{"id":1476,"date":"2019-09-26T19:44:11","date_gmt":"2019-09-26T22:44:11","guid":{"rendered":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/?p=1476"},"modified":"2021-04-09T16:08:57","modified_gmt":"2021-04-09T19:08:57","slug":"literaciadigital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/index.php\/literaciadigital\/","title":{"rendered":"Literacia digital como compet\u00eancia para a cidadania global"},"content":{"rendered":"<p>(<a href=\"#MARTINS\">Scheila Wesley Martins<\/a>, <a href=\"#MARTINS2\">Joaquim Welley Martins<\/a>, <a href=\"#ALVES\">Fernanda Maria Melo Alves<\/a>)<\/p>\n<p><!-- IMAGEM DISPARADORA --><\/p>\n<section id=\"imagemDisparadora\">\n  <a href=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/literaciaDigital.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/literaciaDigital-1024x971.jpg\" alt=\"Literacia Digital\" width=\"750\" height=\"711\" class=\"aligncenter size-large wp-image-1870\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/literaciaDigital-1024x971.jpg 1024w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/literaciaDigital-300x284.jpg 300w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/literaciaDigital-768x728.jpg 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/literaciaDigital-1536x1457.jpg 1536w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/literaciaDigital.jpg 2048w\" sizes=\"auto, (max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><\/a><\/p>\n<p><!-- QUEST\u00c3O DE ABERTURA --><\/p>\n<h4>Estamos preparados para exercer a cidadania global?<\/h4>\n<p><!-- TEXTO INTRODUT\u00d3RIO --><\/p>\n<p>Atualmente, educa\u00e7\u00e3o, o conhecimento e a sociedade em rede fazem parte do nosso cotidiano, e os cidad\u00e3os de todo o mundo devem preparar-se para manejar de forma eficiente e eficaz compet\u00eancias e habilidades espec\u00edficas indispens\u00e1veis para educa\u00e7\u00e3o ao longo da vida, denominada literacia digital. Mas o que \u00e9 a literacia digital? Como podemos resolver as novas necessidades de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os e prepar\u00e1-los para a viv\u00eancia e conviv\u00eancia no mundo tecnologicamente globalizado? Algumas organiza\u00e7\u00f5es e cientistas relacionados com a educa\u00e7\u00e3o e a cultura publicam orienta\u00e7\u00f5es nesse sentido, as quais t\u00eam sido utilizadas por institui\u00e7\u00f5es educativas em a\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica. E n\u00f3s, qual o papel social do cidad\u00e3o diante do novo paradigma educativo? Como preparar os jovens para fazer frente \u00e0s exig\u00eancias da nova ordem global, para o exerc\u00edcio da cidadania digital, usando a informa\u00e7\u00e3o e a tecnologia de forma \u00e9tica e exercendo a cidadania de forma consciente? O presente cap\u00edtulo foi concebido como um espa\u00e7o para refletirmos juntos sobre estas quest\u00f5es e pensarmos em solu\u00e7\u00f5es potenciais para a cidadania digital global.\n<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- OBJETIVOS EDUCACIONAIS --><\/p>\n<section id=\"objetivosEducacionais\">\n<h4>Objetivos Educacionais:<\/h4>\n<ul>\n<li>Compreender a import\u00e2ncia e o papel das novas Tecnologias de Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o (TIC) no contexto geral do s\u00e9culo XXI e sua aplica\u00e7\u00e3o regular em todas as situa\u00e7\u00f5es da vida moderna.<\/li>\n<li>Distinguir o conceito e a defini\u00e7\u00e3o do termo literacia digital, integrado em um conjunto de compet\u00eancias, habilidades e atitudes complementares, indispens\u00e1veis para a vida atual.<\/li>\n<li>Reconhecer as implica\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gico-did\u00e1ticas da literacia digital e motivar seu uso na forma\u00e7\u00e3o escolar em todos os n\u00edveis.<\/li>\n<li>Compreender a literacia digital como compet\u00eancia para a atividade profissional na sociedade contempor\u00e2nea.<\/li>\n<li>Conscientizar-se para o uso \u00e9tico da tecnologia e da informa\u00e7\u00e3o, visando ao exerc\u00edcio da cidadania ativa no novo paradigma informacional e comunicacional.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>\u00cdndice:<\/h4>\n<ul>\n<li><a href=\"#s1\">1 Introdu\u00e7\u00e3o<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s2\">2 Literacia digital e suas implica\u00e7\u00f5es<\/a>\n<ul>\n<li><a href=\"#s21\">2.1 Implica\u00e7\u00f5es para a forma\u00e7\u00e3o escolar<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s22\">2.2 Implica\u00e7\u00f5es para o exerc\u00edcio profissional<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#s23\">2.3 Implica\u00e7\u00f5es para o exerc\u00edcio da cidadania<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li><a href=\"#s3\">3 Conclus\u00e3o<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#resumo\">Resumo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#leituras\">Leituras Recomendadas<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#exercicios\">Exerc\u00edcios<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#referencias\">Refer\u00eancias<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#listaAutores\">Sobre as Autoras<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#citar\">Como citar este cap\u00edtulo<\/a><\/li>\n<li><a href=\"#comentarios\">Coment\u00e1rios<\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/section>\n<section>\n  <!-- SE\u00c7\u00c3O --><\/p>\n<h2 id=\"s1\">1 Introdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>O desenvolvimento das Tecnologias de Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o (<a href=\"https:\/\/www.infoescola.com\/informatica\/tecnologia-da-informacao-e-comunicacao\/\">TIC<\/a>) disponibiliza numerosas fontes de informa\u00e7\u00e3o, em distintos suportes, que ampliam a comunica\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o e seu uso cotidiano, facilitam a aprendizagem ao longo da vida e a aplica\u00e7\u00e3o do conhecimento em v\u00e1rios n\u00edveis e setores da sociedade atual. A Declara\u00e7\u00e3o Universal de Direitos Humanos (<a href=\"#ONU1948\">ONU, 1948<\/a>) consagra o direito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, e a Recomenda\u00e7\u00e3o da <a href=\"http:\/\/www.unesco.org\">UNESCO<\/a> sobre a Normaliza\u00e7\u00e3o Internacional de Estat\u00edsticas Educativas (<a href=\"#UNESCO1958\">UNESCO, 1958<\/a>) explica que uma pessoa alfabetizada pode ler e escrever uma ora\u00e7\u00e3o simples e breve na sua vida cotidiana, al\u00e9m de compreender o respectivo sentido. Consideramos essa afirma\u00e7\u00e3o como a primeira defini\u00e7\u00e3o de alfabetiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (UNESCO)<\/h5>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (acr\u00f4nimo de <em>United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization<\/em> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.unesco.org\">UNESCO<\/a>) \u00e9 uma ag\u00eancia especializada das Na\u00e7\u00f5es Unidas (<a href=\"http:\/\/www.un.org\">ONU<\/a>) com sede em Paris, fundada em 4 de novembro de 1946 com o objetivo de contribuir para a paz e seguran\u00e7a no mundo mediante a educa\u00e7\u00e3o, ci\u00eancias naturais, ci\u00eancias sociais\/humanas e comunica\u00e7\u00f5es\/informa\u00e7\u00e3o. (&#8230;) A UNESCO persegue seus objetivos atrav\u00e9s de cinco grandes programas: educa\u00e7\u00e3o, ci\u00eancias naturais, ci\u00eancias sociais\/humanas, cultura e comunica\u00e7\u00e3o\/informa\u00e7\u00e3o. Projetos patrocinados pela UNESCO incluem programas de alfabetiza\u00e7\u00e3o, t\u00e9cnicos e de forma\u00e7\u00e3o de professores, programas cient\u00edficos internacionais, promo\u00e7\u00e3o de m\u00eddia independente e liberdade de imprensa, projetos de hist\u00f3ria regional e cultural, promo\u00e7\u00e3o de diversidade cultural, tradu\u00e7\u00f5es de literatura mundial, acordos de coopera\u00e7\u00e3o internacional para garantir o patrim\u00f4nio cultural e natural mundial (Patrim\u00f4nio Mundial) e para preservar os direitos humanos, e tenta superar a divis\u00e3o digital mundial. \u00c9 tamb\u00e9m membro do Grupo de Desenvolvimento das Na\u00e7\u00f5es Unidas.<\/p>\n<\/section>\n<p>A forma como se define a alfabetiza\u00e7\u00e3o reflete nas metas e estrat\u00e9gias adotadas, programas e pol\u00edticas, m\u00e9todos de ensino e aprendizagem, programas e materiais educativos, e o tipo de defini\u00e7\u00e3o adotado determina a forma de supervisar e avaliar os resultados alcan\u00e7ados na luta contra o analfabetismo (<a href=\"#UNESCO2004\">UNESCO, 2004<\/a>). Entretanto, o conceito de alfabetiza\u00e7\u00e3o foi evoluindo.<\/p>\n<p>Consultamos os relat\u00f3rios <em>Alfabetizaci\u00f3n y Educaci\u00f3n. Lecciones desde la pr\u00e1ctica innovadora en Am\u00e9rica Latina y el Caribe<\/em> (<a href=\"#OREALCUNESCO2013\">OREALC\/UNESCO, 2013<\/a>) e <em>Enfoque Estrat\u00e9gico sobre las TIC en Educaci\u00f3n en Am\u00e9rica Latina y el Caribe<\/em> (<a href=\"#OREALCUNESCO2014\">OREALC\/UNESCO, 2014<\/a>), que destacam a evolu\u00e7\u00e3o da alfabetiza\u00e7\u00e3o e as experi\u00eancias efetuadas na regi\u00e3o latino-americana para o aproveitamento do potencial das TIC a favor da educa\u00e7\u00e3o e do desenvolvimento.<\/p>\n<p>No Brasil, a <a href=\"http:\/\/www.sbc.org.br\">SBC<\/a> \u00e9 entidade correspons\u00e1vel por elaborar <a href=\"http:\/\/www.educabrasil.com.br\/dcns-diretrizes-curriculares-nacionais\/\">Diretrizes Curriculares Nacionais<\/a> do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (<a href=\"http:\/\/portal.mec.gov.br\/\">MEC<\/a>). Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a alfabetiza\u00e7\u00e3o articulou-se com o novo contexto tecnol\u00f3gico e cient\u00edfico. Atrav\u00e9s da literatura consultada, verificamos que esta \u201cnova alfabetiza\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 usada com diferentes terminologias, coexistindo no Brasil os termos compet\u00eancia em informa\u00e7\u00e3o, letramento informacional e literacia informacional. Noutros pa\u00edses, usam-se <em><a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Digital_literacy\">digital literacy<\/a>, media literacy, computational literacy, information literacy, alfabetizaci\u00f3n informativa, literacia informacional, ma\u00eetrise de l\u2019 information<\/em> e outros (<a href=\"#ZYLKA2011\">ZYLKA; MUELLER; MARTINS, 2011<\/a>), uma amplitude sem\u00e2ntica dos conceitos e da plurissignifica\u00e7\u00e3o, pelo fato de ser uma \u00e1rea em forma\u00e7\u00e3o, e, segundo <a href=\"#MACKEY2011\">Mackey e Jacobson (2011)<\/a>, pela sua expans\u00e3o e redefini\u00e7\u00e3o em contextos digitais participativos, que lhe vai permitir alcan\u00e7ar gradualmente consolida\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n<p>A <strong>literacia digital<\/strong> (<em>digital information<\/em>) est\u00e1 incorporada na literacia informacional (<em>information literacy<\/em>), requerendo esta \u00faltima o uso eficaz das tecnologias, embora n\u00e3o se limite a essas compet\u00eancias (<a href=\"#BLIGNAUT2010\">BLIGNAUT; ELS, 2010<\/a>). \u00c9 uma habilidade para usar os computadores, incluindo o uso e a produ\u00e7\u00e3o de m\u00eddias digitais, o processamento e a recupera\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, a participa\u00e7\u00e3o em redes sociais para a cria\u00e7\u00e3o e o compartilhamento do conhecimento e um conjunto de habilidades profissionais de computa\u00e7\u00e3o (<a href=\"#UNESCO2011\">UNESCO, 2011<\/a>).<\/p>\n<p>No nosso contexto educativo, temos consci\u00eancia de que estas capacidades raramente s\u00e3o ensinadas nas escolas ou avaliadas regularmente, por isso, os sistemas escolares enfrentam hoje o desafio de incluir a literacia digital em todos os n\u00edveis do sistema educativo e na forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua dos professores. Esta inclus\u00e3o diz respeito \u00e0 educa\u00e7\u00e3o p\u00fablica e aos pol\u00edticos na planifica\u00e7\u00e3o da integra\u00e7\u00e3o das <strong>TIC<\/strong> nos curr\u00edculos, na comunica\u00e7\u00e3o e na gest\u00e3o das escolas (<a href=\"#UNESCO2011\">UNESCO, 2011<\/a>).<\/p>\n<p>E no mercado de trabalho, qual seria a import\u00e2ncia da literacia digital? A nossa experi\u00eancia comprova que muitos empregadores na avalia\u00e7\u00e3o de candidaturas de emprego exigem o dom\u00ednio da literacia digital, que funciona como um catalisador, treinando outras habilidades importantes. Como vivemos em rede, \u00e9 fundamental que cada cidad\u00e3o seja alfabeto digital (<em>digitally literat<\/em>) e que tenha compet\u00eancias-chave para aplicar em diversas atividades profissionais.<\/p>\n<p>A literacia digital abarca tamb\u00e9m a preocupa\u00e7\u00e3o de usar a informa\u00e7\u00e3o de forma \u00e9tica no contexto social\/virtual em que vivemos, respeitando os usu\u00e1rios da informa\u00e7\u00e3o, individual ou coletivamente. Como cidad\u00e3os do mundo global, devemos utilizar a informa\u00e7\u00e3o de forma eficaz e eficiente, al\u00e9m de promover o exerc\u00edcio da cidadania ativa e compartilhada no novo paradigma informacional e comunicacional.<\/p>\n<p>O paradigma da literacia digital para o s\u00e9culo XXI \u00e9 universal, devendo, portanto, ser inclu\u00eddo nos conte\u00fados dos diferentes n\u00edveis de educa\u00e7\u00e3o de forma transversal. Por estarmos de acordo com estas constata\u00e7\u00f5es, o presente cap\u00edtulo prop\u00f5e um estudo da literacia digital como compet\u00eancia para a cidadania global, abrangendo aspectos que consideramos fundamentais, a forma\u00e7\u00e3o escolar, a pr\u00e1tica profissional, a vida social e cultural e o exerc\u00edcio da cidadania.<\/p>\n<\/section>\n<section>\n  <!-- SE\u00c7\u00c3O --><\/p>\n<h2 id=\"s2\">2 Literacia digital e suas implica\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>Tal como temos observado, as descobertas cient\u00edficas e tecnol\u00f3gicas, alcan\u00e7adas no final do s\u00e9culo XX e no in\u00edcio do XXI, facilitaram o desenvolvimento de alguns povos, pa\u00edses e regi\u00f5es, continuando, no entanto, outros sem alcan\u00e7ar oportunidades e melhorias, fato que agrava as desigualdades em todos os n\u00edveis (<a href=\"#CASTELLS2003\">CASTELLS, 2003<\/a>; <a href=\"#HOLANDA2006\">HOLANDA; DALL&#8217;ANTONIA, 2006<\/a>). O que nos preocupa, e a todos em geral, \u00e9 o atual contexto de crescente interdepend\u00eancia e globaliza\u00e7\u00e3o dos mercados, assim como o consequente aumento de dificuldades e problemas, que obrigam as autoridades a avaliar esses riscos e a adotar os recursos necess\u00e1rios e adequados para super\u00e1-los.