10\/18DTA_35.png\" alt=\"Juliana Coutinho Oliveira\" width=\"150\" height=\"200\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\"><strong>Juliana Coutinho Oliveira<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6756793134054400\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/6756793134054400<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Doutora em Hist\u00f3ria das Ci\u00eancias e das T\u00e9cnicas e Epistemologia \u2013 HCTE \u2013 da Universidade Federal do Rio de Janeiro\/UFRJ, Mestre em Administra\u00e7\u00e3o pelo Coppead-UFRJ (2005) e graduada em Comunica\u00e7\u00e3o Social pela Universidade Federal Fluminense (2000). Tem como \u00e1reas de especializa\u00e7\u00e3o a comunica\u00e7\u00e3o corporativa e a inclus\u00e3o social de pessoas com defici\u00eancia. \u00c9 analista executiva no Inmetro desde 2008. Atua como apresentadora do Programa Especial, veiculado em rede nacional pela TV Brasil. Pesquisadora nos temas relacionados aos Estudos de Ci\u00eancia e Tecnologia, envolvendo aspectos de intera\u00e7\u00e3o social e desenvolvimento das pessoas com defici\u00eancia, com foco especial no estudo de personagens com defici\u00eancia nas telenovelas brasileiras.<\/span><br \/>\n    <\/section>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O CITAR --><\/p>\n<section id=\"citar\">\n<h3>Como citar este cap\u00edtulo<\/h3>\n<blockquote><p>BORGES, Jos\u00e9 Antonio dos Santos; DIAS, Ang\u00e9lica Fonseca da Silva; OLIVEIRA, Juliana Coutinho. Defici\u00eancias e Tecnologia Assistiva: Conceitos e aplica\u00e7\u00f5es. In: SANTOS, Edm\u00e9a O.; PIMENTEL, Mariano; SAMPAIO, F\u00e1bio F. (Org.). <b>Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o<\/b>: autoria, linguagens, multiletramentos e inclus\u00e3o. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o, 2021. (S\u00e9rie Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o CEIE-SBC, v.2) Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/tecnologiaassistiva&gt;\n    <\/p><\/blockquote>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O COMENT\u00c1RIOS --><\/p>\n<section id=\"comentarios\"><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Jos\u00e9 Antonio dos Santos Borges, Ang\u00e9lica Fonseca da Silva Dias, Juliana Coutinho Oliveira) Voc\u00ea j\u00e1 imaginou viver sem tecnologia? 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