<\/p>\n<\/section>\n<section>\n  <!-- SE\u00c7\u00c3O --><\/p>\n<h3 id=\"s21\">2.1 Implica\u00e7\u00f5es para a forma\u00e7\u00e3o escolar<\/h3>\n<p>Esta se\u00e7\u00e3o est\u00e1 orientada pela seguinte pergunta: como resolver as novas necessidades informacionais dos estudantes e prepar\u00e1-los para a vida?<\/p>\n<p>A mesma preocupa\u00e7\u00e3o levou <a href=\"http:\/\/wp.comminfo.rutgers.edu\/ckuhlthau\/\">Carol Kuhlthau<\/a>, bibliotec\u00e1ria, pesquisadora educadora, a efetuar pesquisas aplicadas a estudantes e a propor um modelo de processo de pesquisa da informa\u00e7\u00e3o, denominado <em>Information Search Process<\/em> (<a href=\"#KUHLTHAU2017\">KUHLTHAU, 2017<\/a>), que abrange a esfera cognitiva (os pensamentos do sujeito em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tarefa a realizar), a esfera emocional (os sentimentos que o acompanham na evolu\u00e7\u00e3o do seu pensamento) e a esfera f\u00edsica (as a\u00e7\u00f5es que realiza e as estrat\u00e9gias que emprega).<\/p>\n<p>A investigadora identificou um percurso de desenvolvimento da compet\u00eancia em informa\u00e7\u00e3o nos estudantes, chamado Modelo Kuhlthau, composto por sete n\u00edveis: 1. Inicia\u00e7\u00e3o; 2. Sele\u00e7\u00e3o do t\u00f3pico geral; 3. Explora\u00e7\u00e3o e sele\u00e7\u00e3o do t\u00f3pico espec\u00edfico; 4. Formula\u00e7\u00e3o do t\u00f3pico; 5. Recolha de informa\u00e7\u00e3o; 6. Apresenta\u00e7\u00e3o; e 7. Avalia\u00e7\u00e3o. Mais tarde, em coautoria com Maniotes e Caspari, Kuhlthau aprofunda o modelo, criando o <em>Guided Inquiry Process<\/em> (<a href=\"#KUHLTHAU2012\">KUHLTHAU; MANIOTES; CASPARI, 2012<\/a>), adaptado para preparar os estudantes para enfrentar as novas realidades da sociedade do conhecimento.<\/p>\n<p>Consciente das mudan\u00e7as e dos desafios que enfrenta a educa\u00e7\u00e3o formal, n\u00e3o formal e ao longo da vida, o relat\u00f3rio Educa\u00e7\u00e3o: Um Tesouro a Descobrir, (<a href=\"#DELORS2010\">DELORS, J. et al., 2010<\/a>), publicado em 1996, e conhecido como o relat\u00f3rio Delors, representa a s\u00edntese do pensamento pedag\u00f3gico no final do mil\u00eanio e serve de base a toda a comunidade educativa. A educa\u00e7\u00e3o deve organizar-se em torno de quatro aprendizagens fundamentais, relacionados entre si, e que ser\u00e3o, para cada indiv\u00edduo, os \u201cquatro pilares do conhecimento\u201d: 1. aprender a conhecer (para adquirir os instrumentos da compreens\u00e3o); 2. aprender a fazer (para poder agir sobre o meio envolvente); 3. aprender a viver juntos (a fim de participar e cooperar com os outros em todas as atividades humanas); 4. aprender a ser (que integra as tr\u00eas precedentes).<\/p>\n<p>Segundo o mesmo documento, o ensino tradicional tem-se dedicado essencialmente ao dom\u00ednio do aprender a conhecer e, em menor escala, do aprender a fazer, direcionados para a aquisi\u00e7\u00e3o de instrumentos de compreens\u00e3o, racioc\u00ednio e execu\u00e7\u00e3o, incompletos sem os dois \u00faltimos dom\u00ednios: aprender a viver juntos e aprender a ser, mais complexos, subjetivos e dependentes da pr\u00f3pria entidade educadora.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, um dos maiores desafios atuais para o ensino\/aprendizagem ser\u00e1: transmitir a informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o, de forma maci\u00e7a e eficaz, adaptadas ao conhecimento cognitivo, bases das compet\u00eancias do futuro; encontrar e ressaltar as refer\u00eancias que impe\u00e7am os cidad\u00e3os de ficarem isolados com o grande volume de informa\u00e7\u00f5es, mais ou menos ef\u00eameras, que invadem os espa\u00e7os p\u00fablicos e privados; e orientar para projetos de desenvolvimento individuais e coletivos.<\/p>\n<p>A Alian\u00e7a para as Compet\u00eancias do S\u00e9culo XXI (<a href=\"http:\/\/www.p21.org\/\">P21<\/a>), <em>Partnership for 21st Century Skills<\/em>, constitu\u00edda por professores, pedagogos, l\u00edderes e pol\u00edticos dos Estados Unidos, prop\u00f5e um grupo de compet\u00eancias e habilidades fundamentais, como a comunica\u00e7\u00e3o, a colabora\u00e7\u00e3o, a capacidade de pensamento cr\u00edtico e a criatividade, denominadas os \u201c4 C\u201d, para alcan\u00e7ar o sucesso no trabalho e na vida em geral. Este estudo sup\u00f5e que os desafios do s\u00e9culo XXI ir\u00e3o requerer compet\u00eancias fundamentais, sociais e interculturais, dom\u00ednio de l\u00ednguas que n\u00e3o seja o ingl\u00eas e a compreens\u00e3o das for\u00e7as econ\u00f4micas e pol\u00edticas que afetam as sociedades (<a href=\"#P212007\">P21, 2007<\/a>; <a href=\"#P212011\">P21, 2011<\/a>).<\/p>\n<p>Devemos ainda refletir sobre o novo ensino\/aprendizagem, proposto pelo projeto <em>Definition and Selection of Competencies<\/em> (DeSeCo) da OCDE (<a href=\"#OCDE2005\">OCDE, 2005<\/a>; <a href=\"#OCDE2016\">OCDE, 2016<\/a>), que identifica um conjunto de compet\u00eancias-chave, agrupadas em tr\u00eas categorias, necess\u00e1rias para alcan\u00e7ar vidas respons\u00e1veis e com \u00eaxito na sociedade moderna e democr\u00e1tica e para que a sociedade saiba enfrentar os desafios do presente e do futuro:<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE)<\/h5>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (<a href=\"http:\/\/www.oecd.org\">OCDE<\/a>) \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o internacional de 35 pa\u00edses que aceitam os princ\u00edpios da democracia representativa e da economia de mercado, que procura fornecer uma plataforma para comparar pol\u00edticas econ\u00f4micas, solucionar problemas comuns e coordenar pol\u00edticas dom\u00e9sticas e internacionais. A maioria dos membros da OCDE \u00e9 composta por economias com um elevado <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/PIB_per_capita\">PIB <em>per capita<\/em><\/a> e <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/%C3%8Dndice_de_Desenvolvimento_Humano\">\u00cdndice de Desenvolvimento Humano<\/a>, considerados pa\u00edses desenvolvidos. O <a href=\"http:\/\/www.itamaraty.gov.br\/pt-BR\/component\/tags\/tag\/ocde-organizacao-para-a-cooperacao-e-o-desenvolvimento-economico\">Brasil<\/a> desenvolve processo de coopera\u00e7\u00e3o com a OCDE desde meados dos anos 1990. Em 2007, o Brasil tornou-se, juntamente com a China, \u00cdndia, Indon\u00e9sia e \u00c1frica do Sul, um dos cinco parceiros do \u201cEngajamento Ampliado\u201d com a OCDE, atualmente denominados \u201cParceiros-Chave\u201d. Al\u00e9m disso, um n\u00famero crescente de pa\u00edses em desenvolvimento de renda m\u00e9dia tem buscado ades\u00e3o \u00e0 OCDE. A Organiza\u00e7\u00e3o vem procurando incorporar esses pa\u00edses em suas discuss\u00f5es para melhor levar em conta as transforma\u00e7\u00f5es da economia mundial em sua atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/section>\n<ul>\n<li><strong>Categoria 1: usar as ferramentas de forma interativa:<\/strong><\/li>\n<ul>\n<li><em>Compet\u00eancia 1\u2013A:<\/em> habilidade para usar a linguagem, os s\u00edmbolos e o texto de forma interativa.<\/li>\n<li><em>Compet\u00eancia 1\u2013B:<\/em> capacidade para utilizar este conhecimento e esta informa\u00e7\u00e3o de maneira interativa.<\/li>\n<li><em>Compet\u00eancia 1\u2013C:<\/em> capacidade para empregar a tecnologia de forma interativa.<\/li>\n<\/ul>\n<li><strong>Categoria 2: interagir em grupos heterog\u00eaneos:<\/strong><\/li>\n<ul>\n<li><em>Compet\u00eancia 2\u2013A:<\/em> habilidade de relacionar-se bem com os outros.<\/li>\n<li><em>Compet\u00eancia 2\u2013B:<\/em> habilidade de cooperar.<\/li>\n<li><em>Compet\u00eancia 2\u2013C:<\/em> habilidade de usar e resolver conflitos.<\/li>\n<\/ul>\n<li><strong>Categoria 3: atuar de maneira aut\u00f4noma:<\/strong><\/li>\n<ul>\n<li><em>Compet\u00eancia 3-A:<\/em> habilidade de atuar dentro de um grande esquema.<\/li>\n<li><em>Compet\u00eancia 3-B:<\/em> habilidade de formar e conduzir planos de vida e projetos pessoais.<\/li>\n<\/ul>\n<\/ul>\n<p>Estas categorias est\u00e3o inter-relacionadas; servem de base para a identifica\u00e7\u00e3o e o mapeamento das compet\u00eancias-chave, assim como para a homogeneidade e a consolida\u00e7\u00e3o de avalia\u00e7\u00f5es internacionais, os relat\u00f3rios do <em>Programme for International Student Assessment<\/em> (<a href=\"http:\/\/www.oecd.org\/pisa\/aboutpisa\/\">PISA<\/a>), \u00fateis para conhecermos o n\u00edvel de compet\u00eancias dos estudantes.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Programa Internacional de Avalia\u00e7\u00e3o de Estudantes (PISA)<\/h5>\n<p>O Programa Internacional de Avalia\u00e7\u00e3o de Estudantes (acr\u00f4nimo de <em>Programme for International Student Assessment<\/em> &#8211; <a href=\"http:\/\/www.oecd.org\/pisa\/aboutpisa\/\">PISA<\/a>) \u00e9 uma iniciativa de avalia\u00e7\u00e3o comparada, aplicada de forma amostral a estudantes matriculados a partir do 8\u00ba ano do ensino fundamental na faixa et\u00e1ria dos 15 anos, idade em que se pressup\u00f5e o t\u00e9rmino da escolaridade b\u00e1sica obrigat\u00f3ria na maioria dos pa\u00edses. O objetivo do PISA \u00e9 produzir indicadores que contribuam para a discuss\u00e3o da qualidade da educa\u00e7\u00e3o nos pa\u00edses participantes, de modo a subsidiar pol\u00edticas de melhoria do ensino b\u00e1sico. A avalia\u00e7\u00e3o procura verificar at\u00e9 que ponto as escolas de cada pa\u00eds participante est\u00e3o preparando seus jovens para exercer o papel de cidad\u00e3os na sociedade contempor\u00e2nea. O PISA \u00e9 coordenado pela Organiza\u00e7\u00e3o para Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE), havendo uma coordena\u00e7\u00e3o nacional em cada pa\u00eds participante. No Brasil, essa coordena\u00e7\u00e3o \u00e9 responsabilidade do <a href=\"http:\/\/portal.inep.gov.br\/pisa\">INEP<\/a>.<\/p>\n<\/section>\n<p>Al\u00e9m dos relat\u00f3rios que acabamos de referir, a Recomenda\u00e7\u00e3o do Parlamento e do Conselho Europeu assinala as compet\u00eancias essenciais, similares \u00e0s anteriores: 1. Comunica\u00e7\u00e3o na l\u00edngua materna; 2. Comunica\u00e7\u00e3o em l\u00ednguas estrangeiras; 3. Compet\u00eancia matem\u00e1tica e compet\u00eancias b\u00e1sicas em ci\u00eancias e tecnologia; 4. Compet\u00eancia digital; 5. Aprender a aprender; 6. Compet\u00eancias sociais e c\u00edvicas; 7. Esp\u00edrito de iniciativa e esp\u00edrito empresarial; 8. Sensibilidade e express\u00e3o culturais.<\/p>\n<p>As exig\u00eancias da sociedade atual determinam um novo modelo de ensino\/aprendizagem, centrado fundamentalmente em tr\u00eas aspectos: 1. as raz\u00f5es que justificam um modelo de aprendizagem novo; 2. as competi\u00e7\u00f5es e aptid\u00f5es espec\u00edficas e necess\u00e1rias para trabalhar eficazmente no s\u00e9culo XXI; 3. a pedagogia para estimular estas capacidades, que requer compet\u00eancias e habilidades variadas (<a href=\"#SCOTT2015\">SCOTT, 2015<\/a>; <a href=\"#FIGUEIREDO2016\">FIGUEIREDO, 2016<\/a>), modelo com o qual estamos de acordo.<\/p>\n<p>Esta \u201cnova pedagogia\u201d pressup\u00f5e uma revis\u00e3o curricular. <a href=\"#FERREIRO2011\">Ferreiro<\/a> (<a href=\"#FERREIRO2011\">2011<\/a>) reconhece que sua aplica\u00e7\u00e3o enfrenta dificuldades e resist\u00eancias, porque a institui\u00e7\u00e3o escolar \u00e9 altamente conservadora e relutante \u00e0 incorpora\u00e7\u00e3o das TIC, que significa uma ruptura radical com pr\u00e1ticas anteriores. Os computadores e a internet na escola servem simultaneamente para ver, ler, escrever, escutar e jogar, representando um novo paradigma, com demasiadas mudan\u00e7as simult\u00e2neas.<\/p>\n<p>No entanto, a nossa experi\u00eancia ensina-nos que para alcan\u00e7ar esta reforma educativa \u00e9 indispens\u00e1vel o trabalho conjunto da comunidade local, os pais, a diretoria das escolas e os professores, as autoridades e a comunidade internacional, que proporcionam aos aprendizes a aquisi\u00e7\u00e3o de novas compet\u00eancias para a vida.<\/p>\n<p>Como podemos ter um papel ativo neste novo paradigma educativo? Como podemos atuar para adquirir compet\u00eancias pedag\u00f3gicas e formar os estudantes jovens e adultos?<\/p>\n<p>Nesse sentido, a <a href=\"https:\/\/www.ifla.org\/\">IFLA<\/a> publica o manual <em>Guidelines on Information Literacy for Lifelong Learning<\/em> (<a href=\"#LAU2006\">LAU, 2006<\/a>), que indica como compet\u00eancias informativas gerais: 1. Acesso; a) necessidade: decis\u00e3o, express\u00e3o, in\u00edcio; b) localiza\u00e7\u00e3o: busca, sele\u00e7\u00e3o, localiza\u00e7\u00e3o. 2. Avalia\u00e7\u00e3o. a) avalia\u00e7\u00e3o: an\u00e1lise, generaliza\u00e7\u00e3o, valoriza\u00e7\u00e3o; b) organiza\u00e7\u00e3o: categoriza\u00e7\u00e3o, estrutura\u00e7\u00e3o, ordenamento. 3. Uso. a) uso de informa\u00e7\u00e3o: aplica\u00e7\u00e3o, aprendizagem, utiliza\u00e7\u00e3o; b) comunica\u00e7\u00e3o: uso \u00e9tico, reconhecimento, estilo\/padr\u00f5es, b\u00e1sicos de um programa formativo, testado com \u00eaxito em v\u00e1rios pa\u00edses.<\/p>\n<p>Para facilitar a aquisi\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias, a <a href=\"#UNESCO2008\">UNESCO<\/a> (<a href=\"#UNESCO2008\">2008<\/a>) publica os padr\u00f5es de compet\u00eancia em TIC para educadores no manual <em>Teacher training curricula for media and information literacy<\/em> (<a href=\"#WILSON2013\">WILSON, 2013<\/a>; <a href=\"#UNESCO2009\">UNESCO, 2009<\/a>), regularmente atualizados, e prop\u00f5e o <em>Curriculum Media and Information Literacy<\/em> (<a href=\"#WILSON2013\">WILSON, 2013<\/a>) para promover a igualdade de acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, ao conhecimento, \u00e0 m\u00eddia e aos sistemas de informa\u00e7\u00e3o livres, independentes e pluralistas. A proposta re\u00fane:<\/p>\n<ul>\n<li>As compet\u00eancias informacionais (mobiliza\u00e7\u00e3o de conhecimentos, habilidades e atitudes relacionadas com o universo informacional, capacidade de leitura e escrita, busca e uso da informa\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o e manipula\u00e7\u00e3o de dados, visando \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de novas informa\u00e7\u00f5es e conhecimentos, sua dissemina\u00e7\u00e3o, preserva\u00e7\u00e3o e reuso futuro).<\/li>\n<li>As compet\u00eancias medi\u00e1ticas (converg\u00eancia de conhecimentos, habilidades e atitudes em rela\u00e7\u00e3o ao uso e compreens\u00e3o dos meios e processos de comunica\u00e7\u00e3o de massa, que ocorre em estados avan\u00e7ados de desenvolvimento da sociedade).<\/li>\n<\/ul>\n<p>O curr\u00edculo proposto (Quadro 1) \u00e9 formado de m\u00f3dulos flex\u00edveis, tendo sido j\u00e1 adaptado a diferentes sistemas de educa\u00e7\u00e3o e capacita\u00e7\u00e3o em todo o mundo (<a href=\"#UNESCO2011\">UNESCO, 2011<\/a>). Em fun\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas, pensamos que seria interessante promover algumas experi\u00eancias aplicando este modelo de curr\u00edculo, com adapta\u00e7\u00f5es oportunas, e, posteriormente, comparar os resultados alcan\u00e7ados em cada projeto.<\/p>\n<p><!-- PENDENTE: A FORMATA\u00c7\u00c3O N\u00c3O FICA LEGAL --><\/p>\n<table>\n<thead>\n<th colspan=\"2\">Quadro 1 &#8211; Curriculum do Curso de Compet\u00eancias Medi\u00e1ticas e Informacionais (CMI): m\u00f3dulos e unidades<\/th>\n<\/thead>\n<tbody>\n<tr>\n<td colspan=\"2\">M\u00f3dulos centrais e unidades<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>M\u00f3dulo 1<\/strong><br \/>\nIntrodu\u00e7\u00e3o: cidadania, liberdade de express\u00e3o e acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o, discurso democr\u00e1tico e aprendizagem ao longo da vida.<\/td>\n<td><strong>Unidade 1<\/strong>: Compreender as compet\u00eancias medi\u00e1ticas e informacionais: uma orienta\u00e7\u00e3o.<br \/>\n          <strong>Unidade 2<\/strong>: As CMI e a participa\u00e7\u00e3o c\u00edvica.<br \/>\n<strong>Unidade 3<\/strong>: A intera\u00e7\u00e3o com a comunica\u00e7\u00e3o social\/m\u00eddias e outros provedores de informa\u00e7\u00e3o tais como bibliotecas, arquivos e internet.<br \/>\n<strong>Unidade 4<\/strong>: CMI ensino e aprendizagem.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>M\u00f3dulo 2<\/strong><br \/>\nCompreender as not\u00edcias e a \u00e9tica medi\u00e1tica e informacional.<\/td>\n<td><strong>Unidade 1<\/strong>: Jornalismo e sociedade.<br \/>\n<strong>Unidade 2<\/strong>: Liberdade, \u00e9tica e presta\u00e7\u00e3o p\u00fablica de contas.<br \/>\n<strong>Unidade 3<\/strong>: Como s\u00e3o feitas as not\u00edcias.<br \/>\n<strong>Unidade 4<\/strong>: O processo de desenvolvimento de not\u00edcias: para al\u00e9m das cinco quest\u00f5es da not\u00edcia.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>M\u00f3dulo 3<\/strong><br \/>\n          Representa\u00e7\u00e3o nas m\u00eddias e na informa\u00e7\u00e3o.<\/td>\n<td><strong>Unidade 1<\/strong>: A cobertura de not\u00edcias e o poder da imagem.<br \/>\n          <strong>Unidade 2<\/strong>: Os c\u00f3digos da ind\u00fastria, diversidade e representa\u00e7\u00e3o.<br \/>\n        <strong>Unidade 3<\/strong>: Televis\u00e3o, filmes e publica\u00e7\u00e3o de livros.<br \/>\n        <strong>Unidade 4<\/strong>: Representa\u00e7\u00e3o e videoclipes.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>M\u00f3dulo 4<\/strong><br \/>\nLinguagens nas m\u00eddias e na informa\u00e7\u00e3o.<\/td>\n<td><strong>Unidade 1<\/strong>: Leitura de textos sobre m\u00eddia e informa\u00e7\u00e3o.<br \/>\n        <strong>Unidade 2<\/strong>: O meio e a mensagem: m\u00eddia impressa, digital e radiodifus\u00e3o.<br \/>\n<strong>Unidade 3<\/strong>: G\u00eaneros de filmes e a arte de contar hist\u00f3rias.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>M\u00f3dulo 5<\/strong><br \/>\n          Publicidade.<\/td>\n<td><strong>Unidade 1<\/strong>: Publicidade, receitas e regula\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<strong>Unidade 2<\/strong>: An\u00fancios de utilidade p\u00fablica.<br \/>\n<strong>Unidade 3<\/strong>: Publicidade: o processo criativo.<br \/>\n<strong>Unidade 4<\/strong>: A publicidade e a arena pol\u00edtica.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>M\u00f3dulo 6<\/strong><br \/>\nM\u00eddias novas e tradicionais.<\/td>\n<td><strong>Unidade 1<\/strong>: Das m\u00eddias tradicionais \u00e0s novas tecnologias das m\u00eddias.<br \/>\n<strong>Unidade 2<\/strong>: Usos das novas tecnologias na m\u00eddia na sociedade: comunica\u00e7\u00e3o de massa e digital.<br \/>\n<strong>Unidade 3<\/strong>: Usos das ferramentas interativas multim\u00eddias, incluindo os jogos digitais nas salas de aula.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>M\u00f3dulo 8<\/strong><br \/>\n          Compet\u00eancias informacionais e habilidades no uso de bibliotecas.<\/td>\n<td><strong>Unidade 1<\/strong>: Os jovens no mundo virtual.<br \/>\n<strong>Unidade 2<\/strong>: Desafios e riscos no mundo virtual.<br \/>\n<strong>Unidade 3<\/strong>: Compet\u00eancias informacionais digitais.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>M\u00f3dulo 9<\/strong><br \/>\nComunica\u00e7\u00e3o, CMI e aprendizagem \u2013 m\u00f3dulo de revis\u00e3o.<\/td>\n<td><strong>Unidade 1<\/strong>: Comunica\u00e7\u00e3o, ensino e aprendizagem.<br \/>\n<strong>Unidade 2<\/strong>: Teorias de aprendizagem e CMI.<br \/>\n<strong>Unidade 3<\/strong>: Administrando a mudan\u00e7a para promover um ambiente prop\u00edcio \u00e0s CMI nas escolas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=\"2\">M\u00f3dulos complementares e unidades<\/span><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>M\u00f3dulo 10<\/strong><br \/>\nP\u00fablico.<\/td>\n<td>&#8212;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>M\u00f3dulo 11<\/strong><br \/>\nM\u00eddia, tecnologia e a aldeia global.<\/td>\n<td><strong>Unidade 1<\/strong>: A propriedade das m\u00eddias na atual aldeia global.<br \/>\n<strong>Unidade 2<\/strong>: Dimens\u00f5es socioculturais e pol\u00edticas das m\u00eddias globalizadas.<br \/>\n<strong>Unidade 3<\/strong>: A transforma\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o em mercadoria.<br \/>\n<strong>Unidade 4<\/strong>: A ascens\u00e3o das m\u00eddias alternativas.<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>M\u00f3dulo 3, Unidade 5<\/strong><br \/>\nEdi\u00e7\u00e3o digital e retoques computacionais.<\/td>\n<td>&#8212;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>M\u00f3dulo 4, Unidade 4<\/strong><br \/>\nPlanos e \u00e2ngulos de c\u00e2mera \u2013 a transmiss\u00e3o de significados.<\/td>\n<td>&#8212;<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><strong>M\u00f3dulo 5, Unidade 5<\/strong><br \/>\n          Publicidade transnacional e as \u201csupermarcas\u201d.<\/td>\n<td>&#8212;<\/td>\n<\/tr>\n<\/thead>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p style=\"text-align: center\">Fonte: Os autores.<\/p>\n<p>Entre as inova\u00e7\u00f5es facilitadoras do novo paradigma de ensino\/aprendizagem, destacamos ainda as aprendizagens (que permite aos estudantes serem criativos, inovadores, independentes e tecnologicamente competentes) inspiradas no construtivismo (<a href=\"#STAGER2014\">STAGER, 2014<\/a>) e os <a href=\"http:\/\/fundacaotelefonica.org.br\/noticias\/o-movimento-maker-e-a-educacao-como-fab-labs-e-makerspaces-podem-contribuir-com-o-aprender\/\"><em>makerspaces<\/em><\/a>, espa\u00e7os digitais colaborativos (nos quais os educadores podem criar e usar espa\u00e7os de produ\u00e7\u00e3o no pr\u00f3prio ambiente), adaptando as teorias pedag\u00f3gicas, atrav\u00e9s da imers\u00e3o no contexto, e criando comunidades de pr\u00e1tica (<a href=\"#ROFFEY2016\">ROFFEY; SVERKO et al., 2016<\/a>).<\/p>\n<\/section>\n<section>\n  <!-- SE\u00c7\u00c3O --><\/p>\n<h3 id=\"s22\">2.2 Implica\u00e7\u00f5es para o exerc\u00edcio profissional<\/h3>\n<p>Apesar das profundas desigualdades sociais, uma parte da popula\u00e7\u00e3o mundial vive na sociedade em rede (<a href=\"#CASTELLS2003\">CASTELLS, 2003<\/a>), um espa\u00e7o de partilha e colabora\u00e7\u00e3o, na rede <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/World_Wide_Web\">World Wide Web<\/a>, particularmente da <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Web_2.0\">Web 2.0<\/a> ou <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Web_social\">Web social<\/a>.<\/p>\n<p>Todos nos damos conta na vida cotidiana de como a revolu\u00e7\u00e3o digital est\u00e1 transformando completamente as formas de produzir, consumir e viver da humanidade e estamos conscientes de algumas perspectivas, que indicam a continua\u00e7\u00e3o do desenvolvimento das <a href=\"https:\/\/www.infoescola.com\/informatica\/tecnologia-da-informacao-e-comunicacao\/\">TIC<\/a>, al\u00e9m do aumento do n\u00famero de profissionais especialistas nesta \u00e1rea do conhecimento e da sua aplica\u00e7\u00e3o a todos os setores da sociedade.<\/p>\n<p>Para <a href=\"#McCORMACK2007\">McCormack<\/a> (<a href=\"#McCORMACK2007\">2007<\/a>) os empregos e as habilidades exigidas est\u00e3o em constante evolu\u00e7\u00e3o, sendo os conceitos como o pensamento cr\u00edtico, o trabalho de multitarefas, a colabora\u00e7\u00e3o e o trabalho de equipe cada vez mais relevantes estrategicamente. Por isso, a literacia digital fornece oportunidades para alcan\u00e7ar esses requisitos, obter uma posi\u00e7\u00e3o profissional melhor e ultrapassar os desafios da competitividade global.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Compet\u00eancia X Habilidade<\/h5>\n<p>Conv\u00e9m estabelecer a diferen\u00e7a entre compet\u00eancias e habilidades, de acordo com diretrizes da <a href=\"#OCDE2005\">OCDE<\/a> (<a href=\"#OCDE2005\">2005<\/a>) e da Uni\u00e3o Europeia (<a href=\"#CEDEFOP2008\">CEDEFOP, 2008<\/a>), que s\u00e3o similares, o que nos interessa neste cap\u00edtulo.<\/p>\n<p><strong>A OCDE define:<\/strong><br \/>\n<strong>Compet\u00eancia<\/strong> &#8211; capacidade para aplicar os resultados da aprendizagem em certo contexto (educa\u00e7\u00e3o, trabalho, desenvolvimento pessoal ou profissional).<\/p>\n<p><strong>Habilidade<\/strong> &#8211; capacidade de efetuar tarefas e resolver problemas.<\/p>\n<p>O <a href=\"http:\/\/www.cedefop.europa.eu\/files\/4064_en.pdf\">documento<\/a> esclarece que uma compet\u00eancia n\u00e3o est\u00e1 limitada a elementos cognitivos (uso da teoria, conceitos ou conhecimento impl\u00edcito); al\u00e9m disso, abarca aspectos funcionais (habilidades t\u00e9cnicas), atributos interpessoais (habilidades sociais ou organizativas) e valores \u00e9ticos. Portanto, uma compet\u00eancia \u00e9 um conceito mais amplo, que pode, de fato, compor-se de habilidades (assim como de atitudes, conhecimentos etc.).<\/p>\n<\/section>\n<p>De um lado, o crescimento da informa\u00e7\u00e3o e a melhoria da qualidade na busca e no seu uso s\u00e3o cada vez mais dif\u00edceis, e, de outro, a identifica\u00e7\u00e3o, o acesso, a sele\u00e7\u00e3o e o uso da informa\u00e7\u00e3o para a produ\u00e7\u00e3o do conhecimento e da inova\u00e7\u00e3o adquirem cada vez maior import\u00e2ncia, por serem ferramentas inerentes \u00e0 vida profissional e \u00e0 pr\u00e1tica da cidadania, inseridas na sociedade da informa\u00e7\u00e3o, do conhecimento e da aprendizagem.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, surgem-nos d\u00favidas e preocupa\u00e7\u00f5es de como devemos preparar-nos para exercer uma profiss\u00e3o e que exig\u00eancias este novo contexto demanda? Talvez possamos encontrar respostas no estudo da <a href=\"#UNESCO2011\">UNESCO<\/a> (<a href=\"#UNESCO2011\">2011<\/a>), segundo o qual as habilidades para a vida moderna envolvem um sistema complicado de conhecimentos, compet\u00eancias, habilidades e fatores motivadores, de acordo com necessidades espec\u00edficas. As compet\u00eancias digitais s\u00e3o muito importantes para:<\/p>\n<ul>\n<li>os usu\u00e1rios das <a href=\"https:\/\/www.infoescola.com\/informatica\/tecnologia-da-informacao-e-comunicacao\/\">TIC<\/a>, todos os cidad\u00e3os que as usam para selecionar e aplicar sistemas de TIC e dispositivos, de forma efetiva na vida privada e profissional;<\/li>\n<li>os profissionais de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico, que necessitam de capacidades para explorar oportunidades atrav\u00e9s da internet, baseadas em aplica\u00e7\u00f5es, aperfei\u00e7oando a gest\u00e3o, promovendo o desempenho mais eficiente e efetivo das organiza\u00e7\u00f5es e explorando novas formas de conduzir e criar neg\u00f3cios;<\/li>\n<li>os profissionais das TIC, com compet\u00eancias de alto n\u00edvel e conhecimento especializado para pesquisar, desenvolver e desenhar ferramentas TIC, administrar, produzir, comercializar e vender ferramentas e servi\u00e7os, consultar, integrar e instalar aplica\u00e7\u00f5es baseadas nas TIC e manter, administrar, apoiar e consertar sistemas baseados nas TIC.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Para o desenvolvimento da literacia digital, os educadores produzem Recursos Educativos Abertos (<a href=\"http:\/\/www.rea.net.br\/site\/\">REA<\/a>), isto \u00e9, normas, modelos, indicadores, avalia\u00e7\u00f5es e manuais de boas pr\u00e1ticas, e realizam encontros cient\u00edficos, programas e projetos, orientados para a pedagogia de solu\u00e7\u00e3o de problemas, de criatividade e de inova\u00e7\u00e3o. Como exemplo, destacamos v\u00e1rias estrat\u00e9gias europeias para fomentar o desenvolvimento da literacia digital:<\/p>\n<ul>\n<li>o Foro Europeu de Competi\u00e7\u00f5es Digitais, para o estabelecimento de pol\u00edticas e orienta\u00e7\u00f5es;<\/li>\n<li>o documento Cibercapacidades para o s\u00e9culo XXI: incentivar a competitividade, o crescimento e o emprego (<a href=\"#CE2007\">CE, 2007<\/a>), estrat\u00e9gia para o desenvolvimento da literacia digital;<\/li>\n<li>a Agenda Digital para a Europa (<a href=\"#CE2010\">CE, 2010<\/a>), visando ajudar as empresas e os cidad\u00e3os europeus a tirar o m\u00e1ximo partido das tecnologias digitais.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Esta \u00faltima iniciativa indica sete \u00e1reas priorit\u00e1rias de atua\u00e7\u00e3o: 1. criar um Mercado \u00danico Digital; 2. proporcionar maior interoperabilidade; 3. aumentar a confian\u00e7a de internet e sua seguran\u00e7a; 4. acessar a internet muito mais r\u00e1pido; 5. criar maior invers\u00e3o em investiga\u00e7\u00e3o e desenvolvimento; 6. melhorar a literacia digital e a inclus\u00e3o; 7. usar as TIC para que a sociedade enfrente diversos desafios, como a mudan\u00e7a clim\u00e1tica ou o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dentre todas, compreendemos que ser\u00e1 \u00fatil conhecer a estrat\u00e9gia do Mercado \u00danico Digital (<a href=\"#CE2015\">CE, 2015<\/a>), em plena sintonia com o tema deste cap\u00edtulo, cujos objetivos s\u00e3o: 1. facilitar o acesso dos consumidores e empresas a produtos e servi\u00e7os em linha; 2. melhorar as condi\u00e7\u00f5es para o crescimento e desenvolvimento das redes e servi\u00e7os digitais; 3. estimular o crescimento da economia digital europeia.<\/p>\n<p>Posteriormente, a UE lan\u00e7a o programa <em>eSkills for Jobs 2015<\/em>, cujo Manifesto (<a href=\"#EUROPEANSCHOOLNET2015\">European Schoolnet; DIGITALEUROPE, 2015<\/a>) identifica um conjunto de tecnologias digitais avan\u00e7adas a usar: comunica\u00e7\u00e3o m\u00f3vel, m\u00eddia social, nuvem, an\u00e1lise de enorme quantidade de dados, dispositivos inteligentes, objetos conectados e sensores, que mudam o modo como as pessoas vivem, trabalham, comunicam e se divertem. O documento orientador do programa evidencia acelera\u00e7\u00e3o da transforma\u00e7\u00e3o digital da ind\u00fastria europeia existente e as iniciativas em todos os setores da economia, capazes de criar oportunidades de neg\u00f3cios e potencializar um di\u00e1logo cont\u00ednuo, prioridades dos objetivos da estrat\u00e9gia na Europa para 2020, de modo a tornar-se uma economia inteligente, sustent\u00e1vel e inclusiva.<\/p>\n<p>E na regi\u00e3o latino-americana que iniciativas est\u00e3o sendo efetuadas? Tal como noutras regi\u00f5es do mundo, nesta zona geogr\u00e1fica, os estudos da <a href=\"#OECD2016\">OECD<\/a> (<a href=\"#OECD2016\">2016<\/a>) identificaram uma brecha geral de literacia digital, comprovada pela alta propor\u00e7\u00e3o de empresas que apresentam falta de trabalhadores com qualifica\u00e7\u00f5es apropriadas, fato que constitui uma restri\u00e7\u00e3o forte para seu crescimento.<\/p>\n<p>No entanto, como a economia mundial est\u00e1 cada vez mais conectada e o avan\u00e7o da digitaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o amplo, a economia global \u00e9 uma economia digital e o impacto econ\u00f4mico das tecnologias digitais, em particular a internet, contribui positivamente para o crescimento do PIB, da produtividade e do emprego (<a href=\"#CEPAL2013\">CEPAL, 2013<\/a>).<\/p>\n<p>Para <a href=\"#BERCOVICH2016\">Bercovich e Vivanco<\/a> (<a href=\"#BERCOVICH2016\">2016<\/a>), especialistas destes temas sobre o espa\u00e7o latino-americano, as novas tecnologias digitais geram novas plataformas e modalidades de usar a comunica\u00e7\u00e3o, a informa\u00e7\u00e3o, o entretenimento, o com\u00e9rcio, o benef\u00edcio de servi\u00e7os de educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e governo, dando lugar a sistemas complexos de produ\u00e7\u00e3o. E a permeabilidade das TIC na economia provoca uma nova transforma\u00e7\u00e3o industrial, baseada na internet das coisas e na an\u00e1lise de grande quantidade de dados, aumentando a demanda de recursos humanos criativos, inovadores, multifuncionais, com voca\u00e7\u00e3o para a aprendizagem permanente e com um n\u00edvel alto de habilidades conceituais.<\/p>\n<p>Os mesmos autores indicam e enumeram novas possibilidades profissionais brindadas pelas TIC, o trabalho remoto, o trabalho participativo, a equipe virtual e a plataforma de profissionais independentes e de talentos on-line, modalidades que sup\u00f5em diversos desafios e riscos, mas tamb\u00e9m proporcionam muitas oportunidades para os que procuram inserir-se no novo mercado de trabalho e para os pa\u00edses em desenvolvimento e emergentes.<\/p>\n<p>V\u00e1rios estudos e diagn\u00f3sticos reconhecem que, de um lado, o acesso a recursos humanos qualificados em TIC \u00e9 um fator-chave, que determina o crescimento, a competitividade e a atra\u00e7\u00e3o de investimentos no setor, e que, de outro lado, existe um desajuste significativo entre a oferta e a demanda de capacidades digitais (<a href=\"#CEPAL2013\">CEPAL, 2013<\/a>; <a href=\"#IDC2016\">IDC, 2016<\/a>).<\/p>\n<p>Com certeza estar\u00e3o pensando: com que estrat\u00e9gias, no Brasil, se fomenta o desenvolvimento da literacia digital? A situa\u00e7\u00e3o no Brasil em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 alfabetiza\u00e7\u00e3o\/literacia, no sentido tradicional, \u00e9 relativamente semelhante \u00e0 dos outros pa\u00edses da mesma regi\u00e3o (<a href=\"#UNESCO2004\">UNESCO, 2004<\/a>).<br \/>\nNo que respeita \u00e0 literacia digital, diversos estudos e pol\u00edticas oferecem uma panor\u00e2mica do nosso pa\u00eds:<\/p>\n<ul>\n<li>A Associa\u00e7\u00e3o para a Promo\u00e7\u00e3o da Excel\u00eancia do Software Brasileiro (<a href=\"#SOFTEX2013\">SOFTEX, 2013<\/a>) e a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o (<a href=\"#BRASSCOM2015A\">BRASSCOM, 2015a<\/a>) apresentam informa\u00e7\u00f5es e necessidades no setor de car\u00e1ter quantitativo, mas, principalmente, dados da falta de correspond\u00eancia entre os perfis dos egressos (em todos os n\u00edveis de forma\u00e7\u00e3o em TIC) e as habilidades digitais requeridas pelo mercado.<\/li>\n<li>A <a href=\"#BRASSCOM2015B\">BRASSCOM<\/a> (<a href=\"#BRASSCOM2015B\">2015b<\/a>), no seu Anu\u00e1rio do Setor de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o (TIC), analisa o desempenho econ\u00f4mico do setor brasileiro, reunindo as leis e os programas do Governo sobre a competitividade e as \u00faltimas tend\u00eancias do setor, que impulsionam a transforma\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios, a economia e a sociedade.<\/li>\n<li>A Estrat\u00e9gia Digital Brasileira, ainda em fase de elabora\u00e7\u00e3o, define as prioridades sobre a <a href=\"http:\/\/www.administradores.com.br\/artigos\/marketing\/o-futuro-da-economia-digital\/93699\/\">economia digital<\/a> e sua implementa\u00e7\u00e3o (<a href=\"#MCTIC2017\">MCTIC, 2017<\/a>).<\/li>\n<\/ul>\n<p>Haver\u00e1 outras iniciativas interessantes sobre literacia digital? Na literatura consultada, encontramos o exemplo da Comunidade dos Pa\u00edses de L\u00edngua Portuguesa (<a href=\"https:\/\/www.cplp.org\/\">CPLP<\/a>), criada em 1996, \u00e0 qual pertencem Angola, Brasil, Cabo Verde, Guin\u00e9-Bissau, Guin\u00e9 Equatorial, Portugal, Mo\u00e7ambique, S\u00e3o Tom\u00e9 e Pr\u00edncipe e Timor Leste, pa\u00edses em que a L\u00edngua Portuguesa \u00e9 oficial ou cooficial. Seguindo as orienta\u00e7\u00f5es da Declara\u00e7\u00e3o sobre os Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00e9nio (<a href=\"#ONU2000\">ONU, 2000<\/a>) e da Cimeira Mundial sobre a Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o (<a href=\"#ONU2003\">ONU, 2003<\/a>), a CPLP criou estrat\u00e9gias para impulsionar a inclus\u00e3o digital e social, a ci\u00eancia, a tecnologia e a educa\u00e7\u00e3o dos povos lus\u00f3fonos no contexto digital.<\/p>\n<p>Como os pa\u00edses da CPLP se situam em n\u00edveis distintos de desenvolvimento na nova sociedade globalizante, as assimetrias impossibilitam a participa\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os lus\u00f3fonos em igualdade de condi\u00e7\u00f5es (<a href=\"#MACEDO2011\">MACEDO, 2011<\/a>). No entanto, seus Estados-membros ocupam posi\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas em n\u00edvel mundial, representando um mercado global de 270 milh\u00f5es de consumidores, em uma \u00e1rea superior a 10 milh\u00f5es de km2, posi\u00e7\u00f5es que se convertem em oportunidades, mas que exigem uma a\u00e7\u00e3o coordenada para usufruir dos benef\u00edcios das TIC e capacitar os estados, as empresas e os cidad\u00e3os. Para estreitar la\u00e7os de coopera\u00e7\u00e3o entre os pa\u00edses da CPLP e melhorar a qualidade de vida dos cidad\u00e3os lus\u00f3fonos, a organiza\u00e7\u00e3o criou as seguintes estrat\u00e9gias:<\/p>\n<ul>\n<li>A Agenda Digital para a CPLP, composta por um conjunto de a\u00e7\u00f5es e medidas, adaptadas \u00e0 realidade de cada pa\u00eds, para melhorar o acesso e o uso das TIC no espa\u00e7o comum, bem como potenciar a economia digital, a governa\u00e7\u00e3o eletr\u00f4nica, a comunica\u00e7\u00e3o digital, o uso das TIC, a literacia digital, o com\u00e9rcio eletr\u00f4nico e a seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>A implanta\u00e7\u00e3o da Agenda Digital para a CPLP (<a href=\"#CPLP2016\">CPLP, 2016<\/a>), programa orientado pela seguinte estrutura: tend\u00eancias do sector; potencialidades espec\u00edficas dos Estados-membros e levantamento das estrat\u00e9gias individuais; an\u00e1lises macro sobre crescimento econ\u00f4mico, coes\u00e3o social e territorial, boa governa\u00e7\u00e3o, entre outros; Identifica\u00e7\u00e3o e proposta de projetos comuns e alinhados com as estrat\u00e9gias individuais de cada membro; identifica\u00e7\u00e3o e proposta de processos de implementa\u00e7\u00e3o para cada membro com metas, objetivos, estrat\u00e9gias e calend\u00e1rios; e transportes e comunica\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<\/ul>\n<p>As iniciativas que enumeramos at\u00e9 este momento, por considerarmos \u00fateis para a nossa vida individual e profissional, articulam-se com a resolu\u00e7\u00e3o da ONU, denominada Transformar o nosso mundo: Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (<a href=\"#ONU2016\">ONU, 2016<\/a>), constitu\u00edda por 17 objetivos, desdobrados em 169 metas, todos relacionados, direta ou indiretamente, com a literacia digital, e que constituem uma nova agenda de a\u00e7\u00e3o at\u00e9 2030, baseada nos progressos e nas li\u00e7\u00f5es aprendidas com os oito Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00e9nio (<a href=\"http:\/\/www.br.undp.org\/content\/brazil\/pt\/home\/post-2015\/sdg-overview1\/mdg1.html\">ODM<\/a>), que deveriam ter sido alcan\u00e7ados entre 2000 e 2015.<\/p>\n<p>  <!-- FIGURA --><\/p>\n<figure>\n<h5>Figura 1 &#8211; As a\u00e7\u00f5es tomadas em 2015 resultaram nos novos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS), que se baseiam nos oito Objetivos de Desenvolvimento do Mil\u00eanio (ODM).<\/h5>\n<p>    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_02.png\" alt=\"Objetivos de desenvolvimento sustent\u00e1vel\" width=\"765\" height=\"117\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1478\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_02.png 765w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_02-300x46.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 765px) 100vw, 765px\" \/><figcaption>\n      Fonte: <a href=\"https:\/\/nacoesunidas.org\/pos2015\/agenda2030\/\">UNESCO Brasil<\/a>.    <\/figcaption><\/figure>\n<p>A <a href=\"http:\/\/www.unesco.org\/\">UNESCO<\/a> contribui ativamente para a implementa\u00e7\u00e3o da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, colaborando com pol\u00edticas e estrat\u00e9gias aplic\u00e1veis aos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (<a href=\"http:\/\/www.br.undp.org\/content\/brazil\/pt\/home\/post-2015.html\">ODS<\/a>) em Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancias Naturais, Ci\u00eancias Humanas e Sociais, a Cultura e a Comunica\u00e7\u00e3o e Informa\u00e7\u00e3o. Sua publica\u00e7\u00e3o <strong>Educa\u00e7\u00e3o 2030 Marco de A\u00e7\u00e3o Rumo a uma Educa\u00e7\u00e3o de Qualidade Inclusiva e Equitativa e \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o ao Longo da Vida para Todos<\/strong> (<a href=\"#UNESCO2015\">UNESCO, 2015<\/a>) estabelece um plano de a\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica, que est\u00e1 sendo implementado em n\u00edvel nacional, regional e mundial.<\/p>\n<\/section>\n<section>\n  <!-- SE\u00c7\u00c3O --><\/p>\n<h3 id=\"s23\">2.3 Implica\u00e7\u00f5es para o exerc\u00edcio da cidadania<\/h3>\n<p>Falar em <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Cidadania\">cidadania<\/a> sempre foi e ser\u00e1 complicado, tendo em vista o envolvimento de aspectos antropol\u00f3gicos, sociol\u00f3gicos e filos\u00f3ficos, dentre outros (veja quadro abaixo). E, quando se afunila esse tema, tendo a Internet como pano de fundo, a complexidade amplia-se, por conta das caracter\u00edsticas inerentes \u00e0 pr\u00f3pria rede.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>CIDADANIA, uma defini\u00e7\u00e3o por Euclides Andr\u00e9 Mance:<\/h5>\n<p>A <a href=\"http:\/\/www.solidarius.com.br\/mance\/biblioteca\/filosofar.htm\">cidadania<\/a> enquanto elemento constitutivo da figura de pessoa-cidad\u00e3o deve ser sempre aplicada em sua perspectiva filos\u00f3fica, sendo que <em>\u201cFilosofar \u00e9, antes de tudo, um exerc\u00edcio de liberdade de pensamento que n\u00e3o aceita ser tutelado por ideologias, religi\u00f5es, projetos pol\u00edticos ou cren\u00e7as de qualquer esp\u00e9cie. Colocar tudo \u00e0 prova, perguntar as raz\u00f5es e os motivos subjacentes \u00e0s escolhas humanas para chegar \u00e0s melhores raz\u00f5es e aos melhores motivos que permitam ampliar a liberdade de todos s\u00e3o algumas das caracter\u00edsticas do filosofar.\u201d<\/em><\/p>\n<\/section>\n<p>A partir do fato de que tanto a <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=FEASxRw2Gb0\">\u00e9tica<\/a> quanto a <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=FEASxRw2Gb0\">moral<\/a> se prendem aos interesses\/necessidades dos cidad\u00e3os que, para serem satisfeitos, devem minimamente passar pelo crivo das quest\u00f5es <strong><em>quero\/devo\/posso<\/em><\/strong> (com suas respectivas combina\u00e7\u00f5es) envolvendo necessariamente responsabilidade, solidariedade e voluntarismo, a sociedade atual passa por um momento de profundos questionamentos e transforma\u00e7\u00f5es na sociedade cibern\u00e9tica em que vivemos.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Direito e Norma Legal<\/h5>\n<p>O <a href=\"https:\/\/pos.direito.ufmg.br\/rbep\/index.php\/rbep\/article\/view\/125\/121\">Direito<\/a> visto aqui muito mais que as normas legais expedidas pelo Poder Constitu\u00eddo correspondente, enquanto padroniza\u00e7\u00e3o de condutas de forma impositiva e que vise atender \u00e0s expectativas coletivas quanto \u00e0quilo que pode ou n\u00e3o pode ser feito por todos. Essa perspectiva muito centrada na norma legal n\u00e3o comporta mais a multiplicidade de contextos da realidade, bem como a velocidade com a qual estes se transformam. A <a href=\"http:\/\/www.ambito-juridico.com.br\/site\/?n_link=revista_artigos_leitura&#038;artigo_id=12986\">Norma Legal<\/a> deve ser entendida muito al\u00e9m do seu sentido literal e at\u00e9 mesmo do imediatismo da sua aplicabilidade, pois \u00e9 fruto de um contexto pret\u00e9rito, que gera uma dada rea\u00e7\u00e3o no presente, mas da qual somente no futuro poderemos avaliar as consequ\u00eancias. E n\u00e3o se pode afirmar categoricamente que haja um <strong>compasso<\/strong> entre a vontade\/desejo de quem faz a norma e para quem a mesma \u00e9 feita.<\/p>\n<\/section>\n<p>Falar de conduta imoral ou anti\u00e9tica no ciberespa\u00e7o acaba tangenciando o aspecto da legalidade, pois essa seria a forma mais simples de se abordarem tais quest\u00f5es. J\u00e1 \u00e9 patente uma revis\u00e3o dos valores morais e das pr\u00e1ticas \u00e9ticas entre o mundo real, que deve levar em conta as caracter\u00edsticas de cada uma delas, bem como a total imbrica\u00e7\u00e3o entre ambas. Dito de outro modo, \u00e9 indispens\u00e1vel (re)constituir toda a nossa conjuntura \u00e9tico-moral sob novas balizas, que contemplem o real e o virtual em simult\u00e2neo.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO COMUM --><\/p>\n<section class=\"quadro\">\n<h5>Sobre o ciberespa\u00e7o<\/h5>\n<p>A tecnologia tamb\u00e9m deve ser vista sob outro prisma, que n\u00e3o o puramente de conhecimento t\u00e9cnico e cient\u00edfico aplicado na transforma\u00e7\u00e3o de determinadas pr\u00e1ticas humanas em fun\u00e7\u00e3o de ferramentas que possam ser utilizadas pelos indiv\u00edduos. A abordagem de \u00c1lvaro Vieira Pinto \u00e9 bastante coerente com a realidade atual, pois: <em>\u201c(&#8230;) aborda um homem dentro de seu processo de hominiza\u00e7\u00e3o, sob dois aspectos fundamentais: a aquisi\u00e7\u00e3o, pela nossa esp\u00e9cie, da capacidade de projetar, e a conforma\u00e7\u00e3o de um ser social, condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para que se possa produzir o que foi projetado\u201d<\/em>. O conceito de tecnologia diante do olhar do fil\u00f3sofo \u00c1lvaro Vieira Pinto.<\/p>\n<\/section>\n<p>Assim, como hist\u00f3rico-filosoficamente <strong><em>ethos<\/em><\/strong> e <strong><em>mos<\/em><\/strong>, \u201c<a href=\"https:\/\/www.significados.com.br\/carater\/\">car\u00e1ter<\/a>\u201d e \u201c<a href=\"https:\/\/www.significados.com.br\/?s=costume\">costume<\/a>\u201d, assentam-se num modo de comportamento, que n\u00e3o corresponde a uma disposi\u00e7\u00e3o natural, mas adquirido ou conquistado por h\u00e1bito, necessariamente as pr\u00e1ticas e os valores do mundo cibern\u00e9tico v\u00e3o ditar aqueles par\u00e2metros. Dessa forma, temos que \u00e9tica e moral est\u00e3o ligadas a: <em>conceitos de felicidade, de dignidade humana, de uma ess\u00eancia substancial, de prud\u00eancia, de cuidado, do respeito, de polidez, dentre tantos outros<\/em> (<a href=\"#OLIVEIRA1993\">OLIVEIRA, 1993<\/a>; <a href=\"#SPAEMANN1996\">SPAEMANN, 1996<\/a>).<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil verificar que <a href=\"https:\/\/www.significados.com.br\/etica-e-moral\/\">\u00e9tica e moral<\/a> apontam para aquilo que seja bom \u2013 n\u00e3o em seu sentido manique\u00edsta \u2013 e necess\u00e1rio para os indiv\u00edduos e grupos e, assim, diferenciar o que \u00e9 e o que n\u00e3o \u00e9 ben\u00e9fico para cada um. Mas, em alguns casos, em que o conhecimento humano do estado da arte n\u00e3o atingiu um n\u00edvel adequado, a decis\u00e3o sobre se um valor ou uma a\u00e7\u00e3o \u00e9 ou n\u00e3o \u00e9tico-moral ficaria prejudicada, sendo essa a situa\u00e7\u00e3o real que temos diante da realidade virtual e do universo cibern\u00e9tico.<\/p>\n<p>Exemplificamos a afirma\u00e7\u00e3o anterior com a <a href=\"https:\/\/www.infoescola.com\/biologia\/clonagem\/\">clonagem<\/a> de seres humanos, o plantio de alimentos transg\u00eanicos, a eutan\u00e1sia e o aborto em determinadas situa\u00e7\u00f5es, a pris\u00e3o perp\u00e9tua ou a pena de morte para certos crimes. Nesses casos, verifica-se que, mesmo com um maior conhecimento humano, inclusive desconsideram-se os preceitos religiosos, o que demonstra como \u00e9 dificultoso o estabelecimento de referenciais individuais e coletivos quanto \u00e0 \u00e9tica e moral englobada em cada uma daquelas situa\u00e7\u00f5es (<a href=\"#SINGER1994\">SINGER, 1994<\/a>).<\/p>\n<p>Confirmando o dito acima, na atual sociedade cibern\u00e9tico-informacional, na qual grande parte das rela\u00e7\u00f5es transita entre o real e o virtual, se autodeterminando ou influenciando, \u00e9 patente a pr\u00e1tica do individualismo, a desvaloriza\u00e7\u00e3o de causas caritativas e a indiferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao outro e ao bem p\u00fablico, esse no sentido de algo que atenda aos interesses e \u00e0s necessidades indistintos de v\u00e1rios indiv\u00edduos. Temos, enquanto contexto consolidado, aquele em que o irracional \u00e9 legitimado pelas afei\u00e7\u00f5es, intui\u00e7\u00f5es, sentimentos, sensualidade e criatividade, implicando distor\u00e7\u00f5es que s\u00e3o viv\u00edveis na realidade virtual em sites, grupos ou na pr\u00f3pria pr\u00e1tica das pessoas. Veja como exemplo os sites\/grupos de apelos sexuais (<a href=\"#GUERREIRO1995\">GUERREIRO, 1995<\/a>).<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, os meios de comunica\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o formam a opini\u00e3o p\u00fablica, prescrevem normas de consumo e comportamento, d\u00e3o interpreta\u00e7\u00e3o religiosa e \u00e9tica, valorizando o que parece real acima dos conceitos de bem e mal. Tudo isso sustentado num axioma acatado implicitamente por quase todos: minimizar a austeridade e maximizar o desejo, minimizar a disciplina e maximizar a toler\u00e2ncia (<a href=\"#UNIDIR2016\">UNIDIR, 2016<\/a>).<\/p>\n<p>Paradoxalmente, vivemos em meio a uma evidente e alarmante crise de valores e pr\u00e1ticas \u00e9tico-morais, a qual nos prop\u00f5e o seguinte questionamento: que forma assume a moralidade no contexto epistemol\u00f3gico e sociocultural da sociedade cibern\u00e9tico-emocional? (<a href=\"#HABERMAS1989\">HABERMAS, 1989<\/a>).<\/p>\n<p>  <!-- FIGURA --><\/p>\n<figure>\n<h5>A sociedade da informa\u00e7\u00e3o se caracteriza pelas rela\u00e7\u00f5es de m\u00faltiplas naturezas (social, profissional, emocional) mediadas por tecnologia e que transitam entre o real e o virtual<\/h5>\n<p>    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_03.png\" alt=\"A sociedade da informa\u00e7\u00e3o\" width=\"556\" height=\"276\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1479\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_03.png 556w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_03-300x149.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 556px) 100vw, 556px\" \/><figcaption>\n      Fonte: <a href=\"http:\/\/usemobile.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/sem-titulo-13.png\">UseMobile<\/a>.<br \/>\n    <\/figcaption><\/figure>\n<p>No filme <em>Matrix Reloaded<\/em> (<a href=\"#WACHOWSKI2003\">WACHOWSKI; WACHOWSKI, 2003<\/a>) estabelece-se um di\u00e1logo entre os personagens <strong><em>Neo<\/em><\/strong> e <strong><em>Merov\u00edngio<\/em><\/strong>, em que o segundo afirma que a <strong><em>causalidade (a\u00e7\u00e3o-rea\u00e7\u00e3o)<\/em><\/strong> seria o \u00fanico fator constante da realidade e da vida, estando tudo e todos submetidos a isso. Na mesma cena, o personagem Neo se contrap\u00f5e com o argumento de que tudo giraria em torno das escolhas de cada um, argumento por sua vez rebatido, de forma categ\u00f3rica, pela afirma\u00e7\u00e3o de Merov\u00edngio, de que a escolha \u00e9 uma ilus\u00e3o criada entre os que t\u00eam poder e os que n\u00e3o o t\u00eam. Dessa forma, o elemento da subjetividade, que seria o ponto de refer\u00eancia para qualquer dilema \u00e9tico-moral, deixaria de estar nos indiv\u00edduos, pois sua subjetividade nas situa\u00e7\u00f5es sequer poderia ser considerada.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO CINECLUB --><\/p>\n<section class=\"quadro cineclube\">\n<h5>CINECLUBE: \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=_UO9VIObsA0\">MATRIX: Reloaded<\/a>\u201d (2003)<\/h5>\n<section class=\"cineclube_cartaz\">\n      <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=_UO9VIObsA0\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_04.jpg\" alt=\"Capa do filme Matrix Reloaded\" width=\"818\" height=\"1150\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1480\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_04.jpg 818w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_04-213x300.jpg 213w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_04-768x1080.jpg 768w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_04-728x1024.jpg 728w\" sizes=\"auto, (max-width: 818px) 100vw, 818px\" \/><br \/>\n      <\/a><\/p>\n<p>Dispon\u00edvel no <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=_UO9VIObsA0\">YouTube<\/a><br \/>\n    <\/section>\n<section class=\"cineclube_sinopse\">\n<p>Wachowski, L.; Wachowski, L. MATRIX: RELOADED. A\u00e7\u00e3o\/Fic\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica. Austr\u00e1lia\/ Estados Unidos da Am\u00e9rica. 2001<br \/>\nMatrix \u00e9 uma produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica americana e australiana, dos g\u00eaneros a\u00e7\u00e3o e fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, dirigida por Lana Wachowski e Andy Wachowski, que entrou para a lista dos filmes mais vistos da hist\u00f3ria. Matrix foi escrito como uma trilogia (Matrix, 1999, Matrix Reloaded, 2003, Matrix Revolutions, 2003). Matrix \u00e9 uma obra de arte multim\u00eddia presente nos tr\u00eas filmes, e, mais tarde, em nove curtas animados, lan\u00e7ados na cole\u00e7\u00e3o Animatrix, em hist\u00f3rias em quadrinhos (Estados Unidos), e no jogo Enter the Matrix (que completa o enredo do filme Matrix Reloaded).<br \/>\nNo trailer pode-se verificar a dualidade do mundo real e virtual e a dificuldade de diferenciar os valores do \u201cbem\u201d e do \u201cmal\u201d. Recomendamos este filme por ser uma obra de arte multim\u00eddia, que entret\u00e9m o espectador e, ao mesmo tempo, faz refletir sobre aspetos \u00e9ticos e morais da sociedade atual.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p>Uma imbrica\u00e7\u00e3o dos aspectos \u00e9tico-morais, em contextos mais particularizados, quando vinculados \u00e0 participa\u00e7\u00e3o social, aqui deve ser entendida sob a perspectiva da influ\u00eancia de todos os indiv\u00edduos na organiza\u00e7\u00e3o de uma sociedade, capitalizando a constru\u00e7\u00e3o de um processo de mudan\u00e7a em prol de todos os grupos da sociedade. Assim pelas pr\u00e1ticas comportamentais no mundo cibern\u00e9tico, envolvendo <a href=\"http:\/\/www.ambitojuridico.com.br\/site\/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&#038;artigo_id=6064\">crimes<\/a> e il\u00edcitos diversos (pl\u00e1gio acad\u00eamico, les\u00e3o a direito autoral, roubo de dados, roubo de identidade, acesso n\u00e3o autorizado, dentre tantos outros), constata-se que a subjetividade em n\u00edvel de senso comum \u00e9 o fator mais relevante a se considerar, pois \u00e9 a partir dele que podem ocorrer ou n\u00e3o tais situa\u00e7\u00f5es as quais servem como referencial do n\u00edvel \u00e9tico dos indiv\u00edduos e grupos.<\/p>\n<p>Durante a forma\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo, em qualquer idade, seja no processo desenvolvido pela educa\u00e7\u00e3o formal ou informal, seja no processo de socializa\u00e7\u00e3o e intera\u00e7\u00e3o dos indiv\u00edduos, durante o repasse de valores e a demonstra\u00e7\u00e3o das condutas, se criar\u00e1 ou n\u00e3o uma possibilidade mais consistente e efetiva, para que um dado contexto ocorra ou n\u00e3o, tanto no aspecto positivo, como no aspecto negativo, mas ambos intrinsecamente ligados \u00e0 subjetividade dos seus integrantes (<a href=\"#VASQUES1984\">VASQUES, 1984<\/a>).<\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0 \u00e9tica e \u00e0 moral, um fator interessante a ser considerado sobre o ciberespa\u00e7o e suas m\u00faltiplas rela\u00e7\u00f5es \u00e9 a possibilidade de ser-se quase <strong><em>invis\u00edvel<\/em><\/strong> aos demais. Ou mesmo, como \u00e9 mais comum do que se pensa, criarem-se <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Avatar_(inform%C3%A1tica)\">avatares<\/a>, de forma dissimulada, que, de alguma maneira, n\u00e3o se tem coragem de assumir publicamente, em fun\u00e7\u00e3o de algum tipo de reprova\u00e7\u00e3o \u00e9tico-moral ou at\u00e9 mesmo legal de suas cren\u00e7as de comportamentos (<a href=\"#HABERMAS1989\">HABERMAS, 1989<\/a>).<\/p>\n<p>De um modo geral, as legisla\u00e7\u00f5es cibern\u00e9ticas brasileiras, especialmente aquelas voltadas para a processual\u00edstica das ocorr\u00eancias, poderiam ser melhores, j\u00e1 que as atuais acabaram perdendo uma parcela da sua efic\u00e1cia, em raz\u00e3o da velocidade de transforma\u00e7\u00e3o da \u201crealidade material\u201d, da \u201crealidade virtual\u201d, do aprofundamento de suas interpenetra\u00e7\u00f5es, num grau cada vez mais elevado de interdepend\u00eancia, sem que nosso legisladores tenham capacidade de fazer ajustes mais r\u00e1pidos na norma legal. Um bom exemplo disso foi a edi\u00e7\u00e3o da chamada \u201cLei Carolina Dieckmann\u201d, Lei No.  12.737, de 3 de novembro de 2012 (<a href=\"#BRASIL2012\">BRASIL, 2012<\/a>), coincidentemente promulgada pela presidente Dilma Rousseff que, promovendo altera\u00e7\u00f5es e inclus\u00f5es antes inexistentes no C\u00f3digo Penal Brasileiro, tipificou os crimes ou delitos inform\u00e1ticos em fun\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica ocorrida com aquela atriz global, mas com repercuss\u00f5es significativas para toda a sociedade brasileira.<\/p>\n<p>Essa realidade pode ser constatada por dados que colocam o Brasil como o 5\u00ba. pa\u00eds no ranking mundial, onde mais ocorrem <a href=\"http:\/\/www.ambitojuridico.com.br\/site\/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&#038;artigo_id=6064\">delitos cibern\u00e9ticos e virtuais<\/a> (<a href=\"#CAVALCANTE2016\">CAVALCANTE, 2016<\/a>), mas n\u00e3o ocupamos a mesma posi\u00e7\u00e3o na rela\u00e7\u00e3o <em>per capita<\/em> de equipamentos eletr\u00f4nicos, acesso \u00e0 Internet e usu\u00e1rios. Impulsionados por aquela sensa\u00e7\u00e3o de invisibilidade, no caso de crimes cometidos via Internet, seja envolvendo pl\u00e1gio, invas\u00e3o de privacidade, difama\u00e7\u00e3o por divulga\u00e7\u00e3o de fatos inver\u00eddicos (aqui apresentado pelas <a href=\"https:\/\/administradores.com.br\/artigos\/fake-news-e-a-cidadania-digital\">fake news<\/a> (<a href=\"#CARVALHO2018\">CARVALHO; KANFFER, 2018<\/a>) e imagens indevidas como na <a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/sociedade\/celina\/perseguicao-pornografia-de-vinganca-ofensa-sexual-violencia-contra-mulher-cresce-nas-redes-23506835\">pornografia de vingan\u00e7a<\/a>), intoler\u00e2ncia religiosa e outros tipos de preconceito e discrimina\u00e7\u00e3o, manipula\u00e7\u00e3o e polariza\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es de cunho pol\u00edtico (especialmente aqueles que impliquem ocultamento de quest\u00f5es de interesse p\u00fablico e coletivo). os indiv\u00edduos se sentem motivados para tais pr\u00e1ticas, j\u00e1 que se tornou patente e conhecida uma certa dificuldade na identifica\u00e7\u00e3o do autor de um ato delituoso dessa natureza, especialmente em fun\u00e7\u00f5es de aspectos t\u00e9cnicos.<\/p>\n<p>Mesmo com a cria\u00e7\u00e3o de leis espec\u00edficas, como a <a href=\"https:\/\/cgi.br\/lei-do-marco-civil-da-internet-no-brasil\/\">Lei do Marco Civil Brasileiro da Internet<\/a> (<a href=\"#BRASIL2014\">BRASIL, 2014<\/a>) \u3161 <em>Confira mais sobre a <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=crgi3LfMTq0\">Lei do Marco Civil<\/a> na entrevista dada por Fabro Steibel, diretor executivo do ITS Rio a Lisia Palombini, no programa Conex\u00e3o, do Canal Futura exibido em 03 de agosto de 2017<\/em> \u3161, a Estrat\u00e9gia de Seguran\u00e7a da Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00f5es e de Seguran\u00e7a Cibern\u00e9tica da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica Federal (<a href=\"#BRASIL2015\">BRASIL, 2015<\/a>), dentre outras, bem como a implanta\u00e7\u00e3o do departamento especializado nos denominados \u201ccrimes cibern\u00e9ticos\u201d, o Departamento de Seguran\u00e7a da Informa\u00e7\u00e3o e das Comunica\u00e7\u00f5es (<a href=\"http:\/\/dsic.planalto.gov.br\/\">DSIC<\/a>) e o Servi\u00e7o de Repress\u00e3o de Delitos Cibern\u00e9ticos (<a href=\"http:\/\/www.pf.gov.br\/agencia\/noticias\/2012\/junho\/pf-inaugura-centro-contra-ataques-ciberneticos\">SRCC<\/a>) da Pol\u00edcia Federal, verifica-se, no entanto que, pelo reduzido n\u00famero dessas leis, h\u00e1 falta de estrutura e de profissionais qualificados para atuar. Assim, temos no Brasil um quadro altamente favor\u00e1vel a que essas pr\u00e1ticas se disseminem, at\u00e9 mesmo em fun\u00e7\u00e3o de uma estrutura \u00e9tico-moral muito mais flex\u00edvel que em outras sociedades e Estados similares.<\/p>\n<p>Embora o Brasil conte com normas espec\u00edficas para os crimes cibern\u00e9ticos, pode-se afirmar que a legisla\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 inadequada pela demora no seu processo de constitui\u00e7\u00e3o, o que faz com que sempre esteja aqu\u00e9m das efetivas necessidades da realidade cibern\u00e9tica, que se modifica em velocidade vertiginosa. Essa inadequa\u00e7\u00e3o visualiza-se, dentre outros aspectos, pelo fato de que diversos crimes prescrevem em fun\u00e7\u00e3o da demora das investiga\u00e7\u00f5es e inadequa\u00e7\u00e3o dos meios utilizados. Nos crimes contra a honra, por exemplo, at\u00e9 o oferecimento de queixa-crime se torna dificultoso, por ser necess\u00e1rio identificar o autor da ofensa para se instalar qualquer procedimento. A celeridade na identifica\u00e7\u00e3o de autores de ofensas on-line tem aumentado; no entanto, muitas vezes a velocidade nas investiga\u00e7\u00f5es depende da notoriedade do crime ou das v\u00edtimas envolvidas, como nos casos de <a href=\"https:\/\/www.noticiasaominuto.com.br\/fama\/300631\/policia-apreende-responsaveis-por-ofensas-racistas-a-preta-gil\">Preta Gil<\/a> e <a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/rio-de-janeiro\/noticia\/2016\/11\/bruno-gagliasso-chega-delegacia-para-registrar-queixa-por-racismo.html\">Bruno Gagliasso<\/a> registrados em 2016.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que se faz necess\u00e1ria uma imediata retifica\u00e7\u00e3o das condutas criminosas praticadas ciberneticamente, pois o Brasil est\u00e1 atrasado nesse aspecto jur\u00eddico, ainda que, inversamente, tenha havido vis\u00edvel aumento na ocorr\u00eancia de todos os tipos de delitos.  Dessa forma, precisamos com urg\u00eancia nos igualar aos pa\u00edses que j\u00e1 possuem legisla\u00e7\u00e3o espec\u00edfica contundente e efetivamente pratic\u00e1vel para crimes cibern\u00e9tico-virtuais (<a href=\"#OEA2004\">OEA, 2004<\/a>). A jurisprud\u00eancia nacional j\u00e1 se consolidou no sentido de responsabiliza\u00e7\u00e3o\/condena\u00e7\u00e3o daqueles que cometem delitos por meio da Internet, mas, devido \u00e0s lacunas na legisla\u00e7\u00e3o vigente, muitos criminosos individuais e at\u00e9 mesmo quadrilhas n\u00e3o podem ser condenados, beneficiando-se dessas falhas, muito bem exploradas pelos advogados especializados no tema (<a href=\"#BIDOEA2016\">BID\/OEA, 2016<\/a>).<\/p>\n<p>O Brasil situa-se entre os dez pa\u00edses que mais utilizam a Internet, em um mercado promissor e crescente, sem uma legisla\u00e7\u00e3o que defina e classifique quantos e quais s\u00e3o os crimes cometidos virtualmente, para amparar os usu\u00e1rios desse servi\u00e7o (<a href=\"#GARCIA2013\">GARCIA; NETO, 2013<\/a>; <a href=\"#CONSULTOR2015\">CONSULTOR JUR\u00cdDICO, 2015<\/a>). At\u00e9 mesmo o fato de a <a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/constituicao\/constituicao.htm\">Constitui\u00e7\u00e3o Federal<\/a> mencionar as bases para as quest\u00f5es ligadas ao <a href=\"http:\/\/www.ecad.org.br\/pt\/direito-autoral\/o-que-e-direito-autoral\/Paginas\/default.aspx\">Direito Autoral<\/a> e ao <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Direito_da_inform%C3%A1tica\">Direito Cibern\u00e9tico<\/a> dificulta mudan\u00e7as mais r\u00e1pidas, por implicar, na maioria das vezes, altera\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio texto constitucional, o que \u00e9 bastante problem\u00e1tico. Apesar disso, n\u00e3o h\u00e1 como se negar que os fatores \u00e9tico-morais est\u00e3o sendo deixados em segundo plano, em fun\u00e7\u00e3o de uma op\u00e7\u00e3o normalizadora excessiva formada pela sociedade brasileira, sem que, historicamente, se tenha consolidado o que seriam as bases de uma <strong><em>ethicus-morales brasilis<\/em><\/strong> (<a href=\"#SROUR1998\">SROUR, 1998<\/a>).<\/p>\n<\/section>\n<section>\n  <!-- SE\u00c7\u00c3O --><\/p>\n<h2 id=\"s3\">3 Conclus\u00e3o<\/h2>\n<p>Considerando os temas apresentados e contextualizados nas se\u00e7\u00f5es anteriores, \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o admitir que numerosos aspectos essenciais ao exerc\u00edcio da cidadania digital possam estar imunes aos impactos das TIC. As modifica\u00e7\u00f5es j\u00e1 observadas no \u00e2mbito do sistema educacional formal resultante do uso da tecnologia e das renova\u00e7\u00f5es no contexto cultural e comportamental do tecido social, efetivadas pelas novas formas de interconectividade e pelos padr\u00f5es de consumo de informa\u00e7\u00e3o, acabam por delinear altera\u00e7\u00f5es impactantes: no cotidiano das pessoas, nas rela\u00e7\u00f5es pessoais e no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>Olhando para o mercado de trabalho, essas transforma\u00e7\u00f5es abarcam desde a forma\u00e7\u00e3o profissional e os modelos de produ\u00e7\u00e3o e de consumo, at\u00e9 os aspectos administrativos, legal, pol\u00edticos e da cultura organizacional em n\u00edvel governamental e empresarial. A revolu\u00e7\u00e3o do digital \u00e9 algo sem volta e tem exigido que o cidad\u00e3o comum atualize e reveja seu papel social, na mesma medida em que profissionais e institui\u00e7\u00f5es revisem suas estrat\u00e9gias de atua\u00e7\u00e3o. A inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica possibilitou a cria\u00e7\u00e3o de novos produtos e a oferta de novos servi\u00e7os que atendam a um p\u00fablico culturalmente diverso e mais exigente. Se n\u00e3o fosse o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico, diversas atividades econ\u00f4micas cl\u00e1ssicas n\u00e3o teriam evolu\u00eddo, e muitas outras nem seriam poss\u00edveis de existir, como a <a href=\"http:\/\/www.firjan.com.br\/economiacriativa\/download\/mapeamento-industria-criativa-sistema-firjan-2016.pdf\">economia criativa<\/a>; al\u00e9m disso, diversos postos de trabalho, modelos de neg\u00f3cios e processos produtivos tamb\u00e9m n\u00e3o existiriam.<\/p>\n<p>A influ\u00eancia da tecnologia pelo uso de computadores, <em>tablets<\/em> e <em>smartphones<\/em> no cotidiano das pessoas (educacional, profissional, social e cultural) \u00e9 t\u00e3o intensa, que se tornou transparente para a maior parte delas. A extens\u00e3o dessa influ\u00eancia inclui obviamente a necessidade do desenvolvimento e de readequa\u00e7\u00e3o de in\u00fameras pol\u00edticas governamentais e institucionais de investimento, uma vez que n\u00e3o s\u00f3 as institui\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m os cidad\u00e3os t\u00eam sido obrigados a rever os comportamentos que perpetuam e reproduzem no ambiente virtual. Atualmente, a qualidade do literacia digital da sociedade \u00e9 uma medida que pode ser avaliada sob o ponto de vista da prosperidade econ\u00f4mica e do desenvolvimento industrial, mas isso n\u00e3o \u00e9 tudo.<\/p>\n<p>O impacto da revolu\u00e7\u00e3o digital no desenvolvimento tanto econ\u00f4mico quanto social no mundo contempor\u00e2neo envolve uma avalia\u00e7\u00e3o comportamental complexa, que abrange quest\u00f5es relacionadas \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, profissionaliza\u00e7\u00e3o, legisla\u00e7\u00e3o, cultura e ao recrutamento que tem sido impactado pela tecnologia. No aspecto legal e profissional, especificamente a quest\u00e3o do <a href=\"http:\/\/cio.com.br\/gestao\/2017\/11\/13\/como-fica-o-home-office-apos-a-reforma-trabalhista\/\">trabalho remoto<\/a>, emergem debates sobre a legalidade para flexibiliza\u00e7\u00e3o nas rela\u00e7\u00f5es de trabalho, remunera\u00e7\u00e3o, propriedade intelectual, seguran\u00e7a e de privacidade (individual e institucional) que t\u00eam gerado muita controv\u00e9rsia.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/gauchazh.clicrbs.com.br\/economia\/noticia\/2013\/07\/monitoramento-digital-e-intoleravel-afirma-stallman-4191731.html\">monitoramento digital<\/a> de coisas e de pessoas atrav\u00e9s de dispositivos de comunica\u00e7\u00e3o, em <a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Rede_social\">redes sociais<\/a> e em redes p\u00fablicas e privadas, seja como estrat\u00e9gia de marketing, seja como pol\u00edtica de seguran\u00e7a, \u00e9 uma realidade mundial, mesmo para as democracias, sem exce\u00e7\u00f5es. A ind\u00fastria de computadores e de telefonia tornou o monitoramento digital poss\u00edvel por uma quest\u00e3o t\u00e9cnica, mas as empresas, os governos e as pessoas em geral tiram vantagem desse recurso, justificando isso apenas porque o recurso est\u00e1 dispon\u00edvel. Um n\u00famero expressivo de institui\u00e7\u00f5es e pessoas abusa do monitoramento, enquanto a maioria dos usu\u00e1rios nem imagina o alcance e a extens\u00e3o de seu <a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/sociedade\/tecnologia\/rastros-digitais-sao-dificeis-de-eliminar-muitas-vezes-preciso-desativar-e-mail-2792219\">rastro digital<\/a>; especialmente n\u00e3o t\u00eam refletido nas consequ\u00eancias e implica\u00e7\u00f5es legais do que fazem e\/ou publicam na Internet, tanto para a sua vida social, como profissional, presente e futura. J\u00e1 \u00e9 um consenso que os n\u00edveis da pr\u00e1tica desenfreada do monitoramento (f\u00edsico e virtual) impacta sobremaneira as rela\u00e7\u00f5es profissionais, sociais e afetivas.<\/p>\n<p>Os empregadores, por exemplo, s\u00e3o donos das redes de computadores de suas empresas, e a legisla\u00e7\u00e3o permite que tenham acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es produzidas, consultadas, e que transitam na sua rede. Governos, institui\u00e7\u00f5es, recrutadores e pessoas comuns j\u00e1 t\u00eam o h\u00e1bito de monitorar bases de dados e redes sociais como forma de se informar sobre seus pares, fornecedores, candidatos, empregados e empregadores. A sua avalia\u00e7\u00e3o sobre o comportamento das pessoas no ciberespa\u00e7o, atrav\u00e9s do rastro digital, pode determinar aspectos importantes que impactam a vida cotidiana de umas e de outras: aumentar a visibilidade para oportunidades de coloca\u00e7\u00f5es no mercado, estabelecimento de relacionamentos (sociais, profissionais, amorosos), avan\u00e7o ou n\u00e3o de uma candidatura em processos de sele\u00e7\u00e3o, fundamenta\u00e7\u00e3o para demiss\u00f5es, cria\u00e7\u00e3o de provas materiais em processos judiciais, e at\u00e9 mesmo identificar possibilidades para lesar ou ser lesado.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE: Quest\u00e3o para reflex\u00e3o<\/h5>\n<p>Considere uma avalia\u00e7\u00e3o das implica\u00e7\u00f5es do rastro digital das pessoas e institui\u00e7\u00f5es envolvidas nessas duas not\u00edcias amplamente divulgadas na comunica\u00e7\u00e3o social nacional: <a href=\"https:\/\/vejasp.abril.com.br\/blog\/bichos\/enquete-cachorro-carrefour-marielle-demitido\/\">not\u00edcia 1<\/a> e <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/sp\/sao-paulo\/noticia\/estudantes-da-fgv-protestam-pela-expulsao-de-aluno-que-chamou-colega-negro-de-escravo.ghtml\">not\u00edcia 2<\/a>.  A partir da sua experi\u00eancia individual, e dos conte\u00fados apresentados na se\u00e7\u00e3o 2.3 (<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=FEASxRw2Gb0\">\u00e9tica<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=FEASxRw2Gb0\">moral<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=xF0JJ-fosys\">cidadania<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=FK0Ydj6JOeo\">direito<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=FK0Ydj6JOeo\">norma legal<\/a>), discuta com outras pessoas sobre a relev\u00e2ncia dos eventos e a amplitude das repercuss\u00f5es dos fatos noticiados para o exerc\u00edcio da cidadania e da liberdade de express\u00e3o. Com base na avalia\u00e7\u00e3o do ponto de vista de seus colegas, fa\u00e7a uma reflex\u00e3o sobre as consequ\u00eancias derivadas dos fatos para os agentes envolvidos, destacando quais contributos esses fatos em particular trazem para sua vida cotidiana.<\/p>\n<\/section>\n<p>O <a href=\"http:\/\/www.literaciadigital.com.br\/?page_id=85\">letramento digital<\/a> deixa as pessoas mais conscientes dessas vulnerabilidades, especialmente porque diversas estrat\u00e9gias de monitoramento t\u00eam sido implementadas como parte das pol\u00edticas de seguran\u00e7a de governos e empresas, incluindo: acesso controlado por credenciais, uso de GPS, reconhecimento biom\u00e9trico (voz, digitais ou retina) e mais recentemente <a href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tecnologia\/noticia\/brasil-sera-nosso-proximo-mercado-diz-ceo-que-implantou-chips-no-corpo-de-funcionarios-nos-eua.ghtml\">implantes de microchips<\/a> no corpo de soldados das for\u00e7as armadas e at\u00e9 em empregados de algumas empresas. A fronteira final do corpo pode j\u00e1 estar ultrapassada, e em alguns anos, a realidade futurista descrita em cl\u00e1ssicos da fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica como a dos irm\u00e3os Wachowski (Trilogia Matrix), de Stanley Kubrick (2001 \u2013 Uma Odisseia no Espa\u00e7o), George Orwell (1984) e de Isaac Asimov (Eu, Rob\u00f4) estar\u00e1 mais pr\u00f3xima do que se imagina.<\/p>\n<p>Afinadas com a literacia b\u00e1sica da escolariza\u00e7\u00e3o formal, as compet\u00eancias digitais s\u00e3o um aspecto essencial que justifica a renova\u00e7\u00e3o educacional inclusiva, consistente com as orienta\u00e7\u00f5es de Delors (<a href=\"#DELORS2010\">DELORS et. al., 2010<\/a>) para a forma\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o global. A <a href=\"http:\/\/www.literaciadigital.com.br\/?page_id=85\">literacia digital<\/a> inclui na forma\u00e7\u00e3o do indiv\u00edduo o suporte intelectual, t\u00e9cnico e cultural extremamente necess\u00e1rio para que as pessoas desenvolvam um <a href=\"http:\/\/netscandigital.com\/blog\/seguranca-de-info-e-importancia-de-um-comportamento-digital-seguro\/\">comportamento digital de seguran\u00e7a<\/a> para se portar no ciberespa\u00e7o. A literacia digital no contexto da escolariza\u00e7\u00e3o formal tamb\u00e9m incrementa a compreens\u00e3o da sociedade, das caracter\u00edsticas, formalidades e especificidades associadas ao comportamento on-line, sob uma perspectiva mais cr\u00edtica, minimizando as possibilidades de que os indiv\u00edduos se tornem v\u00edtimas f\u00e1ceis de esquemas fraudulentos, preservando-as deliberadamente de contribuir para que se coloquem em risco. O investimento em letramento digital torna a sociedade voluntariamente mais atenta para o exerc\u00edcio de uma cidadania digital efetiva. Al\u00e9m disso, alerta para o fato de que, mesmo sendo o ciberespa\u00e7o um ambiente no qual a virtualidade define um terreno prop\u00edcio a novas pr\u00e1ticas do il\u00edcito, este n\u00e3o \u00e9 um ambiente de todo desprovido de normas de conduta, nem mesmo um espa\u00e7o totalmente fora do alcance das leis (espec\u00edficas ou n\u00e3o) nacionais ou internacionais.<\/p>\n<p>Pelo exposto justifica-se a import\u00e2ncia da literacia digital para a forma\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o global, instigando tamb\u00e9m uma revis\u00e3o de aspectos essenciais de foro \u00edntimo, assim como advertindo o cidad\u00e3o comum para a necessidade de ele desenvolver um conjunto de habilidades que o tornem apto a compreender claramente quais as responsabilidades, as consequ\u00eancias e as atribui\u00e7\u00f5es do papel social dos internautas. A literacia digital prepara o indiv\u00edduo para o exerc\u00edcio da cidadania em um patamar mais consciente; ao mesmo tempo, amplifica sua compreens\u00e3o para lidar com as idiossincrasias do ambiente digital, pois, ainda que o ciberespa\u00e7o defina condi\u00e7\u00f5es \u00fanicas para a pr\u00e1tica de certos tipos de il\u00edcitos, tamb\u00e9m \u00e9 um local no qual n\u00e3o podemos viver sem os avan\u00e7os socioculturais e econ\u00f4micos dos \u00faltimos 50 anos.<\/p>\n<p>Refor\u00e7ando o exposto na se\u00e7\u00e3o 2.3, a quest\u00e3o da legalidade e moralidade no mundo virtual, filosoficamente, \u00e9 muito semelhante aos embates \u00e9tico-morais que se apresentam aos indiv\u00edduos no mundo real: ainda que exista uma legisla\u00e7\u00e3o, a a\u00e7\u00e3o l\u00edcita e\/ou il\u00edcita no ciberespa\u00e7o \u00e9 quest\u00e3o de foro \u00edntimo. A participa\u00e7\u00e3o governamental, institucional e popular on-line se expandiu exponencialmente nos \u00faltimos 20 anos, e o ciberespa\u00e7o tornou-se uma extens\u00e3o territorial natural para a atividade humana, qualquer que seja ela, l\u00edcita ou il\u00edcita. Por isso mesmo \u00e9 salutar que cada indiv\u00edduo conhe\u00e7a os recursos dispon\u00edveis para salvaguardar-se, protegendo a si mesmo e compromissado em defender a sociedade e a democracia. O ambiente virtual define um local de encontro e conviv\u00eancia, no qual todos precisam orientar seu comportamento pelo bom senso, pela conveni\u00eancia, moralidade e legalidade em suas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso assegurar que todos tenham oportunidade de desenvolver as compet\u00eancias necess\u00e1rias a fim de usufruir das possibilidades ofertadas ao indiv\u00edduo digitalmente incluso. No entanto, para que tal inclus\u00e3o seja considerada plena e integral, esse indiv\u00edduo tem que estar consciente dos seus direitos e seus deveres; e mais, estar ciente das responsabilidades oriundas de seu papel social. A literacia digital \u00e9 o contexto educacional e cultural que pode entregar as ferramentas essenciais para possibilitar aos indiv\u00edduos desenvolverem o seu potencial m\u00e1ximo. O indiv\u00edduo letrado digitalmente estar\u00e1 bem-preparado para aproveitar e criar as melhores oportunidades de uma vida produtiva em uma sociedade tecnol\u00f3gica e globalizada, bem como estar\u00e1 melhor habilitado a implementar as a\u00e7\u00f5es de suporte necess\u00e1rias para continuar reproduzindo contextos para o desenvolvimento do potencial humano em escala ascendente.<\/p>\n<p>  <!-- QUADRO ATIVIDADE --><\/p>\n<section class=\"quadro atividade\">\n<h5>ATIVIDADE 2: Quest\u00e3o para pesquisa e desenvolvimento de projeto<\/h5>\n<p>A partir da sua experi\u00eancia individual, e dos conte\u00fados apresentados no cap\u00edtulo, procure debater com outras pessoas a realidade e as perspectivas para a inclus\u00e3o e a literacia digital no contexto da <a href=\"http:\/\/basenacionalcomum.mec.gov.br\/images\/BNCC_publicacao.pdf\">BNCC<\/a>, tomando como base o documento desenvolvido para o ensino fundamental. Assim, obtenha subs\u00eddios para descrever uma proposta preliminar que possa servir de inspira\u00e7\u00e3o para o desenho de alguma pol\u00edtica p\u00fablica (local ou nacional) a fim de efetivar uma a\u00e7\u00e3o de suporte \u00e0 literacia digital no contexto do sistema educacional brasileiro. Em sua proposta atente para os seguintes elementos: descri\u00e7\u00e3o objetiva do problema a ser resolvido; contexto socioecon\u00f4mico e cultural a ser atendido (n\u00famero de pessoas, n\u00edvel escolar, infraestrutura, limita\u00e7\u00f5es); justificativa (social, econ\u00f4mica, cultural e resultados esperados); atividades e procedimentos a executar; estimativa or\u00e7ament\u00e1ria e financiamento (recurso humano, recurso material, recurso extraordin\u00e1rio, tempo de entrega).<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O RESUMO --><\/p>\n<section>\n<h3 id=\"resumo\">Resumo<\/h3>\n<p>Este cap\u00edtulo desenvolve o tema da literacia digital como um elemento essencial para a forma\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o, do ponto de vista tanto do aprimoramento do conhecimento em n\u00edvel t\u00e9cnico, como da concep\u00e7\u00e3o de valores e do desenvolvimento de condutas pr\u00f3prias daqueles indiv\u00edduos que podemos categorizar como plenamente inclusos na sociedade da informa\u00e7\u00e3o. Abordamos a forma\u00e7\u00e3o do cidad\u00e3o global sob tr\u00eas aspectos essenciais: a forma\u00e7\u00e3o escolar, o exerc\u00edcio profissional e a pr\u00e1tica cidad\u00e3. Ao longo do cap\u00edtulo o estudante vai conhecer conceitos importantes para compreender o conceito de literacia digital, as caracter\u00edsticas do panorama mundial em que as pesquisas sobre esse dom\u00ednio se desenvolveram, bem como quest\u00f5es relevantes sobre a fundamenta\u00e7\u00e3o de conceitos pertinentes (literacia, letramento, habilidades, compet\u00eancias). Descrevemos as principais concep\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas que orientam os diversos entendimentos e abordagens pr\u00e1ticas seguidos por pesquisadores e entidades (incluindo as diferentes nomenclaturas adotadas por diferentes grupos de pesquisadores). Ser\u00e1 apresentado um panorama da evolu\u00e7\u00e3o das pesquisas em literacia digital conduzidas por entidades comprometidas com o desenvolvimento do potencial humano (educacional, profissional, cultural e econ\u00f4mico), focando em inova\u00e7\u00e3o e sustentabilidade, com base nos resultados obtidos com projetos de avalia\u00e7\u00e3o de indicadores nacionais e internacionais, em n\u00edvel local e mundial. O cap\u00edtulo foi estruturado de forma a oferecer ao estudante subs\u00eddios para o desenvolvimento do pensamento cr\u00edtico sobre as perspectivas da media\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica no cotidiano contempor\u00e2neo, refletindo a respeito dos impactos observados nas rela\u00e7\u00f5es sociais, nas pr\u00e1ticas educacionais, nos requisitos para o ingresso no mercado de trabalho e perspectivas para o futuro da sociedade. Al\u00e9m disso, diversas coloca\u00e7\u00f5es demandam do estudante assumir uma posi\u00e7\u00e3o consciente sobre seu papel social enquanto cidad\u00e3o global, avaliando as possibilidades, as responsabilidades e as consequ\u00eancias de seu comportamento no mundo virtual.<\/p>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O LEITURAS --><\/p>\n<section id=\"leituras\">\n<h3>Leituras Recomendadas<\/h3>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"http:\/\/www.bondfaro.com.br\/livros--midias-e-tecnologias-na-educacao-presencial-e-a-distancia-edmea-santos-8521626568.html\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_08.jpg\" alt=\"Capa O Conceito de Tecnologia Sob o Olhar do Fil\u00f3sofo \u00c1lvaro Vieira Pinto\" class=\"aligncenter size-full width=\"150\" height=\"150\" wp-image-1530\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_08-150x150.jpg 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_08-70x70.jpg 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_08-246x246.jpg 246w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_08-276x276.jpg 276w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_08-125x125.jpg 125w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><br \/>\n  <\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"http:\/\/www.bondfaro.com.br\/livros--midias-e-tecnologias-na-educacao-presencial-e-a-distancia-edmea-santos-8521626568.html\"><strong>O Conceito de Tecnologia Sob o Olhar do Fil\u00f3sofo \u00c1lvaro Vieira Pinto (BANDEIRA, 2011)<\/strong><\/a><\/p>\n<p>A tecnologia tamb\u00e9m deve ser vista de outro prisma, que n\u00e3o o puramente de conhecimento t\u00e9cnico e cient\u00edfico aplicado na transforma\u00e7\u00e3o de determinadas pr\u00e1ticas humanas em fun\u00e7\u00e3o de ferramentas que possam ser utilizadas pelos indiv\u00edduos. A abordagem de \u00c1lvaro Vieira Pinto \u00e9 bastante coerente com a realidade atual.<\/p>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/pdf\/ecoa\/v15n3\/a06v15n3.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_09.png\" alt=\"Capa Este artigo procura analisar a rela\u00e7\u00e3o entre rendimentos no mercado de trabalho e uma medida do n\u00edvel de tecnologia dispon\u00edvel no posto, bem como as implica\u00e7\u00f5es dessa rela\u00e7\u00e3o para a desigualdade de rendimentos no Brasil.\" class=\"aligncenter size-full width=\"150\" height=\"150\" wp-image-1525\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_09-150x150.png 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_09-70x70.png 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_09-246x246.png 246w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_09-276x276.png 276w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_09-125x125.png 125w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><br \/>\n  <\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/pdf\/ecoa\/v15n3\/a06v15n3.pdf\"><strong>Uma an\u00e1lise da rela\u00e7\u00e3o entre tecnologia no local de trabalho e rendimentos no Brasil (REIS; AMBROZIO; MACHADO, 2011)<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Este artigo procura analisar a rela\u00e7\u00e3o entre rendimentos no mercado de trabalho e uma medida do n\u00edvel de tecnologia dispon\u00edvel no posto, bem como as implica\u00e7\u00f5es dessa rela\u00e7\u00e3o para a desigualdade de rendimentos no Brasil.<\/p>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/itsrio.org\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Artigo-Economia-Compartilhamento-CAF-RL-Direito-da-Cidade.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_10.png\" alt=\"Aspectos Jur\u00eddicos da Economia do Compartilhamento: Fun\u00e7\u00e3o Social e Tutela da Confian\u00e7a\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1526\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_10-150x150.png 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_10-70x70.png 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_10-246x246.png 246w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_10-276x276.png 276w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_10-125x125.png 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><br \/>\n  <\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"https:\/\/itsrio.org\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/Artigo-Economia-Compartilhamento-CAF-RL-Direito-da-Cidade.pdf\"><strong>Aspectos Jur\u00eddicos da Economia do Compartilhamento: Fun\u00e7\u00e3o Social e Tutela da Confian\u00e7a (SOUZA; LEMOS, 2016)<\/strong><\/a><\/p>\n<p>A partir de algumas caracter\u00edsticas essenciais da chamada economia do compartilhamento, o artigo procura tra\u00e7ar considera\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas sobre o seu desenvolvimento, buscando na principiologia constitucional e contratual elementos que refor\u00e7am aspectos positivos desse fen\u00f4meno.<\/p>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"http:\/\/eur-lex.europa.eu\/LexUriServ\/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2006:394:0010:0018:PT:PDF\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_11.png\" alt=\"Recomenda\u00e7\u00e3o do Parlamento Europeu e do Conselho relativa \u00e0 institui\u00e7\u00e3o do Quadro Europeu de Qualifica\u00e7\u00f5es para a Aprendizagem ao Longo da Vida (JPEU, 2006)\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1527\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_11-150x150.png 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_11-70x70.png 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_11-246x246.png 246w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_11-276x276.png 276w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_11-125x125.png 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><br \/>\n  <\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"http:\/\/eur-lex.europa.eu\/LexUriServ\/LexUriServ.do?uri=OJ:L:2006:394:0010:0018:PT:PDF\"><strong>Recomenda\u00e7\u00e3o do Parlamento Europeu e do Conselho relativa \u00e0 institui\u00e7\u00e3o do Quadro Europeu de Qualifica\u00e7\u00f5es para a Aprendizagem ao Longo da Vida (JPEU, 2006)<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Recomenda\u00e7\u00e3o 2006\/962\/CE do Parlamento Europeu e do Conselho do Conselho da Uni\u00e3o Europeia, de 18 de dezembro de 2006, sobre as compet\u00eancias essenciais para a aprendizagem ao longo da vida. <em>Jornal do Parlamento Europeu<\/em>, Coluna L 394 de 30.12.2006, p. 10-18.<\/p>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"https:\/\/editorarealize.com.br\/revistas\/cintedi\/trabalhos\/TRABALHO_EV060_MD1_SA2_ID530_17102016001552.pdf\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_12.png\" alt=\"Capa Inclus\u00e3o Digital e Cidadania na Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o e do Conhecimento (FARIAS, 2016)\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1528\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_12-150x150.png 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_12-70x70.png 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_12-246x246.png 246w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_12-276x276.png 276w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_12-125x125.png 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><br \/>\n  <\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"https:\/\/editorarealize.com.br\/revistas\/cintedi\/trabalhos\/TRABALHO_EV060_MD1_SA2_ID530_17102016001552.pdf\"><strong>Inclus\u00e3o Digital e Cidadania na Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o e do Conhecimento (FARIAS, 2016)<\/strong><\/a><\/p>\n<p>Este artigo apresenta uma reflex\u00e3o sobre o direito de acesso e uso das Tecnologias Digitais da Informa\u00e7\u00e3o e Comunica\u00e7\u00e3o  (TDICs), entendida como um direito \u00e0 cidadania digital, condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria \u00e0 inclus\u00e3o social na Sociedade do Conhecimento e da Informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/section>\n<section class=\"leitura_recomendada\">\n<section class=\"leitura_capa\"><a href=\"http:\/\/www.sbc.org.br\/documentos-da-sbc\/send\/127-educacao\/1155-referenciais-de-formacao-para-cursos-de-graduacao-em-computacao-outubro-2017\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_13.png\" alt=\"Capa Referenciais de Forma\u00e7\u00e3o para os Cursos de Gradua\u00e7\u00e3o em Computa\u00e7\u00e3o (Zorzo et. al., 2017)\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1529\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_13-150x150.png 150w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_13-70x70.png 70w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_13-246x246.png 246w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_13-276x276.png 276w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_13-125x125.png 125w\" sizes=\"auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><br \/>\n  <\/section>\n<section class=\"leitura_descricao\"><a href=\"http:\/\/www.sbc.org.br\/documentos-da-sbc\/send\/127-educacao\/1155-referenciais-de-formacao-para-cursos-de-graduacao-em-computacao-outubro-2017\"><strong>Referenciais de Forma\u00e7\u00e3o para os Cursos de Gradua\u00e7\u00e3o em Computa\u00e7\u00e3o (Zorzo et. al., 2017)<\/strong><\/a><\/p>\n<p>A SBC disponibilizou para toda a comunidade o livro <em>Referenciais de Forma\u00e7\u00e3o para os Cursos de Gradua\u00e7\u00e3o em Computa\u00e7\u00e3o<\/em> (RFs). Este livro cont\u00e9m referenciais de forma\u00e7\u00e3o para os cursos de Computa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia da Computa\u00e7\u00e3o, Engenharia de Computa\u00e7\u00e3o, Engenharia de Software, Licenciatura em Computa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/section>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O EXERC\u00cdCIOS --><\/p>\n<section id=\"exercicios\">\n<h3 id=\"exercicios\">Exerc\u00edcios<\/h3>\n<ol>\n<li>Depois da leitura do cap\u00edtulo, procure elaborar uma lista com os principais aspectos que considera inovadores e \u00fateis para voc\u00ea, enquanto cidad\u00e3o global, levando em considera\u00e7\u00e3o os aspectos indicados:\n<ul>\n<li>Educa\u00e7\u00e3o formal.<\/li>\n<li>Atividade profissional.<\/li>\n<li>Pr\u00e1tica de cidadania.<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>A partir da sua experi\u00eancia individual, que idades e abordagens pr\u00e1ticas voc\u00ea considera mais adequadas para o desenvolvimento de compet\u00eancias digitais nos contextos indicados no cap\u00edtulo: na forma\u00e7\u00e3o escolar, na pr\u00e1tica profissional, na vida social e cultural, e no exerc\u00edcio da cidadania?<\/li>\n<li>Considerando documentos importantes que foram desenvolvidos como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o ensino fundamental e os Referenciais de Forma\u00e7\u00e3o para os cursos de  Computa\u00e7\u00e3o (RFs) propostos pela Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o (SBC), avalie esses dois respectivos documentos, pontuando particularmente o que se refere \u00e0 inclus\u00e3o do pensamento computacional, e sobre a Licenciatura em Computa\u00e7\u00e3o, analise criticamente o quanto e como esses dois aspectos s\u00e3o mutuamente convergentes, sendo essenciais para a defini\u00e7\u00e3o de um programa nacional para implementar a aprendizagem da literacia digital. Considere indicar outros documentos que possam ajudar a construir essas diretivas no contexto das pol\u00edticas p\u00fablicas do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Baseado em sua experi\u00eancia individual, procure pesquisar e apresentar uma resposta argumentativa para as seguintes quest\u00f5es:\n<ul>\n<li>O que significam os termos \u201crastro digital\u201d e \u201ccomportamento digital de seguran\u00e7a\u201d? <\/li>\n<li>Quais as implica\u00e7\u00f5es desses dois aspectos para a vida social e profissional de uma pessoa no presente e no futuro?<\/li>\n<li>Existe, na sua opini\u00e3o, uma rela\u00e7\u00e3o direta entre esses dois aspectos e as a\u00e7\u00f5es \u00e9tico-morais demonstradas por um indiv\u00edduo?<\/li>\n<li>Quais ser\u00e3o as implica\u00e7\u00f5es legais envolvidas com o papel social de uma pessoa e suas a\u00e7\u00f5es no ciberespa\u00e7o?<\/li>\n<\/ul>\n<\/li>\n<li>Quest\u00e3o para debate: a partir das reflex\u00f5es desenvolvidas nas quest\u00f5es anteriores, bem como nas atividades do cap\u00edtulo, qual a sua opini\u00e3o sobre as situa\u00e7\u00f5es apresentadas pelas <a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/sociedade\/colegio-nao-renova-matricula-de-alunos-por-causa-de-apologia-tortura-ofensas-mulheres-indios-23235312#:~:text=RIO%20%2D%20O%20Col%C3%A9gio%20Antonio%20Vieira,%C3%B3dio%20contra%20%C3%ADndios%20e%20mulheres.&#038;text=A%20decis%C3%A3o%20da%20institui%C3%A7%C3%A3o%20foi%20rebatida%20por%20pais%20de%20estudantes\">not\u00edcia 1<\/a> e <a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/06\/06\/internacional\/1496743519_040682.html\">not\u00edcia 2<\/a>, considerando os desdobramentos e as consequ\u00eancias relatadas pelos envolvidos, e em que ponto os dois eventos podem se traduzir em alertas objetivos a influenciar o comportamento das pessoas no mundo digital?<\/li>\n<\/ol>\n<\/section>\n<p><!-- SE\u00c7\u00c3O REFER\u00caNCIAS --><\/p>\n<section id=\"referencias\">\n<h3>Refer\u00eancias<\/h3>\n<p id=\"BANDEIRA2011\">BANDEIRA, A. E. <a href=\"https:\/\/periodicos.ufsm.br\/geografia\/article\/viewFile\/7381\/4420\">O conceito de tecnologia sob o olhar do fil\u00f3sofo \u00c1lvaro Vieira Pinto<\/a>. <strong>In: Geografia, Ensino &#038; Pesquisa<\/strong>, v. 15, n. 1, p. 111-114, 2011. Acesso em: 06 out. 2017.<\/p>\n<p id=\"BERCOVICH2016\">BERCOVICH, N.; VIVANCO, G. <a href=\"http:\/\/www.publicaciones.siteal.iipe.unesco.org\/eventos-del-siteal\/31\/formacion-tic-y-empleo-para-los-jovenes-desafios-y-posibles-cursos-de-accion\"><strong>Formaci\u00f3n TIC y empleo para los j\u00f3venes: desaf\u00edos y posibles cursos de acci\u00f3n<\/strong><\/a>. IIPE\/UNESCO Sede Regional Buenos Aires y la Organizaci\u00f3n de Estados Ibero-americanos, 2016. 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Tem PhD em Ci\u00eancia e Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o pela Universidade de Coimbra (2012) e P\u00f3s-doutorado em Inform\u00e1tica pela PUC-Minas (2017). Possui mais de 10 anos de experi\u00eancia no magist\u00e9rio superior no Brasil, tendo tamb\u00e9m atuado no ensino m\u00e9dio e em cursos de certifica\u00e7\u00e3o profissional em tecnologia em Portugal e nos Estados Unidos. Como pesquisadora, seu dom\u00ednio \u00e9 Inform\u00e1tica em Educa\u00e7\u00e3o e Literacia Digital, ensino\/aprendizagem de programa\u00e7\u00e3o e licenciatura em inform\u00e1tica. Desde 2008 desenvolve projetos de voluntariado para apoiar o ensino de programa\u00e7\u00e3o e literacia digital, tendo participado de v\u00e1rios fellowships relacionados \u00e0 literacia digital em universidades americanas e europeias.<\/span><br \/>\n    <\/section>\n<section id=\"MARTINS2\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_06.png\" alt=\"Joaquim Welley Martins\" width=\"361\" height=\"472\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1482\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_06.png 361w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_06-229x300.png 229w\" sizes=\"auto, (max-width: 361px) 100vw, 361px\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\"><strong>Joaquim Welley Martins<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/1061016312083509\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/1061016312083509<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Jornalista e Advogado. \u00c9 bacharel em Comunica\u00e7\u00e3o Social com habilita\u00e7\u00e3o em Jornalismo (1988) e em Direito (1989) pela UFES. \u00c9 especialista em Comunica\u00e7\u00e3o Social (1994) pela UFMG, em Direito (1991) pela Escola Superior da Magistratura do Estado de Mato Grosso, e em Educa\u00e7\u00e3o (1994) pelo Uni\u00e3o das Escolas Superiores de Cuiab\u00e1 (UNIC). \u00c9 mestre em Ci\u00eancia da Informa\u00e7\u00e3o e Documenta\u00e7\u00e3o (1999) pela USP e doutor em Comunica\u00e7\u00e3o e Cultura pela ECO\/UFRJ. Trabalhou no jornal O Estado de Mato Grosso e como assessor jur\u00eddico da UNIC (1992). Atua em Direito Civil, de Comunica\u00e7\u00e3o, Tribut\u00e1rio e Fiscal. Em 1995 iniciou a carreira docente no Jornalismo na UFMT, e desde 2000 leciona na Escola de Comunica\u00e7\u00e3o (ECO) da UFRJ (nas disciplinas de \u00e9tica e legisla\u00e7\u00e3o, semi\u00f3tica, direito autoral e jornalismo on-line). <\/span><br \/>\n    <\/section>\n<section id=\"ALVES\" class=\"autor\">\n<section class=\"autor_foto\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_07.png\" alt=\"Fernanda Maria Melo Alves\" width=\"299\" height=\"407\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1483\" srcset=\"https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_07.png 299w, https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/wp-content\/uploads\/2019\/09\/17LD_07-220x300.png 220w\" sizes=\"auto, (max-width: 299px) 100vw, 299px\" \/><\/section>\n<section class=\"autor_descricao\"><strong>Fernanda Maria Melo Alves<\/strong><br \/>\n(<a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/6468376220858021\">http:\/\/lattes.cnpq.br\/6468376220858021<\/a>)<br \/>\n<span id=\"textoLattes\">Licenciada em Filologia Rom\u00e2nica (op\u00e7\u00e3o em L\u00edngua e Literatura Inglesa) pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Especializada en Estudios Hisp\u00e1nicos para Estudiantes Extranjeros pelo Colegio de Espa\u00f1a de Salamanca. P\u00f3s-graduada em Ci\u00eancias de Educa\u00e7\u00e3o pela Universidade Aberta de Lisboa. P\u00f3s-graduada em Ci\u00eancias Documentais, Biblioteca e Documenta\u00e7\u00e3o pela Universidade Aut\u00f3noma de Lisboa. Especializada em Ensino a Dist\u00e2ncia\/Telematic in Open Distance Learning pelo North Wales Access and Credit Consortium no Pa\u00eds de Gales. Doutora em Documentaci\u00f3n: Bibliotecas y Archivos en Entorno Digital (Doctor europeus cum laude) pela Facultad de Humanidades, Comunicaci\u00f3n y Documentaci\u00f3n da Universidad Carlos III de Madrid em Espanha. Lecionou L\u00edngua Portuguesa e Francesa em Portugal e, em 1998, ingressou no Departamento de Biblioteconomia e Ci\u00eancia da Informa\u00e7\u00e3o da Universidade Carlos III de Madrid, exercendo fun\u00e7\u00f5es de investigadora, professora e coordenadora de projetos de coopera\u00e7\u00e3o internacional com os PALOP, realizados pelo Grupo CUIDEA, da qual \u00e9 fundadora. Exerce atividades nacionais e internacionais, como eventos, publica\u00e7\u00f5es, organiza\u00e7\u00e3o de encontros, avalia\u00e7\u00e3o de revistas, orienta\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o de bancas de disserta\u00e7\u00f5es e teses, participa\u00e7\u00e3o em grupos de investiga\u00e7\u00e3o e colabora\u00e7\u00e3o com a UNESCO e EU. Realizou p\u00f3s-doutorado no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa na Guin\u00e9 Bissau e recebeu bolsa da CAPES para p\u00f3s-doutorado nas Universidades Estatual de Londrina e Federal da Bahia, no Brasil, da qual \u00e9 professora convidada.<\/span><br \/>\n    <\/section>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O CITAR --><\/p>\n<section id=\"citar\">\n<h3>Como citar este cap\u00edtulo<\/h3>\n<blockquote><p>MARTINS, S. W.; MARTINS, J. W.; ALVES, F. M. M. Literacia digital como compet\u00eancia para a cidadania global. In: SANTOS, Edm\u00e9a O.; PIMENTEL, Mariano; SAMPAIO, F\u00e1bio F. (orgs.). <b>Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o<\/b>: autoria, linguagens, multiletramentos e inclus\u00e3o. Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computa\u00e7\u00e3o, 2021. (S\u00e9rie Inform\u00e1tica na Educa\u00e7\u00e3o CEIE-SBC, v.2) Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/ceie.sbc.org.br\/livrodidatico\/literaciadigital&gt;\n    <\/p><\/blockquote>\n<\/section>\n<p>  <!-- SE\u00c7\u00c3O COMENT\u00c1RIOS --><\/p>\n<section id=\"comentarios\"><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Scheila Wesley Martins, Joaquim Welley Martins, Fernanda Maria Melo Alves) Estamos preparados para exercer a cidadania global? 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